Alexandre Alves da Silva Efeitos da Sobrecarga ou Restrição Crônica de Sal na Dieta Durante a Gestação e Amamentação em Ratas Wistar e Sua Repercussão Sobre a Prole Tese apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências. SÃO PAULO 2001 Alexandre Alves da Silva Efeitos da Sobrecarga ou Restrição Crônica de Sal na Dieta Durante a Gestação e Amamentação em Ratas Wistar e Sua Repercussão Sobre a Prole Tese apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências. Área de Concentração: Fisiopatologia Experimental. Orientador: Prof. Dr. Joel Claudio Heimann SÃO PAULO 2001 Aos meus pais: Vitor Alves da Silva e Maria Aparecida da Silva, Pelo carinho, amor e liberdade que sempre me ofereceram. À minha querida esposa Renata, Pelo seu amor e compreensão. Ao meu irmão Júnior, Pelo grande incentivo. Aos meus avós maternos (in memoriam) e bisavós paternos (in memoriam), Pelo ensino de cidadania aos meus queridos pais. PAGE AGRADECIMENTOS Ao meu orientador Prof. Dr. Joel Claudio Heimann, pela paciência e orientação científica. A todos os colegas do Laboratório de Hipertensão Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pelas brincadeiras e auxílio mútuo. À Profa. Dra. Zuleica Bruno Fortes, pela minha primeira orientação científica e iniciação no estudo da Hipertensão Arterial. A todas as Professoras dos Cursos Primário e Secundário que sempre acreditaram em meu amor pela Ciência, em especial às Professoras: Hansclevina Maria da Silva Campos, Zumar Calixto Pedroso de Souza, Maria Tereza de Souza e Emília Francisco Ângelo Janini. Aos meus tios maternos: Luiz Justino e Arcelina Francisco Justino e seus filhos Fernanda, André e Rodrigo, pela calorosa acolhida nos momentos de necessidade. À FAPESP pela concessão de bolsa e financiamento deste projeto de pesquisa. ÍNDICE Resumo 1 Abstract 3 Introdução 5 Objetivo 11 Método Animais 12 Protocolo experimental 13 Peso 16 Pressão arterial caudal 16 Pressão arterial direta 17 Fluxo sangüíneo renal 18 Teste de sensibilidade ao sal 18 Dosagem de colesterol e triglicérides 19 Dosagem da atividade de renina plasmática 19 Massa renal 19 Massa ventricular esquerda 20 Densidade e diâmetro glomerular 20 Imunohistoquímica para angiotensina II 21 Análise estatística 22 Resultados Maternos até o acasalamento 23 Maternos durante a gestação 24 Da prole 26 Discussão 39 Conclusões 47 Referências bibliografia 48 Apêndice 55 Artigo completo “Paper” submetido para publicação 100 RESUMO Alguns estudos têm procurado avaliar os efeitos de variações no consumo de sal no período perinatal sobre o sistema cardiovascular da prole na idade adulta. No entanto, várias questões ainda estão em aberto e merecem estudos adicionais. Neste trabalho, o OBJETIVO foi estudar os efeitos da sobrecarga ou restrição crônica de sal na dieta de ratas Wistar, durante a gestação e amamentação, sobre o ganho de peso, a pressão arterial, a sensibilidade da pressão arterial ao sal (SENS), a atividade do sistema renina-angiotensina, o conteúdo renal de angiotensina II (AII) e a densidade glomerular da prole na idade adulta. Foram utilizadas fêmeas Wistar recém desmamadas divididas em 3 grupos: dieta hipo (HO - 0,15% NaCl - n=8), normo (NR - 1,27% NaCl - n=9) ou hipersódica (HR – 7,94% NaCl - n=8). A quantidade de dieta oferecida as ratas foi ajustada de forma a manter o peso semelhante entre os grupos. A fecundação ocorreu na 12a semana de idade. Após o parto, apenas 8 recém-nascidos (4 machos e 4 fêmeas) permaneceram com suas mães. Após o desmame, todos os animais da prole receberam apenas a dieta NR. O peso materno foi medido diariamente até a fecundação e semanalmente até uma semana após o parto. O peso da prole foi medido no dia do parto e semanalmente após o desmame. A PA caudal materna foi medida desde uma semana antes da fecundação até uma semana após o parto (PAc-M) e na prole entre a 8a e a 12a semana de idade (PAc-P). Ao completar 12 semanas de idade, a prole foi submetida a um teste de sensibilidade da pressão arterial ao sal (1 semana em dieta HO seguido por 1 semana em dieta HR ou viceversa). A atividade de renina plasmática (ARP) foi medida ao final de cada semana 1 do teste. O conteúdo renal de AII foi avaliado por imunohistoquímica e a densidade glomerular através de um método histológico apropriado para a contagem dos glomérulos. Durante a gestação, a PAc-M foi maior no grupo HR (p<0,05) comparado aos grupos HO e NR. Na prole: 1) o ganho de peso foi menor (p<0,05) no grupo HR; 2) a PAc-P foi maior (p<0,05) no grupo HR, 3) a SENS foi menor (p<0,05) nas fêmeas do grupo HR, 4) uma semana de sobrecarga salina reduziu a ARP (p<0,05 vs. ARP após uma semana de restrição salina) nos grupos HO e NR, mas não no HR, 5) o conteúdo de AII renal foi maior no grupo HR (p<0,05) e 6) não foram observadas diferenças na densidade glomerular entre os grupos. Sobrecarga crônica de sal na dieta durante a gestação e amamentação, aumenta a pressão arterial materna e leva a um distúrbio na modulação do sistema renina-angiotensina sistêmico e renal da prole, o que pode explicar os maiores níveis pressóricos e a menor sensibilidade ao sal da prole do grupo HR na idade adulta e também acarreta um menor ganho de peso destes animais. 2 ABSTRACT Former studies that evaluated the association between a high salt environment during the perinatal period and the adult offspring health conditions disclosed some effects on the cardiovascular and endocrine systems. However, several questions in this issue remain unanswered. The OBJECTIVE of this study was to verify in Wistar rats the effects of salt overload or restriction during pregnancy and lactation on blood pressure, salt sensitivity, renin-angiotensin system activity and glomerular density of the adult offspring. Female Wistar rats received one of the following diets: LSD (0.15% NaCl - n=8), NSD (1.27% NaCl - n=9) or HSD (7.94% NaCl - n=8) since weaning. Diet consumption was controlled to avoid weight differences between groups. Matting occurred at 12 weeks of age. After delivery, only 8 newborns (4 males and 4 females) stayed with their dams. After weaning, the offspring received only NSD. Weekly maternal tail-cuff blood pressure (Mat-TcBP) was measured since one week before pregnancy until one week after delivery. In the offspring, weekly evaluations of the body weight were done until 12 weeks of age, and tcBP (Off-TcBP) was measured from 8 to 12 weeks of age. At 12 weeks of age, a salt sensitivity test was done (1 week on LSD followed by 1 week on HSD, or viceversa). Plasma renin activity (PRA) was measured at the end of each week of the salt sensitivity test. Kidney angiotensin II (AII) content was evaluated by imunohystochemistry and glomerular density by an hystological method to count glomeruli. During pregnancy, the HSD Mat-TcBP was higher (p<0.05) compared to LSD and NSD groups. In the offspring: 1) weight gain was lower (p<0.05) in the HSD 3 group compared to the other groups. 2) Off-TcBP was higher (p<0.05) and salt sensitivity was lower (a tendency in males and p<0.05 in females) in the HSD compared to the other 2 groups. 3) During the salt sensitivity test, PRA was lower (p<0.05) at the end of the week on HSD compared to LSD in LSD and NSD but not in the HSD group where PRA did not change. 4) The weight gain was lower (p<0.05) in the HSD group compared to LSD and NSD. 5) Kidney AII content was higher in the HSD group. 6) No difference was observed in the glomerular density between groups. Salt overload during pregnancy increases maternal blood pressure, reduces offspring growth rate after delivery, and leads to a disturbance in the modulation of the systemic and/or kidney renin-angiotensin system that could explain the higher blood pressure and the lower salt sensitivity of the offspring of the HSD dams. 4 INTRODUÇÃO A hipertensão arterial é conseqüência da interação entre mecanismos genéticos e ambientais. Entre os fatores ambientais, vem sendo dado importância àqueles que ocorrem no período perinatal, naquilo que diz respeito às repercussões sobre variáveis estudadas na vida adulta. Durante a vida intra-uterina, os tecidos corpóreos crescem durante períodos de rápida divisão celular, chamados de períodos "críticos"1. O crescimento depende de nutrientes e oxigênio e quando não há um suprimento adequado destes, a principal adaptação fetal é diminuir sua taxa de divisão celular, especialmente nos tecidos em períodos "críticos". Esta diminuição na taxa de divisão celular, devido a má nutrição, pode ser causada tanto por efeito direto ou por alterações na concentração de fatores de crescimento e de hormônios. Em animais, mostrou-se que mesmo breves períodos de má nutrição durante momentos "críticos" podem reduzir permanentemente o número de células em um determinado órgão1. Este é um dos mecanismos pelo qual a má nutrição durante o período fetal pode causar alterações permanentes em órgãos e tecidos. Outra conseqüência da má nutrição seria a modificação na distribuição dos diferentes tipos de células, nos padrões de secreção hormonal, nas atividades metabólicas e na estrutura dos órgãos1. Recentes descobertas em humanos sugerem que estes efeitos se traduzem em doenças cardiovasculares na vida adulta, o que talvez não seja muito surpreendente já que numerosos trabalhos em animais demonstram que má nutrição “in utero” pode levar a mudanças na pressão arterial, no metabolismo de colesterol, na sensibilidade à insulina e em muitos outros parâmetros metabólicos, 5 endócrinos e imunológicos2. Os primeiros estudos epidemiológicos que apontaram para uma possível importância da programação intra-uterina da doença coronariana foram baseados em análises de homens e mulheres acima de 40 anos, cujas medidas corpóreas ao nascimento tinham sido registradas3. Este estudo mostrou que há uma relação entre peso ao nascimento e pressão arterial. Quanto menor a razão entre o peso ao nascimento e o peso da placenta, maior a pressão arterial na vida adulta. Outros estudos epidemiológicos posteriores também encontraram correlação entre o baixo peso ao nascimento e níveis elevados de pressão arterial na infância e na idade adulta e maior número de mortes por complicações cardiovasculares4-10. Brenner e colaboradores11,12 propuseram que os rins de recém-nascidos, que apresentaram baixo peso ao nascer, têm um número reduzido de néfrons ao nascer, resultando em uma filtração glomerular diminuída e mantida durante o crescimento, dando início a um ciclo repetido de retenção de sódio, elevação da pressão arterial e em casos extremos, perda acelerada de néfrons com a idade, resultando em nefrosclerose hipertensiva na vida adulta. Uma visão similar é proposta por Weder e Schork13, que propõem ser a hipertensão primária um fenômeno recente na evolução humana, refletindo a inabilidade do sistema renal em se manter passo a passo com o rápido ganho de massa corpórea dos humanos modernos. Em resumo, Brenner e associados sugerem que na hipertensão primária, os rins são pequenos demais, enquanto Weder e Schork propõem que a massa corpórea é muito grande. 6 Em seres humanos, a massa renal aumenta exponencialmente durante a segunda metade da gestação e a nefrogênese está virtualmente terminada até o nascimento14. Durante este período, a filtração glomerular correlaciona-se positivamente com a idade gestacional mas também com a massa renal e corpórea. A proporção entre a massa renal e a massa corpórea continua mantida após o nascimento. As hipóteses acima propõem que em indivíduos susceptíveis à hipertensão, tais como crianças com baixo peso ao nascer, o crescimento renal não acompanharia o crescimento do corpo durante o período pós natal. Resultando numa desproporção entre a massa renal e a massa corpórea. Um tamanho reduzido da placenta e um aumento da concentração de glicocorticóides são conseqüências de desnutrição em animais durante a gravidez e que podem interferir na determinação dos níveis de pressão arterial na prole na idade adulta15, 16 . O aumento de glicocorticóides deve-se a uma redução na atividade da 11β-hidroxiesteróide desidrogenase na placenta. Esta enzima converte glicocorticóides em seus metabólitos inativos16. Na placenta, esta enzima protege o feto dos altos níveis de glicocorticóides da circulação materna. O mau funcionamento desta enzima na placenta submete o feto a um ambiente com elevada concentração deste hormônio, sendo várias as repercussões sobre o feto. Uma delas é o retardo no crescimento fetal16, cujas possíveis conseqüências já foram objeto de comentários. Outras características nutricionais do período perinatal podem eventualmente interferir nos níveis de pressão arterial da prole. O excesso de sal na dieta é um dos fatores ambientais que acredita-se ser hipertensinogênico. Em muitas sociedades primitivas o consumo de sal é muito baixo e a prevalência de hipertensão arterial 7 nestas populações é próxima de zero. Além disso, a pressão arterial não aumenta com a idade, permanecendo a mesma durante toda a vida. Em sociedades industrializadas que possuem um consumo de sal entre 4 e 20 g/dia, a pressão arterial aumenta com a idade, assim como a prevalência de hipertensão e de complicações cardiovasculares17-19. No entanto, o papel do excesso de sal na dieta materna como possível evento iniciador de hipertensão, na presença ou ausência de predisposição hereditária, continua pouco conhecido. Pouco se sabe também sobre os efeitos do sal durante os primeiros estágios de desenvolvimento da vida, particularmente em relação à determinação de níveis de pressão arterial. Diversos estudos avaliaram a relação entre a quantidade de sal ingerida pela mãe durante a gestação e os seus efeitos, seja na determinação dos níveis de pressão arterial da prole20-25, na preferência da prole à ingestão salina23,26-28 ou na determinação do sexo da prole29. Grollman