Meta de Avaliação de Desempenho Institucional (ADI) Plano de Ação Para Melhoria das Informações de VISA nos Sistemas Usados Para Monitoramento e Manutenção do Repasse de Recursos Financeiros - Julho/14 a Junho/2015 Diretor Presidente (Substituto) da Anvisa Ivo Bucaresky Diretor Renato Alencar Porto Diretor José Carlos da Silva Moutinho Superintendente de Serviços de Saúde e Gestão do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Doriane Patricia Ferraz de Souza Gerente Geral de Coordenação e Fortalecimento do SNVS (GGCOF) Rodrigo Lino de Brito Gerência de Coordenação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (GCORD) Tiago Alves Carvalho – Gerente substituto Equipe GCORD Ethel Resch Fernanda Ribeiro Santana Karla Freire Baeta Marcelo Vogler de Moraes Mariana Fernandes Gomes Cazer Maria Lucia Silveira Malta de Alencar Marina Ferreira Goncalves Marino José Ferreira Rogério Silva Pereira Apoio Administrativo: Jaiany Guedes Lopes Estagiário Wellerson Martins Pereira 2 INTRODUÇÃO A meta proposta tem como finalidade fortalecer o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), tendo por base o componente financiamento das ações de vigilância sanitária, a partir das diretrizes estabelecidas na Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012, e no disposto no Art. 24 da Portaria nº 1378/GM/MS, de 09 de julho de 2013. Esta meta consistiu em elaborar e executar Plano de Ação para melhoria das informações de vigilância sanitária nos sistemas usados para monitoramento e manutenção do repasse de recursos financeiros, do componente de vigilância sanitária, do bloco de financiamento de vigilância em saúde, contemplando cinco Unidades Federativas. A meta teve por objetivo auxiliar na diminuição gradativa do número de municípios com recursos financeiros bloqueados, em função de falta de cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) ou de alimentação das informações de vigilância sanitária no Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS) usadas para monitoramento e manutenção do repasse. Constatou-se que vários fatores influenciar na capacidade local de alimentação e manutenção dos sistemas de informação utilizados para o monitoramento: desconhecimento da necessidade de manter os sistemas atualizados, dificuldade de utilizar o computador e os sistemas de Informação, rotatividade dos servidores de vigilância sanitária e dos profissionais que trabalham com os sistemas de informação em saúde, questões especificas do SIA/SUS que trava a alimentação da produção da vigilância sanitária no sistema, serviço de visa sem cadastro, múltiplos cadastros do serviço de visa e alterações cadastrais, dentre outros. Esta meta alinha-se, no Mapa Estratégico da Anvisa, à iniciativa estratégica 6: Fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, que está atrelada aos objetivos estratégicos: Coordenar o SNVS por meio de um Modelo de Gestão legitimado pelos entes participantes; ampliar as ações estratégicas pactuadas, garantindo a totalidade da eficácia 3 na implementação e aumentar a capacidade e a eficiência operacional do SNVS quanto às ações de vigilância sanitária. Cumpre ressaltar que desde 2012, a GCORD vem desenvolvendo ações para melhoria das informações de vigilância sanitária nos sistemas SCNES e SIA/SUS, incluindo visitas aos estados e realização de oficina de treinamento com foco na alimentação do SCNES e SIA/SUS para os estados e municípios e a elaboração de manual para a alimentação do SIA/SUS disponibilizado para o SNVS. Assim, o Plano de Ação previsto para a consecução da meta foi desenvolvido entre julho de 2014 e junho de 2015 e teve como foco cinco estados elencados com base em critérios definidos. Foram dispostas como etapas para o alcance da meta: 1. Definição dos critérios para delimitação da abrangência do plano de ação com a seleção das cinco unidades da federação prioritárias; 2. Elaboração do plano, estabelecendo as ações estratégicas e cronograma de trabalho; 3. Apresentação do plano no Grupo Técnico de Vigilância Sanitária (GT-VISA); 4. Apresentação do plano e sensibilização dos atores das UF (s) prioritárias; 