12 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE SAÚDE DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA APTIDÃO FÍSICA DE POLICIAIS MILITARES EM CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS – CAS ELDER NEVES DE OLIVEIRA MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO PORTO VELHO-RO 2011 13 APTIDÃO FÍSICA DE POLICIAIS MILITARES EM CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS – CAS Autor: Elder Neves de Oliveira Orientador: Prof. Ms. Luis Gonzaga de Oliveira Gonçalves Co-Orientadora: Prof. Esp. Juliana Nunes de Oliveira Monografia de graduação apresentada no curso de Educação Física do Núcleo de Saúde da Universidade Federal de Rondônia, para a obtenção do título de graduado em Educação Física. PORTO VELHO-RO 2011 14 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA, Elder neves de. APTIDÃO FÍSICA DE POLICIAIS MILITARES EM CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS – CAS. Porto Velho, 2011. 50p. Monografia de Graduação - Curso de Educação Física – Universidade Federal de Rondônia. Orientador: Luis Gonzaga de Oliveira Gonçalves. 1. Aptidão Física; 2. Qualidade de vida; 3. Sargentos 15 ELDER NEVES DE OLIVEIRA Data da defesa: 10/06/2011 BANCA EXAMINADORA Prof. Ms. Luis Gonzaga de Oliveira Gonçalves Julgamento:________________________Assinatura:______________________ Prof. Ms. João Bernardino Neto Julgamento:________________________Assinatura:______________________ Prof. Eurly Kang Tourinho Julgamento:________________________Assinatura:______________________ 16 DEDICATÓRIA Dedico primeiramente a Deus, pela vida, força e sabedoria que me deu para mais essa conquista; a minha família pelo apoio em todo momento do curso; Em fim, a todos os que participaram na realização desse sonho. 17 AGRADECIMENTOS Primeiro ao todo poderoso criador de tudo, Deus, sem ele nunca chegaria ao final de mais essa etapa na minha vida. A minha família, e em especial aos meus pais que me deram a base do que hoje eu sou e me ensinaram a sempre lutar e prosseguir com os meus ideais. A uma mulher muito importante na minha vida, IALINE PEREIRA ROCHA, por ter ficado ao meu lado, me motivado nos momentos mais difíceis deste sonho. Ao Professor Ms. LUIS GONZAGA DE OLIVEIRA pelo apoio em todo o processo de elaboração e conclusão desse trabalho. Saiba que a humildade é a base da conquista, e você tem. A minha amiga JULIANA NUNES DE OLIVEIRA pelo auxílio incomparável, durante o término desse trabalho. Aos professores do Departamento de educação Física da Universidade Federal de Rondônia. Aos meus superiores imediatos, colegas de trabalho, comandante e subcomandante da C.O.E., pelo auxílio durante o desenvolvimento desse trabalho. Aos meus colegas de turma, por esses anos cheios de momentos que ficarão guardados em minha memória, cada um com seu jeito de ser, fez de nós um grande corpo. Em fim, agradeço a todos que tiveram parcela significativa na elaboração e conclusão desse trabalho. 18 SUMÁRIO Resumo.........................................................................................................................viii Abstract...........................................................................................................................ix Lista de Ilustrações..........................................................................................................x Lista de Abreiatuas e Siglas...........................................................................................xi I - INTRODUÇÃO..........................................................................................................12 II- JUSTIFICATIVA. ......................................................................................................15 III- OBJETIVOS.............................................................................................................17 IV– FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................18 4.1 - Histórico da PM/RO ..............................................................................................18 4.2 - Saúde do trabalhador............................................................................................19 4.3- Qualidade de vida no trabalho...............................................................................20 4.4- Política nacional de saúde do trabalhador.............................................................21 4.5- Qualidade de vida..................................................................................................22 4.6- Aptidão Física.........................................................................................................24 4.6.1- Resistência Cardiorespiratória............................................................................25 4.6.2- Força Muscular....................................................................................................26 4.6.3- Flexibilidade........................................................................................................26 4.6.4- Composição Corporal..........................................................................................27 V- PROCEDIMENTO METODOLÓGICO.....................................................................28 5.1- Caracterização do estudo......................................................................................28 5.2- População e amostra.............................................................................................28 5.3- Procedimento para coleta de dados.......................................................................28 5.4- Instrumento de coleta de dados.............................................................................28 5.5- Procedimentos Estatísticos....................................................................................34 19 VI- RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS........................................................35 VII-CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................43 VIII – REFERÊNCIAS....................................................................................................45 IX- ANEXOS..................................................................................................................50 20 RESUMO O objetivo do estudo foi analisar o nível de aptidão física relacionada à saúde de policiais militares, do gênero masculino na faixa etária de 42 a 49 anos, integrantes do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos 2011 (CAS 2011) do Estado de Rondônia. A pesquisa foi do tipo documental, tendo em vista que este método se constitui em analisar dados que ainda não foram codificados, organizados e elaborados para os estudos científicos anteriores. Na coleta de dados, foram utilizadas as fichas de anotações que continham os dados das medidas antropométricas para verificar peso corporal, estatura corporal, circunferência da cintura e do quadril, dobras cutâneas tricipital, suprailíaca, subescapular, panturrilha e os resultados dos testes de aptidão física: força abdominal (nº de rep. por min), força de membros superiores (nº de rep. por min), flexibilidade (cm), cardiorrespiratório (ml.kg.min). Para a análise dos dados coletados utilizou-se a estatística descritiva através da média aritmética e da porcentagem. A média de idade dos sargentos participantes do CAS 2011 foi de aproximadamente 44 ± 1,5 anos, teve como estatura média 1,74 ± 0,06 metros e peso corporal médio de 82,6 ± 12,4 kilogramas (Kg), percentual de gordura médio encontrado foi de 22,8 ± 4,7%, índice cintura quadril médio 0,93 ± 0,06 metros, flexibilidade média 22,2 ± 8,1 centímetros, Resistência Muscular Localizada abdominal média 43,5 ± 9 repetições, Resistência Muscular Localizada de Membros Superiores 20 ± 7,2 repetições e Consumo Máximo de Oxigênio médio de 30 ± 7,1 ml(kg.min)-1. Na análise dos dados, separando cada variável observou-se que a maior parte dos sargentos está com o percentual de gordura acima da média 28,8%, com a razão da circunferência da cintura e do quadril moderada 49,2%, a resistência muscular localizada abdominal fraca 81,4%, a resistência muscular localizada de membros superiores acima da média 37,3%, a flexibilidade média 30,5% e o consumo máximo de oxigênio fraco 52,5%. Conclui-se que o nível de aptidão física dos policiais militares do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos 2011 do Estado de Rondônia encontram-se em níveis insatisfatórios, visto que, por serem incluídos no grupo de profissões que trabalham com a segurança pública, devem ter uma aptidão física acima da média populacional. Resultados insatisfatórios de aptidão física podem estar ligados ao aparecimento de doenças e agravos não transmissíveis (DANTS). Isso pode ser minimizado com a elaboração/implantação de programas de atividade física 21 acompanhados por um profissional de forma a criar uma consciência sobre a aquisição/manutenção de bons níveis de aptidão física. PALAVRAS- CHAVE: Aptidão física, CAS 2011, Saúde dos militares. ABSTRACT