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A educaÄÅo fÇsica como meio facilitador do desenvolvimento psicomotor do
indivÇduo com autismo
Joyce Ribeiro Caetano1
Orientadora: Daniela Dias**
Resumo – Trata-se de uma revis•o de literatura que tem por objetivo discutir como a Educa‚•o Fƒsica
contribui para o desenvolvimento das potencialidades do indivƒduo com Autismo. Sendo o autismo
escolhido como tema por se tratar de uma defici„ncia ao mesmo tempo complexa e instigante, ao passo
de tornar-se um desafio para os profissionais que buscam possibilidades de ensino aprendizagem em
diversificados m…todos e teorias. Uma vez que o autista desenvolve um conjunto de comportamentos
atƒpicos sendo impedido de desenvolver-se de uma forma geral e baseando nas informa‚†es coletadas
prop†e-se um estudo de caso atrav…s da pesquisa a‚•o para comprovar os benefƒcios da educa‚•o fƒsica
no desenvolvimento dos indivƒduos com autismo. Indica-se a avalia‚•o atrav…s do Teste de
Coordena‚•o Corporal para Crian‚as com Defici„ncia Mental – KTK, seguido de um perƒodo de
interven‚•o buscando os objetivos que se encaixem no prop‡sito da pesquisa
Palavras chaves: Autismo, comportamentos atƒpicos, educa‚•o fƒsica, KTK.
1 INTRODUÉÑO
O autismo foi estudado pela primeira vez na d…cada de 40, por Kanner (1943),
que concluiu tratar-se de uma incapacidade que o indivƒduo tem de lidar com outros
objetos e pessoas e que atinge tamb…m o desenvolvimento da linguagem. Outros autores
que estudaram o Autismo chegaram a conclus†es repetidas ou que completam a sua
teoria.
Segundo Asperger (1944), trata-se de um transtorno que, al…m de afetar a
comunica‚•o e o convƒvio social, compromete tamb…m todo desenvolvimento
psiconeurol‡gico. N•o … uma simples defici„ncia, … um conjunto de varia‚†es intitulado
como “Espectro do Autismo” e a ele s•o relacionadas diversas sƒndromes. Apesar de ter
sido estudado pela primeira vez hŠ 68 anos, ainda n•o se podem dizer quais as causas
especƒficas. Quanto a isto existem apenas suposi‚†es. ‹ algo que n•o se consegue
diagnosticar durante o perƒodo de gesta‚•o.
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Discentes do Curso de Educa‚•o Fƒsica da Universidade Salgado de Oliveira.
Docente do curso de Educa‚•o Fƒsica da Universidade Salgado de Oliveira.
**
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Ele foi ent•o definido como um conjunto de comportamentos desenvolvidos de
forma atƒpica e que podem ser visƒveis a cerca dos 18 meses de vida. Seu diagn‡stico
deve ser realizado por um profissional especializado utilizando-se de anamnese,
observa‚•o clƒnica e comportamental do indivƒduo, que poderŠ ter apenas o espectro do
autismo ou este associado a outro tipo de sƒndrome e/ou distŒrbio.
Nos dias atuais os nŒmeros estatƒsticos mostram um aumento significativo nos
casos de autismo e, tem-se tamb…m a informa‚•o de que a maioria ocorre em meninos
(Center of Deseases Control and Prevention). Ele … caracterizado pela dificuldade na
intera‚•o social, comunica‚•o e linguagem e, por comportamentos repetitivos e de auto
estimula‚•o.
Dessa forma s•o indivƒduos que n•o se interagem socialmente e n•o se
desenvolvem de uma forma geral. A quest•o … que se baseando nessa “desordem
comportamental” foram desenvolvidos diversos m…todos e t…cnicas que, em sua
maioria, focam na tentativa de eliminar esses “comportamentos atƒpicos”. No entanto, a
Educa‚•o Fƒsica … possƒvel e capaz de ajudar no desenvolvimento desses indivƒduos
focando a crian‚a em sua totalidade, buscando suas potencialidades.
O autismo foi escolhido como tema deste trabalho por se tratar de uma
defici„ncia ao mesmo tempo complexa e instigante, ao passo de tornar-se um desafio
para os profissionais que buscam possibilidades de ensino aprendizagem em
diversificados m…todos e teorias.
