1 FACULDADE OSMAN LINS - FACOL DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS Asenath Maria da Silva Islane Barbosa Pinheiro José Ricélio dos Santos Costa GESTÃO ESTRATÉGICA OPERACIONAL COM BALANCED SCORECARD VITÓRIA DE SANTO ANTÃO 2013 2 Asenath Maria da Silva Islane Barbosa Pinheiro José Ricélio dos Santos Costa GESTÃO ESTRATÉGICA OPERACIONAL COM BALANCED SCORECARD Pré-projeto de pesquisa apresentado à Faculdade Escritor Osman da Costa Lins – FACOL como um dos requisitos necessários à obtenção do grau de bacharel em Administração Geral. Orientador: Rinaldo Rissely Barbosa Silva VITÓRIA DE SANTO ANTÃO 2013 3 DEDICATÓRIA Ao nosso grandioso Deus, pela formação da construção gradativa, pela coragem e audácia que nos propôs para a realização dos nossos ideais e na força a superar todos os enfrentados. momentos a serem 4 AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente ao nosso Deus, que nos fortaleceu e nos guiou a cada passo, às nossas queridas famílias e diletos amigos pelo incentivo e força para a conclusão desta estapa em nossas vidas. Assim como aos professores Joábia, Joselma e Rinaldo Rissely que se mostraram prestativos conosco dedicando parte de seus tempos nos passando conhecimento para a formulação deste trabalho. Ao Grupo EBD por nos ter proporcionado uma ótima receptividade, nos fornecendo as informações necessárias para o desenvolvimento do nosso trabalho. . Que todo o meu ser louve ao Senhor, e que eu não esqueça nenhuma das suas bênçãos!” Salmos 103:2. 5 "Qualquer atividade torna-se criativa e prazerosa quando quem a pratica se interessa por fazê-la bem feita, ou até melhor." (John Updike) 6 RESUMO O Balanced Scorecard é uma ferramenta de planejamento estratégico que viabiliza os processos gerenciais com medidas de desempenho operacional, medição dos resultados atingidos na execução das estratégias utilizadas para gerenciar tais processos, como estabelecimento de metas individuais e de equipe, remuneração, alocação de recursos e planejamento, conservando como modelo de medição de desempenho. Para que uma organização assegure a sua competitividade é imprescindível que exista uma estratégia de negócio sustentável, visto que, as ferramentas utilizadas na gestão operacional vêm se aprimorando cada vez mais, buscando equilíbrio nos demais departamentos. O uso do BSC é essencial na implantação de uma gestão estratégica com resultados positivos, pois permite o acompanhamento dos indicadores de desempenho, levando a organização a progredir rumo às suas metas garantindo sua posição competitiva no mercado. Assim ocorre com a empresa EBD Distribuidora, que tem obtido resultados visíveis e satisfatórios que se refletem em perspectivas desejadas numa escala gradual e lógica após a implantação do BSC. É válido ressaltar que seus princípios condizem na formação de qualidade dos colaboradores para satisfazer os anseios e expectativas da organização, visando os processos inovadores nas atividades empreendidas, estimulando o processo de satisfação financeira e satisfação ao cliente, vinculando uma relação de longo prazo e viável dentro dos indicadores, alcançando assim suas perspectivas. Palavras-Chave: Balanced Scorecard. Planejamento. Estratégia. Perspectivas. Desempenho 7 ABSTRACT The Balanced Scorecard is a strategic planning tool that enables management processes with measures of operating performance, measuring results achieved in the implementation of the strategies used to manage such processes as setting individual and team goals , compensation, resource allocation and planning and preserve as performance measurement model . For an organization to maintain its competitiveness is essential to have a sustainable business , since the tools used in the operational management have been improved increasingly seeking balance in other departments . The use of BSC is essential in the implementation of strategic management with positive results because it allows the monitoring of performance indicators , leading the organization to progress toward their goals ensuring its competitive position in the market . So also with EBD Distributor company , which has obtained visible and satisfactory results that are reflected in desired perspectives on a gradual scale and logic after the implementation of the BSC . It is worth noting that its principles meets the quality training of employees to meet the aspirations and expectations of the organization , targeting the activities undertaken innovative processes, stimulating the process of financial satisfaction and customer satisfaction, binding a long-term relationship and feasible within indicators , thus reaching your prospects . Keywords: Balanced Scorecard. Planning. Strategy. Perspectives. Performance 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 –Visão e Estratégia ........................................................................... 19 Figura 2 – Missão, Visão, Estratégia ............................................................... 25 Figura 3 – Medidas Essenciais ........................................................................ 27 9 LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Perspectiva Financeira ................................................................ 24 Tabela 02 - Medidas Essenciais .................................................................... 27 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – O que motivou a escolha do BSC ........................................................ 41 Gráfico 2 – Benefícios que o BSC trouxe para a empresa .................................... 41 Gráfico 3 – Índice de crescimento nas vendas ...................................................... 42 Gráfico 4 – Facilidade de adaptação ao bsc ......................................................... 43 Gráfico 5 - Tempo de utilização do BSC ................................................................43 Gráfico 6 – Como os funcionários se mostram motivados em função do BSC ......44 Gráfico 7 – Índice de viabilidade operacional que facilita o BSC na empresa ....... 44 Gráfico 8 – Grau de satisfação dos clientes ........................................................... 45 11 LISTA DE SIGLAS 1. Balanced Scorecard ................................................................................... BSC 2. Empresa Brasileira de Distribuição ............................................................ EBD 3. Valor Agregado Bruto ................................................................................. VAB 12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................................... 14 2.1 Balanced Scorecard ......................................................................................... 14 2.2 A Importância da gestãoestratégica.................................................................. 17 2.3 Mapas estratégicos............................................................................................18 2.4 Benefícios Do BSC Como Instrumento Estratégico De Gestão........................ 20 2.5Perspectivas na gestão operacional do BSC ...................................................22 2.6 Perspectiva financeira.......................................................................................23 2.7 Perspectiva do cliente.......................................................................................27 2.8 Perspectiva dos processos internos.................................................................. 30 2.9 Perspectiva do aprendizado e crescimento...................................................... 33 3 METODOLOGIA ................................................................................................ 36 4 OBJETO DE ESTUDO......................................................................................... 