A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PEDAGOGO FRENTE AOS DESAFIOS
TECNOLÓGICOS DA SOCIEDADE INFORMATIZADA
Renilze de Barros Albuquerque dos Santos Ferreira1
Terezinha de Jesus Ponciano Bomfim2
Orientador: Prof° Dr. Sérgio Abranches3
RESUMO
O presente artigo analisa os motivos pelos quais alguns professores deixam de
usar, em suas práticas pedagógicas, o computador e a internet disponíveis na
unidade de ensino, mesmo conscientes da sua importância para a inserção
social dos alunos. Este trabalho está baseado em uma pesquisa etnográfica
realizada numa escola da Rede Municipal do Recife. Portanto, utilizamos como
instrumentos a análise documental dos relatórios das PPPs4, questionário com
todos os professores da escola e entrevista com seis professores, com maior e
menor tempo de magistério. Constatamos ser necessário repensar a política
pública de investimento na formação continuada em informática educativa e
condições disponibilizadas aos professores para participarem desta formação.
PALAVRAS-CHAVE: Prática Pedagógica; Informática Educativa; Formação
continuada.
INTRODUÇÃO
“Aprender a ensinar pode ser considerado um processo
complexo – pautado em diversas experiências e modos
de conhecimentos – que se prolonga por toda a vida
profissional do professor” (MIZUKAMI, 2000 p. 140)
O presente trabalho é resultado de uma pesquisa de campo na qual
refletimos sobre a necessidade do professor ter uma formação continuada para
a utilização dos recursos tecnológicos na prática pedagógica, especificamente
o computador e a internet.
Reconhecemos que tais recursos já são integrantes nos contextos
sociais, políticos e econômicos da sociedade contemporânea. Estamos
conscientes que a escola, inserida nesta conjuntura, deve adaptar-se às novas
práticas sociais para não ser negligente na missão de formar cidadãos capazes
para atuar plenamente na sociedade em que vivem. Entendemos ser o
professor agente responsável em preparar o aluno para atuar nos âmbitos
1
Graduanda do Curso de Pedagogia da UFPE – [email protected]
Graduanda do Curso de Pedagogia da UFPE – [email protected]
3
Professor Adjunto do Departamento de Fundamentos Sócio Filosóficos da Educação – Centro
de Educação – UFPE – [email protected]
2
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
2
sociais. Evidentemente, o professor precisa estar habilitado para lançar mão
dos novos instrumentos tecnológicos.
Com esta visão, vemos a necessidade de uma formação continuada
nesta área, tendo em vista os constantes avanços tecnológicos, para que, com
espírito crítico, autônomo e criativo, o professor saiba ‘como’, ‘por que’ e ‘para
que’ utilizar tais recursos em sua prática pedagógica.
A escolha do tema sobre o uso dos recursos tecnológicos na prática
pedagógica ocorreu durante nossa formação no curso de Pedagogia, na UFPE,
pois, nas disciplinas “Pesquisa e Prática Pedagógica: I, II, III, IV e V”4, foi-nos
oportunizado pesquisar, observar, por dois anos e meio, consecutivos, ou seja
do 3º ao 7º período, em uma escola da rede municipal do Recife, na qual
existia um laboratório de informática. Entretanto, não presenciamos a utilização
deste laboratório pelos professores, inclusive, nós mesmas não o utilizamos em
nossas práticas, na referida escola.
Salientamos que o quadro de docentes, na época das PPPs, era de
29 professores efetivos e 5 estagiários. Deste quadro, 55% dos professores
efetivos tinham licenciatura, sendo que 17% destes trabalhavam em dois turnos
na mesma escola, a maioria com formação em nível superior.
Considerando este fato, surgiu a pergunta que passou a ser
norteadora de nossa pesquisa: “Por que alguns professores, apesar de terem
disponíveis nas unidades de ensino da rede pública, computadores e Internet,
não lançam mão destes recursos, a fim de enriquecerem suas práticas
pedagógicas, bem como proporcionarem aos alunos familiaridade com os
recursos tecnológicos?”.
Diante desta indagação, determinamos como objetivo principal da
pesquisa: buscar compreender porque alguns professores não usam, em suas
práticas, o computador e a internet disponíveis em sua unidade de ensino.
Delimitamos, ainda, os seguintes objetivos específicos:
Investigar a utilização dos recursos tecnológicos na prática
pedagógica feita pelos professores;
Analisar a concepção dos professores sobre a necessidade de
utilização dos recursos tecnológicos na prática pedagógica,
salientando o computador e a Internet;
Averiguar a importância dada pelos professores quanto à
utilização dos recursos tecnológicos para inserção dos alunos, de
forma contextualizada na sociedade atual.
Consideramos como suposição central ao trabalho, a falta de
preparo específico do professor para utilizar os recursos tecnológicos, a qual
poderia ser suprida se fosse contemplada uma formação continuada, a fim de
habilitar o professor para agir com flexibilidade e capacidade quanto ao uso de
tais instrumentos. Pinto mostra ser determinante a capacitação, ao enfatizar:
“As necessidades de informação, capacitação e atualização dos sujeitos são
determinantes para a nova sociedade na qual a educação se fortalece e ganha
destaque” (2001, p. 103).
Determinamos, pois, como hipótese: Os professores deixam de
utilizar computador e Internet como resposta aos desafios da sociedade
tecnológica nas suas práticas pedagógicas, pois a rede pública de ensino não
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
3
oferece curso de formação continuada para habitá-los, nem proporciona
condições para que eles se desenvolvam neste contexto.
Para constatar nossa hipótese efetivamos nosso trabalho na Escola
campo de estágio das PPPs, através da pesquisa etnográfica, utilizando os
instrumentos: análise dos relatórios apresentados nas PPPs; aplicação de um
questionário a todos os professores, sendo seu quadro de trinta e seis efetivos
e dezenove estagiários, num total de cinqüenta e cinco; e, entrevista, com
questões abertas, a seis professores. A escolha dos professores para a
entrevista teve como base o tempo de magistério, isto é, três com mais tempo
e três com menos, a fim de comparar a postura deles diante dos objetivos
propostos para a pesquisa.
Nos relatórios das PPPs, objetivamos identificar informações e
registros, checando a ocorrência ou não, na prática pedagógica, da utilização
dos recursos tecnológicos.
Ao aplicarmos o questionário aos professores, contemplamos
questões objetivas salientando: tempo de magistério e de trabalho na escola;
formação do professor; disciplinas que lecionavam; utilização do computador
por parte do professor; participação em capacitações que discutiram o uso de
recursos tecnológicos; reconhecimento da necessidade de participar de
capacitações nesta área; concepção do professor sobre a inserção do aluno na
utilização dos recursos tecnológicos; e, concepção sobre quais disciplinas
podem ser trabalhadas utilizando os recursos tecnológicos.
