ELAINE
o
PAPEL
DA AFETIVIDADE
DE ALMEIDA
PEREIRA
NO DESENVOLVIMENTO
DA APRENDIZAGEM
Monografia
apresentada
como requisite
parcial para obten~ao do titulo de especialista
no Curso de Pos - Graduayao
em EducaI;ao
Infantil
e Alfabetizay30
da Universidade
Tuiuti do Parana - UTP , sob a orient3y30
da ProP Ana Maria Macedo Lopes Escher.
CURITIBA
2002
DediC(} este trabal/If) {lOSmells pais que me
eduearam pelo llInor, {IOmell esposopelo apoio e
lImor ,e aos ailinos que com tllllor contribui em
Slit./ormllf110.
A Ana Mariti, c:ujapllrlicipaf1io em min/Ill vida
contrilmiu para que ell put/esse veneer llIa;s eMa
etapa.
Ell nao lenho caminho novo;
o
que trago de novo
eo jeilo
de caminhar."
Tliiago de Mello
SUMARIO
RESUMO
.......................................................................
ii
.
.... 3
I. INTRODUCAO
2. DEFININDO
0 TERMO
3. CONTRillUICOES
3.1 A teoria da
PIAGET
5
PARA 0 TEMA
emo~ao
3.2 Afetividade e
4.
AFETIVlDADE
DE WALLON
.
E A AFETIVlDADE
...... 7
...... 11
NAS
FASES
AFETIVAS,
UMA ANALISE
DESCRITIVA
...
ANEXO ..
DESENVOLVIMENTO
SEGUNDO
DA
14
QUALIT
AS
ATIV A
PRATICAS
.
7. CONSIDERACOES
REFERENCIAS
DE
.
6.COMPARACAO
PIAGET
7
inteligencia .
CRIANCA.
5. PM TlCAS
AFETIVlDADE
20
DE
WALLON
E
23
GERAIS
27
..
.
.
30
32
RESUMO
Este trabalho
desenvolvimento
objetiva
compreender
da aprendizagem
afetividade
no desenvolvimento
qualitativa,
reflexiva e criticamente
A principia
foi fealizada
0
Para
da afetividade
caracterizar
a metodologia
a seT utilizada
bibliogratica,
buscando
Educar;ao
atraves
0
trabalho
e conhecimentos
it problematica
relatar~se-a
de um questionirrio
pesquisa qualitativa
adquiridos
levantada
observacoes
durante os aoos de pnitica
no lema.
da dimimica
efetiva
do trabalho
pelos autores
e afetiva
promovendo
0
uma pesquisa
de ensine
semi-estruturado
de
e da
da rclaCao professor-
de campo
e da rede publica
e fundamentado
com
de ensino.
professores
da cidade
de
de Curitiba,
nas orientar;5es
sobre
a
das infonnafYoes,
seguida
a
de Trivnos.
Em itens subseqiientes
cenc1usao
proposta
foi realizada
Infantil da rede particular
da
aborda
nos estudos
aluno com urn grupe de criancas ( 3 a 5 anos ) de uma escola da rede particular
Para enriquecer
no
pape\
0
lema.
uma pesquisa
, bem como reflexoes
momento,
a importancia
esle tema na area da Psicologia do Desenvolvimento
em sala de aula que respondessem
Em segundo
e ressaltar
educavao infantil.
da aprendizagem,
alguns teoricos que fundamentam
Aprendizagem
na
qualitativa
pesquisados.Apontando
no convivio
processo
a analise
e reflexiva
a tim de refletir sobre a concep9ao
desses professores
para questionamentos
diirrio , nas atividades
de ensino e aprendizagem.
e situar;oes
com a teo ria
necessarios
no ambiente
a prarica
escolar
I.INTRODUCAO
No mundo
ea
afetividade
amal,
oa visao
dinamica
desenvolvimento
Pananta,
0
constituir
uma vida de qualidade
Goleman
sao
do psicoJogo
mais profunda
e psicoterapeuta
e complexa
de que
0
Capelatto
ser humane
e afetivo sao extremamente
emocional
( 2001
), a
pode participar.
necessarios
para
.
( Apud Boock,
1997) afirma que as pessoas emocionalmente
competentes
as que conseguem exercer urn contrale sabre sua vida emocional, inclusive no aspecto
afetivo, levando vantagem
sabre as demais.
As emQ(;6es funcionam
como elementos
Por issa fazMse necessaria
cognitivas.
facilitadoras
e propiciadoras
respeitar
catalisadores
as emo~5es
de urn desenvolvimento
dando qualidade
do individuo
adequado
as respostas
para que se tornern
no meio socia-cultural,
no
qual a escola ocupa urn lugar de destaque.
Sabe-se que hoje, as escolas preocupam-se
que transmitem
rnercadologica.
por meio de modemas
Afastam-se
apenas com a quantidade
tecno\ogias,
assim do ser humano,
de forma
tratando
de registro. Com isso, aeabam por perder a oportunidade
A escola deve se conscientizar
familia.
A crianya
so vai gostar
burocratica
e
os alunos apenas como mimero
de desenvolver
de que e uma instituiy30
e aprender
de informayoes
meramente
a afetividade.
afetiva que complementa
na cscola quando
hOllver afetividade,
a
quando
sentir que cuidam dela.
A partir desses conhecimentos,
no desenvolvimento
Num
constantemente
aprendizagem
orillndos
questiona-se:
da aprendizagem
primeiro
momento
nos
deparamos
decorrentes
ate que ponto a afetividade
infantil demro do contexto
a resposta
com
it
edlleandos
ou acompanbados
questao
que
de problemas
e relevante
escolar?
pode
parecer
apresentam
emocionais
obvia,
mas
problemas
de
ou de ordem afetiva
inclusive da escola a que perteneem.
Cai-se,
desobedece
freqilentemente,
num
jogo
de empurra-empllrra:
a uma regra da escola, em vez de os educadores
quando
aproveitarem
uma
crianya
imediatamente
a
04
oportunidade
de viver
0
jogo da afetividade,
chamam
os pais e depositam
neles a
tarera de
impor limiles necessarios.
o
vinculo
perigo dessa postura consiste na perda da oponunidade de se estabelecer um
afetivo
com a crianr;a,
para quem
a escola
e que faz parte da sabedoria da
valores. E nessas situar;6es tensas
passa
a seT urn lugar de desprazer.
Nesses momentos
escola instaurar
formar;ao
que se
frustrayoes
de
e se abrem as portas da compreensao.
acabam sendo
senlimentos
vivenciados
nesse processo
A escolha do lema apresentado
papel preponderante
desejos e vontades;
poueo estimulado
Caso contnirio:
desvalorizadas e esquecidas porque
no contexte
faltou
as informar;6es
a
as
recebidas
afetividade para estruturar
de aprendizagem.
se justifica
escolar e
sao manifesta~6es
diitlogos que permitam
propoe iimiles, se trabalham
e por
peJa
que expressam
pelos modelos tradicionais
Crelly3
de que a afetividade
tem urn
meio dela que a erianr;a ex'terioriza
de ensino.
urn universo
importante
seus
e perceptive!
05
2. DEFININDO
e urn
A afetividade
para conhecer
0 TERMO
AFETIVIDADE
lema bastante
amplo e contraditorio
urn pouco sabre
que alguns te6ricos
0
na sua essencia.
importantes
que estudaram
por i550,
sabre este
lema, procurarei descrever como cada urn deles define ou reconhece a afetividade,
intuito de aprofundar
nossos conhecimemos
pedagogico
nas escolas
realizado
Cerisara
(
J
997,
e contribuir
para
0
enriquecimento
com 0
do trabalho
.
p. 43 Perspectiv3
) destaca a importancia
da cbra Walloniana,
vez que Tempe com a dislinc;ao que tern sido feila pela psicologia
tradicional
urna
entre raziio e
emo.;ao.
E
sinonimo
importante
destacar
de afetivo.
