UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE - CCBS
CURSO DE FISIOTERAPIA
Rivcah Belicha Israel
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTRESSE EM PROFESSORES DE
ESCOLAS PÚBLICAS DE BELÉM
Belém
2010
Rivcah Belicha Israel
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTRESSE EM PROFESSORES DE
ESCOLAS PÚBLICAS DE BELÉM
Trabalho de Conclusão de curso de
Fisioterapia do Centro de Ciências
Biológicas
e
da
Saúde
da
UNAMA para obtenção do grau de
Bacharel
em
Fisioterapia.
Orientadora: Prof ª. Tainá Alves
Teixeira.
Belém
2010
Rivcah Belicha Israel
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTRESSE EM PROFESSORES DE
ESCOLAS PÚBLICAS DE BELÉM
Trabalho de Conclusão de curso de
Fisioterapia do Centro de Ciências
Biológicas e da Saúde da UNAMA
apresentado à banca examinadora
como requisito para obtenção do
grau de Bacharel em Fisioterapia.
Banca Examinadora
________________________
Prof.
________________________
Prof.
________________________
Prof.
Apresentado em: __ / __ / __
Conceito: ___________
Belém
2010
AGRADECIMENTOS
Agradeço a todos que contribuíram direta e indiretamente à elaboração e realização desta
pesquisa, a D’s, aos meus pais e familiares, meus amigos, à minha orientadora, e às
instituições onde foram feitas este trabalho.
RESUMO
O estresse no trabalho é uma preocupação comum a todos, porém cada um tem a sua
maneira de lidar com este problema. O mundo atual tenta cada vez mais melhorar a qualidade
de vida, buscando a promoção do bem estar do trabalhador. Mas, muitas vezes a sobrecarga
emocional, sobre tensão acumulada, leva a uma incapacitação do individuo de exercer suas
atividades. Este trabalho teve como objetivo investigar a relação entre o ambiente de trabalho
e os níveis de estresse em professores de escolas públicas de Belém. Para isso, foi realizada
uma pesquisa onde foram aplicados dois questionários, um relacionado ao nível de estresse, e
outro, à estrutura física do ambiente de trabalho. A amostra foi composta por 32 professores
das escolas EEEFM “Camilo Salgado” e EEEFM “David Salomão Mufarrej”. Através desta
pesquisa ficou evidente que os níveis de estresse independem do sexo dos professores, ou
seja, tanto homens como mulheres estão expostas aos mesmos níveis de estresse, além de
mostrar que estes níveis observados são diretamente relacionados à quantidade de alunos em
sala de aula, quantidade de turma em que o professor atua por dia, tempo de serviço como
docente, quantidade de horas que os mesmos ficam em pé. Além de mostrar que quanto maior
a idade dos professores maior é o índice de estresse que estes docentes tendem a apresentar.
Palavras- chave: saúde ocupacional, estresse no trabalho, prevenção do estresse.
ABSTRACT
Stress at work is a common concern to all, but each has its own way of dealing with this
problem. Today's world increasingly try to improve the quality of life, seeking to promote the
well being of the worker. But often the emotional burden on accumulated tension, leads to an
individual's incapacity to perform her duties. This study aimed to investigate the relationship
between work environment and stress levels in teachers from public schools in Bethlehem For
this, a search was conducted were applied two questionnaires, one related to the level of
stress, and second, the physical structure of the workplace. The sample consisted of 32
teachers from schools EEEFM "Camilo Salgado and EEEFM" David Solomon Mufarrej.
Through this research it became evident that the stress levels are independent of the sex of
teachers, ie, both men and women are exposed to the same levels of stress and show that these
observed rates are directly related to the number of students in the classroom, amount of
classroom where the teacher works per day, length of service as a teacher, number of hours
that they are standing. Besides showing that the higher the age of teachers is the greatest
levels of stress that these teachers tend to have.
Keywords: occupational health, work stress, stress prevention.
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1: Em quantas escolas trabalha
28
FIGURA 2: Quantas horas passa em pé
28
FIGURA 3: Há quantos anos trabalha como professor
28
FIGURA 4: Trabalho atrapalha suas atividades físicas
29
FIGURA 5: Quanto à solução dos problemas
32
LISTA DE TABELAS
TABELA 1: Distribuição das idades dos Professores Pesquisados
25
TABELA 2: Avaliação quanto ao nº de aluno/turma, aulas/dia, escolas, horas em pé e tempo
de serviço dos professores
26
TABELA 3: Quanto ao relacionamento entre professores, coordenação e equipe gestora
30
TABELA 4: Quanto ao relacionamento com os alunos
31
TABELA 5: Quanto a fatores que dificultam o desempenho profissional
33
TABELA 6: Quanto ao nível de Estresse dos professores
34
TABELA 7: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o estresse e idade
36
TABELA 8: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o sexo
37
TABELA 9: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a quantidade
de alunos em sala de aula
38
TABELA 10: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o número
de turmas em que o professor trabalha
39
TABELA 11: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a
quantidade de escolas que trabalha
40
TABELA 12: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a
quantidade de horas que trabalha/dia
41
TABELA 13: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o tempo que
exerce a profissão
42
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
13
CAPÍTULO I- SAÚDE OCUPACIONAL
15
1. SAÚDE
15
1.1 TRABALHO E O HOMEM
15
1.2 SAÚDE DO PROFESSOR
16
CAPÍTULO II- ESTRESSE E O MUNDO MODERNO
18
2.1 A DOENÇA DO SÉCULO
18
2.1.1 Consequências e Respostas do Estresse
19
2.1.2 Estresse no Trabalho
20
2.1.3 Fases do Estresse
20
2.1.3.1 Reação de Alarme
20
2.1.3.2 Fase de Adaptação ou Resistência
21
2.1.3.2.1 Resiliência
21
2.1.3.3 Fase de Exaustão
22
2.1.3.3.1 Burnout
22
2.2 PREVENÇÃO DO ESTRESSE
23
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
24
3.1 TIPO DE ESTUDO
24
3.2 LOCAL DO ESTUDO
24
3.3 ASPECTOS ÉTICOS
24
3.4 INFORMANTES
25
3.4.1 Critérios de inclusão
25
3.4.2 Critérios de exclusão
25
3.5 COLETA DE DADOS
25
3.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA
26
3.7 RISCOS E BENEFÍCIOS
26
CAPÍTULO IV- RESULTADOS E DISCUSSÃO
27
4.1 ANÁLISE DA IDADE DOS PROFESSORES
27
4.2 ANÁLISE ENTRE A CARGA HORÁRIA; NÚMERO DE ALUNOS; HORAS
EM PÉ E TEMPO DE SERVIÇO
28
4.3 ANÁLISE DA MÉDIA DE ALUNOS E TURMAS
29
4.4 ANÁLISE DA QUANTIDADE DE ESCOLAS; HORAS EM PÉ E TEMPO DE
PROFISSÃO
30
4.5 RELAÇÃO DO TRABALHO E ATIVIDADES FÍSICAS
31
4.6
ANÁLISE
DO
RELACIONAMENTO
ENTRE
PROFESSORES,
COORDENAÇÃO E EQUIPE GESTORA
32
4.7 ANÁLISE DO RELACIONAMENTO COM ALUNOS
33
4.8
RELAÇÃO
DE
FATORES
QUE
DIFICULTAM
O
DESEMPENHO
PROFISSIONAL
35
4.9 RELAÇÃO DE NÍVEIS DE ESTRESSE
36
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 1
38
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 2
39
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 3
40
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 4
41
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 5
42
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 6
43
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 7
44
CAPÍTULO V- CONCLUSÃO
46
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
47
APÊNDICES
50
Apêndice A
51
Apêndice B
52
Apêndice C
54
Apêndice D
57
ANEXOS
Anexo A
61
62
INTRODUÇÃO
O mundo moderno exige um estilo de vida que favorece o surgimento do estresse no
ambiente de trabalho. A demanda intensa de atividades dos profissionais, num ritmo
desenfreado, está aumentando a incidência de pessoas estressadas. Caso estes níveis de
estresse se tornem excessivos, há um comprometimento na qualidade de vida da pessoa.
Segundo Muchinsky (2004) o trabalho realiza um papel importante no que diz respeito
à identidade, auto-estima e bem-estar psicológico de um indivíduo. Porém, pessoas que
trabalham em ambientes não propícios, sem qualidade, como é o caso dos professores que
lecionam em escolas públicas se submetem a uma jornada de trabalho diária com carga
horária alta, geralmente possuem mais de um emprego, com muitos alunos em sala de aula e
em condições físicas precárias tem mais chances de serem estressadas.
