QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO | Professor Romulo Bolivar
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INSTRUÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema
“QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
TEXTO 1
Qual é o significado de "Qualidade de vida no trabalho"?
Qualidade de vida no trabalho refere-se ao nível de felicidade ou insatisfação com a própria carreira. Diz-se que,
aqueles que gostam das suas carreiras, têm uma alta qualidade de vida no trabalho, enquanto aqueles que são infelizes
ou cujas necessidades não são preenchidas, de alguma forma, são considerados com uma baixa qualidade de vida no
trabalho.
Definição
A qualidade de vida é definida como o nível de prazer na vida de uma pessoa. Em geral, ela é baseada em vários
fatores. No mínimo, as necessidades básicas de uma pessoa devem ser atendidas para que elas tenham uma elevada
qualidade de vida - elas devem estar saudáveis, ter o suficiente para comer e um lugar para morar. Uma vez que essas
necessidades são atendidas, a qualidade de vida de uma pessoa é determinada pela sua própria personalidade, seus
desejos e seu nível de realização pessoal. Uma pessoa com uma elevada qualidade de vida tende a se sentir como se
todos os seus desejos e necessidades tivessem sido alcançados. Elas, normalmente, são felizes e em geral sentem-se
como se sua vida fosse boa. Uma pessoa sem qualidade de vida é deficiente em uma ou várias áreas básicas de sua vida.
Por exemplo, os doentes, aqueles que já não são capazes de cuidar de si mesmos ou fazer atividades que gostam por
causa de restrições físicas, mentais ou financeiras são, frequentemente, considerados com baixa qualidade de vida.
Aplicação ao local de trabalho
A qualidade de vida no trabalho está especificamente relacionada ao nível de felicidade que deriva da carreira
de uma pessoa. Cada pessoa tem necessidades diferentes quando se trata de suas carreiras e o nível da sua qualidade
de vida no trabalho é determinado pelo atendimento dessas necessidades. Enquanto algumas pessoas podem se
contentar com um simples emprego de salário mínimo, desde que ele ajude a pagar as contas, outras achariam tal
trabalho muito tedioso ou com muito trabalho braçal, tornando-o altamente insatisfatório. Assim, os requisitos para ter
uma alta "qualidade de vida no trabalho" variam de pessoa para pessoa. Independentemente de seus padrões, aqueles
com uma alta qualidade de vida no trabalho, geralmente, fazem o suficiente para viver confortavelmente, consideram o
seu trabalho interessante ou atraente e atingem um nível de satisfação pessoal ou o preenchimento dos trabalhos que
eles fazem. Em outras palavras, os funcionários que normalmente estão satisfeitos com o seu trabalho, dizem ter uma
alta qualidade de vida no trabalho, já aqueles que são infelizes ou insatisfeitos com o seu trabalho dizem ter uma baixa
qualidade de vida.
Requerimentos
Embora os requisitos para uma elevada qualidade de vida no trabalho variem de pessoa para pessoa, alguns
fatores são necessários para que todos possam ter uma alta qualidade de vida no trabalho. Esses fatores mínimos são o
equivalente à saúde, alimentação e abrigo para a qualidade de vida padrão, no entanto, eles são mais específicos para
carreiras ou empregos. Por exemplo, para ter uma elevada qualidade de vida no trabalho, uma pessoa tem de ser
respeitada. Colegas e funcionários de alto nível devem tratá-la de forma justa e educada. O trabalho não deve causar
qualquer desconforto físico ou angústia mental ao empregado. Ele deve sentir-se como se estivesse fazendo algo
agradável ou pelo menos não desagradável. O trabalhador deve sentir que o salário pago é suficiente para o trabalho
que ele está fazendo. Finalmente, ele deve se sentir valorizado ou apreciado, como se estivesse fazendo algo de
importância para a empresa.
