FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO COMO EMBASAMENTO PARA A MELHORIA EM PROCESSOS QUE ENVOLVEM DIÁRIOS DE CLASSE EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. DIAS, Solange Irene Smolarek 1 RESUMO O tema abordou o planejamento no ensino superior. A metodologia foi o uso da dialética através de pesquisas bibliográficas e escritos primários contemporâneos. O caso abordou procedimentos em IES localizada no Oeste do Estado do Paraná – BR. O problema da pesquisa indagou: há sustentações teóricas que possam aprimorar mudanças de procedimentos que envolvam anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior? A hipótese pressupôs que a Engenharia de Produção contempla tais referenciais. Objetivou-se embasar, na Engenharia de Produção, conceitos que oportunizem a melhoria em processos que envolvem anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior. A fundamentação teórica contemplou: a reengenharia e a reengenharia de processos; o marketing de relacionamento interno; o planejamento estratégico; o balanced scorecard; a gestão e avaliação da qualidade. Nas considerações finais considera-se que a hipótese da pesquisa foi comprovada e que outros estudos são possíveis a partir do presente. PALAVRAS-CHAVE: planejamento educacional; engenharia de produção; melhoria de processos. THEORETICAL FOUNDATION: PRODUCTION ENGINEERING AS A BASIS FOR IMPROVING PROCESSES INVOLVING CLASS REGISTRIES IN HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS. ABSTRACT The theme addressed the planning in higher education. The methodology was dialectic through literature researches and primary contemporary writings. The case addressed procedures in a Higher Education Institutions (IES, in portuguese) located in West part of Paraná - BR. The research problem is posed as: there are theoretical supports that can improve procedural changes involving lecture annotations held in Class Registries of IES? The hypothesis assumed that the Production Engineering contemplates such references. The objective was to base in concepts that possibilitate some improvement in processes involving lecture notes, using Production Engineering. The theoretical framework included: reengineering and process reengineering; internal relationship marketing; strategic planning; the balanced scorecard; management and quality assessment. In the conclusion it is considered that the research hypothesis was proven and that other studies are possible from this. KEYWORDS: educational planning; production engineering; process improvement. 1 INTRODUÇÃO A pesquisa aborda o assunto planejamento, no tema de seu viés educacional, mais especificamente o planejamento e realização de aulas em curso de graduação em Instituição de Ensino Superior. Para a presente pesquisa elege-se como objeto de estudo uma IES localizada no Oeste do Estado do Paraná – BR. O caso em estudo possui diversos cursos de graduação, sendo que cada curso é composto por inúmeras disciplinas que, na sequencia, desdobram-se em aulas. Tanto disciplinas quanto aulas devem ser planejadas, conforme definições que seguem: “O plano de curso é a sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade” (VASCONCELLOS, 1995, p.117). Quanto ao Plano de Aula: “É a sistematização de todas as atividades que se desenvolvem no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de ensino-aprendizagem” (PILETTI, 2001, p.73). Portanto, e de acordo com as citações, subentende-se que: 1) há, nas disciplinas, ações predefinidas, as quais são denominadas de planejamento da disciplina2; 2) que, após o planejamento, há a sua operacionalização. No caso em estudo, todo o processo planejado alimenta sistema de Diário de Classe, que possui registros digitais. Considerando que tais Diários de Classe receberam, previamente, o planejamento da disciplina através da informação do planejamento de todas as aulas que a compõe, em se realizando a aula planejada, no sistema de registro digital basta simplesmente clicar e transformar a informação do planejado em realizado. Ao findar-se a disciplina, a soma de todas as aulas realizadas, acompanhadas das anotações de presenças e notas dos alunos, gera o Diário de Classe da mesma. 1 Doutora em Engenharia de Produção pela UFSC; mestre em Letras pela UNIOESTE; graduada em Arquitetura pela UFPR. Pesquisadora líder dos Grupos de Pesquisa: Teoria da Arquitetura; História da Arquitetura e Urbanismo; Métodos e Técnicas do Planejamento Urbano e Regional; Teoria e Prática do Design. Coordenadora de Planejamento da Faculdade Assis Gurgacz. Docente da Faculdade Assis Gurgacz e da Faculdade Dom Bosco. E.mail: [email protected]. 