TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Aníbal Augusto Gonçalves
10 de Maio de 2004
A escola clássica ou abordagem clássica da administração pode ser desdobrada em duas
organizações bastante diferentes e, até certo ponto, opostas entre si, mas que se
complementam:
Por um lado, a Escola da Administração Científica, desenvolvida nos Estados Unidos, a
partir dos trabalhos de Taylor. Essa escola era formada principalmente por engenheiros
(como Henri Ford). A preocupação básica desta Escola era aumentar a produtividade da
empresa pelo aumento de eficiência no nível operacional, isto é, ao nível dos operários. Dai
a ênfase na análise e na divisão do trabalho do operário, uma vez que as tarefas do cargo e o
ocupante constituem a unidade fundamental da organização. Neste sentido, a abordagem da
Administração Científica é uma abordagem de baixo para cima (do operário para o
supervisor e gerente) e das partes (operários e cargos) para o todo (organização
empresarial). A ênfase nas tarefas é a principal característica da Administração Científica.
Por outro lado, a corrente dos Anatomistas e Fisiologistas da organização, desenvolvida
na França, com os trabalhos pioneiros de Henri Fayol. Essa escola era formada
principalmente por executivos de empresas. A esta corrente chama-se Teoria Clássica. A
preocupação básica era aumentar a eficiência da empresa pela forma e disposição dos
órgãos componentes da organização (departamentos) e das suas estruturas. Dai a ênfase na
anatomia (estrutura) e na fisiologia (funcionamento) da organização. Neste sentido, a
abordagem da Corrente Anatómica e Fisiologista é uma abordagem inversa à da
Administração Cientifica: de cima baixo (da direcção para a execução) e do todo
(organização) para as partes componentes (unidades de trabalho).
Estas teorias resultaram da realidade social de uma determinada época, caracterizada
pela mecanização da indústria, sofreram a influência da organização religiosa e militar.
Embora as funções de um gerente ou administrador (POSDCORB) apontadas por estas
teorias nos pareçam actuais e com aplicação na gestão escolar não estamos, muitas vezes, a
atribuir-lhes o mesmo sentido que lhes foi atribuído na época. Havia uma autoridade
bastante centralizada, o recurso à sanção, à recompensa e à especialização em tarefas
bastante específicas. Novas teorias se seguiram dando outra importância às pessoas,
centradas no comportamento e focando a atenção na liderança, na motivação, na cultura e
no clima das organizações. Hoje, nem as organizações e muito menos as escolas funcionam
assim. Hoje as organizações são dinâmicas, flexíveis e a gestão é participada. O Gestor não
ocupa o topo da pirâmide, ele está na base e a pirâmide inverteu-se.
A liderança, a motivação e cultura compartilhada são três factores que diferenciam as
instituições. Criar conexões, tornar as pessoas agentes de mudança, estimular interesses
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comuns, distribuir e transformar conhecimentos, desenvolver visões e perspectivas,
incentivar a criatividade e a inovação são as melhores práticas para compartilhar
pensamentos, metas e interesses e criar as escolas que desejamos ter.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Luís Manuel R. Cardoso
11 de Maio de 2004
Enquanto Taylor e outros engenheiros americanos desenvolviam a chamada
Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916 surgia em França, e expandindo-se
rapidamente por toda a Europa, a chamada Teoria Clássica da Administração (Henry
Fayol). A Teoria Clássica partia do estudo do todo organizacional e da sua estrutura para
garantir a eficiência de todas as partes envolvidas, fossem elas órgãos (secções,
departamentos, etc.) ou pessoas (ocupantes de cargos e executores de tarefas). A
preocupação com a estrutura da organização como um todo constitui, sem dúvida, uma
substancial ampliação do objecto de estudo da Teoria Clássica da Administração
(abordagem anatómica e estrutural).
A Teoria Clássica, influenciada pelas estruturas organizacionais militares e eclesiásticas,
concebeu a organização como uma estrutura rigidamente hierarquizada, estática e limitada.
A preocupação não era com a divisão do trabalho ao nível individual, mas sim a divisão ao
nível dos órgãos integrantes da organização. Assim surgiu a divisão horizontal do trabalho,
ou seja, o agrupamento de actividades afins que Gulick chamou de departamentalização.
A divisão vertical do trabalho estabelecia a hierarquia da autoridade determinando a
chamada autoridade de linha, que se concretizava na subordinação integral de um indivíduo
ao seu chefe imediato. Para os clássicos da administração, a importância do
estabelecimento de princípios residia no facto de servirem regras ou normas a serem
seguidas pelos administradores.
Os elementos da administração para Urwik são os mesmos que para Fayol, apenas
desdobrados em sete: investigação, previsão planeamento, organização, coordenação,
comando e controle. A conhecida sigla POSDCORB é atribuída aos trabalhos de Urwick e
Gulick, que, como os demais teóricos da Administração Científica, se preocuparam com a
padronização das tarefas e da produtividade.
Actualmente prefiguram-se algumas mudanças no contexto escolar. A gestão da escola
dos nossos dias caminha para aquilo que Luther Gulick chamou de posdcorb. Deste modo o
perfil do gestor deve ter em conta estes princípios, que deste há muitos anos foram
estudados e aplicados às empresas e que a escola a espaços tem utilizado.
O Administrador e Gestor Escolar deve planificar o trabalho e delinear metas com
objectivos bem definidos de modo a tornar a administração da escola mais funcional;
Deve organizar a instituição tendo em conta a estrutura formal da autoridade, definindo
tarefas e coordenando-as para os objectivos propostos;
Deve rodear-se de um staff (assessores) da sua confiança para que os mesmos colaborem
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na co-administração da instituição. Estes devem ser preparados para estas funções;
A direcção deve ser uma tarefa contínua onde as decisões e as directivas devem ser
dadas de uma forma clara em que os seus membros se apercebam da função do líder;
Deve haver uma informação constante sobre a instituição para que os seus membros se
apercebam do que se está a passar e, sobretudo, se dêem conta de que há direitos, deveres e
responsabilidades na execução das tarefas que lhe são confiadas;
Por fim, toda esta gestão deve ser orçamentada e fiscalizada (contabilidade e controle).
Se estas funções do Administrador e Gestor Escolar não forem acompanhadas de um bom
relacionamento humano entre os seus pares, esta poderá funcionar com carácter normativo,
mas jamais poderá haver um ambiente profícuo de modo a levar a bom porto a tarefa árdua
que é administrar uma Escola.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Paulo Agostinho L. Dias
12 de Maio 2004
Frederick W. Taylor é o “pai” da Organização Científica do Trabalho e a ele se deve a
apresentação do primeiro livro que, de forma sistematizada e científica, aborda os
princípios e a prática de gestão "The Principles of Scientific Management" (Princípios da
Gestão Científica) - publicado em 1911.
De acordo com Taylor o principal objectivo das organizações é assegurar ao empregador
e a cada empregado a prosperidade máxima.
O conceito fundamental do “taylorismo” é “do one and only best way”, isto é, há uma e
única maneira de melhor executar uma tarefa.
Com uma base conceptual idêntica à de Taylor, Henry Fayol desenvolveu a sua teoria
numa perspectiva global, sendo os seus princípios, expostos no seu livro "Administration
Industrielle et Générale", publicado em 1916, destinados à organização como um todo.
Fayol vai preocupar-se fundamentalmente com a análise da estrutura hierárquica das
organizações, destacando a linha de comando da qual dependeria todo o bom
funcionamento organizacional.
Este autor vai identificar seis funções essenciais numa empresa: a técnica, a comercial, a
financeira, a segurança, a contabilidade e a administrativa, dando um especial relevo a esta
última, que divide em cinco elementos: previsão, organização, comando, coordenação e
controlo, que estiveram na base do acróstico POSDCORB (planning, organizing, staffing,
directing, coordinating, reporting, budgeting) criado por dois dos seus seguidores – Urwick
e Gullick -.