37 EBD Distribuidora....................................................................................................37 Um Jeito EBD de Vender .......................................................................................39 Um Jeito EBD de Atender.......................................................................................39 Valores....................................................................................................................40 Visão.......................................................................................................................40 Missão.....................................................................................................................40 Objetivo ................................................................................................................. 40 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS...........................................................................41 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................46 6 REFERÊNCIAS ...................................................................................................47 ANEXO APÊNDICE 13 1 INTRODUÇÃO A importância do Balanced Scorecard como um sistema de gestão estratégica e mensuração de desempenho vem ser um suporte para tomadas de decisões e fazer com que a estratégia seja realizada, motivando assim, todas as pessoas da organização. Prevendo e se antecipando às mudanças, é que o administrador atual deve escolher esta ferramenta como ideal para sua empresa, visando uma forma moderna de gestão entre medidas financeiras e não financeiras, equilibrando os objetivos de curto e longo prazo, entre as perspectivas interna e externa de desempenho e indicadoresde tendências e ocorrências. Para se alcançar o objetivo estratégico de uma empresa deve-se primeiro acontecer um trabalho em equipe, desenvolvendo indicadores na organização que visa os clientes, o financeiro, os processos internos, o aprendizado e o crescimento, traduzindo e esclarecendo a estratégia e a visão do Scorecard dentro da organização. O Balanced Scorecardtrabalha dentro da empresa através de medidas e objetivos, tais como: internet, quadro de avisos e vídeos com o intuito das tarefas serem bem-sucedidas. As iniciativas estratégicas e planejamento através do Balanced Scorecard geram grande impacto ao serem usados na mudança organizacional, mas quando alcançadas, transformam a empresa. Esta ferramenta tem como objetivo ser um suporte ao processo de gestão de pessoas, melhorando o feedback e o aprendizado estratégico. Algumas empresas têm adquirido esta ferramenta porque se usa de uma forma para comunicar a visão da instituição e a estratégia a ser posta em ação, contribuindo para que os funcionários sejam informados sobre o sucesso atual e futuro. Considerando a implementação do Balanced Scorecard, o monitoramento de cada etapa do processo de criação e aplicação da ferramenta, proporcionam um melhor desenvolvimento e a possibilidade do sucesso da empresa. 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Balanced scorecard O BSC foi desenvolvido inicialmente por Robert Kaplan, professor da Harvard Business School (Estados Unidos), e por David Norton, executivo principal do Instituto Nolan Norton, no início da década de 90. Seu surgimento se deu ao fato de que apenas as informações econômicas ou financeiras não seriam suficientes como os indicadores para um desenvolvimento de gestão, que assim por muito tempo este fator se restringia pela grande maioria das empresas. Kaplan e Norton (2004, p.8) conceituam Balanced Scorecard como um conjunto de indicadores que proporciona aos gerentes uma visão rápida, embora abrangente, de toda a empresa. O objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações que levarão ao alcance dos objetivos estratégicos. Ainda consideram que “o Balanced Scorecard é, para os executivos, uma ferramenta completa que traduz a visão e a estratégia da empresa num conjunto coerente de medidas de desempenho”. Segundo os mesmos autores: O Balanced Scorecard é um modelo de avaliação de desempenho organizacional que procura ir além das informações produzidas pelos indicadores financeiros tradicionais, uma vez que estes indicadores por si só, são incapazes de avaliar os impulsionadores de rentabilidade no longo prazo. O foco do BSC está nos objetivos da organização, na coordenação do processo individual de tomada de decisão e no estabelecimento de uma base sustentável para que ocorra o processo de aprendizagem organizacional.(KAPLAN e NORTON, 2004). “O BSC na visão de Kaplan e Norton pode ser utilizado pelas organizações como um sistema de gestão estratégica, a qual irá permitir as mesmas administrarem o alcance de sua estratégia no longo prazo, ao permitir”: - Explicar e traduzir a visão e a estratégia; - Comunicar e ligar os objetivos estratégicos e a forma de mensurá-los; - Planejar, estabelecer metas e alinhar as iniciativas estratégicas; 15 - Melhorar o feedback e a aprendizagem. De acordo com Gimenes e outros (2010), para iniciar a gestão do BSC será necessário traduzir a visão e a estratégia da empresa para transformar nos seus principais objetivos. Niven (2005, p.16) descreve o Balanced Scorecard como um grupo de medidas cuidadosamente selecionadas que se originam da estratégia de uma empresa. As medidas selecionadas para o scorecard são as informações que os líderes usarão para comunicar aos funcionários e interessados os resultados e motivadores de desempenho através dos quais a organização atingirá sua missão e seus objetivos estratégicos. Para Kaplan e Norton (2004), o sistema de medição deve tornar explícitas as relações (hipóteses) entre os objetivos (e as medidas) nas várias perspectivas, para que elas possam ser gerenciadas em qualidades. O BSC é visto como uma ferramenta organizacional que habilita as organizações terem uma definição de estratégias e visão, e transformá-las em ações buscando medir o desempenho empresarial através de seus indicadores quando aplicados de acordo com os objetivos propostos pela mesma. Essa ferramenta pode ser utilizada para gerenciar importantes processos como estabelecimento de metas individuais e de equipe, remuneração, alocação de recursos, planejamento e orçamento, feedback e aprendizado, embora seu custo seja de nível alto, seu retorno é sobremodo superior aos investimentos o que o torna viável. É um sistema integrado de gestão e implementação da Estratégia da Empresa, significa, segundo Professor Robert Kaplan, (da Harvard Business School), “traduzir a missão e a estratégia das empresas em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base, para um sistema de medição e gestão estratégica”. Permite aos administradores uma rápida e abrangente visão da situação dos negócios. Portanto o BSC é um mecanismo eficiente para gerenciar o desempenho empresarial, e tem como principais objetivos implementar estratégias efetivas, transformar a estratégia em medidas de ações específicas, comunicar e alinhar a estratégia em todos os níveis da organização, direcionar as mudanças operacionais com a estratégia, e a criação de valor aos ativos intangíveis. Segundo Faria, (2007): 16 Balanced Scorecard é o instrumento ideal para as empresas que têm o propósito de transformar sua estratégia em ação, por meio de objetivos, indicadores de desempenho, e uma aplicação integrada de medidas. Tratase de uma ótima oportunidade para a empresa transmitir sua missão e estratégia em objetivos tangíveis e mensuráveis. O BSC não é apenas um sistema de controle, mas também um sistema de informação, comunicação e aprendizado. (FARIA, 2007, p. 18). Segundo Kaplan e Norton (2004), Balanced Scorecard é uma técnica que visa à integração e balanceamento de todos os principais indicadores de desempenho existentes em uma empresa, desde os financeiros e administrativos até os relativos aos processos internos, estabelecendo objetivos da qualidade (indicadores) para funções e níveis relevantes dentro da organização. Ou seja, o desdobramento dos indicadores corporativos em setores, com metas claramente definidas. Assim, esse modelo traduz a missão e a estratégia de uma empresa em objetivos e medidas tangíveis. As medidas representam o equilíbrio entre os diversos indicadores externos (voltados para acionistas e clientes), e as medidas internas dos processos críticos de negócios (como a inovação, o aprendizado e o crescimento). O BSC sinaliza em quais segmentos de mercado se deve competir e que clientes conquistar. Oferece uma visão do futuro e um caminho para chegar até ele. Ainda de acordo com os autores supracitados, o Balanced Scorecard é uma ferramenta que deve ser utilizada pelos executivos que precisam tomar uma série de decisões a respeito de suas operações, de seus processos de produção, de seus objetivos, produtos e clientes. Os autores ainda afirmam que o BSC leva o conjunto de objetivos das unidades de negócios além das medidas financeiras sumarizadas. Os executivos podem agora avaliar até que ponto suas unidades de negócios geram valor para os clientes atuais e futuros, e como devem aperfeiçoar as capacidades internas e os investimentos necessários em pessoal, sistemas e procedimentos, visando a melhorar o desempenho futuro. Os referidos autores dizem ainda que: O Balanced Scorecard inclui indicadores financeiros que mostram o resultado das ações do passado, contemplados com indicadores operacionais, relacionados com a satisfação dos clientes, com os processos internos e com a capacidade da organização de aprender e melhorar – atividades que impulsionam o desempenho financeiro futuro. (KAPLAN E NORTON, 2004). 