UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO (EA) DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS (DCA) COMISSÃO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO (COMGRAD-ADM) ADM01196 – ESTÁGIO FINAL EM PRODUÇÃO E SISTEMAS REDESENHO DO PROCESSO DE COMPRAS DE EQUIPAMENTOS COM O USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: O CASO SONAE Por Paulo Alexandre da Silva 1995/89-0 Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Administração Professor Orientador: Henrique Freitas Porto Alegre, junho de 2001 “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo se expondo a derrotas, do que formar fila aos pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nesta penumbra cinzenta e nem conhecem vitórias nem derrotas.” Theodore Roosevelt Este trabalho é dedicado à Luiz Afonso e Maria Jeci. Agradecimentos Agradeço à Deus, pela Vida, pela Sabedoria e pelo Amor. Mas, principalmente, por me fazer saber ser Seu filho, e pela minha Missão. Ao meu pai, Luiz, pelo exemplo de homem íntegro, sábio e amigo, capaz de façanhas impossíveis de serem descritas neste pequeno espaço. Quando criança eu sonhava em um dia poder ser ele. Hoje quero continuar sendo. Á minha mãe, Jeci, pelo seu zelo na criação dos filhos, pelo seu carinho, sempre presente, e pela dedicação em procurar ser a melhor mãe do mundo. Ela sempre conseguiu. Mas agradeço de forma especial ao seu amor, infinito. À Carla, minha irmã, e também ao Adriano, obrigado por me mostrarem que tudo que se quer com verdadeiro amor, se consegue. Agradeço também a minha sobrinha, que logo estará iluminando nossas vidas com seu sorriso. Ao meu irmão, Ricardo, pela amizade e companheirismo. E, é claro, pelas inúmeras e longas noites dedicadas a me auxiliar. Sem isso, esta etapa nunca teria sido concluída. À todos vocês, mais uma vez, por me mostrarem o verdadeiro significado da palavra “família”, e por me fazer saber que tudo vale à pena. Obrigado, de coração. Aos meus antepassados, por sua constante proteção e orientação. E por terem preparado esta terra, Pátria tão amada, com todo o seu empenho. Aqui, também suas virtudes frutificaram. Ao Fernando, por abrir as portas para a realização deste na Sonae, e aos meus colegas do Departamento de Expansão, pela colaboração e ajuda nos momentos em que necessitei me ausentar para freqüentar as aulas. Aos fornecedores, que prontamente enviaram suas respostas ao questionário. Ao Prof. Henrique, meu orientador, pela confiança depositada em mim. E também por sua paciência . À Profª. Edimara, por toda a orientação e o acompanhamento na realização deste trabalho. Sem ela isto não teria sido possível. Ao Prof. Luis Felipe, por ter feito a pergunta certa, no momento certo, o que deu o rumo correto à pesquisa. Aos professores Jaime de Marco, Ângela Brodbeck e Vera Stork, agradeço por terem me ensinado muito além do que foi dito em sala de aula. Aos colegas da UFRGS, pela parceria, e especialmente aos membros da Comissão de Formatura, pelo excelente trabalho realizado. À Luciene, por me ensinar tanto sobre o amor, e por estar sempre presente. À Masaharu Taniguchi, por ter mostrado o Caminho. Aos colegas da Associação dos Jovens da Seicho-no-Ie, Regional RS - Passo D’Areia, pela amizade. À Andréa, por ter assumido minhas funções na A.L. durante estes meses, e ao Fábio Drumer, por ter aceitado a responsabilidade que lhe foi passada. A todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, colaboram para que este objetivo fosse alcançado. Muito obrigado! INTRODUÇÃO A intensificação do uso de novas tecnologias e o acesso rápido, quase imediato, a um grande volume e variedade de informações vêm sendo uma das principais características das empresas líderes em seus segmentos de mercado, destacando-se em especial a troca de informações através do sistema virtual de comunicação via internet e de e-business para desenvolver transações. O uso crescente destas novas ferramentas tem provocado, e com certeza provocará ainda mais no futuro, uma acentuada redução dos custos de operações e principalmente, maior rapidez nas tomadas de decisões. Podemos afirmar que o “futuro” já chegou, tal é o grau da evolução na tecnologia e nos sistemas operacionais que está ocorrendo. Esta verdadeira revolução, sem precedentes, caracteriza-se em especial pela rapidez com que operam as trocas de dados e informações, e a universalização do acesso a esse processo. Estas características permitem que melhoramentos e novas tecnologias ou processos e sistemas operacionais sejam incorporados constantemente em um sistema que retroalimenta-se por si mesmo. Diariamente mais e mais pessoas, empresas, centros de pesquisa, etc, incorporam-se ao sistema e trocam informações entre si. Está criando-se um mundo sem fronteiras, interconectado em tempo real, e podemos afirmar que, mais do que uma revolução, o que está ocorrendo é uma verdadeira “avalanche” em que a ninguém é dado o direito de escolher se participa ou não do processo. Isto é válido principalmente às empresas, que se não atualizarem-se e incorporarem as novas tecnologias com certeza serão alijadas pela concorrência. O inter-relacionamento com fornecedores é o segmento que está merecendo a atenção e grande volume de investimentos por parte das principais empresas brasileiras. Isto deve-se à que a área de relação com os clientes, à chamada B2C, ou comércio on-line, 2 é um assunto relativamente novo para as empresas e que apresenta muitos riscos, enquanto que o chamado B2B (business to business) apresenta, já de imediato, grandes ganhos, pois o volume das transações é muito elevado e, neste caso, qualquer fração de ponto percentual de economia é significativo. E também porque os riscos são bem menores, quase inexistentes. Não só as empresas compradoras economizam nos seus processos tradicionais como as empresas fornecedoras reduzem substancialmente os seus custos de venda e distribuição. De acordo com Martin (1999), “as empresas operarão através de uma série de relacionamentos entre clientes, funcionários, distribuidores, fornecedores e parceiros de negócios. Estes relacionamentos serão facilitados pela passagem para um mundo interconectado e as empresas que forem as primeiras e as mais competentes em maximizálas serão as vencedoras no futuro da internet.” A partir do que foi exposto nos parágrafos acima, o presente trabalho visa o redesenho do processo de compra de equipamentos da Sonae Distribuição Brasil S.A. (SDB) com o uso do comércio eletrônico. Dentro da sua estrutura organizacional todas as atividades relacionadas com projetos de expansão orgânica, e também aquisição de novas redes, é atribuição do “Departamento de Expansão”, o qual se reporta diretamente à diretoria executiva do SDB, com sede administrativa em Porto Alegre. Uma das principais atividades deste departamento de expansão é de administrar e executar a compra de equipamentos para todas as lojas da rede. A empresa já está informatizada em todos os seus processos internos e já utiliza com sucesso as tecnologias de informação, nas transações com seus fornecedores de mercadorias comercializadas em suas redes de supermercados. Isto, por si só, já é um fator importantíssimo na implantação do sistema proposto. O que este trabalho visa entretanto, é além disto, verificar as condições que seus fornecedores atuais de equipamentos tem de utilizar as ferramentas propostas. Esta introdução, capítulo 1, apresenta a caracterização da empresa e suas singularidades, a formulação do problema e as justificativas para o tema da pesquisa. No segundo capítulo são definidos o objetivo geral e os objetivos específicos. Na fundamentação teórica, capítulo 3, são abordados os seguintes tópicos: a utilização da tecnologia da informação e comércio eletrônico nas empresas, mais 3 especificamente a internet, e-commerce e o e-procurement. E as visões de vários autores sobre o redesenho de processos e sobre o processo de compras. No quarto capítulo, Metodologia da Pesquisa, são apresentados: a estratégia, o método de pesquisa adotado e as diferentes técnicas de coleta e análise de dados utilizadas. As informações resultantes da pesquisa, incluindo a análise e os pontos críticos do processo atual, o novo processo de compras sugerido e a avaliação da viabilidade de sua implantação, são apresentadas no quinto capítulo: ”Redesenhando o Processo de Compra com o Auxílio do E-Procurement”. Por fim, no sexto capítulo, “Considerações Finais”, abordamos as conclusões, os limites e as contribuições deste estudo. Nos anexos, apresentam-se informações secundárias ou de suporte ao leitor. 1.1 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO A Sonae é uma empresa em fase de grande expansão, atuando no ramo de supermercados, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Atualmente a Sonae ocupa o quarto lugar no setor, pelo ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com faturamento bruto de R$ 3,008 bilhões em 2000, atrás apenas da Companhia Brasileira de Distribuição, com R$ 9,550 bilhões, do Carrefour, com R$ 9,520 bilhões, e do Bompreço, com R$ 3,042 bilhões. Controla as marcas: “BIG” para hipermercados; e “Nacional” no Rio Grande do Sul, “Mercadorama” no Paraná e “Cândia” em São Paulo para redes regionais de supermercados. A Sonae vem apresentando um crescimento vertiginoso no Brasil. Em janeiro de 1999 a rede tinha 47 lojas e 12 mil empregados. Pouco mais de um ano depois o número de lojas aumentou para 173 e o de funcionários duplicou. O endereço da Sede Administrativa é na Av. Sertório, 6600 – sobreloja, CEP 91110580, bairro Sarandi, Porto Alegre – RS, com os telefones: geral: (51) 33494444 e telefax geral: (51) 33494545. A SONAE foi fundada em 1959, em Portugal, com o objetivo de produzir termolaminados decorativos. Durante as primeiras duas décadas cresceu como uma pequena e média empresa centrada no setor dos produtos derivados da madeira. Foi na 4 década de 80 que a empresa iniciou um período de rápida expansão, coincidindo com a entrada de Portugal na Comunidade Européia. Neste período a empresa começou um processo de diversificação, adquirindo primeiro uma cadeia de supermercados e depois lançando o primeiro hipermercado em Portugal. A constituição da SONAE Imobiliária, a seguir, foi um passo natural, tendo orientado a sua ação para a construção de centros comerciais adjacentes às suas lojas. Foi responsável pelo CascaiShopping - o primeiro centro comercial regional construído em Portugal. Simultaneamente, a empresa investiu em muitas novas áreas como na comunicação, tecnologia da informação, lazer e turismo. Em 1996, antecipando os novos desafios da expansão internacional dos seus diferentes negócios e a necessidade de focar os recursos de gestão no seu desenvolvimento, foi decidido que os negócios da SONAE Indústria (já presentes em Espanha, Reino Unido, Canadá, Brasil e África Austral) e os da Pargeste (que agrupava as atividades não estratégicas) deveriam ser separados da SONAE Investimentos SGPS, S.A. Como resultado, a SONAE Investimentos, SGPS, S.A, tornou-se uma empresa holding dedicada apenas aos negócios de varejo moderno, tendo sido constituída uma nova holding, a INPARSA, para agrupar os negócios dos derivados da madeira (SONAE Indústria) e todas as outras atividades não estratégicas. Em Setembro de 1999, houve a fusão na SONAE SGPS S.A. (anteriormente denominada Sonae Investimentos SPGS S.A.) das sociedades Inparsa e Figest. O seu portfólio de negócios estende-se, para além dos setores de varejo e imobiliário, à indústria de derivados de madeira, turismo, telecomunicações móveis e fixas, construção, transportes e capital de risco. A SONAE SGPS S.A. atua como um gestor de portfólio, cabendo às suas subholdings o papel de gestor de participações. O universo Sonae possui um volume de negócios conjuntos de mais de 8 bilhões de reais divididos em cinco sub-holdings: a- Sonae Distribuição, composta por Hiper e Super em Portugal e no Brasil. É líder do varejo em Portugal e 4º do ranking por faturamento no Brasil; b- Sonae Indústria, líder mundial na produção de aglomerados e outros derivados de madeira; c- Sonae Imobiliária, líder na promoção e gestão de centros comerciais em Portugal; 5 d- Sonae Telecomunicações, é o 3º operador de rede móvel em Portugal; e e- Sonae Turismo, com posição relevante nas atividades de turismo e comunicação social em Portugal. Este trabalho será focado na sub-hoding da Sonae, a Sonae Distribuição, que é responsável pela área de varejo, detendo um portfólio articulado de formatos de base alimentar e não alimentar no mercado português e brasileiro. De maneira mais específica, na Sonae Distribuição Brasil S.A., que hoje está em 4º lugar na referência alimentar no Brasil, onde detém a liderança destacada na região sul. A Sonae entrou no mercado brasileiro de varejo em 1989 através da associação com a Josapar, resultando no surgimento da Companhia Real de Distribuição (CRD). A partir daí o grupo Sonae prosseguiu com sua expansão no mercado brasileiro. Em 1995 o grupo Sonae adquire mais ações da CRD, totalizando 50% e ficando assim com a direção da empresa. Nesse período a CRD ocupava o nono lugar no ranking brasileiro por faturamento. Em junho de 1997, o grupo Sonae compra o restante das ações da Companhia Real de Distribuição, ficando então, com 100% do negócio. Em junho de 1998 a empresa associou-se ao Cândia, rede de 3 lojas em São Paulo/SP e nasceu uma única organização, denominada Sonae Distribuição Brasil, operando com as marcas Supermercados Real, Hipermercados BIG e Hipermercados Cândia. A partir da constituição da Sonae Distribuição Brasil S.A., iniciou-se um acelerado processo de expansão, resultando em aquisições e associações com outras empresas no Brasil (quadro 1). QUADRO 1: A EXPANSÃO DA SONAE: INCORPORAÇÕES Data Investimento Empresa Nº Lojas Nov/1998 Compra Mercadorama/PR 13 Jan/1999 Compra Exxtra Econômico/RS 5 Mar/1999 Associação Nacional/RS 91 Mai/1999 Compra Coletão/PR 8 Out/1999 Compra Muffatão/PR 9 6 Do acelerado processo de expansão resultou várias insígnias no Brasil. A estratégia da Sonae com supermercados é reforçar as marcas regionais sendo líderes nos respectivos mercados e com o hipermercado uma única marca nacional. O posicionamento mercadológico que Sonae adotou é o abaixo, visando a marca mais forte em cada estado (quadro 2). QUADRO 2: POSICIONAMENTO MERCADOLÓGICO NO BRASIL Estado Loja Supermercados Hipermercados Bandeira RS Nacional PR Mercadorama SP Cândia Todo Brasil Big 1.2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA A área de compra de equipamentos, recebe solicitações de compras e executa suas atividades com base nas determinações oriundas dos projetos de expansão, e que podem ser: a- Aquisições de equipamentos para novas lojas – Expansão. b- Aquisição de equipamentos para substituição aos existentes ou remodelagem de lojas. Os equipamentos cuja a aquisição é de responsabilidade da área de Compra de Equipamentos, do Departamento de Expansão, são classificados em 26 grandes grupos, dentre os quais destaca-se o de Equipamentos para Áreas de Laboratórios de Perecíveis, terceiro maior, com participação de aproximadamente 8% do orçamento total de equipamentos. Como são equipamentos para uso nos setores de perecíveis de uma grande rede de supermercados, isso implica nas seguintes questões básicas e importantíssimas: c- Grande volume de investimento envolvido na maioria das transações. 