Os trabalhos realizados por Taylor e Fayol pretenderam descobrir as regras ideais pelas
quais se deveriam reger as organizações. O trabalho científico desenvolvido era orientado
no sentido de revelar essas regras que serviriam como normas absolutas a aplicar pelos
gestores. Qualquer destas abordagens tentou desenvolver um modelo explicativo do
funcionamento das organizações, assentando a sua conceptualização num sistema fechado,
isolado do meio exterior e centralizado na tecnologia operativa. A lógica dominante é a
procura da máxima eficiência através da optimização do sistema produtivo.
A transposição para a organização escolar destas abordagens leva-nos a um conceito de
escola como empresa educativa, fechada em si própria, onde o ensino se torna formal e
administrativo, e está organizado sob critérios de uniformidade nas metodologias, nos
currículos, na organização de espaços, nas actividades, na utilização de materiais, nas
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normas de avaliação. A gestão é centralizada e exercida segundo critérios de grande rigidez
formal e todos deverão cumprir criteriosamente as regras estabelecidas.
Esta “visão” da escola não me parece consentânea com a realidade da escola actual e,
concretamente, com o papel e a acção que o gestor escolar deve desempenhar. A escola não
deve ser encarada como empresa educativa, mas sim, como uma organização com
características próprias, atenta à realidade social onde está inserida, dotada de uma
identidade própria - com normas e valores globalmente assumidos por todos - e gerida de
forma participada. A boa administração e/ou gestão escolar actual só pode ser feita através
de uma liderança racional, consensual e eficaz, quer ao nível da escola, quer ao nível do
meio onde ela se insere.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Ana Maria Rodrigues
13 de Maio de 2004
O Homem como ser curioso e dinâmico, está constantemente em investigação, para
compreender e perceber o que o rodeia.
Na área da Administração várias foram os estudos e as abordagens com o intuito de
perceber e explicar toda a dinâmica, que a própria envolve.
Vários foram os estudiosos, entre os quais Taylor; nos Estados Unidos, e Fayol, na
França, que nos legaram os seus estudos e as suas abordagens teóricas.
A partir de trabalhos de Taylor, foi desenvolvida a Escola da Administração Científica.
A base da teoria desta escola estava assente no aumento da produtividade da empresa a
partir do aumento da eficiência no nível operacional, ou seja nos operários.
Taylor colocou a sua ênfase na análise e na divisão do trabalho do operário; a ênfase
centra-se nas tarefas, sendo esta a principal característica da Administração Científica.
A par de Taylor, surge Fayol. Com os seus trabalhos uma corrente a que chamou Teoria
Clássica:
A sua teoria baseava-se no aumento da eficiência da organização da empresa, colocando
a sua ênfase na estrutura e no funcionamento da organização.
Estas teorias têm diferentes abordagens, a teoria de Taylor via a organização da gestão
por baixo, debaixo para cima; e Fayol via a abordagem da gestão por cima, de cima para
baixo.
A Escola Clássica ou abordagem clássica da administração pode ser desdobrada em duas
concepções, bastante diferentes, mas que se complementam.
A par destas teorias surgem outros estudiosos, entre os quais Urwick, para os quais os
elementos da administração constituem a base de uma boa organização; uma vez que uma
empresa não pode ser desenvolvida em torno de pessoas, mas da sua organização.
Para ele a organização deve estar baseada em princípios que tenham prioridade sobre
pessoas e que sejam assentes a longo prazo:
Para Luther Gulick (1943), considerado o autor mais erudito de Teoria Clássica, eram
sete os elementos da administração, como as principais funções do administrador.
Esses sete elementos formam o acróstico POSDCORB, e Gulick utilizava para melhor
memorizar os elementos da administração:
Nos elementos da administração (Posdcrob), Gulick enumerava o planeamento, a
organização, o comando e a coordenação, mencionada por Fayol.
Se tivermos em conta a época do aparecimento destes fundamentos, os elementos que
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constituem o “Posdcrob”, mantêm-se actuais.
Em qualquer trabalho, em qualquer nível ou área, um administrador, deve ser capaz de
dirigir e conduzir a empresa.
Sendo assim a funções essenciais de um gestor ou administrador devem ser: prever,
organizar, comandar, coordenar e controlar.
A nível das nossas escolas, o gestor tem de organizar e coordenar todos os recursos, para
atingir o planeamento feito.
O gestor deve preocupar-se com a coordenação de atitudes e de esforços com o intuito
de alcançar a eficiência da escola.
Os gestores devem saber transmitir de forma clara as suas intenções, de modo a que
todos se apercebam da sua função de líder.
Ou seja deve existir a transmissão de informações por parte do gestor, para que se
possam estruturar interesses, criar incentivos e inovar as práticas.
Sem administração e gestão, as organizações jamais terão condições de existir.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
José Maria Preto
13 de Maio de 2004
Taylor e Fayol apresentam-nos um formato mecânico das organizações, baseando-se em
modelos de gestão organizacional que se inscrevem e reforçam uma concepção burocrática
das organizações.
São concepções arreigadas a uma postura de racionalização, dando origem a teorias
normativas, prescritivas e pragmáticas.
Para Taylor, o homem da gestão científica, esta deve basear-se em quatro grandes
princípios e, vendo a organização da gestão, “ por baixo “, “ de baixo para cima “, o
primeiro princípio da gestão consiste no desenvolvimento e uso de métodos científicos para
determinar o meio mais eficiente de trabalhar. Neste princípio encaixa o planeamento e a
organização, porque o objectivo essencial é o aumento da eficiência e este desígnio só se
consegue se tudo for muito bem planeado, organizado e minuciosamente trabalhado. Para
tal, o gestor estabelece objectivos, esboça as estratégias para os alcançar e desenvolve um
plano de acção tendo em vista as metas. Esta é a sua primeira e mais importante função e
ela serve de base à operacionalização de todas as outras.
O segundo princípio é o da selecção científica e desenvolvimento progressivo das
competências, especialização do operário. Comando e organização, são agora as funções do
gestor. Seleccionado o trabalhador, o subordinado, ele tem de executar o que deve ser feito.
As relações hierárquicas estão bem definidas e, o grau de participação e de colaboração de
cada um, não deixa margens para dúvidas. É preciso atingir os objectivos definidos. O
gestor tem de organizar e coordenar todos os recursos de acordo com o planeamento feito.
O terceiro princípio é o da reunião da ciência do trabalho com a selecção científica e a
formação dos trabalhadores. Seleccionado o pessoal, o gestor tem agora de preocupar-se
com a sua direcção, o seu controlo. Exige-se agora o desenho de padrões e medidas de
desempenho de cada operário. As atitudes deste são o que mais interessa à empresa, à
organização. Controlando as actividades, maximizam-se resultados e tudo decorre
conforme o estabelecido.
O último princípio é a constante e íntima cooperação da gestão e do trabalhador. O
gestor preocupar-se-á agora com a coordenação. O que está em causa é a coordenação de
atitudes e esforços de todos, numa interacção amigável entre gestores e funcionários,
sempre em função da eficiência da organização. Partindo de baixo para cima, é esta
eficiência que se procura, o lucro, conseguido este através de uma visão racional da gestão
e de uma visão mecanicista do homem.
Fayol vê a organização da gestão, “por cima”, “de cima para baixo”. Não são as tarefas a
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sua principal preocupação, mas sim a estrutura formal, a organização como um todo. Ao
ver “de cima para baixo”, ele vai preocupar-se essencialmente com a estrutura hierárquica,
pondo o acento tónico na linha de comando, da qual depende o bom funcionamento da
organização. Também aqui o objectivo é a eficiência.
Para Fayol, a gestão é:
- Prever – visualizar o futuro e traçar o respectivo programa de acção;
- Organizar – centrar-se na construção do organismo social e material;
- Comandar – dirigir e orientar o pessoal;
- Coordenar – ligar, unir, harmonizar todos os esforços;
- Controlar – verificar a conformidade às ordens dadas.
Estas funções administrativas competem e são da capacidade dos chefes, colocados no
topo da hierarquia.
