MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES DURATEX COMERCIAL EXPORTADORA S.A. AVALIAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONTÁBIL APURADO POR MEIO DOS LIVROS CONTÁBEIS EM 31 DE AGOSTO DE 2015 Escritório Central: Rua Laplace, 96 - 10° andar - Brooklin - CEP 04622-000 - São Paulo - SP - Tel. (55 11) 5561-2230 - Fax (55 11) 5531-6007 Rua Dr. Luís da Rocha Miranda, 159 - 11º andar - CEP 04344-010 - São Paulo - SP - Tel: (55 11) 5012-5782/5012-4313 - Fax: (55 11) 5012-0251 Internet: www.msbrasil.com.br MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES Laudo de avaliação do patrimônio líquido contábil apurado por meio dos livros contábeis Aos Administradores e Acionistas do Duratex S.A. Avenida Paulista, 1938 – 5º andar – Bela Vista São Paulo - SP Dados da firma de auditoria 1. Moore Stephens Lima Lucchesi Auditores Independentes (“Moore Stephens”), sociedade estabelecida na cidade de São Paulo, na Rua Laplace nº 96 – 10° andar, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ sob o nº 60.525.706/0001-07, registrada no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo sob o nº 2SP 015.045/O-0, representada por seu sócio infra-assinado, Sr. Carlos Atushi Nakamuta, contador, portador do RG nº 10.122.278-6, inscrito no CPF sob o nº 011.603.868-38 e no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo sob o nº 1SP 113.118/O-4, residente e domiciliado em São Paulo – SP, com escritório no mesmo endereço da representada, nomeada pela Administração da Duratex S.A. (“Duratex”) para proceder à avaliação do patrimônio líquido contábil em 31 de agosto de 2015, da Duratex Comercial Exportadora S.A. (“DCE”), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, apresenta a seguir o resultado de seus trabalhos. Objetivo da avaliação 2. A avaliação do patrimônio líquido contábil em 31 de agosto de 2015 da DCE tem por objetivo sua utilização no processo de reestruturação societária, com sua incorporação pela Duratex. Responsabilidade da Administração sobre as informações contábeis 3. A Administração da DCE é responsável pela escrituração dos livros e preparação de informações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos relevantes que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de tais informações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. O resumo das principais práticas adotadas pela DCE está descrito no Anexo II do laudo de avaliação. Alcance dos trabalhos e responsabilidade do auditor independente 4. Nossa responsabilidade é de expressar uma conclusão sobre o valor contábil do patrimônio líquido da DCE em 31 de agosto de 2015, com base nos trabalhos conduzidos de acordo com o Comunicado Técnico CTA 20, aprovado pelo CFC, que prevê a aplicação de procedimentos de exame de auditoria no balanço patrimonial. Assim, efetuamos o exame do referido balanço patrimonial da DCE de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, que requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com objetivo de obter segurança razoável de que o patrimônio líquido contábil apurado para a elaboração de nosso laudo de avaliação está livre de distorção relevante. MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES 5. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores contabilizados. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante no patrimônio líquido, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração do balanço patrimonial da DCE para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a efetividade desses controles internos da DCE. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa conclusão. Conclusão 6. Com base nos trabalhos efetuados, concluímos que o valor de R$ 20.735.250,20 (vinte milhões, setecentos e trinta e cinco mil, duzentos e cinquenta reais e vinte centavos), conforme balanço patrimonial em 31 de agosto de 2015, registrado nos livros contábeis e resumido no Anexo I, representa em todos os aspectos relevantes, o patrimônio líquido contábil da DCE, avaliado de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Em atendimento aos requisitos da Comissão de Valores Mobiliários, informamos que: a) De acordo com as normas profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, não temos conhecimento de conflitos de interesse, direto ou indireto, tampouco de qualquer outra circunstância que represente conflito de interesse em relação aos serviços que foram por nós prestados e que estão acima descritos; e b) Não temos conhecimento de nenhuma ação do Controlador ou dos Administradores da DCE com objetivo de direcionar, limitar, dificultar ou praticar quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso, a utilização ou o conhecimento de informações, bens, documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões. São Paulo, 28 de setembro de 2015. MOORE STEPHENS LIMA LUCCHESI Auditores Independentes CRC.SP - 2SP 015.045/O-0 Carlos Atushi Nakamuta Sócio Diretor CRC – 1SP 113.118/O-4 O balanço patrimonial da DCE em 31 de agosto de 2015 (Anexo I) e descrição das principais práticas contábeis (Anexo II), são partes integrantes deste Laudo: MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES Anexo I Balanço patrimonial em 31 de agosto de 2015 DURATEX COMERCIAL EXPORTADORA S.A. Balanço Patrimonial (Valores em R$) ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalente de caixa Valores a receber Impostos e contribuição a recuperar NÃO CIRCULANTE Depósitos vinculados Valores a receber Impostos de renda e contribuição social diferidos Investimentos Duratex Empreendimentos Ltda. 31/08/2015 10.381.889,20 2.274.694,21 372.115,83 7.735.079,16 17.923.936,81 13.595.403,08 1.758.689,22 2.569.843,16 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE Contas a pagar Impostos e contribuições NÃO CIRCULANTE Provisão para contingências Impostos de renda e contribuição social diferidos Contas a pagar Provisão para contingências Griferia Sur S.A. Outros 1.408.301,92 