UNIVERSIDADE
.Jackeline
A RELA<;:Ao
TUlUTI
Matheus
DO PARANA
da Silva
PROFESSOR-ALUNO
NA EDUCA<;:AO
No<;:Ao DE LlMITES
CURITIBA
2006
CONSLJLTA
INTERNA
INFANTlL
E A
UNIVERSlDADE TUIUTI DO PARANA
Jackeline
Matheus
da Silva
A RELA<;:AO PROFESSOR-ALUNO NA E[}UCA<;:AOINFANTIL E A
NO<;:AO[}E LlMlTES
Tr~,b:tlhode ronc[us3o de Cuno ftpt'C!C'lIi"dQcomo Tt'quisilO
PlHci:1Ipara obtl'n9!1. do gnm de IicrncintuTII. em Pcda.&ogii1.
do CUf1Q de P('(bg.ogi:\ d:t Fnculdldc
de Cittnci1\S 1-lulll:tIl\\5.,
Letr'.1ScArtes. J:.'I lli\'cT'1id:tde Tuiuli do P~r!lnn..
Ork-nl.,oQfll: Prufe5lOro. NCYft' Corrl!-iil d:t Sil\>n
'URITIBA
2006
!_&)-_.,
_
Universidade Tuiuti do Parana
.
l'
FACULDADE DE CI~NClAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
Curso de Pedagogia
TERMO DE APROVAy\O
NOME DO ALUNO: JACKELINE MATHEUS DA SILVA
A re/ar;ao professor-a/uno
dtfimites
TITULO:
na educar;ao infanti/ e a nor;ao
TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO APROVADO COMO REQUISITO PARCIAL
PARA A OBTEN<;:AO DO GRAU DE LlCENCIADO EM PEDAGOGlA, DO CURSO DE
PEDAGOGIA, DA FACULDADE DE CI~NCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES, DA
e-AA~NA.
MEMBRO DA BANCA
DATA: 20/02/2006
MEDIA:
~3
_+
_
CURITIBA - PARANA
2005
AGRADECIMENTOS
Agrade90
aos meus pais pelo apoio financeiro
per guiar meu caminho
Neyre Correia
grande
durante
a realizayao
da Silva, que deu suporte
conquista
pessoal
e profissional.
a minha
e moral durante
deste trabalho
pesquisa
0 curso,
a Deus
e a minha orientadora,
e me ajudou
a alcanc;ar
essa
SUMARIO
RESUMO...........................................................................................................................
1. INTRODUCAO
2. PEDAGOG lA, EDUCACAO E CONCEPCOES
4
.
DA RELACAO PROFESSOR-
ALUNO
.
3 A INFANCIA E A EDUCACAO INFANTIL....................................................................
14
3.1. REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA EDUCAC;:AOINFANTIL....
17
4. CONSTRUCAO DE LlMITES NA RELACAO AO PROFESSOR
- ALUNO NA
EDUCACAO INFANTIL................................................................................................
20
4.1. CONCEITOS DE LlMITES E A SUA CONSTRUc;:Ao NA EDUCAc;:Ao
INFANTIL...
21
4.2. LlMITES, DISCIPLlNNlNDISCIPLlNA ...
24
4.3. DESENVOLVIMENTO MORAL...
26
5. CONSIDERACOES FINAIS.........................................................................................
29
REFERENCIAS.................................................................................................................
31
RESUMO
Este trabalho teve como objetivo realizar um estudo bibliografica para pesquisar
contribui,Oes sobre a relac;ilo professor-a Iuno e a no,ao de limites Educa,ao Infanti!.
Foi urn estudo realizado atraves de pesquisa te6rica, onde abordaram-se varios autores
e educadores a respeito do tema. Com a chegada da Escola Nova ao Brasil na decada
de 1930, e introduz-se urna nova concep9aO de educ8ga.O, com urna proposta mais
democratica, onde os alunos passam a ser 0 centro do processo de ensino. Assim,
alguns professores deram liberdade em excesso aos seus alunos, deixando de lado a
constru,ao de limites. Na decada de 1960
0
tecnicismo passa a dominar
0
cenario da
educagao brasileira, e a relaya.o-professor aluno continuou confusa na questao do
estabelecimento
de limites, adotando-se per vezes urna postura mais conservadora.
Abordou-se a Educagao Infantil que passa a ser garantida pele Estado como direito da
crianl'" a partir na constitui,ao de 1988, e com a promulga,ao da Lei de Diretrizes e
Bases (Lei 9394/96), garantindo urn ensino a crianya de 0 a 6 anos digno e formativo. e
os professores passam a S8 preparar melhor para educar os pequenos docentes. Surge
tambem 0 Referencial Curricular Nacional para Educac;ao Infantil com 0 intuito de
auxiliar as professores na formac;ao de futuros cidadaos com capacidade ativa perante
a sociedad8.
Fazem-se considerac;Oes sabre as conceitos de limites
luz da
compreensao
de alguns autores enfatizando-se
as perspectivas
de construc;8.o de
Iimites, principalmente a partir do desenvolvlmento e fortalecimento da moral na crianya.
Conclui-se que 0 tema
bastante complexo e que a rela~o professor-aluno
vern
sofrendo influencias significativas das correntes pedag6gicas, que alteram 0 significado
a
e
da construyao dos limites na Educa,ao Infanti!.
Palavras chaves: Educa,ao Infantil, Limites e Relac;ilo Professor-Aluno.
1 INTRODUf;AO
Urn dos grandes
Infantil,
e a questao
problemas
dos limites.
alunos, responsabilizando
maior,
efetiva
relac;ao
em
a
uma das quest6es
Dois marcos
Brasil na decada
introduzindo-se
professor,
importantes
podem
de 1930 quando
Junior (1991).
mudanyas
foi
ser garantida
a
nova
Lei
que introduziu
por lei como direito
de
Oiretrizes
melhor
a essa
Portanto,
dessas
transformayoes
aluno,
acerca
0 presente
da
relay80
trabalho
apresentou
professor-aluno
Existem
e
do seculo
de limites
0 conhecimento
e
e na concepyao
Bases
-
LOB
Infantil,
xx.
relaC;8o
Nova ao
educativo,
construido
pela escola
da Educa9ao
na
da Escola
do processo
programado
Eo professor
no senti do de preparar-se
a partir
no decorrer
centro
na Educayao
a obrigatoriedade
de todos.
