UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS-MG
RENATO VIEIRA ARCHANJO
ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE OS INDICADORES DE LIQUIDEZ E
PRAZOS MÉDIOS E A GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL
VARGINHA/MG
2014
RENATO VIEIRA ARCHANJO
ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE OS INDICADORES DE LIQUIDEZ E
PRAZOS MÉDIOS E A GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL
Monografia apresentada como parte dos
requisitos para conclusão da graduação
em Ciências Econômicas com Ênfase em
Controladoria pela Universidade Federal
de Alfenas.
Orientador: Prof. Marçal Serafim
Candido
VARGINHA/MG
2014
RENATO VIEIRA ARCHANJO
ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE OS INDICADORES DE LIQUIDEZ E
PRAZOS MÉDIOS E A GERAÇÃO DE CAIXA OPERACIONAL
A banca examinadora abaixo-assinada
aprova o trabalho de conclusão de curso
apresentado como parte dos requisitos
para obtenção do título de Bacharel em
Ciências Econômicas com Ênfase em
Controladoria pelo Instituto de Ciências
Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Alfenas – Campus Varginha
RESUMO
A contabilidade enquanto geradora de informações utiliza a análise das demonstrações
para produzir informações como auxílio na tomada de decisão. O presente trabalho teve
como objetivo geral analisar a relação entre os indicadores de liquidez e prazos médios
e a geração de caixa operacional. Para o desenvolvimento desta pesquisa foram
utilizados os dados publicados pela empresa petroleira Petróleo do Brasil – Petrobras –
do período de 2006 a 2010. Em seguida foram feitos as apurações na Demonstração do
Fluxo de Caixa, fazendo as análises, horizontal; vertical; de liquidez; ciclo financeiro;
análises da influência dos indicadores de liquidez e de atividade na geração de caixa
operacional. Como resultado deste trabalho, através das análises e testes estatísticos
confirmou que há influência dos indicadores de liquidez e de atividade na geração de
caixa operacional. Em específico na empresa Petrobras, os índices com maior influência
foi à liquidez geral e prazo médio de fornecedores.
Palavras-Chave: Caixa Operacional. Demonstração de fluxo de caixa. Indicadores de
liquidez e de atividade.
Lista de Ilustrações
Tabela 1 -
Demonstração do fluxo de Caixa – Petrobras – 2006, 2007,
2008, 2009 e 2010.........................................................................
30
Tabela 2 -
Análise horizontal – Petrobras .....................................................
31
Tabela 3 -
Análise vertical – Petrobras........................................................... 34
Tabela 4-
Índice de liquidez e análise horizontal – Petrobras ......................
Tabela 5 -
Ciclo financeiro e análise horizontal ............................................ 40
Tabela 6 -
Tabela 6 - Estatística descritiva.....................................................
43
Tabela 7 -
Correlação – Petrobras..................................................................
44
38
LISTA DE ABREVEATURAS
AH
AV
CEMIG
CPC
CVM
CVRD
DFC
DMPL
DRA
DRE
FCO
IASB
IBRACON
ISE
LC
LG.
LS
MPE
PMF
PMRV
PMRE
PETROBRAS
SPSS
Análise Horizontal
Análise Vertical
Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A
Comitê de Pronunciamentos Contábeis
Comissão de Valores Mobiliários
Companhia Vale do Rio Doce
Demonstração do Fluxo de Caixa
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Demonstração do Resultado Abrangente
Demonstração do Resultado do Exercício
Fluxo de caixa operacional
International Accounting Standards Board
Instituto Brasileiro de Contadores
Índice de Sustentabilidade Empresarial
Liquidez Corrente
Liquidez Geral
Liquidez Seca
Micro e Pequena Empresa
Prazo Médio Fornecedores
Prazo Médio de Recebimento de Vendas
Prazo Médio de Rotação de Estoque
Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras
statistical package for social sciences
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO...................................................................................................8
2
REFERENCIAL TEÓRICO..............................................................................9
2.1
Origem da Contabilidade.......................................................................................9
2.2
A contabilidade no Brasil......................................................................................9
2.3
Contabilidade e o Profissional Contábil.............................................................10
2.4
Demonstrações Contábeis...................................................................................11
2.4.1 Balanço Patrimonial...........................................................................................12
2.4.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado
Abrangente (DRA)..........................................................................................................13
2.4.3 Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)...........................................................14
2.5
Análise de Balanços............................................................................................16
2.6
Índices.................................................................................................................19
2.6.1 Índices de atividade (prazos médios)................................................................ .20
2.6.1.1 Prazo médio de recebimento de vendas – PMRV............................................... 20
2.6.1.2 Prazo médio de pagamento de contas..............................................................21
2.6.1.3 Prazo médio de renovação de estoques.......................................................... 21
2.6.1.4 Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro................................................................ 21
2.7
Indices de Liquidez............................................................................................22
2.7.1
Liquidez imediata............................................................................................ . 23
2.7.2
Liquidez Corrente............................................................................................ .23
2.7.3
Liquidez Seca................................................................................................... .24
2.7.4
Liquidez Geral.................................................................................................. .24
2.8
Capital de Giro ou Capital Circulante............................................................... 24
3.
METODOLOGIA............................................................................................26
3.1
Enquadramento metodológico...........................................................................27
3.1.1
Classificação quando aos objetivos.................................................................. .27
3.1.2
Classificação quanto à forma de abordagem do problema................................27
3.2
Procedimentos para coleta de dados..................................................................27
3.3
Caracterização da amostra.................................................................................28
3.4
Seleção das Variáveis........................................................................................ 28
3.5
Correlação..........................................................................................................28
4.
RESULTADO E ANÁLISE DE RESULTADOS.............................................29
4.1
Análise Horizontal.............................................................................................30
4.2
Análise Vertical..................................................................................................33
4.3
Análises da Liquidez..........................................................................................37
4.3.1
Liquidez geral....................................................................................................38
4.3.2
Liquidez Corrente..............................................................................................39
4.3.3
Liquidez Seca.................................................................................................. . 39
4.4
Ciclo Financeiro............................................................................................... 40
4.4.1
Prazo médio de estoques.................................................................................. 40
4.4.2
Prazo médio de fornecedores e Prazo médio de recebimento.......................... 41
4.4.3
Ciclo Financeiro e Ciclo Operacional.............................................................. 42
4.5
Análises da influencia dos indicadores de liquidez e de atividade na geração de
caixa operacional.............................................................................................................42
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................45
REFERÊNCIAS..............................................................................................................47
1 INTRODUÇÃO
Em um mundo globalizado os negócios se encontram todos entrelaçados, e com
as crises econômicas das últimas décadas, pode-se notar a fragilidade das empresas que
eram consideradas sólida. As crises deixaram em evidencia a importância de uma
instituição ter a contabilidade bem estruturada, quebrando o estima de “guarda-livros”
para se tornar uma das peças de maior importância dentro da organização.
A contabilidade vem evoluindo com o passar do tempo e apresenta hoje um meio
essencial para qualquer organização que almeja o sucesso. Através de um sistema
contábil sério, poderá conseguir que os resultados econômicos tendam ao satisfatório,
ou seja, que alcance o lucro. Para alcançar o lucro é necessário que esteja atento as
informações que possa ser geradas, pois auxiliará a administração a tomar suas decisões
através das informações.
Adicionalmente as empresas exerçam de maneira segura as praticas contábil,
usa-se às normas contábeis, um conjunto de regras e procedimentos de conduta que
devem ser seguidas, no Brasil estas normas são encontradas no Comitê de
Pronunciamentos Contábeis – CPC. Ciente das normas, as organizações conseguirão
realizar com maior êxito as suas transações de compras, vendas, produção, comprimento
de prazos entre outras.
Uma das maneiras de se conseguir de forma segura estas informações é através
das análises das demonstrações contábeis. Lá poderá encontrar de forma clara tudo que
é necessário para tomar a melhor decisão e garantir que os investimentos de curto e
longo prazo tenham bons resultados.
Contudo, destaca-se a contabilidade utiliza o regime de competência para
registrar todas as transações quando da sua realização, independente se ocorreu o
pagamento, o recebimento ou não. Gerando com isso o resultado econômico com o
confronto das receitas e despesas.
Quando os prazos forem atendidos e houver o recebimento ou pagamento, serão
registrados no regime de caixa. Neste regime as receitas e despesas serão registradas
quando entrar ou sair recursos financeiros no caixa da instituição.
Como o cotidiano de uma empresa é formado por prazos, cria-se um intervalo
entre recebimento e o pagamento, formando um período de tempo entre o lucro e caixa.
Ao examinar o lucro líquido, que é formado pela venda menos os custos e despesas,
pode-se notar ao analisar estas duas contas que elas podem influênciar o fluxo de caixa
8
operacional, conta que indica o dinheiro recebido ou desembolsado pela empresa.
Portanto o problema a ser investigado neste estudo é: qual a relação entre os
indicadores de liquidez e prazos medios e a geração de caixa operacional?
Assim, o presente estudo tem como objetivo geral analisar a relação entre os
indicadores de liquidez e prazos medios e a geração de caixa operacional.
Para isso, têm-se como objetivos específicos:

evidenciar a geração dos indicadores de liquidez e prazos medios
em caixa operacional;