5. Elaboração e divulgação de nota orientativa sobre monitoramento e manutenção do repasse de recursos financeiros do componente de vigilância sanitária, do bloco de financiamento de vigilância em saúde; 6. Divulgação de manual para as vigilâncias sanitárias com orientações para a correta inserção de dados no sistema SIA/SUS; 7. Elaboração e divulgação de relatório final, incluindo a avaliação do número de municípios beneficiados com o plano; Para monitoramento da meta, foram realizadas avaliações trimestrais, com levantamento de dados cumulativos. REALIZAÇÃO DE AÇÕES PREVISTAS NO PLANO Previamente à construção do Plano de Ação, foram definidos os critérios para seleção das 4 Unidades da Federação. Esses critérios tiveram o objetivo de eleger as UF´s com maior número de municípios em situação de bloqueio, no ano de 2013, e a maior quantidade de população. Abaixo os critérios estabelecidos: Número absoluto de municípios (da UF) que perderam recursos, por bloqueio, em pelo menos um dos repasses de 2013 (peso 2); Percentual de municípios (considerando o total de municípios da UF) que perderam recursos em pelo menos um repasse em 2013 (peso 2); Número de municípios com mais de 50 mil habitantes (considerando a UF) que perderam recursos em pelo menos um repasse em 2013. Após a tabulação das informações e aplicados seus respectivos pesos, foram identificados cinco estados: 1) Minas Gerais, 2) Rio Grande do Sul, 3) Ceará, 4) Bahia e 5) Roraima. O Plano de ação foi apresentado na Reunião do GT-VISA do dia 21/07/2014. Os contatos iniciais para apresentação da proposta e avaliação da viabilidade para execução do plano nos estados foram realizados pela Gerência de Coordenação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária por telefone, e-mail e por reuniões presenciais, com os coordenadores dos estados elencados, com vistas à apresentação do plano e organização do evento no estado. Essas reuniões foram registradas por meio de ata. Destaca-se nesse contexto que foram designados dois técnicos da GCORD para acompanhar o planejamento da estratégia de sensibilização em cada estado, incluindo o planejamento da ação, preparação, produção e organização do material, e definição do público alvo para o evento. Estes técnicos estiveram presentes nos estados para condução do evento. Os encontros nos estados tiveram como pauta prioritária a identificação dos principais problemas na alimentação do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) e no cadastro/atualização do serviço de vigilância sanitária no SCNES, bem como as medidas corretivas para superação dos problemas observados. Também foram apresentados os resultados do monitoramento das ações de vigilância sanitária (Visa) realizado por meio da produção da vigilância sanitária extraída do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS). Esse monitoramento é realizado para a manutenção do repasse financeiro do componente de vigilância sanitária e para a observação nos indicadores de Visa do Sistema de Pactuação dos Indicadores (SISPACTO)/Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP) (indicador 41 e 56). 5 A nota orientativa sobre monitoramento e manutenção do repasse de recursos financeiros do componente de vigilância sanitária, do bloco de financiamento de vigilância em saúde foi publicada no sítio eletrônico da Anvisa, na página da GCORD, no dia 12/06/2015, no link: http://s.anvisa.gov.br/wps/s/r/cTIK; Com relação à divulgação do manual para as vigilâncias sanitárias “Alimentação da Produção no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA/SUS)”, informa-se que foi realizada uma revisão e publicação no sítio eletrônico da Anvisa no dia 22/06/2016, no link http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c064eb8048d7558d8c569fc758bf9f01/Manu al+SIASUS.pdf?MOD=AJPERES e posteriormente será publicado em versão impressa. RELATÓRIO DAS VISITAS AOS ESTADOS SELECIONADOS As visitas aos estados foram registradas em relatórios elaborados pelos técnicos da Anvisa responsáveis por acompanhar o planejamento da estratégia de sensibilização em cada estado e estão inseridos