Com ênfase nas tarefas – Taylor, ou com ênfase na estrutura da organização – Fayol,
vendo a organização “de baixo”, ou “de cima”, estas são duas visões racionais, normativas,
prescritivas e pragmáticas da gestão, fortemente criticadas pela visão mecânica do homem e
das organizações.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Maria da Conceição de Castro
14 de Maio de 2004
Frederick W. Taylor (1856-1915) é considerado o fundador da Administração científica.
Procura organizar internamente as empresas, de forma a reunirem condições de resposta
face ao aumento da concorrência. Num primeiro momento, Taylor começa por estudar e
efectuar um trabalho de análise dos movimentos de um operário; desce ao nível de
execução onde decompõe todos os movimentos e processos de trabalho, posteriormente
procura o seu aperfeiçoamento e racionalização gradual. Vai eliminar os movimentos
inúteis e dividir as tarefas aumentando a produção através da especialização. Num segundo
momento da sua obra (1911), Taylor concluiu que a racionalização do trabalho operário
deveria ser acompanhada com a reestruturação geral da empresa coerente com a aplicação
dos principais enunciados na 1.ª fase da sua obra, definindo princípios aplicáveis à gestão
global. Um dos princípios definidos são os princípios operacionais, de acordo com a
organização científica do trabalho, a administração de uma empresa tem as seguintes
responsabilidades: planear, preparar, controlar e executar.
Henry Ford (1836-1947), foi um dos mais conhecidos percursores da moderna
administração, através da racionalização dos elementos de produção, idealizou a linha de
montagem permitindo a produção em série ou em massa. A condição chave desta produção
é a simplicidade. Ford adoptou 3 princípios básicos: princípio da Intensificação, princípio
da Economicidade e princípio da Produtividade. Foi dos primeiros introdutores da produção
em massa e a utilizar incentivos não salariais para os seus empregados.
Henri Fayol (1841-1925), considerado como o criador da Abordagem Anatómica da
Administração, preocupou-se com a gestão e administração das organizações. Ele achava
que a gestão não era uma qualidade inata e definia seis funções para a empresa: Técnica
(implicando a produção de bens e serviços), Comercial (relacionada com a compra, venda e
troca de produtos), Financeira (aspecto financeiro da organização referente aos inputs e
gestão de capitais), Segurança (protecção dos bens e pessoas da empresa), Contáveis
(inventários, registos, balanços,...) e Administrativa (relacionada com a integração de
cúpula das outras cinco funções, isto é, Fayol refere que nenhuma das 5 funções essenciais
precedentes abrangem o programa de acção geral da empresa, de constituir o seu corpo
social, de coordenação de esforço e de harmonizar as tarefas), a Administração engloba os
conceitos de direcção e gestão abrangendo as funções de: prever, organizar, comandar,
coordenar e controlar. A Escola Anatómica caracterizou-se basicamente pelo seu enfoque
prescritivo e normativo.
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Lyndall Urwick foi o primeiro criador a fazer uma análise completa das contribuições de
Taylor, Fayol e outros autores para a Teoria das organizações, sendo um dos seus principais
pontos de vista os elementos da Administração. Estes são os propostos por Fayol, apenas
desdobrados em sete: investigação, previsão, planeamento, organização, coordenação,
comando e controle.
Gulick, por seu lado considerava que as funções do Administrador eram sete, a saber:
planeamento (planning), organização (organizing), administração de pessoal (staffing),
direcção (directing), coordenação (coordinating), informação (reporting) e orçamento
(budgeting), as palavras em inglês formam o acróstico POSDCORB. Nestes elementos são
enumerados os quatro primeiros mencionados por Fayol, sendo os três últimos
aparentemente novos.
Sheldon desenvolveu uma filosofia de administração baseada na responsabilidade social
da empresa, sendo esta a sua maior contribuição. Por tudo o exposto administrar e gerir são
dois conceitos que se complementam, sendo, na minha opinião, a administração uma
dimensão presente na gestão. Gerir, actualmente, será articular diferentes vertentes
presentes na realidade escolar. O acróstico POSDCORB continua a manter-se actualizado,
contudo da atitude dos gestores e do seu envolvimento com os distintos actores presentes
no processo educativo dependerá a valorização e a dignificação da actividade educativa e
consequentemente o alcance do sucesso escolar.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
António Delgado Lopes
14 de Maio de 2004
Com a revolução industrial, surgiu a necessidade de gerir os recursos humanos das
empresas de maneira a tirar o máximo proveito com o mais baixo custo possível.
Surgem assim, em finais do Século XIX vários modelos de Administração e Gestão, dos
quais há a salientar a Administração Científica de Frederick Taylor e a Administração
Clássica de Henry Fayol.
Enquanto Taylor via a organização da gestão de baixo para cima, isto é, pela divisão do
trabalho por pessoa, onde o operário era uma máquina que deveria desempenhar a sua
tarefa
no menor espaço de tempo possível dando o máximo proveito, Fayol via a organização
da gestão de cima para baixo, isto é a estrutura da organização era a base para alcançar a
eficiência, estando a função administrativa distribuída por todos os níveis hierárquicos.
Para Taylor a Administração planeia e os funcionários executam.
Para Fayol a Administração planeia, comanda, organiza, controla e coordena.
Como é natural estas teorias tiveram alguns seguidores, onde há a destacar Henry Ford,
que usou a teoria de Fayol para construir o seu império, (Veículos Ford) ao padronizar o
produto acabado através de uma linha de montagem.
Mas ao falar destas teorias não podemos esquecer Lyndall Urnick, inglês, o qual adoptou
as funções da administração propostas por Fayol, desdobrando somente o primeiro
elemento em três. (planear -investigar, prever e planear).
Mas Luther Gulik, propôs sete elementos principais para uma boa administração, cujas
iniciais formam a sigla: POSDCORB
(Planear, organizar, assessorar, dirigir, coordenar, informar e orçamentar)
Ora actualmente, como alunos deste curso de Gestão Escolar e como actuais ou futuros
gestores, temos que pensar na melhor maneira de administrar e gerir as nossas escolas,
transpondo para a nossa gestão parte destes modelos aqui apresentados, os positivos, e
tentar tirar o máximo proveito de todos os recursos postos à nossa disposição.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Artur Henrique Martins
14 de Maio de 2004
Para além das letras que constituem os seus nomes, Taylor e Fayol têm em comum o
facto de terem dedicado as suas vidas ao estudo da administração, desenvolvendo os
modelos de Administração Científica e Administração Clássica, respectivamente.
Taylor, consagrado como o pai da administração científica, efectuou os seus estudos a
partir da observação e análise do trabalho do operário, daí se afirmar que vê a organização
da gestão “por baixo”.
Considerando que uma boa administração era aquela que conseguisse o máximo de
produtividade ao menor custo, propõe a substituição do empirismo por uma atitude
metódica, em que tudo na produção é planeado cientificamente, com vista a atingir o
máximo de eficácia. Este modelo aposta altamente na especialização dos funcionários, que
devem executar uma única tarefa e utilizar os instrumentos e métodos considerados mais
eficazes, e no estudo de todos os movimentos e tempos, com vista à eliminação do
desperdício de esforço humano e à economia de tempo. Ainda visando o aumento da
produtividade, são introduzidas as remunerações salariais e melhoradas as condições de
trabalho. Assim nasce a organização racional do trabalho, profundamente satirizada no
filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin. Outra novidade da proposta tayloriana
reside no facto de a Administração Científica apostar na conjugação entre os interesses do
empregado – altos salários – e os do empregador – máximo de produtividade ao menor
custo, em detrimento do antagonismo entre ambos. Ao trabalhador cabe a execução da
tarefa a à administração o planeamento e a supervisão.
Cinco anos depois da edição da obra “The Principles of Scientific Management” de
Taylor, Fayol expõe a sua teoria no livro “Administration Industrielle et Générale”,
concordando que uma abordagem científica se poderia traduzir em resultados mais
satisfatórios.
