Resistência à Mudança e suas Relações com o Estresse no Trabalho Autoria: Antônio Luiz Marques, Renata Simões Guimarães e Borges Resumo O objetivo deste estudo é identificar como a resistência à mudança afeta o nível de estresse dos trabalhadores. O estresse e a saúde mental do trabalhador têm um relevante impacto na produtividade, aumentando consideravelmente os custos globais das empresas e sociedades. O processo de mudança abordado neste estudo é a implantação da Avaliação de Desempenho Individual (ADI) pelo governo de Minas Gerais. Questionários padronizados foram aplicados em 679 respondentes. Os resultados indicam que os níveis elevados de estresse estão associados com a resistência à mudança, ou seja, quanto mais positiva a visão sobre as mudanças, menor é o estresse ocupacional. 1 1. Introdução Este estudo aborda a satisfação, a cooperação e a resistência dos servidores públicos do estado de Minas Gerais em relação às mudanças implementadas pelo governo estadual nas políticas e práticas de gestão de recursos humanos a partir da implantação da Avaliação de Desempenho Individual (ADI) e a suas implicações no estresse no trabalho. Um dos maiores desafios dos gestores de recursos humanos na atualidade é transformar o capital humano de suas empresas em vantagem competitiva, para que elas possam apresentar bom desempenho em um ambiente em transformação, envolvendo rápidas mudanças (JONES, 2007). A sobrevivência das organizações tem sido apontada como altamente dependente da capacidade de elas próprias, continuamente, se modificarem e se reinventarem (ELIAS, 2009; KOTTER, 1995). No entanto, mudanças trazem incertezas e turbulências no ambiente organizacional (PECCEI, GIANGRECO e SEBASTIANO, 2011) que podem gerar resistências decorrentes da necessidade implicada aos trabalhadores de sair de uma situação conhecida para uma situação desconhecida (NADLER, 1981; STEINBURG, 1992; COGHLAN, 1993). Pesquisas recentes têm demonstrado que a mudança, especialmente a resistência à mudança, tem forte impacto no nivel de estresse no trabalho. O estresse e a saúde mental do trabalhador têm um relevante impacto na produtividade, aumentando consideravelmente os custos globais das empresas e das sociedades (ADLER et al., 2006). Pesquisa de Wang et al. (2004) revelou que a depressão, uma das principais manifestações do estresse, aumentou o absenteísmo e reduziu o foco e a produtividade dos empregados nas empresas pesquisadas. Dahl (2011) aponta que a probabilidade de o indivíduo receber medicação relacionada ao estresse é maior se trabalhar em organizações em processos de mudanças. Braga, Pereira e Marques (2008) analisaram os fatores de tensão no trabalho e o nível de estresse ocupacional na função gerencial em decorrência de mudanças estratégicas, em empresa do setor de produção e distribuição de energia elétrica e constataram que a maioria dos gestores pesquisados apresentava quadro de estresse variando de leve a moderado, e um percentual significativo apresentava estresse intenso. Dada a importância de se compreender o impacto das mudanças na dinâmica das organizações, o presente trabalho tem por objetivo identificar como a resistência à mudança afeta o nivel de estresse dos trabalhadores. O processo de mudança abordado neste estudo é a implantação da Avaliação de Desempenho Individual (ADI) pelo governo de Minas Gerais, como parte do processo de inovação em suas políticas e praticas de gestão de recursos humanos. 2. Inovações na gestão de recursos humanos no setor público Para qualquer empresa, pública ou privada, uma força de trabalho bem estruturada constitui uma variável fundamental para manter o bom desempenho organizacional. No caso das instituições públicas, o processo de mudança, apesar de constituir-se de forma mais lenta e gradativa devido à necessidade de concordância de vários agentes da sociedade (OSBORNE; GAEBLER, 1994), faz-se extremamente necessário frente à demanda de maior qualidade dos serviços prestados ao cidadão. A gestão de recursos humanos no setor público, segundo Marconi (2003), sempre se pautou pela realização de atividades operacionais e pelo comportamento reativo. No entanto, tem-se modificado, na medida em que os gestores 2 públicos estão mais atentos à importância dos investimentos na formação de servidores mais competentes e capazes de realizar as tarefas inerentes a cada instituição. Preocupado em