0 emocional
afetiva e mais permanente
Neste
intelectual.
aspeclo
,
segundo
a mesma
afetivo
tem uma profunda
Ele pode acelerar ou diminuir
0
as estruturas
mudan~a das mesmas,
cognitivas
ou seja, segundo
homem sao as fases de desenvolvimento
influencia
A
situ3yaO
de arnor e odio.
sobre
0
desenvolvimento
ritmo de desenvolvimemo.
De acordo com Piaget ( apud La Taille,
pode modificar
visivel corporalmente.
e implica uma carga de atra~ao e repulsao
0
e
autoTa que para Wallon emoc;ao nao
e fugaz, transitorio,
1992, p. 63 ) ,
( esquemas
este autor
0
) embora
0
principal
aspecto
afetivo,
, ele possa
em si , nao
influenciar
determinante
na
da evolw;:ao do
biologic as, 0 que nao impede que a afetividade
acelere au atrase esse desenvoivimento.
Existem
propria
pensamentos
que
0
outros
a respeito
autores
norteadores
0
que
tambem
citados
que nos leva a acreditar
veem a afetividade
possuem
ja possibilitam
e quase
uma
que seria ate possivel
tao pessoal
postura
lima visao
como
dos
afirmar
a propria
de uma pessoa para oulra.
No entanto a infmidade
que lodos
conhecidos
mas os autores
do lema,
modo COmO as pessoas
varia~ao de personalidade
afirmar
menos
da afetividade,
concordam
interesses,
desejos,
tendencias,
importante
na vida de cada um.
de defini90es
a respeilo
que a afetividade,
da afetividade
represema
valores e emo~6es dos individuos,
a sintese
nao nos impede de
dos sentiment os,
e como tal e um elemento
06
Do
mesmo
modo,
meio
lOdes
influenciada
pelo
contribuintes
do desenvolvimemo
social
partem
tristezas,
afetivo da crianca,
de alegria,
desencontros,
que se aprende a linguagem
mais complicada
A afetividade
urn elemento
representa
trabalho
como
urn fone influenciador
pedag6gico
educandos.
ideia
do qual pertencemos,
criam;:a vive suas maiores sensa~6es
no qual experimenta
da
e sell sucesso
de
que
0
que torna
pais a familia
felicidade,
hrigas,
afetividade
prazer e
ciumes,
desenvolvido
do desenvolvimento
, consideravelmente
as pais os primeiros
e
dependente
ambito
em que a
campo de aCaa
adios. E na familia
da afetividade.
a partir
intelectual
0
atTIcr, 0
medos e
da vida: a linguagern
e diretamente
das
rela(foes
socia is,
da crianl;a, 0 que torna 0
da afetividade
de seus
07
3. CONTRIBUI<;:OES
A
DE WALLON
posic;ao de Wallon
( 1975 ) a respeito
e
desenvolvimento
da crianc;a
desenvolvimento
da personalidade
dominios
pessoa
funcionais;
e vista
o auter
0
0
funcional
Urn ponto importante
diferenC;3 entre afetividade
da imponancia
da afetividade
e cste, por sua vez, se constitui
conhecimento,
resultante
Henri Wallon traz a dimensao
psicogenelica.
AFETIVIDADE
bern de fin ida. Ela tem papeJ imprescindivel
ata motor,
como conjunto
PARA 0 TEMA
sob a alternancia
a afetividade
0
e a pessoa.
de
dos
Assim,
a
da integrac;ao de suas dimens6es.
afetiva como ponto fundamental
que merecera
e emoyao.
para
no processo
aprofundamento
em sua tcoria
neste trabalha
Galvao (1999) chama a atenyao
sera 0 da
para esta questao
na
cbra de Wallon:
"As emofi{jes, assim
mallijeslac;oes
subslilllir
emo~ao
os semimelltos
e os desejos,
Na lillguagem
pOl' afelividade,
trafando
os termos
e um
Todavia, nao 0 sao. A qfelividade,
ahrallgellle
110qual se illserem varias mallijeslafoes.
a emol;ao ocupa urn lugar de destaque.
os estagios do desenvolvirnemo
silo
comum cos/uma-se
sill6nimos.
Na tcoria Walloniana,
tanto quando descreve
como
da vida ale/iva.
como
cOflcei/o mais
" (p.61)
Ele analisa a questao
infantil.
3.1 A (eoda da emo~ao
A Teoria da Emol;ao
emol;ao
humorais
e
a exteriorizal;ao
e motores
e de
grande irnportancia
da afetividade,
e, ao mesmo
adaptal;ao do ser humane
tempo,
na obra de Wallon. Segundo
urn fato t1siol6gico
wn comportamento
nos
social
seus
0
autor, a
componentes
na sua funyao
de
ao seu meio:
/:;~\MlJf J'",<::.
t::: ..
. ,. ..
"
~
" ... ~.-.".
:,I"S,\
B;r c,
-
1\"'\/
08
... As emQ(,oes, silo a eXlcriorizm;iio
cOl1lunhiio
afinam
de
e
e
rela<;:ao com 0 mundo
ulna
expressao,
primeiramente
mais complexos,
atividades
fisiologica,
nos quais a
reforiies
..} Nelas
expressao,
meio
0
e Jozem
utilizado
humano.
deles
(fValloll,
pelo
que
de
possiveis
de
ins/l'lIflle1ll0S
199j, p. 143)
recem-nascido
Gradativamente,
ate se tomarem
evoluem
elas farnam
que
cada vez mai .••
especializado:~.
emo<;:ao, antes da linguagem,
A
estabelecer
As
cOl11l1l1idade.
as seus meios de
soc:iabilidade
do afelividade(.
gregarios, que silo uma forma primitiva
asseJllam os exercicios
para
as movimentos
comportamentos
de
afetivos
erno<;ao, aos poueos, cede terreno aDs sentimentos
e depois
as
imelectuais.
As
descargas
cmo<;:6es sao instanulneas
de energia.
Quando
e diretas
e padem
isto ocorre, elas tern
expressar~se
como
poder de se sobrepor
0
verdadeiras
ao raciocinio
e
ao conhecimento.
A afetividade
evolui
formas de express5es
que
0
individuo
conforme
diferenciadas,
adquire
nas relacroes com
significados
representam
vivenciadas
num determinado
permanece
imutavel
para
se vohar
para as alteracroes
Wallon,
processo
de seu poder
manter-se
corporal
as diferentes
nitidamente
que, quando
de sobrepor-se
a
de cada pessoa
como um conjunto
e com
de significados
ao longo da vida. Os
situacr5es
e experiencias
social. Por este motivo afetividade
nao
da pessea.
proprieceptivas,
uma "baixa
maturacionais
meio, com a cuitura,
e ambiente
a emocrao precede
e
0
pessoa
momento
cognitivo
vinude
cada
ao longe da trajet6ria
Para Wallon,
e lIm
as condic;oes
que se conflguram
0
aparecimento
prejudicando
prepondenincia
temperatura
das condutas
intenso~ pade impuisionar
emocional"
a percepcrao
da ratio,
e
do tipo
a consciencia
do exterior.
necessario,
para que se possa
a
Em
segundo
trabalhar
as
funcr6es cognitivas.
A emoc;ao
para controiar
e capaz
de preponderar
a primeira.
pois: para Wallon, "a razao
sobre a razao sempre que
0 desenvolvimento
e 0 destino
deve conduzir
final do homem".
a
it ultima faltem recursos
predominancia
da rauio,
09
A integra'Yao entre as dimensoes
motora,
e claramente
por Mahoney
teoria de Wallon,
descrito
"0 motor,
0
afetivo,
0
afetiva
que coda 11111 parte
separQ(;iio se Jaz necessaria
humol1o
a/ividae/a
motara
sempre
da
cada 11111
desses
di/erandado,
cOlls/illl/iva
eSfOO
dos Olaras. Sua
il1lerp,.ela~·aO
illielfere
em
e
de que qllo/quel'
10dos
eles.
