Universidade Presbiteriana Mackenzie PRESENÇA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM PÚBLICO UNIVERSITÁRIO: FATORES DE RISCO E INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Jorge Henrique Silva Bueno (IC) e Vera Lúcia Morais Antonio de Salvo (Orientadora) Apoio: PIBIC Mackenzie Resumo Introdução: A HAS está dentre o grupo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) atingindo 1/3 da população mundial e nacional, participando do subgrupo de doenças cardiovasculares (DCV), as quais são atribuídas 30% das mortes em todo mundo. Dentre os fatores de risco encontra-se o consumo de sal, álcool(cada vez mais freqüente em idades mais precoces) e obesidade, além do sedentarismo; assim esse trabalho se justifica pela necessidade de detectar precocemente riscos permitindo intervenção precoce para evitar ou retardar o aparecimento da doença. Resultados: Participaram do estudo 123 universitários, sendo 65 alunos da Universidade A e 58 da Universidade B. Apenas 6 (4,9%) universitários não apresentavam nenhum fator de risco, 22 (17,9%) apresentavam no mínimo um, 52 (42,3%) indivíduos mostravam dois, 23 (18,7%) três fatores de risco, 14 (11,3%) quatro fatores de risco e 6 (4,9%) indivíduos com cinco fatores de risco. Do total da amostra, 58 (47,1%) praticavam atividade física, sendo a média de tempo encontrada de 77 diários. Conclusão: Ações educativas devem ser incentivadas neste grupo populacional a fim de prevenir pior prognóstico futuro, uma vez que, a hipertensão não foi observada, porém, o grupo apresentou alta prevalência de diferentes fatores de risco o que, com o passar do tempo pode promover o aparecimento da hipertensão, bem como de outras doenças crônicas não transmissíveis. Palavras-chave: alimentação, risco cardiovascular; hipertensão Abstract Introduction: Hypertension is among the group of chronic diseases (NCCD), reaching 1 / 3 of the population globally and nationally, participating in the subgroup of cardiovascular diseases (CVD), which allocate 30% of deaths worldwide. Among the risk factors is salt intake, alcohol (more frequent in younger ages) and obesity, and lack of exercise, so this work is justified by the need for early detection of risks by enabling early intervention to prevent or delay the onset of the disease. Results: The study included 123 students, 65 students from University A and University B 58 Only six (4.9%) students did not have any risk factor, 22 (17.9%) had at least one, 52 (42.3%) showed two individuals, 23 (18.7%) had three risk factors , 14 (11.3%) four risk factors and 6 (4.9%) individuals with five risk factors. Of the total sample, 58 (47.1%) practiced physical activity, and found the average time of 77 minutes daily. Conclusion: Educational interventions should be encouraged in this population to prevent future poor prognosis, since hypertension was not observed, however, the group had a high prevalence of different risk factors which, over time may promote the onset of hypertension and other chronic diseases. Key-words: food, cardiovascular risk, hypertension 1 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 INTRODUÇÃO Estilo de vida pode ser conceituado através da maneira que o sujeito interage com o ambiente que o cerca. É obtido através de costumes, crenças, hábitos, padrões socioeconômicos, regionais e educacionais. Com base nestes fatores influentes do comportamento humano pode-se estabelecer relação com sua alimentação (MARTINS et al 1997). O novo modelo de sociedade urbana demonstra preferência pra alimentos rápidos e longe de suas residências, realizando suas principais refeições em restaurantes e fast-food. Assim cresce o consumo de alimentos industrializados e preparações sem padronização ou orientação nutricional, tornando-se os principais contribuintes de agravos a saúde, pois alimentos industrializados tendem a conter teores elevados de sódio, gorduras e açúcares, sendo estes os principais contribuintes para o excesso de