2 Na instituição em questão o Planejamento da disciplina materializa-se através da elaboração e aprovação do Plano de Ensino e também do Planejamento aula-a-aula. Ambos os procedimentos são elaborados antes do início do período letivo, pelo professor da disciplina, aprovados em reunião de colegiado de curso, inseridos em sistema digital, alimentado pelo professor e com visualização pelos alunos e pela coordenação do curso. Nota da autora. Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 ISSN 1980-7406 1 No processo de planejamento, trabalha-se com cenários. Entre os diversos cenários, no caso em estudo, considera-se o fato da aula não vir a ocorrer conforme planejado. E qual o procedimento do professor em tal condição? Tecnicamente o professor deve redigir no Diário de Classe o conteúdo do realizado, não necessariamente o vinculando ao planejado. Essa anotação é assim procedida? Se não, o que e como ocorre? Em ocorrendo, como alterar procedimentos para os corretos registros? Considerando como princípio que nem sempre o planejado é realizado, a intenção da presente pesquisa é a de verificar, para o cenário descrito, se há referencial teórico que possa ser utilizado – se necessário – na alteração de procedimentos dos professores quando ausentes da sala de aula. Justifica-se a pesquisa como ação de gestão, considerando que o arcabouço teórico apresentado venha a contribuir no encaminhamento de solução que aprimore a qualidade dos serviços prestados pela IES em estudo. Em tais premissas elenca-se, como problema da pesquisa: há sustentações teóricas que possam aprimorar mudanças de procedimentos que envolvam anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior? A hipótese inicial é de a Engenharia de Produção possui tais sustentações e referenciais teóricos. Considerando o problema e a hipótese inicial da pesquisa, propôs-se como objetivo geral: embasar, na Engenharia de Produção, conceitos que oportunizem a melhoria em processos que envolvem anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior. Para o atingimento desse objetivo, definiram-se os seguintes objetivos específicos: • Apresentar fundamentações teóricas contempladas pela Engenharia de Produção; • Obter e analisar dados de aulas realizadas na IES em estudo; • Propor e justificar a fundamentação teórica como melhoria para o caso apresentado. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Apresentam-se conceitos da Engenharia de Produção com potencial para a sustentação teórica à hipótese da pesquisa. Os conceitos abarcam as seguintes áreas do conhecimento: a) a reengenharia e a reengenharia de processos; b) o marketing de relacionamento interno; c) o planejamento estratégico; d) o balanced scorecard; e) a gestão e avaliação da qualidade. 2.1.1 Reengenharia, e reengenharia de processos Conceitua-se a reengenharia como o repensar fundamental e a reestruturação dos processos empresariais que visam alcançar melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho. Para Hammer et.al (1994 e 2003), embasa-se a reengenharia em três pilares: pessoas, tecnologia e processos: a) as pessoas, na reengenharia, servem como facilitadoras, trabalhando de forma diferente do passado, provocando mudanças em seu comportamento; b) a tecnologia, especificamente da informação, facilita a criação de novos processos, oportunizando que as mudanças sejam revolucionárias, e não evolutivas; c) os processos da organização são re projetados, e não evoluídos de um projeto já existente. Para que haja sucesso na aplicação de reengenharia de processos, ou Business Process Reengineering – BPR – em uma organização, o processo de mudança deve ser analisado com cuidado, sendo importante que os líderes da organização possuam perspectiva e visão estratégica. (TENG, GROVER, FIEDLER, 1996). A reengenharia de processos pode, numa organização, envolver apenas um processo ou um grupo de processos relacionados entre si. Para Davenport (1994), dentro de uma organização, entre outros, há os processos de gerenciamento que, para que seja alvo da reengenharia, devem considerar que a alta gerência tenha uma visão clara do que há de errado nas abordagens de gerenciamento existentes. Diagnosticados os erros de abordagens, na reengenharia de processos cabe à alta gerencia organizacional a definição de soluções. 