Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) A serviço da WIC, militares alemães no Brasil e a literatura sobre o Brasil Holandês Ana Mónica Henriques Lopes* Lucia Furquim Xavier* No dia 29 de junho de 1650, dia de São Pedro, um feriado católico, o escrevente alemão Peter Hansen, originário de Haystrup, uma pequena vila na Jutilândia, celebrou o feriado juntamente com seus colegas. Em seu diário, relata que sendo seu nome Peter (Pedro em alemão) foi amarrado segundo os costumes locais e convidado a beber, o que fez com prazer (IBOLD ET AL, 1995: 91). Sobre sua religião não localizou-se uma referência específica mas qualquer que fosse sua confissão, isso não o impediu de celebrar um feriado católico com seus companheiros. Hansen, como centenas de outros militares não neerlandeses, desaparecem, como sombras, na historiografia sobre o Brasil Holandês, ou Nova Holanda, sendo considerados como “holandeses” uma vez que estavam a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (daqui para frente, WIC, suas iniciais neerlandesas). Definição da nacionalidade partia, no século XVII, do vínculo com a WIC e de uma retórica política externa ao cotidiano dos viajantes. Na Europa a formação e consolidação do Estado-nacional fazia parte da agenda dos governos e publicitas que estendiam suas fronteiras através das instituições coloniais mas também dos corpos dos viajantes. Embora as fontes da coleção Cartas e Papéis vindos do Brasil, no Arquivo Nacional Neerlandês em Haia sejam lacônicas sobre o total da população da Nova Holanda, a evidência sugere que no ano de 1631, cerca de 7 mil pessoas viviam no Recife (GONSALVES DE MELLO, 2007:53) e que no final do ano de 1645 e início de 1646, foi realizado um censo e calculou-se que no Recife, Maurícia, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande havia cerca de 12.703 almas.1 Nesse total estão incluídos pessoas livres, negros a serviço * Dr. Ana Mónica Henriques Lopes, Universidade Federal de Alagoas. * Lucia Furquim Werneck Xavier, Mestre em História Social, Universidade de Leiden, Países Baixos. 1 Os dados referentes a 1645/1646, consultar: “Liste van alle het volck dat inde conquesten van Brasilien hen unde de Regeringen van haer hoochmogende sijn hucheijt den prince van Oraingen en de Westindiensche compangnie bevinden” [Lista de toda a população na conquista do Brasil e sob o governo do todo poderoso Principe de Orange e da Companhia das Índias Ocidentais]. Arquivo Nacional dos Países Baixos em Haia, coleção Velha Companhia das Índias Ocidentais, número de chamada 1.05.01.01, inventário 61, documento 51. Esse mesmo documento está traduzido para o Português por José Antonio Gonsalves de Mello, na nota 122 do primeiro capítulo de seu Tempo dos Flamengos. Quando houver novas referências a documentos dessa mesma coleção, a nota será de forma abreviada com a sigla OWIC, número do inventário, número do documento, como por exemplo, 1 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) da Companhia das Índias Ocidentais, mulheres e crianças indígenas. Cabe destacar que na fonte não há separação por nacionalidade ou religião mas, com base em outras fontes, calculou-se que desse total, 20% a 30% fossem de pessoas originárias dos estados alemães (MIRANDA, 2011: 43). Desenha-se pela leitura dos vestígios do passado uma historiografia nacionalista com marcas da cientificidade do XIX. A operação histórica excluí fontes não oficiais e define a coleta de dados por parâmetros estruturais que procuram explicar o percurso que levou as formações políticas daquele momento. O argumento construído de maneira linear procura certificar uma leitura daquele presente. Figura 1: Mapa da área ocupada pela WIC entre 1624 - 1654. (ARRUDA, 1999: 37) A leitura da divisão da sociedade da Nova Holanda em duas categorias rígidas e OWIC 61, 51. 