peso, hipercolesterolemia e hipertensão arterial sistêmica (HAS). A HAS está dentre o grupo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) atingindo 1/3 da população mundial e nacional, participando do subgrupo de doenças cardiovasculares (DCV), as quais são atribuídas 30% das mortes em todo mundo. Atribuem-se os principais fatores de risco: idade, sexo, etnia, nível socioeconômico, consumo de sal e álcool, obesidade e sedentarismo. Sendo uma doença crônica, a HAS poderá ser tratada, mas não curada, assim evitá-la é a forma adequada para poupar futuras complicações. REFEFENCIAL TEÓRICO A hipertensão arterial, popularmente designada por “pressão alta” é caracterizada pelo aumento da pressão arterial em medida superior a 140x90mmHg, através da técnica descrita e padronizada por Petrie e colaboradores em 1986. HAS pode se manifestar por diferentes causas, descritas por múltiplos autores. Está ligada a fatores modificáveis como peso, consumo de alimentos, inatividade física, tabagismo e até mesmo ao desconhecimento da doença. Fatores socioeconômicos também mostraram-se preditores da prevalência e incidência de casos de HAS, sendo maior em populações de baixa renda, diminuindo com o aumento da renda per capta. Existem também predisposições genéticas ao surgimento da moléstia, como é o caso de afrodescendentes (FERREIRA et al 2009). No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 33% dos óbitos com causas conhecidas (ALMEIDA 2003, LIMA e COSTA 2000). 2 Universidade Presbiteriana Mackenzie Diversos estudos epidemiológicos com focos melhorados e mais específicos desde Framingham (1980) têm fornecido indicadores para fatores de risco das doenças cardiovasculares. Entre eles considerados de maior importância destacam-se a hipertensão arterial, dislipidemias, obesidade, sendo que diversos hábitos como dieta rica em calorias, gorduras saturadas, colesterol e sal, consumo de bebida alcoólica, tabagismo e sedentarismo propiciam o surgimento cada dia mais cedo dessas moléstias. O diagnóstico para obesidade pode ser obtido de diversas maneiras, variando os recursos disponíveis, assim como a finalidade e sua precisão. A antropometria encontra-se entre os métodos mais simples e baratos para diagnosticar a obesidade, assim como o índice de massa corporal (IMC) é igualmente acessível por requerer apenas o peso e a altura do indivíduo. O IMC é freqüentemente usado para avaliar a obesidade em clínicas ou pesquisas populacionais, entretanto a circunferência abdominal (CA) também vem sendo utilizada como medida de obesidade abdominal (OA) e tem mostrado associação com maior freqüência nos fatores de risco para doenças cardiovasculares ao invés do IMC. A obesidade do tipo central, cujo acúmulo de gordura se dá na região abdominal, pode indicar o início de uma série de alterações metabólicas que, através de estudos, mostram-se fortemente relacionada às DCNTs podendo ser agravadas por maus hábitos, como tabagismo, etilismo e inatividade física. Estudos epidemiológicos não apresentam associações diretas entre o tabagismo e a HAS, contudo, há fortes indicadores de que este favoreça a predisposição para a arteriosclerose que, por sua vez, seria um agravante da doença hipertensiva, pois a nicotina presente no tabaco compromete a integridade dos vasos sanguíneos através da liberação de catecolaminas, que aumentam a freqüência cardíaca, a resistência periférica e, consequentemente, a pressão arterial.Ao contrário do tabagismo, o etilismo é relacionado diretamente com a hipertensão arterial, considerando que, para cada 30mL de álcool etílico ingerido diariamente, a pressão arterial pode se elevar em até 2mmHg, sendo a relação contrária verdadeira. Assim, a diminuição da pressão arterial pode ser observada a partir do momento que o indivíduo deixa de beber. A ingestão de bebidas alcoólicas em alguns casos relaciona-se com o aumento da circunferência abdominal que como já mencionada atribui risco hipertensivo. Alguns estudos (ref PUC) trouxeram