7 d- Equipamentos usados para produtos “perecíveis”, isto é, precisam funcionar com alto grau de eficiência. e- Cronogramas com datas de entregas com prazo impreteríveis e ou urgentes. São atribuições deste setor, além das compras em si, também todas as atividades relacionadas com a obtenção de informações junto aos fornecedores, especificações, catálogos, preços, prazos de entregas e demais informações necessárias ao Departamento de Expansão para a elaboração de projetos. Considerando as dimensões da empresa, o volume de informações processadas diariamente é bastante elevado, e o problema relevante neste contexto é que, ainda são utilizados neste setor métodos tradicionais de compras com grande volume de formulários, telefonemas, correspondências, etc, repercutindo no aumento dos custos do setor bem como, também, em prazos mais longos de execução de tarefas com repercussão negativa na execução dos projetos. Os métodos atuais do setor não estão adequadamente compatíveis com a dinâmica do restante da organização. A principal característica do problema verificado está na qualidade das informações e, em especial, no aspecto “prazos”, com implicações importantíssimas na qualidade das tomadas de decisões, no planejamento, e na execução dos projetos. 1.3 JUSTIFICATIVA A principal justificativa para o enfoque dado a este estudo não é a melhoria do processo de compra de equipamentos como um fim em si mesmo, e necessária apenas ao setor. Isto já seria relevante, mas não é o básico, o essencial. O que realmente se justifica é a melhoria que o novo desempenho deste setor possa vir a prestar na qualidade da elaboração e execução dos projetos de expansão. Acredita-se que o que está sendo proposto atingirá estes resultados. Os meios são as compras, mas os fins são os projetos, por isso as inter relações entre compras e projetos serão abordadas a seguir. Projetos são sistemas finitos, complexos, não homogêneos e não repetitivos. Segundo Cukierman e Dinsmore (apud Macedo, 2000), “existem alguns indicadores permanentemente presentes em qualquer projeto cuja otimização é sempre desejada, sendo eles: o prazo, o preço (orçamento), a performance (desempenho técnico) e o perigo 8 (risco).” Estas são condições que poderão ser aferidas para avaliação do grau de desempenho de um projeto. Já Maximiano (1997), considera os seguintes elementos de um projeto: OBJETIVO SINGULAR ATIVIDADE FINITA CLIENTE ou USUÁRIO PROJETO RECURSOS LIMITADOS INCERTEZA ADMINISTRAÇÃO ESPECÍFICA FIGURA 1: ELEMENTOS DE UM PROJETO FONTE: MAXIMIANO (1997) Os elementos citados são apresentados com maiores detalhes no quadro 3: QUADRO 3: ELEMENTOS DE UM PROJETO a- SINGULARIDADE: Projetos são rotineiramente singulares: não há dois exatamente iguais. b- ATIVIDADE FINITA: Projetos são empreendimentos finitos claramente definidos. c- CLIENTE OU USUÁRIO: Projetos em geral envolvem relação entre fornecedor e cliente ou usuário. d- RECURSOS LIMITADOS: O resultado do projeto é o desenvolvimento da solução ou atendimento do interesse dentro das restrições de tempo ou recursos. e- INCERTEZA: Projetos tem um componente de incerteza que cerca o resultado esperado ou as condições de realização. f- ADMINISTRAÇÃO ESPECÍFICA: Têm mais administrados probabilidade por êxito meio de técnicas administração de projetos. Fonte: MAXIMIANO (1997) de quando especiais são de 9 Os ciclos de vida de um projeto variam de uma empresa para outra, mas de um modo geral temos quatro fases principais – Maximiano (1997) – sendo que na maioria das vezes a fase seguinte é iniciada antes que termine totalmente a anterior, havendo portanto uma superposição de fases: FIGURA 2: QUATRO FASES DO CICLO DE VIDA DE UM PROJETO PREPARAÇÃO ESTRUTURAÇÃO DESENVOLVIMENTO ENCERRAMENTO Fonte: Maximiano (1997) Apesar de os projetos serem complexos, não homogêneos e não repetitivos, eles tem em comum esta seqüência lógica em seu ciclo de vida, conforme apresentado na figura 2 e melhor especificado no quadro abaixo. QUADRO 4: AS FASES DO CICLO DE VIDA DE UM PROJETO a- PREPARAÇÃO: Onde se definem os objetivos. b- ESTRUTURAÇÃO: São detalhados os planos operacionais, é organizada a equipe e mobilizados os recursos necessários. c- DESENVOLVIMENTO: É a execução do projeto. d- ENCERRAMENTO: Término e avaliação dos resultados. Fonte: MAXIMIANO (1997) A situação específica do Brasil, em fase de grandes transformações econômicas e a ausência de políticas públicas bem definidas a médio e longo prazo, são fatores que tornam extremamente complexas as condições para planejamento e execução de projetos. Acrescente-se a isso a grande velocidade na evolução tecnológica, que faz com que aquilo que era consagrado e aceito a pouco tempo atrás hoje já seja duvidoso ou ultrapassado. Há um elevado grau de incerteza. Aliás, o único grau de certeza é que a médio prazo quase tudo será diferente. No caso específico da SONAE, além de todo este contexto, o segmento de supermercados e hipermercados está em fase de grande dinamismo e crescimento. A obtenção de uma maior fatia de mercado é condição obrigatória – “Ou cresce ou 10 desaparece”. Neste contexto o fator tempo na elaboração e conclusão de projetos de expansão ou modernização de lojas passou a ser o item mais importante. Entretanto em um recente estudo realizado por Macedo (2000), verificou-se que os projetos executados no ano de 2000 apresentaram nos itens tempo de execução e recursos utilizados uma variação quase sempre para maior em relação ao inicialmente projetado. Em pouquíssimos casos houve variação para menor. Segundo Macedo (2000), “Gastou-se mais e houve atrasos em quase todos os projetos concluídos”. Neste cenário, que envolve o planejamento e a execução dos projetos, justifica-se agilizar e melhorar a qualidade e amplitude das atividades da área de “Equipamentos”. Este é o setor responsável por todas as aquisições de equipamentos e utensílios utilizados nos setores de manipulação de produtos perecíveis denominado “Laboratório de Perecíveis”, das lojas. Esta área “Equipamentos” é uma das cinco áreas em que se subdivide o Departamento de Expansão onde são administrados todos os projetos de expansão do SONAE, conforme organograma abaixo: D epartam ento d e E xpansão D iretor de Expansão Controle de projetos Arquitetura Obras Civis Equipamentos Galerias Comerciais FIGURA 3: ORGANOGRAMA DO DEPARTAMENTO DE EXPANSÃO Fonte: Macedo (2000) Não só a aquisição, mas também todas as especificações técnicas destes equipamentos, dependem em parte ou no todo de informações de fornecedores externos, e neste caso, todo o acesso a eles é feito através da área de “Equipamentos”. Este é um dos poucos onde há grande chance de melhoria no processo. Na elaboração dos projetos, nos dados iniciais, os setores de “Arquitetura” e “Projetos” solicitam à área de “Equipamentos” informações sobre o preço, condições de fornecimento e dados técnicos dos equipamentos necessários. Estas solicitações nem sempre estão perfeitamente definidas e claras, por que o próprio setor solicitante desconhece as precisas condições do que existe disponível no mercado. Esta é uma fase 11 em que há um grau elevado de incertezas, o que é natural por ser a fase de levantamento de dados, mas que gera sempre um efeito limitante no perfeito fluxo do projeto. Quando o equipamento solicitado já é suficientemente conhecido e definido, e existe apenas uma única opção de compra, as informações e especificações técnicas são claras e o fluxo do projeto tende a transcorrer dentro dos limites pré-definidos. Entretanto esta circunstância nem sempre ocorre. O mais comum é a existência de inúmeras alternativas diferentes como por exemplo: desempenho, dimensões (espaço ocupado), consumo de energia, preço, prazos de entrega, entre outros. Pode ocorrer também que durante a execução do projeto (mesmo que o planejamento esteja perfeitamente correto) sejam incluídas alterações gerais, ou substituição específica de algum item com repercussão em todo o fluxo de informações, principalmente em custos e tempos. Como se observa, não existe a compra simples de um equipamento, mas sim um fluxo constante de informações, análise de dados, novas informações, e assim sucessivamente, até a conclusão final do projeto. Acredita-se que o “redesenho do processo de compra”, com a utilização do comércio eletrônico, permitirá uma redução no tempo despendido nos processos do Departamento de Expansão, dos custos de administração destes e também no próprio custo dos equipamentos adquiridos pelo departamento. 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL: Analisar o processo de compra de equipamentos para as áreas de manipulação de perecíveis das lojas da SONAE Distribuição S/A, e propor o redesenho deste processo com o uso da internet e das ferramentas de comércio eletrônico. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Mapear o processo de compra atual; • Identificar os pontos críticos nesse processo; • Identificar os recursos propiciados pela internet, cujo uso poderá trazer melhorias ao processo; • Identificar qual o nível de preparação dos principais fornecedores para uso do comércio eletrônico; • Propor um novo processo de compra. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo realizou-se uma análise da literatura sobre as várias ferramentas disponíveis nas novas tecnologias da informação, e suas implicações nos processos empresariais. 3.1 A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO REVOLUCIONANDO OS PROCESSOS EMPRESARIAIS: A tecnologia da informação está mudando a maneira como as empresas operam, e está provocando uma mudança radical no processo de compra e venda. Ela representa a ferramenta mais importante no redesenho dos processos das organizações. 3.1.1 A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: A tecnologia da informação está revolucionando a cadeia de valor em cada um de seus pontos. Conforme McGowan (1997), o termo cadeia de valor agregado vem da área de microeconomia, onde é utilizado para descrever os vários passos que um bem ou serviço atravessa desde a matéria prima até o consumo final. Nenhuma empresa ou organização será capaz de isolar-se e escapar aos seus efeitos. McGowan (1997) afirma que não se consegue saber bem quão ampla e profundamente a tecnologia está transformando a maneira de conduzir novos negócios, nem qual o desempenho potencial das empresas que de fato compreendem a natureza deste processo. Um dos fatos mais importantes nesta revolução foi o aparecimento da internet, associado aos sistemas multimídia dos computadores atuais. 14 De acordo com Tapscott (1997) as transformações provocadas por esta nova tecnologia estão criando uma nova hierarquia de promessas, todas em cascata ascendente, para formar o novo modelo para criação de riquezas: a empresa em rede. Para cada um desses níveis há uma tecnologia que o torna possível. E para cada um desses níveis há uma mudança fundamental na natureza do trabalho que está ocorrendo: TECNOLOGIA VIABILIZADORA A PROMESSA Criação de Riqueza, Desenvolvimento Social A Empresa interligada em Rede A “Net” Computação Interempresa A Empresa Ampliada Infoestrutura da Empresa Computação em Grupos de Trabalho Multimídia Pessoal A MUDANÇA Remodelação dos Relacionamentos Externos A Empresa Integrada A Equipe de Alto Desempenho O Indivíduo Eficiente Transformação Organizacional Reformulação de cargos e processos de negócios Tarefa, eficiência no aprendizado, FIGURA 4: TRANSFORMAÇÃO DAS EMPRESAS POR MEIO DA NOVA MÍDIA. Fonte: © New Paradigm Learning Corporation, 1996 (apud Tapscott, 1997) • O INDIVÍDUO EFICIENTE Trabalhadores do conhecimento não conseguem integrar as novas ferramentas à seu trabalho. A multimídia está mudando este quadro drasticamente. O computador pessoal está se transformando em computador multimídia integrando o poder rico e natural do áudio, imagem e vídeo. Os computadores atuais já são vendidos com uma unidade de CDROM capaz de armazenar vastas quantidades de informações em vários meios. Usando 15 estas ferramentas as pessoas podem aprender em muito menos tempo, e conforme o aprendizado se integra ao trabalho, as ferramentas multimídia passam a ser a base de um aprendizado permanente. A eficiência (fazer melhor) resulta em economia de tempo que, por sua vez, pode ser reinvestida na eficácia pessoal (fazer a coisa certa). • A EQUIPE DE ALTO DESEMPENHO O fluxo de informações que era vertical na organização hierárquica tradicional, com várias camadas de gerência, passa a ser substituído por equipes interligadas em rede. O foco desloca-se do indivíduo que se reportava ao gerente para equipes que funcionam como unidades de serviço de servidores e clientes. Com este novo modelo o conceito de “cadeia de valor” passa para a nova noção de “rede de valor”, cuja principal característica é encorajar a flexibilidade, a inovação, o espírito empreendedor e a capacidade de resposta. • A ORGANIZAÇÃO INTEGRADA As unidades de negócio podem ser vistas como clientes e servidores ligados em rede, trabalhando em uma estrutura organizacional, modular e flexível. É uma nova arquitetura implantada onde a empresa passa a ter uma “infoestrutura” com a qual poderá passar a ser uma empresa integrada, onde os níveis gerenciais não são necessários. Um exemplo deste tipo de nova empresa é a Federal Express, que detêm 50% do mercado de entregas na América do Norte, obtendo o controle positivo do andamento de cada encomenda com um sistema de rastreamento eletrônico em tempo real, através de um sistema de computação integrado. • A EMPRESA AMPLIADA A computação interempresas permite que os fornecedores antevejam a demanda por seus produtos, e também ajudem os lojistas a fortalecer suas redes de suprimentos, reduzir os estoques, e melhorar as disponibilidades dos produtos nas prateleiras. Em vez de simplesmente comprar, as empresas fazem parcerias com quem é competente, ou se unem a companhias que possuem outros talentos. 16 • A EMPRESA INTERLIGADA EM REDE Esta é uma experiência que está dando os seus primeiros passos, onde um grupo de empresas de produtos e serviços unem-se para executarem em conjunto atividades que requerem inúmeros participantes, como por exemplo, na construção de casas mobiliadas. E assim em dezenas de outras atividades as facilidades oferecidas pela internet permitem a interligação de empresas para a execução de projetos comuns em tempos reduzidíssimos como jamais seria esperado. 