2.1.2 Marketing de relacionamento, e marketing de relacionamento interno. Para Peck et. al. (1999), entende-se o marketing de relacionamento como um processo contínuo, interno e externo, entre os diversos indivíduos que interagem e que, no marketing interno leva em conta, para o sucesso da organização, o comportamento do público interno e suas atitudes. No marketing de relacionamento o foco desloca-se do 2 Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional – 2014 ISSN 1980-7406 produto para a gestão e conhecimento do cliente, no esforço contínuo de criação de valor através do relacionamento (NUNES, 2005). O marketing de relacionamento surge como uma abordagem alternativa ao mercado, envolvendo a gestão, referindo-se a todas as atividades de marketing direcionadas a estabelecer, desenvolver e manter trocas relacionais (GOSLING, 2007). O objetivo do marketing de relacionamento é a satisfação do cliente através de três benefícios relacionais: confiança, tratamento especial e benefício social (SHETH, 2002). Entende-se o marketing de relacionamento interno como uma ferramenta. Brum (1994) definiu-o como ações em conjunto direcionadas ao público interno; afirma que comunicação interna, marketing interno ou endomarketing, podem ser entendidos como conjunto de ações, objetivando tornar comuns os objetivos, metas e resultados entre os funcionários de uma mesma empresa. De acordo com Cerqueira (1994), marketing interno são projetos e ações que uma empresa deve empreender para consolidar a base cultural do comprometimento dos seus colaboradores com o desenvolvimento adequado das suas diversas tecnologias, visando: a) a prática dos valores estabelecidos como base da nova cultura; b) a manutenção de um clima ideal de valorização e reconhecimento das pessoas; c) a obtenção de índices maiores de produtividade e qualidade, com a consequente redução de custos; d) o estabelecimento de canais adequados de comunicação interpessoal, que permitirão a eliminação de conflitos e insatisfações, que possam afetar o sistema organizacional; e) a melhoria do relacionamento interpessoal; f) o estabelecimento da administração participativa; g) a implantação de ações gerenciais preventivas. Apontou ainda Cerqueira (1994) uma ordem estratégica de implantação dos projetos de marketing interno, numa relação de dependência que deve ser seguida à risca, sob pena de a baixa maturidade das pessoas romperem a credibilidade de todo o sistema. Assim, relaciona três dependências estratégicas que são: a) o estabelecimento prévio de uma nova base de valores dentro da organização; b) os projetos de segurança cultural, que geram reflexão e crescimento de atitudes; c) a criação de canais de comunicação alternativos, de baixo para cima, para evitar que as chefias de base não fiquem isoladas por possível represamento decisório superior. Antes, porém, alerta para o fato de que os projetos devem ser elaborados junto a equipes de voluntários ou escolhidos em eleição, aprovados pela diretoria e aceitos por consenso, para que possam, após, serem implementados. No conceito de Brum (1994), o marketing de relacionamento interno é o do aumento de autoridade do público interno. Tal conceito significa que uma organização deve criar a cultura e o clima certos para seus colaboradores bem produzirem. Neste conceito estão incluídos os quatro critérios de autoridade: a) prover aos colaboradores informações sobre a performance da organização; b) prover recompensas baseadas na performance da organização; c) prover aos colaboradores conhecimentos que lhes possibilitem que entendam e contribuam para a performance da organização; d) dar-lhes poder para tomar decisões que influenciem no direcionamento e na performance da organização. 2.1.3 Planejamento estratégico As organizações, de maneira geral após 1990, entram na era da informação (STEWART, 1998). Nela predomina uma estrutura fluida, ágil, flexível e totalmente descentralizadora, cujo ambiente organizacional lida com turbulências constantes devido às grandes e intensas mudanças. Nessa era os executivos necessitam de norteadores sobre vários aspectos do ambiente e desempenho organizacional, sem o que não têm como manter o rumo da excelência empresarial. Nessa ótica, os colaboradores devem agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem fornecer: esse conhecimento passou a ser um fator crítico de sucesso à medida que as organizações investem, gerenciam e exploram esse