UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA A ESTRUTURA DO MERCADO FINANCEIRO NACIONAL Por: Jordana de Almeida Vollú Baêta Orientador Prof(a). Ana Claudia Morrissy Rio de Janeiro 2011 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES 2 PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA A ESTRUTURA DO MERCADO FINANCEIRO NACIONAL Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Gestão em instituições financeiras Por: . Jordana de Almeida Vollú Baêta 3 AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus amigos que estiveram sempre ao meu lado e principalmente a minha família que nos momentos difíceis que me fizeram seguir em frente 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus pais que tanto me ajudaram e me ajudam 5 RESUMO O Sistema Financeiro Nacional é composto por diversas instituições. Sua formulação é preparada para atender as mais diversas demandas da economia nacional. No presente trabalho as principais instituições financeiras do Brasil serão descritas de forma sucinta, para que ao final deste seja possível identificarmos a importância das instituições no conjunto da economia brasileira. Por fim, poderemos perceber que a formulação de um sistema financeiro é complexo e depende de ramificação, e por isso seu estudo é de grande importância, lembrando que para entendê-lo é preciso entender quem o compõe. 6 METODOLOGIA Os métodos utilizados para o presente trabalho foram compostos pela leitura de livros, periódicos e consultas na internet. Dentre as principais fontes pode-se destacar o sites oficiais das instituições financeiras pesquisadas. Desta forma as principais fontes foram os sites do Banco Central, Banco do Brasil,CVM, CRSFN,Planalto e BNDES. Para complementação do trabalho foram lidos artigos de revistas especializadas no assunto que ajudaram na construção dos pensamentos apresentados ao longo do trabalho e que permitiram que o tema abordado se tornasse relevante para a academia. Assim, o material utilizado tem como finalidade embasar os pensamento que serão expostos ao longo do trabalho, tornado-o construtivo para futuras pesquisas e formações de opinião. Além do material anteriormente citado serão utilizados dados estatísticos e gráficos para ajudar a ilustrar e assim facilitar o entendimento do trabalho. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I - Instituições Financeiras 11 1- Definição 1.1- SFN e a economia brasileira 1.2- Instituições Financeiras 1.2.1-Banco Comerciais 1.2.2-Bancos de desenvolvimento 1.2.3-Cooperativa de crédito 1.2.4-Bancos de investimento 1.2.5- Sociedade de Crédito, Financiamento e Invest. 1.2.6-Sociedades corretoras 1.2.7-Sociedades distribuidoras 1.2.8-Sociedade de arrendamento mercantil 1.2.9-Associações de poupança e empréstimo 1.2.10-Sociedades de crédito imobiliário 1.2.11-Investidores institucionais 1.2.12-Companhia hipotecária 1.2.13-Agencia de fomento 1.2.14-Bancos múltiplos 11 12 13 13 14 14 14 15 15 15 15 16 16 16 16 17 17 CAPÍTULO II - Autoridades Monetárias 2.1- Conselho Monetário Nacional 2.2- Banco Central do Brasil 18 18 20 CAPÍTULO III – Autoridades de Apoio 22 3.1.- Comissão de Valores Mobiliários 3.2- Banco do Brasil 3.3- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social 3.4- Caixa Econômica 3.5- CRSFN CAPÍTULO IV – Órgão operadores 4.1- IRB 4.2- Sociedades de capitalização 4.3- SUSEP 4.4-Bolsa de Valores 4.4.1-BMF&BOVESPA 22 24 25 26 27 29 29 30 30 31 31 CONCLUSÃO 33 8 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 42 ANEXOS 40 ÍNDICE 43 9 INTRODUÇÃO O sistema financeiro nacional é composto de diversas instituições e cada um delas atua de forma a se tornar “responsável” por um determinado ramo de nossa economia. Tal divisão é feita com o objetivo de facilitar o controle e a fiscalização e principalmente delegar funções já que apenas uma entidade não seria capaz de suportar toda a demanda da economia brasileira. As duas principais entidades do SFN(Sistema Financeiro Nacional) são o Conselho Monetário Nacional(CMN) e o Banco Central(Bacen). O CMN pode ser visto como a autoridade máxima já que cabe a ele fixar as diretrizes da política monetária, creditícia e cambial do país. Apesar de determinar tais diretrizes o CMN é um órgão exclusivamente normativo já que não cabe a ele a execução de tais disposições. A entidade responsável pela execução das diretrizes é o Banco Central, por meio dele as disposições do CMN são cumpridas e fiscalizadas. Como foi visto, há uma divisão nas entidades, algumas tem caráter executivo e outras de supervisão e ainda temos as operativas. Assim, podemos dividir o SFN da seguinte maneira. 1° grupo: Normativo 2° grupo: Supervisão 3° grupo:.Operativo No primeiro grupo encontramos o Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e o Conselho de Gestão da Previdência Complementar. 10 No segundo grupo temos o Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados, Instituto de Resseguros do Brasil e por fim a Secretaria de Previdência Complementar. No terceiro incluem as instituições financeiras, sociedades de seguradoras,sociedades de capitalização e entidades abertas e fechadas de previdência complementar. Na tabela abaixo percebe-se a real dimensão do Sistema Financeiro Nacional, percebendo que para haver um bom funcionamento é necessário muitas entidades e mesmo assim muitas delas trabalham em conjunto para tentar da melhor maneira um otimização de suas funções. Fonte: http://www.bcb.gov.br/?SFNCOMP Desta forma, no presente trabalho temos por objetivo uma breve apresentação do funcionamento do SFN. Essa apresentação será feita por meio da exposição das principais entidades que o compõe. Pretende-se, portanto, que ao final do trabalho perceba-se a real importância de um sistema financeiro bem estruturado. Para cumprir o objetivo apresentado o trabalho será dividido da seguinte forma. Primeiramente apresentaremos as funções e estrutura das principais entidades que compões os três grupos do SFN e após esta apresentação poderemos concluir o trabalho com as considerações finais. 