Impactos das negociações da Área de Livre Comércio das Américas sobre o Setor
Agroindustrial no Brasil
Rita de Cássia Milagres Teixeira Vieira*
Antônio Jorge de Oliveira**
Antonio Salazar Pessôa Brandão***
André Cau****
Resumo: Os impactos da criação da Área de Livre comércio no setor agroindutrial são analisados
utilizando-se o modelo GTAP (Global Trade Analisys Project). Três cenários foram simulados
levando em consideração distorções ao comércio causadas pelas tarifas. Foram desmembradas do
modelo algumas cadeias agropecuárias com a finalidade de verificar o impacto sobre as mesmas na
formação da Área de livre Comércio das Américas (ALCA). As cadeias do açúcar, sucos e couros
foram as que mais se beneficiaram da eliminação de tarifas. Os resultados demonstram a
necessidade do desenvolvimento de estratégias que configurem ao Brasil maior poder de barganha
no âmbito das negociações da ALCA
Palavras Chave: GTAP, ALCA, Agronegócio
1. Caracterização e Justificativa
As negociações do Brasil no âmbito da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), poderão
definir rumos importantes para a economia do país nos próximos anos. A agropecuária está no
centro das discussões e a expectativa é que se obtenham avanços no processo de liberalização
agrícola no contexto regional.
A existência de práticas protecionistas que distorcem o mercado agrícola regional, bem como
de subsídios às exportações, barreiras tarifárias e não tarifárias que impedem o acesso aos
mercados e medidas de apoio interno e garantia de renda, indicam a necessidade de amplas
negociações com vistas ao controle dessas práticas, evitando que estas distorçam a
competitividade dos sistemas agrícolas.
A competitividade da agropecuária brasileira no contexto regional, embora apresente grande
capacidade de expansão de área para produção, requer aprofundamento do processo de
liberalização dos mercados agropecuários regionais para que o país possa de fato utilizar seu
potencial exportador nesta área.
A Alca representa parcela considerável das negociações mundiais. De um comércio agrícola
mundial de aproximadamente US$ 905 bilhões em 2002, as exportações de produtos agrícolas da
Alca estão próximas dos US$ 124 bilhões (FAO, 2003), representando 28 % das exportações totais
mundiais. Considerando as Américas, 4 (quatro) países destacam como os maiores exportadores
agrícolas, EUA, Canadá, Brasil e Argentina.
Na América do Norte está o maior exportador agrícola. Segundo dados da FAO, os EUA
exportaram US$ 56 bilhões em 2002, um pouco mais do que o total exportado pela América Latina
(US$ 53 bilhões). O Canadá também está situado entre os maiores exportadores agrícolas do
mundo chegando a US$ 16 bilhões no mesmo ano. O Brasil exportou US$ 17 bilhões e a Argentina
US$ 11 bilhões no mesmo ano.
* Pesquisadora da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa. Pq EB Final W3 Norte – 70770-901 Brasília (DF).
Email: [email protected]
** Pesquisador da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa. Email: [email protected]
*** Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Rua São Francisco Xavier, 524, 8 andar, Bloco B, Sala
8003. Maracanã - 20550-150 Rio de Janeiro (RJ). Email: [email protected]
**** Técnico da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa. Email: [email protected]
No setor agrícola, os países da Alca importam menos do que exportam, acumulando na região
superávit na balança comercial de aproximadamente US$ 38 bilhões em 2002. O maior importador
isolado é o EUA com US$ 45 bilhões de gastos com importação agrícola em 2002 (FAO, 2003).
Observa-se grande assimetria entre os países da Alca no que se refere às políticas agrícolas
adotadas. Sessenta por cento das exportações brasileiras para o mercado norte-americano são
afetadas por medidas restritivas. Embora os EUA apresentem tarifa média de 5,2%, importantes
produtos agropecuários estão sujeitos a picos tarifários, alguns da ordem de 200 a 300% ad
valorem (ou seu equivalente), como o fumo, que apresenta uma tarifa de 350% para o que exceder
a pequena quota destinada ao Brasil, o açúcar, com uma tarifa de 236%, ou ainda o suco de laranja,
que está submetido a uma tarifa que pode chegar a 44,7% (BRASIL, 2001).
De Negri et al. (2003) mostram que as tarifas específicas têm efeitos restritivos ao comércio
mais relevantes do que as tarifas em geral considerando os itens tarifários nos Estados Unidos e
Canadá sujeitos às mesmas.
Segundo Jank (2002), num universo de mais de 10 mil tarifas, os EUA contam com 747
posições tarifárias acima de 15%, 272 posições acima de 25% e 129 posições acima de 35%, hoje a
maior. Subsídios, quotas, tarifas extremamente elevadas, escaladas e picos tarifários mantêm o
crescimento do comércio agrícola próximo de sua tendência histórica, isto é, em cerca da metade
do nível de crescimento do comércio global.
Há ainda que considerar os acordos preferenciais, uma vez que a Alca é formada pelo
cruzamento das regras e preferências de cinco acordos regionais preexistentes nas Américas: Nafta,
Mercosul, Comunidade Andina, Mercado Comum Centro Americano e Comunidade do Caribe.
Essa situação tem preocupado as autoridades e a sociedade brasileira no sentido de se adotar
um firme posicionamento nas negociações comerciais. O assunto é extremamente complexo, a
sociedade organizada e particularmente os negociadores ainda carecem de um suporte mais efetivo
por parte das entidades privadas e do mundo acadêmico. Negociações exigem bons modelos para
mostrar oportunidades e ameaças do país e de seus parceiros. O detalhamento na análise destas
questões é algo necessário para direcionar ações a serem desenvolvidas visando à garantia da
competitividade e da sustentabilidade do produto brasileiro.
A agropecuária brasileira tem apresentado excelente desempenho, respondendo por 33,8% do
PIB, 23% das exportações, o que corresponde a um volume de US$ 30 bilhões em 2003 e
empregando cerca de 37% da população economicamente ativa. As importações estão estimadas
em torno de US$ 6,6 bilhões de dólares enquanto o saldo do setor está estimado em US$ 27,04
bilhões de dólares (BRASIL, 2003).
Tais números denotam a importância econômica e social do agronegócio brasileiro, cujo
crescimento depende da abertura de novos mercados.
O ideal para a maioria dos produtos do agronegócio brasileiro seria a eliminação completa de
todas as barreiras e subsídios agrícolas. Sabe-se, contudo, das dificuldades em atingir este objetivo
sem negociações agrícolas e estratégias que maximizem os ganhos de comércio para o setor. A
Alca, se faz basicamente por meio de eliminação de todas as tarifas alfandegárias no comércio
intrabloco, sendo que os países podem colocar uma quantidade de produtos, em geral, 15% em lista
de exceção à zona de livre comércio por se tratar de setores sensíveis às suas respectivas economias.