indicações de que a ingestão inferior a 30mL de álcool etílico por dia, poderia auxiliar a vasodilatação e conseqüentemente a queda dos níveis pressóricos, sendo que os efeitos poderiam ser ainda melhor observados caso a dose ingerida seja de vinho tinto, onde em sua excelência possui substratos necessários para produção de óxido nítrico responsáveis pela vasodilatação. Assim o estreitamento das artérias ou volume excessivo tornam-se os principais preditores para hipertensão arterial, sendo o estreitamento muitas vezes ocasionado pelo processo 3 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 aterosclerótico ou resistência periférica ocasionada em alguns casos pelo excesso de gordura e retenção hídrica. Já o volume pode ser resultado de uma alimentação desbalanceada, onde seu principal contribuinte é o sódio que se apresenta ligado com moléculas de água formando um volume exacerbado no lúmen arterial. Assim a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2002/03 sugere que esta relação esteja acontecendo nos brasileiros, pois baseada nas quantidades adquiridas o consumo sódio está acima de 60% do recomendado. Agravos podem ser conseqüentes da alimentação fora de casa, pois é baixo o consumo de frutas e hortaliças, sendo substituídos por alimentos industrializados em geral ricos em gordura e sal, predispondo condições clínicas favoráveis para o surgimento da hipertensão arterial, dado pelo aumento do peso, aterosclerose ou consumo elevado de sódio e baixo de potássio presentes em frutas e hortaliças. A avaliação conjunta sódio/potássio tem sido utilizada como marcador da qualidade da alimentação, pois frutas e legumes contribuem para maiores participações de potássio na dieta relacionado a uma alimentação mais adequada e o sódio por sua vez é mais presente em alimentos industrializados relacionados a uma alimentação de baixa qualidade (BISI MOLINA, 2003; IBGE, 2004). Para perda de peso e manutenção dos metabólitos corporais, a prática de atividade física é altamente recomendada, elevando a taxa de metabolismo ocasionando perda de peso e troca de fluidos corporais. Contudo, pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), após questionarem brasileiros dentre todas as idades a respeito das atividades realizadas no lazer constatam que 40% optam diariamente por assistir televisão a praticar esportes, sendo que destes 43% passam mais de três horas por dia sentados em frente ao aparelho televisor, número estatisticamente relacionado ao declínio da pratica de atividades físicas (MANIOS et al. 2010). Estes hábitos descritos por GordonLarsen et al (2000) são espelhados de seus pais apresentando mudanças de freqüência e intensidade semelhantes. Sorof e Daniels (2002) e Bao et al (1987) consideram em suas pesquisas que a hipertensão arterial pode ser desenvolvida desde a infância e carregada para fase adulta, envolvendo medidas antropométricas inadequadas, como afirma Costanzi et al (2009), descrevendo que um grupo de crianças entre 7 e 12 anos do município de Caxias do Sul apresentavam níveis pressóricos elevados, relacionados a circunferência abdominal acima do recomendado, associando-se com a inatividade física. METODOLOGIA Este estudo, de delineamento transversal, foi realizado com adultos, entre 20 a 30 anos, de ambos os sexos, escolhidos por conveniência nos cursos de nutrição de duas universidades confessionais privadas, sendo uma no município de São Paulo, denominada Universidade A, localizada no bairro de Higienópolis, situado na região central da cidade brasileira de São 4 Universidade Presbiteriana Mackenzie Paulo. Apresenta perfil residencial, caracterizado por uma população de rendas média-alta e alta. A denominada Universidade B, localizada no distrito Rudge Ramos sendo da cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo. É o maior bairro da cidade e faz divisa com os municípios de São Paulo, São Caetano do Sul e Santo André, com população predominantemente de renda média-baixa e média (IBGE 2011). A Universidade A foi visitada durante uma semana, e as turmas foram visitadas em salas de aula, apresentando a pesquisa e explicando o procedimento para realização da bioimpedância. O período total de coleta foi de uma semana, sendo duas tardes, duas manhãs e um dia completo. Para Universidade B houve a mesma sistematização para apresentar a pesquisa e orientação para o exame de bioimpedância, contudo as coletas ocorreram apenas em quatro manhãs, sendo em dias alternados. O estudo foi realizado somente com os indivíduos que aceitaram participar voluntariamente e apresentaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido assinado. Todos os possíveis sujeitos da pesquisa receberam uma breve explicação sobre a pesquisa a ser realizada e então puderam decidir pela participação ou não nesta, respeitando as diretrizes da legislação sobre ética em pesquisa com seres humanos. O questionário para coleta de dados contemplou questões relacionadas ao estilo de vida e dados antropométricos. Os indicadores antropométricos utilizados foram: Índice de massa corporal (IMC), relação cintura-quadril (RCQ), perímetro abdominal (PA), dobra cutânea tricipital (DCT), dobra cutânea bicipital, dobra cutânea supra-ilíaca (DCSI), e dobra cutânea subescapular (DCSE). Para a coleta do peso foi usada balança digital portátil da marca TANITA®, modelo 10-E, com capacidade de até 150 quilogramas e sensibilidade de 100g. A estatura foi referida pelos participantes. O IMC será calculado pela fórmula IMC=Peso/altura² a partir do que se classificou o estado nutricional adotando-se os critérios da OMS (1997). Para a medida das dobras foi utilizado adipometro de marca Lange®. A DCT foi medida na face posterior do braço, paralelamente ao eixo longitudinal, 1cm acima do ponto que compreende a metade da distância entre a borda súpero-lateral do acrômio e o olécrano. A DCSE foi executada obliquamente em relação ao eixo longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, sendo localizada a dois centímetros abaixo do ângulo inferior da escápula. Para verificar a DCB realizou-se a medida no sentido do eixo longitudinal do braço, na sua face anterior, no ponto de maior circunferência aparente do ventre muscular 5 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 do bíceps. A DCSI foi obtida obliquamente em relação ao eixo longitudinal, na metade da distância entre o último arco costal e a crista ilíaca, sobre a linha axilar medial. Foi necessário que o avaliado afastasse o braço para trás para permitir a execução da medida. A circunferência abdominal foi obtida na marca da cicatriz umbilical e a do quadril no ponto de maior protuberância utilizando fita métrica inextensível com precisão de 1mm da marca Sanny®. A categorização para risco cardiovascular (RCV), pela relação cintura quadril, obedeceu os valores propostos pela IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose, 2007. Foram classificados como RCV aqueles que preencheram uma das seguintes condições: IMC superior a 25kg/m² (OMS, 1995), Hipertensão em familiares de primeiro grau, Percentual de gordura corporal maior que 15% para homens e 22% para mulheres (DURNIN E WOMERSLEY, 1974) pelo cálculo de dobras, circunferência da cintura superior a 80 para mulheres e 86 para homens (WHO, 2000), consumo de gordura saturada acima de 7% do VET diário (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2003). Para classificação de atividade física não foram consideradas atividades compulsórias como deslocamento para escola, trabalho etc. assim como atividades domésticas de limpeza ou cuidador de crianças e idosos. Qualquer nível, modalidade ou tempo foram considerados, desde que fossem praticadas ao mínimo de uma vez por semana, não havendo necessidade que a mesma fosse realizada durante um único período, considerando a realização intermitente. Assim apenas foram classificados sedentários aqueles que não praticavam nenhum tipo de atividade ou que o intervalo de freqüência