modernizar a gestão das instituições públicas do estado, o governo de Minas Gerais implantou, em 2003, o projeto “Choque de Gestão”, que objetiva melhorar a qualidade dos serviços públicos e reduzir seus custos, a partir da reorganização do arranjo institucional, da mudança de foco do papel do estado e da modernização da gestão de recursos humanos. Tendo em vista a necessidade de estabelecer um novo padrão de administração de recursos humanos e a importância dos servidores públicos para o alcance do objetivo de implantar um modelo de gestão pública mais eficiente, os idealizadores do programa promoveram grandes mudanças na política de gestão de recursos humanos, com ênfase nos princípios meritocráticos e nos resultados. Três mudanças na política de gestão de recursos humanos foram implementadas, com grande impacto na vida dos servidores: implantação da Avaliação de Desempenho Individual (ADI), reestruturação das carreiras; e realinhamento de competências. Procedeu-se, também, a reestruturação de todas as carreiras dos servidores ativos e inativos do estado. Esse programa envolveu 128 carreiras e aproximadamente 300 mil cargos e a implantação de novas tabelas salariais (VILHENA et al., 2006). A avaliação de desempenho individual, ancorada no perfil de competências, passou a ser um requisito para movimentação na carreira. O objetivo da implantação da ferramenta ADI é possibilitar o crescimento e o desenvolvimento dos servidores e a melhoria da qualidade do serviço público (VILHENA, 2006). A avaliação é realizada por uma Comissão de Avaliação, formada pela chefia imediata do servidor, colegas de trabalho e servidores da Unidade Setorial de Recursos Humanos. Para mensurar o desempenho dos servidores, foram definidos onze critérios avaliativos: qualidade do trabalho, produtividade no trabalho, iniciativa, presteza, aproveitamento em programas de capacitação, assiduidade, pontualidade, administração do tempo e tempestividade, uso adequado dos equipamentos e instalações de serviço, aproveitamento dos recursos e racionalização de processos e capacidade de trabalho em equipe (MINAS GERAIS, 2003, Lei Complementar 71, de 2003). Os conceitos obtidos na avaliação - excelente, bom, regular e insatisfatório - são registrados pela comissão de acordo com o percentual alcançado pelo servidor (MINAS GERAIS, 2003, Lei Complementar 71, de 2003). Os resultados das avaliações tanto dos gestores quanto dos não gestores são utilizados para tomadas de decisões e atitudes em relação aos servidores, passando desde o cálculo do Adicional de Desempenho (ADE), promoções na carreira, até a perda do cargo. Dessa forma, a ADI como ferramenta de controle de gestão de recursos humanos pode trazer benefícios e consequências negativas para a vida profissional e pessoal do servidor. No entanto, as ameaças associadas à avaliação, juntamente à falta de clareza e informação acerca do processo, parecem reais para os servidores, o que faz com que a resistência à implantação de instrumentos dessa natureza seja praticamente inevitável. 2.1. Reações à mudança e estresse ocupacional Considerando que não existem organizações sem pessoas, para que as mudanças organizacionais obtenham resultados positivos, torna-se fundamental a participação efetiva dos indivíduos nelas envolvidos. No entanto, as mudanças também geram incertezas e turbulências no ambiente organizacional (ELIAS, 2009; PECCEI, GIANGRECO e 3 SEBASTIANO, 2011). Assim, uma das principais causas do insucesso de programas de mudanças planejadas é a resistência dos funcionários (LINES, 2005; CHREIM, 2006). Um dos pontos de convergência na literatura sobre mudança organizacional é o quanto custa para a organização mudar. Argumenta-se que o fato de a resistência à mudança ser um fator inerente às organizações, a mudança organizacional envolve riscos e altos custos (HANNAN e FREEMAN, 1984; KOTTER, 1995). Segundo Dahl (2011) a maioria das pesquisas sobre custos de mudanças tem se dedicado a averiguar custos para as organizações. O custo das mudanças para os empregados tem recebido pouca atenção dos pesquisadores. Entretanto, alguns estudos têm demonstrado que o bem-estar emocional e psicológico de empregados é potencialmente afetado pelas mudanças em que estão envolvidos (WANG et al., 2004; ADLER et al., 2006; MAS, 2008). Pesquisa de Mas (2008) revela que insatisfação e conflito no local de trabalho reduzem a produtividade. Além