Atrav…s deste estudo serŠ possƒvel mostrar como a Educa‚•o Fƒsica … essencial
para o desenvolvimento das potencialidades dos indivƒduos com autismo e assim
contribuir com novas ideias de interven‚•o.
2 METODOLOGIA
Este artigo se baseou numa revis•o de literatura, sendo caracterizado, como
te‡rico-conceitual. Foram analisados alguns livros e artigos cientƒficos que falam sobre
a educa‚•o fƒsica e o autismo. Baseando nas informa‚†es coletadas prop†e-se um estudo
de caso atrav…s da pesquisa a‚•o para comprovar os benefƒcios da educa‚•o fƒsica no
desenvolvimento dos indivƒduos com autismo.
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3 REFERENCIAL TEÖRICO
HistÜria do Autismo
A primeira descri‚•o do autismo foi apresentada por Kanner, em 1943, que se
baseou em onze casos de crian‚as que ele acompanhava e que tinham algumas
caracterƒsticas em comum como a incapacidade de se relacionar com outras pessoas, os
distŒrbios de linguagem (quase n•o havendo comunica‚•o) e certa preocupa‚•o
obsessiva com comportamentos repetitivos e auto estimula‚•o (TOM‹, 2007) Esse
conjunto de caracterƒsticas foi denominado por ele de autismo infantil precoce (Kanner,
1943, apud TOM‹, 2007).
Em 1944, Asperger escreveu sobre crian‚as, exclusivamente do sexo masculino,
que apresentavam basicamente as mesmas caracterƒsticas, diferenciando pelo fato de
que eles n•o possuƒam nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo
ou de linguagem. Trata-se de crian‚as desajeitadas socialmente e que tem interesses
muito peculiares e raros para as pessoas da sua idade como particularidades da hist‡ria,
astrologia, parte biol‡gica de alguns animais ou plantas, etc. Sendo ent•o indivƒduos
verbais e mais inteligentes. Ambos os estudos tiveram impacto na literatura mundial.
No entanto, em momentos e lugares distintos, em que um n•o sabia do estudo do outro
(TAMANAHA, PERISSINOTO e CHIARI, 2008).
Estas duas condi‚†es juntamente com o transtorno global do desenvolvimento
sem outras especifica‚†es (TGSOE) formam o conjunto denominado “Transtornos ou
distŒrbios do Espectro do Autismo” (WILLIAMS e WRIGHT, 2008).
O TGSOE … um diagn‡stico dado •s pessoas que se encaixam no quadro de
transtorno global do desenvolvimento e que n•o podem ser categorizadas por nenhuma
outra desordem, sendo mais brando que o autismo e possui sintomas parecidos com os
do autismo, estando alguns presentes e outros ausentes (D’ANTINO, 2008).
Transtornos ou distŒrbios do Espectro do Autismo (ASD) … ent•o, um distŒrbio
do desenvolvimento que normalmente surge nos primeiros tr„s anos de vida do
indivƒduo, sendo cerca de tr„s a quatro vezes mais comuns em meninos do que em
meninas. O ASD atinge a comunica‚•o, a intera‚•o social, a imagina‚•o e o
comportamento. N•o … contraƒdo e tamb…m n•o … causado pelos pais, possui mais de
1.000 possƒveis causas gen…ticas. (WILLIAMS e WRIGHT, 2008).
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CaracterÇsticas e Sintomas
Segundo Williams e Wright (2008), n•o existe possibilidade de detectar o ASD
durante a gravidez ou no nascimento, pois n•o existem caracterƒsticas visuais, como na
Sƒndrome de Down, por exemplo, e n•o hŠ possibilidade de diagnosticar atrav…s de
exames laboratoriais.
Do nascimento ao 12• m„s de vida o beb„ possui um desenvolvimento
visivelmente normal. A partir daƒ pode-se come‚ar a observar alguns leves atrasos de
desenvolvimento como o fato de engatinhar ou deslocar-se, dizer pequenas palavras e
executar simples gestos.