O desafio que se coloca é conhecer ex-ante a sensibilidade das tarifas de cada país negociador.
A análise de negociações requer a utilização de instrumental que permita a visualização de
efeitos inter-setoriais, bem como das respostas dos países que concorrem com o Brasil no mercado
internacional de produtos agroindustriais. Modelos como o GTAP (Global Trade Analysis Project),
constituem-se em ferramentas fundamentais para o tratamento da questão.
2
A Embrapa ciente da necessidade de subsidiar as negociações, adquiriu esse software, e
através de uma equipe composta por técnicos da empresa e por um consultor externo, pretende
simular diferentes situações no mercado e dimensionar seus possíveis impactos na economia
brasileira e em especial para a agropecuária. Foram realizadas, nesse trabalho, algumas simulações,
visando antecipar possíveis mudanças no comércio internacional. Espera-se com o presente,
indicar efeitos da liberalização de comércio, bem como seus impactos na economia, com o objetivo
de subsidiar as negociações do Brasil com o resto do mundo.
2. Objetivos
Objetivo Geral: Analisar o comércio exterior de produtos agropecuários brasileiros visando
subsidiar as negociações do Brasil no âmbito da Alca. Pretende-se simular, possíveis cenários para
a constituição da Alca e analisar seus impactos na economia brasileira e de seus principais
concorrentes.
Objetivos Específicos:
1) Elaborar simulações que reflitam caminhos factíveis para a redução das barreiras ao
comércio de produtos agropecuários considerando a formação da Alca.
2) Avaliar os impactos da eliminação de tarifas nos países membros da Alca, sobre a
economia brasileira e países concorrentes.
3) Analisar o impacto de eliminação de tarifas em cadeias como óleos, açúcar, sucos, carne e
couro.
4) Estimar o ganho decorrente de aumento de produtividade da terra no Brasil ao mesmo
tempo em que são eliminadas as tarifas dos países membros da Alca.
3. Metodologia
O Global Trade Analysis Project - GTAP, é um modelo de equilíbrio geral que tem sido
amplamente utilizado por diversos países e instituições como a Australian Industry Comission,
USDA, Banco Mundial, Agriculture Canada, UNCTAD, Australian Bureau of Agricultural
Research, entre outras, para estudo e simulações de impacto de políticas no comércio exterior e no
mercado interno.
O modelo em questão teve origem nas Universidades de Purdue, nos Estados Unidos, e de
Manash, na Austrália. Suas características técnicas encontram-se detalhadas em Hertel et al. (1997)
e em mais de 500 artigos técnicos publicados em diversas revistas científicas internacionais. Sua
origem vem do sucesso dos modelos ORANI da Austrália, bem documentados por Powell &
Lawson (1990), Kenderes & Stizelecki (1991), Powell & Snape (1992) e Dee (1994).
O modelo segue a mesma trajetória usada para análise da rodada Uruguai em 1996, quando
vários autores analisaram os impactos de políticas no mercado internacional. O grande avanço do
GTAP ocorreu a partir desta Rodada. Na realidade, sua implementação constituiu uma verdadeira
revolução no uso de modelos para análise de mercado internacional. Uma vasta lista de artigos
técnico-científicos pode ser acessada no endereço eletrônico: www.gtap.org.
3
O grande mérito do GTAP é ter sua fundamentação em uma base de dados de inúmeros países
ou regiões administrada pela Universidade de Purdue. Dimaraman & McDougall (2002)
atualizaram a documentação da base de dados do GTAP em sua versão 5.
O Economic Research Service (ERS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
vem há muitos anos fazendo uso do modelo econométrico de simulação do setor agrícola.
Anualmente são apresentados estudos com projeções e análise de políticas em um Outlook Report.
No Brasil alguns estudos foram iniciados utilizando o GTAP. Brandão et al. (1996), Pereira
(2001), Cypriano et al (2002), Ferreira Filho (2003) entre outros, fizeram explorações do modelo as
quais fornecem subsídios para estudos mais aprofundados.
A base de dados do GTAP é regularmente revista. Esta inclui 65 países e 57 produtos (versão 5).
Parceria globalizada e transparência dão credibilidade ao modelo. Os dados são coletados a partir
da UNCTAD, por meio do projeto TRAINS, e de fontes adicionais para países não cobertos pelo
TRAINS. Essas tarifas são ponderadas em função do valor das importações para se obter as médias
tarifárias nos setores englobados.
A natureza do GTAP deriva da listagem exaustiva de relações de identidades que descrevem a
economia. Assim, são considerados dados de fluxos de comércio externo, estrutura das tarifas de
importação, subsídios, matrizes de insumo-produto, entre outros, das regiões envolvidas. São essas
informações pautadas em dados empíricos que asseguram a consistência das identidades contábeis.
Também são essas identidades que permitem verificar se a solução de equilíbrio geral é ou não
satisfeita.
O sistema de equações do GTAP inclui 2 tipos diferentes de equações. O primeiro contém
equações contábeis, as quais asseguram que as receitas e despesas de cada agente da economia
estão equilibradas. O segundo, consiste de um sistema de equações comportamentais baseadas na
teoria microeconômica, isto é, especificam o comportamento de otimização de cada agente da
economia tais como: produtor, consumidor, governo e outros.
No modelo, os fatores primários são de propriedade dos indivíduos (ou unidades familiares), e
estes recebem renda pela sua utilização na produção de mercadorias e serviços para o consumo
final (das famílias, do governo e das firmas). Vendem, também, bens de investimento para
satisfazer à demanda de poupança das famílias. O equilíbrio poderá ser atingido pela exportação e
importação de produtos e fatores, inserindo a região resto do mundo. Ocorrem importações com
fluxos monetários que saem do governo, das famílias ou das firmas para o resto do mundo. Em
sentido contrário, aparecem as exportações das firmas para o resto do mundo com fluxo financeiro
do Resto do mundo para as firmas. Todos os agentes pagam impostos e poupam.
As unidades familiares maximizam a utilidade da renda que recebem através da escolha de
cestas de consumo, o que depende de suas preferências, da própria renda de que dispõem e dos
preços. As firmas maximizam lucro utilizando fatores de produção, insumos e os métodos de
produção disponíveis. A interdependência das decisões descrita é representada na teoria de
equilíbrio geral por um sistema de funções de oferta e demanda. A hipótese básica é que, no
mercado, os preços se ajustam até que as demandas e ofertas se igualem.
