1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE A FILOSOFIA COMO CAMINHO PARA A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO – “O APRENDER PELO PENSAR” Por Fernanda de Lima Souza Orientadora Professora Mary Sue Carvalho Pereira Rio de Janeiro 2007 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE A FILOSOFIA COMO CAMINHO PARA A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO – “O APRENDER PELO PENSAR” Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Orientação Educacional. Por Fernanda de Lima Souza 3 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, familiares e amigos, que sempre estiveram ao meu lado e que direta ou indiretamente contribuíram para a conquista de mais uma etapa em minha vida. 4 DEDICATÓRIA À Deus pela luz e pela presença constante em minha vida. Aos meus pais, Nilton e Nilde pela confiança e força na minha caminhada. À minha irmã Viviane, pelo carinho e apoio de sempre. 5 EPÍGRAFE Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos (Marilena Chauí) são capazes. . 6 RESUMO O presente estudo tem como objetivo destacar a importância da filosofia na formação do indivíduo, constituindo um caminho fundamental para o exercício da prática indagadora e investigativa do sujeito acerca de si mesmo e do mundo que o cerca. Através da pesquisa bibliográfica, destacam-se questões acerca do fazer filosófico e suas implicações no contexto educacional. Aborda-se ainda o Programa “Filosofia para crianças”, desenvolvido pelo educador e filósofo Matthew Lipman, bem como a contribuição da escola na tarefa de ensinar a pensar nos dias atuais. Palavras-Chave: Filosofia, Filosofia para crianças, Educação 7 METODOLOGIA A metodologia adotada neste estudo foi a pesquisa bibliográfica, utilizada com o propósito de explicitar as implicações e contribuições que uma prática pedagógica regida pela concepção filosófica, desde a educação infantil, pode trazer à educação e à sociedade como um todo. 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................................................................... .... 8 9 CAPÍTULO I - A filosofia na infância – Um olhar sob a proposta filosófica na educação e seus aspectos....................................................................... 12 CAPÍTULO II - O Programa “Filosofia para crianças” de Matthew Lipman................................................................................................................ . 20 CAPÍTULO III - A escola e o desafio de ensinar a pensar na sociedade contemporânea.................................................................................................. 28 CONCLUSÃO .................................................................................................... 35 BIBLIOGRAFIA ...............................................................................................38 ÍNDICE .............................................................................................................. 40 FOLHA DE ...................................................................................41 AVALIAÇÃO 10 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU O DESAFIO DE UMA GESTÃO PARTICIPATIVA PARA O ADMINISTRADOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL POR LETÍCIA ROCHA D’ ASSUMPÇÃO ORIENTADOR NILSON GUEDES DE FREITAS 11 RIO DE JANEIRO 2007 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU O DESAFIO DE UMA GESTÃO PARTICIPATIVA PARA O ADMINISTRADOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL Monografia apresentada a Universidade Cândido Mendes como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Administração Escolar. Orientador Nilson Guedes de Freitas Por Letícia Rocha D’ Assumpção 12 RIO DE JANEIRO 2007 AGRADECIMENTO Agradeço a todos aqueles que de alguma forma contribuíram com este trabalho, ao meu orientador Profº Nilson Guedes Freitas o meu muito obrigado, em especial aos meus pais Neli e Celso pela paciência e incentivo e ao meu noivo Jean pela compreensão, atenção e carinho. 13 EPÍGRAFE Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manha, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorporando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. (Neto João Cabral de Melo); Sociologia da educação; Sonia Kruppa, p. (113). 14 RESUMO A pesquisa cujo tema, O gestor e o desafio de uma Gestão Participativa que tem como problema gerar essa gestão em uma escola de Eduacação Infantil é exatamente um desafio, pois sabemos que a infra-estrutura e a ajuda dos demais que fazem parte da escola será significativa para uma escola de Educação Infantil que serve como alicerce para a educação de qualquer indivíduo. Com o objetivo de establecer e promover a Gestão em um olhar contextualizado, abrangendo toda rede pública de ensino, vimos que a democratização da gestão foi sendo conquistada justamente neste propósito dentro de cada Conselho, fazendo parte desse Conselho, educadores e funcionários, alunos e pais formando o Conselho de Escola. Podemos dizer que foi através das atitudes coletivas, que a descentralização foi possível no decorrer do processo, criando assim condições para uma participação mais efetiva e consciente. Os procedimentos metodológicos adotados serão de teóricos como Danilo Gandin, Helena Luck, Carmem Tavares e Maria Lúcia Fortuna com o auxílio de Gadotti e Libâneo com o propósito de desenvolver o que é uma Gestão Participativa e as questões que influenciam uma gestão como a abertura dos portões para os responsáveis, entrosamento entre professores e todo o corpo administrativo para assim construírem diretrizes democráticas e para cada indivíduo exercer realmente a sua postura de cidadão crítico na sociedade. A pesquisa desenvolvida em três capítulos significativos sobre o Gestor e o desafio de uma gestão participativa apresentará aos leitores um novo olhar na rede oficial (pública) de ensino infantil, conquistando uma gestão participativa integral. Palavras chaves: Gestão Participativa, Gestor, Equipe, Planejamneto, Organização; 15 SUMÁRIO Introdução 07 1. A Perspectiva de uma Gestão participativa 09 2. A Gestão Participativa e seus participantes 19 3. A implantação: dificuldades e sucessos 31 Conclusão 40 Referência Bibliográfica 42 Anexo 43 Índice 48 Folha de avaliação 50 16 INTRODUÇÃO A pesquisa sobre Gestão Participativa destina-se a professores, gestores e todos aqueles interessados por Gestão Educacional Pública, pois o tema escolhido nos últimos anos vem sofrendo um grande impacto, pois busca seduzir e reunir todos os funcionários na problemática que a Gestão oferece. Sabe-se que quando há participação dos mesmos o cotidiano se difere porque a construção será coletiva. O desafio de desenvolver essa Gestão leva-nos a planejar metas, objetivos transparentes para resolver questões reais, avaliando sempre as tomadas de decisões. A participação de alunos, pais, professores, funcionários, gera responsabilidades em seus atos e agir como cidadão. Podemos identificar o Projeto Político Pedagógico que necessita da participação de todos para ser desenvolvido com êxito para integrarem na Instituição de ensino com atitudes democráticas. A subjetividade de cada um construíra a base da Gestão Participativa. Podemos evidenciar o gerenciamento da qualidade total, o planejamento estratégico, o diagnóstico, as prioridades, a flexibilidade que conduzirão essa práxis para atingirmos a eficácia e eficiência do processo dessa Gestão. O produto dessa gestão é poder avaliar e construir estratégias de acordo com olhares diversos e ter como base o bem comum. Esse trabalho explicitará a Visão de uma Gestão Participativa em uma Instituição Pública de Educação Infantil, com ajuda da comunidade, pais, alunos e funcionários na construção do cotidiano escolar para que seja um espaço de discutir problemas, novas idéias, ter soluções e um espaço conscentizador tomando decisões em grupos, dividindo as responsabilidades e avaliando. Com a problemática como gerar uma Gestão Participativa em uma Escola de Educação Infantil veremos que o desenvolvimento dessa gestão poderá ser possível se acreditarmos nos envolvidos, pois teremos como objetivo estabelecer e promover a Gestão Participativa em um olhar contextualizado na rede pública de educação infantil, onde temos que reconstruir muitos valores. Nessa proposta utilizaremos a metodologia de Gandin, Luck, Tavares, Gadotti e Libâneo focando a Gestão em nossas discussões. Se acreditarmos nos envolvidos e construirmos toda a base com saberes, o processo gestacional ocorrerá sem maiores problemas. O conteúdo da pesquisa se divide em três capítulos. No primeiro capítulo tem como título, A perspectiva de uma Gestão Participativa, orientando os leitores sobre gestão e administração desde o seu desenvolvimento e por fim abordará a gestão participativa holisticamente com o objetivo de desenvolver a gestão norteando o seu início. No segundo capítulo, seguiremos com A gestão participativa e seus participantes abordando as questões, quem são os participantes o que será feito, como será conduzido, diagnósticos possíveis e métodos para a organização do plano para todo o processo com o objetivo de evidenciar os participantes e diagnosticar as problemáticas de uma Gestão Participativa. No último capítulo, daremos ênfase A implantação: dificuldades e sucessos de uma Gestão, analisando os sucessos que as escolas públicas tiveram e as dificuldades, teremos como objetivo demonstrar as 17 dificuldades e sucessos de uma Gestão participativa, sabemos que a dinâmica dessa democratização é um processo indeterminado, pois a aceitação de todos os funcionários e professores é algo que veremos nos textos contemplando alguns interesses próprios, podemos afirmar que a participação dos responsáveis e dos alunos sendo mal recebidos a democratização não será clara, pois as resistências acontecerão. Veremos nos capítulos a seguir como superar todas as questões de democratização da Gestão com o auxílio dos textos a segiuir. Esperamos desta forma superar todas as suas espectativas em relação a pesquisa fornecida. 