2 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) aparentemente separadas uma da outra tem sua origem no trabalho de dois alemães H. Handelmann, “História do Brasil” e o de Herman Wätjen; “O domínio colonial holandês no Brasil”; e no trabalho de um descendente de alemães, Francisco A. de Varnhagem e seu “História das lutas com os holandeses no Brasil”. O primeiro conclui que o Alto Conselho, as autoridades mais altas da Nova Holanda, tinham por política “reconciliar os portuguesesbrasileiros” com os holandeses, mas que as autoridades subalternas desfaziam tudo, tamanhas eram as violências, opressões e deboches aos portugueses e seus costumes. Sobre o papel da religião, conclui que “o antagonismo de nacionalidade e de religião, o qual dificilmente poderia ser maior do que esse que existia entre os fleumáticos calvinistas holandeses e os ardorosos habitantes das terras do Sul, católicos intransigentes (...)” (HANDELMANN, 1982: 180). Já Wätjen inferiu que a “ríspida oposição confessional impossibilitava os casamentos entre protestantes e católicos, entre judeus e cristãos” (WÄTJEN, 2004: 152). Salientamos que neste artigo não tocaremos a questão do casamento pois a mesma não se acha presente nas nossas fontes. Entretanto, outras fontes, inclusive várias consultadas por Wätjen, revelam que os mesmos existiam. Por fim, Varnhagem não descreve a interação entre holandeses e portugueses, limitando sua análise à descrição das batalhas do período e dos feitos de Nassau. No prefácio de suas obras, o três autores supra citados enfatizam que basearam-se sobretudo em “fontes oficiais”, ou seja documentos produzidos por instâncias governamentais ou, no caso da Nova Holanda, pela Companhia das Índias Ocidentais, ou documentos produzidos para instituições, tais como relatos oficiais. Esse fator isolado não definiria as leituras se houvesse por parte dos autores uma suspeita de que o “nacional” é uma produção e de que as relações privadas como casamentos mesmo necessitando da legitimação oficial – muitas vezes representada por igrejas – passam por agenciamentos locais que escapam a uma definição prévia. A leitura desses autores é resultante das perspectivas históricas daquele momento e das inquietações políticas e intelectuais que definiram a estruturação do argumento. Assim, das fontes aqui estudadas2, o diário de Johann Gregor Aldenburgk foi consultado por Handelmaan e Varnhagen. Sobre essa fonte, o último afirma que “nada de particular a respeito do que se passou na Bahia” foi aproveitado. Já o relato de Ambrósio Richshoffer foi utilizado tanto por Wätjen quanto por Varnhagem, mas não por Handelmann. Ainda segundo Varnhagem, para ele, o material de Richshoffer é mais útil do que o de Aldenburgk, pois dele tirou, em suas próprias palavras, “alguns apontamentos que suprirão 2 Para uma relação das fontes consultadas para esse artigo, ver bibliografia. 3 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) várias omissões de Albuquerque, nos primeiros dois anos das Memórias Diárias” (VARNHAGEN, 2002: 22). Já Wätjen, que limitou sua pesquisa ao diário de Richshoffer, sobre o qual afirma ser essencial para o estudo dos “primeiros tempos da colonização holandesa do Brasil” (WÄTJEN, 2004: 51). Ao escolherem as chamadas “fontes oficiais”, Handelmann, Wätjen e Varnhagem nos legaram uma historiografia cujo foco era descrever e explicar fatos e datas que refletissem uma história política e sobre as instituições políticas, deixando de fora de suas análises a experiência humana. Na leitura do “Prefácio” de Handelmann é expressiva sua preocupação em entender como as diferentes raças miscigenaram no chamado “Novo Mundo”, de norte a sul.3 Wätjen, por sua vez, estava mais interessado em estudar o desenvolvimento econômico das Sete Províncias Unidas do que o Brasil em si. O recorte das fontes e o objeto indicam que o objetivo primeiro de Wätjen era entender as relações entre as Províncias Unidas e o Brasil, mas do ponto de vista neerlandês, portanto, não é surpreendente que a maioria de suas fontes sejam holandesas, dispensando muitas fontes alemãs. De modo geral, podemos dizer que a obra de Varnhagem tem como objetivo “formar ou melhorar o espírito público nacional” brasileiro. Preocupado em localizar a origem no nacionalismo brasileiro, escreveu sobre a luta com os holandeses para encorajar aqueles que lutavam na Guerra do Paraguai, “apresentandolhes (…) o exemplo (…) em que o próprio Brasil, ainda insignificante colônia, havia lutado – durante 24 anos sem descanso e, por fim, vencido .