disso, pesquisas em psicologia aplicada têm demonstrado que a satisfação e a produtividade são altamente dependentes da saúde mental do empregado (ADLER et al., 2006). Pesquisa de Wang et al. (2004) revela que a depressão, uma das principais manifestações do estresse, aumentou o absenteísmo e reduziu o foco e a produtividade dos empregados. A palavra stress, do inglês, deu origem ao termo estresse, em português. Segundo Cooper, Cooper e Eaker (1988), a palavra stress vem do latim stringere e significa “espremer”. No século XVIII, a palavra stress passou a ser empregada para expressar pressão ou forte esforço do corpo humano. No século XX, o termo ganhou a conotação científica dos dias atuais (SELYE, 1956; ROSSI, 1991). Segundo Selye (1956), o estresse é uma resposta inespecífica do corpo às exigências a que está sendo submetido. O estresse se manifesta de duas formas: o distresse, ou estresse de derrota, é o estresse da forma como é conhecida em seu lado negativo; e o eustresse, considerado o estresse positivo. O eustresse, da mesma forma que o distresse, representa uma reação do corpo a um estímulo externo, que se manifesta na forma de superação e prazer. O eustresse é o estresse da realização, do triunfo e do contentamento. Desta forma, o eustresse é considerado o “estresse da vitória” (SELYE, 1956). French (1983) denomina de estresse ocupacional o estresse decorrente da reação do indivíduo a algum evento que o atinge no ambiente de trabalho. É decorrente de alguma ameaça associada a excessivas mudanças no ambiente de trabalho que o trabalhador não está psicologicamente preparado para internalizá-las de forma positiva. A pesquisa de Dahl (2011) é uma das mais recentes contribuições para a literatura sobre o tema. Este autor pesquisou o impacto de mudanças na geração de estresse negativo e as consequências do estresse negativo para a geração de doenças. Ele analisou 92.860 empregados trabalhando em 1.517 empresas da Dinamarca em processo de mudança e o tipo de medicamento registrado no sistema nacional de saúde para esses empregados. A pesquisa revelou que a possibilidade de o indivíduo receber medicação relacionada ao estresse aumentava significativamente para empregados de organizações em mudanças, especialmente aqueles que estavam submetidos a grandes mudanças em diferentes esferas da organização. Em síntese, a mudança organizacional está associada ao risco significante de o empregado desenvolver problemas de saúde. Braga, Pereira e Marques (2008) analisaram os fatores de tensão no trabalho e o nível de estresse ocupacional na função gerencial, em decorrência de mudanças estratégicas em uma grande empresa brasileira do setor de energia elétrica. As mudanças tinham sido iniciadas 4 havia quase uma década e envolveram mudanças de tecnologia, orientação dos negócios, políticas de recursos humanos, processos de trabalho e estrutura organizacional. Constatou-se que o uso intensivo de tecnologias organizacionais, a sobrecarga de trabalho, incluindo a realização de várias atividades ao mesmo tempo, e o alto grau de cobrança foram as principais causas de tensão excessiva no trabalho. Concluíram, também, que 63% dos gestores pesquisados apresentavam quadro de estresse variando de moderado a intenso. Certo grau de estresse tem sido considerado necessário para manter o indivíduo em alerta no local de trabalho e para atingir nível de produtividade adequado. Entretanto, quando o estresse atinge níveis muito elevados, sintomas de insônia e depressão emergem. Neste momento, o estresse se torna um sério problema para o indivíduo (KARASEK e THEOREL, 1990; COOPER, 1998). Portanto, diante deste contexto e tomando como referência a literatura apresentada, os funcionários que colaboram e aceitam as mudanças organizacionais tendem a apresentar níveis de estresse menores quando comparados com os trabalhadores que resistem às mudanças na organização. Assim, formulou-se a seguinte hipótese: H1 = Os servidores que percebem as mudanças como positivas e cooperam com sua implantação tendem a apresentar níveis de estresse significativamente mais baixos que os servidores que percebem as mudanças como negativas e resistem a elas. 3. Metodologia A presente pesquisa possui natureza explicativa e descritiva e utilizou-se do método de estudo de caso. De acordo com a literatura (YIN, 2001; GIL, 2006), o estudo de caso é a estratégia mais adequada