18 1. A PERSPECTIVA DE UMA GESTÄO PARTICIPATIVA Em conjunto, as escolas não são instituições organizadas para servir às comunidades, em interação construtiva com seus centros de interesses e de atividades; elas visam, ao contrário, desenvolver aptidões e um estado de espírito que dá ao brasileiro letrado a comunicação de que ele não está à margem da “civilização” e do progresso. (Fernandes, 1960, p.195) A Gestão Participativa destaca-se pelo envolvimento dos funcionários, responsáveis e outros no processo decisório. Com esse novo paradigma a gestão escolar, redistribui e compartilha das responsabilidades que são objetivadas na Instituição. A Educação Infantil é o primeiro contato de toda criança que inicia nessa fase, essa Gestão democrática será uma forma de ampliar, cultivar uma melhora para todos que farão parte deste espaço tão necessitado de atitudes positivas. Essa nova abordagem participativa surge para enriquecer as decisões e sugestões como serão abordadas a seguir. Ao pensarmos em Gestão lembramos de gestação que nada mais é que o desenvolver de um ser. Na gestão participativa não é diferente. Para que a obra se torne eficaz nessa perspectiva vamos analisar, em primeiro momento, o que é Administração Escolar para assim desenvolver uma Gestão. 1.1 Compreendendo a Administração Escolar Organizar [...] é bem dispor elementos (coisas e pessoas), dentro de condições operativas (modos de fazer), que conduzem a fins determinados. Administrar é regular tudo isso, demarcando esferas de responsabilidades e níveis de autoridade nas pessoas congregadas, a fim de que não se perca a coesão do trabalho e sua eficiência geral. (Lourenço Filho, 1976, p.41). A Administração se faz presente em todos os âmbitos da vida, principalmente na escola, pois é um conjunto de atividades em que se planeja, dirige e controla, 19 visando obter uma coordenação eficaz para melhor atingir objetivos preestabelecidos. Porém, para alcançar este propósito é muito importante que haja organização dentro dos grupos para não perderem de vista o foco principal de cada instituição escolar. A atividade administrativa tem por finalidade não só realizar os objetivos preestabelecidos, mas, também, avaliar os resultados obtidos. A administração está presente desde a Antigüidade com Moisés e seu povo. Administração é uma atividade produzida pelo homem, capaz de orientar ações com vistas a fins pré-estabelecidas, sendo uma ação social e política, gerando práticas contraitórias, pois a sua organização poderá ser de forma autoritária como democrática e participativa. A administração escolar surge para organizar os problemas pessoais, sociais ou profissionais. Foi nessa complexidade que Taylor (1856 a 1915) foi considerado o pai da administração científica, pois observando os seus empregados é que desenvolveu parâmetros visando à produtividade. Nessa evolução tecnológica no inicio do século XX surge à administração como ciência, se aperfeiçoou no decorrer do processo da teoria junto a outros teóricos como Fayol, Weber, Mayo que valorizou relações humanas, modificando toda a abordagem de Taylor que visava à produtividade diferente dos últimos que valorizavam o ser humano no seu trabalho. Na teoria da Contingência o reconhecimento das diferenças entre os sistemas tendo o ambiente como um todo, tanto na tecnologia como nas tarefas sem desmerecer os trabalhadores tendo como objetivo a eficiência e a eficácia. A organização deverá se ajustar ao seu ambiente para assim tornar o trabalho agradável, pois o comportamento influencia de uma forma direta sobre a produção. A prática administrativa no Brasil, em especial a escolar, fundamenta-se na imposição e na coação legal e burocrática com raízes fortes no autoritarismo da sociedade política e nos interesses dominantes que a cerca, com o passar do tempo, o homem superou todas as suas expectativas no decorrer das décadas para suprir as suas necessidades de organização. A administração escolar destaca-se pelo seu planejamento como a primeira ação a ser desenvolvida. O planejamento nada mais é 20 que a análise e identificação da realidade da Instituição com o propósito de estruturar e alcançar os objetivos que estarão em vista levando em conta as considerações políticas e recursos necessários para uma administração eficaz. Segundo Martins, podemos destacar alguns aspectos existentes na administração como a colocação de problemas, com o objetivo de definir as tarefas, controle das tarefas à serem executadas e distribui–lás de acordo com a necessidade da Instituição. É na integração da organização que o grupo alcançará o sucesso almejado. A integração se desmembra em Integração externa que é o inter– relacionamento dinâmico, onde os colaboradores interagem na organização; Integração interna quando há harmonia entre os setores como secretaria, coordenação pedagógica, orientação educacional, docentes e outros; Adequação entre inovação e adaptação quando a administração está preparada para modificações nos recursos ou pessoal; No processo administrativo podemos citar: a organização que exige a divisão das tarefas entre as pessoas; o planejamento onde estabelece objetivos exigindo o reconhecimento do local, estabelecendo estratégicas para alcançar o sucesso; controle para avaliar os resultados obtidos, destacando o nível / padrão do controle e avaliação do desempenho e a implementação para colocar o plano em ação junto a métodos. Seguindo alguns princípios podemos destacar o princípio do objetivo comum onde todos objetivos traçados deverão ser alcançados mediante os esforços da equipe, o da liderança que tem como objetivo principal à comunicação para haver a organização do local prosseguindo com o principio da funcionalização onde cada cargo de comando corresponde a uma responsabilidade distribuindo tarefas, o da amplitude de controle é a divisão das tarefas, o da coordenação compete a administração promover a harmonia desenvolvendo a organização geral, pois o de controle é o reflexo de todos. É no principio da experimentação que as avaliações surgirão para atingir os objetivos, porém é no principio da elasticidade que a 21 importância da flexibilidade, abrirá para as possíveis mudanças que poderão ocorrer no projeto ou plano determinado. É acompanhando os princípios que a administração escolar desmembra alguns elementos que compõe esse bloco, pois cada item se faz necessário para estabelecer uma administração com sucesso, destaca-se: o planejamento que serve para o reconhecimento da realidade para se fazer o plano; a organização que estrutura as unidades estabelecendo funções, normas, atribuições de acordo com a hierarquia; a assistência a execução onde o administrador deve acompanhar, apoiar e coordenar as tarefas visando o alcance dos objetivos; avaliação de resultados onde pode-se avaliar de forma quantitativa considerando o número de alunos, freqüência, evasão escolar, rendimento e repetência, recursos, cronograma entre outros; relatório que serve para documentar todas as ações planejadas, realizadas com êxito e as que necessitam de um olhar especial todas deverão conter justificativas e sugestões futuras. O administrador da rede pública de educação infantil deverá ter jogo de cintura para seguir passo a passo todos os princípios, pois é ele que é a alma da equipe, devendo exercer a total liderança na Instituição, atuando como transformador de idéias, influenciador no comportamento, gerenciando toda Escola de forma favorável para obter o sucesso, portanto constrói ideais com a sua equipe, colocando em sua fala suas visões para um planejamento eficaz, transformando a escola em uma oficina de trabalho buscando a interação com os demais. O líder ainda participa dos assuntos pedagógicos cooperando com sugestões nas jornadas escolares, organiza reuniões extraordinárias para resolver pequenos problemas, orienta os pais a desenvolver hábitos de estudos com seus filhos, recorrer a estagiários para desenvolver projetos para evitar a repetência e a evasão, modifica a Instituição com o querer de todos. O desempenho em conjunto ajuda nas modificações. Tendo todos os aspectos citados desenvolvidos, podemos dizer que o Diretor junto a sua equipe alcançarão todos os objetivos traçados com êxito, pois conseguiram realizar o planejamento. 