analisar a influência dos indicadores de liquidez e de atividade na
geração de caixa.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Origem da Contabilidade
A contabilidade segundo algumas teorias, surge junto com a civilização, havendo
a necessidade de medir à riqueza acumulada pelo homem. No início vinha como um
instrumento para a medição do rebanho, para saber se havia perca ou ganho do rebanho
de uma estação climática do ano para outra estação, para fazer esta contagem utilizavase no início materiais simples, como pedrinhas. Ao se fazer esta contagem com as
pedrinhas estava aplicada o inventário como dizem os contadores de hoje (PORTAL DA
CONTABILIDADE, 2009).
A história da contabilidade pode ser divida por períodos, o primeiro foi à
contabilidade do mundo antigo marcado por Leonardo Pisano autor do livro Líber Abaci
escrito em 1202, o segundo período foi à contabilidade do mundo medieval em que Frei
Luca Pacioli que firmou o método das partidas dobradas, o terceiro período foi à
contabilidade do mundo moderno recebendo características científica a partir de obras
de importantes escritores como Francesco Villa e por fim a contabilidade do período
científico que começa em 1840 e segue ate os dias atuais (PORTAL DA
CONTABILIDADE, 2009).
2.2 A contabilidade no Brasil
No Brasil a contabilidade surge com a primeira regulamentação em 1770, onde a
profissão era conhecida como os guarda-livros, quem a exercia teria que se cadastrar na
junta comercial. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, a profissão teve
9
maior destaque, pois com aumento da arrecadação e dos gastos públicos viu-se
necessário maior fiscalização. Com isso foi criado o Erário Régio ou o Tesouro
Nacional e Público, com o Banco do Brasil.
A profissão de contador era muito valorizada somente em países do primeiro
mundo, já no Brasil até a década de 60 os contadores ainda eram conhecidos como os
guarda-livros. A partir da década de 70, que ficou conhecido pelo milagre econômico, o
contador perdeu o título de guarda-livros e viu a profissão ganhar sua ascensão, onde se
criou um excelente campo de trabalho.
A contabilidade Brasileira vem se destacando mundialmente pela sua legislação.
As entidades que mais se destaca na área contábil no Brasil tem sido o Conselho Federal
de Contabilidade (CFC), o Instituto Brasileiro de Contadores (IBRACON) e a Comissão
de Valores Mobiliários (CVM), sendo eles que dão as melhores contribuições.
com a introdução da Lei nº 11.638/07, que provocou alterações
profundas na Lei das Sociedades por Ações, e com a Lei nº 11.941/08,
que definitivamente desatrelou a autoridade da ligação da
contabilidade com as normas tributarias (cada uma tem sua via própria
agora), com a criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos
Contábeis e uma série de outras ações, tem-se agora inicio de uma
nova era, sob a égide das normas internacionais de contabilidade
emanadas do International Accounting Standards Board (IASB).
(IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2009, p.10)
Com a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os órgãos
reguladores contábeis brasileiros aprovam os documentos que são mantidos pelo CPC, e
os tornam obrigatórios em seus respectivos âmbitos. Com isso o Brasil converte todas
as suas normas contábeis para as normas contábeis do IASB.
2.3 Informação Contábil
O desenvolvimento contábil esta ligado ao capitalismo, em que viu necessário
analisar com mais detalhes e mensurar os ganhos e as perdas. Com o desenvolvimento
econômico a contabilidade se tornou um instrumento indispensável.
A contabilidade é o grande instrumento que auxilia a Alta
Administração a tomar decisões. Na verdade ela coleta todos os dados
econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e
sumarizando-os em forma de relatórios que contribuem sobremaneira
para a tomada de decisão. (IUDÍCIBUS; MARION; FARIA, 2009,
p.22)
1
10
A contabilidade é utilizada por agentes que estão interessados em planejar,
controlar e tomar decisões. Tornando-se de grande interesse de gerentes para saber
analisar o passado e o presente para garantir o futuro do empreendimento. Os
investidores que através de relatórios contábeis ficam cientes se a empresa que estão
investindo é lucrativa. Os fornecedores e bancos que analisaram a confiabilidade. O
governo que apresenta grande interesse nestas informações, pois é através das
informações contábeis poderá mensurar o quanto tributar e arrecadar de impostos e
entre outras áreas que também necessitam deste instrumento.
2.4 Demonstrações Contábeis
De acordo com o Pronunciamento Técnico 26 – Apresentação da Demonstração
Contábil – vem para auxiliar na tomada de decisões, apresentando a saúde financeira e
patrimonial, do desempenho e fluxo de caixa de uma entidade financeira. E para
apresentar estas informações se subdivide em:

Ativos;

Passivos;

Patrimônio líquido;

Receitas e despesas;

Alteração no capital próprio;

Fluxos de caixa.
Ao elaborar uma demonstração contábil, ela informará se a entidade terá a
capacidade de continuar atuando no futuro. O relatório apresentará com clareza todas às
incertezas para a sua continuidade e terá de ser apresentado pelo menos anualmente.
Quando apresentado a demonstração, será em regime de comparação,
apresentando no mínimo dois balanços, que apresentará um balanço do passado e um do
período corrente. Fazendo isso facilita na tomada de decisão, pois pode se ter a previsão
nas contas da entidade.
Para elaboração das demonstrações contábeis é utilizado o regime de
competência, as receitas e despesas deverão ser contabilizadas, no período, em que foi
gerada, não levando em conta o recebimento.
1
11
A demonstração deve conter claramente e para melhor compreensão as seguintes
notas:
(a) o nome da entidade às quais as demonstrações contábeis dizem
respeito ou outro meio que permita sua identificação, bem como
qualquer alteração que possa ter ocorrido nessa identificação desde o
término do período anterior;
(b) se as demonstrações contábeis se referem a uma entidade
individual ou a um grupo de entidades;
(c) a data de encerramento do período de reporte ou o período coberto
pelo conjunto de demonstrações contábeis ou notas explicativas;
(d) a moeda de apresentação, tal como definido no Pronunciamento
Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e
Conversão de Demonstrações Contábeis; e
(e) o nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas
demonstrações contábeis.
(CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis-pág.16)
2.4.1 Balanço Patrimonial
O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinado a evidenciar a saúde
financeira e economia ao término do exercício. Sua estrutura é formada por duas
colunas; na coluna a esquerdo encontra-se o ativo e na coluna a direita encontra-se
passivo e o patrimônio líquido. Ao término do balanço os resultados de ambas as
colonas deverá chegar a um resultado semelhante, com isso demonstrará que o balanço
é consistente.
O grupo do ativo é subdividido em dois novos grupos. O primeiro é o ativo
circulante, que entra todos os bens e direitos que podem ser transformados em dinheiro
a curto prazo, como por exemplo: banco conta movimento, caixa, duplicatas a receber,
entre outras.
(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou
consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade;
(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;
(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço;
ou
(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no
Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de
Caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se
encontre vedada durante, pelo menos, doze meses após a data do
balanço.
(CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis-pág. 20)
1
12
O segundo grupo de contas é apresentado o ativo não circulante, são as
atividades da empresa que irá se transformar em dinheiro a longo prazo, a um período
superior a um ano, tem se como exemplos desta conta os empréstimos a controladas,
contas a receber a longo prazo. E por fim os ativos com menor grau de liquidez,
necessário para a realização das atividades da empresa.
Já o grupo do passivo irá se subdividir em: passivo circulante e passivo não
circulante. O passivo circulante será o primeiro item a ser analisado, estarão presentes
aqui todas as obrigações que a empresa irá pagar no curto prazo, como fornecedores,
salários e encargos a pagar, empréstimos, entre outras obrigações.
(a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da
entidade;
(b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
(c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do
balanço; ou
(d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do
passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Os
termos de um passivo que podem, à opção da contraparte, resultar na
sua liquidação por meio da emissão de instrumentos patrimoniais não
devem afetar a sua classificação.
(CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis-pág. 21)
O grupo de contas a ser analisado do passivo é o não circulante, nele é
encontrado as obrigações com terceiros que será liquidada a longo prazo, ao término do
exercício social seguinte.
O patrimônio líquido, são as aplicações de recursos na empresa, se divide em
capital social, reserva de capital, lucros ou prejuízos acumulados, entre outros itens.
Portanto, o Balanço Patrimonial representará o passado que ajudara a projetar o
futuro da empresa que está sendo avaliado.
2.4.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do
Resultado Abrangente (DRA)
A demonstração do resultado do exercício demonstra todas as receitas, despesas,
ganhos e perdas em um período, normalmente de doze meses, e será feito de forma
simples definindo o lucro ou prejuízo do período. É elaborada simultaneamente com o
balanço patrimonial, um complementando o outro.
Com o pronunciamento técnico CPC 26 ficou decidido que devem ser aplicadas
duas demonstrações, a do resultado do exercício e a do resultado abrangente. A entidade
1
13
deverá apresentar todos os dados, receitas e despesas, dentro do período normal,
fazendo assim a Demonstração do Resultado do Exercício. As demais variações que
ocorre no patrimônio líquido serão apresentadas na Demonstração do Resultado
Abrangente.
O resultado abrangente é a mutação que ocorre no patrimônio líquido
durante um período que resulta de transações e outros eventos que não
derivados de transações com os sócios na sua qualidade de
proprietário
(IUDÍCIBUS, MARTINS, GELBCKE E SANTOS, 2010, p. 4).
O lucro ou prejuízo líquido é apurado na DRE, que será adicionado ao
patrimônio líquido da empresa, o lucro encontrado já estará com a dedução de todas as
despesas, esta parcela representa o que será repartido entre os acionistas.
2.4.3 Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
Demonstração do Fluxo de Caixa representa a entrada e saída de dinheiro dentro
da entidade, em um determinado período de tempo, com isso mostra as condições da
entidade em gerar caixa e ajuda quando for necessário utilizar os fluxos de caixa.
Muitas empresas ainda desprezam esta maneira de demonstração, no Brasil somente
tornou obrigatório no ano de 2008 à elaboração de tais relatórios.
Alguns estudos realizados contribuem para o entendimento sobre a DFC, como
Braga e Marques (2001), que estudou a alteração que ocorreu na legislação societária,
que substituiu as demonstrações das origens e aplicações de recursos pela demonstração
do fluxo de caixa, que analisou a viabilidade pelos relatórios publicados por duas
empresas, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e Centrais Elétricas de Minas Gerais
S/A (CEMIG), para os exercícios de 1997, 1998 e 1999.
No estudo realizado, destaca que a DFC como as demais demonstrações, podem
servir como base de cálculo para indicadores financeiros, através de quatro índices,
colocados por eles, que são:
O primeiro índice é de cobertura de juros com caixa quando comparada ao
padrão do setor, a medida indica a capacidade relativa do negócio em atender os
compromissos financeiros. O segundo índice terá os indicadores de qualidade do
resultado que mede a proporção das receitas de vendas convertidas em dinheiro no
exercício pelos recebimentos e cobranças de clientes. A terceira categoria indicará os
dispêndios de capital que sinaliza a habilidade do negócio em atender suas necessidades
1
14
por dispêndios líquidos de capital (aquisições menos alienações), sendo calculado como
fluxos de caixa operacionais retidos divididos pelos ativos produtivos (imobilizado).
A DFC é apresentada em três subdivisões: fluxo de caixa das entidades
operacionais, das atividades de investimentos e das atividades de financiamentos.
Os usuários das demonstrações contábeis de uma entidade estão
interessados em saber como a entidade gera e utiliza caixa e
equivalentes de caixa. Esse é o ponto, independentemente da natureza
das atividades da entidade, e ainda que o caixa seja considerado como
produto da entidade, como pode ser o caso de instituição financeira.
As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas
razões, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades
geradoras de receita. Elas precisam de caixa para levar a efeito suas
operações, pagar suas obrigações e proporcionar um retorno para seus
investidores….
(CPC 03-Demonstração do Fluxo de Caixa, p.3)
Com isso, o indicador que foi apresentado no artigo de Braga e Margues (2001)
terá sempre o intuído melhorar a geração de caixa para a empresa envolvida, como foi
destacado no CPC 03, a geração de caixa é a peça mais importante para que ocorram as
suas operações.
Ao ampliar o conceito ou classificar este conceito, criam-se os equivalentes de
caixa, classificará o dinheiro que estaria em uma conta, separada sem rendimento. Será
classificado como equivalentes de caixa, todo investimento de curto prazo e com nível
alto de liquidez, sendo utilizados para atender os compromissos de curto prazo. Assim
“são investimentos de altíssima liquidez, prontamente conversíveis em uma quantia
liquida conhecida de dinheiro e que apresentam risco insignificante de alteração de
valor”. (IUDÍCIBUS, MARTINS, GELBCKE E SANTOS, 2010, p.568).
Segundo Ferreira (2005), seguindo as normas baseadas na Financial Accounting
Standards Board (FASB), as demonstrações dos fluxos de caixa, podem ser
classificadas em três grupos

Fluxo das atividades operacionais: que englobam as atividades ligadas à
produção e à entrega de bens e serviços, além das transações não
definidas como atividades de investimento e financiamento. Tendo a
capacidade de fazer novos investimentos sem precisar utilizar de capital
de terceiros.
1
15

Fluxos das atividades de investimentos: estão relacionados à aquisição e
vende de ativos de longo prazo, nesta atividade dará remuneração a
recursos que estariam ociosos ou a especulação.