Na entrevista com os seis professores selecionados a partir do
questionário salientamos os aspectos: concepção do professor em lançar mão
do computador e internet como ferramentas de ensino; reconhecimento da
necessidade em habilitar-se para lançar mão das ferramentas tecnológicas na
prática pedagógica; percepção da importância em inserir o aluno no uso dos
recursos tecnológicos; compreensão da necessidade de uma formação
específica para trabalhar com os recursos tecnológicos na prática pedagógica;
e, manifestação de interesse em participar da formação continuada em relação
à utilização dos recursos tecnológicos para a prática pedagógica.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Na conjuntura atual, os recursos tecnológicos, salientando o
computador e a internet, têm sido incorporados culturalmente em nossa
sociedade? Para responder esta indagação, Sampaio e Leite (1999, p. 34)
mostram que “a própria explosão tecnológica, atinge, hoje, todos os setores da
sociedade e tem gerado mudanças velozes em vários campos”.
Diante deste fato requer-se dos indivíduos novos saberes, novas
posturas, novo linguajar, exigindo que sejam atuantes e responsáveis. Rouanet
(2000, p.15) aponta o computador como “instrumento poderosíssimo para
assegurar a comunicação entre indivíduos e organizações, no bojo da
sociedade civil mundial”. Fernandes, por sua vez, relaciona-os como
impulsionadores na “construção e socialização de várias áreas de
conhecimento” (2003, p.3).
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
4
Surge a indagação: que relação se faz do uso de tais recursos com
a educação? Santos e Moraes (2003) os vêem como necessários na educação
como meio de tornar os indivíduos mais atuantes socialmente, ao abordarem:
A educação tem um papel crucial na chamada “sociedade
tecnológica” pois é um dos meios pelos quais os indivíduos
serão capazes de compreender e de se situar na
contemporaneidade,
como
cidadãos
partícipes
e
responsáveis” (p.11).
Assim, a escola, agência de formação, inserida no mundo neoliberal,
recebe influência direta do contexto social e precisa procurar responder aos
apelos que lhe são apresentados, adaptando-se às mudanças advindas da
sociedade. Entretanto, requer que sua resposta seja analisada de modo crítico
e responsável. Evidentemente, faz-se necessário um novo norte às práticas
educacionais, visando habilitar o aluno a exercer sua cidadania com poder,
liberdade e autonomia, como salienta Gadotti (1994).
O pedagogo, por sua vez, responsável em habilitar os educandos,
deve ter claro os perfis exigidos na sociedade e utilizar os recursos
tecnológicos em suas práticas pedagógicas. Mas podemos ponderar: para que
utilizar tais recursos? Considerando a concepção construtivista do
conhecimento, enfatizamos que o uso dos recursos tecnológicos pode
enriquecer a aprendizagem, como aponta Abranches, ao citar Valente:
...o computador enquanto ferramenta educacional parte
do pressuposto que o aluno é quem desenvolve sua
aprendizagem utilizando o computador. Este é visto como
um recurso que permite enriquecer a própria
aprendizagem (2003, p. 78).
É necessário reconhecer que as exigências tecnológicas
apresentam-se como novo paradigma ao profissional na educação, conforme
Pinto (2001) e Abranches (2003). Fernandes (2003), por sua vez, mostra a
importância de se organizar as aulas com os recursos da informática para
enriquecer a transposição didática dos conteúdos. Leivas (2001) e Abranches
(2003) afirmam serem tais recursos suportes na prática educacional.
Mas, ao professor basta conhecer os instrumentos? Oliveira (2002,
p.87) afirma: “Se o educador possui maiores conhecimentos na área técnica e
área pedagógica terá maiores possibilidades de intervir e contribuir para o
processo de construção do conhecimento por parte dos alunos”, aprofundandose ao mostrar a necessidade de usar produtivamente a informação e a
tecnologia, como “mediador no processo de ensino-aprendizagem” (p.86), de
modo consciente quanto “às implicações sociais e pedagógicas da utilização
desta tecnologia” (p.87). Silva (1997) vê a necessidade do educador adequarse a tais exigências, para melhor transitar na sociedade hodierna.
Sampaio e Leite registram a nomenclatura “analfabeto tecnológico”,
termo surgido na década de 90, mostrando a necessidade do professor se
inserir no mundo do conhecimento, tornando-se apto para melhor interpretar o
mesmo, como vemos:
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
5
O conceito de alfabetização tecnológica do professor envolve o
domínio contínuo e crescente das tecnologias que estão na
escola e na sociedade, mediante o relacionamento crítico com
elas. Este domínio se traduz em uma percepção do papel das
tecnologias na organização do mundo atual – no que se refere a
aspectos locais e globais – e na capacidade do professor de lidar
com as diversas tecnologias, interpretando sua linguagem e
criando novas formas de expressão, além de distinguir como,
quando e por que são importantes e devem ser utilizadas no
processo educativo (1999, p.100).
O uso do computador e Internet não deve ser visto como modismo.
Borges Neto mostra ser importante trabalhar com informática na sala de aula
“quando ela é utilizada para auxiliar os alunos na construção de novos
conhecimentos” (apud LEIVAS, 2001, p.84). Logo, a informática educativa pode
ser um recurso didático a ser explorado.
Mas o que vem a ser informática educativa? Este termo aponta para
o uso do computador e da internet, possibilitando a aprendizagem numa
relação ativa, transformadora da realidade do aluno. O termo “Informática
educativa”, conforme Leivas (2001), contempla:
...uso da informática como suporte ao educador, como um
instrumento a mais em sala de aula, sendo que o mesmo pode
utilizar os recursos colocados à disposição para ajudar o aluno
a construir novos conhecimentos. Nesse nível, o computador é
explorado pelo educador em sua potencialidade e capacidade,
tornando possível praticar e vivenciar situações fundamentais
para a construção do conhecimento pelo aluno. Portanto, a
informática assume um papel importante na educação quando
coloca-se a serviço da mesma (p. 84).
Torna-se necessário considerar as práticas educacionais na
sociedade informatizada na qual os recursos tecnológicos são integrantes.
Logo, o professor necessita não só ser capacitado, mas não negar tal
conhecimento ao aluno. Diniz (2003, p.60) mostra esta necessidade, ao dizer
que: “O aluno está, atualmente, fazendo parte de um novo tipo de sociedade,
dita informacional”. Portanto, oportunizar o contato direto com tais recursos é
proporcionar subsídios para que venham a atuar mais eficazmente na nova
conjuntura das exigências mundiais, especialmente quando muitos destes
recursos já se encontram à disposição nas unidades de ensino.