e Grollman30 demostraram que a exposição a um excesso de sódio na dieta durante a gestação em ratas normotensas influenciava a pressão arterial da ninhada, sendo o mesmo observado por Schachter et al31 em crianças nascidas de mães que se alimentaram de dieta rica em sal e que apresentaram níveis de pressão arterial e do volume do fluido extracelular elevados quando estudadas aos 6 meses de idade. No estudo de Hazon et al.25, ratas Brattleboro grávidas eram submetidas a dietas normossódica (0,43% NaCl - controle) ou hipersódica (8,53% NaCl). Os autores observaram que as ratas submetidas a sobrecarga salina apresentaram maior pressão arterial que o grupo controle, apesar da pressão arterial ter diminuído ao longo da gestação. No grupo controle, a pressão arterial não variou ao longo da gestação. A prole foi submetida a diferentes períodos de 8 sobrecarga salina: durante a gestação, durante a amamentação, após o desmame ou na vida adulta. Observou-se então que a suplementação salina após o desmame resultou em elevação dos níveis de pressão arterial, sendo os machos mais susceptíveis que as fêmeas. O grau de elevação da pressão arterial era maior se a suplementação estava presente durante a amamentação e era máxima quando esta ocorria tanto durante a gestação quanto após o desmame. Porém, se os ratos eram submetidos à sobrecarga salina durante a gestação e amamentação e após o desmame e durante toda a vida adulta recebiam uma dieta normossódica, tais ratos não elevavam sua pressão arterial. Karr-Dullien e Bloomquist32 verificaram que a sobrecarga de sal na dieta durante a gestação e amamentação, e não apenas durante a amamentação, aumentou a hipertensão sal - induzida na ninhada de ratos SHR quando adultos. Como conclusão, sugerem os autores que sobrecarga de sódio durante a gestação e durante a amamentação podem afetar o desenvolvimento dos mecanismos de regulação da pressão arterial da prole. Numa abordagem abrangente e complexa, Azar et al.20 estudaram os efeitos da sobrecarga salina em ratas SHR e Wistar-Kyoto e nas respectivas proles. Os resultados permitiram aos autores concluir que durante a amamentação tanto fatores ambientais quanto os hereditários são importantes na determinação dos níveis de pressão arterial. Por exemplo, a prole SHR quando amamentada por ratas SHR, que recebiam dieta rica em sódio, teve sua pressão arterial reduzida em 15%, enquanto que quando amamentada por ratas WKY, também sob dieta rica em sódio, teve um aumento da pressão arterial da mesma magnitude. Sugerindo que dieta rica em sódio estimularia a produção de fator vasodepressor e/ou supressão 9 de um fator vasopressor liberado no leite de ratas SHR, enquanto que em ratas WKY o efeito seria inverso. O consumo de sal no período pós natal precoce também pode influenciar os níveis pressóricos na vida adulta. Hofman et al33 mostraram que a pressão arterial de recém-nascidos que receberam dieta hipossódica nos primeiros 6 meses de vida, foi menor ao final do 6o mês que a pressão dos recém-nascidos que receberam dieta nomossódica pelo mesmo período. Sendo importante ressaltar que 15 anos depois essas crianças foram avaliadas novamente e divididas em 2 subgrupos de acordo com a freqüência cardíaca. Entre aquelas que possuíam freqüência cardíaca mais alta, as que receberam dieta hipossódica nos primeiros 6 meses de vida, apresentaram menores níveis de pressão sistólica e diastólica comparados aos das que receberam dieta normossódica34. Alguns trabalhos, no entanto, não conseguiram encontrar correlação entre o consumo de sal durante a gestação e pressão arterial elevada nos filhos. Myers et al23 expuseram ratas Munich-Wistar e Sprague-Dawley a dietas normo e hipersódicas durante a gestação, alimentando as mães e a ninhada após o nascimento com dieta normossódica. A ninhada foi exposta a uma sobrecarga salina aguda aos 2, 6 ou 12 meses de idade. A resposta natriurética e da pressão arterial à sobrecarga salina aguda não diferiu entre os animais submetidos a dieta normo e hipersódica no período perinatal. Vários estudos na literatura se dedicam a correlacionar a dieta e pressão arterial materna durante a gestação com o peso ao nascimento, pressão arterial e preferência ao sal da prole quando adulta. Porém, os resultados são controversos, havendo necessidade de novas pesquisas para estudar a participação de eventos 10 pré-natais e ou pós-natais precoces (da primeira infância) no desenvolvimento, maturação e determinação de doenças, como a hipertensão no indivíduo adulto. OBJETIVOS Estudar os efeitos de diferentes intensidades de consumo de sódio durante a gestação e lactação sobre o peso, pressão arterial e hematócrito de ratas Wistar prenhes e a repercussão sobre a pressão arterial, o desenvolvimento ponderal, a sensibilidade ao sal, a modulação do sistema renina-angiotensina e a densidade glomerular da prole na idade adulta. 11 MÉTODOS Todos os experimentos realizados neste estudo foram aprovados pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. ANIMAIS Ratas Wistar com 3 semanas de idade (recém desmamadas), provenientes do Biotério Central da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foram divididas em três grupos de acordo com a dieta (Harlan Teklad, Madison-WI/USA) a que foram submetidas: Dieta hipossódica: 0,15% de NaCl + 25% de proteínas (n=08) Dieta normossódica: 1,27% de NaCl + 25% de proteínas (n=09) Dieta hipersódica: 7,94% de NaCl + 25% de proteínas (n=08) As ratas foram acondicionadas em gaiolas individuais em ambiente mantido a 25°C, com ciclos noite-dia fixos (12/12 horas), recebendo água ad libitum. A quantidade de dieta fornecida para cada animal foi controlada com o intuito de igualar o peso corpóreo entre os grupos durante o estudo. Ao completarem 3 meses de idade, as ratas foram acasaladas com ratos Wistar machos, que receberam a dieta normossódica desde o desmame. Após o nascimento, apenas 8 recém-nascidos (4 machos e 4 fêmeas) permaneceram com suas mães. 12 As dietas com os diferentes conteúdos de sal foram mantidas até o desmame da ninhada que passou a receber apenas dieta normossódica. PROTOCOLO EXPERIMENTAL Para a realização deste trabalho foram utilizados dois protocolos experimentais ligeiramente diferentes (detalhes ver figuras 1 e 2). As medidas da pressão arterial caudal (PAc) materna foram realizadas na 11a semana de vida (pré-gestação), durante a gestação (12a, 13a e 14a semanas de vida) e uma semana após a gestação (15a semana de vida). Hematócrito (Ht) e peso foram medidos nos mesmos momentos. Antes da fecundação, colesterol e triglicérides plasmáticos foram dosados. No dia do nascimento foram avaliados o tamanho, peso, número de natimortos e a relação macho/fêmea da prole. Como já mencionado anteriormente, apenas 8 recém-nascidos (4 machos e 4 fêmeas) permaneceram com suas mães e foram acompanhados durante o restante do estudo. Ocorrido o desmame (3 semanas de vida), machos e fêmeas receberam apenas dieta normossódica. Na prole, foram avaliados semanalmente o peso desde o desmame, a pressão arterial caudal entre a 8a e a 12a semana de idade e ao completar 3 meses de idade, mediu-se o fluxo sangüíneo renal (FSR), a sensibilidade da pressão arterial ao sal (SENS), a atividade de renina plasmática (ARP), a massa renal (Mrenal) e ventricular esquerdas (MVE), a pressão arterial direta (PA), a densidade e o diâmetro glomerular (DDG), e o número (imunohistoquímica) para angiotensina II na córtex renal. 13 de glomérulos positivos Figura 1- Protocolo experimental 1 Desmame fêmeas (3 sem.) fecundação (12 sem.) desmame parto prole (15 sem.) (3 sem.) PAcaudal, Ht (semanalmente) peso (semanalmente) 14 prole (12 sem.) PA(direta), FSR, MRenal, MVE Figura 2- Protocolo experimental 2 desmame prole (3 sem.) prole (12 sem.) prole (14 sem.) Teste sens. ao sal, ARP 15 prole (15 sem.) PA(direta), MVE MRenal, DDG, Angiotensina II PESO Nas mães, o peso foi avaliado diariamente, desde o desmame até a fecundação, pois como havia controle da quantidade de dieta oferecida, na tentativa de evitar diferenças no peso entre os grupos, precisávamos saber o ganho de peso diário de cada animal. Após a fecundação, o peso foi avaliado semanalmente até uma semana após o parto. Na prole, o peso foi avaliado ao nascimento (no dia do parto) e semanalmente após o desmame. PRESSÃO ARTERIAL CAUDAL A pressão arterial caudal foi medida pelo método oscilométrico35, em animais acordados. Os valores obtidos correspondem à pressão arterial média Nas mães as medidas de pressão arterial foram realizadas semanalmente desde a 11a semana de vida (pré-gestação), durante a gestação (12a, 13a e 14a semanas de vida) e uma semana após a gestação (15a semana de vida). Após a medida da pressão arterial caudal materna, coletou-se amostras de sangue, por meio de uma incisão na cauda, em tubos heparinizados para determinação do hematócrito. Na prole, medidas de pressão arterial caudal semanais foram realizadas entre a 8a e a 12a semana de idade. 16 PRESSÃO ARTERIAL NA CARÓTIDA A medida de pressão arterial direta na artéria carótida foi realizada somente na prole. Um cateter de polietileno (PE-50, Intramedic Inc., USA) foi introduzido na artéria carótida esquerda sob anestesia com éter. O cateter foi exteriorizado entre as escápulas e preenchido com uma solução salina com heparina 500U/ml (Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S/A, São Paulo, Brasil). Após um período de recuperação de 24 horas (período de recuperação utilizado em uma primeira parte dos animais, resultados apresentados somente nas tabelas A37 e A38) ou de 4-6 dias (período de recuperação utilizado em uma segunda parte dos animais) após a cirurgia, os ratos foram colocados em gaiolas individuais, havendo total liberdade à movimentação. Em seguida, o cateter era conectado a um transdutor de pressão (marca Gould Sthatan Instruments Inc., modelo P23DB, Hato Rey, Puerto Rico – USA) acoplado a um amplificador (Stemtech Inc, GPA-4 modelo 2, Wisconsin – USA) que fornecia um sinal analógico. Este sinal analógico era digitalizado utilizando-se um sistema computadorizado (DATAQ Instruments Inc., Ohio – USA). A coleta de dados da pressão arterial carotídea foi realizada durante 30 minutos, sendo que as médias dos valores obtidos em amostras de 15 segundos a cada 3 minutos foram usadas para os cálculos. 17 FLUXO SANGÜÍNEO RENAL Após a medida da pressão arterial na carótida, um subgrupo de animais foi anestesiado (tionembutal 50 mg/kg) e uma incisão mediana abdominal foi feita para permitir o acesso à artéria renal. Terminada a limpeza da artéria renal de seus tecidos adjacentes, um sensor ultrassônico acoplado a um fluxômetro (modelo T106, Transonic System Inc., Bethesda – USA) foi acondicionado à artéria renal para medida do fluxo sangüíneo renal. As medidas foram realizadas após um período de 20 minutos para estabilização. TESTE DE SENSIBILIDADE DA PRESSÃO ARTERIAL AO SAL Ao completar 3 meses de idade, uma parte dos animais da prole foi submetida ao teste de sensibilidade da pressão arterial ao sal. Durante 7 dias os animais receberam dieta hipossódica ou hipersódica e ao final do 7o dia tiveram sua pressão arterial caudal medida. Ao final desta semana, a dieta foi invertida por mais 7 dias, ou seja, os que haviam recebido dieta hipossódica nos primeiros 7 dias, passaram a receber dieta hipersódica e vice-versa por mais um período de 7 dias. Ao final do segundo período de 7 dias, os animais tiveram sua pressão arterial caudal medida novamente. A sensibilidade a sal foi considerada como sendo a variação percentual da pressão arterial caudal medida ao final das duas. Consideramos a pressão arterial caudal medida ao final do período da dieta hipossódica como basal, ou seja (100%). 18 DOSAGEM DE TRIGLICÉRIDES E COLESTEROL MATERNOS Na semana precedente à fecundação, ou seja, na 11a semana de idade, coletou-se 0,5 mL de sangue pela cauda em tubos plásticos heparinizados que foram centrifugados a 4o C por 10 minutos a 3.000 rpm. O plasma foi utilizado para dosagem de triglicérides e colesterol maternos utilizando-se um “kit” enzimático comercial (Merck Diagnostic, Alemanha). DOSAGEM DA ATIVIDADE DE RENINA PLASMÁTICA Após as medidas da pressão arterial caudal no 7o e 14o dias do teste de sensibilidade ao sal, foram coletados 1,0 mL de sangue pela cauda em tubos plásticos preenchidos com 16 µL de EDTA 10% e que foram centrifugados a 4 oC por 10 minutos a 3.000 rpm. O plasma foi utilizado para a dosagem da atividade de renina plasmática por “kit” de radioimunoensaio (CIS Bio International, França). MASSA RENAL O rim esquerdo foi retirado sob anestesia (tionembutal 50 mg/kg). A cápsula renal foi removida e os rins foram pesados em balança de precisão. Ao término da pesagem, o rim foi fixado utilizando-se uma solução de Dubosque-Brasil (imersão por 1 hora). Após a fixação, o rim foi colocado em uma solução de formol tamponado (10%) e guardado em geladeira. 