fosse superior a uma semana (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010). Para estimativa do gasto energético total foram utilizados os cálculos de Estimated Energy Requeriment do Institute of Medicine (IOM, 2002): Mulheres: 354 – (6,91 x Idade) + [AF x (9,36 x Peso + 726 x Altura)] Homens: 662 – (9,53 x Idade) + [AF x (15,91 x Peso + 539,6 x Altura)] A avaliação do consumo alimentar foi realizada verificando-se a adequação de macronutrientes em relação as recomendações da OMS 2002, realizando-se os cálculos no software avanutrionline (OMS, 2002). Os dados serão transcritos das fichas para o Microsoft Office Excel 2007, utilizando-se medidas de tendência central e dispersão para as variáveis numéricas e proporção em porcentagem para as categóricas. Os universitários de ambas as universidades serão avaliados conjuntamente, já que não foram observadas diferenças estatisticamente significantes em relação a suas características antropométricas ou ao consumo alimentar. Utilizar-se-á o teste do Qui-quadrado com nível de significância de 5% para variáveis 6 Universidade Presbiteriana Mackenzie categóricas e o t-student para variáveis numéricas mediante aplicação dos testes no software Stata versão 11 (LIMA, 2007). RESULTADOS E DISCUSSÃO Participaram do estudo 123 universitários, sendo 65 alunos da Universidade A e 58 da Universidade B. Dentre os itens considerados como fatores de risco, 6 (4,9%) entrevistados não apresentavam nenhum dos indicadores, 22 (17,9%) apresentavam no mínimo um, 52 (42,3%) indivíduos mostravam dois, 23 (18,7%) três fatores de risco, 14 (11,3%) quatro fatores de risco e 6 (4,9%) indivíduos com cinco fatores de risco. Dos praticantes de atividade física 58 (47,1%), a média encontrada foi de 77 minutos de prática atividade física por dia de segunda a sexta feira. A Tabela 1 demonstra a média e o desvio padrão de variáveis antropométricas e dietéticas segundo o número de fatores de risco cardiovascular presentes. Verifica-se, de forma estatisticamente significante que, os universitários com mais fatores de risco, apresentaram em média, mais peso, altura, IMC, CC, percentual de gordura corporal e realizavam menor número de refeições que os que tinham menos fatores de risco presentes. Tabela 1 Média e desvio padrão de variáveis antropométricas e dietéticas, segundo quantidade de fatores de risco cardiovascular, São Paulo 2011. (t-student) ≤2 ≥3 Média DP Média DP p Peso (kg) 56,9 10,5 74,6 21,3 0,0001 Altura (cm) 165,0 0,1 1,67 0,1 0,0339 IMC (kg/m²) 20,4 4,1 26,1 5,4 0,0001 CC (cm) 70,7 6,7 85,5 12,6 0,0001 Gordura Corporal ∑ dobras (%) 29,4 6,0 33,2 6,8 0,0016 Número de Refeições por Dia (n) 4,5 1,0 4,1 1,0 0,0322 Lipídios Saturada (%) 11,1 6,7 9,1 6,1 0,1603 Lipídios Poliinsaturada (g) 6,0 4,1 6,1 3,7 0,9088 Lipídios Monosaturada (g) 9,2 6,7 10,2 7,9 0,4897 Colesterol (mg) 162,0 124,0 180 146,0 0,5244 Sódio (mg) 2014,0 1539,0 1920 930,0 0,7476 Potássio (mg) 1168,0 533,0 970 443,0 0,0681 Fibras (g) 13,6 8,9 13,6 13,7 0,9960 Carboidratos (%) 54,0 11,3 54,3 11,0 0,8969 Lipídios (%) 27,8 9,3 28,3 8,2 0,8075 Proteínas (%) 18,3 8,9 17,3 6,9 0,6128 Atividade Física (min) 68,5 43,9 90,4 86,0 0,2006 Para Zamboni et al (1998) e outros estudiosos da área, três das avaliações para riscos cardiovasculares estão relacionadas de alguma forma. Esta relação poderia se justificar uma 7 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 vez que indivíduos com IMC >25kg/m² já apresentam irregularidades na circunferência da cintura o que indicaria valores irregulares no percentual de gordura corporal. Em alguns casos, profissionais fazem uso somente do IMC para avaliar o estado nutricional do paciente, sem dar importância a outros indicadores de fácil obtenção como a circunferência abdominal. Vieira et al (2006) após avaliação do estado nutricional em jovens, descreveram valores semelhantes de IMC e gordura corporal a este estudo (22kg/m² e 21kg/m² e 31,2% e 30,6% do percentual de gordura respectivamente), a