no GPWEB. Estado de Minas Gerais Foi realizada uma reunião no Centro Administrativo em Belo Horizonte no dia 08/10/2014 de 9:00 às 18:00, com a presença de 18 técnicos do nível central e das regionais. Esta teve como principal objetivo capacitar as regionais do estado de Minas Gerais, bem como o nível central para atender aos municípios a fim de sanar as dificuldades encontradas no processo de cadastramento do serviço de vigilância sanitária no Sistema Nacional de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e na inserção da produção da vigilância sanitária no Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS). No decorrer da reunião, foram apresentados: 1. Resultados da pesquisa perfil das vigilâncias sanitárias realizada em 2012/2013 com os municípios brasileiros: Abordou-se a situação específica do estado que teve participação de resposta de 52%, abaixo da média do Brasil, 72%. 2. Resultados do monitoramento do indicador da Vigilância Sanitária no SISPACTO, indicador 41, relativo aos anos de 2012 e 2013: Verificou-se que há um número 6 elevado de municípios que não realizam nenhum procedimento, 226 em 2012 e 154 em 2013. Entretanto, observa-se uma tendência de redução destes e, por conseguinte, o aumento dos que realizam 6 (seis) procedimentos, 72 em 2012 subindo para 154 em 2013. 3. Municípios que perderam os recursos do Piso Fixo de Vigilância Sanitária (PF-VISA) nos anos de 2012 e 2013, bem como a situação para o ano de 2014: Foram enfatizados os casos em que a situação de bloqueio se repete ao longo dos anos, e observado que é para esses casos que se deve concentrar a atenção das regionais a fim de descobrir os problemas e assim evitar os bloqueios e as perdas de recurso. Foi relatado que são municípios muito pequenos e que possuem dificuldades estruturais de equipamentos e de recursos humanos. 4. Principais problemas que ocasionam a perda dos recursos financeiros: Estão ligados ao cadastro do serviço de vigilância sanitária no SCNES e ao processo de alimentação da produção no SIA-SUS. Em relação ao SCNES os principais problemas são: serviço de visa sem cadastro; múltiplos cadastros do serviço de visa e alterações cadastrais. Já em relação ao SIA, o principal problema é a própria ausência de alimentação por esquecimento ou falta de conhecimento de operacionalização do sistema. Estado do Ceará A participação da GCORD ocorreu no âmbito do III Encontro de VISA Ceará, nos dias 13 e 14/11 em Fortaleza, com a participação da coordenação de VISA do estado e dos coordenadores de Vigilância Sanitária das regionais de Saúde. A apresentação da GCORD destacou a análise dos municípios por estrato populacional e a sensibilização junto aos coordenadores regionais para um trabalho mais efetivo com os municípios que estão irregulares sistematicamente: anos de 2012, 2013 e 2014. No decorrer da reunião foram apresentados: 1. Resultados da pesquisa perfil das vigilâncias sanitárias realizada em 2012/2013 com os municípios brasileiros: O estado do Ceará teve participação de resposta de 93%, acima da média do Brasil, 72%. 7 2. Resultados do monitoramento do indicador da Vigilância Sanitária no SISPACTO, indicador 41 relativo aos anos de 2012, 2013 e 2014: Em 2013, ano referência para a seleção dos municípios a serem trabalhados, de acordo com a meta ADI, verificou-se que apenas 5 municípios dos 33 que compõem a faixa populacional de 50.000 a 500.000 habitantes realizaram 7 procedimentos. 3. Regras para manutenção do repasse federal, quais sejam: cadastramento do serviço de vigilância sanitária no SCNES e a alimentação mensal da produção da vigilância sanitária no SIA/SUS, previstas na Portaria 1378/2013 e Portaria 475/2014. 