19 MASSA VENTRICULAR ESQUERDA O coração foi retirado sob anestesia (tionembutal 50 mg/kg). Utilizando-se uma tesoura pequena, o ventrículo esquerdo foi separado das outras câmaras cardíacas e pesado em balança de precisão. O ventrículo esquerdo foi colocado em uma solução de formol tamponado (10%) e guardado em geladeira. PREPARO DOS RINS PARA HISTOMORFOMETRIA E IMUNOHISTOQUÍMICA Após a fixação dos rins, estes foram cortados sagitalmente ao meio, embebidos em parafina, cortados em fatias de 5 µm e corados com hematoxilinaeosina. DENSIDADE E DIÂMETRO GLOMERULAR Utilizou-se uma técnica já descrita por Lucas e colaboradores36. Sucintamente, com o auxílio de um microscópio óptico, cuja ocular estava acoplada a uma rede de área conhecida, foi possível contar o número de glomérulos que ficavam dentro desta área nos diversos campos analisados e calculou-se a densidade glomerular utilizando-se a fórmula: n = G/F x A x (D+T), onde n, número de glomérulos (/mm-3); G, número de glomérulos contados em 30 campos; F, número de campos contados; A, área da rede utilizada (372.100,00 µm2); D, diâmetro médio dos glomérulos; T, espessura do corte (5 µm). O diâmetro glomerular médio foi calculado a partir da área glomerular média (ĀG) pelo método de contagem de pontos de Weibel37. A ĀG foi calculada para cada animal, fazendo-se uma média dos valores obtidos em pelo menos 30 glomérulos, 20 escolhidos ao acaso, contando-se os pontos que ficavam dentro da área do glomérulo. Para isso, os glomérulos foram examinados sob uma rede ocular de 100 pontos a um aumento final de 320 vezes. O campo visual do microscópio neste aumento cobria uma área de 133.932 µm2. Um observador que desconhecia de qual grupo eram as lâminas, realizou todas as medidas de densidade e diâmetro glomerular. IMUNOHISTOQUÍMICA PARA ANGIOTENSINA II NA CÓRTEX RENAL O conteúdo de angiotensina II na córtex renal foi medido conforme descrito previamente37. Em resumo, os cortes foram desparafinizados (aquecimento a 60oC por 30 minutos) e imersos em xylol (3 períodos de 9 minutos). Em seguida, os cortes foram reidratados em etanol 100% (2 períodos de 5 minutos) seguido de tratamento com etanol 96% (2 períodos de 3 minutos). Para se identificar a presença de angiotensina II no tecido utilizou-se um anticorpo policlonal de coelho (Penninsula, CA – USA) marcado pelo método da streptavidina/biotina- fosfatase alcalina. Assim como no item anterior, um observador que desconhecia de qual grupo eram as lâminas realizou a quantificação das áreas positivas para angiotensina II. Somente as marcações positivas presentes nas arteríolas aferentes foram consideradas. Foram contados pelo menos 30 campos com área de 0,13 mm2 O conteúdo de angiotensina II na córtex renal foi expresso em porcentagem de glomérulos positivos. 21 ESTATÍSTICA Os valores são expressos como média ± desvio padrão da média ou como média ± erro padrão da média (utilizado em alguns gráficos para facilitar a visualização). Utilizou-se a análise de variância de dois fatores (2-way ANOVA) para verificar os efeitos decorrentes do tempo e do conteúdo de sal na dieta sobre variáveis como o peso corpóreo, hematócrito, pressão arterial materna no decorrer da gestação e evolução do peso corpóreo e da pressão arterial caudal medidos longitudinalmente na prole. Análise de variância de um fator (one-way ANOVA) foi utilizada para avaliar o efeito do conteúdo de sal na dieta sobre variáveis como o peso ao nascimento, tamanho da ninhada, massa renal, massa ventricular esquerda, fluxo sangüíneo renal, pressão arterial e freqüência cardíaca da prole aos 3 meses de idade. Erro α menor do que 5% foi aceito para rejeitar a hipótese de nulidade. 22 RESULTADOS Todas as tabelas identificadas com a letra “A” seguida de um número encontram-se no apêndice. As demais tabelas, bem como as figuras estão inseridas no capítulo resultados. RESULTADOS MATERNOS ATÉ O ACASALAMENTO Esses resultados foram obtidos no período correspondente entre a chegada das ratas recém-desmamadas até a fecundação aos 3 meses de idade. Não houve diferença entre os grupos com relação ao ganho de peso (figura 3, tabelas A1 – A3) e ao consumo alimentar (tabela A62) do desmame até o dia da fecundação quando as ratas passaram a receber dieta ad libitum. HO (n=8) NR (n=9) 300 (média ± DP) g HR (n=8) 200 de smame fe cundação 100 0 0 2 4 6 8 10 12 Semanas Figura 3- Evolução do peso materno do desmame até a fecundação. Dados expressos como média ± desvio padrão. 23 Não houve diferença de triglicérides plasmáticos, mas o grupo HR apresentou menor colesterol circulante comparado aos grupos HO e NR (tabelas 1 e A4 – A6). Tabela 1: Triglicérides e colesterol plasmáticos maternos (mg/dL) uma semana antes da fecundação, dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO (5) NR (5) HR (4) Triglicérides 56,0 ± 6,7 53,4 ± 6,5 50,2 ± 9,2 Colesterol 65,8 ± 8,3 62,9 ± 14,3 44,9 ± 7,9 # Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. # = p<0,05 – HR vs HO e NR. RESULTADOS MATERNOS DURANTE A GESTAÇÃO Houve um acentuado ganho de peso durante a gestação nos três grupos (p<0,05 comparado ao peso antes da fecundação). Uma semana após o parto, o peso ainda mantinha-se maior que o peso no dia da fecundação (tabelas 2 e A7 – A9). Não houve diferença entre os grupos. Tabela 2: Evolução do peso materno (g) durante a gestação dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Tempo de gestação (semanas) Fecundação 1a semana 2a semana 3a semana Pós-parto HO (8) 209 ± 12,9 247 ± 17,6 * 293 ± 18,2 * 363 ± 14,4 * 297 ± 12,6 * NR (9) 217 ± 18,6 247 ± 19,8 * 296 ± 16,4 * 375 ± 26,8 * 302 ± 22,5 * HR (8) 212 ± 12,8 242 ± 10,1 * 289 ± 15,1 * 360 ± 13,2 * 289 ± 10,4 * Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. * P<0,05 comparado à fecundação. 24 O hematócrito caiu significantemente (p<0,05) a partir da segunda semana de gestação, atingindo a queda máxima na terceira semana (tabelas 3 e A10 – A12). Uma semana após o parto, os valores do hematócrito já tinham retornado aos valores iniciais medidos na semana em que ocorreu a fecundação. Não houve diferença entre os grupos. Houve uma importante queda da pressão arterial (figura 4, tabelas A13 – A15) a partir da segunda semana de gestação em todos os grupos. Mas o grupo que recebeu sobrecarga salina apresentou valores de pressão arterial maiores que os outros dois grupos durante todo o período de avaliação (p<0,001 – two way ANOVA – efeito dieta). Tabela 3: Hematócrito materno (%) dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR) durante a gestação. Tempo de gestação (semanas) HO (8) NR (9) HR (8) Fecundação 46 ± 1,3 45 ± 1,0 46 ± 0,7 1a semana 46 ± 1,2 45 ± 0,7 45 ± 0,6 2a semana 43 ± 1,2 * 43 ± 0,9 * 43 ± 1,0 * 3a semana 41 ± 1,6 * 41 ± 0,8 * 40 ± 0,9 * Pós-parto 43 ± 1,2 * 43 ± 1,0 * 44 ± 1,2 * Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. * p<0,05 comparado à fecundação. Os resultados obtidos durante a gestação (aumento de peso, queda do hematócrito e da pressão arterial) nos permitem concluir que todos os grupos utilizados neste projeto apresentaram alterações compatíveis com um padrão de gestação dentro da normalidade. 25 (média ± DP) mmHg 140 130 HO (n=8) 120 NR (n=9) HR (n=8) 110 fecundação período gestacional 100 0 1 2 3 4 Semanas Figura 4 – Evolução da pressão arterial materna durante a gestação. Tempo 0 (fecundação). P<0,001 (two-way ANOVA – efeitos dieta e tempo). Dados expressos como média ± desvio padrão. RESULTADOS DA PROLE Os dados da prole referem-se aos dados que puderam ser medidos logo após o parto, tais como o tamanho da ninhada e o peso ao nascimento da prole, ao longo do desenvolvimento dos animais do desmame até 3 meses de idade, como o ganho de massa corpórea e a pressão arterial caudal e os dados obtidos ao completarem 3 meses de idade, como a massa renal esquerda, a massa ventricular esquerda, o fluxo sangüíneo renal, o teste de sensibilidade ao sal, a atividade de renina plasmática, o conteúdo renal de angiotensina II e a densidade glomerular. A intensidade de consumo de sódio durante a gestação e a amamentação não influenciou o tamanho da ninhada, o peso dos recém-nascidos ou a proporção entre machos e fêmeas da prole (tabelas 4 e A16 – A18). 26 Tabela 4: Tamanho da ninhada, peso e proporção entre machos e fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR) no dia do parto. HO (8) NR (9) HR (8) Tamanho da ninhada 12,4 ± 1,3 12,8 ± 1,7 12,1 ± 2,2 Peso da ninhada 5,4 ± 0,3 5,5 ± 0,3 5,5 ± 0,4 Proporção m/f 1,2 ± 0,6 1,3 ± 0,7 1,3 ± 0,9 Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. m=machos, f=fêmeas. Os animais cujas mães foram submetidas à dieta hipersódica (grupo HR) apresentaram um desenvolvimento ponderal menor que os animais cujas mães forma submetidas à dieta hipossódica ou normossódica (p<0,001 – Two way ANOVA – efeito dieta) (tabelas 5, 6 e A19 – A24). Aos três meses de idade, o peso dos machos do grupo HR foi menor do que o peso nos grupos HO e NR (p<0,05) (figura 5) e o peso das fêmeas do grupo HR foi somente menor do que o peso no grupo HO (p<0,05) (figura 6). Para uma análise mais detalhada da evolução ponderal da prole dos 3 grupos, já que aos 3 meses de idade a prole do grupo HR é menos pesada que os outros grupos e não houve diferença no peso ao nascimento, foi calculada a velocidade de crescimento (crescimento percentual diário) dos grupos em três períodos distintos (tabelas 7 e A25 – A30): - do nascimento até o desmame, - da 4a até a 6a semana de idade, - da 7a até 12a semana de idade, 27 Tabela 5: Evolução do peso (g) dos machos da prole, do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade, dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Idade (semanas) HO (30) NR (32) HR (32) # 3 51,8 ± 5,8 53,3 ± 6,4 42,0 ± 6,5 4 96,5 ± 9,8 103,6 ± 12,5 80,7 ± 13,9 5 152,8 ± 14,1 155,0 ± 26,6 132,9 ± 14,1 6 199,6 ± 10,7 203,2 ± 21,7 184,1 ± 14,3 7 248,2 ± 14,9 263,3 ± 32,1 236,4 ± 21,3 8 298,4 ± 26,2 305,8 ± 27,4 279,4 ± 23,1 9 342,4 ± 25,7 345,4 ± 23,4 315,6 ± 25,1 10 372,0 ± 30,2 380,9 ± 25,9 340,9 ± 28,0 11 405,5 ± 29,2 415,7 ± 28,0 379,2 ± 21,0 12 430,0 ± 33,1 439,6 ± 31,7 399,5 ± 23,5 Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. # p<0,05 (two-way ANOVA – efeito dieta) versus HO e NR. Tabela 6: Evolução do peso (g) das fêmeas da prole, do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade, dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR) Idade (semanas) HO (32) NR (30) HR (32) # 3 50,7 ± 7,6 51,4 ± 7,8 40,4 ± 4,8 4 87,9 ± 11,1 93,5 ± 11,2 73,4 ± 10,0 5 131,2 ± 13,2 135,4 ± 15,2 114,2 ± 12,7 6 161,2 ± 13,4 168,5 ± 13,2 151,4 ± 10,9 7 184,9 ± 13,7 193,1 ± 11,8 177,8 ± 11,1 8 202,3 ± 15,3 212,7 ± 16,8 198,8 ± 14,1 9 219,7 ± 20,6 236,5 ± 19,4 213,0 ± 18,3 10 235,4 ± 22,8 253,6 ± 20,9 226,3 ± 20,2 11 254,1 ± 25,6 273,5 ± 23,6 245,8 ± 19,7 12 273,2 ± 28,5 283,3 ± 23,4 258,6 ± 20,5 Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. # p<0,05 (two-way ANOVA – efeito dieta) versus HO e NR. 28 500 (n=31) (média ± DP) g (n=30) # 450 (n=28) 400 350 300 HO NR HR Dieta materna Figura 5 – Peso dos machos da prole aos 3 meses de idade. Dados expressos como média ± desvio padrão. n = número de animais. # p<0,05 vs HO e NR. (média ± DP) g 350 (n=30) (n=31) 300 # (n=28) 250 200 HO NR HR Dieta materna Figura 6 – Peso das fêmeas da prole aos 3 meses de idade. Dados expressos como média ± desvio padrão. N = número de animais. # p<0,05 vs NR. 29 Tabela 7: Valores da velocidade de crescimento (percentual diário) da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Idade (semanas) HO (26) NR (29) HR (32) 0a3 40.0 ± 4.9 39.2 ± 5.1 30.0 ± 5.1 * 4a6 7.7 ± 1.2 7.3 ± 1.0 9.4 ± 2.1 * 7 a 12 2.0 ± 0.3 2.0 ± 0.5 1.9 ± 0.4 0a3 40.8 ± 6.9 40.0 ± 6.8 31.8 ± 6.6 * 4a6 6.0 ± 1.5 6.1 ± 1.6 7.9 ± 1.7 * 7 a 12 1.4 ± 0.4 1.3 ± 0.3 1.3 ± 0.3 Machos Fêmeas Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. * p<0,001 vs HO e NR. A prole do grupo HR apresentou uma menor velocidade de crescimento do que a dos grupos HO e NR (p<0,001) entre o nascimento e o desmame. No período entre a 4a e a 6a semana de idade houve uma inversão. A prole do grupo HR passa a apresentar uma maior velocidade de crescimento (p<0,001) do que a dos grupos HO e NR. Entre a 7a e a 12a semana de idade não houve diferenças de velocidades de crescimento entre os três grupos. O menor peso corpóreo da prole do grupo HR deve ser um reflexo da menor velocidade de crescimento durante o período de amamentação. Os animais cujas mães receberam sobrecarga salina apresentaram maior pressão arterial caudal, avaliada entre a 8a e a 12a semana de idade, em comparação aos outros dois grupos (p<0,05 – two way ANOVA – efeito dieta), tanto 30 para os machos (figura 7, tabelas A31 – A33) quanto para as fêmeas (figura 8, tabelas A34 – A36). Embora tenhamos encontrado diferenças na pressão arterial caudal na prole entre a 8a e a 12a semana de idade, esta não alcançou significância estatística quando analisada isoladamente na 12a semana de idade [machos: HO - 135±9 (n=18), NR - 135±8 (n=21), HR - 138±11 mmHg (n=9); fêmeas: HO - 130±5 (n=18), NR - 132±7 (n=19), HR - 134±7 mmHg (n=7)]. (média ± DP) mmHg 145 140 135 130 125 120 7 8 9 10 11 12 Semanas HO (n=18) NR (n=21) HR (n=09) Figura 7 – Pressão arterial caudal dos machos da prole no período a a entre a 8 e a 12 semana de idade. Dados expressos como média ± erro padrão. N = número de animais. # p<0,05 (two-way ANOVA – efeito dieta) vs HO e NR 31 # (média ± DP) mmHg 140 135 130 125 120 115 7 8 9 10 11 12 Semanas HO (n=18) NR (n=19) HR (07) # Figura 8 – Pressão arterial caudal das fêmeas da prole no período a a entre a 8 e a 12 semana de idade. Dados expressos como média ± erro padrão. N = número de animais. # p<0,05 (two-way ANOVA) vs HO e NR. A pressão arterial direta medida na carótida aos três meses de idade não diferiu entre os grupos [machos: HO - 122±12 (n=5), NR - 128±8 (n=11), HR 128±13 mmHg (n=5); fêmeas: HO - 113±7 (n=5), NR - 121±16 (n=10), HR - 116±6 mmHg (n=5)] (tabelas A50 e A51). 