É verdade que nem sempre o professor está habilitado para o uso
de tais instrumentos, devendo procurar fazê-lo não de forma aleatória, pois
podem conduzir a diferentes resultados, que incluem, “conhecimentoregulação” ou “conhecimento-emancipação” (SANTOS, apud MENDES, 2003,
p.5):
O conhecimento-regulação está nessa idéia hegemônica da
tecnologia, tanto na medida em que acredita ser possível
controlar os efeitos, as conseqüências da interação entre as
pessoas e desta com os equipamentos nos espaços/tempos
escolares, quanto na própria escolha do tipo de tecnologia que
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
6
se privilegiará. ... O conhecimento-emancipação pode ser
percebido nos movimentos dos sujeitos envolvidos... que é o
conhecimento obtido no processo, sempre inacabado de os
tornarmos capazes de reciprocidade através da construção e
do conhecimento da intersubjetividade.
A habilitação do professor considerando a tecnologia direcionada ao
ensino-aprendizagem na vertente “conhecimento-emancipação” é enfatizada
por Sampaio e Leite (1999) como “uma necessidade fundamental”. O esforço
para adquirir tais conhecimentos requer, através de uma formação continuada,
que o profissional em educação permaneça sempre habilitado para atuar
plenamente nas diferentes áreas da sociedade atual. Todavia alguns podem
instigar: por que uma formação continuada? Diniz (2000) a apresenta como
necessária para acompanhar as mudanças na área tecnológica, por serem
estas intensas e constantes, considerando:
Com o crescimento e a velocidade das informações um
profissional bem capacitado precisa, hoje em dia, muito mais
do que ser um especialista na sua área, ter, pelo menos, algum
conhecimento das outras áreas com as quais o seu conteúdo
se envolve (p. 33).
Acompanhar as mudanças tecnológicas torna-se tão importante
como o conhecer tais recursos. Cremos que, na formação continuada, o
professor adquire subsídios para pensar, analisar, compreender e ser
instrumentalizado para planejar e aplicar os recursos tecnológicos como
mediador na relação “professor-aluno-conhecimento” como considera Carraher
(1995). Abranches mostra a importância da formação continuada, como um
processo importante: ”... compreender o processo de formação como algo de
extrema importância e que caracteriza a presença destes professores em um
mundo marcado pela tecnologia, tipificando a modernidade no campo
educacional” (2003, p. 187).
Esta teorização sobre o uso dos instrumentos tecnológicos na
prática pedagógica possui respaldo legal? Existem, de fato, alguns
fundamentos, tal como apontados a seguir:
A Associação Brasileira de Tecnologia Educacional apresenta a
“Tecnologia Educacional” como “opção filosófica”, visando o “desenvolvimento
integral do homem”, numa “dinâmica da transformação social”; caracterizado
“pela aplicação de novas teorias, princípios, conceitos e técnicas num esforço
permanente de renovação da educação” (ABTE, 1982, p.17). Luckesi (1986,
p.56) salienta a “Tecnologia Educacional” como recurso ao planejamento e
processo ensino-aprendizagem para “tornar a instrução mais efetiva”.
O Grupo de Estudo Sobre Educação, Metodologia, Pesquisa e Ação
(1994, p.24), também cita “Tecnologia Educacional” como “forma de tornar
crítico e reflexivo o ensino, para melhoria qualitativa do processo educativo” .
O “PROINFO”5 e os “NTEs”6, analisados por Abranches (2003),
confirmam o incentivo do governo federal na montagem de laboratórios de
informática nas escolas.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
7
O Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação
aprovaram, no dia 05 de maio de 2002, o Despacho do Ministro
complementando suas Diretrizes Curriculares Nacionais, salientando a
importância da utilização dos recursos tecnológicos, desde a formação de
professores da educação básica, em nível superior, no curso de licenciatura e
de graduação plena, como vemos:
A democratização do acesso e a melhoria da qualidade da
educação básica vêm acontecendo num contexto marcado pela
redemocratização do país, por profundas mudanças nas
expectativas e demandas educacionais da sociedade brasileira.
O avanço e a disseminação das tecnologias da informação e
da comunicação está impactando as formas de convivência
social, de organização do trabalho e do exercício da cidadania.
A internacionalização econômica confronta o Brasil com a
necessidade indispensável de dispor de profissionais
qualificados. Quanto mais o Brasil consolida as instituições
políticas democráticas fortalece os direitos da cidadania e
participa da economia mundializada, mais se amplia o
reconhecimento da importância da educação para a promoção
do desenvolvimento sustentável para a superação das
desigualdades sociais (CNE, 2002, p.3).
Este parecer contempla o sentido do professor utilizar as
ferramentas tecnológicas ao registrar:
Se o uso das novas tecnologias da informação e da
comunicação está sendo colocado como um importante
recurso para a educação básica, evidentemente, o mesmo
deve valer para a formação de professores... (CNE, p.24).
E, condições para esta formação:
É necessário, também, que os cursos de formação ofereçam
condições para que os futuros professores aprendam a usar
tecnologias de informação e comunicação, cujo domínio é
importante para a docência e para as demais dimensões da
vida moderna (CNE, 2002, p. 45).
O parecer aponta, ainda, para a necessidade das “políticas da
educação básica” estarem sintonizadas com o futuro, traçando diretrizes
inovadoras, ao destacar:
É necessário ressignificar o ensino de crianças, jovens e adultos
para avançar na reforma das políticas da educação básica, a fim
de sintonizá-las com as formas contemporâneas de conviver,
relacionar-se com a natureza, construir e reconstruir as
instituições sociais, produzir e distribuir bens, serviços,
inovações e conhecimentos e tecnologias, sintonizando-o com
as formas contemporâneas... (CNE, 2002, p.7).
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
8
Portanto, utilizar a tecnologia como ferramenta ao processo
educativo é um desafio ao atual educador. É preciso reconhecer que já é real a
presença dos recursos tecnológicos em muitas escolas. Conforme os dados
fornecidos pela Secretaria de Educação de Pernambuco, em janeiro de 2004,
dentre 1.093 escolas do Estado de Pernambuco, 900 já possuem
computadores, sendo que havia 400 com laboratórios de informática (44%) e
300 com acesso a Internet (33%).