Ao contrário do americano, Fayol vê a organização da gestão “por cima”, ou seja, coloca
a tónica na Administração, a quem atribui funções de previsão, organização, comando,
coordenação e controlo. As funções administrativas não são, porém, exclusividade dos
níveis superiores hierárquicos da empresa, distribuindo-se sim proporcionalmente por
todos. Considera-se, contudo, que a capacidade administrativa aumenta quanto mais se sobe
na cadeia hierárquica. A estrutura e a hierarquização assumem nesta teoria um papel
preponderante, e a fim de assegurar o seu bom funcionamento, Fayol estabelece um leque
de regras e condições, a que chamou de princípios.
O acróstico POSDCORB (planning, organizing, staffing, directing, coordinating,
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reporting e budgeting) deriva das cinco funções do administrador definidas por Fayol e das
alterações propostas pelos seus seguidores Urwick e Gulick
Pela sua natureza predominantemente normativa e dogmática, as propostas de Taylor e
Fayol nunca poderiam, a meu ver, surtir efeitos positivos ao nível da administração escolar.
Efectivamente, a organização escolar deve ser caracterizada pela diversidade, respeito pelas
características individuais e quebra da rotina, e não pela mecanização do trabalho,
uniformidade de métodos, materiais e instrumentos utilizados. Em qualquer escola, a
criatividade, o empirismo e a participação de todos devem ser considerados como maisvalias e não como “inimigos” do bom funcionamento da estrutura.
Já o acróstico iniciado por Urwick e finalizado por Gulick sumaria, no meu parecer, de
forma adequada as funções do Administrador e Gestor da escola actual, embora não atribua
a importância devida à necessidade de uma gestão participada, que dê voz a todos os que
integram a comunidade escolar e considere as contribuições com que cada um pode
enriquecer o processo educativo.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Maria Isabel Costa C.
18 de Maio de 2004
Uma administração melhor para um mundo melhor. A frase pode parecer pretensiosa
para alguns, mas implica uma ambição verdadeiramente valiosa e sugere que a
administração pode realmente ajudar-nos a persegui-la. A importância da administração
excelente, ou mesmo da competente, é regularmente atribuída àqueles que vêem quando o
mundo depende de organizações produtivas para o seu bem-estar e acreditam que pelo
menos parte da eficácia dessas organizações depende dos administradores. Peter Drucker,
por exemplo, diz “administração…é a função social central da nossa sociedade”.
Foi Taylor e Fayol que desenvolveram os primeiros trabalhos pioneiros da
administração, embora exista entre eles diferenças significativas.
Quaisquer que tenham sido as suas idiossincrasias, Taylor concentrou-se na
administração e afirmou ser atribuição do administrador planear, organizar dirigir e
controlar o trabalho. Fayol procurou outra coisa: foi sua intenção identificar e compartilhar
com os outros as chaves da administração eficaz da organização como um todo. Fayol
despertou a consciência em relação ao papel da administração. Os seus esforços por outros
autores, que, de várias formas, colocaram a mesma ênfase no trabalho especial do gerente.
A equipe Anglo – Americana de Gulick e Urwick, por ex. criou no anagrama POSDCORB,
a sua versão dos processos administrativos ou funções relacionadas com a manutenção da
organização.
Devemos acrescentar ainda a figura do operário excelente, cuja formação era feita na
fábrica usando uma metodologia bastante linear e sucinta, tal como Taylor nos demonstra
através do seguinte dialogo com o trabalhador:
“Repare no que faz este homem…faça exactamente o que lhe pedir…” (Taylor 1911).
Esta, pedagogia, mais ou menos aliada a poderes políticos totalitários, repercutiu-se nos
sistemas de ensino. Embora se reconheça nos sistemas educativos existentes na Europa até
ao início da década de 50 uma estrutura funcionalmente adaptada ás necessidades de
produção de mão-de-obra da empresa Taylorista, é um facto que o aumento da produção, os
melhores salários e o aumento do consumo se traduziram também por um aumento da
procura social da educação capaz de reforçar as tendências para o desenvolvimento auto –
sustentado do sistema educativo.
A estrutura dos sistemas educativos manteve-se, no entanto praticamente inalterável. O
seu funcionamento continua a apoiar-se num conjunto de mecanismos de «orientação
escolar e de auto-exclusão», funcionalmente adaptados à estrutura da mão-de-obra da
empresa Taylorista, onde os alunos interiorizam o seu êxito ou fracasso funcionando como
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uma forma de controlo social, pois remetemo-nos para a ideologia meritocrática que
designa uma hierarquia de postos.
Para concluir, na minha opinião é evidente que as diferentes teorias da administração
tiveram influência no passado e no presente, e é conhecida a influencia destes modelos nas
políticas educativas, em certas reformas do ensino, na legislação escolar e até mesmo no
pensamento pedagógico, sobretudo no caso das pedagogias científicas e racionalizadoras.
Hoje o recrudescimento das tendências racionalizadoras vão também influenciar o
sistema e as politicas educativas, nomeadamente numa constrição da escola democrática e
participativa, na redução de meios e na sua gestão, na normalização que vai com certeza,
cercear a autonomia pedagógica, e nos modelos de administração adoptados, em que a
escola será entendida como se de qualquer unidade fabril se tratasse.
Cabe aqui, em jeito de reflexão, o aviso de Bourdieu: “se disser que os políticos, que
assinam acordos internacionais reduzindo as obras culturais à sorte comum de produtos sem
qualidade, relevando das leis que se aplicam ao milho, as bananas ou aos citrinos,
contribuem, nem sempre o sabendo, para a descida de nível da cultura e dos espíritos, dirse-á que exagero.” (Bourdieu, 2001: a 63).
É pena que haja muitos administradores e gestores sejam eles escolares ou não, se
esqueçam de planear, organizar, dirigir, controlar e coordenar a fim de manter a
organização em operação e levar adiante as suas tarefas rumo ao sucesso dos diferentes
actores.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Fernando Marcelino V. Cepêda
18 de Maio de 2004
As perspectivas apresentadas têm em comum um aspecto importante na Administração e
Gestão: "A liderança e o papel do Líder". Embora antagónicas, todas elas, juntamente com
outras pesquisadas serviram de suporte para uma visão pessoal sobre o papel que um líder
escolar deve ter para o sucesso da sua comunidade educativa.
Para Senge (2000), as pessoas confundem a definição de liderança com a de gerência".
Assim o autor quer dizer que as pessoas vêem um líder como um gerente conceituado e
quando se fala em formar líderes, é formar futuros executivos.
Estes executivos ou gestores terão como missão gerir um todo que é formado por uma
parte material e uma parte humana, refiro-me neste caso específico ao Gestor e
Administrador Escolar.
Para Chiavenatto (1999), liderança não é sinónimo de administração, pois o
administrador é responsável por funções como planear, organizar, dirigir e controlar a
acção organizacional para alcançar os objectivos. Um bom administrador deve ser
necessariamente um líder, mas um líder nem sempre é um administrador: os líderes devem
estar presentes nos níveis institucionais, intermédio e operacional das organizações, as
quais precisam deles em todas as áreas de actuação.
Chiavenatto (1999,p.554-560), define a liderança como uma "influência interpessoal
exercida em uma dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para
a consecução de um ou mais objectivos específicos".
Concordo plenamente que um candidato à gestão e liderança de uma escola deverá ter
este perfil, ser um elo de ligação entre o humano, material e logístico, na comunidade em
que está inserido.
Poder-se-ia questionar se este modelo se aprende nas especializações que fazemos?
