Olá parceiros (as) de Rede! Este material é resultado da sistematização dos relatos da III Oficina Nacional da RENADE que tem duas partes: na primeira, as conjunturas regionais e na segunda os encaminhamentos regionais e nacionais com as pessoas e organizações que são referência de cada região. 1. Conjunturas regionais: 1.1 A Região Norte verificou que os(as) adolescentes que cumprem medida socioeducativa (MSE) são predominantemente da faixa etária de 15 a 17 anos, negros(as), pobres, não alfabetizados(as), oriundos(as) de famílias com trajetórias de graves violações, não frequentavam a escola antes de ingressar na unidade, envolvimento com drogas e que tinham como principal infração cometida aquelas contra o patrimônio, tais como furto e roubo. Também, convém elucidar que a região norte é no cenário nacional, a que detém o menor índice de cometimento de ato infracional. A reincidência na prática de ato infracional é considerável, embora o roubo e o tráfico de drogas sejam as infrações que levam a maior parte dos(as) jovens ao cumprimento de medidas socioeducativas, entre os reincidentes, a prática de homicídio é superior à verificada entre aqueles que cumpriam a primeira internação. Há uma prevalência do Poder Executivo em estruturar as MSE em meio fechado, ficando as medidas socioeducativas em meio aberto concentradas nas capitais e cidades maiores. Ainda, verifica-se também que muitos(as) adolescentes estão cumprindo as medidas em cadeias públicas por inexistência de estabelecimentos de internação provisória, semiliberdade e internação pós sentença judicial. Neste sentido, as estruturas físicas de internação são precárias, aviltantes e violadoras de direitos. Relativo à violência institucional foi levantada a existência de situações graves de maus tratos e tortura cometidos contra os adolescentes internados nas unidades: agressões físicas, isolamento, privação do contato e vínculo familiar e da participação das atividades escolares como forma de castigo e contenção. Registram-se situações de abuso sexual, situações graves de letalidade, psiquiatrização e medicalização. Quanto à situação processual dos(as) adolescentes, verifica-se uma situação bastante caótica quanto ao número e eficácia da Defensoria Pública, com grande número de adolescentes internos(as) que não tem conhecimento da sua situação processual e ainda aguardam julgamento de seus processos. Verificou-se a inexistência de proposta pedagógica nas unidades, bem como do Plano Individual de Atendimento (PIA) tanto nas MSE de meio aberto, quanto nas de meio fechado. O fomento à prática de atividades externas no período de internação, como participação em cursos, participação politica, eventos ou oficinas de profissionalização, se mostrou incipiente e pouco a dotada na região. Quase a 1 totalidade dos estabelecimentos de internação não conta com atendimento de psicólogos e assistentes sociais, articulação com saúde, educação, assistência social, atividades formativas e profissionalizantes. Quanto aos recursos humanos, não há seleção de pessoal rigorosa, nem tampouco concursos públicos para admissão nos serviços de alta complexidade. Os(as) integrantes do sistema de garantia de direitos (SGD) não são permanentemente capacitados(as), no que tem cristalizado atuações típicas de sistema prisional: isoladas, violentas, assistencialistas, visivelmente alinhadas com o antigo Código do Menor. Há equívocos e violações históricas no sistema socioeducativo da região norte, que vem potencialmente criminalizando e encarcerado a adolescência pobre, criando uma perspectiva de segurança pública e acentuando as desigualdades sociais. Os(as) adolescentes são alijados do processo de participação em todo o sistema socioeducativo, e isto é verbalizado na voz dos(as) adolescentes que não reconhecem estes espaços como socioeducativos. 1.2 A Região Nordeste constatou a violência institucional nos diversos aspectos do sistema socioeducativo e aponta que grande parte da problemática tem origem na falta de investimentos adequados ao sistema, tais como unidades dentro dos parâmetros do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) e capacitação de pessoal, sendo imprescindível o controle social e popular no debate das questões orçamentárias, principalmente no que diz respeito à Copa do Mundo e aos grandes eventos desportivos onde serviços públicos essenciais são relegados em favor das obras dos mesmos. Ainda com relação aos grandes eventos foi levantada a forte tendência à higienização das cidades e da maximização da punição dos(as) adolescentes negros(as) e pobres. Para o controle dessas ações foi posta a necessidade de fortalecer esse papel dos Conselhos Estaduais e Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente. No tocante à execução e construção de políticas públicas os recursos públicos são, muitas vezes, aplicados através de organizações não governamentais e terceirizações situação que precariza a qualidade dos serviços. Daí a necessidade de exigir das administrações os concursos públicos como políticas de estado e não de governo. As unidades de internação existentes são insuficientes para atender a demanda o que resulta na sua superlotação e essa problemática está fundada no desinteresse da administração pública que recebe os recursos, mas que não efetiva sua aplicação. As unidades não atendem as exigências do SINASE, a maioria segue o modelo prisional e é bastante recorrente cada estado ter uma única unidade dentro dos padrões do SINASE para mostrá-la como uma realidade de todas as outras. 