11 CAPÍTULO I Instituições Financeiras 1 – Definição De acordo com a Lei n° 4.595/64- Reforma Bancária, consideram-se instituições financeiras: “Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros. Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual. Sobre seu funcionamento legal temos: Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras. § 1º Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados, das sociedades de crédito, financiamento e investimentos, das caixas econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das cooperativas que a tenham, também se subordinam às disposições e disciplina desta lei no que for aplicável, as bolsas de valores, companhias de seguros e de capitalização, as sociedades 12 que efetuam distribuição de prêmios em imóveis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer forma, e as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam, por conta própria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos, realizando nos mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos executados pelas instituições financeiras. § 2º O Banco Central da Republica do Brasil, no exercício da fiscalização que lhe compete, regulará as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo-lhes os abusos com a aplicação da pena (Vetado) nos termos desta lei. § 3º Dependerão de prévia autorização do Banco Central da República do Brasil as campanhas destinadas à coleta de recursos do público, praticadas por pessoas físicas ou jurídicas abrangidas neste artigo, salvo para subscrição pública de ações, nos termos da lei das sociedades por ações.” Fonte: (http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L4595.htm) Desta forma temos como instituições financeiras os Bancos Comerciais, Caixas Econômicas, Bancos Cooperativos, Cooperativas de Crédito, Bancos múltiplos, Bancos de Desenvolvimento, Bancos de Investimento, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, Companhias Hipotecárias, Sociedades de crédito Imobiliário, Associações de poupança e empréstimo, Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários e Sociedades de Arrendamento Mercantil. 1.1 – SFN e a economia brasileira 13 Como visto anteriormente o SFN é composto por diversos órgãos, a necessidade desta ramificação é devido a grande complexidade de uma economia globalizada. Nos últimos anos a economia brasileira apresentou um grande salto em seu crescimento, não somente em números como também em atribuições. Com o aumento desta demanda foi necessário a criação de um sistema complexo e ao mesmo tempo eficaz para desta forma gerir corretamente as necessidades da economia. Um sistema financeiro bem estruturado não é importante somente para o país como também para o sistema como um todo. A maioria das transações são conectadas e por isso precisam estar sempre em acordo. Um sistema correto significa uma maior credibilidade diante de mercado e isso atrai investimentos e gera uma segurança diante do mercado externo. A maioria dos órgão do sistema financeiro tem suas funções bem definidas e atuam em parceria com outros órgão. A funcionalidade deles depende de informações vindas de outros e por isso é necessário uma parceira entre eles.Desta forma, podemos concluir que o SFN é essencial para o bom funcionamento da economia e precisa ser aprimorado sempre. Quando analisamos as instituições financeiras passamos a entender como é complexo gerir a economia de um país. Se pensarmos que todas as trocas financeiras tem de ser reguladas entendemos o porque de ser tão difícil controlar essas transações. Todos os dias nos deparamos com situações em que. mesmo sem percebe, utilizamos as instituições financeiras. 1.2 – Instituições Financeiras 1.2.1- Os Bancos Comerciais Os BC são intermediários financeiros que transferem recursos dos agentes superavitários para os deficitários, essa troca gera moeda através do efeito multiplicador. Os banco comerciais podem exercer a função de descontar títulos, realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente, realizar operações especiais de crédito rural, de câmbio e comércio 14 internacional, captar depósitos à vista e a prazo fixo, obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes, etc. Os bancos comercias podem ser considerados a instituição financeira mais presente no dia a dia da população. 1.2.2- Bancos de Desenvolvimento O BNDES é o principal agente de financiamento do governo federal, ao longo do trabalho poderemos enxergar melhor a função desta instituição. Além do BNDES há outros bancos regionais de desenvolvimento como, por exemplo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Banco da Amazônia. 1.2.3- Cooperativas de Crédito Equiparando-se às instituições financeiras, as cooperativas normalmente atuam em setores primários da economia ou são formadas entre os funcionários das empresas o as torna em geral pequenas e sem o objetivo de serem grande lucradoras. No setor primário, elas permitem uma melhor comercialização dos produtos rurais e criando facilidades para o a revenda das safras aos consumidores finais. No interior das empresas em geral, as cooperativas oferecem possibilidades de crédito aos funcionários, os quais contribuem mensalmente para a sobrevivência e crescimento da mesma. As operações realizadas nas cooperativas são exclusiva para seus membros não sendo aberta ao público em geral.. 1.2.4- Bancos de Investimentos Os bancos de investimento tem por objetivo central captar os recursos através de emissão de CDB e RDB, de capitação e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos. Esses recursos são direcionados a empréstimos e financiamentos específicos à aquisição de bens de capital pelas empresas ou subscrição de ações e debêntures. Os bancos de investimentos não podem destinar recursos 15 a empreendimentos mobiliários e têm limites para investimentos no setor estatal. A diferença dos bancos de investimento para os comerciais são as restrições que eles apresentam. A função dos bancos de investimento não é o cliente físico. 