O número de usuários dos recursos tecnológicos tem aumentado
cada dia, inclusive nas escolas. No Seminário ‘Brasil Alfabetizado’, realizado na
UFPE (2004), a palestrante do tema “Letramento e Alfabetização”, professora
doutora Magda Soares, apresentando dados do INAF (Instituto Nacional de
Alfabetização Funcional), através de pesquisa realizada pela PUC/SP,
observou que os mesmos apontavam que quanto maior o nível de
alfabetização, maior é a porcentagem de utilização do computador. Nesta
pesquisa, constatou-se que entre pessoas analfabetas - 0% tiveram contato
com computador; entre pessoas com o nível 1 de alfabetização - 4%
manusearam o computador; já no nível 2 - 19%; e no nível 3 - 47%.
Numa reportagem na TV Universitária, no dia 29 de maio deste ano,
uma professora que utilizava o computador como recurso na prática
pedagógica, afirmou que para se dar uma boa aula não necessariamente teria
que se ter o computador, entretanto, salientou: “com o computador as
possibilidades aumentam e muito” (grifo da professora).
Devido os desafios apresentados no dia-a-dia para construção do
conhecimento, o professor não deve perder de vista a necessidade de estar em
“permanente aprendizagem”, tendo como alvo a “...estruturação de uma escola
cada vez mais integrada à realidade de seus alunos... (SAMPAIO e LEITE,
1999, p.104).
Considerando as exigências atuais, requer-se que a prática
pedagógica seja contextualizada, usando a informática educativa como grande
aliada no processo de ensino-aprendizagem, como diz Andrade (2003):
As possibilidades de implantação de novas técnicas de ensino
são praticamente ilimitadas... por sua diversidade de ferramentas e por oferecer um resultado imediato “forçando”
inúmeras decisões, reflexões e avaliações de seu usuário (p.1)
Portanto, cremos que uma formação continuada sobre o uso dos
recursos tecnológicos na prática pedagógica proporcione oportunidade para
refletir, analisar e avaliar a melhor maneira de utilizar tais recursos, fornecendo
subsídios ao educador nesta sociedade hodierna, tornando-o capaz e
competente para usar com segurança tais instrumentos. Deste modo, terá uma
postura mais atual, proporcionando aos alunos um preparo contextualizado
com as exigências da sociedade tecnológica.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
9
COLETA E ANÁLISE DOS DADOS
Diante das proposições para realização de nossa pesquisa,
pudemos desenvolvê-la nas seguintes etapas:
RELATÓRIOS DAS PPPS
Analisamos cada relatório apresentado nas PPPs I, II, III, IV e V4,
nos meses fevereiro e março. Num total de doze produções, constatamos a
presença dos recursos tecnológicos, pois foi registrada na Escola a existência
do “Laboratório de Informática”. Entretanto, observamos não haver registro
apontando o uso das novas tecnologias, como nomenclaturas usadas, por
exemplo: deletar, configurar, conectar, formatar, etc., nem mesmo oportunizado
o uso do laboratório de informática.
QUESTIONÁRIO
O questionário foi aplicado entre os meses março e abril de 2004.
Mas, antes de entregarmos os questionários aos professores, solicitamos a
autorização da Diretora e da Coordenadora, abordando os objetivos do mesmo,
a forma de aplicação e as etapas do nosso trabalho.
Após a autorização, individualmente, falamos sobre nosso trabalho a
cada professor, nos turnos manhã e tarde, solicitando sua participação. Os
questionários foram respondidos na sala de aula, no tempo de que os
professores dispunham. Aguardamos a devolução. Salientamos que no turno
da tarde nem todos devolveram. Com os professores do turno da noite, falamos
sobre o objetivo, conteúdo e solicitamos a colaboração na participação da
pesquisa, na sala dos professores com todos presentes, antes dos mesmos
irem às salas de aula. Alguns responderam os questionários no momento,
outros, porém, levaram para fazê-lo em classe. Entretanto, nem todos
devolveram.
Do quadro total de professores, obtivemos a devolução de trinta e
oito questionários, numa porcentagem de 69%.
Codificamos as respostas dos questionários da seguinte forma:
Tempo de magistério – 20 professores com menos de quinze anos e 18
com mais.
Tempo que trabalha naquela escola – 30 professores com menos de
quinze anos e 8 com mais.
Nível de formação dos professores CURSOS
Magistério Pedagogia sem Pedagogia com
Outras
2º grau
especialização especialização licenciaturas
PROFESSORES
12
4
7
20
Obs.: Alguns professores possuem mais de um curso, tais como: Magistério e
Licenciatura em Pedagogia; Licenciatura em Matemática e em Ciências; Médio,
Magistério - Cursando Pedagogia; Magistério e Licenciatura em Letras.
Disciplinas que lecionam – 14 professores lecionam disciplinas no
Ensino Fundamental I e 24 no Fundamental II.
Uso do computador – 25 professores utilizam o computador e 13 não.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
10
Situações de uso do Computador Pessoal
Trabalhos
(jogos, cartas,
escolares
CDs)
(planejamento,
provas)
PROFES13
24
SORES
SITUAÇÃO
DE USO
Pesquisa
na Internet
23
CorrespondênPrática
cia através de Pedagógi
Internet
ca
12
11
Obs: Muitos marcaram mais de um item.
Participação em capacitações que discutiram o uso de recursos
tecnológicos – 22 professores responderam sim e 16 não.
Reconhecimento da necessidade de capacitações contemplando o uso
de recursos tecnológicos - 35 professores confirmaram sentir falta,
enquanto que 3 não.
Conscientização do professor em inserir o aluno na utilização dos
recursos tecnológicos – 25 professores apontaram ser responsabilidade
do professor na sala de aula, 17 responsabilizam o professor de
informática, 1 afirmava que não competia à escola e 3 não souberam
especificar. Observação: alguns professores marcaram mais de um item.
Opinião sobre as disciplinas que podem ser trabalhadas usando os
recursos tecnológicos – 37 professores acreditam que todas e apenas 1
informou que não sabe como.
Opinião sobre uma formação continuada oferecida pela rede municipal
para utilizar computador e internet, na sala de aula –
Formação
Oferece,
continuada
não tenho
oferecida pela rede tempo
municipal
PROFESSORES
13
Oferece,
Não sei
não é
minha área
1
8
Não oferece,
gostaria e
tenho
condições
6
Não oferece,
gostaria,
não tenho
condições
4
Obs: Seis professores do turno da tarde deixaram de responder esta questão.
Considerando os objetivos propostos para a pesquisa, percebemos
que:
Concernente ao tempo de exercício do magistério, constata-se
que 53% são professores com menos de quinze anos, destes, 95% são
usuários do computador e Internet para uso próprio e também relativo a
trabalhos escolares e pesquisa. Dos 47% que lecionam há mais de quinze
anos, 70% mostram resistência quanto à utilização de tais instrumentos.
Portanto, percebe-se que os professores mais novos são mais receptivos aos
recursos tecnológicos, o que demonstra que durante a sua formação a
utilização do computador e a internet já se fundamentavam, provavelmente,
como uma prática social.