Além disso, aqueles que trabalham com adolescentes estão constantemente em prova,
pois nesta fase o indivíduo passa por mudanças físicas e psicológicas levando a diversas
manifestações de comportamento, quer ter novas experiências e também necessita contrariar
todos em seu redor.
Para Vieira et al. (2007) a população jovem é vulnerável às conseqüências negativas,
podendo ferir não intencionalmente, cometer homicídio e suicídio, sendo mais comum entre
os homens jovens e solteiros.
Todos esses fatores favorecem a uma sobrecarga emocional, comprometendo o
comportamento do profissional, podendo trazer sérias conseqüências como: irritabilidade,
desmotivação e baixa realização profissional.
Por este motivo surgiu necessidade de um estudo que aborde a qualidade de vida deste
profissional, sendo relevante a contribuição do fisioterapeuta na compreensão, assim como, na
elaboração de propostas de prevenção e intervenção do estresse visando uma melhor
qualidade de vida e bem – estar do professor.
Este estudo teve como questão saber de que forma o trabalho do professor que leciona
em escola pública influencia nos níveis de estresse, tendo então como hipótese nula (H0) saber
se o trabalho do professor que leciona em escolas públicas não influencia nos níveis de
estresse, enquanto na hipótese alternativa (H1), foi de saber se o trabalho do professor que
leciona em escolas públicas influencia nos níveis de estresse, esta questão será respondida
mais à frente.
Este trabalho teve como objetivo investigar a relação entre o ambiente de trabalho e os
níveis de estresse em professores de escolas públicas de Belém; verificar se os professores de
escolas públicas apresentam níveis de estresse que interferem na qualidade de vida; avaliar a
estrutura do ambiente de trabalho deste profissional; e, discutir a relação entre o ambiente de
trabalho e o estresse no professor.
CAPÍTULO I- SAÚDE OCUPACIONAL
1. SAÚDE
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como estado de completo bemestar físico, mental e social,e não somente a ausência de enfermidade ou invalidez.
Para Muchinsky (2004) saúde ocupacional é tudo aquilo que envolve um conjunto de
questões que afetam o bem-estar mental, emocional e físico dos funcionários em seu ambiente
de trabalho. A saúde mental representa uma avaliação abrangente das principais dimensões de
bem-estar; competência, autonomia e aspiração refletem aspectos de comportamento de uma
pessoa em relação ao ambiente e muitas vezes determinam seu bem-estar afetivo. No bemestar afetivo a pessoa diz sentir-se bem por não se sentir fisicamente debilitada, mas também
pelo fato de estar bem mentalmente e emocionalmente.
É importante que se saiba o caminho a ser trilhado para se alcançar os objetivos
estabelecidos para o bem-estar mental, emocional e físico dos profissionais em seu trabalho,
e, o conhecimento da práxis da saúde ocupacional é essencial para a compreensão desta ação.
Segundo Glina et al. (2001) o descompasso entre a organização do trabalho e o ser humano
favorece o aparecimento do sofrimento mental, uma vez que levaria o trabalhador à
necessidade de transgredir para poder executar a tarefa.
1.1 TRABALHO E O HOMEM
O trabalho sempre esteve presente nas diversas civilizações, desde os tempos préhistóricos até a atualidade. Entretanto, profundas modificações em sua estrutura e relações
aconteceram no decorrer de toda a evolução humana. Formas distintas foram desenvolvidas,
variando nas sociedades primitivas, no período da escravidão, na inserção do capitalismo e
com todo o advento da tecnologia, cada vez mais mecanicista. As formas de controle de
produção e divisão do trabalho, com o passar do tempo, tornaram-se mais rigorosas,
acarretando uma mudança radical na natureza do trabalho, ao longo dos séculos e após as
revoluções, sempre mantendo seu peso na organização social e constituindo-se um conceito
fundamental para a explicação do espaço como produto social. No plano da dinâmica das
relações atuais, coloca-se a necessidade de compreender o trabalho como um mecanismo que
torna o homem humano, satisfaz suas necessidades e é fonte de toda riqueza. Além do
desenvolvimento econômico, social e político que o trabalho propiciou ao ser humano em
toda a história, acredita-se que sua contribuição foi ainda maior: o homem produz e é produto
da sua obra. Existem pensadores que defendem que o trabalho teve grande influência no
desenvolvimento físico e cognitivo do homem
O trabalho é um modo de produção capitalista que sustenta uma lógica de competição,
de individualismo e de busca do lucro. Com o aumento do desemprego, o número de
experiências de autogestão vem aumentando. Novas formas de organização e de relação com
a produção vêm surgindo em busca de melhorar a saúde e a organização no trabalho
(BARFKNECHT; MERLO; NARDI, 2006).
Segundo Zanelli; Borges-Andrade; Bastos (2004) o trabalho impõe-se aos mais
variados gêneros, classes sociais e entre jovens, adultos e idosos. Eles podem promover uma
assistência de qualidade que valorize não só a parte técnica e estrutural, mas também a relação
no atendimento ao grupo, o qual valoriza a saúde. O trabalho humaniza, permite, constrói e
expressa o individuo.
De acordo com Muchinsky (2004) o status profissional desempenha um papel
importante no senso de identidade, auto-estima e bem-estar psicológico de uma pessoa. O
trabalho é a característica central e definidora da vida da maioria dos indivíduos.
1.2 SAÚDE DO PROFESSOR
A Organização Internacional do Trabalho – OIT (1984) identificou a profissão docente
como de alto risco, considerando a segunda categoria profissional, em nível mundial, a portar
doenças de caráter ocupacional.
De acordo com Albuquerque (2004) ensinar é promover valores, solidariedade entre
homens, igualdade e reflexão do pensamento, exige planejamento. A ação do professor tem
como foco principal no ensino na aprendizagem. O professor é peça fundamental na formação
moral e social dos alunos, orientando- os na medida do possível em todos os aspectos de suas
vidas.
Cantos; Silva e Nunes (2005) afirmam que o estresse no trabalho continuará a
aumentar em um ritmo alarmante, o que acarretará conseqüências desastrosas de saúde. Sendo
preciso assim, é preciso analisar a psicodinâmica do trabalho e discutir como os aspectos de
uma atividade profissional podem favorecer o estado de saúde ou de doença.
Segundo Gonçalves, Penteado e Silvério (2005) mudanças e transformações nas
formas de perceber e responder às necessidades de saúde dos trabalhadores, bem como na
atribuição de responsabilidades sociais, de comprometimento dos segmentos da sociedade e
de compromisso dos diversos atores sociais envolvidos com a causa da saúde dos
trabalhadores vem sendo estabelecidas a partir de determinadas relações sociais, culturais,
econômicas e produtivas, orientadas por políticas de saúde que tem pressupostos e concepções
subjacentes, valorizando os cidadãos, o processo de doença e a própria saúde sendo diferente
em cada tempo e lugar.
CAPÍTULO II- ESTRESSE E O MUNDO MODERNO
2.1 A DOENÇA DO SÉCULO
Segundo Ballone (2005) o estresse pode ser definido como um conjunto de reações
que ocorrem no organismo, em resposta a fatores que de alguma forma ameaçam sua
integridade funcional. E a capacidade adaptativa dos sistemas biológicos e tem papel
fundamental na perseverança da integridade dos organismos vivos.
Para Zanelli; Borges-Andrade; Bastos (2004) o termo estresse popularizou-se a partir
de seu uso na medicina, de tal forma que ninguém desconhece ou deixa de usá-lo em algum
momento e com os mais variados significados. A difusão do termo veio tanto para o bem
quanto para o mal. Por bem, devemos às pesquisas sobre estresse a popularização do
problema de saúde mental no trabalho. Por mal, porque esta vulgarização acabou atingindo de
alguma forma a própria pesquisa científica e transformando o conceito em uma espécie de
fórmula mágica que tudo explica e tudo resolve: tudo provoca o estresse (a rotina do trabalho
muito simples, a complexidade do trabalho muito complexo, etc.) e tudo resolve o estresse
(massagens, conversas, chazinhos, meditações). Existem, no entanto, muitas pesquisas sérias
e boas conclusões a extrair-se.