The objective was to examine the level of physical fitness and health of police officers, male aged 42 to 49 years, members of the Improvement of Sergeants 2011 (CAS 2011) the state of Rondonia. The survey was the type of documents, bearing in mind that if this method is to analyze data that have not yet been codified, organized and prepared for scientific studies. In collecting data, we used the notes notes containing the data of anthropometric measurements to determine body weight, body height, waist circumference and hip circumference, triceps, suprailiac, subscapular, calf, and the results of tests of physical fitness : abdominal strength (No. of rep. per min), upper limb strength (No. of rep. per minute), flexibility (cm), cardiorespiratory (mL.kg.min).For data analysis we used descriptive statistics as the arithmetic mean and percentage. The average age of participants sergeants CAS 2011 was about 44 ± 1.5 years, mean height was 1.74 ± 0.06 m and body weight of 82.6 ± 12.4 kilograms (kg), percentage average fat was found to be 22.8 ± 4.7%, waist hip average 0.93 ± 0.06 meters, flexibility mean 22.2 ± 8.1 cm, abdominal muscular resistance average 43.5 ± 9 reps , Muscular Resistance of Upper Limbs 20 ± 7.2 repetitions and Maximal Oxygen Uptake average of 30 ± 7.1 ml (kg.) -1. In analyzing the data, separating each variable was observed that most of the sergeants is the percentage of fat above average 28.8%, with the ratio of waist circumference and hip moderate 49.2%, muscular endurance localized weak abdominal 81.4%, the muscular endurance of the upper limbs above the average 37.3%, 30.5% average flexibility and maximum oxygen uptake 52.5% weak. It is concluded that the level of physical fitness of the military police sergeants Improvement Course 2011 State of Rondônia are at unsatisfactory levels, since by being included in the group of professions who work with public safety, must have a physical fitness above the population mean. Unsatisfactory results of physical fitness may be linked to the emergence of noncommunicable diseases and injuries (dants). This can be minimized with the development / implementation of programs of physical activity accompanied by a professional to create an awareness on the acquisition and maintenance of physical fitness good levels. KEYWORDS: Physical fitness, CAS 2011, militar health. LISTA DE ILUSTRAÇÕES (FIGURAS E TABELAS) 22 Figura 1- Organograma da Polícia Militar.....................................................................19 Gráfico 1 - Percentual de gordura de sargentos participantes do CAS 2011...............36 Gráfico 2 - Razão entre a Circunferência da Cintura e Quadril de sargentos participantes do CAS 2011 ...........................................................................................37 Gráfico 3 - Resistência Muscular Localizada Abdominal de sargentos participantes do CAS 2011......................................................................................................................38 Gráfico 4 - Resistência Muscular Localizada de Membros Superiores de sargentos participantes do CAS 2011............................................................................................39 Gráfico 5 – Flexibilidade de sargentos participantes do CAS 2011.............................40 Gráfico 6 – Consumo Máximo de Oxigênio de sargentos participantes do CAS 2011 .......................................................................................................................................41 Tabela 1 - Aptidão Física Relacionada à Saúde...........................................................25 Tabela 2 - Índice entre a cintura e o quadril para homens............................................29 Tabela 3 - Teste de Sentar e Alcançar do sexo masculino com banco........................30 Tabela 4 - Classificação de repetições abdominais no período de 1 minuto................31 Tabela 5 - Classificação de repetições de flexões de membros superiores.................31 Tabela 6 - Classificação masculina do consumo máximo de oxigênio........................32 Tabela 7 - Classificação masculina do percentual de gordura.....................................34 Tabela 8 - Perfil do policial militar participante do CAS 2011.......................................35 Tabela 9 - Percentual de gordura de sargentos participantes do CAS 2011................35 Tabela 10 - Índice cintura-quadril de sargentos participantes do CAS 2011................37 Tabela 11 - Variáveis da aptidão física (resistência muscular localizada abdominal, resistência muscular localizada de membros superiores, flexibilidade e capacidade aeróbica) de sargentos participantes do CAS 2011......................................................38 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 23 AAHPERD - American Alliance for Health, Recreation and Dance ACSM- American College of Sports Medicine CAS- Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos CEREST- Centros de Referência em Saúde do Trabalhador Cm- Centímetros. COE- Companhia de Operações Especiais Desv. Pad- Desvio Padrão FLEX- Flexibilidade GC- Gordura Corporal ICQ- Índice Cintura Quadril Kg- Kilograma PNSST- Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho PRONASCI- Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania RENAST- Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador RCCQ- Razão Circunferência Cintura-Quadril RMLABD- Resistência Muscular Localizada Abdominal RMLMS- Resistência Muscular Localizada de Membros superiores UNIR- Universidade Federal de Rondônia VO2max- Consumo Máximo de Oxigênio %G- Percentual de Gordura 1. INTRODUÇÃO 24 Apesar de o homem ser habitante do planeta, ao menos há cem mil anos, data de pouco mais de seis mil anos o surgimento das primeiras sociedades humanas, com grau relativamente elevado de organização (MALINOVISKI, 1970 apud SIMÕES 1998). Desde então surgiu à necessidade de se manter certo controle neste meio que se organizava. O conceito de controle social é muito amplo. Incluem desde as regras de civilidade, normas de trato e etiqueta, até as normas coercitivas do direito. As instâncias ou instituições sociais encarregadas de seu exercício são também numerosas, e vão desde a família até as organizações de segurança, passando por vários segmentos, como por exemplo, a Polícia Militar (SIMÕES 1998). Nos últimos anos o número de policiais militares de Rondônia vem aumentando consideravelmente, resultado de um aumento significativo no número de contratações feitas pelo governo para atender a necessidade de se manter a ordem pública do Estado, porém tal aumento deste efetivo militar ainda não é suficiente para atender as reais necessidades da população, situação que resulta na exaustão física e psicológica dos policias militares, por serem empregados em escalas prolongadas de serviço com pouco período de descanço, de modo a influenciar negativamente na qualidade de vida destes. Gonçalves (2006) levantou informações do setor de recursos humanos da Polícia Militar de Porto Velho-RO, na qual na referida época compunha o quadro de pessoal 4000 (quatro mil) militares, de modo que, em decorrência de um número elevado de afastamento por problemas de saúde e licença especial, o efetivo se resumia aproximadamente a 2000 (dois mil) integrantes. Partindo dessa informação, verifica-se a existência de um período de descanso reduzido para o atual efetivo policial, podendo com isso, ocorrer uma sobrecarga no sistema biológico e músculo-esquelético nos componentes da corporação. O quadro de sargentos da Polícia Militar do Estado de Rondônia, possui características que o diferencia do serviço ordinário polícial militar comum, pois tem um campo difenciado de atuação, é claro que ele não deixa de realizar seus deveres de polícia militar, porém tem suas peculiaridades de serviço, ou seja, é predominantemente diário e ostensivo, e tem como fundamento principal, comandar as classes de cabos e de policiais militares, em situações adversas não costumeiras, que exigem uma atuação bem mais treinada e específica. Segundo Velho (1994), a profissão do policial militar exige que durante o exercício da função, o indivíduo permaneça em pé ou caminhe durante muitas horas, que corra carregando materiais pesados ou então que utilize a sua força muscular exaustivamente, 25 suba e desça escadas, entre e saia de viaturas rapidamente. O policial militar necessita de um Estilo de vida voltado a níveis elevados de saúde, suas atividades de polícia requerem um condicionamento físico acima da média, muitas vezes ele pode se deparar com situações que irão exigir e muito de seu corpo e de sua mente, como por exemplo, situações de captura de foragidos, sequestro, roubo, furto, estupro, entre outros, o policial militar do quadro de oficiais além das características citadas acima também possui as peculiaridades de seu serviço ordinário, ele precisa estar preparado para situações especiais que exigem muito mais de seu físico e principalmente de seu psicológico, como por exemplo