para responder a perguntas previamente definidas e para obter um amplo e detalhado conhecimento acerca do tema pesquisado. A população pesquisada totaliza 141.164 servidores alocados em três secretarias de estado: Secretaria de Estado da Educação (SEE), Secretaria de Estado da Saúde, especificamente as unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), e Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG). Para garantir que os servidores selecionados representassem a população de cada órgão envolvido na pesquisa, adotou-se o processo de amostragem aleatória estratificada por secretaria. Segundo fórmula de Barnett (1991), a amostra calculada para a pesquisa, com erro amostral de 5%, alcançou o índice mínimo de 196 indivíduos. A amostra obtida compõe-se de 679 respondentes, número muito superior ao valor mínimo sugerido. Os servidores participantes foram distribuídos da seguinte forma: 262 na Secretaria de Estado da Educação, 202 na Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão, e 215 na Secretaria de Estado da Saúde. A pesquisa trabalhou com dados qualitativos e quantitativos. Os primeiros foram obtidos a partir de análise documental e de entrevistas com gestores da política de recursos humanos das instituições envolvidas na pesquisa. Os segundos foram coletados a partir de um survey por meio de um questionário auto-aplicável. De acordo com Seltiz, Wrightsman, Cook (1987, p. 17-19) o uso de questionário possui três vantagens: a) Custo baixo, uma vez que consiste em um instrumento que pode ser enviado pelo correio ou, simultaneamente, entregue a um grande número de informantes. b) Oferece a possibilidade de evitar potenciais vieses do entrevistador. Isso ocorre porque o entrevistado tem a liberdade de responder às questões sem 5 a presença intimidadora de outra pessoa (CERVO e BERVIAN, 1983); e c) Os informantes poderão se sentir mais seguros em função do anonimato, o que lhes permite “se sentirem mais à vontade para expressar pontos de vista que temam colocá-los em situação problemática ou que julguem não ter aprovação” (SELLTIZ; WRIGHTSMAN; COOK, 1987, p. 17). 3.1. Instrumento da pesquisa O instrumento de pesquisa adotado é constituído de quatro partes. A parte 1 aborda dados demográficos e hábitos sociais dos respondentes. A parte 2 mede as variáveis relacionadas ao estresse no trabalho, especificamente aquelas referentes ao desgaste físico e mental do pesquisado. Este módulo do instrumento foi adaptado do Occupational Stress Indicator (OSI), de Cooper (1996). A parte 3 avalia o grau de aceitação e resistência dos pesquisados em relação à implantação da ADI pelo governo de Minas Gerais, adaptada do Inventário de Medida de Resistência a Mudança, desenvolvido e validado por Marques, Chaves e Dias (2005). Esta escala estruturada em seis variáveis: aceitação e cooperação, indecisão e inconclusão, ameaça ao convívio social, consistência percebida, resistência do grupo e experiência anterior com a ADI. A parte 4 é composta de duas questões e um espaço aberto para livre manifestação do respondente a respeito de sua organização ou de sua vida profissional. A questão 01 avalia o nível de satisfação geral do respondente com a organização em que trabalha e a questão 02 avalia o impacto global das mudanças implantadas para a vida profissional do respondente. Todas as questões, excetuando aquelas referentes aos dados funcionais, foram obtidas por meio de escala do tipo Likert de 6 pontos, tratadas como intervalares. Alguns autores, como Byrne (1995), afirmam que os problemas potenciais advindos do uso de variáveis ordinais como intervalares podem ser minimizados com o uso de cinco ou mais categorias. Assim, optou-se deliberadamente por utilizar a escala Likert de 6 pontos e considerá-la intervalar. A avaliação das variáveis desta pesquisa foi realizada por meio da análise fatorial, em que foram verificados os valores da medida de KMO, do teste de esfericidade de Bartlett e do alfa de Cronbach e a variância explicada pelo fator. Para avaliar a unidimensionalidade, verificouse, inicialmente, a adequação da amostra, utilizando a medida Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e o teste de esfericidade de Bartlett. A medida Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) é de adequação da amostra. Valores baixos da estatística KMO indicam que a correlação entre os pares de variáveis não pode ser