1.2.5-Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos As sociedades de crédito, financiamento e investimento captam recursos através de letras de câmbio e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais (crediário). Tratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é limitado a 12 vezes seu capital mais reservas. 1.2.6-Sociedade Corretoras Essas sociedades operam com títulos e valores mobiliários por conta de terceiros. Estas instituições dependem do Banco Central e da CVM para sua regulação e seu funcionamento. Elas podem efetuar lançamentos de ações, administrar carteiras e fundos de investimentos, intermediar operações de câmbio e outras funções. 1.2.7-Sociedades Distribuidoras As sociedades distribuidoras não possuem acesso a bolsa de valores assim como as Sociedades Corretoras. Suas principais funções são a subscrição de emissão de títulos e ações, intermediação e operações no mercado aberto. Elas estão sujeitas a aprovação pelo BACEN. 1.2.8-Sociedade de Arrendamento Mercantil As sociedades de arrendamento mercantil são responsáveis pelas operações de "leasing" que tratam-se de locação de bens de forma que, no final do contrato, o locatário pode renovar o contrato, adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade. Esse tipo de operação é frequentemente visualizados na compras de automóveis.Atualmente, tem é 16 comum que as operações de leasing tenham o valor residual pago de forma diluída ao longo do período contratual ou de forma antecipada, para não se tornar uma operação desvantajosa do ponto de vista contratual. As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos através da emissão de debêntures, com características de longo prazo. 1.2.9-Associações de Poupança e Empréstimo São sociedades civis onde os associados têm direito à participação nos resultados. A captação de recursos ocorre através de caderneta de poupança e seu objetivo é principalmente financiamento imobiliário. 1.2.10-Sociedades de Crédito Imobiliário Ao contrário das Caixas Econômicas, essas sociedades são voltadas ao público de maior renda. A captação acontece por meio de Letras Imobiliárias depósitos de poupança e repasses.. Os recursos se destinam principalmente para o financiamento imobiliário. 1.2.11-Investidores Institucionais Os principais investidores institucionais são: Fundos Mútuos de Investimentos: são condomínios abertos que aplicam seus recursos em títulos e valores mobiliários tem por objetivo oferecer aos condomínios maiores retornos e menores riscos. As Entidades Fechadas de Previdência Privada: são instituições mantidas por contribuições de grupo de trabalhadores. Há uma lei que determina que parte dos recursos devem ser destinados ao mercado de ações. As seguradoras são enquadradas coo instituições financeiras segundo determinação legal. O Banco Central determina o percentual limite a ser destinado aos mercados de renda fixar e variável. 1.2.12-Companhias Hipotecárias 17 Dependem do Banco Central para funcionarem e tem por objetivo o financiamento imobiliário, administração de crédito hipotecário e de fundos de investimento imobiliário, dentre outros. 1.2.13-Agências de Fomento Sob supervisão do Banco do Central, as agências de fomento captam recursos através dos Orçamentos públicos e de linhas de créditos de LP de bancos de desenvolvimento, destinando-os a financiamentos privados de capital fixo e de giro. 1.2.14-Bancos Múltiplos Os banco múltiplo compilam funções tanto comercial quanto de investimento, de crédito imobiliário, de aceite, de desenvolvimento e de leasing. 1.2.15-Bancos Cooperativos Os banco cooperativos transforma a cooparativa de crédito em um banco comercial. Sua grande diferença é que suas atividades são restritas ao estado em que foi criado gerando assim um desenvolvimento local. Fonte:Economiabr 18 CAPÍTULO II Autoridades Monetárias As autoridades monetárias são responsáveis pela normas que determinam o volume de moedas em circulação e os meios de pagamentos. São também responsáveis pela decisão da política de crédito e financiamento do país. Temos portanto o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central do Brasil como principais representantes desta categoria. 2.1 – Conselho Monetário Nacional De acordo com informação do site da fazenda o CMN é um órgão normativo responsável pelas diretrizes da política econômica, cambial e creditícia do país. Por seu envolvimento com tais políticas ele é visto como um conselheiro da política econômica já que grande partes de suas determinações tem reflexo direto na economia. A Lei 9.069/95 determinou que a composição do CMN seria composta por: Ministro da Fazenda como presidente, Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central. Além desta composição esta lei criou a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito com o objetivo de regulamentar as tarefas de responsabilidade do CMN. Essa comissão tem como componentes o presidente do Banco Central, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários, secretários do Tesouro Nacional e de Política Econômica do Ministério da Fazenda, 4 diretores do Banco Central e secretários executivos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Junto ao CMN funcionam também comissões consultivas que servem para destrinchar os assuntos de sua competência em ramos, facilitando o trabalho no CMN. Temos, portanto comissões de: Normas e organização do 19 SFN; mercados de valores mobiliários e de futuros; crédito rural; crédito industrial; endividamento público; política monetária e cambial e por fim a de crédito habitacional, saneamento e infra estrutura urbana. Dentre as principais competência do Conselho Monetário Nacional destacase: § Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento § Regular o valor interno da moeda § Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos do País § Orientar a aplicação de recursos das instituições financeiras públicas e privadas § Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros § Zelar pela solvência e liquidez do sistema § Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e de dívida pública interna e externa Fonte: Conselho Monetário Nacional (http://www.fazenda.gov.br/portugues/orgaos/cmn/cmn.asp) A partir destas funções o Conselho fica responsável por diversas outras funções mais específicas que vai desde autorizar a emissão de papel moeda, aprovar orçamentos do Banco Central, determinar taxas, regular operações até regular as próprias instituições financeiras. Por todas estas função o CMN é visto como órgão máximo do SFN e por meio deste entendimento podemos compreender grande funcionamento da estrutura financeiro da economia brasileira parte do 20 2.2 – Banco Central do Brasil Se temos o CMN como órgão normativo principal do SFN pode-se dizer que o Banco Central é o principal órgão executivo do sistema financeiro. Cabe a ele a responsabilidade de fazer cumprir e cumprir todas as disposições que regulam o sistema e que são expedidas pelo CMN, por isso ele pode considerado o “braço direito” do Conselho Monetário Nacional. O Banco Central do Brasil é uma autarquia federal e foi criado em 31 de Dezembro de 1964 com a Lei nº 4.595, antes de sua criação o papel de autoridade monetária era desempenhado pela Superintendência da Moeda e do Crédito, pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro nacional. Com o fim destas obrigações o Banco Central assumiu a função de “banco dos bancos” e segue nela até hoje. Dentre as funções do BACEN temos: § Emitir papel moeda e moeda metálica § Executar os serviços do meio circulante § Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e depósitos voluntários § Realizar operações de redesconto e empréstimos às instituições financeiras § Regular a execução de serviços de compensação de cheques e outros papéis § Compra e venda de títulos § Entre outras § °°° Fonte:BACEN(http://www.bcb.gov.br/) 21 A composição do BACEN é formada por diversas autoridades que são responsáveis por assuntos administrativos, outras por assuntos técnicos e assim em diante. Na figura abaixo percebe-se a quantidade de ramificações existentes mostrando que para executar todas as suas funções é preciso muita organização interna. Assim como o Banco Central a maioria das entidades financeiras precisa desta divisão para auxiliar o cumprimento de suas funções. Esta necessidade é explicada pela complexidade de um sistema financeiro e principalmente pela dimensão de nossa economia. Fonte: http://www.bcb.gov.br/?ORGANOGRAMA Assim, temos o BACEN como banco dos bancos; gestor do sistema financeiro, executor da política monetária, banco emissor e banqueiro do governo. Em resumo, é através dele que o Estado intervém diretamente no sistema financeiro e indiretamente na economia do país. 22 CAPÍTULO III Autoridades de Apoio Como o próprio nome diz as autoridades de apoio são responsáveis por auxiliar o bom funcionamento do sistema financeiro. Elas não são responsáveis pela formulação de normas e sim de fazê-las cumprir. Dentre as principais autoridades de apoio temos a CVM, BB, Caixa Econômica, BNDES. Para o bom funcionamento do sistema estas instituições tornam-se de extrema importância, por meio delas diversos setores da economia são fiscalizados e ao mesmo tempo são mantidos em bom funcionamento. 3.1- Comissão de Valores Mobiliários Órgão normativo voltado para o desenvolvimento, disciplina e fiscalização do mercado de valores mobiliários que não são emitidos pelo sistema financeiro e pelo tesouro, ou seja, praticamente controla o mercado de ações e debêntures. É uma entidade auxiliar, autárquica, autônoma e descentralizada mas vinculada ao Governo. Segundo site da própria instituição seus objetivos são: § Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; § Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários; § Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado; 23 § Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido; § Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários; § Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários; • Promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias aberta De acordo com a lei (6385/76) que trata sobre o funcionamento do mercado mobiliário a CVM surgiu como um órgão regulador deste sistema. Suas atribuições vão desde normatizar até regular. Com sua criação o mercado passou a não agir livremente e isso colaborou para manter um ambiente neutro e evitou que interesses particulares sobressaíssem sobre os de mercado. Dentre as principais atribuições da CVM podemos destacar: • registro de companhias abertas; • registro de distribuições de valores mobiliários; • credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários; • organização, funcionamento e operações das bolsas de valores; • negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários; • administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários; • suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações; 24 • suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores; Fonte: www.cvm.com.br Diante disto, percebemos que com a criação da CVM houve uma padronização das informações emitidas pelas empresas com o objetivo de geral um regularidade e confiabilidade no sistema. Por mais que isso possa não parecer relevante a regularização do sistema financeiro é benéfico principalmente para os investidores que cada dia mais confiam no sistema e aumento o investimento de capitais nesse ramo de negócio. Ao mesmo tempo, sabendo que há um órgão regulando e “vigiando” o mercado as empresas se sentem obrigadas a agir corretamente evitando assim conflitos de interesses. 