0
na qual
do que 0 conteudo
como afirma Ghiraldelli
professor-aluno,
educandos.
com a chegada
aluno passa a ser
0
Outro marco que provocou
(BRASIL,1996),
e, em
atuaC;E1omais
uma
do que sejam "Ii mites"
aD estabelecimento
0 primeiro,
concepC;8o de educayao
era mais importante
"em" seus
concep98o
transfonma90es
ern relayaa
ser situados.
uma nova
da falta de Iimites de seus
surge.
de limites teve grandes
hist6ricos
- aluno
pelo aluno
sabre esse tema, a pr6pria
EducaC;8o
na
Par Dutro lado a familia
cobram da escola (e do professor),
que primeiramente
A concep9ao
principalmente
se queixam
"colocaC;8o" de limites e valores
varios questionamentos
professor
Os professores
a familia par essa ausencia.
a sociedade,
um ambito
de hoje nas escolas,
9394
e/ou pelo
da relayao
de
1996
que passou
teve que se adequar
a
a
nova lei
etapa educacional.
a seguinte
no que
na concepy8o
questao:
se diz
da relayao
Quais
respeito
a
professor-
sao as contribuiyoes
nOy8o
de
limites
na
Educa~ao
Infantil?
E
por
conseqO~ncia
leve
por
finalidade
realizar
urn estudo
bibliogn,fico na perspectiva de pesquisar teoricamente contribui90es sobre a rela<;ao
entre
0
professar-aluno
e a n09aO de limites na Educa~ao
InfantiL
Este trabalho basicamente orientou-se pela pesquisa bibliogn,fica, atraves da
consulta de livros, documentos
Escolhi
Educa980
esse
tema
oficiais e peri6dicos.
por fazer
Infantil, e por me deparar
~estabelecimento"
"educadores
M
,
de
limites
em
parte
do corpo
com situa90es
minha
docente
complexas
pratica
escola
de
no que se referem
ao
pedag6gica.
uma
Procurei
pesquisar
te6ricos e autores que pudessem auxiliar na constru9aO da concepc;ao de
lirnites, de forma a refletir sabre rninha a9:1o junto aos educandos
condizentes
de
com uma conceP9ao
No primeiro capitulo desenvolveu-se
curso de Pedagogia
e propor praticas mais
de limites "transformadora".
e sobre a chegada
uma contextualiza9a.o
da Escola
sobre a criayao do
Nova ao Brasil e como mudou a
concep9ao de educa980 a partir dela. A pratica pedag6gica do prolessor tornou-se mais
democratica
revelando
uma rela9ao professor-aluno
mais proximal. Apesar de a Escola
Nova trazer uma nova concep<;ao de educa980, na decada de 1960, volta ao cenario
brasileiro a tend~ncia tecnicista com uma rela~ao professor-aluno
mais severa do que a
anterior.
Ja
no segundo
capitulo fai abordada
importtincia e que por conseqO~ncia
a hist6ria da infancia,
gerou a necessidade
mostrando
a sua
da formay:'lo de institui90es
de Educa980 e de Eduea9ao Inlanti!. No Brasil a obrigatoriedade dessas institui90es
oeorreu por meio da LDB Lei nO 9394196 (BRASIL, 1998~ surgindo tambem 0
Referencial
Curricular
Nacional
para a Educa9ao
prolessores na sua pmtica pedag6giea.
Infantil, com
0
intuito de auxiliar os
o
terceiro
capitulo
apresentou
a concepc;ao
de limites definida
atraves
de
estudos de diversos autores, bern como a rela9aO desse tema com a questao da
disciplina e indisciplina
e a importtmcia
do desenvolvimento
moral na crianc;a como
forma de fortalecer a constru~o de limites.
Per fim teceram-se considera90es finais que alem de sintetizar os estudos
realizados, indicam as ccntribui90es do presente trabalho para a pratica da autora como
professora de Educa9ao Infantil.
2
PEDAGOGIA,
EDUCAC;:AO
PROFESSOR-ALU
Escola
CONCEPC;:OES
introduzem-se
as primeiras
no Brasil, as modelos de educayao
Nova
DA
RELAC;:AO
NO.
Neste capitulo
Pedagogia
E
e no Tecnicismo.
iniciativas
e a infiu';ncia
criac;a.o do curse de
para a
na tradi~o
JeslIitica,
destes
nas
no movimento
concep,oes
da
da
rela,ao
professor-alune.
Segundo
Aranha
no Brasil foi legalizada
(199B), a cria,ao
com base no decreto·lei
a formaC;ao de educadores
no ensina
misto, uma vez que reuniam
eduC8C;aO
e cientifico
adquirindo
urn valor
das
demanda
nO 19.851/1931.
faculdade
pr6prio,
ciEmcias
social
sustentado
de Filosofia,
Ci';ncias
Este decreto
No inicio as faculdades
a pesquisa e, par
a
correspondeu
processo
que,
e Letras
alavancou
eram de carater
areas de eduC8C;aO, ci€mcias e
conseguinte, contribuir para
puras.
A importtmcia
a partir
de
1930,
0
a
atribuida
intensificQlI-se,
pel a crenC;8 no desenvolvimento
da na~o
em
de industrializa<;ao.
o
curso de Pedagogia
do Decreto-Lei
regulamentou
de
cultural
superior.
em uma mesma
tetras a fim de promover
desenvolvimento
da Faculdade
forma9ao
licenciatura,
estruturou-se
nO 1 190 de 4 de abril de 1939.
seu funcionamento
do
educador:
generalista
e estrutura,
professor
versus especialista,
Esse inicio do curso de Pedagogia
a Faculdade
no Brasil,
de Filosofia,
Ci~ncias
segundo
Desde
0
Cambi
primeiro
estao presentes
especialista,
tecnico
em educac;ao
foi muito complexo
encontrara
bacharelado
versus
devido
no processo
atraves
Decreto-Lei
as dicotomias
versus
e Letras
(1999),
que
no campo
versus
professor.
a dificuldade
que
de estrutura<;:8o
universitiuia,
pois a tradic;ao dos outros cursos dificultava
a sua autonomia
intelectual
no senti do da formac;ao de um prestigio proprio.
Para Cambi (1999),
de Pedagogia,
de 1930.
vale ressaltar
considerando
Foi urn periodo
momentos
de
tensoes
0 contexto
suas relac;oes com
marcado
e
0
por diversas
conflitos
no qual ocorreu
reformas
provocados
a criagao
do curso
modele de Estado construido a partir
pelo
no pais.
processo
0 Brasil vivenciava
de
urbanizac;ao
e
industrializac;ao.
Aranha
(1996)
escolanovistas,
afirma
que uma dessas
reformas
superar
das teorias
a ideias "progressistas1".
as quais, na epoca, foram associadas
ideias buscavam
foi a implantagao
as limitac;oes da antiga tradic;ao pedagogica
Estas
jesuitica
e da
tradic;ao enciclopedica.
A tradigao
educac;ao centrada
pedag6gica
jesuitica
na catequese,
de que os alunos aprendessem
programados.