Alcançando uma maior qualidade de vida no trabalho
Para alcançar uma alta qualidade de vida no trabalho, é essencial escolher uma atividade que atenda as suas
necessidades. Primeiro, você deve determinar quais são essas necessidades. Se você quer um trabalho que envolva a
sua mente e te desafie, é importante entender isso com antecedência, para que você possa conquistar as qualificações
que lhe permitirão obter tal cargo. É útil se você escolher um trabalho no qual você está interessado. Você precisa
considerar quais são os seus interesses e descobrir trabalhos que os atendam. Faça uma lista de coisas que você está
procurando em um emprego e fale com um conselheiro de carreira ou visite feiras profissionais para determinar quais
tarefas são mais propensas a atender a essas necessidades. Finalmente, preste atenção à sua interação com os
empregados existentes quando você vai para entrevistas, a forma como você é tratado por seu chefe e colegas de
trabalho terá um tremendo impacto sobre a qualidade de vida no trabalho. Você vai querer garantir que o ambiente do
negócio se encaixa ao seu próprio nível de conforto.
Lidando com uma baixa qualidade de vida no trabalho
Infelizmente, apesar dos seus esforços, algumas pessoas encontram-se com uma baixa qualidade de vida no
trabalho. Elas podem ser forçadas a aceitar um emprego que não gostam por conta de circunstâncias pessoais ou
financeiras, tais como a falta de opções, educação ou qualificações. Para aqueles com uma baixa qualidade de vida no
trabalho que não são capazes ou não querem mudar de emprego, é importante lidar com a situação de forma eficaz.
Funcionários insatisfeitos podem tentar melhorar sua qualidade de vida no trabalho, optando por focar os componentes
positivos dos seus trabalhos. Uma mudança de mentalidade para se concentrar nos benefícios, mesmo que eles sejam
mínimos, pode melhorar a qualidade de vida no trabalho. Os empregados insatisfeitos também podem explorar as
oportunidades para falar com seus colegas de trabalho e com a gerência, para eliminar os fatores que reduzem a
qualidade de sua vida no trabalho, caso seja possível, dependendo da situação do emprego.
(Disponível em: Acedido em: 18/2/2015)
TEXTO 2
O Estresse no Ambiente de Trabalho
O
estresse é considerado um dos maiores males da atualidade. Com o aumento da competitividade as empresas
têm que continuar mudando para se adaptar a novas tendências e não perder espaço no mercado e assim
cobram mais de seus funcionários. O tempo gasto no serviço também aumentou, profissionais em posições mais
altas chegam a gastar 65 horas por semana do seu tempo no trabalho. Essas situações em muito contribuem a um
aumento do estresse. Trata-se de uma doença e a pessoa afetada tem grandes chances de ficar convalescida e falecer
antes do tempo.
Já é de conhecimento popular que o estresse prejudica tanto o trabalhador quanto o seu empregador. Estima-se
que no Brasil 3,5% do PIB é perdido com custos relacionados ao estresse no trabalho, sendo que pesquisas indicam que
70% dos trabalhadores no país estão estressados e no resto do mundo os dados não é diferente. Mas da onde vêm
estes custos? E o que causa o estresse?
Os custos do Estresse
Os custos são estimados através das consequências do estresse para os indivíduos, para as empresas e até
mesmo para a sociedade. Pessoas com estresse podem sofrer de: hipertensão, gastrite, fadiga, distúrbios do sono,
depressão, síndrome do pânico, doenças cardiovasculares e muitas outras condições. Para a sociedade, o estresse cria
indivíduos com problemas de drogas, que abusam de álcool, que necessitam de mais cuidados com saúde, que se
alienam dos familiares e que se deprimem e não se sustentam.
Estes distúrbios reduzem a produtividade e refletem no trabalho, mas as implicações do estresse para as
empresas ainda englobam: DORT, LER, maior presenteísmo (queda da produtividade de quem trabalha) e absenteísmo,
menor produtividade de trabalhos em equipe, atrasos na entrega de projetos, perda de oportunidades, erros, acidentes
de trabalho, maiores custos com saúde, má gestão da empresa, ações trabalhistas e maior turnover.
O que o estresse faz no corpo
O estresse afeta as funções fisiológicas, é uma resposta do corpo a um agente estressor externo. Ao perceber
uma possível ameaça, o corpo reage liberando hormônios que tornam a reação a perigos mais rápida: a glicose, que
fornece energia para fugir/lugar, aumenta no sangue; a pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam bombeando
sangue aos músculos; o sistema imunológico diminui sua atuação pois fica em segundo plano; a digestão piora pois o
sangue se direciona a outros órgãos mais apropriados para reagir; as pupilas dilatam; etc.