comandar uma tropa para conter convulsões sociais que possam oferecer transtornos a tranqüilidade pública ou grave perturbação da ordem. Santos (2006), investigando o estilo de vida de algumas pessoas, constatou que apesar de terem consciência de que a saúde é o alicerce fundamental da qualidade de vida, elas pouco se preocupam com os comportamentos de risco a saúde dando mais atenção, nesta fase, as questões de acumulação de bens materiais, o que, segundo eles, justificaria sacrifícios de ordem pessoal para alcançar objetivos materiais. Segundo Nahas (2003), infelizmente a grande maioria das pessoas só pensa em sua saúde, quando esta se acha ameaçada, e os sintomas das doenças são visíveis. Estudos exploratórios têm verificado que o perfil de estilo de vida individual de algumas pessoas apresenta várias deficiências preocupantes no que se refere à atividade física, hábitos alimentares, controle de estresse e comportamentos preventivos (LEGNANI, 2004). As evidências positivas para a saúde com relação ao estilo de vida e à atividade física não tem sido animadoras: Observa-se que as pessoas não seguem um estilo de vida adequado, os índices de inatividades físicas são elevados e as doenças crônicas degenerativas são ainda as principais causas de morte (COLDITZ e MARIANE, 2003). Conforme Pereira (2007), nas classes militares, a aptidão física é um fator determinante, ou seja, níveis baixos de aptidão física influenciam negativamente tanto ao ingresso quanto ao sistema promocional da carreira militar. No entanto, infelizmente, alguns estudos têm verificado que a capacidade física de militares vem sofrendo declínio considerável, principalmente em policiais, e os níveis de gordura corporal, que faz parte deste conjunto de variáveis, é um dos principais destaques nesta visão negativa (RODRIGUEZ AÑES, 2003). Ferreira (2009) em um estudo realizado com policiais militares na faixa etárias de 20 a 39 anos pertencentes à companhia de guarda da policia militar do estado de 26 Rondônia identificou 46,3% dos policiais acima da média preconizada para uma boa condição de saúde, quando estratificado por faixa etária 36,3% da amostra de 20-29 anos e 58,6% de 30-39 anos apresentaram valores acima da média para percentual de gordura. Moraes (2009) pesquisou 27 policiais militares do sexo masculino com idade de 30 até 49 anos e identificou níveis inadequados para saúde com relação às variáveis flexibilidade (fraca) e composição corporal (acima da média). Souza (2005) realizou uma avaliação antropométrica e motora, e ainda aplicou um programa de exercícios físicos em 20 policiais militares do município de Porto Velho durante quatro semanas em dois grupos (controle e experimental). Os resultados constatam alterações em todas as capacidades e habilidades motoras estudadas no grupo experimental, ocorrência não observada no grupo controle. Azevedo (2006) através de um estudo documental no setor médico da policia militar de Rondônia nos anos 1998 e 2002, no qual verificou a incidência de doenças osteomusculares relacionadas à coluna vertebral em policiais militares do Estado de Rondônia e constatou um número elevado de lesões osteomusculares relacionadas à coluna vertebral em PM do Estado de Rondônia, em especial a dor lombar e a lombalgia. Gonçalves (2006) investigou a aptidão física de policiais militares de Porto Velho do sexo masculino na faixa etária de 20 a 40 anos com objetivo de analisar e comparar o nível de aptidão física relacionada à saúde. Os resultados apontaram o percentual de gordura acima da média preconizada em todas as faixas etárias e grupos estudados, e ainda diferenças significativas nos níveis na faixa etária de 30 a 39 anos; resultados satisfatórios na variável flexibilidade, força abdominal, membros superiores e capacidade aeróbia. Outro estudo realizado por Flores (2007) com 100 militares da base aérea de ambos os sexos com idades entre 18 e 45 anos, verificou-se que o militar tem opiniões favoráveis, construtivas, e positivas no que diz respeito à necessidade de se praticar atividade física visando promoção da saúde. Diante do exposto acima, pergunta-se, como está a aptidão física dos policiais militares do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos 2011 do estado de Rondônia? 2. JUSTIFICATIVA 27 A pesquisa aqui apresentada justifica-se por vários motivos. O primeiro que se pode destacar diz respeito à relevância do tema em questão, para Nahas (2003) o estilo de vida individual apresenta um elevado impacto sobre a saúde, em geral, determinando para a grande maioria das pessoas, o quão doentes ou saudáveis vão ser a médio e longo prazo. É em face do estilo de vida individual com seus comportamentos relacionados à saúde que surgirão os reflexos positivos ou negativos em nossa qualidade de vida atual e na velhice. Porém, diante dos mais diferentes graus de desequilíbrios e contrastes socioeconômicos em que se vive no Brasil hoje, conclui-se que a população está longe de uma qualidade de vida ideal. Vale destacar que a saúde enquanto posse do trabalhador é condição indispensável e fundamental para o convívio social, indissociável do trabalho, ferramenta primeira no desenvolvimento das relações de produção, de um serviço de qualidade. A influência do exercício físico sobre a qualidade de vida se dá sob diversos aspectos, um deles é a ação benéfica que ele exerce sobre os efeitos do estresse cotidiano o que proporciona um melhor gerenciamento das tensões próprias do dia-a-dia, pois na prática do exercício físico ocorre uma descarga fisiológica de energia acumulada através do corpo, podendo desta forma fazer com que o militar evite que se crie um estado de agitação e desassossego interior tremendamente nocivo ao bem estar, a felicidade e a alegria do individuo (SILVA, 1999). Atualmente o enfoque do treinamento físico militar deve atender de melhor forma a saúde e aos interesses do militar, sendo assim seu bem estar, tendo objetivos e benefícios mais duradouros no tempo e proporcionando uma melhor qualidade de vida (MINISTÉRIO DA DEFESA, 2002). Limongi (2004) afirma que há uma íntima correlação entre melhoria da qualidade de vida das pessoas e estilo da vida fora e dentro da organização, e que essa melhoria causará impacto na excelência e na produtividade dos indivíduos em seu trabalho. Outra relevância a ser destacada diz respeito à população que se pretende estudar, hoje se sabe que o quadro de sargentos tem fundamental importância para o policiamento do nosso Estado, desenvolve seu trabalho nos mais diversos tipos de lugares, seja na terra, na água ou no ar o serviço é demasiadamente diversificado, o que implica afirmar, que é necessário ter uma aptidão física satisfatória, adequada a sua realidade de trabalho, de forma que não venha ter prejuízos futuros em sua vida militar. O estilo de vida influência diretamente na queda do desempenho profissional do policial e conseqüentemente na qualidade dos serviços prestados, ocasionando uma queda 28 também nos padrões da aptidão física. De acordo com Rodriguez-Añez (2003), alguns estudos realizados com policiais militares detectaram níveis insatisfatórios de aptidão física na referida população, e apontam para a necessidade de que estas pessoas apresentem graus elevados de qualidades físicas básicas necessárias ao desempenho profissional específico. Portanto estudar, conhecer como está o perfil de aptidão física dessa amostra torna-se cada vez mais necessário para a elaboração de futuros planos de exercício físico, para melhoria de vida e de prestação de serviço dessa população, até por que a promoção de uma aptidão física satisfatória não é apenas uma vaidade oferecida pelos meios de comunicação ou um ideal dos profissionais das ciências da saúde, mas sim uma real necessidade que se torna cada vez mais presente na vida humana atual, que infelizmente está envolvida com o sedentarismo, com maus hábitos alimentares, de lazer, de descanso, de trabalho, enfim, desfavorecendo a promoção de uma aptidão física adequada, relacionada a bons níveis de saúde. Esta pesquisa, que pretende investigar a aptidão física de uma determinada população, ao seu término terá subsídios para que se possa gerar uma reflexão e o desenvolvimento de um perfil geral, de como está a aptidão física dos policiais militares do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos 2011 do Estado de Rondônia. 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo geral 29 Verificar o perfil de aptidão física em Policiais Militares do sexo masculino na faixa etária de 42 a 49 anos do CAS 2011 do Estado de Rondônia. 3.2 Objetivos específicos Identificar o Índice Cintura Quadril (ICQ); Estimar o percentual de gordura; Identificar os níveis das variáveis de aptidão física: capacidade aeróbica, resistência muscular localizada de membros superiores, resistência muscular localizada abdominal e flexibilidade; Relacionar dos resultados encontrados com a saúde dos militares. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 30 4.1 Histórico da Polícia Militar de Rondônia Com a criação do Território Federal de Rondônia, então Guaporé, pelo DecretoLei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943, com áreas desmembradas dos estados do Amazonas e Mato Grosso, o governador, então Coronel Aluízio Ferreira, necessitando de uma organização para a manutenção da ordem e mão-de-obra na execução de trabalhos públicos, baixou o Decreto nº 01, de 11 de fevereiro de 1944, criando a Guarda Territorial, corporação de caráter civil, comandada por um oficial do exército (wikipedia, 2010). A Guarda Territorial, após sofrer várias modificações em sua estrutura, em muito se aproximou, ultimamente, de uma organização policial-militar, possuindo, inclusive, Corpo de Bombeiros (wikipedia, 2010). A Polícia Militar de Rondônia foi criada pela Lei nº 6.270, de 26 de novembro de 1975, cuja regulamentação só foi baixada a 11 de janeiro de 1977, através do Decreto Federal nº 79.108. Em 9 de setembro de 1977, já com a Polícia Militar criada, mas ainda em sua fase embrionária, editou-se o Decreto Territorial E nº 864, da mesma data, que considerou extinta, de vez, a Guarda Territorial de Rondônia, conforme preconizado na Lei de Criação da Polícia Militar (wikipedia, 2010). Com a extinção da Guarda Territorial aceleram-se os trabalhos de implantação e organização da Polícia Militar recém criada. Pelo transcurso de tempo da edição da Lei de Criação, bem assim do Decreto que a regulamentou, pode-se vislumbrar que montar uma estrutura policial militar complexa, desdobrada nas atividades administrativas e operacionais e, ao mesmo tempo, prover à segurança pública da área, não era empresa para pouco tempo (wikipedia, 2010). O problema prioritário, a maior preocupação do legislativo e, particularmente, do governador, consistia no aproveitamento dos componentes da extinta Guarda Territorial no novo organismo. Este aproveitamento, preconizado na própria Lei de Criação, só foi disciplinado pelo Decreto Territorial nº 835/77, que, inclusive instituiu um processo seletivo para tal. Pelo diploma legal, nortearam-se as Comissões e o Comando da Corporação para avaliarem e decidirem sobre o referido aproveitamento (wikipedia, 2010). Figura 1 – Organograma da Polícia Militar 31 : 4.2 Saúde do trabalhador A política de saúde do trabalhador no Brasil começa a ser desenhada após a promulgação da Constituição Federal de 1988 no artigo 196 coloca que “a saúde é um direito de todos, e dever do Estado garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco da doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (Portal Saúde, 2010). 32 A Lei Orgânica da Saúde nº. 8080/90 também coloca no artigo 6º, parágrafo 3ºa “... saúde do Trabalhador como um conjunto de atividades que se destina, por meio de ações de vigilância epidemiológica e sanitária, a promoção e proteção da Saúde do Trabalhador, assim como visa à recuperação e à reabilitação dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho” (Portal Saúde, 2010). Em 2002, com a publicação da Portaria nº. 1679 que instituiu a Rede Nacional de Atenção Integral a Saúde do Trabalhador com a articulação entre o Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde dos Estados e Secretarias Municipais de Saúde e cria os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador que tem como objeto o estudo e intervenção nas relações entre trabalho e saúde tem como objetivo realizar a prevenção, a promoção e a recuperação da Saúde do Trabalhador urbano ou rural, do setor formal ou informal de trabalho (Portal Saúde, 2010). Segundo a Política de Saúde e Segurança do Trabalhador entende-se por trabalhadores homens ou mulheres que exercem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, sejam no mercado de trabalho formal ou informal da economia. Inclusive os que trabalham ou trabalharam como assalariados, domésticos, avulsos, rurais, autônomos, temporários, servidores públicos, cooperativados e empregadores, proprietários de micro e pequenas unidades de produção e serviços, entre outros. Também se considera trabalhador o não remunerado que trabalha no domicílio, o aprendiz ou estagiário e aqueles que estão afastados temporariamente ou definitivamente do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego (Portal Saúde, 2010). 4.3 Qualidade de vida no trabalho Atualmente a questão “qualidade de vida do trabalhador” é algo muito discutido no ramo científico, isto se deve pela necessidade de buscar melhores opções de trabalho ao homem, em que haverá maior produtividade e menor desgaste físico e mental, de modo a gerar benefícios para o trabalhador, o empregador e conseqüentemente a população usuária dos serviços prestados, que receberá um serviço de melhor qualidade. A qualidade de vida é um fator preocupante para as empresas, no que diz respeito ao rendimento e sucesso nas atividades trabalhistas, tendo em vista que o estado físico e emocional do trabalhador afeta de maneira significativa a capacidade de trabalho e de realização de outras atividades comuns a vida social (GONCALVES, 2006). 33 Cabe destacar que dependendo da função exercida e o tipo de trabalho executado os níveis de estresse no trabalho, em função da cobrança, concentração e realização do trabalho podem tornar a vida do trabalhador mais suscetível aos problemas de saúde (FLORES, 2007). Walton (1973) apresenta oito critérios de análise de qualidade de vida no trabalho (QVT): compensação justa e adequada, condições de trabalho, uso e desenvolvimento de capacidades, oportunidade de crescimento e segurança, integração social na organização, constitucionalismo, o trabalho e sua relevância social para o indivíduo e o espaço total de vida. Lippitt (1978), por sua vez, agrupa os oito critérios de Walton (1973) em quatro fatores-chave que são o trabalho em si, o indivíduo, a produção do trabalho, as funções e a estrutura da organização. Atualmente há uma enorme preocupação no que diz respeito a programas que tratem de melhorias para o trabalhador, porém existem diversos problemas que influenciam negativamente o desenvolvimento de uma melhor qualidade de vida no trabalho, de modo a estar adequada a níveis satisfatórios de saúde. Westley (1979) lista diversos problemas que podem ser obstáculos à QVT e que são agrupados em quatro tipos: políticos, econômicos, psicológicos e sociológicos. 4.4 Política nacional de saúde do trabalhador O termo Saúde do Trabalhador refere-se a um campo do conhecimento que visa compreender as relações entre o trabalho e o processo saúde/doença. Em vigor desde 2004, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mediante a execução de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde. Suas diretrizes, descritas na Portaria nº 1.125 de 6 de julho de 2005, compreendem a atenção integral à saúde, a articulação intra e intersetorial, a estruturação da rede de informações em Saúde do Trabalhador, o apoio a estudos e pesquisas, a capacitação de recursos humanos e a participação da comunidade na gestão dessas ações(Portal Saúde, 2010). A Renast, regulamentada pela Portaria nº 2.728/GM de 11 de novembro de 2009, é uma das estratégias para a garantia da atenção integral à saúde dos trabalhadores. Ela é composta por Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) - ao todo, até novembro de 2009, 178 unidades espalhadas por todo o País - e por uma rede de 1.000 serviços sentinela de média e alta complexidade capaz de diagnosticar os agravos à saúde que têm relação com o trabalho e de registrá-los no 34 Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Portal Saúde, 2010). Os Cerest recebem recursos financeiros do Fundo Nacional da Saúde, de R$ 30 mil para serviços regionais e R$ 40 mil para as unidades estaduais, para realizar ações de promoção, prevenção, vigilância, assistência e reabilitação em saúde dos trabalhadores urbanos e rurais, independentemente do vínculo empregatício e do tipo de inserção no mercado de trabalho. Além disso, em esfera interinstitucional, o Ministério da Saúde desenvolve uma política de ação integrada com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, a Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho (PNSST) (Portal Saúde, 2010). Suas diretrizes compreendem: I - Ampliação das ações, visando à inclusão de todos os trabalhadores brasileiros no sistema de promoção e proteção da saúde; II - Harmonização das normas e articulação das ações de promoção, proteção e reparação da saúde do trabalhador; III - Precedência das ações de prevenção sobre as de reparação; IV - Estruturação de rede integrada de informações em Saúde do Trabalhador; V - Reestruturação da formação em Saúde do Trabalhador e em segurança no trabalho e incentivo à capacitação e à educação continuada dos trabalhadores responsáveis pela operacionalização da política; VI - Promoção de agenda integrada de estudos e pesquisas em segurança e Saúde do Trabalhador. O Ministério da Justiça também realiza várias ações programas com a finalidade de trazer uma melhor capacitação para perto do profissional de segurança pública e, dar a especialização necessária para que ele possa exercer seu trabalho com mais qualidade, atualmente o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) é o destaque no Brasil, promove diversos benefícios ao trabalhador de segurança, como por exemplo, cursos para capacitação profissional. 