classificação do IMC não correspondia á adiposidade. Ainda que as técnicas de dobras cutâneas e bioimpedância para predição de gordura corporal não sejam consideradas padrão ouro, estudos como de Brown (2004) mostraram validade para as técnicas uma vez que elas sejam comparadas a públicos semelhantes (GUEDES 1990, GANER 2005). Já a deficiência no consumo de potássio, 18,3% (1100mg) do recomendado, se justifica, quando 32 dos indivíduos (26,0%) da amostra revelaram não ingerir frutas diariamente, 35 (28,5%) não ingeriam verduras diariamente; 59 universitários (47,9%) não consumiam leguminosas todos os dias. Tal hábito cada vez mais freqüente mostra-se ligado a hábitos obtidos com os pais, uma vez que o consumo tanto o de pais quanto o de filhos mostra-se semelhante, sendo que o acesso a estes alimentos em grandes metrópoles como São Paulo é vasto (GORDON-LARSEN et al 2000). As variáveis categóricas, em número e porcentagem, estratificadas segundo número de fatores de risco cardiovascular estão apresentadas na tabela 2. Verifica-se maior proporção de universitários com risco cardiovascular substancialmente elevado entre os que apresentavam maior número de fatores de risco presentes, bem como percentual de gordura corporal elevado; enquanto que apenas 13 (10,5%) dos estudantes mostravam-se adequados nesta avaliação. O teste estatístico ainda evidencia 30 (24,4%) alunos cujo número de refeições foi igual ou inferior a quatro por dia, apresentando mais riscos cardiovasculares, pois dentre os que realizavam mais de 4 refeições apenas 9 (7,3%) encontravam-se no grupo com mais RCV. Foi observada, de forma estatisticamente significante, uma maior proporção de indivíduos com risco cardiovascular elevado ou substancialmente elevado no grupo com 3 ou mais fatores de risco cardiovascular (p=0,0366). Entre os indivíduos com 3 ou mais fatores de risco cardiovascular, houve maior proporção dos que faziam 4 ou menos refeições diariamente, demonstrando que menor número de refeições pode estar relacionado a um maior número de fatores de risco cardiovascular (p=0,0087) 8 Universidade Presbiteriana Mackenzie Tabela 2- Número e porcentagem de Variáveis categóricas segundo número de fatores de risco cardiovascular, São Paulo 2011. (qui-quadrado) VARIÁVEIS CATEGÓRICAS ≤2 ≥3 ESTADO NUTRICIONAL n % n % p Baixo peso 19 15,4 2 1,6 0,6468 Eutrofia 64 52,0 15 12,2 Sobrepeso 3 2,4 20 16,3 Baixo 70 56,9 19 15,4 Elevado 10 8,1 10 8,1 Substancialmente Elevado 6 4,9 8 6,5 Familiares Normotensos 19 15,4 10 8,1 Familiares Hipertensos 57 46,3 37 30,1 ≤4 42 34,1 30 24,4 >4 42 34,1 9 7,3 Adequado 10 8,1 3 2,4 Acima do Adequado 86 69,9 24 19,5 Prática de Atividade Física 36 29,3 20 16,3 Sedentarismo 47 38,2 20 16,2 RISCO CARDIOVASCULAR 0,0366 ANTECEDENTES FAMILIARES 0,8065 NÚMERO DE REFEIÇÕES DIÁRIAS 0,0087 % GORDURA CORPORAL 0,8065 PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS 0,6171 Jardim e colaboradores (2010) após um estudo de coorte de 15 anos realizado com estudantes de medicina e médicos encontrou em sua primeira coleta 9% dos indivíduos com IMC irregular com idade média de 19,9 anos e após 15 anos 26,4% estavam com excesso de peso. Caso essas projeções fossem aplicáveis sobre este público, mais de 30% estariam em sobrepeso. Assim, o presente público apresentaria mais indicadores para riscos cardiovasculares uma vez que o sobrepeso tem se mostrado um dos principais preditores de hipertensão arterial em toda bibliografia. Costanzi et al (2009) afirma que a incidência de hipertensão em seu público foi maior nos indivíduos com sobrepeso, porém a avaliação da circunferência da cintura foi ainda mais fiel ao resultado, apresentando 2,8 vezes mais hipertensos no grupo com CC irregular. Assim, a resistência periférica nas artérias ocasionadas pelo sobrepeso e obesidade e a deposição de gordura próxima aos órgãos centrais avaliadas pela circunferência da cintura, tornam-se agravantes diretos para os riscos cardiovasculares. 