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A PRODUÇÃO DA ANPED SOBRE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Daniele Ramos de Oliveira Programa de Pós‐Graduação em Educação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Presidente Prudente, SP. [email protected] Resumo No presente artigo foi feita uma síntese do conhecimento sobre o tema formação continuada de professores, com base na análise dos trabalhos apresentados no Grupo de Trabalho Formação de Professores da ANPEd, no período de 2000 a 2009, com o objetivo de compreender a produção de conhecimento sobre esse tema nessas publicações. Por meio da análise de 30 textos publicados, foi possível constatar que as diferentes estratégias de formação continuada não têm atendido às necessidades formativas dos professores e que um caminho na busca qualitativa de práticas condizentes com as demandas da realidade poderia ser iniciado a partir do encontro de todos os envolvidos com o processo educacional: professores, universidades e gestores. Palavras‐chave: formação de professores, formação continuada, estado do conhecimento. INTRODUÇÃO A fim de contribuir para uma revisão dos trabalhos apresentados no Grupo de Trabalho (GT) Formação de Professores da Associação Nacional de Pós‐graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), durante as reuniões anuais de 2000 a 2009 e atender ao objetivo de compreender a produção de conhecimento sobre formação continuada de professores nessas publicações, foi realizada a pesquisa que culminou no presente texto. O período foi delimitado em decorrência de apenas os trabalhos publicados nas reuniões de 2000 a 2009 estarem disponíveis no endereço eletrônico da ANPEd 1 . A busca por trabalhos em mídia digital prolongaria o tempo de pesquisa e traria resultados menos atuais. De acordo com Romanowski e Ens (2006), o estudo sintetizado neste artigo pode ser denominado como “estado do conhecimento” por abordar somente um setor de publicações sobre o tema. Dessa forma, não pode ser denominado como “estado da arte”, pois para tanto seria necessário abranger os diferentes tipos de produções, ou seja, “[...] não basta apenas estudar os resumos de dissertações e teses, são necessários estudos sobre as produções em congressos na área, estudos sobre as publicações em periódicos da área.” (ROMANOWSKI; ENS, 2006, p.39‐40). Para a investigação realizada foram analisados somente os textos de trabalhos completos, não abrangendo, portanto, os trabalhos encomendados, sessões especiais e pôsteres. Foram utilizados os seguintes procedimentos para realização da pesquisa: definição dos critérios para direcionar as buscas a serem realizadas; seleção do material que compõe o corpus 1
O endereço eletrônico da Anped onde foi realizada a busca dos trabalhos: http://www.anped.org.br/inicio.htm.
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do mapeamento bibliográfico por meio de localização dos textos completos sobre o tema investigado, disponibilizados eletronicamente; leitura das publicações com elaboração de síntese preliminar, considerando o tema, os objetivos, as problemáticas, metodologias e conclusões; organização do relatório do estudo compondo a sistematização das sínteses, identificação das tendências dos temas abordados e as relações indicadas; análise e elaboração das conclusões. A busca e a seleção dos textos para análise foi realizada no GT Formação de professores por meio da identificação de todos os trabalhos que traziam referências em seus títulos à formação continuada, contínua em serviço ou centrada na escola. Embora seja claro que alguns trabalhos mesmo não trazendo nos títulos as palavras elencadas possam abordar a temática de investigação, este foi o critério adotado para delimitação do objeto de estudo. Essa etapa permitiu a constituição de uma amostra de 30 trabalhos que versam sobre formação continuada, o que representa 13% do total dos trabalhos publicados no período de 2000 a 2009. Numa segunda etapa, para orientar a leitura, síntese e análise dos textos selecionados, houve necessidade de formulação de algumas questões orientadoras, a saber: quais concepções de formação continuada/contínua de professores estão presentes nos trabalhos? Que tipos de práticas de formação continuada/contínua esses trabalhos tem revelado, e quais têm sido seus resultados? Quais as contribuições que esses estudos têm trazido para formação de professores? Todo esse processo já permite apontar algumas tendências presentes nos trabalhos sobre formação continuada produzidos no GT Formação de professores da ANPEd. As constatações feitas mediante análises