17 Ainda para Kaplan e Norton (2004, p.33) “ele pode servir como ponto focal dos esforços da organização, definindo e comunicando as prioridades aos gerentes, aos empregados, aos investidores e até mesmo aos clientes”. 2.2 A importância da gestão estratégica O crescente nível de competição tem levado as organizações a desenvolverem estratégias que tem por objetivo torná-las menos vulneráveis às mudanças que vêm ocorrendo nos ambiente externo (que é incontrolável, porém previsível) e interno (controlável), segundo Faria (2007). O processo de globalização, a introdução de nova tecnologia e a implantação de novos processos leva alguns segmentos a um cenário de fusões, incorporações e reestruturação, com objetivo de manter a competitividade por meio de uma elaboração de um planejamento estratégico, onde o mesmo precisa ser desenvolvido levando-se em consideração os cenários político, econômico e cultural, nos quais a empresa pretende atuar. As estratégias das grandes redes atacadistas podem variar sobre vários aspectos, no entanto, uma é comum a todas: ganhar mercado ou pelo menos manter a sua posição no mercado. Para este segmento o enfoque do planejamento tem sido o de adotar uma estratégia orientada para serviços, pois a melhora no seu nível e a fidelização do cliente visa o aumento da competitividade. Contudo, o setor não pode se afastar da busca por uma excelência operacional. O atual mercado empresarial é marcado pela competitividade. E frente a isso, as organizações modernas que pretendem manterem-se competitivas, devem ser inovadoras. Um trabalho divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento BNDES citado por Padoveze, (2005, p.93) com base na obra “Custos para Competitividade”, de Nakagawa, traz a seguinte definição de competitividade: Competitividade de uma empresa pode ser definida, em sentido amplo, como sua capacidade de desenvolver e sustentar vantagens competitivas que lhe permitam enfrentar a concorrência. Esta capacidade competitiva empresarial é condicionada por um amplo conjunto de fatores internos e externos à empresa. Em nível interno, a competitividade empresarial resulta, em última instância, de decisões estratégicas, através das quais são definidas suas políticas de investimento, de marketing, tecnológica, da gestão da produção, financeira, de recursos humanos etc. O objetivo de tais 18 decisões deve ser de atingir padrões de preço, qualidade e prazo de entrega competitivos com os padrões vigentes nos mercados atendidos pela empresa. (BNDES - PADOVEZE, 2005, p.93) As organizações necessitam de estratégias para orientá-las no cumprimento de seus objetivos. A elaboração da estratégia é tudo sobre como atingir as metas de desempenho, como superar os rivais, como atingir vantagem competitiva e sustentável, como reforçar a posição de longo prazo nos negócios da empresa, como transformar em realidade a visão estratégica da gerência para a empresa. (Thonpson , 2003). Para Fernandes (2003), torna-se fundamental que todas as unidades de negócio e funcionários estejam alinhados e conectados com a estratégia na busca da capacidade permanente de mudança. Faz-se necessário o desdobramento da estratégia em termos operacionais e que os resultados gerem feedback e aprendizado, por meio de um processo permanente e integrado da execução da estratégia. Segundo Faria (2007), a utilização do BSC é uma forma extremamente eficaz de se obter melhoria contínua e competitividade. Portanto é uma ferramenta eficaz para se alcançar êxito nessa busca de melhoria contínua. 2.3 Mapas estratégicos Os indicadores estratégicos podem ser vistos não apenas como medidas de desempenho nas quatro perspectivas independentemente, mas como uma série de relações de causa e efeito entre os objetivos. A forma de auxiliar a discussão entre os executivos é pela representação gráfica dessas conexões, o qual é chamado de Mapa Estratégico (Kaplan e Norton, 2004). Para Costa (2006), o mapa estratégico tem como finalidade decodificar os complexos processos de escolha frente aos quais os gestores de todos os níveis são expostos diariamente.É mediante o mapa estratégico que a alta administração monitora o cumprimento da estratégia”. Para Kaplan e Norton (2004, p. 58) “o mapa estratégico fornece a representação visual para a integração dos objetivos da organização nas quatro perspectivas do BSC.” No mapeamento estratégico é 19 possível observar relação sistêmica entre as variáveis numa relação causa e efeito, como no exemplo: Se aumentarmos o treinamento dos funcionários sobre os produtos, então eles estarão mais bem informados sobre os produtos que vendem. Se os funcionários estiverem mais bem informados sobre os produtos que vendem, então a eficácia nas vendas melhorará. Se a eficácia nas vendas melhorar, então a média das margens dos produtos que vendem aumentará. (Costa, 2006). Necessidade de diferentes escalas de tempo na análise das relações de causa e efeito dos indicadores. A partir dessa análise, os gestores poderão identificar os pontos a serem repensados numa perspectiva sistêmica e com a visualização imediata na própria ferramenta. (Fernandes, 2003). Nesse contexto, o BSC oferece aos executivos o instrumento que precisam para gerir suas estratégias organizacionais. Sua função diz respeito à tradução da missão e estratégia da organização em um conjunto abrangente de medidas de desempenho servindo de base para uma gestão estratégica eficaz. Figura 01: Visão e estratégia Fonte: Kaplan e Norton, 2004; 20 Os objetivos e medidas do Balanced Scorecard derivam da visão e estratégia da empresa e seu conjunto de indicadores deve fornecer respostas a quatro questões básicas: Como a empresa se apresenta para os acionistas? O mecanismo deve capturar as informações de desempenho e capacitar rapidamente a organização a refinar a formulação das estratégias, sua implementação e as necessidades dos clientes. Portanto, o Balanced Scorecard não deve ser utilizado somente como um sistema de controle, mas sim como um sistema de informação, comunicação e aprendizado das estratégias durante sua implementação. A abordagem do Balanced Scorecard como um novo paradigma de gestão estratégica vai ser muito útil nos processos de aprendizagem, educação, simulação e implementação para os responsáveis pelo projeto nas empresas (Herrero, 2005). Um ponto a ser levado em conta é que assim como a própria estratégia competitiva o conceito do Balanced Scorecard não é estático, é dinâmico, vive em constante evolução. Desde a sua origem em 1992, o Balanced Scorecard está em contínua evolução, incorporando a aprendizagem e os novos conhecimentos decorrentes de sua implementação nas empresas. O Balanced Scorecard não é uma ferramenta mágica capaz de isoladamente melhorar a criação de valor. Da mesma forma, a estratégia não é um processo gerencial isolado; ela deve ser examinada como um processo lógico capaz de impulsionar todos os níveis da organização. (Santos, 2006) A utilização do BSC nas organizações, constitui num facilitador para o processo decisório, para o sucesso da organização, baseada em indicativos que refletem a realidade da empresa e também mostrando aos seus executivos que eles podem acompanhar a empresa de forma sistêmica, e também de forma preventiva. 