UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DAYAN KRUMENAUER ESTUDO DO GRAU DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES DA EMPRESA MPK DO BRASIL LTDA CRICIÚMA - SC. CRICIÚMA, FEVEREIRO DE 2010 DAYAN KRUMENAUER ESTUDO DO GRAU DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES DA EMPRESA MPK DO BRASIL LTDA CRICIÚMA - SC. Monografia apresentada para obtenção do grau de Bacharel em Administração de Empresas, no curso de Administração de Empresas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador: Prof. Wagner Blauth CRICIÚMA, FEVEREIRO DE 2010 DAYAN KRUMENAUER ESTUDO DO GRAU DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES DA EMPRESA MPK DO BRASIL LTDA CRICIÚMA - SC. Monografia aprovada pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Bacharel em Administração de Empresas, no Curso de Administração de Empresas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Criciúma, .... de ..............de 2010. BANCA EXAMINADORA ________________________________________________ Prof. Wagner Blauth – Especialista (UNESC) - Orientador _______________________________________________ Prof. João B. da Silva -Mestre - (UNESC) _______________________________________________ Profª. Elenice Padoin J. Angel - Mestre - (UNESC) DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a meus pais pela educação dada e o incentivo total aos estudos. E aos clientes da MPK do Brasil. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, porque é nele que busco forças e inspiração para tudo. Meu orientador e professor Wagner Blauth pelo apoio, disponibilidade, conhecimento e até mesmo os puxões de orelha. A todos os professores do curso, pelo aprendizado repassado nesses anos que nunca serão esquecidos. Aos meus colegas e amigos que me ajudaram com suas dicas e conselhos para que eu possa vencer mais esse desafio em minha vida. Ao meu pai por tudo que já fez por mim e continua fazendo. E um agradecimento especial a minha namorada que sempre me apoiou e me ajudou nessa jornada. “Precisamos de homens que consigam sonhar com as coisas que nunca foram feitas” John Kennedy RESUMO KRUMENAUER, Dayan. Estudo do grau de satisfação dos clientes da empresa MPK do Brasil Ltda Criciúma - SC. 2009, 71 páginas. Monografia do Curso de Administração de Empresas da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Criciúma. A presente monografia teve o objetivo de estudar o grau de satisfação dos clientes da empresa MPK do Brasil Ltda localizada na cidade de Criciúma procurando conhecer os questionamentos e sugestões dos clientes perante os serviços prestados pela empresa em estudo. Com os instrumentos utilizados na pesquisa foi possível entender quais atributos os clientes encaram como os mais importantes, desde o ótimo atendimento até a entrega do produto no cliente. Utilizou-se de uma pesquisa bibliográfica para a busca de fundamentos relacionados sobre o marketing de relacionamento, satisfação do cliente, atendimento ao cliente, os clientes, importância do cliente, fidelizando o cliente. Foi utilizada também uma pesquisa quantitativa com um questionário contendo 6 questões, sendo 5 questões fechadas e uma questão aberta. A pesquisa de campo foi realizada no mês de agosto. Com a utilização de 71 questionários, obtendo resposta de todos. Para a quantificação dos dados obtidos foi realizada uma tabulação, onde pode ser avaliado o grau de satisfação dos clientes e os atributos considerados mais importantes que são: a qualidade no atendimento, conformidade dos produtos com as especificações solicitadas, preço, qualidade dos produtos, simpatia, rapidez dos atendentes, conhecimento dos vendedores sobre os produtos. Considera-se então que de uma maneira geral os clientes estão levemente satisfeitos, e alguns afirmam que seja necessário melhorar e aperfeiçoar o atendimento da organização. Palavras-chave: Satisfação. Cliente. Atendimento. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Os principais conceitos de marketing.......................................................16 Figura 2 – As trocas relacionais em relacionamento de marketing...........................26 Figura 3 – A Escada do marketing de relacionamento..............................................28 Figura 4 – A Empresa................................................................................................50 Figura 5 – Atributos de Atendimento.........................................................................55 Figura 6 – Atributos de Qualidade dos Produtos.......................................................56 Figura 7 – Atributos Gerais........................................................................................57 Figura 8 – Importância do Atendimento.....................................................................59 Figura 9 – Importância relacionada aos produtos.....................................................57 Figura 10 – Importância do preço e prazo.................................................................58 Figura 11 – Segmento do entrevistado......................................................................60 Figura 12 – Compras na concorrência......................................................................61 Figura 13 – Motivo de Compra..................................................................................62 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Atendimento ao cliente ............................................................................54 Tabela 2 - Qualidade dos Produtos...........................................................................56 Tabela 3 - Atributos Gerais .......................................................................................57 Tabela 4 - Atributos mais importantes.......................................................................58 Tabela 5 - Importância relacionada aos produtos .....................................................60 Tabela 6 - Importância do preço e prazo...................................................................58 Tabela 7 - Segmentos do entrevistado .....................................................................59 Tabela 8 - Compras na concorrência ........................................................................61 Tabela 9 - Motivo de compra.....................................................................................62 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................12 1.1 TEMA ..................................................................................................................13 1.2 PROBLEMA........................................................................................................13 1.3 OBJETIVOS........................................................................................................13 1.3.1 Objetivo Geral.................................................................................................13 1.3.2 Objetivos Específicos ....................................................................................13 1.4 JUSTIFICATIVA..................................................................................................14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................15 2.1 MARKETING.......................................................................................................15 2.1.1 Principais conceitos de marketing ...............................................................16 2.1.1.1 Necessidades, desejos e demandas..........................................................17 2.1.1.2 Produtos e Serviços....................................................................................18 2.1.1.3 Valor, satisfação e qualidade .....................................................................19 2.1.1.4 Trocas, transações e relacionamentos .....................................................20 2.1.1.5 Mercados......................................................................................................22 2.1.2 Composto de marketing ................................................................................23 2.1.2.1 Produto.........................................................................................................23 2.1.2.2 Preço ............................................................................................................24 2.1.2.3 Ponto de distribuição (ou praça)................................................................25 2.1.2.4 Promoção.....................................................................................................25 2.1.3 Marketing de Relacionamento.......................................................................26 2.2 SATISFAÇÃO DO CLIENTE ..............................................................................35 2.2.1 Os Clientes......................................................................................................39 2.2.2 Importância do Cliente...................................................................................41 2.2.3 Fidelizando Os Clientes .................................................................................42 2.2.4 Atendimento ao Cliente .................................................................................44 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...............................................................49 3.1 METODOLOGIA DA PESQUISA........................................................................49 3.2 ABORDAGEM DA PESQUISA ...........................................................................50 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA ...............................................................................50 3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS.........................................................51 3.5 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE PESQUISA .......................................52 4 EXPERIÊNCIA DE PESQUISA..............................................................................54 4.1 Atributos de Atendimento ao cliente ...............................................................54 4.1.1 Atributos de qualidade dos produtos...........................................................55 Tabela 2 ....................................................................................................................56 4.1.2 Atributos Gerais .............................................................................................57 Tabela 3 ....................................................................................................................57 4.2 Atributos de importância para a compra.........................................................58 4.3 Segmentos que mais se identificam com o comércio do entrevistado........60 4.4 Número de compras na concorrência .............................................................61 4.5 Motivo da compra..............................................................................................62 4.6 Criticas ou Sugestões para melhoria do desempenho da empresa .............63 5 CONCLUSÃO ........................................................................................................65 REFERÊNCIAS.........................................................................................................67 APÊNDICE................................................................................................................72 12 1 INTRODUÇÃO É de muita importância cultivar um bom relacionamento com os clientes, pois, no mundo globalizado de hoje onde as empresas enfrentam concorrentes vindos de todos os lados, é necessário progredir ainda mais para se manter no mercado. O cliente quando procura sua satisfação, procura também qualidade no produto comprado e um ótimo atendimento. Uma empresa grande e forte no mercado consegue manter seus clientes bons e fiéis que se tornam a própria propaganda da empresa, através de elogios e indicações aos outros. Sendo assim, considera-se um produto ou serviço de qualidade aquele que satisfaz perfeitamente as necessidades do cliente, no tempo certo de uma forma segura, ágil, confiável e acessível. Portanto, criteriosamente o mais justo conceito de uma boa qualidade é a preferência do consumidor, pois será esse critério que garantirá a sobrevivência da empresa, ou seja, a escolha do consumidor pelo seu produto e não o do seu concorrente. Hoje em dia, o mercado se desenvolve cada vez mais e faz com que as empresas que atuam no ramo de venda de substratos para comunicação visual, serigrafia e estamparia busquem novas idéias e também estratégias diferenciadas para melhorar seus serviços, produtos e seu atendimento baseado naqueles prestados pela concorrência que se mostra atuante na região estudada. Com esse quadro, e com as constantes mudanças aceleradas no mercado, se tornou essencial pesquisar a satisfação dos clientes da MPK do Brasil Ltda sobre seus produtos e serviços prestados visando assim utilizar de outros meios para fidelizar clientes, se manter no mercado e também para alcançar a prosperidade. Diante disso, esta pesquisa objetiva mensurar a satisfação dos clientes da cidade de Criciúma da MPK do Brasil Ltda a cerca dos produtos e serviços prestados para que desta forma, a empresa disponha de informações significativas para a tomada de decisão sobre a melhor estratégia mercadológica a ser desenvolvida. 13 1.1 TEMA Estudo do grau de Satisfação dos Clientes da empresa MPK do Brasil LTDA Criciúma - SC. 1.2 PROBLEMA A Empresa em estudo atua na venda de materiais para comunicação visual, serigrafia e estamparia na região de Criciúma há mais de treze anos. Neste período ampliou e diversificou sua carteira de clientes, o que gerou a necessidade de desenvolver estratégias de retenção dos mesmos. No entanto, para que estas estratégias se concretizem, é necessário ouvir os anseios e necessidades dos clientes da empresa o que gerou a seguinte pergunta: Qual o grau de satisfação dos clientes da MPK do Brasil Ltda em Criciúma - SC com relação aos produtos e serviços prestados? 