Admite-se combinação ótima de fatores primários pela firma, independente dos preços dos
insumos intermediários. A função CES (Constant Elasticity of Substitution) pressupõe elasticidade
de substituição constante entre os fatores de produção e entre os insumos domésticos e importados.
Além disso, pressupõe-se que não há substituição entre fatores primários e insumos. Os insumos
importados são diferenciados por origem e também são discriminados bens importados dos bens
domésticos. O valor adicionado é também obtido por uma função de produção com elasticidade de
substituição constante, que, por sua vez, é combinada (substituição zero) com o insumo agregado
para gerar o produto.
4
O fator terra é empregado apenas na atividade agrícola e é imperfeitamente móvel entre os
setores. Os fatores trabalho e capital são empregados em todos os setores, sendo considerados
perfeitamente móveis dentro de uma região, em particular.
Na análise do comportamento dos indivíduos, verifica-se que o consumo regional é governado
por uma função de utilidade agregada que depende do consumo privado, despesas do governo e da
poupança. Assim, na renda regional, a divisão entre essas três categorias é determinada por uma
função de utilidade Cobb-Douglas. Isto é, as parcelas de renda regionais apropriadas por cada uma
das categorias permanecem fixas.
Uma vez determinada a renda destinada ao governo, sua alocação entre as mercadorias segue
um processo Cobb-Douglas. A demanda do governo segue uma estrutura similar à demanda das
firmas por insumos, onde produtos domésticos e importados de fontes distintas são diferenciados
por um conjunto de parâmetros Armington.
Para a demanda das unidades familiares privadas utiliza-se a função CDE (Constant Diference
of Elasticties), escolhida porque é mais geral do que a CES e permite calibrar as funções de
demanda, considerando os dados sobre elasticidade de preços e de renda. As participações das
despesas por produto variam com os níveis de renda.
No presente modelo optou-se por restringir a entrada de capitais na economia. Isso é feito
considerando Rodelta igual a zero.
4. Estratégia de Ação
4.1 Agregações do modelo
No presente trabalho foi utilizada a base global de dados do GTAP, disponível na versão 5.
Como um dos objetos de estudo é mensurar quais seriam os efeitos de uma possível
liberalização comercial, decidiu-se agregar os 65 países e regiões constantes no Gtap em 10 regiões
(ou países) importantes na análise da Alca. Esses foram caracterizados como Estados Unidos,
México, Canadá, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Resto da América Latina (América
Central, Caribe, Colômbia, Peru, Venezuela, Resto do Pacto Andino, Resto da América do Sul),
União Européia ( Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, United Kingtom,
Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Netherland, Portugal, Espanha e Suécia), , e Resto do Mundo
(China e Japão Hong Kong, Korea, Taiwan, Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia,
Vietnã, Bangladeste, Índia, Sri Lanka, Resto do Sul da Ásia, Australia, Nova Zelândia, Suiça,
Resto da EFTA, Hungria, Polônia, Resto da Associação da Europa Central, Turquia, Resto do
Meio East, Marrocos, Resto do Norte da África, Botswana, Resto do Sacu, Malawi, Moçambique,
Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, Outros da África do Sul, Uganda, Resto da Sub África Sahara,
Países da Antiga União Soviética, Resto do Mundo), conforme descrito na Tabela 1.
Tabela 1. Agregação regional adotada nas simulações.
5
REGIÕES
PAÍSES
Estados Unidos
México
Canadá
Brasil
Argentina
Uruguai
Chile
Resto da América Latina: América Central,
Caribe, Colômbia, Peru, Venezuela, Resto do
Pacto Andino, Resto da América do Sul
União Européia: Áustria, Bélgica, Dinamarca,
Finlândia, França, Alemanha, Reino Unido,
Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda,
Portugal, Espanha, Suécia
Outros países: China, Japão, Hong Kong, Korea,
Taiwan,
Indonesia,
Malásia,
Filipinas,
Cingapura, Tailândia, Vietnam, Bangladesh,
India, Sri Lanka, Resto do Sul da Ásia,
Australia, Nova Zelândia, Suíça, Resto do
EFTA, Hungria, Polônia, Resto da Europa
Central, Turquia, Resto do Oriente Médio,
Marrocos, Resto do Norte da África, Botswana,
Resto do SACU (Namíbia, RSA), Malawi,
Moçambique, Tanzânia, Zimbabue, Outros do
Sul da África, Uganda, Resto da África do
Sub-Saara, Países da Antiga União Soviética,
Resto do Mundo
1.USA
2.MEX
3.CAN
4. BRA
5. ARG
6. URY
7.CHL
8. RAL
9.UE
10. R OW
Os setores, que inicialmente totalizavam 57 foram agregados em 5: Agricultura (arroz em
casca, trigo, cereais, hortaliças, frutas, castanhas, oleaginosas, cana-de-açúcar, beterraba, plantas
fibrosas, grandes culturas, bovinos, ovinos, caprinos, equinos, produtos animais, leite bruto),
Outros produtos primários (lã, florestas, pesca, carvão, óleo, gás, minerais), Manufaturados
agrícolas (carne bovina, caprina, ovina, equina, produtos de carne, lácteos, arroz beneficiado,
açúcar, produtos alimentícios, bebidas e tabaco, têxteis, acessórios de vestuário, produtos de couro,
produtos de madeira,), Manufaturados (produtos de papel, publicações, petróleo, produtos de
carvão, produtos químicos – borracha e plástico, produtos minerais, metais ferrosos, metais,
produtos de metal, motor de veículos e componentes manufaturados) e Serviços (Eletricidade,
distribuição e produção de gás, água, construção, transporte, comércio, transporte aéreo,
comunicação, serviços financeiros, seguros, serviços de negócios, recreação, administração
pública, defesa, saúde, educação, moradia), como ilustra a Tabela 2.
Tabela 2. Agregação setorial adotada nas simulações.
6
Setores
1. AGRICULTURA
Produtos
Arroz em casca, trigo, cereais, hortaliças, frutas,
castanhas,
oleaginosas,
cana-de-açúcar,
beterraba, plantas fibrosas, grandes culturas,
bovinos, ovinos, caprinos, equinos, produtos
animais, leite bruto.
Lã, florestas, pesca, carvão, óleo, gás, minerais.
Carne bovina, caprina, ovina, equina, produtos
de carne, lácteos, arroz beneficiado, açúcar,
produtos alimentícios, bebidas e tabaco, têxteis,
acessórios de vestuário, produtos de couro,
produtos de madeira.