3.1.2 A INTERNET AGREGANDO VALOR AOS NEGÓCIOS A internet é um sistema de distribuição das informações espalhadas por vários países e é o mais conhecido componente da infra-estrutura da rede de INFOVIA. De acordo com Tapscott (1997), ela não foi criada por interesse social, mas para suprir objetivos estratégicos do Departamento de Defesa Americano. A internet foi idealizada como um sistema de informações em 1969 pelo – ADVANCED RESEARCH PROJECTS AGENCY (ARPA), que faz parte de Departamento de Defesa Americano. Aquilo que inicialmente era restrito ao uso de pesquisa e educação, passou a expandir-se de tal forma que tornou-se muito difícil manter ás regras restritivas inicialmente impostas e hoje tornou-se a rede das redes, com acesso global a computadores e bases de dados, não importando a diversidade, e baseando-se na utilização dos sistemas de telefonia locais interconectados. Ditado pelo rápido crescimento de diferentes tecnologias da informação, a internet surgiu e rapidamente consagrou-se como solução para a integração dos negócios, alterando processos estruturais e oferecendo às empresas um novo e poderoso canal de comunicação com o mercado. A condução de negócios em ambientes mediados pela internet apresenta-se como um novo canal para o desenvolvimento destes negócios e relações de trocas com clientes, fornecedores, distribuidores e parceiros. Para isto, entretanto, as empresas precisam estar preparadas para enfrentarem este novo desafio de estabelecimento em rede, buscando definir estratégias de atuação para posicionarem-se de forma competitiva na internet. 17 Além das vantagens de permitir acesso facilitado com baixos custos a fornecedores e distribuidores, a internet oferece, na área de compras, várias vantagens de desintermediação, como: redução do tempo de contato, conexões rápidas e confiáveis em qualquer lugar do mundo, atualização de informações, suporte aos produtos e serviços, que tornam o investimento na rede mais que justificável. De acordo com Martin (1999), as empresas operarão através de uma série de relacionamentos que acontecem através das seguintes redes de comunicação: INTERNET : o relacionamento com o cliente Este é o sistema mais conhecido e a tendência é que a Web propiciará oportunidades inusitadas para as empresas interagirem com clientes tradicionais e criarem diálogos contínuos com novos clientes. INTRANET : o relacionamento entre funcionários É um sistema interno de informações distribuídas por uma empresa ou organização para uso exclusivamente interno. É gerido por um sistema em que cada funcionário recebe uma senha de acesso, cuja finalidade é manter estranhos do lado de fora. No futuro da internet, empresas espertas usarão suas intranets para fortalecer as relações entre os funcionários e aprimorar suas habilidades e conhecimentos. EXTRANET : o relacionamento parceiro-distribuidor A extranet é similar a intranet, embora seja utilizada particularmente fora da empresa. As empresas recrutarão parceiros de negócios, fornecedores e distribuidores para criarem e controlarem seus próprios registros, preencherem seus próprios formulários e tornarem-se efetivamente parte integrante da empresa. Com relação à área especifica de compras, utiliza-se no momento tanto a extranet – sistema fechado com acesso restrito – e a internet – sistema aberto – , para a cotação de preços e emissão de pedidos de compra. 18 3.1.3 COMÉRCIO ELETRÔNICO (E-BUSINESS) De acordo com Amor (apud Figueiredo, 2000), o e-business é um super conjunto de casos de negócios que foram digitalizados para operar pela internet. Dentro dele, cada categoria é definida pelo seu caso de negócio e não pela tecnologia utilizada para implementá-la. O e-business é desenvolvido em duas áreas distintas: - business to business (B2B) Restrito a empresas, isto é: empresas utilizam a internet para desenvolver suas transações entre si. - business to consumer (B2C) É a mais conhecida pelo público. Lojas on-line oferecem seus produtos e serviços a todos os cidadãos comuns que visitam seu website. São relações entre empresas e seus consumidores, normalmente pessoas físicas. No e-business, existem várias categorias das quais destacamos o e-commerce e o e-procurement, sendo que, o e-commerce ou comércio eletrônico é uma das categorias mais conhecidas do e-business e opera basicamente entre empresas e consumidores finais. Conforme Albertin (apud Figueiredo, 2000), o comércio eletrônico é a realização de toda a cadeia de valor dos processos de negócios num ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de informação e comunicação, atendendo aos objetivos dos negócios, onde toda a negociação pode ser feita por meio. O e-procurement é um sistema para empresas, onde vendedores e compradores, se encontram para efetuar transações comerciais. Funciona através da internet e normalmente, ao invés de ficarem procurando fornecedores ou fazendo cotações, as organizações se utilizam de um intermediário e fazem o pedido através dele, os quais são chamados INFOMEDIÁRIOS. Quando esses intermediários atendem apenas um setor específico são chamados de portais virtuais. Estes portais operam os sistemas e podem ser acessados de qualquer computador que esteja conectado a internet. Conforme Amor (apud Figueiredo, 2000), os portais devem apresentar as seguintes características essenciais: 19 • Portais do e-procurement (Características dos sites) a) Interface para aplicações: As soluções precisam fornecer interface para outras aplicações, como sistemas de pagamentos e de pedidos. b) Pagamento: Deve sustentar diversos modelos de pagamentos, para diferentes sistemas de negócios e preferências de usuários. c) Relatórios: Através de um relatório deve ser possível determinar o que os clientes realmente querem comprar. d) Termos e condições: Para tornar um contrato realmente legal, é necessário mostrar os termos e condições. e) Banco de dados: A informação sobre o produto é armazenada em um banco de dados separado do seu lay-out. f) Instrumentos de busca: Os clientes devem encontrar um item especifico com um clique de mouse. g) Logística de entrega: Os clientes devem saber em quanto tempo a mercadoria será entregue e o valor discriminado do frete. Conforme Amor (apud Figueiredo, 2000), o e-procurement é um dos serviços on-line na área de business-to-business, que será implementado primeiro, porque apresenta uma oportunidade enorme para que as empresas cortem seus gastos. Este é um sistema que transfere para a web o processo de gerenciamento de compra de suprimentos e que vem trazendo muitos benefícios para as empresas que já o utilizam nas compras de materiais indiretos. Ao entrarem em um site de e-procurement, têm a possibilidade de comprar todos os materiais não produtivos e diversos tipos de serviços, como os materiais de escritório, de informática, produtos médicos, alimentícios, serviços de manutenção predial, profissionais legais, entre outros. No e-procurement, o mercado é orientado pelo comprador, onde ele anuncia seus pedidos para fornecedores que competem entre si pela melhor oferta. Com o e-procurement, as empresas descobrem uma maneira rápida de alcançar redução de custos e melhor eficiência. O resultado é reduzir não só o tempo de compra, como toda burocracia para sua efetivação, evitando assim troca de fax, correspondências via correio e negociações ao telefone. O foco inicial tem recaído sobre as compras de materiais indiretos como artigos de escritório, manutenção, reparo e limpeza. Em questões de minutos, tarefas que antes levavam dias são concluídas com um simples toque. A idéia é 20 entrar com o pedido, que é enviado à vários fornecedores simultaneamente, retornando com os preços. O avanço do e-procurement abre espaço para empresas como o Webb, Bidare e Ariba. Os dois primeiro são sites que já começam a criar comunidades na Internet e a última é especializada em programas de compra. O novo conceito muda o papel do departamento de compra, que passa a ser mais negocial. Segundo matéria publicada na revista Exame Negócios (Empresas, 2000), a Webb vem se destacando como uma das maiores plataformas de comércio eletrônico B2B do Brasil. A empresa atende sete setores da economia, tem um volume de negócios que chega a R$ 100 milhões por mês, comercializa mais de 20 mil itens, e conta com mais de 15 fornecedores e 100 clientes para cada segmento. Em janeiro de 2001 a Webb anunciou o fechamento da primeira compra por meio do “leilão reverso online”, para a SuperVia, empresa que opera a rede de trens urbanos no Rio de Janeiro. Neste negócio, a SuperVia adquiriu um lote de rádios transceptores, e teve uma economia de 10%. Já o site Bidare, braço da Promon na área de e-commerce, conta com 900 fornecedores e tem a expectativa de chegar ao fim do ano de 2001 com 1,6 mil. Nesta matéria, Júnior, diretor-geral da Bidare, afirma: “Surge uma nova realidade, em que as empresas não vão se bastar sozinhas. Esta união consolidará o modelo de consórcio setorial para redução de custos”. A mesma matéria cita que as empresas Citibank e SAP, em uma aliança estratégica, estão criando um conjunto de soluções B2B. No projeto estão previstos serviços de eprocurement, leilões e leilões reversos. Um dos produtos desse projeto, batizado de EBP (Enterprise Buyer Professional), visa agilizar o processo de compra das empresas. Além disto, destacamos o estudo feito por Figueiredo (2000), onde são apresentados seis sites voltados para o e-procurement, cujas características principais podem ser visualizadas a seguir (quadro 5). Este estudo faz parte de um trabalho que visa a introdução do e-procurement na empresa Morisson Knudsen do Brasil Ltda, contratada pela General Motors para realizar a aquisição de todos os materiais indiretos para sua fábrica em Gravataí/RS. QUADRO 5: MODO DE OPERAR DOS PORTAIS DE E-PROCUREMENT E-Mov O que é BcomB Portal voltado Portal de compra e para a Indústria venda de MRO de móveis Webb Portal para negócios de compra e venda Mercado Eletrônico Promedical E-buyers Business Service Provider, criado para atender empresas Portal dedicado à comercialização de equipamentos hospitalares Portal de compras para a Indústria Química 21 O que oferece Acesso a fornecedores e clientes mundiais. Interligação entre integrantes da cadeia produtiva e consumidores. Possibilidades Conjunto grande de para quem fornecedores e compra propostas estilo leilão virtual Reduz o custo operacional e proporciona agilidade no processo. Oportunidade de criar uma comunidade própria de negócios entre fornecedores MRO e clientes via Internet Acesso à lista de preços de diversos fornecedores, crédito para realizar as compras e acompanhamento do pedido em tempo real. Alavancar negócios, agilizar respostas, economizar tempo, estreitar relacionamentos e reduzir custos. Acesso a créditos especiais, menos tempo de entrega e visualização do histórico das compras. Agilidade e dinamismo das compras, redução expressiva de custos e menos burocracia. Não há horário de funcionamento, redução de custos, e compra através de vários fornecedores. Aumento da base de fornecedores, redução no custo de prospeção de clientes e diminuição nos custos de compra. Portal dedicado a Acesso à lista de matériasequipamentos primas e hospitalares , disponível artigos equipe de odontológicos e químicos e produtos engenheiros. laboratoriais. Não, mas no futuro será instituída uma taxa mínima. Comprador, gratuito. Não, isenção total Cada cotação fechada paga de taxa. R$ 60,00. Deve-se pagar para fazer parte do portal? Não, a menos que se queira utilizar banners eletrônicos. Não especificado no site Como é feito o pagamento ao fornecedor Direto com o fornecedor após o fechamento do negócio Mediante pagamento eletrônico Imprime o boleto e paga em 2 dias úteis, cartão Visa Webb (até 35 dias para pagar) Não especificado no site. Imprime boleto bancário. É impresso um voucher para depósito identificado no Banco Bradesco Termos do contrato Não especifica contrato no site, apenas inclusão em cadastro. Primeiro se cadastra, depois recebe por e-mail o contrato. Sim, o contrato é apresentado por completo. Não especificado no site. O contrato é apresentado no site. Não especificado no site. Logística de entrega Mediante cotação via eprocurement Sistema de comparação e acompanhamento de custo de fretes. Centro logístico Webb é responsável pela entrega Centro de Acordado entre distribuição fornecedor e comprador após o Promedical pedido fechado. Vendedor, paga R$ 0,30 para cada pedido fechado. Não especificado no site Fonte: Figueiredo (2000) 3.2 O REDESENHO DE PROCESSOS: O redesenho de processos é uma tarefa que deve sempre estar voltada, com clareza, para a obtenção de um ganho em favor dos objetivos da organização onde eles estão inseridos. Este deve ser o enfoque principal para que ele seja realmente eficaz. Pode-se afirmar que processo é uma seqüência de tarefas executadas inúmeras vezes e indispensáveis às organizações. Pode-se afirmar, também, que a agilidade com que as informações fluem dentro de um processo determina a agilidade da organização como um todo. 22 Processos são os “elos” de um conjunto organizacional. Assim como em uma corrente, também nas organizações o elo mais fraco determina a qualidade e a resistência do conjunto. De acordo com Kock (1995), um processo é um conjunto de tarefas interrelacionadas, definidas de tal forma, que sejam executadas centenas de vezes, (talvez muito mais que isso) e de forma corriqueira em uma organização. Os processos fazem parte da rotina da empresa enquanto que os projetos, que são similares pois também são um conjunto de tarefas inter-relacionadas, diferem basicamente por serem com finalidade de solução de um problema específico e são executados normalmente uma única vez. 3.2.1 ANÁLISE DE PROCESSO: Conforme Kock (1995) existem, dentro de várias opções, duas ferramentas gráficas muito úteis na análise e redesenho de processos, que são a Planilha de eventos e o Fluxograma. Planilha de eventos: é uma planilha que é usada no levantamento dos processos que ocorrem dentro de uma organização ou numa determinada área de uma organização. A planilha de eventos é normalmente utilizada em conjunto com o fluxograma. A partir do preenchimento da planilha de eventos obtém-se uma descrição de um processo através da descrição das suas sub-etapas. Esta planilha é preenchida normalmente com base na descrição de um estudo de caso e nela, toda a seqüência do processo é registrada em uma tabela com três colunas, onde cada tarefa é inserida obedecendo a três perguntas: a. O QUÊ?, (está sendo realizado) b. QUANDO?, (deve ser realizado) c. POR QUEM?, (será realizado) Um exemplo é dado pelo quadro abaixo, conforme Kock (1995): QUADRO 6: PLANILHA DE EVENTOS DO PROCESSO DE COMPRA DE UM ITEM EM FALTA NO ESTOQUE. O QUÊ ? QUANDO ? Emitir pedido de compra A partir do aviso do sistema do Departamento de compras controle de estoque POR QUEM ? 