ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Rio de Janeiro/RJ, Fevereiro de 2008 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CRIMINOLOGIA Detalhamento Informação 1. Nome do Curso e Área Nome do Curso: Curso de Especialização em Direito da Criança e do do Conhecimento Adolescente Área do Curso: 90192000-Multidisciplinar II – Sociais e Humanidades Forma de oferta: Presencial Número de vagas: 50 2. Justificativa A realidade brasileira assume proporções de igual indignidade em relação a esta parcela da sociedade. As pesquisas estatísticas revelam que há um quantitativo considerável de crianças em situação de abandono ou risco e que, posteriormente, transformam-se em adolescentes infratores. O Constituinte pátrio não se mostrou insensível a tais mazelas, ao preceituar no artigo 227, caput, que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. O legislador infraconstitucional trilhou o mesmo caminho, ao estabelecer na Lei 8069/90 a prioridade absoluta às políticas de infância e juventude. Paralelamente, o Ministério Público, diante da roupagem institucional retratada na Constituição da República de 1988, foi eleito o órgão responsável para fomentar e monitorar a criação e desenvolvimento destas questões que envolvem as crianças e adolescentes. Desta forma, é necessária uma reflexão ministerial acerca da atuação dos membros na direção apontada e potenciais mecanismos jurídicos para que esta atribuição seja exercida de modo progressivamente eficiente, apta a colaborar no desenvolvimento das potencialidades intrínsecas das crianças e adolescentes. Este objetivo se mostrará mais frutífero com a proposta pedagógica ora apresentada, que prima por um debate tratado por diversos atores sociais com o fim de estabelecer uma intercomunicação entre diversas áreas técnicas, com o fim de que estas pessoas sejam vistas de forma holística, em sua integralidade, para que os objetivos ministeriais sejam atendidos com maior êxito. 3. Histórico da Instituição Da Mantenedora do ISMP A Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, também denominada AMPERJ, é uma entidade civil, sem fins lucrativos e com prazo de duração indeterminado, sediada na cidade do Rio de Janeiro, na Rua Rodrigo Silva, nº 26, 8º andar. A AMPERJ foi fundada em 24 de abril de 1946, com o nome de Associação do Ministério Público do Distrito Federal, tendo sido declarada de utilidade ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 2 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO pública pela Lei nº 1.277, de 20 de abril de 1967, do antigo Estado da Guanabara. A Associação do Ministério Público do Estado do Estado do Rio de Janeiro – AMPERJ e o Instituto Superior do Ministério Público, por si mantido, procurarão, sempre, elevar os seus conceitos além das fronteiras do Rio de Janeiro e do próprio Estado. O seu corpo docente estará organizado, bem como os seus Departamentos, para analisar as diversas situações que o Instituto enfrentar, planejando e buscando soluções para o aperfeiçoamento do processo educacional voltado a favor da Região de sua área de influência. Por outro lado, desenvolverá Seminários Regionais, realizará cursos de extensão e pesquisas, numa perfeita integração Instituição-Comunidade, ao mesmo tempo em que procurará entregar, anualmente à comunidade, bacharéis que saibam ocupar em suas comunidades cargos de destaque nos diversos setores de atuação. Ou seja, promoverá a formação e o aprimoramento de profissionais para o exercício de atividades de pesquisa, de assessoria e consultoria, de avaliação e planejamento estratégico, valorizando o resgate da cidadania e a qualidade de vida do homem e da comunidade. Visará, ainda, fomentar e consolidar pesquisas significativas nas respectivas áreas de concentração, promovendo um aprofundamento dos conhecimentos relativos à promoção do desenvolvimento da Região de sua área de influência. Desta forma quanto à sua inserção regional, a Instituição buscará: • Interagir na organização política, social e econômica, tornando-a adequada e permeável à melhoria da qualidade de vida e à construção da cidadania; • Produzir e difundir conhecimentos sobre e para o desenvolvimento regional; • Formular políticas de desenvolvimento, estruturando institucionalmente as estratégias de desenvolvimento; • Dinamizar os processos comunitários de desenvolvimento. De salientar que a AMPERJ tem uma larga experiência na oferta de cursos de pósgraduação, quer em convênio com diversas instituições universitárias do Estado do Rio de Janeiro quer operando com a sua Escola de Direito. Do Instituto Superior do Ministério Público: 1.1 Da Missão Promover a educação reflexiva e a cultura sócio-jurídica, preparando e formando agentes para atuarem na sociedade como instrumentos de transformação social. 1.2 Visão Ser reconhecida como instituição de ponta em educação e cultura sóciojurídica, vinculada aos objetivos e compromissos do Ministério Público com a sociedade. ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO 1.3 Valores • • • • • • • • • • • Preocupação com o aperfeiçoamento dos integrantes da carreira do Ministério Público. Educação continuada, com qualidade e excelência. Solidariedade em relação às pessoas e às instituições. Profissionalismo, trabalho, dedicação e desprendimento. Compromisso ético, com transparência. Democratização do conhecimento. Compromisso com os ideais do Ministério Público. Cooperação Institucional. Respeito à pluralidade de idéias. Integração e motivação permanente. Condutas de respeito, solidariedade e responsabilidade social; 1.4 Finalidades A Instituição tem como finalidades principais: a) A oferta de educação continuada, com destaque para cursos em nível de pós-graduação e extensão, levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos educacionais e demandas de seu público alvo; b) A oferta de formação especializada, levando em conta as demandas apresentadas pelas Coordenações de Ensino dos vários ramos do Ministério Público; c) A estrutura organizacional racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos institucionais; d) A integração entre os vários ramos do Ministério Público; e) O incentivo e o desenvolvimento de projetos e programas de pesquisa. f) O respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do homem. g) A preservação e expansão do patrimônio cultural. h) A condenação de qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica, política ou religiosa, bem como a quaisquer preconceitos de classe ou de raça. 1.5 Objetivos Para contribuir com a excelência da educação superior brasileira e reconhecendo que o ensino é uma das molas propulsoras do desenvolvimento do Estado Democrático de Direito, o ISMP tem por objetivos: a) Iniciar novos integrantes do Ministério Público no desempenho de suas funções institucionais; ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 4 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO b) Aperfeiçoar e atualizar a capacitação técnico-profissional dos Membros e Servidores do Ministério Público; c) Desenvolver projetos e programas de pesquisa direta e indiretamente, conforme demanda identificada, estimulando a busca de soluções que propiciem o cumprimento das funções institucionais do Ministério Público; d) Capacitar integrantes do Ministério Público para atividade de docência; e) Zelar pelo reconhecimento e pela valorização do Ministério Público como instituição essencial à função jurisdicional do Estado. Para a consecução dos seus objetivos, o ISMP é dotado de autonomia administrativa, financeira, patrimonial, didática e disciplinar, compatível com sua personalidade jurídica, de acordo com seus atos constitutivos e legislação vigente. 1.6 Metas No intuito de cumprir as diretrizes definidas para o período de vigência do PDI, os projetos pedagógicos do ISMP estarão centrados na oferta de vagas para cursos de pós-graduação lato sensu. De acordo com a necessidade de cada unidade que compõe o Ministério Público pretende-se promover estudos que apontem alternativas para criação de cursos que deverão ser sistematizados dentro da mencionada modalidade de ensino. Além disso, objetiva-se o incentivo à prática da pesquisa jurídica, como princípio formativo para a construção do conhecimento, com ênfase em temas prioritários para o exercício das funções jurisdicionais do Ministério Público. Vislumbra-se, ainda, dentre as metas do ISMP, buscar o aperfeiçoamento e a melhoria das condições de ensino, por meio de ações que objetivam o aprimoramento do trabalho do corpo docente, a ampliação e melhoria das condições de infraestrutura e ambiência das salas de aula, a racionalização do uso dos espaços físicos disponíveis, o incentivo à produção de materiais didáticos, a implantação de novas e modernas tecnologias, com criação de projetos que estimulem o uso de videoconferências e de ferramentas de educação a distância, a capacitação da equipe de trabalho e dos docentes, oferecendo oportunidades de atualização e reciclagem, buscando garantir a qualidade e a confiabilidade na prestação do serviço. Nos programas de pós-graduação lato sensu, o ISMP pretende se pautar na formação de especialistas com a institucionalização da educação continuada seja por meio do desenvolvimento de cursos próprios ou pela intensificação das parcerias interinstitucionais, com a busca de interação e intercâmbio do conhecimento jurídico historicamente construído pelo Ministério Público entre o corpo docente e discente pertencente aos programas de pós-graduação. Neste quadro, é oportuno salientar o modo de atingimento das finalidades e dos objetivos: ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 5 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO • • • • • • • • Promover o credenciamento do Instituto Superior do Ministério Público, como meta a atingir ainda no ano de 2007. Implantar, desenvolver e consolidar o primeiro curso de pós-graduação lato sensu na área de Criminologia, o que deverá acontecer no primeiro semestre do ano de 2008. Implantar, desenvolver e consolidar o segundo curso na área do Direito, que há-de acontecer ainda no ano de 2008, que capacitará para melhor compreensão da infância e da juventude. Implantar outros cursos de especialização lato sensu de acordo com as necessidades da comunidade e a Missão do Instituto Superior do Ministério Público. Manter, mensalmente, reuniões pedagógicas, envolvendo alunos e corpo docente, para identificação de deficiências e busca das devidas correções visando a permanente formação de profissionais com qualidade. Ouvir, permanentemente, a comunidade, onde a Instituição está inserida, a fim de adaptar-se às suas necessidades, incluindo o estímulo cultural. Transferir para a comunidade acadêmica os novos conhecimentos e tecnologias que forem sendo absorvidos pela Instituição, incluindo o incentivo à pesquisa, mediante ações de extensão. Promover a criação de uma revista científica, com características inovadoras, que possibilitem a divulgação dos trabalhos produzidos por doentes e alunos do Instituto. 