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral Analisar o grau de satisfação dos clientes da MPK do Brasil Ltda em Criciúma - SC com relação aos produtos e serviços prestados pela empresa. 1.3.2 Objetivos Específicos • Buscar fundamentação teórica para o estudo. • Levantar o universo de clientes da empresa em estudo na região de Criciúma - SC. • Identificar o pacote de valor para o cliente. • Conhecer o grau de satisfação dos clientes levantados na amostra através da aplicação de um instrumento de coleta de dados. • Propor ações de melhorias caso seja necessário. 14 1.4 JUSTIFICATIVA Satisfazer as necessidades dos seus clientes é em última instância, o porquê de a empresa existir no mercado, uma regra básica de cada dia a ser seguida para garantir a sobrevivência. Afinal, todas as pessoas, de alguma forma são clientes. Para manter um cliente fiel, há a necessidade de buscar através de uma pesquisa, a identificação de suas motivações para a compra: até porque se sabe que o mundo dos negócios está cada vez mais se organizando em torno dos clientes, em vez de produtos. Por isso a importância de se avaliar a satisfação dos clientes com relação aos produtos e serviços prestados pela empresa em estudo. È necessário que se possa avaliar como os clientes se sentem ao serem atendidos, na hora da compra ou do pagamento até mesmo em relação ao produto que foi obtido. Se ficam satisfeitos com as informações prestadas e se conseguem acabar com suas dúvidas com agilidade e clareza. A viabilidade dessa pesquisa está em estudar o grau de satisfação dos clientes através de questionamentos sobre atendimento, produtos, satisfação sobre os serviços prestados, melhorias e sugestões para a empresa. Nesta empreitada, a empresa coloca-se a disposição do pesquisador para acompanhar o processo de entrevista. Para o acadêmico e pesquisador o trabalho é importante, pois deve ajudar em sua formação profissional sendo que trabalhou três anos no local e é filho de um dos Diretores da empresa em estudo e pode proporcionar conhecimentos e possibilidades para satisfazer ainda mais os clientes da empresa MPK do Brasil Ltda. Para a sociedade a pesquisa de justifica pelo fato de que há muitas idéias e sugestões para melhoramento desses produtos e serviços prestados, então, com essa pesquisa o acadêmico poderá identificar as necessidades da sociedade e lhe proporcionar melhorias futuras. 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Esse capítulo se reserva para a fundamentação teórica do estudo, sendo destacados os temas que fazem parte do marketing, onde são apresentados tópicos que irão auxiliar a parte prática da pesquisa, com o intuito de alcançar as metas pretendidas. 2.1 MARKETING Atualmente, o marketing deve ser entendido não só no sentido de vender, mas também se satisfazer às necessidades do cliente. Para Kotler & Armstrong (1998), se um profissional de marketing conseguir criar um bom trabalho de identificação dessas necessidades, e desenvolver produtos de valor superior, controlar bem seus preços, fizer uma boa colocação e propaganda, esses produtos serão consumidos com muita facilidade. Portanto, talvez o indivíduo se surpreenda em descobrir que fazer uma propaganda e realizar uma venda é apenas a ponta do iceberg do marketing. Segundo a definição da Associação Americana de Marketing (2000, apud CHURCHILL Jr. e PETER, 2000. p. 4) Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais. Segundo Churchill e Peter (2000) a melhor parte do marketing se encontra no momento em que há trocas entre organizações e clientes que desenvolvem voluntariamente transações buscando benefícios para ambos. Churchill e Peter (2000) afirmam ainda que há dois tipos de clientes que participam dessas trocas comerciais. Primeiro, há os compradores organizacionais, que compram bens e serviços para empresas, órgãos governamentais e outras instituições, como hospitais e escolas. Os compradores organizacionais compram produtos para o uso de suas próprias empresas (como suprimentos de escritório, máquinas, redes de computador) ou para vender as outras organizações ou consumidores. Em segundo lugar, há os consumidores, que compram bens e serviços para seu próprio uso ou 16 para presentear outras pessoas. Os consumidores adicionam pessoas e famílias que efetuam compras para satisfazer seus desejos e suas necessidades, solucionas os problemas ou alcançar melhorias em sua vida. 2.1.1 Principais conceitos de marketing O marketing tornou-se parte ampla da ciência da administração apresentando diversas variáveis á serem consideradas conforme demonstram Kotler e Armstrong (2003) na figura 1: Figura 1: Os Principais conceitos de marketing Fonte: Kotler e Armstrong (2003, p.4) Nesta figura são definidos os principais conceitos de marketing que uma empresa deve utilizar para atingir seus objetivos de marketing perante seus clientes. As variáveis que envolvem as necessidades, desejos e demandas os produtos e serviços oferecidos, a representação de valor para o cliente dentro das trocas comerciais efetuadas no mercado são demonstradas nos tópicos que seguem: 17 2.1.1.1 Necessidades, desejos e demandas O principal conceito de marketing é o das necessidades humanas, que são situações de mais privação. As pessoas têm necessidades físicas básicas de alimentação, vestuário, moradia e segurança; necessidades de posse de bens e carência de afeto; as individuais de conhecimento e opinião própria. Nenhuma dessas necessidades foi criada por algum profissional de uma área de marketing e sim todas se tratam de necessidades básicas humanas do dia á dia. (KOTLER, ARMSTRONG, 2003) Para Kotler e Armstrong (2003) desejos são quando as necessidades humanas determinam uma vontade caracterizada muitas vezes por sua cultura ou personalidade individual. Ou seja, dependendo da cultura cada um terá escolhas diferentes para satisfazer o seu desejo que nasce devido aos objetos que satisfarão as necessidades. Churchill & Peter (2000) afirmam que desejos se tratam de bens e serviços determinados que vão satisfazer nossas necessidades supérfluas que não são essenciais para nossa sobrevivência. Segundo Limeira (2005) necessidade se enquadra quando um certo indivíduo sente-se num estado de privação ou carência, podendo motivá-lo ao uso para poder superar o seu estado. Essa necessidade deve ser inata ou adquirida: A necessidade inata, também chamada de genérica, é aquela inerente à natureza humana e que não pode ser esgotada, como as necessidades de natureza física ou biológica – fome, sede, calor. A necessidade adquirida é a derivada do ambiente cultural e social, isto é, depende da experiência, das relações e da evolução da sociedade. E pode ser esgotada ou saturada, por estar associada à resposta tecnológica dominante (produto) num dado momento, a qual evolui ao longo do tempo. Exemplos de necessidades adquiridas são o desejo de pertencer a um grupo, ser reconhecido e valorizado, a necessidade de ter um trabalho, status ou prestígio (LIMEIRA, 2005, p. 4). Já para Sandhusen (2006) necessidades seria o reconhecimento de uma determinada tarefa para identificar seus desejos satisfeitos pelos produtos e serviços o que seria praticamente considerado muito mais difícil no amplo e complexo mercado global, movido por fatores sociais, econômicos, culturais e com tecnologias diferentes, do que o fácil e simples mercado doméstico. 18 2.1.1.2 Produtos e Serviços Segundo Churchill e Peter (2000), é possível chamar de produto o que o cliente recebe dos profissionais de marketing. Las Casas (2005) comenta que se pode reconhecer um produto como “o principal bem ou item do relacionamento de trocas que deve ser comercializado para pessoas jurídicas ou até pessoas físicas, procurando atingir a satisfação de quem os compra ou consome”. Na definição de McCarthy e Perreault (1997): Produto significa a oferta de uma empresa que satisfaz a uma necessidade. A idéia de produto como satisfação de consumidores potenciais ou de benefícios para eles é muito importante. Muitos gerentes ficam presos em detalhes técnicos. Pensam no produto em termos de componentes físicos, mas os componentes exercem pouco efeito sobre como a maioria dos consumidores vê o produto. Eles desejam apenas um produto que satisfaça a suas necessidades. As pessoas precisam de produtos e serviços para satisfazer suas necessidades e seus desejos, pois sem isso não ficarão satisfeitas até conseguirem o que desejam. Produto pode ser qualquer coisa que possa ser comercializada a um mercado que satisfaça a necessidade e o desejo de seus consumidores. Para ser um produto não precisa ser necessariamente um objeto físico, qualquer coisa que possa deixar uma pessoa satisfeita pode ser chamada de produto. Assim como os bens tangíveis, os serviços também são considerados produtos que se tratam de atividades ou coisas que possam agregar ainda mais benefícios para realizar a venda, todos são perfeitamente intangíveis não dão status algum e não há posse de nada. Bancos, Hotéis, Contabilidades são considerados exemplos de serviços. (KOTLER, ARMSTRONG, 2003) Limeira (2003) afirma que serviço é um bem intangível, algo que se possa oferecer a mais para o cliente, ou seja, o diferencial algo que se possa desempenhar para criar valor para um desejo do cliente. Para Zeithaml e Bitner (2003) serviços podem ser resumidos em ações, processos e atuações. Os serviços prestados por uma empresa não são coisas tangíveis que possam ser tocadas, vistas ou sentidas, muito pelo contrário são ações e decisões intangíveis. 19 Já Bateson e Hoffman (2001) afirmam que é difícil definir o que é um serviço puro ou um produto puro. Um produto puro seria o consumidor se usufruir de qualidades apenas do produto, sem absolutamente nenhum valor agregado por qualquer tipo de serviço prestado; da mesma maneira, o serviço puro afirma não existir o elemento “produto” no serviço prestado ao consumidor. 2.1.1.3 Valor, satisfação e qualidade De acordo com Aaker (2007) valor para o cliente é o que pode ser notável e que possa gerar certo benefício funcional, emocional, social ou auto-expressivo ofertado pela organização. As proposições de valor necessitam ser complacentes e satisfatórias para o cliente e precisam estar acentuadas no posicionamento do produto ou serviço. Para que uma estratégia seja bem-sucedida suas proposições precisam ser sustentáveis com o tempo e diferentes das ofertas de suas concorrências. Os consumidores no dia a dia estão sempre se deparando com um leque de serviços ou produtos que lhes possa gerar uma grande satisfação de suas necessidades. Segundo Kotler e Armstrong (2003) valor para o cliente é o lucro que ele vai adquirir comprando um produto e o utilizando comparado com o que ele gastou para fazer a aquisição do mesmo. Deve-se realizar uma análise geral os clientes não se preocupam com valores e custos dos produtos precisamente, Eles são motivados pelo valor percebido. Kotler (1998) afirma que a satisfação após a compra vai precisar claramente do que o cliente achou após utilizar determinado produto ou serviço em comparação ao que o cliente precisa. Com isso, define: “Satisfação é o sentimento de prazer ou de desapontamento resultante da comparação do desempenho esperado pelo produto (ou resultado) em relação às expectativas da pessoa”. Mas, Hooley, Saunders, Piercy (2001) afirmam que a satisfação do cliente é um assunto muito comentado, analisado e perseguido pelas empresas, consegue com isso ser incapaz de conseguir a fidelidade de seus clientes. Aguardando o estado em que se encontra a concorrência (que pode realizar alterações importantes nas alternativas capacitadas) e causa uma dependência do nível da relação que se 20 encontra seu leque de clientes com o seu serviço ou produto, a maneira usada para conseguir deixar os clientes satisfeitos pode variar muito. A partir desse assunto, para as chances de satisfação e captação dos clientes terem um desempenho muito melhor, as organizações estão dedicando cada vez mais o seu tempo para as técnicas de marketing de relacionamento, assunto a ser visto a seguir. Para Lima (2006) somente uma boa estrutura logística não é capaz de chamar a atenção do cliente para chegar a sua satisfação total, mas também é um diferencial para ser usado como um argumento em uma mensagem de marketing direto. Em algumas categorias de produtos ou serviços uma entrega rápida e eficaz pode fazer a diferença na hora do cliente decidir aonde comprar novamente. Ou também a embalagem usada para empacotar o produto o protegendo perfeitamente para evitar danos que possam ser causados no transporte, pode ser considerada um diferencial numa categoria de produtos vulneráveis a essas concorrências. Vavra (1993) afirma que a maneira que como os clientes fazem suas definições de qualidade são mais pessoais do que um método rigoroso de qualidade. O que o cliente percebe, não importando sua subjetividade, é a realidade do mercado de hoje em dia com o qual a empresa deve lidar. A percepção do cliente é tudo que existe. Vavra (1993) ainda afirma que qualidade é um passo extremamente importante para estar capaz de identificar como satisfazer plenamente um cliente. Para Kotler e Armstrong (2003) “A qualidade começa com as necessidades do cliente e termina com sua satisfação”. 