conhecimento (KAPLAN, 1997, 2000, 2004). Como transformar esse conhecimento em riqueza? A proposta é a de transformar ativos intangíveis (ideias, marcas, métodos de trabalho, etc.) em tangíveis: nesse processo é utilizado o planejamento estratégico. As organizações devem determinar o negócio, a visão e a missão, promovendo análise ambiental externa (oportunidades e ameaças) e interna (pontos fortes e pontos fracos). Em uma organização, definidas a visão de futuro e as estratégias, definem-se as ações críticas necessárias para obtenção dos objetivos desejados. As etapas, conforme Miranda (2006), pressupõe: a) criar e/ou identificar a visão da empresa; b) definir os objetivos estratégicos; c) ligar os objetivos; d) criar a arquitetura do programa de medição; Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 ISSN 1980-7406 3 e) identificar os fatores relevantes; f) escolher os indicadores estratégicos; g) implementar o plano estratégico; h) rever e acompanhar, regularmente, o plano. Nesse conceito, as organizações devem determinar o seu negócio, a visão e a missão, promovendo análise ambiental externa (oportunidades e ameaças) e interna (pontos fortes e pontos fracos). Definidas a visão, missão e análises ambientais, determinam-se: a) os macro objetivos (qual o caminho?); b) formulam-se estratégias (o que fazer?); c) formulam-se planos de ação (como fazer?). Esse é o planejamento estratégico na conceituação de Oliveira (2004). No entanto, de nada adianta a ferramenta, se não forem feitas perguntas corretas e preparados os cenários dentro do rigor intelectual e talento dos planejadores (GODET, 2000). No que diz respeito a talentos, também deve ser considerada a adaptabilidade do planejamento estratégico, inclusive oportunizando ações autônomas. Esse aparente dilema é o foco do estudo de Andersen (2000), na pesquisa que investiga o desempenho dual de planejamento estratégico e ações autônomas no processo de formação de estratégias. 2.1.4 Balanced scorecard Surgido em meados de 1990 através de pesquisas desenvolvidas por Robert Kaplan e David Norton, o balanced scorecard – BSC é uma das ferramentas de gestão utilizadas atualmente pelas empresas. Sua estrutura, que tem origem nos referenciais estratégicos da organização e realiza a combinação de objetivos, indicadores e metas, dentro de perspectivas bem definidas, permite que a utilização seja igualmente eficaz em organizações de diversos portes, e nos mais variados campos de atuação. De acordo com Figge et. al. (2002), o BSC de Kaplan e Norton é uma ferramenta de administração que apoia a implementação próspera de estratégias inter-relacionadas. Unindo atividades coorporativas operacionais com não financeiras, em cadeias causais que objetivam o atingimento das estratégias de longo prazo da organização, o BSC apoia o alinhamento e administração de todas as atividades, de acordo com a relevância estratégica de cada uma delas. O BSC é assim um ponto promissor também para incorporar aspectos ambientais e sociais, pois ajuda a superar as faltas de aproximações convencionais dos sistemas de administração com os ambientais e sociais, integrando os pilares de sustentabilidade da organização em uma única ferramenta de administração estratégica. Dentro da empresa, sua atuação pode ser comparada a um painel de controle, onde instrumentos apresentam de maneira clara e objetiva os resultados e as tendências para quatro grandes grupos de perspectivas: finanças, clientes, processos internos, e aprendizado e crescimento (GADELHA et. al. 2007). É, portanto, um processo de monitoramento, para transformação das estratégias em resultados; é um modelo de gestão empresarial capaz de traduzir a estratégia das organizações em termos operacionais, facilitando a compreensão e contribuição de todos os processos operacionais (RAMPERSAD, 2004). A proposta do BSC é a de transformar a visão tradicional de medir a Adição de Valor Econômico – AVE, na medição da visão. (MIRANDA, 2006). Niven (2003) trata do BSC dirigido para organizações públicas e não governamentais, enfatizando a necessidade para a efetividade dos resultados do método nessas organizações de: a) ter clareza do por que usar o BSC; b) determinar quem será o responsável pela implantação; c) definir os recursos financeiros para a implantação; d) ter certeza do apoio da direção; e) individualizar onde construir o primeiro BSC; f) construir um grupo de desenvolvimento efetivo. Após, é necessário o desenvolvimento do