explicada por outras variáveis e que o emprego da análise fatorial não é recomendável. Um valor do KMO superior a 0,5 é suficiente para afirmar que a correlação entre os pares de variáveis pode ser explicada por outras variáveis (MALHOTRA, 2001). A outra medida utilizada foi o teste de esfericidade de Bartlett, indicando também a adequação da amostra para a utilização na análise fatorial quando o valor p é inferior a 0,05. Para avaliar a consistência interna de cada uma das variáveis, verificaram-se sua confiabilidade e sua unidimensionalidade. A confiabilidade foi avaliada segundo o alfa de Cronbach. Tal medida varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1 o alfa de Cronbach, maior a indicação de confiabilidade da variável. A indicação de Malhotra (2001) é que esses valores devem ser superiores a 0,60. Quanto à variância explicada do fator, segundo Hair et al. (2005), seu valor deve ser a maior possível, preferencialmente acima de 0,50. Para validar a Escala de Medida da Cooperação e Resistência a Mudança Organizacional, o método PLS (Partial Least Squares) foi utilizado, porque é adequado para estimar a relação entre as variáveis, na medida em que considera o erro de estimação (CHIN, 1998). Também, o 6 PLS não requer pressupostos de normalidade, sendo indicado para modelos preditivos altamente complexos (LOHMOLLER, 1984). Para analisar o modelo de mensuração, utilizouse o software SmartPLS versão 2.0M3. 3.2. Análise de dados Seguindo a abordagem de Hair et al. (2005), a análise quantitativa dos dados deu-se em várias etapas. Primeiramente, contemplou os dados ausentes e os valores extremos, com o objetivo de melhor conhecer os dados e, assim, trabalhá-los de forma a garantir que as análises seguintes fossem mais precisas e confiáveis. Em seguida, alguns pressupostos foram avaliados, como o de normalidade e o de linearidade. Os dados coletados via questionário sofreram tratamentos estatísticos distintos, por meio do pacote SPSS. Inicialmente, foram feitas análises baseadas em estatística descritiva. Posteriormente, foram feitas análises de correlação e regressão. Itens específicos, como os indicadores e suas respectivas perguntas, separadas pelas variáveis correspondentes, também foram descritos. Índices como média, desvio-padrão e porcentagem dessa frequência também seguem na pesquisa. Explicitados os procedimentos metodológicos, dedica-se no próximo capítulo à análise e à discussão dos dados. 4. Resultados Este tópico visa responder ao objetivo principal deste trabalho que é identificar a relação entre resistência à mudança e os níveis de estresse ocupacional dos servidores. 4.1 Estresse no trabalho A avaliação da presença ou não do estresse ocupacional dos servidores pesquisados foi feita por meio de duas variáveis: a) desgaste mental; e b) desgaste físico. Analisou-se também a relação entre aceitação e cooperação com as mudanças e os níveis de estresse dos servidores. Segundo a escala adotada, quanto maior a frequência dos eventos avaliados, mais elevado é o nível de estresse mental ou físico do servidor. A escala de medição do estresse no trabalho utilizada neste trabalho foi adaptada do Occupational Stress Indicator (OSI), de Cooper (1996), e estruturada em duas variáveis, com seis questões para medição do desgaste mental e cinco para avaliação do desgaste físico. A medida KMO e o teste de esfericidade de Bartlett indicam a possibilidade de uso da análise fatorial com os itens de cada variável (TAB. 1). TABELA 1 – KMO e teste de Bartlett para os indicadores de estresse Indicadores de dimensão da tarefa KMO Valor p do teste de Bartlett Desgaste mental 0,900 0,000 0,825 0,000 Desgaste físico Fonte: Dados da pesquisa Os próximos passos para a análise da escala foram: obtenção do alfa de Cronbach; realização da avaliação da unidimensionalidade da variável; e apuração da variação explicada pelo fator obtido. 