2.1.1.4 Trocas, transações e relacionamentos Segundo Sandhusen (2006) troca em mercados domésticos, são utilizadas várias condições para uma melhor troca de coisas de valor: é feito o acordo e combinado um preço adequado para ambas as partes e o produto é comprado e entregue. Se após isso alguma das partes de mostrar insatisfeita, meios legais permitem recursos, como a devolução do produto adquirido com reembolso ou também o processo por danos. Para Kotler e Armstrong (2003) o marketing acontece quando as pessoas escolhem satisfazer suas necessidades e desejos realizando trocas. A troca significa 21 que para conseguir alguma coisa deve-se oferecer algo que possa ser avaliado e aceito para realizar a troca de um objeto pelo outro. Uma pessoa ou um animal extremamente com fome, por exemplo, pode matar a sua fome caçando, pescando ou catando frutas. Mas ela pode também comprar comida em algum lugar ou roubar de alguém, ou também oferecer algo em troca como um serviço, dinheiro ou outro bem qualquer. Porém, Stone e Woodcock (2002) afirmam que diversos clientes são razoáveis, ou seja, são bastante atualizados quanto ao relacionamento obtido e sabem quais os recursos que o limitam para isso, tecnologias e pelas dificuldades para administrar as mudanças. Já outros clientes têm certas expectativas e são desatualizados podem ser educados quanto aquilo que se aguarda. Segundo Vavra (1993) os relacionamentos são obtidos com interações e mudanças. Mas as empresas vêm encontrando uma série de dificuldades quando se trata de uma busca de interação. Pode ser pelo fato de o mercado que elas atendem esteja distante ou as identidades dos clientes são desconhecidas, ou os clientes não efetuam compras tão frequentemente o que acaba inibindo a evolução de um relacionamento ativo. Na definição de Lima (apud PEPPERS e ROGERS 2006, p.36): Por meio de um bom gerenciamento das informações é que se chega aos melhores clientes e torna-se então possível uma relação diferenciada com cada um deles. “O esforço da empresa em construir cada relacionamento aumenta a média de compra por cliente, ao mesmo tempo em que mantém as margens de lucros maiores do que as da maioria dos concorrentes.” Lima (2006) cita também que o que facilita a empresa de se acostumar com o comportamento de compras e pagamentos de cada cliente ou personalizar seu produto ou serviço, é seu relatório de compras e de contas o que respectivamente apresenta suas necessidades. Uma transação é a retribuição de valores entre as duas partes, ou seja, um da e recebe e outro também, uma parte da X e a outra parte da Y em troca. Analisando esta situação, o profissional de marketing tenta conseguir um resultado para alguma oferta, o que esse resultado pode ser muito mais do que uma compra ou uma simples troca de bens ou serviços. O marketing se manifesta em ações tomadas que possam gerar um resultado desejado de um público-alvo por um produto, serviço, idéia ou outro objeto qualquer. (KOTLER & ARMSTRONG, 2003) 22 De acordo com Kotler e Armstrong (2003) o marketing de relacionamento envolve um conceito que é o marketing de transação, gerando transações em curto prazo. Os profissionais de marketing necessitam gerar uma rede de contatos para futuros relacionamentos com clientes e fornecedores. Criando contatos sociais e econômicos fortes possuindo produtos de qualidade, serviços perfeitamente eficazes e preços muito bons e satisfatórios. 2.1.1.5 Mercados Ao falar sobre o conceito troca e relacionamento, chega-se ao conceito de mercado. Mercado são todos aqueles que já adquiriram o seu produto ou quem poderá um dia adquirir o seu produto. Esses que vão adquirir ou não o seu produto compartilham de desejos ou de certas necessidades determinadas que se satisfaça com trocas e relacionamentos. Assim a abrangência de um mercado varia muito, pois depende muito de quantas pessoas terão essa necessidade, e também tem recursos para realizar a troca e estão decididas em oferecer esses recursos para realizarem a troca do que necessitam. (KOTLER & ARMSTRONG, 2003) Para Kotler e Armstrong (2003) Geralmente as pessoas conhecem pelo termo mercado como o lugar aonde compradores e vendedores se encontram para realizar trocas, vendas, ou compras de seus bens como praças. Economistas gostam de usar esse termo definindo como uma enorme classe de compradores e vendedores que negociam especificamente classe de produto. O mercado de imóveis e o de grãos são ótimos exemplos a serem citados. Já os profissionais de marketing enxergam os compradores como se fossem um mercado e os vendedores como se eles fizessem parte de um setor. Kotler e Armstrong (2003) afirmam ainda que existem quatro motivos que ligam os vendedores e os compradores. Os produtos que os vendedores vendem serviços e comunicações que oferecem para o mercado para poder receber em troca dinheiro ou informações. Segundo Aaker (2007) as empresas precisam se submeter a uma seleção dos mercados nos quais elas terão uma vantagem relativamente competitiva, ou seja, seria a definição de seu próprio negócio de seu mercado e decidir quais as necessidades que a empresa poderá atender. Essas escolhas focadas podem 23 mover as operações de uma empresa. 2.1.2 Composto de marketing Uma das mais básicas funções do marketing é você poder gerenciar o mix de marketing, também mais conhecido famosamente como os 4 P’s ou composto de marketing. Gerenciar o mix de marketing é a tarefa fundamental dos profissionais de marketing. O mix de marketing é o conjunto de ferramentas de marketing – quase sempre resumidas como os “4 Ps” : o produto, seu preço, promoção e praça – que a empresa usa para alcançar seus objetivos no mercado-alvo (McCARTHY apud BAKER, 2005, p. 204). Segundo Churchill Junior e Peter (2000, p.20) Composto de marketing são todas as estratégias usadas com o intuito de agregar valor para o cliente para assim poderem ser alcançados os objetivos da organização. Existem quatro ferramentas ou também chamados de elementos primários dentro do composto de marketing: produto, preço, ponto de distribuição e promoção. Esses elementos do composto de marketing tem que precisamente agirem de forma pensativa e coerente para que se consiga a eficácia cada vez maior. Para Limeira (2003), o composto de marketing é conhecido também como marketing mix ou os “quatro Ps”, que significam os quatro conceitos: produto, preço, promoção e [ponto de] distribuição. Entende-se então que o gerente de marketing terá a responsabilidade de tomar as decisões capacitadas e relativas a esses quatro conceitos. Las Casas (1987, p. 22) afirma que no composto de marketing existe uma série de outras variáveis que são considerados os instrumentos de marketing. 2.1.2.1 Produto Segundo Limeira (2003, p. 9) o produto é responsável por identificar as oportunidades quando aparecerem novos lançamentos de produtos ou serviços, para poder cada vez mais se entender e adequar aos que os clientes desejam para completar suas necessidades, determinando estratégias de produtos e também das 24 linhas de produtos (diferenciação, posicionamento) como administrar a vida do produto, e ainda mais. Já para Churchill Junior e Peter (2000, p. 20) o elemento produto entendese por algo que possa ser oferecido pelos profissionais de marketing para cada cliente com o intuito de haver alguma troca. Conforme Kotler e Armstrong (2003), produto é o resultado de uma combinação dos serviços com os bens que a empresa vai oferecer para o seu mercado-alvo. Na definição de McCarthy e Perreault (1997, p.148): Produto significa a oferta de uma empresa que satisfaz a uma necessidade. A idéia de produto como satisfação de consumidores potenciais ou de benefícios para eles é muito importante. Muitos gerentes ficam presos em detalhes técnicos. Pensam no produto em termos de componentes físicos, mas os componentes exercem pouco efeito sobre como a maioria dos consumidores vê o produto. Eles desejam apenas um produto que satisfaça a suas necessidades. 2.1.2.2 Preço Na variável preço, Limeira (2003) nos diz que decidindo sobre o preço se faz necessário fazer uma seleção estratégica do preço que poderá nos trazer certa vantagem competitiva e que vai diferenciar cada produto, para que se obtenha um retorno maximizado e que os parceiros distribuidores dos produtos fiquem extremamente satisfeitos. Para Churchill Junior e Peter (2000, p. 20) preço é o total de dinheiro ou algo que pode ser dado em troca dos produtos e serviços, os profissionais de marketing pedem algo em troca pelo que eles oferecem, ou seja, seus produtos. Sobre essa variável, Las Casas (2005, p. 188) expõe: O preço ajuda a dar valor às coisas e representa uma troca pelo esforço feito pela empresa vendedora através da alocação de recursos, capital e mão-de-obra e manufatura dos produtos comercializados. Os preços para os mercadólogos são muito importantes, pois além de representar o retorno dos investimentos feitos no negócio constituem-se em indispensável ferramenta mercadológica. Uma boa determinação de preços poderá levar uma empresa ao desenvolvimento e lucratividade, ao passo que uma má determinação poderá levar uma empresa até mesmo à falência. 25 Já Kotler e Armstrong (2003, p. 48) nos colocam que preço é o que cada cliente deverá pagar para adquirir o determinado produto que deseja, as fábricas podem sugerir preços para as distribuidoras, mas nem sempre serão aceitos e seguidos. Em vez de aceita-los fazem uma negociação com os clientes oferecendo uma série de descontos concedendo várias condições de pagamento para ficarem iguais as outras e competitivas para que assim fique alinhada a idéia que o comprador tem ao valor do produto. 2.1.2.3 Ponto de distribuição (ou praça) Churchill Junior e Peter (2000, p. 20) detalham que o conceito distribuição se refere aos canais de distribuição que serão utilizados para que os produtos ou serviços sejam entregues aos mercados para poder efetuar a troca, resumindo são canais de distribuição utilizados para que os produtos ou serviços cheguem até os mercados para que a troca seja realizada. Segundo Limeira (2003) as decisões a serem tomadas pela variável distribuição (que viria da palavra inglesa place) seria uma escolha certa e sensata de onde o produto será vendido e distribuído para que ele possa estar no lugar certo e no momento certo, para o cliente fazer a compra e poder sair realizado de suas necessidades. Já para Kotler e Armstrong (2003, p. 48) o elemento praça utiliza todos os departamentos da empresa que tornam o produto apto para os consumidores-alvo. 2.1.2.4 Promoção Para Las Casas (1987) a promoção pode ser feita principalmente através da venda pessoal, ou anúncios em jornais, revistas, redes de televisão, que hoje permitem a divulgação de vários produtos e serviços. Churchill Junior e Peter afirmam que o elemento promoção, ou também chamado de comunicação são os meios pessoais e impessoais utilizados pelos profissionais de marketing para que eles possam informar seus clientes sobre produtos e serviços os convencerem para a compra e lembrar-lhes. 26 Segundo Kotler e Armstrong (2003) na variável promoção existem todas as atividades que podem comunicar o que certo produto tem de ponto forte para que possam convencer os clientes-alvo a adquiri-lo. Limeira (2003) nos cita que as observaçõs sobre promoção será tudo que está relacionado ao que foi investido nas estratégias e atividades comunicativas (propaganda, eventos, relações publicas, publicidade, seminários) e também eventos para promover mais as vendas (sorteios, prêmios ao consumidor, brindes e outros) Kotler (1998, p. 526) nos mostra cinco formas de promoção ou modos para nos comunicarmos: - Propaganda. Qualquer forma paga de apresentação impessoal para promoção de ideais, bens ou serviços, por um patrocinador identificado. - Promoção de vendas. Incentivos de curto prazo para encorajar a compra ou venda de um produto ou serviço. - Relações públicas. Uma variedade de programas planejados para melhorar, manter ou proteger a imagem da empresa ou do produto. - Venda pessoal. Apresentação oral numa convenção com um ou mais compradores potenciais com o propósito de vender. - Marketing direto: Uso de correio, telefone, fax, e-mail e outras ferramentas de contato impessoal para comunicar ou solicitar resposta direta de consumidores ativo e potenciais. 2.1.3 Marketing de Relacionamento Segundo De Costa (2008), O marketing de relacionamento é uma das ferramentas mais estudadas e antigas de marketing e também uma das mais difíceis de entender, pois fazê-lo funcionar na prática não é tão fácil e linear. Falar sobre o marketing de relacionamento se tornou uma expressão de costume, utilizada por todo profissional de marketing, mas definida certamente de maneiras extremamente diferentes – ou podem também não o definir. Segundo a idéia de Stone e Woodcock (2002, p. 3), Marketing de relacionamento é o uso de uma ampla gama de técnicas e processos de marketing, vendas, comunicação e cuidado com o cliente para: 1. Identificar seus clientes de forma individualizada e nominal. 2. Criar um relacionamento entre a sua empresa e esses clientes - um relacionamento que se prolonga por muitas transações. 3. Administrar esse relacionamento para o benefício dos seus clientes e da sua empresa. 