23 Enviar pedido de compra ao Após emitir pedido de compra Departamento de compras fornecedor Enviar item para o departamento de Após o pedido do Fornecedor departamento de compras Almoxarifado Enviar fatura ao departamento de Após contas a pagar Enviar receber receber o pedido do Fornecedor departamento de compras pedido de compra ao Após emitir o pedido de compra Departamento de compras departamento de contas a pagar Receber item Após a chegada do pedido Preencher formulário de Após receber item recebimento e ao enviar Departamento de almoxarifado Departamento de almoxarifado departamento de contas a pagar Conferir pedido de compra, Após receber pedido de compra, Departamento de contas a pagar formulário de recebimento e fatura formulário de recebimento de faturas Emitir cheque Após conferir pedido de compra, Departamento de contas a pagar formulário de recebimento de faturas Colher assinaturas para o cheque Após emitir cheque Fazer o pagamento da fatura no Após colher assinaturas Departamento de contas a pagar Departamento de contas a pagar banco Fonte: Kock (1995) Fluxograma: É uma ferramenta que utiliza símbolos gráficos para descrever as etapas de um processo. Normalmente, a geração do fluxograma é a partir da planilha de eventos. Ao descrever um processo, é interessante se fazer um fluxograma de como o processo deveria ser, em comparação com um outro, de como ele realmente é executado, o que auxilia em muito a verificação de redundâncias, ineficiências, etc. 24 De acordo com Kock (1995), as figuras utilizadas em um fluxograma são baseadas em símbolos básicos do fluxograma: TAREFA LINHA DE FLUXO DOCUMENTO INÍCIO DECISÃO FIM FIGURA 5: SÍMBOLOS BÁSICOS DO FLUXOGRAMA Fonte: Kock (1995) Essas ferramentas gráficas, planilha de eventos e fluxograma, são muito úteis como etapa inicial no replanejamento ou reengenharia de um processo. Na etapa seguinte vamos analisar, com base nos dados observados, critérios que permitem uma real melhoria no processo, ou seja, um redesenho do sistema. 3.2.2 CRITÉRIOS IMPORTANTES: a) Reduzindo os pontos de contato Pontos de contato devem ser reduzidos ao máximo. Se as tarefas interrelacionadas de um processo forem realizadas por um número grande de áreas distintas de uma organização, pode-se prever um grande número de “pontos de contato”. Os “pontos de contato” evidenciam o contato entre setores, ou mesmo entre pessoas distintas, e ocasionam desvantagens como possibilidade de inconsistências, por exemplo: o atendimento ao cliente em que três áreas distintas entram em contato com o cliente e precisam trocar informações entre si. Problemas nessa troca de informações podem gerar inconsistências que são percebidas pelo cliente. (produto enviado em desacordo com o cliente). b) Reduzindo o controle 25 O número grande de controles em um processo indica a ocorrência de vários “pontos de contato”. c) Realizando as tarefas em uma ordem natural Uma excelente ferramenta para isso é o fluxograma. d) Combinando varias tarefas em uma Muitas vezes, as diversas tarefas que compõem um processo podem ser combinadas em uma única. e) Quebrando um processo em vários É recomendado quando em um processo encontra-se, em sua representação gráfica, muitos símbolos de decisão (losangos com frases interrogativas em seu centro). É o caso de processos genéricos para a solução de problemas específicos. Para que se faça um redesenho de qualquer processo existente dentro de qualquer empresa, primeiramente, deve-se analisar se o esforço despendido no redesenho será compensado por um beneficio maior para a organização. Hammer e Champy (1994) apresentam três forças como incentivadoras para que uma organização redesenhe seus processos: • Clientes: os clientes passaram a assumir maior poder nas negociações, o que foi ocasionado principalmente devido a enorme multiplicação de fornecedores. Os clientes têm mais opção de escolher. • Concorrência: é necessário que se busque incessantemente trazer inovações para dentro dos processos empresariais. Estas novidades serão logo 26 incorporadas pela concorrência, deixando então de serem consideradas uma inovação, mas logo consideradas indispensáveis pelos clientes. • Mudança: com o surgimento de novas tecnologias, a adoção estratégica de algumas delas por uma organização pode alterar totalmente a estrutura do mercado. Organizações flexíveis e dinâmicas são capazes de oferecer respostas rápidas aos anseios dos seus clientes e às novidades lançadas pela concorrência. 3.3 O PROCESSO DE COMPRAS: A função compra tem por finalidade suprir as necessidades de matérias ou serviços de uma organização. É sua tarefa básica obter um fluxo contínuo de suprimento, com o mínimo de investimento, com os menores preços e prazos de pagamentos, obedecendo a padrões de qualidades definidos. Tradicionalmente a área de compras subordinava-se aos departamentos de materiais ou suprimentos. Hoje é uma tendência a integrar-se à área de logística ou a setores mais estratégicos, dependendo da natureza e característica da empresa. Como o ato de compra implica necessariamente em dispêndio de recursos, faz dela uma atividade ainda cercada de uma série de controles, documentos e procedimentos burocráticos para maior segurança de pagamentos, como: “autoridade” para compra, registros de compras, registros de cotações e preços, registros de fornecedores, arquivos e especificações. Entre as atividades típicas de um departamento de compras pode-se citar: investigação de fontes de fornecimentos, recebimento e análise de requisições, cotações de preços, análise da melhor opção de recebimento, efetuar compras, acompanhar o recebimento de materiais e resolver problemas com fornecedores. De acordo com Dias (1995) as características mais comuns de um sistema de compras são: a) Sistema de compras a 3 cotações: Exige-se um mínimo de 3 cotações após a pré-seleção de diversos fornecedores. b) Sistema de preço objetivo: 27 É usado em alguns casos onde se conhece previamente o preço justo. c) Duas ou mais aprovações: No mínimo duas pessoas estão envolvidas em cada decisão de compra, o que estabelece uma certa defesa nos interesses da empresa. d) Documentação escrita: Todas as informações são através de documentação escrita anexa aos controles de compras. Isto possibilita qualquer verificação posterior. Os documentos mais usuais são a solicitação ou requisição de compras, que é normalmente emitida pelo setor que necessita do material ou serviço. Este documento normalmente é também utilizado para registro das cotações de preços. O outro documento muito utilizado é a ordem de compra que é emitida após a decisão de compras e contendo as assinaturas dos responsáveis pela aquisição do material ou serviço. É emitida em varias vias, sendo uma enviada ao fornecedor e as demais aos setores envolvidos no recebimento e pagamento. 4 METODOLOGIA DA PESQUISA Esse trabalho está direcionado no sentido de apresentar sugestões para o redesenho do processo de compra de equipamentos da SDB, visando especificamente um ganho de qualidade na elaboração e execução dos projetos de expansão desta empresa. Como pode-se ver, é bastante específico, e propõe um plano de ação enfocado basicamente no uso do comércio eletrônico e redesenho do processo. De acordo com Roesch (1999), a definição da metodologia significa realizar uma escolha de como se pretende investigar a realidade, ou seja, como este processo será desenvolvido. Na execução de projetos pode-se escolher, conforme o caso, entre os modelos Consultoria ou Pesquisa. • Consultoria: Dentro deste modelo (o mais usual em projetos de estágio), pode-se também escolher entre dois sistemas: Pesquisa/diagnóstico ou Proposição de planos. • Pesquisa: Neste modelo incluem-se: avaliação formativa, avaliação de resultados e pesquisa aplicada. A Proposição de planos procura apresentar soluções para problemas já diagnosticados. Pode ou não incluir a implementação do plano. Optou-se por este modelo – PROPOSIÇÃO DE PLANOS – por o ser o propósito a apresentação de um novo plano através do REDESENHO DO PROCESSO DE COMPRA e ser também específico às peculiaridades da empresa em questão. 29 A estratégia e o método de pesquisa escolhidos, bem como as técnicas de coleta e análise de dados utilizadas são ilustrados abaixo e descritos nos tópicos seguintes: ESTUDO EXPLORATÓRIO PROBLEMA (processo atual) PESQUISA-AÇÃO PESQUISA DA LITERATURA ANÁLISE DE DOCUMENTOS SONAE PESQUISA JUNTO AOS PARTICIPANTES PROCESSO REDESENHADO FIGURA 6: METODOLOGIA DO ESTUDO. 4.1. ESTUDO EXPLORATÓRIO Em sua fase inicial, isto é, ao analisar os recursos propiciados pela internet, este trabalho acadêmico é fundamentado em uma estratégia de pesquisa de caráter exploratório, uma vez que busca compreender como ocorre uma determinada situação e a partir daí, construir um referencial. De acordo com Hoppen (apud Luciano, 2000), esta opção justifica-se, em razão de ser um tema notoriamente recente e, portanto necessitando de estudos exploratórios afim de que se possa compreender melhor o assunto, sua implicações, vantagens e desafios. 30 Além disso, o estudo exploratório, é caracterizado pela flexibilidade com o respeito aos métodos utilizados e visa prover o pesquisador de um maior conhecimento sobre o tema o problema. Nessa fase então, realizou-se um apanhado geral sobre a internet, e-business, eprocurement e outras ferramentas da tecnologia da informação, utilizando-se da literatura em geral disponível, acesso a portais de comércio-eletrônico, etc. Utilizou-se também da tecnologia e experiência existentes dentro de própria empresa onde este estudo foi realizado, e o próprio autor está inserido como funcionário, atuando na função de compras, no Departamento de Expansão. 4.2. PESQUISA-AÇÃO Roesh (1996) expõe a idéia de que a pesquisa qualitativa e seus métodos e técnicas de coleta de dados são apropriados para uma fase exploratória da pesquisa, tanto para os trabalhos de avaliação formativa quanto para quando o objetivo da pesquisa é a proposição de planos. Jones (apud Roesh, 1996), coloca: “A pesquisa-ação permite obter conhecimento de primeira mão sobre a realidade social empírica, permite ao pesquisador chegar perto dos dados e, portanto, desenvolver componentes analíticos, conceituais e categóricos de explicação, a partir dos dados, e não a partir de técnicas estruturadas, pré-concebidas e altamente quantificadas que enquadram a realidade em definições operacionais que o pesquisador construiu.” Ainda segundo o mesmo autor, o que distingue a pesquisa-ação das demais técnicas de pesquisa qualitativa é a relação da teoria com a prática. Os métodos tradicionais de pesquisa qualitativa combinam observação com entrevista. Já na pesquisaação os pesquisadores se preocupam em construir teoria para a prática. Patton (apud Roesch, 1999) apresenta cinco alternativas de pesquisa, classificadas de acordo com seu propósito: a pesquisa básica, a pesquisa aplicada, a avaliação do resultado, a avaliação formativa e a pesquisa-ação. Na pesquisa-ação há pouca distinção entre pesquisa e ação; focaliza-se problemas específicos e não há a intenção de generalizar. Os métodos são menos sistemáticos, mais informais, e específicos ao problema, pessoas, empresas, etc. 31 Adotou-se o modelo de pesquisa-ação por ser o mais adequado ao caso, pois, ainda, segundo Patton ( apud Roesch, 1996), a pesquisa-ação é uma forma de pesquisa que procura resolver problemas específicos, dentro de um grupo, organização ou programa. A pesquisa torna-se parte do processo de mudança. 4.3 TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS Para a realização deste trabalho, foram utilizadas diferentes técnicas de coleta de dados, adequadas a cada parte e objetivo a ser alcançado. A análise de documentos, juntamente com o conhecimento advindo da própria experiência do autor na participação ativa no processo analisado, foi utilizada para o mapeamento do processo de compra atual e identificação de seus pontos críticos. Para identificar os recursos propiciados pela internet que podem trazer melhorias ao processo, usou-se de pesquisas na literatura referente ao tema e também de análise de documentos. Questionários foram aplicados aos participantes do processo em análise, tanto fornecedores quanto compradores, e a análise estatística dos dados coletados revelou qual o nível de preparação destes para a utilização do novo processo proposto, conforme relatado no capítulo 5. 4.3.1 ANÁLISE DE DOCUMENTOS Uma das fontes de dados mais utilizadas em trabalhos de pesquisas em Administração, tanto de natureza quantitativa quanto qualitativa, é constituída por documentos como relatórios anuais da organização, materiais utilizados em relações públicas, declarações sobre a sua missão, políticas de marketing e de recursos humanos, documentos legais, entre outros. Normalmente tais fontes são utilizadas para complementar entrevistas ou outros métodos de coleta de dados. Foster (apud Roesh, 1996), argumenta que os documentos têm um valor em si mesmo – representam sistemas e estruturas da organização. A análise permite o entendimento de situações; permite conceituar a organização com base em uma visão de dentro, em contraste com métodos que se propõem testar hipóteses e partem de uma visão de fora, em que o pesquisador se distancia da realidade pesquisada e utiliza instrumentos estruturados em conceitos externos (teóricos). Segundo Harrington (1993) o primeiro passo a ser realizado é conhecer a fundo o processo. Deve-se fazer o mapeamento para se saber exatamente como ele funciona. Para isso, realizou-se, a análise de documentos internos da Empresa, e através de uma pesquisa 32 inloco, uma análise minuciosa e detalhada de todos os elementos existentes no processo. O resultado desta propiciou a descrição de todas as tarefas executadas conforme item 5.1Processo Atual. A seguir estes dados foram transferidos para o formulário PLANILHA DE EVENTOS. Na planilha de eventos, as tarefas são listadas na seqüência lógica de sua execução e sempre respondendo às perguntas: “O QUÊ?”, “QUANDO?” e “POR QUEM?” Através desta planilha de eventos efetuou-se uma análise de todos os pontos que podem ser modificados para a melhoria do processo, utilizando-se, para isto, dos critérios sugeridos no “REDESENHO DE PROCESSOS” (Kock,1995): a) Reduzindo os pontos de contato b) Reduzindo o controle c) Realizando as tarefas em uma ordem natural d) Combinando várias tarefas em uma e) Quebrando um processo em vários A explicação detalhada dos itens acima consta no capítulo 3.2.2 – Critérios Importantes. A análise de documentos internos da SDB também contribuiu para a identificação dos recursos, propiciados pela internet, que podem trazer melhorias ao processo de compra de equipamentos. É o caso do “Web-EDI”, cujas características estão detalhadas no item 5.3 – Novo Processo Sugerido. 4.3.2 PESQUISA NA LITERATURA Para identificar os recursos propiciados pela internet que podem trazer melhorias ao processo, usou-se, além de documentos internos da SDB, de pesquisas na literatura referente ao tema, como por exemplo, artigos de revistas e textos de outros trabalhos acadêmicos sobre comércio eletrônico, conforme já relatado no item 3.1.3 – Comércio Eletrônico (e-business). 