2.4 Benefícios do bsc como instrumento estratégico de gestão 21 O BSC proporciona à gestão uma visão sistematizada do desempenho operacional; constitui processo de avaliação e atualização da estratégia; facilita a comunicação dos objetivos estratégicos, focalizando os colaboradores na sua consecução; permitindo desenvolver uma cultura de aprendizagem e melhoria continua; atribuindo incentivos em função do desempenho individual e da contribuição para os resultados do negócio, traduzindo a estratégia em objetivos e ações concretas. Além de ser uma ferramenta hábil a fazer com que se compreenda melhor o que se passa na sua empresa, através do alinhamento de indicadores de resultado e indicadores de tendência, o BSC, ao ser aplicado, considera os diferentes grupos de interesse na análise da execução estratégica, o que significa uma visão global do que ocorre na empresa, cobrindo quaisquer lacunas que poderiam passar despercebidas numa análise mais superficial. Ademais, é focado nas ações a serem tomadas, isso de maneira flexível, vez que considera o planejamento estratégico como um ponto em constante mudança e transformação, devendo ser sempre monitorado e acompanhado. Com esse acompanhamento, é possível que estratégia e empresa estejam alinhados, melhorando assim a sinergia organizacional (já que comunica a todos as estratégias adotadas). Com todas essas vantagens e benefícios, vemos claramente que o uso do BSC traz para a empresa um sistema de gestão estretégica que une estratégia, planejamento e orçamento, aparando quaisquer arestas que poderiam aparecer quando da análise de apenas um deles. Pandolfi (2005) ressalta que sistemas de gestão devem basear-se em sistemas de indicadores que mostrem coerência entre os indicadores mensurados, fatores críticos, estratégias competitivas e objetivos estratégicos adotados. Na concepção de Olve, Roy e Wetter (OLVE et al, 2001), os principais benefícios conseguidos através da implantação do BSC, estão relacionados com: - Fornecer à gerência um controle de dimensões estratégicas; - Comunicar, de forma clara, qual o compromisso individual de cada funcionário para com a organização; - Criar oportunidades para um aprendizado sistemático a partir de fatores importantes para o sucesso da organização; 22 - Criar consciência sobre o aspecto de que nem todas as decisões e investimentos realizados pela empresa resultarão em resultados imediatos de aumentos dos lucros ou reduçãodos custos. Conforme sua evolução e uso, o BSC tornou-se uma importante ferramenta de gestão estratégica. Mais que um exercício de medição, ele motiva melhorias nãoincrementais em áreas críticas, como o desenvolvimento de produtos, processos, clientes e mercados. O sucesso desta aboradagem deve-se, em grande parte à sua capacidade de vincular a visão às ações do dia-a-dia e, simultaneamente, em delinear o impacto dessas ações sobre o sucesso da estratégia traçada pela organização. 2.5Perspectivas na gestão operacional do BSC O BSC inova com a junção de medidores de desempenho futuro, focados estrategicamente nas perspectivas Financeiras, dos Clientes, dos Processos Internos e do Crescimento. A definição e integração dos objetivos e das iniciativas dessas quatro perspectivas constituem os pilares do sistema BSC, que devem ser conectados ao pensamento estratégico da organização. É interessante ressaltar a colocação de Herrero (2005, p. 30) “ao construir o Balanced Scorecard, cada empresa pode definir um número maior (ou menor) de perspectivas para traduzir uma visão em objetivos tangíveis”. Segundo Niven (2005), o uso da palavra “perspectiva” é intencional, e representa o melhor método ao se debater o Scorecard, porque fixa-se a palavra de um modo mais amplo e pensa-se no ponto de vista e não em um número determinado. Kaplan e Norton (2004) comentam: O Balanced Scorecard indica os conhecimentos, habilidades e sistemas de que os empregados necessitarão (perspectiva de aprendizado e crescimento) para inovar e desenvolver as capacidades e eficiências estratégicas certas (perspectivas dos processos internos), capazes de fornecer valor específico ao mercado (perspectiva do cliente), que por fim resultará em maior valor para os acionistas (perspectiva financeira). 23 2.6 Perspectiva financeira Para aumentar a margem de venda dos produtos é necessário que se aumente e reforce o valor da empresa, pois a imagem da mesma perante os clientes não deve ser simplesmente de preços baixos, uma vez que com margens baixas tornase difícil a sobrevivência do setor. É preciso conciliar a necessidade de uma margem que cubra os custos, com um reconhecimento por parte dos clientes de que a empresa pratica preços baixos.Segundo Kaplan e Norton (2004) na metodologia do BSC, os objetivos financeiros de uma organização devem estar vinculados à estratégia da empresa e devem definir o desempenho esperado. Pode-se entender sobre perspectiva financeira como sendo um retorno sobre o investimento e o valor econômico agregado onde se avalia a lucratividade da estratégia, permitindo medir resultadosque o negócio proporciona e necessita para seu crescimento e desenvolvimento, assim como para a satisfação dos seus gestores. Os objetivos e medidas financeiras precisam desempenhar um papel duplo: Definir o desempenho financeiro esperado da estratégia e servir de meta principal para os objetivos e medidas de todas as outras perspectiva do Balanced Scorecard. Segundo Rezende (2003) a perspectiva financeira permite que as diversas unidades estratégicas de negócio vinculem suas propostas de trabalho a um objetivo central para toda a organização, embora, algumas vezes, estejam praticando estratégias financeiras distintas em função do mercado e do momento. Existem, pois, indicadores financeiros que podem ser considerados, tais como: a lucratividade, o aumento de receitas, redução de custos e outros objetivos financeiros que estejam alinhados com a estratégia da organização. Todavia as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito em suas perpectivas com as estratégias definidas, implementadas e executadas. Como também se faz necessário uma precisa conciliação de uma margem que cubra os custos, pois as perdas têm um impacto significativo e precisam ser reduzidas, uma vez que melhores processos causam um significativo declínio nas perdas, promovendo assim, o crescimento das receitas. Para Kaplan e Norton (2004, p.20), os indicadores de desempenho financeiro mostram se a implementação e a execução da estratégia da empresa estão contribuindo para a melhoria dos resultados. 24 A tabela 01 sintetiza os objetivos estratégicos, os indicadores da perspectiva financeira e suas formas de cálculo. Tabela 01 - Perspectiva Financeira Objetivos Estratégicos Indicadores Forma de cálculo ou obtenção Melhorar utilização dos Rentabilidade do ativo Lucro líquido / Ativo total ativos Redução dos custos Margem de lucro Lucro operacional Redução do índice de Índice de perdas operacional / vendas Valor das perdas / vendas perdas Aumentar vendas com Giro do ativo maior valor agregado Aumentar vendas Vendas líquidas / Ativoc total pos Venda média por cliente clientes Total da venda líquida / nº médio de clientes Fonte: Kaplan e Norton, 2004. Segundo Herrero (2005): “A perspectiva financeira tem por objetivo mostrar se as escolhas estratégicas implementadas por uma organização estão contribuindo para a elevação do valor de mercado da empresa, para a geração de valor econômico e propiciando aumento de riqueza dos acionistas e demais stakeholders”. Em síntese, espera-se que perspectiva financeira, em tese, no topo do mapa estratégico e as outras três perspectivas forneçam informações, através de seus indicadores, possibilitem a mensuração do quanto cada aspecto ligado a cada uma destas pode influenciar no resultado financeiro. Percebe-se, até por motivos óbvios, que a perspectiva financeira do Balanced Scorecard, na maioria das empresas é tida como a mais importante, uma vez que a maioria das organizações visa resultado financeiro. Sendo assim se apresenta nos mapas estratégicos no topo. 25 Figura 02: Missão, Visão e Estratégia Fonte: Adaptado por Kaplan e Norton, Harvard Business School, 2004. Essa perspectiva deve tratar principalmente ao que concerne aos aspectos das decisões estratégicas da empresa nos indicadores e metas estabelecidas neste campo. Kaplan e Norton (2004) colocam que indiferente do ciclo de vida que a organização se encontra, o estabelecimento das medidas financeiras devem enfatizar sempre o melhor retorno, e que a gestão financeira deve abordar tanto a lucratividade quanto o risco, portanto devem incluir um objetivo voltado para a dimensão de risco da estratégia. Santos (2008) corrobora com a ideia dizendo que: Quando incrementos em receitas são observados, por exemplo, busca-se alguma relação do fato com o atendimento ao cliente, com a qualidade dos produtos oferecidos ou com a satisfação dos funcionários em fazer bem suas atividades. (SANTOS, 2008). Diante disso, a perspectiva financeira objetiva mostrar se as escolhas estratégicas implementadas pela empresa estão cooperando para a geração de valor agregado, propiciando aumento da riqueza dos acionistas, e elevando o valor de mercado da organização. 