27 Gordon (1998) afirma que o marketing de relacionamento nada mais é do que o processo de continuidade de uma identificação e criação de novos valores com clientes e compartilhar diversos benefícios durante uma parceria muito duradoura. Está ligada a isso uma compreensão, a concentração e a administração de uma longa ajuda entre fornecedores e clientes escolhidos para desenvolver e dividir valores mútuos por meio de interdependência e alinhamento organizacional. De acordo com Futrell (2003) “[...] marketing de relacionamento se trata de uma invenção de uma fidelidade do cliente.” O que em outras palavras, o autor sugere que as empresas não usem o marketing de relacionamento apenas para buscar vendas, mas sim para mostrar aos seus clientes os recursos disponíveis que elas dispõem para realizar suas necessidades da melhor maneira possível com a intenção de desenvolver um relacionamento comprometedor e fiel. Sendo assim, o que considera o marketing de relacionamento uma ferramenta importante é que obter novos clientes se torna muito mais custoso do que os manter como destacam Stone; Woodcock. (2002), isso fica mais perceptível no marketing direto, pois os custos de aquisição e manutenção de clientes podem ser quantificados com extrema perfeição, pode se dizer que os custos do marketing de relacionamento podem ser interligados á mudança e á crescente complexidade dos processos empresariais. Segundo Silva (2008) para conquistar o cliente e fazer com que ele se relacione com a empresa por um tempo longo, é necessário que ela se disponha a compreender as necessidades dos seus clientes, lembrando que elas estão constantemente em mudanças. A partir disso foram descritos conceitos de marketing de relacionamento partindo da fidelidade que se tem ao cliente, porém, Stone e Woodcook (2002) afirmam que para definir um conceito ou técnica uma das melhores maneiras é descrever o mesmo a partir da idéia do que os seus clientes pensem ou sintam que resultam do uso do conceito com a empresa com a qual foi gerado um relacionamento. Portanto, é possível descrever o marketing de relacionamento da seguinte forma para os seus clientes: Marketing de relacionamento é como nós: 1. Achamos você. 2. Passamos a conhecê-lo. 3. Mantemos contato com você. 28 4. Tentamos assegurar que você obtenha de nós aquilo que quer – não apenas em termos de produto mas também em todos os aspectos do nosso relacionamento com você. 5. Verificamos se você obtendo aquilo que lhe prometemos. Desde que, naturalmente, isso também seja vantajoso para nós. O marketing de relacionamento segundo Cobra (2003), pode ser diagnosticado como uma série de ações criadas para a busca da lealdade dos clientes sobre uma marca determinada. Já para Limeira (2005) o marketing de relacionamento é um assunto que foi iniciado na década de 1990, nascendo de uma parte do marketing direto, devido a pesquisas que chegaram a uma definição de que a conquista de um cliente é muito mais cara do que manter o cliente ativo na empresa. Uma estratégia que tem como objetivo a conquista de uma relação duradoura com o consumidor e o mercado, obtendo confiança, colaboração, parceria, compromisso, benefícios e investimentos para a empresa, clientes e também para qualquer categoria que possa estar dentro da organização. De acordo com Lima (2006) a originalidade do termo marketing de relacionamento vem do business-to-business. È possível explicar isso de uma maneira muito simples verificando que as relações entre as empresas estão sendo muito mais documentadas, pelos seus prazos cada vez mais diferenciados, financiamentos especiais, a exigência geralmente de representantes na empresa para que se tenha um contato pessoal e individualizado. Uma relação entre empresas deve de certa forma se desenvolver naturalmente. Para Kotler & Keller (2006) O marketing de relacionamento planeja atingir e criar relações duradouras em virtude de se poderem satisfazer ambas as partes (clientes, fornecedores e outros parceiros de marketing) com o intuito de criar um laço forte para que se possa manter sempre uma negociação forte com elas. Ele cria laços fortes econômicos, técnicos e sociais entre as partes. Segundo Hooley, Saunders, Piercy (2001) o marketing de relacionamento está focado inteligentemente em cada vez melhorar ainda mais seus laços com os clientes para que se possa ter um ótimo feedback e futuramente enaltecer os prospectos da fidelidade do cliente. 29 Para Gummesson (apud BAKER, 2005) por ser tão importante é necessário fazer com que os relacionamentos sejam fundamentais para desenvolver um planejamento em nível estratégico no âmbito corporativo e de marketing. Baseando-se nesta situação Gummesson (apud BAKER, 2005) cita vários tipos de relacionamentos com as quais cada empresa poderá com certeza estar envolvida que por maioria poderão criar problemas para controlar o marketing. O autor faz referência a quatro categorias extensas de relacionamentos, a seguir: negócios com fornecedores, relações laterais, negócios com clientes e amizades internas. Em cada categoria dessas, o autor lança uma quantidade de mais relacionamentos particulares, como os com fornecedores de bens e serviços, relações internas com empregados, relações laterais com o governo, concorrentes e relacionamentos com clientes imediatos e finais. Isso pode ajudar a manter firme a relação com os clientes finais ao ser mantida e criada a necessidade de adquirir mais parceiros. Essas parcerias com seus relacionamentos podem ser analisadas na figura 2. Figura 2: As trocas relacionais em relacionamentos de marketing Fonte: Gummesson (apud BAKER, 2005, p. 29) Verifica-se na figura que a empresa precisa manter relacionamentos não só com seus clientes, mas também com diversos outros grupos, pois segundo 30 Gummesson (apud BAKER, 2005), isso constitui em relacionamentos com os clientes finais, ao conseguir reconhecer o valor de outros (parceiros). De Acordo com Kotler (1998) marketing de relacionamento é a forma prática de como se construir boas relações por um longo tempo com determinadas partes-chaves: clientes e fornecedores. Para armazenar os preferenciais negócios em longo tempo, as empresas mais avançadas conseguem credibilidade e obtêm os chamado relacionamentos (ganha-ganha) em um longo tempo com consumidores, fornecedores, revendedores. Conseguem isso fazendo um ótimo trabalho de qualidade, ótimos serviços e preços muito competitivos e justos. Ainda sobre essa definição Kotler (1998) afirma que o marketing de relacionamento gera uma conexão de resultados econômicos, técnicos e sociais entre ambas as partes envolvidas nos relacionamentos. Força uma redução de dos custos de transação e de tempo e nos casos mais bem-sucedidos algumas negociações passam a ser de rotina e não são mais tratadas individualmente. Segundo Kotler e Armstrong (2003) o marketing de relacionamento pode se definir em algumas ações que podem ser tomadas com o intuito de criar, manter e aprimorar fortes negociações com já clientes ou futuros clientes. Elaborando um planejamento estratégico para agregar mais clientes e desenvolver transações, as empresas dedicam-se em armazenar seus clientes e desenvolver com eles transações extremamente lucrativas e duradouras. È por isso que hoje em dia vemos o marketing como a melhor forma para captar clientes, descobri-los e cuidar com muito carinho dos clientes lucrativos. Sobre isso, menciona Levitt (1990, p. 123): Esses relacionamentos, como quaisquer outros bens, podem valorizar-se ou depreciar-se. Sua manutenção e realce não são uma questão de boas maneiras, relações públicas, fato, encanto, elegância ou manipulação. Eles dependem de administração e não apenas de marketing, porque transcende os limites do marketing. A administração de relacionamento exige na empresa inteira programas de manutenção, investimento, melhoria e também substituição. Os resultados podem ser espetaculares. Conforme Mckenna (1997) o desenvolvimento de relações está muito envolvido com o marketing e com elas se consegue observar o futuro da empresa. Os gerentes de marketing precisam se adequar e ser integradores do posicionamento da empresa. Precisam analisar e lançar a posição para o mercado com um treinamento e também estabelecer relações com os membros da infra- 31 estrutura, um forte posicionamento qualifica a empresa para que ela desenvolva relações com parceiros fortes. Essas relações, claro que ajudam a fortalecer cada vez mais o posicionamento da empresa. Para ter uma visão abrangente sobre como formar contatos verdadeiros com os clientes, Payne et al (apud HOOLEY, SAUNDERS, PIERCY, 2001) fazem uso de um sistema chamado “escada do relacionamento” representada graficamente os estágios na construção de um relacionamento, conforme a figura 3. Parceiro Ênfase em ganhar novos clientes (conquistar o cliente) Defensor Apoiador Cliente Ênfase no desenvolvimento e valorização dos relacionamentos (manter os clientes) Consumidor Cliente em Potencial Figura 3: A escada do marketing de relacionamento Fonte: Payne et al (apud HOOLEY; SAUNDERS; PIERCY, 2001, p. 335) Segundo Payne et al (apud HOOLEY; SAUNDERS; PIERCY, 2001), na parte de baixo do gráfico está o cliente a ser atingido ou o cliente em potencial. No 32 começo pretende-se destacar cliente em potencial em um ótimo consumidor. E para conseguir isso o marketing se dedica em “segurar” o consumidor. E quando o cliente for conquistado pretende-se criar um vasto relacionamento contínuo em longo prazo, um consumidor “sem nome” no mercado pode uma vez ou outra fazer negócios com a organização, mas um cliente é mais assíduo e faz negócios repetidamente. O marketing de relacionamento em sua missão busca métodos para transformar os clientes em apoiadores, são os clientes que possuem sentimentos extremamente satisfatórios, ou os defensores aqueles que sempre defenderam a empresa em todo assunto e com certeza indicaram para outros clientes. Já no começo da figura é possível observar o parceiro. Ainda para Payne et al (apud HOOLEY; SAUNDERS; PIERCY, 2001): Neste nível, fornecedor e cliente trabalham juntos para o benefício mútuo. O foco do marketing de relacionamento consiste em fazer com que os clientes movam-se escada acima, em encontrar meios de destacar o valor que ambas as partes obtêm por meio do relacionamento. Com isso, Hooley, Saunders, Piercy (2001) afirmam que não são todos os clientes merecedores de um esforço para subir a escada, desse modo é extremamente importante localizar e focalizar o cliente merecedor e abordar o consumidor (real ou potencial) para investir em um bom relacionamento futuro. Mckenna (1997) comenta que um consumidor pode ficar atento quando perceber uma liderança no mercado e isso se tornar um fato importante para ele mas, hoje existe mais de um único líder em praticamente todos os segmentos do mercado. Mas ainda na maioria das vezes a posição de liderança é dividida, uma em tecnologia, outra em mercado, outra em preço e outra ainda uma iniciante desafiadora. Localizar as necessidades e atendê-las para os clientes, não só relacionada aos produtos e serviços, mas também para gerenciar o relacionamento, geralmente aparece a necessidade de um investimento em novos sistemas de computação, procedimentos totalmente novos e formas diferentes de treinamento para sua equipe, mudanças na forma de se comunicar com o cliente, entre outros. (SILVA, 2008) Sendo assim, Hooley, Saunders, Piercy (2001) afirmam que para conseguir os objetivos de conquistar um bom relacionamento mais próximo com 33 cada consumidor para que ele possa subir na escada do relacionamento foram colocados vários métodos dentre eles: agregar vantagens que possam ser superiores de lealdade, construir uma ligação estrutural e conseguir encantar o seu cliente, a seguir segue resumo: - Agregar vantagens que possam ser superiores de lealdade: Uma maneira que pode ser usada para ampliar os relacionamentos pode-se usar estratégias superiores de lealdade com a clientela. Para Hooley, Saunders, Piercy (2001) essas estratégias podem ser tanto quanto financeiramente ou socialmente. Financeiramente é ofertado ao cliente um diferencial que vai deixar ele mais motivado para uma negociação em longo prazo com seu fornecedor sendo assim, ele poderá continuar a ser fiel a marca de seu produto, uma maneira é oferecer descontos especiais para compras repetidas. Socialmente falando são as estratégias estabelecidas visando agradar e estabelecer benefícios a todos os grupos de clientes como: viagens, eventos, palestras, patrocinados por uma empresa aonde os clientes possam se conhecer e interagirem visando futuros interesses comerciais. - Construir uma ligação estrutural: Criando ligações estruturais segundo Hooley, Saunders, Piercy (2001) pode ser adquira com o oferecimento de vantagens superiores, e que se transformará praticamente inviável a troca de fornecedor. - Conseguir encantar o seu cliente: Para Hooley, Saunders, Piercy (2001) a parte mais importante para se obter uma conexão duradoura com sua clientela, conseguindo subir a escada de relacionamentos, transformando-se em apoiadores, defensores ou parceiros é a persuasão que eles têm da empresa a conexão ou relacionamento aguardado. Segundo Hooley, Saunders, Piercy (2001): Hoje, para melhorar a probabilidade de retenção de clientes, é necessário ir além do que eles esperam e lhes entregar um valor ainda maior. Entre os clientes bastante satisfeitos ou encantados, as taxas de retenção são significativamente mais altas, e é mais provável que se tornem “apóstolos” ou defensores, compartilhando suas boas experiências. Gerar clientes encantados demanda que o atendimento ao cliente tenha alta prioridade, tanto nas estratégias desenvolvidas pela organização, quanto nas ações que realiza no mercado. Chegando ao entendimento de que o marketing de relacionamento precisa ser considerado como um investimento, Stone e Woodcock. (2002, p. 2) apresentam 34 que as vantagens do marketing de relacionamento geralmente ocorrem em uma ou mais das seguintes áreas: • Aumento da retenção e lealdade do cliente – os clientes ficam com você por períodos mais longos, compram mais de você e também o fazem com maior freqüência (aumento do valor do tempo de vida). • Maior lucratividade por cliente, não apenas por que cada cliente compra mais de você, mas em função de: • Custos menores para seduzir os clientes (e desnecessidades de conseguir tantos clientes se você deseja um volume de negócios mais ou menos estável). • Redução do custo de venda (geralmente os clientes já existentes reagem mais e melhor ao seu marketing). Para Zeithaml e Bitner (2003), “[...] o marketing de relacionamento tem um objetivo básico que é construir e manter uma base de clientes comprometidos e rentáveis para a organização.” Ou seja, vendo cara a cara o marketing de relacionamento como um investimento cujo principio dominante seja o a orientação para o cliente. Isso significa que é necessário notar as necessidades dos clientes para que elas sejam atendidas. Mas para atendê-las com lucro é necessário seguir os passos propostos por Stone e Woodcock. (2002, p. 18): 1. Seus clientes são seu maior patrimônio. Sem eles você não pode sobreviver. A formação e preservação desse patrimônio é a tarefa central do seu marketing. 