Era
uma
pratica
autonomia e os alunos tinham
direito a indagagoes
Ja
diversas
0
a essa
movimento
segundo
Bittar (2000),
rigorosamente
pedag6gica
0
uma
intuito
as Leis da Biblia alem de conteudos
severa.
dever de aprender
Os
professores
tinham
a que Ihes fossem repassados,
total
sem
pratica pedag6gica.
dos pioneiros2 defensores
posic;6es. Algumas
ambigOidade
0
tinha como objetivo,
onde castigos rigorosos eram comuns com
com postura
escolanovistas
conservadora
era composto
por
outras mais progressistas.
que, neste periodo, permeou as esferas economicas,
A
polltica e ideol6gica
1 Progressista:
Vamos
encontrar
aqui desde orientaryoes
voltadas
para uma transformaryao
na
personalidade
dos alunos num sentido liberttnio e aulogestionario,
ate uma perspectiva onde a escola e
chamada a cumprir urn papel de Iransmissao dos conhecimenlos
universais, buscando a transformaryao
social. A funry:ao da escola se articularia com a preparary:ao do atuno para 0 mundo adulto e suas
contradiryoes, fornecendo-lhe
um instrumental,
por meio da aquisiry:ao de conteudos e da socializary:ao,
f~~~~:~~rt~~~~~~~e~;g:n~~~~:~:~~;~~~:~~~t~Z~;:~I~~;
a proposta
da Escola Nova no Brasil.
pedag6gica
10
do pais, tambem
criayao
fez parte do cenario educacional.
do programa
de
Parte dos pioneiros
Assist~ncia Brasileiro-Americana
a
participou
Educac;a.o
da
Elementar
(PABAEE) que adotou uma postura mais rnarcadamente tecnicista'
Outra parte era cansiderada
"progressista",
a exemplo
de Anisio Teixeira,
que
foi urn dos grandes responsaveis pela reorganiza,80 de instru,80 publica da Bahia,
exigindo novas perspectivas
e mudanC;8s na eduC8yaO.
e
Sobre esse assunto, Aranha (1996) afirma que: "Dentre os escolanovistas
notavel a contribui980 do fil6sol0 Anisio Teixeira (1900-1971). De uma viagern aos EUA
volta entusiasmado
com
0
pensamento
de Dewey,
a ponto de se tarnar responsavel
pela dissemina980 das ideias pragmaticas no Brasil." (ARANHA,1996,p.198)
Ainda segundo Aranha (1996), apesar da vincula980 dos pioneiros como as
ideias
do escolanovismo,
postura
mais
conservadora
a ~nfase
voltou
deslocoLl-se
a dominar
para
0
0 ensina
profissional
centuio educacional
e LIma
brasileiro.
A
Pedagogia passou a ocupar-se dos aspectos tecnicos da educa,80.
Para Cambi (1999), a Escola Nova com sua postura progressista trouxe cara
nova
a Pedagogia
no pais e defendia como proposta uma eduC8C;aO critica e libertadora
para todos.
A Escola Nova tinha como principal caracteristica a defesa dos metodos
ativos, ou ~ja, deu ~nfase a Ilberdade da crianc;a, pensada como sujeito da
educayao, e na vinculacao de trabalhos manLJais ao aprendizado escolar;
n~o como ensino profissionalizanle, ma~ como meio de proporcionar ao
aluno situacyOesque prepaJ"ils.sempara a vida numa sociedade democril:lica
do Irabalho (SOARES, sid. pg. 338).
Tecnicista: Concebe-se uma escola modeladora de comportamento, com I!nfase em aspectos vollados
para a organizaya:o do processo de aquisiv:'Jode habilidades, atitudes e conhecimentos especificos, uteis
e necessarios para que os individuos se integrem ns maquina do sistema social global. Neue contexto, a
fun~ao da escola se orienta para produzir individuos competentes para a mercado de trabalho,
transmitindo eficientemente, informayOes precisas, objetivas e rapidas-.
1
II
Para Ghiraldelli Junior (1991), a Escola Nova tambem possibilitou um
desequilibrio
relay30
em
a educa~o
conservadora,
que
0
ocasionou
para
alguns
educadores a ado,8o de uma postura espontaneista.Tais educadores, com receio de
impor
uma pratica
educativa
pedag6gica
que considerava
0
autoritaria
educando
e centralizadora,
como
0
centro
adotaram
da atenyao,
e
uma
0
pratica
processo
de
aprendizagem era confuso, uma vez que a organiza,ao do trabalho pedag6gico era
pautada
no metoda
em detrimento
das quest6es
pedag6gicas
.
Essa pratica espontaneista, ainda segundo Ghiraldelli Junior (1991), trouxe
para a sala de aula a dificuldade
do educador
sua pratica com as educandos.
A Escola Nova defendia
em lidar com a constrUy30
a liberdade
de limites
em
e desejos
dos
alunos, a que levou alguns educadores a confundirem liberdade com "libertinagem"
Dessa forma houve, nesse periodo,
educadores
priorizaram
Contudo,
politico
as dimens6es
na decada
e economica
0 chamado
afelivas
de sessenta
"psicologismo",
em detrimento
ocorreram
no Brasil. Sabre isso Moreira
mudanyas
ou seja, periodo
da dimensao
significativas
em que
cognitiva.
no sistema
relata que:
Com 0 golpe militar de 1964 todo 0 panorama politico, economico, ideol6gico e
educacional do pais sofreu substanciais transformaCOes. Diversos acordos foram
assinados com os Estados Unidos visando a moderniza~ao e racionalizar;:Elodo pais.
As discussOes sobre 0 curriculo espalharam-se e a disciplina Curriculos e Programas
foi introduzida em nossos cursos superiores (...) a tend~ncia tecnicista passou a
prevalecer, em sintonia com 0 discurso da eficiencia e modernizar;:ao adotado pelos
militares, e diluiu nao s6 a ~nfase as necessidades individuais da tendencia
progressista, mas tam bern as intenr;:oes emancipat6rias das orientar;:oes crilicas,
incompativeis com a doutrina de seguranya nacional que passou a orientar as
decisOes governamentais (MOREIRA, 1990, p.83).
12
Oesta forma, a principal preocupaC;8o paSSDU a ser a eficiencia
pedagogica,
que deveria investir no treinamento
Exigia-se
a
racionalidade
adequado
cientifica,
no processo
do capital humana do pais.
eficie:ncia,
produtividade
e
qualidade
oriundas dos processos de trabalho nas fabricas que, neste caso, foram aplicados as
escolas. Silva (2003) comenta que
que
personificava
professor-aluno
0
Pedagogo era identificado como um profissional
a
a reduryao da educayao
caracterizava-se
senti do
informac;:5es. Nesse
apenas passa a seu
0
como
sua
dimensao
treinarnento
aluno aprende
com
0
tecnic8.
naD
e
intercambio
de
professor
E a relary80
e este
conteudo programado.
As transformac;oes s6cio-politicas e econ6micas ocorridas no pais ap6s
de
1964
receberam
contribuiu
forte
influ€mcia internacional
para a predominancia
da tendencia
didatico
conteudos,
de
forma
desintegrada
e
(principalmente
tecnicista.
dando lugar ao tecnicismo; os curriculos escolares
trabalho
de
par sua vez
Os enfoques
passaram
golpe
indicando
metodos e avaliac;ao, tecnicas e passos a serem seguidos.
isso
criticos foram
a contemplar
simplificada,
0
americana);
a divisao do
os
objetivos,
Foi dada maior
enfase ao "como fazer" (Moreira, 1990).
o
trabalho
pedag6gico
"efetivo" e Uprodutivo". Caube
valores,
as condutas
fragmentou-se
as escolas
para
tornar
desempenhar
e os habitos adequados
0
sistema
educacional
a func;ao de desenvolver
as novas exigencias
do mercado
os
e da
industrializac;ao.