Qua/quer
ressol1Gm:ias
a/elivas
e cogl1ilivGs;
,oda
lem ressonGl/cias
moloros
e cogl1ilivas;
IOda
lem
afetiva
central
apenDs parD a descri~iio do processo.
Uma das cOJlseqfiellcias dasso
alividade
embora
e fimciollol
as/rulliral
e
filo illlegrados
conceito
(2000):
cogllilivG, a pessaa,
aspectos lelliJa idemit/ade
disposi(;iio
e cognitiva,
operoer'oo mental lem ressonGncias a/Clivus e mOlOros. E lodas
essas ressoncincias
rem 11111
impacto
110quarto cOIYUllfo: a pessoa".
(p. /5)
e um
A afetividade
de dois fatores:
determinismo
0
funcional,
social.
humano,
as suas formas
defende
tanto
do individuo,
A afetividade
passa a ser fortemente
esses
Os sells e/eifos podem
tomando-se
fatores
da
ser
oude a escolha
influenciada
em suas
as manifestayoes
quanto
basicamente
pela ac;ao do meio social. Tanto que
da afetividade,
cujas
manifesta~oes
cada vez rna is relacionadas
a afetividade
que permitiram
intera~oes
afetivas,
e determinada
que inicialmente
progressiva
e das emo~5es,
tipo de
.{.. a cOlIsfi(uir;iio biol6gica
destillo.
tanto as fontes de onde procedern
urna evolUl;ao
da a~ao
qualquer
1959~ p. 288).
visto tanto em 1941, quando ele fez referencia
afetividade.
que
impede
pelas cirClIl1stollcias sociais da slIa existencia,
da base organica,
do desenvolvimento
reciproca
sera a lei linica do seu fllluro
de expressao.
pelo fator organico
e dependente
cujo desenvolvimento
Essa rela~ao
do desenvolvimento
modificam
distanciando
0
es/a Ol/sell/e. "(Wallon,
Ao longo
Wallon
11(10
tramformadas
illdividlloliliio
reciprocas
e
no desenvolvimento
,.,.iall«a ao lIaseer
amplameme
dominio
organico
moral, quanto
evidenciar
0
va~ se
e
ao social - e isso
social
em suas teorias
como origem
da
10
Conceitualmente,
diferenciando-se
a afetividade
do sentimemo,
Embora
Enquanto
por
diferenciam.
sua
lit
vez,
personalista
rea90es sentimentais
Assim,
em
afetiva
da atividade
que
de
e passionais,
e etemeras
em que a
e
sendo
afirmar
0
a existencia
as
que
se
represent8c;ao
aos estados
de
em cada estagio,
os
0
0
necessidades
mais marcante
emocional
lado,
afetivas
de sofrimento
estreita
ea
pela
e tristeza;
no
evidenciam-se
neste ultimo estagio.
forma,
ainda em estagio
tonus
e
expressoes/rea90es
estagio
por outro
sao, de alguma
uma rela9ao
pais
pelas
de manifesta~5es
Estas manifesta90es,
humano,
das
de medo, colera, alegria
expressoes
com a fome ou saciedade
qual mantem
marcado
e mal-estar;
sentimento
As primeiras
de desenvolvimento
identificar,
em vinude
e puberdade,
primitivas.
0
podemos
bem-eslar
e no da adolescencia
podemos
0 tonus,
expressao sao diferentes.
de
esta sempre relacionada
- as rea90es ou atitudes
tonalidades
processo
mais
psiquica.
impulsivo
crian9a experimenta
fundamento
urn campo
sao reac;ces generalizadas,
afetivas
sao predominantes,
0 estagio
das em090es.
afetivas
fennas
rea<;:oes instantaneas
a teoria do desenvolvimento,
das emo90es
aparecimento
e
manifesta~6es,
manifest8<;:oes de tonalidades
afetiva
paixao sao manifestac6es
e a
e indiferenciadas
diferencia9ao
esuigio
constituem-se
maturacionais.
generalizadas
suas
do individuo.
de manifesta~ao
possibilidades
essas
de tonalidade
com esse sentido abrangente,
e mal-estar
Analisando
tipos
confundida,
ou estimuladora
A afetividade,
bem-estar
de
emoc;ao. A afetividade
como as primeiras
bem
manifestac;6es
0 sentimento
lorna-se reguladora
distinguida
organicas.
sejam gerahnente
as primitivas
emoc;oes,
ser
da paixao e da
amplo, ja que inclui esses ultimos,
afetivas basicamente
deve
anteriores
e de prazer
manifesta90es
primitivo,
com a afetividade,
ao
que a
com
tern por
durante
base de onde sucedem
afetivas.
Com
a influencia
basicamente
organica,
inaugurando
0
do
meio,
transformam-se
periodo emocional.
os
geslos
lan~ados
em meios de expressao
no
espa90,
de
0
as rea~oes
manifesta930
cada vez mais diferenciados,
II
A vida
substituida
afetiva
da
crianc;a,
por uma simbiose
imerpessoais
inaugurada
emocional
e
se intensificam;
com
e1a que
une
participac;ao do Dutro e, conseqUentemente,
As emoc;6es revelam-se
quanta
entre
primeiros
individuo
0
como
e outros
0
por
0
simbiose
elo entre
e
alimentar,
logo
emo~ao, as relac;oes
Com a
individuo
0
a delimitac;ao
individuos.
dias de vida e se fortalecern
uma
meio social.
a outrem,
possibilitando
a
do eu infanti\.
0
individuo
Estes
lac;os
e
ambieme
0
fisico,
interindividuais
tanto
iniciam
nos
a partir das ernoc;oes, antes mesmo do raciocinio
e da
intenc;:ao.
A importancia
propria
historia
lllodelagem
dos grupos
sociedade.
entre
das relac;oes humanas
da humanidade.
do individuo.
0 meio
evo!u<;ao, pois
essencial
0
e historia,
e a constitui<;ao
do organico
aparato organico
No decorrer
da inteligencia.
evolu<;ao psiquica,
interdependentes
da pessoa,
destacando
a propria
a reJa<;ao estreita
meio fisico e humane
Sem ele nao haveria
a ohra completa
que
e a natureza
no mundo material.
seja em virtude das condi<;6es maturacionais,
diferentes
seja
niveis
na constru<;ao do campo afetivo.
a afetividade
Afetividade
constitui
urn dominic
e inteligencia
em seu desenvoivimento,
pennitindo
funcional
constituem
pois, embora tenham fun<;oes bern definidas
cada vez mais e1evados.
0
do individuo,
a
a agrega<;ao
os sellS papeis,
( 1995 ) demonstrou
na
para
e lnteligencia
Na ohra walloniana,
0
pois foi gra<;as
os sellS valores,
Wallon
esta escrita
necessaria
sociais de cada idade, a crian<;a estabelece
de rela<;oes sociais e estas imerferem
quanto
do homem
lima circunstancia
nao e capaz de construir
do desenvolvimento,
das caracteristicas
3.2 Aretividade
crescimento
na constitui<;ao
humana, que pensa, sente e se movimenta
em virtude
e
pbde construir
psicogenese
as rela<;6es humanas
como um par
0
Sem ele a civiliza<;ao nao existiria,
que a humanidade
Cruzando
para
social
e diferenciadas
a crian<;a
tao importante
um par inseparitvel
na
entre si, sao
atingir niveis de evoiUlrao
12
A afetividade,
a inteligencia
disponiveis
corresponde
corresponde
a energia que mobiliza
ao poder
estruturante
modela
0
a partir
dos esquemas
naqueJe momento.