4.5 Qualidade de vida Santos e Venâncio (2006) afirmam que o estilo de vida está ligado diretamente ao conceito moderno de saúde, entendido não somente como ausência de doenças, mas com a qualidade de vida, com a integridade psico-corporal, com preocupações na condução de uma vida saudável. 35 O estilo de vida varia de pessoa para pessoa, na saúde também é da mesma forma, algumas pessoas decidem focalizar cuidados para melhores indicadores de saúde apresentar e outras não. Nahas (2003) coloca que o estilo de vida particular de cada pessoa está interligado ao que acredita, e suas atitudes repercutem na sua rotina diária, afirmando desta forma que as nossas atitudes têm total influência na nossa qualidade de vida, proporcionando uma idéia aproximada da sua saúde ou doença em dias futuros. A expressão condições de vida permite que a definição de promoção em saúde ultrapasse os limites daqueles fatores estritamente comportamentais, observáveis em geral durante o relacionamento interpessoal que ocorre no âmbito do nível local, para prender-se a uma teia de interações muito mais complexa, constituída pela cultura, por normas e pelo ambiente socioeconômico, cada um deles se associando com o significado histórico mais amplo do que se convencionou denominar de estilo de vida (Green, 1991). Várias coisas são discutidas e citadas diariamente sobre a importância de um estilo de vida saudável para pessoas de todas as idades e condições, porém, apesar de tantas literaturas científicas acumuladas, o nível de pessoas que desconhecem ou tratam com negligência tal situação ainda é muito alto. Para Nahas (2003) existem sólidas evidências de que o estilo de vida individual apresenta um elevado impacto sobre a saúde, em geral, determinando para a grande maioria das pessoas, o quão doentes ou saudáveis serão a médio e longo prazos. Em síntese, é em face do estilo de vida individual com seus comportamentos relacionados à saúde que surgirão os reflexos positivos ou negativos em nossa qualidade de vida atual e na velhice. Nahas (2006) argumenta que uma das responsabilidades fundamentais dos profissionais da saúde, principalmente os da Educação Física, deveria ser bem informar as pessoas sobre fatores com a associação entre um estilo de vida adequado e a saúde, os princípios para uma alimentação saudável, formas de prevenção de doenças cardiovasculares ou o papel das atividades físicas no controle do stress. Em suma, como e por que escolher um estilo de vida ativo, voltado para uma boa qualidade de vida. A falta de exercícios físicos regulares, associada com a exposição a altos níveis de estresse, além da adoção de dietas inadequadas e de posturas corporais estáticas na maior parte do tempo, muitas vezes com posturas incorretas, levam o corpo das pessoas a se tornar uma fonte de tensões e os músculos mais enrijecidos ficam vulneráveis às lesões, assim como as demais estruturas, criando dessa forma uma reação em cadeia indesejada, ou seja, um transtorno de saúde (NATHAN, 2000). Segundo Nahas (2001), a inatividade física representa uma causa importante de debilidade, de reduzida qualidade de vida e morte prematura nas sociedades 36 contemporâneas, particularmente nos países industrializados, pois a probabilidade de ocorrer um infarto em uma pessoa sedentária é duas vezes maior quando comparados com aqueles que são regularmente ativos. 4.6 Aptidão física A aptidão física está diretamente ligada, a capacidade de um indivíduo realizar algum esforço sem que haja uma agressão maior ao seu organismo. É o oposto de estar fatigado com esforços ordinários, de falta de energia para realizar as atividades cotidianas com entusiasmo, tornando-se exausto em esforços físicos exigentes e inesperados (BARBANTI, 1999). MATSUDO (1992), define a aptidão física como a capacidade que um indivíduo tem de desempenhar as funções quotidianas necessárias, sem que haja desequilíbrio de sua integridade bio-psicossocial. Guedes (1996) diz que aptidão física é um estado dinâmico de energia e vitalidade que permite a cada um não apenas a realização das tarefas do cotidiano, as ocupações ativas das horas de lazer e enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, mas, também, evitar o aparecimento das funções hipocinéticas, enquanto funcionando no pico da capacidade intelectual e sentindo uma alegria de viver. Para WEINECK (2000), aptidão física é o estado de rendimento do ser humano, com disposição para atuar em uma determinada área, ou seja, significa estar apto para realizar algo. A aptidão física é constituída das seguintes qualidades físicas: resistência cardiorrespiratória, resistência e potência muscular, velocidade, flexibilidade, agilidade, equilíbrio, tempo de reação, além da composição corporal. Dentro de todas estas valências físicas há uma divisão de finalidades, ou seja, a aptidão física se desdobra em dois grandes grupos, a que é voltada para a performance atlética e a que é voltada para a saúde (AAHPERD, 1988). BARBANTI (1999) estabelece as qualidades físicas para a aptidão física relacionada à performance e aptidão física relacionada com a saúde, como pode-se observar: Tabela 1 - Aptidão Física Relacionada à Saúde 37 Saúde Habilidades Esportivas Resistência cardiorrespiratória Agilidade Composição corporal Equilíbrio Flexibilidade Velocidade Força e resistência muscular localizada Potência, tempo de reação e coordenação Fonte: Barbanti (1999) Para NAHAS (2001), a aptidão física relacionada com a saúde, inclui os componentes da aptidão física (Aptidão cardiorrespiratória, força, e resistência muscular, flexibilidade e composição corporal) que estão associados com a promoção da saúde ou prevenção de doenças, e com um melhor desempenho nas atividades diárias. A Aptidão física relacionada à saúde é o melhor índice em cada um dos seus componentes estando associado com um menor risco para o desenvolvimento de doenças e/ou incapacidades funcionais (ACSM, 1996). Para uma boa manutenção da saúde, temos que estar com estes componentes em níveis aceitáveis, são eles: as capacidades motoras como resistência cardiorrespiratória, força e resistências musculares, flexibilidade, e a composição corporal. 4.6.1 Resistência cardiorrespiratória Conforme cardiorrespiratória, afirmações também de GUEDES conhecida como & GUEDES capacidade (1995), a função aeróbica, é definida operacionalmente como a capacidade do organismo em se adaptar a esforços físicos moderados, envolvendo a participação dos grandes grupos musculares, por período de tempo relativamente longo. A função cardiorrespiratória requer participação bastante significativa dos sistemas cardiovascular e respiratório para atender a demanda de oxigênio através da corrente sangüínea e manter, de forma eficiente, os esforços físicos dos músculos. O melhor critério da aptidão cardiorrespiratória é o consumo máximo de oxigênio ou potência aeróbica (VO2max). O VO2max é mais corretamente determinado pela mensuração da composição do ar expirado e do volume respiratório durante exercício máximo. Porém, este procedimento é relativamente caro e requer técnicos especificamente treinados, o que limita seu uso em grandes estudos epidemiológicos (FLETCHER et al., 2001). 38 4.6.2. Força muscular A força muscular é considerada por muitos especialistas como um componente de fundamental importância para a aptidão física e demonstra consideração especial no desempenho esportivo e na prescrição de exercícios físicos. Para WILMORE & COSTILL (2001), a força se define quanto à capacidade máxima possível de trabalho. Para (FLECK & KRAEMER, 1997), a força muscular refere-se à força máxima que pode ser gerada por um ou grupo de músculos. De acordo com Ghorayeb (1999) força enquanto qualidade da aptidão física tem a capacidade de gerar tensão nos músculos esqueléticos, sendo diretamente proporcional à capacidade contrátil dos músculos, que por sua vez depende da quantidade de proteína contrátil nas fibras musculares e do recrutamento de unidades motoras. Estudos analíticos fatoriais demonstraram que a força se concentra caracteristicamente em três áreas: porção superior do corpo, tronco e porção inferior do corpo (CLARKE, 1973; JACKSON et al., 1980). Portanto, para a obtenção de uma única medida de força não seria representativa do corpo como um todo, enquanto a avaliação em cada uma destas três áreas forneceria coletivamente uma estimativa acurada da força corporal total. 