Pró-Reitoria de Graduação Curso de Educação Física Trabalho de Conclusão de Curso KAATSU TRAINING: NOVAS PERSPECTIVAS PARA O TREINAMENTO RESISTIDO Autor: Lysleine Alves de Deus Orientador: Prof. MCs. Fábio Antônio Tenório de Melo Brasília - DF 2011 LYSLEINE ALVES DE DEUS KAATSU TRAINING: NOVAS PERSPECTIVAS PARA RESISTIDO O TREINAMENTO Artigo apresentado ao curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Educação Física. Orientador: Profº. Msc. Fábio Antônio Tenório de Melo Brasília 2011 Artigo de autoria de Lysleine Alves de Deus, intitulado “KAATSU TRAINING: NOVAS PERSPECTIVAS PARA O TREINAMENTO RESISTIDO”, apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Educação Física da Universidade Católica de Brasília, em 26 de novembro de 2011, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: ______________________________________ Profo MSc. Fábio Antônio Tenório de Melo Orientador ___________________________________ Profº Dr. Ronaldo Rodrigues da Silva Educação Física – UCB Brasília 2011 Dedico este trabalho aos meus pais Waldomiro e Edinalva, que me propiciaram uma vida digna onde eu pudesse crescer, acreditando que tudo é possível, desde que sejamos honestos e íntegros; que sonhar e concretizar os sonhos só dependerão de nossa vontade. AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus por permitir que eu realizasse esse sonho! Aos meus familiares: Pai – Waldomiro, Mãe – Edinalva, Irmã – Michelle, Sobrinha – Eduarda, por me devotarem amor incondicional; por estarem presentes em todos os momentos da minha vida, abrindo mão de seus próprios interesses para me ajudar em tudo e em todos os momentos, por entenderem os longos períodos em que me ausentei para cumprir com minhas obrigações universitárias; por serem minha fortaleza. Recebam a minha sincera gratidão, pois se sou o que sou hoje, devo tudo a vocês! Eu os amo muito, vocês são minha vida! Ao meu namorado Fabrício, pelo companheirismo, carinho e compreender meus longos períodos de ausência pacientemente e por me ajudar nos momentos de dificuldade. Ao Prof. Doutorando Fábio Antônio Tenório de Melo e a Profª MSc. Nilza Maria do Valle Pires Martinovic, por dividirem comigo seus conhecimentos; por acreditarem no meu potencial; por serem muito mais que professores, serem meus amigos! Por aturar minhas loucuras, perturbações, medos, incertezas; pela compreensão e apoio no momento mais difícil da minha vida... Vocês são fantásticos! Obrigada! As minhas amigas da ETHOS – Qualidade de Vida: Aline, Mariana, Mayara, Cris, por se unirem e abraçarem minhas ideias malucas de empreendedorismo. (E não é que deu certo?!). Por serem colegas da Universidade, “sócias”, dividirem momentos de alegria, descontração e de grandes preocupações e desesperos e por serem minhas amigas! Valeu muito a pena tudo o que vivemos juntas... Amo vocês! “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar para pensar, na verdade não há." Renato Russo 7 KAATSU TRAINING: NOVAS PERSPECTIVAS RESISTIDO PARA O TREINAMENTO Lysleine Alves de Deus1 Fábio Antônio Tenório de Melo2 RESUMO Para que um treinamento resistido possa contribuir de forma eficaz para o aumento de força e hipertrofia, muitos são os fatores que interferem na sua elaboração. Estudos ao longo dos anos vinham relatando que o treinamento resistido executado com cargas altas era o método mais eficaz para o aumento de força e hipertrofia. Em contradição a essas teorias pesquisadores japoneses desenvolveram uma nova técnica em que o treinamento resistido (TR) é executado com baixa intensidade e pouco peso associado à restrição do fluxo sanguíneo. Os seus estudos reportam crescentes evidências de que essa metodologia pode induzir a hipertrofia e o aumento da força muscular de forma similar aos efeitos causados pelo TR de alta intensidade nos ganhos de força e massa muscular. Desse modo, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão bibliográfica apresentando o Kaatsu Training como uma metodologia alternativa para o treinamento resistido convencional, bem como as suas perspectivas e tendências em relação ao treinamento resistido. Palavras Chaves: Oclusão vascular, Kaatsu training 1. INTRODUÇÃO A busca do homem em aumentar a sua força e a massa muscular (hipertrofia), existe desde a época em que ele dependia dela para prover sua própria