De acordo com Margis et al. (2003) estresse é o estado gerado pela percepção de
estímulos sendo resultado da interação entre as características da pessoa e as demandas do
meio, ou seja, as discrepâncias entre o meio externo e interno e a percepção do indivíduo
quanto a sua capacidade de resposta.
Afirma ainda que as situações ambientais podem ser provocadoras de estresse e
agrupadas como: acontecimentos vitais, acontecimentos diários menores e situações de tensão
crônica.
O estresse é uma resposta adaptativa do organismo a situações que podem perturbar o
equilíbrio natural. Estas situações geram um estado de excitação emocional, levando à
liberação de diversas substâncias, dentre elas a adrenalina.
2.1.1 Consequências e Respostas do Estresse
De acordo com Margis et al. (2003) a resposta ao estresse depende, em grande medida,
da forma como o indivíduo filtra e processa a informação e sua avaliação sobre as situações
ou estímulos a serem considerados como relevantes, agradáveis, aterrorizantes, etc.
O estresse, quando exagerado, provoca problemas de ordem física e mental, resultando
numa insatisfação do trabalhador, comprometendo a atividade do indivíduo e o sucesso no
trabalho (COUTO; VIEIRA; LIMA, 2007).
Margis et al. (2003) afirma que o estresse provoca excitação emocional e, perturba a
homeostasia, disparando um processo de adaptação caracterizado, entre outras alterações, pelo
aumento de secreção de adrenalina produzindo diversas manifestações sistêmicas, com
distúrbios fisiológicos e psicológicos.
A explicação para a ocorrência do estado de estresse é biológica e diz respeito à
necessidade de adaptação ou ajustamento do organismo frente às pressões do meio com os
quais este se depara. Essa adaptação manifesta-se em três fases: a reação de alarme diante de
um agente agressor, a resistência e a exaustão. É comum a todo ser humano passar pelas fases
de alarme e de adaptação ao longo da vida, pela demanda constante de ajuste às atividades e
necessidade de resistência aos infortúnios da existência (ZANELLI; BORGES-ANDRADE;
BASTOS, 2004).
Do ponto de vista evolutivo, a ansiedade e o medo, assim como o estresse ocorrem em
resposta aos perigos encontrados em seu meio ambiente (MARGIS et al., 2003).
Segundo Nilsen et al. (2007) o organismo responde fisiologicamente ao estresse com
dor no ombro e no pescoço, fazendo com que o individuo adote uma postura de elevação do
músculo do trapézio, ocorre também o aumento da pressão arterial, da freqüência respiratória
e da freqüência cardíaca.
Além desses efeitos, Chandola et al. (2008) afirma que é possível associar o estresse
no trabalho e a falta de atividade física, devido à falta te tempo, podem estar diretamente
relacionados com riscos de doenças cardiovasculares e obesidade. Isso se dá pelo fato de que
há a ativação direta nas respostas neuroendócrinas aos estressores, ou, mais indiretamente,
através de comportamentos que não são saudáveis que aumentam o risco de doença
coronariana.
2.1.2 Estresse no Trabalho
O número de docentes irritados, desmotivados, cansados, sem encontrar significado
pessoal no seu trabalho e sentindo-se desvalorizados profissionalmente leva o individuo a
uma condição de desistência emocional no trabalho (BOCK e SARRIERA, 2006).
O estresse ocupacional é um desequilíbrio entre as demandas existentes no trabalho e
sua habilidade e/ou possibilidade para enfrentá-las. Isto pode ocorrer por medo de fracassar,
cansaço físico e emocional, por apoio inadequado das pessoas que o cercam, sensação de ser
mal interpretado ou não apreciado.
Para Kroemer e Grandjean (2005) algumas condições de trabalho facilitam o individuo
a ficar estressado, como ficar de pé, exige uma imobilização prolongada das articulações dos
pés, joelhos e quadris, além disso, se for por um tempo prolongado é cansativo e doloroso,
devido ao aumento importante da pressão hidrostática do sangue nas veias das pernas e a
restrição geral da circulação linfática, causando um progressivo acúmulo de líquidos tissulares
nas extremidades inferiores.
É importante frisar que as reações de estresse não são o bandido da história, estão
presentes em todos os momentos de nossa vida; são tão importantes que não podemos viver
sem elas, pois nos auxiliam em todos os movimentos de adaptação de que necessitamos
(FRANÇA e RODRIGUES, 2007).
2.1.3 Fases do Estresse
2.1.3.1 Reação de Alarme
Rosseti et al. (2008) afirma que esta fase do estresse é considerada a positiva, o ser
humano se energiza por meio da produção da adrenalina, a sobrevivência é preservada e uma
sensação de plenitude é freqüentemente alcançada.
Segundo Greenberg (2002) a reação de alarme corresponde a um estado de choque,
onde é ativado o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática, assim ativando as
respostas físicas, mentais e psicológicas ao estresse durante a reação de alarme. O organismo
apresenta um aumento da sua capacidade orgânica, preparando- se para agir, lutar ou fugir. É
caracterizada por apresentar taquicardia, hiperventilação, tensão muscular, aumento da
sudorese, dilatação das pupilas e ansiedade. Esta fase dura desde alguns dias ate semanas.
2.1.3.2 Fase de Adaptação ou Resistência
Ocorre quando a exposição do individuo aos fatores causadores de estresse é
duradoura. Há uma tentativa de manter o equilíbrio orgânico, busca de mecanismos
compensatórios. É caracterizada pela: irritabilidade, insônia, oscilações de humor, diminuição
da libido, gastrite. Nesta fase as doenças de caráter psicossomático instalam-se e tornam-se
crônicas. Esta fase dura alguns meses e pode durar por muitos anos.
Segundo Greenberg (2002) durante essa fase prossegue o aumento de atividade do
sistema simpático e a conseqüente liberação de catecolaminas, isto permite um aumento de
glicose nas células em geral, os quais são fundamentais para a excitação de atividades
cerebrais durante a síndrome de adaptação ou estresse.
É necessário que o nível de glicose no sangue seja alto, pois o organismo precisa ter
energia armazenada para enfrentar o estresse, se o estresse continua por muito tempo, os
glicocorticóides são destrutivos para os tecidos, inibindo o crescimento somático e ósseo, é
quando se inicia a terceira fase do estresse: a fase de exaustão (GREENBERG, 2002).
2.1.3.2.1 Resiliência
Segundo Silveira e Mahfoud (2008) o termo resiliência consiste na resistência à
destruição, transformar uma situação de dor em possibilidade de crescimento, capacidade
humana para enfrentar, sobrepor-se e ser fortalecido ou transformado por experiências de
adversidade.
Para Noronha et al. (2009) a resiliência caracteriza-se pela capacidade do ser humano
responder às demandas da vida cotidiana de forma positiva, apesar das adversidades que
enfrenta ao longo de seu ciclo vital de desenvolvimento, resultando na combinação entre os
atributos do indivíduo e de seu ambiente familiar, social e cultural. Trata-se de um conceito
que comporta um potencial valioso em termos de prevenção e promoção da saúde das
populações, onde são encontrados incertezas e controvérsias.
2.1.3.3 Fase de Exaustão
De acordo com Greenberg (2002) esta fase se caracteriza pela falha dos mecanismos
de adaptação e déficit das reservas de energia. Esta é a fase mais grave, pois pode levar a
morte de alguns organismos.
Afirma ainda, que as modificações biológicas que aparecem, se assemelham aquelas
da reação de alarme, mas precisamente a fase de choque, nesta o organismo já não é capaz de
equilibrar-se por si só e sobrevém a falência adaptativa.
O que na realidade acontece é que essa revolução fisiológica produzida pelo estresse
visa colocar todo o organismo a disposição da adaptação, e não apenas da adequação do
desempenho físico, mas, sobretudo, fornecendo uma quantidade suficiente de ansiedade como
requisito psicológico para a manutenção do estado de alerta (GREENBERG, 2002).
2.1.3.3.1 Burnout
A síndrome de burnout é uma reação à tensão crônica gerada principalmente nas
pessoas que mantêm, contato direto e contínuo com outros indivíduos, profissionais que
trabalham com qualquer tipo de cuidado interpessoal (BOCK e SARRIERA, 2006).
Segundo Jodas e Haddad (2009) esta síndrome se manifesta através de quatro classes
sintomatológicas, sendo: física, quando o trabalhador apresenta fadiga constante, distúrbio do
sono, falta de apetite e dores musculares; psíquica observada pela falta de atenção, alterações
da memória, ansiedade e frustração; comportamental, quando o indivíduo apresenta-se
negligente no trabalho, com irritabilidade ocasional ou instantânea, incapacidade para se
concentrar, aumento das relações de conflito com os colegas, longas pausas para o descanso,
cumprimento irregular do horário de trabalho; e defensiva, quando o trabalhador tem
tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, empobrecimento da qualidade do
trabalho e atitude cínica.
