Valores da Convivência: o público e o privado
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O público e o privado | PLANO DE VOO

Noções de espaços público e privado

O quadro emocional de nossa época

Ética, hábitos e bons modos

A escada da ética
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O público e o privado | PORCOS ESPINHOS DE SCHOPENHAUER
Um grupo de porcos-espinhos vive num lugar muito frio.
Para não morrerem congelados, eles se aproximam até
que se espetam e sangram.
O afastamento é a única saída, mas o preço é a volta do
frio.
Eles se reaproximam e se espetam e se afastam e se
esfriam num círculo que se repete há milênios e cujo
centro é um ponto de dor ou satisfação.
O público e o privado | PORCOS ESPINHOS DE SCHOPENHAUER
Ética e Política são artes conjugadas de gestão desse
ponto de dor ou satisfação.
O público e o privado | NOÇÕES

Ambos são espaços sociais = espaços de convivência

Espaços abertos à opinião pública

Foco da ação:
•
Espaço privado: interesses pessoais (inclui família,
amigos...)
•
Espaço público: interesses coletivos | instituições sociais
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O público e o privado | NOÇÕES
ESPAÇO PÚBLICO
•
É um espaço onde os membros de uma comunidade ou
sociedade se encontram para discutirem assuntos de
interesse comum e, deste modo, formarem a seu
respeito uma opinião comum.
•
É o espaço do diálogo por excelência.
•
E o objetivo do diálogo é a concórdia
Concórdia não é a uniformidade das opiniões,
mas a concordância das vontades. Tomás de Aquino
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O público e o privado | QUADRO EMOCIONAL DE NOSSA ÉPOCA
Principais valores

Segurança (sobretudo a financeira)

Preservação da individualidade

Flexibilização das relações inter-pessoais

Desmanche das ordens sociais tradicionais
O público e o privado | QUADRO EMOCIONAL DE NOSSA ÉPOCA
Principais sentimentos

Ambiguidade

Confusão de propósitos  desinteresse pela “rotina”

Ansiedade continua  sentimento de urgência
exagerado

Acúmulo de decepções
O público e o privado | QUADRO EMOCIONAL DE NOSSA ÉPOCA
O que temos que enfrentar

Enfraquecimento do TINO (faculdade de avaliar e prever)

Ensurdecimento do CORAÇÃO

Esfriamento das RELAÇÕES SOCIAIS
(opacidade e sentimento de desterro)

Desvalorização da POLÍTICA
(poderes oportunistas ocupam a cena | visão estreita do futuro)

Instrumentalização da noções de ÉTICA e JUSTIÇA
O público e o privado | ÉTICA: O QUE É ISSO?
A ética não começa por uma
ignorância que devemos transformar em saber, mas por
um saber que exige sua realização.
Kierkegaard
(filósofo dinamarquês, séc. 19)
intuição/idéia
do Bem
O público e o privado | INTUIÇÃO/IDÉIA DE BEM

Africanos/Ameríndios
Espírito

Taoísmo
Ordem celeste (Tao)

Confucionismo
Ordem humana (Ren)

Hinduísmo/Budismo
Lei da ação (Dharma)

Judaísmo
Lei Divina

Cristianismo
Amor Divino

Islamismo
Perfeição Divina

Gregos
Equilíbrio

Renascença
Beleza / Harmonia

Modernidade
Progresso / Des. Sustentável

Pós-modernidade (hoje)
?
O público e o privado | INTUIÇÃO/IDÉIA DE BEM - HOJE
BOA vida
VIDA boa
bons modos
Felicidade Sustentável
prazerosa
correta
segura
útil
feliz
dialógica
O público e o privado | OS BONS MODOS
Os bons modos são o esteio do bem
Bom modo: comportamento destinado a evitar danos
a si próprio e aos outros
Origem do bom modo: autodeterminação de conciliar
interesses pessoais com os interesses alheios
A fragilidade dos modos é a principal causa da corrupção!
Conceito de Ética
Ethos
Joelho do Cavalo (Estábulo / Morada / Moral)




Posturas / Atitudes
Condutas / Comportamentos
Costumes / Modos
Regras
Tudo isso são HÁBITOS
Maneira usual de ser, fazer, sentir, individual
ou coletivamente; costume, regra, modo.
Houaiss.
Conceito de Ética

O hábito é nossa segunda natureza

Se cola à personalidade: antecipa nossas decisões/ações
Somos o que fazemos repetidamente. Por isso, o mérito não está na
ação e sim no hábito.
Aristóteles (filósofo grego – séc. 3 a.C.)
O público e o privado | COMO CULTIVAR BONS HÁBITOS/MODOS?
Respondendo de uma só vez a essas três perguntas:

Devo?
(obrigação moral / necessidade)

Posso?
(ser capaz de realizar)

Quero?
(desejar, pretender)
O público e o privado | LEMAS QUE AJUDAM A CULTIVAR BONS HÁBITOS/MODOS
Valor moral não tem preço, mas tem custos.
(Corrupção é precificar um valor moral.)
• As pessoas devem ser tratadas como fins e não como meios.
• Por que não eu? A culpa não é minha, mas o problema é.
• O que é meu e o que não é (o que é teu e o que é nosso).
• Não existe jeito certo de fazer a coisa errada.
• Só credita quem acredita.
• Não existe lei que dê conta de má-fé.
• A lei nem sempre garante a justiça.
• Pedir licença para não precisar pedir desculpas.
• Não confundir rigor com rigidez.
• Acima de tudo, não causar dano.
•
O público e o privado | CONCEITO DE ÉTICA

Arte de responder com bons hábitos/modos à pergunta:
como conciliar meus interesses com os interesses alheios?
O público e o privado | A ESCADA DA ÉTICA
SOCIABILIDADE
RECONHECIMENTO
SACRÍFICIO

Cortesia

Respeito

Abrir mão de algo

Etiqueta

Consideração

Colocar-se em risco

Civilidade

Empatia


Solidariedade
Fazer a coisa certa,
mesmo a um custo
pessoal alto
Regra de Prata
Regra de Ouro
Regra de Platina
O público e o privado | A ESCADA DA ÉTICA
Regras “metálicas” de convivência
Ferro
Use os outros em seu próprio benefício e se proteja deles.
Bronze
Trate os outros como eles te tratam.
Prata
Não trate os outros como você não gostaria de ser
tratado.
Ouro
Trate os outros como você gostaria de ser tratado.
Platina
Trate os outros como eles gostariam de ser tratados.
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