subsistência. No decorrer dos anos, técnicas e métodos foram sendo criados na tentativa de obter os melhores resultados para acelerar esse processo (SCHWARZENEGGER, 2002). Contudo, para que um treinamento possa contribuir de forma eficaz para o aumento de força e hipertrofia, muitos são os fatores que interferem na sua elaboração. Dentre esses fatores, Brown (2008) destaca: tipos de ações e estímulos musculares, intensidade e volume de exercício, intervalos de repouso entre as séries e sessões, os padrões alimentares diários e as respostas hormonais e imunológicas respectivamente. Brown (2008) afirma que a um estímulo muscular inicia-se na unidade motora, e que para produzir quantidades muito específicas de força, o corpo utiliza diferentes mecanismos para estimulá-las. As unidades motoras (UMs) são compostas por fibras musculares de contração lenta (tipo I) ou de contração rápida (tipo II) e se encontram espalhadas em todo o músculo em microfeixes de 3 a 15 fibras. Desse modo, quando uma unidade motora é ativada, as fibras são ativadas em todo o músculo. O recrutamento das unidades motoras é feito da menor (limiar baixo – precisa de baixo estímulo elétrico para ativação) para a maior (limiar alto – precisa de alto estímulo elétrico 1 2 Aluna de Bacharelado do curso Educação Física da Universidade Católica de Brasília (UCB) Professor Mestre da Universidade Católica de Brasília (UCB) 8 para ativação) com base nas demandas de força colocadas no músculo, fenômeno esse o qual Brown (2008) nomeou como princípio do tamanho. Baseado nesse princípio, Brown (2008) afirma que mesmo utilizando-se resistências mais pesadas, o recrutamento será iniciado pelas unidades motoras de limiar baixo avançando de forma progressiva até que sejam recrutadas unidades motoras suficientes para produzir a força necessária. Contudo, se for utilizada sobrecarga baixa, as unidades motoras de limiar alto não serão recrutadas. Desse modo cargas pesadas recrutam mais unidades motoras que as cargas leves, por isso quanto mais unidades motoras forem estimuladas dentro do músculo, mais força ele produz. A produção de força muscular envia um grande número de sinais para todos os sistemas de órgãos do corpo, que por sua vez sustentam a capacidade de produzir força, contribuindo para a recuperação e aumento do músculo. O sistema endócrino produz hormônios que auxiliam a produção de força e estimulam o crescimento muscular. Já o sistema imunológico fornece sinais para auxiliar a coordenar o processo de reparo do tecido BROWN (2008). A hipertrofia muscular dá-se graças ao aumento da área de seção transversal de cada fibra muscular e número das miofibrilas. Contudo, os mecanismos do treinamento resistido responsáveis por induzir a hipertrofia muscular não são completamente entendidos (BOMPA 2006). Para Brown (2008), o treinamento de musculação com carga pesada é o estímulo mais eficiente para o crescimento da fibra muscular, pois fornece o estímulo de alta intensidade necessário para recrutar as fibras do tipo II as quais são mais capazes de aumentar seu tamanho do que as fibras de tipo I. Tradicionalmente acredita-se que a hipertrofia e o aumento da força muscular só podem ser alcançados com intensidade de treinamento acima de 65% de uma repetição máxima (1-RM) (FUJITA, 2007; KAWADA, 2005 apud ELFATTAH, 2011; CAMPOS et al., 2002 apud ABE et al., 2005; KRAEMER et al., 2004, apud ABE et al., 2005; MCDONAGH et al., 1984 apud ABE et al., 2005; TAKARADA, 2004). Estudiosos e a Escola Americana de Medicina do Esporte reportam que para induzir a hipertrofia muscular o treinamento resistido deve ser executado com cargas acima de 70% de uma repetição máxima (1RM), pois os treinos abaixo dessa intensidade raramente produzem efeitos nessas capacidades físicas. (MANINI, 2009; FLECK E KRAEMER, 2004 apud BROWN, 2008). Corroborando com essa ideia, Hollosszy (1976) apud TAKARADA (2004), afirma que exercícios executados com pouca carga e grande volume resultam no aumento da capacidade oxidatida do músculo, ou seja, melhora sua resistência, mas não aumenta o seu tamanho. Em contradição a essas teorias, há quase uma década pesquisadores japoneses desenvolveram uma nova técnica em que o treinamento resistido (TR) é executado com baixa intensidade e pouco peso associado à restrição do fluxo sanguíneo. Os