Arroyo (2000) afirma ser esta a epoca em que surge a nova especializagao na
Educac;ao
tecnicas
- a Supervisao
e metodologias
professores.
Escolar.
simplificadas
Cabia
a supervisao
escolar,
para, posteriormente,
a elaborac;ao
repassa-Ias
prontas
das
aos
13
Assim, pode-se observar, ao lango de urn periodo de aproximadamente
anos,
uma
importante
sobremaneira
oscilayilo
entre
as posturas
rela<;ao professor-aluno,
a
ora
permissiva e tolerante ora atitudes autoritarias
Eo importante
Brasil,
na Mcada
importancia.
salientar
e da nova
crianc;:a de
uma
setenta
influenciaram
postura
mais
periodo
da implanta9ilo
ainda
da Escola
nile havia alcan9ado
Nova no
sua devida
~nfase era voltada para 0 ~ensinoprima rio",
E nem mesmo no periodo da pedagogia tecnicista a
Infantil ganha lugar e aten9ilo.
A Educa9ao
1988
0
predominando
que
e conservadoras.
Infantil
PoueD 5e falava a respeito. A
assim nomeado na epoca.
Educa9ilo
que durante
de 1930, a Educal'ilo
pedag6gicas
Infantil
LDB
efetivamente
nO. 9394196,
que
vai receber
trouxe
maior
~nfase
a obrigatoriedade
da Constitui9ilo
de
do atendimento
a
a a 6 anos.
Portanto,
relac;:ao com a
no pr6ximo
capitulo
abordarilo
0
que
e Educal'ilo
Infantil,
qual a sua
ideia de infa.ncia, e seu papel na formayao da crianc;a; principalmente
partir das oriental'Oes
do Referencial
Curricular
Nacional
(RCN)
para Educal'ilo
Infanti!.
a
14
3 A INFANCIA
E A EDUCA<;Ao
Nesse capitulo
importancia
fcram feitas am3lises sabre a hist6rico
para a evolu9ao
exercendo
INFANTIL
do ser, bern como,
da infAncla e da sua
do papel que a Educac;:ao Infantil
vern
na atualidade.
As crianyas
ate
0
seculo
XIII eram vistas
tal eram inferiorizadas
nao
humanos.
nas pinturas
Era freqliente
expressOes
e ate mesmo
apenas
de artistas
nas defini90es
Isso sem
dUvida
como
miniaturas
pelo seu tamanho,
a exibiyAo
dos seus corpos
lignifica
de adultos,
mas tambem
e como
como
seres
da crianc;:a com posturas,
como um adulto
que as hom ens dos
secut05
X·XI
(Aries,
1981)
nAo se detinham
diante da imagem da inflmcia, que esla na~ tinha para eles interesse, nem
mesmo
Isso faz pensar lamMm
que no dominic da vida reat, e noo
mail apenas no de uma transposiyao estetiCil, a infancia era urn periodo de
transir;ao,
logo ultrapassado,
e cuja lembranca
IGmbem era logo perdida
(ARieS,
1981,1'9.52).
Ap6s
0
mais proximos
um anjo, eram
ajudar
seculo XIII, segundo
da madernidade,
missas,
seminaristas,
sem
pequenas
pois a infancia
terceiro
haver
dos clerigos.
as crianyas
a
nao
eram
Aries (1981),
0 primeiro
crianc;:as pr6ximas
nas
forma9ao
realidade.
a
da adolesrencia,
alfabetizadas
pais
par
da historia
tipo de infancia
apenas
da arte, 0 menino
foi relacionada
modelos
a
modele
Jesus,
da maternidade
com a imagem
porem
a escola
0
de infancia
que eram educadas
completo,
0 segundo tipo de crian9a seria
aqui se ligava ao misterio
alguns
foi 8 crianC;:8 relacionada
idade
seminarios,
surgiram
estudavam
latina
e
0
ou Nossa
da Virgem
se
de
para
como
destinava
ancestral
Senhora
a
de todas
menina,
e ao culto de Maria.
nudez da crianc;:a, apesar
do menino
Jesus
15
naa aparecer
despido,
quase sempre
as criam;:as com aparentemente
nuas, mas eram consideradas
Para Sarmento
eram
consideradas
chegada
(1997)
apenas
da modernidade
sociedade
seres
bio16gicos,
que
e capaz
e recente,
mas com
conceito
nao mais como urn ser estranho,
da novidade,
idade dele apareciam
seres assexuados.
a ideia de infancia
e urn novo
a mesma
passar
de educa<;ao,
mas como
de dar continuidade
0
antigamente
urn
as criangas
do tempo
a crianc;a
ser humano
e com
se inseriu
social
a
na
portador
80 meio social.
A construyi1o
hist6rica da infaneta foi 0 resultado
de um processo
complexo
de
produryAo
de representa¢es
sobre
as crian~s,
de estruturayllo
de seus
cotidianos e mundos de vida e, especialmente,
de constituiyllo
de organiz~Oes
socia is para as crianyas (SARMENTO,
1997, pg. 36).
Nesse
propria
sentido
para
maneira
esse
ativa
modalidades
surge
seres,
na
a necessidade
capazes
sociedade.
de Educagao,
de
Assim
destinadas
da criat;ao
construirem
surge
a
de uma instituic;:ao formadora
pensamentos
instituit;ao
as diferentes
e participarem
escolar
e
as
faixas etarias.
A Educa~o
Infantil e considerada
a primeira etapa da EduC3yOO
finalidade
de desenvolver
a criant;;a par integral ate seis anos de
desenvolver
na criant;;a uma imagem positiva de si, reconhecendo
corpo. Brincando,
se expressando,
par meio de suas em090es
socializandO-5e
com os colegas e professores
(VERGES
e SANA
Segundo
educac;.ao
baixa renda,
Estado.
outubre
competencia
e Sana
as creches
(2004),
existentes
erarn instituic;:Oes financiadas
A EducagM
tornando-se
5 de
Verges
basica,
Infantil
foi reconhecida
antes
tinham
da Educagao
0
intuito
por orgaos
no Brasil
urn direito da crianc;:a e urn dever de todos.
de
1988
privativa
atraves
da
Uniao,
de
seu
legislar
artigo
sobre
de
diferentes
22,
Infantil
Basica, com a
idade, ou seja,
seu pr6prio
e sentimentos,
2004, p. 20).
fazer
publicos
ou empresas
a partir da constituigao
Na Constituiyao
inciso
parte
da
de "cui dar" de crianc;.as de
XXIV,
as diretrizes
fica
e bases
filiadas
promulgada
definida
da
ao
de 1988,
ern
como
educac;:ao
16
nacional,
abrindo
com
i550
a possibilidade
de reformulaya.o
da legisla<;ao
educacional
brasileira. Neste sentido, inicia um amplo processo de discussao para a negociayM da
Lei das Diretrizes e Bases da Educayao Nacional (LDB), Lei n. 9394, promulgada em
dezembro
de 1996, estabelecendo
a vinculo entre
0
as
atendimento
crianyas de zero a
seis anos e a educar;ao.