22 As respectivas teorias mencionadas sofreram transformações, pois atualmente o homem organizacional vinculou-se a satisfação de suas necessidades fazendo surgir um novo modelo de administração. Atualmente tomam conta das Instituições as Administrações estratégicas, participativa, holística, etc. A teoria que abordaremos nesta obra será a Participativa. Se alguém foi atirado em alto mar para aprender natação, provavelmente morrerá; se ficar numa piscina numa com água pelos tornozelos nada aprenderá; o melhor modo de aprender a nadar é exercitar- se em águas com profundidades tal que, ao mesmo tempo, obrigue ao esforço e permita o descanso quando necessário. (Gandin, D., 120p., 2000) O autor se refere aos desafios e aprendizados do cotidiano de uma Gestão Participativa. Em uma gestão de tal grandeza deixa explicitop a necessidade da interação, do objetivo a ser desnvolvido e da real missão que é proposta sem que as dificuldades desviem do sucessoa ser obtido no futuro, por isso Gandin diz que é necessário exrcitar em águas profundas. 1.2 Compreendendo a Gestão Participativa Por uma preocupação essencial: fazer descer a democracia do céu dos princípios para a terra onde se chocam corposos interesse.(Bobbio, 1989,p.14) Ao destacar a teoria clássica podemos perceber que o homem era considerado apenas como uma máquina e o que importava era a sua produtividade. As teorias foram estudadas e aperfeiçoadas de acordo com as necessidades da época, criando outras até chegar à Gestão Participativa. Iremos abordar algumas teorias Humanísticas da Administração. A teoria das relações humanas se destacou na década de 30 pelo filósofo Elton Mayo que por sua vez pesquisou as condições de trabalho. O pesquisador aborda a necessidade de humanizar e democratizar a Administração de modo a extermina os atos desumanos, que era a proposta da teoria clássica. Logo toma espaço a Teoria Estruturalista que visa a burocratização na década de 40 com objetivo de organizar o 23 ambiente. Na teoria Comportamental o psicólogo Maslow, 1951, transforma totalmente, pois motiva o trabalhador na auto-estima, auto-realização social, segurança e sobrevivência, mantendo a hierarquia rígida. A teoria da Participação influenciando também o indivíduo, pois o homem é orientado em suas atividades. O objetivo dessa teoria é extremamente democrático, onde a participação das decisões virou um paradigma. Podemos afirmar que a democracia é como um produto inacabado e que sempre estará em processo de construção, pois as teorias foram se aperfeiçoando de acordo com as necessidades da época, todas que foram mencionadas sofreram modificações. As Instituições Escolares atualmente iniciam uma nova gestão com um olhar holístico que integra de forma harmoniosa todas as partes do local de acordo com a realidade que nada se fragmenta. Os primeiros movimentos de participação na Gestão da escola pública surgiram com os estudantes secundaristas no antigo Distrito Federal na Gestão de Anísio Teixeira, como Secretário de Educação dos anos de 1931 a 1935. O Secretário foi o único a democratizar a administração da educação. Seus projetos de educação eram realmente de democratizar o espaço tornando algo social, porém as forças políticas vetaram as idéias do Secretário. Podemos assim ver a evolução da participação dos demais trabalhadores na Instituição. Foi na década de 70 e 80 que tudo começou, pois as chamadas transição democrática, onde a propria sociedade se mobiliou para tal organização, e assim provocar grandes mudanças em relação ao Poder em todas as áreas. É na Instituição Escolar que se educa para a cidadania, é ai que a democratização se sistematiza. Para sermos mais precisos foi na década de 70 que os movimentos democratizantes da administração do sistema educativo recomeçaram no interior das lutas populares por mais vagas e movidos par eleições de diretores de escolas. Podemos citar alguns exemplos presentes onde três Municípios pioneiros buscaram transformar a Educação publica, o prefeito de Boa Esperança no Estado do Espírito 24 Santo, em 1976, conseguiu desenvolver o projeto por influência da própria comunidade; em Lages, no Estado de Santa Catarina, prefeito do Movimento Democrático Brasileiro implantando uma administração municipal participativa conseguindo transformações no currículo; em Piracicaba as comunidades realizaram inúmeras participações. Por volta de 1978, as pressões organizadas dos professores junto aos alunos com o objetivo de reivindicarem o abandono do autoritarismo burocrático em benefício da representação democrática. A partir daí os cargos administrativos de direção se fazem por meio de eleição direta exigindo do eleito representatividade e compromisso. A Escola é um ambiente de formação integral, transformando os seus discentes em agentes críticos, transformadores e conscientes de seus atos no seu desenvolver no processo sócio-político-cultural-educacional. É em cima dessas propostas que as metas estratégicas e as relações ganham espaços para que haja o sucesso. Existem algumas condições para sinalizar a gestão democrática como a transparência das informações, dos controles das avaliações, debate e votação da sdecisoes coletivas,norm,as de gestão regulamentadas, coerência da gestão com o processo democrático mais amplo da sociedade,conrole das ações, portanto essa democratização será um paradigma para que as idéias se completem no sentido de socialização das decisões que é caracterizada pelo pluralismo de sugestões a nível político e cultura. Sendo assim, o Conselho Escolar surge para que todos participem de forma integral, pois as reuniões, decisões da comunidade escolar servem para implantar a ação conjunta com a co-responsabilidade de todos no processo educativo. Ë através deste processo que a ação coletiva transformará a escola inovando democraticamente no transcorrer do cotidiano escolar eliminando a diferença entre dirigente e dirigido. A evolução que se deu entre as décadas de 70 e 80 trouxe para dentro da Instituição Escolar a disputa política, os conflitos e as divergências inerentes ao 25 processo democrático. O voto é um direito adquirido na modernidade, sendo o melhor caminho para a escolha de dirigentes. O voto pode ser adotado nas Instituições em que o homem faz parte. É nessa perspectiva que a comunicação escolar se faz presença nas decisões da escola, dividindo responsabilidades, pois o dirigente terá representações para tais decisões no ambiente educacional. Os participantes dessa Gestão deverão estar presentes a todas as reuniões propostas, os funcionários, os alunos, os pais, os professores e a comunidade escolar interagem no dia a dia junto ao Gestor com responsabilidades plenas inovando sempre para alcançar o sucesso. A prática dessa democracia não se resume na indicação de alguns representantes e representados é preciso organizar a casa de modo a atende todas as problemáticas e desafios que uma Instituição oferece, nessa nova interação o espaço público se abre para discussões e decisões para um resultado final com sucesso alcançando todos os objetivos propostos. Para compreendermos melhor a Gestão Participativa na Educação Infantil, podemos mencionar a Educação Holística que adota a totalidade como pressuposto para nortear o seu olhar. Educar nesse propósito deverá seguir como meta a realidade da instituição, podemos assim definir da seguinte forma: Educar é uma expansão consciente de limites e Instruir é fragmentação da realidade. Somente uma educação totalizada pode permitir o indivíduo se pleno. A Gestão Participativa seguirá os moldes da Educação Holística se desenvolverá em sua totalidade. A visão holística defendida pela pedagoga Maria Carmem Tavares, diretora da Gênesis Consultoria Educacional, para a diretora é pensar em um sistema educacional que promova uma prática pedagógica divergente das tendências atuais, pois será preciso renovar todo o sistema organizacional que abrange, além da capacitação dos educadores, missão, visão, valores, premissas da Instituição e sugestões para futuras implementações sugere Maria Carmem, pois as mudanças corporativas acontecem como resultado de mudanças pessoais. Os esforços na capacitação de educadores, na maioria das vezes, se restringem apenas ao aparato metodológico, a esclarecimentos de 26 procedimentos da rotina, mas não chegam a trabalhar princípios e valores que causam a ruptura dos velhos paradigmas. O educador é formado dentro de velhas estruturas e acaba reproduzindo o mesmo modelo, seja em sala de aula, seja em funções de Gestão. (Tavares, Maria Carmem; Revista Educação; Julho, 2004). Atualmente, as escolas vêm necessitando de funcionários criativos, críticos que participam da gestão de forma harmoniosa par agirem estrategicamente na organização de seus projetos / planejamentos escolares e assim, obterem o sucesso em conjunto, pois o gestor de uma unidade infantil deverá ter como base planejar, avaliar, criar, acolher, desenvolver autonomia, pactuar, adaptar, motivar, perceber e assumir um compromisso pontual, por isso poderá ser chamado de líder da Instituição, pois aglutinará e coordenará as equipes de forma estável amenizando as dificuldades encontradas no cotidiano. Uma equipe que sabe trabalhar em grupo alcançará sempre os seus objetivos. A capacitação nas redes oficiais e privadas se fazem necessárias por meio de treinamento interno ou cursos externos, profissionais especializados que as Instituições modificarão suas administrações sem as dificuldades que a equipe apresenta no seu corporativismo. Ë na rede oficial que as resistências contra as mudanças acontecerão explicitamente, por isso a rede se adapta aos objetivos de melhor aproveitamento, pois existe um prêmio de Gestão Escolar que valoriza as melhores iniciativas entre as escolas públicas. Trata-se de uma ação conjunta do Conselho Nacional de Secretários da Educação (CONSED), da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Fundação Roberto Marinho, que é coordenada pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. Ë nesse sentido que a escola pública vem crescendo em sua Gestão Participativa, pois o corpo docente deverá ser envolvido desde o inicio do processo, para conscientizá-los de que o administrado não rege solitário, quebrando os paradigmas de organização tradicionais demonstrando que o entendimento do processo só trará benefícios no ensino, e no cotidiano escolar. A escola deverá ser vista como um todo, já 27 mencionado por Maria Carmem Tavares, pois a interação começa na análise de processos e na identificação dos insucessos que cercam a escola. Na Educação Infantil a Gestão Participativa terá um bom resultado, pois é uma forma de todos levantarem a escola. O modelo de Gestão adequado será aquele que a escola identifica com clareza seus propósitos determinados. É na educação infantil que os responsáveis começam a criar vínculos, valorizando, a partir do momento em que se interagem, os participantes que compõem uma gestão. A Instituição deve construir contextos que enriquecem o planejamento com o objetivo de estimular e complementar, eficazmente, o trabalho da família. 