O burnout causa mal-estar, sentimento de exaustão ou fadiga, esgotamento e perda de
energia, em termos emocional, mental e físico, com sentimentos de infelicidade, desamparo,
diminuição da auto-estima, perda do entusiasmo com a profissão e, eventualmente, com suas
vidas em geral, alem da sensação de que a pessoa dispõe de poucos recursos para dar ou
cuidar de outras pessoas. Esta síndrome é caracterizada por ser um estado que vai corroendo
progressivamente a relação do sujeito com a sua atividade profissional (FRANÇA e
RODRIGUES, 2007).
2.2 PREVENÇÃO DO ESTRESSE
De acordo com Kroemer e Grandjean (2005) ao caminhar, os músculos do tríceps
sural funcionam como uma bomba, auxiliando no retorno venoso e evitando o desconforto e a
fadiga muscular, causados devido à dilatação das veias das pernas; edema de extremidades;
ulceração da pele edemaciada.
França e Rodrigues (2007) afirmam que para lidar com o estresse são utilizados
recursos como: hábitos saudáveis com uma alimentação adequada; prática de exercício físico
regular; repouso, lazer e diversão; técnicas de relaxamento; sono apropriado às necessidades
individuais. Os programas específicos de saúde pessoal são os programas de condicionamento
físico – inclusive com salas onde poderão realizar sessões de relaxamento, exercícios de
postura no trabalho, além de programas de lazer, musicoterapia e ginástica laboral.
CAPÍTULO III- METODOLOGIA
3.1 TIPO DE ESTUDO:
Foi realizado um estudo do tipo transversal.
3.2 LOCAL DO ESTUDO:
O estudo foi realizado nas escolas: EEEFM “David Salomão Mufarrej”; EEEFM
“Camilo Salgado”, localizadas em Belém-Pará, após a aprovação do Comitê de Ética em
Pesquisa da Universidade da Amazônia e o aceite da coordenação das escolas.
3.3 ASPECTOS ÉTICOS:
Os procedimentos experimentais foram executados dentro das normas éticas previstas
na Resolução Nº. 196, de 10 de Outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde. O presente
trabalho atende às normas para a realização de pesquisa em seres humanos, Resolução 196/96,
do Conselho Nacional de Saúde de 10/10/1996 (Brasil, 1996).
Estando cientes, a orientadora que assinou o Aceite de Orientador da Pesquisa
(APÊNDICE A), e as instituições através do Termo de Autorização das Instituições
(APÊNDICE B).
O estudo teve seu projeto de pesquisa submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa
(CEP) da Universidade da Amazônia- UNAMA. Após aprovação do CEP, e pela banca de
pré-qualificação, as voluntárias assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE) (APÊNDICE D).
O TCLE é composto pelo objetivo do estudo, os procedimentos de avaliação, os riscos
e benefícios, o caráter de voluntariedade da participação do sujeito e a responsabilidade por
parte do avaliador, sendo respeitada a privacidade e a total confiabilidade dos dados, a partir
daí o projeto entrou em fase de execução.
3.4 INFORMANTES
O estudo foi realizado nas escolas EEEFM “David Salomão Mufarrej”; EEEFM
“Camilo Salgado”, onde em cada uma, o número total de professores de 5ª à 8ª era de 25.
Sendo assim, foram inclusos 15 da escola EEEFM “David Salomão Mufarrej” e 17 da
EEEFM “Camilo Salgado”. Totalizando 32, selecionados de acordo com os critérios de
inclusão da pesquisa.
3.4.1 Critérios de inclusão
Foram inclusos todos os professores que lecionam somente em escolas públicas; que
tenham idade entre 28 e 55 anos; de ambos os sexos; nas séries de 5ª à 8ª; que estão na
instituição há pelo menos dois anos; e aqueles que aceitaram participar no estudo, através da
assinatura do TCLE.
3.4.2 Critérios de exclusão
Foram excluídos os professores que lecionam tanto em escolas públicas quanto
particulares; aqueles que estavam fora da faixa etária da pesquisa; que lecionam em outras
séries que não sejam de 5ª à 8ª; os que estavam na instituição num tempo inferior a dois anos;
e aqueles que não assinaram o TCLE.
3.5 COLETA DE DADOS
Foi feito a aplicação de questionários, sendo um do autor Oliveira (2003), onde foram
verificados os níveis de estresse através da pontuação que se obteve, sendo esta de 0 a 25
quando o individuo estiver num sofrimento severo, 26 a 40, sofrimento sério, 41 a 55,
sofrimento, 56 a 70 problemas de estresse, 71 a 75 no limite, 76 a 80 baixa positividade e 81 a
110 indicando positivo bem estar; e outro, relacionado à qualidade de vida no trabalho, onde
foram feitas perguntas sobre a carga horária do professor, quantas turmas ele tem por dia,
quantos alunos em sala de aula e perguntas relacionadas às condições físicas no ambiente de
trabalho como iluminação, ventilação, ruídos, entre outros.
3.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA
As informações coletadas foram inseridas em planilhas do Excel para formação do
banco de dados.
Os resultados foram apresentados em tabelas e gráficos do Microsoft Excel e BioEstat
5.0.
Para avaliação da significância foi aplicado o teste de correlação de Pearson com n-2
graus de liberdade e nível de significância α = 0,05 e Tabela de Contingência C com Teste de
Qui-Quadrado.
3.7 RISCOS E BENEFÍCIOS
Os professores não foram expostos a nenhum tipo de risco durante a pesquisa por se tratar
de aplicação de questionários e também pelo fato de não terem sido submetidos a nenhum tipo
de tratamento.
O presente estudo teve como beneficio a ampliação do conhecimento sobre o estresse em
professores de escolas públicas de Belém. Após os resultados foram ministradas palestras a
esta população com o objetivo de prevenir o estresse.
CAPÍTULO IV- RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em um total de 50 professores de ensino fundamental das escolas EEEFM David
Salomão Mufarrej e EEEFM Camilo Salgado, foram aplicados questionários com 32
professores, selecionados de acordo com os critérios de inclusão da pesquisa. Onde se buscou
avaliar através de níveis de ocorrência o grau de satisfação dos professores e através da matriz
de correlação de Pearson identificar o grau de relação entre os fatores em estudo com um
nível de significância alfa de 5%.
A média de idade dos 32 professores que participaram da pesquisa foi de
aproximadamente 43, 44 anos com um desvio padrão em torno dessa média de (±6,6 anos).
O professor mais novo participante da pesquisa tem a idade de 28 anos e o mais velho
apresentou idade equivalente a 55 anos, essas idades encontram-se centradas na mediana de
45 anos, onde se observou que as idades estão distribuídas com aproximadamente 80% dos
professores entre 35 a 50 anos.
4.1 ANÁLISE DA IDADE DOS PROFESSORES
IDADE
Média
Mediana
Desvio Padrão
Mímimo
Máximo
43.4375
45.0000
6.26788
28.00
55.00
Tabela1: Distribuição das idades dos Professores Pesquisados.
Fonte: Elaboração própria da autora.
4.2 ANÁLISE ENTRE A CARGA HORÁRIA; NÚMERO DE ALUNOS; HORAS EM PÉ E
TEMPO DE SERVIÇO
Frequência
N
%
Média de alunos em cada turma
< = 20
21 a 30
31 a 40
41 a 50
3
9
10
10
9.4%
28.1%
31.3%
31.3%
Quantas turmas dá aula por dia?
1a5
6 a 10
11 a 15
16 a 20
6
17
7
2
18.8%
53.1%
21.9%
6.3%
Em quantas escolas trabalha?
Uma
Duas
Três
Quatro a cinco
9
14
6
3
28.1%
43.8%
18.8%
9.4%
Quantas horas passa em pé?