Esta lei trouxe alguns
avanc;os como:
• Assunyao do conceito de Educayao Basica que integra Educayao Infantil,
Educayao Fundamental e Ensino Medio, propiciando a organizayao de um
sistema
de educayao
nadonal
abrangente
e,
capaz
de
como primeira
etapa
da
e universalizado,
isto
garantir a plena escolaridade para toda a educayao do pais;
•
lnclusao
da Educayao
Infantil, em creches
e pre-escotas,
a eduC8yao e nao
Educayao Basica, conseqOencia do direito da crianya pequena
apenas direito da mulher trabalhadora (BRASIL, 1996).
Para Verges e Sana (2004) a partir dessa nova lei de 1996 a Educal'ao Infantil
passou
a ser suprida ern suas maiores
relaC;ao aos aspectos
considerados
cognitivQs,
importantes
apenas
necessidades,
emocionais,
e iniciou-se
socia is e afetivos,
as necessidades
fisicas
da
uma aten<;ao em
sendo
que antes
eram
crian~.
Seguindo ainda as ideias de Verges e Sana (2004), as creches existentes
antes da LOB na.o tinham a intengao de formar futures cidadaos,
existiam com
de ajudar a populayao
de ensinar
futuros
modificou
adultos
sabre
de baixa renda, sem uma metodologia
seus deveres
esse pensamento
e trouxe
e direitos
para as
perante
a sociedade.
0
intuito
au formar
A nova
LOB
crianc;as de 0 a 6 anos novas estruturas
uma melhor formayao para a Educayao
Infantil. Modificou
a concepl'ao
e
de
17
assistencialismo
e passou
a assumir
as especificidades
das necessidades
da Educayao
Infanti!.
Segundo
devida
Martins
Filho (2003) a crian,a
espaQO, e os professores
junto com seus alunos
devem
novas descobertas
na Educa,ao
se preparar
para
Infantil conquistou
receb~~las,
seu
conquistando
espac;:o infantil. Ele ainda diz:
no
( ... ) delineando
uma formayao
para as professores
ell luz de uma tentativa
de
permitir
as crian~s
crescerem
e desenvolverem-se
,em
deixarem
de ser
participar
e expressar suas
experiencias
de modo que as proressores
nAo se oponham,
mas possam ser
parceiros
complementares
nas criayOes e produyOes da. crian9as~.(
MARTINS
FILHO,2003,
pg. 38).
crjan~as, dando.lhes a possibilidade de
Com a intenyao
LOB
0
Referencial
abordado
3.1
como urn subtitulo
REFERENCIAL
INFANTIL
o
Referencial
especifico
da Educac;:ao Infantil
(RCN)
com
0
CURRICULAR
(BRASIL,
0 volume
para
surge,
a Educa,ao
intuito de estudtl-Io
NACIONAL
com a nova
Infantil
que
sera
mais profundamente.
PARA
EDUCA9AO
da
considera9aO
rede
1998) esta dividido em tres volumes, sendo
2, a Formac;ao
Pessoal
e Social e 0 volume
0
volume 1,
3, 0 Conhecimento
1998).
Este documento
a
professor
J
de Mundo (BRASIL,
Infantil
0
Nacional
{)1"~
a IntrodU(;ao,
de
de ajudar
Curricular
surgiu
publica
ou
as especificidades
a 6 anos. Este documento
com a finalidade
privada,
em
cognitivas,
pode capacitar
de auxiliar
sua
os professores
pratica
afetivas,
pedagogica.
emocionais
os professores
de Educatyao
Levando
em
e socia is da crianya
explicando
aos docentes
18
sabre as conteudos que devem ser abordados nesse periodo que pade ser considerado
essencial
para a
o
formaya.o do carater da crianc;a.
RCN ressalta a pluralidade dos cidadaos brasileiros,
0
que
obrigat6rio na sua utiliza9ao para a rede privada, sendo utilizado como
diz, urn referencial
0
0
torna nao
proprio nome
professores.
aos
Se por um lado, a Referendal
pede funCionar
como elemento
orientador
de
aC6es na busea na melhoria
de qualidade
da educa9flo infantil brasileira,
por
oulro, nilo tern a prelen5~o
de resolver os complexos
problemas
desla etapa
educilcional.
A busea da qualidade
do atendimenlo
envolve que$tOes ampla,
ligadas
as politicas
publicas,
as decisOes
de ordem
oryamentilria,
ill
implantac;ao
de recursos
humanos,
ao estabelecimento
de padr6e5
de
atendimento
que garant.am espar;o fisico adequado,
materiais
em quantidade
e
qualidades
sufieientes
e
adoyiio de proposlas
educacionais
compativeis
com
faixa elarias nas diferenles
modalidades
de alendimenla,
para as quais este
Referencial
pretende dar sua contribuic'oo
(BRASIL, 1998 pg.14 '.1.11).
a
Conforme
0
Volume 1 do RCN para Educa9ao Infantil, urn dos principais
conceitos abordados pelo Referencial
e a questao da intera~o
da crian9a. 0 discente
deve estar sempre interagindo com outro da mesma idade ou n~o para tazer um
intercambio s6cio cultural de informayOes que podem influenciar as suas ayoes futuras
perante a sociedade.
No Volume 2
0
referencial aborda os conteudos programados para formar uma
crianya individual e social. Utilizando-se de temas como auto-estima, escolha, faz de
conta, interayao, imagem, depend~ncia e autonomia, respeito
a
diversidade, identidade
de g~nero, jogos e brincadeiras, nome e cuidados pessoais. Tambem apresenta
orientayDes gerais ao professor para aplicar atividades relacionadas a esses temas,
como por exemplo, a organiza~o de urn ambiente com cuidados essenciais, prote~o,
alimenta~o, cuidados com os dentes, organiza9aO do tempo, sono e repouso, banho,
19
traca de fraldas,
atividades
permanentes,
seqUencia
de atividades,
observaC;ao,
registro
e avaliaC;ao formativa.
No Volume
3
0
RCN tern como objetivo
faz parte de urn mundo,
e dever
e que
mostrar
do professor
que a
tazer
crianc;a potencial mente
com que a
crianC;8 sinta-se
parte dele atraves de movimento, musica, artes visuais, linguagem oral e escrita,
natureza
e sociedade
de atividades
e matematica.
para a professor
Assim
desenvolver
como
no Volume
2, tambem
cita exemples
com seus alunos.
Os tres volumes do RCN para Educa9ao Infantil propOem uma rela,ao
professor-alune
de igualdade,
juntos em um intercambio
sendo
que tanto
de informac;Oes
0
culturais,
docente
como
0
discente
um enriquecendo
evoluem
a conhecimento
do outro.