7 Na variável desgaste mental, uma questão foi eliminada, para aumentar a variação explicada do fator, que passou de 59,8% para 63,01%. Tal modificação manteve o alfa de Cronbach em valor adequado: 0,882. Em relação a desgaste físico, nenhuma eliminação foi necessária, uma vez a análise desta variável indicou valores adequados para o alfa de Cronbach e para a variação explicada pelo fator. A unidimensionalidade das variáveis do estresse no trabalho, a variância explicada pelo fator resultante e o valor do alfa de Cronbach atingiram níveis satisfatórios. Os resultados indicam a consistência da escala utilizada para avaliar o nível de desgaste físico e mental dos servidores (TAB. 2). TABELA 2 – Alfa de Cronbach e variância explicada do estresse no trabalho Desgaste mental Alfa de Cronbach final da escala 0,882 Análise fatorial da variância explicada (%) 63,01 Desgaste físico 0,835 60,56 Indicadores de satisfações contextuais Fonte: Dados da pesquisa Uma vez concluída a análise da escala, foi possível abortar em seguida a análise do estresse ocupacional dos servidores pesquisados. Para analisar o estresse no trabalho dos servidores, primeiramente, calculou-se um indicador ancorado nas médias das respostas para as duas variáveis analisadas: desgaste metal; e desgaste físico. Definiu-se também uma variável, denominada estresse global, calculada como uma média das médias das respostas das questões relativas ao desgaste mental e ao desgaste físico. Tendo em vista ter sido adotada uma escala do tipo Likert, variando de 1 a 6 graus de intensidade de estresse, definiram-se três níveis de intensidade desta variável (baixo, moderado e intenso), segundo a média global de estresse apresentada pelo servidor (TAB. 3). TABELA 3 – Critérios para análise do estresse ocupacional Valor da média Níveis de estresse ocupacional 1,00 a 2,99 3,00 a 3,99 4,00 a 6,00 Fonte: Definido pelo autor Baixo moderado Intenso Tomando como referência os critérios estabelecidos, realizou-se a análise do estresse dos servidores. A análise dos dados da TAB. 4 revela que 79,2% dos pesquisados estão na faixa de baixo estresse mental no trabalho; 13,1% apresentam estresse mental moderado; e 6,3% apresentam estresse mental elevado. Analisando os dados de forma agregada, verifica-se que 93,6% dos pesquisados apresentam perfil saudável em relação à variável analisada. Porém, considerando a população de mais de 140.000 servidores que a amostra desta pesquisa representa, 6,3% é um percentual elevado, já que equivale a 8.820 indivíduos com elevado estresse mental. Este resultado sugere que, caso nenhuma ação seja tomada para minimizar o desgaste mental desses servidores, eles poderão provocar níveis acentuados de absenteísmo e de licença médicas e um elevado custo para a sociedade e para as finanças do Estado. 8 O desgaste físico apresenta-se praticamente igual ao desgaste mental. Observa-se também pela TAB. 4 que 79,2% dos pesquisados apresentam baixo nível de estresse físico. Outros 14,4% apresentam sintomas em grau moderado e apenas 6,0% registram alto grau de desgaste físico. Novamente, considerando a população de 140.000 servidores que esta amostra representa, 6,0% equivale a um contingente de 8.400 servidores com elevado desgaste físico. Nesse sentido, ações que diminuam o estresse desses indivíduos são notadamente necessárias. Tomando como referência as médias do estresse físico, mental e global, observa-se alto percentual de indivíduos (79,2%) com baixo nível de estresse geral. Entretanto, 13,8% apresentam estresse geral moderado e 4,0% apresentam estresse intenso. Em termos globais, 93,6% dos servidores apresentam perfil saudável em relação à variável estresse no trabalho. Porém, um contingente de 5.600 servidores, ou 4,0% da amostra, apresenta estresse em nível intenso, demandando ação gerencial para redução desse percentual. TABELA 4 – Indicadores de estresse ocupacional Indicadores de estresse no trabalho Estresse mental Estresse físico Estresse global Fonte: Dados da pesquisa Baixo Frequência Abs. 538 549 558 Rel. (%) 79,2 80,9 82,2 Moderado Frequência Abs. 98 89 94 Rel. (%) 14,4 13,1 13,8 Alto Frequência Abs. 43 41 27 Rel. (%) 6,3 6,0 4,0 Em síntese, a maioria dos servidores tem um perfil saudável em relação a estresse ocupacional, físico e mental. Porém, um contingente de 5.600 servidores, ou 4,0% da amostra, apresenta estresse em nível intenso, demandando ação gerencial para a redução deste percentual. Caso nenhuma ação seja tomada para minimizar o desgaste mental e físico desses servidores, este fenômeno poderá provocar níveis acentuados de absenteísmo e de licença médicas e um elevado custo para a sociedade e para as finanças do Estado. 