Segundo Williams e Wright (2008), hŠ algumas caracterƒsticas que podem ser
observadas. Elas ser•o descritas a seguir. Aos 18 meses observa-se o fato das crian‚as
n•o efetuarem bom contato visual com os pais; n•o responder de imediato ou
simplesmente n•o responder quando … chamado pelo nome; demonstrar pouco interesse
em outras pessoas; parecer que vive “em outro mundo”; possui atraso de linguagem ou
estŠ tendo retrocesso neste desenvolvimento; n•o usa gestos utilizando geralmente a
m•o dos pais para mostrar o que deseja; parece n•o entender os gestos dos pais; n•o
brinca com nada que esteja relacionado • imagina‚•o como o “faz de conta”; fascina-se
por partes dos brinquedos n•o os usando em suas funcionalidades como, por exemplo,
um carrinho, no lugar de colocŠ-lo para andar brinca com suas rodinhas em movimentos
repetitivos; brinca enfileirando objetos e demonstra perturba‚•o caso algu…m mude a
disposi‚•o dos mesmos; movimenta-se de forma incomum, como andar na ponta dos
p…s, n•o toca as linhas da cer•mica, etc.
Nas crian‚as de 3 a 5 anos observa-se o mesmo comportamento, acrescentando o
fato de que brincam sozinhos; mostrando rea‚•o incomum com rela‚•o a outras pessoas
como ignorar ou dar gargalhadas; possui comportamento diferenciado das outras
crian‚as na hora das brincadeiras como sair andando no momento de ouvir hist‡rias; sua
linguagem … diferenciada como falar pouco e/ou repetir frases tardias ou que acabou de
ouvir(ecolalia); possui dificuldade de compreens•o; interessa-se por objetos incomuns
como postes, liquidificador, mapas, etc.; possui sensibilidade ao barulho; … sensƒvel aos
aromas chegando a cheirar os alimentos antes de com„-los ou as roupas das pessoas; …
sensƒvel ao toque se interessando pelas texturas variadas.
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A partir dos 6 anos acrescenta-se o fato de que n•o fazem amigos da mesma
idade; n•o mostra aos professores suas tarefas; possui a dificuldade de compartilhar; n•o
gosta de revezamentos querendo sempre ser o primeiro; n•o se preocupa com o
sentimento das outras pessoas; n•o facilita o diŠlogo sobre assuntos que n•o s•o do seu
interesse, falando sobre os assuntos que o interessam sem se preocupar se voc„ estŠ
interessando no mesmo; passa a maior parte do seu tempo buscando informa‚†es sobre
assuntos incomuns que lhe chamam a aten‚•o; fala de forma diferenciada, com tom
muito alto e sem express•o ou com sotaque distinto.
Nas crian‚as de 12 anos adiante se acrescenta a dificuldade de fazer e conservar
amigos; dificuldade em adivinhar o que os outros pensam ou sentem n•o tendo no‚•o
do que fazer ou dizer em certas situa‚†es sociais; possui comportamento socialmente
inadequado; tem uma obsess•o por manter rotina e apresenta comportamentos
compulsivos.
O fato de a crian‚a possuir um ou outro comportamento acima relacionado n•o
significa que esteja dentro do ASD, todos os sinais notados devem ser discutidos com
um m…dico, que utilizarŠ avalia‚•o, entrevista, observa‚•o e a aplica‚•o de alguns testes
para efetuar o diagn‡stico (WILLIAMS e WRIGHT, 2008).
Medidas de intervenÄÅo
Leva-se em considera‚•o o fato de que nenhum autista … diagnosticado por
apenas um profissional, havendo a necessidade de uma equipe multidisciplinar
(SANTOS e SOUSA, 2005). Assim como no diagn‡stico, a interven‚•o deve ser
efetuada por uma equipe multidisciplinar.
Sabe-se que n•o existe a cura para o ASD, mas que … possƒvel a redu‚•o de
alguns sintomas. Para Falc•o (1999), apud Santos e Souza (2005), a interven‚•o
terap„utica pode ajudar a diminuir os comportamentos indesejados e a educa‚•o deve
ensinar atividades que promovam maior independ„ncia da pessoa com autismo.