dos textos selecionados são apresentadas nas seções que se seguem, de forma a revelar os múltiplos enfoques e perspectivas encontradas. RESULTADOS E DISCUSSÃO André et al. (1999) fizeram uma síntese integrativa do conhecimento sobre o tema da formação do professor, com base na análise das dissertações e teses defendidas nos programas de pós‐graduação em educação do país, de 1990 a 1996, dos artigos publicados em 10 periódicos da área, no período 1990‐97, e das pesquisas apresentadas no GT Formação de Professores da ANPEd, no período de 1992‐98. Sobre os 70 trabalhos analisados do GT da ANPEd, foi constatado que somente 15 abordavam formação continuada, o que correspondia a 22% de sua amostragem. A formação inicial concentrava o maior número de trabalhos publicados. Sobre os trabalhos publicados no GT Formação de professores que abordavam formação continuada, André et al. (1999) teceram as seguintes considerações: Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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Nos textos analisados, a formação continuada é concebida como formação em serviço, enfatizando o papel do professor como profissional e estimulando‐o a desenvolver novos meios de realizar seu trabalho pedagógico com base na reflexão sobre a própria prática. Os textos argumentam que, nessa perspectiva, a formação deve se estender ao longo da carreira e deve se desenvolver, preferencialmente, na instituição escolar (André et al., 1999, p.308). Considerando o período analisado por André et al. (1999), de 1992 a 1998, em comparação ao período proposto para a pesquisa aqui sintetizada, de 2000 a 2009, podemos perceber um significativo crescimento de publicações do GT Formação de Professores. Isso também pode ser confirmado quando comparamos o total de trabalhos publicados no primeiro período de cinco anos (2000 a 2004) com a quantidade publicada no segundo período (2005 a 2009), já que este último revela um crescimento bastante expressivo, iniciado pelo ano de 2005, conforme indicado na tabela a seguir. Quadro 1. Trabalhos publicados no GT Formação de Professores. Reuniões/Ano Trabalhos publicados no GT Trabalhos publicados no GT “Formação de professores” “Formação de professores” sobre formação continuada 23ª ‐ 2000 11 3 24ª ‐ 2001 17 ‐ 25ª ‐ 2002 10 ‐ 26ª ‐ 2003 12 1 27ª ‐ 2004 22 4 28ª ‐ 2005 46 8 29ª ‐ 2006 29 4 30ª ‐ 2007 31 8 31ª ‐ 2008 18 2 32ª ‐ 2009 21 1 TOTAL 217 31 A publicação de trabalhos sobre formação continuada acompanha o crescimento de publicações do GT Formação de Professores. Assim, se compararmos o primeiro período de cinco anos (2000 a 2004) com o segundo período (2005 a 2009), é possível perceber que no último Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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lustro em todos os anos houve publicações de trabalhos sobre esse tema, embora tenha ocorrido um decréscimo em 2008 e 2009. Já no primeiro lustro, composto pelos anos de 2000 a 2004, nos anos de 2001 e 2002 não houve publicações de trabalhos que abordavam o tema formação continuada. Diversas formas de realizar a formação continuada foram percebidas nos trabalhos analisados, a saber: no âmbito da universidade realizado por docentes dessa instituição aos professores da educação básica; nas escolas por meio de grupos de estudos; cursos ministrados por professores da educação básica, assessorados por equipes de universidades e outros professores; capacitações realizadas por equipes técnicas de Secretarias de Educação a um grande contingente de professores de determinado nível de ensino; realizadas por equipes técnicas de Secretarias de Educação em parceria com universidades ou com as escolas e realizadas pelas instituições de ensino superior em parceria com as escolas. Os trabalhos da ANPEd sobre formação continuada têm apresentado a preocupação em compreender a eficácia dos diferentes processos instituídos, ou seja, analisar como a formação continuada tem contribuído para mudanças nas práticas educativas e pedagógicas dos professores que dela participam. Nesse contexto, surgem também trabalhos com o objetivo de analisar a correlação entre os processos formativos e os processos não‐profissionais de formação, que se referem às experiências vivenciadas no dia‐a‐dia da história de vida de cada um. Assim, Aguiar (2006) explica quanto aos professores que “as experiências de atualização profissional confrontam‐se com os saberes que eles possuem e com as informações que vão sendo adquiridas e articuladas a um processo de valorização identitária e profissional.” (p.4) Segundo Aguiar (2006), embora a formação continuada