3.2 - Banco do Brasil O Banco do Brasil é umas das instituições mais antigas do Brasil. Sua criação ocorreu há mais de 200 anos e sua imagem sempre foi relacionada ao crescimento brasileiro. Sua participação não se deu somente no âmbito econômico mas também no social e cultural. Sua participação no mercado brasileiro foi crescendo ao longo dos anos e mesmo perdendo algumas de suas atribuições iniciais continua sendo uma instituição de extrema importância para o governo brasileiro e também para a população. É uma sociedade anônima de economia mista. O Banco do Brasil por muitos anos teve papel de autoridade monetária mas em 1986 por decisão do CMN o banco deixou de ser co-responsável pela emissão de papel moeda. Ainda assim até hoje o Banco do Brasil atua como parceiro do governo prestando muitas funções que o matem como auxiliador. Dentre estas funções podemos destacar a execução do serviço de compensação de cheques, os 25 pagamentos e suprimentos do orçamento geral da União, recebimento de pagamentos e fora do país, dentre outras funções. Além de prestar alguns serviços de apoio ao governo o Brasil do Brasil atua fortemente como banco comercial e participa ativamente neste segmento disputando diretamente com banco comerciais privados. 3.3 - Banco Nacional De Desenvolvimento Econômico e Social BNDES: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é uma empresa pública federal, “é hoje o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, em uma política que inclui as dimensões social, regional e ambiental.”(Fonte: BNDES) “Desde a sua fundação, em 1952, o BNDES se destaca no apoio à agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços, oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas. O Banco também vem implementando linhas de investimentos sociais, direcionados para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano.”(BNDES). Por isso, o BNDES é tem como objetivo central o fomento da economia brasileira, trazendo benefícios para o desenvolvimento de diversos ramos da economia. Portanto, por meio de financiamentos a projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços o BNDES atua como “emprestador” oficial do governo para projetos tanto de cunho particular quanto para projetos públicos. “Além disso, o Banco atua no fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e destina financiamentos não 26 reembolsáveis a projetos que contribuam para o desenvolvimento social, cultural e tecnológico.”(BNDES) Como podemos perceber o BNDES não é um banco voltado para crédito de curto prazo, ao contrário dos bancos comerciais sua função não é o crédito pessoal e sim o crédito de longo prazo que gere rendimentos não só econômicos como sociais. Sua função auxilia pequenas empresas que vêem nele um grande auxilio para seu desenvolvimento. O BNDES é um órgão extremamente bem visto pelo mercado, pois sua função é diretamente relacionada ao bem estar da população e da economia. 3.4 Caixa Econômica Federal É a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas do Governo Federal para habitação popular e saneamento básico caracterizando-se como um banco de apoio ao trabalhador de baixa renda. Esta função permanece até os dias atuais porém sua atuação se ampliou ao longo dos anos. A Caixa econômica além das funções acima relacionadas atua como banco comercial exercendo todas as atividades relacionadas a este ramo. Suas principais atividades estão pautadas com a captação de recursos na caderneta de poupança e empréstimos vinculados a habitação. Os recursos captados junto ao FGTS são direcionados quase na totalmente para áreas de saneamento e infra-estrutura urbana. Além disto a Caixa Econômica é responsável pela administração das loterias, de fundos e programas como o FGTS,FAZ,FDS. Como a própria Caixa Econômica diz, “hoje, a CAIXA tem uma posição consolidada no mercado como um banco de grande porte, sólido e moderno. Como principal agente das políticas públicas do governo federal, está presente em todo o país, sem perder sua finalidade: a de acreditar nas pessoas.”(Fonte: www.caixa.gov.br), isso quer dizer que mesmo mantendo sua finalidade de cunho predominantemente social a Caixa econômica evolui e se tornou um 27 banco múltiplo de grande porte. Desta forma, com mais de 150 anos de exercício a Caixa, junto com o BB, reprensenta os bancos que auxiliam o governo. 3.5 - Conselho de Recurso do sistema Financeiro Nacional O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional - CRSFN foi criado pelo Decreto nº 91.152, de 15.03.85. Foi criado com o objetivo de substituir o CMN na competência de julgar, em segunda e última instância administrativa, os recursos interpostos das decisões relativas à aplicação das penalidades administrativas referidas nos itens I a IV do art. 1º do referido Decreto. Permanece como função do CMN a competência residual para julgar os demais casos ali previstos, por força do disposto no artigo 44, § 5º, da Lei 4.595/64.1 Com a criação Lei nº 9.069, de 29.06.95, o CRSFN adquiriu novas função sendo então responsável por de julgar os recursos interpostos contra as decisões do Banco Central do Brasil relativas a aplicação de penalidades por infração à legislação cambial, de capitais estrangeiros, de crédito rural e industrial.2 Seu formação é composta por oito Conselheiros, que são pessoas com possuem conhecimentos especializados em assuntos relativos aos mercados financeiro, de câmbio, de capitais, e de crédito rural e industrial, essa preocupação se deve ao fato de ser um órgão de tomadas de decisões que geralmente requerem conhecimentos específico. Temos portanto a seguinte composição: I - um representante do Ministério da Fazenda (Minifaz); 1 2 Fonte:Banco Central do Brasil Idem 28 II - um representante do Banco Central do Brasil (Bacen); III - um representante da Secretaria de Comércio Exterior (MIDIC);” IV - um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); V - quatro representantes das entidades de classe dos mercados afins, por estas indicados em lista tríplice Fonte: Ministério da Fazenda 29 CAPÍTULO IV Órgãos operadores Os órgãos operadores em geral cumprem as regras dos órgão normativos e são fiscalizadas pelos supervisores. Sua atuação de dá principalmente na execução de distintas tarefas no âmbito econômico. Dentre as intuições que compõe esse grupo destacamos as bolsas de valores, os institutos de resseguro, as sociedades seguradoras,bancos de cambio, etc. Nos tópicos abaixo será possível enxergar a função de alguns destes órgão no SFN. 4.1 – Instituto de Resseguros do Brasil De acordo com o Banco Central resseguradores são entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que têm por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão. No Brasil o IRB é o órgão responsável por esta função e encontra-se vinculado ao Ministério da Fazenda. O Instituto de Resseguros do Brasil foi criado em 1939 pelo então presidente Getúlio Vargas seu objetivo era fortalecer o desenvolvimento do mercado segurador nacional, atuando como fortalecedor do mercado de resseguros no Brasil. Essa medida “pretendia ainda aumentar a capacidade seguradora das sociedades nacionais, retendo maior volume de negócios em nossa economia, ao mesmo tempo em que captaria mais poupança interna.”3 O resseguro é uma prática extremamente comum no mundo e ao mesmo tempo extremamente importante, em um ambiente global os riscos 3 Fonte:IRB 30 precisam ser cada vez mais minimizados e são nestas situações que o IRB entre em ação. 4.2 – Sociedades de Capitalização As sociedades de capitalização são entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas. Em suas atividades elas negociam contratos em forma de títulos de capitalização onde o contratante deposita prestações pecuniárias e tem por direito resgatar o valor depositado corrigido por uma taxa de juros pré determinada no contrato. Em alguns casos o contratante tem ainda o direito a concorrer prêmios feitos por sorteios esporádicos. 4.3 – SUSEP A SUSEP é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda e foi criada por meio de um decreto.4 Suas atribuições são:5 1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; 2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; 3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; 4 Decreto de lei nº 73 de 21 de Novembro de 1966 As atribuições da SUSEP podem ser encontradas no link: http://www.susep.gov.br/menu/asusep/apresentacao 5 31 4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização; 5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem; 6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; 7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; 8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; 9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP6. 4.4 – Bolsa de valores Segundo o site do Bacen as bolsas de valores são sociedades anônimas ou associações civis, e tem por objetivo a manutenção do local ou sistema adequado ao encontro de seus membros e à realização entre eles de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e pela Comissão de Valores Mobiliários. Desta forma assumem uma autonomia financeira, patrimonial e administrativa (Resolução CMN 2.690, de 2000). No Brasil a principal bolsa de valores é representada pela BMF&Bovespa. 4.4.1 – BMF&Bovespa A BM&FBOVESPA é uma companhia de capital brasileiro formada, em 2008, a partir da integração das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Nos dias atuais a BMF&Bovespa é a 6 Órgão que faz parte do Sistema Nacional de Seguros Privados, criado por meio do mesmo decreto que instituiu a SUSEP. Dentre suas funções destaca-se a fixação de diretrizes e normas da política de seguros privados. 32 principal instituição brasileira de intermediação para operações do mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias. Através de suas plataformas a bolsa é capaz de negociar, registrar, compensar e liquidar ativos e valores mobiliários. A companhia também atua como depositária central dos ativos negociados em seus ambientes, além de licenciar softwares e índices. Sendo assim, a Bolsa desempenha um papel crucial para as atividades de gerenciamento de riscos. Atualmente, a BMF&Bovespa é a única bolsa de valores em operação no Brasil, que ainda exerce papel de fomentar o mercado de capitais. Por sua atuação, a bolsa de valores está sujeita a supervisão da CVM e do BACEN, demonstrando assim sua importância para o mercado fluir. Fonte:BMF&Bovespa 33 CONCLUSÃO Como vimos, a composição do Sistema Financeiro é feita por meio de autoridades normativas, supervisoras e operadoras. Esta separação tem por objetivo tornar o mais simples possível o funcionamento do sistema. Muitas destas instituições estão entrelaçadas já que seu funcionamento depende de normas produzidas por outras instituições e que por sua vez também fiscalizadas por outras. Essa dependência entre as instituições nos mostra que o Sistema Financeiro é todo interligado e por isso é preciso sempre que as instituições funcionem bem. Pudemos perceber que um sistema financeiro bem estruturado reflete diretamente no ambiente econômico de um país. Temos portanto alguns pontos relevantes que podemos identificar quando analisamos a boa estruturação do Sistema Financeiro Nacional. Expansão do sistema de intermediação financeira de curto e médio • prazo; • Consolidação e penetração no espaço geográfico da rede de intermediação financeira de curto e médio prazo; • Implantação de um órgão normativo, de assessoria, controle e fiscalização, • Criação de instituições financeiras de apoio a regiões carentes; Fonte:Algo Sobre Analisando os pontos acima percebemos que ao longo do trabalho identificamos a necessidade de delegar funções a outros órgãos mostrando que esta tarefa não é fácil já que são inúmeras instituições e seu controle é árduo, por isso, temos uma entidade máxima que funciona como união de todas as outras; o Conselho Monetário Nacional. Para se manter um organograma funcional o Conselho Monetário Nacional determina as diretrizes e os órgãos supervisores auxiliam no cumprimento destas medidas. 