32 A quantidade de cloreto de sódio consumida pelas mães não influenciou o fluxo sangüíneo renal da prole, pois não se verificou diferenças entre os grupos (tabelas 8 e A39 – A40). As fêmeas do grupo HR apresentaram menor sensibilidade da pressão arterial ao sal (p<0,05) quando comparadas às fêmeas do grupo NR. No entanto, podemos dizer que ao se observar os valores absolutos, tanto os machos quanto as fêmeas da prole do grupo HR apresentam menor sensibilidade que os grupos HO e NR (figuras 9 e 10, tabelas A41 – A46. (média ± EPM) ∆ % mmHg 10.0 (n=15) (n=12) 7.5 5.0 (n=09) 2.5 0.0 HO NR HR Dieta materna Figura 9 – Sensibilidade ao sal dos machos da prole. Dados expressos como média ± erro padrão. N = número de animais. A atividade de renina plasmática, medida durante o teste de sensibilidade ao sal, variou como o esperado nos grupos HO e NR, ou seja, maior atividade (p<0,05) ao final da dieta hipossódica comparada à atividade no final da dieta hipersódica. No entanto, os animais do grupo HR apresentaram uma modulação deficiente do sistema renina-angiotensina em resposta a variações no consumo de sal, ou seja, 33 não houve diferença entre a atividade de renina plasmática medida após sete dias de dieta hipossódica comparado a sete dias de dieta hipersódica (figura 11, tabelas A47 – A49). (média ± EPM) ∆ % mmHg 15 (n=11) 10 (n=13) # 5 (n=07) 0 -5 -10 HO NR HR Dieta materna Figura 10 – Sensibilidade ao sal das fêmeas da prole. Dados expressos como média ± erro padrão. N = número de animais. # p<0,05 vs HO e HR. Tabela 8: Fluxo sangüíneo renal (ml/min/100g de peso corpóreo) da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR) aos 3 meses de idade. Machos Fêmeas HO NR HR 5,2 ± 0,6 5,0 ± 0,6 5,5 ± 0,9 (8) (7) (7) 4,9 ± 0,7 5,3 ± 0,9 5,0 ± 1,2 (8) (7) (7) Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. 34 (média ± DP) ng AI/mL/h 15 10 * 5 # *! 0 HO HO NR NR HR HR Grupos Figura 11 – Atividade de renina plasmática da prole durante o teste de sensibilidade ao sal. Dados expressos como média ± desvio padrão. Barra vazia = dados obtidos ao final da semana em dieta hipossódica; barra cinza = dados obtidos ao final da semana em dieta hipersódica. Número de animais: HO (6), NR (6) e HR (6). # p<0,05 vs dieta hipossódica. ∗ p<0,05 vs grupo HO. ♦ p<0,05 vs grupo HR. Tanto a massa do ventrículo esquerdo quanto a massa renal esquerda não apresentaram diferenças entre os grupos (tabelas 9 e A52 – A55). O consumo de sódio materno não afetou a densidade ou o diâmetro glomerular da prole. Observamos porém, que há uma diferença entre os sexos. Os machos apresentaram uma densidade glomerular menor (p<0,05) comparado às fêmeas (figura 12, tabelas A56 e A57), enquanto que as fêmeas apresentaram um diâmetro glomerular menor (p<0,05) que os machos (figura 13, tabelas A58 e A59). 35 Tabela 9: Massa renal e massa ventricular esquerda (MVE) (g/100g de peso corpóreo) da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR) aos 3 meses de idade. HO NR HR 0,34 ± 0,07 0,34 ± 0,04 0,33 ± 0,03 (21) (21) (21) 0,35 ± 0,04 0,35 ± 0,04 0,34 ± 0,05 (15) (19) (20) 0,18 ± 0,01 0,18 ± 0,02 0,19 ± 0,02 (18) (24) (15) 0,21 ± 0,02 0,19 ± 0,03 0,19 ± 0,02 (16) (17) (17) Rim esquerdo Machos Fêmeas MVE Machos Fêmeas (média ± DP) Glomérulos/mm3 Dados expressos como média ± DP. Número de animais entre parênteses. 250 200 # # # NRm HRm 150 100 HOm HOf NRf Dieta materna Figura 12 – Número de glomérulos da prole. Dados expressos como média ± desvio padrão. m = machos: HO (8), NR (10), HR (8); f = fêmeas: HO(7), NR(8), HR (5). # p<0,05 vs fêmeas do mesmo grupo. 36 HRf (média ± DP) mm 0.13 0.12 # # 0.11 0.10 HOm NRm HRm HOf NRf HRf Dieta materna Figura 13 – Diâmetro glomérular da prole. Dados expressos como média ± desvio padrão. m = machos: HO (8), NR (10), HR (8); f = fêmeas: HO(7), NR(8), HR (5). # p<0,05 vs fêmeas do mesmo grupo. A prole cujas mães receberam sobrecarga salina apresentaram maior número de glomérulos positivos para angiotensina II (p<0,05) do que os outros dois grupos (figura 14, tabelas A60 e A61). Este resultado associado à uma modulação deficiente do sistema reninaangiotensina, evidenciada durante o teste de sensibilidade da pressão arterial ao sal, talvez sejam um dos mecanismos responsáveis pela maior pressão arterial verificada nestes animais. 37 # (média ± DP) Glomérulos Positivos (%) 40 * 30 20 10 0 HOm NRm HRm HOf NRf HRf Dieta materna Figura 14 – Número de glomérulos positivos para angiotensina II. Dados expressos como média ± desvio padrão. m = machos: HO(6), NR(8), HR (7); f = fêmeas: HO(8), NR(7), HR (6). * p<0,05 vs machos dos grupos HO e NR., # p<0,05 vs fêmeas do grupo HO. 38 DISCUSSÃO No presente estudo foi verificado que em ratas Wistar, sobrecarga crônica de sal na dieta eleva a pressão arterial e diminui o colesterol plasmático sem alteração dos triglicérides circulantes. A menor concentração plasmática de colesterol associada ao consumo de dieta hipersódica não é devida à diferença de peso corpóreo entre os grupos, uma vez que a quantidade de dieta oferecida aos grupos HO e NR foi ajustada de forma a manter o peso destes grupos semelhante ao peso do grupo HR. Apesar de não haver diferença entre o peso corpóreo dos grupos de animais estudados, há a necessidade de se excluir diferenças na massa de tecido adiposo que podem ocorrer na vigência de pesos corpóreos semelhantes. Em estudo prévio realizado no nosso Laboratório38 foi constatado em ratos Wistar machos que o controle da oferta de ração visando o pareamento de peso resultou também no pareamento de massa de tecido adiposo. A confirmação deste fenômeno em fêmeas necessita de estudos adicionais. Outro estudo realizado pelo nosso grupo39 constatou que ratos Wistar machos que recebem dieta hipossódica apresentam triglicérides plasmáticos maiores do que aqueles que recebem dieta hipersódica, sem, no entanto, ter-se verificado efeito da intensidade do consumo de sal sobre o colesterol circulante. Para esclarecer os mecanismos responsáveis pelos diferentes efeitos da restrição de sal na dieta sobre os lípides circulantes entre machos e fêmeas, outros estudos precisam ser realizados. Durante a gestação, os resultados obtidos estão de acordo com o esperado para gestações normais. Houve uma redução do hematócrito e da pressão arterial ao longo da gravidez, atingindo valores mínimos na 3a semana, próximo ao dia do 39 parto. O peso comportou-se inversamente ao da pressão arterial e do hematócrito, aumentando ao longo dos 21 dias de gestação. A pressão arterial caudal das ratas submetidas à sobrecarga salina crônica foi maior que a pressão arterial caudal dos outros grupos durante a gestação (p<0,05 – two way ANOVA). Há alguma controvérsia sobre o aumento da pressão arterial em decorrência de um alto consumo de sal em indivíduos normais, já que alguns estudos populacionais mostram uma correlação significativa entre quantidade de ingestão de sal e pressão arterial40, 41 e alguns não verificaram esta correlação42, 43. Estudos prévios realizados em nosso laboratório têm mostrado sistematicamente que ratos Wistar machos submetidos a uma dieta hipersódica apresentam maior pressão arterial quando comparados aos ratos submetidos a uma dieta hipossódica38, 44 . No entanto, é preciso salientar que no presente estudo e em trabalhos anteriores do nosso laboratório, a quantidade de sal na dieta hipersódica é muito elevada e iniciada desde o desmame dos animais e mantida por um período longo, ou seja, até a idade adulta. Em um estudo realizado em ratos Sprague-Dawley, os autores encontraram variação na proporção entre machos e fêmeas da prole em resposta à modificação do consumo de sal das mães29. Outros estudos observaram um menor peso ao nascimento quando o consumo de proteínas durante a gestação e amamentação era reduzido45. No presente trabalho nenhuma diferença foi encontrada entre as proles dos três grupos, tanto no peso ao nascimento quanto na proporção entre machos e fêmeas e no tamanho da ninhada. Portanto, a variação do consumo de sal utilizada em nosso protocolo não influenciou o desenvolvimento ponderal da prole na vida intra-uterina. Estes dados também permitem afirmar que o ajuste da 40 quantidade de dieta ofertada aos grupos HO e NR para que o ganho de peso fosse semelhante ao do grupo HR não proporcionou quaisquer alterações que pudessem resultar em desnutrição das ratas. Neste trabalho também foi mostrado que os machos e as fêmeas da prole de ratas submetidas à sobrecarga salina apresentaram maior pressão arterial caudal, menor peso corpóreo e nas fêmeas observou-se também uma menor sensibilidade da pressão arterial frente a uma variação no consumo de sal. Além disso, um conteúdo maior de angiotensina II na córtex renal e uma ausência de modulação do sistema renina-angiotensina durante o teste de sensibilidade da pressão arterial ao sal foram vistos neste grupo. Estes resultados indicam que o consumo elevado de sal durante a gestação e amamentação pode exercer efeitos a longo prazo sobre o ganho de peso, a pressão arterial e o sistema renina-angiotensina da prole. A maior pressão arterial observada na prole do grupo HR comparada à dos outros dois grupos foi pequena. Sabe-se, no entanto, que uma pequena diminuição na pressão arterial em uma população está associada a uma importante redução na incidência de eventos cardiovasculares46. Portanto, a diferença encontrada entre os nossos grupos é biologicamente importante. Os resultados de trabalhos de outros laboratórios que procuraram estudar os efeitos do consumo elevado de sal durante a gestação não são uniformes, alguns mostrando elevação na pressão arterial da prole21, 22, enquanto outros não encontrando efeito algum23, 47. A quantidade de sal contida na dieta e/ou o tempo que esta dieta é oferecida aos animais pode ser uma possível explicação para a falta de uniformidade nos resultados observados. Neste trabalho, como já mencionado anteriormente, as mães receberam as dietas hipo, normo ou hipersódica desde o seu desmame até o desmame da prole. 41 O maior peso corpóreo observado na prole dos grupos HO e NR na idade adulta não pode ser explicado por diferenças no peso ao nascimento, uma vez que este não diferiu entre os três grupos. Estudos prévios de nosso laboratório, também têm mostrado que ratos Wistar machos submetidos à dieta hipossódica desde o desmame até a vida adulta tem maior peso corpóreo38, 44 e também apresentam maior massa de tecido adiposo (epididimal e retroperitonieal) e maior conteúdo de gordura na carcaça do que ratos que receberam a dieta hipersódica38. No entanto, neste trabalho todos os animais da prole receberam apenas a dieta normossódica após o desmame, sendo a intervenção feita apenas durante a gestação e a amamentação. Os mecanismos que mantém o peso dentro de limites considerados normais ainda não estão totalmente compreendidos. Um destes mecanismos é a regulação do apetite. Alguns estudos consideram que na gênese da obesidade, mecanismos que regulam o apetite podem estar alterados, fazendo com que o consumo de alimentos seja maior do que as necessidades metabólicas requeridas48. No presente estudo, o consumo de ração da prole do desmame até a 12ª semana de idade não foi medido. A maior diferença observada no peso entre os grupos ocorreu entre o nascimento e o desmame, o que dificulta a averiguação do consumo alimentar dos ratos neste período. Um possível mecanismo responsável pelo menor peso corpóreo da prole do grupo HR seria uma alteração no metabolismo energético destes animais decorrente de vários mecanismos, por exemplo: alterações nos níveis e função de hormônios anabólicos e/ou catabólicos, além de modificações na atividade física e na termogênese. 42 É descrito na literatura que ratos jovens com maior ingestão calórica do que a requerida, aumentam a taxa metabólica e o excesso energético é liberado na forma de calor (termogênese), funcionando como um mecanismo de compensação que o organismo lança mão na tentativa de manter o peso corpóreo dentro de limites estreitos49, 50 . Este mecanismo talvez esteja ativado na prole do grupo de ratas submetidas à sobrecarga crônica de sal, uma vez que estes animais têm peso corpóreo menor do que o observado na prole dos outros grupos. Os dados da velocidade de crescimento também indicam que a prole do grupo HR apresenta uma variação no seu crescimento, com menor velocidade nas primeiras três semanas de vida e maior velocidade entre a 4a e a 6a semana de idade quando comparado às velocidades de crescimento observadas nos grupos HO e NR. Uma possível explicação para este fenômeno seria a de que o período de amamentação é o momento mais importante para a determinação do peso na idade adulta, pois é durante a amamentação que se estabelecem as diferenças de peso corpóreo entre os grupos e mesmo com as velocidades de crescimento maiores entre a 4a e 6a semanas de vida, o grupo HR não consegue emparelhar-se com os outros grupos. Sabe-se também, que o peso na idade adulta em seres humanos correlaciona-se com o peso ao final do primeiro ano de vida e não com o peso ao nascimento51. Portanto, o leite materno pode ser um dos fatores preponderantes na determinação do peso corpóreo da prole. O conteúdo de sódio na dieta materna não altera o conteúdo de sódio no leite materno20, mas estudos anteriores verificaram que o consumo de dieta hipersódica durante a amamentação reduz a quantidade de leite produzida ou alguma mudança no comportamento materno que leve as mães a amamentarem um número menor de vezes ou por períodos de menor duração, 43 fornecendo assim menos leite à prole21, 27 podendo resultar em alterações metabólicas e assim influenciar o desenvolvimento. Os resultados obtidos neste trabalho sugerem que a quantidade de sal na dieta, durante a gestação e amamentação, pode influenciar o ganho de peso corpóreo da prole em ratos Wistar. No entanto, outros estudos são necessários para a melhor compreensão dos mecanismos envolvidos. Importantes alterações funcionais do sistema renina-angiotensina foram verificadas na prole do grupo HR. Primeiro, durante o teste de sensibilidade da pressão arterial ao sal, o período de restrição salina induziu um aumento na atividade de renina plasmática comparada ao período de sobrecarga salina, o que é esperado e considerado como resposta normal do sistema renina-angiotensina, nos grupos HO e NR. Na prole do grupo HR entretanto, a atividade de renina plasmática não se modificou entre os períodos de restrição e sobrecarga salina. Segundo, estes mesmos animais apresentaram um conteúdo maior de angiotensina II na córtex