9 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 O baixo numero de refeições mostrou-se relacionado mais riscos cardiovasculares (p=0,0087), sendo também citado por Dutra e colaboradores, estando ligado ao sobrepeso, levantando a hipótese de uma tentativa compensatória dos adolescentes já em sobrepeso emagrecerem omitindo refeições. Alguns autores buscam explicações para obesidade na quantidade de carboidratos ingeridos, Guttierres e Alfenas (2006) após revisarem diversos periódicos com base em tal fundamento concluem que a relação proposta também foi baixa assim como no presente estudo apresentando associação fraca negativa (p= -0,2122) para carboidratos e o IMC dos indivíduos. Avaliando o recordatório habitual, 51 universitários (41,4%) foram classificados inadequados em relação ao consumo de calorias, ingerindo acima ou abaixo do recomendado para sua altura, peso, sexo e idade. Ainda que sem significância estatística, 30,4% (n= 24) da amostra mostraram-se adequados ao IMC. Para os universitários com IMC inadequado, 50% (n=22) consumiam calorias inadequadamente, contudo sem relevância estatística (p=0,7878). A tabela 3 exibe informações relativas ao consumo de nutrientes pelos participantes do estudo para o sexo masculino e feminino. Destacam-se inadequações para itens como sódio em homens com excesso de peso. Baixo consumo de potássio e fibras em todos os grupos, sendo excessivo o consumo de proteínas, gorduras saturadas e colesterol nos homens, o que poderia ser explicado pelo maior consumo de carnes. Tabela 3 Média e desvio padrão dos nutrientes em homens e mulheres segundo estado nutricional, São Paulo 2011. (t-student) Mulheres Homens Estado Nutricional Eutrofia Excesso de peso Eutrofia Excesso de peso Média DP Média DP p Média DP Média DP p Sódio (mg) 1926 1328 3110 1438 0,6278 1668 710 1776 740 0,6029 Potássio (mg) 1107 389 1552 525 0,1784 1091 544 905 384 0,2075 13 8,3 18,2 12,3 0,8082 12,5 8,8 10,7 5,7 0,4630 Carboidratos (g) 273,6 103,5 181,3 64,9 0,1042 213,4 72,4 213 78,8 0,9856 Proteínas (g) 70,3 33,6 149,7 84,5 0,0825 64,5 26,4 61,4 20,2 0,6654 Lipídios (g) 68,6 42,7 60,5 36,5 0,7417 44,1 26,1 53,9 27,3 0,5260 Saturados (%) 21,7 15,9 9,1 4,9 0,6567 9,7 5,9 9,8 7,2 0,9684 Monosaturados (g) 17,5 14,5 11,6 5,4 0,4246 8,2 5,7 9,4 7,0 0,4849 Poliinsaturados (g) 7,9 4,8 11,2 3,6 0,2589 5,8 4,2 4,9 2,4 0,4112 Colesterol (MG) 173 161 251 193 0,4896 148 119 161 139 0,7106 Fibras (g) Nos homens é possível observar o consumo de sódio 55,5% acima do recomendado no grupo com excesso de peso, além do consumo de proteínas ser mais que o dobro em relação ao grupo eutrofico. Este grupo apresentou valores considerados ruins no consumo 10 Universidade Presbiteriana Mackenzie de gorduras saturadas representando 21,7% do valor energético diário, quando o limite para esse consumo recomendado é de até 8% segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Dentre as mulheres o consumo não é destacado pelo teste estatístico em nenhum nutriente, e de maneira geral não ultrapassaram recomendações de sódio, lipídios e colesterol como no grupo masculino, mas atingem apenas 18% da recomendação do potássio e aproximadamente 60% das fibras diárias. Já são destacadas tendências para diminuir o consumo de carboidratos e elevar o de proteínas e gorduras em todo mundo inclusive no Brasil. Até mesmo na África do Sul o estudo de CORIS (Coronary Risk Factor Study, 1988) mostra uma participação excessiva das gorduras na dieta dessa população apontando que já é iniciada a transição epidemiológica dessa população, assim como aconteceu em países desenvolvimento e no Brasil, de doenças parasitárias e infecciosas para as doenças crônicas, e essas já apresentam números em crescimento para a população sul africana. Embora o teste estatístico não tenha destacado diferenças significativas entre os grupos, algumas médias tornam-se alarmantes quando comparadas as recomendações de ingestão pelas DRIs de 2002, tornando-se de extrema importância a adequação do