Centro de Ensino Superior do Amapá.
Docente: Nazaré Ferrão
Acadêmicos: Andréa Moraes
Carmen Sheila Araújo, Lourival Simões
Sidney Monteiro.
TEMÁTICA: JOINT VENTURES, aquisições e fusões como
estratégias de expansão e crescimento.
O que é Joint Venture?
Joint venture é uma expressão de origem inglesa, que
significa a união de duas ou mais empresas já
existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma
atividade econômica comum, por um determinado
período de Tempo e visando, dentre outras motivações, o
lucro.
Conceitua-se ainda como uma aliança estratégica na qual
duas ou mais empresas criam uma empresa
independente combinando partes de seus ativos. As joint
ventures são eficientes para estabelecer relações de
longo prazo e transferir conhecimento tácito, uma
importante fonte de vantagem competitiva.
A joint venture, modelo estratégico de parceria
empresarial, é amplamente utilizada no contexto
econômico atual, principalmente com a consolidação dos
blocos econômicos, em especial o Mercosul.
Formas de Joint Venture
A característica essencial de uma joint venture é a intenção de realizar um projeto ou
empreendimento comum, utilizando ou a forma societária com a criação de uma empresa,
esta assumindo nova e distinta personalidade jurídica; ou então na forma contratual,
criando uma associação regida por contratos de associação. Constituirão as corporate ou
non corporate joint ventures , e caso os co-ventures aportem ou não recursos financeiros,
teremos as chamadas equity e as non equity joint ventures.
Uma joint venture bem sucedida é aquela que cumpre seus objetivos formais de sua
proposta, trazendo para os parceiros a satisfação almejada. Não se deve desprezar os
eventuais ganhos indiretos gerados nestas associações, como a expansão de seu círculo
de negócios, revigoração da imagem da empresa no mercado, as novas experiências
acumuladas com o trabalho em parceria, novas técnicas de administração, dentre outras.
Fatores para o sucesso de joint
venture
1. A eficiência do trabalho em equipe;
2. O grau de simetria entre os parceiros;
3. As expectativas devem ser realistas;
4. O censo de oportunidade deve ser exato.
Uma joint venture não é um remédio para expandir um empreendimento, e sim
uma opção para a suplementação de recursos da empresa, reage rapidamente aos
desafios competitivos e as oportunidades do mercado. Seu uso eficiente serve de
instrumento de crescimento, para tanto, torna-se necessário uma analise minuciosa por
parte do empreendedor, das situações e possíveis parceiros.
Perspectiva futura
O empresariado com certeza acompanha a evolução do cenário
econômico e os efeitos da globalização nos mercados. Alguns
perceberão as vantagens competitivas que se lhe apresentam os
outros mercados, muitos verão novos concorrentes surgirem.
Poucos desmistificam as opções de parcerias, elegem e negociam
parcerias, firmam-se segundo uma das modalidades da associação,
e uma nova joint venture certamente se apresentará com produtos
melhores e mais baratos, conquistando mercados. Tal como numa
corrida de fundistas, haverão vencedores e vencidos.
A perspectiva apontada é: A recorrência a modalidades de
associações empresariais, na forma de joint ventures se fixe ainda
mais, e principalmente com a consolidação de blocos econômicos,
que ensejará premente necessidade de desenvolvimento de novas
formas de colaboração interempresarial.
FUSÕES, AQUISIÇÕES E ALIANÇAS
ESTRATÉGICAS
Um dos objetivos das fusões e aquisições de
empresas é a busca de uma maior participação de
mercado por meio de expansão de suas fronteiras no
mercado global.
Adicionalmente às fusões e aquisições, um número
cada vez maior de empresas vem procurando
construir redes externas de alianças nacionais e
internacionais para complementar suas redes
internas de subsidiárias nacionais e internacionais.
Isto acontece por causa da globalização dos
mercados, a saída para além das fronteiras nativas, à
busca de melhora de ganhos, velocidade de
mudança tecnológica, escala das comunicações
mundiais, marcas compatíveis num mercado
multilingual, fragilidade das empresas nas economias
emergentes, eliminação de gestores incompetentes.
Entendo a Joint Venture
Vantagens e Desvantagens
A nova empresa LG.Philips Displays representaria a somatória integral das duas
Organizações. É importante lembrar que a joint venture é específica para as fábricas de
displays, não são considerados as outras atividades e produtos de cada uma das empresas
LG e Philips, que continuam a atuar nos outros mercados como concorrentes.
Os objetivos principais das duas organizações foram: Redução de custos de produção;
Redução de custos de distribuição; Melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis;
Integrar competências: tecnológica e de processos (LG) com visão de mercado (Philips);
Integrar mercados: Europeu e Asiático (LG) com o das Américas e Europeu (Philips);
Aumentar a capacidade de inovação e desenvolvimento de produtos;
A aliança entre as duas empresas resultou em mudanças significativas nos processos,
estrutura, tecnologia, pessoas e estratégia de gestão.
Os processos gerenciais praticados pelas duas organizações foram analisados e passaram
por diversas adaptações no sentido de obter o melhor resultado final. Os processos de
vendas, distribuição e serviços ao cliente da Philips eram mais efetivos, enquanto os
processos de fabricação e gestão empresarial interna eram mais fortes na LG.
Em consequência da união, os custos dos relacionados à ineficiência na produção, venda e
relacionamento com os clientes foram reduzidos significativamente.
A LG.Philips Displays seguiu o exemplo de diversas organizações que se unificaram para
aproveitar os fatores de produção de maneira mais eficiente, além de otimizarem os canais
de distribuição.
A direção da nova empresa adotou as práticas de controle da qualidade da LG e treinou os
funcionários para as novas políticas e procedimentos. Como exemplo dos novos processos
pode-se citar a adoção da filosofia do 6 Sigma, que tem como objetivo principal a
supressão do retrabalho e o aprimoramento da qualidade. A otimização da utilização dos
fatores de produção e também da distribuição dos produtos para os clientes finais LG,
Philips e outras empresas, possibilitaram: redução do período de tempo de produção;
diminuição dos estoques de produtos semiacabados e acabados; redução do período de
tempo de distribuição para as fábricas; aumento na capacidade de desenvolvimento e
inovação de produtos.
Como resultado da melhoria dos processos, que se tornaram mais ágeis e menos
custosos, a organização aumentou sua competitividade no mercado mundial.
Como visto no exemplo acima foi possível constatar varias vantagens, porém, as
desvantagens que por ventura poderão surgir no decorrer do processo
deveram ser analisadas cuidadosamente através de:
1. Histórico Marginal de Sucesso: Realizar uma pesquisa a cerca do fator bemsucedido e não lucrativo.
2. Excesso de confiança na capacidade: O administrador tem que ter clareza e
a capacidade de se auto avaliar.
3. Perda de funcionários importantes: Compete ao administrador garantir a
continuidade dos funcionários importantes para empresa usando estratégias
de incentivos afim de mantê-los na organização.
4. Supervalorização: Convém analisar seu investimento, seu potencial de lucro
e o qual o prazo de retorno.
Joint Venture: Empreendedorismo
como estratégia para se manter
competitivo no mercado.
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