Fluxos das atividades de financiamentos: esta atividade está relacionada
a empréstimos e financiamentos obtidos e a recursos captados perante
investidores da companhia.
Quando se prepara o fluxo de caixa que é proveniente das atividades
operacionais, podemos usar de dois métodos para se elaborar a DFC, pelo método direto
ou indireto.
O método direto demonstra de maneira direta as entradas e saídas do dinheiro,
mostrando a sua origem e onde foi aplicado, como o recebimento de uma venda e as
quitações de suas obrigações. No método indireto as atividades operacionais serão feitas
com base no capital de giro da entidade, juntando o lucro e com o caixa gerado pelas
operações.
Podendo a entidade escolher em qual das duas usar, não sendo obrigatório o uso
de uma ou outra, o método indireto é mais utilizado pela sua facilidade na compreensão,
e quando se utiliza o método direto é exigida da empresa “a conciliação entre o lucro
líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais”. (IUDÍCIBUS,
MARTINS, GELBCKE E SANTOS, 2010, p.575).
Como apresentado na conclusão do artigo de Braga e Marques (2001), que as
empresas brasileiras não possuem a tradição de se publicar as suas DFC, acredita-se que
isso poderá ser mudado com a nova legislação societária.
Portanto a Demonstração do Fluxo de Caixa constitui como parte essencial
dentro da empresa, possibilitando o empresário a antecipar suas decisões.
2.5 Análise de Balanços
Análise de balanço pode ser entendido como “a arte de saber extrair relações
úteis, para o objetivo econômico que tivemos em mente, dos relatórios contábeis
tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso” (IUDÍCIBUS,2009,
p.5).
A análise pode ser considerada uma arte por não ser precisa, em que duas ou
mais pessoas usando de mesmas técnicas podem chegar a conclusões parecidas,
dificilmente serão iguais.
1
16
O objetivo da análise financeira é “meditação sobre os Demonstrativos
Contábeis, objetivando uma avaliação da situação da empresa em seus aspectos
operacionais, econômicos, patrimoniais e financeiros (PADOVESE, 2004, p.215). As
demonstrações financeiras de uma instituição nos fornecerão dados, que não provocará
reação a quem foi apresentado. Para aplicar uma análise devemos transformar estes
dados extraídos em informações, que quando apresentados provocará uma reação ou
uma decisão, quanto maior o número de informações que se consegue extraírem, melhor
será a análise.
O trabalho de um analista de balanço começa quando termina o do contador, a
preocupação de um contador é basicamente nos registros das operações, já de um
analista irá se preocupar com as demonstrações financeiras, para transformá-las em
informações. Fazendo esta transformação, e produzindo a maior quantidade de
informações de qualidade, poderá dar um diagnóstico mais preciso sobre a saúde da
entidade analisada, e assim podendo tomar decisões mais precisas.
Ao se produzir a análise, diferentemente de uma demonstração que é carregada
de termos técnicos, a linguagem de uma análise de balanço “são relatórios escritos em
linguagem corrente.” (MATARAZZO, 2010, p.5). A linguagem apresentada deve ser de
fácil compreensão, em qualquer pessoa que a ler, possa entender e compreender as
informações nelas contidas. E possuindo uma função secundária de traduzir as
informações contidas nas demonstrações contábeis.
Para melhor compreensão sobre a análise, alguns estudos foram realizados como
o de Barbosa (2010), que estudou sobre as diversas formas de análise financeira,
visando esclarecer os métodos de análise, para as micros e pequenas empresas, para que
possam tomar decisões com o mínimo risco e máxima eficiência.
De acordo com o autor apresenta o uso de análise financeira para as pequenas
empresas, é um recurso essencial para sua sobrevivência, já que está em um mercado de
ampla concorrência, que eficiência e a eficácia das decisões determinam o sucesso ou
fracasso das empresas. Segundo Matarazzo (2010), quando produzido um relatório, nele
podem-se encontrar diversas informações, entre elas:

Situação financeira.

Situação econômica.

Desempenho.
1
17

Eficiência na utilização dos recursos.

Pontos fortes e fracos.

Tendências e perspectivas.

Quadro evolutivo.

Adequações das fontes às aplicações de recursos.

Causas das alterações na situação financeira.

Causas das alterações de rentabilidade.

Evidencias de erros da administração.

Providencias que deveriam ser tomadas e não foram.

Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras.
Para Matarazzo (2010), uma análise para ser elaborada tem que seguir
uma sequência de quatro etapas:

1° extraem-se índices das demonstrações financeiras;

2° comparam-se os índices com os padrões;

3° ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusões;

4° Tomam-se decisões.
Quando feitas e seguidas estas etapas, dificilmente a análise ficará prejudicada.
Em toda análise de balanço tem que se observar atentamente se estas etapas foram
seguidas.
No estudo realizado por Barbosa (2010) sobre as micros e pequenas empresas no
Brasil, identifica que o problema delas. É que, muitas vezes, desconhecem sua própria
capacidade financeira, ou suas disponibilidades, ou não sabendo lidar com o caixa e até
mesmo os estoques, onde estas empresas perdem ou deixa passar informações úteis a
elas. E se isso acontece, leva a empresa a perda de recursos.
A análise pode ser realizada através dos índices, estes índices vêm ganhando
cada vez mais importância, pelo auto grau de eficiência, visando analisar a situação
econômica e financeira da empresa, sendo a técnica de análise mais utilizada. Com a
utilidade desta técnica pode se chegar a uma avaliação do todo na empresa, o que é de
extrema importância nas decisões de crédito. Segundo Padoveze (2004) existem quatro
ferramentas básicas para a análise de balanço:
1
18

Análise vertical: se compõe da análise de participação percentual
ou de estrutura dos elementos dos demonstrativos contábeis. Condicionando usar 100% nas contas quando for fazer as análises, ficando mais claro a compreensão.

Análise horizontal: tem como objetivo analisar o crescimento ou a
variação. Mostra a evolução das contas em relação às demonstrações anteriores.

Indicadores econômico-financeiros: compreende a geração de um
painel básico de indicadores para complementar as análises vertical e horizontal.