Essa rela~o de igualdadeentre professor-alune
construc;ao
de Iimites",
ou seja,
0
concepC;ao de Iimites para ajudar
Desta forma,
sintam-se
0 professor
professor
no desenvolvimento
deve "estabelecer"
parte da sociedade
e cumpram
nao deve S8 submeter
deve juntamente
deste
com a aluno,
ultimo como
wa nao
formar
uma
urn ser social.
limites em sala de aula para que as alunos
futuramente
com seus deveres
e usufruam
de
e a papel
da
seus direitos.
No capitulo
a seguir,
abordar-se-ao
as conceitos
de
limites
Educa9ao Infantil na sua constru,ao. Observar-se-a a rela9ao entre limites e os temas:
disciplina
e indisciplina,
alem de relaciona-Io
com a desenvolvimento
moral da crianc;a.
20
4. CONSTRUC;:AO
DE LlMITES
NA RELAC;:AO PROFESSOR-ALUNO
NA
EDUCAC;:AO INFANTIL.
Para Zaguri
(2001).
relaC;:Oes humanas
crianc;as,
como
entendendo
crianyas
passaram
juntamente
sociedade
na educaC;ao,
que seus
a ter proteylio
De acordo
estabelecimento
com mudanyas
com
Zagury
de limites,
pais
ocorridas
as pessoas
desejos,
905t05,
do Estado
(2001).
e
no seculo XX. tanto no campo
fcram
aprendendo
opinioos,
aptidOes
e uma super proteyllo
essa
super
importante
para
com a nOyaO de Iimites para vivenciar
nlio
y8
a respeitar
pr6prias,
as
etc. As
da familia.
proteylio
a crian
das
se refere
a aceitayao
urna vida social
ao nao
de regras
saudavel
perante
a
regrada.
Se hoje a sociedade
limites, e por conseqOencia
Ainda segundo
mas problematizar
La Taille (2003),
a respeito
Para Zagury
(2001)
logo como
Por isso a grande
quando
comeya
atraves
de dia.logos
0
de jovens
sem uma
afirma
definir Iimites nao e apenas
das consequl!ncias,
0
e adultos
do passado,
que acontece
sejam
questao
autoritarismo.
e
a melhor
limites.
de
a crianya,
au negatives.
e que ao ouvir falar em Iimites, muita gente
na eduC8C;aO
e saber
quando
La Taille (2003) afirma tambem
maneira
concepylio
La Taille (2003).
dizer nilo
elas positives
licen~ para exercer urna postura autoritaria,
interpreta
violencia.
crianc;a conceitue
e repleta
de falhas da educayao
que
0 docente
pode
de controle
aeabe
au ate de
a autoridade
que estabelecer
encontrar
para
e
Iimites
que
a
21
4.1 CONCEITOS
DE LlMITES
E A SUA CONSTRUC;AO
NA EDUCAC;AO
INFANTIL.
A construgao
Tailie (2003) sugere
limite a ser impasto
e
A primeira
novas
barreiras
consegue
alcan9CIf niveis
Ihe novas
e
desenvolvimento
Deixa-Ia
para sua percepc;ao
despertar
na crianc;a
fundamental
construC;:Oes de regras,
passivel
0
da crianC;8 La
limite a ser transposto,
do professor
fator
conquistar
a aten9:io
sozinha
0
Estimular
vontade
a crianc;a
de
a novas
problematizando-
para que 0 pr6prio
par ele e pelos demais
ludicas
alcanc;:ar
ate onde
na hara de parar ou ir em frente.
da EducaC;ao Infantil,
importante
regra construida
0 seu limite,
descobrir
algo que Ihe fac;a sentir
mais altos do que ja foi conquistado.
dever
A utilizaC;ao de jog os ou atividades
e
0
que a crianC;:8 precisa descobrir
com sua matura~o.
preciso
antes de infringir qualquer
como
para
limite a ser respeitado.
e fundamental
e
fundamental
de tr~s con<:eitos de limites:
ideia defende
chegar
e
0
de acordo
E por tal razao,
descobertas
de limites
a exist~ncia
alune se julgue
envolvidos.
em sala de aula
e
um exemplo
de
da crian9B, 0 que faz com que os desafios
serem enfrenlados
sejam mais valiosos
Sobre esse assunto
La Tailie comenta
do que qualquer
uma decorr~ncia
descoberta
a
sem motivayao.
pedag6gica:
(...) vamos motivar os alunos, sobretudo p~r meio de "conflitos cognitivosH, ou
seja, de desafios genuinos a inteligencia, para "desequilibra-laHe levar 0 aluno
a procurar, ativamente, conhecimentos que Ihe permitam recuperar 0
equillbrio momentaneamente perdido.( LA TAILLE, 2003, pg. 19.)
22
Deixar
que a crian~a encontre
ha do lado de la da barreira pade ser
0 que
essencial para sua forma,.ao, fazer com que fa"" descobertas que possa ir alem do seu
alcanoe, 0 que pede futuramente torna-Ia mais independente.
o
segundo conoeito de Iimites de La Taille (2003) e
criado e imposto pela sociedade. Segundo
0
0
limite normativ~, que
e
autor a crian~a precisa receber este
conceito de limite, pois com ele aprendera viver dentro das regras impostas pela
sociedade, e
0
professor da Educa~ao Infantil, neste caso, deve dizer quando a crian""
errou au ainda esta par errar.
o
Limite
crian~a ou para
ao entendimento
o
aplicar
normativD se
0
da
sabre
as conceitos
seu momento
para
0 bern estar
da crianC;:8, principal mente para 0 seu bern estar no convivio
terceiro item citado par La Taille
anteriores
de aprender
0
e propriamente
invadir
urn conceito,
a privacidade
da crianc;a, como par exemplo,
a ler, uma crianc;:a pade ter dificuldade
em Dutro. 0 professor
limites nao Ihes da
nao
sem, principalmente,
primordial respeitar a individualidade
seu coleg8
duas condic;Oes:
da pr6pria
bem estar do pr6ximo. sao Iimites, portanto, que sao indispensaveis
deve
respeitar
direito de desrespeitar
a privacidade
momentos
pr6prios
social.
mas como
da crian98.
E
cad a crianC;:8 tern
em algum
aspecto
de seus alunos,
e
aplicar
da crianc;a.
A Educa,.ao Infantil ganhou valoriza~ao e passou a fazer parte da educa~ao
basica,
e as crianc;as de
0 a 6 an os conquistaram
urn espac;o para uma educaC;ao
digna
e de qualidade.
La Taille (2003) afirma que e por essas conquistas educacionais que os
professores
devem
com as necessidades
estar sempre
da crianya
se preparando
e do meio social.
para uma pn3tica educativa
E
necessaria
de acordo
uma formac;ao
docente
23
em que
processo
0
de desenvolvimento
par exemplo, estudos, atualiz8yees,
Para Zagury (2001) educar nM
crianc;a encontra
profissional
seja freqOente
e continuo,
discussOes, trocas de experiencias,
e
deixar as crian~as fazerem
sua maior seguranC;8 em urn ambiente
como
etc.