não possa ser considerada como aspecto único de mudança da prática pedagógica por ser apenas um dos elementos constitutivos da identidade do professor, ela é extremamente valorizada pelos professores, que a consideram fundamental para o acompanhamento da evolução sistemática do conhecimento. Nos trabalhos analisados a formação continuada é concebida como formação em serviço e como meio de garantir a atualização e aperfeiçoamento dos professores; suprir deficiências dos cursos de formação inicial; superar a linearidade e o mecanicismo de sua formação e da prática pedagógica a partir de um enfoque reflexivo; contribuir para a qualidade do ensino e para o desenvolvimento profissional e pessoal dos professores; articular momentos de informação, interação e produção de saberes e constituir, como parte de um percurso, a profissionalidade docente. Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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Os trabalhos têm ressaltado que a formação continuada não pode ser apenas episódica, mas precisa ser pensada enquanto algo permanente e processual. Também tem sido enfatizada a necessidade de criar espaços dialógicos que permitam a troca de saberes entre os professores. Nesse sentido, a preocupação tem deixado de ser o espaço onde é realizado esse tipo de formação e tem passado para o modo como é concebida e praticada. Embora a escola ainda seja destacada como espaço de referência para que as formações aconteçam, tem sido sugerida com maior destaque a pesquisa sobre as necessidades formativas junto aos gestores e aos professores. Isso se deve ao fato de os professores terem apontado nesses estudos que a formação continuada não tem correspondido às exigências da complexidade do seu mundo de trabalho por ser desenvolvida à revelia de suas opiniões. Machado (2005) considera que a formação continuada coletiva não precisa dar‐se em um único espaço como a escola, mas “[...] pode, e deve, ocorrer em vários outros locais que contribuam com o crescimento e amadurecimento profissional dos educadores.” (p.6). Bertolo (2004) colabora com ela ao dizer que desenvolver a formação no interior das escolas não é condição suficiente “[...] para assegurar um processo que leve em conta a experiência e o saber docente, posto que valorizar a experiência implica também valorizar a heterogeneidade dos processos formativos.” (p.14) Rangel (2006) levantou junto aos professores como pensavam que deveriam ser organizados os programas/projetos de formação continuada para melhor atender às suas necessidades e as respostas sinalizaram as seguintes propostas de formação: realização de levantamento de interesses e necessidades dos professores; abordagem de programas/projetos que tivessem uma continuidade ao longo do ano, buscando maior aprofundamento de conteúdos; formação desenvolvida dentro do horário de trabalho com previsão em calendário escolar e com uma carga horária expressiva e grupos de formação deveriam ser menores garantindo um melhor aproveitamento dos conteúdos. Cunha (2000) também tece algumas considerações importantes no que diz respeito à formação continuada de professores, das quais cabe ressaltar: preparar os professores para atuarem como mediadores com outros professores talvez seja uma solução para quebrar a descontinuidade dos cursos; tornar os professores conscientes das concepções que permeiam a prática pedagógica e refletir sobre elas a partir do contato com formas alternativas com as quais se entra em contato nos cursos, de forma a reconstruir a prática com base em novos pressupostos teóricos; a solicitação dos participantes dos cursos é que esses desenvolvam atividades aplicáveis Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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em salas de aula, sendo assim é necessário vivenciar estratégias de ensino no novo modelo, de modo a conciliar atividades transportáveis para a sala de aula e fundamentação teórica. Os trabalhos analisados argumentam contra o modelo clássico de formação, em que o professor é considerado apenas como receptor de informações e das recomendações que os especialistas fazem sobre o ensino e a favor de um modelo emancipatório‐político, que enfoca a mudança da realidade escolar e social a partir da organização de grupos de professores para a discussão sobre os problemas enfrentados na prática docente cotidiana. O trabalho em grupo tem sido apontado como fundamental no desenvolvimento dessas ações por permitir que o professor, além de trocar saberes, possa perceber no outro as mesmas dificuldades que possui. (CUNHA; KRASILCHIK, 