2. Para fazer isso, é preciso entender as necessidades de seus clientes melhor do que os seus concorrentes - particularmente suas necessidades de relacionamento. Você precisa usar o conhecimento obtido para atender essas necessidades de forma mais competente que os seus concorrentes. 3. Você só será capaz de atender e entender ás necessidades de relacionamento dos seus clientes se os colocar em primeiro lugar. Isso significa gerenciar o seu trabalho do dia-a-dia de modo a proporcionar os melhores resultados finais para eles. Os clientes não pertencem a você por direito, mas em função do trabalho duro, e orientado para o cliente, desenvolvido por sua equipe. Sendo assim, Silva (2008) relata que o marketing de relacionamento tem uma grande ligação com os benefícios que os clientes podem conseguir e que esperam que os serviços e produtos de seu prestador possam atender suas necessidades, pois o consumidor para ser bom para a empresa não pode ser observado apenas pelas compras que faz, e sim pelo potencial que ele proporciona para a empresa. 35 Deste modo, discute-se conforme o exposto, que tornando o marketing de relacionamento extremamente eficiente, pode se diminuir a distância entre o cliente e a empresa tornando muito mais fácil a fidelização do mesmo. 2.2 SATISFAÇÃO DO CLIENTE Satisfação é relacionada à qual sentimento o cliente irá sentir quando puder fazer uma comparação do resultado que obteve com o produto ou serviço e de sua expectativa pessoal para com os mesmos. De acordo com Zeithaml e Bitner (2003) satisfação do cliente é a própria análise que ele realiza sobre o determinado produto ou serviço que lhe foi ofertado. Kotler (1998) esclarece que de acordo com o que se desempenharem as expectativas o consumidor poderá ficar insatisfeito se o desempenho ficar longe do esperado, ou pode ficar satisfeito se o produto atender suas necessidades e pode até também ficar extremamente maravilhado se o produto conseguir fazer algo a mais para que possa exceder suas expectativas com o mesmo. Muitas empresas visam à alta satisfação porque os consumidores que estiverem apenas satisfeitos estarão dispostos a mudar quando surgir uma melhor oferta. Os plenamente satisfeitos estão menos dispostos a mudar. A alta satisfação ou o encanto cria afinidade emocional com a marca, não apenas preferência racional. O resultado é a alta lealdade do consumidor (KOTLER, 1998, p. 53). Bateson e Hoffman (2001) afirmam que para se justificar a satisfação dos clientes observam-se três fontes abrangentes: o que vai custar os novos clientes versus clientes antigos, a demanda competitiva por satisfação e o custo do ciclo de vida dos clientes. Para Kotler e Keller (2006), uma empresa terá que ter uma atuação baseando-se em uma filosofia para objetivar um alto nível de satisfação, “mantendo, pelo menos, graus cabíveis de satisfação dos então públicos motivados para a compra, ponderando, os obstáculos de suas soluções”. De acordo com Zeithaml e Bitner (2003): “A satisfação será igualmente influenciada pelas contrapartidas emocionais dos clientes, as causas percebidas para o sucesso ou o fracasso dos serviços e suas percepções de ganho”. 36 Segundo Spiller et al (2004) a satisfação do cliente precisa ser investida e tratada como uma meta a ser realizada pela empresa. Pois ela com certeza conseguirá resultados reais como clientes fiéis e uma ótima imagem da empresa. Afirma Spiller et al (2004) que estar sempre medindo o grau de satisfação pode ajudar para manter e recuperar clientes. Monitorando o grau de satisfação se torna fundamental para as empresas se destacarem e terem uma ótima qualidade e ótimos serviços. Segundo Kotler e Armstrong (2003) os clientes satisfeitos não são tão influenciados pelos preços, falam bem da empresa e de seus produtos a outras pessoas e continuam assim por um longo tempo. Sobre o exposto Stone e Woodcock (2002) afirmam que: Alguns clientes podem apresentar níveis distintos de limiar e satisfação e insatisfação. Os padrões de relacionamento que ficam abaixo do limiar podem ser muito criticados, mas, uma vez dentro do limiar, o desempenho pode ser considerado como uma simples obrigação. Pode também existir uma faixa de atributos de relacionamento dentro da qual esses clientes são mais ou menos indiferentes. Zeithaml e Bitner (2003) afirmam ainda que seja de suma importância também o estado emocional, pois diversas vezes ele colabora para o cliente a reagir de forma positiva ou negativa na hora de consumir um produto ou serviço. Também para Kotler e Keller (2006) as empresas precisam medir a satisfação dos clientes, pois a principal maneira de mantê-los é satisfazê-los. Ou seja, um cliente extremamente satisfeito vai ser fiel por muito mais tempo, está sempre comprando quando a empresa lança produtos ou melhora os já existentes no mercado, elogia a empresa e seus produtos para outros clientes, não dá muita atenção à concorrência e não se importa muito com preços. E faz muito mais como sugerir idéias para melhoria dos produtos e serviços oferecidos pela empresa e tem um custo muito menor para seu atendimento do que um novo cliente, pois as vendas já se tornaram convenientes. Kotler (2000) cita que a satisfação consiste em um sentimento de prazer ou de tristeza geradas por um resultado da comparação do desempenho percebido de um produto relacionado ao que o comprador esperava. Com essa definição fica esclarecido que a satisfação é função de desempenho e expectativas percebidos. Se na utilização do produto o mesmo não seguir o que lhe é esperado não conseguirá chegar às expectativas, o cliente estará claramente insatisfeito. Se o 37 desempenho for bom e de acordo com o que o cliente esperava, o cliente ficará satisfeito. Mas se o desempenho ultrapassar as expectativas, o cliente consequentemente ficará extremamente satisfeito. Definir o que é satisfação do cliente é um desafio pouco aceito por diversos autores, mas com base em definições previamente elaboradas, Oliver (apud ZEITHAML; BITNER, 2003, p. 87) cita sua definição: Satisfação é a resposta ao atendimento do consumidor. Trata-se da avaliação de uma característica de um produto ou de um serviço, ou o próprio produto ou serviço, indicando que com eles se atinge um determinado nível de prazer proporcionado pelo seu consumo. Esta definição pode ser traduzida de uma maneira mais técnica no sentido de a satisfação ser uma avaliação realizada pelo cliente sobre um produto ou serviço para que se estivesse contemplando ou não as necessidades e expectativas do próprio cliente. A satisfação do cliente tem uma relação com os atributos exclusivos do produto ou serviço e também com as percepções emocionais dos clientes, pelas causas descobertas para o sucesso ou o fracasso dos serviços e suas percepções de ganho. (ZEITHAML; BITNER, 2003) Para ter um bom começo, é necessário medir a satisfação por métodos dos sistemas de reclamações e sugestões, assim é possível selecionar aqueles consumidores extremamente insatisfeitos que se preocupam em reclamar procurando melhorias. Mais pode ser encontrado um problema que seria o tempo para poder resolver certas situações, mas dando atenção as reclamações têm dado resultado positivo sobre como melhorar os relacionamentos e aproximar a empresa ainda mais dos consumidores. (HOOLEY, SAUNDERS & PIERCY, 2001) Ainda sobre essa definição Hooley, Saunders, Piercy (2001) citam que se estima que entre todas as reclamações dos clientes muitos também podem estar insatisfeitos, mas não se preocupam em reclamar. Eles vão procurar a concorrência levam seus negócios para outro lugar e com certeza contaram aos outros sobre suas experiências (“os envenenadores”). Detecta-se então uma necessidade para que se possa fazer uma avaliação sistematicamente da satisfação da clientela o que se resumiria em muito mais do que apenas ficar sentado esperando que o problema bata a porta. Assim então visando melhorar a retenção dos clientes as organizações tentam sempre recorrer ao marketing de relacionamento. 38 Segundo Lima (2006) partindo do ponto de vista da criação da satisfação, além da entrega no prazo combinado e embalado com uma embalagem adequada ao produto que será entregue, o cliente se surpreenderá ainda mais se o entregador estiver bem vestido socialmente ou uniformizado, for educado e se prontificar para esclarecimentos de dúvidas ou oferecer alguma informação adicional. Somando isso em uma embalagem adequada e bonita, o cliente ficará ainda mais encantado e estará certamente disposto a comprar novamente quando necessário, pois percebeu a seriedade e organização da empresa que lhe vendeu o produto. Para Kotler (2000) muitas empresas estão buscando a completa satisfação de seus clientes, porque clientes meramente satisfeitos têm facilidade de trocar de fornecedor quando surgir uma oferta melhor ou igual. E os que se encontram altamente satisfeitos não tem motivos e por isso são muito menos propensos a mudanças. Um nível alto de satisfação cria um vínculo emocional com a marca, e não só uma preferência racional. O que resulta em um alto grau de fidelidade do cliente. Ressalta-se ainda, segundo Zeithaml e Bitner (2003) que a satisfação de um cliente é influenciada significativamente por uma avaliação que o cliente realiza a respeito das características dos produtos ou serviços. Ao realizar pesquisas de satisfação, a maioria das empresas determina quais os atributos mais importantes e as características mais satisfatórias com relação ao seu serviço. A partir do exposto, enfatiza-se que a empresa, que tem por meta direcionar o seu foco na orientação para o cliente, costuma obter sucesso tendo como regra básica alcançar a sua satisfação (cliente), colocando-o no centro de suas atenções. Sendo assim, para Whiteley e Hessan (1996): A empresa orientada para o cliente tem disposição e capacidade para trazer o cliente para dentro de seu ser organizacional. Quando isso acontece, os clientes são identificados e passam a ser conhecidos. Suas necessidades são comunicadas a toda a organização cada funcionário avalia cada processo, cada tarefa e cada decisão, fazendo uma pergunta vital: “De que maneira isso agregara valor para os nossos clientes?” Conforme Lima (apud KOTLER, 2000) muitas empresas no passado consideravam seus clientes como fixos e garantidos, talvez pelo fato de eles não terem outras alternativas para escape como concorrentes e fábricas, praticamente todos os fornecedores tinham uma certa deficiência se falando de atendimento e o 39 mercado crescia a cada dia mais que a empresa não se demonstrou preocupada em satisfazer seus clientes. Lima (apud QUEIROZ 2003) ainda observa que a satisfação total do cliente é o primeiro passo para alcançar o marketing de relacionamento. A interatividade do marketing direto leva grande vantagem, já que para o início desse processo é necessário ouvir os clientes. Para isso deve-se ter um critério minucioso na hora de filtrar as reclamações para tomar decisões sobre possíveis mudanças. Uma reclamação feita por um único cliente de um determinado produto ou serviço pode não representar nada. Mas se essa mesma reclamação se repetir várias vezes é preciso avaliar com cuidado o que gerou essa insatisfação, já que é conhecido que para cada cliente que efetua uma reclamação pode haver outros que não manifestaram sua insatisfação, optando facilmente por trocar de produto ou serviço. De acordo com Bateson e Hoffman (2001) as medidas diretas e indiretas são as responsáveis por medir a satisfação dos clientes. Monitorar as vendas, os lucros e reclamações de clientes é papel das medidas indiretas. A empresa que só se basear em medidas indiretas de satisfação dos clientes acaba abordando uma estratégia passiva para determinar se as percepções dos clientes estão de acordo com suas expectativas ou as ultrapassando. Já as medidas de satisfação diretas não são padronizadas entre as empresas. Para Kotler e Armstrong (2003) empresas de sucesso e determinadas com o bem de seus clientes estão sempre se dedicando para descobrir quais as suas expectativas. Com isso também procuram obter informações para descobrir se estão correspondendo ao cliente e consequentemente também ganhando benefícios. Uma empresa que consegue manter um cliente satisfeito faz também com que ele compre seus produtos sempre e também que ele traga outros prováveis clientes para a empresa. 2.2.1 Os Clientes Afirma De Costa (2008) que o modo como os clientes enxergam os serviços, como escolhem se tiveram uma experiência de serviço de qualidade e se estiverem satisfeitos com essa experiência passam consequentemente pelo que lhe era esperado. 