No que concerne à utilização dos recursos tecnológicos pelos
professores, foi constatado que 66% utilizam o computador e Internet. O maior
número se encontrava no Ensino Fundamental II, isto é, 50%, o que representa
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
11
71% dos professores neste nível de ensino. Os 16% restantes são do Ensino
Fundamental I, representando 43% no nível. Comparando, pois, os professores
destes dois níveis de ensino, constatamos que os professores do Ensino
Fundamental I são os que menos têm se atualizado nesta área, sendo este
fato, confirmado numa entrevista realizada no Departamento de Tecnologia na
Educação (DTE), órgão pertencente à Secretaria de Educação do Município7.
Mas, considerando a formação acadêmica, dos professores com o 2º grau,
67% utilizavam os recursos tecnológicos e, com o nível superior, 64%.
Percebemos haver quase o mesmo percentual entre eles, portanto, demonstra
não ser o nível de formação o fator primordial para se inserir neste contexto.
Na concepção dos professores sobre a necessidade de
utilização dos recursos tecnológicos na prática pedagógica, 97% demonstraram
ter consciência que estes recursos podem ser utilizados em qualquer disciplina.
Entretanto, apenas 66% responderam ser responsabilidade do professor inserir
os alunos de forma contextualizada na sociedade atual e 29% registraram
utilizar o computador e a Internet nas práticas pedagógicas. Evidencia-se, pois,
uma dicotomia nas respostas: a maioria afirmou que tais recursos são
instrumentos pedagógicos utilizáveis em qualquer disciplina, porém, além de
não utilizarem, não se sentem responsáveis por propiciar ao aluno sua inserção
na sociedade tecnológica. Por que será que isto acontece? Fica evidente a
falta de um preparo específico que os habilite para este fim.
Quanto à capacitação abordando o uso do computador e
Internet, 58% dos professores afirmaram terem participado. Supomos que os
mesmos referiam-se à utilização da informática básica: Windows, Word e
Excel, pois, 92% responderam sentir falta de uma capacitação continuada para
utilização como ferramenta pedagógica. Estas respostas demonstram que os
professores sentem necessidade de habilitar-se neste sentido. Entretanto,
pesquisando, em julho de 2004, junto ao DTE7, descobrimos que a rede
municipal de ensino disponibiliza cursos no sentido de atualizar os professores
quanto ao uso da informática e internet, como vimos no objetivo explícito ao
curso da “Telemática” (telecomunicação com informática), isto é, “atualizar os
professores para o uso das novas tecnologias, a fim de que possam introduzir
a informática/Internet na prática pedagógica como suporte nas diversas áreas
do conhecimento”, inclusive propiciando espaço para reflexão e construção de
proposta de trabalho através de “elaboração e o desenvolvimento de projetos
discutindo sobre o que significa aprender com o auxílio dos recursos da
telemática”, no âmbito escolar. Esta capacitação é oferecida durante todo o
ano, desde que se tenha um número suficiente de professores interessados
para tal. Inclusive, em horário especial, como entre 12:00 às 14:00 horas, isto
é, no horário dos intervalos dos turnos.
Apesar disto, a maioria dos professores não podem participar destas
capacitações. Vimos que um percentual de 60% de professores afirmam isto.
Deste, 34% por falta de tempo e 26% por não terem condições, inclusive na
própria DTE foi-nos informado que os professores não participam mais destas
capacitações por falta de tempo. Será que a rede municipal não poderia
flexibilizar o tempo e oferecer condições para que os mesmos se sintam mais
motivados?
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
12
APLICAÇÃO DA ENTREVISTA
Após analisarmos os questionários, selecionamos seis professores
efetivos do Ensino Fundamental I, campo de nossa formação: três com mais
tempo de magistério (17, 20 e 24 anos) e três com formação mais recente (1, 3
e 6 anos).
As entrevistas foram realizadas no período da manhã nos dias 20 e
23 de abril de 2004. Vale salientar que realizamos as entrevistas em dois dias
devido à falta de três professores selecionados. Dois estavam de licença, por
motivo de saúde, o outro havia entrado em gozo de licença-prêmio. Este último,
com 18 anos de magistério, foi substituído por outro que tinha 17 anos.
Antes de aplicar a entrevista a cada professor selecionado,
solicitamos sua participação, explicando o critério da escolha, a importância da
entrevista e o conteúdo a ser tratado. Como a entrevista duraria
aproximadamente quinze a vinte minutos, tivemos que esperar o momento
disponível do professor para não prejudicar o andamento das atividades em
classe, já que o fizemos na sala de aula. Na entrevista, à medida que os
professores respondiam oralmente, registramos suas respostas.
Os professores selecionados tinham o seguinte perfil, baseado nos
seus questionários:
Os professores com mais tempo de magistério não utilizam o
computador e Internet, enquanto que, todos os mais novos lançam mão destas
ferramentas. Cinco professores registraram sentir falta de uma capacitação
nesta área, mas quatro apontaram a falta de tempo para este mister. Apenas
um, com maior tempo de ensino, registrou não sentir falta de capacitação, nem
ter tempo para fazê-la.
Quanto à concepção do uso dos recursos tecnológicos, os
professores que não usam tais recursos responderam reconhecer que ao
professor compete contextualizar os alunos na prática pedagógica e que tais
recursos podem ser utilizados em qualquer disciplina. Dos professores mais
novos, apenas um tem esta visão, outro acha que compete ao professor de
informática e o terceiro não sabia especificar. Portanto, dos três professores
que já utilizavam os recursos tecnológicos só um sabia usar como ferramenta
ao ensino, sendo também professor da rede estadual e que já participou de um
curso neste sentido, oferecido por esta rede, realizado na UFPE.
Considerando as respostas das entrevistas, temos:
Quanto à concepção de o professor lançar mão do computador e
internet como ferramentas de ensino: todos os professores foram favoráveis
quanto ao uso do computador e internet, como ferramenta de ensino por parte
do professor, isto é, 100%. Entretanto, percebemos haver uma diferença ao se
considerar o tempo de magistério. Aqueles com menos tempo vislumbram esta
possibilidade com perspectivas positivas, tais como:
“Creio que esta iniciativa iria melhorar muito (ênfase do professor) a
educação .... enriqueceria seus conhecimentos (dos alunos)”
(Professor II);
“aprenderia (o aluno) mais com conteúdos... na sala de aula, e
também, conteúdos fora da sala de aula” (Professor I);
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
13
”...de repente você pode conhecer até... outras pessoas... opinião de
outras pessoas, de consultar vários lugares no mundo, sem precisar
sair do lugar...” (Professor VI).