- contra uma das nações mais guerreiras da Europa naquele tempo” (VARNHAGEN, 2002: 25). Não é difícil de perceber como a opção pelo discurso sobre o nacional define as abordagens desses autores. Esse elemento, tangencial no cotidiano das pessoas comuns como os autores dos diários usados aqui, define as análises históricas produzidas no XIX. Ao falarem sobre o nacional evidenciam elementos que contribuem com uma perspectiva dos Estados em questão e para tal é necessário definiram quem são os atores do cotidiano pelo lugar. O lugar – Brasil, Holanda ou Alemanha – são construídos pelos valores de heroísmo, organização política/Estatal e vitórias. Vencer o Paraguai é mais do que uma guerra, é a supremacia de um tipo de história legitimada por uma anterioridade – uma tradição – de vitórias pela expulsão dos holandeses. Esse nacional precisa de um retrato, um rosto, que pela miscigenação pode deteriorar-se ou europeizar-se/ branquear-se. Não é difícil pensar como as teorias raciais dominavam a 3 Para uma análise detalhada da obra de Handelmann ver o artigo de Renata Pistilli, “A História do Brasil de Handelmann – algumas notícias sobre o contexto de surgimento da obra bem como de sua recepção no Brasil”. 4 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) doutrina nacional que necessitava criar “o nacional”. Assim, o retrato produzido por esses autores é a imagem de uma discursividade Estado-nacional que muitas vezes distanciava-se do cotidiano, das histórias e experiências dos indivíduos que construíam o cotidiano. Percebe-se pois que a produção historiográfica alemã do século XIX sobre o Brasil utilizou como fonte apenas as chamadas “fontes oficiais”, produzindo assim uma historiografia que se preocupou apenas com a singularidade de eventos, deixando de fora de suas análises a experiência humana, bem como as formas de sociabilidade da época, nos apresentando assim, uma visão panorâmica da sociedade da Nova Holanda. Essa sociedade seria quase que estática, dividida conforme os dois grupos beligerantes, aglutinando pessoas de origens diversas em rótulos como portugueses ou neerlandeses. Entretanto, ao confrontarmos essa produção com as fontes por eles negligenciadas, fica claro que para aqueles viajantes do século XVII, o Brasil é muito mais do que apenas um lugar de conflictos militares intermitentes. Utilizando-se da metodologia da Microhistoria e tendo como fontes primárias os diários mantidos por soldados alemães a serviço da WIC, mostraremos que, ao contrário das obras supracitadas, é possível identificarmos experiências que são resultantes de convivências cotidianas e da produção de sociabilidades não descritas pelos documentos oficiais. Esses diários são vestígios que se conservam até hoje, e que nos mostram que apesar dos conflitos militares, o Brasil era um espaço no qual o convívio entre as diferentes culturas europeias não foi dificultado ou impedido por diferenças de religião e de nacionalidade como apresentaram os três autores alemães aqui analisados. Gostaríamos de salientar que todos os diários aqui em destaque são egodocuments, ou seja, documentos nos quais os autores descrevem suas experiências e seus sentimentos. Muitas vezes não eram escritos para serem publicados, mas sim, para informar parentes e conhecidos de suas aventuras no distante Brasil. Ressaltamos que alguns contém belas ilustrações e descrições da fauna e da flora brasileiras, como o de Zacharias Wagener, mas ainda assim não são relatos etnográficos. Entretanto, as fontes ignoradas pelos autores acima nos apresentam um Brasil no qual o convívio entre diferentes culturas europeias era antes a regra do que a exceção. Assim, no diário de Richshoffer, encontramos um exemplo singular. Sendo a sociedade da Nova Holanda uma mistura de culturas européias, não se pode deixar de indagar em qual idioma essa gente se comunicava? Richshoffer nos responde essa pergunta no seu registro de 01 de março de 1631, no qual menciona que conversara várias vezes com um português idoso graças ao pouco latim que aprendera (RICHSHOFFER, 2004: 107). 