A afetividade,
assim
imuulvel. Ambas evoluem
se tomam
cognitivas.
respeitada
do que
como
a inteligencia.
a medida
E
mais
que
0
salutar
em que
inteligencia,
pactua
individuo
para
seT simpiesmente
personalista.
comportamento
0
dominante
com as conquistas
outras rela~6es afetivas
emergem.
pronta
sao construidas
se desenvolve,
e beijada.
e
da afetividade,
e ineorporada
0 advento
Por
afetivo,
0
atlos
permanece
de
afetivas
seT ouvida
exemplo,
e
no estagio
a funr;:ao dominada,
preparando-se
no
de tal modo que
uma conquista
mais complexas,
a
para sucede-Ia
pela afetividade
da representa~ao,
it crianr;a ter rela~6es afetivas
nem
e se modificam
as necessidades
lima crianr;:a de quatro
acariciada
pr6ximo estagio. A evolu~ao da inteligencia
permite
naD aparece
ao longo do desenvolvimento;
urn perfodo a outro, pois,
imelectual,
que
0 seT em dire~ao ao ato, enquanto
como
do campo
a paixao
e
0
sentimento.
Quanto
a essas
duas
manifesta~6es
Wallon traz menos informa~oes
claro que sao posteriores
as representa~oes.
as emo~6es,
0 progresso
dessas duas manifesta~6es
cognitivo
a amplia~ao
s6 aparecendo
das representa~6es
afetivas.
mais uma vez se evidencia.
relaciona-se
de afetividade,
do que as relativas
os sentimentos
as emo~oes;
no entanto,
mais tarde, quando
mentais
autor deixa
come<;am a atuar
da sustenta<;ao ao surgimento
A rela~ao de imerdependencia
po is ao desenvolvimento
do campo afelivo,
e paix6es,
0
dos dominios
afetivo
e
do campo da racionalidade
com oulras manifesta<;oes
de afetividade,
alem
das emo<;oes.
Wallon sem duvida
dominios
afetivo
personalidade.
nesse processo,
desenvolvimento
foi
e cognitivo,
Ocupando-se
ocorre
0
autor que soube muito bern privilegiar
em estudar a passagem
concomitantemente
da personalidade
que sao interdependentes;
interfere na inteligencia
a rela~ao entre os
na medida em que eriou uma teoria de desenvolvimento
em outras
e vice-versa.
0
do organico
desenvolvimento
oscila entre movimentos
palavras,
it medida
ao psiquico,
de ambos
verifieou
da
que,
os dominios.
ora afetivos,
ora cognitivos,
que a afetividade
se desenvolve,
0
13
Denlro do principia
das tnanifesta~oes
dialetico,
Wallon identifica
a
rela~ao entre a inteligencia
- a emQ(;:ao. A re\ayao
da afetividade
pois, se, por um lado, nao existe nada no pensamento
primeiras
sensibilidades,
conteudo.
Concebe-Ias
por outro
111I11110Sque
e
estanques
incorrer
elllre materia
no erra antigo
«e11lre as dUGS "ao param de desenro/ar
mus/ram como viis as dislil1Fjes de especies
filos6flcos fazem
e pensamento,
de carater
que nao tenha surgido
razao da as sensibilidades
lado, a luz da
como elementos
corpo e alma, pois para Wallon
e
que elas mantem
dialetico.
existimcia
e uma
da
separa~ao
m;oes e rear;i5es
que os diferellles
e inleligencia,
das
urn novo
sistemas
C01pO e e.~pirilo"
(1963, p. 65).
E de
se notar que entre a emoc;:ao e a atividade
intelectual
existe interdependencia,
mas tambem oposic;ao, pois, ao mesmo tempo em que ambas estao presentes
desenvolvimento,
o exposto
possibilidade
a emo~ao se esvai diante da atividade
ate
0
de haver
momento
etapas
pennite
propor uma evoluc;ao da afetividade
de vida e se prolonga
expressao
no processo
sob a influencia
posteriormente
sugerindo
que, segundo
imerpretamos,
Damas
pois
(1992)
sobre a
Wallon
parece
inicia nos primeiros
diferenciando-se
ao mostrar que a afetividade
tern forte componente
incorpora
com Heloysa
da afetividade,
de desenvolvimento,
do
dias
em suas formas de
social.
Wallon sugere evolucao
que, se inicialmente
concordar
de desenvolvimento
na unidade
intelectual.
cada vez mais
uma evoluc;ao da afetividade.
orgaruco
0
se desenvolve
(a chamada
fator social
em urn processo
afetividade
(a afetividade
moral).
organica),
De fato,
14
4.
PIAGET
DESENVOLVIMENTO
educadores,
profunda
cognitivo
0
0
desenvolvimento
0
eo afetivo.
desenvolvimento
influencia
NAS
FASES
DO
DA CRIAN<;:A
Na teoria de Piagel
componentes:
AFETIVIDADE
A
E
afetivo
se
sabre 0 desenvolvimento
por si sO nao pode modificar
e
intelectual
considerado
com tendo
Embora nem sempre seja focalizado
as estruturas
da paralelamente
intelectual.
cognhivas,
ao cognitivo
Segundo
dais
por psic61ogos
e tem
Piagel, 0 aspecto
mas pade influenciar
e
uma
afetivo
que estruturas
modificar.
De acordo com essa postura teorica, a mente
quais 0 individuo
perspectiva
intelectualmente
nasceria
iria construindo
0
e dotada
se adapla e organiza
com alguns esquemas
seu conhecimento
de estruturas
cognitivas
pelas
0 meio. Toda crian~a, a partir dessa
basicos - reflexos
~ e na intera(j:ao com
a respeito do mundo, desenvolvendo
0
e ampliando
meio
seus
esquemas.
Os esquemas
responsaveis
cognitivos
por essa mudanca
do adulto derivam dos esquemas
da crianca
sao assimilacao
Assimilacao
e acomodacao.
cognitivo
pelo qual uma pessoa integra um novo dado perceptual,
esquemas
ou padr5es
esquemas
ou a modificacao
de comportamento
ja
existentes.
de velhos esquemas.
e
0
processo
motor ou conceitual
A acomodacao
Wadsworth
e os processos
e a criacao
nos
de novos
(1993) nos diz que:
"A acomodac;iio explica 0 desenvo/vimento (lima mlldafl~a
qllalilaliva), e a assimila9iio explica 0 crescimenlo (uma mudml9a
quall/i/otiva); juntos des explicam a adopta~'a() il1teleclua/ e 0
desenvo/vimelllo da es/rlliura coglliliva. "
15
Apesar
cognitivo
de entender
e afetiva,
intelectual
atividade
e~ tambem,
intelectual
Na
0
desenvolvimento
inteleetua!
a afetividade
envolve
sempre
da mesrna,
pais acreditava
essa escolha
nao
e provocada
a aJelividade
pelas atividades
cOt/sJillli a ellergelica
cogllitivo
se refere
l1e"huma
coudula, por
I'eciprocamente,
illlervel/(ifio
eSlrutura
cognitivas,
dos cant/ufas,
eSfruturas.
Niio
exisle,
mah
iute/eelual
que
seja,
flCia poderia
haver
A cOllduta
eSIa nao tome aque/as
e cognifivo
lempo,
meio, acreditava
de motivacao
0
Wadsworth
(\993)
nos diz que
parale/o
as experiellcias
que
0
conhecimento
que todas as criancas
da realidade - ate atingirem
pensar, onde a afetividade
e interesse.
sem
a
a
mesmo
que,
as dais
inseparoveis
e
"a medida
do a/elivldade.
as experiellcias
as es(rllfuras
que
as
aos
cognitivas.