33 4.3.3 PESQUISA JUNTO AOS PARTICIPANTES DO PROCESSO DE COMPRA Para que o uso do comércio-eletrônico seja implantado é necessário que os fornecedores, envolvidos neste estudo, estejam preparados para operar com a internet. Realizou-se com esta finalidade, então, uma pesquisa quantitativa junto a todos os fornecedores de equipamentos da área de perecíveis. A amostra selecionada foi, portanto, do tipo “amostra em bloco”. A pesquisa também foi aplicada aos compradores de equipamentos do Departamento de Expansão da SDB. A pesquisa foi efetuada com a utilização de questionários com questões fechadas e abertas, procurando responder a seguinte questão: “Os fornecedores e compradores de equipamentos da SONAE estão preparados e dispostos à utilização do comércioeletrônico?” Isto pode ser melhor visualizado na figura abaixo: Amostras (em bloco) Instrumento de coleta de dados Pré-testes Aplicação da pesquisa Análise estatística (Excel) FIGURA 7: PESQUISA JUNTO AOS PARTICIPANTES DO PROCESSO. Os instrumentos de coleta de dados para fornecedores e compradores, após a sua elaboração inicial, foram submetidos a pré-testes. O questionário de avaliação dos instrumentos de coleta de dados (anexo A) foi enviado, juntamente com os instrumentos, à três especialistas: um comprador de equipamentos da SONAE, um especialista em 34 comércio eletrônico e um especialista em metodologia de pesquisa. Os dois últimos pertencem à Escola de Administração da UFRGS. Após a adequação dos instrumentos de coleta às sugestões advindas dos prétestes, estes foram enviados aos participantes das amostras escolhidas: todos os 81 fornecedores da área de perecíveis e todos os seis compradores de equipamentos. Deste total, foram recebidas respostas de 37 fornecedores, ou seja, de uma parcela correspondente a 45,6 % da amostra. Por parte dos compradores as respostas foram correspondentes à totalidade dos questionários. O resumo disto pode ser visto no quadro abaixo. QUADRO 7: COLETA DE DADOS JUNTO À FORNECEDORES E COMPRADORES Amostra Fornecedores Compradores Meio de envio Quantidade enviada Quantidade de respondentes % de respondentes e-mail 61 29 47,5 % correio 20 8 40 % TOTAL 81 37 45,6 % em mãos 6 6 100 % Um detalhe importante é que o universo de fornecedores que foi pesquisado é formado integralmente por empresas que já transacionam regularmente com a empresa compradora, de onde originou-se essa pesquisa. Isto, provavelmente, foi responsável pela receptividade no preenchimento e devolução dos questionários. O envio dos questionários foi feito através da internet, para todos aqueles fornecedores que dispunham de e-mail (61 empresas) e pelo correio para aqueles que não dispunham ou não informaram seu endereço de correio eletrônico (20 empresas). Junto aos questionários, em qualquer dos sistemas adotados, foi enviada uma carta (anexo B) explicando os motivos da pesquisa, e o que é mais importante, garantindo aos fornecedores que suas informações individuais serão mantidas no anonimato e em sigilo. Para os compradores, entregou-se “em mãos” os questionários. Nos questionários, para cada questão fechada foram dadas quatro opções de resposta (a, b, c ou d), sendo que, em todas as questões, as respostas “a” e “b”, 35 representam uma tendência favorável, uma maior afinidade ou maior conhecimento referente ao assunto abordado. Já as opções “c” e “d” representam uma resposta desfavorável, desconhecimento ou despreparo. Portanto, as questões fechadas são do tipo escalar, sendo que “a” e “b” são respostas positivas, e “c” e “d” são negativas. O instrumento de coleta de dados (anexo C) foi dividido em 4 partes: Grupos A, B, C e D, num total de 15 questões. A primeira parte, composta de três questões, procura responder qual a familiaridade, da diretoria da empresa fornecedora, com a utilização pessoal da internet. A segunda parte, composta também de três questões escalares, procura responder qual o conhecimento e a confiança pessoal em relação ao uso do comércio-eletrônico. Estas duas primeiras partes referem-se à análise cultural, pois sabe-se que se uma pessoa não confia em uma nova tecnologia para uso pessoal, tenderá a não confiar para uso profissional. Já a terceira e quarta parte analisam a preparação e utilização da internet e do comércio-eletrônico pelas empresas pesquisadas. A terceira parte, composta de quatro questões, sendo duas fechadas escalares e duas abertas com resposta numérica, procura responder se a empresa pesquisada já dispõe da tecnologia necessária. As respostas das questões 9 e 10 (quantidade de funcionários e microcomputadores, respectivamente, na área administrativa / comercial) são analisadas em conjunto. O resultado da divisão do número de computadores pelo de funcionários gerou um índice, classificado da seguinte forma: A, se maior ou igual a 1; B, se igual a 1; C, se menor que 1 mas maior ou igual a 0,5; e D, se for menor do que 0,5. Por fim, a quarta parte, que analisa o uso do comércio-eletrônico entre empresas, procura responder, nas suas quatro primeiras questões (fechadas e escalares) se a empresa utiliza ou está disposta a utilizar as ferramentas do e-business, e na última questão (aberta) pesquisou-se quais os benefícios que a empresa espera obter. Pesquisa similar foi feita junto à equipe de compradores de equipamentos da SONAE. O questionário utilizado junto aos 6 compradores (anexo D) difere-se do aplicado aos fornecedores apenas no seguinte ponto: foram excluídas as questões referentes à disponibilidade de tecnologia necessária, pois já é sabido que a SONAE dispõe dos recursos necessários. Os dados foram tabulados e serviram de base para a geração de gráficos, analisados no próximo capítulo. 5 REDESENHANDO O PROCESSO DE COMPRA COM O AUXÍLIO DO E-PROCUREMENT Para o redesenho do processo de compras, que é o objetivo deste trabalho, estão sendo abordados neste capítulo os seguintes aspectos: o processo atual, os pontos críticos do processo atual, o novo processo sugerido, os resultados da pesquisa quanto ao grau de preparação para o uso do e-procurement, junto aos fornecedores e compradores, e as vantagens, desvantagens e limitações do novo processo sugerido. 5.1 PROCESSO ATUAL As atividades relacionadas com a compra de equipamentos e utensílios para novas unidades ou remodelações são executadas da forma descrita a seguir: A primeira atividade é realizada, em conjunto, pela equipe de compras e consiste em pré-quantificar as necessidades de equipamentos a serem adquiridos, baseando-se para isto na análise do PLANO ANUAL DE EXPANSÃO ORGÂNICA, e é realizada, logo após a divulgação deste. A etapa seguinte consiste na solicitação de cotações aos fornecedores, o que é efetuado, por telefone, e-mail, fax ou correspondência escrita. Após isso recebe-se as cotações que podem ser imediatas, dependendo do caso ou levarem até vários dias, com a necessidade de contatos adicionais, para serem fornecidas a contendo. Ao serem recebidas todas as cotações, estas são planilhadas por grupos de equipamentos e fornecedores, efetuando-se através desta planilha a análise e seleção dos fornecedores pré-qualificados. Estes dados todos são arquivados para consultas futuras. Após toda esta fase, inicia-se a negociação com fornecedores para obtenção de melhores preços e condições de fornecimento. Concluída esta rodada de negociações, define-se os fornecedores ganhadores e solicita-se que eles enviem nova proposta de fornecimento especificando os novos dados acordados. Com base nestes dados finais é gerado um relatório das negociações (planilha), que serve para a equipe de compras, em conjunto, orçar os projetos derivados do PLANO ANUAL DE EXPANSÃO ORGÂNICA. 37 Na fase anterior, isto é, quando do recebimento das novas propostas, é necessário verificar se o fornecedor escolhido está cadastrado. Se estiver, segue normal a seqüência. Caso contrário, é feito em paralelo o cadastramento, que consiste em enviar a ficha cadastral e solicitar a documentação exigida pela SDB. Após isto é recebida e conferida a ficha preenchida e a documentação pelo controle de projetos que, aceitando-a como correta, envia ao gerente de compras para assinatura, o qual após isto envia estes documentos ao controle de projetos para processar o arquivamento. Efetuadas estas duas etapas, isto é; relatório de negociação e cadastramento (se for o caso), a equipe de compras deve analisar ainda se o valor cotado pelo fornecedor é suportado pelo orçamento do projeto. Se não forem, devem ser novamente renegociados os preços ou alteradas as quantidades ou modelos. O critério básico é que os valores definidos não podem ser ultrapassados. Os dados finais das negociações são digitados pelo comprador no formulário “Cotação” que faz parte do “Sistema de Gestão de Investimentos”. O qual é o sistema computadorizado que gerencia e controla todas as compras dos projetos do Departamento de Expansão. Após isto envia-se aos fornecedores um pré-pedido, o qual serve como definição da intenção de compra de determinado número de peças durante um período, servindo para que o fornecedor já possa providenciar a sua fabricação ou importação. Até este momento todas as atividades foram executadas no sentido de se obter dados definitivos sobre fornecedores, preços e condições de fornecimento para a totalidade dos equipamentos referente aos projeto de expansão referidos no plano anual. São, portanto, dados para um pré-projeto global. De posse destes elementos a etapa seguinte é a definição do projeto individual (nova loja ou remodelação de uma já existente), que é executado pela diretoria de expansão após ter sido aprovado o RAAI (Regulamento de Análise e Avaliação de Investimentos), junto ao conselho de presidentes da empresa. A equipe de compras deve quantificar os equipamentos específicos para este projeto individual e registrar estes dados em uma planilha chamada de “Cotação Específica” a qual será enviada ao gerente de compras para aprovação. Após o retorno desta planilha devidamente aprovada, o próximo passo é a emissão das ordens de compras dos equipamentos. Para isto é necessário verificar se os dados cadastrais da nova loja já estão liberados (CNPJ e Inscrição Estadual). Caso estes dados ainda não estejam disponíveis, deve-se emitir a ordem de compra com os dados de uma outra loja próxima, para que não seja atrasado o andamento do projeto, e inserir na ordem de compra uma observação do “local de entrega” ao fornecedor, e também uma informação à direção da loja substituta, para que redirecione as entregas, caso necessário. É preciso também, antes da emissão da 38 ordem de compra, verificar se os “Grupos” estão abertos no projeto, e solicitá-los caso ainda não estejam. É também necessário verificar com o fornecedor se mantém as condições acertadas na fase inicial (pode ocorrer a compra vários meses após a cotação inicial). Se isto não for mais possível, deverá ser pesquisado um outro fornecedor substituto. Cumprida todas estas condições a ordem de compras é enviada ao gerente de compras para validá-la, e após, enviá-la ao analista chefe de controle de projetos para aprová-la. Executada todas estas formalidades o comprador deve imprimir e assinar o formulário “Ordem de Compra” e enviá-lo ao gerente de compras e após ao analista chefe do Controle de Projetos para as assinaturas. Após esta estar assinada, deve enviá-la por fax ao fornecedor e acompanhar para que a ordem de compra retorne assinada pelo mesmo. Após o retorno, arquivar esta via assinada da Ordem de Compra até o término do projeto e/ou pagamento da retenção técnica. No caso do pedido ser pago através do FINAME é necessário solicitar ao fornecedor o envio da “Carta-proposta” junto com a cópia da Ordem de Compra e verificar se, quando do recebimento, esta Carta Proposta está de acordo com os dados da Ordem de Compra. Caso haja qualquer discordância, deve-se solicitar ao fornecedor o reenvio da nova Carta Proposta. Isto feito, tira-se duas fotocópias da carta proposta e arquiva-se uma cópia até o pagamento da retenção técnica e do FINAME, e a original, juntamente com uma fotocópia desta, é enviada ao departamento financeiro. Concluída esta etapa, uma outra via da ordem de compra assinada deve ser arquivada até o término do projeto e/ou pagamento da retenção técnica e enviar mais uma via da ordem de compra à gerenciadora da obra ou á loja de destino. Ao receber o equipamento, a gerenciadora da obra deve fazer o “Relatório de Acompanhamento de Entrega de Equipamentos” e verificar se há divergências entre a nota Fiscal e a Ordem de Compra ou no equipamento. Se estiver tudo de acordo a gerenciadora da obra recebe o equipamento, carimba “Recebido” na NF e envia por malote a NF ao Departamento de Expansão. Se houverem problemas, a gerenciadora da obra comunica-se por telefone com o comprador relatando a divergência. Recebe então deste a instrução se deve receber ou devolver o equipamento. Se for para devolver, a gerenciadora da obra é quem deve providenciar a devolução e o comprador solicitar ao fornecedor o reenvio correto do pedido. Recebida a NF, o comprador deve verificar se é necessária a assistência técnica ou supervisão do fornecedor para instalação do equipamento. Caso necessário o comprador 39 solicita a presença de um técnico no local. Deve também o comprador verificar se as quantidades, descrição e valores constantes na NF estão de acordo com a ordem de compras. Se houver discrepância, deve solicitar o envio de outra NF correta e devolver a primeira ao fornecedor. Deve também o comprador anotar o número da ordem de compra na NF, se não estiver anotado pelo fornecedor. Estando tudo de acordo o comprador carimba e assina a NF e a envia para carimbo e assinatura do gerente de compras, e este após estas providências envia a NF para o controle de projetos. Nesse setor são verificados se os dados do destinatário e os dados fiscais da NF estão corretos. Se houver alguma divergência, solicita nova NF e devolve ao fornecedor a primeira NF. Isto feito o controle de projetos envia a NF ao Diretor de Expansão, para carimbo e assinatura, e este a devolve ao controle de projetos para que a NF seja digitada para Pagamento”, onde são separadas as parcelas do FINAME, desconto do IR, INSS e da Retenção Técnica. Após isto, a NF é enviada ao setor de Contas à Pagar. A planilha de eventos referente a este processo encontra-se no anexo E. 5.2 PONTOS CRÍTICOS DO PROCESSO ATUAL O processo atual é complexo e contém um número elevado de eventos, visto que comporta não só a compra de equipamentos em si, como também o planejamento de quantidade, o cadastramento de fornecedores, preparação de documentação para financiamentos, controle de entregas e problemas com fornecimentos. Mesmo assim, nos casos mais simples, contem 41 eventos obrigatórios e nos demais casos, o que é bastante comum, podem ocorrer mais 66, totalizando assim 107 eventos. As tarefas relacionadas com estes eventos como; assinaturas, arquivamento, ligações telefônicas, fax ou cartas, análise e conferências, transcrição de dados, controles e geração de documentos atingem um total de 212, conforme detalhado na listagem a seguir. QUADRO 8: TAREFAS DO PROCESSO ATUAL Tarefa Quantidade Tarefa Quantidade Assinaturas 14 Análise e conferência 46 Arquivamento 10 Transcrição de dados 17 40 Telefonemas 29 Controles 24 Fax ou carta 35 Geração de documentos 37 Total = 212 Os principais pontos críticos do processo atual são os excessos de controles, telefonemas, geração de documentos, transcrição de dados e análise e conferências, além, é claro, do grande número de eventos decorrentes do fato de ser um processo manual. 