Partilho da ideia de Scholtes (1998 p.423), onde diz que não há fórmulas para liderança,
pois este acto é mais do que as abordagens, capacidades e atributos existentes nas diversas
teorias, ou seja: “ Liderança é a presença e o espírito do indivíduo que lidera, e o
relacionamento que se cria com as pessoas chefiadas. A boa liderança dá conta das
necessidades e valores das pessoas que necessitam ser geridas: leva em consideração as
habilidades e capacidades dos indivíduos com quem o líder compartilha essa liderança. Ela
adapta-se ao propósito e necessidades futuras da organização. A liderança é uma arte, uma
jornada interior, uma
rede de relacionamentos, o domínio de métodos, e mais, muito mais. E por não
podermos esperar que um indivíduo heróico possua todas essas características, a liderança,
em última instância, precisa de ser um sistema. O líder da próxima década e,
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provavelmente, do próximo século e milénio, deve compreender sistemas e deixar que a
consciência de sistemas o informe sobre todos os planos e decisões.”
Resumindo, para Scholtes, liderar sistemas envolve autonomia, liderar propósitos,
relacionamentos, equipas de trabalho, uma comunidade física e humana, as suas
interacções. Liderar será uma arte para mobilizar os outros a partilhar e trocar ideais, o
oposto da visão de gestão de Taylor de baixo para cima e a de Fayol de cima para baixo, em
prol de uma visão de conjunto capaz de suster qualquer sistema, sobretudo o educativo.
Actualmente contestam-se as teorias de Taylor e Faylor, falando-se já numa dimensão de
"leque", de abertura, de alargamento, de novos horizontes e perspectivas!
Segundo Chiavenatto há certos traços de personalidade, intelectuais, emocionais e
físicos capazes de caracterizar os líderes, identificando-os de sucesso: habilidade para
interpretar objectivos e missões; estabelecer prioridades; planear e programar actividades
de equipa; facilidade para solucionar conflitos e problemas, de supervisionar e dirigir
pessoas; habilidade para delegar responsabilidades aos outros, características estas que
estão directamente ligadas ao POSDCORB e que são fundamentais na acção dos
hipotéticos Administradores e Gestores Escolares.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Jorge Madureira de Almeida
26 de Maio de 2004
1. Como reacção ao caos quer organizativo que dominava a actividade industrial, desde
a Revolução Industrial – quer a Administração Científica, de Taylor, quer a apelidada
Teoria Clássica, de Fayol, procuraram racionalizar a macro-actividade (e decorrentes
micro-actividades) industrial, visando uma maior eficiência da/s empresa/s atinente/s à área
em causa.
2. A origem deste objectivo intento estruturante, seja num, seja noutro corpus teórico
(mas, sobretudo, na “Teoria Clássica”), releva da organização militar e similar eclesiástica;
lembremos a influência da primeira, na segunda (ex. “Companhia” de Jesus) – e a
contaminação que a esfera do político sofre, da parte desta última: o que é a autocrítica
marxista-leninista, em plenário, se não uma confissão pública dos pecados (vide, “História
Trágico-Marítima”?) ou então, Lenine, Estaline – ex-seminaristas?!...
3. Se a Administração Científica, de Taylor, se vira mais para o acto de produção, em si,
centrando o intuito reorganizador, na acção do operário (taylorização da actividade fabril) –
a Teoria Clássica, de Fayol, também na mesma busca da eficiência, persegue uma
estruturação sistemática do organismo denominado “empresa”: é uma perspectiva
behaviorista, pois parte do todo ou geral, para o particular.
Nesta via, o desiderato último – a “eficiência” produtiva - , assentando, a priori, num
conjunto de funções “autónomas” (administrativas, produtivas, de merchandising,
financeiras e contabilísticas, de segurança), tal desiderato mais não visa que a integração
das mesmas funções, num sistema marcado pela eficácia. Por sua vez, este sistema assenta
numa estrutura organizativa tipicamente militar, pela sua hierarquização e funcionamento:
há uma cadeia de comando centralizada numa “caput”/cabeça unipessoal, estável, quase
omnipotente, que planeia (prevê e organiza) e dirige (coordena e controla) e que delega
competências em sucessivos escalões descendentes, até chegar ao “soldado” raso – com
todos e cada um destes elementos ciente do seu lugar e papel/função a desempenhar.
Consequentemente, a “atmosfera” daqui resultante caracteriza-se pela existência de uma
Ordem nascida de uma subordinação hierárquica sistémica, a qual, dotada de uma bastante
justiça equitativa, permite a construção de um “espírito de corpo” indispensável à
consecução do/s objectivo/s proposto/s.
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4. Apelidada de “mecanicista” porque, segundo uma corrente crítica, responde ou
assenta no binómio “causa-efeito”; ou tachada de “incompleta”, por outros, porque,
segundo estes, não atende, devidamente, aos problemas humanos que decorrem da
organização – como obra também humana que é, a “Teoria Clássica” não pode ser vista
como verdade primeira e última, no âmbito em foco.
Henri Fayol veicula o seu “modus faciendi” empresarial, em livro cujo título é
elucidativo (“Administration Industrielle et Générale”); ou seja, não o apresenta, ao livro e
ao seu conteúdo, como um corpus teórico-especulativo, criado intelectualmente, mas como
resultado da observação e vivência dos problemas atinentes – e da busca de uma solução,
adequada à colmatagem dos mesmos.
Não é a “experiência, madre de todas las cousas” (Pedro Nunes)?...
Na esfera da organização informal, Fayol não menospreza o lado humano do sistema:
tem-o em conta, já desde o topo, pois (pág. 102, último parágrafo) “afirmou que (o) seu
êxito se devia não só às qualidades pessoais, mas (também) aos métodos que empregava”.
Com este esclarecimento, Fayol deixa claro que o humano é indissociável do sistema
construído.
E ao inserir o factor “equidade”, no funcionamento conforme do mesmo sistema,
transformou tal factor em condição necessária à consecução da meta proposta: a eficiência
(contra a improvisação reinante).
Poderemos, então, dizer que, referente ao binómio “teoria-práxis” (toda a teoria, para ser
verdadeira, tem de se comprovar, na práxis), se verifica uma permuta dos termos – pois a
prática vivida e sentida originou e comprovou um modo de fazer, de experiência perto?
Críticas, fruto de ciúme intelectual, ou de posicionamento ideológico, ou dessa
característica típica da cultura ocidental – a Dialéctica (tese, antítese, síntese…) - , qual
delas predomina?
Preferimos esta última, que o “constituído”imutável é inimigo do progresso.
ADMINISTRAÇÃO INDUSTRIAL… E GERAL (também da Escola?...)
“Empresa” sui generis que é, de igual modo a Escola pode beneficiar dos aspectos
específicos das conclusões de Fayol e dos comentários ou acrescentos dos seus seguidores
– e, também, dos seus críticos.
Mas, antes, algo há que ter em consideração: se a finalidade da “Teoria” é a produção
eficiente de bens materiais – o objectivo da Escola, como sistema, é (ou deve ser) a
eficiente “construção” de “bens humanos”, quer no âmbito da formação, através da
aquisição de valores que permitam uma interacção equilibrada, logo benéfica à harmonia
social; quer no âmbito da instrução, dotando tal “produto humano” da instrução, dos
saberes necessários à subsistência própria e ao desenvolvimento material da Sociedade
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Humana.
Daí – que tipo de gestão, para o universo do pedagógico?
Os resultados, honestamente ponderados (será possível, tal?) das experiências havidas,
deverão ou terão de constituir o fiel decisor.
Neste caso, da experiência à doutrina – será a retoma e aplicação do método de Fayol,
no campo da gestão escolar (nas suas duas vertentes: a administrativa… e a pedagógica!),
perante os fracassos do teorismo reinante?!
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Rui Bravo C. Madureira
27 de Maio de 2004
Pensar o trabalho, a melhor forma de o produzir e rentabilizar em contexto
organizacional.
Foi sem dúvida alguma a revolução industrial a principal responsável por todas estas
alterações profundas na concepção do trabalho e nas dinâmicas de o organizar.
Muitos o terão pensado mas, é de entre muitos o pensamento deixado por Taylor e Fayol
que ainda hoje utilizamos e nos revemos quando temos responsabilidades organizacionais
nas nossas escolas. As actuais administrações ainda têm muito da herança deixada por eles.
Fayol pretendia um aumento da produtividade e a redução dos custos da produção.