5 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) Já Schmalkalden, em sua entrada do mês de fevereiro de 1644, escreve que juntamente com mais treze pessoas, fora ao mato extrair madeiras de carpintaria. Na volta, o barco em que estavam naufragou. Schmalkalden e um anspeçada foram salvos por um liberto, mas os outros desapareceram. Ao chegarem ao forte Restinga de onde partiram, encontraram ai um dinamarquês que também se salvara (SCHMALKALDEN, 1998: 160). Nesse caso, não há referência ao idioma falado entre Schmalkalden e o liberto, nem com o dinamarquês. Mas de algum modo, conseguiram comunicar-se. Se Schmalkalden se preocupa esporadicamente registrar a nacionalidade de alguém, a religião não é um fator para ele pois não se localizou no seu texto referência a pessoa alguma por religião. Dos diários consultados, o de Peter Hansen, inédito no Brasil, é o que apresenta os melhores exemplos. Embora tenha se alistado como soldado, logo que chegara à Nova Holanda foi promovido a caixeiro e escrivão, não deixando de exercer suas funções como soldado, ficando em posição privilegiada para conviver com pessoas diferentes. Além disso, o idioma não parecia ser um problema também pois a evidência sugere que Hansen falava português e que aprendera algum Tupi pois quando encontrou com Janduí, cacique dos Tapuias, (Janduí era uma figura de destaque na colônia) falou com este em seu idioma. Sobre a convivência, ficamos sabendo que no dia 15 de janeiro de 1650, Hansen, juntamente com seus camaradas não nomeados estavam em uma barca e bebiam muito e portanto, estavam bêbados, quando de repente, dois começaram a brigar e um caiu no mar mas salvou-se por saber nadar. Hansen interferiu na refrega e quase afogou o soldado que anteriormente não caíra na água. Por isso foi preso. Destacamos que Hansen não menciona nem os nomes de seus camaradas, muito menos a religião dos mesmos. Nós entendemos que novamente, para esse alemão, nem a nacionalidade, nem a religião eram empecilhos para a convivência (IBOLD ET AL, 1995: 84). O que dissocia os autores dos diários dos historiadores é o tipo de experiência e as expectativas produzidas. Peter Hansen, Richshoffer e Schmalkalden experimentaram um cotidiano em que elementos do nacional não eram determinantes em suas vivências. Pelo contrário, o que viam, com quem conversavam, o desconhecido era mais importante e definidor do cotidiano, pois esses elementos eram constituintes de suas experiências e talvez mais realistas do que a retórica nacional. No outro extremo leituras marcadas pela perspectiva política podem ser lidas como o resultados de investigações históricas ou como resultantes de um processo. A leitura produzida por H. Handelmann, Herman Wätjen e Francisco A. de Varnhagem correspondia 6 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) ao horizonte de expectativa desses autores e seus textos são uma leitura do século XVII e fontes para entender o XIX. Os exemplos aqui apresentados são poucos dentre muitos. No geral, podemos dizer que os diários aqui consultados nos revelam que para aqueles viajantes do século XVII, o Brasil é um lugar de conflitos militares intermitentes mas que apesar dos mesmos, o convívio entre as diferentes culturas europeias não foi dificultado ou impedido por diferenças de religião e de nacionalidade como apresentaram os três autores alemães aqui analisados. 7 Luna Halabi Belchior; Luisa Rauter Pereira; Sérgio Ricardo da Mata (orgs) Anais do 7º. Seminário Brasileiro de História da Historiografia – Teoria da história e história da historiografia: diálogos Brasil-Alemanha. Ouro Preto: EdUFOP, 2013. (ISBN: 978-85-288-0326-6) Bibliografia ARRUDA, José. Jobson. Atlas Histórico básico. São Paulo: Atica, 1999 CERTEAU, M. A Operação Historiográfica. In: CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982. GONSALVES DE MELLO, José Antonio. Tempo dos Flamentos Influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do norte do Brasil. 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