0
estruturado,
que querem. A
onde as direitos
das outras pessoas e seus proprios sao protegidos por Iimites definidos.
E por tal razao, La Taille (2003) afirma que a constru9ao de Iimites deve estar
presente na pratica pedag6gica do professor de Educa~ao Infantil. "Estabelecer" limites
desde
a
infancia
primeira
desenvolvimento.
e
urna
Cabe ao professor
prioridade
para
ajudar
conciliar as conceitos
a
crian<;a
no
seu
de limites vindos de casa
com as conceitos formulados na escola.
La Taille (2003) diz que antes de passar ao discente que existe uma
necessidade
de construir
urna concepc;ao
de limite, e indispensavel
que 0 proprio
docente lenha uma COnCeP9aO
definida a respeito.
Vasconcellos (2004) afirma que a fun~o da escola e do professor que nela
atua,
e a formayao
a eseela
do homem novo para a nova sociedade.
e a familia
estao
acabam por fazer com que
em crise ern seus sentidos,
0
sentido.
necessarios
e que
estao
quando
indefinidos
aluno sinta-se desorientado. 0 aluno percebe entao, que
nM hli seguran9a, conviC9aO naquilo que Ihe
parametros
0 problema
au estes
e
submetido, apresentado. Sem os
a aluno pode se sentir perdido,
n~o encontrando a seu pr6prio
24
4.2 LlMITES,
DISCIPLINA
IINDISCIPLINA
Vasconcellos (2004) coloca a queslao de Iimites por meio da discussao da
problematica disciplina ou indisciplina. Segundo este autor, para se enfrentar
problema
da disciplina,
esta ocorrendo
da
escota,
da
influenciando
e necessaria
com a disciplina,
familia
e
compreend6-lo
nao apenas
da
sao
sociedade.
no aparecimento
nurn todo, ou seja, entender
no ~mbito da sala de aula,
da insdiciplina
inumeros
as
e estes devem
fatores
0
0
que
mas tarnham
que
acabam
ser analisados
de forma
conereta.
Segundo
dos professores
Vasconcellos
tarnbam
(2004)
podem
que muitos detes se sentem
a desvaloriza~ao
influenciar
angustiados,
social e a baixa remuneray2lo
na indisciplina em sala de aula, urna vez
frustrados
e ate mesmo
pensando
em desistir
da profissao, provocando a necessidade de encontrar culpado. para justificar tal
problematica.
o aluno e em particular a familia acaba sendo 0
atribuiyao de responsabilidades
evidente
a falta de estrutura
principal foco para criticas e
pelos problemas de indisciplina no amaga da escola.
e de orientat;:a.o de muitas
familias
que passam
~
a transferir
para a escola responsabilidadesque delas seriam. Para Vasconcelos (2004), cabe ao
professor
se perguntar,
contribuir
para que ele chegue
e espontanea
0
porque
a conc1usao
da familia
agir desta
forma,
0
que
de que nao se trata de uma questao
pode
de livre
vontade.
Tentando
compreender
investigar
entender
0
que
muito do que ocorre
acontece
nesta
na instituicrao escolar,
instituit;:3.o
familiar,
poder-se-a
ja que tudo esta de certa forma
25
relacionado. E esta compreensao tambem
poderc~propiciar ao educador urn melhor
relacionamento com as alunos e com suas famllias, possibilitando assim, uma busea
em que cad a qual assuma
0
Celso Vasconcellos
seu papel e concretize
(2004,
as devidas
responsabilidades.
p. 30) afirma:
Sempre que se pensa em disciplina, vern a mente a ideia de limite; nile limite pelo
limite, mas associado a argum sentido, a arguma finalidade (seja legitime au nao). A
questa.o da disciplina, portanto, nAo pode ser equacionada fora de dais par~metros
basicos: Senlido e Umile.
Ainda
de acordo
com Vasconcellos
(2004),
atualmente
vive-se
uma crise
sentidos, de urn lado existe urn velho modele que tenta ser superado, para
enquadrar
urn novo modelD,
e, de
0 qual ainda
certa
de
S9
forma desconhecido. E a crise da
disciplina no contexte da p6s-modernidade, isto nao ocorre apenas com a escola, mas
tambem com outras ag~ncias produtoras de sentido como a familia, a igreja, a clEmcia
entre outras.
Para Vasconcellos
obstaculos
enfrentados
(2004) a indisciplina
no exercicio
da profissao
que e apontada
do professor,
como urn dos principais
denota
a falta de nOyOes
de regras e Iimites por parte da crianc;a. Para esse autor a familia deveria, assim como
na escola, proporcionar
a
crianc;a condic;Oes para a formaC;ao de uma estrutura
psicol6gica moral capaz de preparar
0
futuro jovem para conviver na sociedade
regrada.
A ideia de disciplina
pode ser perigosa,
ao se falar a palavra
disciplina
pode-se
ter uma ideia de autoritarismo ou de ordenamento. Essas palavras muitas vezes
causam coaC;ao nos alunos, entao e preciso prestar atenyao quando se refere em
manter a sala disciplinada. Se a ordem
e
realmente necessaria, nao precisa ser
26
estabelecida
par urna relaC;ao professor-aluno
autoritaria
principalmente
par parte do
docente.
Para Aquino (1996)
pedagogica
colocando
professor deve apresentar ao aluno a sua proposta
0
a questao da disciplina como urn fator indispensavel
para urna
boa condi9aOde ensino, levando-o a se preocupar com a educa~o moral.
4.3 DESENVOLVIMENTO
MORAL
Segundo Araujo (1996) a questao da indisciplina esta relacionada com a
forma9ao moral da crian9a, indicando que 0 problema lambem parte do pressuposto do
tipo de educa~o
desenvolveu
julgadas,
moral que as crian9as v~m recebendo. 0 jovem que nao se
moralmente
muitas
vezes,
manifesta,
como
no seu meio social, comportamentos
sendo
comportamentos
inadequados,
indisciplinados.
IS50 indica,
entaD, a correlaryao entre indisciplina e moralidade.
Para Piaget (1994) as regras manlidas alraves do medo ou por uma postura
autoritfuia,
que condena
disciplina,
nao quer
a
crian(f8, com punic;Oes altarnente
dizer que garantira
a moralidade
mas nao se limita a ela.
fundada em relac;Oes de reciprocidade
Araujo (1996)
iniciativas
analisa a ausencia
de
pais
e
de
sujeitos
E
autOnomos.
necessario
a
necessaria
do juizo moral na crianc;a passa por uma moral heter6noma,
algumas
format;.ao
E
desenvolvimento
em relac;Oes unilaterais,
a
do discente.
das
moral aut6noma,
para
para garantir
democratizayao
baseada
relayOes
severas
a
0
que
e
construir uma
e respeito mutuo.
de noc;oes marais nos jovens e supOe-se que
professores
de
romper
com
relac;Oes
autoritarias,
27
pautadas,
(mica e exclusivamente,
na
nao imposiyao de regras e normas pod em, ao
inves de conduzir a autonomia,
estar retendo a crianc;;a na anomia
aus~ncia de regras), instaurando
0
Aqui
de autonomia,
S8
ve
0
quanta
a ideia
(fase em que
ha
que se poderia chamar de ·pedagogia do vale tudo"
difundida
nas
escolas,
vern
sendo
incorporada e praticada equivDcadamente.