28 2. A GESTÃO PARTICIPATIVA E SEUS PARTICIPANTES Levar o aluno a querer aprender implica um acordo tanto com educandos, fazendo – os sujeitos, quanto com seus pais, trazendo – os para o convívio da escola, mostrando – lhes quão importantes é sua participação e fazendo uma escola pública de acordo com seus interesses de cidadãos. (Paro, 1995) A Gestão Participativa tem como objetivo levar funcionários, pais, alunos e toda a comunidade escolar a planejar e executar todas as metas construídas em equipe. Esse planejamento estratégico é um importante instrumento para a gestão que se pretende, pois o plano que é feito consiste na identificação da análise e da estruturação dos objetivos que a Instituição deseja alcança de acordo com a realidade do local e o propósito da Equipe. É no planejamento que surgirão alguns elementos para ajudarem como: a previsão: que é a análise e a verificação dos futuros problemas e o plano: que é o que se deseja desenvolver no decorrer do planejamento. A democratização na escola avança para que todos que integram a escola possa estar presente em todos os momentos dando sugestões enriquecendo a dinâmica da Instituição. As questões a serem resolvidas sempre serão desenvolvidas em discussões amplas em momentos reservados para tal ou no cotidiano da equipe. A escola antes dessa revolução de democratizar o espaço tinha funcionários que estavam sempre em desarmonia, pois não entendia o processo da administração havendo um certo corporativismo no grupo, impedindo até mesmo que o trabalho fosse desenvolvido pelo seu Gestor. Hoje podemos entender como uma Gestão é dinamizada com a contribuição de todos que querem o bem do local a ser gerido. Podemos destacar a entrada do Sepe nas escolas da rede pública, no período de 1988 onde o governo muda para um discurso participativo e democrático totalmente descentralizado. Esse caso mencionado ocorreu em Niterói, Rio de 29 Janeiro dando início a todo esse processo de democratização, como eleições para o provimento dos cargos de dirigentes de escola a participação dos trabalhadores do ensino, pais, alunos, Sepe, Federação das Associações de moradores de Niterói, professores e alunos da UFF para decidiorem os critérios das eleições, contratação de docentes por concurso público e normatização para garantir as autonomias das escolas na democratização. Podemos tirar como exemplo de participação de todos a construção do Projeto Político Pedagógico (P.P.P.) que todas as escolas deverão apresentar a sua clientela de modo claro e visível. O P.P.P. na sua excelência é construído pela sua comunidade escolar, pais, alunos, funcionários e professores da Instituição com o corpo administrativo, contendo entre as linhas a filosofia, o tipo de organização, metodologia usada, tipo de avaliação e tudo que for necessário para um funcionamento escolar. As principais perguntas para a construção do P.P.P. “Que educação queremos priorizar? Que sujeitos queremos formar? Que saberes queremos construir? que sociedade queremos para viver? Que escola queremos? Que relações de poder queremos manter?”. Essas perguntas entre outras, farão parte para se construírem o Projeto Político Pedagógico da Instituição. Existe escola que não constrói o seu documento por vários motivos, na rede particular podemos indicar aquelas que pagam profissionais para fazerem a sua realidade e quando pronto engavetam para ninguém ver. Na rede Oficial não é diferente, muitas vezes não se tem um P.P.P. por acomodação, reunir todos que integram uma Escola dá trabalho, pois selecionar representantes requer tempo e disponibilidade de todos. A Missão da Instituição servirá como um Norte, alicerçando tudo que é importante para a escola desenvolver em seu planejamento estratégico com princípios e competências, partindo para a Visão que inspira onde você enquanto Escola deseja chegar. A organização burocrática da escola visa promover condições necessárias que as ações sejam realizadas com eficácia, junto a normas e funções que geram na área administrativa. A organização escolar se refere em suas linhas gerais em planejar o trabalho criando condições favoráveis para a racionalização do 30 uso de recursos, coordenar e controlar o trabalho dos funcionários. Na Cultura Organizacional a mão de obra do meio social estará presente nas relações interpessoais e intrapessoais como no Projeto Político Pedagógico. Para adotarmos esse tipo de trabalho diferenciado e democrático será preciso treinar todos que compõem o meio escolar com competências diversas como comunicação, expressão oral, habilidades de trabalhar em grupo, capacidade de argumentar, formas criativas de enfrentar os problemas e situações difíceis, pois a autonomia de cada um estará em destaque por se tratar da coletividade gerando assim a não autoridade e sim o entendimento entre os demais de modo satisfatório e sadio. Desenvolvendo todas as capacidades dos participantes a tomada de decisão coletiva terá outro olhar a partir do momento que cada um sabe o porquê, para quê e atribuições necessárias a serem desenvolvidas. 2.1 Gestor O Gestor é o responsável por tudo e todos que estão na Unidade Escolar, buscando sempre criar condições e desenvolvendo a melhoria da Instituição no todo. Para que sua gestão tenha sucesso e uma boa funcionalidade o gestor deverá conscientizar de modo que as competenciosas técnicas sejam desenvolvidas. O seu papel é de um verdadeiro líder visando a organização dos programas e projetos, otimizando sempre as relações entre os participantes. 2.1.1 A liderança e o Gestor Líder é aquele que promove a união entre o grupo que está inserido, e é identificado como um exemplo positivo para a sua equipe. Podemos caracterizar um líder simplesmente pelo seu confronto diário com a gestão que deverá criar possibilidades positivas por isso o gestor se mostrará um líder ao desenvolver competências e habilidades tais como ser comprometido, ter competência técnica, estar abeto a críticas, participativo, democrático, flexível, digno, criativo eficiente, 31 entre outros, pois a prática dessa liderança implica em um resultado positivo. O encorajamento e a boa visão transformarão o grupo, porque a delegação da “autonomia” integrará as decisões e sugestões no momento. Podemos então demonstrar que o líder, gestor, em uma gestão participativa deverá compartilhar responsabilidades e demonstrar confiança estabelecendo uma comunicação direta, sendo uma referência pessoal na própria liderança. Como norteador de uma participação holística, podemos desenvolver comportamentos de lideranças diferenciadas, como por exemplo, a diretiva quando o funcionamento da liderança é autônoma dando apenas as instruções do que fazer, e os subordinados devem seguir regras e como forma de motivação o líder dá recompensas ou punições; a liderança que permite uma participação limitada, pois combina algumas tarefas e a troca de confiança acontece formando uma equipe com persuasão; o líder auxiador age com objetivos desafiadores, sendo assim a equipe desenvolve algumas sugestões e o líder por sua vez seleciona o que o grupo sugeriu; o líder por delegação permite e compartilha responsabilidades envolvendo totalmente todos que fazem parte do processo conquistando todos os participantes. Sabemos que o líder que permite ao grupo ter de certa forma suas atribuições e responsabilidades partilhadas desenvolve os valores. 