4.2 Relações entre aceitação e cooperação com a mudança e estresse ocupacional Este tópico analisa se os indicadores de estresse ocupacional diferem quanto ao tipo de percepção – positiva ou negativa – que os servidores têm sobre a implantação da Avaliação de Desempenho Individual (ADI) pelo governo de Minas Gerais para alinhar os servidores aos objetivos estratégicos de governo. Neste tópico, desvenda-se o pressuposto sobre a relação entre mudança e estresse. O pressuposto envolvido neste objetivo é que os servidores que interpretam as mudanças como benéficas e positivas tendem a apresentar níveis mais baixos de estresse. Ao contrário, servidores que interpretam as mudanças como prejudiciais ou negativas tendem a apresentar níveis mais elevados de estresse. O referencial teórico apresentado revela que mudanças no contexto social e do trabalho podem gerar elevados níveis de estresse e de adoecimento dos trabalhadores (TOFFLER, 1972; COOPER, COOPER e EAKER, 1988; RIFKIN, 1995). Tomando como referência a literatura pesquisada, a hipótese de pesquisa sugere que os servidores que percebem as mudanças como positivas e cooperam com sua implantação tendem a apresentar níveis de estresse significativamente mais baixos que os servidores que percebem as mudanças como negativas e resistem a elas. 9 A análise dos dados da TAB. 5 mostra que há correlações significativas e negativas entre aceitação das mudanças e estresse ocupacional. Isso significa que quanto maior a aceitação das mudanças como positivas menor tendem a ser o nível de desgaste físico e mental e seu estresse global. Inversamente, quanto mais negativa a visão do servidor sobre as mudanças, maior seu desgaste físico e mental, e seu estresse global. TABELA 5 – Correlação entre percepção geral das mudanças e estresse no trabalho Indicador Spearman’s rho Sig. (2-tailed) N Percepção geral das mudanças -0,194** 0,000 659 Spearman’s rho Sig. (2-tailed) N -0,174** 0,000 659 Spearman’s rho Sig. (2-tailed) N ** Correlação é significante ao nível de 0,01 (2-tailed). Nota: 659 questionários válidos. Fonte: Dados da pesquisa -0,196** 0,000 659 Estresse mental Estresse físico Estresse global Ao se analisar a relação entre a cooperação e resistência dos servidores à implantação da ADI e seus níveis de estresse, a relação entre mudança e estresse é novamente confirmada. A análise dos dados da TAB.6 revela que há correlação moderada, negativa e significativa entre essas variáveis. Os resultados indicam que quanto maior a aceitação e cooperação dos servidores com a implantação da ADI menor seu nível de estresse. Inversamente, quanto menor a aceitação (ou maior a resistência) do servidor a implantação da ADI maior o seu estresse. TABELA 6 – Correlação entre estresse e aceitação e cooperação com a ADI Indicador Aceitação e cooperação com a implantação da ADI Estresse global Spearman’s rho Sig. (2-tailed) N - 0,188** 0,000 679 ** Correlação significativa ao nível de 0,01 (2-tailed). Fonte: Dados da pesquisa Para análise do impacto que as mudanças promovidas com a implantação da ADI promoveram no nível de estresse global do servidor, procedeu-se à análise de regressão linear. No primeiro procedimento (TAB. 7), adotou-se como variável independente a aceitação e cooperação com a implantação da ADI e como variável dependente o estresse global. Com base no resultado da análise de regressão, constatou-se que a variação positiva da aceitação e da cooperação com a implantação da ADI resulta em um decréscimo no nível de estresse global. Isto é, quem percebe a mudança mais positivamente tende a apresentar menores níveis de estresse global [F(1,677) = 29,161, p < 0,001). O coeficiente de determinação (R2), medida da proporção da variância da variável estresse global em torno da média que é explicada pela variável aceitação e cooperação à ADI, é de 10 0,041. Isso significa que 4,10% da variação no estresse global é explicado pela percepção da mudança (implantação da ADI). TABELA 7 – Análise de regressão entre aceitação e cooperação com a ADI e estresse Modelo Coeficientes não padronizados B Constate 2,716 Aceitação e cooperação a ADI -0,148 Nota: Variável dependente: estresse global Fonte: Dados da pesquisa Desvio padrão 0,095 0,027 Coeficientes padronizados Beta -0,203 t Sig. 28,600 -5,400 0,000 0,000 Em síntese, os níveis elevados de estresse estão associados à insatisfação com o emprego e com a instituição, com visão negativa de mudanças e com resistência a mudança. Quanto maior a satisfação com o emprego e a instituição e quanto mais positiva a visão sobre as mudanças, menor é o estresse ocupacional. 