1.7 Áreas de atuação acadêmica O ISMP atua, primordialmente, na área jurídica, o que permite trabalhar com diversas especialidades, sob seus vários aspectos: • Promoção do ensino de pós-graduação lato sensu; • Cursos de iniciação para novos Membros do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. • Desenvolvimento de projetos e programas de pesquisa, com ênfase na área jurídica. • Implementação das atividades de extensão, além de conferências, seminários e outras formas de intercâmbio de informações e estudo. Dentro desse destaque o ISMP estará desenvolvendo, no ano de 2008, projetos de pesquisa financiados com recursos próprios. O ISMP pretende oferecer também cursos de pós-graduação na modalidade especialização em parceria com outras instituições, bem como em nível de mestrado e doutorado, no Brasil e no Exterior. Na modalidade educação a distância, poderá oferecer cursos de curta duração. 1.8 Responsabilidade social ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 6 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO O ISMP busca, constantemente, ampliar sua responsabilidade social, contribuindo para a promoção da ética e da cidadania, para a consolidação da democracia e para a redução das desigualdades. Para isso, sua atuação tem como referencial a inclusão, o desenvolvimento social, bem como o desenvolvimento econômico da região. Seu trabalho é comprometido com a qualidade dos seus cursos, programas e projetos, objetivando os conhecimentos necessários para proporcionar aos alunos uma atuação mais efetiva no que tange ao aspecto social. Sua produção e a forma de disseminação do conhecimento têm como objetivo guardar estreita relação com as demandas locais, regionais e nacionais, conforme sua destinação constitucional. Suas atividades científicas, técnicas e culturais têm considerável impacto tanto no ambiente interno quanto na sociedade. Existe uma relação direta entre as atividades desenvolvidas por esta Instituição, os setores públicos e produtivos, as instituições sociais, culturais e educativas, além de uma política de formação de pesquisadores e de educadores para o ensino. O ISMP adota uma política de ampliação e estruturação de suas atividades para permitir o acesso dos portadores de necessidades especiais. Além disso, estão previstas atividades institucionais de interação com o meio social em diversas áreas, como: meio ambiente cultura e trabalho. O ISMP entende, ainda, a importância da adoção de ações destinadas a apoiar prêmios a monografias sobre o Ministério Público, com a finalidade de estimular pesquisas voltadas à história, função e ações do MP no Brasil e no Exterior. Assim se pretende incentivar a participação do cidadão no controle e fiscalização da Lei, estimular a discussão sobre o papel do MP entre os jovens, identificar iniciativas bemsucedidas na área e colher proposições de políticas e ações que possam ser adotadas por governos e sociedade. 4. Objetivos • Especializar o conhecimento teórico e prático em Direito da Criança e do Adolescente; • Promover a reflexão sobre o papel contemporâneo do Ministério Público diante das mutantes transformações sociais em um mundo globalizado e as possibilidades conferidas pela Constituição da República de 1988; • Aprofundar a compreensão e a capacidade de analise da totalidade dos problemas jurídicos implicados na relação Ministério Público, sociedade e ECA; • Desenvolver o conhecimento de questões interdisciplinares sob a ótica jurídica, cujos reflexos importam na compreensão dos fenômenos complexos retratados no ECA; • Aperfeiçoar a capacitação de membros do Ministério Público e outros profissionais para atuação em padrão de excelência face às novas expressões do Direito da Criança e do Adolescente num contexto global; • Observar detidamente a interação entre a sociedade civil organizada e a atuação do Ministério Público, poderes legislativo, executivo e judiciário na área do direito infanto-juvenil. 5. Público-Alvo Curso de pós-graduação, em nível de pós-graduação lato sensu, destinados a bacharéis e profissionais da área jurídica, bem como a psicólogos, assistentes 7 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO 6. Concepção Programa sociais, sociólogos e profissionais de áreas afins, portadores de diploma de nível superior. do Proposta do Programa: O curso tem como foco a compreensão do Direito da Criança e do Adolescente e de sua inserção na dinâmica social e das diferentes configurações que se apresentam em seu funcionamento, abordando os fenômenos jurídicos neste contexto. Para a obtenção de tal desiderato, os docentes do Curso de Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase em Ministério Público, devem adotar os princípios de uma postura construtiva e desenvolver uma metodologia dialética, com base em suas experiências de vida profissional, mediante o desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas para a mobilização do aluno rumo ao conhecimento reflexivo e crítico, disponibilizando instrumentos que proporcionem a oportunidade de construir novos saberes e desenvolver a capacidade de elaborar formulações integradoras. Esta concepção didático-pedagógica busca superar a compartimentação do saber e a separação entre o pensar e o fazer com a superação das dicotomias tipo teoria versus prática, que tem pautado o modelo disciplinar. Os corpos docente e discente devem procurar a integração e trabalhar em conjunto no desenvolvimento do programa, principalmente nos seguintes tipos de atividades: - trabalho participativo e cooperativo em sala e fora de sala de aula, - trabalho de laboratório jurídico individual e em equipe, - discussão de problemas de forma interdisciplinar e com explícita inserção no mundo real, - realização de projetos de pesquisa, individual ou em grupo, na própria disciplina ou em eixo interdisciplinar, - organização e participação em seminários, painéis, workshops, visitas orientadas, eventos científicos e atividades de extensão, - exercício na construção de modelos de estudo a partir de problemas da realidade social, - discussão de aspectos éticos acerca da novas técnicas científicas que se apresentam na sociedade contemporânea, - discussão de novas possibilidades de atuação dos agentes sociais envolvidos na temática, - avaliação continuada, interativa e interdisciplinar. Na etapa do planejamento do semestre letivo, os professores elaborarão, de forma integrada e cooperativa, os seus planos de curso, constituídos por ementa, objetivo geral, objetivos específicos, organização do conteúdo em unidades e carga horária destinada a cada uma. Deverão descrever também os procedimentos didáticos utilizados, o material de apoio necessário e o sistema de avaliação adotado. Em seguida apresentarão a bibliografia básica (de uso obrigatório) e a complementar (de enriquecimento do conteúdo). Os procedimentos didáticos serão selecionados e deverão estar integrados 8 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO com as práticas pedagógicas enfatizadas para cada disciplina. Na etapa de execução da ação pedagógica serão desenvolvidos os seguintes procedimentos didáticos: a) aulas expositivas: para introduzir e concluir assuntos, mobilizando alunos para a construção de seu conhecimento e sintetizando, juntamente com eles, as idéias principais que fornecerão a base para a aquisição de novos conhecimentos e o desenvolvimento de novas competências, habilidades e posturas; b) seminários, painéis e/ou mesas redondas: para aprofundar estudos realizados, discutir idéias propostas por especialistas, apresentar resultados alcançados em estudos individuais e/ou em grupo e, ainda, desenvolver a capacidade de comunicação e expressão dos alunos; workshops, visitas orientadas, eventos científicos e atividades de c) extensão: para familiarizar o aluno com as novas descobertas cientificas, proporcionar oportunidades para a união da prática vivenciada à teoria sintetizada em sala de aula; d) participação em projetos de iniciação cientifica: com vistas a desenvolver o interesse pelo trabalho acadêmico de construção do conhecimento cientifico, aprofundar estudos sobre temas e técnicas especificas de argumentação e hermenêutica jurídicas, propiciando oportunidades do aluno desenvolver a analise critica das decisões dos tribunais, incorporando e aplicando o conhecimento aprendido; resolução de problemas: para que os alunos classifiquem dados, e) estabeleçam alternativas de solução, observem as conseqüências das soluções propostas e adquiram intimidade com os conteúdos envolvidos nos problemas e em seus resultados; f) brain storm: a fim de demonstrar diferentes ângulos de um mesmo problema, quando o aluno terá oportunidades de selecionar a melhor solução e analisar as possibilidades e limites de sua realização; g) discussão dirigida: para desenvolver a organização lógica do pensamento, a rapidez da tomada de decisões e a capacidade de argumentação dos alunos; h) estudos dirigidos: para colocar os alunos em contato com diferentes autores de textos, bibliografias especializadas e fontes de referencia teórica para os diversos assuntos estudados, estimulando o pensamento critico; i) simulação: para a criação de modelos dinâmicos da realidade em estudo, onde os alunos operacionalizarão procedimentos profissionais, aplicarão aspectos conhecidos apenas através da teoria, observarão, analisarão, criticarão, substituirão procedimentos e avaliarão condutas conhecidas apenas através 9 