Defendia uma organização científica do trabalho. Por seu lado Fayol cria uma ciência da
administração.
Propõe princípios básicos a aplicar na gestão das empresas. Pela primeira vez se fala em
funções empresariais tendo criado e organizado seis funções:
Técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contabilísticas e administrativas, sendo
esta última a mais importante visto coordenar todas as outras.
Para Fayol gerir é: - Prever- pensar o futuro e definir um programa de acção;
Organizar - Construir um organismo físico e social;
Comandar – Gerir (dirigir e orientar) o pessoal
Coordenar – interligar toda a estrutura, encetar todos os esforços na harmonização da
organização.
Controlar - super visionar e verificar o desenvolvimento da acção.
Dá grande importância à estrutura da organização enquanto Taylor privilegia a estrutura
funcional. A estes cinco itens, vai Gulick anexar mais dois; -informação e orçamento
formando o acróstico POSDCORB que ainda continua a estar actualizado.
Por fim e tendo por base todas teorias filosóficas das organizações, julgo ser necessário
dotar as distintas regiões do País, os diferentes territórios educativos com maior autonomia,
possibilitando a formação de órgãos autónomos e participativos onde novamente tem lugar
cativo o acróstico POSDCORB.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Carlos Augusto P. João
28 de Maio de 2004
Tendo como objectivo a busca de uma maior eficiência das Organizações, a
Administração Científica de Taylor, nos EUA, e a Teoria Clássica da Administração, de
Fayol em França contrastam na forma como defendem o atingir desse objectivo: enquanto a
Administração Científica colocava o enfoque na tarefa, a Teoria Clássica realçava o papel
da estrutura; se por um lado, a Administração Cientifica defendia que a eficiência resultava
da racionalização do trabalho individual, ou seja, partia do particular para o geral, do
individual para o global, a Teoria Clássica, de forma antagónica, que podemos classificar
de Behavorista, advogava o alcançar da eficiência partindo do todo para o individual.
Fayol define seis grandes tipos de funções em qualquer empresa: técnicas, comerciais,
financeiras, de segurança, contáveis e administrativas, sendo que as últimas coordenam e
sincronizam as demais, estando como tal sempre acima delas. Fayol entende como
administrar o acto de prever, organizar, comandar, coordenar e controlar e ressalva que a
função administrativa não é competência exclusiva da cúpula da empresa, mas antes é
distribuída de forma proporcional entre os diferentes níveis hierárquicos da empresa,
diminuindo à medida que descemos na escala hierárquica e sendo substituída pelas outras
funções.
A Teoria Clássica distingue claramente os conceitos de Administração e Organização.
Aquela é bastante ampla e englobante, limitando-se a organização à estrutura e forma das
empresas. De notar como o termo organização adquire conotações distintas: por um lado é
entendida como o resultado da interacção social – subdividindo-se em organização formal
(baseada na divisão racional do trabalho) e informal, ou se quisermos, relacional (baseada
no relacionamento espontâneo das pessoas), e por outro como função administrativa (com
os actos a ela inerentes).
Resulta de tudo isto, que a Teoria Clássica assenta na estrutura organizativa bastante
estanque e hierarquizada que levaria porventura Karl Marx às lágrimas; baseia-se numa
cadeia de comando centralizada com exclusividade de poder de decisão e com definição
clara do papel desempenhado por cada um dos elementos da estrutura.
Enquanto seus seguidores, os restantes autores clássicos tais como Urwick e Gulick, não
se afastaram muito da concepção de Fayol, recaindo sobre todos eles as críticas entretanto
formuladas à teoria clássica: uma concepção demasiado formal e rígida de organização, a
falta de comprovativos para as suas afirmações, a falta de realismo em consequência do
formalismo e abstracionismo da sua concepção, o carácter mecanicista da sua teoria e o teor
incompleto da abordagem à organização em virtude do total descuido da “organização
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informal”.
É precisamente este descurar da organização informal – aquela que surge natural e
espontaneamente como resultado da interacção entre pessoas, que faz com que os
princípios enunciados por Fayol e seus seguidores não possam, ou antes, não devam ser
encaradas como uma “Bíblia”, no que à administração escolar diz respeito, já que a escola,
tem como objectivo último a “produção”/formação de “bens humanos” e não materiais, e
que para que tal aconteça de forma equilibrada há que considerar a cada momento desse
processo as vicissitudes inerentes a toda e qualquer interacção social.
Reconhecendo a importância do fundamento teórico, só perante os resultados da prática
diária se pode constatar virtudes e “pecados” da primeira para assim conseguirmos o tão
almejado, e quiçá utópico, “lugar no éden”.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Rui Rodrigues Correia
01 de Junho de 2004
Rentabilizar esforços no sentido de uma maior e mais barata produtividade, foi uma das
preocupações que levaram o Engenheiro estadunidense Frederick W. Taylor (1856-1915) a
organizar mais eficientemente as organizações, mais concretamente as organizações fabris,
laborais. Tratou-se de conseguir uma maior produtividade com um menor custo.
Taylor, conjuntamente com outros engenheiros (principalmente) elaborou a teoria da
Administração Científica que colocou em prática e que estava fundamentalmente assente na
tarefa, colocando em segundo plano, o trabalhador como ser humano, mas assegurando
tanto ao empregador como aos empregados a máxima prosperidade. A especificidade da
função de cada trabalhador era uma preocupação e uma realidade. Assim, a tarefa era
reduzida ao essencial, e todos os gestos e atitudes parasitas foram abolidos. A organização
era vista como uma grande máquina, onde os trabalhadores eram mais uma peça, e para que
essa máquina funcionasse “bem oleada”, cada peça humana tinha uma função específica,
não podendo distrair-se, uma vez que tal facto iria fazer com que a engrenagem deixasse de
funcionar, ou funcionasse mal.
Paralelamente a Taylor, um outro estudioso e teórico das organizações foi o francês
Henri Fayol (1841-1925), sendo considerado como o pai da Abordagem Anatómica da
Administração, e como principal responsável pela Teoria Clássica da Administração. A sua
escola, ao contrário da de Taylor, era formada por executivos de empresas.
Fayol era de opinião que uma boa administração teria que obedecer a 5 funções básicas:
prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
As duas teorias eram diferentes, tal como diz no enunciado/questão, porque enquanto
que a Administração Científica de Taylor colocava o enfoque na tarefa, a Teoria Clássica
de Fayol realçava mais o papel da estrutura e dá (dava) mais importância à estrutura da
organização contrariamente a Taylor que privilegia mais a estrutura funcional.
Ambos estiveram na base, nos primórdios, na fase embrionária da Gestão Modernócontemporânea. Foi a partir de Fayol e Taylor que a Gestão passou a ser vista como uma
“ciência”.
Esta nova ciência, a ciência da administração laboral e das organizações, tem vindo a
desenvolver-se, adaptando-se, modificando-se, transformando-se, reinventando-se, num
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permanente ciclo de câmbios, no sentido de ser mais produtiva eficaz e lucrativa.
O caminho que as teorias das organizações percorreram até chegarem à teoria de
gestão/administração denominada de POSDCORB foi longo, no entanto podemos ainda
nesta teoria contemporânea facilmente detectar vestígios das teorias de Fayol e de Taylor.
O paralelismo ou adaptação da teoria de Fayol é mais notória, uma vez que aos seus cinco
itens (prever, organizar, comandar, coordenar e controlar), Lyndall Gulick junta-lhe mais
dois; - informação e orçamento. Assim, Gulick, considerou que as funções do
administrador seriam sete: planeamento (P-planning), organização (O-organizing),
administração de pessoal (S-staffing, staff), direcção (D-directing), coordenação (Ccoordinating), informação (R-reporting) e orçamento (B-budgeting). As iniciais das
palavras em inglês formam o acróstico POSDCORB, sendo as três últimas
novas/adaptadas/transformadas, ou seja, diferentes das de Fayol. Este acróstico, criado por
dois dos seguidores de Fayol, Urwick e Gullick, continua actualmente a ser estudado e
aplicado por gestores e administradores de muitas organizações.