5.3 NOVO PROCESSO SUGERIDO Com o objetivo de propiciar uma maior integração de toda a cadeia de abastecimento, proporcionando uma resposta eficiente ao consumidor final, a SDB iniciou em 1999 a busca por uma solução de EDI, via internet. Várias soluções foram analisadas, e optou-se pela ferramenta da Sterling Commerce, por apresentar os seguintes benefícios: a) Redução drástica nos custos de transmissão de dados; b) Maior rapidez no fluxo das informações entre parceiros; c) Utilização padronizada e universal de comunicação (Internet); d) Fácil de usar; e) Empresas que já utilizam EDI hoje, poderão unificar suas relações com todos os seus parceiros; f) Permite embutir regras de negócios; g) Gerenciamento de exceções: detecta e trata possíveis erros. Atualmente existem 252 fornecedores utilizando EDI sendo que 184 já estão recebendo pedidos de compras oficiais, e 66 recebendo pedidos de compras em teste. Este processo todo está sendo comercializados nas lojas. utilizado exclusivamente para compra dos produtos 41 Considerando que os equipamentos, o conhecimento das tecnologia, e a cultura favorável ao uso do comércio eletrônico na empresa já existem, fica evidente a facilidade para a implantação desse sistema, via internet, também para as compras de equipamentos. E é esta a sugestão final deste trabalho. No novo processo redesenhado, a maioria das tarefas atualmente existentes serão inseridas, em um programa de computador, com um sistema automático de acionamento de informações e controles. Este processo além da grande agilidade e eficiência na execução das tarefas, ocasionará uma redução substancial no número de eventos a serem executados pela equipe de compras, passando de 107 para apenas 41 eventos conforme pode ser observado na Nova Planilha de Eventos (anexo F). As tarefas relacionadas com estes eventos, que no processo anterior eram em número de 212, passaram para apenas 55, conforme detalhado na listagem a seguir: QUADRO 9: TAREFAS NO NOVO PROCESSO Tarefa Quantidade Tarefa Quantidade Assinaturas 4 Análise e conferência 15 Arquivamento 3 Transcrição de dados 3 Telefonemas 2 Controles 10 Fax ou carta 12 Geração de documentos 6 Total = 55 Salienta-se que o principal enfoque do redesenho do processo sugerido, não é a redução das tarefas em si, mas a alteração na sua forma de execução, ou seja, a transformação de um sistema manual, burocratizado e lento, em um sistema computadorizado, ágil, seguro e interligado em rede. Já existe atualmente em uso na empresa o sistema Web-EDI, que está direcionado para produtos destinados à comercialização, que se caracterizam por serem produtos previamente cadastrados e onde não há cotação ou concorrência na execução de cada encomenda. Este, portanto, poderá ser interligado a um sistema e-procurement, estruturado especificamente para as características da compra de equipamentos, e abrangendo as 42 seguintes áreas: o cadastramento de fornecedores; o gerenciamento de cotações e especificações técnicas; emissão de pedidos; controle de entregas e administração de pagamentos. Estes itens podem ser melhor visualizados na figura seguinte: FIGURA 8: NOVO PROCESSO SUGERIDO 5.4 PREPARAÇÃO PARA O USO DO E-PROCUREMENT A análise do nível de preparação para o uso do e-procurement foi realizada através de uma pesquisa quantitativa, utilizando-se 2 questionários, sendo um endereçado aos fornecedores através de e-mail ou correspondência, e o outro endereçado aos compradores de equipamentos, ou seja, uma pesquisa interna feita junto aos seis funcionários desta área dentro da empresa. A análise dos resultados desta pesquisa é apresentada a seguir. 43 5.4.1 FORNECEDORES O instrumento de coleta de dados foi dividido em 4 partes: Grupos A, B, C e D num total de 15 questões. Os dados foram tabulados (anexo G) e serviram de base para a geração de gráficos. A primeira parte, grupo A, é composta de 3 questões escalares, e procurou responder qual a familiaridade da diretoria da empresa fornecedora com a utilização pessoal da internet. Os resultados apresentados foram os seguintes: a=47%, b=29%, c=12% e d=12%. A soma dos itens a e b atingiu o total de 76%, o que determina um elevado grau de familiaridade com a utilização pessoal da internet. Grupo A: Uso Pessoal da Internet pelos Fornecedores D 12% C 12% A 47% B 29% FIGURA 9: GRUPO A: USO PESSOAL DA INTERNET PELOS FORNECEDORES A segunda parte, grupo B, composta também por 3 questões escalares (números 4, 5 e 6) procurou responder qual o conhecimento e a confiança pessoal em relação ao uso do comercio eletrônico e obteve o seguinte resultado: a=5%, b=60%, c=22% e d=13%. Apenas 5% conhecem, confiam plenamente e utilizam regularmente o comercio eletrônico, porém 60% tem conhecimento razoável, confiam com restrições e utilizam-no regularmente. O que dá um total de 65% de respostas positivas. 44 Grupo B: Uso do Comércio Eletrônico pelos Fornecedores D 13% A 5% C 22% B 60% FIGURA 10: GRUPO B: USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO PELOS FORNECEDORES A terceira parte, grupo C, questões 7, 8, 9 e 10, procurou responder se a empresa já dispõe da tecnologia necessária e apresentou os seguintes resultados: a=12%, b=31%, c=47% e d=10%. Chama a atenção o fato de que a disponibilidade de uma boa tecnologia (resposta a + b) apresenta apenas 43%, enquanto que as respostas c e d, que caracterizam-se por deficiência em tecnologia adequada respondem em sua soma por 57%. 45 Grupo C: Informatização e Uso da Internet pela Empresa Fornecedora A 12% D 10% B 31% C 47% FIGURA 11: GRUPO C: INFORMATIZAÇÃO E USO DA INTERNET PELA EMPRESA FORNECEDORA. Por fim a quarta parte, grupo D, questões 11, 12, 13 e 14, procurou verificar se a empresa utiliza ou esta disposta a utilizar as ferramentas do e-commerce em suas transações comerciais, apresentou os seguintes dados: a=9%, b=24%, c=43% e d=24%. A soma das respostas a e b, indica que apenas 33% das empresas estão razoavelmente adaptadas a utilização deste sistema. Grupo D: Uso do Comércio Eletrônico pelas Empresas Fornecedoras A 9% D 24% B 24% C 43% FIGURA 12: GRUPO D: O USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO PELAS EMPRESAS FORNECEDORAS 46 A última questão (aberta), referente a quais os benefícios que a empresa espera obter com a utilização desta tecnologia, apresentou resposta de apenas 19 empresas e os dois itens mais citados foram “agilidade” e “redução de custos”. QUADRO 10: E-PROCUREMENT - BENEFÍCIOS ESPERADOS PELOS FORNECEDORES Item Quantidade Item Quantidade Agilidade 9 Melhor divulgação 3 Redução de custos 9 Automação 2 Facilidade de controle 4 Ampliação do número de clientes 2 Exatidão 3 Melhor informação 1 5.4.2 COMPRADORES Pesquisa similar aos fornecedores de equipamentos do setor de perecíveis, foi feita com a totalidade dos 6 compradores desta área, exceto quanto ao aspecto da informatização e uso da internet pela empresa, uma vez que esta já utiliza e dispõe de toda a tecnologia necessária (a tabulação do resultado desta pesquisa encontra-se no anexo H). O primeiro grupo, A, questões 1, 2 e 3, referente ao uso pessoal da internet apresentou os seguintes resultados: a=71%, b=17%, c=6% e d=6%. Grupo A: Uso Pessoal da Internet pelos Compradores C D 6% 6% B 17% A 71% FIGURA 13: GRUPO A: USO PESSOAL DA INTERNET PELOS COMPRADORES 47 O segundo grupo, B, questões 4, 5 e 6, referente ao uso pessoal do comércio eletrônico, definiu também a perfeita adequação dos compradores à utilização desta ferramenta conforme dados a seguir: questão a=11%, b=78%, c=11% e d=0%. Grupo B: Uso do Comércio Eletrônico C 11% D A 0% 11% B 78% FIGURA 14: GRUPO B: USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO O terceiro grupo, C, questões 7, 8, 9 e 10, referente ao uso do comércio eletrônico entre empresas apresentou os seguintes resultados: questão a=75%, b=25%, c=0% e d=0%. Grupo C: Uso do Comércio Eletrônico Entre Empresas, pelos Compradores C D 0% 0% B 25% A 75% FIGURA 15: GRUPO C: USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO ENTRE EMPRESAS, PELOS COMPRADORES A última questão, número 11 – “Cite quais os benefícios que sua empresa pode obter com o uso do comercio eletrônico.” – Teve os seguintes itens mais citados: 48 QUADRO 11: E-PROCUREMENT - BENEFÍCIOS ESPERADOS PELOS COMPRADORES ITEM QUANTIDADE Agilidade e rapidez 6 Confiabilidade do sistema 2 Eficiência do processo 1 Maior lucro 1 Redução de custos 1 Fazendo a comparação entre as características das empresas fornecedoras e da compradora, verifica-se uma grande diferença em relação ao nível de preparação para o uso do e-procurement. Isto permite prever que haverá certa resistência à implantação do novo sistema de compras proposto, principalmente por parte dos fornecedores. O resumo desta comparação é apresentado no quadro abaixo: QUADRO 12 COMPARATIVO DA PREPARAÇÃO DOS FORNECEDORES E COMPRADORES PARA O NOVO SISTEMA Empresa Pessoal QUESTÕES FORNECEDORES COMPRADORES Internet Bastante comum (76%) Rotineiro (88%) Comércio Eletrônico Razoável uso e confiança Alto uso e confiança (65%) (89%) Informatização Baixo nível (43%) Alto nível (100%) B2B Baixa preparação (33%) Alta preparação (100%) Vantagens Agilidade e redução de custos Agilidade e confiabilidade 49 5.5 VANTAGENS , DESVANTAGENS E LIMITAÇÕES DO NOVO PROCESSO A principal vantagem está na sensível redução de eventos e tarefas que hoje são executadas manualmente, conforme já informado nos itens 5.2 e 5.3 e apresentado graficamente nas figuras abaixo: 37 6 Controles 24 10 17 3 Análise e conferência 46 15 35 12 Telefonemas 29 2 10 3 Assinaturas 14 4 0 10 20 30 Novo Anterior 40 50 FIGURA 16: DETALHAMENTO DA REDUÇÃO DE TAREFAS 212 Total de Tarefas 55 107 Total de Eventos 41 0 50 100 Novo 150 200 250 Anterior FIGURA 17: REDUÇÃO DE TAREFAS E EVENTOS Esta redução de eventos e tarefas traduz-se numa diminuição de custos operacionais e numa sensível melhora na pesquisa de novos produtos e fornecedores, uma 50 vez que o tempo anteriormente gasto, em tarefas não produtivas, pode ser realocado para ganho de qualidade e eficiência. Esta é a principal característica do novo sistema proposto “e-procurement”. As desvantagens e limitações encontram-se na mudança de cultura exigida por parte dos fornecedores, que ainda não estão habituados, ou equipados para operarem com este novo sistema. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Acredita-se que os objetivos inicialmente propostos foram atingidos em sua totalidade. O processo de compra atual foi totalmente mapeado, e foram identificados seus pontos críticos, que se caracterizam, essencialmente, por elevado número de tarefas executadas manualmente e todas as desvantagens disto decorrentes. A análise de documentos e a análise da literatura permitem concluir que o e-procurement é a ferramenta adequada à melhoria do processo de compra de equipamentos. As maiores dificuldades foram: • Com a elaboração e execução da pesquisa junto aos fornecedores, em especial quanto à obtenção do maior número possível de participantes. Houve um número razoável de “não-respondentes”, e a justificativa mais citada para isto foi a “falta de interesse pelo tema”. • Com a elaboração da planilha de eventos para o novo processo sugerido. Foi feita uma simulação, visto que o processo ainda não está em uso. A descrição exata dos eventos e das tarefas que farão parte do novo processo somente poderá ser feita após a elaboração de um estudo específico para este fim. A pesquisa junto aos participantes do processo mostrou que há uma grande defasagem entre a Sonae e a maioria de seus fornecedores, quanto à preparação para o uso do e-procurement. Apesar de estarem receptivos à idéia, os fornecedores ainda não estão adequadamente preparados para a utilização deste novo sistema. Entretanto, é viável a implantação gradual do sistema sugerido e, como os fornecedores que melhor se adequarem às novas tecnologias terão maiores chances de sucesso, é bem provável e esperado que em curto prazo esta deficiência seja sanada. Certamente o grande volume de dados e a qualidade das informações levantadas servirão como uma excelente contribuição à empresa para a implantação do novo sistema de compra. 52 Limitações: As principais limitações são com relação à implantação imediata do processo de compras via e-procurement. Normalmente as lojas novas, durante a fase de construção e montagem, ainda não possuem rede de informática. É justamente neste período que se dá a maior parte das compras e entregas de equipamentos. Ã princípio isto inviabilizaria a implantação do sistema proposto, mas não é este o caso. Na maioria das vezes uma empresa “gerenciadora” é contratada para a execução das obras de construção de uma nova loja, e esta empresa também fica responsável pelo recebimento de equipamentos até que a equipe de operação da Sonae assuma a loja. Esta empresa gerenciadora poderia participar do mesmo site de compras da Sonae , e assim ter acesso on-line aos pedidos emitidos, para controlar as entregas. Outro fator limitante à pronta implantação do novo processo sugerido é com relação à validade jurídica das transações comerciais contratadas por meio eletrônico. Ainda não foi regulamentada no Brasil a legislação que trata deste assunto, apesar de a “assinatura eletrônica” já ter efeitos legais nos Estados Unidos e na Alemanha. Provavelmente dentro de pouco tempo o Brasil também terá sua legislação dando força de contrato às transações eletrônicas. Este estudo poderia ter chegado a resultados diferentes caso a pesquisa tivesse sido aplicada a todos os fornecedores de equipamentos, e não há apenas aos da área de perecíveis. Ou caso fosse feita a análise dos não-respondentes, para verificar a verdadeira representatividade da amostra. Porém, não está entre os objetivos do estudo ser um projeto pronto para aplicação. Para que assim pudesse ser considerado, necessitaria de algumas complementações. Sugestões para continuidade: Poderá ser dado continuidade à pesquisa junto aos fornecedores de equipamentos, para que se possa ter amostras mais significativas e dados mais completos. O método para isto já foi desenvolvido, agora é só uma questão de ampliar o número de participantes. Sugere-se que na ocasião da aplicação da pesquisa aos outros fornecedores, seja feito a análise dos não respondentes. A análise dos dados obtidos na pesquisa poderá ser feita através de outras técnicas, como por exemplo: utilizando-se gráfico de distribuição, analisando por segmento empresarial, por porte de empresa, por região geográfica, etc. Também pode-se utilizar a 53 análise de correlação e a análise de clusters. Certamente, com a utilização de tais técnicas, será alcançada uma visão mais aprofundada da realidade, o que permitirá a elaboração de planos específicos para a migração do processo de compras atual para o novo processo sugerido. Com a oportunidade de realização deste trabalho de conclusão, pode-se notar um grande aprimoramento nos conhecimentos de técnicas de pesquisa e também a respeito da realidade profissional na qual o próprio autor deste está inserido. Certamente muitos conceitos estudados durante o curso de graduação tiveram de ser revistos, e melhor sedimentados. Houve também o desenvolvimento de uma nova visão a respeito da realidade empresarial, pois esta foi estudada segundo uma metodologia apropriada, já consagrada no meio acadêmico. Um dos principais resultados da elaboração deste estudo foi o desenvolvimento de novas habilidades e competências, pela superação de vários obstáculos e limitações pessoais. O grande exercício da capacidade de expor idéias e conceitos exigido na realização deste certamente se fará útil na carreira profissional do autor. BIBLIOGRAFIA DIAS, M. A. P. Administração de Materiais. São Paulo: Atlas, 1995. EMPRESAS vão às compras na Internet. Exame Negócios, São Paulo: Abril, n. 3, p.14 e 15, mar. 2001. FIGUEIREDO, P. R. Redesenho do processo de compra e venda da empresa Morisson Knudsen - Estudo exploratório via e-procurement. Porto Alegre, 2000. Trabalho de conclusão (Graduação em Administração de Empresas) – Pontifícia Universidade Católica/RS. HAMMER, M. e CHAMPY, J. Reengenharia: Revolucionando a empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1994. HARRINGTON, J. Aperfeiçoando Processos Empresariais. São Paulo: Makron Books, 1993. KOCK JR, N. F. Reengenharia de processos: uma metodologia prática. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995. LUCIANO, E. M. Mapeamento das variáveis essenciais ao processo decisório nas empresas gaúchas do setor industrial alimentar. Porto Alegre, 2000. Dissertação (Pós-graduação em Administração) – PPGA, Escola de Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. MACEDO, A. C. Análise crítica dos projetos de expansão da SONAE Distribuição Brasil S.A. Porto Alegre, 2000. Trabalho de conclusão (Graduação em Administração de Empresas) – Escola de Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 55 MARTIN, C. O Futuro da Internet. São Paulo: Makron Books, 1999. MAXIMIANO, A. C. A. Administração de Projetos: Como Transformar Idéias em Resultados. São Paulo: Atlas, 1997. MCGOWAN, W. G. Revolução em tempo real. Rio de Janeiro: Campus, 1997. ROESCH, S. M. A. Projetos de estágio e de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 1996. TAPSCOTT, D. Economia Digital. São Paulo: Makron Books, 1995. ANEXOS Anexo A: Questionário de avaliação dos instrumentos de coleta de dados 57 Avaliação do questionário: Pesquisa sobre o grau de utilização da Internet pelos fornecedores de equipamentos da Sonae Distribuição Brasil S.A. Favor enviar seus comentários em relação aos seguintes aspectos do questionário respondido: SONAE Pesquisa Internet Fornecedores 1) O vocabulário é adequado? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 2) Há facilidade para a digitação das respostas? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 3) As perguntas são compreensíveis? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 4) O número de questões é adequado? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 5) O tempo necessário para o preenchimento é demasiado? Favor informar o tempo que você dispensou para o preenchimento. __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 6) As instruções são suficientes para o correto preenchimento? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 7) Com relação à ordem das questões, há um fluxo natural? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 58 8) É percebida alguma influência indevida de uma questão sobre outra? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 9) O tamanho das letras é suficiente para uma boa leitura? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 10) As questões estão dispostas de forma ordenada? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 11) O lay-out do questionário é adequado? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 12) Alguma questão causa constrangimento? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ 13) Há alguma questão irrelevante ou desnecessária? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ ____________ Grato, Paulo Alexandre da Silva SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S. A. - Expansão e-mail: [email protected] Fone: (051)349-4892 Fax: (051)349-4448 Anexo B: Carta aos fornecedores 60 Porto Alegre, 24 de maio de 2001 Prezados Senhores: Estou realizando uma pesquisa sobre o grau de utilização da INTERNET junto aos fornecedores de equipamentos da Sonae Distribuição Brasil S.A. Este estudo faz parte de um trabalho de graduação universitária e conta com a supervisão de professores da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Salientamos que os dados obtidos neste levantamento não serão analisados individualmente, mas sim em conjunto com todos os fornecedores de equipamentos da Sonae. Portanto, garantimos o anonimato e o sigilo de todas as informações repassadas. Os resultados desse estudo serão estarão disponíveis na Biblioteca da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul a partir do final do mês de Agosto de 2001, e também poderão ser solicitados, após julho de 2001, pelo e-mail [email protected]. Importante! O retorno do questionário anexo deverá ocorrer até o dia: 29 de Maio de 2001. Caso tenham qualquer dúvida ou necessidade de um maior esclarecimento sobre esta pesquisa, entrem em contato com: Paulo Alexandre da Silva Compra de Equipamentos – Expansão SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S/A Fone 51-3494892 e-mail [email protected] Com a certeza de que o assunto merecerá sua atenção, antecipamos nossos agradecimentos. Com os melhores cumprimentos, Paulo Alexandre da Silva SONAE DISTRIBUIÇÃO BRASIL S. A. Compra de Equipamentos - Expansão e-mail: [email protected] Fone: (051)349-4892 Fax: (051)349-4448 Anexo C: Questionário utilizado junto aos fornecedores 62 Pesquisa sobre o grau de utilização da Internet pelos fornecedores de equipamentos da Sonae Distribuição Brasil S.A. Atividade Principal da Empresa: Ï Ï Ï Ï a)Varejo b)Distribuidor Atacadista c)Representante d)Indústria Deverá ser respondido pelo principal executivo da Área Comercial da Empresa. A) USO PESSOAL DA INTERNET Nas questões de 1 a 3, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão. 1) Você utiliza e-mail (correio eletrônico) nas suas comunicações profissionais? 2) Você utiliza serviços de Home-Banking (banco pela Internet)? 3) Qual o meio utilizado para entregar a sua Declaração do Imposto de Renda? Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï a)Sim, sempre. b)Sim, geralmente c)Apenas ocasionalmente d)Não utilizo a)Sim, sempre. b)Sim, geralmente c)Apenas ocasionalmente d)Não utilizo a)Via Internet b)Disquete c)Por telefone d)Formulário impresso B) USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO Nas questões de 4 a 6, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão. 4) Você conhece “comércio eletrônico” ? 5) Você confia na segurança em “comércio eletrônico” ? Ï a)Sim, conheço profundamente Ï b)Sim, conheço razoavelmente Ï c)Sim, mas tenho apenas noções do que se trata Ï d)Não conheço Ï Ï Ï Ï a) Sim, confio plenamente b)Confio, mas com algumas restrições c)Tenho muitas restrições d)Não confio (caso responda “d”, pule a questão 5) C) INFORMATIZAÇÃO E USO DA INTERNET PELA EMPRESA 7) Qual o tipo de conexão à Internet que sua empresa usa? Ï a)Dedicada (linha telefônica exclusiva para conexão à Internet) Ï b)Dedicada (por cabo ou via rádio) Ï c)Discada (linha telefônica comum) Ï d)Não está conectada à Internet D) USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO ENTRE EMPRESAS 6) Você já utilizou o “comércio eletrônico” ? Por exemplo, adquiriu ou vendeu algo como CDs, livros, ou outros bens e serviços? Ï Ï Ï Ï a)Sim, utilizo regularmente b)Sim, mas utilizo apenas eventualmente c)Não, mas gostaria de utilizar d)Não Nas questões 7 e 8, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão, e nas questões 9 e 10 responda o que é solicitado. 8) Qual dos modelos de microcomputador abaixo está em uso em maior quantidade na área administrativa/comercial de sua empresa? Ï Ï Ï Ï a)Igual ou superior a Pentium IV b)Pentium III ou equivalente c)Pentium II ou equivalente d)Pentium I, ou inferior 9) Qual o número de funcionários em atuação na área administrativa/comercial de sua empresa? (_______) funcionários 10) Qual o número de microcomputadores em operação na área administrativa/comercial de sua empresa? (_______) microcomputadores Nas questões de 11 a 14, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão, e na questão 15 responda o que é solicitado. 11) Qual o conhecimento que sua empresa tem a respeito das transações comerciais realizadas através da Internet e suas ferramentas de comércio eletrônico entre empresas (p.ex. “Web-EDI”, “e-procurement”, etc..)? 12) A sua empresa acredita que o uso do comércio eletrônico se tornará imprescindível para o sucesso de seus negócios? Em caso afirmativo, dentro de quanto tempo? Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï a)Conhece profundamente b)Conhece razoavelmente c)Tem apenas noções do que se trata d)Não conhece a)Sim, já é imprescindível b)Sim, dentro de no máximo 2 anos c)Sim, mas não antes dos próximos 2 anos d)Não acredita que venha a se tornar imprescindível (caso responda “d”, pule as questões 12,13 e 14) 13) Sua empresa já utiliza o “comércio eletrônico” nas suas transações comerciais? (responda apenas caso tenha assinalado “c” ou “d” na questão 13) 14) Sua empresa planeja fazer uso do comércio eletrônico? Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï a)Sim, utiliza regularmente b)Sim, mas utiliza apenas eventualmente c)Não, mas pretende utilizar d)Não, e não pretende de utilizar a)Sim, já está em implantação b)Sim, dentro de no máximo 2 anos c)Sim, mas não antes dos próximos 2 anos d)Não planeja utilizar 15) Cite quais os benefícios que sua empresa pode obter com o uso do comércio l tô i ? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Anexo D: Questionário utilizado junto aos compradores 64 Pesquisa sobre o grau de utilização da Internet pelos compradores de equipamentos da Sonae Distribuição Brasil S.A. Deverá ser respondido pelo comprador de equipamentos da Empresa. A) USO PESSOAL DA INTERNET Nas questões de 1 a 3, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão. 1) Você utiliza e-mail (correio eletrônico) nas suas comunicações profissionais? 2) Você utiliza serviços de Home-Banking (banco pela Internet)? 3) Qual o meio utilizado para entregar a sua Declaração do Imposto de Renda? Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï a)Sim, sempre. b)Sim, geralmente c)Apenas ocasionalmente d)Não utilizo a)Sim, sempre. b)Sim, geralmente c)Apenas ocasionalmente d)Não utilizo a)Via Internet b)Disquete c)Por telefone d)Formulário impresso B) USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO Nas questões de 4 a 6, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão. 4) Você conhece “comércio eletrônico” ? 5) Você confia na segurança em “comércio eletrônico” ? Ï a)Sim, conheço profundamente Ï b)Sim, conheço razoavelmente Ï c)Sim, mas tenho apenas noções do que se trata Ï d)Não conheço Ï Ï Ï Ï a) Sim, confio plenamente b)Confio, mas com algumas restrições c)Tenho muitas restrições d)Não confio (caso responda “d”, pule a questão 5) C) USO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO ENTRE EMPRESAS 6) Você já utilizou o “comércio eletrônico” ? Por exemplo, adquiriu ou vendeu algo como CDs, livros, ou outros bens e serviços? Ï Ï Ï Ï a)Sim, utilizo regularmente b)Sim, mas utilizo apenas eventualmente c)Não, mas gostaria de utilizar d)Não Nas questões de 7 a 10, assinale apenas uma das respostas possíveis para cada questão, e na questão 11 responda o que é solicitado. 7) Qual o conhecimento que sua empresa tem a respeito das transações comerciais realizadas através da Internet e suas ferramentas de comércio eletrônico entre empresas (p.ex. “Web-EDI”, “e-procurement”, etc..)? 8) A sua empresa acredita que o uso do comércio eletrônico se tornará imprescindível para o sucesso de seus negócios? Em caso afirmativo, dentro de quanto tempo? Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï Ï a)Conhece profundamente b)Conhece razoavelmente c)Tem apenas noções do que se trata d)Não conhece a)Sim, já é imprescindível b)Sim, dentro de no máximo 2 anos c)Sim, mas não antes dos próximos 2 anos d)Não acredita que venha a se tornar imprescindível (caso responda “d”, pule as questões 8,9 e 10) 9) Sua empresa já utiliza o “comércio eletrônico” nas suas transações comerciais? Ï Ï Ï Ï a)Sim, utiliza regularmente b)Sim, mas utiliza apenas eventualmente c)Não, mas pretende utilizar d)Não, e não pretende de utilizar (responda apenas caso tenha assinalado “c” ou “d” na questão 9) 10) Sua empresa planeja fazer uso do comércio eletrônico? Ï Ï Ï Ï a)Sim, já está em implantação b)Sim, dentro de no máximo 2 anos c)Sim, mas não antes dos próximos 2 anos d)Não planeja utilizar 11) Cite quais os benefícios que sua empresa pode obter com o uso do comércio eletrônico. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Anexo E: Planilha de evento do processo atual 66 COMPRA DE EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS PARA NOVAS UNIDADES E REMODELAÇÕES Planilha de Eventos O QUÊ 1 QUANDO POR QUEM Pré-quantificar as necessidades de Após divulgação do Equipe de Compras equipamentos Plano Anual de Expansão Orgânica . 2 Solicitar cotações Após anterior Comprador 3 Receber cotações Após anterior Comprador 4 Analisar as cotações (planilhar) Após anterior Comprador 5 Selecionar fornecedores qualificados Após anterior Comprador 6 Arquivar cotações Após anterior Comprador 7 Negociar com fornecedores Após anterior Comprador 8 Definir fornecedores ganhadores Após anterior Comprador 9 Receber propostas de fornecimento Após anterior Comprador (A) 10 Gerar relatório das negociações Após anterior, A e B Comprador (planilha) 11 Orçar projetos (B) Após anterior Equipe de Compras 12 Gerar cotação básica (Mexp) Após anterior e B Comprador 13 Emitir pré-pedidos aos fornecedores Após anterior Comprador 14 Definir projeto individual Após aprovação do Diretoria 15 Quantificar equipamentos de RAAI Expansão Após anterior Equipe de Compras 67 16 Gerar Cotação específica (E e F) Após anterior e D Comprador 17 Gerar Ordem de Compra (C) Após anterior, E, F e Comprador N 18 Validar OC Após anterior e C Gerente de Compras 19 Aprovar OC Após anterior Analista Chefe de Controle de Projetos 20 Imprimir OC Após anterior Comprador 21 Assinar OC pelo comprador Após anterior Comprador 22 Assinar OC pelo Gerente de Após anterior Gerente de Compras OC pelo Controle de Após anterior Analista compras 23 Assinar Projetos Chefe Controle de Projetos 24 Enviar OC por fax ao fornecedor (G) Após anterior Comprador 25 Receber retorno, por fax, da OC Após anterior Comprador assinada pelo fornecedor 26 Arquivar OC assinada, até término Após anterior e G Comprador do projeto e/ou pgto da retenção técnica (H) 27 Enviar, via malote, uma via da OC à Após anterior, H e K Comprador Gerenciadora da Obra ou à Loja Destino (L) 28 Receber a NF (S) Após R, T, V ou W Comprador 29 Carimbar e assinar a NF Após U Comprador 30 Encaminhar a NF para carimbo e Após 29 assinatura do Gerente de Compras de Comprador 68 31 Carimbar e assinar a NF Após 30 Gerente de Compras 32 Encaminhar a NF para Controle de Após 31 Gerente de Compras Projetos (V) 33 Encaminhar a NF para carimbo e Após W Controle de Projetos assinatura do Diretor de Expansão 34 Carimbar e assinar a NF Após 33 Diretor de Expansão 35 Encaminhar a NF para Controle de Após 34 Diretor de Expansão Projetos 36 Digitar a NF para pagamento, Após 35 Controle de Projetos separando as parcelas de Finame, descontos de IR e INSS e de retenção técnica. 