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO de aspectos teóricos de sua formação profissional; Os professores deverão utilizar os procedimentos mais adequados para o desenvolvimento do conteúdo previsto, para cada encontro com seus alunos, observando os objetivos explicitados para a disciplina e a necessidade de se manter incorporado à totalidade do currículo. Contribuindo para alcance desse objetivo, além das disciplinas teóricas e do acompanhamento do trabalho de campo, de cunho monográfico, através da orientação, a disciplina de Metodologia da Pesquisa Jurídica será desenvolvida a partir de casos práticos extraídos da realidade social. Assim, serão consideradas as seguintes dimensões: • • Disciplinas que têm um caráter de pressuposto teórico para a qualificação científica e desenvolvimento da especialidade em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase em Ministério Público. Disciplinas de caráter eminentemente prático que orientam a intervenção do profissional. Disciplina de orientação à prática do aluno no processo de construção de sua monografia, buscando integrar a formação do aluno e o conteúdo do curso. Seminários: ocorre através de encontros considerando as necessidades levantadas pelos alunos conforme temáticas desenvolvidas para monografia. O primeiro momento tem como objetivo principal o acompanhamento do projeto de pesquisa com desenvolvimento teórico e metodológico da proposta de investigação integrada a vivência prática do profissional. No segundo momento, a ênfase é dada ao acompanhamento da execução do projeto quanto à coleta de dados, análise de resultados e elaboração de proposta de atuação dos profissionais envolvidos. A orientação de pesquisa tem início após a finalização da disciplina de Metodologia da Pesquisa Jurídica, considerando que estes conteúdos são fundamentais para desenvolver o projeto do aluno. Estrutura do Curso: A. Disciplinas que têm um caráter de pressuposto teórico para a qualificação científica e desenvolvimento da especialidade em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase em Ministério Público. • • • • • • • 1) ECA1: A proteção Integral à Criança e Adolescente – Enfoque Constitucional (60 h/aulas – 04 créditos) 1.1) Evolução Histórica do Direito da Criança e do Adolescente 1.2) Direitos Humanos 1.3) Estado Democrático de Direito 1.3.1) Democracia participativa 1.3.2) Conselhos de Direito e Conselhos Tutelares 1.4) Princípios informativos do Direito da Criança e Adolescente ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 10 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO • • • • • • • • • • • • • • • • • 1.5) Direitos Fundamentais da Criança e Adolescente 1.5.1) Cidadania e Ética 2) Sistema de Garantias (Defesa, Promoção e Controle) e Políticas de Atendimento - (50 h/aulas – 04 créditos) – Resolução 113/2006. 2.1) Rede de Atendimento 2.1.1) Redes sociais e de proteção (Poder Público, Conselhos de Direito, Conselhos Tutelares, Entidades de Atendimento e Sistema de Justiça) 2.1.1.1) Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente 2.1.1.2) Conselhos Tutelares 2.1.1.3) O Ministério Público 2.1.1.4) A Justiça da Infância e Juventude 2.1.1.5) Entidades de atendimento 2.1.1.6) Fundos da Infância e Juventude 2.2) Linhas de Ação 2.2.1) Políticas Sociais básicas 2.2.2) Políticas de caráter supletivo 2.2.3) Políticas de proteção especial 3) Metodologia da Pesquisa Jurídica (60h/a - 04 créditos) 4) Ministério Público Contemporâneo (15h/aula – 01 crédito) B. Disciplinas de caráter eminentemente prático que orientam a intervenção do profissional. • • • • • • • • • • • • • • • • • 1) ECA 2: Ato Infracional (30h/aulas – 02 créditos) 1.1) SINASE – A medida sócio educativa em meio aberto como prioridade. 2) Bases biopsicossociais do comportamento infracional – (15h/aulas – 1 crédito) 3) Políticas Públicas e Sociais – 25h/aulas – 02 créditos 3.1) Seguridade Social 3.1.1) Assistência Social – SUAS (Sistema Único de Assistência Social) 3.1.2) Saúde 3.2) Educação (Planos, Conselhos, Fundos, Políticas Especiais) 3.3) Convivência Familiar (Política do PLANO NACIONAL DE CONVIVÊNCIA) 3.3.1) Família natural 3.3.2) Família substituta (Guarda, Tutela, Adoção) 3.3.3) A Institucionalização e seus efeitos 4) ECA 3: Tutela Coletiva (45h/aulas – 03 créditos) 4.1) Inquérito Civil 4.2) Termos de Ajustamento de Conduta 4.3) Ação Civil Pública 5) Aspectos processuais e a adequada tutela dos Direitos da Criança e do Adolescent aulas – 2 créditos) • 5.1) técnicas de antecipação e tutela de urgência 11 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO • • • • • • • • 5.2) Os diferentes provimentos jurisdicionais 5.3) Medidas de coerção indireta, de coerção direta e de sub-rogação; 5.4) Tutela inibitória, de remoção do ilícito, específica, ressarcitória. 6) Normativa Internacional aplicável à Infância e Juventude (30 h/aulas – 2 créditos) 6.1) Convenções Internacionais (da Haia, da ONU etc.) 6.1.1)Adoção Internacional 6.1.2)Aspectos civis do Seqüestro Internacional de Menores. 6.2) Direito Comparado e Metas do Milênio C. Disciplina de orientação à prática do aluno no processo de construção de sua monografia, buscando integrar a formação do aluno e o conteúdo do curso. 7. Perfil do Egresso • Seminários de Orientação de Monografia (75 h/a – 05 créditos) Perfil Geral do Egresso do ISMP O Instituto por meio dos seus cursos de pós-graduação lato sensu, espera qualificar portadores de diploma de curso superior nos diversos ramos do Direito. Os egressos dos cursos oferecidos pelo ISMP não serão apenas técnicos, ainda que altamente especializados na utilização do instrumental oferecido pela dogmática jurídica. Deverão, imprescindivelmente, ter conhecimentos técnicos, pois diferentemente de outras áreas de atividade intelectual, sua atuação é preponderantemente fundamentada no Direito posto. Contudo, deverão estar também dotados de métodos de investigação, pesquisa e análise e de critérios de sistematização, para a correta apreensão do objeto de sua atividade, de comunicação e argumentação, inclusive e principalmente no que pertence a teleologia das normas. Precisão estar dotado de visão crítica que lhe imponham a necessidade de duvidar metodicamente das conclusões alheias e próprias. Dessa forma, os egressos estarão aptos a aprender as transformações que se processam na realidade social, mercê dos fatores não jurídicos que a condicionam, e a surpreender o divórcio eventual existente entre o conteúdo do Direito posto e os anseios sociais, sendo capaz de formular juízo valorativo a respeito. Os egressos do ISMP serão capazes de operacionalizar o sistema jurídico – considerado em termos normativos, entretanto, sem perder de vista a crítica aos institutos e normas, através do descortinamento da pretensa objetividade e neutralidade desse sistema. Poderão ser identificados como sujeitos capazes de atuar como profissionais competentes e cidadãos conscientes. Para tanto, no desenvolvimento dos cursos serão incentivadas as seguintes competências: • • Capacidade de abstração, de desenvolvimento sistêmico, de criatividade, curiosidade; Capacidade de propor várias alternativas para a solução de um problema; ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 12 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO • • • • • • Capacidade de trabalhar em equipe; Disposição para procurar e aceitar críticas; Disposição para o risco; Desenvolvimento do pensamento crítico; Desenvolvimento do saber comunicar-se; e Capacidade de buscar conhecimento. Perfil do Egresso do Curso de Direito da Criança e do Adolescente Espera-se que ao finalizar o curso, o aluno seja capaz de integrar a seguintes habilidades: 8. Coordenação a) Científica: - visão sistêmica do fenômeno jurídico-social, - conhecimento crítico dos aspectos teóricos, científicos e sociais atinentes ao Direito da Criança e do Adolescente e as possibilidades de atuação do Ministério Público, - capacidade de identificar, analisar, viabilizar e documentar oportunidades e problemas inerentes na temática do Direito da Criança e do Adolescente e Ministério Público, integrando conhecimentos interdisciplinares, b) Prática: - capacidade de participar de trabalhos em grupo e em equipes multidisciplinares envolvidas em atividades que digam respeito ao Direito da Criança e do Adolescente e Ministério Público, - identificação de novas possibilidades de atuação do Ministério Público em relação ao Direito da Criança e do Adolescente , - estabelecer uma visão crítica sobre a temática em estudo. c) Ética: - atuação profissional atenta a princípios éticos convoltos na relação Criança e Adolescente - Ministério Público, - postura pró-ativa e colaborativa, - compromisso de permanecer atualizado com os avanços no binômio Direito da Criança e do Adolescente - Ministério Público, - disponibilidade para acolher novas tecnologias e identificar, com criatividade e independência, novos conhecimentos, - valorização da pesquisa científica como processo de realimentação de conhecimentos, - trabalho com a diversidade e aceitar as diversas vertentes que compõem a natureza plural do conhecimento, - incentivo a atuação dos membros do Ministério Público e demais profissionais de forma legítima, em consonância com as demandas sociais multifatoriais. Coordenadora Geral Pedagógica • Professora Mestre Rosana Cipriano Simão Possui graduação em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997) e ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 13 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO 9. Carga Horária mestrado em Ciências Jurídicas pela Universidade Antonio de Nebrija (2002), convalidado pela UERJ. Atualmente é Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Professora visitante da Fundação Escola do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, tendo exercido funções docentes também na Fundação Getúlio Vargas, na Universidade Estácio de Sá e na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Privado. Coordenador da Área de Direito Público • Professor Mestre Vinicius Leal Cavalleiro Possui graduação em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e mestrado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público. Coordenadora do Curso de Direito da Criança e do Adolescente • Professora Eliane de Lima Pereira Possui graduação em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1993) e mestrado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. É ex-professora da Universidade Estácio de Sá. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito da Criança e do Adolescente.. Duração do Curso: O curso será distribuído por dois semestres letivos e terá uma duração de 435 horas/aula, incluindo atividades com disciplinas e excluindo o tempo dedicado à orientação e elaboração da monografia. A distribuição da carga horária consta da respectiva matriz curricular que a seguir se apresenta: Matriz Curricular do Curso ECA1: A Proteção Integral à Criança e Adolescente – Enfoque Constitucional Políticas de Atendimento e Sistemas de Garantias Metodologia da Pesquisa Jurídica Ministério Público Contemporâneo ECA 2: Ato Infracional Bases Biopsicossociais do Comportamento Infracional Políticas Públicas e Sociais ECA 3: Tutela Coletiva Aspectos Processuais e a Adequada Tutela dos Direitos da Criança e do Adolescente Normativa Internacional Aplicável à Infância e Juventude Seminários de Orientação de Monografia Total 60 h/a 04 créditos 45 h/a 03 créditos 45 h/a 30 h/a 30 h/a 15 h/a 03 créditos 02 créditos 02 créditos 01 crédito 30 h/a 45 h/a 30 h/a 02 créditos 03 créditos 02 créditos 30 h/a 02 créditos 75 h/a 435 h/a 05 créditos 29 créditos ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 14 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO Cada aluno deverá elaborar uma monografia sob orientação de um professor do ISMP. 10. Período e Periodicidade Período do Curso: • Início: 2008 • Fim: 2009 Periodicidade: a) Sexta-feira e sábado b) Horários: • Sexta-feira: 13:00 às 17:10h, 18:00 às 20:30h e • Sábado: 08:30 às 13:30h. PLANO DA DISCIPLINA: Metodologia da Pesquisa Jurídica 11. Conteúdo Programático I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 04 Carga Horária: 60 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA O estudo do pensamento e suas manifestações desde o senso comum, à intuição, à ciência e à ciência jurídica. As formulações do pensamento crítico e da crítica do direito. Controvérsias metodológicas no Direito da Criança e do Adolescente. III – CONTEÚDOS Modos de conhecer o mundo: diferentes formas de acesso à realidade. Paradigma dominante e paradigmas emergentes. Pesquisa e etiquetamento. Ciência, cultura e subjetividade. Dogma, mito e verdade. O método como caminho. A pesquisa quanti e qualitativa. Controvérsias metodológicas no Direito da Criança e do Adolescente. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS PENA-VEGA, A. e STROH, P. O Pensar Complexo. Rio de Janeiro: Gramond, 1999. LEITE, Eduardo de Oliveira. A monografia jurídica. 2004. VIEIRA, L. S. Pesquisa e monografia jurídica. 2003. BITTAR, E. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática da monografia para os cursos de Direito. 2003 V – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES SOUSA SANTOS, B. Um discurso sobre as ciências. 11ª edição, 1999. MORIN, E. Os sete saberes necessários à Educação do futuro. 2001. MATURANA, H. e VARELLA, F. Arvore do conhecimento. 2003. FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 1987. Petrópolis, Vozes. PLANO DA DISCIPLINA: ECA 1: A proteção integral à Criança e Adolescente – Enfoque Constitucional 1. 2. 3. 4. 5. 6. I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituto Superior do Ministério Público Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público Créditos: 04 Carga Horária: 60 h/a Professor: Semestre/Ano: 2008 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 15 0 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO II – EMENTA Enfatizar o trabalho preventivo do Ministério Público no combate à carência e marginalização das crianças e adolescentes brasileiros. Análise acadêmica e propostas práticas para viabilizar o acesso à saúde e educação dos infantes. Enfatizar a necessidade da ação conjunta dos profissionais para dar efetividade aos Direitos e Garantias de Crianças e adolescentes. Atuação interdisciplinar. Fomento de Políticas Públicas Sociais na área da Infância e Juventude. Análise teórica e construção prática de mecanismos de proteção aos interesses infanto-juvenis. Estudo construtivista e movimento acadêmico prospectivo para viabilizar propostas concretas atinentes à Seguridade Social e Educação de Crianças e Adolescentes. III – CONTEÚDOS Cobrança de atitudes do Estado constituído e a responsabilidade dos pais. Conseqüências e responsabilidades advindas das novas técnicas de reprodução assistida. Sociopsicologia da Criança e do Adolescente. Políticas Públicas Sociais e a conveniência dos Fundos e Convênios na Área da Infância e Juventude. Fiscalização do Orçamento Público destinado às Políticas de atendimento aos interesses menoristas. Atuação da Sociedade Civil e orientação unificada dos Operadores do Direito. Cobrança e respectivos mecanimos judiciais dos agentes públicos. Organização da Sociedade Civil e a criação e fiscalização de Conselhos Municipais e Tutelares. Exercício da cidadania. Interdisciplinariedade: início da problemática inerente à Infância e Juventude – abordagem sociológica, assistencial e familiar. Educação pública e privada. Cobrança extra e judicial das respectivas responsabilidades. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES CURY, Munir e SILVA, Antônio Fernando do Amaral e MENDEZ, Emílio Garcia (Coordenadores). Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Comentários Jurídicos e Sociais. São Paulo: Malheiros, 1992. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. PLANO DA DISCIPLINA: Ministério Público Contemporâneo I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente 4. Créditos: 02 Carga Horária: 30 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA O MP no Direito Comparado; O Ombudsman no Direito Comparado; Evolução institucional no Brasil; Os debates constituintes (1986/1988) sobre o MP; Princípios institucionais; Funções institucionais; Instrumentos de atuação; Regime jurídico atual; Relações com outras instituições; Relações com a sociedade. III – CONTEÚDOS O PAPEL INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO: A tradição institucional do “parquet”. A origem revolucionária em 1791. O “parquet” como veículo especial do interesse público. O “parquet” como ingrediente do Estado moderno. O “parquet” como vínculo cotidiano entre o interesse público e os cidadãos. Brasil: “parquet” na ordem imperial. Brasil: “parquet” na tradição republicana brasileira. A tradição institucional do “ombudsman”. A vocação participacionista sueca. A generalização européia / A lacuna americana e brasileira. Estrutura organizacional do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O PAPEL GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: O Ministério Público relacionado com a defesa dos direitos infanto-juvenis, como no direito de família e no crime. O DEBATE HISTÓRICO SOBRE O MINISTÉRIO PÚBLICO: O publicismo imperial de Pimenta Bueno. O pioneirismo de Rui Barbosa. Alfredo Valladão e o quarto poder republicano. O garantismo liberal de Pontes de Miranda. O social-democratismo de Hugo Nigro Mazzilli. O garantismo liberal-democrático de Paulo César Pereira Carneiro. Versões autoritárias sobre o Ministério Público. A TRAJETÓRIA CONSTITUINTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO: O VI Congresso nacional e a Carta de Curitiba. A comissão de notáveis. Anteprojetos de José Afonso da Silva, Fábio Konder Comparato e Givaldo Pereira Peixoto. A Sub-Comissão do Poder Judiciário e do Ministério Público. A Sub-Comissão dos Direitos e Garantias ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 16 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO Individuais e o Defensor do Povo. As Comissões da Organização dos Poderes e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Os Plenários Pró-Participação Popular e o Ministério Público. A Comissão de Sistematização. Plenário: A Reação do “Centrão”. Plenário: A Formulação da Independência Institucional e a Consolidação dos Instrumentos de Atuação do Novo Ministério Público. INSTRUMENTOS DE ATUAÇÃO E DESAFIOS INSTITUCIONAIS: A posição institucional do Ministério Público. A independência diretiva da instituição. A independência estrutural da instituição. A independência funcional da instituição. Os Princípios Institucionais. Ativismo e parecerismo pós-88. Dimensão judicial: A Ação penal pública e a Ação civil pública. Dimensão extrajudicial: O controle externo da atividade policial e a condução do inquérito civil público. Articulações com outras instituições públicas de fiscalização. Articulações com a sociedade civil organizada e com a sociedade em geral. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS O novo Ministério Público Brasileiro, 2000, Ed.Lumen Júris (Vianna Lopes, Júlio Aurélio); O Ministério Público e a Justiça no Brasil. 1997, Ed.Sumaré/IDESP (Sadek,Maria Tereza); Ministério Público, 2006, Ed. Damásio de Jesus (Hugo Nigro Mazzilli). V – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES A Democracia e os três Poderes no Brasil (capitulo “Revolução processual do Direito e democracia progressiva”) 2002, Ed. UFMG (Werneck Vianna, Luiz Jorge); Regime jurídico do Ministério Publico, 2007, Ed. Saraiva (Mazzilli,Hugo Nigro); Ministério Publico: Democracia-II,1999,Ed.IDEC, (Menezes Vigliar e Macedo Junior); A invasão do Direito (capitulo “O Direito contra a Política”), 2006, Ed. FGV (Vianna Lopes, Julio Aurélio); Ministério Publico como instrumento de Democracia e garantia constitucional, 2002, Ed. Livraria do Advogado (Ritt,Eduardo). PLANO DA DISCIPLINA: Políticas de Atendimento e Sistemas de Garantias I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 04 Carga Horária: 60 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA Proporcionar estudo dirigido que habilite o profissional da área de Infância e Juventude a dar efetividade aos Direitos Fundamentais da Criança e do Adolescente. Embasamento teórico acerca dos princípios e valores inspiradores da proteção integral às crianças e adolescentes. Alcance de propostas e metas a serem estabelecidas para realização prática dos Direitos e garantias asseguradas às crianças e adolescentes. III – CONTEÚDOS Estudo principiológico das Garantias constitucionais e proteção especial à Infância e Juventude. Direitos Humanos. Proteção Estatal à família. A efetividade da Ética Social e embasamento axiológico do Estado Democrático de Direito. Conseqüências práticas da aplicação dos princípios de Melhor Interesse da Criança e do Adolescente, Paternidade Responsável. Planejamento Familiar, Dignidade da Pessoa Humana. O cuidado como princípio inovador e as implicações em sede de Direito Público e Privado. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES MACHADO, Martha de Toledo. A Proteção Constitucional de Crianças e Adolescentes e os Direitos Humanos. São Paulo: Manole, 2003. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. PLANO DA DISCIPLINA: ECA 2: Ato Infracional I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 17 0 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 02 Carga Horária: 30 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA Evolução do tratamento dispensado à infância e à adolescência: aspectos históricos, sociais, políticos e econômicos. O estudo da responsabilização penal de menores de idade desde os modelos de caráter penal indiferenciado, de caráter tutelar e de caráter penal juvenil. A Normativa Internacional: a questão infracional na Convenção e nos documentos internacionais e seus desdobramentos na legislação brasileira. Princípios, fundamentos, natureza e finalidade das medidas socioeducativas. Os direitos fundamentais e as garantias processuais do adolescente autor de ato infracional. O procedimento de apuração. As medidas socioeducativas e sua execução. Os programas de atendimento socioeducativo. III – CONTEÚDOS Evolução do tratamento dispensado à infração na infância e na adolescência. Da Doutrina da Situação Irregular à Doutrina da Proteção Integral. A mudança de paradigma: do Código de Menores ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Evolução histórica da responsabilização penal juvenil: da indiferença à proteção integral. Inimputabilidade e responsabilidade penal juvenil: a reconfiguração jurídica do tratamento dispensado à infração na adolescência. O ato infracional: conceito e natureza jurídica. Os direitos fundamentais e as garantias processuais do adolescente autor de ato infracional. Natureza, princípios e fundamentos das medidas socioeducativas. O procedimento de apuração de ato infracional. A remissão. A execução das medidas. Os programas de atendimento. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS KONZEN, Afonso Armando. Pertinência Socioeducativa: reflexões sobre a natureza jurídica das medidas. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2005. SARAIVA, João Batista Costa. Adolescente em Conflito com a Lei: da indiferença à proteção integral. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003. SARAIVA, João Batista Costa. Compêndio de Direito Penal Juvenil: Adolescente e Ato Infracional. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 3ª ed., 2006. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. V – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES CUNEO, Mônica Rodrigues. Inimputabilidade não é impunidade: Derrube este mito, diga não à redução da maioridade penal in Idade Responsabilidade Penal, Belo Horizonte: Del Rey, 2003. Org. César Barros Leal e Heitor Piedade Júnior. MENDEZ, Emílio Garcia e COSTA, Antônio Carlos Gomes da. Das Necessidades aos Direitos. São Paulo: Malheiros, 1994. MINAHIM, Maria Auxiliadora. Direito Penal da Emoção. São Paulo: RT, 1992. VOLPI, Mario (org.). O Adolescente e o Ato Infracional. São Paulo: Cortez, 4ª ed., 2002. ________________. Adolescentes Privados da Liberdade: A Normativa Nacional e Internacional e Reflexões acerca da Responsabilidade Penal. São Paulo: Cortez, 2ª ed., 1998. ________________. Sem Liberdade, Sem Direitos. São Paulo: Cortez, 2001. WINNICOTT, D.W. Privação e Delinqüência. São Paulo: Martins Fontes, 3ª ed., 2002. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. PLANO DA DISCIPLINA: Bases biopsicossociais do comportamento infracional I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 18 0 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO 4. Créditos: 01 Carga Horária: 15 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA O estudo do comportamento antissocial desde os modelos biológico, psicológico e social, incluindo as vertentes clássicas e atuais. O transtorno de conduta na infância, o transtorno de personalidade antissocial e a psicopatia. Outras patologias do agir. III – CONTEÚDOS Personalidade: hereditariedade e vivências Modelo Biológico clássico e suas versões atuais: de Lombroso a aos neurotransmissores Modelo Sociológico clássico e suas versões atuais: de Ferri ao estigma simbólico Modelo Psicológico clássico e suas versões atuais: de Aristóteles a Bion Patologias do Agir: TC, TPAS e Psicopatia O comportamento infracional como prejuízo da função paterna O comportamento infracional enquanto fracasso imaginário. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES TRINDADE, J. Compêndio de Delinqüência Juvenil. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 3ª ed., 2004. TRINDADE, J. Manual de Psicologia Jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2ª ed., 2007. TRINDADE, J. (Org.). Direito da Criança e do Adolescente. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2004. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. 0 3 PLANO DA DISCIPLINA: ECA 3: Tutela Coletiva I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 03 Carga Horária: 45 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA Identificação das metas de atuação em âmbito de interesse difuso na área da Infância e Juventude. Análise de prioridades para estruturação e efetividade das políticas de atendimento de Direitos das Crianças e Adolescentes... III – CONTEÚDOS Inquérito Civil, Termos de Ajustamento de Conduta, Ação Civil Pública. Abordagem a nível processual com enfoque na Tutela adequada dos Direitos da Criança e do Adolescente. Técnicas de antecipação e tutela de urgência; análise dos diferentes provimentos jurisdicionais. Aplicação das medidas de coerção indireta, de coerção direta e de sub-rogação. Aplicação da tutela inibitória, de remoção do ilícito, específica e ressarcitória. Análise da normativa internacional aplicável à Infância e Juventude com especificação das Convenções Internacionais. Procedimento de Adoção Internacional. Aspectos civis do Seqüestro Internacional de Menores e abordagem de Direito comparado e metas do milênio. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES MACHADO, Martha de Toledo. A Proteção Constitucional de Crianças e Adolescentes e os Direitos Humanos. São Paulo: Manole, 2003. CURY, Munir e SILVA, Antônio Fernando do Amaral e MENDEZ, Emílio Garcia (Coordenadores). Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Comentários Jurídicos e Sociais. São Paulo: Malheiros, 1992. RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. PLANO DA DISCIPLINA: Políticas Públicas e Sociais ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 19 0 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 02 Carga Horária: 30 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA Políticas Públicas e Sociais; Seguridade Social; Assistência Social – SUAS (Sistema Único de Assistência Social); Saúde; Educação (Planos, Conselhos, Fundos, Políticas Especiais); Convivência Familiar (Política do PLANO NACIONAL DE CONVIVÊNCIA); Família natural e Família substituta (Guarda, Tutela, Adoção) A Institucionalização e seus efeitos. III – CONTEÚDOS Estudo principiológico das Garantias constitucionais e proteção especial à Infância e Juventude. Direitos Humanos. Proteção Estatal à família. A efetividade da Ética Social e embasamento axiológico do Estado Democrático de Direito. Conseqüências práticas da aplicação dos princípios de Melhor Interesse das crianças e dos adolescentes. Análise das Públicas e Sociais; Seguridade Social; Assistência Social – SUAS (Sistema Único de Assistência Social); Saúde; Educação (Planos, Conselhos, Fundos, Políticas Especiais) bem como o PLANO NACIONAL DE CONVIVÊNCIA. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. MACHADO, Martha de Toledo. A Proteção Constitucional de Crianças e Adolescentes e os Direitos Humanos. São Paulo: Manole, 2003. PLANO DA DISCIPLINA: Aspectos Processuais e a Adequada Tutela dos Direitos da Criança e do Adolescente I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 02 Carga Horária: 30 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA A Efetividade do ECA: Medidas Judiciais e Extra-Judiciais. A Justiça da Infância e Juventude: Aspectos Processuais, Procedimentos Especiais e Ações Peculiares de Defesa dos Direitos da Infância e Adolescência. III – CONTEÚDOS A análise dos Princípios Constitucionais e das Regras Gerais do Processo no âmbito da do Direito da Criança e do Adolescente. Estudo do Instrumental Processual previsto no ECA. As Medidas de Proteção. As Medidas Pertinentes aos Pais ou Responsáveis. Ação de Suspensão e de Destituição do Poder Familiar. Ação de Colocação em Família Substituta. Ação de Guarda. Ação de Tutela e Procedimentos Correlatos. Ação de Adoção. Procedimento de Apuração de Irregularidade em Entidade de Atendimento. Procedimento das Infrações Administrativas. Procedimento de Portaria e de Expedição de Alvará. Ação Civil Pública. ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 20 0 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO Outras Ações Previstas no Estatuto. Recursos. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS E COMPLEMENTARES RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. CURY, Munir e SILVA, Antônio Fernando do Amaral e MENDEZ, Emílio Garcia (Coordenadores). Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado. Comentários Jurídicos e Sociais. São Paulo: Malheiros, 1992. TAVARES, José de Farias. Comentários ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Rio de Janeiro: Forense, 2002. 