Produtos de papel, publicações, petróleo,
produtos de carvão, produtos químicos –
borracha e plástico, produtos minerais, metais
ferrosos, metais, produtos de metal, motor de
veículos e componentes, manufaturados.
Eletricidade, distribuição e produção de gás,
água, construção, transporte, comércio,
transporte aéreo, comunicação, serviços
financeiros, seguros, serviços de negócios,
recreação, administração pública, defesa, saúde,
educação e moradia.
2. OUTROS PRIMÁRIOS
3. MANUFATURADOS AGRÍCOLAS
4. MANUFATURADOS
5. SERVIÇOS
Outras agregações foram elaboradas no sentido de avaliar produtos específicos. Os mesmos
foram retirados da agregação inicial.
Foram feitas simulações considerando-se 3 (três) Cenários que envolvem diferentes
situações quanto à eliminação das tarifas, subsídios à exportação e subsídios à produção.
4.2. Cenários analisados
Com as agregações anteriormente especificadas, foram elaborados 3 cenários.
No Cenário 1 houve simulação da criação de Área de Livre Comércio com eliminação
total das tarifas entre os países membros da Alca.
No Cenário 2 houve uma desagregação setorial maior, com imposição de tarifa zero ao
comércio entre os países membros e avaliação do impacto em cadeias específicas como açúcar,
óleos, sucos, carne e couro.
No Cenário 3 além de ser zerada a tarifa para os países membros, considerou-se um
crescimento de 10% na produtividade da terra no Brasil.
5. Resultados e discussão:
7
Após as simulações, utilizando-se do modelo e os cenários especificados chegou-se aos
seguintes resultados:
5.1 Cenário 1: Eliminação de tarifas de importação nos países membros da Alca.
Na tabela 3 é simulada a área de livre comércio, com eliminação total das tarifas de
importação para todos os países participantes da Alca. Esse cenário é extremo em função das
tarifas hoje existentes nos países membros, como os EUA, e a eliminação dessas tarifas poderia
trazer sérias conseqüências internas. Após a eliminação dessas tarifas, os indicadores de
crescimento econômico e de bem estar como balança comercial, variação na quantidade exportada,
variação na quantidade importada, crescimento na produção, impacto sobre os preços de fatores e
do produto, e variação equivalente, foram avaliados.
Tabela 3. Eliminação de tarifas e seus impactos na Economia dos principais países membros
VARIAÇÃO
BAL. COM (milhões $) - total
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agicolas
Manufaturados
Serviços
USA
MEX
233,910
-1032,800
-214,390
2697,860
2486,530
-3703,290
-65,200
-505,310
-145,630
-674,770
1547,580
-287,070
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
5,35
-0,79
20,20
1,39
-1,36
25,35
-0,98
9,51
3,07
-1,88
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
16,44
0,35
7,38
1,18
1,00
33,54
9,77
18,73
1,00
1,16
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
-0,03
-0,19
0,55
0,07
-0,04
-1,16
-0,15
-0,10
1,18
-0,16
Terra
Maõ-Obra não especializada.
Maõ-Obra especializada
Capital
Recursos Naturais
0,12
0,31
0,30
0,31
-1,05
-6,11
0,33
0,49
0,56
-0,68
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
0,14
-0,02
0,04
0,19
0,26
-1,18
0,20
-1,13
0,06
0,37
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
0,63
-0,13
-0,30
-0,23
-0,26
0,19
-0,09
0,04
0,05
-0,15
0,14
-0,02
0,04
0,19
0,26
4669,610
0,23
-1,18
0,20
-1,13
0,06
0,37
60,960
-0,17
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
VAR. EQUIVAL (milhões $)
VARIAÇÃO GDP (%)
URY
CHL
RAL
UE
ROW
BALANÇA COMERCIAL (milhões de $)
739,600
-132,750
430,460
2,980
202,850
421,220
-88,090
-30,650
-30,560
-82,910
-87,740
-12,360
1224,490
-1117,030
-863,670
205,650
-477,680
690,180
2527,900
29,110
-179,490
-44,200
-1057,940
-188,760
CAN
BRA
ARG
152,660
9,960
-107,370
537,990
-146,730
-141,200
400,530
-165,820
352,030
5803,580
-4394,610
-1194,640
-592,540
473,350
406,950
-2217,640
-3538,030
4282,810
-1169,640
433,880
-43,770
-6100,100
208,390
4331,960
-2,90
-5,60
24,63
51,81
-12,93
6,07
2,40
24,12
13,02
-3,16
6,48
1,58
56,97
3,53
-4,18
0,26
0,12
-0,83
-0,28
0,73
-0,23
0,08
-1,94
-0,10
0,77
27,45
5,66
34,58
9,99
7,01
26,34
9,58
14,84
8,26
2,05
27,24
-1,40
30,11
7,22
3,47
-0,67
-0,11
-0,14
-0,14
-0,34
-0,99
-0,04
-0,32
-0,18
-0,38
0,21
-0,12
3,93
3,11
-1,18
1,14
-0,75
2,61
0,19
-0,52
1,46
-0,63
5,86
-4,17
-0,57
0,04
0,02
-0,23
-0,12
0,04
-0,05
0,03
-0,35
0,02
0,03
6,55
5,85
5,24
5,32
5,48
8,67
1,95
1,52
1,73
-2,33
11,19
2,22
1,76
2,24
-2,30
-0,15
-0,36
-0,35
-0,34
-0,18
-0,66
-0,36
-0,35
-0,36
-0,15
4,50
4,57
2,91
1,43
4,09
2,25
0,15
0,57
-0,57
1,00
2,93
-0,05
0,24
-0,27
1,08
-0,32
-0,30
-0,31
-0,32
-0,33
-0,41
-0,29
-0,33
-0,32
-0,34
1,37
0,20
1,15
0,34
-0,11
1,80
2,03
0,73
-0,02
-0,15
0,69
-0,03
0,14
-0,09
-0,13
0,01
-0,27
-0,27
-0,27
-0,15
-0,01
-0,26
-0,23
-0,24
-0,14
4,50
4,57
2,91
1,43
4,09
126,070
3,11
2,25
0,15
0,57
-0,57
1,00
-51,180
-0,06
2,93
-0,05
0,24
-0,27
1,08
1145,040
0,14
-0,32
-0,30
-0,31
-0,32
-0,33
-2486,300
-0,35
-0,41
-0,29
-0,33
-0,32
-0,34
-4368,520
-0,37
VAR QUANT EXPORT (qxw) %
9,52
6,90
-2,08
2,55
-0,20
-4,42
20,80
6,85
-0,85
37,81
0,57
105,91
-1,12