535.080,06 873.221,86 6.162.273,89 4.923.034,83 762.833,72 475.376,87 1.028,47 1,35 TOTAL DO PASSIVO Capital social Reservas de capital Prejuízos acumulados Ajustes de avaliações patrimoniais TOTAL DO ATIVO 31/08/2015 28.305.826,01 7.570.575,81 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.106.955,96 1.332.606,97 (1.583.175,44) 16.878.862,71 20.735.250,20 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 28.305.826,01 MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES Anexo II POLÍTICAS CONTÁBEIS SIGNIFICATIVAS 1. – Resumo das principais políticas contábeis As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. A DCE não está apresentando demonstrações financeiras consolidadas, pois não possui instrumentos de capital ou de dívidas negociadas em mercado aberto, nem está em processo de registro, e sua controladora disponibiliza ao público demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as normas emanadas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 1.1. – Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A preparação das demonstrações financeiras requer uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da DCE no processo da aplicação das políticas contábeis da DCE. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e tem maior complexidade, bem como as áreas nas quais as premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras. 1.2. – Conversão em moeda estrangeira a) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio, no período apresentado, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras são reconhecidos na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira exceto quando essas variações forem utilizadas como operações de hedge de investimentos líquidos, neste caso serão contabilizadas diretamente no patrimônio líquido. b) Investimentos em controladas Os resultados e a posição financeira das empresas sediadas no exterior (nenhuma das quais opera em economia considerada hiperinflacionária), cuja moeda funcional é diferente da moeda de apresentação (Reais), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: ativos e passivos, convertidos pela taxa de câmbio na data de fechamento do balanço; receitas e despesas, convertidas pela taxa média de câmbio do mês em que estas são registradas; todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas no patrimônio líquido, na rubrica Ajustes Acumulados de Conversão, e são reconhecidas no resultado quando da realização dos investimentos; ágio e ajustes de valor justo, decorrentes da aquisição de uma entidade no exterior são tratados como ativos e passivos da entidade no exterior e convertidos pela taxa de fechamento. MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES 1.3. – Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. 1.4. – Ativos financeiros 1.4.1. – Classificação Sua classificação é determinada pela administração no seu reconhecimento inicial e depende da finalidade para o qual foram adquiridos. São duas categorias nas quais os ativos financeiros são classificados, ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado e empréstimos e recebíveis. 1.4.2. – Impairment de ativos financeiros A DCE avalia quando da emissão da demonstração financeira se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um "evento de perda") e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. 1.5. – Impairment de ativos não-financeiros A DCE realizou teste para verificar se o valor contábil de seus ativos não-financeiros excede ao seu valor recuperável. Nesse sentido são considerados os efeitos de obsolescência, demanda, concorrência e outros fatores econômicos. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos menores níveis para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 1.6. – Contas a pagar e provisões As contas a pagar são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. As provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente legal ou não formalizada como resultado de eventos passados e que seja provável a necessidade de uma saída de recursos para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. 1.7. – Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido São calculados com base no resultado do exercício, antes da constituição do imposto de renda e contribuição social, ajustados pelas inclusões e exclusões previstas na legislação fiscal. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Na prática as inclusões ao lucro contábil de despesas, ou as exclusões das receitas, ambas temporariamente não tributáveis, geram o registro de créditos ou débitos tributários diferidos. Esses tributos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. 2. – Provisão para contingências A DCE é parte em ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais de natureza tributária, decorrente do curso normal de seus negócios. As respectivas provisões para contingências foram constituídas considerando a avaliação da probabilidade de perda pelos assessores jurídicos e quando necessário, foram efetuados depósitos judiciais. A Administração da DCE, com base na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que a provisão para contingências constituída no montante de R$ 4.923.034,83 é suficiente para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais. 3. – Patrimônio líquido 3.1. Capital Social Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 22 de maio de 2015 foi reduzido o capital de R$ 342.400.000,00 para R$ 4.106.955,96 mediante restituição à única acionista por considerá-lo excessivo em relação às atividades desenvolvidas pela sociedade. O capital está representado por 33.243 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 12.783 ações ordinárias e 20.460 preferenciais. 4. Gestão de risco financeiro A DCE está exposta a riscos de mercado relacionados à flutuação das taxas de juros e de crédito. Assim, a DCE dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos. _______________________