26 Herrero (2005)afirma que o objetivo da perspectiva financeira é a de evidenciar se as escolhas estratégicas formuladas estão gerando valor de mercado e econômico para a organização, e de riqueza para os stakeholders. Criação de indicadores que apresentem custos relacionados às atividades e aos processos da empresa e não exclusivamente voltados aos produtos e serviços. Perspectiva Financeira: demonstra se a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros, em especial o lucro líquido, o retorno sobre o investimento, a criação de valor econômico e a geração de caixa. Segundo GALAS et al.(1997, apud Kaplan e Norton, 2004), “os indicadores dependem da fase do ciclo da vida em que se encontra a empresa ou unidade de negócios, sendo considerado três fases: crescimento, onde os níveis de investimento são elevados; sustentação, momento em que se espera o retorno do capital investido; e colheita, caracterizada pela maximização do fluxo de capital”. Explica Kaplan e Norton (2004) que, favorece e muito a criação de mais indicadores em um mercado competitivo, alcançando favoravelmente os objetivos financeiros, podendo diferenciar consideravelmente de acordo com a fase ou ciclo de vida da empresa os quais enfatizarão na estratégia. Observa-se quanto à obtenção de crescimento com foco no aumento das vendas e, criação de sustentabilidade com foco na ação de medidas financeiras tradicionais já existentes. Complementa Barino (2010) que todos os objetivos e medidas de todas as demais perspectivas do BSC deverão estar associados a um ou mais objetivos na perspectiva financeira. Tendo-se sua exposição de entendimento, em colocar que os objetivos estratégicos que irão direcionar a perspectiva financeira da empresa serão influenciados pelo mercado, pelo ambiente competitivo no qual a empresa opera e pela sua oferta de produtos e serviços. Percebe-se que a perspectiva financeira, em síntese, é o acompanhamento dos resultados financeiros antes, hoje e amanhã. Buscando através dos índices financeiros, perceber se estamos seguindo no caminho proposto pela estratégia. 2.7 Perspectiva do cliente As fontes externas de receitas como seus segmentos de mercados identificados e visados que se dá ao êxito da empresa é dada de forma a ser 27 representada por medidas que resultam na perspectiva do cliente, a qual está relacionada a satisfação, a retenção, a captação e a lucratividade dos clientes como a participação do mercado. Essas medidas são essenciais e podem ser agrupadas em uma relaçao de causa e efeito como mostra a figura a seguir: Figura 03: Medidas Essenciais Fonte: NORTON e KAPLAN, 2004 Participação Reflete a proporção de negócios num determinado mercado (em de Mercado termo de clientes, valores gastos ou volume unitário vendido). Captação de Mede, em termos absolutos ou relativos, a intensidade com que uma Clientes unidade de negócios atrai ou conquista novos clientes ou negócios. Retenção de Contrla, em termos absolutos ou relativos, a intensidade com que Clientes uma unidade de negócios retém ou mantém relacionamentos contínuos com seus clientes. Satisfação Mede o nível de satisfação dos clientes de acordo com critérios dos Clientes específicos de desempenho desntro da proposta de valor. 28 Lucratividade Mede o lucro líquido de clientes ou segmentos, depois de deduzidas dos Clientes as despesas específicas necessárias para sustentar esses clientes. Fonte: NORTON e KAPLAN, 2004 O BSC agrega como um de seus fatores a exigência de identificar a concepção dos clientes alinhando seus valores no que rege ao tempo, a qualidade, o desempenho e o serviço, pretendendo-se, assim, atrair e reter o maior número de clientes propondo-lhes um nível elevado de satisfação. A missão de muitas empresas hoje se concentra nos clientes. “Ser a número um no fornecimento de valor aos clientes” é uma declaração de missão típica. Isso demonstra que o desempenho da empresa sob a visão do cliente é prioridade para a alta administração. O interesse do cliente tende a enquadrar-se em quatro categorias: - prazo - qualidade - desempenho e serviços - custo Esta perspectiva se preocupa com os resultados relacionados à satisfação, fidelidade, retenção, captação e lucratividade de clientes e mercados, que correspondem às fontes de produção das receitas dos objetivos financeiros da organização tendo como referência o tempo, a qualidade e o desempenho e serviços (Niven, 2005). O mau desempenho nesta perspectiva é um dos principais indicadores de declínio financeiro na organização, uma vez que os clientes têm relação direta com a sua rentabilidade. O lead time (prazo de processamento) mede o prazo necessário para que a empresa atenda às necessidades dos clientes. Para os produtos existentes, o lead time se estende do recebimento do pedido ao fornecimento do produto ou serviço aos clientes. Para os produtos novos, o lead time representa o time tomarket, ou o prazo para lançamento de um novo produto, desde a fase de definição do produto ao inicio da entrega do produto aos clientes. 29 A qualidade mede o nível de defeitos nos produtos recebidos, conforme a percepção e a mensuração dos clientes. A qualidade também reflete a pontualidade na entrega, ou seja, a exatidão na previsão dos prazos de entrega. A combinação de desempenho e serviços mensura como os produtos ou serviços da empresa cria valor para os clientes. Para colocar em funcionamento o Balanced Scorecard, as empresas precisam definir metas de prazo, de qualidade e de desempenho e serviços, para depois converter essas metas em indicadores específicos. Algumas sugestões de metas gerais de desempenho sob perspectiva de clientes: (1) acelerar o lançamento de produtos padronizados no mercado, (2) melhorar o time tomarket dos clientes, (3) acelerar o lançamento de produtos padronizados no mercado, (4) melhorar o time tomarket dos clientes, (5) transformar-se no fornecedor preferido dos clientes, por meio de parcerias, (6) desenvolver produtos inovadores. Para mensurar tais metas, sugere-se a acompanhar a porcentagem das vendas totais de novos produtos e a porcentagem das vendas totais de produtos exclusivos. Outros índices devem ser obtidos através de dados externos, como pesquisas de opinião com os clientes ou relatórios de desempenhos da concorrência. Além dos indicadores de prazo, de qualidade, e de desempenho e serviço, as empresas devem aguçar a sensibilidade quanto ao custo dos produtos. Mas os clientes veem o preço como apenas um dos componentes do custo das transações com os fornecedores. Um excelente fornecedor pode cobrar preço unitário mais alto do que o dos concorrentes, mas ainda assim proporcionar um custo total inferior; por ser capaz de entregar produtos no prazo, sem defeitos, nas quantidades certas, diretamente no processo de produção do cliente. Representando o ponto de vista de fonte externa de receitas, identificando os segmentos de mercado visados e as medidas do êxito da empresa. Identifica os fatores que são importantes na concepção dos clientes é uma exigência do BSC, e a preocupação desses situa-se