plano de comunicação e formação. É fundamental para o sucesso do BSC que as pessoas envolvidas entendam as vantagens da metodologia, inclusive do ponto de vista emocional e pessoal, o que permite evitar incompreensões que podem minar o sucesso da iniciativa. Ferreira et. al. (2007), afirmam que o uso do balanced scorecard cria cenários balanceados e estabelece um ciclo de feedback operacional e estratégico; que o acompanhamento do desempenho através de metas, e a análise dos resultados, remetem a um aprendizado e proporciona ao gestor a correção de erros e a revisão da estratégia, ou seja: é a oportunidade de reavaliar e testar a estratégia, possibilitando ajustes dos processos, para obter melhores resultados. 4 Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional – 2014 ISSN 1980-7406 2.1.5 Gestão e avaliação da qualidade De acordo com Paladini (2004a), a gestão da qualidade visa enfatizar, fundamentalmente, as ações práticas que determinam como ajustar produtos, serviços e processos a clientes, consumidores, e sociedade em geral. Conforme o mesmo autor (2002), a qualidade deve ocorrer nos três ambientes da organização: a) no processo produtivo em si; b) no suporte ao processo; c) nas relações da organização com o mercado. A gestão da qualidade pressupõe a melhoria contínua; é um processo dinâmico, deve ser utilizado constantemente para aprimoramento das tarefas dos processos e das pessoas, e cria modelos que oferecerão suportes às decisões que, por sua vez, produzirão crescentes níveis da qualidade sob o ponto de vista do consumidor, nas organizações em estudo. No conceito, a estratégia fundamental para a formulação dos modelos envolve a utilização de processos interativos e convergentes de discussão das melhorias, sempre tendo em vista a necessidade de unificar a visão da organização e do mercado consumidor. A gestão da qualidade e da produtividade pressupõe a melhoria da organização, no atendimento de seus objetivos. (PALADINI, 2004b). Ravichandran (2000) focou em sua pesquisa inovações tecnológicas e a adoção de inovações administrativas em organizações públicas e privadas norte-americanas. O autor afirma que a Administração da Qualidade Total – AQT, ou total quality management – TQM, está diretamente vinculada com o sistema de informações – SI, ou information systems – IS, do setor ou departamento em que será implantada. De acordo com Paladini (2004a), a atividade de planejamento é considerada fundamental no esforço de produzir qualidade. O autor afirma que a maior dificuldade de implementação do planejamento da qualidade no processo gerencial, “não está relacionada à forma de execução do planejamento, mas ao reconhecimento da importância de planejar”. Propõe, então, o modelo composto de seis fases, quais sejam: a) política de qualidade; b) diagnóstico; c) organização e administração; d) planejamento propriamente dito; e) implantação; f) avaliação. A abordagem sistêmica pressupõe que a melhoria deve ser tratada de forma completa, o que requer balanceamento e integração dos sistemas técnicos e sociais. Isso conduz à necessidade de atuação em diferentes áreas, e à consideração de aspectos como habilidades e motivação (MESQUITA, 2003). Já a convergência interativa é definida como uma abordagem sistêmica para envolver pessoas grupos e organizações, em busca de objetivos comuns, de forma integrada, cooperativa e de ampla comunicação, para criar modelos físicos e conceituais na forma de atuação de empresas e pessoas. Com respeito à melhoria contínua, é um processo dinâmico que deve ser utilizado constantemente, para aprimoramento das tarefas, dos processos e das pessoas (PALADINI, 2004b). Que também crie modelos que oferecerão suportes às decisões que, por sua vez, produzirão crescentes níveis da qualidade sob o ponto de vista do consumidor, nas empresas em estudo. Para Paladini (2004b), a estratégia fundamental para a formulação dos modelos envolve a utilização de processos interativos e convergentes de discussão das melhorias, sempre tendo em vista a necessidade de unificar a visão da organização e do mercado consumidor, em relação a produtos e serviços. Tão importante quando produzir qualidade é avaliá-la corretamente, pois tal avaliação é que determina os resultados da implantação das ações de produção da qualidade. O conceito é que a avaliação da qualidade é um conjunto de estratégias que visam acompanhar as ações em desenvolvimento, monitorando-as, na busca do alcance dos