"
Apesar de Piaget considerar
de pensar sobre
niio
mas,
cOllstitl/em
em cOllsidera~'fjo:
sao, ao mesmo
ho /Un desellvo/vimenlo
a/elivos do mesmo modo que assimilam
- fonnas de apreensao
a/elivos
uma,
de constru'Y'ao sao as mesl1los. As criallc;as assimilam
0
que
"
se desel/volvem,
i 0 conhecimento.
portOIlIO,
afelivos;
que
i, porlalllo,
aspectos
ajefivo
eSlados
ou compreellsfio,
reciprocamellle,
De acordo com essa postura tearica,
os a,\peCIOS cogllilivos
interar;ao com
mas
cl.ljo aspeclo
as
apenDS
de percepr;oes
cog/liliva.
irredutiveis.
o re~illltado
que tada
dirigida a objetos ou eventos particulares.
campar/e, 110 quo/idade de mlweis, falores
esqllemas
da atividade
Piagel (1980) nos diz:
<t •••
mecanismos
as aspectos
com urn agente motivador
como urn agente selecionador
e sempre
visao piagetiana
pela afetividade.
que
Piaget considerava
0
e construido
se desenvolvem,
pensamemo
pela crianca
em sua
atraves de estagios
formal, onde sao capazes
atua no desenvolvimento
intelectual
na forma
16
Se
afetivo se da paralelameme
desenvolvimento
0
aD
desenvolvimento
caracierisl ieas menta is de cada uma das fases do desenvolvimento
a constru~ao
morais,
da afetividade.
um dos
construidos
aspectos
da mesma
Quando
examinarnos
da vida
afetiva,
0 raciocinio
percebemos
forma que os conceitos
sao os mesmos. As crianvas assimilam as experiencias
modo que assimiiam
o
por impulsos
liberta930
de desconfortos.
basicamente
reflexos
porque
ainda
com
este periodo
Os mecanismos
morais
sao
de constfw;ao
aos esquemas afetivos do mesmo
os quais
retlexiva,
buscam
e associado
0 afeto
nao diferencia
0
eu como
urn objeto
um perfedo
alimentsvao
e a
com reflexos.
Isso
0 corpo do hebe permanece
nao muda ate 0 4° mes de vida.
e afeto
sebre questoes
os conceitos
perfodo de atividade
e instintivos
Durante
as
para
cognitivas,
e urn
mes de vida de urn hebe
primeiro
dominado
atividade
as estruturas
as experiencias
das crianv8s
que
cognitivos.
cognitivo,
serao detennmantes
0
foco de teda
distinto
dos oUlros
objetos.
Ap6s 0 4" mes a crianca
(intencional),
circulares),
que evolui
Durante
detenninar;ao
0
segundo
As criam;as comeyam
afetividade
para alcancar
a experimentar
0
"sucesso"
para outras pessoas.
sentimentos
comer;am
os fins tanto quanto
a um fim
(rear;oes
do comportamemo
e
0
constituindo-se
assim
sensorio
a ter um papel
na determinar;ao
"fracasso"
Com a diferenciar;i'io
com gostar e nao-gostar
crianr;a de dois anos (fmal do periodo
diferente
para os outros,
dirigido
e interessantes
durante as repetir;oes
ano de vida os sentimentos
faz de si em relar;ao aos objetos,
dirigido
incomuns
presente no inicio da ar;ao.
dos meios usados
afetivo e a transferir
urn comportamento
de eventos
na qual as imenr;oes s6 se estabelecem
para uma intencionalidade
mesmos.
comer;a a apresentar
de uma repetir;ao
uma porta
motor)
para
e afetiva
0
na
dos
do ponto de vista
cognitiva
que ela
podem comer;ar a ser
intercambio
e cognitivamente
social.
A
muito
do recem-nascido.
Com
sentimentos
0
advento
do periodo
socia is em decorrencia
pn&-operacional
da linguagem
(2
it 7 anos) surgem
falada e da represenrar;ao.
os primeiros
A
17
representm;ao
afetivas.
permite
a criar;ao de imagens
Assim, as sentimentos
das experiencias,
podem ser representados
incluindo
e recordados
0
as experiencias
que mio ocorria
no
estagio sensoria-motor.
uma crianr;a sens6rio-mOlora
Enquanto
mas nao amanha,
a crianca
pre-operacional
pode "gostar"
de urn objew
mostra maior consistencia
ou pessoa hoje,
no gostar e no nao-
gostar.
Piaget concebeu
desenvolvimento
desenvolvimento
0
cognitivo
e afetivo.
e generalizavel
caracteristicas:
alem das situac6es
Por exemplo,
QUiroS aduitos,
normativo,
sugere
a todas as situacoes
e das condicoes
Estas Ilonnas do raciocinio
concreto.
do raciocinio
Ele
moral nao estao plenamente
Durante
na obediencia
nao
moral
apenas
as
realizadas
tres
identicas;
dura
a autoridade
de autonomia.
ate 0 estagio operacional
aeha errado
este periodo
do
apresenta
esta ligada a sentimentos
uma criam;:a pre-operacional
ou seja, baseia-se
a norma
amiiogas,
que a geraram;
mas nao a seus colegas.
moral com uma conseqUencia
que
0
mentir
a seus pais e a
raciocinio
moral
e pre-
mais por medo do que por respeito
mutuo.
Embora
pensamento
reverter
pensamento
0
sensorio-motor,
as opera~oes
e na~ consegue
ser centrada e a crian~a
do
outro,
acredita
pre-operacional
ele ainda
e egocentrica,
que
todos
intencionalidade
ainda
nao
comportamentos
acidentais
acompanhar
como
construido
de outras
No estagio
as influencias
estabilidade
operacionai
A capacidade
criaoc;as.
concreto,
para raciocinar
das contradi~6es
e consistencia
ela.
perceptuais
Acreditam
na~
toma-se
aparentes.
antes.
0
e
0
consegue
0
ao
de
castigos
pensamento
tende a
ponto de vista
conceito
de
compreender
na necessidade
gradativamente
rela~ao
e inca paz
a percepc;ao
pape\ ou
ConseqUentemente
futuras e preferem
0 raciocinio
que niio apresentavam
0
em
A crian~a
as transfonnac;oes,
e a crianc;a
severas como forma de impedir desobediencias
estabilidade.
urn avanc;o
em muitos aspectos.
ou seja, nao pode assumir
pensam
foi
represente
e restrito
de puni~6es
arbitnirios.
adquirem
maior
logica e menos
sujeita
Os afetos adquirem
uma medida
de
18
Com a aquisif,:80
pensamcmos
afetivos
reline qualquer
da reversibilidade
de lim evento
dos tres criterios
estes criterios
a criam;a toma-se
para outro. Se no estagio
para seT normativo,
passam a seT encontrados
capaz de coordenar
pre-operacional
durante 0 eSl(igio operacional
a medida em que as capacidades
seus
0 afeto nac
concreto
de julgamentos
infant is lOrnam-se "operacionais".
Piagel
operacional
destaca
concreto:
sentindo-se
capacidade
elementos
e considerada
A vomade
individuos
dais
fundamentais
a vontade e a autonomia
desenvolvimento
como uma escala permanente
obrigado
de raciocinar
no
de valores
a aderir. A presenc;a da vontade
sobre
problemas
do
esui.gio
.
afetivos
construida
pelos
indica que a pessoa ja tem
sob uma
perspectiva
coordenada
e
reversivel.
A aUlOnomia
proprio de normas.
proveniemes
medida
de raciocinio
Durante
0
consiste
em raciocinar
estagio pre~operacional
de uma autoridade.
E
a moralidade
em que as crianc;as vao se tomando
de acordo
da obediencia
capazes
de fazer suas proprias
avaliac;oes
avaliac;oes
a respeito
e justo
e justo,
avaliac;6es
sejam
desenvolvimento
perspecliva
e do que nao
eorretas.
0 estagio operacional
concreto
continuo
da autonomia
quando
moral baseada
no respeito
afetiva,
unilateral,
unilateral.
no ponto
morais.
0
as regras como
ou respeito
de se colocar
outro comec;am a ser eapazes
do que
com urn conjunto
as crianc;as percebem
A
de vista do
Comec;am
a fazer
que nao signifiea
que as
e urn periodo
as crianc;as
para uma perspectiva
chave
mudam
para
0
de uma
baseada
no respeito
ocorrem
mudanc;as
mutuo.
Com
significativas
julgamento
permanentes
0
desenvolvimento
e daras
moral.
Se no estagio
e exigem
eomec;am a compreender
da
nos conceitos
dos outros
vontade
e
da
autonomia,
infant is de regras,
pre~operacional
uma adesao
a importancia
perce bern
rigida,
das regras
acidentes,
para
mentira,
as regras
eomo
justic;a
e
fixas
e
em IOmo dos sete ou oito anos
lim
jogo
correto.
comec;a a se manifesl'ar e as regras deixam de ser vistas como absolutas
A cooperac;ao
e imutaveis.