2000; JACOBUCCI; MEGID, 2007) Os textos analisados também evidenciam que os órgãos públicos que buscam as universidades para realizarem suas propostas formativas [...] delegam à universidade todo o desenvolvimento do processo sem interferirem nas decisões tomadas, considerando que ela reúne por sua tradição ‐ pesquisa e experiência com a formação inicial ‐ condições de decidir o que é melhor para a formação de docentes. (SANTOS, 2004, p.14) A relação entre as instituições de ensino superior e escolas de educação básica é concebida como de caráter unilateral e unidirecional (TERRAZAN et al, 2005). Nesse sentido, conceber um processo de formação continuada de professores voltado para a autonomia profissional ainda é um desafio perante a participação dos professores em projetos de formação acabados, definidos por especialistas e constituídos em espaços de decisões unilaterais e não‐
dialógicos. CONCLUSÕES Cada um dos trabalhos localizados traz uma contribuição específica e apropriada, que nos desafia a refletir sobre a diversidade de estratégias formativas atuais. As diversas ações de formação continuada requerem acompanhamento para conhecer a sua eficácia, seu impacto e utilidade para os professores na busca qualitativa de práticas condizentes com as demandas da realidade. A produção recente do GT Formação de Professores da ANPEd sobre formação continuada tem contribuído para um avanço do conhecimento da área e pode auxiliar no delineamento de políticas públicas. Conforme sintetizado, esses estudos têm mostrado que a formação continuada nas diferentes formas que tem sido realizada não tem correspondido às exigências da Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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complexidade do exercício da função dos professores, principalmente por não partirem de suas necessidades. Um caminho de avanço para o desenvolvimento de ações nesse âmbito poderia ser iniciado a partir do encontro de todos os envolvidos com o processo educacional: professores, universidades e gestores. Com base nas necessidades dos professores e a teoria necessária para a construção ou revisão de sua prática seriam constituídos os projetos de formação continuada, concebidos como algo permanente e processual em espaços dialógicos. Assim, estariam as instituições de ensino superior cumprindo sua função social, a partir das lacunas de formação daqueles que tem relação direta com o metiê. Infelizmente, esse processo não é fácil de ser realizado, pois como destaca Rangel (2006), a dificuldade e até impossibilidade de interlocução entre discursos aparentemente tão próximos se deve às “[...] lutas que incompatibilizam o compatível e criam antagonismos históricos que se perpetuam como a própria mola propulsora que alimenta, sustenta e mantém os Sistemas Políticos no lugar onde se encontram, ou seja, contra o povo e a favor dos próprios interesses.” (p.16). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, M. C. C. Implicações da formação continuada para a construção da identidade profissional. In: Reunião Anual da ANPED, 29ª, 2006, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2006. ANDRE, M.; SIMÕES, R. H. S.; CARVALHO, J. M. et al. Estado da arte da formação de professores no Brasil. Educação & Sociedade, Campinas, v. 68, p. 301‐309, 1999. BERTOLO, S. J. N. Formação continuada de professores no projeto escola cabana: avanços e equívocos de um processo centrado na escola. In: Reunião Anual da ANPED, 27ª, 2004, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2004. CUNHA, A. M.O.; KRASILCHIK, M. A formação continuada de professores de ciências: percepções a partir de uma experiência. In: Reunião Anual da ANPED, 23ª, 2000, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2000. JACOBUCCI, D. F. C.; MEGID NETO, J. A formação continuada de professores em centros e museus de ciências no Brasil. In: Reunião Anual da ANPED, 30ª, 2007, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2007. MACHADO, V. M. Análise do estudo coletivo na formação continuada dos professores de ciências, de 5ª à 8ª série, do ensino fundamental: da rede municipal de ensino de Campo Grande‐ MS. In: Reunião Anual da ANPED, 28ª, 2005, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2005. RANGEL, I. S. A formação continuada de professores da educação infantil no sistema municipal de ensino de Vitória: um confronto entre as propostas oficiais e a opinião dos professores. In: Reunião Anual da ANPED, 29ª, 2006, Caxambú. Anais... Caxambu: Anped, 2006. Colloquium Humanarum, vol. 7, n. Especial, jul–dez, 2010
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