-0,12
-18,11
VAR QUANT IMPORT (qiw) %
11,28
5,21
24,50
1,45
0,47
18,00
24,23
15,15
45,22
20,90
-0,04
29,69
0,68
0,10
10,83
CRESC.PROD (qo) em %
0,50
0,85
-1,15
-0,43
-0,03
-0,73
0,71
-0,64
-1,00
-0,56
0,38
2,43
-0,02
-0,08
-0,48
PREÇO FATORES (pm) %
3,20
4,45
-0,76
0,59
-0,02
6,13
0,59
-0,02
6,15
0,65
-0,02
6,11
-1,90
0,18
1,03
PREÇO PRODUTOS (pm) %
0,63
0,25
4,17
-0,31
-0,10
4,83
0,07
-0,52
4,65
-0,72
-0,06
3,09
0,24
-0,07
5,60
PREÇO IMPORTADOS (piw) %
2,26
0,26
0,95
0,60
-0,19
-0,19
1,35
-0,07
0,09
0,41
0,06
-0,30
-0,13
-0,16
-0,10
PREÇO EXPORTADOS (pxw)%
0,63
0,25
4,17
-0,31
-0,10
4,83
0,07
-0,52
4,65
-0,72
-0,06
3,09
0,24
-0,07
5,60
2170,560
-352,610
2007,110
0,01
-0,29
5,03
Com relação à balança comercial, observa-se que, a eliminação das tarifas entre os países
membros geraria ganhos para o Brasil na agricultura (superávit de US$202,85 milhões) e em
manufaturados agrícolas (US$1,224,49 bilhões). Observa-se, no entanto, perdas para outros
primários, manufaturados e serviços. Os EUA, por outro lado, apresentam-se deficitários na
8
agricultura e em Outros Primários, com ganhos expressivos nos manufaturados agrícolas e não
agrícolas. Para a Argentina há perdas na balança comercial em todos os segmentos da economia,
com exceção de manufaturados. No caso do Canadá há superávit para a agricultura e
manufaturados. Para os demais setores observou-se redução na balança comercial.
Após o choque, há aumento nas quantidades exportadas pelo Brasil em todos os setores
com exceção ao de serviços. As quantidades importadas também cresceram. Para os Estados
Unidos também houve acréscimo nas quantidades importadas em todos os setores. A quantidade
exportada desse país aumenta no setor agrícola, manufaturados agrícolas e manufaturados. Para
outros primários e serviços a quantidade exportada diminui.
Os preços de produtos de importação no Brasil aumentaram em todos os setores com
exceção ao de serviços O preço de exportação também aumentou com exceção de outros primários
e manufaturados.
A formação de uma área de livre comércio geraria aumentos na produção agropecuária e
manufaturados agrícolas no Brasil. Nos EUA e Argentina observa-se queda de produção no setor
agropecuário.
Com a eliminação das tarifas houve variação positiva no PIB para a Argentina e Estados
Unidos. Para o Brasil praticamente não houve variação. No caso do Canadá essa variação foi
negativa
Os preços de mercado de produtos agrícolas apresentam-se maiores em todos os países
membros da Alca com exceção do México. Para o Brasil, em outros primários e manufaturados,
houve redução nos preços de mercado. Para os EUA, somente nos preços de outros primários é que
haveria pequena redução.
Preços dos fatores de produção no Brasil e EUA ficaram maiores para terra, trabalho e
capital.
A variação equivalente é positiva para Estados Unidos, Brasil, Argentina, México, Uruguai
e Resto da América Latina, o que significa que há melhoria de bem-estar para esses países. Dentre
os países membros analisados o Canadá e Chile apresentaram variação equivalente negativa o que
significa queda de bem-estar após o choque. Para países fora do bloco como EU e ROW (resto do
mundo) há uma piora em termos de bem estar.
Ainda com relação aos países não membros, verifica-se que a liberalização da tarifa coloca
a UE e ROW em piores condições com relação à balança comercial. Com relação à quantidade
exportada de produtos agrícolas enquanto México, Brasil, Canadá, RAL e Estados Unidos se
beneficiam, enquanto Uruguai, Argentina e Resto do mundo tem suas quantidades reduzidas. O
crescimento da produção da agricultura é reduzido no México, Argentina, EUA e ROW. Os preços
de mercado da agricultura são menores para o México, UE e ROW.
Observa-se ainda que o mundo ganha 0,87% nas quantidades exportadas (US$ 56 bilhões).
Há também ganho de bem estar para o mundo; a variação equivalente aumenta em US$ 2,9 bilhões.
5.2 Cenário 2: Simulação da Zona de Livre Comércio das Américas, e seus efeitos em algumas
cadeias produtivas.
Nesse cenário foram avaliados os impactos da formação da Alca nas cadeias produtivas de
óleos, açúcar, sucos, carne e couro. Os resultados dessa simulação são mostrados na tabela 4.
9
Tabela 4. Eliminação de tarifas e impactos na Economia dos principais países da ALCA.
VARIAÇÃO
BAL. COM (milhões $)
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
USA
222,530
-1540,940
258,530
-894,250
-412,410
2842,650
-273,550
-313,930
4186,660
-3630,230
MEX
12,070
-113,220
-18,330
58,420
454,320
-1153,860
36,230
-97,860
1182,830
-336,460
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
4,14
9,93
53,54
13,86
36,99
19,22
-0,89
2,33
-1,34
24,25
72,01
42,98
46,55
20,25
9,65
-0,68
2,37
-2,20
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
17,30
4,56
76,12
13,89
7,92
3,56
0,33
1,64
0,99
22,93
12,63
10,59
27,77
75,32
5,06
9,70
1,07
1,36
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
-0,09
2,08
-16,47
-0,03
2,02
1,33
-0,11
0,14
-0,04
-1,22
1,76
2,90
2,66
-5,00
1,80
-0,12
0,82
-0,16
Terra
Maõ-Obra não especializada.