4. Municípios que perderam os recursos do PF-VISA nos anos de 2012,2013 e 2014: Em 2012, foram 23 (13%) munícipios, em 2013 esse número aumentou para 35 (19%) e em 2014 (1º e 2º bloqueios), perderam os recursos 23 (13%) municípios. O Estado do Ceará foi priorizado na meta ADI por apresentar um total de 6 municípios acima de 50.000 habitantes com perda de recurso em 2013 (3º critério para elegibilidade de municípios da meta ADI). Estado da Bahia A reunião com a GCORD ocorreu no dia 27/11 de 14:00 às 18:00h, com participação de coordenadores regionais de Visa, representantes de Visas de municípios acima de 50.000 habitantes e representantes da Visa estadual. Foi feita uma sensibilização junto aos coordenadores regionais para um trabalho mais efetivo com os municípios com irregularidades sistemáticas nos anos de 2012, 2013 e 2014. No decorrer da reunião foram apresentados: 1. Resultados da pesquisa perfil das vigilâncias sanitárias realizada em 2012/2013 com os municípios brasileiros: Abordou-se a situação específica do estado que teve participação de resposta de 80%, acima da média do Brasil, 72%. Os presentes puderam observar que os resultados possuíam relação direta com a realidade da situação das vigilâncias sanitárias do estado e servia como orientador para a gestão estadual no sentido de apoiar de forma qualificada a gestão municipal. 2. Resultados do monitoramento do indicador 41 da Vigilância Sanitária no SISPACTO/COAP relativos aos anos de 2012, 2013 e 2014: Em 2012, 14 municípios 8 do estado da Bahia (3%) realizaram os 7 procedimentos considerados necessários no indicador. Em 2013, ano referência para seleção dos estados a serem trabalhados, de acordo com a meta ADI, verificou-se que 29 municípios (7%) realizaram os 7 procedimentos, e no 1º semestre de 2014 foram 17 municípios (4%). 3. Regras para manutenção do repasse federal de Visa: cadastramento do serviço de vigilância sanitária no SCNES e a alimentação mensal da produção da vigilância sanitária no SIA/SUS, previstas na Portaria 1378/2013 e Portaria 475/2014. 4. Municípios que perderam os recursos do PF-VISA nos anos de 2012, 2013 e 2014: Em 2012 foram 107 munícipios (26%), em 2013 esse número reduziu para 74 (18%) e, em 2014 (1º e 2º bloqueios), 70 (17%) municípios perderam os recursos. Estado do Rio Grande do Sul A reunião foi realizada em 20/11/2014, em Porto Alegre com a participação da coordenação estadual de VISA, representantes das regionais e municípios selecionados a partir do histórico de bloqueio de recurso. Os assuntos tratados na reunião visaram à qualificação das ações e informações de vigilância Sanitária no SCNES e SIA/SUS e a discussão do Planejamento em VISA No decorrer da reunião foram apresentados: 1. Resultados da pesquisa perfil das vigilâncias sanitárias realizada em 2012/2013 com os municípios brasileiros. Abordou-se a situação específica do estado que teve participação de resposta de 44%, abaixo da média do Brasil, 72%. 2. Resultados do monitoramento do indicador da Vigilância Sanitária no SISPACTO, indicador 41 relativo aos anos de 2012, 2013 e 2014. 3. Regras para manutenção do repasse federal de Visa: cadastramento do serviço de vigilância sanitária no SCNES e a alimentação mensal da produção da vigilância sanitária no SIA/SUS, previstas na Portaria 1378/2013 e Portaria 475/2014. 4. Situação do repasse de recursos financeiros para o estado do Rio Grande do Sul e seus municípios no período de 2013 a 2014 – evolução nos desbloqueios, alimentação do SIA/SUS e atualização SCNES – como alimentar e acompanhar os 9 sistemas e principais falhas observadas, incluindo estudo de casos de municípios do estado. 5. Palestra sobre planejamento em VISA e principais desafios e perspectivas para o SNVS. Estado de Roraima A reunião foi realizada em 2 e 3 de junho de 2015, na cidade de Boa Vista. Estiveram presentes 52 representantes, incluindo os do estado e dois representantes de 13 dos 15 municípios. A programação sugerida pela coordenação estadual incluiu além das questões relacionadas à falta de cadastro no SCNES e alimentação da produção da vigilância sanitária no SIA-SUS , as de planejamento, descentralização, pactuação e financiamento das ações de vigilância sanitária no SNVS à luz da legislação em vigor atualmente (Decreto 7508/2012, Lei Complementar 141/12 e a Portaria 475/2014). 1. Resultados da pesquisa perfil das vigilâncias sanitárias realizada em 2012/2013 com os municípios brasileiros. Abordou-se a situação específica do estado que teve participação de resposta de 93%, acima da média do Brasil, 72%. 