A passagem desta teoria de gestão e administração para a escola, leva-nos a pensar a
escola como uma empresa, que tem que ser gerida no caminho da produtividade. A
uniformidade de critérios no imenso número de Escolas-Empresas, leva a que se siga um
critério de gestão uniforme, sendo assim seguida uma gestão centralizada com regras bem
definidas.
No entanto, e aqui passamos mais directamente à resposta, a uniformidade de
procedimentos, ainda que administrativos, julgamos não se adaptar a uma escola que se
quer autónoma, e que trace o seu próprio caminho.
O nosso país pode ainda não estar preparado para um passo destes, mas pensamos que é
nesse sentido que teremos que caminhar, ou seja, caminhar no sentido de cada Escola poder
adoptar o seu modelo de gestão e administração, tendo em conta todas as suas
características, bem como as características humanas/individuais do gestor e dos elementos
do órgão de gestão da mesma.
No entanto, parecem-nos de difícil aplicação algumas das teorias de administração, uma
vez que a “matéria prima” com que as escolas trabalham (os alunos) não é algo se possa
seleccionar à partida, não se podem exigir determinadas características, tendo por
finalidade um produto final bem conseguido. Os alunos são pessoas e como tal têm toda
uma imensidão de variáveis, características individuais, que condicionam o resultado final.
Alem disso é muito difícil avaliar a qualidade final de dito “produto”, uma vez que tal
avaliação só se poderia realizar anos mais tarde e nunca seria fiável, pois no percurso que
seria percorrido desde o final da escola até à data da avaliação, muitas situações de
transformação ocorreriam.
Alem de que o objectivo da Escola não é a produção em série de “peças” iguais e
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perfeitas, tal como defendiam Taylor e Fayol, mas sim o de formar cidadãos “livres,
autónomos, responsáveis”, e fundamentalmente seres individuais, capazes de se
autogerirem.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Alexandra Maria C. A. Cordeiro
03 de Junho de 2004
A actividade dos métodos de gestão e administração educacional está intimamente
ligada ao management empresarial. E, nesta perspectiva, interessa fazer um breve historial
relativamente às teorias e às etapas que caracterizaram a evolução dos estudos e das teorias
sobre o management. Assim, o pai do management é reconhecido em F. W. Taylor (18561915), que teve o mérito de introduzir uma abordagem " científica", fundamentada na
utilização sistemática de instrumentos como a pesquisa, a medida, a análise, relativamente
ao estudo das actividades de trabalho. Com Taylor, inicia-se a fase dita " clássica" dos
estudos sobre o management. Trata-se de uma abordagem que fundamenta a chamada
"teoria da máquina": a organização é considerada como uma máquina construída segundo
um plano e normas rígidas. Os limites de tal abordagem são, evidentemente, a rigidez e o
mecanicismo. A tónica é posta, sobretudo, nos aspectos formais da organização, na
estrutura mais que nas pessoas. Os elementos fundamentais desta teoria residem na
especialização das incumbências, na estandardização do rendimento e na uniformidade dos
processos de trabalho, na unidade de comando e na centralização da tomada de decisões.
A fase sucessiva é aquela assinalada pela abordagem das “relações humanas”.
Gradualmente, graças ao alargamento das influências da psicologia industrial, afirmou-se a
ideia de que o estudo das organizações não podia prescindir do homem, das suas
necessidades, dos seus valores. É posta, em primeiro plano, a exigência de apostar nas
componentes humanas da organização. Deu-se conta que, para além de estudar o “como”,
também era necessário estudar o “porquê” dum trabalhador se comportar de determinada
maneira: era necessário estudar o comportamento, as motivações, os hábitos. É E. Mayo
(1880-1949), que torna evidente a análise das relações reais que se estabelecem entre
indivíduos e grupos, prescindindo daquelas que possam ser as relações oficiais de
autoridade, de dependência e responsabilidade. Na abordagem proposta por McGregor
(1906-1964), a teoria x e y, é defendido que o trabalhador pode aprender não só a assumir
responsabilidades mas até a procurá-las. Além disso, “ele dispõe de grandes recursos de
auto-gestão, de participação nas soluções dos problemas, de tendência à colaboração…”
(Barnes, 1973, et al., p. 47). Esta teoria teve um grande impacto no management escolar.
Tornou possível pôr em evidência, no contexto escolar, os conceitos de liderança, do clima
e da moral da organização escolar, as dinâmicas de grupo, a gestão dos conflitos e a
participação nos processos de decisão. Por isso, o management que decorre destas teorias,
pode desenvolver-se em qualquer tipo de organização: desde uma empresa até uma escola.
Em termos gerais, há um conjunto de funções que caracterizam a actividade de gestão:
previsão, planificação, organização, direcção e coordenação, motivação, comunicação e
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verificação.
Dentro desta perspectiva, há um conjunto de aptidões e capacidades que permitem
evidenciar melhor as características das funções do gestor escolar, pois os processos e as
técnicas de um management de uma empresa não são automaticamente transferíveis e
aplicáveis ao contexto escolar. Desse modo, o gestor/líder/dirigente escolar tem como
funções: a planificação e coordenação da actividade da equipa docente; a definição de
critérios e processos para a avaliação da produtividade educacional da escola; a capacidade
de motivar todos os intervenientes da comunidade educativa; entre outros. O gestor de uma
escola deve ter sensibilidade perante os valores e as atitudes do grupo; deve ter a
capacidade de escutar com atenção e evitar criticar gratuitamente as posições expressas por
membros do grupo; deve ter a capacidade de valorizar o contributo de cada um; deve
definir e fazer actuar sistematicamente os canais de comunicação com o grupo; deve definir
objectivos a curto, médio e longo prazos; subdividir as responsabilidades; individualizar
estratégias oportunas que permitam processos rigorosos de programação, experimentação e
verificação. Deve ter capacidade para se auto-avaliar.
Deve ter capacidade para ter unidade de comando e “centralizar” a tomada de decisões
(teoria clássica) e também ter em conta a natureza individual da docência (teoria das
relações humanas).
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
Alexandre José R. Taveira
04 de Junho de 2004
Com a revolução industrial do final do séc. XIX e a inerente corrida ao aumento de
produção, surgiu a necessidade de rentabilizar as empresas, ao máximo. Várias experiências
foram levadas a cabo, mas, as que melhores resultados deram foram, sem dúvida, as que se
relacionaram com as inovações verificadas nas estruturas organizativas internas,
nomeadamente, no aspecto administrativo. Os métodos de gestão e administração estudados
quer por Taylor (na América), quer por Fayol (em França) visavam a máxima rentabilidade,
com o mínimo de custos. Para que essa rentabilidade fosse eficaz, dependia o grau de
empenhamento do operário, ou a organização hierárquica.
De uma forma científica, Taylor “desenhou” um modelo rígido de procedimentos
mecânicos planificados, através da especialização de incumbências, da estandardização do
rendimento, na unidade de comando e na centralização da tomada de decisões numa única
pessoa. O operário, tal como uma máquina, desempenha funções específicas e limitadas.
Neste sentido, pode considerar-se que a organização da gestão parte de baixo para cima.
Fayol, concebendo uma maneira de administrar de certa maneira identificada com a de
Taylor, preconizou que o sucesso estaria na organização da estrutura hierárquica das
empresas, dando ênfase à estrutura das cúpulas, principais responsáveis pelo bom
funcionamento e progresso. Nesta perspectiva, pode considerar-se que a organização da
gestão parte de cima para baixo. Numa empresa deveriam ser consideradas várias funções
fundamentais, sendo a administrativa a mais importante, dado que aí se deveria contemplar
a previsão, a organização, o comando, a coordenação e o controlo como garante do sucesso
empresarial. Seriam, aliás, estes itens a base do acróstico POSDCORB criado pelos seus
discípulos Urwick e Gullick.