Maõ-Obra especializada
Capital
Recursos Naturais
-0,01
0,31
0,30
0,30
-0,52
-6,39
0,37
0,57
0,66
-0,39
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
0,09
-0,08
-2,39
-0,08
0,02
-0,14
0,09
0,18
0,26
-1,23
-9,49
-0,77
-2,14
-1,38
-1,21
0,34
0,07
0,46
0,25
-0,58
0,51
-0,50
-0,39
-0,30
0,03
-0,23
-0,26
0,02
0,09
-0,08
-2,39
-0,08
0,02
-0,14
0,09
0,18
0,26
4641,330
0,23
0,10
0,12
-0,73
-0,07
-0,04
-0,20
0,02
0,05
-0,15
-1,38
-1,23
-9,49
-0,77
-2,14
-1,38
-1,21
0,34
0,07
0,46
390,960
-0,07
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
PREÇO EXPORTADOS (pxw) %
Agricultura
Oleos
Açucar
Sucos
Carne
Couro
Outros Primarios
Manufaturados
Serviços
VAR. EQUIVAL (milhões $)
VARIAÇÃO GDP (%)
CAN
-47,390
408,790
36,840
99,270
614,880
-939,910
-51,630
-34,220
-120,110
-61,300
BRA
693,400
235,800
-39,180
192,380
48,720
-116,910
1332,940
-36,460
-723,860
-200,040
ARG
384,300
-159,820
-270,130
25,770
-13,760
48,420
21,220
-37,880
1787,320
-1016,840
VAR QUANT EXPORT (qxw) %
9,65
6,97
-3,69
0,37
11,76
-9,98
11,30
115,42
43,22
18,05
34,22
4,19
5,11
22,65
5,71
69,75
-2,50
13,56
2,56
-0,08
-2,54
36,73
0,17
94,25
-1,16
-0,13
-17,47
VAR QUANT IMPORT (qiw) %
10,43
5,05
24,30
11,94
11,25
27,15
8,01
2,74
60,90
20,10
16,34
34,91
23,52
119,16
33,97
52,00
2,98
63,60
1,53
0,38
16,01
21,83
0,10
31,38
0,79
0,15
10,41
CRESC.PROD (qo) em %
0,25
0,39
-1,55
-0,52
1,56
-4,31
2,08
50,45
1,21
0,13
3,91
-0,28
0,11
-5,76
0,01
13,25
-2,85
0,40
-0,38
0,04
-0,73
-0,45
0,04
1,37
-0,02
-0,04
-0,49
PREÇO FATORES (pm) %
1,67
0,32
1,27
0,62
0,00
5,84
0,61
-0,01
5,79
0,63
0,01
5,86
-1,67
0,47
0,72
PREÇO PRODUTOS (pm) %
0,49
-0,06
4,29
0,18
-0,42
4,28
0,16
-0,03
5,13
-0,03
-0,98
4,88
0,29
-1,25
4,93
-0,33
-0,53
3,87
-0,22
0,01
4,61
-0,55
-0,09
3,29
0,25
-0,07
5,37
PREÇO IMPORTADOS (piw) %
2,14
0,14
0,61
0,73
-0,13
-0,70
-0,44
-0,08
0,13
1,63
-0,12
-0,06
2,80
0,04
0,49
1,73
-0,21
-0,32
0,69
-0,09
0,00
0,44
0,05
-0,24
-0,14
-0,16
-0,11
0,29
-1,25
4,93
0,49
-0,06
4,29
0,18
-0,42
4,28
0,16
-0,03
5,13
-0,03
-0,98
4,88
0,29
-1,25
4,93
-0,33
-0,53
3,87
-0,22
0,01
4,61
-0,55
-0,09
3,29
0,25
-0,07
5,37
2269,610
53,090
1977,510
0,00
-0,26
4,83
URY
4,000
-21,960
1,270
-17,070
-14,920
49,170
19,130
-23,450
200,780
-188,950
CHL
142,310
22,760
-9,860
-25,380
251,340
7,830
16,300
-119,920
136,540
-137,300
RAL
486,900
479,690
-187,780
644,140
214,910
-329,420
536,530
-24,900
127,000
-973,270
UE
-682,360
288,310
105,550
6,490
-426,430
-260,960
-224,730
409,320
-4918,490
4338,600
ROW
-1215,750
89,800
140,630
-164,230
-797,410
-240,850
-1353,440
317,160
-3413,490
4206,080
-1,24
23,40
3,85
18,69
7,16
23,91
-1,07
45,75
-13,00
6,98
24,93
1,38
12,98
48,51
105,63
2,41
17,17
-3,03
10,99
5,35
32,20
13,57
12,92
108,21
0,18
24,08
-3,18
0,13
0,70
0,16
-0,92
-0,53
-1,11
0,21
-0,36
0,74
-0,49
0,76
-4,79
-2,10
-2,10
-3,35
0,16
-0,34
0,75
23,54
14,86
45,81
30,75
55,20
26,32
11,91
13,38
6,95
24,35
3,43
16,26
17,91
13,88
9,61
10,58
9,49
2,05
21,52
11,82
11,84
18,17
21,65
31,70
3,43
10,52
3,04
-0,43
-0,71
-0,19
-0,07
-0,07
-0,22
-0,14
-0,15
-0,34
-0,65
-0,79
-0,48
-0,18
-0,31
-0,50
-0,11
-0,19
-0,35
-0,66
2,77
-6,20
-0,78
2,00
10,08
-1,01
5,61
-1,31
0,71
-0,43
-3,79
3,16
0,38
5,70
-0,56
1,09
-0,52
0,91
-2,90
9,57
1,14
-1,34
13,94
-0,13
0,36
-0,45
0,08
0,28
0,03
-0,17
-0,09
-0,63
0,05
-0,15
0,04
-0,01
0,45
-0,40
-0,22
-0,17
-1,62
0,06
-0,07
0,03
3,16
5,93
5,37
5,41
0,04
5,31
1,83
1,48
1,70
-1,42
5,87
1,95
1,64
1,93
1,02
-0,04
-0,36
-0,34
-0,34
0,04
-0,46
-0,35
-0,34
-0,35
0,05
3,80
2,11
4,17
3,61
3,96
0,24
3,80
1,80
4,12
1,60
-1,71
1,02
0,38
0,82
-0,77
0,26
-0,35
0,96
1,70
-1,62
0,82
-0,52
0,82
-0,73
0,49
-0,30
0,79
-0,30
-0,30
-0,31
-0,30
-0,31
-0,32
-0,25
-0,32
-0,33
-0,35
-0,25
-0,32
-0,30
-0,34
-0,32
-0,24
-0,31
-0,33
1,26
2,70
0,44
2,46
0,93
1,21
0,39
0,38
-0,12
3,96
3,80
2,11
4,17
3,61
3,96
0,24
3,80
1,80
4,12
99,150
3,03
1,56
2,09
1,66
0,80
3,14
-0,16
2,06
0,00
-0,15
0,82
1,60
-1,71
1,02
0,38
0,82
-0,77
0,26
-0,35
0,96
-47,470
-0,16
0,54
0,75
0,14
-0,05
0,14
-0,26
0,29
-0,07
-0,13
0,82
1,70
-1,62
0,82
-0,52
0,82
-0,73
0,49
-0,30
0,79
849,710
-0,13
-0,06
0,14
-0,18
-0,26
-0,23
-0,29
-0,21
-0,27
-0,15
-0,31
-0,30
-0,30
-0,31
-0,30
-0,31
-0,32
-0,25
-0,32
-0,33
-2399,730
-0,34
-0,04
0,31
-0,11
-0,23
-0,22
-0,27
-0,21
-0,24
-0,14
-0,34
-0,35
-0,25
-0,32
-0,30
-0,34
-0,32
-0,24
-0,31
-0,33
-3375,690
-0,34
A eliminação das tarifas coloca o Brasil em posição superior no que se refere à balança
comercial para outros produtos da agricultura. Há aumento na balança comercial para o açúcar,
sucos e couro e esta apresenta redução para óleos, carne, outros primários, manufaturados e
serviços. Isso pode ser explicado pela tarifas altas encontradas nesse país. Para os Estados Unidos,
10
há um efeito negativo na balança comercial para a agricultura, açúcar, sucos, couro, outros
primários e serviços. A tarifa dos Estados Unidos para açúcar é elevada em 53%. No Brasil essa
tarifa é de 19%. Os EUA têm ganhos em óleos, carne, e manufaturados. Argentina apresenta ganho
discreto em açúcar, carne, couro e manufaturados. Para a UE e ROW há redução na balança
comercial e queda na balança para sucos, carne, couro e manufaturados.