0 3 PLANO DA DISCIPLINA: Normativa Internacional Aplicável à Infância e Juventude I – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Instituto Superior do Ministério Público 2. Endereço: Rua Rodrigo Silva, 26 – 8º andar, Centro, RJ 3. Curso(s): Especialização em Direito da Criança e do Adolescente: ênfase Ministério Público 4. Créditos: 02 Carga Horária: 30 h/a 5. Professor: 6. Semestre/Ano: 2008 II – EMENTA Normativa Internacional aplicável à Infância e Juventude. A experiência de outros países na área da Infância e Juventude. Normas de proteção a Crianças e Adolescentes a nível internacional. Normas de conexão para estabelecimento de direito aplicável em caso de interesses envolvendo mais de um país no que concerne à área infanto-juvenil. Convenções Internacionais (da Haia, da ONU etc.). Adoção Internacional. Aspectos civis do Seqüestro Internacional de Menores. Direito Comparado e Metas do Milênio. Estudo das diversas instituições com trabalho voltado à infância e os documentos internacionais produzidos. ONU. Conferência da Haia sobre o Direito Internacional Privado. Convenções internacionais de cunho global e regional. A posição do Brasil e a aplicação das convenções no sistema brasileiro. III – CONTEÚDOS A cooperação da comunidade internacional no amparo aos direitos infanto-juvenis é a tônica da disciplina. Oportunidade de conhecer o Direito da Comunidade Comum Européia para se louvar nas experiências exitosas da legislação alienígena. Análise da normativa internacional aplicável à área da Infância e Juventude, especialmente, normas de conexão e internas dos países subscritores de convenções internacionais das quais participam o Brasil. A experiência pioneira do Direito Espanhol na garantia dos direitos das crianças e adolescentes especialmente na área sócio-educacional. Análise das premissas atinentes à Adoção Internacional e Seqüestro Internacional de Menores. O trabalho da ONU com relação à infância. Convenções de caráter geral sobre o direito da criança. A convenção da ONU sobre obrigações Alimentares. O trabalho da OEA. Convenções Interamericanas de seqüestro de menores, adoção internacional e alimentos. O trabalho da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado. A Convenção da Haia sobre seqüestro de menores. Aplicação da Convenção no Brasil. Autoridade Central. Jurisprudência. Casos internacionais. A reforma da Convenção, a ser iniciada em 2011. A Convenção da Haia sobre adoção Internacional. A autoridade central brasileira. Casos brasileiros e utilização da convenção no Brasil. O direito internacional privado brasileiro dirigido à infância. IV – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS RAMOS, Patrícia Pimentel de Oliveira Chamber, AMIN, Andréa Rodrigues, MORAES, Bianca Mota de, BORDALLO, Galdino Augusto Coelho, TAVARES, Patrícia Silveira, MACIEL, Kátia Regina Ferreira L. Andrade, SANTOS, Ângela Maria Silveira dos, CONDACK, Claudia Canto, RAMOS, Helane Vieira. CURSO DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. DOLINGER, Jacob. DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO: CRIANÇA NO DIREITO INTERNACIONAL Rio de Janeiro: Renovar, 2005. ARAUJO, Nadia. DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO: TEORIA E PRÁTICA BRASILEIRA. 4ªed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008. V – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 21 0 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO TIBURCIO, Carmen, Temas de Direito Internacional, Rio de Janeiro, ed. Renovar, 2006. MONACO, Gustavo Ferraz de Campos, A proteção da criança no cenário internacional, Belo Horizonte, Del Rey, 2005, p.125 BEAUMONT, Paul e McEleavy, Peter, The Hague Convention on International Child Abduction, Oxford University Press, Oxford, 1999 PIOVESAN, Flavia, in "Direitos Humanos Globais, Justiça Internacional e o Brasil", Arquivos de Direitos, vol. I, org. Ricardo Lobo Torres e Celso Albuquerque Mello, Rio de Janeiro, Renovar, 1999 12. Corpo Docente O padrão de qualidade do corpo docente será assegurado através de uma política de seleção empregada na escolha de seus integrantes, com observância das normas expedidas pelo CNE e demais órgãos competentes. Serão verificados os atributos pessoais e profissionais através de análise de currículo, experiência profissional, vivência no Ministério Público, entrevista e análise de publicações. Paralelamente, os professores serão incentivados a atuar com eficiência através da realização de encontros semestrais, onde serão debatidos os resultados experimentados durante o período letivo, além de se fomentar a participação dos mesmos em eventos externos onde a problemática constante do programa do curso esteja em debate. Para este fim, a Comissão de Qualificação Docente, constituída por professores e um representante do corpo discente, será responsável pela atualização e execução das normas reguladoras e da participação nos eventos antes referidos. Relação dos docentes do Curso: Afonso Armando Konzen Alexandre Freitas Câmara Procurador de Justiça – RS e Mestre, PUC-RS Membro do IBDP e do Instituto Ibero-americano de Dir. Processual. Ana Beatriz Rocha Bernat Mestre, UFRJ – Rio de Janeiro Antonio Carlos Gomes da Costa Pedagogo. Título de Notório Saber da USP Antonio Fernando do Amaral e Silva Desembargador do TJ/SC e Especialista, FURB-SC Clayton Maranhão Doutor, UFPR – Paraná Edson Seda Membro da Comissão Redatora do ECA Irene Rizzini Doutora, IUPERJ João Batista Costa Saraiva Especialista, IESA – Rio Grande do Sul Jorge Trindade Doutor, Wisconsin International University – EUA José Luiz Bazán Doutor, Universidad de Navarra. Julio Aurélio Vianna Lopes Doutor, SBI/IUPERJ Leoberto Narciso Brancher Juiz de Direito do Rio Grande do Sul Liana Barros Cardozo de Sant'Ana Promotora de Justiça e Mestre, UERJ – Rio de Janeiro Luciana Caiado Ferreira Promotora de Justiça e Especialista, UERJ – Rio de Janeiro Maria Aglaé Tedesco Vilardo Mestre, UFRJ, Rio de Janeiro Munir Cury Procurador de Justiça – SP e Membro da Comissão Redatora do ECA Theophilo Antonio Miguel Filho Doutor, PUC-RJ Wilson Donizeti Liberati Doutor, USP – São Paulo PROFESSORA CONVIDADA: Leila Maria Torraca de Brito (Doutora em Psicologia com Pós-Doutorado em Direito pela UERJ) ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 22 3 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO Obs.: Outros professores poderão ser indicados após, devidamente contatados e confirmados. 13. Metodologia Metodologia do Curso: O Curso de Especialização em Direito da Criança e do Adolescente será desenvolvido mediante aulas expositivas, seminários, discussão de textos, apresentação de assuntos polêmicos e relevantes e respectivos debates, trabalhos escritos, trabalho de campo efetuado por meio de visitas monitoradas a instituições prisionais, elaboração e apresentação de monografia. Contará com recursos audiovisuais, de informática e da biblioteca. A estrutura do Curso de Especialização em Direito da Criança e do Adolescente é constituída pela organização das atividades desenvolvidas nas disciplinas e na elaboração e apresentação de monografias. As disciplinas são organizadas em dois módulos, os quais definem linhas de pesquisa, acolhendo as próprias disciplinas e temas de monografias com elas condizentes. Seleção de conteúdos: Para desenvolver competências é preciso que os cursos sejam estruturados a partir delas. Portanto, o princípio que norteia a seleção dos conteúdos de cada curso é o desenvolvimento pretendido de determinadas competências. A estruturação dos conteúdos supõe a elaboração de uma seleção, um recorte intencional que sempre terá, explicita ou não, uma lógica justificante. Essa seleção de conhecimentos, atitudes, valores e metodologias, considerados importantes, têm por referência determinados destinatários e contextos, do estado do conhecimento científico e da realidade cotidiana da cultura. Também é importante frisar que a referida seleção deve ser um processo coletivo, pois selecionar, classificar, distribuir e avaliar conhecimentos mobiliza as múltiplas representações que percorrem os espaços culturais. Ao selecionar os conteúdos de ensino o Instituto leva em consideração as seguintes dimensões: as teorias da aprendizagem, a realidade social e o estágio de desenvolvimento cognitivo dos alunos; o caráter científico e sistemático das informações transmitidas; o caráter histórico dos fenômenos e processos estudados, além, é claro, de privilegiar, nessa escolha, aspectos relevantes para a vida social e para a prática profissional dos alunos. É importante ressaltar, também, a pertinência das recomendações gerais relativas à seleção de métodos de ensino, circunscritas à criação de condições para que os alunos desenvolvam as capacidades de abstração e reflexão sobre as atividades realizadas. Alguns critérios gerais devem presidir a seleção dos conteúdos, entre os quais cabe destacar: • Atualidade, caracterizada pela incorporação de novos conhecimentos produzidos e pela releitura sistemática dos disponíveis, com referência a padrões locais, regionais, nacionais e internacionais do avanço científico-tecnológico e à universalidade do conhecimento; • Interdisciplinaridade no desenvolvimento dos conteúdos, possibilitando a abordagem do objeto de estudos sob diversos olhares, incluindo a perspectiva da 23 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO análise teórica, de questões contemporâneas bem como da dimensão sóciocultural; e • Potencialidade para o desenvolvimento intelectual dos alunos, permitindo-lhes lidar com mudanças e diversidades tecnológicas, econômicas e culturais, e a busca, avaliação e seleção crítica de novas informações em diversificadas fontes. A cultura, os interesses e as características dos alunos são também critérios centrais a serem considerados na seleção e na organização dos conteúdos, bem como dos princípios metodológicos, apresentados em seguida. Princípios Metodológicos Gerais: Além dos conteúdos selecionados, para desenvolver competências é preciso trabalhar por resolução de problemas e por projetos, propor tarefas complexas e desafios que incitem os alunos a mobilizar seus conhecimentos, habilidades e valores. A sala de aula, nesta perspectiva, deixa de se constituir em ponto único de convergência do ensino, transformando-se em ponto de partida de um processo qualificado de aprendizagem. O professor assume uma posição de mediador entre o conhecimento acumulado e o interesse e a necessidade do aluno. O