Avaliação final: é um relatório sumariando as conclusões obtidas
na análise dos Demonstrações Contábeis.
Barbosa (2010) chega à conclusão em seu estudo, que em um cenário competitivo, exige respostas rápidas e a análise entra como peça fundamental neste cenário,
através das decisões empresariais refletindo nos resultados da empresa e seu impacto no
caixa. Constatando que análise das demonstrações, mesmo com todos os benefícios que
traz a empresa, ainda é pouco utilizado como instrumento de planejamento e orçamento
nas empresas.
Portanto quando se prepara uma Análise de Balanço deve-se lembrar que:
é uma arte, pois não existe um roteiro padronizado que leve sempre às
mesmas conclusões, dentro das mesmas
circunstâncias.
Adicionalmente, a análise de balanços, pela sua natureza financeira,
apresenta limitações, as quais serão sempre lembradas. (IUDÍCIBUS,
2009, p.6).
2.6 Índices
Segundo Matarazzo (2010, p.81)
Índice é a relação entre contas ou grupo de contas das Demonstrações
Financeiras, que visa evidenciar determinado aspecto da situação
econômica ou financeira de uma empresa.
Os índices têm como objetivo tratar sobre a situação financeira ou econômica,
podendo assim montar avaliações a respeito de uma empresa e fornecer um sinal de
alerta aos administradores. Ir-se-á abordar dois índices: Índices de atividade (prazos
médios) e Índice de Liquidez.
1
19
2.6.1 Índices de atividade (prazos médios)
Os índices de atividade têm como objetivo analisar o grau de liquidez nas contas
da empresa. Mostrando o tempo que receberá suas vendas, pagar suas contas e renovar
os estoques. Sempre sendo consultado para as políticas de crédito e cobrança.
Quando estudado estes indicadores, tem-se a clara noção da rotação do capital
dentro da organização, de quando foi investido e quanto será recuperado. Estes
indicadores de prazos médios deverão ser analisados conjuntamente e não
separadamente.
A conjugação dos três índices de prazo médios leva à análise dos
ciclos operacionais e de caixa, elementos fundamentais para a
determinação de estratégias empresariais, tanto comerciais quanto
financeiras, geralmente vitais para a determinação de estratégias
empresariais, tanto comerciais quanto financeiras, geralmente vitais
para a determinação do fracasso ou sucesso de uma empresa.
(MATARAZZO,2010, p. 260)
Os três índices de prazos médios são: prazo médio de recebimento de vendas,
prazo médio de pagamento de compras e prazo médio de renovação de estoques.
2.6.1.1 Prazo médio de recebimento de vendas
É o tempo que a empresa levará para receber os produtos vendidos, até o
ingresso do recurso derivado da venda. Importante ressaltar que “o volume de
investimentos em duplicatas a receber é determinado pelo prazo médio de recebimento
de vendas”. (MATARAZZO,2010, p.261). Para a empresa é vantajoso que o
recebimento das vendas sejam efetuados no menor tempo possível.
Praticando este tipo de ação, a organização assume riscos, pois esta concedendo
um crédito a terceiros, sua política de crédito tem que ser muito bem estruturada, porque
esta assumindo um risco de uma venda a vista não existir. Encontrará vantagens com
este método, pois o escoamento das mercadorias será mais fácil.
Os elementos que compões a fórmula de PMRV são três: vendas, duplicatas a
receber e prazo médio de recebimento de vendas.
2.6.1.2 Prazo médio de pagamento de contas
2
20
Medirá o tempo que a empresa tem para saldar suas contas ou duplicatas.
Estando relacionado diretamente ao crédito. Segundo Matarazzo (2010), esta teoria é
análoga a teoria do prazo médio de vendas. Sua fórmula compõe por três itens: prazo
médio de pagamentos de compras, saldo de fornecedores do balanço e compras.
2.6.1.3 Prazo médio de renovação de estoques
É o prazo que o produto ficará estocado na empresa, ou seja, é o tempo de sua
produção até sua venda. Quando menor for o número de dias que este produto ficar em
estoque melhor para a firma. Segundo Ribeiro (1999), ao se fazer a estocagem tem se
atentar aos custos de capitais, custo de instalação e o risco de se ter o estoque.
Mesmo parecendo que o prazo médio de renovação de estoques seja
teoricamente parecido com as anteriores, tem se que atentar com as duplicas, pois antes
eram a pagar ou a receber decorrentes de vendas ou compras, agora é relacionado às
vendas futuras.
2.6.1.4 Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro
Ao se tratar de índices de prazos médios, deve se destacar a inter-relação entre
eles, como já havia sido citado, estes índices serão eficientes quando todos são
trabalhados conjuntamente.
O ciclo operacional é a soma do prazo médio de renovação de estoque com
prazo médio de recebimento de vendas, mostrando o tempo entre a compra e o
recebimento. Este ciclo representa o prazo de investimento, uma forma de conceder um
financiamento quando se fez a compra.
Segundo Matarazzo (2010), o ciclo financeiro representará o tempo que a
empresa pagará os fornecedores e o tempo que receberá suas vendas. Este período que a
empresa analisará se precisará ou não de financiamentos extra para completar ou fechar
o ciclo operacional. Quanto maior for o ciclo financeiro, pior para a empresa, pois
mostra a necessidade de obter financiamentos complementares, gerando assim maior
custo.
O ciclo financeiro também conhecido como ciclo de caixa, é importante dentro
da empresa, pois retratará a necessidade de capital de giro.
2.7 Índices de Liquidez
2
21
Através dos índices de liquidez consegue analisar a capacidade com que a
empresa tem de saldar suas obrigações, relacionará os bens e direitos da firma com as
obrigações, fazendo assim uma simples divisão. Para se fazer os cálculos destes índices,
os dados são retirados do balanço patrimonial. Os principais índices de liquidez são:
liquidez imediata, liquidez corrente, liquidez seca e liquidez geral.
Alguns estudos realizados contribuem para o entendimento sobre os índices,
como de Aquegawa e Souza (2008), que estudou as empresas que sofreram e que não
sofreram com a crise de 2008, crise esta que teve impactos mundiais, para a sua
amostragem, buscou-se empresas constituintes do Índice de Sustentabilidade
Empresarial (ISE).
Os pesquisadores destacam o ponto onde para eles cominou a crise de 2008,
tomando à proporção que tomou, devido ao fato das organizações estarem preparadas
para a sustentabilidade de longo prazo, sendo que se deve preocupar com o curto prazo,
que é tão importante quanto o longo prazo. Pois as atitudes tomadas hoje influenciarão o
futuro, esta foi uma das causas da crise, pois uma levaria a outra. Com isso destaca-se
no artigo que,
índices de liquidez que podem servir de termômetro na qualificação
do mencionado curto e longo prazo de empresas. Pois em termos
gerais, liquidez é fator essencial para se vencer crises e permanecer no
mercado com planos sustentáveis. Se antes empresas com altos
Índices de Liquidez eram criticadas por ociosidade de capital ou
subutilização do mesmo (conservadorismo ou má gestão), durante o
estouro da “crise de 2008” elas se tornaram mais valorizadas por
transmitir maior segurança ao investidor. (AQUEGAWA; SOUZA,
2010. pag.3)
Ao se fazer um estudo com 25 empresas que foi agrupada em conformidade de
classificação setorial da BOVESPA, pode se chegar à conclusão que:
Portanto, quando considerado o portfólio ISE, apesar de resultados
animadores pelo comportamento dos Índices de Liquidez Geral,
Circulante e Seca, pode-se dizer que a carteira sofreu diretamente e/ou
indiretamente os efeitos da Crise de 2008, tendo em vista a
combinação de resultados conceitualmente “negativos” no Índice de
Liquidez Imediata e, principalmente, no Ciclo Financeiro. Entretanto,
apesar da exposição à Crise de 2008, é possível observar que os
impactos da mesma são minimizados no portfólio ISE em relação aos
resultados isolados por setor, dado à proporção (ponderação) das
2
22
empresas afetadas e não afetadas diretamente e/ou indiretamente pela
Crise de 2008. (AQUEGAWA; SOUZA, 2010. p.15).
Portanto temos que os índices de liquidez são de extrema importância para a
decisão de uma empresa, para que esteja preparada para crises inesperadas, como foi de
2008, não somente crises deste porte a empresa tem que estar preparada, mas para todo
evento que venha a atingir a solidez de uma empresa. Com isso os índices de liquidez
podem servir como ferramenta de ajuda para as organizações.
2.7.1 Liquidez imediata
Este índice representa “o valor de quanto dispomos imediatamente para saldar
nossas dívidas de curto prazo.” (IUDÍCIBUS,2009, p.93). Nele se exclui os estoques e
contas e valores a receber, por não possuir liquidez imediata. Para se calcular:
LIQUIDEZ IMEDIATA: DISPONÍVEL / PASSIVO CIRCULANTE
O disponível representará tudo que está com liquidez imediata, como caixa,
saldos bancários. No dominador encontra o passivo circulante, nele esta contida as
obrigações de curto prazo da firma.
2.7.2 Liquidez Corrente
O índice medirá “quantos reais dispomos, imediatamente disponíveis e
conversíveis em curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo.”
(IUDÍCIBUS,2009, p.94). Neste indicador encontra o estoque, podendo gerar a queda
da validade como um indicador de liquidez, pois o prazo de recebimento das suas
vendas a prazo pode ser grande. Para se calcular:
LIQUIDEZ CORRENTE: ATIVO CIRCULANTE / PASSIVO CIRCULANTE
No numerador que se encontra o ativo circulante; terá todos os direitos a curto
prazo, como caixa, banco, estoques e cliente; no denominador onde se encontra o
passivo circulante, localizará as dívidas de curto prazo, como empréstimos,
fornecedores e impostos.
2.7.3 Liquidez Seca
2
23
A liquidez seca, de acordo com Silva (2006, p.314) “indica quanto à empresa
possui em disponibilidades, aplicações financeiras a curto prazo e duplicatas a receber,
para fazer face a seu passivo circulante”. É muito semelhante à liquidez corrente, mas
neste excluirá o estoque, que representa um indicador de incerteza. O resultado deste indicador sempre será menor que o da liquidez corrente. Para se calcular:
LIQUIDEZ SECA: ATIVO CIRCULANTE – ESTOQUES / PASSIVO CIRCULANTE
2.7.4 Liquidez Geral
O índice serve para “detectar a saúde financeira (no que se refere à liquidez) de
longo prazo do empreendimento.” (IUDÍCIBUS,2009 p.96). Este índice leva em
consideração os ativos, passivos, direitos e obrigações de longo prazo. Acarretando
queda de utilidade, por usar dados de longo prazo. Para se calcular:
LIQUIDEZ GERAL: ATIVO CIRCULANTE + REALIZÁVEL A LONGO
PRAZO / PASSIVO CIRCULANTE + EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
2.8 Capital de Giro ou Capital Circulante
Segundo Padoveze (2004) capital de giro vem da divisão circular do processo
operacional de geração de lucros: comprar estoques, produzir, vender e receber, voltar a
comprar estoques, produzir e vender/receber.
Estas contas entram no grupo do ativo circulante que “constitui-se no grupo de
maior liquidez que se apresenta no ativo da empresa, afetando e sendo afetado,
significativamente, por suas atividades operacionais.” (ASSAF NETO, 2010, p.142).
Assim, compõe este ativo toda aquela conta que terá sua conversibilidade em um
período muito curto.
Em relação a estas contas, é definido pela legislação que “a duração dos
elementos do circulante não deve superar o período de um ano ou no máximo o prazo de
duração do ciclo operacional da empresa, se este se apresentar mais longo que o
exercício social.” (ASSAF NETO, 2010, p.141)
Ao se referir ao capital de giro “se refere aos recursos alocados (captados) pela
empresa, e identificados no passivo, observou-se que os mesmos apresentam duas
origens: próprias (patrimônio líquido) e não próprias (exigibilidade perante terceiros).”
2
24
(ASSAF NETO, 2010. p.142). Portanto a empresa terá duas fontes de financiamento
quando necessitar, a primeira será dos recursos próprios, que é de origem dos
proprietários, a segunda fonte de financiamento será de terceiros, sendo eles financiados
a prazos curtos ou de longo prazo. O capital de giro apresenta três características
segundo Metha (1978, p.11)

Curta Duração: os prazos de conversão destes ativos não superarão o
ciclo operacional.

Rápida transformação e inter-relação: representa transformação rápida
do ativo circulante em novo ativo circulante, notando uma inter-relação.
O caixa será usado para compras de estoques, e estes estoques ao ser
utilizados produzirão novamente caixa quando posto a venda a vista, a
prazo ou por duplicatas. Este ciclo demonstrará o ciclo financeiro.