Os professores com mais tempo de magistério contemplam a
realidade educacional, fazendo críticas neste sentido. Apontam,
especificamente, uma falta de política governamental que ofereça condições ao
professor, tais como: capacitação, recursos materiais adequados, etc. Neste
sentido, abordaram:
“...precisaria que, realmente houvesse seriedade com capacitação
mais específica para o professor. Inclusive, uma ação maior no
sentido da manutenção dos computadores dentro da escola, pois a
burocracia é muito grande e os laboratórios ficam jogados, sem
assistência devida” (Professor III);
“As instituições não oferecem condições, porque sempre o número
de computadores não é suficiente para o número de alunos... Mas
como está... falta professor para trabalhar com o aluno... falta
computador... falta técnico para consertar os computadores. Assim,
fica realmente inviável um trabalho efetivo com os alunos.”
(Professor VI);
“É porque aqui nós não usamos. Aqui na escola, todos os
computadores estão quebrados. Todos sem manutenção. Mas é
importante usar” (Professor V).
Diante das respostas relatadas pelos professores, é pertinente
destacar a não-utilização do computador e internet na Escola, campo de
pesquisa, pois: “estão quebrados”, “sem manutenção”, “falta computador”, “a
burocracia é muito grande”, confirmando nossa hipótese de que a rede pública
não propicia condições para que seja desenvolvido um trabalho adequado com
estes recursos.
¡ Quanto ao professor sentir-se habilitado para lançar mão dessas
ferramentas em sua prática pedagógica na sala de aula.
Todos os professores registraram não se sentir habilitados para
lançar mão do computador e internet como ferramenta na sala de aula, exceto
dois, os que possuíam 1 e 6 anos de magistério, os quais expressaram:
“A gente poderia passar exercícios utilizando o computador... levar
os alunos fazerem pesquisas com a internet...” (Professor I);
“Sim. Agora, eu já fiz um curso... de informática... ligado à
educação.... Foi um curso rápido... mas me facilitou mais do que
àquelas pessoas que não tiveram nenhum preparo” (Professor VI).
Os professores mais novos já fizeram algum curso quanto ao uso do
computador, entretanto, todos com recursos próprios, exceto a docente com 6
anos, que fez quando oferecido pela rede estadual. Já os professores mais
antigos não possuíam esta formação e apontaram a “falta de tempo” para
habilitar-se, como vemos:
“Falta tempo para o professor estudar informática. Até em casa não
há tempo para lançar mão do computador, para fazer algum
trabalho” (Professor VI);
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
14
“Já tentei, diversas vezes, fazer um curso, mas o tempo ainda não
permitiu concretizar” (Professor III);
“Já tentei, mas não tive tempo. Eu adoro ficar informada. Quem não
gosta? Mas o tempo não dá” (Professor V).
Evidenciamos, diante destas afirmações, que os professores não
estão habilitados para utilizar os recursos tecnológicos por não terem
condições e que tais necessidades não são supridas pela rede pública de
ensino.
¡ A concepção sobre inserir o aluno quanto ao uso dos recursos
tecnológicos na sociedade atual.
Todos foram unânimes em valorizar a inserção dos alunos quanto ao
uso dos recursos tecnológicos na sociedade atual, destacando dois pontos: a
“exigência do mercado de trabalho” e a “aprendizagem”. Quanto à “exigência
do mercado de trabalho”, temos:
“...porque vai ser exigido depois, no mercado de trabalho... como é
exigido.” (Professor I);
“A exigência do mercado é muito grande quanto ao uso dos recursos
tecnológicos. Quanto mais o aluno for inserido nesta área, maior
será sua condição para o mercado de trabalho, nessa sociedade
excludente” (Professor III);
“O mercado de trabalho exige estes recursos. Futuramente, vai se
exigir dele e, ele irá precisar de fato. Ele vai precisar” (Professor VI).
E, quanto à “aprendizagem”, temos:
“Creio que eles iriam melhorar muito na aprendizagem... Atualmente,
são bitolados com dever no caderno e no livro. Seria uma
oportunidade para experimentar novas formas de linguagens, de
expressão. Portanto, acho que seria uma oportunidade para
crescerem”; (Professor II);
“O aluno precisa conhecer mesmo! Com a Internet, por exemplo, o
aluno poderia ficar informado sobre tudo o que acontece no mundo.
Imagine se acontecesse, quando fôssemos dar aula de geografia, o
aluno chegasse na sala e dissesse: - Professora eu vi isso..., isso....,
isso.... na Internet, o que a senhora diz?” (Professor V);
”Percebemos que a importância dada nesta aprendizagem... não se
pode impedir que eles conheçam... tem que ofertar. ....cabe a você,
como educador, lutar para que... pelo menos que eles conheçam.”
(Professor VI).
Diante destas respostas, percebemos que os professores estão
conscientes da necessidade de contextualizar o aluno às exigências sociais
através da utilização do computador e da Internet, ao apontarem o “mercado de
trabalho” e como um meio de se obter o “conhecimento”. Entretanto, nem todos
professores estão habilitados a isto, o que reforça a necessidade da rede
pública investir em capacitação nesta área, a fim de que os próprios
professores sejam habilitados.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
15
¡ Diante da sociedade informatizada, a necessidade do professor ter uma
formação específica para trabalhar com os recursos tecnológicos na prática
pedagógica.
Neste sentido, todos estão conscientes da necessidade de se ter
formação especifica nesta área. Mesmo os professores que abordaram ter
habilidade para este trabalho, registraram sentir necessidade, considerando:
“Porque sempre precisamos aprender mais” (Professor I);
“Sinto necessidade. Especialmente pra mim, porque trabalho com
crianças especiais. Só com um trabalho mais específico poderei
utilizar o computador com eles” (Professor VI).
“Para trabalhar com estes recursos precisamos estar preparados”
(Professor II)
Ainda apontaram “sentirem dificuldade devido à quantidade de
alunos” para usar estas ferramentas na sala de aula. Enfatizam:
“acho que o professor sozinho não dá conta, precisa de uma auxiliar,
pois o número de aluno é grande, ....com a quantidade de alunos
não há condições de se trabalhar de forma satisfatória” (Professor
II);
E demonstraram “não ter a visão de uma informática educativa”, a
fim de lançar mão destes recursos como material didático, ao abordar:
“...quanto mais o tempo passa, mais atribuições são dadas a nós
professores, de 1ª a 4ª série. Deve ter um professor específico”
(Professor VI);
Todos os professores sentem falta do preparo nesta área, mesmo os
que possuem um conhecimento de informática básica, mostrando, assim, a
pertinência do nosso tema quanto à formação continuada do pedagogo frente
aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada, considerando a rapidez
e inovações tecnológicas, visto que aquele que deixar de se atualizar, ficará
ultrapassado devido à competitividade social.