renal. Podemos suspeitar que essas alterações observadas no sistema reninaangiotensina devem ter sido provocadas por mudanças morfológicas e/ou funcionais dos rins, como uma das conseqüências da sobrecarga de sal durante o período perinatal. Novos estudos também são necessários para melhor entendermos os mecanismos destas alterações. No entanto, é possível conjecturar que fatores hormonais, neurais, metabólicos e/ou hemodinâmicos das mães devem ser os responsáveis pelos efeitos da sobrecarga de sal, durante a gestação e amamentação, sobre os diversos efeitos observados na prole na idade adulta. Além da maior pressão arterial e de menores níveis de colesterol plasmático observados nas ratas do grupo HR antes da gestação, outros estudos têm mostrado 44 que: o sistema nervoso simpático52, o sistema renina-angiotensina52, a sensibilidade à insulina38, 44 , os níveis de lipídeos plasmáticos39, 53 , a atividade da via L- arginina/óxido nítrico54, etc. podem ser modificados por variações no consumo de sódio. Um ou mais destes fatores poderiam influenciar o desenvolvimento renal durante a vida intra-uterina e/ou durante os primeiros dias de vida, resultando em alterações na função do sistema renina-angiotensina renal. Sabe-se da literatura que todos os componentes do sistema reninaangiotensina são expressos no rim em desenvolvimento55 e as ações e o padrão de distribuição dos receptores da angiotensina II (AT1 e AT2) ao longo da morfogênese renal são muito importantes na diferenciação e maturação dos néfrons56. Logo, podemos supor que a inibição do sistema renina-angiotensina materno em resposta à sobrecarga de sal poderia, durante os períodos de gestação e amamentação, afetar o sistema renina-angiotensina renal do feto e/ou a distribuição dos receptores AT1 e AT2 no rim fetal. Mais uma vez, estudos adicionais devem ser realizados para melhor esclarecer os mecanismos responsáveis pelas alterações encontradas no sistema renina-angiotensina da prole das ratas submetidas à sobrecarga crônica de sal. O conteúdo de sódio da dieta materna não afetou a densidade e o diâmetro glomerular, havendo somente diferenças entre machos e fêmeas. Não temos uma explicação para a maior densidade e menor diâmetro glomerular encontrado nas fêmeas. Talvez esta seja uma característica normal do gênero. Uma possível explicação para a menor sensibilidade ao sal da prole do grupo HR seria a de que esta menor sensibilidade seja apenas uma resposta homeostática ao elevado consumo de sal. Portanto, esta menor sensibilidade seria um 45 mecanismo protetor, cujo objetivo seria prevenir grandes aumentos da pressão arterial ao se aumentar a ingestão de sódio. Finalmente, a prole das mães que receberam sobrecarga salina crônica durante a gestação e a amamentação, apresentou maior pressão arterial, menor sensibilidade da pressão arterial frente a uma modificação do consumo de sal, maior conteúdo renal de angiotensina II e menor peso corpóreo na idade adulta. 46 CONCLUSÕES 1) Sobrecarga crônica de sal na dieta eleva a pressão arterial de ratas Wistar, confirmando resultados anteriores de nosso laboratório obtidos em machos Wistar. 2) Sobrecarga crônica de sal na dieta materna durante a gestação e amamentação, aumenta a pressão arterial e o conteúdo renal de angiotensina II e diminui o ganho de peso e a sensibilidade da pressão arterial frente a uma variação do conteúdo de sal na dieta da prole na idade adulta. 3) Uma disfunção da modulação do sistema renina-angiotensina, observado na prole do grupo HR, pode ser a responsável pela maior pressão arterial e menor sensibilidade ao sal encontrada neste grupo. 4) O conteúdo de sal nas dietas utilizadas neste estudo não influenciou o tamanho da ninhada, o peso dos recém-nascidos, a proporção entre machos/fêmeas, o fluxo sangüíneo renal, a massa renal e a massa ventricular esquerdas e também não alterou a densidade glomerular da prole na idade adulta. “A quantidade de sal na dieta materna pode ser responsável por efeitos a longo prazo sobre a prole em ratos Wistar.” 47 BIBLIOGRAFIA 1. 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Idade 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 (semanas) Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 51 36 26 30 34 26 33 34 84 70 56 72 70 68 70 78 120 110 102 88 85 87 85 94 145 134 131 125 125 124 122 132 Média DP 33,8 7,9 71,0 8,1 96,4 13,1 129,8 7,5 148 153 143 138 145 146 163 165 175 170 153 148 160 156 169 173 186 180 170 165 175 175 185 195 202 190 172 178 182 185 190 210 213 186 192 190 201 195 215 225 222 213 195 191 206 200 220 148,0 8,0 162,0 9,3 176,1 7,2 186,8 9,6 200,3 11,2 209,0 12,9 DP = desvio padrão. 56 A2: Evolução do peso materno (g) do grupo dieta normossódica (NR), do desmame (3 semanas de idade) até a fecundação (12 semanas de idade) Idade 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 (semanas) Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 30 44 46 33 30 36 35 35 28 60 73 83 66 65 95 86 86 80 86 124 115 107 100 96 65 97 94 106 135 140 127 140 125 105 129 130 130 145 157 167 170 158 133 151 151 168 145 178 190 175 163 155 154 153 190 165 196 200 185 177 168 165 168 200 186 210 210 198 190 183 185 188 210 205 220 220 218 194 185 193 199 222 225 240 235 235 200 190 196 210 Média DP 35,2 6,2 77,1 11,7 98,2 16,9 126,3 12,9 151,3 13,7 164,6 14,5 179,3 13,8 194,4 10,5 204,9 12,9 217,0 18,6 DP = desvio padrão 57 A3: Evolução do peso materno (g) do grupo dieta hipersódica (HR), do desmame (3 semanas de idade) até a fecundação (12 semanas de idade). Idade 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 (semanas) Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 48 36 43 43 36 42 36 36 51 62 80 65 70 67 57 59 107 96 117 112 115 103 96 95 120 116 125 142 138 122 123 120 138 127 Média DP 40,0 4,6 63,9 8,9 105,1 8,9 125,8 9,2 168 165 157 148 147 165 146 154 183 185 180 160 158 178 162 179 196 190 196 170 175 186 183 196 207 206 210 188 200 195 186 210 220 218 220 195 210 202 197 215 225 226 224 195 208 150,0 14,6 166,4 14,6 180,8 12,3 197,0 10,4 206,8 13,1 211,5 12,8 DP = desvio padrão. 58 A4: Triglicérides e colesterol plasmáticos maternos (mg/dL) do grupo dieta hipossódica (HO) uma semana antes da fecundação. Triglicérides Colesterol 1 2 3 4 5 52,1 49,5 61,4 52,1 64,9 59,0 57,3 70,3 64,7 72,1 Média DP 56,0 6,7 65,8 8,3 Animais DP = desvio padrão. A5: Triglicérides e colesterol plasmáticos maternos (mg/dL) do grupo dieta normossódica (NR) uma semana antes da fecundação. Triglicérides Colesterol 1 2 3 4 5 52,1 48,2 46,3 59,8 60,4 53,6 76,6 42,5 69,8 72,1 Média DP 53,4 6,5 62,9 14,3 Animais DP = desvio padrão. 59 A6: Triglicérides e colesterol plasmáticos maternos (mg/dL) do grupo dieta hipersódica (HR) uma semana antes da fecundação. Triglicérides Colesterol 1 2 3 4 50,8 46,9 62,4 40,5 42,7 38,2 56,4 42,2 Média DP 50,2 9,2 44,9 7,9 Animais DP = desvio padrão. A7: Evolução do peso materno (g) do grupo dieta hipossódica (HO) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 225 222 213 195 191 206 200 220 275 268 246 226 230 245 233 249 313 325 285 281 278 296 272 293 379 382 348 348 376 355 351 365 312 305 298 287 300 279 283 311 Média DP 209 12,9 247 17,6 293 18,2 363 14,4 297 12,6 DP = desvio padrão. 60 A8: Evolução do peso materno (g) do grupo dieta normossódica (NR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 222 225 240 235 235 200 190 196 210 254 268 276 255 258 235 225 220 231 300 313 322 298 308 278 276 280 289 389 412 420 350 376 355 345 362 368 312 342 326 298 281 275 278 302 301 Média DP 217 18,6 247 19,8 296 16,4 375 26,8 302 22,5 DP = desvio padrão. A9: Evolução do peso materno (g) do grupo dieta hipersódica (HR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 202 197 215 225 226 224 195 208 240 231 245 255 255 243 227 238 298 285 296 301 310 278 265 276 365 360 349 375 381 344 359 348 294 299 291 293 302 283 278 272 Média DP 212 12,8 242 10,1 289 15,1 360 13,2 289 10,4 DP = desvio padrão. 61 A10: Hematócrito materno (%) do grupo dieta hipossódica (HO) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 45 45 48 48 47 47 45 46 46 45 46 48 47 46 46 44 43 43 45 44 45 42 42 43 41 40 42 43 44 41 39 41 42 43 44 45 45 43 42 43 Média DP 46 1,3 46 1,2 43 1,2 41 1,6 43 1,2 DP = desvio padrão. A11: Hematócrito materno (%) do grupo dieta normossódica (NR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 45 45 44 43 46 46 45 44 45 45 45 44 45 44 45 45 45 43 43 44 43 44 43 42 45 44 43 41 40 42 41 40 40 42 41 40 44 43 42 44 42 43 45 43 43 Média DP 45 1,0 45 0,7 43 0,9 41 0,8 43 1,0 DP = desvio padrão. 62 A12: Hematócrito materno (%) do grupo dieta hipersódica (HR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 46 45 46 47 45 46 46 45 45 45 44 46 45 45 44 45 44 44 43 42 45 43 42 43 41 40 40 42 41 40 39 40 44 43 45 45 44 43 42 42 Média DP 46 0,7 45 0,6 43 1,0 40 0,9 44 1,2 DP = desvio padrão. A13: Pressão arterial caudal materna (mmHg) do grupo dieta hipossódica (HO) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 124 121 123 108 127 125 130 123 118 119 108 123 117 123 122 120 116 115 110 125 112 119 119 115 111 114 102 121 108 119 104 117 118 120 111 121 116 120 114 Média DP 123 7,0 119 5,1 117 4,8 112 6,8 117 3,4 DP = desvio padrão. 63 A14: Pressão arterial caudal materna (mmHg) do grupo dieta normossódica (NR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 124 123 123 125 126 125 126 121 128 123 124 125 123 125 124 119 118 117 122 122 121 121 103 121 105 114 122 115 115 117 113 111 115 104 110 119 120 123 123 123 115 120 113 119 120 Média DP 125 2,1 122 3,1 117 7,7 113 4,4 120 3,5 DP = desvio padrão. A15: Pressão arterial caudal materna (mmHg) do grupo dieta hipersódica (HR) durante a gestação. fecundação 1a semana 2a semana 3a semana pós-parto Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 122 129 125 126 128 127 137 136 127 107 125 127 128 128 137 134 107 122 123 128 123 123 129 121 121 105 122 122 119 119 130 122 139 121 129 127 126 125 130 124 Média DP 129 5,2 127 8,9 122 6,7 120 7,0 128 5,4 DP = desvio padrão. 64 A16: Tamanho da ninhada dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Mães HO NR HR 1 2 3 4 5 6 7 8 9 12 13 11 14 11 13 11 14 13 11 15 14 14 10 11 13 14 13 10 8 13 12 13 15 13 12,8 1,7 12,1 2,2 Média 12,4 DP 1,3 DP = desvio padrão. A17: Peso (g) da prole ao nascimento dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Mães HO NR HR 1 2 3 4 5 6 7 8 9 5,4 5,5 5,7 5,4 5,1 5,9 5,4 5,2 5,5 4,7 5,4 5,9 5,4 5,4 5,6 5,6 4,6 5,8 5,7 5,7 5,9 5,5 5,5 Média 5,4 DP 0,3 DP = desvio padrão. 5,5 0,3 65 5,5 0,4 A18: Proporção entre machos e fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). Mães HO NR HR 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1,5 1,6 0,6 1,0 1,2 0,2 1,2 2,3 0,4 0,8 2,0 1,3 0,9 0,7 2,7 1,2 1,5 1,6 0,7 0,6 0,9 1,0 1,6 3,3 0,9 Média 1,2 DP 0,6 DP = desvio padrão. 1,3 0,7 1,3 0,9 66 A19: Evolução do peso (g) dos machos da prole do grupo dieta hipossódica (HO), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 222 193 195 200 202 195 212 195 183 197 199 179 193 178 184 195 205 198 200 195 221 217 202 208 208 201 195 206 207 203 199,6 10,7 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 47 40 42 45 57 58 65 59 52 55 56 47 45 49 46 51 54 50 48 54 51 58 54 59 58 55 43 52 53 51 118 122 110 105 90 92 85 86 88 95 90 95 95 90 88 90 111 103 96 100 101 95 89 93 93 88 145 124 130 135 160 160 177 162 130 140 153 126 144 146 142 154 160 151 152 151 178 173 159 165 167 160 152 155 158 158 Média DP 51,8 5,8 96,5 9,8 152,2 14,1 7 8 9 10 11 12 400 330 327 336 378 370 390 347 315 325 305 295 350 305 329 347 360 335 334 315 260 255 249 255 248 260 255 259 319 255 263 253 340 327 356 317. 275 280 289 268 300 260 270 308 310 296 295 284 325 331 298 315 285 322 292 310 319 289 338 330 370 365 338 342 369 343 465 355 350 315 400 398 412 365 340 355 340 320 360 358 363 377 398 365 358 348 410 402 370 364 390 389 367 371 395 359 500 389 375 400 425 410 456 385 368 380 382 353 409 393 395 411 430 396 400 375 443 439 394 400 416 419 394 408 428 391 555 423 406 455 440 432 480 410 395 415 455 412 424 413 412 430 445 400 412 386 469 468 406 413 432 430 406 419 450 408 248,2 14,9 298,4 26,2 342,4 25,7 372,0 30,2 405,5 29,2 430,0 33,1 262 250 275 243 219 236 235 211 258 243 251 240 DP = desvio padrão. 67 A20: Evolução do peso (g) dos machos da prole do grupo dieta normossódica (NR), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 7 43 49 48 40 44 45 42 42 50 48 54 56 53 51 52 59 60 60 53 64 61 63 60 62 53 50 55 51 63 56 60 58 91 100 98 92 118 108 133 128 92 83 78 110 111 110 110 112 111 108 114 108 97 87 93 95 110 103 100 102 143 157 156 141 104 113 107 109 190 175 190 182 123 113 122 161 177 170 170 183 184 173 185 175 148 142 145 150 175 170 160 168 193 205 205 195 163 176 175 177 236 225 235 230 187 174 189 208 210 200 201 230 235 216 240 217 195 189 188 196 238 250 252 245 310 296 305 305 242 220 240 260 359 252 245 268 274 255 289 249 248 236 234 246 Média DP 53,3 6,9 103,6 12,5 155,0 26,6 203,2 21,7 263,3 32,1 DP = desvio padrão. 68 8 9 10 11 257 268 280 257 351 341 357 354 290 276 286 302 310 296 295 324 336 315 300 300 302 293 290 295 338 320 307 321 320 333 335 325 297 315 317 305 386 365 376 335 335 325 342 360 370 345 365 371 381 364 345 343 345 330 330 340 390 359 344 360 359 348 370 370 320 342 336 328 410 402 405 368 395 386 398 397 407 390 411 398 402 388 379 385 373 374 360 380 432 396 383 396 350 373 375 355 432 445 428 400 430 415 425 438 455 428 446 424 426 413 418 405 419 405 390 404 470 418 412 441 305,8 27,4 345,4 23,4 380,9 25,9 415,7 28,0 12 405 406 415 411 380 407 415 395 460 478 465 437 485 458 502 472 502 448 471 440 445 425 430 428 439 420 418 431 489 430 420 439,6 31,7 A21: Evolução do peso (g) dos machos da prole do grupo dieta hipersódica (HR), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 7 8 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 34 31 35 32 42 41 44 41 45 44 48 46 45 45 53 40 40 41 40 50 47 51 53 43 22 41 36 44 40 45 44 42 74 60 63 65 64 66 66 61 130 120 127 120 121 123 123 118 120 128 127 145 139 144 125 131 134 123 138 148 97 143 140 160 139 147 157 155 215 210 223 210 200 215 216 209 245 265 245 260 235 270 271 250 245 257 225 227 246 245 223 255 185 248 240 240 235 242 256 257 257 251 280 257 236 247 247 250 96 97 95 103 95 90 88 80 93 86 79 84 85 49 80 73 93 82 91 92 91 169 164 175 166 165 180 177 172 185 196 195 187 172 185 193 195 189 204 171 191 195 183 198 193 137 189 188 200 185 191 200 200 Média DP 42,0 6,5 80,7 13,9 132,9 14,1 184,1 14,3 236,4 21,3 DP = desvio padrão. 