objetivos da organização. Nesse princípio, a avaliação da qualidade: a) é um processo abrangente e costuma exigir uma visão ampla do processo, para ser útil e válida; b) deve ser contínua e permanente; c) pressupõe que o sucesso das estratégias de avaliação da qualidade está diretamente relacionado com a praticidade de operação dos mecanismos empregados; d) deve utilizar de procedimentos essencialmente eficientes; e) deve enfatizar como a organização relaciona-se com consumidores e clientes. De acordo com Paladini (2002), é recomendado na avaliação da qualidade que: a) não se utilizem processos complexos ou que exijam longos treinamentos; b) os mecanismos de avaliação não sejam subjetivos, isso é, que sejam mensuráveis; c) os mecanismos de avaliação não sejam centrados em si mesmos, mas que se considerem seus efeitos. Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 ISSN 1980-7406 5 Rebolloso et. al. (2002), em avaliação de programa de qualidade de serviços em organização universitária, questiona a participação comprometida, valores gerais de negociação, consensos e responsabilidade. Os resultados mostram o nível de acordo alcançado entre avaliadores e participantes, e sugere a necessidade de revisão e melhoria de alguns fatores de qualidade. 2.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O método da pesquisa é o dialético que, de acordo com Oliveira (2002) significa debate, forma de discutir e debater. A dialética norteou o encaminhamento e procedimentos gerais da pesquisa, ou seja: o processo de responder ao seu problema instigador. Quanto à classificação, e de acordo com o preconizado por Gil (2010) ocorreram pesquisas bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica ampara a fundamentação teórica da pesquisa, materializada no subtítulo 2.1 do presente artigo. Já a pesquisa documental oportunizou e amparou os resultados e a análise dos mesmos, no caso em questão. No que diz respeito à técnica da pesquisa documental, e conforme Marconi e Lakatos (2013) foram analisados escritos primários contemporâneos. Com relação ao protocolo da pesquisa, foram os seguintes os procedimentos: 1) definição de período de análise; 2) verificação junto ao Departamento de Recursos Humanos – DRH – da IES em estudo, da totalidade de professores e de quantos, no período de análise, faltaram ao trabalho no período de análise (nível de absenteísmo); 3) verificação, através do Centro de Processamento e Dados – CPD – da IES em estudo, de que anotações foram procedidas pelos professores nos Diários de Classe informatizados, nos dias em que estiveram ausentes. 2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 2.3.1 Resultados Definiu-se como período de análise o mês de agosto de 2014, em dados coletados nos Diários de Classe na primeira semana de setembro de 2014. De acordo com o DRH da IES em estudo3, no período em análise havia 428 professores no exercício de sua função. Desses, e durante os 26 dias letivos de agosto de 2014 (todos os dias, com exceção dos domingos), houve a anotação de 305 faltas em aulas, geradas pela ausência na IES de 49 docentes (11,45%). Quanto aos registros em Diários de Classe nos dias em que os docentes não se fizeram presentes, e de acordo com o CPD da IES em estudo4, ocorreram a seguintes as anotações: • 123 aulas sem anotações de conteúdos planejados e realizados (40,33%); • 182 aulas com anotações de aulas realizadas e coincidentes com as aulas planejadas (59,67%). 2.3.2 Discussão dos resultados Conforme afirmado na introdução, tecnicamente o conteúdo realizado em aula não ocorrida deve divergir da aula planejada, vez que o professor não se fez presente. Tal princípio, para o caso em estudo, não se materializou em 59,67% das ocorrências uma vez que, nesse percentual, mesmo com a ausência do professor foram anotadas no Diário de Classe digital aulas realizadas conforme o planejado. No entanto, e em análise mais apurada, isso não significa que na totalidade desses 59,67% casos houve simplesmente o clicar do planejado para o realizado, o que conota incorreção de informação. Justifica-se: o princípio, em sua concepção, não considerou duas outras probabilidades: 1) de que, apesar da ausência do professor, tenha sido ministrado o conteúdo planejado em metodologia que não de aula presencial5; 2) de que outro professor possa ter ministrado presencialmente a aula inicialmente planejada pelo professor ausente. O fato de ambas as probabilidades existirem, de não terem sido