40 Sendo assim Stone e Woodcock (2002) definem que o que o cliente espera é considerado dinâmico no sentido de que, aquilo que hoje pode ser um serviço de qualidade ou que atualmente satisfaz os clientes, amanhã já não pode ser o mesmo, ou seja, a satisfação e a qualidade estão baseadas no que os clientes acham a respeito dos serviços e não em critérios objetivos e já determinados de como deve ou não deve ser um serviço. Sobre tudo ao comentar sobre o conceito de percepções dos clientes obriga-se a chegar a dimensões e formas que os clientes são diferenciados, isto é, ao se abordar sobre os clientes externos significa aqueles indivíduos que adquirem bens ou serviços da organização. Costuma-se chamar essas pessoas normalmente de “cliente”. Já, os considerados clientes internos são os funcionários da própria empresa que, em suas determinadas funções, são dependentes de outros funcionários da organização para conseguir bens e serviços internamente. (STONE; WOODCOCK, 2002) Kotler (2000) afirma que cliente é o responsável pelo sucesso ou pelo fracasso de uma empresa, sendo assim ela tem que estar atenta e procurando sempre atender suas expectativas buscando os satisfazer ao maxímo. Ainda para Kotler (2000) dar a devida atenção, e reconhecer a importância do público interessado que podem ser tanto: clientes, funcionários, fornecedores ou até distribuidores; essa é uma das alternativas que as empresas encontraram para chegar aos lucros desejados. Sem clientes não há negócios. Já para Gupta e Lehmann (2006, p.16): Clientes são a corrente sangüínea de qualquer organização. Como quase todo clichê, esse também costuma ser verdadeiro. Sem clientes, uma empresa não tem receitas e nem lucros, e portanto não tem valor de mercado. Segundo Silva e Zambon (2006) clientes são considerados os destinatários dos produtos e serviços nos processos organizacionais, e dependendo do caso podem desempenhar diferentes papéis como de usuários, compradores e pagantes. Pode haver dois tipos de clientes, os externos (clientes finais ou clientes intermediários) ou os internos. Conforme Zeithaml e Bitner (2003) os clientes externos são aqueles indivíduos ou também empresas que adquirem bens ou serviços da organização, 41 Essas são as pessoas nas quais pensamos quando estamos abordando o contexto cliente. Determina-se então que ao citarmos a palavra cliente não estamos abrangendo somente o fato de quem compra um produto, mas também quem é afetado pelo impacto que causam os produtos concorrentes das mudanças que acontecem nas organizações, como afirma Silva e Zambon (2006). Para Rabelo (2009) os clientes internos são os próprios funcionários da organização, desempenhando atividades que seja necessário a ajuda de outros funcionários da empresa. Sendo assim, Zeithaml e Bitner (2003) Afirmam que: “Clientes internos são os funcionários da própria empresa que, em suas respectivas funções, dependam de outros funcionários da organização para obtenção de bens e serviços internamente”. 2.2.2 Importância do Cliente Com este tópico deve-se exaltar a importância do cliente, pois nenhuma empresa consegue se manter no mercado sem a existência deles. Partindo dessa idéia, Gupta e Lethmann (2006) definem que sem clientes a empresa não gera receitas e nem lucros e sendo assim não tem valor no mercado. De acordo com Zeithaml e Bitner (2003) é impossível evitar a participação do cliente em algum nível na prestação de serviços. Serviços são considerados ações ou desempenhos, costumeiramente produzidos e utilizados na mesma hora. Diversas vezes, funcionários, clientes e também outros participantes do ambiente de serviços constroem uma interação para produzir o resultado final. Uma vez tendo participado, os clientes são importantíssimos para o processo de produção de organizações de serviços devem controlar ou ajudar para sua própria satisfação. Gupta e Lethmann (2006) afirmam que para que as empresas satisfaçam os seus clientes, precisam desenvolver seus objetivos de mercado extremamente focalizados em serviços e produtos, sendo assim, precisam ter clientes. E obtendo clientes faz as empresas identificarem o tipo de cliente que lhe é necessário para se manter ativamente no mercado, dar-lhes a atenção desejada e desvendar o que eles mais valorizam para que sejam oferecidos produtos e serviços centrados nas suas 42 satisfações. Define-se, deste modo, a importância do cliente é imensurável e ele pode ser definido como a razão da existência da empresa. Seguindo esta idéia, as empresas podem tomar alguns caminhos para desvendar os clientes com mais potencial que podem tornar o seu negócio imbatível, Whiteley; Hessan (1996) ressalta que para descobrir os clientes com mais potencial as empresas devem seguir os seguintes tramites: 1. Identificar os clientes que são desejados. 2. Identificar o que esses clientes-alvo mais determinam importante. 3. Descobrir um foco de alta precisão. 4. Construir uma obsessão organizacional pelo foco. Whiteley e Hessan (1996 apud SILVA, 2008, p. 37) acrescentam que para a organização todo cliente é considerado importante, “[...] mas alguns chamam mais atenção que outros e acabam agregando mais valor, dependendo do tipo de retorno que a empresa observa em cada negociação com determinados consumidores”. Zeithaml e Bitner (2003) ainda ilustram que a importância dos clientes para uma prestação de serviços realmente bem feita é evidente se for pensado nos desempenhos de serviço como uma maneira de representação dramática. 2.2.3 Fidelizando Os Clientes Para Stone e Woodcock (2002) administrar a fidelidade do cliente é um fator extremamente crítico do marketing de relacionamento. Em várias empresas questiona-se o que é necessário fazer para fidelizar os clientes? este tema é muito repetido em nível de diretoria. As grandes empresas adentraram ao seleto grupo de organizações que testaram e tentaram esquemas, enquanto isso muitas outras estão ainda em fase de experimentação. A oferta de convites para que os clientes se associem a diversos clubes atingiu um pico recorde. Seguindo o raciocínio Stone e Woodcock (2002) afirmam que a fidelidade não significa pegar o dinheiro e torrar todo em programas de marketing, anúncios em revistas, criar clubes ou lançar cartões de crédito, sendo esperançoso de que a fidelidade seja estabelecida. A fidelidade nasce naturalmente com o tempo, se as maneiras de se relacionar foram planejadas e implementadas corretamente. 43 Conforme Lima (2006) só através do database marketing foi possível realizar uma evolução para o marketing de relacionamento; e com isso também para as campanhas de fidelização - embora as campanhas de fidelização sejam úteis também para construção e enriquecimento de banco de dados – e rentabilização dos clientes. Já para Zenone (2003) a estratégia de fidelização de clientes não necessariamente precisa estar focada apenas em “programas de fidelidade”. Ações de marketing são, muitas vezes, empenhos isolados de fidelização, que se torna insuficiente. Acima de tudo, toda empresa deve estar preparada para garantir os produtos, os seus serviços e o atendimento em todos os canais de comunicação, Isso se chama fidelização estratégica: se esforçar para que toda a empresa arquive seus clientes ao longo do tempo. A fidelização tática que é aplicada através de programas de fidelidade tem como objetivo incrementar o valor dos negócios com cada cliente, encaminhando os esforços para os segmentos mais importantes da carteira de clientes. Stone e Woodcock (2002) definem fidelidade como um estado mental, uma junção de atitudes, crenças, desejos etc. Sua empresa se aproveita do comportamento dos clientes fiéis, mas isso é causado pelo estado mental deles. A fidelidade também é um estado mental relativo. Ela pode não ser leal a alguns fornecedores, mas não a todos, no conceito de que um cliente pode ser leal a mais de um fornecedor concorrente. Sobre isto Almeida (1995) cita uma breve definição de que fidelização do cliente se caracteriza como uma política ou estratégia empresarial capaz de conquistar e fidelizar os clientes para com sua empresa. A definição de Zenone (2003) a empresa deve estar compromissada com a fidelização, dentro da cultura e missão da empresa deve-se promover o relacionamento com os clientes, pois reter e fidelizar os clientes precisa ser visto como fator de sobrevivência. Conforme afirmam Stone e Woodcock (2002, p. 96): Sempre existem graus de fidelidade. Alguns clientes são mais fiéis, outros são menos. A fidelidade é, portanto, desenvolvida por meio de abordagens que desencadeiam e reforçam um estado mental positivo e os comportamentos associados. O objetivo não é tornar todos os clientes fiéis, mas, sim, aumentar a fidelidade daqueles clientes mais propensos a reagir. Alguns clientes são mais suscetíveis de reagir a incentivos: outros, a 44 atendimento diferenciado proporcionando apenas para clientes leais; enquanto outros, ainda. Podem reagir apenas á combinação dos dois. Segundo Zenone (2003) fidelizar trata-se de gerenciar melhor os seus clientes. Empresas que em todos os níveis, não estiverem capacitadas para conservar um relacionamento com seus clientes acaba os vendo como adversários. Sem controle da situação, desconfiam dos clientes e geram desentendimentos. Isso acontece por que: • Os funcionários não possuem acesso a qualquer tipo de informações; • Os funcionários não estão autorizados a tomar decisões que possam resolver os problemas dos clientes. • Os funcionários não são ensinados a tomar decisões que favoreçam o cliente. • O ambiente não é propício para que o cliente colabore. • Os funcionários são mal comprometidos no relacionamento com os clientes. • Os funcionários não demonstram qualquer interesse na satisfação dos seus clientes. Ainda para Zenone (2003) desenvolver programas capazes de capacitar e desenvolver ainda mais os funcionários, especialmente aqueles que atendem os clientes, é indispensável para a fidelização. Quando o cliente é atendido por um funcionário a percepção do cliente é que ele está negociando com a empresa e não com um funcionário. Sendo assim, o cliente acredita que o funcionário tente agir em nome da empresa, e não como alguém que não é comprometido com seu trabalho. Diversos programas de fidelização adotados pelas empresas conseguem criar uma agradável sensação de que a empresa está se preocupando com ele. Esses métodos designados para deixar o cliente cada vez mais feliz como cartas e gestos de reconhecimento, faz com que ele se sinta importante para a empresa e note que ela se preocupa com ele e sabe que ele existe, como afirma Bretzke (2000). 2.2.4 Atendimento ao Cliente 45 Como o mercado anda em constante mudança, as empresas brigam por um mercado totalmente acirrado, e também por que os clientes estão cada dia mais exigentes, pois sabem que os produtos e serviços de alta qualidade, a rapidez no atendimento quando solicitado e os preços cada vez mais baixos são os itens que as empresas lutam para se aperfeiçoarem a essas novas categorias de competitividade. (DE COSTA 2008) Para Silva (2008) se tratando do atendimento ao cliente, define que “[...] acolhe desde o primeiro contato com o possível até a venda do produto ou serviço. Quando ocorre uma troca entre um funcionário com o cliente, aonde um oferece seus produtos e serviços para o outro que tem a necessidade de adquirir”. Conforme Pilares (1989) uma relação interpessoal que engloba o funcionário de uma organização e o destinatário de produtos, idéias ou serviços dessa organização (ou ainda entre o funcionário e quem vende produtos ou presta serviços á empresa) significam o atendimento ao cliente. Analisando, esse atendimento envolve o encaminhamento e o acompanhamento do cliente, que também podem ser funcionários de setores completamente diferentes precisando um de a ajuda do outro. Afirma Gerson (2001) que o atendimento a clientes engloba diversas atividades da empresa e seus funcionários a fim de satisfazê-los. Ou seja, procurando algo mais que só atender reclamações, resolver trocas ou devoluções ou sorrir para os clientes. O atendimento a clientes também é buscar, fazer o necessário para satisfazê-los e tomando decisões que os valorizem, mesmo se isso custar caro à empresa. Sendo assim Gordon (1998) observa que nos dias atuais o departamento de atendimento ao cliente se posiciona na linha de frente, cuidando do cliente furioso, decepcionado ou até do mais mal-informado possível. Mas essa função é errada, pois ela oferece o atendimento depois que o cliente já passou por uma experiência desagradável. Talvez com uma redefinição, quando o centro responsável pelas informações ao cliente antecipar-se ás questões do cliente, o atendimento ganhe mais importância. O centro de informação ao cliente deve cativar ainda mais a clientela procurando a satisfação total e liderar as comunicações de marketing. 