¡ Quanto ao interesse em participar de um curso de formação continuada para
utilização dos recursos tecnológicos para a prática pedagógica.
Todos os entrevistados demonstraram interesse e necessidade de
participar de uma formação continuada quanto à utilização dos recursos
tecnológicos para a prática pedagógica, porém, apontam o fator “tempo” como
dificuldade para esta especificação, reafirmando o que fora ressaltado nos
questionários, como vemos:
“mas acho que nós professores não temos tempo suficiente para
participar de uma formação nesse aspecto” (Professor II);
“Ainda não fiz o curso por falta de tempo, mas há interesse neste
sentido” (Professor III);
“Nosso tempo é tão corrido... É extremante importante. Eu sei que é
importante, mas..., o tempo não permite” (Professor VI);
“A meu ver, deveria ser oferecido a todos os professores. Mas o que
dificulta é o fator tempo” (Professor VI);
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
16
Ao considerarem o tempo, apontaram para a quantidade de lugares
em que trabalham o que, indiretamente, demonstra que não possuem
condições para capacitarem-se com recursos próprios. Registraram:
“As atividades são tantas e trabalhando em diversos lugares... Não
tenho tempo, suficiente, para investir numa formação continuada,
mas vejo como uma necessidade” (Professor II);
“A maioria... a grande maioria trabalha em dois ou três horários...
não dispõem de horário. Não existe a possibilidade de tempo”
(Professor VI);
“... para isto teria que colocar alguém para nos substituir na sala de
aula. Para ofertar um curso deste é preciso dar condições ao
professor para que possa fazer” (Professor V);
O obstáculo “tempo” e “condições” colocados pelos professores
apontam quão necessário é a rede pública repensar o modo como proporcionar
a formação continuada para habilitá-los no uso da informática educativa, pois,
não adianta apenas oferecer o curso, mas também, propiciar condições reais
para que estes possam habilitarem-se. Caso contrário, a oferta será inviável e
os professores continuarão reproduzindo um ensino desatualizado e
descontextualizado das exigências impostas pala sociedade contemporânea.
CONCLUSÃO
Através da análise de nossa pesquisa, reconhecemos que os
professores são favoráveis ao uso do computador e Internet como ferramenta
de ensino por parte do professor; têm consciência da responsabilidade e
necessidade de utilizar tais recursos na prática pedagógica para inserir os
alunos de forma contextualizada na sociedade atual; não sentem-se habilitados
para lançar mão destes recursos como ferramenta na prática pedagógica;
vêem a necessidade e demonstram interesse de se especializar participando
de uma formação continuada, mas falta a política pública governamental para
sua concretização.
A nossa hipótese foi constatada em parte, pois quanto à suposição
de que a “rede pública não oferece curso de formação continuada”, não foi
totalmente confirmada, uma vez que o Departamento de Tecnologia na
Educação (DTE) da Prefeitura do Recife oferece cursos para professores da
rede, caso estes tenham interesse em se especializar em informática na
educação. Todavia, o curso só acontece se houver turma formada com 30
alunos. Perguntamos: se não formar a turma, não há capacitação para quem
desejar? Ao aplicarmos o questionário, um dos professores nos informou que
estava inscrito para participar no curso de capacitação continuada, mas o
mesmo havia sido cancelado. Diante deste fato, ponderamos: a oferta do curso
atende aos que desejam capacitar-se nesta área? Também perguntamos: a
divulgação deste curso tem sido eficiente? Nas respostas do questionário,
apenas 37% dos professores sabiam que a rede oferecia tal curso. Por que
mais da metade dos professores não tinham conhecimento? Além disto, todos
que desejam possuem condições para fazê-lo? Através da resposta dos
questionários, 97 % desejam capacitar-se, mas apenas 16% tinham condições.
Requer que haja uma reflexão sobre estes aspectos considerados.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
17
Por outro lado, no que se refere à “não-utilização dos recursos
tecnológicos por parte do professor da rede pública em sua prática pedagógica”
por falta de “condições para que estes se desenvolvam neste contexto”, foi
verdadeira, visto que apontam, explicitamente, a falta de uma política pública
no sentido de oferecer condições ao professor para que possam obter tal
habilidade, destacando, também, a deficiência em ofertar a quantidade
suficiente de computadores compatível com o número de alunos na sala de
aula, inclusive a falta de manutenção dos equipamentos de modo mais
constantes.
Considerando a afirmação de Silva (2004) - “As mudanças têm
implicações epistemológicas que afetam as novas identidades sociais e a
própria formação docente” - vemos, portanto, a necessidade de se reorganizar
e reestruturar as capacitações proporcionadas aos professores. Requer que se
invista nesta área, oportunizando ao professor manter-se motivado para
habilitar-se, já que são reais e profundas as exigências sociais. Um dos tópicos
apresentados no Fórum de Informática Educativa (2004) foi “Mudança de
Paradigma de Ação”. Neste, a “capacitação” foi considerada como conceitochave. Assim, percebemos ser atual e necessária a capacitação continuada do
professor na área da informática educativa.
Ficou claro que os professores têm interesse em participar da
formação continuada quanto ao uso dos recursos tecnológicos para
atualizarem suas práticas pedagógicas, mas deixam de se aprimorar, pois,
faltam-lhes tempo, condições para fazê-lo com recursos próprios e
conhecimento de que a rede pública municipal oferece tal formação. Estas
necessidades poderiam ser supridas através de uma política pública de
investimento e incentivo para a formação continuada do profissional em
educação no que concerne à utilização do computador e internet como
ferramenta à prática do educador.
A pesquisa continua a incomodar-nos. Agora, contemplando a
política pública de investimento, nos seguintes aspectos: Que condições são
proporcionadas aos professores, motivando-os a participarem da formação
continuada oferecida pela rede? Que critérios são utilizados na distribuição dos
computadores para as unidades de ensino? Que processos são determinados
ao acompanhamento técnico, específico, aos laboratórios de informática nas
escolas? Não podemos perder de vista que, nesta sociedade informatizada
exigem-se tais saberes e sem as condições apropriadas muitos deixarão de ser
beneficiados e inseridos em tal contexto.
Concluímos, registrando a frase de um dos professores
entrevistados (Professor IV): “Tudo em educação é complicado e relegado ao
segundo plano!!! Não há investimento efetivo para um trabalho de qualidade”.
Logo, perguntamos: Até quando ficaremos com esta pergunta retinindo nos
nossos ouvidos? Até quando???