em torno de quatro categorias: tempo, qualidade, desempenho e serviço. Em termos de indicadores constam as participações de mercado, aquisição de clientes, retenção de clientes, a lucratividade dos clientes e o nível de satisfação dos consumidores. Mudanças em processos que ajudem a 30 reduzir custos dos clientes ou que permitam atingir os objetivos mais rapidamente têm valor para esse cliente. Segundo Kaplan e Norton (2004), a perspectiva do cliente permite aos executivos identificar segmentos de clientes e de mercado nos quais as unidades de negócio possam competir, bem como definir as medidas de desempenho das unidades nos seus segmentos-alvo. Eles propõem que a perspectiva do cliente seja montada visando aos seguintes pontos-chave: Participação de mercado – representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua determinada em termos de número de clientes, capital investido, unidades vendidas ou instaladas; Retenção de clientes: acompanhamento, em números absolutos ou relativos, do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais; Captação de clientes: medição, em termos absolutos ou relativos, do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização; Satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. Lucratividade do cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente, ou com um segmento de mercado, depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. 2.8 Perspectiva dos processos internos As diversas atividades internas empreendidas dentro da organização chamamos de Processos Internos, onde os mesmos possibilitam realizar a identificaçãodas necessidades até a satisfação dos clientes. Tais processos são elaborados após as perspectivas financeira e dos clientes, do ponto de vista das pessoas que executam o trabalho. Esses processos permitem que a unidade de negócios ofereça as propostas de valor, capazes de atrair e reter clientes em segmentos-alvo de mercado e satisfaça as expectativas que os acionistas têm de excelentes retornos financeiros. Zorzi (2006) analisaram o papel do Balanced Scorecard como alicerce para odesenvolvimento de um modelo de gestão para uma entidade fechada de previdênciacomplementar, sugerindo que este modelo deva se interligar a outros sistemas de apoio àgestão. 31 As medidas de processo interno segundo Kaplan (2004), devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa que inclui três processos principais: Inovação, Operação e Serviço pós venda. No processo de Inovação pesquisas são realizadas para saber as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos, a partir daí são desenvolvidos os produtos ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Em seguida começa o processo de Operaçãoonde são utilizadas as descobertas do processo de inovaçao, em que as principais medidas operacionais genéricas são: custo, qualidade e tempo de resposta. Nesta etapa tem início com o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. No processo de Serviço pós-venda que as organizações oferecem aos seus clientes, agregando valor ao seu produto ou serviço, e tem grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente, incluindo treinamentos, garantias, consertos, devoluções e processamento de pagamentos. Este tipo de serviço é uma estratégia utilizada pelas organizações para atrair e fidelizar clientes. No Balanced Scorecard, os objetivos e medidas para a perspectiva dos processos internos surgem de estratégia explícitas voltadas para o atendimento às expectativas dos gestores e clientes-alvo. Schwarz, Amiden e Pinho (2005) destacam que o processo de desdobramento da estratégia permite que a organização alcance resultados em termos de: alinhamento dentro da organização,criação de sinergias, criação de valor para a organização, comunicação da estratégia, integraçãoentre corporação; áreas de negócios e unidades de apoio, uniformização de indicadores ao longo daorganização, acompanhamento do desempenho local, efetiva implementação da estratégia euniformização de esforços. Os indicadores de Balanced Scorecard devem refletir os processos organizacionais que exercem o maior impacto sobre a satisfação do cliente – fatores que, por exemplo, afetam a duração dos ciclos, a qualidade, a habilidade dos empregados e a produtividade. As empresas devem empenhar-se em identificar e mensurar suas competências essenciais, as tecnologias críticas necessárias a assegurar a liderança de mercado contínua. 32 Para o cumprimento das metas de duração dos ciclos, qualidade, produtividade e custos, os gerentes precisam desenvolver indicadores influenciáveis pelas ações dos empregados. Como boa parte da ação ocorre nos níveis de departamento e de estação de trabalho, também devem decompor cada um desses fatores em tarefas locais. Assim, os indicadores conectam a avaliação da alta administração sobre os principais processos e competências internas as ações individuais que afetam os objetivos gerais da empresa. Esse vínculo assegura que os empregados situados na base da organização dispõem de metas claras para as ações, decisões e atividades de melhoria que contribuirão para a missão geral da empresa. Os sistemas de informação desempenham um papel de importância inestimável no desmembramento dos indicadores sintéticos pela gerência. Quando algum sinal inesperado aparece no Balanced Scorecard, os gerentes dispõem de meios para analisar o sistema de informações em busca da fonte do problema. É elaborada após as perspectivas financeira e dos clientes, do ponto de vista das pessoas que executam o trabalho. Os processos internos são as diversas atividades empreendidas dentro da organização que possibilitam realizar desde a identificação das necessidades até a satisfação dos clientes. Nesta perspectiva, os executivos identificam os processos internos críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência. Esses processos permitem que a unidade de negócios: ofereça as propostas de valor, capazes de atrair e reter clientes em segmentos-alvo de mercado; e satisfaça as expectativas que os acionistas têm de excelentes retornos financeiros. As medidas de processo interno, segundo Kaplan (2004), devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa que inclui três processos principais: Inovação: devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo, qualidade e tempo de resposta. Nesta etapa tem inicio com o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. 33 Serviço pós-venda: tem grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente, incluindo treinamentos, garantias, consertos, devoluções e processamento de pagamentos. 2.9 Perspectiva do aprendizado e crescimento A perspectiva do aprendizado e crescimento vem ser a quarta perspectiva do Balanced Scorecard a qual designa–se a desenvolver objetivos e medidas que resultam em indicios de orientação diante dos processos e investimentos para uma possível tomada de decisão estratégica. É a base para a obtenção dos objetivos das outras perspectivas, identificando também as capacidades de que a empresa deve dispor para conseguir processos internos capazes de criar valor para clientes e gestores. Kaplan e Norton (2004), descreve como sendo: A quarta e última perspectiva do Balanced Scorecard desenvolve objetivos e medidas para orientar o aprendizado e o crescimento organizacional. Os objetivos estabelecidos na perspectiva financeira, do cliente e dos processos internos revelam onde a empresa deve destacar-se para obter desempenho excepcional. Os objetivos da perspectiva de aprendizado e crescimento oferecem a infra-estrutura que possibilita a consecução de objetivos ambiciosos nas outras três perspectivas. Os vetores de aprendizado e crescimento provêm basicamente de uma infraestrutura que se implica em três principais fontes: funiconários, sistemas e alinhamento organizacional,mas para uma qualidade superior na capacidade de comportamento e rendimento geralmente exige-se aplicação de investimentos significativos em pessoal, sistemas e processos que produzam as capacidades organizacionais necessárias proporcionando uma visão sistematizada do desempenho operacional. Para uma melhoria contínua no crescimento, se faz importante a participação quanto ao desempenho dos funicionários, pois os mesmos atuam diretamente com os processos internos, como juntamente ao cliente. Como indicadores importantes podem ser considerados: nível de satisfação dos funcionários, rotatividade dos funcionários, lucratividade por funcionário, capacitação e treinamento dos funcionários e participação dos funcionários com sugestões para redução de custos ou aumento de receitas. 