Formas de ativos e sincronização dos níveis de atividade: em uma
empresa possui três atividades básicas: produção, vendas e recebimento.
Se elas funcionassem de forma perfeita e sincronizada não era
necessário investimento em capital de giro. Isso na realidade não ocorre,
colocando a incerteza e a não sincronização como elementos constantes
na vida das empresas, a necessidade de uma gestão que seja capaz de
administrar isso.
Para ressaltar a importância do capital de giro, coloca-se como exemplo um
estudo realizado por Neitzke, Oliveira, Quintana, Jacques (2011) que estudaram a
mortalidade da Micro e Pequena Empresa – MPE, ressaltando a necessidade das
informações econômicas – financeira, para a tomada de decisão. “Visto a relevância das
MPE’s, este estudo faz-se necessário para mostrar como se dá o processo de utilização
de ferramentas gerenciais pelas MPE’s, apontando-se sistematicamente as implicações
decorrentes na gestão de capital de giro” (NEITZKE; OLIVEIRA; QUINTANA;
JACQUES. 2011, p.2).
Neste artigo relata a importância das micros e pequenas empresas para a
economia, na geração de emprego e quando abastece o setor de serviços das cidades. O
texto relata sobre as falências das micro e pequenas empresas, ressalta que as
dificuldades de se aplicar uma boa gestão do capital de giro, é que:
2
25
a evidenciação de informações é feita tão somente para o uso interno,
acarretando na gestão deficitária do capital de giro, o que, em última
instância, pode vir a resultar no fechamento da empresa (NEITZKE;
OLIVEIRA; QUINTANA; JACQUES. 2011, p 3).
O estudo chegou à conclusão, que dentre as empresas analisadas foi possível
identificar a utilização de ferramentas empresariais. Portanto,
gestão deficiente do negócio e a falta de planejamento são fatores
condicionantes da mortalidade das empresas e, com efeito, dos dados
avaliados, conclui-se que a não utilização de ferramentas gerenciais
resulta em administração do capital de giro, o que poderá vir a resultar
em dificuldades financeiras. (NEITZKE; OLIVEIRA; QUINTANA;
JACQUES. 2011, p.6)
Considerando todo análise sobre o capital de giro, a administração sobre este
recurso “corresponde basicamente ao monitoramento completo do ciclo operacional
padrão ou ideal e do impacto financeiro que a magnitude do ciclo provoca nas
necessidades dos recursos empresariais” (PADOVEZE.2004, p.201). Possuindo
importante papel para o sucesso da organização, colocando assim ao gestor se informe e
tome conhecimento desta prática de alta liquidez.
3. METODOLOGIA
Segundo Richardson (1999, p.22)
Método é o caminho ou maneira para chegar a determinado fim ou
objetivo, distinguindo-se assim, do conceito de metodologia, que
deriva do grego méthodos(caminho para chegar a um objetivo) +
logos (conhecimento). Assim, a metodologia são os procedimentos e
regras utilizadas por determinado método. Por exemplo, o método
científico é o caminho da ciência para chegar a um objetivo.
Deste modo os procedimentos descritos a baixo, serão utilizados para que o
objetivo do trabalho seja alcançado.
3.1 Enquadramento metodológico
3.1.1 Classificação quando aos objetivos
A pesquisa a ser realizada terá caráter descritivo, pois,
2
26
As pesquisas deste tido têm como objetivo primordial a descrição das
características de determinada população ou fenômeno ou o
estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos
que podem ser classificados sob este título e uma de suas
características mais significantes está na utilização de técnicas
padronizadas de coleta de dados. (GIL, 2010, p.28)
Portanto, se justifica a utilização deste meio de pesquisa para procurar descrever
os resultados, os fluxos de caixa das empresas e descrever os indicadores de liquidez e
de atividade.
3.1.2 Classificação quanto à forma de abordagem do problema
Será utilizado para abordar o problema, a pesquisa quantitativa, que é,
como o próprio nome indica, caracteriza-se pelo emprego da
quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto
no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde as mais
simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas,
como coeficiente de correlação, análise de regressão etc.
(RICHARDSON, 1999, p.70)
Optou-se por esta linha de pesquisa pelo fato de utilizar a análise quantitativa
para analisar a influência de um fenômeno sobre o outro, através de uma característica e
sobre um grupo específico.
3.2 Procedimentos para coleta de dados
Os dados serão coletados a princípio através de pesquisas bibliográficas, que é
“desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e
artigos científicos” (GIL, 2010, p.50). Nesta etapa as pesquisas bibliográficas são
referentes à elaboração do referencial teórico, primeiramente se fez um apanhado da
história contábil em âmbito geral e se descreveu as principais contas contábeis que serão
utilizadas ao longo da pesquisa.
Posteriormente utilizou-se da pesquisa documental que “vale-se de materiais que
não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de
acordo com os objetivos da pesquisa” (GIL, 2010, p.51). Neste estagio apurou os
relatórios contábeis da empresa analisada, através principalmente do site da entidade,
local onde se lança suas demonstrações e assim serão coletados os dados para análise.
3.3 Caracterização da amostra
2
27
Segundo Richardson (1999, p.158), definimos amostra como,
Cada unidade ou membro de uma população, ou universo, denominase elemento, e quando se torna certo número de elementos para
averiguar algo sobre a população a que pertencem, fale-se de amostra.
Define-se amostra, portanto, como qualquer subconjunto do conjunto
universal ou da população.
Portanto, nesta pesquisa analisará as demonstrações contábeis da empresa
petroleira brasileira Petrobras, na qual o governo federal brasileiro detém seu controle.
A escolha por esta instituição se deve pela importância no cenário tanto nacional quanto
mundial, aparecendo como uma das maiores empresas global e de mercado aberto, e
pelo respeito à transparência das suas contas, ganhando prêmios por esta postura.
Portanto será analisado o grupo de contas desta empresa.
3.4 Seleção das Variáveis
As variáveis a serem analisadas serão o Resultado do Exercício, o Caixa Líquido
Operacional, Liquidez Corrente (LC), Liquidez Geral (LG), Liquidez Seca (LS) Prazo
Médio de Rotação de Estoque (PMRE), Prazo Médio de Recebimento de Vendas
(PMRV), Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores (PMPF), Ciclo Financeiro e
Ciclo Operacional.
3.5 Correlação
Segundo Wonnacott e Wonnacott (1985), pode se definir correlação como,
O coeficiente de regressão simples b mostrou-se como variável Y se
relaciona com outra variável X (ou como podia ser predita a partir
dela). O coeficiente de correlação mostra-nos quão estritamente duas
variáveis estão relacionadas.
Usou correlação no presente trabalho para medir a influência dos indicadores de
liquidez e de atividade na geração de caixa operacional.
Fez-se o teste e significância dos coeficientes de regressão, ao método do
intervalo de confiança para o teste de hipóteses estatísticas. Em termos gerais,
um teste de significância é um procedimento em que os resultados
amostrais são usados para verificar a verdade ou a falsidade de uma
hipótese nula. A ideia fundamental por trás dos testes de significância
é a de um teste estatístico (estimulado) e a distribuição amostral dessa
estatística sob a hipótese nula. A decisão de aceitar ou rejeitar Ho é
2
28
tomada com base no valor do teste estatístico dos dados disponíveis.
(GUJARATI; POTER. 2011, p. 135)
4. RESULTADO E ANÁLISE DE RESULTADOS
Foram utilizados os dados publicados pela Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras –
em que apresentou relatórios anuais de suas demonstrações e conjuntamente as
Demonstrações do Fluxo de Caixa Completas, foram calculados e analisados o período
de 2006 a 2010.1
A Petrobras vem publicando anualmente seu relatório de sustentabilidade,
cobrindo o período de primeiro de janeiro a trinta e um de dezembro, sustentado por três
pilares de estratégia corporativa: crescimento, rentabilidade e responsabilidade social.
As demonstrações de fluxo de caixa segundo a Petrobras foram preparadas de acordo
com NPC20 emitida pelo IBRACON – Instituto de Auditores Independentes do Brasil.
Como parte integrante apresenta a análise financeira e demonstrações contábeis, nela se
encontra as DFCs, conforme a TABELA 1.
1
Segue em anexo a Demonstração do Fluxo de Caixa completo da empresa Petrobras do periodo
de 2006 a 2010.
2
29
Tabela 1-Demonstração do fluxo de Caixa Operacional – Petrobras 2010.(em milhões)
ANO
2006
Resultado do período (em milhões)
25919
(+) Ajuste
17740
Depreciação e amortização
9824
Variações cambiais e monetárias e encargos
financeiros sobre financiamentos e opera.
869
Participação dos acionistas não controladores
1593
Participação em Investimentos
Valor residual de bens baixados do ativo permanente
Resultado de participações em investimentos
relevantes
233
Variação cambial de ativo permanente
3057
Imposto de renda e contribuições diferidas
766
Variação de estoques
-2334
Variação de contas a receber
Variação de fornecedores
2470
Variação de Plano de Pensão e Saúde
2430
Variação de impostos, taxas e contribuições
Variação de outros ativos e passivos
Baixa de poços secos
Perda na recuperação de ativos
Outros Ajustes
-1168
(=) Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
43659
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013)
2007
21512
20385
10696
2008
32988
16964
11632
2009
28982
22856
14767
2010
35189
17682
14612
-1786
1743
4033
-2089
117
2752
14
692
-585
312
681
6803
477
-1430
874
84
4770
-1413
-193
603
1546
-3642
805
-3000
-360
1210
1052
623
-1188
1524
2658
-3339
2264
1144
1398
41897
49952
51838
1598
2791
5784
-851
-4422
542
1381
-3732
1124
2121
690
52871
Ao analisar esta demonstração, o primeiro dado a ser apurado é o Resultado do
Período, já deduzido os custos e despesas, fica demonstrado claramente que os
resultados oscilaram durante o período analisado de 2006 a 2010. Nota-se que o Caixa
Gerado pelas Atividades Operacionais, não teve esta mesma oscilação, tendo queda nos
anos de 2006 e 2007 e nos anos de 2007 a 2010 passou por um crescimento.
A seguir apresentam-se alguns índices que ajudará melhor a compreensão dos
dados.
4.1 Análise Horizontal
Apurando a tabela 1, pela análise horizontal, que é medida em termos de índices,
fazendo assim uma análise da evolução ano a ano. Possuindo a “finalidade evidenciar a
evolução dos itens da demonstração financeira ao longo dos anos” (RIBEIRO, 2001
pag.176).
3
30
Tabela 2-Análise horizontal – Petrobras
R$
Resultado do período
(+) Ajuste
Depreciação e amortização
Variações cambiais e monetárias e encargos sobre financ.
Participação dos acionistas não controladores
Participação em Investimentos
Valor residual de bens baixados do ativo permanente
Resultado de participações em investimentos relevantes
Variação cambial de ativo permanente
Imposto de renda e contribuições diferidas
Variação de estoques
Variação de contas a receber
Variação de fornecedores
Variação de Plano de Pensão e Saúde
Variação de impostos, taxas e contribuições
Variação de outros ativos e passivos
Baixa de poços secos
Perda na recuperação de ativos
Outros Ajustes
(=) Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013)
2007
AH
-17%
15%
9%
-306%
9%
2008
AH
53%
-17%
9%
-326%
-220%
2009
AH
-12%
35%
27%
-97%
-232%
192%
123%
-38%
-39%
28%
-90%
900%
-1%
-35%
15%
-62%
-45%
-83%
112%
87%
101%