19
Com
as
0
desenvolvimento
intent;:6es
compreensao
come~am
a
das intenc5es
da capacidade
nao podem
com Piagct, cada crianca deve construir
Enquanto
de se considerar
seT compreendidas
nao for capaz de compreender
seT "ensinadas"
ponto de vista do outro,
nos
a criancas
julgamentos.
mais novas.
A
De acordo
atraves das interacoes com os autros.
este conceito
0
0
e consideradas
ponto de vista do outro
nao pode construir
0
conceito de intencionalidade.
A aquisicao
arbitraria
da intencionalidade
alguma
relacao
COm 0 comportamento
passa a seT qualitativa.
muda
0
conceito
de justica.
da lugar a punicao por reciprocidade.
gradativamente
a seT punido.
A punicao
severa
e
ou seja, aquela que guarda
A moral deixa de sec quantitativa
A intem;ao passa a ser mais importante
do que
0
comportamento
e
em
si.
Pertamo,
aprendizagem.
afetivamente
comportamemo
e
falando,
cuidarmos
compreender
a cada
e
de
aspecw
que a crian~a
afelivo
e uma
fase de seu desenvolvimento.
sem proporcionar
lomada de consciencia
aquisiyao
fundamental
Precisamos
a crian~a
situaJ;oes
pura perda de tempo, e
do pleno desenvolvimento
cognitivo
0
e afetivo.
Querer
de interayao
que
e
no
processo
crianJ;a diferente
ensinar
ensino-
cognitiva
regras
e
de
que levem a uma real
pi~r, pede acabar dificultando
a
20
5. PRATICAS
AFETIYAS,
UMA ANALISE
Na realizac;:ao de um estudo
definic;:6es e pensamemos
definido e/au sugerido
a respeito
as semelhanyas
entre a teoria e a pratica com reiayao ao lema abordado,
dimimica
da
reiayao professor-aluno
grupo de crianc;:as da Educayao
j>ode-se observar
lemos au propomos
detemores
de "bons curriculos",
com seus alunos
pequenos
0
que
esta
e contradic;:oes
foi realizada
uma
em uma escola da rede particular
existentes
observac;:ao da
de ensino com urn
Infamil (3 a 5 anos) .
que a realidade
atraves
muilO comum encantrar
que nem sempre
na pratica.
intuito de identifiear
0
e
teOrico sobre afetividade
do lema, porem sabemos
na teoria se concretiza
Nesse sentido, com
QUALITATIYA
dos
educacional
estudos
mas incapazes
e suas realidades
pais
deparei-me
de envolver-se
individuais.
esta distante
em sua prittica
te6ricos;
com
afetivamente
do que
professores
e efetivamente
A falsa atenlYaO foi demonstrada
com
gestos superficiais.
Presenciei
afetividade
entre
pequenas
tentativas
de uma pratica
professor
e aluno,
mas que logo
falarem com alunos ( tao pequeninos
efetiva
que envolvesse
fracassavam
ainda, em sua essencia
quando
e tamanho
a relalYao de
via professores
) sem igualarem-se
a altura e tom de voz ...
A
partir
professores
das
que mais contribuiram
interagir
experiencias
que interagiram
com
do
imponancia
relevante
perceber
e afetiva,
no interesse
conhecimento.
periodo,
na resolulYao de problemas,
em
Ponanto,
diferenciar
realizar
um
as atividades
indicio,
da relayao de afetividade
que
e
gaslo em aprender.
para
a relaIY30 afetiva
entre professor
as
a seguranlYa para
e final mente
de
0
que
foram os
e aluno que
a
tem
alarga
e a vivencia da crianr;:a, pais faz com que eia conceba reIalYoes mais ricas. Nesse
durante a fase de Educac;ao Infantil,
se iniciando.
evidenciadas,
para a construlYaa do conhecimento
Sabe-se da importancia
o horizonte
significativas
para a autonomia
os outros,
construlYao
pude
com os alunos de uma forma mais proxima
Ela ainda
vive sua relay30 com
clara mente dele.
seu processo
0
de individualizar;:ao
outro de maneira
bastante
esta apenas
.\·illcrelicCI,
sem se
21
E
no Est<igio do Personaiismo,
diferencia
que vai dos tres aDs cinco
do Dutro, que toma consciencia
percebe as reiayoes e os papeis diferentes
se percebe como um elemente
de sua autonomia
dentro do universo
fix~, como ser
0
em
anes, que a criam;;a se
relayao aos demais.
familiar,
filho mais velho ou
ao mesma
0
Ela
tempo que
mais novo, seT filho e
irmao, assim por diante.
Nessa idade, a crianya tambem
numa comunidade
de crianr;as
relac;oes familiares.
As necessidades
costuma
semelhantes
ingressar
na escola
maternal,
a cia, cnde as reialfoes
serao
dessa faixa cuiria ainda exigem
inscrindo-se
diferentes
do professor
das
cuidados
de carfllcr pessoal, diretos, quase como as de mae.
Vivenciar
a necessidade
de se perceber
como
individuo,
medir sua forc;a em relac;ao ao grupo social a que pertence,
do processo
de socializacao,
pois segundo
"HJ /omada
parle,
illdividllo
Outro
aspecto
importame
que receberam
de diversos
pedidos de devolu~ao
ainda nao tem consciencia
0
que me chamou
questiomirio
nao
0
responderam,
e afetividade
do que
de
critico
0
de que
da imporldncia
Jaz
que
(p.215)
a atencao
para responder
do grupo
peJo grupo
de consciencia
pode IeI' em relac;{io aos individllos".
professores
tempo,
Wallon (1975):
de cOl1sciel1cia pelo
h6 lomada
e, ao mesmo
faz desta fase um periodo
0
foi
0
levaram
fato de que muitos
para casa porem apesar
que sugere que muitos professores
au pelo menos nao a observam
como parte
de sua pnitica pedagogica.
Observando
a afetividade
sinonimo
como
uma atividade
respondidos
exclusivamente
pode-se constatar
humana,
que os mesmos definem
que pode ser de fin ida como
de carinho e respeito entre duas pessoas.
Confinnando
carencia
as questionarios
seu modo
de pensar,
na segunda
afetiva como sendo crian~as agressivas,
que tem dificuldades
de aprendizagem.
quesUio
defmiram
que nao receberam
carinho
criam;:as com
de seus pais,
22
Quando foi questionado se os alunos rotulados com uma historia de rejeiy30 ou
indisciplinados sao candidatos ao fracasso escolar, afirmaram que quase sempre
demonstrando acreditam ser uma tendencia.
Ao se questionar se essas crianlYastinham as mesmas oponunidades, as respostas se
diferenciaram, au seja, enquanto uns acham que sim outros acham que nao porque essas
crianlYasja sao pre-rotuladas.
No que se refere aos aspectos que sao importantes no desenvolvimento da
afetividade, apesar de cada um citar atitudes diversificadas ( pelo fata de enumerarem mais
de uma ) como respeito, compreensao, tolenincia, diillogo sincero e amigo... todos citaram
o cadnho.
Em referencia a atitude a ser tamada, perante brigas frequentes entre alunos,
novamente os professores foram uminimes em afirmar que a primeira atitude que tamam ou
tomariam e dialogar, para saber as causas da briga e conscientiza-Ios que a vialencia sO
destr6i.
E para conciuir, quando se questionou se as dificuldades cognitivas dos alunos
poderiam ser de conseqtiencia afetiva, todos disseram que siro,
professores tern consciencia de que
de urn aspecto imerferem em outro.