4.6.3 Flexibilidade Flexibilidade refere-se à elasticidade ou à descontração muscular do corpo ou de articulações específicas, envolvendo as inter-relações ósseas, musculares, fasciculares, tendinosas, ligamentares e do tecido adiposo e cápsula articular. De acordo com DE VRIES (1986), uma limitação da flexibilidade geralmente resulta em um aumento da tensão muscular e tendinosa que restringem a amplitude dos movimentos. Não obstante, a gordura em excesso também não pode representar um fator adicional de contribuição. A definição desta valência física é resumida por GETTMAN (1994), como a capacidade de movimentar as partes do corpo, através de uma ampla variação de movimentos sem distensão excessiva das articulações e ligamentos musculares. Dentre os diversos testes indiretos para se medir a flexibilidade, o que vem se utilizando com mais freqüência, tanto para crianças e adolescentes (ACHOUR JÚNIOR, 1996) quanto para adultos (CHIVASNSK; MATTOS, 1989), é o teste de sentar e alcançar. 39 Este teste de alcançar é bastante aceito por ter algumas características como: utilização de movimentos parecidos com os do cotidiano; facilidade de aplicação; alta reprodutibilidade por avaliar a flexibilidade da coluna e dos músculos isquiotibiais (ACHOUR JÚNIOR, 1994). 4.6.4 Composição corporal Segundo Guedes e Guedes (1995), a composição corporal inclui gordura, ossos músculos e resíduos, os autores destacam que a quantidade de gordura corporal é a que mais interessa porque esta diretamente relacionada com aspectos da saúde. De acordo Niemam (1999) a composição corporal é a proporção de gordura em relação ao peso corporal magro e freqüentemente é expressa em porcentagem de gordura corporal. A quantificação e a distribuição da gordura são os dois pontos mais explorados nos estudos da composição corporal, pois a quantidade excessiva de gordura localizada na região central do corpo humano pode estar associada à alta incidência de doenças cardiovasculares (POLLOCK et al., 1993). O National Institute of Health, 1985 relatou que o risco de hiperlipidemia, hipertensão e diabetes tipo II são 2,9, 2,1, 2,9 vezes maior de ocorrer em indivíduos com excesso de gordura corporal (GC) do que em indivíduos sem este excesso. Desta forma, o estudo da composição corporal é fundamental porque pode identificar padrões importantes na caracterização metabólica e de doenças degenerativas, avaliar as diferenças entre sexos e etnias, descrever a maturação e envelhecimento do organismo, além de servir como base para indicação e avaliação de dietas e programas de exercícios físicos (LOHMAN, 1986; BUSKIRK, 1987; PITANGA, 2000; DESPRÉS et al., 1990). 5. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO 5.1 Caracterização do estudo 40 A pesquisa foi indireta do tipo documental. Mattos, Júnior e Blecher (2004) afirmam que a pesquisa indireta caracteriza-se pela utilização de informações, conhecimentos e dados que já foram coletados por outras pessoas, em pesquisas anteriores, e demonstrados de diversas formas, como documentos, leis, projetos, desenhos, livros, artigos, revistas, jornais etc. Caracteriza-se do tipo documental por ter como objetivo investigar fontes primárias, que se constituem de dados que não foram codificados, como: documentos, arquivos, plantas, desenhos, fotografias, gravações, estatísticas e leis, para poder descrever e analisar situações, fatos e conhecimentos anteriores, bem como comparar com dados da realidade presente. 5.2 População e amostra Durante o CAS 2011 foi avaliado um efetivo de 59 (cinqüenta e nove) sargentos, todos do sexo masculino. Ao se extrair um conjunto de observações de uma população, tomando-se parte desta para a realização do estudo, tem-se a amostra. É a partir da amostra que na prática podem-se fazer inferências para a população (BULPITT, 1983). 5.3 Procedimentos para coleta de dados. Para a execução desta pesquisa foi solicitado da Diretoria de Ensino da polícia militar, via ofício, anexo I, a liberação dos dados referentes ao CAS 2011, somente foram retirados das fichas dados referentes à aptidão física relacionada à saúde (resistência cardiorrespiratória, composição corporal, flexibilidade, força e resistência muscular localizada). 5.4 Instrumentos de Coleta de Dados Para a coleta de dados, foram utilizados alguns testes físicos para avaliar as capacidades físicas. Os testes e medidas utilizados serão descritos a seguir: Medida do Peso Corporal Material: Uma balança com precisão de até 500 gramas. Procedimentos: Utilizou-se uma balança digital, tendo sua aferição ocorrendo a cada 8 a 10 medições. O indivíduo subia na balança sem calçado e pisava no centro dela, mantendo-se ereto e olhando para frente (plano de Frankfurt); Realizava-se a leitura e as 41 anotações, e em seguida pedia-se ao avaliando para descer da balança. Anotação: A medida deve ser anotada em quilogramas com a utilização de uma casa decimal. Medida da Estatura Material: Estadiômetro ou trena métrica com precisão até 2mm. Procedimentos: Fixou-se a trena métrica na parede a 1 metro do solo e estendendo-a de baixo para cima. Deste modo um dos lados do esquadro é fixado à parede e o lado perpendicular junto à cabeça do indivíduo. Anotação: A medida da estatura é anotada em centímetros com uma casa decimal. Circunferência da Cintura e Quadril Por intermédio de uma fita métrica foi aferido à circunferência do abdômen na altura do umbigo, coletando a medida em centímetros de modo que a fita ficasse bem posicionada, sem dobras e alinhada horizontalmente, a fita não ficou apertada e sim somente colocada na barriga. Por intermédio de uma fita métrica foi aferida a circunferência do quadril na altura da maior circunferência das nádegas, coletando a medida em centímetros de modo que a fita fique posicionada, sem dobras e alinhada horizontalmente, a fita não deve ficar apertada e sim somente colocada no quadril. A razão circunferência cintura-quadril (RCCQ) ficou determinada pela divisão da circunferência da cintura pela circunferência do quadril. Tabela 2 - Índice entre a cintura e o quadril para homens IDADE 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 BAIXO < 0,83 < 0,84 < 0,88 < 0,90 < 0,91 MODERADO ALTO MUITO ALTO 0,83 A 0,88 0,89 A 0,94 > 0,94 0,84 A 0,91 0,92 A 0,96 > 0,96 0,88 A 0,95 0,96 A 1,00 > 1,00 0,90 A 0,96 0,97 A 1,02 > 1,02 0,91 A 0,98 0,99 A 1,03 > 1,03 Fonte: Applied Body Composition Assessment, 1996 Teste de Flexibilidade (Teste de Wells) O teste de flexibilidade sentar e alcançar tem como objetivo mensurar a flexibilidade tóraco-lombar e pélvica de forma ativa, em sujeitos de qualquer idade, 42 verificando a maior distância horizontal possível alcançada pelo avaliando partindo de um ângulo de 90º formado pelo tronco e membros inferiores. Os materiais utilizados foram: material básico de anotações; caixote de madeira (flexômetro), medindo 30 x 30 x 30 centímetros em cuja parte superior é fixada uma escala métrica de 43 centímetros (WELLS & DILLON, 1952). Tabela 3 - Teste de Sentar e Alcançar do sexo masculino com banco (em Centímetros) Idade Excelente Acima da média Média Abaixo da média Ruim 15 - 19 > 39 20 - 29 > 40 30 - 39 > 38 40 - 49 > 35 50 - 59 > 35 60 - 69 > 33 34 - 38 34 - 39 33 - 37 29 - 34 28 - 34 25 - 32 29 - 33 30 - 33 28 - 32 24 - 28 24 - 27 20 - 24 24 - 28 25 - 29 23 - 27 18 - 23 16 - 23 15 - 19 < 23 < 24 < 22 < 17 < 15 < 14 Fonte: Canadian Standardized Teste of Fitness (CSTF) Teste de Força e Resistência Abdominal (RMLABD) Na avaliação da força dinâmica repetitiva de Abdômen foi usado o protocolo de Robertson e Magnusdottir (1987) com objetivo de mensurar a força do abdômen em sujeitos acima de 12 anos de idade verificando o maior n° de repetições do movimento de flexão do tronco executados na unidade de tempo de 60 segundos. O material utilizado foi: Colchonete de aproximadamente 10 x 40 centímetros; cronômetro e material básico de anotações, fita adesiva. A execução foi realizada com o avaliando em decúbito dorsal com os joelhos fletidos formando um ângulo de 90º, pés unidos com a região plantar completamente apoiada no solo e os calcanhares afastados aproximadamente 30 cm da região glútea. Tabela 4 - Classificação de repetições abdominais no período de 1 minuto 43 Homens Muito bom Bom Média 103 a 118 87 a 102 69 a 86 Abaixo da Média 53 a 68 Fraco 37 a 52 Fonte: Macfarlane , 1993 Teste de Força e Resistência de Membros Superiores (RMLMS) Na avaliação de força dinâmica repetitiva de membros superiores foi utilizado o protocolo da AAHPERD (1988). O teste tem como objetivo avaliar a força dinâmica dos membros superiores em sujeitos acima de 12 anos de idade, verificando o maior número de repetições no movimento de flexão-extensão de braços, executados na unidade de tempo de 60 segundos. Tabela 5 - Classificação de repetições de flexões de membros superiores no período de 1 minuto Idade 15 – 19 20 – 29 30 – 39 40 – 49 50 – 59 60 – 69 Excelente + 39 + 36 + 30 + 22 + 21 + 18 Acima da Média 29 a 38 29 a 35 22 a 29 17 a 21 13 a 20 11 a 17 Média 23 a 28 22 a 28 17 a 21 13 a 16 10 a 12 08 a 10 Abaixo da Média 18 a 22 17 a 21 12 a 16 10 a 12 07 a 09 05 a 07 Fraco - 17 - 16 - 11 - 09 - 06 - 04 Fonte: Pollock, M. L. & Wilmore J. H., 1993 Teste Cooper (12 minutos) A medida do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) foi realizada através do Teste de Cooper, também conhecida como teste de 12 minutos (COOPER, 1983). Este teste consiste em correr o mais longe possível em 12 minutos em um ritmo constante. Entretanto, em caso de cansaço exagerado, era permitido caminhar durante o teste. Antes de seu início, foi realizado aquecimento, alongamento e instruções pertinentes a realização adequada do teste. O teste foi realizado em uma pista plana, localizada na Diretoria de Ensino da Polícia Militar, devidamente será demarcada de 50 a 50 metros. Para um melhor controle dos testes, optou-se por realizar varias baterias, que eram composta de no máximo 10 pessoas, e cada uma monitorada por um acadêmico de Educação Física devidamente treinado. O teste teve seu início sob a voz de comando “atenção, seguida do som de um apito”, acionando-se o cronômetro concomitantemente e o término do teste marcado por um apito. 