46 Segundo Shiozawa (1993) as organizações estão sendo atacadas por um conjunto de alterações, decorrentes das novas exigências da economia global, devem-se referenciar claramente, pois se não haverá qualquer sentido: o cliente. È a constante focalização no cliente que pode equilibrar as grandes estratégias que vão ser traçadas readequar as empresas á nova realidade. Pilares (1989, p. 72) define que: Em atendimento, portanto, não importa o nível hierárquico do funcionário dentro da organização. Todos os que tiverem contato direto ou indireto com o cliente serão considerados pessoas envolvidas na função de atendimento. Isso independe da duração do contato interpessoal. Seguindo esta idéia Pilares (1989) considera cliente toda pessoa que entrar em contato com a empresa solicitando qualquer produto ou serviço prestado, dialogar com um funcionário ou simplesmente procurar uma informação. Isso define que a maneira de se comportar de qualquer funcionário com as pessoas que entrem em contato com a empresa (ou com o seu departamento) deve-se tratar-lhes todos como clientes. Assim é de extrema importância para os funcionários ficarem espertos, evitando preconceitos e discriminações para com as pessoas. Gerson (2001) cita que um atendimento mal aplicado custa muito caro para a organização. Já um bom atendimento aos clientes não tem preço, e deve-se ter um atendimento excelente na empresa que pretende tratar bem seus clientes. Primeiramente é preciso entender que atendimento é, para o seu negócio, tanto um instrumento administrativo quanto de marketing também, pois ela engloba o marketing porque motivam os clientes a tecer bons elogios sobre os seus serviços e negócios a outros futuros compradores. Sendo assim Gerson (2001) ainda lembra que a maneira mais fácil para se conseguir novos clientes é através de uma recomendação verbal. Bons serviços tornam o gerenciamento mais fácil porque todos estão interligados com a satisfação do cliente. Os resultados serão uma maior produtividade e lucratividade, pois a gerência e seu quadro de funcionários estão trabalhando em busca de atingir o mesmo objetivo. Miranda (2006) exalta que é natural, nos dias atuais, muitas empresas fracassarem na intenção de satisfazer sua clientela, por usarem de técnicas totalmente antiquadas, e por não destacarem a gerência de relacionamento com o 47 cliente, por usar de informações adquiridas sem nenhuma avaliação criteriosa ao longo da negociação com o cliente. Por isso, Miranda (2006) também afirma que se torna necessária uma constante revisão nos conceitos de atendimento, desde o desenvolvimento dos produtos e serviços até o pós-venda, ou seja, “[...] desde o planejamento traçado das vendas e de comunicação, passando pela administração do pedido, planejamento de produção, pela logística, a entrega até o serviço pós-venda.” Utilizando essas maneiras, nota-se que é possível adquirir um grande valor agregado a cada novo contato com o cliente que pode ser a invenção de produtos customizados, um atendimento diferenciado em tempo real, a busca continua da lealdade para a conquista do cliente, Tudo isso futuramente se transforma em um conhecimento das necessidades e desejos dos clientes. (MIRANDA, 2006) Sobre este exposto, Vieira (2006 apud MIRANDA, 2006) comenta alguns critérios que podem ser utilizados para garantir a qualidade de atendimento ao cliente. São eles: • Selecionar funcionários de outras áreas e funções dentro da organização é uma maneira de diminuir despesas com o tempo de treinamento que será preciso ao ter que colocar um novo funcionário, e também mostra aos funcionários que a empresa promove e preenche as lacunas a partir do seu próprio quadro de funcionários. • Recrutar pessoas motivadas, que resolvam os chamados “pepinos”, que tenham alto nível de energia e tenham uma mente alerta e sejam profissionais em qualquer situação que possam vir a passarem, pois essas qualidades são raras de serem ensinadas em treinamentos. • Perceber as pessoas que tenham empatia com os outros para que possam conversar eficazmente a fim de transformar a insatisfação dos clientes em um aumento de confiança e fidelidade á empresa. Regularmente essas pessoas conseguem se colocar no lugar dos clientes, sendo sensíveis se preocupando e demonstrando respeito, identificando as diferentes personalidades para agir adequadamente. • È de extrema importância conseguir com que as pessoas que trabalham no atendimento entendam a empresa, seu setor de atuação, 48 tenha um conhecimento dos produtos da empresa, conhecendo também as suas limitações, vantagens, atributos e características adquiridas por treinamentos e de experiências de uso ou consumo dos serviços que oferece. Conhecer também os pontos fortes e fracos de seus concorrentes diretos ajuda muito. Não é possível se atender bem se não se sabe o que está falando e não faça uso de palavras convincentes para manter os clientes. • Construir equipes multifuncionais para que os profissionais de áreas distintas conheçam também as necessidades de seus colegas, clientes e fornecedores internos de informações e recursos. Ao se adaptar a esses passos, conseqüentemente se adquiri um relacionamento permanente com o cliente, as empresas estarão a executar um atendimento de qualidade que deve estimular a obtenção de relações mais duradouras com seus clientes. (DE COSTA 2008) 49 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.1 METODOLOGIA DA PESQUISA Para a realização desta pesquisa, foram utilizadas três formas de pesquisa, a pesquisa bibliográfica, pesquisa descritiva e a pesquisa de campo com formato descritivo e uma abordagem quantitativa. O primeiro passo foi, portanto, a busca do conhecimento através de uma exploração bibliográfica que pudesse dar sustentação ao estudo de campo. Segundo Sampieri, Collado & Lucio (2006) revisar a literatura consiste em pesquisar, estudar, identificar bibliografias e outras formas de materiais que possam ajudar a chegar aos objetivos de estudo pretendidos, é preciso rastrear e retirar informações que mais serão úteis sobre o problema de pesquisa. A pesquisa bibliográfica, ou também chamada de fontes secundárias consiste em toda a bibliografia já usada no trabalho relacionada ao tema a ser estudado, desde livros até jornais, revistas, tendo como objetivo colocar o pesquisador em contato com tudo que foi escrito. (MARKONI & LAKATOS, 2001) A segunda etapa do estudo foi realizada através de uma pesquisa descritiva que, segundo Cervo & Bervian (2002) busca observar, fazer um registro e analisar os fatos para poder em seguida relacioná-los também fazendo isso com fenômenos sem manipulá-los. Ela desenvolve-se essencialmente, nas ciências humanas e sociais fazendo abordagens aos assuntos e problemas que precisam ser estudados e que não possuam registro de documentos. De posse do conhecimento adquirido através da investigação bibliográfica, o pesquisador foi a campo em busca de respostas sobre o problema proposto. De acordo com Marconi & Lakatos (1985) pesquisa de campo tem a finalidade de coletar informações ou conhecimento sobre o problema a ser estudado, para que se possa chegar a uma resposta, ou sobre uma hipótese e também podendo desvendar novos fenômenos acerca desse problema ou descobrindo alguma relação entre ambos. 50 3.2 ABORDAGEM DA PESQUISA Sobre a abordagem foi desenvolvida uma análise quantitativa para que os resultados da pesquisa realizada sejam conhecidos estatisticamente. Segundo Oliveira (1999), quando se traça como objetivo de estudo medir as relações entre as variáveis, precisa-se utilizar a pesquisa quantitativa para garantir a melhor maneira de dominar o delineamento da pesquisa e, com isso, garantir uma boa interpretação dos resultados. 3.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA De acordo com Creswell (2007) é preciso argumentar as características de uma população e o procedimento de amostra a ser usado. Identificar a população a ser estudada, afirmar o tamanho desta população e também os meios para analisar as pessoas na população. A população do estudo foi caracterizada pela carteira de clientes ativos da empresa em estudo na cidade de Criciúma totalizando 250 clientes. A amostra foi calculada segundo o procedimento de Barbetta, com uma margem de erro de 10%, conforme o cálculo demonstrado a seguir: n0 = 1/ E02 = 1 / 0,1 2 = 100 N = N . n0 / N + n0 = 250. 100 / 250 + 100 = 71,4 = 71 elementos. Onde: N= é o número de elementos da população n= é o tamanho da amostra n0= é uma primeira aproximação para o tamanho da amostra E0= é a margem de erro tolerável para o tamanho da amostra Para Sampieri, Collado & Lucio (2006) a amostra, falando quantitativamente, seria a população dividida em um subgrupo de extremo interesse dela mesma (aonde será realizada uma coleta de dados a fim de se definir com precisão) e deve ser representativo dessa população. 51 3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS Marconi & Lakatos (2001) afirmam que quando forem aplicados os instrumentos criados e as técnicas escolhidas, para que finalmente sejam coletados os dados precisamente identificados. È necessária muita calma, esforço e dedicação do pesquisador para que tudo possa ser registrado cuidadosamente com um preparo anterior muito cauteloso. Ainda segundo a afirmação de Marconi & Lakatos (2001) são diversas as maneiras para se realizar uma coleta de dados, que se diferenciam de acordo com as características ou com o tipo de problema. Para o estudo elaborou-se um instrumento de coleta de dados com 06 questões (modelo kano), aonde a primeira questão pergunta a opinião dos entrevistados sobre os atributos da empresa a serem analisados como: Simpatia no atendimento do vendedor, Atendimento da telefonista, Preço; e a segunda questão consiste na opinião dos clientes sobre qual item mais importa na decisão de compra do mesmo. Com a terceira questão procurou-se definir o ramo de atuação do cliente, pois a empresa atua na distribuição de produtos para diversos ramos diferenciados. Com a quarta questão busca-se a informação de quantas compras foram efetuadas pelos clientes na concorrência, a fim de analisar e detalhar para um breve comentário, seguida de um questionamento para obtermos o motivo de sua compra e a que ela está relacionada. E por último, mas não menos importante, foi feita uma questão descritiva aonde o cliente pode mostrar sua opinião sobre a MPK com críticas ou sugestões visando o melhor desempenho da organização em estudo. Para Oliveira (1999) todo questionário precisa existir uma extensão e um escopo limitado, as entrevistas precisam ser de no mínimo meia hora, pois podem se tornar cansativas. Todos os dados que estão incluídos no questionário deverão constituir em uma hipótese, a qual será a resposta para o problema que o estudo em referência está sendo empregado. Os dados foram coletados entre os meses de julho e agosto de 2009 através de visitas, contatos telefônicos, internet e na própria empresa em estudo. 52 3.5 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE PESQUISA A empresa MPK do Brasil Ltda foi fundada na data de 31 de Novembro de 1995, tendo como idealizadores: Wilmar Woll Krumenauer juntamente com Aglacir Machado e Clodoveu José Passarin. Os sobrenomes dos sócios deram a idéia para o nome da empresa, onde a letra M vem de Machado, a letra P de Passarin, e a letra K de Krumenauer sendo criada a MPK. A empresa nasceu do desejo dos sócios de montar seu próprio negócio para fornecer substratos para serigrafia, estamparia e plásticos industriais. Iniciou-se nos fundos de uma farmácia, em uma sala muito apertada que era onde eles estocavam seus primeiros produtos. Com o passar do tempo, um dos idealizadores Clodoveu José Passarin veio a se desligar da empresa. Após um ano de funcionamento a empresa de mudou para uma sala alugada no bairro santa bárbara, permanecendo lá e se expandindo nas salas laterais por 6 anos. Em 2002 foi construída sua sede própria na Rua Cônego Aníbal Maria di Francia 123, Bairro Pinheirinho na cidade de Criciúma SC, considerada a loja matriz, pois atualmente possui filiais em: Tubarão, Araranguá e Florianópolis atendendo aproximadamente 2.000 clientes. Hoje a empresa busca uma reestruturação de seus departamentos procurando profissionalizar e desenvolver cursos para seus profissionais estarem cada vez mais atualizados com o desempenho de suas respectivas funções desempenhadas. 53 Figura 4: A Empresa Fonte: Dados da pesquisa 54 4 EXPERIÊNCIA DE PESQUISA A seguir são apresentados os dados coletados em forma de tabelas e gráficos para facilitar a interpretação do leitor. 4.1 Atributos de Atendimento ao cliente Com estes atributos buscou-se conhecer a percepção dos clientes da empresa referente à qualidade do atendimento ao cliente, seja via cumprimento dos prazos de entrega estabelecidos na hora do pedido, quanto à rapidez no atendimento quando solicitado, retorno das ligações, a simpatia dos colaboradores atendentes e também demais atributos. Nesta questão cada entrevistado poderia apontar o seu nível de satisfação através de três opções positivas e três negativas que são elas: -3 Muito insatisfeito, 2 Insatisfeito, -1 Levemente insatisfeito, 0 Tanto faz / Neutro e também as positivas +1 Levemente satisfeito, +2 Satisfeito e +3 Muito satisfeito. Tabela 1: Atendimento ao cliente Códigos ATRIBUTOS Média de importância AT 1 Simpatia no atendimento do Vendedor 2,3 AT 2 Rapidez no atendimento quando solicitado 1,61 AT 3 Conhecimento dos vendedores em relação aos produtos 1,76 AT 4 Cumprimento dos prazos de entrega estabelecidos no pedido 1,2 AT 5 Atendimento da telefonista 1,82 AT 6 1,45 AT 7 Agilidade nas trocas Solução de problemas (devoluções, cancelamentos, atrasos etc.) AT 8 Retorno das ligações 1,2 Quanto AT 9 à Quanto a qualidade do atendimento em geral Fonte: Dados da pesquisa 1,58 2,17 55 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 AT AT AT AT AT AT AT AT AT 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Figura 5: Atributos de Atendimento Fonte: Dados da pesquisa Fazendo uma análise dos dados, é possível observar que o atendimento em geral (AT 9) da empresa perante os clientes ficou com uma média de 2,17 isto é, os clientes estão satisfeitos com este atributo. No entanto, percebe-se que os demais atributos ficaram abaixo da média geral, com exceção da simpatia no atendimento do vendedor (AT 1) que obteve uma média de 2,3 considerando que os clientes estão satisfeitos com a simpatia dos vendedores, e os demais atributos mantiveram-se no nível levemente satisfeito. Os atributos com menor média nesta categoria, foram o cumprimento dos prazos de entrega estabelecido no pedido (AT 4) e retorno das ligações (AT 8) representando uma média de 1,20. Analisa-se então que os clientes da empresa em estudo estão satisfeitos com o atributo qualidade do atendimento em geral ao cliente (AT 9). 4.1.1 Atributos de qualidade dos produtos Através destes atributos o pesquisador teve como intuito conhecer o nível de satisfação dos clientes sobre a qualidade dos produtos em geral e seus respectivos derivados como: Conformidade dos produtos com as especificações solicitadas (AT 11), Defeitos de produção (AT 12), Qualidade dos produtos (AT 10), Variedade dos produtos (AT 14) e Desenvolvimento dos produtos (AT 15). 