seus estudos reportam crescentes evidências de que essa metodologia pode aumentar a área de secção do músculo, ou seja, pode induzir a hipertrofia e o aumento da força muscular (BURGOMASTER et al., 2003 apud ABE et al., 2005; SHINOHARA et al. 1998 apud ABE et al., 2005, TAKARADA et al., 2002 apud ABE et al., 2005) de forma similar aos efeitos causados pelo TR de alta intensidade nos ganhos de força e massa muscular. (KARABULUT, ABE, SATO & BEMBEN, 2009 apud LAURENTINO, 2010; KUBO, KOMURO, ISHIGURO, TSUNODA, SATO, ISHII, KANEHISA & FUKUNAGA, 2006; TAKARADA, TAKAZAWA, SATO, TAKEBAYASHI, TANAKA & ISHII, 2000b) 9 2. OBJETIVO GERAL Conforme apresentado, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão bibliográfica apresentando o Kaatsu Training como uma metodologia alternativa para o treinamento resistido convencional, bem como as suas perspectivas e tendências. 3. METODOLOGIA Foi realizada uma revisão da literatura utilizando como base referencial livros e revistas científicas sobre o tema, a fim de avaliar as últimas descobertas, mecanismos de ação, resultados e as possíveis causas e efeitos dessa nova metodologia de treinamento. 4. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO Esse conceito de treinamento resistido associado à restrição do fluxo sanguíneo é também conhecido como “Kaatsu Training” (KT), e veio como inspiração a Yoshiaki Sato em 1966 enquanto participava de uma missa budista. Na ocasião suas pernas adormeceram devido à posição. Massageando-as notou que o inchaço e desconforto na panturrilha eram semelhantes à sensação que experimentou depois de realizar exercícios extenuantes para este grupo muscular. Ele atribuiu essa sensação de inchaço à diminuição do fluxo sanguíneo para o músculo e então decidiu pesquisar mais sobre esses efeitos (SATO, 2005). Após várias tentativas em si mesmo a fim de aperfeiçoar o método, Sato foi hospitalizado, pois a prática impudente do KT lhe causou dormência severa nas pernas e embolia pulmonar. Mesmo assim ele continuou pesquisando e estudando o método para determinar a pressão adequada e efetivar sucesso da sua descoberta. Em 1968 ele estabeleceu um método seguro e eficaz de aplicar a pressão apropriada para restringir o fluxo sanguíneo e também desenvolveu uma técnica para as extremidades superiores. Em 1973 ele sofreu um acidente no qual fraturou ambos os tornozelos e o ligamento colateral medial do joelho direito. Rejeitando a cirurgia ele pediu ao médico que fosse imobilizado. Confrontado com a perspectiva de atrofia muscular causada pela imobilização ele começou a praticar o KT. Meses depois ele retorna ao médico que diagnosticou que o ligamento estava curado e os ossos tinham se ossificado novamente. (SATO, 2005) Anos mais tarde, o novo método foi divulgado e ganhou popularidade entre os atletas chegando à Inglaterra, Alemanha, Itália e EUA. A fim de garantir a que a técnica fosse empregada de forma segura e eficiente, Sato passou a ministrar cursos para formação de instrutores. Eles precisariam de muita prática e licença para utilizar o método. Em 2003 a Nissey Dowa General Insurance Co. estabeleceu um seguro de responsabilidade civil para o “Kaatsu training” como exemplo de reconhecimento em relação a confiabilidade do método, (SATO, 2005). Atualmente esse novo conceito de treinamento é comercializado por Sato no Japão (MANINI, 2009). Sua metodologia e aplicabilidade consistem em colocar um manguito estreito em torno do membro apendicular que é inflado causando restrição do fluxo sanguíneo durante a execução do exercício. A pressão de compressão exercida pelo manguito varia entre os estudos, mas normalmente o manguito é inflado a uma pressão superior a pressão arterial diastólica braquial (MANINI, 2009). Yokokawa (2008), afirma que o nível de pressão aplicada durante o exercício é determinado de acordo com a idade e pressão sanguínea do sujeito. Uma característica comum à maioria dos protocolos de KT, é que a compressão do 10 manguito permanece inflada durante a execução do exercício, incluindo o período de descanso. (MANINI, 2009). Henneman et al. (1965) apud KAWADA (2005), relata que o princípio do tamanho não pode ser aplicado para as contrações musculares concêntricas nem nas contrações musculares com restrição do fluxo sanguíneo. Para ele, apesar de muita força