Parece surgir uma grande confusao quando alguns fazem urna leitura dessa
palavra apenas dentro do seu sentido etimol6gico (... ) e interpretam com isso
que 0 sujeito autOnomo
quem faz 0 que acha certa, de acordo com suas
pr6prias ideias. Parecem esquecer do 5ufixQ nemia indicando a presen~ de
regras que, para serem estabelecidas, necessitam de um acorda entre as
partes envolvidas; necessitam, portanto, que 0 sujeito leve 0 outro em
e
consideral'lio(ARAUJO,1996,p, 104),
Nesse sentido nao podemos criar falsa concep,ao do que seja autonomia ou do
que seja Jiberdade, nao podemos confundi-Ias com licenciosidade,
0
que prevalece na
pedagogia do "vale tudo·,
Segundo Freire (1996) tanto
0
autoritarismo quanto a licenciosidade nao levam
a liberdade, mas sim a bagun,a,
Para Araujo (1996) e incorreto pensar que a crian"" poden. tomar decisoes
sDzinhas,
humana.
isso nao
ira ajuda-Ia
a dominar
A crianc;a nao vai se transformar
independentemente,
preciso ter uma
nem sempre
principies
eticos,
norteadores
em urn ser autOnomo
ela tern condi90es
de tomar
ao tamar
decisOes
da
aC;ao
decisOes
sQzinha,
e
referencia, urn ser externa, au seja, urn Dutro dentro do processo. La
Taille (1998), aD defender as ideias de Piaget, afirma que a crian,a entra no mundo da
moral atraves
da l1eteronomia
e
nao da
autonomia.
28
A moral autOnoma
seria uma
superatya,o dessa moral heterOnoma,
mas para
explicar sua origem, Piaget se refere a um tipo de relayao social: a coac;ao. (La Taille,
1998). Portanto,
medida, Nimposto"
0
limite a ser respeitado tem origem externa ao individuo: e, em certa
a ele pela autoridade
do adulto.
Parece claro, que a indisciplina, quando vista sob a 6tica da moralidade, pode
ser entendida
moral, cuja
como reftexo de urn enfraquecimento
do processo
de desenvolvimento
aus~ncia de limites talvez seja a grande vila dos conflitos presentes na sala
de aula.
Par esse raciocinio Vasconcellos
a familia,
precisa trabalhar
(2004)
afirma que a escola, em parceria
no<;oe5 de limites com as alunos
investindo,
tamhem
com
na
educac;ao moral. E 0 caminho para esse trabalho deve ser, sem duvida, aquele que vai
alem das relayOes
unilaterais
para construir rela96es de respeito mutua e solidariedade.
29
5 CONSIDERA90ES
Esta pesquisa
FINAlS
bibliografica
me proporcionou
significativas
revelac;;oes sabre
0
estabelecimento de limites tanto no ambito escolar quanta no contexte familiar.
Conclui que com a chegada
inovac;;6es
aD Brasil a educayao
teve
importantes. Par urn lado, rompeu com a relaryEio de autoritarismo
entre
da
Escola
Nova
professor aluno, par Dutro, levou alguns professores a confundirem a democracia com a
permissividade em sua pratica pedag6gica. Como
processo
pedagogica,
0
professor
sentiu-se
0
aluno passou a ser
"inseguro"
necessiuias ao processo de aprendizagem, prejudicando
para
0
centro do
impor algumas
regras
0 estabelecimento de limites,
par temer cair em praticas autoritarias anteriores.
A proposta da Escola Nova, apesar de ter side substituida pelo tecnicismo
posteriormente, deixou importantes conseqOencias em relac;;ao
a
nO<;80de limites na
pratica pedag6gica do professor.
o
professor da Educa<;ao Infantil conquistou recentemente
0
seu espa<;o no
Brasil e falar em no<;aode limites na visao desse profissional e complexo, uma vez que,
muitas vezes, nao se sente apto para tal, levando-o a desenvolver uma postura
autoritaria ou espontaneista.
Posso afirmar por meio desse estudo, que
0
professor nao precisa manter uma
postura autoritaria com seus alunos para estabelecer
importante
e
0
limite em sala de aula,
buscar desenvolver uma rela<;ao democratica.
compreender que
0
Contudo,
e
0
preciso
docente nao se deve igualar aos discentes, pOis 0 professor tern
30
urn papel
distinto.
sistematizador
o
deve
fazer
independentes
0
e 0 problema,
Conciliar
querem
a complexidade
au
mediador
do poder,
as quais devem
de decisOes
decidir
tudo
mas como
ser respeitadas.
de seus
sDzinho,
n~o
conceito
0
palestras
0
Educar
desenvolvimento
comeya
de limites
e outras
filhos
fisico
da sociedade
quando
da familia
esses
a familia
alunos,
os
pois
tarnarao
nao tern a mesma
visao de
devem
e
que abordem
manter
fundamental
parceria,
a importancia
para a
por meio
de
do estabelecimento
da crian~.
ou
e moral
consequemcias
contraria.
com da eseela
agentes
iniciativas
desenvolvimento
os
e errada e que pode ter serias
e a eseela fica como posiyao
da crianc;:a. Por isso,
de limites para
ativos
que
coletivamente,
para a tomada
ao aluno que sua atitude
limites que a instituic;ao
reunioes,
contribuir
nao como
no futuro.
Explicar
eduC8yaO
se manter
das regras construidas
professor
deixando-os
nao
e
Sua fun~ao
alunos
com
da crian~a.
crescerao
com
e
limites
Assim
muito
os futures
vi sao de que
importante
cidadaos
as regras
para
0
e participantes
existem
e devem
ser
respeitadas.
As crianc;:as precisam
de um outro ser como
referlmcia
para
moral.
Para ter noc;:ao de moralidade,
e
indicar
0 caminho
sem tirar sua individualidade
nao significa
o
adotasse,
certo a ser seguido
tomar todas as decisOes
que haja alguem
por ela, mas sim quando
presente
trabalho
influenciou
em sala
de aula,
por
Iimites, par meio da democracia
preciso
meio
a minha
pratica
de ayOes que
e da participa~ao
0
desenvolvimento
para se referenciar
como
pessoa.
e
1550
for necessario.
pedagogica
propiciassem
dos educandos.
e fez com
a construC;:8o
que
de
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UNIVERSIDADE TUlUTI DO PARANA .Jackeline Matheus da Silva