34 Se por um lado temos o Conselho Monetário como órgão chave podemos dizer que abaixo dele temos as instituições supervisoras onde se destaca o Banco Central. Por suas funções o BACEN é visto como principal órgão executor das normas feitas pelo CMN e seu papel é fundamental no âmbito econômico do pais. Conclui-se, portanto, que a composição do Sistema Financeiro Nacional é uma prioridade para um bom funcionamento do governo federal. Por meio do bom funcionamento temos as boas políticas públicas. Se não houvesse estas entidades não haveria organização e com isso não teria fiscalização. Muitas vezes achamos que esses órgãos não são presentes ao nosso dia a dia mas quando percebemos suas funções vemos que todos os dias nos deparamos com eles e que muitas vezes são eles que defendem nossos direitos. Por isso, temos que ter em mente que o Sistema Financeiro é muito mais real do que imaginamos e mesmo que não entendamos o seu funcionamento a fundo temos que acreditar nele e zelar para seu bom funcionamento. 35 ANEXOS Índice de anexos Anexo 1 >> Conteúdo de revistas especializadas; Anexo 2 >> Entrevistas; 36 ANEXO 1 Ponto de Vista http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141993000100010 PONTO DE VISTA A reforma do Sistema Financeiro Nacional 7 Aldo Luiz Mendes Discute-se hoje no país a reforma do Sistema Financeiro Nacional. Uma norma complementar à Constituição deverá substituir a Lei 4.595, de 31/12/64, o mais importante normativo da reforma financeira que criou o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil. Ao CMN foi delegada a formulação geral das políticas monetária e creditícia, cabendo ao Banco Central executá-las. O Sistema Financeiro Nacional possibilitou a geração de créditos internos em escala significativa ao longo dos períodos em que o ciclo econômico se mostrou ascendente. Por exemplo, durante o "milagre econômico", de 1966 a 1974, os empréstimos ao setor privado evoluíram mais de 600% em termos reais. No entanto, foi a entrada líquida de capitais externos até 1981, via empréstimos em moeda, a principal modalidade de financiamento de longo prazo encontrada pela economia brasileira. Nos anos 70, a entrada de recursos externos através da Lei 4.131 (captação direta no exterior) e da Resolução 63 (captação externa através da intermediação de um banco brasileiro) foi, em média, equivalente a duas vezes o total dos créditos gerados a partir de fontes internas tradicionais de financiamentos de longo prazo. Na última década, o sistema financeiro, atado às necessidades crescentes de recursos para lastrear a dívida pública interna governamental, vivenciou um processo de sofisticação e, ao mesmo tempo, de descaracterização de suas principais funções. Ele deixou de intermediar recursos para as esferas 7 O texto acima conteve cortes porém o conteúdo não sofreu alteração 37 produtivas e transformou-se no principal instrumento de rolagem da dívida mobiliária estatal. Na competição pelos fundos disponíveis na economia, as instituições lançaram-se em pesados programas de informatização de seus serviços, visando diversificar atividades e prestar melhores serviços a seus clientes. Se os bancos deixaram de ser atraídos pelas aplicações de recursos nas esferas produtivas, ofertando menos recursos ao financiamento das atividades do setor privado, não é menos verdade que o próprio setor produtivo da economia passou a demandar menos crédito. As políticas de ajustamento econômico de cunho ortodoxo e as incertezas com relação ao futuro deprimiram o investimento, levando empresas e rentistas a preferirem o abrigo seguro das letras do Tesouro ao invés de correrem os riscos e as vicissitudes inerentes ao investimento produtivo. Portanto, pode-se dizer que, com o estrangulamento externo e as suas conseqüências sobre as contas do setor público brasileiro, os bancos se tornaram os grandes canalizadores de recursos para a rolagem do endividamento interno governamental. Por outro lado, o tipo de tentativa de ajustamento, em linhas ortodoxas, que prevaleceu na maior parte do período posterior a 1982, reduziu drasticamente a demanda interna por investimentos. Assim, a ciranda financeira que se estabeleceu com os papéis do Tesouro acabou sendo um mecanismo funcional para o governo, as instituições financeiras e o próprio setor produtivo privado. Isso porque: o primeiro rolava seus débitos; o segundo fugia do risco privado, crescente num momento de recessão, para o risco "soberano", representado pelas obrigações do Tesouro; e o setor produtivo encontrava na ciranda financeira não só uma forma de tentar preservar o valor real de sua riqueza líquida, como também uma alternativa de aplicação de seus ganhos e lucros, dada a impossibilidade de transformá-los em novas inversões produtivas num quadro de recessão, queda dos rendimentos reais dos assalariados e redução do emprego, prevalecentes no país há mais de uma década. 38 Em síntese, na ciranda financeira articularam-se a necessidade do governo em girar seu endividamento com a preferência pela liquidez do setor produtivo que, assombrado com o estado das expectativas, deixou de investir. O endividamento do setor público - embalado primeiramente pela contratação de empréstimos externos e depois pela política de endividamento interno — foi sensivelmente afetado pela manutenção de altos patamares de juros nos mercados internacional e doméstico, o que acabou proporcionando às empresas do setor privado, credoras da dívida pública mobiliária, uma fonte atraente de aplicação de recursos frente ao quadro recessivo interno e à degeneração das expectativas de longo prazo. Foi nesse quadro que o desenvolvimento do sistema financeiro caminhou "pari passu" com o movimento de especulação baseado nos títulos públicos, no qual as instituições financeiras deixaram de cumprir seu papel de indutoras do investimento e passaram a operar como canalizadoras de recursos para a rolagem da dívida mobiliária do Estado. 