ou velocidade na contração muscular ser requerida para ativar as UMs, o fornecimento de oxigênio para o músculo ativo também pode afetar o recrutamento das UMs. Desse modo, a restrição do fluxo sanguíneo pode induzir adaptações neuromusculares na ativação muscular como alteração dos padrões de ativação e recrutamento das UMs, o que resultaria no aumento da força muscular. Estudiosos explicam que o treinamento resistido associado à restrição do fluxo sanguíneo (KT), pode promover elevada atividade elétrica do músculo durante o exercício conforme mostra Takarada (2002), causando o recrutamento adicional das fibras de contração rápida (YOUNG-AH, 1999 apud TAKARADA, 2004). Corroborando com ideia, Moritani et al., (1992) apud Laurentino (2010), reportou que em vários estudos, o efeito agudo da aplicação do treinamento resistido sobre a ativação muscular, provocou um maior aumento da atividade eletromiográfica na condição ocluída comparando com a condição não ocluída. Para ele, essa maior ativação muscular é uma consequência do acúmulo de metabólitos durante a execução do exercício, o que aumentaria a participação de metaborreceptores periféricos os quais estimulam a via simpática nervosa muscular; que por sua vez, poderia afetar o padrão de recrutamento muscular, aumentando a participação das unidades motoras compostas de fibras do tipo II. E, devido à redução de oxigênio e substratos energéticos, as unidades motoras seriam recrutadas para sustentar o déficit na produção de força. Referente ao crescimento muscular, Laurentino (2010), afirmou que ele é dependente do balanço positivo/negativo dos reguladores da síntese proteica. O IGF – 1 (Insulina like growth factor – 1 ) e a proteína miostatina, são os maiores reguladores da homeostase muscular. Sendo que, o primeiro é um regulador positivo do crescimento muscular e parecer agir na ativação das células satélites; e ainda é essencial na medição de hipertrofia muscular induzida pela sobrecarga. Já a proteína miostatina regula de maneira negativa o ganho de massa muscular inibindo a ativação das células satélites. De modo geral, os mecanismos que induzem os ganhos de força e massa muscular ainda não são completamente entendidos, conforme afirma Tanimoto (2005). Contudo, vários estudos vêm demonstrando que o treinamento resistido combinado com moderada oclusão vascular (KT), pode causar aumento de força muscular e hipertrofia. Em concordância com Takarada et al. (2000 apud NAKAJIMA, 2006), o método possibilita aumentar a quantidade de hormônio do crescimento (GH), que pode influenciar na lipólise e formação óssea, resultando em uma melhora da força e hipertrofia do músculo. Há relatos de que a concentração de hormônio do crescimento, norepinefrina, IGF -1 no plasma aumentam depois do exercício de baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo. (KAWADA, 2005 apud TAKARADA et al., 2000a; ABE et al., 2005). No Hospital Universitário de Tóquio, o Departamento de Isquemia e Fisiologia do Sistema Circulatório, pesquisas estão sendo realizadas em torno dos efeitos diretos e secundários do KT em pacientes com vários problemas de saúde e comparando esses efeitos com os métodos tradicionais de reabilitação, conforme afirma Sato (2005). Este treinamento tem sido amplamente utilizado por atletas, indivíduos saudáveis, portadores de doenças ortopédicas, diabetes e obesos, pois se acredita que o GH estimula o fígado a secretar IGF – 1 que pode melhorar a função do endotélio, a sensibilidade à insulina. (ABLE et al., 2005 apud NAKAJIMA, 2006). 11 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Devido às suas características, o KT é um método intrigante, pois anda na contramão de todos os achados e pesquisas realizados ao longo de vários anos. Entretanto, tem se mostrado eficaz, conforme reportaram os estudos de Takarada (2004), Yokokawa (2008), Manini (2009), Laurentino (2010) entre outros estudiosos. Sugere-se que novas pesquisas sejam realizadas, aprimorando a metodologia, diversificando e aumentando a amostra. 6. BIBLIOGRAFIA ABE, T, et al. Skeletal muscle size and circulating IGF-1 are increased after two weeks of twice daily KAATSU resistance training. International Journal of Kaatsu Training Research, 2005: 6-12. BROWN, L. E. (2008). 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