O estresse é uma resposta evolucionária que, em poucas medidas, é benéfica. Em leves doses o estresse pode
ser positivo se levar a mudanças necessárias à vida do indivíduo e a melhoras no ambiente de trabalho. O problema é
que agora o agente estressor não é mais um urso que atacou a caverna, mas sim o chefe que grita, xinga e obriga que o
relatório de 232 páginas seja entregue no dia seguinte às 8 horas da manhã. O corpo não vê a diferença e, após um
período extenso preso nessa condição, acaba sofrendo as consequências do estresse prolongado.
As causas do Estresse Ocupacional
O estresse ocupacional acaba surgindo de uma desigualdade entre as demandas existentes no trabalho e a
habilidade ou possibilidade do trabalhador em enfrentá-las. As causas para o estresse no ambiente de trabalho podem
ser muitas:
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Inadequação do salário
Ambiente desagradável (barulhento, sujo,...)
Longas jornadas
Falta de autonomia
Conflitos com colegas e superiores
Monotonia
Insegurança
Má atribuição de responsabilidade
Gerenciamento inadequado
Falta de autonomia
A falta de prospecção de carreira, etc.
Essas causas podem ser classificadas em: relacionadas ao conteúdo do trabalho (trabalho monótono, não
importante, prazos curtos) e relacionadas ao contexto do trabalho (pagamentos, carreira, relações com colegas).
Como combater o estresse?
As ações de redução do estresse não são secretas. Melhores condições de ambiente de trabalho,
responsabilidades mais adequadas, maior liberdade para agir e até mesmo elogios pelo trabalho bem feito ajudam a
reduzir o estresse. Para o funcionário, saber que o que ele está fazendo será verificado, utilizado e fará alguma
diferença ajuda a aumentar a autoestima e reduzir o estresse. Fatores como a autoconfiança e não se sentir
constantemente pressionado contribuem para o bem-estar. Conversas com os funcionários sobre os problemas e
definição de responsabilidades diminuem as divergências entre as responsabilidades, demandas do mercado e as
capacidades dos funcionários. E, fora do ambiente de trabalho, o incentivo a hobbies também são muito importantes
por fornecerem distrações e darem a sensação de prazer.
Busca-se com tudo isso criar uma organização saudável. A chamada organização saudável não é aquela em que
todos os indivíduos têm saúde perfeita, mesmo porque tão situação é inalcançável. Uma organização saudável pode ser
descrita como uma que equilibra as necessidades de desejos de todos seusstakeholders: os acionistas, o os gerentes, os
funcionários, o governo e os consumidores. Não é para se focar somente nos funcionários, mas sim balancear para
esforços para encontrar um objetivo em comum entre todos. Desta maneira os resultados podem ser melhorados para
todos os grupos.
Referências:
WORLD HEALTH ORGANIZATION Stress at the workplace http://www.who.int/occupational_health/topics/stressatwp/en/
KENDALL, E. et al. Occupational Stress: Factors that Contribute to its Occurrence and Effective Management ago.
2000.http://www.mentalhealthpromotion.net/resources/occupational-stress-fractors-that-contribute-to-its-occurrence-and-effective-management.pdf
CIBERAT III: Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde Mental Saúde Mental do Trabalhadorhttp://www.uff.br/psienf/estresseworkshop.pdf
SILVA, J. F. C. Estresse Ocupacional e Suas Principais Consequências, fev. 2010. http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/k213171.pdf
MARINO, C. MORGATO, C. CARVALHO, G.Ter mais o que fazer Melhor: Gestão de Pessoas. Ed Segmento.http://www.revistamelhor.com.br/textos/273/artigo2238451.asp
U.S. DEPARTMENT OF LABOR BUREAU OF LABOR STATISTICS Issues in Labor Statistics set. 1999 http://www.bls.gov/opub/btn/archive/occupational-stress-pdf.pdf
CALDEIRA, A. Stress: problema seu, da sua empresa e de toda a sociedade. Revista Exame 24 Jun. 2012. http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalhopouco-stress/2012/06/24/stress-problema-seu-da-sua-empresa-e-de-toda-a-sociedade/
(Disponível em: http://www.vitalwork.com.br/index.aspx?secao=noticia/noticia=o_estresse_no_ambiente_de_trabalhoAcedido em: 18/2/2015)
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