2 Quanto aos adolescentes que cumprem medida socioeducativa há uma baixa qualidade da educação formal e falta profissionalização e capacitação dos(as) adolescentes em regime de internação e condições de que ao final da medida seja garantida a oportunidade de um trabalho lícito, evitando o retorno ao tráfico e atividades afins. Muitos(as) adolescentes são ameaçados(as) por isso faz falta o fortalecimento do programa de proteção a crianças e adolescentes ameaçados (PPCAAM), que foi apontado como pouco acessível e muito burocrático. Falta uma atenção adequada às adolescentes que são relegadas pelo sistema socioeducativo, estigmatizadas pela sexualidade e mais atingidas pela violência institucional, sendo necessária uma análise de gênero e de identidades de gênero na aplicação das MSE. Quanto ao direito às visitas, há muitas indicações de violências e constrangimentos às famílias dos(as) adolescentes no momento da revista das pessoas e dos materiais levados à unidade. Com relação aos profissionais do sistema socioeducativo, falta formação que os(as) prepare para lidar com a realidade dos(as) jovens e sua situação no sistema. O sistema socioeducativo (SSE) deve consolidarse em uma cultura restaurativa em oposição à hegemônica cultura retributiva e punitiva e para tanto é necessário atuar sobre as mídias, que incidem significativamente junto à sociedade na referida construção. 1.3 A Região Centro-Oeste apontou como principais problemas do sistema socioeducativo a superlotação das unidades, a falta de capacitação dos(as) agentes em todos os níveis de aplicação das medidas socioeducativas, o número excessivo de internações, a falta de cuidado com os servidores(as), a falta de atenção com o meio aberto, a fragilidade das defensorias públicas e as várias limitações orçamentárias, principalmente na priorização de investimentos no sistema. A superlotação das unidades implica diretamente na condição de dignidade em que vivem os(as) adolescentes, já que todos os direitos são reduzidos ou anulados: em cada alojamento das unidades há um(a) adolescente que dorme “no boi” (sobre a privada). 1.4 A Região Sudeste indicou como principais dificuldades dentro do sistema socioeducativo a atuação do sistema de justiça, a qualificação da estrutura física das unidades e das teses de defesa técnica dos(as) adolescentes, a conceituação de “quando” começa a MSE em virtude das ações socioeducativas na internação provisória. A questão das drogas foi apontada como um ponto crucial na relação dos(as) adolescentes com o sistema. No SSE, nas medidas de privação de liberdade, nos casos de internação há uma estrutura marcante de violência institucional aliada às estruturas físicas inadequadas e, nas medidas em meio aberto, no cumprimento da liberdade assistida falta qualificação dos serviços de assistência aos adolescentes. Falta um maior detalhamento na produção do PIA e também foi indicada a necessidade de monitoramento do sistema 3 socioeducativo, bem como de uma articulação em rede para o devido enfrentamento às violações. 1.5 A Região Sul destacou a falta de recursos na contratação, mediante concurso, de profissionais para atendimento ao sistema socioeducativo, principalmente no âmbito das defensorias públicas. Vale ressaltar que Santa Catarina sofre duras consequências desse descaso. Foi apontada pela Associação de Mães e Amigos da Criança e do Adolescente em Risco (AMAR) do Rio Grande do Sul (RS) uma defasagem de pelo menos 700 funcionários para a demanda que se apresenta no estado. As unidades de atendimento socioeducativo são muito ruins, antigas e defasadas, não se adaptando ao SINASE e a superlotação é uma realidade da região. Na Fundação de Atendimento Socioeducativo - FASE, do RS, várias salas de aula estão fechadas e falta um projeto político-pedagógico. É necessária uma mudança de cultura dos(as) trabalhadores(as) do SSE, já que a predominante é a remanescente das Fundação Estadual para o Bem Estar do Menos (FEBEM), numa lógica de desrespeito. Dentro das unidades o tratamento dado aos adolescentes é violento, com muitas punições injustificadas: há muita “pedalação”, que diferente da rebelião, ocorre quando os(as) adolescentes avisam que há um ou mais internos(as) em situação de perigo como, por exemplo, quando rivais são colocados num mesmo alojamento); há muito sofrimento e muitas mortes pelos conflitos entre grupos rivais (colocam os estupradores