0
0
que mostra que as
individuo e urn ser unico, global, onde os problemas
23
6. COMPARA<;AO
WALLON
DESCRlTIVA
Para Wallon a processo
com
0
SEGUNDO
outro nas diversas
de socializac;:ao da pessoa
etapas
do desenvolvimento
contato com a produc;:ao do outro. 0 enCQntro com
produzida
a
pelo Dutro, propicia a identific3c;ao
diferencim;:ao como homem concreto,
constituic;:ao do eu.
medida
E por
que pennite
conhecimento
0
como
e
homem generico
e constitui,
das
devendo
neste
de tantas aptidoes quantas
Os programas
educacionais
Fosse uma prepara~ao
segundo
suficiente
para
a cu!tura
especifica
a
e
0
e diferencia-Ios.
processo
de
ser reformados
sua natureza,
exercicio
0
e
as homens,
a pessoa
se
mane ira a promover
na qual
0
for possive!.
deveriam
ser orient ada, cultivada
no
musica
de individuac;:ao
geral aproxima
condic:,:oes de existencia
intervir
au com a
e, ao mesmo tempo,
ao processo
Wallon, a cultura
ao individualiza-los
parte
mas tambem
texto, com a pintura
a identificac:,:ao de uns com Qutros, enquanto
H!cnico afastam-nos,
desenvolvimento
pudesse
DE
nao se da apenas no seu contato
e da vida adulta,
que contribui
0
isso que, segundo
Para mnto a escola
desenvolve
AS PRATICAS
E PIAGET
de maneira
de forma
de qualquer
que
que toda aptidao
eosmo
recebido
funvao que poderia
oferecer-
0
se mais tarde.
Wallon
acreditava
serem as aptidoes
cultura,
e nao inatas,
atribuiu
it escola, como funvao primordial,
aptidoes,
embora
pois s6 podem
compreender,
ponderar
cultivadas,
desenvolvidas
tambem
de condivoes
elas dependam
exercer
e escolher
dar acesso
as disposic;6es
a cultura
que constituem
em cantata
organicas.
visando
0
0
homem
- aqueles aos quais for dado a conhecer
com a
Par
isso
cuhivo
das
completo
-
a cultura de seu
tempo.
Wallon
pudesse
moral
acreditava
a singularidade,
respeito
encontrar,
segundo
que Fosse capaz
propiciar
condic;oes
que
todos
deveriam
ter
e para isso seria necessaria
suas aptidoes,
de assimilar.
todo
Oferecida
para que a crianya,
acordo com seu estagio de desenvolvimento:
oportunidades
iguais,
inclusive
ao
haver escola para todos onde cada um
0
desenvolvimento
uma base
experimentando,
intelectual,
comUIT1, dever-se-ia
descobrisse
estetico
e
mmbem
suas tendencias
de
24
Dos
tres
aos ooze
Exatamenle
anos,
as aptid5es
por este motivo,
momento
0
nao contribuir
parecem
seria propicio,
intelectual
criallya incorporara,
oa importancia
de
0
meio e a cultura condicionam
e que devem seT cultivados
para orientar
0
professor
as cOfldir;oes de
conhecer
as valores
e
estetica,
marais e sociais que a
os valores de solidariedade
quais as valores que nela estao sendo cultivados.
e justi~a.
Insisle
existel1cia de seu aluno, para saber
nos ou1ros meios em que esta imersa,
e
cultivar aqueles que sao seu objetivo.
COmO
Para Wallon,
E a emocao
0
primeiro
que permite
tern a linguagem
como
contato da crianc;a com
as primeiras
construcoes
urn instrumento
0
indispensavel,
e emocional.
mundo e as pessoas,
da crianca.
A atividade
depende
intelectual,
do coletivo.
que
Permit indo
it linguagem, podemos dizer que a emoc;ao esta na origem da atividade inte1ectual .
Para Piaget a crianca constroi
proprio
Wallon,
e moral.
Wallon afirma que
acesso
segundo
eficiente.
todas e1as, cada uma de acordo com sua natureza: manual, corporal,
cultivar
saber
de maneira
modele
de mundo
ao longo do seu processo
exercendo
controle
sobre
de desenvolvimemo,
a obtenC3o
e organizac;ao
0
seu
de suas
experiencias.
Em seus estudos,
processa-se
atraves
Piaget aborda
com enfase
de todas as atividades
sao fisicas, dirigidas
a objetos
adquire a linguagem,
e situacoes
E
0
consideracao
que a crianca
e nao
0
constroi
modele
e agente
mental.
0
A
pensamemo
medida que domina
0
qual
sua \ocomocao,
0
processo
operatorio.
modele
de mundo
quando
se realiza
mais aprimorados,
cognitivo,
anos, as atividades
Nos quatro anos seguintes
neste
que deve
0
processo
so e possivel
ser levado
de ensino.
atraves
em
Alem
das atividades
de seu desenvolvimento.
Jean Piaget nao pretendeu
apropriaram-se
desenvolvimemo
do professor,
disso, a criaC;ao de novos modelos,
do proprio aluno, que
em Pedagogia
externas.
inicia a representacao
continua e por volta dos sete anos inicia-se
0
infant is. Nos do is primeiros
construir
uma leoria pedagogica,mas
de suas ideias e estudos para elaborar
muitos especialistas
propostas.
25
A aproximac;ao
professores
esperar
da teoria de Piaget as situa~oes
geralmente
se l110stram tao preocupados
que as crianyas
raciocinio
aprendam.
Com isto, perdem
professores
ao aluno as formas ja definidas
professor
que explica, questiona,
Ja uma educa~ao
propando
organizem
QU
escolas
que se dizem ativas,
para
de acompanhar
0
trahalho
e construfdas
na teoria piagetiana,
condizentes
adquirindo
com
0
pedagogico
pelos
E
aduhos.
0
volta-se
a realidade,
a oportunidade
para a atividade
deixando
que
do
as crianyas
de reaJizar suas proprias
tentativas
e
seu proprio conhecimento.
o
ideal seria compreender
a crianya,
materia is em fllnryao do desenvolvimento
observavao
par pane
do professor
de pensamento
Para
Piaget
desenvolvimemo
heteronomia
a educavao
do julgamemo
e de autonomia.
assim,
0
0 proprio
desenvolvimento:
sua atividade,
a fim de adaptar
do ailino. Uma aprendizagem
em relavao
ao aluno
ou produzir
significativa
requer
para que passa
compreender
a autonomia.
Ao anaJisar
0
para planejar sua pratica.
1110ral, e a imeraryao com
E
que os
repele e responde.
fundamentada
estrategias
suas atividades
estruturar
abordando
observar
de seus alunos.
vezes submete
processo
pennite
a oportunidade
Mesmo aqueles
muitas
aluno
escolares
em ensinar que na~ tern paciencia
0
deve
e muito
desenvolvimento
para
faz referencia
significativa
aos estagios
"0 aspcclo
aletiva
indh.wciaveis
se
no
cogniliv(J
slia
de
do desenvolvimento
para que passa atingi-Io
a importancia
do.~ condufas
encrgetica.
e complemellfares;
enCOlllre
evolllr;:oes."(
0
pre-moral,
plenamente
afetivo-social.
( 1968 ) quem ressalta
aspeclo
qlle
Piaget
Este ultimo seria 0 nivel mais evolufdo
adulto
Piaget
ser orientada
moral,
11m no/avel
GOULART, 1993 )
ndo
do aspecto
cOl1sisfe no SilO eSfrulllra(,:c7o
Esses
dais
aspec/as,
e portan/o,muifo
paralelismo
afetivo
ellffe
para
as
no
e
irredllfiveis,
se admiral'
SI/(/S respectivas
0
26
Toma-se,
importancia
nesse
sentido,
do falOr emocional
de extrema
necessidade
para a aprendizagem
para
0
educador
e para a fonna~ao
pensar
nesta
de seus alunos.