1a4
5a8
9 a 12
13 a 16
17 a 20
6
8
10
5
3
18.8%
25.0%
31.3%
15.6%
9.4%
Há quanto tempo trabalha como
professor? (em anos)
5 a 10
11 a 15
16 a 20
21 a 25
26 a 30
7
4
10
6
5
21.9%
12.5%
31.3%
18.8%
15.6%
Tabela 2: Avaliação quanto ao nº de aluno/turma, aulas/dia, escolas, horas em pé e tempo de serviço dos
professores.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Segundo Gasparini; Barreto e Assunção (2005) o papel do professor extrapolou a
mediação do processo de conhecimento do aluno, ampliou-se a missão do profissional para
além da sala de aula, o professor, além de ensinar, deve participar da gestão e do
planejamento escolares, o que significa uma dedicação mais ampla, a qual se estende às
famílias e à comunidade.
Araújo; Graça e Araújo (2003) afirmam que a maioria das reações adversas das
exigências psicológicas, tais como fadiga, ansiedade, depressão e doença física ocorrem
quando a demanda do trabalho é alta e o grau de controle do trabalhador sobre o trabalho é
baixo.
Segundo Carlotto e Palazzo (2006) o professor ao ter que arcar com uma sobrecarga
horária, vê reduzido seu tempo disponível para estudos individuais ou em grupo, participação
de cursos ou outros recursos que possam contribuir para a sua qualificação e favorecer o seu
desenvolvimento e sua realização profissional. Sendo assim, confirma o que foi encontrado
neste estudo de forma subjetiva.
4.3 ANÁLISE DA MÉDIA DE ALUNOS E TURMAS
Na análise da Tabela 2, trata do número de alunos e a quantidade de turmas em que os
professores estão alocados, percebe-se que 62,6% dos professores alegaram que suas turmas
são compostas em média com 31 a 50 alunos por turma. Evidenciou-se também que 17
(53,1%) dos professores informaram que dão aulas em torno de 6 a 10 turmas ao dia; 7
(21,9%) em torno, de 11 a 15 turmas; 6 (18,8%) entre 1 a 5 turmas por dia; e 2 (6,3%) de 16 a
20 turmas.
Quanto maior a quantidade de turmas e o número de alunos em sala de aula,
mais chances destes profissionais serem estressados, devido ao fato de que com isso eles terão
que se submeter a salas mais quentes, provavelmente terão que falar um pouco mais alto ou
até mesmo gritar para que todos os alunos possam escuta- los.
Além disso, estarão mais suscetíveis a doenças de origem musculares devido ao tempo
elevado que passam escrevendo no quadro cm um dos membros superiores elevado.
4.4 ANÁLISE DA QUANTIDADE DE ESCOLAS; HORAS EM PÉ E TEMPO DE
PROFISSÃO
40.0%
60.0%
31.3%
43.8%
50.0%
40.0%
30.0%
25.0%
18.8%
28.1%
20.0%
30.0%
15.6%
18.8%
9.4%
20.0%
10.0%
9.4%
10.0%
0.0%
1a 4
0.0%
Uma
Duas
Três
5a 8
9 a 12
13 a 16
17 a 20
Quatro a cinco
Quantas horas passa em pé?
Em quantas escolas trabalha?
Figura 1: Em quantas escolas trabalha.
Figura 2: Quantas horas passa em pé.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Já a respeito ao número de escolas e número de horas em que o professor passa em pé,
verificou- se que 43,5% dos professores alegam que trabalham em torno de duas escolas por
dia e 28,1% em apenas uma escola, 18,8% em até três escolas e apenas 9,4% trabalham em
até cinco escolas por dia. Quando questionados sobre o número de horas que passa em pé os
professores em sua maioria alegam que passam em torno de 9 a 13 horas por dia (31,3%), 5 a
8 horas (25,0%) 1 a 4 horas (18,8%), 13 a 16 horas (15,6%) e apenas 9,4% informaram que
passam em média 17 a 20 horas em pé por dia, ver Figuras 1 e 2.
40.0%
31.3%
30.0%
21.9%
18.8%
20.0%
15.6%
12.5%
10.0%
0.0%
5 a 10
11 a 15
16 a 20
21 a 25
26 a 30
Há quantos anos trabalha como professor?
Figura 3: Há quantos anos trabalha como professor.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Com auxílio da Figura 3 percebe-se que cerca de 10 (31,3%) dos professores já estão
na atividade entre 16 e 20 anos, 7 (21,9%) entre 5 a 10 anos, 6 (18,8%) entre 21 a 25 anos, 5
(15,8%) entre 26 a 30 anos em média e apenas 4 (12,5%) informaram que trabalham em
média a cerca de 11 a 15 anos com professor.
A maioria dos professores já tem um longo período na profissão e provavelmente por
este tempo ser elevado, os mesmos já possuem um estresse acumulado.
4.5 RELAÇÃO DO TRABALHO E ATIVIDADES FÍSICAS
O seu trabalho atrapalha nas suas atividades físicas ou de
lazer?
Sempre
21.9%
Não
25.0%
Quase sempre
18.8%
As vezes
28.1%
Raramente
6.3%
Figura 4: Trabalho atrapalha suas atividades físicas.
Fonte: Elaboração própria da autora
No estudo realizado com objetivo específico de identificar se o trabalho dos
professores atrapalha de alguma forma suas as atividades físicas ou de lazer, se constatou que
9 (28.1%) dos que efetivamente participaram da pesquisa responderam que somente as vezes
isso ocorre, 7 (21.9%) relata que sempre atrapalha, 6 (18.8%) informou que quase sempre
atrapalha, para 2 (6.3%) isso raramente ocorre e (25.0%) relatou que sua atividade de
trabalho não atrapalha em nada suas atividades físicas.
Segundo Cardoso et al. (2009) a dor musculoesquelética ou sensação dolorosa é
apontada em diversos estudos com professores como um relevante problema de saúde e as
doenças decorrentes de agravos ao sistema musculoesquelético aparecem como as principais
causas de afastamento do trabalho e de doenças profissionais nessa categoria.
Segundo Tamayo (2001) a prática regular de exercício físico tem se revelado como
variável importante para a saúde em geral, pois a atividade física regular aumenta a tolerância
ao estresse ocupacional, tornando o sujeito de bom condicionamento físico são menos
vulneráveis ao estresse laboral.
A falta de atividade física é explicada por eles devido a falta de tempo que os mesmos
possuem para a realização da mesma.
4.6 ANÁLISE DO RELACIONAMENTO ENTRE PROFESSORES, COORDENAÇÃO E
EQUIPE GESTORA
RELACIONAMENTO
Relação com outros
professores?
Excelente
Muito boa
Boa
Relação
com os
profissionais da
coordenação
Excelente
Muito boa
Boa
Ruim
Relação
com a
equipe gestora da
escola?
Excelente
Muito boa
Boa
Ruim
N
%
6
16
10
18.8%
50.0%
31.3%
4
12
14
2
12.5%
37.5%
43.8%
6.3%
5
13
12
2
15.6%
40.6%
37.5%
6.3%
Tabela 3: Quanto ao relacionamento entre professores, coordenação e equipe gestora.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Com base na Tabela 3 referente ao relacionamento entre os professores, coordenação e
equipe gestora da inseridos na instituição de ensino onde se promoveu a pesquisa se verificou
que de um modo geral este relacionamento é muito bom entre professores com exatamente a
metade dos participantes alegando tal relação, ou seja, 50.0% do total.
Para a relação entre a coordenação o nível de relacionamento é de apenas 37,.5% e
entre professores e equipe gestora é muito boa com 13 (40.6%).
Fato interessante que se pode notar é que entre professores não houve informações
sobre ocorrência de um ruim relacionamento, porém entre professores com coordenação e
equipe gestora se constatou que cerca de 2 (6.3%) dos participantes do estudo alegaram um
ruim relacionamento.
4.7 ANÁLISE DO RELACIONAMENTO COM ALUNOS
Relacionamento com os
alunos
N
%
Não
3
9.4%
Raramente
11
34.4%
As vezes
14
43.8%
Quase sempre
4
12.5%
Tem problemas com os
alunos em sala de aula?
Tabela 4: Quanto ao relacionamento com os alunos.
Como você
resolve?
Fonte: Elaboração própria da autora.
Diálogo
16
50.0%
Serviço técnico
1
3.1%
Sem resposta
12
37.5%
Como você resolve?
Sem resposta
41.4%
Diálogo
55.2%
Serviço
técnico
3.4%
Figura 5: Quanto à solução dos problemas.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Com base na Tabela 4 pode-se verificar que referente aos questionamentos sobre
existência de problemas com os alunos a grande maioria 43.8% respondeu que às vezes
ocorre, 34.4% que raramente ocorre, 12.5% informou que quase sempre ocorre e apenas 9.4%
relatou que nunca ocorreu.