-32%
-117%
619%
-72%
1128%
-55%
31%
-699%
49%
-57%
-142%
4%
-6%
-40%
2%
-4%
181%
19%
2010
AH
21%
-23%
-1%
-88%
-75%
2%
A análise do ano de 2006, não foi possível ser realizada pela falta de dados do
ano de 2005, pois para se fazer uma análise horizontal necessita dos dados do ano
anterior.
Análise começa a partir do ano de 2007. Neste ano o resultado do período teve
retração em relação ao ano anterior de 17%, retração esta que não foi acompanhado no
caixa gerado pelas atividades operacionais, que teve sua redução de 4%. Pela análise
horizontal, identificou-se, que quatro contas foram responsáveis por esta redução, foram
elas: variações cambiais, monetárias e encargos financeiros e operações de mútuo;
imposto de renda e contribuição diferidas; variação dos estoques e variação dos
fornecedores.
Dentre elas a que possui a maior representatividade, foi variações cambiais,
monetários e encargos financeiros sobre financiamento e operações de mútuo que teve
retração de 306%; em comparação ao ano anterior. Apesar da variação dos estoques
apresentarem saldo negativo, conseguiu-se reduzir seu saldo negativo em relação ao ano
de 2006.
Para que a queda das atividades operacionais não fosse tão acentuada como foi
na conta resultados, outras contas tiveram o papel de segurar esta perda. Como foi o
caso do resultado das participações em investimentos relevantes que teve alta em
3
31
comparação ao ano anterior de 192% e à variação cambial de ativo permanente, que
teve alta de 123%.
No ano de 2008 o resultado do período teve alta expressiva de 54%, comparando
com o período passado que foi negativo (-17%), mas o caixa gerado pelas atividades
operacionais com alta de 19%, não tão expressiva quando o resultado do período. Esta
alta foi impulsionada principalmente por duas contas, o imposto de renda e
contribuições diferidas que aumentou em 900%, sendo que no ano anterior esta mesma
conta teve um crescimento negativo.
Outra conta que colaborou para o crescimento foi variações cambiais,
monetários e encargos financeiros sobre financiamento e operações de mútuo; que saiu
de um saldo negativo no ano de 2007 e crescendo 326% seu saldo e tornando positivo
no ano de 2008. Este crescimento também foi impulsionado pela depreciação e
amortização (9%); e resultado de participações em investimentos relevantes (28%).
Esta alta só não pode ser maior, porque teve outras contas que retardaram este
aumento, entre elas estão: participação dos acionistas não controladas (220%) e os
outros ajustes que possuía um saldo negativo no ano de 2007 e este saldo negativo
cresceu em 181% no ano de 2008, estes dois itens foram as que apresentaram maior
representatividade.
No ano de 2009 comparado com o ano de 2008, teve grande retração, passando
para menos 12%, sendo que no ano de 2008 apresentou resultados positivos e
expressivos. Este ano diferentemente do que ocorreu no ano de 2007 que tanto o
resultado do exercício foi negativo e o caixa operacional também apresentou resultado
negativo, aqui o resultado operacional foi negativo, mas o caixa gerado pelas atividades
operacionais conseguiu apresentar um resultado positivo de 4%, mesmo sendo bem
abaixo do que ocorreu no ano anterior.
Esta pequena alta no caixa operacional deve-se algumas contas que
apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, entre estas contas as que tiveram
maior representatividade foi à variação de fornecedores (101%), baixa de poços secos
(49%) e participações dos acionistas não controladas que saiu de um saldo negativo e
apresentando um enorme crescimento de 232% entre outras contas que ajudaram a
consolidar esta alta.
A alta não pode ser mais expressiva, pois houve grandes contas que contribuíram
com a retração, são elas: variações cambiais e monetárias e encargos sobre
financiamento que reduziu em 97%; imposto de renda e contribuições diferidas em 83%
3
32
e contas que já possuíam saldos negativos em 2008 passando a alterar este saldo
negativo em 2009, como as variações nos estoques que aumento o saldo negativo em
112%, variação nas contas a receber em 87%. Isso beneficiou para que o ano não tivesse
um grande crescimento, se comparado com o resultado do período, que apresentou saldo
negativo, foi um bom resultado já que teve seu fechamento positivo.
O ano de 2010 em comparação ao ano de 2009, sua conta resultado do período,
apresentou um aumento de 21%, um aumento muito bom, pois o ano de 2009
comparado com o ano de 2008 apresentou um resultado negativo (-12%). Seu caixa
operacional comparado com dados do ano anterior teve um crescimento de apenas de
2%, com pouca representatividade, comparado com o crescimento de 2008 e 2009.
Este ano apresenta dados interessantes, com contas com expressiva alta e
expressiva baixa. Como a variação das contas a receber que teve crescimento negativo
em 1128%, esta conta que apresentou um saldo negativo no ano de 2009 reforçou este
saldo negativo no ano de 2010, outra conta que também apresentou grande baixa foi à
conta variação de impostos, taxas e contribuição que obteve queda de 699% em relação
ao ano anterior, onde em 2009 apresentava saldo positivo, passando por grande queda
em 2010. Mas outras contas apresentaram dados positivos, que contribuíram para este
aumento de 2%, como o imposto de renda e contribuições diferidas com aumento de
619%.
4.2 Análise Vertical
Apurou-se na tabela 3, pela análise vertical, que evidencia a participação de cada
elemento do conjunto. Segundo Ribeiro (2001), o calculo é realizado com o calculo
percentual de cada elemento ocupa em relação ao conjunto, o valor-base é igualado a
100, sendo os demais calculados em relação a ele.
3
33
Tabela 3 – Análise vertical – Petrobras (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010)
R$
Resultado do período
(+) Ajuste
Depreciação e amortização
Variações cambiais e monetárias e encargos
sobre financ.
Participação dos acionistas não controladores
Participação em Investimentos
Valor residual de bens baixados do ativo permanente
Resultado de participações em investimentos
relevantes
Variação cambial de ativo permanente
Imposto de renda e contribuições diferidas
Variação de estoques
Variação de contas a receber
Variação de fornecedores
Variação de Plano de Pensão e Saúde
Variação de impostos, taxas e contribuições
Variação de outros ativos e passivos
Baixa de poços secos
Perda na recuperação de ativos
Outros Ajustes
(=) Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
Fonte:
Petróleo
Brasileiro
2006
AV
2007
AV
2008
AV
2009
AV
2010
AH
41%
23%
49%
26%
34%
23%
44%
28%
33%
28%
2%
4%
-4%
4%
8%
-4%
0%
5%
0%
1%
-1%
1%
1%
7%
2%
-5%
2%
16%
1%
-3%
6%
6%
4%
7%
2%
0%
10%
-3%
0%
1%
3%
-7%
2%
-6%
-1%
2%
2%
1%
4%
2%
3%
100%
-3%
-3%
3%
5%
-7%
100%
100%
100%
S.A
–
Petrobras
11%
-2%
-8%
1%
3%
-7%
2%
4%
1%
100%
(2013 )
Os cálculos foram realizados, medindo a participação de cada conta em relação
ao caixa gelado pelas atividades operacionais.
Ao analisar os ajustes podemos notar que teve oscilação ao longo do período,
representando em 2006 um total de 41% sobre caixa gerado pelas atividades
operacionais, aumentando sua participação de 41% para 49% em 2007 e tendo retração
em 2008 passando para 34%, no ano de 2009 consegue aumentar novamente sua
participação para 44% e em 2010 tem se uma nova queda de sua participação passando
para 33%.
Observa se que a conta que mais contribui nestas participações é a depreciação e
amortização, em todo o período analisado foi a de maior representatividade, e seus
resultados também oscilaram combinado ao resultado do período. Esta conta no ano de
2006 contribuía com 23% passando no ano de 2007 a 26%, um aumento de 3% nas
participações, no ano de 2008 teve um decréscimo em sua participação passando para o
nível de 23%, voltando ao mesmo nível de 2006, no ano de 2009 ouve um acréscimo
3
34
nas participações passando a 28% e no ano de 2010 manteve constante o nível em 28%.
O que pode se notar que de 2008 a 2010 outras contas começarão a participar, contas
estas que não fazia parte nos anos de 2006 e 2007.
A conta variações cambiais, monetárias e encargos financeiros sobre
financiamento e operações de mútuo; no ano de 2006 apresentava participação de 2%
tendo um decréscimo brutal em 2007 indo para menos 4%, em 2008 apresentou grande
recuperação, saindo do negativo e subindo ao nível de 8%, já no ano de 2009 teve queda
e não chegou a representar 1% de participação, repetindo este mesmo fato no ano de
2010.
Ao apurar a participação dos acionistas nas não controladas, temos que em 2006
representava 4%, mantendo o mesmo nível em 2007, em 2008 passa por queda brutal
indo para menos 4%, em 2009 se recupera chegando ao nível de 5%, sendo o maior
nível de participação entre os anos analisados, no ano de 2010 tem-se uma nova retração
da participação marcando 1%, uma queda de 4%.
Participação em investimentos que registraram dados somente no ano de 2010,
sua participação neste ano foi negativa de 1% e no período de 2006 a 2009 não
apresentou nenhum registro. O fato repete-se com a conta valores residuais de bens
baixados do ativo permanente, que somente registrou participação no ano de 2010 no
nível de 1%.
Ao analisar a conta resultado de participações em investimentos relevantes, no
ano de 2006 sua participação é de 1%, com uma alta foi para 2% no ano de 2007,
mantendo este índice em 2008, no ano de 2009 teve uma retração, que seu nível não
conseguiu alcançar 1% nas participações. No ano de 2010 não notou registro de
participação.
O item variação cambial de ativo permanente, sua participação demonstra
grande representatividade no período de 2006 e 2007, tinha seu nível de participação de
7%, passando por uma grande alta em 2007, ficando em 16%, uma alta expressiva de
9%. No período de 2008 a 2010, já não foi constado nenhum registro referente a esta
conta.
A conta participação do imposto de renda e contribuições diferidas, no ano de
2006 tinha sua participação em 2%, tendo um leve declínio em 2007 quando atingiu 1%,
sofrendo uma alta no ano de 2008, quando atingiu o nível de 10%, um aumento de um
período ao pelo outro de 9%, a conta sofre uma brutal queda no ano de 2009, quando
decrescem 8% e vai para o nível de 2%, voltando ao nível de 2006, no ano de 2010 a
3
35
conta se recupera e volta ater outro grande aumento, aonde o nível de participação
chega a 11%, um aumento de 9% nestas participações.
O item variação nos estoques apresentou em todo o período analisado, de 2006 a
2010, resultados negativos. Em 2006 representava -5% de participação, onde sua
participação negativa tem uma melhora em 2007 chegando ao nível de -3%, em 2008
manteve o nível de 2007, mas esta tendência não foi seguida em 2009 quando tem uma
perda e vai a -6%, no ano de 2010 consegue ter grande melhora nesta conta, quando o
nível atinge -2%.
A variação de contas a receber apresentou dados a partir do ano de 2008, o nível
de participação no caixa gerado pela atividade operacional não consegue atingir 1%, em
2009 esta participação se torna negativa e atinge o nível de -1% e esta tendência se
mantém quando o nível reduz mais no ano de 2010 atingindo -8%, uma grande piora de
7% nesta conta.
Ao apurar a conta variação de fornecedores, no ano de 2006 representava 6% de
participação, passando por retração no ano de 2007, indo ao nível de 4%, e seguindo a
tendência em 2008, quando tem uma nova retração, passando a 1% a sua participação,
no ano de 2009 consegue-se ter ligeira alta atingindo os 2%, em 2010 volta novamente
ao nível de 1%.