nos alojamentos dos que não são e eles sofrem muita violência sexual e só retiram os meninos quando eles já estão quase mortos); e envolvimento de monitores(as) com traficantes. Foi apontada uma tendência de encarceramento de adolescentes que viveram e vivem nas ruas. Para agravamento da situação, os(as) defensores de direitos humanos não podem entrar nas unidades. No meio aberto, falta a sensibilização da administração pública para a efetivação das medidas em seu município, já que a prática recorrente é a de “enviar” os(as) adolescentes para cumprimento de medida em meio fechado nas principais cidades ou na capital: a internação é vista como uma saída para os problemas com os(as) adolescentes. A falta de técnicos(as) capacitados(as) faz com que, muitas vezes, as atividades dadas aos adolescentes sejam degradantes e vexatórias, sem qualquer acompanhamento e aprendizado. Foi relatado que alguns(mas) adolescentes tiveram como atividade a retirada de chicletes do pátio de uma delegacia de polícia. No âmbito da defesa técnica, a falta de defensores(as) com um olhar humanizado e, muitas vezes, a sua omissão nas audiências foi apontada como uma grande dificuldade pelas famílias. O olhar humanizado também foi apontado como necessário aos juízes(as) 4 e funcionários(as). E para agravamento da situação a entrada dos(as) defensores de direitos humanos não é permitida nas unidades. 2. Como problemáticas regionais, tivemos: Região Norte: Fragilidade do sistema de justiça na aplicação e execução das medidas socioeducativas. Região Nordeste: Violência institucional. Região Centro-Oeste: Superlotação. Região Sudeste: Violência institucional na privação de liberdade. Região Sul: Falta de formação dos agentes do sistema socioeducativo. 3. Como encaminhamentos regionais, tivemos: 3.1 Região Norte: Estratégia de incidência: Levantar as graves violações do sistema de justiça e apresentar o resultado do levantamento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e ao Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais (CONDEGE) para produção de resoluções e enunciados que possam qualificar a intervenção da justiça. Estratégias de monitoramento: Levantar as jurisprudências dos Tribunais de Justiça (TJ) para analisar, a partir das mesmas, as principais violações cometidas pelo judiciário. Estratégias de mobilização: Provocar pautas nos meios de comunicação com as graves violações de direitos aos adolescentes a quem se atribui a prática de ato infracional. Estratégia de defesa técnica: Provocar incidência junto aos chefes das defensorias públicas para a criação e melhoria dos Núcleos de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (NAECA’s) ou correspondente. Estratégia de produção de conhecimento: 5 Produzir documentário com história de vida dos adolescentes e suas famílias, com proposição de encaminhamentos para maior mobilização e empoderamento da sociedade sobre o tema. Referências: Terezinha Muniz Defensoria [email protected], fone: 95-8115 0338; Pública de Roraima, Eduardo Aguiar Defensoria Pública [email protected], fone: 91-8154 8822; do Pará, Paulo Sampaio – CEDECA [email protected], fone: 92-9981 7793; na Taba, - Pé Ana Celina Bentes Hamoy - CEDECA Emaús, [email protected], fone: 91-3241 7007; Conselho Tutelar de Barcarena [email protected], fone: 91-3753 1515; - Acimara da Silva Lima - mãe de [email protected], fone: 92-8170 0002. [email protected], adolescente - Manaus, 3.2 Região Nordeste Estratégia de incidência: Discutir orçamento para área da Infância e Juventude com foco na execução das medidas socioeducativas; com levantamento de indicadores regionais para investimentos adequados - considerando a demando do meio aberto; e com análise do impacto das obras resultantes dos grandes eventos na distribuição dos recursos; Estimular e acompanhar a elaboração dos instrumentos de cooperação a serem firmados entre gestores do sistema de atendimento socioeducativo local (meio aberto e fechado) e agentes do Sistema S, conforme dispõe o SINASE, para elaboração de um plano estratégico para a oferta de cursos profissionalizantes e disponibilização de vagas para os(as) adolescentes inseridos no sistema; Estimular junto aos Estados e respectivas Secretarias da Criança e Juventude ou equivalentes a realização de concursos públicos e capacitação contínua e permanente de todos os profissionais que atuam no SSE; Exigir adequação imediata das unidades de internação às exigências postas no SINASE, com uma proposta político-pedagógica efetiva, que integre educação, 6 profissionalização e cuidados com a saúde (sem medicalização), dando especial atenção ao recorte estruturante de gênero e identidade de gênero. Estratégia de monitoramento: Iniciar diálogo com a gestão das unidades de internação para adequar o procedimento da revista dos(as) familiares aos direitos humanos com o investimento necessário para tanto, como, por exemplo, a aquisição de detectores de metais; Exigir a criação de espaços acolhedores