2.2 A Equipe A gestão participativa contribui para a cooperação e solidariedade dando o formato de uma Equipe. Para desenvolver esse espírito de distribuição de responsabilidades o gestor deverá colocar o modelo de Gestão que vai seguir e explicar como será desenvolvido pelos demais, pois requer tempo e preparação e entendimento para todos que ainda não estão acostumados com a dinâmica proposta este momento pela Escola. Para uma organização coerente a Gestão Participativa conta com a participação dos pais e todos que circundam a Escola, por isso surge a Associação 32 de Pais e Mestres e outros órgãos colegiados que possuem interesses específicos nas diferentes culturas que cercam o local. Os professores irão reivindicar questões próprias, os pais e alunos seguirão a mesma linha. Os pais podem na empolgação dos assuntos confundir as coisas e acabar criticando um professor na abordagem de alguns problemas pedagógicos, censurando até mesmo os profissionais especializados em educação daquela Instituição. Tudo terá que ser esclarecido em reuniões, pois o mau uso da democratização poderá trazer males à escola e aos profissionais. Paralelamente com a estrutura organização, muitas escolas desenvolvem o Grêmio estudantil de acordo com a Lei Federal nº 7398/85 que dá autonomia na organização e interesses próprios com finalidades educacionais, culturais e sociais. A funcionalidade desses conselhos, associações e grêmios enriquecem a escola no sentido amplo da contribuição para um melhor andamento administrativo. Na década de 80 muitas escolas da rede oficial de Educação Infantil ao Ensino Fundamental l adquiriram a cultura da caixa escolar com a finalidade de dar assistência aos alunos e ajudar a escola para a sua melhoria. Atualmente essa caixa escolar foi banida, uma vez que o Governo Federal amplia de FUNDEF para FUNDEB, colaborando financeiramente com toda a Educação Básica. A relação da equipe deverá ser estabelecida de uma maneira a desenvolver a pratica, a liderança e ações conjuntas, pois dessa forma o funcionamento terá uma eficácia. Podemos destacar o que é necessário para uma equipe construir a sua Gestão com sucesso, reunir todos e definir objetivos e metas em comum a solidez da parte técnica como direção e coordenação para definir responsabilidades, capacidade de liderança para motivar e mobilizar as pessoas desenvolvendo habilidades necessárias para a participação eficaz junto a canais de comunicação envolvendo todas as decisões com a clareza que a equipe precisa para consultar e trocar idéias desenvolvendo, no entanto as habilidades criadoras de cada um. Sabemos que a estrutura organizacional conduzirá todo e qualquer objetivo e 33 divisão. O mais importante de uma equipe é conscientizá-la para que o trabalho seja de grande união, pois cada individuo precisa se sentir incluído e valorizado para que a sensação de conforto e a parte emocional para enfrentar o desafio que uma gestão pode oferecer. Sabemos que as necessidades de elogios caminham nesse desafio. Para que uma equipe se fortaleça, a comunicação deverá ser o centro dos relacionamentos entre as pessoas, pois o trabalho participativo permeia nas partilhas entre idéias e opiniões necessárias para um bom resultado. O saber ouvir, segue como um dos critérios favoráveis para uma relação saudável para o entendimento mútuo. 2.3 Planejamento Para Gandin, planejar é construir a realidade desejada e tê-la funcionando operacionalmente, transformando uma nova realidade. O Planejamento participativo sempre terá como o primeiro passo, o saber, a realidade desenvolvendo a metodologia, a missão, procedimentos, técnicas, valores e práticas. Podemos desenvolver realidade em: realidade global existente que expressa os problemas, desafios e esperanças (Marco Situacional); a realidade global desejada expõe para onde seguiremos (Marco Doutrinal) e a realidade desejada do campo de ação e da Instituição em processo de planejamento (Marco Operacional) expressando a utopia do grupo em relação ao campo de ação. O objetivo do planejamento é tornar as ações claras, precisas, eficientes, direcionais e transformadoras. É no planejamento que se faz algumas perguntas: ”Como?”, “Com quê?”, “O quê?”, “Para quê?”, “Para Quem?”. O operacional é o planejamento do “Como, Com quê e do O quê”, pois aborda os meios dando ênfase a técnica, instrumentos buscando a eficiência sendo de curto prazo. O processo político tem a função de “Para quem, Para quê, incluindo O quê” com o objetivo de tratar dos fins realizando no médio e no longo prazo dando ênfase à criatividade sendo global na ideologia. 34 Pensar na realidade fará do planejamento um ato mais concreto de se realizar as ações estrategicamente planejadas. O desenvolvimento desse processo até chegar a realidade sobre os diferentes ângulos de visão traz no seu contexto a utopia e transformação da situação positiva ou negativa vivida, surgindo então outro recurso preciso para o planejamento, o Diagnóstico. Para Gandin, a participação se dividi em níveis onde se destacam: a colaboração sendo freqüente, pois a “autoridade” pede e chama todos a trazerem as suas idéias ou silêncios com o objetivo de que todos se esforcem e trabalhem com vigor. Essa colaboração o trabalhador mais tarde vê que a sua participação é secundaria ou simplesmente, não serve para nada e apenas o pensamento do chefe é posto em prática; o segundo nível é o de decisão, pois vai além da colaboração tendo uma aparência democrática mais acentuada, porque o chefe decide que todos vão decidir. A decisão, no entanto seria de aspectos menores desconectados da proposta mais ampla. Não deixando as discussões e a “democracia” de lado; no terceiro nível seria a construção em conjunto que permite a igualdade real entre as pessoas, criando o novo e transformando a realidade. Não podemos deixar de falar das dificuldades, resistências dos que perderiam privilégios até a falta de meios, metodologias, compreensão dos demais. Para que o planejamento tenha a cara da escola será importante destacar o diagnóstico nos planos que os participantes forem executar. O primeiro passo é sempre conduzir a reunião de forma explicativa, orientando sobre o que seja um diagnostico. O diagnóstico nada mais é que expor a necessidade e a realidade do local fazendo assim um intercâmbio entre o que se almeja no decorrer do processo. A preparação é algo complexo, pois é importante quantificar todos os elementos presentes ou que estão ligados de alguma forma a realidade planejada. È importante conter nos dados desse diagnóstico: número de alunos (por série, por idade); número de professores (com habilitação); evasão e reprovações dos últimos anos; orçamentos das últimas gestões. 35 Todas as informações necessárias para mudar o que está dando errado. Trata-se, no entanto de uma pesquisa qualitativa e exploratória, pois a transparência dos problemas, interesses, tendências e conceitos serão identificados e compreendidos facilmente. Essa dinâmica requer a participação de todos baseados em uma única metodologia para que nada se perca durante as reuniões e movimentos participativos. O planejamento deverá ser aplicado automaticamente pra resolver questões necessárias, para se ter algo eficaz precisamos entender sobre a flexibilidade e a prioridade que um planejamento requer; a flexibilidade é uma característica marcante, pois tem como objetivo arrumar as pendências, ou seja, assuntos por menores do processo; a prioridade que surge no decorrer de uma Gestão como, por exemplo, precisamos comprar duas coisas necessárias para a escola sendo que uma é prioridade frente a outra o grupo por sua vez decidirá a prioridade correta organizando assim um espaço totalmente democrático, pois a quantia que se tem não é suficiente para as duas necessidades, isso ocorre muito em Escolas da rede Oficial. Um outro exemplo bem conhecido é quando entra um outro Governo e o discurso é que a Saúde e Educação são prioridades em seu governo anulando em algum momento o seu planejamento. Devemos ter cuidados com os detalhes do planejamento, porque os itens apresentados, flexibilidade e prioridade podem oferecer riscos ao plano feito por todos, por isso é importante reservar um espaço no próprio plano para possíveis transformações. 2.4 Marco Referencial No planejamento participativo se destaca o Marco Referencial que compreende o Situacional, Doutrinal e o Operativo. A expressão Marco nada mais é que uma referência. Muitas Instituições trabalham com o Referencial e o chamam de Filosofia, Diretrizes e Missão. O Marco Referencial é um posicionamento político do ideal de homem e sociedade que se deseja com dados baseados na realidade, ou seja, que tipo de ação a escola pretende destacando os seus componentes: 36 1. Marco Situacional: é saber como está a Instituição frente a problemas e esperanças que virão com os desafios; 2. Marco Doutrinal: é a proposta político-social fundamentada teoricamente; 3. Marco Operacional: é a prática de todo o projeto planejado pelos participantes. Para exemplificar o uso do Marco referencial no planejamento, destacamos algumas perguntas para cada Marco, mostrando a importância e como podemos desenvolver um plano global de médio prazo com questões dialéticas com o objetivo de enriquecer todo o planejamento. 2.4.1 Marco Situacional O Marco situacional é o primeiro contato que a Instituição tem com a realidade, pois tem como objetivo sentir os problemas e esperanças. Esse trabalho é a base para um planejamento participativo, porque compõe de forma global a situação real. Abaixo segue o plano que dará um nortear o planejamento inicial; a) Que aspectos da situação global (sócio-econômico-político-cultural-educativa)...) chamam a atenção, hoje, no Brasil e na América Latina? b) Cite (e comente) algum ponto positivo e algum ponto negativo na situação global do mundo de hoje. c) Dentre as tendências de sociedade, hoje, quais as que mais chamam a atenção? Por que chamam a atenção? d) Quais os valores preferências na sociedade de hoje? Como essas preferências se manifestam? e) Qual lhe parece ser a explicação dos males da América Latina e do Brasil? 