39 ANEXO 2 REPORTAGEM Inadimplência atinge maior nível desde janeiro de 2010 Pedro Souza Do Diário do Grande ABC A inadimplência dos consumidores nas operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu seu maior patamar em novembro, com 7,3% do saldo de empréstimos com recursos livres, desde janeiro de 2010, mês em que o resultado foi de 7,5%. No 11º mês do ano passado, o resultado era de 5,88%. Por outro lado a taxa de juros média no crédito ofertado pelas instituições financeiras caiu de 47,1% ao ano, em outubro, para 44,7%, em novembro, tendo em vista que o resultado no mesmo período do ano passado foi de 39,1%. As informações são do boletim de operações de crédito, publicado ontem pelo Banco Central, referente a novembro. CONTRATAÇÕES - Os consumidores emprestaram R$ 79,4 bilhões no mês passado com os bancos e financeiras e cooperativas de crédito, alta 4,33% em relação a outubro e de 8,17% sobre novembro de 2010. MODALIDADES - O preço para utilizar o cheque especial em novembro foi o mais alto desde abril de 1999. Quem entrou no vermelho da conta bancária e emprestou dinheiro pela modalidade pagou, em média, 188,35% ao ano, ou 9,23% ao mês. Há 12 anos, segundo o BC, a média era de R$ 193,65% ao ano em abril. Conforme o levantamento da autoridade monetária, os consumidores que utilizaram esta modalidade de crédito, que tem aprovação facilitada pelos bancos, ficaram apenas oito dias com a conta azul. Isso porque a média de prazo de liquidação da dívida foi de 22 dias. 40 O crédito pessoal, no qual estão incluídas as operações consignadas que têm desconto em folha e pagamento e menores taxas de juros, encerrou novembro com taxa média de juros de 48,64% ao ano, queda mensal de 3,6 pontos percentuais. E os novos contratos de financiamentos de veículos também baratearam em relação ao mês anterior, passando de 28,41% ao ano para 27,18%. 41 ANEXO 3 REPORTAGEM BC autoriza central de venda de carteira de crédito entre bancos O Banco Central (BC) autorizou o funcionamento do sistema Central de Cessões de Crédito (C3), a partir do próximo dia 30. Esse sistema, operado pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), registra as compras e vendas de carteiras de crédito entre bancos. A central tem o objetivo de evitar a duplicidade de venda de carteiras de crédito, como ocorreu no caso do banco PanAmericano. Segundo do BC, o sistema opera com autorização parcial desde o final de agosto do ano passado. “A partir de agora, a C3 fará a transferência definitiva do ativo negociado simultaneamente à liquidação financeira definitiva, trazendo, dessa forma, maior segurança às operações de cessões de crédito interbancárias”. De acordo com o BC, desde o início do funcionamento, o sistema já registrou a cessão de 89 milhões de parcelas de crédito, em 168 operações, com valor total de R$ 16 bilhões. Atualmente, segundo o BC, estão registradas no sistema 706 milhões de parcelas de operações de crédito passíveis de cessão, com valor total de R$ 127 bilhões. “O desenvolvimento do sistema apresenta o potencial de reduzir o risco operacional e de aumentar a liquidez [recursos disponíveis] no mercado de cessões de crédito interbancário, representando, dessa forma, importante aprimoramento na estabilidade e na eficiência do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro”, diz o BC, em nota. 42 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA BANCO CENTRAL DO BRASIL: Sistema Financeiro Nacional. http://www.bcb.gov.br/ COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS: //www.cvm.gov.br/ BNDES: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt CRSFN: http://www.bcb.gov.br/crsfn/ PLANALTO: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L4595.htm BERNARDO,JB .Apostila de Conhecimentos Bancários. Conhecimentos Bancários.Rio de Janeiro:s/d. O PORTAL DO INVESTIDOR: Sistema Financeiro Nacional: http:// www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeVal oresMobili%C3%A1rios/OSistemaFinanceiroNacional/tabid/91/Default.aspx ALGO SOBRE: ww.algosobre.com.br/conhecimentos-bancarios/estrutura-dosistema-financeiro-naciona lhtml BMF%BOVESPA:Sobre a Bolsa.http://www.bmfbovespa.com.br/pt- br/intros/intro-sobre-a-bolsa.aspx?idioma=pt-br SISTEMA FINANCEIRO NACIONAl, Editora Ferreira: http: //www.editoraferreira.com.br/publique/media/01SFN.pdf ECONOMIA BR:Sistema Financeiro Nacional: http:// www .economiabr. net/ economia/7_sfn.html 43 ÍNDICE INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I - Instituições Financeiras 11 1- Definição 1.1- SFN e a economia brasileira 1.2- Instituições Financeiras 1.2.1-Banco Comerciais 1.2.2-Bancos de desenvolvimento 1.2.3-Cooperativa de crédito 1.2.4-Bancos de investimento 1.2.5- Sociedade de Crédito, Financiamento e Invest. 1.2.6-Sociedades corretoras 1.2.7-Sociedades distribuidoras 1.2.8-Sociedade de arrendamento mercantil 1.2.9-Associações de poupança e empréstimo 1.2.10-Sociedades de crédito imobiliário 1.2.11-Investidores institucionais 1.2.12-Companhia hipotecária 1.2.13-Agencia de fomento 1.2.14-Bancos múltiplos 11 12 13 13 14 14 14 15 15 15 15 16 16 16 16 17 17 CAPÍTULO II - Autoridades Monetárias 2.1- Conselho Monetário Nacional 2.2- Banco Central do Brasil 18 18 20 CAPÍTULO III – Autoridades de Apoio 22 3.1.- Comissão de Valores Mobiliários 3.2- Banco do Brasil 3.3- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social 3.4- Caixa Econômica 3.5- CRSFN CAPÍTULO IV – Órgão operadores 4.1- IRB 4.2- Sociedades de capitalização 4.3- SUSEP 4.4-Bolsa de Valores 4.4.1-BMF&BOVESPA 22 24 25 26 27 29 29 30 30 31 31 CONCLUSÃO 33 44 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 42 ANEXOS 35 ÍNDICE 44