34 O processo de aprendizagem e as possibilidades de crescimento são aspectos chave para garantir a posição competitiva da organização, atual e futura. As organizações têm necessidade de melhorar e aperfeiçoar a sua atuação permanentemente, com vista a manter ao longo do tempo as vantagens competitivas que detêm. As mudanças no ambiente em que operam são constantes e muitas vezes imprevisíveis, pelo que as organizações devem ser capazes de se integrar e adaptar ao meio, melhorando constantemente os seus conhecimentos, adquirindo novas capacidades, e antecipando essas mudanças. A maior fonte de aprendizagem e crescimento organizacional são as pessoas, pelo que as organizações devem ser capazes de captar os recursos que necessitam formar os seus recursos em conformidade com os objetivos estratégicos e operacionais que pretendem alcançar, motivá-los, retê-los, e aumentar a sua produtividade. Galas e Ponte (2005) investigaram os fatores do Balanced Scorecard que possibilitamo alinhamento da organização com sua estratégia, através de um estudo de casos múltiplos. Osresultados obtidos apontam a relação de causa e efeito e desdobramento do scorecard, o focona estratégia, a priorização de projetos, a participação das pessoas nas discussões sobre aestratégia, bem como a motivação e comprometimento das pessoas com o processo daestratégia. Os indicadores mais utilizados são, por exemplo, o número de horas de formação por recurso; grau de satisfação dos colaboradores; número de certificações obtidas; taxa de absentismo; taxa de rotação de pessoal; taxa de retenção de pessoal; VAB por recurso; número de novas competências captadas; percentagem de funcionários com prêmio de desempenho; etc. O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas, os sistemas e os procedimentos organizacionais. É a base para a obtenção dos objetivos das outras perspectivas, representa o maior interesse do executivo principal e dos arquitetos do plano de negócios de longo prazo. Identifica também as capacidades de que a empresa deve dispor para conseguir processos interno capazes de criar valor para clientes e acionistas. Como indicadores importantes podem ser considerados: nível de satisfação dos funcionários, rotatividade dos funcionários, lucratividade por funcionário, capacitação e treinamento dos funcionários e participação dos funcionários com sugestões para redução de custos ou aumento de receitas. Essas perspectivas devem ser ligadas 35 entre si, em relações de causa e efeito que “contam a história” da estratégia da empresa, que faz uma alusão das perspectivas como processos intimamente ligados e interrrelacionados. 36 3 METODOLOGIA Esta pesquisa será dirigida à importância do Balanced Scorecard como uma ferramenta estratégia de gestão operacional. Este tipo de gestão é de prioridade dentro das organizações, pois as mesmas estão sempre em busca de excelência ao que se refere no segmento de atividades aplicadas dentro do processo de trabalho para que venha assegurar a competitividade, buscando rentabilidade e satisfação no meio organizacional, em ordem financeira e não financeira. Na busca de amplo conhecimento e deverás informações realizou-se no mês de maio de 2013 uma pesquisa de campo na empresa EBD Distribuidora localizada no bairro de Muribeca, Jaboatão dos Guararapes – PE, constituindo uma possibilidade de articulação teórica – prática para ampliação de conhecimento de implantação do processo com base em seus indicadores, validando seudesenvolvimento de gestão aguçando informações na busca de resultados que rege de uma relação do BSC em seus procedimentos. Para devido fator a pesquisa supracitada conduziu-se em forma de questionário com perguntas abertas com seus respectivos gerente e supervisores que se fizeram presentes e apresentaram disponibilidade de quaisquer tipos de informação que lhes estivesse propicio para esclarecimento do resultado inerente de seus indicadores.Durante a entrevista pode-se notar o nível de aceitação dos seus colaboradores quanto ao uso do BSC em suas atividades, o custo efetivo que proporcionou à empresa, os meios utilizados, o retorno adquirido, as expectativas àserem alcançadas, o grau de dificuldade, dentre outras avaliações. Algumas pesquisas foram utilizadas como base de apoio para unanimidade do resultado esperado. Ao que se refere aos meios,as redes eletrônicas evidenciarama busca de necessidades informacionais e pesquisa peculiar,a pesquisa bibliográfica identificou- se abrangendo a leitura, análise e interpretação de livros e artigos acadêmicos,no que tange aos fins, considerou-se a pesquisa explicativa pelo fato de tal modalidade estar calcada em métodos experimentais. Tais modalidades averiguadas confirmam o índice depositividade do investimento do BSC, onde o retorno adotado pelas organizações se faz satisfatória, evidenciando a viabilidade dos processos por ele adotada. 37 4 OBJETO DE ESTUDO EBD DISTRIBUIDORA A empresa EBD – Distribuidora que fica localizada no município de Jaboatão dos Guararapes – PE, possui uma área total de 12.000 m2 , formada por 304 colaboradores, e 7.699 clientes cadastrados. Segundo o departamento de comunicação, em entrevista às seguintes informações foram citadas: O diretor da EBD Nordeste, sr. Guilherme Bezerra, concedeu uma entrevista à segunda edição da revista “+ Pra Você”, veículo destinado ao público atacadista e varejista, que aborda temas do interesse de quem lida diretamente com ações de merchandising e vendas no PDV. No próprio título já fica bem claro o teor da matéria: “EBD Nordeste mostra força e crescimento em Pernambuco”, onde o repórter Paulo Borgia buscou sintetizar como se deu o surgimento da EBD Nordeste e como ela conseguiu se posicionar hoje como uma das principais empresas de distribuição da região Nordeste. Para Guilherme Bezerra, essa posição se conquista pelo contato diário com os varejistas, buscando sempre oferecer as melhores soluções para as suas necessidades. “O envolvimento de corpo e alma nos negócios de nossos clientes é a marca registrada da EBD Nordeste”, explicou o diretor, que com atitudes como essa, ajuda a divulgar ainda mais o nome do Grupo EBD. O grupo EBD foi criado em 1977 por Djalma Bezerra, que acreditou em seus sonhos investindo na força de sua equipe buscando oportunidades transformando desafios em conquistas. Com esta filosofia o grupo EBD construiu a sua história, formado por 31 empresas, hoje é uma das maiores empresas de distribuição do Brasil, trabalha com aproximadamente 150 mil clientes, em mais de 1.000 municípios, com uma frota de 400 veículos de carga. Atua na distribuição e representação de produtos de consumo doméstico. A empresa sempre tomou para si a responsabilidade de garantir que o produto chegue da melhor forma possível até o consumidor, observando prazos de validade, aspecto físico e visibilidade no ponto de venda. Com a EBD, cada cliente é atendido de acordo com suas necessidades e o produto é gerenciado da forma mais econômica e racional possível. Nas capitais, as entregas são feitas em, no máximo, 24 horas, graças à grande capacidade de 38 distribuição de nossos caminhões e da frota terceirizada; além do nosso sistema totalmente informatizado, que garante integração total entre todas as unidades da empresa e permite comunicação instantânea com fornecedores e clientes. A partir de 1995, o Grupo EBD, visando novos caminhos e desafios, ingressou no setor automotivo, com investimentos consistentes para logo se tornar referência junto às montadoras. A primeira parceria nesse setor foi com a Fiat, o que resultou na inauguração da Via Marconi, na cidade de Manaus. Hoje, essa concessionária possui filiais nas cidades de Santarém (PA), Avaré (SP), Lençóis Paulista (SP) e Altamira (PA). O próximo passo do grupo foi a aquisição da concessionária