37 Aqui apresentamos algumas perguntas que visam a um marco situacional amplo. Todos os dados deixarão os participantes informados para qualquer problema que poderá acorrer. Pensamos que não pode ser omitida esta dimensão total para evitar que educadores só pensem em educação, médicos só pensem em saúde... O que se pode acrescentar, a este marco situacional global, é um marco situacional mais específico, do campo de ação da Instituição que planeja e da própria Instituição, mostrando coisas que não soa diagnóstico, mas que muitas vezes são úteis. 2.4.2 Marco Doutrinal Podemos identificar o Marco Doutrinal por se tratar de bases extremamentes teóricas, pois o objetivo é de fundamentar o plano junto a teóricos, desenvolvendo o político-social da Instituição pode ser desenvolvida com as perguntas abaixo. a) Qual é o modelo da sociedade (uma ou duas características, explicitando- as) que deve servir de rumo a nossos passos? b) Que visão de homem deve fundamentar nossas opções sobre o próprio homem e sobre a sociedade? Ou: Como se caracteriza o ser humano? c) Em que se fundamenta um ideal de sociedade participativa,democrática e justa? Ou: Como se caracteriza a justiça, a participação e a democracia? d) Quais as característica ideais da pessoa humana em geral? (Cite uma ou duas) Comente estas características, justificando a escolha. e) Que valor (es) deve(m) estar presente(s) numa sociedade humana? Comente o(s) que indicar, fundamentando o porquê de sua presença e relacionando-o (s) com outros. f) Que postura esperamos do homem diante da sociedade? 38 g) O que significa ser um homem sujeito da história? h) O que motiva o ser humano a tornar-se um agente de transformação? i) Como cada homem pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa? 2.4.3 Marco Operativo Operativo, ou seja, é a ação como o principal foco da construção do processo. O grupo planeja com bases teóricas e age de acordo com a realidade. Nas questões abaixo os participantes estarão construindo a sua base teórica para partirem para a prática do planejamento; a) O que significa educação libertadora? Em que está baseado? b) Que significa educação voltada à realidade? Que característica terá tal educação? c) Que tipo de pedagogia se adapta a uma escola que pretende uma ação transformadora? d) O que caracteriza as escolas democráticas, abertas e participativas? e) Quais nossas opções fundamentais em matéria pedagógica? Comente as que indicarem. f) Que ideal temos para nossa escola? g) O que significa ser o educando sujeito ao seu próprio desenvolvimento? h) Como se relaciona a escola com o processo transformador da sociedade? Que alianças faremos? Como aumenta e como diminui nossa força? 39 i) Que princípios (cite um ou dois e comente-os) devem orientar nossas práticas escolares? j) Em que consiste o educar-se e, em conseqüência, qual é o ideal para nossa pratica educativa? Para Vascocellos (1995), o marco operativo deve ser a ação para os diversos aspectos relevantes da Instituição, tendo em vista o que queremos ou devemos ser, pois o Marco operativo deve ser uma extensão do situacional e doutrinal. O processo de elaboração do plano terá o diagnóstico como um item de grande importância, pois sinalizará as questões da própria realidade. Sendo assim, perguntas expostas servem para que cada Instituição tenha sucesso durante todo o processo de Gestão onde todos os participantes deverão ter entendimento do que se pretende e como deverão se comportar diante das circunstâncias positivas e negativas. Podemos observar que antes das questões serem abordadas os funcionários deverão aprender e se aperfeiçoar nas novas tendências para assim ter a satisfação positiva durante a gestão participativa. 40 3. A IMPLANTAÇÃO: DIFICULDADES E SUCESSOS DE UMA GESTÃO A implantação de uma Gestão Participativa é complexa, pois uma estrutura de administração estratificada difere de uma matricial, ou seja, na matricial todos participam das tomadas de decisões. Por isso o processo de mudança é algo que o Gestor deverá ter paciência e apresentar um projeto que descentralize a Gestão. Sabemos que o Gestor em sua maioria se sente solitário junto aos problemas diários que uma administração contém. Compreendendo as aflições do cotidiano abre-se com mais ou menos um ano de antecedência a implantação da democratização na escola, pois a necessidade de reuniões formais e informais de pais, alunos, professores e funcionários em ordens distintas será um diferencial para a clareza do que teremos que efetuar no próximo ano. O crescimento mútuo contribuirá para a construção de uma equipe responsável, participativa e integrada nos objetivos propostos. Para a implantação deveremos considerar os objetivos de criar uma consciência social crítica, o ambiente estimulador para gerar relações interpessoal e intrapessoal para assim entender todo o processo. Inicialmente a criação de uma visão, que é onde queremos chegar com todo esse trabalho, seria o futuro. Essa visão deverá ser elaborada com toda a equipe, será a origem da confiança e valorização das habilidades individuais que serão refletidas no grupo. A organização será para gerar uma grande produtividade, pois a participação resultará em uma plena satisfação e autonomia para toda a equipe. A mobilização para energizar e alcançar os devidos propósitos, por isso a necessidade de redigir um projeto com uma visão que represente o comprometimento de todos que estão integrados com o objetivo de destacar os valores estratégicos, o comprometimento e 41 criando um ambiente de capacitação para todos que farão dessa gestão, participativa. A Gestão Participativa bem conduzida terá como base instruir a comunidade para conduzi-los a uma participação integral, para isso destacamos alguns preceitos como: identificar as oportunidades apropriadas para a ação e decisão compartilhada, estimular a participação dos membros da comunidade escolar, estabelecer normas de trabalho em equipe e acompanhar as realizações, transformar as boas idéias individuais em coletivas, garantir os recursos necessários para apoiar os esforços participativos e promover o reconhecimento de toda equipe em cada tarefa efetuada. Existem pontos necesssários e grande importância para que uma gestão transcorra no seu cotidiano sem maiores dificuldades, pois na Instituição Pública os problemas surgem na própria “respiração”. 3.1 O Gestor e a Confiança Podemos iniciar definindo o que é confiança no dicionário trata se de encarregar, ter segurança íntima, incumbir, na gestão entende se como uma já preciosidade, pois na democratização a base deverá ter como ingrediente principal a confiança. O relacionamento entre a equipe e o próprio líder será de pura reprocidade. A interação entre líder e liderado fortalecerá o desenvolvimento, porque a liderança não se constitui em autoridade, mas em habilidade para o envolvimento dos demais. O fato dos executivos de linha assumirem que devido à sua posição e autoridade podem liderar sem serem líderes, é uma das razoes da burocracia estagnada. A estes executivos são dados subordinados, mas não podemser dados liderados. Surpreendentemente, grande parte deles nem ao menos sabe que não estão liderando. Eles confundem o exercício de autoridade com liderança e, enquanto eles persistirem nesse erro, nunca aprenderão a arte de converetr subordinados em liderados.(Gardner, 1986, p.6) A importância da motivação no ambiente democrático é, no entanto uma estratégia para crescer e alavancar todo e qualquer projeto, pois a equipe nessa 42 perspectiva desenvolverá um trabalho de alta qualidade. Podemos identificar o funcionário que não é motivado, pois a angústia é percebida levando-o a uma insatisfação plena. Isso acontece em sua maioria em uma administração extremamente tradicional, uma vez que os trabalhadores estão em condições desfavoráveis. Concluímos então que a confiança e a motivação são de certa forma uma base para uma qualidade de trabalho. 3.2 Surgimento dos problemas Na elaboração do planejamento em equipe o saber ouvir e filtrar possibiliades irreais que não condizem com o diagnóstico feito antes de efetuar qualquer ação deverá ser levado em conta, pois o que estará ao nosso alcance será as prioridades para a parte física ou até mesmo organizacional. Na escola pública a verba é uma questão que todos nós sabemos que é insuficiente, por isso todos deverão participar conscientes das sugestões que serão tiradas coletivamente. O surgimento de problemas é algo temeroso em qualquer situação; temos o planejamento inicial que seguirá os moldes da realidade escolar juntos as prioridades e flexibilidades. Um plano não deve ser escrito com idéias que claramente não serão seguidas. O descuido de não ter bases teóricas causará alguns problemas, para que isso não ocorra, destacamos o que fazer nos casos de problemas ter a solução com total precisão segue em anexo no quadro um. Essa técnica impulsionará a equipe para agir consciente e com determinação a todo e qualquer problema. Quando a equipe se mostra imatura e frágil os problemas poderão ser entendidos como uma dificuldade e que será incapaz de ser resolvido. Podemos indicar como técnica as indagações: “O que será feito? Aponta as ações definidas como necessárias para a solução do problema. Quem fará o que? Refere-se aos responsáveis pelo planejamento, execução, monitoramento, avaliação, gestão, fornecimento de materiais. Consiste, portanto, na identificação