Já a respeito das soluções dadas a estes eventuais problemas ocorridos a grande
maioria 55.2% dos professores informou que a solução encontrada foi o diálogo para sanar o
problema, 41.4% não respondeu e apenas 3.4% informaram que a solução fica por conta do
serviço técnico especializado.
Segundo Reis et al. (2005) a categoria docente é uma das mais expostas a ambientes
conflituosos e de alta exigência de trabalho, tais como tarefas extra-classe, reuniões e
atividades adicionais, problemas com alunos que chegam até ameaças verbais e físicas,
pressão do tempo, etc.
Muitos alunos vão à escola, mas não possuem interesse algum de aprender, não fazem
questão de estarem naquele ambiente, estes passam o horário de aula entrando e saindo de
sala, correndo e gritando pelos corredores, atrapalhando a aula dos professores e também os
alunos que estão interessados em aprender.
4.8 RELAÇÃO DE FATORES QUE DIFICULTAM O DESEMPENHO PROFISSIONAL
Fatores que dificultam o
desempenho profissional.
N
%
Barulho
8
25.0%
Desinteresse do aluno
6
18.8%
Espaço físico
6
18.8%
Falta material
6
18.8%
Tempo: planejamento de atividades
5
15.6%
Apoio pedagógico
4
12.5%
Calor
4
12.5%
Apoio familiar ao aluno
3
9.4%
Carga horária pesada
3
9.4%
Indisciplina
2
6.3%
Insegurança
2
6.3%
Muitos alunos
2
6.3%
Valorização da profissão
1
3.1%
Acesso ao local
1
3.1%
Tabela 5: Quanto a fatores que dificultam o desempenho profissional.
Fonte: Elaboração própria da autora.
A Tabela 5 mostra que segundo professores os fatores que se dificultam o desempenho
profissional em que o professor poderia dá uma boa aula e assim facilitar o processo de
aprendizagem são: barulho com 25% das respostas favoráveis, desinteresse por parte dos
discentes 18.8%, o espaço físico com 18.8%, falta de tempo para planejamento das atividades
curriculares 15.6%, falta de apoio pedagógico 12.5%, o calor com 12.5%, falta de apoio
familiar ao aluno 9.4%, elevada carga horária 9.4%, indisciplina dos alunos 6.3%,
insegurança 6.3%, salas muito lotadas 6.3%, falta de uma política de valorização dos
professores 3.1% e dificuldade de acesso a instituição de ensino.
De acordo com Santos (2000) som ou ruído é o nome dado a qualquer vibração que
ocorre em um meio elástico, geralmente o ar, que é capaz de ser percebido pelo ouvido
humano.
Guerreiro (2002) afirma que o ruído é um dos agentes físicos que gera mais
incomodidade. É responsável por conflito entre pessoas, entre pessoas e empresas, e por
causar problemas de saúde a quem lhe está exposto.
Para Carter, Cheuvront e Sawka (2007) estresse pelo calor refere-se a processos
ambientais e metabólicos que aumentam a temperatura corporal. A síncope (desmaio)
caracteriza-se pela vertigem (tontura) e fraqueza durante ou após permanecer em pé por
tempo prolongado ou após levantar-se depois de permanecer deitado ou sentado em ambiente
quente.
Exaustão pelo calor é uma condição moderada ou grave que se caracteriza pela
incapacidade de manter o débito cardíaco e a presença de temperatura corporal.
4.9 RELAÇÃO DE NÍVEIS DE ESTRESSE
NÍVEL DE ESTRESSE
N
%
Positivo bem-estar
8
25.0%
Baixa positividade
8
25.0%
No limite
2
6.3%
Problemas de estresse
9
28.1%
Sofrimento
3
9.4%
Sofrimento sério
2
6.3%
32
100.0%
TOTAL
Tabela 6: Quanto ao nível de Estresse dos professores.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Na Tabela 6 tem-se uma síntese de como os professores se encontram quanto ao nível
de estresse e neste estudo se verificou que 28.1% dos professores indicam estarem com
problemas de estresse 25% indicam um positivo bem - estar, 25% apontaram uma baixa
positividade, 9.4% já indicam se encontrarem com problemas a nível de sofrimento, e 6.3%
relataram que já se encontram com sério problemas a níveis de sofrimento sério e como
estando no limite de estresse.
Medo de fracassar, conflito com colegas de profissão, longa jornada de trabalho,
trabalho com alta concentração mental, responsabilidade mal delegada, estresse do tempo se
esgotando, ambiente, salário, trabalho monótono, falta de motivação. São alguns fatores que
contribuem ao surgimento do estresse.
Segundo Cardoso et al. (2009) o trabalho docente é exercido sob circunstâncias
desfavoráveis, sob as quais os mesmos mobilizam as suas capacidades físicas, cognitivas e
afetivas para atingir os objetivos da produção escolar, gerando com isso sobreesforço ou
hipersolicitação de suas funções psicofisiológicas.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 1:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre a variável idade e o nível
de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
70.0896
0.137
31
< 0.0001
Tabela 7: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o estresse e idade dos professores.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre as idades dos professores e os níveis de estresse associado.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, quanto mais idoso vai ficando o docente
maior é o nível de estresse associado.
Através da análise da tabela de contingência 7, e com base nas hipóteses formuladas
para o teste de auto-correlação entre as variáveis, se constatou com base no valor de χ2 quiquadrado igual a 70.09 com p<0.0001 que quanto maior a idade dos docentes maiores são os
níveis de estresse associados ao indivíduo.
O resultado de uma combinação de fatores acumulados ao longo do tempo é o estresse
que pode se manifestar como problemas de saúde física ou emocional e ainda como alterações
de comportamento no trabalho e em casa, podendo ser deflagrado por pressões súbitas e
inesperadas.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 2:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre a variável sexo e o nível
de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
12.1798
0.0721
31
0.999
Tabela 8: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o sexo dos professores
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre o nível de estresse dos professores e o sexo dos mesmos.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o sexo influência diretamente os níveis de
estresse do docente ligado a instituição de ensino pesquisada.
Através da análise da tabela de contingência 8, e com base nas hipóteses formuladas
para o teste de auto-correlação entre as variáveis, se constatou com base no valor de χ2 quiquadrado igual a 12.18, coeficiente de contingência de 0.072 e p<0.99 que não existe relação
entre o sexo do docente e os níveis de estresse sofrido. Ou seja, este fator é importante para
mostrar que independente do sexo ser masculino ou feminino os mesmos níveis de estresse
são observados entre professores.
Apesar da atividade exercida entre o professor e a professora seja a mesma, a mulher
aparenta ter níveis de estresse maior do que o do homem, isso acontece porque geralmente ela
associa o trabalho, a casa, os filhos, porém, ela procura ajuda para resolver seus problemas,
seja com psicólogo, ou até mesmo com as amigas. Já o homem tende a ser mais fechado
quanto a isso, guardam mais os seus sentimentos, angústias.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 3:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre a quantidade de alunos em
sala de aula e o nível de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
129.2247
0.1917
31
< 0.0001
Tabela 9: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a quantidade de alunos em
sala de aula.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre a quantidade de aluno em sala de aula e nível interesse por
sofrido por parte dos professores.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o número de alunos em sala de aula
influencia no nível de estresse relacionado aos professores.
Para o teste de contingência C para avaliar a existência de relação entre o nível de
estresse relacionado aos professores e a quantidade de alunos nas turmas, com p<0.0001
inferior a alfa 0.05 se concluiu é altamente significativo a correlação entre o nível de estresse
e a quantidade de alunos em sala de aula.
Esta relação se deve ao fato de que quando a sala está com uma quantidade de alunos
alta, o professor necessita falar mais alto para que todos lhe escutem. A falta de interesse dos
alunos também contribui para o aumento desta relação.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 4:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre o número de turmas e o
nível de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
59.0814
0.1501
31
0.0017
Tabela 10: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o número de turmas em
que o professor trabalha.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre o número de turmas e nível interesse sofrido por parte dos
professores.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o número de turmas em que o professor
trabalha influencia no nível de estresse relacionado aos professores.
Para o teste de contingência C para avaliar a existência de relação entre o nível de
estresse relacionado aos professores e a quantidade de alunos nas turmas com p<0.0017
inferior a alfa 0.05, pode-se, portanto concluir que é altamente significativa a correlação entre
o nível de estresse e a quantidade de turmas em que o professor trabalha.