44 O VO2máx foi estimado pela seguinte equação proposta por (COOPER, 1983). VO2máx (ml.kg.min) -1 = D – 504,1/44,8 D = Distância em metros. Tabela 6 - Classificação masculina do consumo máximo de oxigênio (VO2) ml(kg.min)-1 Idade 13 - 19 20 - 29 30 - 39 40 - 49 50 - 59 + 60 Muito Fraca - 35,0 - 33,0 - 31,5 - 30,2 - 26,1 - 20,5 Fraca Regular Boa Excelente Superior 35,1 a 38,3 33,1 a 36,4 31,6 a 35,4 30,3 a 33,5 26,2 a 30,9 20,6 a 26,0 38,4 a 45,1 36,5 a 42,4 35,5 a 40,9 33,6 a 38,9 31,0 a 35,7 26,1 a 32,3 45,2 a 50,9 42,5 a 46,4 41,0 a 44,9 39,0 a 43,7 35,8 a 40,9 32,3 a 36,4 51,0 a 55,9 46,5 a 52,4 45,0 a 49,4 43,8 a 48,0 41,0 a 45,3 36,5 a 44,2 > 56,0 > 52,5 > 49,5 > 48,1 > 45,4 > 44,3 Fonte: Cooper, 1982 o Percentual de gordura corporal Dobras cutâneas As medidas de dobras cutâneas foram realizadas com compasso específico para as mesmas, de marca “Cescorf” com precisão de 0,1 milímetros. As dobras cutâneas mensuradas foram as seguintes: Tríceps É medida na face posterior do braço, paralelamente ao eixo longitudinal, no ponto que compreende a metade da distância entre a borda súpero-lateral do acrômio e o olecrano. Subescapular A medida é executada obliquamente em relação ao eixo longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula. Supra-ilíaca É obtida obliquamente em relação ao eixo longitudinal, na metade da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar média. É necessário que o avaliado afaste o braço para trás para permitir a execução da medida. Panturrilha Medial Para a execução dessa medida, o avaliado deve estar sentado com a articulação do joelho em flexão de 90º, o tornozelo em posição anatômica e o pé sem apoio. A dobra é pinçada no ponto de maior perímetro da perna, com o polegar da mão esquerda apoiado na borda medial da tíbia. 45 Procedimentos para mensurar as dobras cutâneas • Identificar e marcar os locais a serem medidos, sempre no hemicorpo direito do avaliado. • Destacar o tecido adiposo do tecido muscular utilizando os dedos polegar e indicador da mão esquerda, e segurar a dobra cutânea até que a leitura da medida tenha sido realizada. • Introduzir as hastes do compasso de dobras cutâneas aproximadamente um centímetro abaixo dos dedos que estão segurando a dobra, de forma que as mesmas fiquem perpendiculares à dobra cutânea. • Soltar completamente as mandíbulas do compasso, para que toda a pressão de suas molas possa atuar sobre o tecido medido. • Executar a leitura da medida no máximo dois a três segundos após a introdução do compasso. • Repetir todo esse processo três vezes, não consecutivo, ou seja, medem-se todas as dobras cutâneas escolhidas, depois se mede todas novamente, e então mais uma vez. • Adotar o valor mediano (intermediário) como sendo a medida da dobra cutânea. • Quando, entre o maior e o menor valor obtido em uma dobra cutânea, houver uma diferença superior a 5%, deverá ser realizada uma nova série de medidas. A estimativa do percentual de gordura foi feita à determinação da densidade corporal através da utilização da equação proposta por Petroski 1999 para indivíduos do sexo masculino na faixa etária de 18 a 66 anos. D= 1,10726863 - 0,00081201 (X4) + 0,00000212 (X4)2 – 0,00041761 (ID) X4 = Somatório de quatro dobras (SE, TR, SI e PM) Em seguida foi calculado o percentual de gordura através da fórmula proposta por SIRI (1961). %G = (495/D) – 450 Tabela 7 - Classificação masculina do percentual de gordura (%G) Nível /Idade Excelente 18 - 25 4a6% 26 - 35 8 a 11% 36 - 45 10 a 14% 46 - 55 12 a 16% 56 - 65 13 a 18% 46 Bom Acima Média Média Abaixo Média Ruim Muito Ruim 8 a 10% 12 a 15% 16 a 18% 18 a 20% 20 a 21% 12 a 13% 16 a 18% 19 a 21% 21 a 23% 22 a 23% 14 a 16% 18 a 20% 21 a 23% 24 a 25% 24 a 25% 17 a 20% 22 a 24% 24 a 25% 26 a 27% 26 a 27% 20 a 24% 26 a 36% 20 a 24% 28 a 36% 27 a 29% 30 a 39% 28 a 30% 32 a 38% 28 a 30% 32 a 38% Fonte: Pollock, M. L. & Wilmore J. H., 1993 5.5 Procedimentos Estatísticos Para a análise dos dados coletados utilizou-se a estatística descritiva através da média aritmética e da porcentagem representados com gráficos em colunas. As análises estatísticas foram realizadas com o recurso da planilha eletrônica Excel 2007. 6. RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste capitulo serão apresentados os resultados encontrados nesta pesquisa e a 47 discussão com outros estudos semelhantes realizados em âmbito local ou em outras cidades. Isto faz-se necessário devido a importância do conhecimento da aptidão física e da antopometria da área da saúde. A tabela 8 demonstra o perfil dos sargentos integrantes do CAS 2011. As variáveis apresentadas serão: Idade, estatura, peso, %G, ICQ, flexibilidade, RMLABD, RMLMS e VO² max. Tabela 8 - Perfil do policial militar participante do curso de aperfeiçoamento de sargentos 2011 Variáveis Idade estatura Peso Percentual de Gordura(%G) Índice Cintura Quadril (ICQ) Flexibilidade Resistêcia Muscular Localizada Abdominal (RMLABD) Resistência Muscular Localizada Membros Superiores (RMLMS) Consumo máximo de Oxigênio (VO2) Média 44 1,74 82,6 22,8 0,93 22,2 43,5 20 30 Desv. Pad 1,5 0,06 12,4 4,7 0,06 8,1 9 7,2 7,1 Fonte: Dados da pesquisa (2011) Tabela 9 - Percentual de gordura de sargentos participantes do CAS 2011 %G excelente 1,7 bom 22,0 acima da média média abaixo da média 28,8 16,9 10,2 ruim 8,5 mto ruim 11,9 Fonte: Dados da pesquisa (2011) Na tabela 9 notou-se que 28,8% dos militares está com o percentual de gordura acima da média, 22% bom, 16,9% médio, 11,9% muito ruim, 10,2% abaixo da média, 1,7% excelente, de acordo com a tabela referencial de Pollock & Wilmore (1993). Gráfico 1 - Percentual de gordura de sargentos participantes do CAS 2011 48 35,0 28,8 30,0 25,0 22,0 20,0 16,9 15,0 10,2 10,0 5,0 11,9 8,5 %G 1,7 0,0 A média do percentual de gordura encontrado foi de 22,8 ± 4,7%. Em um estudo em Recife, Freitas, Prado & Silva (2007) encontraram uma média de 21,59 ± 6,39% no percentual de gordura em policiais militares. Pereira, 2007, encontrou em Mato Grosso do Sul, valores médios de 14,2 ± 7,3%. Nota-se que com relação à média do percentual de gordura, o resultado deste estudo foi próximo do encontrado em Recife e maior do que o de Mato Grasso do Sul. Gonçalves (2006), avaliando policiais da Companhia Especial de Choque do Estado de Rondônia, constatou que todas as faixas etárias dos grupos analisados estavam com o percentual de gordura acima da média preconizado na literatura. A distribuição da massa corporal adiposa, em associação com o grau de obesidade, é um importante fator para o desenvolvimento de doenças associadas ao sobrepeso de um indivíduo. Além disso, o corpo possui uma média de 82% de massa corporal magra, que é indispensável para o sustento da vida diária e as atividades físicas, e 18 % de massa corporal adiposa, que é um estoque de energia para situações de emergência (KNAZAWA et al., 2002). Tabela 10 - Índice cintura-quadril de sargentos participantes do CAS 2011 Baixo Moderado Alto Muito alto 11,9 49,2 33,9 5,1 Fonte: Dados da pesquisa (2011) 49 Na tabela 10 observa-se q 49,2% dos sargentos está com o ICQ moderado, 33,9% alto, 11,9% baixo e 5,1% muito alto de acordo com a tabela referencial da Applied Body Composition Assessment (1996). Gráfico 2 - Razão entre a Circunferência da Cintura e Quadril de sargentos participantes do CAS 2011 60,0 49,2 50,0 40,0 33,9 RCCQ 30,0 20,0 11,9 10,0 5,1 0,0 Baixo Moderado Alto Muito alto A média do índice cintura quadril encontrado foi de 0,93 ± 0,06. Bezerra Filha (2004), avaliando policiais que trabalham no serviço de radio patrulhamento do 5º Batalhão de João Pessoa, verificou que o grupo apresentou valores médios de 0,90 para a relação cintura-quadril, média próxima da encontrada neste trabalho. Segundo Costa (2005), doenças como a diabetes, coronariopatia,, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, males hepáticos, apoplexia, dificuldades biomecânicas, entre outras, representam gastos diretos e indiretos de atenção a saúde. Segundo ACSM (2003), ao se comparar indivíduos igualmente gordos, aqueles que apresentam uma maior quantidade de gordura na região abdominal correm um maior risco para o desenvolvimento de problemas relacionados à saúde como morte prematura, hipertensão, diabetes tipo II e coronariopatia. 