69 9 10 11 12 305 280 316 311 298 292 307 270 265 290 290 285 300 241 289 295 291 278 285 279 312 270 283 294 295 307 310 283 356 326 356 350 319 313 323 305 295 315 315 300 337 262 336 334 328 311 318 342 353 295 290 322 293 308 305 322 323 342 335 315 386 350 380 382 345 348 365 358 345 360 355 340 360 289 362 359 359 330 342 370 375 355 351 368 369 386 377 367 410 370 358 404 370 371 410 382 385 410 400 400 391 323 388 385 382 350 365 398 393 380 380 388 400 420 415 410 427 383 385 433 395 395 425 400 416 435 423 425 390 327 395 388 394 365 376 410 405 279,4 23,1 315,6 25,1 340,9 28,0 379,2 21,0 399,5 23,5 A22: Evolução do peso (g) das fêmeas da prole do grupo dieta hipossódica (HO), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 175 156 162 180 167 173 172 150 159 147 160 153 140 136 142 166 169 185 146 185 158 168 160 170 146 161 150 150 149 176 180 166 161,2 13,4 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 41 35 42 63 68 55 61 44 47 49 50 51 42 47 44 48 47 52 46 63 55 53 54 50 50 58 57 54 56 57 38 44 112 110 103 105 76 78 80 85 91 70 81 71 80 85 91 74 97 87 91 91 97 84 95 86 86 92 92 70 90 117 110 113 156 150 145 144 110 123 117 123 136 116 118 122 129 135 146 120 140 150 140 138 145 125 134 127 128 133 152 120 135 Média DP 50,7 7,6 87,9 11,1 131,2 13,2 7 8 9 10 11 12 198 196 195 225 205 214 216 198 198 186 190 200 184 185 190 222 215 214 237 215 225 225 210 215 200 198 218 200 203 206 244 230 239 250 220 238 235 230 238 215 218 234 216 214 218 270 252 261 268 234 252 243 260 258 235 245 242 225 233 237 298 280 303 280 245 270 260 300 302 290 290 258 231 247 255 179 165 170 162 200 203 186 213 225 188 200 220 207 193 212 185 195 188 193 184 240 216 232 226 239 200 212 245 220 199 234 195 215 205 213 203 272 256 275 240 259 208 232 237 240 217 260 211 225 219 228 213 286 274 308 256 270 217 253 278 257 229 281 253 238 225 244 226 306 292 336 276 278 221 275 304 276 253 318 258 249 232 253 230 306 293 338 184,9 13,7 202,3 15,3 219,7 20,6 235,4 22,8 254,1 25,6 273,2 28,5 205 190 195 197 175 185 170 182 195 198 171 DP = desvio padrão. 70 A23: Evolução do peso (g) das fêmeas da prole do grupo dieta normossódica (NR), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 7 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 42 45 47 43 44 38 37 58 58 57 62 55 54 53 60 52 50 50 40 60 59 59 45 49 48 40 59 57 59 63 88 90 91 89 110 105 118 125 80 83 78 79 95 93 95 82 91 93 91 91 90 94 81 94 100 100 98 135 128 128 135 103 100 98 143 130 148 161 127 126 123 130 140 150 151 135 134 150 143 142 138 142 130 143 156 152 143 160 170 175 175 145 140 140 166 165 178 196 163 167 165 173 154 180 188 170 168 174 178 178 169 180 163 192 183 182 191 190 210 226 189 184 186 200 169 204 203 198 189 186 192 203 186 199 186 Média DP 51,4 7,8 93,5 11,2 135,4 15,2 168,5 13,2 193,1 11,8 DP = desvio padrão. 71 8 9 10 11 12 196 209 195 185 213 203 222 257 205 198 205 215 185 217 228 221 204 210 189 226 210 220 207 228 237 236 221 213 226 240 215 231 223 217 220 210 235 280 225 215 230 255 209 245 257 248 230 233 220 260 230 260 226 260 262 256 265 217 245 253 240 250 238 230 225 223 255 295 243 240 250 285 230 257 271 297 248 250 231 273 255 278 248 268 272 270 271 268 250 243 228 238 268 305 265 260 268 300 250 271 294 302 268 267 243 300 270 306 259 302 289 299 297 253 254 305 263 288 270 262 230 243 290 314 285 297 280 310 273 284 313 311 274 276 245 311 281 315 280 304 288 298 302 212,7 16,8 236,5 19,4 253,6 20,9 273,5 23,6 283,3 23,4 A24: Evolução do peso (g) das fêmeas da prole do grupo dieta hipersódica (HR), do desmame (3 semanas de idade) até 3 meses de idade. Idade (semanas) 3 4 5 6 7 8 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 36 32 34 34 44 42 39 44 42 43 43 44 45 39 45 38 45 33 38 34 36 44 47 49 50 41 38 39 40 42 42 42 67 63 70 67 59 61 59 64 125 104 105 108 104 107 103 109 106 105 100 103 105 115 125 116 120 106 110 111 95 130 135 137 128 144 144 144 180 165 170 160 185 165 156 177 170 186 170 176 180 190 210 193 196 168 185 183 172 175 186 178 170 176 179 185 169 180 180 180 201 190 190 182 199 185 187 196 90 96 88 92 63 75 68 70 70 74 75 73 79 74 80 75 85 85 85 155 141 138 140 157 153 125 158 145 140 135 145 155 151 167 151 150 140 157 154 142 156 160 160 143 161 164 173 154 168 168 168 Média DP 40,4 4,8 73,4 10,0 114,2 12,7 151,4 10,9 177,8 11,1 DP = desvio padrão. 72 9 10 11 12 211 236 225 210 181 200 195 195 195 200 190 185 204 200 225 198 203 203 203 209 196 188 205 200 213 215 210 210 225 260 240 220 184 203 200 201 210 210 200 190 222 220 255 223 227 227 227 209 205 208 195 225 215 205 215 218 230 240 236 237 240 275 253 248 194 215 215 210 224 248 215 205 230 228 265 249 238 238 238 257 232 220 245 238 244 260 244 248 250 292 254 253 208 225 230 220 248 270 238 225 247 239 276 278 255 255 255 255 250 223 255 245 260 270 269 283 258 300 278 265 220 240 242 235 265 290 265 260 260 249 296 267 257 257 257 198,8 14,1 213,0 18,3 226,3 20,2 245,8 19,7 258,6 20,5 A25: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) dos machos da prole do grupo dieta hipossódica (HO). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 35,9 29,9 31,6 34,2 43,5 44,3 50,3 45,2 36,5 38,9 39,7 32,5 41,2 37,8 36,1 41,2 39,4 45,5 40,4 44,5 43,7 41,2 35,4 43,8 44,7 42,9 5,1 4,3 6,6 6,1 7,4 8,2 9,6 7,7 8,5 6,2 7,5 7,5 8,3 8,6 9,1 8,3 7,1 7,9 7,9 7,7 7,6 8,0 8,5 8,7 8,8 9,3 1,9 2,1 2,1 2,0 2,3 2,2 2,7 2,7 2,1 1,9 1,8 1,7 1,6 1,8 2,1 2,0 1,8 1,8 2,2 1,6 Média 40,0 DP 4,9 DP = desvio padrão. 7,7 1,2 2,0 0,3 73 A26: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) dos machos da prole do grupo dieta normossódica (NR). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 32,5 37,7 36,8 29,9 37,1 38,1 35,2 35,2 34,3 32,7 37,4 39,0 38,5 39,2 39,2 34,1 49,7 47,1 48,8 46,3 48,0 38,0 35,6 39,6 36,4 45,2 39,7 42,9 41,3 8,0 7,5 7,8 8,0 7,1 7,7 5,5 5,7 7,4 7,8 10,2 6,4 6,4 5,8 5,9 7,5 8,0 7,1 7,9 7,2 7,2 8,4 7,3 7,6 1,7 1,8 1,9 1,8 1,4 1,8 1,5 1,2 2,9 3,1 3,1 2,3 1,1 2,2 2,6 1,8 1,8 1,9 1,4 2,1 2,2 2,2 2,3 2,2 Média 39,2 DP 5,1 DP = desvio padrão. 7,3 1,0 2,0 0,5 74 A27: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) dos machos da prole do grupo dieta hipersódica (HR). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 24.0 21.5 24.9 22.3 31.6 30.7 33.3 30.7 33.1 32.3 35.6 33.9 33.1 33.1 39.8 27.9 27.9 28.7 27.9 34.1 31.8 34.9 36.4 30.5 13.3 28.9 24.8 31.4 28.1 32.2 31.4 29.7 9.2 12.4 12.7 11.1 11.3 12.3 12.0 13.0 6.8 5.5 6.8 6.2 7.5 7.9 9.4 8.1 7.5 9.0 9.4 9.7 9.1 12.8 9.7 11.3 8.2 9.0 7.9 8.4 8.6 2.6 2.2 2.3 2.6 2.0 1.6 1.9 1.8 1.8 1.2 1.7 1.7 1.8 1.9 2.2 2.4 2.2 2.1 2.6 1.5 2.2 1.7 1.8 1.8 1.6 1.7 1.6 1.7 Média 30,0 DP 5,1 DP = desvio padrão. 9,4 2,1 1,9 0,4 75 A28: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) das fêmeas da prole do grupo dieta hipossódica (HO). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 32,4 27,0 33,3 50,8 55,2 43,7 49,0 32,9 35,4 37,1 38,0 36,1 35,2 39,5 34,4 49,8 42,9 41,1 42,0 38,5 38,5 45,5 44,6 42,0 43,7 55,6 35,5 41,8 4,3 3,7 4,9 4,6 7,0 7,4 6,0 6,3 4,9 7,1 4,9 7,1 7,7 7,1 7,4 7,0 6,5 5,8 6,0 5,4 5,4 5,3 5,0 5,3 5,3 4,4 6,5 11,2 6,0 1,1 0,8 1,1 0,9 2,0 1,8 2,0 1,7 1,2 1,2 0,8 1,1 1,2 1,4 1,2 1,5 1,3 2,3 Média 40,8 DP 6,9 DP = desvio padrão, 6,0 1,5 1,4 0,4 76 A29: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) das fêmeas da prole do grupo dieta normossódica (NR). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 32,8 35,4 37,2 33,7 35,8 30,3 29,3 44,6 44,6 43,7 48,0 39,5 37,8 37,8 29,3 47,2 46,3 46,3 35,7 39,3 38,4 31,2 48,3 46,5 48,3 51,9 5,8 6,4 6,6 6,9 3,6 4,1 3,6 4,1 7,4 7,2 8,0 8,5 4,4 6,7 7,0 7,7 6,0 6,2 6,8 6,8 3,3 6,5 7,2 1,4 1,4 1,3 0,6 0,8 1,1 1,1 1,5 1,8 1,4 1,6 1,8 1,1 1,6 1,6 1,3 1,4 0,8 1,5 1,5 1,7 1,4 Média 40,0 DP 6,8 DP = desvio padrão. 6,1 1,5 1,3 0,3 77 A30: Velocidade de incremento ponderal (%/dia) das fêmeas da prole do grupo dieta hipersódica (HR). Idade (semanas) 0a3 4a6 7 a 12 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 25,9 22,5 24,2 24,2 47,6 45,2 41,7 47,6 29,7 30,5 30,5 31,4 32,2 27,7 32,7 26,9 32,7 23,8 28,1 24,7 26,4 32,7 35,2 36,9 37,8 30,7 28,1 29,0 29,9 37,8 33,7 29,7 9,4 8,8 6,9 7,8 11,9 10,8 8,0 10,5 4,8 5,3 5,1 4,5 8,7 7,8 9,0 7,4 8,8 8,3 8,1 6,9 7,4 8,7 8,3 7,5 7,0 8,1 7,8 1,1 1,5 1,2 1,3 1,3 1,1 1,7 1,5 1,6 1,0 1,2 1,3 1,0 0,9 0,9 0,9 1,1 1,5 1,6 1,4 1,5 1,4 1,1 1,7 1,7 1,2 1,2 0,9 Média 31,8 DP 6,6 DP = desvio padrão, 7,9 1,7 1,3 0,3 78 A31: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos da prole do grupo dieta hipossódica (HO) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 128 125 125 126 132 136 132 120 116 112 134 140 142 140 126 138 136 126 130 124 124 128 134 136 134 122 107 116 136 142 138 138 124 138 136 126 132 125 128 132 128 140 132 122 118 116 132 138 144 134 126 140 134 128 134 125 132 135 134 140 130 124 114 114 138 140 144 138 124 142 134 124 134 126 135 137 136 142 136 126 120 116 140 144 146 146 128 146 136 128 Média DP 130 8,5 130 9,0 131 7,5 131 8,9 135 9,0 Animais DP = desvio padrão. 79 A32: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos da prole do grupo dieta normossódica (NR) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 132 125 140 126 130 134 118 140 140 134 134 136 132 138 124 120 138 126 132 126 118 136 128 132 128 120 134 124 138 138 132 132 136 134 140 124 120 142 122 134 128 124 134 132 135 124 128 134 124 136 142 132 128 134 134 136 124 120 138 126 132 125 122 136 128 132 126 126 126 128 126 142 136 128 134 136 134 124 120 136 128 136 128 124 149 137 147 128 137 140 120 144 140 138 136 138 138 136 126 122 140 130 134 127 122 Média DP 131 7,1 131 6,6 130 5,9 130 5,5 135 8,1 Animais DP = desvio padrão. 80 A33: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos da prole do grupo dieta hipersódica (HR) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 128 130 136 144 142 134 126 138 132 126 130 142 140 140 134 124 140 128 128 134 142 142 140 138 130 140 128 130 132 144 148 144 142 126 146 130 126 134 146 152 146 140 124 150 126 Média DP 134 6,1 134 7,0 136 5,9 138 8,4 138 11,0 Animais DP = desvio padrão. A34: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas da prole do grupo dieta hipersódica (HR) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 140 132 132 134 136 132 124 138 134 136 136 124 130 124 136 136 134 136 124 132 126 138 132 132 138 130 134 128 140 140 142 136 126 128 126 Média DP 133 4,9 132 5,8 132 5,0 133 3,8 134 7,1 Animais DP = desvio padrão. 81 A35: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas da prole do grupo dieta hipossódica (HO) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 124 128 124 114 130 124 126 128 124 136 128 136 130 134 124 136 132 132 138 130 122 129 122 112 126 124 126 135 125 139 127 134 136 134 124 138 128 132 136 128 128 130 122 116 128 126 128 132 124 132 128 Média DP 127 5,7 127 7,2 Animais DP = desvio padrão. 82 135 136 123 122 134 130 128 128 122 138 128 134 138 132 134 135 120 118 130 130 132 136 128 130 127 134 128 132 120 142 130 132 140 130 127 4,5 129 5,4 130 5,2 136 126 130 129 125 134 126 140 134 136 140 132 A36: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas da prole do grupo dieta normossódica (NR) entre a 8a e a 12a semana de idade. 8a semana 9a semana 10a semana 11a semana 12a semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 126 126 122 134 124 136 120 140 128 120 136 132 134 128 126 128 134 134 142 124 124 124 140 128 118 134 122 132 134 122 128 126 136 134 130 118 124 120 126 130 120 132 124 128 132 126 128 136 134 138 Média DP 130 6,4 128 6,4 128 5,6 Animais 126 124 134 120 DP = desvio padrão. 83 126 124 122 134 128 138 120 136 130 120 134 130 128 126 128 132 134 138 126 126 124 136 138 140 122 144 132 122 136 126 128 130 128 128 138 136 140 129 5,7 132 6,7 A37: Pressão arterial direta (mmHg) (24h p/ recuperação) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 129 100 125 110 110 120 135 125 112 125 110 125 113 110 130 110 105 100 110 125 125 100 115 112 135 115 108 125 127 135 128 113 117,8 8,2 117,4 11,4 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Média 118,7 DP 12,1 DP = desvio padrão. 84 A38: Pressão arterial direta (mmHg) (24h p/ recuperação) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 120 120 115 90 120 132 125 90 105 128 110 90 128 108 125 118 85 110 90 115 110 100 100 105 110 118 125 113 110,8 15,8 108,7 9,6 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Média 114,0 DP 15,6 DP = desvio padrão. A39: Fluxo sangüíneo renal (mL/min/100g) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 5,7 5,0 4,4 5,0 6,3 5,5 5,1 5,0 4,3 4,1 5,3 5,4 5,3 5,5 5,4 4,0 6,5 6,3 5,8 5,9 5,3 4,7 Média 5,2 DP 0,6 DP = desvio padrão. 5,0 0,6 5,5 0,9 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 85 A40: Fluxo sangüíneo renal (mL/min/100g) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 3,7 3,9 5,3 5,7 5,0 5,0 5,0 5,2 3,6 5,7 5,4 5,7 6,6 4,7 5,6 5,6 6,7 3,5 3,8 4,5 5,9 4,7 Média 4,9 DP 0,7 DP = desvio padrão. 