dos atores principais do projeto em todos os seus momentos. Essa identificação pressupõe a identificação 43 de nomes específicos, para a determinação de responsabilidades, e não apenas a indicação de categorias, como por exemplo professores, pais, coordenadores. Quando será feito o que, e por quem? Determina os prazos de planejamento, execução, avaliação, realizações de tarefas. Essa identificação de tempo deve ser especifica e não genérica. Por exemplo, deve-se propor: duas vezes por semana, nas segundas e quartas-feiras, por duas horas; em vez de durante o semestre. Onde será feito? Indica o local, espaço físico ou ambiente para realização das diversas tarefas propostas. Essa alocação pressupõe a garantia de espaço adequado para o numero de pessoas e atividades a serem desenroladas. Por que será feito? Nomeia indicativos de necessidade das ações em forma de objetivos. Como será feito? Refere-se aos métodos, técnicas e procedimentos a serem adotados. Identificam-se estratégias, procedimentos, atividades, organizadas em um sistema interligado”. A técnica das perguntas tem como principal objetivo colocar toda a equipe para pensar e assim mobilizar, no sentido de destacar os principais itens a serem abordados. O Gestor, líder do processo poderá utilizar o exemplo assim para identificar vários aspectos e seu desenvolvimento com o objetivo de registro, por isso a capacitação da equipe é de grande valia, pois irá oportunizar melhor a participação nas relações interpessoais, porque o envolvimento entre a equipe será de produtividade conjunta. A cada reunião a avaliação servirá para cada questão e conduta da equipe, ou seja, avaliar é sempre julgar a realidade. A solução dos problemas deverá ser interpretada junto com o diagnóstico e na participação da equipe capacitada com as teorias e métodos para a solução de cada problema, pois um grupo entendido dos assuntos a serem discutidos caminhará para a vitória de todos. 3.3 Sucessos de uma Gestão Participativa 44 Nesta fase destacaremos alguns dados tirados da Revista Gestão em rede, 2006, do Conselho Nacional de Secretários de Educação, dos livros: A Escola Participativa / O trabalho do Gestor escolar, Heloisa Luck; Gestão Escolar e Subjetidade de Maria Lúcia Fortuna, onde darão ênfase as escolas que adotaram a gestão participativa e seguiram sem problemas durante toda a Gestão. Na Escola Municipal Tereza Benguela em Cuiabá, algumas diretrizes foram mudadas justamente para que a escola mudasse o seu perfil negativo, pois tinha alguns problemas na sua infra-estrutura. Sendo assim, a Secretaria Municipal de Educação lançou o Projeto de Gestão de Qualidade Total onde as empresas privadas ajudam nessa iniciativa. Esse programa teve início em 1993 em 33 escolas da rede, valorizando e capacitando os seus funcionários, logo surge a integração com a Universidade Federal do Mato Grosso que orienta a Instituição desde o início no levantamento de informações sobre a unidade escolar e na comunidade, reformulando o currículo e capacitando os integrantes. Para uma escola do Estado da Bahia o desenvolvimento da equipe era realizado nos encontros semestrais para discutirem assuntos de melhorias institucional, traçando metas, elaborando projetos e planejamentos para serem executados. Como resultado a qualidade de ensino, a partir da implantação de equipe no trabalho de gestão escolar de forma afetiva, havendo e construindo parcerias nos trabalhos entre os professores, pais e alunos na produção da interdisciplinaridade entre as áreas de conhecimento e na participação, com maior freqüência nos projetos que a escola promove. O trabalho em equipe ajuda na melhoria da gestão escolar, pois as responsabilidades não ficam apenas sob a responsabilidade da direção da escola; pais, alunos, professorese funcionários são colaboradores, contribuindo para o melhor funcionamento do processo de gestão. A distância das famílias e o descaso de alguns funcionários causam um desafio total ao processo, como sugestão para melhorar esse relacionamento a escola promove encontros entre as famílias e a 45 comunidade e integrar todos os funcionários da equipe, exemplo do Colégio Estadual Bandiaçu, Floresta em Pernambuco. Para a Escola Padre Luiz Gonzaga em Araripina, Pernambuco, onde a permanência do diálogo é o principal objetivo, pois a comunidade se envolve e elabora os projetos com a equipe. Estimula a formação de lideranças apoiando iniciativas dos diversos segmentos envolvidos. O resultado será a melhoria do sucesso escolar do aluno. Com a descentralização surgem outras lideranças e órgãos colegiados mais atuantes. O desafio maior tem sido imbuir nas pessoas, que todos são escola, que o processo não pode ser individualizado. Para melhorar o desenvolvimento da equipe escolar sugerimos a realização de cursos de aprimoramento e qualidade profissional. Essa escola que abraçou esse desafio é de Ourizona, Paraná, Escola Estadual Professora Benoic Boska. Iremos destacar o caso de uma Escola estadual localida em Niterói, no Rio de Janeiro, o Colégio Estadual Leandro de Barros que democratizou o espaço escolar. Todos sabem que a figura do diretor é do todo poderoso mito ou não é visto dessa forma, por isso é algo difícil de ser diluída. Com o diretor geral Murilo não foi diferente, o mesmo foi transformado no rei da escola. Murilo chegava nos seus funcionários nos intervalos para um café, agia de forma democrática fazendo reuniões para consultar opiniões, foi dessa forma que o diretor geral assumiu o controle da sua gestão sendo bem visto. Para Murilo, o poder entusiasma na medida em que ele percebe que organizou, planejou e todo espaço está da maneira que ele propõem trazendo uma satisfação grande. Murilo, ainda revela que muitos dos assuntos levados para as rodas de conversa resolveram alguns problemas que as vezes só o gestor tem. Sem dizer das condições de recompensa que estava pensando, já que o Estado não dava, acrescentou a sua gestão uma forma de recompensar os seus professores, no caso de precisar faltar Murilo conversava e tentava negociar se fosse o caso daquele funcionário que realmente fazia jus ao 46 trabalho. Podemos dizer que ele dessa forma promovia o contágio positivo, em torno de sua imagem positiva. O segredo do bom relacionamento durante a gestão é estar sempre no grupo, nos intervalos, formalmente e informalmente e deixar o gabinete em algumas situações, pois as relações com o outro fará bem ao processo, a paciência e sempre que puder não bater de frente com os funcionários, a prioridade é sentir como a equipe está ou é caso seja eleito ou até se for intervenção. Sabemos que o afetivo, emocional é a base para um bem estar. No Colégio Estadual Leandro Barro, Murilo ficava com as merendeiras dava risadas e era cordial em suas atitudes, participava dos recreios conversava com os alunos, e sempre estava com os professores buscando sugestões para a sua gestão. Ele percebeu que a equipe o acompanha na direção estava desmoronando e acabou ficando com a pressão alta, pois o compromisso de ser líder, gestor e mediador não é fácil. A conquista leva tempo e na equipe deverá trabalhar juntamente com o seu gestor. Podemos destacar uma fala de Lefort (1987), a democracia alia dois princípios aparentemente contraditório: um, que o poder emana do povo (do grupo); outro, que esse poder não é de ninguém, ou seja a democracia é a incerteza. A diretora adjunta dessa escola tem a seguinte fala,”eu as vezes tenho que ser autoritária. A diretora adjunta deve ter os seus motivos, os funcionários por sua vez devem necessitar do jeito autoritário para exercer o trabalho, por não saberem ainda como agirem em uma Gestão Participativa. A escola é democrática porque existe um processo eleitoral para o administrativo e participa da gestão, muitas vezes nós não vemos essa característica na gestão participativa, por não ter participantes ativos no processo, por isso o primeiro passo é realmente conquistar todos que devem se envolver. Para que uma escola da rede pública participe desse processo de democratização a capacidade de 47 dialogar deverá entrar em ação, pois o respeito as diferenças devem ocorrer de maneira clara seja antecipando a gestão ou na própria gestão durante a implantação. Um exemplo exposto é o caso de Murilo que relata a importância de agradar ao porteiro / zelador por se tratar de uma pessoa íntima da escola, por conhecer tudo e todos e para sabotar é só não dar atenção e o valor necessário, pois um funcionário que tem estabilidade acaba não fazendo o que deveria por simples capricho; a mesma coisa é com o pai / responsável, a atenção é fundamental mesmo não podendo atendê-lo aquele cafezinho é fundamental. Nas festas não é diferente, a contração de discoteca, abertura da escola nos fins de semana traz uma aceitação maior e cria-se aliados para a gestão democrática de forma positiva sem querer vetar nada. Todos acham Murilo um ótimo diretor sendo um paizão, ele tinha o apoio de todos; pais, alunos, funcionários, professores, comunidade em geral aceitaram e abraçaram Murilo. Temos essa gestão como um ponto positivo. Murilo acredita que na rede pública de ensino para que funcione, a melhor alternativa é ter um processo democrático, sendo uma jogada para a escola sobreviver, ou seja a ajuda de todos transformará a Instituição. Assim podemos dizer que o impulso do desejo democrático nasce a cada nova