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Ano 1 | Número 25 | Terça, 25 de agosto de 2015
A Tarde
Levy: governo tem compromisso de apoiar
iniciativas para melhorar competitividade
"Temos compromisso de apoiar essas iniciativas que melhorem a competitividade do
País. E o trabalho começa com políticas horizontais", afirmou o ministro
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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou nesta quarta-feira, 19, durante discurso no 34º Encontro
Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio, que melhorar a competitividade do País passa por promover
políticas horizontais, que não gerem benefícios pontuais a um ou outro setor. "Mais importante que uma
desoneração aqui, outra ali, é ter uma política macroeconômica favorável ao crescimento, à exportação",
disse. "Temos compromisso de apoiar essas iniciativas que melhorem a competitividade do País. E o trabalho
começa com políticas horizontais", afirmou o ministro.
Aproveitar a oportunidade dada pelo câmbio mais desvalorizado também faz parte dessa nova agenda, sem
"tentar segurar coisas que são da natureza". Segundo Levy, a distorção de preços gera uma pior alocação de
recursos. "A gente acaba gastando mais para fazer menos", disse.
Outro ponto importante para melhorar a competitividade do País, reforçou o ministro, é a tranquilidade no
aspecto fiscal. "Temos que ter condição e disposição de pagar o que é exigido pelo pacto social. Ao mesmo
tempo, não podemos sair com novas despesas. Essa é a base de uma economia que trabalha de forma
eficiente", disse Levy.
Políticas anticíclicas
Levy comentou que as políticas anticíclicas adotadas por diversos países para enfrentar o período pós-crise
são temporárias, e agora o Brasil deve se voltar para seus problemas estruturais e trabalhar para ser
competitivo. Segundo ele, um dos primeiros pontos desse novo momento da economia brasileira foi o ajuste
do câmbio.
"Este é o momento de o Brasil olhar os problemas estruturais, fundamentais, acertar as coisas que precisam
ser acertadas para ser realmente competitivo", disse Levy. "O governo fez isso desde o dia 1º, com política
monetária e câmbio realista. Na medida em que a gente teve os termos de troca ajustados, em parte por causa
do fim da política anticíclica na China, que derrubou os preços de commodities, o câmbio se ajustou, e o
governo fez o que deveria fazer, deixou o câmbio se ajustar."
Levy lembrou que, entre 2002 e 2003, quando o País enfrentou uma crise de confiança, a "casa foi colocada
em ordem porque havia perspectiva e otimismo com o futuro". Além disso, por conta do trabalho de
disciplina fiscal e de cuidado na gestão da economia, o governo pôde acompanhar os principais parceiros do
G-20 em políticas anticíclicas quando a crise mundial chegou. Evidentemente, uma política anticíclica é
temporária, e vimos nossos parceiros retirando isso. No fim do ano, a taxa de juros pode voltar a subir nos
Estados Unidos. Ao mesmo tempo, há certo esgotamento na política anticíclica da China, o boom de
investimentos se esgotou. A China está no momento de rebalanceamento da economia, e nosso momento não
é diferente", disse o ministro.
Proex
Após o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, fazer
críticas às mudanças no Reintegra e no Proex, Levy afirmou que as linhas de crédito do Proex nunca
estiveram em "bases tão sólidas como estão agora". Levy destacou ainda a ampliação da alavancagem do
Fundo Garantidor de Exportações (FGE), para "permitir maior número de negócios", entre as boas medidas
em prol do comércio exterior anunciadas pela equipe econômica.
Horas antes da chegada da chanceler da Alemanha ao País, Levy ainda destacou as ações do Ministério de
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) na abertura de mercado, firmando acordos com
México e iniciando negociações com Peru e Colômbia. "O encontro de Merkel com a presidente Dilma é
importante para avançar no livre comércio com a União Europeia", disse Levy, que deverá participar do
jantar de recepção à comitiva alemã hoje à noite.
Ajuste
O ministro voltou também a defender o ajuste fiscal. Segundo Levy, o ajuste é indispensável, "não vai nos
derrubar", e é preciso encontrar soluções que reduzam os custos da economia. "Temos de encontrar soluções
que reduzam os custos da economia, ter uma política fiscal que permita que o capital internacional venha aqui
e ajude a enfrentar os gargalos. A orientação macroeconômica não pode ficar ao sabor de conveniências de
um setor ou outro", afirmou Levy.
Segundo Levy, a agenda de reformas sugerida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
enfrenta alguns desses pontos, como o déficit da Previdência. Além disso, afirmou Levy, "precisamos pensar
em como melhorar contratação e operação de contratos de infraestrutura".
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