Como o ASD n•o se resume apenas a um sintoma ou comportamento
inadequado, n•o existe profissional que consiga intervir sozinho, obtendo resultado
significativo. Vem daƒ a necessidade de uma equipe multidisciplinar, o indivƒduo com
autismo precisa obrigatoriamente do acompanhamento dos seguintes profissionais:
fonoaudi‡logo, psic‡logo, terapeuta ocupacional e nutricionista. N•o se esquecendo da
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imprescindƒvel interven‚•o familiar. Existem tamb…m as possibilidades de interven‚†es
alternativas com outros profissionais como o profissional de Educa‚•o Fƒsica e o
musicoterapeuta.
Todos estes profissionais utilizam-se de alguns m…todos desenvolvidos
especificamente em sua determinada Šrea e podem em alguns casos utilizarem os
diversos programas, m…todos e t…cnicas que foram desenvolvidos ao longo dos anos,
como o sistema PECS, a interven‚•o terap„utica e familiar, anŠlise comportamental
aplicada, treinamento de integra‚•o auditiva, dietas, golfinhos, EarlyBird, Higashy,
Lovaas, Mifne, treinamento de integra‚•o sensorial, SPEEL, e programas como o
TEACCH, Son Rise, ABA, Hanen Adaptado. Em maioria estes m…todos s•o os mais
conhecidos e de origem estrangeira, jŠ s•o aplicados no Brasil (WILLIAMS e
WRIGHT, 2008).
Segundo Tom… (2007), o uso da Educa‚•o Fƒsica como meio de ensino para a
crian‚a com autismo ajuda no desenvolvimento de suas habilidades sociais e melhoria
da qualidade de vida.
A Educa‚•o Fƒsica por si s‡, assim como qualquer outro profissional, n•o
conseguirŠ suprir todas as necessidades do autista, uma vez que … necessŠria a atua‚•o
de uma equipe multidisciplinar.
O profissional de Educa‚•o Fƒsica deve utilizar atividades baseando-se no que a
crian‚a gosta, n•o impondo algo que ele nunca teve contato ou n•o gosta,
acrescentando-as gradativamente conforme a crian‚a for se adaptando (MAROCCO e
REZER, 2010).
Para Tom… (2007), o profissional deve utilizar atividades coerentes com a
realidade da crian‚a em fun‚•o da trƒade autƒstica, caso contrŠrio pode dificultar a
aprendizagem e at… mesmo causar frustra‚•o. ‹ necessŠrio usar um local que n•o tenha
muito estƒmulo visual e auditivo, pois o aluno pode se distrair e perder o interesse na
atividade. As atividades devem ser selecionadas conforme a idade cronol‡gica,
atividades com come‚o, meio e fim, tais como circuito com obstŠculos, transposi‚•o de
objetos, mudan‚as de dire‚•o, equilƒbrio din•mico e estŠtico, saltos, lan‚amentos e
jogos de bola ajudam na aquisi‚•o de habilidades motoras (LABANCA, 2000 apud
TOM‹, 2007).
O profissional de Educa‚•o Fƒsica n•o pode dar „nfase ao aprendizado dos
movimentos e sim na sua utiliza‚•o como meio para alcan‚ar os objetivos propostos e,
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lembrar que para uma interven‚•o de qualidade … necessŠrio uma avalia‚•o motora
contando com triagem, diagn‡stico e prescri‚•o (TOM‹, 2007, GORLA, J. I. et al,
2009).
EducaÄÅo FÇsica e Autismo
Para Gorla (2001), a fim de que as crian‚as com autismo n•o permane‚am com
dificuldades cognitivas, afetivas, psicomotoras e de intera‚•o … necessŠria uma
interven‚•o o mais cedo possƒvel. Sendo a Educa‚•o Fƒsica capaz de colaborar com a
melhoria de suas habilidades motoras e suas habilidades da vida diŠria (HENDERSON,
1992 apud GORLA, 2001).
‹ importante saber que ferramentas pedag‡gicas podem ser usadas para
colaborar com o avan‚o da crian‚a autista, o brincar … uma possibilidade pedag‡gica
encontrada dentro da diversifica‚•o de conteŒdos da Educa‚•o Fƒsica. Dessa forma, a
Educa‚•o Fƒsica colabora diretamente com o desenvolvimento das crian‚as com
autismo (FALKENBACH, et al, 2010).