desenvolvimento de competências implica em um ambiente pedagógico caracterizado pela adoção de alternativas metodológicas inovadoras, dinâmicas e ativas, centradas no aluno como protagonista do seu próprio aprendizado. A opção é pela utilização nas disciplinas, como regra geral, da técnica de aula expositiva, nas suas formas participativa e dialógica. Adicionalmente, será utilizada uma metodologia centrada na solução de problemas. Ensinar a resolver problemas não consiste somente em dotar os alunos de habilidades e estratégias eficazes, mas também em criar neles o hábito e a atitude de enfrentar a aprendizagem como um problema para o qual deve ser encontrada uma resposta. Os projetos de trabalho aparecem como um veículo para melhorar o ensino e como distintivo de uma instituição que opta pela atualização de seus conteúdos e pela adequação às necessidades dos alunos e do mercado de trabalho. O trabalho com projetos oportuniza ao aluno participar da definição dos temas; fortalecer a sua autonomia, o comprometimento e a responsabilidade compartilhada; confrontar idéias, experiências e resultados de pesquisa; produzir conhecimentos significativos e funcionais; valorizar diferentes habilidades e potencialidades; apreender e interpretar conceitos, utilizando o conteúdo próprio de diferentes disciplinas; ter uma visão global da realidade. Um projeto de trabalho não pode ser considerado apenas como um método de ensino, mas como uma postura que reflete uma concepção do conhecimento como produção coletiva, onde a experiência vivida e a produção cultural sistematizada se entrelaçam, dando significado a aprendizagens construídas. Os alunos aprendem a ser flexíveis e a compreender a realidade sociocultural e o mundo do trabalho que os cerca. Estabelecem relações entre o passado e o presente; entre os significados atribuídos a determinadas práticas culturais, científicas e 24 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO laborais; e entre as diferentes versões dos fatos e fenômenos que estudam. Práticas Pedagógicas Inovadoras Tendo em vista a necessidade de propiciar um ambiente pedagógico caracterizado pela adoção de alternativas metodológicas inovadoras, dinâmicas e ativas, centradas no aluno como protagonista do seu próprio aprendizado, o ISMP estará empenhado em utilizar práticas pedagógicas complementares à técnica de aula expositiva, na sua forma participativa e dialógica. Dentre essas práticas inclui-se a utilização de uma metodologia centrada na solução de problemas e por projetos. Nesta perspectiva poderão ser desenvolvidas as seguintes práticas: adoção do ensino com pesquisa; realização de seminários em que os alunos discutam a bibliografia indicada para a disciplina e os resultados dos estudos que realizaram; discussão de casos na preocupação de melhor articular as instâncias teóricas e práticas e a recuperação da experiência profissional dos alunos; organização de dinâmicas de grupo buscando ativar a comunicação entre os pares, o aprendizado horizontal, a criatividade e o desejo de contribuir com novos elementos de discussão e análise; realização de papers, ensaios, relatórios e trabalhos que desenvolvam a interpretação, análise e aplicação de textos à solução de problemas previamente formulados; realização de aulas-problema capazes de estimular a pesquisa, a análise e a síntese. Políticas de Educação Inclusiva O ISMP entende que por meio da oferta de cursos de pós-graduação lato sensu exercita práticas de qualificação de mão-de-obra sintonizadas com o mercado de trabalho, que podem ser visualizadas como políticas de educação inclusiva. Em face da acirrada competição inerente ao mercado de trabalho, a função da educação no ISMP passa a ser o diferencial para a conquista de oportunidades. Diante disto o ISMP estará empenhado em delinear estratégias inclusivas para permitir o acesso e a permanência dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Se de um lado a especialidade possui um mercado em expansão, de outro há que se adequar às necessidades e às características individuais dos recursos humanos, oportunidades e exigências do mercado de trabalho. Para tanto, o ISMP mobilizará em seus programas de formação toda a criatividade, e versatilidade do seu corpo docente. Monografia: • • • • Cada aluno deverá elaborar uma monografia sob orientação de um professor. O tema deverá ser delineado durante a disciplina de Pesquisa, quando também será destinado um professor orientador do trabalho. Serão destinadas 10 horas de orientação ao professor para cada aluno que orientar. Os alunos deverão apresentar o projeto da monografia, incluindo pergunta/problema, procedimentos e bibliografia por ocasião do Seminário II. ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 25 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO • 14. Interdisciplinaridade Os alunos deverão entregar as monografias concluídas um mês antes do término do segundo semestre letivo. A interdisciplinaridade é aqui entendida como a integração de dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento. A interdisciplinaridade surge como uma das respostas à necessidade de uma reconciliação epistemológica. A interdisciplinaridade no Curso busca conciliar os conceitos pertencentes às diversas áreas do conhecimento multidisciplinar estudados, a fim de promover avanços como a produção de novos conhecimentos ou mesmo, novas subáreas. Nesse quadro, os Seminários servirão perfeitamente essa finalidade de reconciliação epistemológica, evitando a fragmentação dos conhecimentos. 15. Atividades Os alunos serão orientados a participarem de congressos na área, palestras e Complementares e simpósios; também haverá discussão de casos práticos trazidos pelos próprios Matérias Facultativas alunos. Os alunos serão orientados à busca contínua de conhecimento e atualização da literatura através da internet, revistas, participação em congressos e eventos da área Paralelamente, estão previstas atividades fora da sala de aula: visita a instituições, elaboração de projetos, estudos de caso, viagens, período de estudos em outro Estado ou País, workshops, participação em eventos e outras. Matérias Facultativas: • Psicologia Jurídica • Fiscalização do orçamento na área infanto-juvenil: elaboração à execução orçamentária • Infrações Administrativas: procedimentos e execução da multa. 16. Infra-Estrutura Física O Instituto Superior do Ministério Público (ISMP) está instalado em sede própria da mantenedora, a Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), na Rua Rodrigo Silva, nº. 26, 8o andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ. Tratase de espaço físico composto de um (01) auditório para 160 alunos, equipado com projetor e demais aparelhos audiovisuais, uma biblioteca, uma sala de multimídia e uma sala de pesquisa jurídica. O Instituto também possui o espaço físico situado à Avenida Graça Aranha, nº. 57, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro, que possui três salas de aulas, com capacidade média para 100 alunos cada, equipadas com projetor, lap top, aparelhos audiovisuais e sistema acústico. A Biblioteca possui um acervo de cerca de 940 exemplares, distribuídos por 652 títulos. Possui ainda um número apreciável de revistas da especialidade, em torno de 464 exemplares. A política para a Biblioteca se assenta nas seguintes diretrizes: • assegurar a expansão, modernização e otimização dos serviços prestados pela Biblioteca à comunidade universitária e à sociedade; • implementar a informatização da Biblioteca e investir em Bibliotecas digitais, permitindo o acesso aos diferentes meios de informação científica e o intercâmbio entre Bibliotecas; • desenvolver mecanismos para o aumento do acervo da Biblioteca, com ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 26 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO elaboração de projetos para obtenção de recursos; destinar recursos para atualização e complementação das coleções de livros, periódicos e outros documentos (mapas, filmes, bases de dados em CD-ROM e outros); • estabelecer normas e disciplinar o processo de seleção, tanto em quantidade como em qualidade, de acordo com as características de cada curso oferecido; • expandir o acesso on line às informações científicas, tecnológicas, artísticas e culturais produzidas em instituições, nacionais e do exterior, de renome; • manter o profissional de biblioteconomia sempre atualizado, preparado para trabalhar em equipe e tendo o computador como seu companheiro inseparável de trabalho, já que a tecnologia passou a fazer parte do dia-a-dia deste profissional; • possibilitar a formação de coleções de acordo com os objetivos do Instituto e a disponibilidade dos recursos financeiros, permitindo um processo de seleção sistematizado e consistente, propiciando o crescimento racional e equilibrado das diferentes áreas do acervo que dêem suporte ao ensino, pesquisa/iniciação científica e extensão; • proceder à avaliação do seu acervo sempre que necessário, sendo empregados métodos quantitativos e qualitativos, cujos resultados serão comparados e analisados, assegurando o alcance dos objetivos da avaliação da coleção; • realizar o processo de desbaste do material para retirar do acervo títulos ou partes da coleção para a obtenção de maior espaço físico para a coleção em uso e para manter a qualidade do acervo. O material desbastado poderá ser remanejado ou descartado segundo os critérios estabelecidos. A Biblioteca possui boa iluminação natural, acrescida com iluminação artificial fluorescente, a ventilação é artificial com a utilização de condicionador de ar, sendo que a cor das paredes amplia a luminosidade do ambiente. No processo de expansão da Biblioteca está prevista a criação de ambientes para estudos individuais. Os links de pesquisa, acessáveis a partir do site do ISMP, permitem obter informação permanentemente atualizada sobre as diferentes áreas do Direito. As publicações periódicas são de fundamental importância para a pesquisa científica, servindo ainda de atualização das matérias dos cursos. São controlados as assinaturas e os recebimentos dos periódicos, oferecendo, ainda, orientação nas pesquisas de artigos de interesse do usuário. Também é oferecido consulta a jornais