O nível de participação da conta variação de plano de pensão e saúde
representava 6% no ano de 2006, e passa por ligeira alta em 2007 atingindo o nível de
7%, tendo grande queda em 2008 chegando a 3%, no ano de 2009 volta ater outra
ligeira queda e chega ao nível de 2%, em 2010 tem-se leve recuperação e atinge os 3%.
O item variação de impostos, taxas e contribuições; não apresentou nenhum
registro nos anos de 2006 e 2007. Em 2008 representa -7% sua participação, tendo
excelente recuperação em 2009, quando conseguiu atingir 1% sua participação, no ano
de 2010, tem se uma brutal queda e volta ao nível de -7%. Esta conta apresentou
oscilações muito significativas em apenas 3 períodos.
Variação de outros ativos e passivos, apresentou participação somente no ano de
2010, quando o nível de participação chegou a 2%.
O item baixa de poços secos teve seus registros somente de 2008 a 2010. No ano
de 2008 apresentava participação de 3% passada por pequena alta em 2009, quando
atinge 4%, e mantendo este nível em 2010.
Perda na recuperação de ativos foi outra conta que também teve sua participação
somente no período de 2008 a 2010. No ano de 2008 a participação atingia o nível de
3
36
5%, passando por queda em 2009 atingindo 2%, e seguindo a tendência em 2010,
quando teve novamente queda e marcou 1%.
O item outros ajustes apresentou sua participação em 2006 de -3%, mantendo
este mesmo nível em 2007, no ano de 2008 têm piora significativa marcando -7%, este
item veio a melhorar no ano de 2009, quando passou um crescimento excelente e
marcou 3%, já no ano de 2010 não teve nenhum registro referente à conta.
Quando analisado o nível de participação de cada conta, observa-se a influência
com o número total de contas que se apresentou em cada ano, nota-se que no período de
2008 a 2010, participaram-se mais contas do que nos outros dois anos.
O ano de 2008 e 2010 foram os anos que apresentaram os menores níveis de
participação entre o período analisado, avaliado pelo item ajuste, esta pequena
participação é justificada porque foram os anos que apresentaram mais contas negativas.
E em particular o ano de 2010, entre os itens analisados, apenas a depreciação e
amortização; e imposto de renda e contribuições diferidas que apresentaram um
resultado expressivo, e as demais, os índices tiveram poucos resultados positivos e
mesmo assim com baixo grau de participação e muitos resultados negativos e com grau
expressivas quedas.
O ano de 2007 apresentou maior nível de participação no período analisado, três
contas basicamente sustentaram esta alta, depreciação e amortização; variação cambial
de ativo permanente e variação de plano de pensão e saúde, elas tiveram aumentaram
expressivo, enquanto as demais oscilaram muito chegando ao negativo.
4.3 Análises de Liquidez
Este tópico analisará os índices de liquidez (geral, corrente e seca), seus
indicadores foram coletados na economatica. O período escolhido para análise é de
2006 a 2010, e os índices coletados neste período apresenta intervalos de três meses
3
37
Tabela 4- Índice de liquidez– Petrobras (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010).
Petrobras
ON PETR3
Ano
Consolidado
Meses
LIQUIDEZ
Liquidez
Geral
Liquidez
Corrente
Liquidez
Seca
Índice de liquidez
2006
2007
2008
2009
2010
31/12
12
31/12
12
31/12
12
31/12
12
31/12
12
0,8
0,7
0,6
0,6
0,7
1,4
1,1
1
1,3
1,9
1
1,5
1,1
0,8
0,7
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013)
4.3.1 Liquidez geral
Neste tópico são apresentados os resultados obtidos através dos índices de
liquidez geral apresentado na tabela 4.
De acordo com a tabela 4, a Petrobras vem apresentando índice de liquidez
decrescente. No ano de 2006 para cada R$1,00 disponível para cobrir os compromissos
de curto e longo prazo assumidos com terceiros, a empresa dispunha de 0,8 Portanto
este ano apresentou folga negativa, não conseguindo pagar a totalidade das dívidas
assumidas.
No ano de 2007, segue a tendência de 2006,ao apresentar índice de 0,7, fechando
o ano com folga negativa e novamente não consegue pagar a totalidade de suas dívidas.
No ano de 2008, também seguindo a tendência do ano anterior, não conseguindo saldas
com a totalidade das suas dívidas, quando fechou o ano com o índice de 0,6.
Em 2009 a exemplo do ano de 2008, também encerrou com índice negativo de
0,6. Demonstrando que foi mais um ano que a empresa Petrobras encerrou com folga
negativa, e assim não conseguindo saldar com suas dívidas na totalidade.
O ano de 2010, o último ano analisado não foi diferente dos outros anos
analisados, quando encerrou com o índice de 0,7, não conseguindo atingir o mínimo
necessário para conseguiu saldar com todas as suas dívidas.
A empresa apresentou em todos os períodos quocientes menor do que um,
demonstrando que a empresa encontra em situação de insolvência, podendo chegar à
conclusão que o capital de terceiros financiaram o ativo circulante e realizável a longo
prazo.
3
38
4.3.2 Liquidez Corrente
Neste tópico apuram-se os resultados obtidos no índice de liquidez corrente,
apresentado na tabela 4.
Verifica que no ano de 2006 para cada R$1,00 de dívidas de curto prazo a
Petrobras dispunha de uma folga 1,4; isso significa que a empresa no ano de 2006, tem
folga no capital de giro, e poderá saldar com tranquilidade suas dívidas de curto prazo.
No ano de 2007 este quociente seguiu a mesma tendência de 2006,
permanecendo positivo 1,1. Fechando o ano podendo saldar todas as suas dívidas de
curto prazo.
Em 2008, a variação foi menor quando apresentou o quociente de 1. Mesmo
assim neste ano a empresa consegue solvência para cobrir com todos os compromissos
de curto prazo.
No ano de 2009 apresentou quociente de 1,3, encerrando o ano com recuperação,
comparado o quociente do ano anterior, tendo solvência suficiente para saldar com suas
contas de curto prazo.
O ano de 2010 apresentou o melhor quociente de todos os anos analisados de
1,9, encerrando com disponibilidade suficiente para quitar com suas dívidas de curto
prazo.
Portanto, em todos os anos analisados a Petrobras conseguiu saldar suas dívidas
de curto, demonstrando que teve um ativo circulante para cada real de passivo
circulante, e apresentando na maior parte uma folga em seus quocientes, demonstrando
que poderá realizar transações sem prejudicar sua liquidez.
4.3.3 Liquidez Seca
Neste item avaliam-se os resultados obtidos com o índice de liquidez seca,
apresentados na tabela 4.
De acordo com a tabela 4, a empresa Petrobras demonstrava que para cada R$
1,00 de dívida a curto prazo, eliminando os estoques, apesar de serem classificados
como itens do ativo circulante, não apresentou normalmente liquidez compatível com o
grupo patrimonial. Portanto em 2006 uma folga quando encerrou o ano com o quociente
de 1,1. Portanto mesmo que a empresa paralisasse os estoques, ainda teria um grau de
solvência para pagar suas dívidas de curto prazo.
No ano de 2007 é um ano que apresenta um índice de liquidez seca negativo
quando se registrou o quociente de 0,8, demonstrando que a empresa não conseguiu
3
39
cumprir com os compromissos de curto prazo, pois sua capacidade financeira líquida é
negativa.
O ano de 2008 segue a mesma tendência do ano de 2007,quando se registra o
quociente de 0,7; quociente este que não possibilita cumprir com os compromissos de
curto prazo, pois não possui igualdade de ativo circulante líquido para cada um real de
passivo circulante.
Já em 2009 tem se uma recuperação, quando se registrou o quociente de 1,
mesmo sem folga neste, teve a capacidade de saldar suas obrigações de curto prazo.
No ano de 2010 apresenta caso semelhante com o ano de 2009, mas
apresentando excelente recuperação ao se registrar folga de 0,5. Foi ano que teve a
melhor recuperação comparado com o período analisado.
4.4 Ciclo Financeiro
Neste tópico analisará o ciclo financeiro da empresa Petrobras, será apresentado
o prazo médio de estoques, prazo médio de fornecedores, ciclo financeiro e ciclo
operacional. Todos os indicadores foram coletados na economática, o período de análise
é do ano de 2006 a 2010.
Tabela 5 – Ciclo financeiro Petrobras (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010)
Ciclo Financeiro
Petrobras ON PETR3
2006 2007 2008 2009
Ano
Consolidado
31/12 31/12 31/12 31/12
Meses
12
12
12
12
CICLO
Prazo Md Estoques(dias) 60,6
60,7
50,8
70,7
Prazo Med
Forneced(dias)
43,8
47,6
43,3
56,1
Prazo Med Recebim
(dias)
31,5
23,9
24,9
27,6
Ciclo Financeiro (dias)
48,3
37
32,4
42,2
Ciclo Operacional (dias)
92,1
84,6
75,7
98,3
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013)
2010
31/12
12
52,4
45,1
21,8
29,1
74,2
4.4.1 Prazo médio de estoques
O prazo médio indicará o número de dias, em que o estoque poderá movimentar
ou ser renovado, assim tem o prazo entre a compra e venda ou consumo deste material.
No ano de 2006 o prazo médio esteve em torno 60,6 dias. Sabe-se que quanto mais
rápida é a rotatividade dos estoques, melhor para a empresa.
4
40
O ano de 2007 teve seu prazo médio com uma pequena alta em relação ao ano
de 2006 quando registrou 60,7 dias o prazo para se renovar os estoques. No ano de 2008
apresenta uma excelente marca quando o prazo médio para renovar os estoques reduz
para 50,8 dias.
Já no ano de 2009 o ano encerra com uma forte alta no prazo médio de estoques
quando marcar a média de 70,7 dias de rotação de estoque, demonstrando que foi o pior
ano entre os analisados. Porém no ano de 2010 a empresa Petrobras consegue se
recuperar e fecha o ano com uma excelente queda e marca 52,4 dias para renovar seus
estoques.
4.4.2 Prazo médio de fornecedores e Prazo médio de recebimento
Analisam-se os resultados encontrados por prazo médio de fornecedores e
recebimentos, dados presentes na tabela 5.
O ano de 2006 os prazos que a empresa dispôs para pagar suas obrigações variou
em 43,8 dias. Já o prazo médio de recebimento variou 31,5 dias. Demonstrando
resultado positivo, significaria que haveria recursos antes do término do prazo de
pagamento.
Em 2007 o ano seguiu a mesma tendência de 2006, os prazos médios com
fornecedores variou em 47,6 dias. Em contrapartida o prazo médio de recebimentos
registrou 23,9 dias. O ano que fechou positivamente, em tese teria dinheiro em caixa
para pagamento dos fornecedores.
O ano de 2008 repetiu a tendência dos outros anos quando registrou o prazo
médio de fornecedores que foi de 43,3 dias e os prazos médios de recebimento registrou
24,9 dias, fechando positivamente o ano.
Em 2009 os prazos médios de fornecedores registrou média de 56,1 dias. Já o
prazo médio de fornecedores variou em 27,6; fechando também positivamente.
O ano de 2010 seguiu a tendência dos outros anos analisados quando o prazo de
fornecedores teve o quociente de 45,1 dias sendo maior que o prazo médio de
recebimento que registrou 21,8, um ano que fechou positivamente, pois o prazo para
pagar as suas obrigações foi maior que o recebimento das suas vendas efetuadas a
prazo.
Ao fazer a análise geral dos prazos em dias, pode-se ter a noção que a empresa
Petrobras, encontra-se em uma situação confortável, pois o prazo para cumprir suas
4
41
obrigações com os fornecedores está maior, que o prazo que teve para receber de dos
clientes.
4.4.3 Ciclo Financeiro e Ciclo Operacional
Neste item são analisados os resultados encontrados do ciclo financeiro e ciclo
operacional, dados que estão apresentados na tabela 5.
Ao analisar a tabela 5, no ano de 2006 a Petrobras tem que financiar o ciclo
financeiro em media 48,3 que é o prazo utilizado entre a compra e o recebimento de