2. Resultados do monitoramento do indicador da Vigilância Sanitária no SISPACTO, indicador 41 relativo aos anos de 2012, 2013 e 2014. 3. Regras para manutenção do repasse federal de Visa: cadastramento do serviço de vigilância sanitária no SCNES e a alimentação mensal da produção da vigilância sanitária no SIA/SUS, previstas na Portaria 1378/2013 e Portaria 475/2014. 4. Situação do repasse de recursos financeiros para o estado do Roraima e seus municípios no período de 2013 a 2014 – evolução nos desbloqueios, alimentação do SIA/SUS e atualização SCNES – como alimentar e acompanhar os sistemas e principais falhas observadas, incluindo estudo de casos de municípios do estado. 5. Palestra sobre planejamento em VISA e principais desafios e perspectivas para o SNVS. 10 Com a equipe estadual foram discutidas estratégias para apoiar os municípios. Estiveram reunidos aproximadamente 14 servidores, incluindo a equipe responsável pela relação com os municípios. Foi proposta a realização de uma oficina de planejamento para sistematizar e fazer constar em documento as ações que a gestão atual pretende desenvolver seja na consecução das atividades internas da gestão estadual quanto no apoio aos municípios para que estes venham assumir cada vez mais a realização das ações que ainda estão na responsabilidade da coordenação estadual. ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS As oficinas/reuniões nos estados prioritários foram realizadas em 2014, restando para 2015 apenas o estado de Roraima. Em todas as oficinas, foi apresentada a situação de bloqueio e perda de recursos financeiros dos estados a partir do ano de 2012. Também foi destacado o desempenho do indicador 41 – “Percentual de municípios que executam as ações de Vigilância Sanitária consideradas necessárias a todos os municípios”. Durante as oficinas, servidores estaduais e municipais tiveram a oportunidade de conhecer mais detalhadamente a dinâmica de repasse dos recursos do componente de vigilância sanitária, bem como os principais problemas que ocasionam o bloqueio e a perda dos recursos financeiros da vigilância sanitária. Foram realizados estudos de caso, isto é, alguns municípios foram escolhidos para verificação das causas do bloqueio e tanto representantes de municípios, quanto dos estados, no nível central e nas regionais foram capacitados para identificação e resolução dos problemas. Um dos benefícios esperados com a execução do plano de ação era a redução gradativa do número de munícipios com recursos financeiros bloqueados em função da falta de cadastro no SCNES, da alimentação da produção da vigilância sanitária no SIA-SUS e consequentemente maior quantidade de municípios com os recursos financeiros para o custeio das ações de vigilância sanitária. 11 Análise da situação de cada estado 1. Bahia Verifica-se, no gráfico 1 que o estado da Bahia possuía, no primeiro quadrimestre de 2013, 35% dos municípios com recursos bloqueados e 16% perderam os recursos da vigilância sanitária. Esse percentual vem reduzindo gradativamente até o primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 11% de bloqueio e 6% de perda. No período referente à meta, o estado tinha no segundo quadrimestre de 2014, 24% dos municípios com recursos bloqueados e 14% perderam os recursos da vigilância sanitária e no primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 11% de bloqueio e 6% de perda. 2. Ceará 12 Verifica-se, no gráfico 2 que o estado da Ceará possuía, no primeiro quadrimestre de 2013, 21% dos municípios com recursos bloqueados e 6% perderam os recursos da vigilância sanitária. Esse percentual vem reduzindo gradativamente até o primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 10% de bloqueio e 3% de perda. No período referente à meta, o estado tinha no segundo quadrimestre de 2014, 27% dos municípios com recursos bloqueados e 10% perderam os recursos da vigilância sanitária e no primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 10% de bloqueio e 3% de perda. 