locais e de outros Estados; revistas informativas e especializadas, nacionais e estrangeiras; divulgação dos periódicos por meio adequado e pelo envio de sumários aos professores; indexação manual, por assunto dos periódicos mais procurados. A consulta aos periódicos é local, não sendo permitido o empréstimo domiciliar, mas, os serviços de fotocópia para reprodução de artigos estão disponíveis para toda a comunidade. De acordo com o Regimento Interno do Instituto Superior do Ministério Público serão observados os seguintes procedimentos como critérios de seleção: • 17. Critério de Seleção Art. 38 - A inscrição de candidatos aos Cursos da Pós-Graduação lato sensu deve ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 27 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO atender ao calendário e às condições especificadas em documento convocatório, divulgado pelo Instituto Superior do Ministério Público, no Diário Oficial do Estado ou no Diário Oficial da União. Art. 39 - O número de vagas para cada curso, evento ou atividade, será fixado por seu Professor Responsável Coordenador, de conformidade com as normas baixadas pela Diretoria. Parágrafo único – Nos Cursos de Especialização será observado o limite de 150 (cento e cinqüenta) alunos por curso, divididos em até cinco turmas de 30 (trinta) alunos. Art. 40 - No ato da inscrição, o candidato deverá preencher Ficha de Inscrição, fornecida pela Secretaria, eventualmente disponibilizada por via da Internet, apresentando ou enviando o “Curriculum Vitae”. § 1º - No ato da matrícula, apresentará o candidato os seguintes documentos:cópia autenticada do diploma do Curso Superior, devidamente registrado; IIIIIIIV- cópia autenticada da Carteira de Identidade; cópia autenticada do Cadastro das Pessoas Físicas – CPF; foto 3 x 4 recente; comprovante do pagamento da taxa de matrícula. § 2º - O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, às atividades de extensão previstas neste Regimento. Art. 41 - O processo de seleção é específico para cada curso com funcionamento autorizado e poderá contar com um ou mais dos elementos infra-especificados: IIIIIIIVVVI18. Sistemas de Avaliação análise curricular; entrevista; proficiência em língua estrangeira; provas escritas de raciocínio crítico e de conhecimentos; redação; outros. Processo de avaliação Ao decidir trabalhar com o objetivo de desenvolvimento de competências, faz-se necessário um redimensionamento na compreensão de avaliação. O objetivo de qualquer disciplina deve ultrapassar a mera memorização de informações, porque o êxito não esta na reprodução, mas na capacidade de construir soluções próprias a novos problemas. Os critérios de avaliação e aprovação serão expressamente estabelecidos no credenciamento do respectivo curso, observadas as normas vigentes. Os alunos deverão ser submetidos à avaliação diagnóstica no ingresso dos cursos, à avaliação formativa durante o curso, e à avaliação somativa ao seu término. Às diversas formas de verificação e avaliação do aproveitamento serão atribuídas ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 28 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO notas na escala de zero a dez, ou conceito estabelecido especificamente pelas Coordenações de Curso. A critério das Coordenações de Curso poderá ser concedido ao aluno o aproveitamento dos estudos em disciplinas já cursadas em cursos do Instituto Superior do Ministério Público ou da Escola de Direito, igualmente mantida pela AMPERJ, comprovado o aproveitamento e equivalência dos estudos. Considera-se aprovado no curso o aluno que tiver obtido média 5.0 (cinco) nas notas das disciplinas e freqüência mínima de 75%, e ter apresentado a monografia ou trabalho de conclusão de curso aprovado com nota igual ou superior a 5.0 (cinco). A monografia ou trabalho de conclusão de curso deverá ser elaborado pelo aluno até o término do curso, mediante a designação de um orientador dentre os professores pertencentes ao curso. Aos concluintes aprovados será concedido certificado de conclusão de curso de Especialização na área específica. Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu mencionarão a área de conhecimento do curso e serem acompanhados do respectivo histórico escolar, do qual deve constar, obrigatoriamente: relação das disciplinas, carga horária, nota ou conceito obtido pelo aluno e I. nome e qualificação dos professores por elas responsáveis; II. período e local em que o curso foi realizado e a sua duração total, em horas de efetivo trabalho acadêmico; III. título da monografia ou do trabalho de conclusão do curso e nota ou conceito obtido; declaração da instituição de que o curso cumpriu todas as disposições IV. constantes na Resolução CNE/CES nº 01/2007. Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu terão registro próprio no Instituto Superior do Ministério Público. Projeto de Avaliação e Acompanhamento das Atividades Acadêmicas Os cursos de pós-graduação lato sensu ofertados pelo Instituto deverão ser acompanhados e avaliados em todos os seus aspectos, de forma sistemática, contínua e abrangente. Na avaliação dos cursos serão contempladas duas dimensões: a avaliação formativa, que diz respeito ao aproveitamento do aluno, e a avaliação de curso, que engloba diversos aspectos dos cursos, incluindo os profissionais que nele atuam. O Instituto Superior do Ministério Público contará com um modelo de avaliação da aprendizagem do aluno que deverá ajudá-lo a desenvolver graus ascendentes de competências cognitivas, habilidades e atitudes, possibilitando-lhe alcançar os objetivos propostos: “a avaliação deverá permitir ao aluno sentir-se seguro quanto aos resultados que vai alcançando no processo ensino-aprendizagem. A avaliação do aluno feita pelo professor deve somar-se à auto-avaliação, que auxilia o estudante a tornar-se mais autônomo, responsável, crítico, capaz de desenvolver sua independência intelectual”. Reconhecendo na avaliação um dos aspectos fundamentais para a qualidade de um curso de pós-graduação lato sensu, o 29 ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO Instituto Superior do Ministério Público deverá: • estabelecer o processo de seleção dos alunos; • definir como será conduzida a avaliação da aprendizagem do aluno, tanto durante o curso (avaliação no processo) como nas avaliações finais; • divulgar todas as informações referentes às avaliações desde o início do processo; • adotar medidas preventivas garantir sigilo e segurança nas avaliações finais, zelando pela confiabilidade dos resultados; • desenhar um processo contínuo de avaliação quanto: a) à aprendizagem dos alunos; b) às práticas educacionais dos professores e professores orientadores; c) ao material didático (seu aspecto científico, cultural, ético e estético, didático-pedagógico, motivacional, de adequação aos alunos, a capacidade de comunicação, dentre outros); d) ao curso (sua estrutura, organização, encadeamento lógico, relevância, contextualização, período de integralização, dentre outros); e) ao sistema de orientação docente (capacidade de comunicação; de atendimento aos alunos em momentos à distância e presenciais; orientação aos estudantes; avaliação do desempenho dos alunos; avaliação de desempenho como professor; e outros); f) à infra-estrutura material que dá suporte tecnológico, científico e instrumental ao curso; g) ao modelo de curso de pós-graduação adotado (uma soma dos itens anteriores combinada com análise do fluxo dos alunos, tempo de integralização do curso, interatividade, evasão, atitudes e outros); h) à realização de convênios e parcerias com outras instituições; i) à meta-avaliação (um exame crítico do processo de avaliação utilizado: seja do desempenho dos alunos, seja do desenvolvimento do curso como um todo). Formas de Utilização dos Resultados das Avaliações O diagnóstico das atividades desenvolvidas pelo Instituto nos cursos de pósgraduação lato sensu refletirá a qualidade de ensino desenvolvido. Tem por objetivo qualificar o ensino desenvolvido nos cursos, proporcionar uma resposta (retorno) aos professores sobre seu desempenho, uma resposta (retorno) aos alunos sobre seu comportamento acadêmico, exercitar o autoconhecimento institucional sobre a realidade do ensino e identificar pontos críticos relacionados a estes aspectos. O diagnóstico busca a transparência do processo educacional associado aos cursos e o encaminhamento de soluções para os problemas identificados. Portanto, os resultados da avaliação dos cursos orientarão o reordenamento das ações futuras do Instituto. Será ainda objeto de divulgação plena, tanto para os ingressantes nos cursos de pós-graduação como para a comunidade externa e ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 30 ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO – AMPERJ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO órgãos oficiais do Estado, sempre que for demandado, observada a questão da pertinência ou conveniência, quer no seu conteúdo integral, ou sob a forma de artigos sobre temas específicos publicados de modo próprio, bem como em revista e periódicos especializados, a critério da Direção do Instituto Superior do Ministério Público ou da Mantenedora. 19. Controle de Freqüência O controle de freqüência será feito através de lista de chamada em livro próprio (diário de classe). Freqüência mínima exigida: freqüência mínima de 75% da carga horária de cada disciplina. 20. Trabalho de Conclusão Monografia: deverá contemplar tema atual e pertinente à área da Criminologia, será avaliada pelo professor orientador e pelo professor de metodologia científica e deverá ser entregue conforme as normas da ABNT. Será estabelecido prazo de 60 dias após o término da carga horária total do curso para a entrega da monografia, já corrigida pelo professor orientador e pelo professor de metodologia científica. 21. Certificação O certificado de conclusão do Curso de Especialização será fornecido após a entrega da monografia avaliada pelo professor orientador e pelos professores de metodologia científica e também após o cumprimento da Instrução Normativa própria do Instituto Superior do Ministério Público. ______________________________ INSTITUTO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 31