consideradas inicialmente e, também, de não haver dados para a análise de em que percentuais ocorreram, limita os resultados da atual pesquisa e tal condição deve ser considerada na análise dos resultados. Com relação aos 40,33% de conteúdos de aulas ainda sem planejamento e, por isso, sem anotação de realização nas datas de ausência do professor, permite que as análises derivem para outros encaminhamentos e considerações uma 3 4 5 Não referenciado, para garantir o anonimato do caso estudado. Não referenciado, para garantir o anonimato do caso estudado. Utilizando a modalidade de aula semipresencial, preconizada no artigo nº 81 da Lei nº 9394/1996 (BRASIL, 1996). 6 Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional – 2014 ISSN 1980-7406 vez que, pressupõe-se e é pratica da IES em estudo, que as aulas planejadas estejam disponibilizadas para os alunos antes do início do semestre letivo. Considera-se então que, efetivamente, há necessidade de mudanças de procedimentos de um grupo de professores – 49 indivíduos, que representam 11,25% do universo em estudo – no que diz respeito ao planejar, informar, realizar, anotar, em Diários de Classe digital, os conteúdos das disciplinas que ministra. E como a fundamentação teórica abarcada pela Engenharia de Produção nesse trabalho apresentada, pode auxiliar no processo de mudança comportamental? 2.3.2.1 A contribuição da reengenharia e da reengenharia de processos para o caso Considerando-se que a reengenharia embasa-se nas pessoas, na tecnologia e nos processos da organização (HAMMER et.al. 1994 e 2003) e que para a reengenharia de processo a alta gerencia deva ter uma visão clara nas abordagens dos gerenciamentos existentes (DAVENPORT, 1994). Essas ciências podem auxiliar a alta gerência na mudança de comportamentos do caso estudado, através da definição de perspectivas e visões estratégicas no tema em questão (TENG, GROVER, FIEDLER, 1996). 2.3.2.2 A contribuição do marketing de relacionamento interno para o caso O marketing de relacionamento interno propõe projetos empreendidos pela organização, para consolidar a base cultural do comprometimento de seus colaboradores, através de três dependências estratégicas – nova base de valores; geração de reflexão e atitudes; canais de comunicação de baixo para cima – (CERQUEIRA, 1994). Para o caso em questão, essa ciência pode auxiliar na mudança desejada através da aplicação dos quatro critérios de autoridade discorridos por Brum (1994) e apresentados na fundamentação teórica do presente trabalho. 2.3.2.3 A contribuição do planejamento estratégico para o caso O planejamento estratégico pressupõe que sejam feitas perguntas corretas e preparados os cenários desejáveis pelos planejadores da organização (GODET, 2000). Para a mudança de comportamento do estudo de caso, essa ciência e de acordo com o preconizado por Miranda (2006), devem ser definidas: as visões de futuro; as estratégias; as ações necessárias para a obtenção dos objetivos desejados. 2.3.2.4 A contribuição do balanced scorecard para o caso Considera-se que o balanced scorecard – BSC – é uma ferramenta de administração que apoia a implementação próspera e estratégias inter-relacionadas (FIGGE et. al, 2002); que objetiva os resultados e as tendências para quatro perspectivas: finanças; clientes; processos internos; aprendizado e crescimento (GADELHA et. Al, 2007). No caso em estudo essa ciência pode auxiliar na mudança comportamental aplicando-se conceitos do BSC, formulando o Mapa Estratégico do BSC e envolvendo as pessoas de forma a que entendam as vantagens da metodologia, inclusive do ponto de vista emocional e cultural (NIVEN, 2003). 2.3.2.5 A contribuição da gestão e avaliação da qualidade para o caso A gestão da qualidade pressupõe a melhoria contínua (PALADINI, 2004b). No estudo de caso do presente trabalho, qualidade pode auxiliar na mudança de comportamento. Salientam-se duas questões importantes e que devem fundamental no esforço de produzir qualidade; que a importância planejamento da qualidade (PALADINI, 2004a). da organização, no atendimento de seus objetivos a fundamentação teórica da gestão e avaliação da ser consideradas: a atividade de planejamento é de planejar é a maior dificuldade na implantação do 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pesquisou-se no assunto planejamento, no tema graduação no ensino superior. O método utilizado foi o dialético, tendo sido utilizadas pesquisas bibliográficas e documentais