Numa escola moderna, como organização e não vista como uma empresa, o gestor não
poderá ver, apenas, as suas atribuições reduzidas ao POSDCORB clássico. Um gestor
movimenta-se no meio de uma teia urdida com um sem número de fios e tem que ser
possuidor de competências e capacidades específicas e ao mesmo tempo muito
diversificadas. Num processo democrático, deverá dar especial importância às relações
humanas. Deverá saber coadunar o poder legítimo com o poder prático. Os seus
subordinados deverão ver nele um verdadeiro líder, que seja sensível aos valores e atitudes
do grupo, reconhecendo as suas necessidades e valorizando o contributo de cada um, ser
claro nas suas comunicações, ser estimulante, ser honesto, ser firme, ser consensual, ser
responsável, ser inovador, ser apreciado pela sua actuação e, sobretudo, estar convicto que
está no caminho certo para o desenvolvimento de uma escola que responda aos anseios da
sua comunidade.
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”A funcionalidade organizativa e a relacionação psicológica representam as duas
vertentes da experiência humana com as quais o gestor escolar tem de lidar enquanto
dimensões constitutivas do seu profissionalismo em acção e esta duplicidade acaba por
determinar o carácter específico da sua função” (Scurati, 1980, pp. 7-8).
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
António Fidalgo Quintino
06 de Junho de 2004
Esta “escola” via as organizações como uma estrutura anatomicamente lógica, racional e
mecânica, coordenada por uma necessária supervisão burocrática e normativa.
Este normativismo pragmático e prescritivo, baseava-se numa certa corrente ideológica
mais ou menos experimentalista, resultante de experiências realizadas em situação real com
“cobaias humanas”, às quais eram alteradas condições ambientais ou outras que pudessem
altera-lhes a produtividade, e que permitissem através de generalizações impessoais
elaborar fórmulas de aumento de rentabilidade, que de seguida seriam aplicadas em outras
situações, desprezando simplesmente e de forma nada humanista a condição primeira de
“ser humano” do proletário.
Toda esta preocupação, que hoje pode ser vista quase como doentia pela busca da
excelência em termos de rendimento laboral, torna-se mais ou menos compreensível ou
tolerável, se a situarmos no tempo, verificando que se segue temporalmente ao “boom”
produtivo subsequente à Revolução Industrial em poucas décadas, e não se teria ainda
dissipado por completo a ideia de que tudo deve ser subordinado aos superiores interesses
da produtividade.
Taylor e Fayol, tão diferentes nas suas origens como na forma como preconizam a
consecução de objectivos tão idênticos, procuravam sem dúvida com idêntica perspicácia e
determinação a satisfação comum, quer de empregados quer de empregadores, apesar de o
fazerem de formas que hoje, e à luz dos valores vigentes nesta nossa amadurecida e
traquejada civilização ocidental, forjada em revoluções económicas, culturais e políticas
geradoras de valores mais humanistas do que a outras se exige que tenham, poderiam até
ser consideradas desumanas e atentatórias de direitos fundamentais.
Taylor com a sua divisão e especialização do trabalho e do gesto, Fayol com a
racionalização absoluta da cadeia de comando, buscavam é verdade um aumento e
optimização do trabalho que poderia aumentar as benesses quer de patrões quer de
empregados; só que da forma que pretendiam fazê-lo, (Taylor criaria Homens- máquina,
realizando sempre a mesma tarefa da mesma forma – e cada vez mais eficaz - e Fayol
conseguiria verdadeiros pau-mandados sem iniciativa ou criatividade, mas capazes de
cumprir ordens sem questionar ou raciocinar.
Estes seres estranhos e de autonomia deficitária, transformariam as organizações em
verdadeiros “admiráveis mundos novos”, onde se comportariam como seres acéfalos,
isentos de raciocínio e sentimentos, e cuja postura cívica social ou pessoal, sempre
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tenderiam a condicionar ao que superiormente lhes fosse permitido.
Se num breve exercício de reflexão puramente académica, (felizmente!), imaginarmos a
projecção de sistemas de organização deste tipo para a Escola dos nossos dias, certamente
sentiremos um certo e justificado arrepio; não que tenhamos a veleidade de supor sequer
que o sistema organizacional do nosso ensino é ou se aproxima sequer do “ideal”, (o que
quer que isso seja!), mas é nossa opinião que pelo menos aos “clientes” deste nosso sistema
é minimamente permitido que pensem pela própria cabeça, que tenham espírito crítico, que
dentro dos limites impostos pelos direitos dos seus semelhantes sejam livres e autónomos, e
que tenham relativa autonomia na busca da forma de realizar e sentir-se realizados.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
José Carlos M. S. Azevedo
06 de Junho de 2004
Conjuntamente com os seus colaboradores, Taylor tinha a preocupação de aumentar a
produtividade trabalhando a eficiência no nível dos operários, com ênfase na análise e na
divisão do trabalho do operário, nas tarefas. Taylor via assim a organização da gestão por
baixo, debaixo para cima, do operário ao director.
Fayol preocupava-se fundamentalmente com a análise da estrutura hierárquica das
organizações, destacando a linha de comando da qual dependeria todo o bom
funcionamento da empresa. Das seis funções que considerava essenciais numa empresa,
Fayol destaca a administrativa. Vê a organização da gestão “por cima”, sendo as funções
administrativas distribuídas por vários elementos, não sendo apenas exclusivas dos níveis
superiores hierárquicos.
Segundo Fayol, a função de gerir assenta em 5 itens que estiveram na base da formação
do acróstico POSDCORB:
1 – Prever – visualizar o futuro e definir um programa de acção;
2 – Organizar – Construir um organismo físico, social e material;
3 – Comandar – Gerir (dirigir e orientar) o pessoal;
4 – Coordenar – ligar toda a estrutura e harmonizar os esforços da organização;
5 – Controlar – supervisionar a conformidade das ordens dadas e verificar o
desenvolvimento da acção.
Mais tarde, Gulick acrescenta mais dois itens a estes cinco – Informação e orçamento –
formando o acróstico POSDCORB que se mantém actualizado nos dias de hoje e que
representa no fundo o papel e a acção do Administrador e Gestor Escolar.
Mesmo considerando muito actual este modelo, penso que perante novas realidades,
progressos tecnológicos e científicos e a dificuldade de se desenvolver uma sociedade cada
vez mais democrática, a questão da liberdade do trabalhador tem que ser cada vez mais
considerada, procurando-se a emancipação no trabalho criativo e dinâmico. A democracia
não é consensual, mas sim um conflito. Todos os intervenientes devem ter uma verdadeira
participação no processo decisório e na partilha de poder.
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TEMA 1 - Escola Clássica da Administração e Gestão (Taylor e Fayol)
António Augusto Gonçalves
11 de Junho de 2004
O acróstico de Gulick (POSDECORB) interpretando as teorias clássicas da
Administração e resumindo as funções do administrador/ gestor de qualquer organização
mantém-se actual.
Á semelhança de qualquer organização a escola tem objectivos a atingir e com toda a
rigidez dos seus normativos e procedimentos burocráticos, a sua maior ou menor
interdependência relativamente ao meio em que se insere, a sua relativa (mais fictícia que
real) autonomia, os seus diferentes actores e parceiros com globalização (1.º ciclo) ou
especialização de funções, a sua cultura mais ou menos tradicional, mais ou menos vincada,
as relações estabelecidas dentro e entre os diferentes grupos (professores, alunos, famílias,
autarquias, forças vivas locais) e destes com a hierarquia escolar temos sempre necessidade
de gestores/administradores capazes de planear, organizar, administrar pessoal, dirigir,
coordenar, informar e orçamentar que tornem possíveis cumprir o objectivo social da escola
– que cada aluno adquira a base para o sucesso pessoal e profissional.
O sucesso educativo e a dignificação da escola de hoje depende do gestor e da sua
capacidade de partilha e cooperação com os diferentes agentes do processo educativo.
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TEMA 1 - Concepção, Gestão e Avaliação de Projectos Educativos