consumo para que os indivíduos diminuam riscos para saúde. A comparação entre homens e mulheres é demonstrada na tabela 4, destacam-se em negrito relações estatísticas significantes para os itens de consumo alimentar, sódio, proteínas, gorduras mono e poliinsaturadas. As médias masculinas são, de maneira geral, superiores às femininas, exceto pelo percentual de gordura saturada. Tabela 4 - média e desvio padrão do consumo de nutrientes segundo sexo, São Paulo 2011. (t-student) Feminino Masculino p Média DP Média DP 1591 537 1924 784 Sódio (mg) 1858 1308 2917 1337 0,0135 Potássio (mg) 1062 504 1363 495 0,0655 Fibras (g) 13,1 10,8 17,4 10,2 0,2096 Carboidratos (g) 218,8 74,7 223,2 93,4 0,8580 Proteínas (g) 66,6 26,3 113,6 76,0 0,0001 Lipídios (g) 51,9 27,5 64,2 37,6 0,1852 Saturados (%) 10,4 6,6 10,0 6,31 0,8590 Monosaturados (g) 9,0 6,4 14,6 10,8 0,0188 Poliinsaturados (g) 5,5 3,7 9,6 4,3 0,0020 Colesterol (MG) 158 126 216 175 0,1771 Calorias 0,0710 O sexo masculino consumiu em média e de forma estatisticamente significativa, mais calorias, sódio, proteínas e gorduras insaturadas (poli e mono). Atualmente, admite-se que estão presentes com mais freqüência fatores de risco como sedentarismo, obesidade e 11 VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 consumo desregrado de nutrientes, mas encontram-se presentes em algumas populações itens de consumo como gorduras insaturadas podem promover fatores protetores ao indivíduo, melhorando o perfil lipídico, diminuindo fatores de promoção aterosclerótica e as condições gerais do indivíduo. A pesquisa de orçamento familiar demonstra em conjunto com outros estudos as principais mudanças detectadas no padrão alimentar ao longo das ultimas décadas: aumento contínuo no consumo de carnes, leites e derivados (exceto manteiga) e declínio no consumo de ovos; ascensão do consumo de açúcar refinado e refrigerante; redução do consumo de leguminosas, raízes e tubérculos; diminuição da participação relativa de carboidratos complexos na dieta; substituição da banha, toucinho e manteiga por óleos vegetais e margarina. Visto o novo padrão de consumo, potencialmente relacionado aumento no consumo de proteínas, como mostra a média masculina, são traçadas hipóteses de que este estaria ligado ao aumento no consumo de sódio. Ainda baseando-se em preceitos da POF poderiam ser estabelecidas relações ao aumento da participação de gorduras insaturadas seja por óleos vegetais de melhor configuração química, ou pela substituição da carne bovina pela suína, composta por maior percentual de ácidos graxos insaturados. Embora o estudo não tenha encontrado indivíduos que referiram hipertensão, destaca-se que 95% dos universitários apresentaram algum fator de risco, sendo eles: a inadequação do percentual de gordura em 89,4% da amostra, sedentarismo em 54,4% ; com CC inadequada 27,6% dos universitários e sobrepeso 18,7% da amostra (riscos diretos) e hereditariedade em 76,1%, considerado risco considerado indireto. Ações educativas devem ser incentivadas neste grupo populacional a fim de prevenir pior prognóstico futuro, uma vez que, a hipertensão não foi observada, porém, o grupo apresentou alta prevalência de diferentes fatores de risco o que, com o passar do tempo pode adoecê-los. REFERÊNCIAS ACUNA, K.; CRUZ, T. Avaliação do Estado Nutricional de Adultos e Idosos e Situação Nutricional da População Brasileira. Arq Bras Endocrinol Metab., Salvador, 2004. Almeida FF, Barreto SM, Couto BR, Starling CE. Predictive factors of in-hospital mortality and of severe perioperative complications in myocardial revascularization surgery. Arquivo Brasileiro de Cardiologia 2003;80(1):41-60. ARAÚJO, MMN; FIGUEIROA, JN; ALVES, JGB. Excesso de Peso, atividade fífica e hábitos alimentares entre adoslescente de diferentes classes econômicas em Campina Grande. Ver Assoc Med Bras 53(2): pag130-4, 2007. ARCHANJO, L. R. ; BRITO, K. F. W. de. Nutrição: gênero e profissão. 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