50 Tabela 11 – Variáveis da aptidão física (resistência muscular localizada abdominal, resistência muscular localizada de membros superiores, flexibilidade e capacidade aeróbica) de sargentos participantes do CAS 2011 Fraco 81,4(48) 3,4 (2) 28,8 (17) 52,5 (31) RMLABD RMLMS FLEX VO2 Abaixo da média 18,6(11) 11,9 (7) 22,0 (14) 13,6 (8) Média 0,0 18,6 (11) 30,5 (18) 20,3 (12) Acima da média 0,0 37,3 (22) 11,9 (7) 13,6 (8) Excelente 0,0 28,8 (17) 6,8 (3) 0,0 Fonte: Dados da pesquisa (2011) Com relação a tabela 11 nota-se que 81,4% dos militares apresentam a RMLABD fraca, 18,6% abaixo da média de acordo com a tabela referencial de Macfarlane (1993). Gráfico 3 - Resistência Muscular Localizada Abdominal de sargentos participantes do CAS 2011 90,0 81,4 80,0 70,0 60,0 50,0 RMLABD 40,0 30,0 20,0 10,0 18,6 0,0 Fraco Ab. da média Média bom muito bom A Resistência Muscular Localizada abdominal média encontrada foi de 43,5 ± 9 repetições. Gonçalves (2006) constatou em policiais militares da Companhia de Operações Especiais (COE) do Estado de Rondônia que a média da RMLABD é 61,22 ± 12,07 superior aos valores encontrados neste trabalho, que pode ser explicado pela 51 diferença de idade, e a peculiaridade de trabalho da amostra dos dois estudos. Um estudo desenvolvido por Oliveira (2002) constatou que os valores médios da RMLABD obtidos por militares do pelotão de choque de João Pessoa classificam-se abaixo da média. Já um estudo realizado por Bezerra Filha (2004) com policiais militares que trabalham no serviço de radio patrulhamento do 5º Batalhão de João Pessoa, constatou que o grupo apresentou valores médios da RMLABD considerados satisfatórios. A fraqueza dos músculos abdominais tem sido associada ao desequilíbrio postural, déficit de amplitude de movimento do quadril, dor na coluna lombar, e lesões nessa região (PATE, 1988). No entanto índices positivos de força abdominal levam o sujeito a uma qualidade de vida superior, pois as atividades com uma maior demanda da região abdominal serão facilmente desempenhas, e conseqüentemente menos sentidas pela coluna lombar (MAGALHÃES, 2009). Na tabela 11 verifica-se que 37,3% dos sargentos estão classificados com a RMLMS acima da média, 28,8% excelente, 18,6% média, 19,9% abaixo da média e 3,4% fraco, de acordo com a tabela referencial de Pollock & Wilmore (1993). Gráfico 4 - Resistência Muscular Localizada de Membros Superiores de sargentos participantes do CAS 2011 40 37,3 35 28,8 30 25 18,6 20 15 RMLMS 11,9 10 5 3,4 0 Fraco Abaixo da média Média Acima da média Excelente A média encontrada da Resistência Muscular Localizada de Membros Superiores foi de 20 ± 7,2 repetições. Pereira (2006) em militares da aeronáutica em São Paulo 52 encontrou como média da RMLMS 22,03 ± 7,47. Nota-se que com relação RMLMS, o resultado deste estudo foi próximo do encontrado em São Paulo. A força/resistência muscular refere-se à capacidade do músculo, ou de um grupo de músculos, de sustentar contrações repetidas por um determinado período de tempo. Índices adequados de força/resistência previnem problemas posturais, articulares e lesões músculo-esqueléticas. Debilidades nesses componentes indicam riscos de lombalgia e fadiga localizada (George, Fisher & Vehrs, 1996). Estando a força/resistência e a flexibilidade debilitadas, pode haver um desencadeamento de graves distúrbios músculo-esqueléticos, que resultam em dor e desconforto considerável (Pollock & Wilmore, 1993). Uma musculatura fortalecida pode reduzir a probabilidade de ocorrência de entorses, rupturas musculares e outras lesões características de quem pratica atividade física (Glaner, 2003). Conforme a tabela 11 nota-se que 30,5% dos sargentos classificam-se com a flexibilidade média, 28,8% fraco, 22% abaixo da média, 11,9% acima da média e 6,8% excelente, conforme a tabela referencial da Canadian Standardized Teste of Fitness (CSTF). Gráfico 5 – Flexibilidade de sargentos participantes do CAS 2011 35 30 30,5 28,8 25 22 20 15 11,9 10 FLEX 6,8 5 0 Fraco Abaixo da média Média Acima da média Excelente A flexibilidade média encontrada foi de 22,2 ± 8,1 centímetros. Magalhães (2009) avaliando policiais militares de Belo Horizonte verificou valor médio de 27,89± 10,23 superior ao encontrado neste trabalho. 53 Gonçalves (2006), verificando o nível de flexibilidade de policiais militares da Companhia de Operações Especiais (COE) do Estado de Rondônia, constatou que a maioria do grupo avaliado encontra-se na classificação abaixo da média. Bezerra Filha (2004), avaliando policiais militares que trabalham no serviço de radio patrulhamento do 5º Batalhão de João Pessoa, constatou que o grupo apresentou valores médios de flexibilidade abaixo do que tem sido encontrado na literatura, com 67% do grupo apresentando baixos níveis e apenas 33% apresentaram níveis satisfatórios. É provável que o militar em decorrência da própria atividade policial, passe várias horas sentado dentro de uma viatura, ou de pé em policiamento ostensivo, ou ainda em serviços administrativos, aliado a baixos níveis de atividade de alongamento, possa contribuir para os baixos níveis de flexibilidade encontrados em estudos com essa população. Baixos níveis de flexibilidade dos músculos posteriores da coxa podem trazer diversos malefícios para a saúde do indivíduo, pois há uma diminuição da amplitude de movimento do quadril, limitando as atividades, aumenta a sobrecarga da coluna lombar e até mesmo torácica, podendo provocar dor nessas regiões e lesão (MAGALHÃES, 2009). Na tabela 11 constatou-se que 52,5% dos sargentos classificam-se com o VO² fraco, 20,3% média, 13,6% abaixo da média e 13,6% acima da média, considerando a tabela referencial de Cooper (1982). Gráfico 6: Volume Máximo de Oxigênio de sargentos participantes do CAS 2011 60 52,5 50 40 30 20,3 20 13,6 VO2 13,6 10 0 Fraco Abaixo da média Média Acima da média Excelente 54 A média do Consumo Máximo de Oxigênio encontrado foi 30 ± 7,1 ml(kg.min)-1. Freitas, Prado & Silva, ( 2007) estudando militares de Aracajú- SE constatou que a média do Consumo Máximo de Oxigênio foi 39, 94 ± 5,55, valor superior ao do presente estudo. Outro estudo realizado por Oliveira (2002) mostrou que 44% dos avaliados (policiais militares da companhia de choque de João Pessoa), apresentaram níveis insuficientes de resistência cardiorrespiratória. Gonçalves (2006) mostrou que policiais militares da Companhia de Operações Especiais (COE) do Estado de Rondônia estavam com um bom condicionamento aeróbico. No entanto, Bezerra Filha (2004), verificou que policiais militares do 5º Batalhão de João Pessoa apresentaram valores médios de VO2max abaixo da média. De acordo com Pollock & Wilmore (1993) vários estudos apontam que o VO2max é uma excelente medida indicando que quanto mais eficiente for o sistema cardiovascular em oferecer o oxigênio e distribuir o fluxo sanguineo aos tecidos, melhor será a capacidade funcional desse sistema, ou seja, melhor será a eficiência de transporte e extração de oxigênio pelos tecidos em atividades metabólicas acima dos níveis de repouso. 55 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após análise dos resultados podemos fazer as considerações finais levando em conta os objetivos deste trabalho. Verifica-se que o nível de aptidão física dos policiais militares do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos 2011 do Estado de Rondônia encontram-se em níveis insatisfatórios, visto que, por serem incluídos no grupo de profissões que trabalham com a segurança pública, deveriam ter uma aptidão física acima da média populacional. A gordura corporal quando associada com o sobrepeso é fator determinante para o desenvolvimento de doenças. Por este motivo, a manutenção de um peso corporal e de aptidão física é importante em qualquer área, ainda mais numa área tão importante que é a da segurança pública, diminuindo assim gastos com afastamentos, sobrecarga de trabalho dos outros policiais, aumento na expectativa de vida, entre outros benefícios. Por estes motivos descritos anteriormente, é necessário conscientizar os policiais militares acerca da importância de adquirir e manter bons níveis de aptidão física. Bons níveis de aptidão física, geralmente, são conseguidos quando o policial entra no curso de formação, após este período nota-se uma estagnação ou diminuição da atividade física. Sugere-se que durante a formação policial militar no curso de formação e a cada curso que a corporação venha a proporcionar aos policiais, que seja ressaltada a importância da atividade física para o desenvolvimento/manutenção da aptidão física. 56 8. 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Outrossim, informo ainda que me coloco a vossa inteira disposição para maiores esclarecimentos a respeito da referida pesquisa, uma vez que trabalhos dessa natureza podem auxiliar na melhoria das aulas de Educação Física em cursos futuros. Certo de poder contar com Vossa colaboração, desde já agradeço. Atenciosamente, Porto Velho, de _______________________________________________ Elder Neves de Oliveira de 2011.