Segundo Falkenbach et al (2010); vale lembrar que n•o … somente planejar as
aulas com os materiais necessŠrios e local adequado, o profissional deve ter boa
desenvoltura de estrat…gias para que possa intervir levando em considera‚•o possƒveis e
necessŠrias adapta‚†es durante um projeto e/ou uma aula previamente planejada. Sendo
al…m de profissional, um companheiro apto a ajudar a crian‚a a superar suas
dificuldades.
Para Lima e Delalƒbera (2007), a Educa‚•o Fƒsica tamb…m … capaz de
potencializar a socializa‚•o e intera‚•o das crian‚as autistas, fazendo com que
desenvolvam sua consci„ncia corporal atrav…s do pr‡ximo.
AraŒjo (1999) apud Lima e Delalƒbera (2007), enfatiza o direito que as pessoas
com defici„ncia possuem de praticar a Educa‚•o Fƒsica, crendo em seus benefƒcios
gerados •s crian‚as com autismo em busca de seu desenvolvimento global.
Utilizando-se desses e outros recursos, o profissional de Educa‚•o Fƒsica … um
ponto chave no desenvolvimento dessas crian‚as. Levem-se em considera‚•o todas as
caracterƒsticas jŠ citadas, o profissional deve ter paci„ncia, persist„ncia, jogo de cintura,
a rotina … imprescindƒvel, sendo um profissional que n•o se atrase e n•o falte, s•o
necessŠrias diversas limita‚†es.
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4 CONSIDERAÉáES FINAIS
Pensando na contribui‚•o que a Educa‚•o Fƒsica pode trazer para o
desenvolvimento das potencialidades do indivƒduo com Autismo e observando todos os
t‡picos abordados acima, a teoria de Gorla (2001), que afirma a necessidade de uma
interven‚•o o mais cedo possƒvel, nos inspira na cria‚•o de um projeto para estudo
dessa prŠtica.
Onde se devem identificar problemas motores, apresentar e definir princƒpios e
considera‚†es prŠticas relacionadas ao desenvolvimento psicomotor, implantar a
Educa‚•o Fƒsica e definir programas de exercƒcios fƒsicos para indivƒduos com Autismo,
promover a melhoria na qualidade de vida do indivƒduo com Autismo, auxiliar no
desenvolvimento cognitivo, afetivo e social e possibilitar um melhor desenvolvimento
da coordena‚•o motora.
Dessa forma, prop†e-se um estudo de caso (pesquisa a‚•o) em que haja a
compara‚•o do sujeito antes e ap‡s um perƒodo de pesquisa para acompanhar seu grau
de desenvolvimento e comprovar a eficŠcia da Educa‚•o Fƒsica dentro de um m…todo
selecionado.
Indica-se a avalia‚•o atrav…s do Teste de Coordena‚•o Corporal para Crian‚as
com Defici„ncia Mental – KTK (Gorla, 2001), trata-se de testes motores a fim de que
possa ser efetuado o planejamento das atividades conforme as necessidades do
indivƒduo.
Come‚a-se a interven‚•o com um perƒodo para a avalia‚•o motora com o teste
acima citado, no qual a crian‚a serŠ examinada a fim de determinar em qual
classifica‚•o de coordena‚•o motora ela se encaixa para que seja criada uma base de
refer„ncia.
Atrav…s das informa‚†es coletadas cria-se ent•o o currƒculo social da crian‚a,
podendo utilizar t…cnicas e atividades encontradas nos livros estudados para este
trabalho: “Convivendo com Autismo e Sƒndrome de Asperger” e “Brincar para
Crescer”, com devidas adapta‚†es • realidade da crian‚a e da Educa‚•o Fƒsica. Assim
como se podem buscar outras atividades que se encaixem nos prop‡sitos da pesquisa.
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‹ importante sempre preencher fichas de observa‚†es com anota‚†es dos
avan‚os e dificuldades encontrados no perƒodo de interven‚•o, assim como a aplica‚•o
do teste novamente ao final do programa para que seja verificado o avan‚o final.
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