37 Pagar a NF Após 36 38 Receber carta de solicitação de Após 37 Contas a Pagar Controle de Projetos liberação técnica 39 Solicitar ao comprador a autorização Após 29 Comprador para liberação do pagamento da retenção técnica (X) 40 Autorizar o pagamento da retenção Após X Comprador técnica 41 FIM Pagar a retenção técnica Após 40 Controle de Projetos 69 A Analisar se o fornecedor está Após 9 Comprador cadastrado SIM 10 NÃO Enviar ficha cadastral Após anterior Comprador Solicitar documentação Após anterior Comprador Receber ficha e documentação Após anterior Comprador Conferir ficha e documentação Após anterior Controle Projetos Assinar e carimbar ficha Após anterior Gerente de compras Processar o cadastramento Após anterior Controle Projetos 10 B Analisar se o valor é suportado Após 11 Comprador pelo orçamento do projeto SIM 12 NÃO Renegociar preço, ou alterar Após anterior Equipe de Compras quantidade/modelo. 10 C Enviar à Operação a lista com as Após 17 Gerente de Compras 70 quantidades de equipamentos Receber retorno da lista enviada à Após anterior Gerente de Compras Operações Após anterior Gerente de Compras Analisar se há real necessidade Após anterior Gerente de Compras Analisar se há solicitações extras NÃO 18 SIM das solicitações extras NÃO D SIM Analisar se orçamento comporta Após anterior Comprador solicitações SIM D NÃO D D Informar Operações Após anterior Gerente de Compras 16 E Verificar se os dados cadastrais Após 15 Comprador 71 da loja estão liberados SIM 17 NÃO Gerar com dados substitutos Após anterior Comprador Inserir observação de entrega ao Após anterior Comprador fornecedor Informar loja substituta para que Após anterior Comprador redirecione as entregas 17 F Verificar se os “grupos” estão Após 15 Comprador abertos no projeto SIM 17 NÃO Solicitar abertura (F) G Após anterior Verificar se foi recebida de volta a Após 24 Comprador Comprador OC assinada pelo fornecedor SIM 26 NÃO Telefonar ao fornecedor solicitando Após anterior Comprador o retorno da OC assinada G H Verificar se o pedido será pago Após 26 através de FINAME Comprador 72 NÃO 27 SIM Solicitar ao fornecedor o envio de Após anterior Comprador “Carta Proposta” (I) I Verificar se foi recebida “Carta Após H Comprador Proposta” do fornecedor SIM J NÃO Telefonar ao fornecedor solicitando Após anterior Comprador o envio da “Carta Proposta” I J Verificar se a “Carta Proposta” Após I Comprador está de acordo com a OC. SIM K NÃO Solicitar ao fornecedor a correção e Após anterior Comprador reenvio da “Carta Proposta” I K Tirar 2 fotocópias da “Carta Após J Comprador “Carta Após anterior Comprador Proposta” Arquivar 1 fotocópia da 73 Proposta” até o pagamento da retenção técnica e do Finame Enviar o original, juntamente com 1 Após anterior Comprador fotocópia da “Carta Proposta”, ao Departamento Financeiro 27 L Gerar relatório de acompanhamento Após 27 Gerenciadora de entrega de equipamentos Obra Verificar se há divergência(s) Após anterior Gerenciadora da da Obra entre a NF e a OC NÃO O SIM Telefonar para comprador relatando Após anterior Gerenciadora a divergência Obra Instruir recebimento de Após anterior da Comprador equipamentos quanto ao aceite ou devolução do equipamento Verificar se deve devolver a Após anterior Devolver a mercadoria (P) Após anterior Gerenciadora Obra Solicitar ao fornecedor o reenvio Após anterior correto do pedido N da Obra entrega SIM Gerenciadora Comprador da 74 NÃO O N Verificar se o fornecedor original Após L Comprador reenviará o pedido corretamente SIM Q NÃO Cancelar a OC Comprar de um Após anterior Comprador fornecedor Após anterior Comprador substituto 17 O Receber o equipamento e Após L da Obra armazenar ou instalar Carimbar “RECEBIDO” na NF Gerenciadora Após anterior Gerenciadora da Obra Enviar, via malote, a NF à Expansão Após anterior Gerenciadora da Obra P P Atualizar relatório de entrega de Após O Gerenciadora equipamentos Obra Enviar à Expansão o relatório de Após anterior Gerenciadora da da 75 entrega de equipamentos Obra Q Q Verificar se já foi feita a entrega Após N ou P Comprador do equipamento SIM R NÃO Telefonar para fornecedor e/ou Após anterior Comprador transportadora, exigindo a entrega no prazo Q R Verificar se assistência ou é necessária Após Q supervisão do fornecedor para instalação do equipamento Comprador 76 NÃO 28 SIM Telefonar solicitando para a fornecedor Após anterior presença de Comprador um técnico no local R S Verificar se as quantidades e Após 28 descrições constantes na Comprador NF estão de acordo com a OC SIM T NÃO Solicitar ao fornecedor o envio da Após anterior Comprador quantidade falante por bonificação T T Verificar se os valores constantes Após S na NF estão de acordo com a OC SIM NÃO U Comprador 77 Solicitar ao fornecedor a substituição Após anterior Comprador da NF por outra correta Devolver a NF ao fornecedor Após anterior Comprador 28 U Verificar se o número da OC Após T Comprador consta na NF SIM 29 NÃO Anotar o número da OC na NF Após anterior Comprador 29 V Verificar se os dados de Após 32 destinatário da NF estão corretos SIM NÃO W Controle Projetos 78 Solicitar ao fornecedor a substituição Após anterior Controle Projetos da NF por outra correta Devolver a NF ao fornecedor Após anterior Controle Projetos 28 W Verificar se os dados fiscais da Após V Controle Projetos NF estão corretos SIM 33 NÃO Solicitar ao fornecedor a substituição Após anterior Controle Projetos da NF por outra correta Devolver a NF ao fornecedor Após anterior Controle Projetos 28 X Verificar há algum defeito no Após 38 ainda não equipamento NÃO 40 solucionado no Comprador 79 SIM Solicitar ao fornecedor o conserto ou Após anterior substituição do equipamento X Comprador Anexo F: Planilha de eventos do processo sugerido 81 COMPRA DE EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS PARA NOVAS UNIDADES E REMODELAÇÕES Planilha de Eventos do novo processo sugerido 1 Pré-quantificar as necessidades Após divulgação do Equipe de Compras de equipamentos Plano Anual de Expansão Orgânica . 2 Selecionar fornecedores Após anterior Comprador qualificados 3 Negociar com fornecedores Após anterior Comprador 4 Definir fornecedores ganhadores Após anterior Comprador 5 Gerar cotação básica (Mexp) Após anterior e B Comprador 6 Emitir pré-pedidos aos Após anterior Comprador fornecedores 7 Definir projeto individual Após aprovação do Diretoria RAAI Expansão de 8 Validar OC Após anterior e C Gerente de Compras 9 Aprovar OC Após anterior Analista Chefe de Controle de Projetos 10 Receber a NF (S) Após R, T, V ou W Comprador 11 Carimbar e assinar a NF Após anterior Gerente de Compras 12 Encaminhar a NF para Controle Após anterior Gerente de Compras de Projetos (V) 13 Encaminhar a NF para carimbo e Após W Controle de Projetos assinatura do Diretor de Expansão 14 Carimbar e assinar a NF Após anterior Diretor de Expansão 82 15 Encaminhar a NF para Controle Após anterior Diretor de Expansão de Projetos 39 Solicitar ao autorização comprador para liberação a Após anterior Comprador do pagamento da retenção técnica (X) 40 Autorizar o pagamento da Após X Comprador retenção técnica B Analisar se o valor é suportado Após 11 Comprador pelo orçamento do projeto SIM NÃO Renegociar preço, ou alterar Após anterior Equipe de Compras quantidade/modelo. C Analisar se há real necessidade Após anterior das solicitações extras NÃO SIM Informar Operações Gerente de Compras 83 Verificar se foi recebida “Carta Após H D Comprador Proposta” do fornecedor SIM J NÃO Telefonar ao fornecedor solicitando Após anterior Comprador o envio da “Carta Proposta” Verificar se a “Carta Proposta” Após I J Comprador está de acordo com a OC. SIM K NÃO Solicitar ao fornecedor a correção e Após anterior Comprador reenvio da “Carta Proposta” K Tirar 2 fotocópias da “Carta Após J Comprador “Carta Após anterior Comprador Proposta” Arquivar Proposta” 1 fotocópia até o da pagamento da retenção técnica e do Finame Enviar o original, juntamente com 1 Após anterior fotocópia da “Carta Proposta”, ao Departamento Financeiro Comprador 84 L Gerar de Após 27 relatório Gerenciadora da Obra acompanhamento de entrega de equipamentos Verificar se há divergência(s) Após anterior Gerenciadora Obra entre a NF e a OC NÃO O SIM Telefonar para comprador relatando Após anterior Gerenciadora a divergência Obra Instruir da recebimento de Após anterior da Comprador equipamentos quanto ao aceite ou devolução do equipamento Verificar se deve devolver a Após anterior Devolver a mercadoria (P) Após anterior Gerenciadora Obra Solicitar ao fornecedor o reenvio Após anterior Comprador correto do pedido N NÃO O N Verificar se o fornecedor original Após L Comprador reenviará o pedido corretamente SIM Q NÃO Cancelar a OC Comprar substituto da Obra entrega SIM Gerenciadora de um Após anterior Comprador fornecedor Após anterior Comprador da 85 O Receber o equipamento e Após L Gerenciadora da Obra armazenar ou instalar Carimbar “RECEBIDO” na NF Após anterior Gerenciadora da Obra Enviar, via malote, a NF à Expansão Após anterior Gerenciadora Obra Q Verificar se já foi feita a entrega Após N ou P Comprador do equipamento SIM NÃO Telefonar para fornecedor e/ou Após anterior Comprador transportadora, exigindo a entrega no prazo R Verificar se é necessária Após Q assistência ou supervisão do fornecedor para instalação do Comprador equipamento NÃO SIM Telefonar para fornecedor Após anterior solicitando a presença de um técnico no local Comprador da 86 X Verificar há algum defeito no Após 38 ainda não solucionado Comprador no equipamento NÃO SIM Solicitar ao fornecedor o conserto ou Após anterior substituição do equipamento Comprador Anexo G: Tabulação do resultado da pesquisa entre os fornecedores 88 Grupo A: Uso Pessoal da Internet Respostas (opção escolhida) Fornecedor Questão 1 Questão 2 Questão 3 a b a 1 a a a 2 b c b 3 b a a 4 b d a 5 b d b 6 b a b 7 b a a 8 a c a 9 b a a 10 b a a 11 a a a 12 a b b 13 a a a 14 b a a 15 b c a 16 a a a 17 c d a 18 b a a 19 a d a 20 c b d 21 c a a 22 a a a 23 b a a 24 b c a 25 a a a 26 a b a 27 c b b 28 b c b 29 c b b 30 c b a 31 d d d 32 c d b 33 c b a 34 b a a 35 d d b 36 d d a 37 Totalização Respostas Questão 1 Questão 2 Questão 3 Média % 11 16 26 17,667 47,748 a 15 8 9 10,667 28,829 b Opção 8 5 0 4,3333 11,712 c 3 8 2 4,3333 11,712 d 37 37 37 37 100 Total 89 Grupo B: Uso do Comércio Eletrônico Respostas (opção escolhida) Fornecedor Questão 4 Questão 5 Questão 6 c b a 1 b b b 2 b b b 3 b c d 4 b c d 5 b c d 6 b b b 7 c c d 8 b b b 9 b b b 10 c c d 11 b b b 12 b c b 13 b a a 14 a b b 15 b b b 16 b b b 17 b d d 18 b b b 19 c c d 20 b b b 21 c c b 22 a b a 23 c c d 24 b b b 25 b b d 26 b b b 27 c b b 28 b b b 29 c c b 30 b b c 31 c b d 32 b c c 33 b b c 34 b b b 35 c d d 36 b d b 37 Totalização Respostas Questão 4 Questão 5 Questão 6 Média % 2 1 3 2 5,4054 a 25 22 20 22,333 60,36 b Opção 10 11 3 8 21,622 c 0 3 11 4,6667 12,613 d 37 37 37 37 100 Total 90 Grupo C: Informatização e Uso da Internet pela Empresa Fornecedor Questão 7 c 1 a 2 c 3 a 4 c 5 c 6 a 7 a 8 c 9 c 10 c 11 b 12 c 13 c 14 a 15 c 16 c 17 a 18 c 19 c 20 c 21 c 22 a 23 c 24 c 25 b 26 c 27 b 28 c 29 c 30 c 31 d 32 c 33 c 34 c 35 c 36 d 37 Respostas (opção escolhida) Questão 8 Questão 9 Questão 10 c 5 6 b 5 2 b 50 50 b 2 2 c 2 2 b 3 3 c 3 3 c 15 7 b 12 12 c 3 3 c 5 11 b 20 20 c 32 35 d 4 4 b 25 15 b 14 6 b 120 50 b 250 200 b 3 3 c 2 1 c 4 2 b 5 4 b 1 1 c 20 10 b 34 27 a 2 1 c 18 12 b 6 3 c 8 5 d 2 1 b 2 1 c 1 1 c 4 1 b 2 2 c 7 7 d 6 8 d 6 8 Totalização Questão 7 Questão 8 Média % Respostas 7 1 4,33333333 11,7117117 a 3 17 11,3333333 30,6306306 b Opção 25 15 17,6666667 47,7477477 c 2 4 3,66666667 9,90990991 d 37 37 37 100 Total Índice de informatização Questão 10/9 1,2 0,4 1 1 1 1 1 0,466666667 1 1 2,2 1 1,09375 1 0,6 0,428571429 0,416666667 0,8 1 0,5 0,5 0,8 1 0,5 0,794117647 0,5 0,666666667 0,5 0,625 0,5 0,5 1 0,25 1 1 1,333333333 1,333333333 Resultado de 10/9 5 A= >1 14 B= =1 13 C= =>0,5<1 5 D= <0,5 37 91 Grupo D: Uso do Comércio Eletrônico Entre Empresas Respostas (opção escolhida) Fornecedor Questão 11 Questão 12 Questão 13 Questão 14 c b c c 1 b b b A 2 c d c c 3 b d c c 4 c b c c 5 c d d d 6 b c b A 7 c c c c 8 d D D D 9 c c c c 10 d D D D 11 b b c b 12 c b c b 13 b c b A 14 b b b A 15 c b b A 16 c c c b 17 b c b A 18 b a b A 19 c b c b 20 c c c b 21 c d d d 22 b b a A 23 c c b A 24 c d c c 25 c d d d 26 c b b A 27 c d c c 28 c d c b 29 c c c c 30 d D D D 31 c a c b 32 d D D D 33 d D D D 34 c c c b 35 c c c d 36 c c c c 37 Totalização Respostas Questão 11 Questão 12 Questão 13 Questão 14 Média 0 2 1 10 3,25 a 9 10 9 8 9 b Opção 23 12 19 10 16 c 5 13 8 9 8,75 d 37 37 37 37 37 Total % 8,7838 24,324 43,243 23,649 100 Anexo H: Tabulação do resultado da pesquisa entre os compradores 93 Grupo A: Uso Pessoal da Internet Respostas (opção escolhida) Fornecedor Questão 1 Questão 2 Questão 3 a a a 1 a a a 2 a d a 3 a a a 4 b b a 5 b c a 6 Totalização Respostas Questão 1 Questão 2 Questão 3 Média % 4 3 6 4,3333 72,222 a Opção Total b 2 1 0 1 16,667 c 0 1 0 0,3333 5,5556 d 0 1 0 0,3333 5,5556 6 6 6 6 100 94 Grupo B: Uso do Comércio Eletrônico Respostas (opção escolhida) Fornecedor Questão 4 Questão 5 Questão 6 a b b 1 2 b b b 3 b a c 4 b b b 5 c b b 6 b b b Totalização Questão 4 Questão 5 Questão 6 Média % Respostas 1 1 0 0,667 11,11 a Opção Total b 4 5 5 4,667 77,78 c 1 0 1 0,667 11,11 d 0 0 0 0 0 6 6 6 6 100 95 Grupo C: Uso do Comércio Eletrônico Entre Empresas Fornecedor 1 Respostas (opção escolhida) Questão 7 Questão 8 Questão 9 Questão 10 a a a A 2 a a a A 3 a b b A 4 b a a A 5 b b b A 6 a a a A Totalização Respostas Questão 7 Questão 8 Questão 9 Questão 10 Média % 4 4 4 6 4,5 a Opção Total 75 b 2 2 2 0 1,5 25 c 0 0 0 0 0 0 d 0 0 0 0 0 0 6 6 6 100 6 TRABALHO APRESENTADO EM BANCA E APROVADO POR: ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Conceito Final: Porto Alegre, Professor Orientador: Henrique M.R. Freitas Disciplina: Estágio Final (ADM 01196) Área de Concentração: Produção e Sistemas Disciplina: de julho de 2001.