para o momento das visitas. Estratégia de mobilização: Mobilizar as famílias dos(as) adolescentes inseridos(as) no SSE com o intuito de criar espaços legítimos para escuta e esclarecimentos dos(as) familiares, visando minimizar os impactos do cumprimento das medidas para adolescentes e famílias. Os espaços citados podem ser articulados junto aos conselhos e fóruns de cada estado. A medida poderá ser efetivada no meio aberto com a mobilização dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) para o trabalho com as famílias. Estratégia de defesa técnica: Indicação da defensora pública do Ceará e representante da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP) na região nordeste, Érica Albuquerque, para apresentar as demandas da região nordeste em oportunidades junto à ABMP, no intuito de integrar juízes, promotores e defensores nas discussões. Referências: Manoela de Souza - Cendhec/PE, [email protected], fone: 81-9851 0109; Alecsandra da Silva - representante das mães da FUNASE/PE, [email protected], fone: 81-3227 4560; Erica Albuquerque - Defensoria Pública do Ceará (representante da ABMP na região nordeste), [email protected], [email protected], fone: 85-9614 8956; 3.3 Região Centro-Oeste: 7 Estratégia de incidência: Incidir junto ao governo federal para garantir meios de realização de cinco seminários regionais. Nos eventos seriam construídos subsídios para uma política de formação continuada, para posterior inclusão no Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo; Incidir junto ao CONDEGE, CNJ, CNMP com pautas para aperfeiçoamento do sistema de justiça juvenil; Incidir junto a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para repensar o desenho institucional e fortalecer o meio aberto; Incidir junto às instâncias internacionais de direitos humanos, fazendo uso de seus mecanismos de defesa de direitos, além de lançar mão da federalização, como estratégias de enfrentamento da violência institucional. Referência: CEDECA/DF, [email protected], fone: 61- 3447 9335. 3.4 Região Sudeste: Estratégia de incidência: Propositura de projeto de lei que obrigue o delegado de polícia a acionar a Defensoria Pública em 48 horas caso o(a) adolescente preso(a) ou sua família não apresente advogado(a) e formação em recursos humanos. Estratégia de monitoramento: Criação de Comitê Nacional (e estaduais) de observação das políticas de atendimento socioeducativo. Estratégia de mobilização: Despertar antigas ações de vigília, em especial articulação com familiares. Estratégia de defesa técnica: Ampliar a participação das Defensorias Públicas nas Comissões de Avaliação Disciplinar (CAD), instância própria de apuração de irregularidades ocorridas dentro das 8 unidades (seja por autoria dos(as) adolescentes, seja por autoria dos funcionários(as)), mas que vem sendo instalada, por vezes, com ausência da Defensoria Pública (que não tem capacidade para estar em todos os atos); Ação que debata a necessidade de se promover um acesso mais restrito dos(as) funcionários(as) das unidades de privação de liberdade aos dados constantes dos processos de conhecimento, principalmente aqueles relativos ao ato infracional praticado; Ampliar as atividades de denúncias internacionais em conjunto com a estratégia de produção do conhecimento; Articular ações da Defensoria Pública, Centros de Defesa, AMAR com Ministério Público Federal. Referências: São Paulo: Bruna Rigo – Defensoria Pública de Osasco, [email protected], fone: 11-8265 4849; Marcio Masella – PUC/SP, [email protected]; e Gislene Alcântara - Articulação de MSE/MA, [email protected], fone: 11-5623 1117; Rio de Janeiro: Marcia Fernandes – Defensoria Pública, [email protected], fone: 21-2868 2100; Valeria Oliveira – AMAR, [email protected], fone: 21-2567 1517 e Pedro Pereira - CEDECA Rio de Janeiro, [email protected], fone: 21-9339 8528; Minas Gerais: Wellerson Corrêa – Defensoria Pública, [email protected], fone: 31-3201 0339 e Débora Matoso CATU/PAI-PJ, [email protected], fone: 31-9199 7650. 3.5 Região Sul: Ficou agendada reunião para a segunda quinzena de julho, em Porto alegre, para deliberação dos encaminhamentos regionais. Referências (Rio Grande do Sul): Cláudia Barros – Defensoria Pública [email protected], fone: 51-9116 0524; do Rio Grande do Sul, Sabrina Bonfati – IAJ, [email protected], fone: 51-9888 8955; Kátia Leontino – representante da AMAR – [email protected], fone: 51-8513 7236; 9 Ezequiel Brito, fone: 51-9611 9848 e Mateus Santos, fone: 51-9353 4923 – adolescentes; 4. Ações nacionais Como resultado do trabalho, os grupos apresentaram, em plenária, quatro deliberações que deverão ser executadas nacionalmente pela rede: mobilização das famílias e dos adolescentes; incidência pela criação do mecanismo federal de combate à tortura; organização de uma semana de mobilização referente ao 12 de outubro, Dia da Criança; que todas as intervenções da RENADE deverão levar em consideração a diversidade sexual e a questão de gênero. 10