Observa-se variação positiva na quantidade exportada no Brasil em todas as cadeias
consideradas. As quantidades importadas também apresentam acréscimos após o choque. Em
relação aos Estados Unidos, são observados aumentos nas quantidades importadas e exportadas de
todos os produtos considerados. Aumentos expressivos são observados na quantidade importada de
açúcar. Apenas para outros primários e serviços há pequeno decréscimo na quantidade exportada.
Observa-se que para o açúcar o Canadá apresenta uma variação bastante expressiva na quantidade
exportada, com grandes aumentos também na sua produção interna. Chile e RAL aumentam muito
a quantidade exportada de couro.
Observa-se aumento na produção agrícola do Brasil para os produtos como açúcar, sucos,
carne, couro, enquanto que para os Estados Unidos há decréscimo de produção em açúcar e sucos,
sendo que os demais produtos considerados aqui tem sua produção aumentada
Os preços dos produtos no Brasil são reduzidos para sucos, couro, enquanto óleos e carnes o
aumento em geral é pouco significativo.
Preços de fatores de produção apresentam-se aviltados para terra, mão de obra e capital no
Brasil e Estados Unidos. Esse último tem pequena variação negativa no preço da terra.
Preço de produtos importados no Brasil aumentou à exceção do açúcar. Os produtos
exportados que apresentaram maior aumento foram sucos e couro.
Neste cenário, observa-se efeito negativo em termos de bem-estar para Chile, EU e ROW,
enquanto para todos os demais países analisados há melhoria de bem-estar.
5.3 Cenário 3: Eliminação total das tarifas de importação e aumento de 10% na produtividade da
terra no Brasil.
A tabela 5 mostra o impacto do acréscimo de 10% na produtividade da terra ao mesmo
tempo em que são eliminadas as tarifas entre os países membros. Nesse cenário são comparadas as
mudanças ocorridas no Cenário 1 após alteração na produtividade da terra no Brasil.
Tabela 5. Impacto do aumento de 10% da produtividade da terra aliado à eliminação de tarifas entre
países membros da ALCA.
VARIAÇÃO
BAL. COM (milhões $)
Agricultura
Outros Primarios
USA
257,840
-1211,640
-225,900
MEX
-67,300
-531,950
-144,210
CAN
-134,290
368,990
-80,450
BRA
697,360
1178,110
-53,230
11
ARG
419,370
-187,610
-89,520
URY
2,800
-39,830
-12,220
CHL
150,450
-4,350
-107,740
RAL
398,620
-232,280
353,130
UE
-575,570
186,610
393,210
ROW
-1149,290
186,900
2,670
VARIAÇÃO
Manuf. Agicolas
Manufaturados
Serviços
VAR. EQUIVAL (milhões $)
VARIAÇÃO GDP (%)
USA
2605,960
2751,750
-3662,330
4714,040
0,23
MEX
-682,020
1575,690
-284,810
60,140
-0,18
CAN
-1129,490
736,380
-29,720
-360,300
-0,30
BRA
1611,980
-1526,400
-513,110
3445,990
0,36
ARG
-878,250
2632,130
-1057,380
1973,530
5,00
URY
206,810
34,820
-186,780
121,730
3,02
CHL
537,390
-135,220
-139,630
-58,680
-0,09
RAL
5810,390
-4358,730
-1173,880
1114,320
0,11
UE
-2326,620
-3244,640
4415,860
-2327,080
-0,36
ROW
-6275,500
464,770
4471,870
-4245,880
-0,38
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
5,06
-0,76
20,09
1,43
-1,35
24,61
-0,98
9,47
3,11
-1,85
6,38
-0,18
6,82
0,60
-0,08
24,65
1,78
23,93
35,04
-3,14
-3,69
-4,52
-0,84
106,92
-18,12
-4,71
-4,53
24,86
52,77
-12,81
5,29
2,42
24,15
13,16
-3,12
6,01
1,59
57,03
3,63
-4,09
-0,17
0,14
-0,87
-0,26
0,76
-0,63
0,10
-1,99
-0,08
0,80
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
17,07
0,36
7,43
1,18
1,00
33,60
9,75
18,73
1,01
1,15
5,32
0,49
15,16
-0,04
0,08
4,60
1,47
23,30
21,83
1,82
25,99
18,02
45,81
29,50
10,83
30,41
5,78
34,79
9,92
6,93
26,77
9,63
14,88
8,21
2,04
27,32
-1,35
30,14
7,18
3,43
-0,38
-0,10
-0,13
-0,14
-0,34
-0,85
-0,04
-0,30
-0,18
-0,38
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
-0,13
-0,18
0,54
0,08
-0,04
-1,22
-0,14
-0,10
1,20
-0,16
0,70
-0,02
-0,65
0,40
-0,08
2,16
-0,81
1,35
-0,91
-0,05
-1,34
-0,68
-1,00
2,55
-0,49
-0,12
0,01
4,00
3,36
-1,18
1,00
-0,72
2,62
0,27
-0,52
1,36
-0,61
5,87
-4,11
-0,56
-0,09
0,03
-0,24
-0,10
0,04
-0,09
0,04
-0,36
0,02
0,03
Terra
Maõ-Obra não especializada.