suas vendas e que terá que pagar com 43 dias em média.
Em 2007 o ciclo financeiro registrou média de 37 dias, o ciclo operacional
registrou média 84,6 dias. A média para pagamento deverá ser de 47,6 dias.
O ano de 2008 a Petrobras teve que financiar o ciclo financeiro 32,4 dias,
considerando um ciclo operacional de 75,7 dias. Tendo em média para realizar seus
pagamentos 43 dias.
Ao apurar o ano de 2009 o ciclo financeiro da empresa Petrobras que apresentou
uma média de 42,2 dias, e considerando o ciclo operacional no qual registrou média
98,3 dias com uma media para realizar os pagamentos de 56 dias.
Em 2010 para financiar o ciclo financeiro a Petrobras teve 29,1 dias,
considerando o ciclo operacional que apresentou 74,2 dias, estes períodos representando
o prazo utilizado entre a compra e o recebimento de suas vendas e terá como prazo
médio para saldas suas contas de 45 dias em média.
Ao fazer uma análise geral à empresa Petrobras para financiar este prazo
existente para pagamento, deverá de alguma forma financiar seu ciclo financeiro, seja
por capital próprio ou de terceiros e, é neste momento que a empresa sofrerá algum
impacto econômico em seus resultados.
4.5 Análises da influência dos indicadores de liquidez e de atividade na geração de
caixa operacional
A análise de dados foi feita com o auxílio do software estatístico Statistical
Package for Social Sciences (SPSS) e do Microsoft Excel e aplicados técnicas de
estatística descritiva e correlações de Pearson.
4
42
Tabela 6 – Estatística descritiva
Desvio PaMédia
drão
CAIXA OPERACIONAL
48043,4000
4550,27266
Liquidez Geral
,6950
,10990
Liquidez Corrente
1,3350
,24121
Liquidez Seca
,9700
,23193
Prazo Médio Estoque
61,4000
7,17026
Prazo Médio de Fornecedores
45,1650
5,16723
Prazo Médio Recebimento
26,6250
2,89153
N
20
20
20
20
20
20
20
Fonte: Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013).
Na tabela 6 foi observada 20 elementos para cada grupo de conta, ao analisar
esta tabela pelo desvio padrão, mostrando quanto de variação ou “dispersão” existe em
relação a media (ou valor esperado). No grupo de liquidez, a liquidez geral é a que
apresenta o desvio padrão menor e no grupo de prazos médios, o prazo médio de
fornecedores é o que apresenta menor desvio padrão, mostrando que o baixo desvio
padrão indica que os dois índices tendem a estar próximos da média.
4
43
Tabela 7 – Correlação – Petrobras
CAIXAOP Correlação
de Pearson
Sig. (1-tailed)
LG
LC
LS
N
Correlação
de Pearson
PMF
PMR
20
-,797**
LG
LC
LS
PME
PMF
PMR
1
Sig. (1-tailed)
,000
N
Correlação
de Pearson
20
-,163
20
,603**
Sig. (1-tailed)
,246
,002
N
Correlação
de Pearson
20
-,093
20
,469*
20
,951**
Sig. (1-tailed)
,348
,019
,000
20
20
20
20
Correlação
de Pearson
-,212
,396*
,263
,149
Sig. (1-tailed)
,185
,042
,131
,265
N
Correlação
de Pearson
20
,593**
20
-,395*
20
,019
20
,081
20
,336
Sig. (1-tailed)
,003
,042
,469
,367
,074
N
Correlação
de Pearson
20
,310
20
-,220
20
-,105
20
-,058
20
,222
20
,575**
Sig. (1-tailed)
,092
,176
,329
,405
,173
,004
20
20
20
20
20
20
N
PME
CAIXAOP
1
N
1
1
1
1
1
20
Significante ao nível de 1% (** 0,01).
Significante ao nível de 5% (* 0,05).
Fonte:Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras (2013)
Ao analisar os dados obtidos na tabela 7, rejeita-se Ho (hipótese nula) de que
não há correlação entre os índices de liquidez geral, corrente e seca e o caixa
operacional; prazos médios estoque, fornecedores e recebimentos e o caixa operacional.
Uma vez que o valor de p (“Sig. 1-tailed”) é menor que 0,01; conclui-se em
favor da hipótese alternativa de que o índice que mais participou, dentre os de liquidez,
da geração do caixa operacional é a liquidez geral. À medida que a taxa de liquidez
geral aumenta, o caixa operacional tende a diminuir, ou seja, quanto maior os valores
investidos em estoque, contas a receber e outros ativos circulantes e realizavel a longo
4
44
prazo menores os recursos disponíveis. Portanto, chega-se a conclusão que os índices de
liquidez geral, corrente e seca influenciam na geração de caixa operacional.
Nota-se que o índice de liquidez geral é influenciado principalmente pela
liquidez corrente, tendo uma relação direta entre os dois índices, pois à medida que a
taxa de liquidez corrente aumenta, a de liquidez geral também aumentará. E o índice de
liquidez seca, influencia diretamente o índice de liquidez corrente, também de uma
forma direta, conforme o índice de liquidez seca aumenta o de liquidez corrente
aumentará.
Ao apurar os prazos médios e a influência no caixa operacional, uma vez que o
valor de p (“Sig. 1-tailed”) é menor que 0,01; o prazo médio de fornecedores é a que
possui maior influencia. Este resultado mostra a existência de uma relação positiva entre
as contas, à medida que índice de prazo médio de fornecedores aumenta, o caixa
operacional tende a aumentar, ou seja, quanto maior o tempo que a entidade dispõe, em
media para pagar as suas obrigações provenientes de compras de mercadorias a prazo,
maior será a disponibilidade de recursos financeiros de atividades operacionais.
O prazo médio de fornecedores irá influenciar o caixa operacional em que o
prazo médio de fornecedores aumenta, o caixa operacional tenderá a aumentar, ou seja,
quanto maior se tem a renovação dos estoques de mercadorias ou de produtos, em
função da venda, maior será o caixa operacional.
Portanto, os indicadores de liquidez e de prazo médio de fornecedores, possuem
uma correlação com caixa operacional, ou seja, influencia o caixa operacional
diretamente (r positivo) ou inversamente (r negativo).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A contabilidade se tornou um instrumento de grande relevância no mundo dos
negócios, se tornando indispensável para qualquer transição que se faça dentro de uma
empresa. Então surgiu a necessidade de cada vez mais se obter informações precisas e
confiáveis, para produzir resultado econômico satisfatório. Uma das maneiras para que
isso aconteça, é analisando sua relação com as diversas contas dentro do fluxo de caixa
da empresa a ser investigada.
Dado esse fato, este trabalho objetivou desenvolver um estudo para analisar a relação dos indicadores de liquidez e prazos médios e a geração de caixa operacional. A
motivação para tal relação se deu devido à importância que os prazos representam den-
4
45
tro de uma empresa, ou seja, o intervalo de tempo que se tem da compra das mercadorias e o recebimento da venda, e como isso influenciará os lucros e prejuízos.
Como forma de colocar em prática a teoria e os dados coletados, começou a
análise dos dados. Primeiro foi vereficada a evolução dos dados ao longo dos anos através da análise horizontal, que se verificaram evoluções diferentes entre o resultado do
período e caixa operacional. Em seguida mediu a participação de cada conta em relação
às atividades geradas ao caixa operacional. Fazendo também a análise da liquidez, para
se verificar qual a capacidade da Petrobras de saldar suas obrigações naquele período. E
através dos dados coletados na economática, verificou o ciclo financeiro, para se medir
o tempo ou prazo médio decorrido, em dias, entre o pagamento dos fornecedores e o recebimento dos valores relativos às venda dos produtos da empresa, na maioria dos resultados apresentados, a empresa teve fechamento positivo.
Por fim, analisou-se a influência dos indicadores de liquidez e de atividade na
geração de caixa operacional, com auxílio da estatística, podendo ser verificado através
da estatística descritiva e da correlação, ambas as análises ficou comprovado a influência dos índices na geração do caixa operacional. Na empresa Petrobras os índices que
mais influenciaram foi à liquidez geral e prazo médio de fornecedores.
Os resultados obtidos devem ser interpretados como um fator importante nas
empresas, quando for analisar suas demonstrações e verificar os resultados e o porquê
de seus resultados não está fechando. Quando analisados as contas e verificar que as
vendas de mercadorias e a entrada de dinheiro não se corresponde, podendo assim levantar hipóteses sobre o que está ocorrendo, verificando que há muita venda a prazo ou
não. Analisar o estoque da empresa, se está ocorrendo renovação rápida ou lenta. Portando inúmeras hipóteses podem surgir dentro das contas do caixa operacional.
Dessa forma, este trabalho visou contribuir para que possam ser analisadas as
contas de curto e longo prazo, dentro do ciclo operacional, para identificar os fatores
que influência nos indicadores de liquidez e prazos medios. Sabendo que cada empresa
sofre com esta influência, mas cada uma delas tem uma conta em específico que terá
maior influência em seus indicadores de liquidez e prazos médios, como isso a importância de se fazer uma análise detalhada nas demonstrações, para obter os melhores resultados.
4
46
REFERÊNCIAS
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4
49
ANEXO
Anexo 1. Fluxo de Caixa Completa da Empresa Petrobras.
R$
Resultado do período
(+) Ajuste
Depreciação e amortização
Variações cambiais e monetárias e encargos sobre financ.
Enc. s /financiamento e emp. vinculadas
Participação dos acionistas não controladores
Participação em Investimentos
Valor residual de bens baixados do ativo permanente
Resultado de participações em investimentos relevantes
Variação cambial de ativo permanente
Imposto de renda e contribuições diferidas
Variação de estoques
Variação de contas a receber
Variação de fornecedores
Variação de Plano de Pensão e Saúde
Variação de impostos, taxas e contribuições.
Variação de outros ativos e passivos
Baixa de poços secos
Perda na recuperação de ativos
Outros Ajustes
(=) Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
(-) Caixa Utilizado em Atividades de Investimento
Investimentos em E&P
Investimentos em Refino e Transporte
Investimentos em Gás e Energia
Investimentos em Distribuição
Investimentos no Segmento Internacional
Investimentos em área de negócios
Títulos e Valores Mobiliários
Dividendos
Outros Investimentos
(=) Fluxo de Caixa Líquido
(-) Recursos utilizados em atividades de financiamento
Financiamentos
Dividendos
Aporte em caixa
Gastos com emissão de ações
Aquisição de participação de acionistas não controladores
Captações
Amortizações de principal
Amortizações de juros
Dividendos
(+) Efeito de variação cambial sobre caixa e equivalente caixa
(=) Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa no período
Caixa no Início do Exercício
Caixa no Final do Exercício
2006
25.919
17740
9824
2007
21.512
20385
10696
869
1593
-1786
1743
233
3057
766
-2334
681
6803
477
-1430
2470
2430
1598
2791
2008
32988
16964
11632
4033
2009
28982
22856
14767
117
2010
35189
17682
14612
14
-2089
2752
692
-585
312
874
84
4770
-1413
-193
603
1546
-3642
805
-3000
-360
1210
1052
623
2264
1144
1398
51838
-70280
-32096
-19413
-10478
-581
-6381
387
68
-1776
-18442
31627
47067
-15440
-1168
43659
-45233
-17672
-4592
-2446
-633
-6727
-1188
41897
-45233
-20405
-9647
-5199
-916
-5238
1524
2658
-3339
49952
-53425
-26008
-13350
-6141
-1179
-5440
467
102
-1092
11066
-6654
97
-6751
-3123
71
-776
-3336
-11422
-3948
-7474
-274
232
-1265
-3473
5624
11837
-6213
4412
23417
27829
-14758
27829
13071
667
2818
13071
15889
-278
12907
15889
28796
5
50
5784
-851
-4422
542
1381
-3732
1124
2121
690
52871
-105183
-79777
-25406
-52312
53777
52433
-710
-580
36966
-18706
-6211
-9415
-294
1171
28246
29416
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Análise da relação entre os indicadores de liquidez e - Unifal-MG