5,3 0,9 5,0 1,2 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 A41: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos do grupo dieta hipossódica (HO), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 122 112 116 123 140 128 118 136 144 158 158 130 128 131 132 140 134 138 132 136 142 137 152 154 146 130 136 148 133 130 14,8 19,6 19,0 7,3 -2,9 10,9 16,1 11,8 6,9 -7,6 -17,7 4,6 15,6 1,5 -1,2 Média DP 132,3 13,4 139,2 7,7 6,6 10,6 Animais DP = desvio padrão. 86 A42: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos do grupo dieta normossódica (NR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 158 140 136 139 131 134 134 128 127 118 120 130 149 140 138 172 130 122 130 128 134 136 144 135 -5,7 0,0 1,5 23,7 -0,8 -9,0 -3,0 0,0 5,5 15,3 20,0 3,9 138,2 12,9 4,3 10,2 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Média 132,9 DP 10,4 DP = desvio padrão. A43: Pressão arterial caudal (mmHg) dos machos do grupo dieta hipersódica (HR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 138 124 138 148 144 134 142 136 144 144 140 155 148 136 136 124 138 140 4,4 12,9 12,3 0,0 -5,6 1,5 -12,7 1,5 -2,8 140,1 8,6 1,3 8,1 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Média 138,7 DP 7,1 DP = desvio padrão. 87 A44: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas do grupo dieta hipossódica (HO), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 140 123 126 130 127 138 134 127 144 134 138 125 132 141 127 127 130 129 132 142 142 145 136 142 140 158 0,7 3,3 0,8 0,0 1,6 -4,3 6,0 11,8 0,7 1,5 2,9 12,0 19,7 137,8 8,8 4,4 6,5 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Média 131,8 DP 6,4 DP = desvio padrão. A45: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas do grupo dieta normossódica (NR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 128 121 125 140 112 124 119 120 120 118 118 130 129 126 142 130 140 132 134 138 120 128 1,6 6,6 0,8 1,4 16,1 12,9 10,9 11,7 15,0 1,7 8,5 131,7 6,5 7,9 5,8 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Média 122,3 DP 7,2 DP = desvio padrão. 88 A46: Pressão arterial caudal (mmHg) das fêmeas do grupo dieta hipersódica (HR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper ∆ % (hipo – hiper) 142 138 122 144 126 142 130 147 142 136 148 122 128 120 3,5 2,9 11,5 2,8 -3,2 -9,9 -7,7 134,7 11,6 0,0 7,4 Animais 1 2 3 4 5 6 7 Média 134,9 DP 8,8 DP = desvio padrão. A47: Atividade de renina plasmática (ng/mL/h) do grupo dieta hipossódica (HO), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper 4,0 10,6 16,9 9,0 5,4 6,1 1,0 0,3 1,0 2,8 7,7 3,8 3,9 8,7 4,7 2,9 2,5 Animais 1 2 3 4 5 6 7 Média DP DP = desvio padrão. 89 A48: Atividade de renina plasmática (ng/mL/h) do grupo dieta normossódica (NR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper 1,7 5,1 5,5 3,3 2,2 4,7 0,1 1,2 1,1 0,9 0,3 1,0 3,8 1,6 0,8 0,4 Animais 1 2 3 4 5 6 Média DP DP = desvio padrão. A49: Atividade da renina plasmática (ng/mL/h) do grupo dieta hipersódica (HR), medida durante o teste de sensibilidade ao sal. 7o dia em dieta hipo 7o dia em dieta hiper 7,0 7,5 4,8 7,3 1,1 6,8 2,9 8,4 10,1 5,1 7,6 3,4 1,5 4,5 5,7 2,5 5,4 3,0 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 Média DP DP = desvio padrão. 90 A50: Pressão arterial direta (4-6 dias p/ recuperação) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 116 132 114 137 108 119 121 129 139 139 122 116 126 134 129 127 126 122 150 117 124 127,9 7,7 128,3 12,9 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Média 122,0 DP 12,3 DP = desvio padrão. A51: Pressão arterial direta (4-6 dias p/ recuperação) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 118 119 114 108 104 142 120 143 124 128 121 107 97 100 121 112 111 118 113 125 120,7 15,5 116,2 5,9 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média 112,8 DP 6,6 DP = desvio padrão. 91 A52: Massa renal esquerda (g/100g) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,34 0,36 0,37 0,30 0,32 0,37 0,34 0,36 0,31 0,32 0,30 0,30 0,26 0,29 0,27 0,43 0,51 0,50 0,28 0,31 0,34 0,40 0,40 0,34 0,38 0,36 0,37 0,35 0,36 0,31 0,33 0,37 0,36 0,33 0,32 0,29 0,32 0,29 0,30 0,29 0,30 0,31 0,36 0,36 0,35 0,40 0,33 0,35 0,32 0,32 0,33 0,35 0,32 0,32 0,35 0,39 0,27 0,30 0,29 0,30 0,30 0,27 0,31 Média 0,34 DP 0,07 DP = desvio padrão. 0,34 0,04 0,33 0,03 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 92 A53: Massa renal esquerda (g/100g) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,37 0,35 0,37 0,35 0,36 0,34 0,41 0,42 0,38 0,33 0,36 0,29 0,33 0,29 0,32 0,35 0,42 0,35 0,38 0,33 0,34 0,33 0,34 0,37 0,42 0,38 0,30 0,34 0,35 0,30 0,29 0,31 0,37 0,46 0,40 0,39 0,38 0,34 0,38 0,34 0,35 0,34 0,32 0,39 0,35 0,31 0,35 0,32 0,34 0,36 0,23 0,26 0,36 0,22 Média 0,35 DP 0,04 DP = desvio padrão. 0,35 0,04 0,34 0,05 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 93 A54: Massa ventricular esquerda (g/100g) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,18 0,18 0,19 0,20 0,21 0,19 0,19 0,17 0,18 0,19 0,17 0,18 0,20 0,19 0,17 0,15 0,17 0,17 0,19 0,21 0,22 0,21 0,19 0,17 0,23 0,19 0,18 0,16 0,15 0,21 0,16 0,16 0,17 0,16 0,17 0,17 0,16 0,16 0,15 0,16 0,16 0,17 0,21 0,21 0,21 0,18 0,18 0,17 0,18 0,20 0,22 0,17 0,18 0,17 0,18 0,16 0,18 Média 0,18 DP 0,01 DP = desvio padrão. 0,18 0,02 0,19 0,02 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 94 A55: Massa ventricular esquerda (g/100g) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,22 0,23 0,19 0,20 0,23 0,23 0,22 0,22 0,22 0,22 0,20 0,19 0,18 0,20 0,17 0,17 0,20 0,18 0,21 0,20 0,24 0,22 0,21 0,20 0,21 0,19 0,19 0,16 0,15 0,16 0,17 0,16 0,17 0,19 0,18 0,19 0,20 0,18 0,23 0,18 0,20 0,21 0,19 0,21 0,23 0,21 0,17 0,17 0,16 0,16 Média 0,21 DP 0,02 DP = desvio padrão. 0,19 0,03 0,19 0,02 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 95 3 A56: Densidade glomerular (glomérulos/mm ) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 132,7 158,6 131,6 106,5 158,1 114,2 141,0 166,4 146,0 140,2 145,5 127,2 170,4 163,2 137,8 180,0 171,1 162,1 169,1 162,2 153,6 176,1 141,6 142,8 164,6 145,7 Média 138,6 DP 21,6 DP = desvio padrão. 154,4 17,3 157,0 13,0 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 A57: Densidade glomerular (glomérulos/mm ) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 152,9 210,1 191,5 217,0 205,8 193,4 200,6 177,6 184,1 188,2 170,8 170,9 193,6 174,8 189,0 149,1 168,7 207,1 176,0 194,7 Média 195,9 DP 21,0 DP = desvio padrão. 181,1 8,8 179,1 22,6 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 96 A58: Diâmetro glomerular (mm) dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,110 0,111 0,118 0,120 0,109 0,123 0,112 0,108 0,112 0,110 0,112 0,114 0,108 0,113 0,114 0,111 0,113 0,116 0,109 0,113 0,109 0,104 0,115 0,117 0,110 0,108 Média 0,114 DP 0,006 DP = desvio padrão. 0,112 0,002 0,111 0,004 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A59: Diâmetro glomerular (mm) das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 0,112 0,109 0,109 0,104 0,100 0,104 0,099 0,107 0,109 0,107 0,105 0,104 0,105 0,110 0,107 0,107 0,111 0,107 0,108 0,102 Média 0,105 DP 0,005 DP = desvio padrão. 0,107 0,002 0,107 0,003 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 97 A60: Número de glomérulos positivos (%) para angiotensina II dos machos da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 2,60 5,30 20,93 12,50 19,55 13,87 24,43 16,33 7,41 17,60 34,26 11,11 11,29 7,76 26,88 25,29 13,22 17,70 29,57 31,08 32,37 Média 12,46 DP 7,38 DP = desvio padrão. 16,27 9,21 25,16 7,16 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 A61: Número de glomérulos positivos (%) para angiotensina II das fêmeas da prole dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 15,79 16,99 10,96 12,33 10,26 17,82 23,74 22,86 15,83 25,64 21,95 13,56 34,07 24,28 14,18 17,91 38,82 20,77 26,97 21,71 36,88 Média 16,34 DP 7,44 DP = desvio padrão. 21,36 5,10 27,17 8,79 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 98 A62: Consumo de ração (g) do desmame até a fecundação dos grupos dieta hipossódica (HO), dieta normossódica (NR) e dieta hipersódica (HR). HO NR HR 681,50 537,50 627,00 546,00 561,00 542,00 718,00 492,50 691,0 537,0 615,0 531,5 552,0 541,0 675,5 495,0 748,50 633,00 691,50 553,00 576,00 565,50 709,00 521,50 Média 588,2 DP 78,8 DP = desvio padrão. 579,8 72,1 624,8 83,4 Animais 1 2 3 4 5 6 7 8 99 ARTIGO SUBMETIDO PARA PUBLICAÇÃO 100 Title: Perinatal salt overload leads to a lower weight gain, higher blood pressure and changes in the function of the renin-angiotensin system. Authors: Alexandre Alves da Silva, Irene de L. Noronha, Ivone B. de Oliveira, Denise M. C. Malheiros, Joel C. Heimann Former studies that evaluated the association between a high salt environment during the perinatal period and the adult offspring health conditions disclosed conflicting results. In the present study, female Wistar rats received a low (LSD-0.15% NaCl, n=8), normal (NSD-1.30%, n=9) or high (HSD-8.00%, n=8) salt diet. Mating occurred on the 12th week of age. After weaning, the offspring received NSD. Weekly tail-cuff blood pressure (tcBP) and body weight measurements were performed during pregnancy and in the offspring. Salt sensitivity (SENS) of the BP was evaluated and plasma renin activity (PRA) determinations were performed in the 12-week-old offspring. Immunohistochemistry for angiotensin II was also performed in the kidneys of the offspring. During pregnancy, tcBP was higher (p<0.0001) on HSD. Lower body weight (p<0.001), higher tcBP (<0.0001), lower SENS (<0.05), and increased kidney angiotensin II content were observed in the offspring of HSD dams. In conclusion, salt overload during pregnancy and/or lactation has long-term effects on body weight and blood pressure of the offspring. It seems also that high salt diet during the perinatal period might induce functional changes of the renin-angiotensin system of the offspring. Key words: Diet, pregnancy, offspring, sodium 101 Introduction During the last twenty years, several studies have shown that the perinatal environment might influence the adult health status. Undernourishment (14, 2), high salt intake (6, 22), obesity (10), and low birth weight (18) are some of the maternal and offspring conditions that were evaluated. Among the offspring conditions, the low birth weight is the most frequently studied (9, 13, 18). The few studies that evaluated the degree of salt consumption during pregnancy and/or early life and its effects on adult blood pressure disclosed conflicting results. Di Nicolantonio and co-workers (21, 22) showed that hypertension exacerbation was present in adult SHR born from mothers that were fed with a high salt diet during pregnancy. In these studies, an attenuated natriuretic response to an acute salt overload was observed. Similar results were obtained by Hazon et al. (14) in Brattleboro rats without diabetes insipidus and by Contreras (6) in Sprague-Dawley rats. In a study in humans performed in The Netherlands, it was shown that children who received a low salt diet during the first 6 months of age, have lower BP compared to the control group (16), and, interestingly, fifteen years later, this difference was still apparent (12). In a study using Dahl salt-sensitive rats no effect was shown in response to changes in the degree of maternal sodium chloride intake on the offspring's blood pressure (7). The present study was undertaken in order to better understand the influence of salt overload or restriction during pregnancy and lactation on the weight gain, blood pressure and renin-angiotensin system function of adult offspring Wistar rats. 102 Methods Animals: all experiments reported herein were approved by the Committee on Ethics of the School of Medicine of the University of São Paulo, Brazil. From the day of weaning, female Wistar rats received low (LSD - 0.15% NaCl, n=8), normal (NSD - 1.30%, n=9), or high (HSD - 8.00%, n=8) salt diet (Harlan Teklad, Madison-WI/USA) and tap water. In a previous study from our laboratory, increased weight gain was observed in male Wistar rats on low compared to HSD (24). Therefore, in the present study, the amount of diet offered to the groups was adjusted in order to provide similar weight gain. The animals were kept in individual cages in a controlled temperature environment (25ºC), with light on/off cycling (lights on at 6 AM). In 11week-old animals, blood samples were taken by tail incision for triglyceride and cholesterol determinations. On completing 12 weeks of age, mating occurred by putting the female rats together with males fed with NSD. The male rats were kept with the females during three days. After birth, only 4 males and 4 females were maintained with each dam. The offspring were weaned 21 days after birth and all were fed with normal salt diet for the rest of the observational period. Experimental protocol: the dams weight was measured every day from weaning until fecundation and every week thereon until 7 days after pregnancy. Weekly measurements of the offspring weight were performed from birth until the 12th week of age. Tail-cuff blood pressure (tcBP) was measured by an oscilometric method (27) in conscious animals. An observer that was not aware to which group the animals belonged, performed the tcBP determinations. Weekly tcBP measurements in the dams 103 were performed from one week before until one week after pregnancy, and tcBP was measured every week from the 8th until the 12th week of age in the offspring. At the 12th week of age the offspring received HSD and LSD during one week each in random order, for determination of the salt sensitivity of the blood pressure. The salt sensitivity of the blood pressure was considered as the percentage change of the tail-cuff blood pressure from the end of the week on LSD to HSD. Blood samples for plasma renin activity (PRA) determination were obtained by a tail incision on the 7th day of each diet. Renal blood flow was measured under anesthesia (thionembutal - 50mg/kg i.p.) with an ultrasonic flowmeter (T106, Transonic