eleição, reabastecendo os laços identificatórios do grupo em direção a um novo ideal. Podemos afirmar que na rede pública a participação será de maneira totalizada, pois todos podem participar nas questões menores que na rede particular não é possível. O professor defende aquilo que acredita. Eu já fui mais emocional. Agora, a emoção continua, mas eu aprendi a dizer não, a ser mais racional. Mas eu gosto do ser humano, eu acredito no ser humano. Depois, a direção é uma coisa maravilhosa, como crescimento pessoal e profissional. Daí até um gostinho de quero mais! Mas eu digo: de tudo que eu vi até agora, eu sei que no fundo a escola continua porque o grupo continua e tudo se resolve por isso, entendeu? Não precisa se desesperar! (Magali, 2000, p.138). As Instituições apresentadas criaram métodos e reeestruturaram o seu espaço escolar com atitudes e com o espírito de equipe. Alguns exemplos tiveram como objetivo chamar os responsáveis para a escola e assim melhorar o ambiente 48 físico e pedagógico. Podemos observar que o gesto de todos os participante, seja no Paraná, Rio de Janeiro, Bahia e outras lugares que adotaram uma gestão participativa seja em escolas de Educação Infantil ou Ensino Fundamental o objetivo é de construir algo melhor para os alunos. Para finalizarmos, seguiremos nessa perspectiva de querer o melhor que podemos adotar a Gestão Participativa para que haja a colaboração de todos presentes para uma melhor infra-estrutura educacional já que o governo não oferece. O Gestor por sua vez passa por vários desafios mesmo com apoios, ele é aquele que gesta as posssibildades para o grupo da escola, sendo o facilitador que compõem cada participação. Observamos que os caminhos que levam à gestão a ser participativa é longo, precisamos de perseverança para que todos compreendam com clareza todas as possibilidades. 49 CONCLUSÃO Esta pesquisa contribui na resolução de algumas problemáticas de como Gerar uma gestão participativa em uma escola de Educação Infantil vimos que é possível se juntos adquirirmos confiança, maturidade nas decisões e compreender o sentido da participação de todos, pois a própria clientela, a comunidade e os funcionários junto ao gestor com estratégias de capacitação que farão parte toda a equipe construindo laços de relações interpessoais dando abertura e construindo hábitos de avaliar as ações planejadas. Nas reuniões de uma Gestão Participativa o Gestor agirá de modo que todos participem integralmente avaliando as ações de cada objetivo a ser seguido. É no próprio plano elaboborado pela equipe que todos se empenharão para obter os resultados positivos. Contudo a hipótese de uma Gestão construída na participação da equipe, ou seja, nas falas e participação de cada um é verdadeira, pois no primeiro capítulo a introdução a administração e a gestão participativa nortea todo o capítulo destacando os propósitos do gestor, no segundo capítulo desenvolvemos o que é uma gestão participativa tendo como critérios os elementos que a compõe; gestor, equipe, planjamento e estratégias adequadas para um plano de ação positivo, já no terciero capítulo destacou as dificuldaes e sucessos de uma gestão participativa, demonstrando experiências de escolas que adotaram uma gestão democrática. Podemos dizer que a partilha de ações conscientes, a autonomia e a confiança fazem parte das estratégias, pois as programações bem projetadas e aplicadas desenvolverão toda a ação. Para um próximo trabalho podemos relacionar algumas propostas relacionadas ao tema já desenvolvido em questão; “Como desenvolver o espírito de equipe”; nesta pesquisa podemos perceber que a equipe faz parte de um processo de gestão já que todos participam da gestão, por isso a mesma torna se base do processo por isso a importância de destacar o tema para um próximo trabalho de pequisa; “A Gestão participativa e seus sucessos”; é necessário ressaltar os 50 sucessos de escolas públicas que adotaram uma participação total, pois sabemos que o cooporativismo e as resistências na rede pública existem de forma clara, sendo assim, o gestor deverá conquistar a equipe; “O Projeto Politico Pedagógico em uma Gestão Participativa”, assim veremos como um P.P.P. será desenvolvido no ambiente já propício e adaptado na democracia pública. Sendo assim, esperamos ter contribuído de alguma forma na sua vida acadêmica e profissional com a obra desenvolvida em três capítulos com a temática de desenvolver o sentido do Gestor e o desafio de uma Gestão Participativa. 51 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • Bastos, João Baptista; Gestão Democrática; Rio de Janeiro: DP&A: SEPE, 2001, 2 ed. • Demo, Pedro. Desafios modernos da educação, Petrópolis, ed. Vozes, 1993. • Fortuna, Maria Lúcia Abrantes; Gestão Escolar e Subjetividade; São Paulo: Xamã; Niterói: Intertexto, 2000. • Gadotti, M; Freire, P; Guimarães, S.; Pedagogia: diálogo e conflito; 5 ed. São Paulo: Cortez, 2000. • Gandin, Danilo, Planejamento como prática educativa, São Paulo, edições Loyola, 1994, 7ª edição. • Gandin, Danilo; A prática do planejamento participativo; 8 ed.; ed. Vozes; 1994. • Hora, Dinair Leal; Gestão Democrática na Escola: artes e ofícios da participação coletiva; da 9 ed. Campinas, SP: Papius, 1994. • Libâneo, J.C., Organização e Gestão Escolar: teoria e Pratica, 4 ed. Goiânia, ed. Alternativa, 2001. • Luck, Heloísa; Freitas, Kátia Siqueira de; Girling, Robert; Keith Sherry; A Escola Participativa o trabalho do gestor escolar; ed.Vozes, Petropólis, 2005. • Luck, Helóisa; Ação integrada: administração, supervisão e orientação educacioinal. 22 ed. Petrópolis: Vozes. • Paro, Vitor Henrique; A administração escolar. Introdução crítica, São Paulo: Cortez, 1996. • _________________; Por dentro da escola pública; São Paulo: Xamã, 1995. • Planejamento como prática educativa, 7 ed. São Paulo: Loyola, 1994. • Revista do CONSED; Gestão em Rede; Curitiba, 2006. • Kruppa, Sonia M. Portella; Sociologia da educação; São Paulo; Coretz, 1994. 52 ANEXOS Teremos dois anexos a seguir, o primeiro mostrará um quadro dos problemas e soluções que poderão ocorrer na Gestão e o segundo anexo demostra os Passeios Culturais feitos no decorrer do curso de Administração Escolar, Pós-Graduação, Lato Sensu. 53 ANEXO 1 Quadro 1 : Participação na solução dos problemas ETAPAS Consciência do problema Diagnóstico do problema Definição do problema Geração do problema Teste das alternativas Escolha das alternativas Desenvolvimento de um plano de ação PAPEL DA PARTICIPAÇAO Permite concentrar a atenção na existência de um problema. Onde não há vias de comunicação abertas, os problemas correm o risco de não serem trazidos a tonha para serem solucionados, do que resulta se agravamento. Oportuniza trazer outras bvisoes sobre o problema, de modo a assegurar que o mesmo seja diagnosticado de forma ampla e adequada. Expande a rede de coleta de dados. Ajuda a ganhar a aceitação e envolvimento dos interessados na solução de problemas. A participação e a consulta nesta etapa permitem acelerar a implantação da(s) solução(ões) proposta(s). Ajuda a ganhar a aceitação e envolvimento dos interessados na solução de problemas. A participação e a consulta nessa etapa permitem acelerar a implantação da solução proposta. Reeconhece e incorpora o conhecimento profissional dos professores e gestores escolares, no estágio de decisão da escola, e dos dirigentes de sitemas, no âmbito de decisões municipais ou estaduais. Estimula a realização de feedback e a retificação de ações muito mais confiáveis, mediante o envolvimento coletivo no teste de altyernativas de ação, pelos responsáveis pela implantação das soluçose identificadas. Condiciona o comprometimento dos participantes com a alternativa escolhida. Também ajuda a minimizar a sabotagem e boicote às soluções selecionadas. Promove o comprometimento daqueles que têm que implantar e assumir as tarefas. 54 Comunicação do plano Implantação do palno de ação Acompanhar, avaliar e revisar Facilita o desenvolvimento da compreensão sobre o modo como as decisões podem afetar àquelas que estão fora da unidade e a reduzir a ocorrência de possíveis sabotagens. Ajuda a garantir um esforço coordenado da equipe, contando que tenha havido sua participação plena nas etapas anteriores. Permite assegurar o feedback adequado os sucessos, como também sobre os propblemas daqueles diretamente afetados pelas ações. 55 ANEXO 2 56 57 ÍNDICE Capa 01 Folha de rosto 02 Agradecimento 03 Epígrafe 04 Resumo 05 Sumário 06 Introdução 07 1. A perspectiva de uma Gestão Participativa 09 1.1. Compreendendo a Administração Escolar 09 1.2. Compreendendo a Gestão Participativa 13 2. A Gestão Participativa e seus participantes 19 2.1. O Gestor 21 2.1.1 A liderança e o Gestor 21 58 2.2. A Equipe 22 2.3. Planejamento 24 2.4. Marco Referencial 26 2.4.1. Marco Situacional 27 2.4.2. Marco Doutrinal 28 2.4.3. Marco Operacional 29 3. A Implantação: Dificuldades e Sucessos 31 3.1. O Gestor e a confiança 32 3.2. Surgimento dos problemas 33 3.3. Sucessos de uma Gestão Participativa 34 Conclusão 40 Referência Bibliográfica 41 Anexos 43 59 FOLHA DE AVALIAÇÃO Universidade Cândida Mendes Instituto a Vez do Mestre Curso: Administração Escolar Pós Graduação Lato Sensu Aluna: Letícia Rocha D’ Assumpção Título: O Gestor e o Desafio de uma Gestão Participativa AVALIADOR NILSON GUEDES DE FREITAS ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________