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Hospital dos Trabalhadores de Ronda Alta –
ATRA, firmou convênio com a Secretária
Estadual de Saúde do Estado do Rio Grande o
Sul para realização de atendimentos pelo SUS
prestando serviços a nível hospitalar através
da internação em 11 leitos para Atenção
Integral no Atendimento a Dependentes
Químicos e 09 leitos para Atendimentos para
portadores de sofrimento Mental. Hospital é
referência
para
os
26
municípios
pertencentes a 15ª Coordenadoria Regional
de Saúde de Palmeira das Missões.
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Muitas vezes, o dependente químico e / ou o
paciente com sofrimento mental não
necessita de internação hospitalar. Porém,
frequentemente, o estado clínico debilitado
ou risco de vida para si e familiares, exige
manejo a nível hospitalar, o que pode ser
realizado em hospital geral com equipe
multidisciplinar e trabalho humanizado.
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Os hospitais psiquiátricos ainda se mantêm
como um recurso possível no nosso país,
porém não podem mais ser classificados
como a única forma de tratamento existente:
um novo modelo assistencial é apresentado
aos trabalhadores da saúde mental, aos seus
usuários e às famílias destes.
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Todos esses atores da Reforma Psiquiatrica
se deparam com uma nova concepção de
saúde, doença e, mais concretamente, uma
nova noção de tratamento, posto que uma
das características mais marcantes dos
serviços substitutivos é a variedade de
terapêuticas que visam rumos distintos da
Psiquiatria Clássica, do tratamento moral e do
trabalho terapêutico.
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A concepção atual preconiza que estes
pacientes sejam, atendidos o mais próximo
possível de sua comunidade e família,
objetivando a reintegração na sociedade com
dignidade, respeito à qualidade de vida e com
a preservação de seus direitos de cidadão.
Assim o objetivo deste serviço é priorizar
ações
integradas
com
a
equipe
multidisciplinar e as redes de apoio, para que
possam dar atenção psicológica necessária
para o paciente e sua família, reabilitando e
inserindo novamente na comunidade.
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OBJETIVANDO
I - Ampliar o acesso à atenção psicossocial da
população em geral;
II - Promover a vinculação das pessoas com
transtornos mentais e com necessidades
decorrentes do uso de crack, álcool e outras
drogas e suas famílias aos pontos de atenção;
e
III - Garantir a articulação e integração dos
pontos de atenção das redes de saúde no
território, qualificando o cuidado por meio do
acolhimento, do acompanhamento contínuo e
da atenção às urgências.
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Esta proposta justifica-se plenamente, pois a
integração entre equipe técnica e serviços de
saúde pública integral, interdisciplinar e
intersetorial há resolutividade.
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A necessidade de estabelecer medidas que
permitam consolidar avanços na atenção à
saúde mental; incrementando a qualidade
da atenção prestada, estimulando práticas
terapêuticas no território, ampliando o
acesso
da
população
aos
serviços,
promovendo a regulação da assistência por
meio do estabelecimento de protocolos e
adotando mecanismos permanentes de
monitoramento, controle e avaliação das
ações e serviços desenvolvidos na área de
saúde mental;
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O compromisso do Governo do Estado do
Rio Grande do Sul é de auxiliar na
implementação e na supervisão desses
serviços, visando à garantia de condições
dignas de tratamento e de vida, acesso aos
serviços de saúde e ampliação da
capacidade de autonomia dos usuários; os
vazios assistenciais em saúde mental,
situados nos municípios de população
inferior a 16.000 habitantes, que são em
torno de oitenta por cento dos municípios
do Estado do Rio Grande do Sul;
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O NAAB no município de Ronda Alta – RS,
partindo da proposta do Programa Nacional de
Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção
Básica (PMAQ) instituído pela Portaria GM/MS nº
1.654, de 19 de julho de 2011, que tem como
principal objetivo induzir a ampliação do acesso
e a melhoria da qualidade da atenção básica de
criar os Núcleos de Apoio à Atenção Básica
(NAAB) – saúde mental, álcool e outras drogas,
dentro da Política Estadual da Atenção Básica ao
qual compete apoiar a inserção das ações de
Saúde Mental na Atenção Básica e Serviços de
Referencia, articulando o trabalho em rede de
saúde e linha de cuidado, bem como o processo
de territorialização e regionalização da saúde
servindo como intermediador e rede de apoio.
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O NAAB é um programa que faz parte da
Atenção Básica seu principal objetivo é apoiar
as equipes de ESF e Instituições na ampliação
do cuidado em Saúde Mental, Álcool e outras
Drogas, compartilhando responsabilidades.
Com intuito de formar Grupos Condutores,
que são dispositivos de redes intersetoriais,
fundamentais para as discussões sobre a
formação de Redes de Atenção à Saúde,
subjetividade e singularidades na dicotomia
Hospital x Atenção Básica.
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Tem como objetivos a articulação da Rede de
Atenção à Saúde, Intersetorial e Socialcomunitária. Qualificação da atenção em Saúde
Mental
e
Promover
linhas
de
cuidado.
Trabalhando como mediador entre Hospital x
Atenção Básica. Atendimento grupal: Oficinas de
artesanato,
trabalhos
educacionais
e
de
motivação. Visitas domiciliares. Reuniões de
equipe multiprofissional e grupos de apoio.
Assim o papel da instituição hospitalar não se
limitará apenas nas diretrizes políticas de saúde,
e sim ampliar-se-á por uma compreensão que
exige outra concepção teórica, técnica e social –
com foco na necessidade de resgatar a cidadania.
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CAMPOS, Gastão Wagner de Sousa. A clínica e a reabilitação do
sujeito e o trabalho em equipe. Extraído do texto Anti-taylor:
Teoria e método para a Práxis em Instituições. Unicamp - junho
de 1998.
MINISTÉRIO DA SAÚDE (1998). Temas de saúde mental: Textos
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Saúde Mental (CBAD). Rio de Janeiro: Fiocruz.
RODRIGUES CR, FIGUEIREDO MAC. Concepções sobre a doença
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SARACENO, Benedetto. Libertando identidades. Da reabilitação
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Franco Basaglia/TeCorá, 1999
TYKANORY, R. Contratualidade e Reabilitação Psicossocial. In:
PITTA, Ana (org.). A reabilitação psicossocial no Brasil. São Paulo:
Hucitec, 1996.
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A importância do fortalecimento da Rede de Atenção a Saúde