System Inc., Bethesda, USA). Afterwards, the left kidney was excised and prepared for angiotensin II immunohistochemistry and for histological analysis. Analytic methods: Triglyceride and cholesterol were measured with a commercial enzymatic kit (Merck Diagnostic, Germany) and PRA was measured with a commercial radioimmunoassay kit (CIS Bio International, France). Angiotensin II immunohistochemistry was performed as previously described (11). Briefly, the left kidneys were rapidly removed and fixed. The fixed kidneys were dehydrated in ethanol and xylene and embedded in paraffin. Longitudinal/coronal sections (5 µm) were cut and placed on glass slides. The paraffin embedded sections were deparaffinized by heating the sections at 60oC during 30 minutes, followed by immersion in xylene during three periods of nine minutes each. Afterwards, the tissues sections were rehydrated with ethanol 100%, for two periods of five minutes, followed by treatment with ethanol 96% for 2 periods of 3 minutes. In order to identify 104 angiotensin II in the kidney tissue, a polyclonal rabbit antibody (Penninsula, CA, USA) was used, and the method of the streptavidin/biotin-alkaline phosphatase was employed. A blinded observer performed the quantification of positive areas for angiotensin II. Only angiotensin II in the afferent arterioles was considered for analysis. The quantification of angiotensin in the kidney was expressed as the percentage of positive glomeruli for angiotensin II. For each section, a mean of 30 fields was examined, each corresponding to an area of 0.13 mm2. Additional tissues sections were stained with PAS for histological evaluation. Statistical analyses: all values are expressed as the mean and SD except for mean and SEM used in figure 2. For comparison of three or more means, one-way or two-way analyses of variance was considered as appropriate. An α error less than 0.05 was considered as significant. Results Dams before pregnancy: in accordance with the adjusted diet offer, no weight differences were observed during the period between weaning and mating among the three groups (weight on the 12th week of age: LSD - 209±13, NSD - 217±19, HSD 212±13 g). Cholesterol levels were lower in the HSD group - 45±7.9 mg/dL (n=4) compared to LSD - 66±8.3 mg/dL (n=5) and NSD - 63±14.3 mg/dL (n=5) (p<0.05). No difference was observed in the serum triglyceride levels: LSD - 56±6.7 (n=5), NSD 53±6.5 (n=5), and HSD - 50±9.2 (n=4) mg/dL. 105 Dams during pregnancy: body weight increased during pregnancy with no difference (p>0.05) between the groups (body weight at the 3rd week of gestation: LSD 363±14, NSD - 375±27, and HSD - 360±13 g). Hematocrit decreased (p<0.05) from the second week on, achieving the lowest values at the 3rd week of gestation, in the three dietary groups. One week after delivery, hematocrit was not different from the values observed before pregnancy. Blood pressure decreased during pregnancy in the three groups, but in the HSD group, blood pressure levels were always higher (p<0.0001) than in the other two groups – table 1. Offspring: No differences (p>0.05) were observed in the litter size (LSD – 12.4±1.3, NSD – 12.8±1.7, and HSD – 12.1±2.2) and birth weight (LSD – 5.4±0.3 g, NSD – 5.5±0.3 g, and HSD – 5.5±0.4 g). A lower (p<0.0001) weight gain was observed from birth until the 12th week of age in the offspring from the high salt dams (HSDoff), both in males and in females – figure 1. The weight gain rates of the male and female HSDoff from the day of birth until weaning was lower (p<0.001) than in the other two groups. An opposite result was observed between the 4th and the 6th week of age (p<0.001), and no differences were present between the 7th and the 12th week of age – table 2. Tail-cuff blood pressure was higher in male (p=0.0003) and female (p<0.0001) HSDoff than in the other two groups from the 8th until the 12th week of age– figure 2. However, tcBP was not different between groups when analyzed only at the 12th week of age [males: LSDoff - 135±9 (n=18), NSDoff - 135±8 (n=21), HSDoff - 138±11 mmHg (n=9); females: LSD - 130±5 (n=18), NSD - 132±7 (n=19), HSD - 134±7 mmHg (n=7)]. 106 The degree of sodium intake during pregnancy and lactation apparently did not affect (p>0.05) the renal blood flow of the offspring: [males: LSDoff - 5.2±0.6 (n=8), NSDoff - 5.0±0.6 (n=7), HSDoff - 5.1±1.2 (n=7) ml.min-1.100g-1; females: LSDoff 4.9±0.7 (n=8), NSDoff - 5.3±0.9 (n=7), HSDoff - 5.0±1.2 (n=7) ml.min-1.100g-1]. Salt sensitivity of the blood pressure was lower in HSDoff, both in males and in females. However, in the male offspring the differences in salt sensitivity between groups did not reach statistical significance [male: LSDoff - 6.6±10.6, NSDoff 4.4±10.2, HSDoff - 1.3±8.1% (p>0.05); females: LSDoff - 4.3±6.5, NSDoff - 8.0±5.9, HSDoff - 0.0±7.4% (p<0.05 HSDoff vs. NSDoff)]. PRA measured during the salt sensitivity test is shown in figure 3 – panel A. PRA decreased, as expected, with salt overload in the LSDoff and NSDoff (males plus females). Surprisingly, it did not occur in the HSDoff, where PRA was not modulated by the degree of salt intake. In figure 3 – panel B, the immunohistochemical studies showed that there is a higher (p<0.05) angiotensin II presence in the kidneys of the offspring from HSD dams compared to the other groups, both in males and in females. No histological structural abnormalities were observed in the kidneys from the three groups. Discussion The present study showed that adult offspring of dams submitted to high salt diet during pregnancy and lactation have higher blood pressure, lower body weight, and in females, a lower salt sensitivity of blood pressure. These results indicate that salt overload during pregnancy and lactation has long-term effects. In addition, a higher presence of angiotensin II in the kidney tissue and an absence of modulation of the 107 renin-angiotensin system by changes in salt intake was also detected. The difference between the blood pressure of the offspring from the salt overloaded dams and the other two groups is only a few mmHg. However, it is known that a small decrease of blood pressure in a population is possibly associated with a significantly lower incidence of cardiovascular events (26). Studies from other laboratories disclosed conflicting results, with some showing higher blood pressure in the offspring of dams on high salt diet (5) and some showing no effect at all (20). One possible explanation for these opposite results might be the degree of salt overload offered during gestation, and the duration of that intervention. In the present study, dams were fed high, normal, or low salt diet from weaning. There is no reason to believe that the control of the diet offered to the LSD and NSD groups until mating could have some deleterious effect on the dams development. The difference in the body weight of the offspring from salt overload dams compared to the other groups cannot be explained by differences in the weight at birth. We believe that the lactation period, where the difference becomes apparent, is the most important one. Although the degree of salt intake does not alter the sodium content of the milk (1), the amount of milk given to the offspring or another substance present in the milk could influence the offspring development. Important functional alterations of the renin-angiotensin system were observed in the offspring that were salt supplemented during the perinatal period. First, a period of salt restriction in the adult offspring induced a normal response of the renin-angiotensin system in the groups from the low and normal salt dams, with an expected increase in plasma renin activity. However, in the group from the high salt dams, plasma renin activity did not change between the weeks of salt overload and restriction. Second, a 108 higher presence of angiotensin II was verified in the kidneys from the offspring of the high salt dams. It is highly suspicious that these alterations in the renin-angiotensin system are due to kidney anatomical and/or functional changes induced during early life by the high salt environment. To elucidate the mechanisms of these alterations, additional studies are needed. However, it is conceivable that hormonal, neural, metabolic, and/or hemodynamic factors in the dams may be responsible for the effects of salt overload during the perinatal period on the adult offspring. Besides the higher blood pressure during pregnancy and the decreased cholesterol levels observed before pregnancy in the high salt dams reported here, other studies have shown that the sympathetic nervous system (8), the renin-angiotensin system (8), insulin sensitivity (19, 24), plasma lipids (3, 25), the L-arginine nitric oxide pathway activity (4), etc. can be influenced by the degree of salt intake. One or more of these factors may influence kidney development during intra-uterine or early life period with consequences on the function of the renal renin-angiotensin system. In addition, all the components of the renin-angiotensin system are expressed in the developing kidney (15) and the actions and the distribution of the AT1 and AT2 angiotensin II receptor subtypes are very important in renal morphogenesis (23). It is conceivable that stimulation or inhibition of the maternal renin-angiotensin system in response to changes in salt intake during pregnancy and suckling periods may affect this system in the developing kidneys leading to a permanent altered renal renin-angiotensin system function of the offspring. Additional studies are needed to confirm or not this hypothesis. Therefore, the observed alterations in salt sensitivity of the blood pressure and the higher blood pressure levels in the offspring of salt overloaded dams can be a consequence of disturbances in the pressure-natriureses mechanism induced by an inadequate function of the renal renin- 109 angiotensin system. An additional possible explanation for the lower SENS in the offspring of the HSD dams may be that this is a homeostatic response to salt overload. Lower SENS can be a protective mechanism to prevent increases in blood pressure in the presence of high salt intake. Again, additional studies are needed to confirm or not this hypothesis. In summary, adult offspring from dams that received a high salt diet during pregnancy and lactation have higher blood pressure levels, decreased salt sensitivity of the blood pressure, and lower body weight. 110 Acknowledgements The Authors are grateful for the technical assistance of Luciana Faria de Carvalho, who was responsible for the preparations of the kidneys for histological evaluation. 111 References 1. Azar S, Kabat V, Bingham C. Environmental factor(s) during suckling exert longterm effects upon blood pressure and body weight in spontaneously hypertensive and normotensive rats. J Hypertens 9: 309-327, 1991. 2. Barker DJP. 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Tail-cuff blood pressure (tcBP) in male (panel A) and female (panel B) offspring of dams submitted to chronic low-LSD ( ( ), normal-NSD ( ), or high-HSD ) salt diet. Two-way anova: diet factor – p=0.0003 (males), p<0.0001 (females); time factor – p=0.059 (males), p=0.1764 (females). Number of animals: males – LSD=18, NSD=21, HSD=9; females - LSD=20, NSD=18, HSD=7. Figure 3. Panel A: plasma renin activity in offspring of dams submitted to low (LSD – n=5), normal (NSD – n=4) or high (HSD – n=6) salt diet, after one week on salt restriction (open bars) and salt overload (closed bars) – * p<0.05 vs. salt restriction. Panel B: positive glomeruli for immunohistochemistry for angiotensin II. Number of animals: males – LSD=6, NSD=8, HSD=7; females - LSD=8, NSD=7, HSD=6. 116 Table 1: Maternal tail-cuff blood pressure before, during and after pregnancy (mmHg). LSD (8) NSD (9) HSD (8) * Week prior to mating 123 ± 7 125 ± 2 129 ± 5 1st week of gestation 119 ± 5 122 ± 3 127 ± 9 2nd week of gestation 117 ± 5 117 ± 8 122 ± 7 3rd week of gestation 112 ± 7 113 ± 4 120 ± 7 Week after delivery 117 ± 3 120 ± 4 128 ± 5 Data given as mean ± SD. Number of dams between parenthesis. LSD, NSD, and HSD: dams submitted to low, normal, and high salt diet, respectively. * p<0.0001 (two-way ANOVA - treatment effect) vs. LSD and NSD 117 Table 2: percentage daily weight increase of the offspring of dams submitted to chronic low, normal, or high salt diet. Age (weeks) LSDoff (26) NSDoff (29) HSDoff (32) 0–3 40.0 ± 4.9 39.2 ± 5.1 30.0 ± 5.1 * 4–6 7.7 ± 1.2 7.3 ± 1.0 9.4 ± 2.1 * 7 – 12 2.0 ± 0.3 2.0 ± 0.5 1.9 ± 0.4 0–3 40.8 ± 6.9 40.0 ± 6.8 31.8 ± 6.6 * 4–6 6.0 ± 1.5 6.1 ± 1.6 7.9 ± 1.7 * 7 – 12 1.4 ± 0.4 1.3 ± 0.3 1.3 ± 0.3 Males Females Data given as mean ± SD. Number of animals between parenthesis. LSDoff, NSDoff, and HSDoff: offspring from dams submitted to low, normal, and high salt diet, respectively. * p<0.001 vs. LSDoff and NSDoff. 118 p<0.001 p<0.001 g (mean ± SD) 500 400 p<0.001 300 200 LSDm NSDm HSDm Male offspring LSDf NSDf Maternal diet 119 HSDf Female offspring A (me an±SEM) tcBP (mmHg) 145 140 135 130 125 7 8 9 10 11 12 11 12 Age (weeks) B (me an±SEM) tcBP (mmHg) 140 135 130 125 120 7 8 9 10 Age (weeks) 120 A mean ± SD PRA (ngAI.mL-1 .h-1 ) 15 10 * 5 * 0 LSD LSD NSD NSD HSD HSD Maternal diet B 40 (mean ± SD) % positivity p<0.05 p<0.05 p<0.05 30 20 10 0 LSD NSD HSD Male offspring LSD Maternal diet 121 NSD HSD Female offspring ABBREVIATIONS BP = Blood pressure HSD = High salt diet HSDoff = Offspring of dams on HSD LSD = Low salt diet LSDoff = Offspring of dams on LSD NSD = Normal salt diet NSDoff = Offspring of dams on NSD PRA = Plasma renin activity SD = Standard deviation SEM = Standard error of the mean SENS = Salt sensitivity of the blood pressure SHR = Spontaneously hypertensive rat tcBP = Tail-cuff blood pressure 122