Maõ-Obra especializada
Capital
Recursos Naturais
-0,46
0,31
0,30
0,30
-1,01
-6,46
0,32
0,48
0,55
-0,62
3,60
-0,03
-0,03
-0,03
0,19
-22,63
1,31
1,30
1,40
-3,39
-1,86
6,12
6,16
6,11
1,22
4,97
5,77
5,21
5,28
5,35
7,79
1,92
1,51
1,72
-2,21
10,53
2,19
1,74
2,22
-2,19
-0,80
-0,37
-0,35
-0,35
-0,16
-0,90
-0,37
-0,35
-0,36
-0,10
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
0,06
-0,01
0,02
0,19
0,26
-1,27
0,21
-1,16
0,06
0,36
0,17
-0,09
-0,55
-0,07
-0,08
-2,52
-0,12
-0,46
-0,33
0,84
3,90
4,87
4,58
3,11
5,60
4,13
4,36
2,76
1,42
4,05
2,08
0,16
0,52
-0,57
0,99
2,78
-0,04
0,19
-0,28
1,06
-0,37
-0,29
-0,33
-0,33
-0,34
-0,46
-0,28
-0,36
-0,33
-0,35
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
0,33
-0,11
-0,34
-0,23
-0,26
0,07
-0,06
0,01
0,05
-0,15
0,13
-0,18
-0,10
0,06
-0,16
2,09
0,61
1,30
0,41
-0,14
0,19
-0,12
-0,11
-0,19
-0,10
-0,02
0,22
0,97
0,42
-0,12
1,48
2,06
0,67
0,01
-0,15
0,52
-0,02
0,09
-0,07
-0,13
-0,21
-0,26
-0,29
-0,28
-0,15
-0,14
-0,25
-0,26
-0,25
-0,14
Agricultura
Outros Primarios
Manuf. Agricolas
Manufaturados
Serviços
0,06
-0,01
0,02
0,19
0,26
-1,27
0,21
-1,16
0,06
0,36
0,17
-0,09
-0,55
-0,07
-0,08
-2,52
-0,12
-0,46
-0,33
0,84
3,90
4,87
4,58
3,11
5,60
4,13
4,36
2,76
1,42
4,05
2,08
0,16
0,52
-0,57
0,99
2,78
-0,04
0,19
-0,28
1,06
-0,37
-0,29
-0,33
-0,33
-0,34
-0,46
-0,28
-0,36
-0,33
-0,35
O acréscimo de 10% na produtividade da terra no Brasil aliada à eliminação de tarifas
quando comparado ao Cenário 1, proporciona ao Brasil ganhos adicionais de US$ 975 milhões na
agricultura, apesar da balança comercial apresentar perdas de US$ 42 milhões. Observam-se
perdas em outros primários, manufaturados e serviços que superam os ganhos na agricultura,
pecuária e manufaturados agrícolas. Os EUA, por outro lado, apresentam perdas na agricultura,
outros primários e manufaturados agrícolas após o choque. Para a Argentina há perdas na balança
comercial em todos os segmentos da economia, com exceção ao de manufaturados. Para o Canadá
há um efeito negativo na Balança comercial na agricultura e nos manufaturados agrícolas.
Há variação positiva nas quantidades exportadas pelo Brasil na agricultura e em
manufaturados agrícolas. Nesses dois setores houve redução de importação. Nos demais setores as
quantidades importadas aumentam. Para os Estados Unidos, aumentam as quantidades importadas
em todos os setores, enquanto a quantidade exportada é reduzida no setor agrícola e no de
manufaturados agrícolas.
Os preços de produtos de importação e de exportação no Brasil são reduzidos na agricultura
e em manufaturados agrícolas e aumentam em todos os demais setores.
A produção agropecuária e de manufaturados agrícolas no Brasil apresenta acréscimos. Nos
EUA observa-se queda de produção no setor agropecuário e em manufaturados agrícolas.
Argentina reduz a produção na agricultura e em serviços.
Com a redução das tarifas e aumento de produtividade da terra no Brasil houve variação
positiva no PIB. Para os EUA não houve variação enquanto nos demais países analisados houve
queda no PIB.
12
Os preços de mercado de produtos agrícolas e de manufaturados agrícolas apresentam-se
menores no Brasil, e em todos os países aqui analisados (EUA, México, Argentina, Uruguai, Chile,
resto da América Latina, UE, e resto do mundo).
Preços dos fatores de produção no Brasil foram reduzidos para terra no Brasil e nos demais
países.
Houve acréscimo na variação equivalente no Brasil, EUA, UE e no resto do Mundo. Para os
demais países, houve redução na variação equivalente após o aumento de produtividade da terra no
Brasil aliada a ao choque nas tarifas.
6. Conclusão
A análise quantitativa dos efeitos das negociações da Área de Livre comércio das Américas
no presente estudo foi importante para identificar a extensão e profundidade das reduções nos
níveis de proteção concedidos pelos países membros e as possibilidades dos produtores domésticos
tirarem proveito destas reduções.
Observa-se nas simulações realizadas que é evidente o ganho para o Brasil no que concerne
à balança comercial para a agricultura e manufaturados agrícolas quando se eliminam as tarifas
entre os países membros. Enquanto existem perdas para os Estados Unidos na balança comercial
para a agricultura e em outros primários. Além disso, neste país a balança comercial apresenta uma
variação positiva para manufaturados agrícolas e não agrícolas.
O Brasil apresenta ganhos para açúcar, sucos e couro, e redução na balança comercial para
as cadeias de óleos, carnes, outros primários e manufaturados. Observa-se que a produção aumenta
para os produtos açúcar, sucos, carne e couro. Para os EUA há, redução na produção de açúcar e
sucos. Desta forma, a simulação de aumento na produtividade proporcionou ainda mais ganhos
adicionais na balança comercial.
O maior impacto negativo para os USA foi em relação ao açúcar, daí a insistência deste em
negociar a ALCA sem esse produto. Impactos positivos significativos foram observados para a
carne em relação a este país ao zerar as tarifas. Houve grande melhoria na balança comercial.
Considerando o Mercosul, os efeitos sobre o fluxo de comércio foram significativos e
positivos para açúcar, sucos, carne e couro tanto para o Brasil, como para a Argentina e o Uruguai.
O cenário de eliminação de tarifas favoreceu também o indicador de bem-estar desses países. A
variação equivalente foi positiva para os países do Mercosul.
Portanto, conclui-se que há vantagens para os países do Mercosul com a criação dessa área
de livre comércio. Existe a necessidade do estabelecimento de estratégias que permitam
negociações objetivando acordos mais favoráveis.
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Download

Impactos das negociações da Área de Livre Comércio das