Quanto mais turmas este professor tem, maior o tempo que fica em pé, o número de
provas para elaborar, para corrigir, menos tempo que ele terá para resolver seus assuntos
pessoais, familiares, de trabalho ou de lazer.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 5:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre quantidade de escolas e o
nível de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
18.911
0.0894
31
0.9564
Tabela 11: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a quantidade de escolas
que trabalha.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre a quantidade os números de escolas em que os professores
trabalham e o nível de estresse relacionado.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o nível de estresse sofrido pelos professores
está diretamente ligado ao número de escolas em que os mesmos trabalham.
Para o teste de contingência C com nível alfa de 5% se verificou que p>0.05, portanto
pode-se concluir que o nível de estresse não está relacionado à quantidade de escolas em que
os professores trabalham.
A maioria dos professores relataram ir à escola de transporte partículas, sendo assim,
menos desconforto, ganho de tempo para deslocamento de uma escola a outra. Também pelo
fato de que eles montam seus horários de aulas em cada escola de acordo com os dias da
semana que estarão na escola, por exemplo, três dias na semana eles vão somente pra uma
escola, e nos outros dias eles vão em outra, conseguindo assim conciliar o tempo para que não
haja desperdício do mesmo.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 6:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de variáveis
neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre a quantidade de horas e o
nível de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
74.3564
0.1672
31
< 0.0001
Tabela 12: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e a quantidade de horas
que trabalha/dia.
Fonte: Elaboração própria da autora.
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre a quantidade de horas que trabalha ao dia e o nível de estresse
relacionado.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o nível de estresse não está diretamente
relacionado à quantidade de horas trabalhada ao dia pelos em sala de aula.
Para o teste de contingência C com nível alfa de 5% se verificou que p<0.0001, deste
modo pode-se concluir com base na Tabela 12, que se deve aceitar a hipótese alternativa e,
portanto concluir que o nível de estresse está diretamente relacionado à quantidade de horas
que o professor é submetido a ministrar aulas ao dia.
Professores com carga horária elevada passam muitas horas do dia em pé, ocasionando
imobilização prolongada das articulações, alem de ser cansativo. Há uma dificuldade no
retorno venoso, podendo levar a um edema de extremidades inferiores.
TESTE DE CONTINGÊNCIA C 7:
Teste de Contingência C para determinar a magnitude de associações de
variáveis neste trabalho foi utilizado para definir, portanto a associação entre o tempo de
profissão e o nível de estresse do professores.
Tabela de Contingência =
Qui-quadrado =
Coef. de Contingência C =
Graus de liberdade =
(p) =
Resultados
2 x 32
69.8864
0.1547
31
< 0.0001
Tabela 13: Teste de Contingência C com alfa de 5% entre o nível de estresse e o tempo que exerce a
profissão.
Fonte: Elaboração própria da autora
Hipótese para constatação de Relação entre as variáveis
H0: Não existe associação entre o tempo em que os professores exercem a profissão e o nível
de estresse relacionado.
Ha: Existe correlação entre as variáveis, ou seja, o nível de estresse em que o professor está
submetido está diretamente associado ao tempo em que o professor já exerce sua função.
Para este estudo se observou com base no teste de contingência C com nível de
significância alfa de 5% que o nível de estresse em que o professor está submetido está
diretamente associado ao tempo em que o professor já exerce sua função.
Professores que já exercem a profissão há um tempo elevado já possuem alguns meios
de fuga do problema como não relacionar os problemas do trabalho com nenhum outro,
mesmo assim, há um esgotamento acumulado durante todos esses anos de trabalho. Muitos
deles vão ao trabalho apenas por ir, cansados e desanimados.
CAPÍTULO V- CONCLUSÃO
Através desta pesquisa ficou evidente que os níveis de estresse independem do sexo
dos professores, ou seja, tanto homens como mulheres estão expostas aos mesmos níveis de
estresse, além de mostrar que estes níveis observados são diretamente relacionados à
quantidade de alunos em sala de aula, quantidade de turma em que o professor atua por dia,
tempo de serviço como docente, quantidade de horas que os mesmos ficam em pé. Além de
mostrar que quanto maior a idade dos professores maior é o índice de estresse que estes
docentes tendem a apresentar.
O ato de ensinar possui características particulares, geradoras de estresse e de
alterações do comportamento dos que nele trabalham para evitar estes profissionais utilizam
válvulas de escape, onde cada um procura fazer o que gosta e se distrair quando não estão em
sala de aula. Como por exemplo, o jogo de futebol do final de semana, as piadas na sala dos
professores nos intervalos, alguns levam instrumentos pra escola pra tornar as aulas mais
agradáveis.
Esta pesquisa mostra a importância do acompanhamento de uma equipe
interdisciplinar visando a prevenção e a intervenção das conseqüências do estresse nas
atividades de vida diária, melhorando assim, o desempenho destes trabalhadores em relação
as suas atividades e relações interpessoais.
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APÊNDICES
Apêndice A:
Apêndice B: Permissão das escolas para realização da pesquisa
Apêndice C: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTRESSE EM PROFESSORES DE ESCOLAS
PÚBLICAS DE BELÉM.
Você está sendo convidado (a) a participar do projeto de pesquisa acima citado. O
documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a pesquisa que está sendo
realizada. Sua colaboração neste estudo será de muita importância mas poderá desistir a
qualquer momento, isso não causará nenhum prejuízo a você.
Eu,_________________________________________________________, residente e
domiciliado na _____________________________________________________, portador
da
Cédula
de
identidade,
RG
_____________________,
e
inscrito
no
CPF_________________ nascido (a) em _____ / _____ /______ , concordo de livre e
espontânea vontade na sua participação como voluntário(a) do estudo “Avaliação dos níveis
de estresse em professores de escolas públicas de Belém”.
Estou ciente que:
I)
A presente pesquisa tem como objetivo avaliar níveis de estresse em professores de
escolas públicas de Belém e relacionar com a qualidade de vida;
II)
Os dados serão coletados em escolas públicas de Belém, através de aplicação de
questionários sobre níveis de estresse e condições físicas no ambiente de trabalho para
a caracterização da amostra;
III)
A participação neste projeto não tem objetivo de submeter a um tratamento, bem como
não causará nenhum gasto com relação aos procedimentos efetuados com o estudo;
IV)
Tenho a liberdade de desistir ou de interromper a colaboração neste estudo no
momento em que desejar, sem necessidade de qualquer explicação;
V)
A desistência não causará nenhum prejuízo à minha saúde ou bem estar físico. Não
virá interferir no atendimento ou tratamento médico;
VI)
A minha participação neste projeto contribuirá para acrescentar à literatura dados
referentes ao tema, direcionando as ações voltadas para a promoção da saúde e não
causará nenhum risco por se tratar de aplicação de questionários e também pelo fato
de não serem submetidos a nenhum tipo de tratamento;
VII)
A pesquisa terá como benefício a ampliação do conhecimento sobre o estresse em
professores de escolas públicas de Belém, sendo ministradas palestras após os
resultados a esta população com o objetivo de prevenir o estresse. Além disso, como
toda pesquisa este estudo virá a acrescentar mais conhecimentos a respeito deste
assunto para a sociedade científica;
VIII) Não receberei remuneração e nenhum tipo de recompensa nesta pesquisa, sendo minha
participação voluntária;
IX)
Os resultados obtidos durante este ensaio serão mantidos em sigilo;
X)
Concordo que os resultados sejam divulgados em publicações científicas, desde que
dados pessoais não sejam mencionados;
XI)
Caso eu desejar, poderei pessoalmente tomar conhecimento dos resultados parciais e
finais desta pesquisa.
(
) Desejo conhecer os resultados desta pesquisa.
(
) Não desejo conhecer os resultados desta pesquisa.
Belém, _______ de_______________ de 2010.
Declaro que obtive todas as informações necessárias, bem como todos os eventuais
esclarecimentos quanto às dúvidas por mim apresentadas.
.........................................................................
Assinatura do participante
Testemunha 1:
______________________________________________________________________
Nome / RG / Telefone
Testemunha 2:
____________________________________________________________________
Nome / RG / Telefone
Responsável pelo Projeto:
PESQUISADOR RESPONSÁVEL (Tainá Alves Teixeira)
Telefone para contato:
(91) 8143-4837 Tainá Alves Teixeira
(91) 8159-9266 Rivcah Belicha Israel
Apêndice D: Percepção da qualidade de vida no trabalho.