5. Conclusões sobre as relações entre mudança organizacional e estresse ocupacional As principais conclusões sobre o estresse e suas relações com a percepção que os servidores têm sobre as mudanças organizacionais implantadas pelo governo de Minas Gerais e suas instituições e nas políticas e práticas de gestão de pessoas são: • A escala utilizada para avaliar o nível de estresse dos servidores foi avaliada e envolveu a retirada de apenas uma questão. A versão final analisada se mostrou adequada e com alto valor preditivo para a amostra estudada. Portanto, a versão final pode ser utilizada para medir o estresse de servidores públicos. • Dos servidores, 96% têm um perfil saudável em relação ao estresse ocupacional, físico e mental. Porém, 4,0% (5.600 servidores) apresentam estresse em nível intenso, demandando ação gerencial para reduzir este percentual. • Quanto maior a aceitação das mudanças como positivas, menor é o nível de desgaste físico e mental e do estresse global. Inversamente, quanto mais negativa a visão do servidor sobre as mudanças, maior seu desgaste físico e mental, e seu estresse global. • Quanto maior a aceitação das mudanças introduzidas pelo Choque de gestão, menor o nível de desgaste físico e mental e do estresse global. Inversamente, quanto mais negativa a visão do servidor sobre as mudanças, maior seu desgaste físico e mental, e seu estresse global. • Quanto maior a aceitação das mudanças nas políticas de gestão de pessoas com a implantação da ADI, menor o nível de desgaste físico e mental e do estresse global. Inversamente, quanto maior a resistência do servidor a essas mudanças, maior é o seu desgaste físico e mental, e seu estresse global. • O objetivo de avaliar se indivíduos que têm visão mais positiva das mudanças e que cooperam mais com sua implantação são aqueles cujos níveis mais baixos de estresse foram alcançados. Correlações positivas e estatisticamente significativas foram observadas entre cooperação ou resistência à mudança e desgaste físico, desgaste mental e estresse global. • Portanto, a hipótese 1 foi confirmada, pois constatou-se que quanto maior a resistência à mudança mais intenso é o nível de estresse do servidor. Ao contrário, quanto maior a 11 aceitação da mudança – ou seja, quanto menor a resistência – mais baixa é a intensidade do estresse do servidor. Recomenda-se aos gestores governamentais que tomem medidas efetivas para minimizar o impacto das variáveis que vêm gerando estresse nos servidores. Caso nenhuma ação seja tomada para minimizar o desgaste mental e físico desses servidores, este fenômeno poderá provocar níveis acentuados de absenteísmo e de licença médicas e um elevado custo para a sociedade e para as finanças do Estado. 5.1 Contribuições da pesquisa Duas escalas de medida em comportamento organizacional foram revalidadas para setor publico: 1ª) Escala de medida da cooperação e de resistência à implantação da ADI; 2ª) Escala de avaliação de estresse de servidores públicos. A escassez de estudos publicados no Brasil que tratam da relação entre resistência à mudança e estresse no trabalho confere a este trabalho seu mérito e originalidade. 5.2 Pesquisas futuras Para futuras pesquisas neste setor será necessário introduzir novos métodos de coleta e análise de dados, além do método quantitativo. Como é sabido, nenhum método encerra em si mesmo todas as potencialidades de análise para todas as situações. É relevante aprofundar as pesquisas em resistência à mudança levando em conta o papel dos traços de personalidade, da análise de custos e benefícios das mudanças, da comunicação, da confiança e do estilo de atuação dos gestores para a estruturação da resistência dos empregados. Essas variáveis não foram incluídas nesta pesquisa por que a tornaria muito extensa para o período previsto para sua conclusão. É também imprescindível desenvolver pesquisas que tratem da gestão de pessoas no setor público como linhas de pesquisas permanentes, tendo em vista a complexidade de variáveis envolvidas neste setor. Referências Bibliográficas ADLER, D.; W. ROGERS, H.; CHANG, L. LAPITSKY, D.; LERNER. Job performance deficits due to depression. American Journal of Psychiatry. 163 (9), p. 1569-1576, 2006. BARNETT, V. Sample survey: principles & methods. 3 ed. New York: Oxford University Press Inc., 1991. BRAGA, C. D.; PEREIRA, L. Z.; MARQUES, A. L. 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