de escritos primários contemporâneos, em estudo de caso. O caso em estudo abordou procedimentos de anotações em Diários de Classe digital, em IES localizada no Oeste do Estado do Paraná – BR. Anais do 12º Encontro Científico Cultural Interinstitucional - 2014 ISSN 1980-7406 7 O problema instigador da pesquisa foi: há sustentações teóricas que possam aprimorar mudanças de procedimentos que envolvam anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior? Como hipótese inicial para o problema, pressupôs-se que a Engenharia de Produção abarca referidos referenciais. Na intenção de dar resposta ao problema e confirmar ou refutar a hipótese inicial, foi proposto como objetivo geral embasar, na Engenharia de Produção, conceitos que oportunizem a melhoria em processos que envolvem anotações de aulas realizadas em Diários de Classe de Instituição de Ensino Superior. Para o atingimento desse objetivo geral, foram definidos três objetivos específicos, quais sejam: apresentar fundamentações teóricas contempladas pela Engenharia de Produção; obter e analisar dados de aulas realizadas na IES em estudo; propor e justificar a fundamentação teórica como melhoria para o caso apresentado. A abordagem do tema, na pesquisa bibliográfica – e pelo pressuposto da hipótese inicial – contemplou conceitos da Engenharia da Produção: a reengenharia e a reengenharia de processos; o marketing de relacionamento interno; o planejamento estratégico; o balanced scorecard; a gestão e avaliação da qualidade. Com tal abordagem, atingiu-se o primeiro dos objetivos específicos. Quanto ao segundo objetivo específico, considera-se que o mesmo foi atingido no subtítulo resultados, uma vez que foram obtidos e analisados os dados da IES em estudo, e de acordo com o especificado nos itens 1, 2 e 3 do protocolo preconizado na metodologia. No que diz respeito ao atingimento do terceiro objetivo específico – ou seja: propor e justificar a fundamentação teórica como melhoria para o caso apresentado –, considera-se a atingimento do mesmo através da discussão dos resultados, apresentando a contribuição – para o caso estudado –, da reengenharia e da reengenharia de processos; do marketing de relacionamento interno; do planejamento estratégico; do balanced scorecard; da gestão e avaliação da qualidade. Considerando que: 1) os objetivos específicos foram construídos para o atingimento do objetivo geral; 2) cada um desses objetivos específicos precedia da realização do anterior para a sua própria; 3) pelos debates e interlocuções teóricas oportunizadas pela dialética no estudo do caso, está atingido o objetivo geral da pesquisa. Quanto ao problema da pesquisa e sua hipótese inicial, o primeiro está respondido com a confirmação da hipótese, uma vez que a Engenharia de Produção apresentou referencial teórico para a mudança de comportamento apresentada no caso em estudo. É importante ressaltar que, no decorrer da pesquisa houve a constatação de que a mesma obteve resultados limitados, descritos pelas duas possibilidades abordadas no item 2.3.2: discussão dos resultados. Essa pesquisa não se finda em si, pois apesar de dar respostas às questões iniciais da mesma, apresentou apenas a ponta do iceberg de estudos possíveis e, especialmente, que a questão do planejamento de disciplinas e aulas, além de complexo, pode possuir apoio e amparo em outras áreas do conhecimento como no caso aqui apresentado: na Engenharia da Produção. Se no decorrer do trabalho e pela prática da dialética, novas questões surgiram, tal situação oportuniza a proposição de trabalhos futuros, quais sejam: 1) a de averiguar por que, mesmo havendo o planejamento de disciplinas e aulas que antecedem o período letivo, tal planejamento não é transcrito para o Diário de Classe informatizado; 2) o de verificar, quando da ausência do professor e da informação no Diário de Classe digital de que a aula foi realizada, se o fato realmente ocorreu, seja por ter havido outras metodologias que não aula presencial com o mesmo, seja pelo fato da aula planejada ter sido ministrada por outro professor. REFERENCIAS ANDERSEN, Torben Juul. Strategic planning, autonomous actions and corporate performance. In: Long Range Planning, Volume 33, Issue 2, 1 April 2000, Pages 184-200. London: 2000. BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996: Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Subchefia para assuntos jurídicos. Casa Civil. 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