TESTE A QUALIDADE DE VIDA NO SEU TRABALHO
Nome: _____________________________________________________ Idade: _____
Sexo: ( )Feminino ( ) Masculino
Instruções: As questões seguintes se referem a como você se sente e como o seu trabalho pode
ou não estar interferindo na sua qualidade de vida. Para cada questão, marque um X a resposta
mais aplicada a você.
1) Como você começa o seu dia?
( ) sempre disposto
( ) raramente estou disposto
( ) na maioria das vezes disposto
(
( ) as vezes disposto
( ) indisposto
) nunca disposto
2) Como você vai à escola?
( ) veículo particular
( ) bicicleta
( ) veículo coletivo
( ) à pé
3) Como você acha o ambiente de sala de aula?
( ) excelente
( ) bom
( ) muito bom
( ) ruim
4) E a temperatura, a sala possui uma boa ventilação?
( ) excelente
( ) bom
( ) muito bom
( ) ruim
5) A escola possui uma higiene adequada?
( ) excelente
( ) bom
( ) muito bom
( ) ruim
6) E a iluminação em sala de aula?
( ) excelente
( ) muito bom
( ) bom
( ) ruim
7) E em relação à acústica da sala?
( ) excelente
( ) muito bom
( ) bom
( ) ruim
8) Você precisa falar muito alto?
( ) normal
( ) as vezes preciso gritar
( ) as vezes preciso falar um pouco mais alto ( ) sempre falo gritando
9) Ruídos externos atrapalham a sua aula ao ponto de você precisar aumentar a altura da
sua voz dentro de sala de aula?
(
) não
( ) raramente
( ) as vezes
( ) quase sempre
( ) sempre
10) Quantos alunos têm em sala de aula em cada turma?
11) Pra quantas turmas você dá aula por dia?
12) Em quantas escolas você trabalha?
13) Quantas horas do seu dia você passa de pé?
14) Há quanto tempo você trabalha como professor?
15) O seu trabalho te atrapalha nas suas atividades físicas ou de lazer?
(
) não
( ) raramente
( ) quase sempre
( ) sempre
( ) as vezes
16) Quanto à segurança no ambiente escolar, você considera suficiente?
( ) excelente
( ) boa
( ) muito boa
( ) ruim
17) Como é a sua relação com os outros professores?
( ) excelente
( ) boa
( ) muito boa
( ) ruim
18) Como é a sua relação com os profissionais da coordenação pedagógica?
( ) excelente
( ) boa
( ) muito boa
( ) ruim
19) Como é a sua relação com a equipe gestora da escola?
( ) excelente
( ) boa
( ) muito boa
( ) ruim
20) Você tem problemas com os alunos em sala de aula?
(
) não
( ) raramente
( ) quase sempre
( ) sempre
( ) as vezes
Como você resolve?
21) Cite alguns fatores que dificultam o seu desempenho profissional.
22) O que você gostaria que melhorasse no seu ambiente de trabalho?
ANEXOS
Anexo A: Questionário para avaliar os níveis de estresse.
TESTE O SEU NÍVEL DE ESTRESSE
Nome: _____________________________________________________ Idade: _____
Sexo: ( )Feminino ( ) Masculino
Instruções: As questões seguintes se referem a como você se sente e como as coisas tem
andando no ultimo mês. Para cada questão, marque um X a resposta mais aplicada a você.
Uma vez que não há respostas corretas ou incorretas, é bom responder rapidamente as
questões, sem largas pausas.
1- Em geral, como você se sente?
( ) Com excelente disposição
( ) Às vezes de bom e outras de mau –
.
humor
( ) Com boa disposição
( ) Desanimado, muitas vezes
( ) Bem, na maioria das vezes
( ) Sempre desanimado
2- Você tem sido incomodado emocionalmente?
( ) Nem um pouco
( ) Mais ou menos
( ) Um pouco
( ) Muito
( ) Algumas vezes
( ) Constantemente, ao ponto de ficar desligado
das coisas e até de não poder trabalhar
3- Você tem tido controle sobre seu comportamento, pensamentos, emoções ou sentimentos?
( ) Sim, absolutamente
( ) Não muito
( ) Sim, na maioria das vezes
( ) Não, e ainda fico às vezes perturbado
( ) Geralmente, sim
( ) Não, e sempre fico muito perturbado
4- Você tem se sentido triste, desencorajado, desesperançado, ou tem tido muitos problemas?
( ) Nada, nada
( ) Realmente, um pouco
( ) Um pouco
( ) Bastante
( ) Às vezes, o suficiente para aborrecer-me
( ) Bastante, ao ponto de muitas
vezes ter vontade de desistir de tudo
5- Você tem sentido estar sob estresse, pressão ou tensão?
( ) Absolutamente não
( ) Sim, um pouco mais do que o comum
( ) Sim, um pouquinho
( ) Sim, sob um pouco de pressão
( ) Sim, um pouco, mas dá para encarar
( ) Sim, quase mais do que posso suportar
6- Quão feliz, satisfeito ou alegre, você tem se sentido com relação a sua vida?
( ) Muito feliz, acha que não poderia sê-la mais do que sou ( ) Satisfeito
( ) Muito feliz
( ) Moderadamente feliz
( ) Um pouco satisfeito
( ) Muito insatisfeito
7- Você tem tido razão para temer a perda do controle de sua mente, de seus atos, palavras,
pensamentos, sentimentos ou memória?
( ) Nem pensar!
( ) Pouco, mas tenho me preocupado
( ) Só um pouquinho
( ) Pouco, mas tenho me preocupado
bastante
( ) pouco, mas não o suficiente para
( ) Muito, ao ponto de colocar-me em
preocupação
constante estado de preocupações
8- Você tem estado ansioso, preocupado ou abatido?
( ) De jeito nenhum
( ) Regularmente
( ) Pouquinho
( ) Bastante
( ) Um pouco, o suficiente para importunar-se
( ) Em excesso até, ao ponto de
sentir-me doente
9- Você se levanta, pela manha, revigorado e descansado?
( ) Todos os dias
( ) Menos que a metade dos dias
( ) Quase todos os dias
( ) Raramente
( ) Com freqüência
( ) Nunca
10- Você tem sido incomodado por alguma doença, desordem orgânica, dores ou temores
sobre sua saúde?
( ) Nunca
( ) Durante algum tempo
( ) Um pouquinho
( ) Na maioria das vezes
( ) Às vezes
( ) Sempre
11- Sua vida tem sido plena de coisas interessantes?
( ) Sempre
( ) Algum tempo
( ) Na maioria das vezes
( ) Um pouco
( ) Durante um bom tempo
( ) Nunca
12- Você se sente desanimado e tristonho?
( ) Nunca
( ) Durante um bom tempo
( ) Um pouco
( ) Na maioria das vezes
( ) Algum tempo
( ) Sempre
13- Você se sente emocionalmente estável e seguro de si?
( ) Sempre
( ) Algum tempo
( ) Na maioria das vezes
( ) Um pouco
( ) Durante um bom tempo
( ) Nunca
14- Você se sente cansado, exausto, quebrado, esgotado?
( ) Nunca
( ) Durante um bom tempo
( ) Um pouco
( ) Na maioria das vezes
( ) Algum tempo
( ) Sempre
* Para cada uma das quatro perguntas a seguir, as palavras em cada final descrevem
sentimentos opostos. Assinale com um círculo (O) o numero que mais se relaciona ao que
você sentiu no último mês.
15- Quão preocupado ou interessado acerca de sua saúde você tem estado?
10
8
6
4
2
Nada, nada
0
Muito preocupado
16- Quão relaxado ou tenso você tem se sentido?
10
8
6
4
2
Bastante relaxado
0
Bastante tenso
17- Quanta energia, animação e vitalidade você tem tido?
10
8
6
4
2
Muito
0
Nenhuma
18- Quão deprimido ou alegre você tem estado?
10
Muito alegre
8
6
4
2
0
Muito deprimido
* Contagem dos pontos: Some todos os pontos assinalados em cada questão e compare os
resultados com a tabela a seguir
Estado de Estresse
Pontos
Indica positivo bem-estar
81 a 110
Baixa positividade
76 a 80
Marginal (no limite)
71 a 75
Indica problemas de estresse
56 a 70
Indica sofrimento
41 a 55
Indica sofrimento sério
26 a 40
Indica sofrimento severo
0 a 25
Fonte: Oliveira, 2003.
Qual o seu nível?
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AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE ESTRESSE EM