"Ao educador que lida com aqueles que se encol/fram
nesta/ase pOl'
exceiellcia,
seriam de grande
II/ilidode
recul'sos
lelJricos que
sellsibilizQssem para os traros expressiv()s da cO/ulu/a das erial/vas
- olhar, mimica .fisiol1omica, ellfollC1{'OO do fala, qualie/ode dos
geslos, variar;oes postllrais - por meio dos quais se podem ohler
illdicios sobre diversos aspectos da otividade cognitiva e dos estados
ajetiv()s. A/em de uma amp/iarGo de recllrsos para a lei/ura dos
traros expressiv()s,
desse pl'Ocesso de leifura dos corpos e roslos
esperam-se comrihuit,:iJes para 0 tralO COI1las dilliimicas illterativas
desencadeadas
pelas
emo~jjes.
(...) Dalllas
propiJe que lima
atmosfera
salldavel para a aprelldizagem
suporia
ail/do IiJlla
elevariio do temperatura afeliva, islO
11m solido vinculo afetivo
elllre professor e a/UflO." (GalvGo, /998, p.57-58).
e,
27
7. CONSIDERA<;:OES
GERAIS
Com ccrteza a tarefa de educar demanda
parte
do professor,
aquisi~ao
pais ele desempenha
da cuhura
apresenta-se
uma
tarefa
autoconhecimento
para ai entao tamar decisoes
o conhecimento
clapa,
deve
pautar
complexa,
requer
nada, uma constru~ao
Para
que
e
uma
da
escolar
de
Desta forma,
e conhecimentos
social do professor
e do aillno,
da pessoa, do aluno.
especificas
intervenyao
nesse
e responsavel,
de cada
processo
em
em consomincia
com
e metas educacionais.
de inicio, uma dificuldade
por ser ela, antes de mais
cultural.
compreendermos
a crianya
de hoje,
desde a sua origem, evoluiram
tambem e procurar
habilidades
do universe
do aiuno, das necessidades
pedag6gica,
Falar sobre inrnncia representa,
0
que
diferenciados
do processo
de aptid6es.
com a conslitui~ao
do desenvolvimento
a pnitica
valores morais e socia is, objetivos
norteia
de cultivador
e conhecimento
comprometidas
e conhecimentos
de mediador
direc;ao, a ser feila de maneira consciente
detenninada
conceitos,
posturas
pape\
pelo a1uno, e, ponama,
a nos
especificos,
0
conhecer
e compreender
nosso olhar foi produzido,
precisa ser revisto e readaptado
e uti I compreendermos
atraves dos tempos, chegando
em que circunstancias
para, ao analisa-Io,
sennos
0
como
referencial
capazes
em funr;:ao de condir;:6es existenciais
esses
ate nos. Necessario
tearico que
de veriticar
distintas
0
que
daquelas
em
que a teoria roi produzida.
Alem disso, faz-se ainda necessario
nossa visao de crianr;:a constituida
sujeitOs
historicos.
redimensiona-los
como
professores
Conheccr
esscs
para maior adequacao
e, ponanto,
tennos clareza dos pressupostos
ao longo de nossa trajetoria
pressupostos,
a principia,
a realidade
interventores
objetiva
no processo
pessoal,
e
que norteiam
como
a
pessoas
tornar-se
capaz
e
de
e as nossas metas e objetivos
de desenvolvimento
de nossos
allinos.
As
novas
gerac5es
levantam
interpessoais
e da relacao
proporcionar
urna melhor compreensao
pedagogicas.
com
0
a necessidade
conhecimento.
de
outra
Ha necessidade
dessas relar;:6es, gerando
avaliacao
de pesquisas
das
rela~6es
capazes
de
bases para novas praticas
28
Costumamos
ouvir
dos professores
conscientes,
cujos
valores
alullos
cidadaos,
discursos
eticos
sobre
e marais
a importancia
Ihes possibilite
de formarmos
exercer
0 papel
de
Mas, como faze·lo?
A teoria
caracterislicas
de Wallon,
da especie,
para a compreensao
pOT
seu forte lastro organico,
e por sua essencia
do desenvolvimento
sociocultural
das criany3s
mesmo tempo em que suas id6ias pedag6gicas
escola capaz de atender aos interesses
Uma reflexao
para a educavao,
extremamente
especificamcnte
sobre
0
que a aneora
nas aptid5es
e capaz
de contribuir
de 110550S tempos
nos parecem
e necessidades
relevante
0
re!ativisla,
bastante
e cultura,
adequadas
ao
ao tipo de
de nossos alunos da era digitaL
sabre
as implicm;5es
papel do professor,
nos
da tcoria
e apresenta
de Wallon
por Almeida
(2000):
"Wal/oll, psil.:%go e educador, /egoil-llos mllitas oulros liv()es. A
II(Js,professores, duos silo parlicu/armenle importantes. Somos
pessoos comp/etas: com afeto, cognif;ilo, e mOl'imel1lO,e
1I0S
re/acionamos com um a/ullo, lamhem pessoa comp/ela, integral,
com afeto cogllit;iioe movimellto. Somos componel1lesprivi/egiados
do meio de 110SS0 aluno ". (p.86)
Consequencia
concepcao
do professor
seu tempo e, portanto,
da preseme
interpretac;ao
como pessoa completa
um cultivador
das novas aptidoes
Pela frente ainda urn longo caminho
a experiencia
da teoria
e principios
wallonia nos,
e de seu papel como mediador
a percorrer
possibilitadas
e
a
da cultura de
por ela.
ate que sejamos
capazes
de investir
na escola, diante do aluno. A este respeito nos diz Wallon (1975):
"A
jormavGo psico/6gica dos professores flao pode ficar limilada
aos livros. Deve ler referenda
perpelua
nos experiellcias
pedagogicas que e/es prljprios podem pessoalmenle realizar
(p.366)"
29
Como
se
perfeitamente
atividades
passive!,
e situm;6es
aprendizagem.E
professor,
pode
perceber,
a
seT incJuida
pois pode
no ambiente
fique claro,
afetividade
escolar
embora
no convivio
, a qual
conjunto
diario
facilitara
que a educac;:ao com afetividade
mas sim um trabalho
e
complexa,
0
uma
e nas mais
processo
nae seja apenas
de lOdes as educadores,
nas quais
priItica
variadas
de ensinodever
do
tambem
se
incluem as pais.
Lanc;:a-se
a
partir
daqui
compromclimcmo
da sociedade
principal mente
pais e professores.
afetividade,
do ate de cuidar
uma
Sera
onde
passivel
a
germinac;:ao
envolvidos
constTuir
do ato humano
com
dependera
do
uma educayao
urn ser humane
atraves
,
da
e
duro, mas, que por
mais criador
- fazer nascer urn
com alTIar, alnor esse que cobra, que
outro lado, traz muito prazer e a realiza~ao
ser de verdade?
semente,
e de sellS elementos
30
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F. (org.). Meu professor
illesquecive/:
ensinamentos
e aprendizados
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Wal/oll
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Uma
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Pelropolis
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Piorel-
Experiellcias
basicos para utilizacQo pelo erofessor.
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JERSILD,
Silva.
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de Mana
Botelho
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31
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1-1.( 1975 ). Psic%gia
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de I-Ieloysa Dantas
1995.
e Educaciio
Do ate ao pensamemo.
da III(tincia. Lisboa: Estampa.
Lisboa: Moraes.
de Souza
32
ANEXO
"'No mundo
alual,
a afetividade
humano
I. Qual sua compreensao
2.
3.
Para voce,
0
e a dinamica
pode parlicipar"
sobre
0
que significa carencia de afetividade
Alunos com rOlUlo de indisciplinados,
Em
sala
de aula,
que
c complcxa
de que
0
ser
2001 )
tenno afetividade?
escolar? Tern a mesma oportunidade
4.
mais profunda
(CAPELATIO,
aspectos
rejeitados
de aprender
sao
ern alunos?
tern predisposi~ao
para
0
fTacasso
como as dernais?
importantes
para
0
desenvolvirnento
afetividade?
5.
Se houvesse conflitos
6.
Na sua opiniao,
entre alunos frequentemente
dificuldade
de aprendizagem
ern sala, qual seria sua atitude?
pode ser de conseqilencia
afetiva?
da