56 Tabela 2: Qualidade dos Produtos Códigos ATRIBUTOS Média de importância AT 10 Qualidade dos produtos 2,24 AT 11 Conformidade dos produtos com as especificações solicitadas 2,1 AT 12 Defeitos de produção 1,3 AT 13 Quanto à qualidade do produto em geral 2,27 AT 14 Variedade de produtos AT 15 Desenvolvimento dos produtos Fonte: Dados da pesquisa 1,9 0,87 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 AT 10 AT 11 AT 12 AT 13 AT 14 AT 15 Figura 6: Atributos de Qualidade dos Produtos Fonte: Dados da pesquisa Sendo assim, pode-se concluir que a qualidade dos produtos em geral (AT 13) obteve uma média de 2,27 onde se entende que os clientes estão satisfeitos com a qualidade dos produtos oferecidos pela empresa em estudo, acompanhada por uma média de 2,24 do atributo qualidade dos produtos (AT 10) e também do atributo conformidade dos produtos com as especificações solicitadas (AT 11) com 2,10. Já a variedade de produtos (AT 14) conseguiu uma média de 1,9, Defeitos de produção (AT 12) 1,3, e com a menor média o desenvolvimento dos produtos (AT 15) com 0,87 que seria onde a empresa poderia dar uma atenção mais especial a esse item. 57 4.1.2 Atributos Gerais Para chegar a um resultado essencial e possibilitar uma análise ampla é necessariamente importante discutir esses atributos que são a cada dia muito analisados, sendo suas variáveis: Variedade das cores, Preço, Prazo de pagamento, Margem de retorno com os produtos, Atributos da comercialização do produto em geral e a satisfação com o desempenho geral da empresa. Tabela 3: Atributos Gerais Códigos ATRIBUTOS Média de importância AT 16 Variedade das cores 1,66 AT 17 Preço 0,72 AT 18 Prazo de pagamento 1,59 AT 19 Margem de retorno com os produtos 1,73 AT 20 Atributos da comercialização do produto em geral AT 21 Satisfação com o desempenho geral Fonte: Dados da pesquisa 1,68 1,92 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 AT 16 AT 17AT 18 AT 19 AT 20 AT 21 Figura 7: Atributos Gerais Fonte: Dados da pesquisa Fazendo-se então uma análise dos atributos gerais pode-se notar que o item satisfação com o desempenho geral da empresa (AT 21) foi o atributo com a maior média com 1,92 chegando ao nível levemente satisfeito, acompanhado pela 58 margem de retorno com os produtos (AT 19) de 1,73. Os demais atributos se localizaram no nível levemente insatisfeito com exceção do atributo preço (AT 17) tendo a menor média de importância de todos os atributos com 0,72 sendo então considerado como tanto faz (neutro). Percebe-se então que os clientes estão levemente satisfeitos com o atributo satisfação com o desempenho geral da empresa (AT 21). 4.2 Atributos de importância para a compra Na seqüência, para se verificar ainda mais o grau de importância dos atributos, solicitou-se aos clientes que apontassem, entre os 17 atributos investigados, os 6 (seis) mais importantes na decisão de compra, em ordem crescente de importância, ou seja, 1 para o mais importante, 2 para o segundo mais importante, 3 para o terceiro, e assim sucessivamente até o seis. Os resultados constam na tabela 4. Na tabela 4, verifica-se a média de importância atribuída a cada atributo relacionado ao atendimento da empresa em estudo. Tabela 4: Atributos mais importantes Média de Códigos ATRIBUTOS Importância Conformidade dos produtos com as AT 10 especificações solicitadas 1,5 AT 16 Preço 2,56 AT 02 Rapidez no atendimento quando solicitado 3,37 AT 13 Desenvolvimento dos produtos 4,00 AT 11 Defeitos de Produção 5,00 AT 06 Agilidade nas trocas 5,86 Analisando a tabela 4 percebe-se que cada média de importância está relacionada a um grau de preferência para a realização da compra do cliente, exemplo: o atributo Conformidade dos produtos com as especificações solicitadas (AT10) obteve uma média de 1,5 o que significa que ele é considerado o primeiro item mais importante na hora que o cliente deseja comprar na empresa, já o Preço 59 (AT16) ficando em segundo lugar com 2,56 e sendo seguido de perto pelo (AT02) Rapidez no atendimento quando solicitado com uma média de 3,37, e o (AT06) agilidade nas trocas foi o item com menor importância para os clientes na hora da realização de suas compras. 6 5 4 3 2 AT 10 AT 16 AT 02 AT 13 AT 11 AT 06 1 0 Figura 8: Importância para a compra Fonte: Dados da pesquisa Através da figura 8 é possível comparar o grau de preferência declarada, onde que os clientes apontam como os 6 (seis) atributos mais importantes considerados na hora da decisão de compra relacionada aos produtos e serviços prestados pela empresa. O atributo Conformidade dos produtos com as especificações solicitadas (AT10) obteve uma média de 1,5 o que significa que ele é considerado o primeiro item mais importante na hora que o cliente deseja comprar na empresa, já o Preço (AT16) ficando em segundo lugar com 2,56 e sendo seguido de perto pelo (AT02) Rapidez no atendimento quando solicitado com uma média de 3,37, e o (AT06) agilidade nas trocas foi o item com menor importância para os clientes na hora da realização de suas compras. 60 4.3 Segmentos que mais se identificam com o comércio do entrevistado Com este questionamento o pesquisador teve o intuito de classificar o segmento de atuação dos entrevistados dentro daqueles que a empresa em estudo atende. Tabela 5: Segmentos do entrevistado ALTERNATIVAS Freqüência Freqüência absoluta relativa Plásticos Industriais 5 7% Comunicação Visual 27 38% Serigrafia 20 28% Estamparia 19 27% 71 100% TOTAL Fonte: Dados da pesquisa Plasticos Industriais 7% 27% Comunicação Visual Serigrafia Estamparia 38% 28% Figura 11: Segmento do entrevistado Fonte: Dados da pesquisa Percebe-se que quanto ao segmento de atuação, o maior número de entrevistados cerca de 38% são do segmento de comunicação visual, 28% de serigrafia, seguido pelo segmento de estamparia com 27% e apenas 7% pertencem ao ramo de plásticos indústriais. 61 4.4 Número de compras na concorrência Através desta pergunta buscou-se saber a quantidade de compras efetuadas nas concorrências da empresa em estudo nos últimos seis meses afim de estudar-se maneiras para trazer o cliente de volta para a empresa em estudo. Na tabela 8, verifica-se a quantidade de compras efetuadas nas concorrências. Tabela 8: Compras na concorrência ALTERNATIVAS Freqüência Freqüência absoluta relativa 1 vez 12 17% 2 vezes 6 8% 3 vezes 9 13% acima de 4 vezes 33 46% nenhuma 11 16% TOTAL Fonte: Dados da pesquisa 71 100% 16% 17% 8% 13% 46% Figura 12: Compras na concorrência Fonte: Dados da pesquisa 1 vez 2 vezes 3 vezes acima de 4 vezes nenhuma 62 Com isso, é possível concluir que a maioria dos clientes com cerca de 46% dos clientes compraram acima de 4 vezes nas concorrências da empresa nos últimos seis meses, e também 17% compraram apenas uma vez. O menor número de clientes foram os que efetuaram 2 compras que ficaram com apenas 8% dos entrevistados. 4.5 Motivo da compra Com este questionamento pretende-se chegar ao entendimento de qual o motivo que levou o cliente a efetuar compras nas concorrências da empresa em estudo. Na tabela 9, verifica-se os motivos pelo qual levaram os clientes a optar por comprar em determinados concorrentes da organização. Tabela 9: Motivo de compra ALTERNATIVAS Freqüência Freqüência absoluta relativa Preço 35 58% Qualidade do Atendimento 20 34% Qualidade dos Produtos 5 8% TOTAL Fonte: Dados da pesquisa 60 100% Preço 8% Qualidade do Atendimento Qualidade dos Produtos 34% 58% Figura 13: Motivo de Compra Fonte: Dados da pesquisa 63 Com base nisso observa-se que cerca de 58% compraram na concorrência por que foram motivados pelo preço baixo oferecido, já 34% optaram pela compra por causa da qualidade do atendimento prestado, e apenas 8% compraram motivados pela qualidade dos produtos do concorrente. 4.6 Criticas ou Sugestões para melhoria do desempenho da empresa Este questionamento foi efetuado de forma aberta, dando oportunidade aos entrevistados para expressarem suas opiniões acerca do desempenho da empresa em estudo no atendimento de suas necessidades. Treze (13) clientes, correspondendo a 18% do total dos entrevistados comentam sobre a falta de produtos no estoque pedindo para que a empresa mantenha em estoque o maxímo possível dos produtos utilizados por eles, pois alguns produtos demoram certo tempo para chegar e acabam deixando os clientes na mão. Já nove (9) entevistados, correspondendo a 13% afirmaram que a empresa poderia agilizar mais as entregas realizando-as de forma mais rápida, pois alguns se sentem prejudicados com o sistema adotado e sugerem a utilização de motoboys para tornar as entregas mais rápidas. Oito (8) clientes citam o preço como o motivador para deixá-los insatisfeitos, pedem um menor preço para compras de maior volume e falam sobre a majoração dos adesivos o que causou para eles muitas dores de cabeça o que fez com que fossem praticamente obrigados a comprar em outra empresa. Obteve-se também de 4 clientes que são correspondentes a 6% da população em estudo, a reclamação sobre a falta de uma melhor solução de problemas para o cliente como: uma ajuda mais técnica, melhor conhecimento dos vendedores em relação aos produtos, obter uma maior variedade de produtos, atuar mais fortemente no desenvolvimento de novos produtos. Dois (2) clientes que significam 3% indicaram que o prazo de pagamento necessita ser revisto para visar melhorias, pois está muito curto segundo os clientes. Também mais dois (2) clientes pedem que quando a empresa em estudo souber ou possuir novas informações ou disponibilizar em seu estoque produtos novos informar 64 os clientes por e-mail e também através de visitas. Por último, apenas um (1) cliente correspondendo a 1% da população em estudo citou a demora no retorno das ligações, e também sobre a telefonista que precisaria ser um pouco mais ágil no atendimento. 65 5 CONCLUSÃO A partir dos resultados conseguidos com o questionário que foi respondido por 71 clientes da MPK do Brasil Ltda, localizada na cidade de Criciúma SC, que tinha como objetivo estudar o grau de satisfação dos clientes, conclui-se que os clientes consideram os serviços prestados, atendimento, qualidade dos produtos como de boa qualidade, mas que o preço é considerado um pouco exagerado o que poderia fazer com que eles comprem na concorrência e que o prazo de pagamento atende as suas necessidades. Com o cliente respondendo essa pesquisa, procuraram-se subsídios para satisfazer as necessidades desse mesmo cliente, pois as possibilidades do mesmo voltar a comprar da empresa está estreitamente relacionada com o seu nível de satisfação com a empresa, sendo mais direto com a satisfação obtida com relação aos produtos e serviços prestados pela empresa. Através dessas informações que são muito importantes, Conseguiu-se atingir o objetivo do estudo que foi descobrir qual o grau de satisfação dos clientes da MPK do Brasil Ltda em Criciúma - SC com relação aos produtos e serviços prestados. Com os dados obtidos foi possível realizar uma análise ampla e desta forma verificar o que será preciso modificar ou aperfeiçoar. Através da pesquisa realizada compreendeu-se que os clientes aguardam melhorias quanto ao preço, desenvolvimento dos produtos, retorno das ligações, cumprimento dos prazos de entrega dos materiais. Também o atributo qualidade dos produtos que foi considerado pela maioria, quando se questionou o que era mais importante para ele na decisão de sua compra, pois é claro que o cliente sempre espera que o produto seja de ótima qualidade. De maneira geral observou-se na pesquisa que os clientes estão satisfeitos com o atendimento prestado pela empresa em estudo, pois afirmaram que os vendedores e vendedoras são muito simpáticos na hora do atendimento. Já a rapidez no atendimento ficou um pouco abaixo do esperado sendo analisada como levemente satisfeito precisando de uma atenção um pouco mais especial. Como também o item agilidade nas trocas. O atributo retorno das ligações demonstrou uma falha em seus procedimentos demonstrando problemas no momento das ligações para os clientes. 66 A qualidade dos produtos obteve uma opinião muito satisfatória em praticamente todas as suas opções, exceto os defeitos de produção onde a empresa precisará analisar seus resultados. Outro item de muita insatisfação foi o preço conseguindo um índice de quase levemente insatisfeito, seguido de perto pelo desenvolvimento dos produtos que é outro item que os clientes afirmam que a empresa está falhando. Neste caso orienta-se à empresa pesquisada investir no treinamento técnico dos vendedores, e também procurar disponibilizar cursos para os atendentes. Também se sugere que a empresa motive mais seus vendedores para que os mesmos trabalhem satisfeitos sem se preocuparem com qualquer problema interno que venha a afetar seus desempenhos, assim torna-se fácil um atendimento de qualidade. Outro fator importante a ser citado é o preço que já foi comentado anteriormente, pois vários clientes questionaram sobre uma majoração de preços aplicada aos adesivos o que tornou praticamente impossível á compra na empresa em estudo, os obrigando a comprar na concorrência para não obterem prejuízos. Possuindo um atendimento satisfatório e produtos de boa qualidade com um preço razoavelmente bom para ambos, sugere-se para que a organização procure contratar mais funcionários para suprir a demanda de clientes e que invista em treinamento dos vendedores, pois a cada dia o mercado sofre mudanças as quais tornam necessária a adaptação das organizações em busca de um atendimento de excelência e qualidade. 67 REFERÊNCIAS AAKER, David A. Administração Estratégica de Mercado; tradução Luciana de Oliveira da Rocha. - 7. ed. - São Paulo: Bookman, 2007. ALMEIDA, Sérgio. Cliente, eu não vivo sem você. Salvador, BA. Casa da Qualidade, 1995. BAKER, Michael J. (Org.). Administração de marketing. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. 2.ed. Florianópolis : Fapeu, 1998. 283p. BATESON, John E. G; HOFFMAN, Douglas K. Marketing de serviços; tradução Lúcia Simonini. - 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 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