3. Minas Gerais Verifica-se, no gráfico 3 que o estado de Minas Gerais possuía, no primeiro quadrimestre de 2013, 44% dos municípios com recursos bloqueados e 31% perderam os recursos da vigilância sanitária. Esse percentual vem reduzindo gradativamente até o primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 18% de bloqueio e 15% de perda. No período referente à meta o estado tinha no segundo quadrimestre de 2014, 32% 13 dos municípios com recursos bloqueados e 28% perderam os recursos da vigilância sanitária e no primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 18% de bloqueio e 15% de perda. 4. Rio Grande do Sul Verifica-se, no gráfico 4, que o estado do Rio Grande do Sul possuía, no primeiro quadrimestre de 2013, 45% dos municípios com recursos bloqueados e 28% perderam os recursos da vigilância sanitária. Esse percentual vem reduzindo gradativamente até o primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 16% de bloqueio e 13% de perda. No período referente à meta, o estado tinha no segundo quadrimestre de 2014, 33% dos municípios com recursos bloqueados e 25% perderam os recursos da vigilância sanitária e no primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 16% de bloqueio e 13% de perda. 14 5. Roraima Verifica-se, no gráfico 5, que o estado de Roraima possuía, no primeiro quadrimestre de 2013, 87% dos municípios com recursos bloqueados, desses, 80% perderam os recursos da vigilância sanitária. Esse percentual vem reduzindo gradativamente até o primeiro quadrimestre de 2015, quando o estado atinge o percentual de 33% de bloqueio e perda. No período referente à meta, o estado tinha no segundo quadrimestre de 2014, 40% dos municípios com recursos bloqueados perderam recurso, e no primeiro quadrimestre de 2015, os 33% dos municípios bloqueados perderam recurso. 15 Considerações Finais Diante da situação analisada para cada estado, fica evidente que a ação desencadeada pela Anvisa, no sentido de apoiar aos estados e municípios, especificamente no que diz respeito a operacionalização dos sistemas CNES e SIA, provocou o efeito esperado. Todos os estados conseguiram reduzir o percentual de municípios que ficaram bloqueados e perdem os recursos financeiros do componente de vigilância sanitária, por falhas na operacionalização dos sistemas citados. Além disso, pode-se relatar também outros resultados que extrapolam a meta estabelecida como: a oportunidade de aproximação com as visas estaduais, a simplificação do fluxo de tramitação das informações da visa, oportunidade de discussão e a qualificação das ações que compõem o indicador 41. Ao fazer uma extrapolação para o contexto Brasil, observando-se o gráfico 6 , pode-se inferir que as ações realizadas para a consecução da meta afetaram positivamente outros estados de modo que o percentual de munícipios bloqueados no primeiro quadrimestre de 2013, que era de 31%, e o de perda que era de 16%, reduziu, no primeiro quadrimestre de 2015, para 11% de municípios bloqueados, e 9% de municípios que perderam recursos. 16 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Decreto n° 7508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a Lei 8080, de 19 de setembro de 1990, e dá outras providências; BRASIL. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Publicada no DOU de 16.1.2012. Regulamenta o § 3º do art. 198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde; estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas 3 (três) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993; e dá outras providências. BRASIL. Lei Federal Nº 9.782, de 26 de Janeiro de 1999. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dá outras providências. BRASIL. Portaria GM/MS 1.378, de 9 de julho de 2013. Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela 17 União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. BRASIL. Portaria GM/MS 475, de 31 de março de 2014. Estabelece os critérios para o repasse e monitoramento dos recursos financeiros federais do Componente da Vigilância Sanitária do Bloco de Financiamento de Vigilância em Saúde, para Estados, Distrito Federal e Municípios, de que trata o inciso II do art. 13 da Portaria nº 1.378/GM/MS, de 9 de julho de 2013. 18