NOTAS
4. PPPs – I, II, III, IV e V – Disciplina da grade curricular 1.317, esta contempla observação e
prática nas escolas, visando habilitar futuros pedagogos a tornarem-se potencial
investigadores e implementadores de práticas pedagógicas.
5. PROINFO – Programa de Informática na Educação – proposta do governo Federal de
instalar 100.000 computadores nas Escolas Públicas em todo o país/ Abril de 1997.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
18
6. NTEs – Núcleos de Tecnologia Educacional – Núcleos de formação de professores do
Educação Básica para trabalharem com a informática na Educação.
7. DTE – Departamento de Tecnologia na Educação – Folder do Curso da “Telemática na
Educação” – Abril 2003 e Abril 2004.
REFERÊNCIAS
ABRANCHES, Sérgio Paulino. Modernidade e formação de professores: a
prática dos multiplicadores dos núcleos de tecnologia educacional do Nordeste
e a Informática na educação. São Paulo, 2003. Tese de Doutorado,
Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação.
ANDRADE, Jane. A informática auxiliando na educação. Jornal Aprender.
Disponível em: http://aprender.ig.com.br/jornal_materia_ver.asp?ldmateria=58.
Último acesso em 22 de dezembro de 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL. Tecnologia
Educacional: referencial teórico. Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro:
Ano XI, n. 17, p. 16-17, jul./ago. 1982.
BRASIL. Despacho do Ministro. Distrito Federal, 05 de maio de 2002.
BRASIL. Leis de Diretrizes e Bases Nacionais nº 9.394/96. Art 23. III. Distrito
Federal, 1996.
CARRAHER, David William. A aprendizagem de conceitos matemáticos
com o auxílio do computador. In. ALLENCAR, Eunice M. S. Soriano (Org).
Novas contribuições aos processos de ensino aprendizagem. São Paulo:
Cortez, 1995.
CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO. Despacho do Ministro em 17/1/2002
do Ministério da Educação. Publicado no Diário Oficial da União de 18/01/2002.
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO de 18 de janeiro de 2002. Seção 1, p.31.
DINIZ, Patrícia Maria dos Santos Pompílio. Projetos interdisciplinares apoiados
por computadores. Recife, 2000. Monografia de Especialização em informática
na Educação. Universidade de Pernambuco. Centro de Educação.
Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação.
FERNANDES, Natal Lânia Roque. Professores e Informática na Educação:
saberes e sentimentos numa experiência de aprender a ensinar com o
computador. Disponível em:
http://www.anped.org.br/26/trabalhos/natallaniaroquefernandes.rtf. Último
acesso em novembro de 2003.
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
19
Fórum de Informática Educativa. Disponível em
informá[email protected]. Último acesso em Abril de 2004.
GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1994. Cap. IV, p.28-38
GRUPO DE ESTUDO SOBRE EDUCAÇÃO, METODOLOGIA, PESQUISA E
AÇÃO (GEEMPA). Alfabetização em classes populares. 5. ed. Porto Alegre:
Kuarup, 1994, p.24.
LEIVAS, Marta. “No olho do furacão”: as novas tecnologias e a educação hoje.
In. SILVA, Mozart Linhares da (org.). Novas tecnologias, Educação e
Sociedade na era da Informação. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p.73-89.
LUCKESI, C. Carlos. Independência e inovação em Tecnologia Educacional:
ação-reflexão. Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, v. 15, n.71/72, p. 55-64,
jul./out. 1986.
MENDES, Carla. As reinvenções das tecnologias no cotidiano escolar.
Disponível em: http://www.anped.org.br/25/posteres/
soniareginamendesp08.rtf.Último acesso em novembro de 2003.
MIZUKAMI, Maria da G. N. Casos de Ensino e Aprendizagem Profissional da
Docência. In: ABRAMOWICZ, Anete; MELLO, Roseli R. de (Orgs.). Educação:
Pesquisas e Práticas. SP.: Papirus, 2000.
OLIVEIRA, Ana Cristina Salibe Baptistella. A formação profissional do
trabalhador e novas relações sociais da produção. Recife, 2002. UFPE, Centro
de Educação, Departamento de Administração Escolar e Planejamento
Educacional. Disciplina Recursos humanos.
PINTO, Tânia Maria Machado. Flexibilização Organizacional: Uma experiência
escolar. Revista de Administração Educacional. Deptº de Administração
Escolar e Planejamento Educacional Centro de Educação da Universidade
Federal de Pernambuco. Recife, v. 1, n. 7, jan/jun. 2001, p.99-114.
ROUANET, Sérgio Paulo. Da polis digita a democracia cosmopolita. Folha de
São Paulo, São Paulo: 21 maio / 2000, Caderno Mais!, p. 15.
SAMPAIO, Marisa Narciso; LEITE, Lígia Silva. Alfabetização tecnológica do
Professor. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
SANTOS, Gilberto Lacerda; MORAES, Raquel de Almeida. A educação na
sociedade tecnológica. In: SANTOS, Gilberto Lacerda (org.). Tecnologias na
Educação e Formação de Professores. Brasília: Editora Plano, 2003, p.7-27.
SILVA, Marianela Rodrigues da. Ciberespaço Como Metáfora Para a Formação
Do Pensamento Complexo. Disponível em
FERREIRA, Renilze de Barros Albuquerque dos Santos; BOMFIM, Terezinha de Jesus Ponciano; ABRANCHES,
Sérgio. A formação continuada do pedagogo frente aos desafios tecnológicos da sociedade informatizada. In:
BORBA, R.; BOTLER, A. (org.). Caderno de Trabalhos de Conclusão do Curso de Pedagogia – V.1 - 2004.1 –
2004.2 - 2005.1.Recife, Centro de Educação, UFPE, 2006, 20p.
www.pbh.gov.br/smed/capeonline/seminario. Seminário da Informática
Educativa. Último acesso em 07 de Abril de 2004
SILVA, Rinalva Cassiano da. Projeto Pedagógico: A Escola em questão.
Revista de Administração Educacional. Deptº de Administração Escolar e
Planejamento Educacional, Centro de Educação da Universidade Federal de
Pernambuco. Recife, v. 1, n. 1, jan/jun 1997, p.75-82
SOARES, Magda. Seminário ‘Brasil Alfabetizado’. Palestra: Letramento e
Alfabetização – UFPE, 12 de março de 2004.
TV – Universitária. Reportagem exibida no dia 29 de maio de 2004.
XAVIER, Giselei Pereli de Moura. A formação de professores para uma
sociedade multicultural. Disponível em http://www.anped.org.br/24/
P0802756064905.doc. Último acesso em novembro de 2003.
20
Download

A Formação Continuada do Pedagogo frente aos Desafios