Fiat Viale Automóveis, localizada na cidade de Castanhal. Na sequência, vieram as aquisições da Antares Veículos e da Antares Caminhões, ambas em Teresina (PI), concessionárias da marca Ford. A próxima montadora a se unir ao Grupo EBD foi a Toyota. Essa parceria gerou a Bacaba Veículos, na cidade de Macapá (AP); e posteriormente a THAI, nas cidades de Ourinhos (SP), Avaré (SP) e Ananindeua (PA), esta última inaugurada em 2012. Com o intuito de diversificar cada vez mais seus negócios, a EBD seguiu para um novo ramo de negócio, firmando mais uma parceria de sucesso, dessa vez com a Petrobrás. Nascia assim o Posto Viale, na cidade de Castanhal (PA), que abriga também uma nova experiência de varejo do grupo, a loja de conveniência Ponto de Encontro. O Grupo EBD também atua fortemente no agronegócio através da fazenda Promissão. Nesse segmento, o Grupo busca manter em todas as suas ações um “Equilíbrio Perfeito” entre a criação dos animais e o meio ambiente, tornando a pecuária uma atividade sustentável e ecologicamente responsável. Assim, agronegócio e natureza prosperam lado a lado. Mais um exemplo da atitude e mentalidade moderna do Grupo. A busca da excelência no ciclo de vendas de produtos e serviços juntamente ao compromisso com clientes e fornecedores por meio do trabalho em conjunto, mão-de-obra especializada, experiência, dedicação e responsabilidade social faz do grupo um referencial de qualidade no atendimento e no relacionamento, ou seja, conceitos simples que construíram o sucesso e o renome do Grupo EBD. 39 Um Jeito EBD de Vender Um Jeito EBD de Vender foi concebido a partir de cinco passos básicos, que norteiam as atividades da equipe de vendas e de promoção do Grupo EBD. Conceitos simples que ajudam a tornar a experiência de venda a mais agradável e eficiente possível. Com esta poderosa ferramenta, a equipe consegue não só obter melhores resultados em números, mas também incrementam a experiência de atendimento nos pontos de vendas, o que fideliza o cliente através de um atendimento eficiente e cada vez mais profissional. Muito mais do que padronizar os procedimentos no momento da venda, um Jeito EBD de Vender também auxilia os profissionais no entendimento dos processos que vêm antes e após a venda, ou seja, também impacta positivamente na produtividade dos profissionais. E acima de tudo, não se trata do que chamamos "receita de bolo". Todo o conteúdo que é aplicado nas unidades do grupo EBD é periodicamente melhorado, assim como o treinamento é reforçado com visitas periódicas dos consultores. Com esse acompanhamento, a excelência na aplicação da ferramentaBSC fica ainda maior, planejando ações cada vez mais eficazes, escaneando as necessidades dos clientes e do mercado, transformando o atendimento para atender a todas as expectativas, superando as barreiras das objeções e do comodismo, de forma consolidar a EBD como a distribuidora preferida de todos os clientes. Um Jeito EBD de Atender "Para o cliente, você é a EBD". A partir dessa máxima, que inicialmente foi lançada durante os treinamentos do "Um Jeito EBD de Vender", que surgiu a ideia de se fazer o BSC, uma ferramenta diferente, que pudesse ser aplicada juntos aos setores administrativo, financeiro e de logística, Com esse foco, a EBD também investe no treinamento dos seus profissionais que lidam diariamente com as informações, cargas e pedidos dos clientes internos e externos. São os profissionais que encerram o ciclo de vendas, influenciando diretamente na visão que o cliente tem sobre a EBD. Eles que, a cada atendimento, reforçam a boa impressão que os clientes possuem acerca do seu atendimento. Contudo, esse 40 esforço necessita ser contínuo, pois o bom atendimento é como uma pegada na areia: ele pode se apagar com o tempo. Para que isso não aconteça, todos os profissionais se dedicam a oferecer sempre o melhor atendimento, que deixe essa marca positiva da EBD entre os clientes e fornecedores. Valores Ter uma conduta ética, com equilíbrio e senso de justiça nas ações e decisões. Construir relacionamentos sólidos e duradouros, baseados na confiança e responsabilidade entre as pessoas envolvidas, buscando a satisfação pessoal e profissional de todos. Visão “Ser reconhecido pelos clientes, fornecedores e colaboradores como a melhor empresa do seu segmento, no mercado onde atua, através de um trabalho diferenciado, atendendo e superando suas expectativas.” Missão Consolidar com excelência o ciclo de vendas dos produtos e serviços, buscando surpreender positivamente nossos colaboradores, fornecedores e clientes, para alcançar a máxima satisfação do nosso principal alvo: os consumidores. OBJETIVO Contribuir para que o Grupo EBD dobre o seu volume de faturamento nos próximos três anos. 41 5 ANÁLISE DOS RESULTADOS Gráfico 1 – O que motivou a escolha do BSC COMISSÃO AUMENTO MIX DE VENDAS FIDELIZAÇÃO DOS CLIENTES Fonte: Autores, 2013 Perguntou-se aos entrevistados o que os motivou para a escolha do BSC como ferramenta de gestão estratégica, e viu-se que 40% destes declararam ser a comissão, 30% informaram ser o mix de vendas, assim como a fidelização dos clientes obtendo o mesmo percentual. Diante deste resultado, Kaplan e Norton (2004) afirmam que a motivação permite que as empresas qualifiquem seus resultados relacionados à: satisfação, fidelidade, retenção, captação e lucratividade que representam medidas para perspectivas genéricas. Gráfico 2 – Benefícios que o BSC trouxe para a empresa FINANCEIRO CRESCIMENTO DE MERCADO CLIENTELA FIEL Fonte: Autores, 2013 42 Os entrevistados informaram alguns dos benefícios é que o BSC permite aos gestores uma melhor forma de monitorar a empresa seja na parte financeira ou operacional. Também motivou os funcionários ao que se diz respeito ao comprometimento do mesmo com a empresa.Conforme Kaplan e Norton (2004), além de servirem para articular a estratégia da empresa, os indicadores do BSC são utilizados, também, para comunicar a estratégia a toda a organização e para ajudar a alinhar iniciativas individuais, organizacionais e interdepartamentais, visando alcançar uma meta comum. Sendo assim, o BSC contribui para o alinhamento de toda a organização com suas estratégias. Gráfico 3 – Índice de crescimento nas vendas AUMENTO DOS LUCROS 2011 AUMENTO DOS LUCRO 2012 Fonte: Autores, 2013 Foi declarado pelos entrevistados, que após a implantação do BSC o aumento no percentual de vendas no ano seguinte foi de 200% com relação ao ano anterior, e em 2012, o percentual de vendas teve um aumento de 68%.Segundo Kaplan e Norton (2004), os indicadores dependem da fase do ciclo da vida em que se encontra a empresa ou unidade de negócios, sendo considerado três fases: crescimento, onde os níveis de investimento são elevados; sustentação, momento em que se espera o retorno do capital investido; e colheita, caracterizada pela maximização do fluxo de capital. Demonstra-se que a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros, em especial o lucro líquido, o retorno sobre o investimento, a criação de valor econômico e a geração de caixa. 43 Gráfico 4 – Dificuldades encontradas do BSC como ferramenta de trabalho GRAU DE FACILIDADE Fonte: Autores, 2013 De acordo com os resultados obtidos, 100% dos entrevistados declararam que estão satisfeitos com o BSC pelo fato do mesmo ser uma ferramenta considerada de fácil adaptação para o cumprimento das metas estabelecidas. Neste sentido, para Megliorini e Silva (2009), o BSC é utilizado como um sistema de gestão estratégica por meio do qual é possível traduzir a visão e a estratégia, comunicar e associar objetivos e indicadores, planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas. Gráfico 5 - Tempo de utilização do BSC 2010 2011 2012 2013 Fonte: Autores, 2013 O BSC foi implantando no ano de 2010. Há aproximadamente quatro anos a EBD está trabalhando com esta ferramenta.Wisniewski e Olafsson (2004) apresentam que o Balanced Scorecard é visto como ummecanismo que busca 44 melhorar a administração dos indicadores de desempenho e, que por meio da utilização de seus indicadores, as organizações conseguem alcançar suas metas estratégicas. Gráfico 6 – Como os funcionários se mostram motivados em função do BSC GRATIFICAÇÃO RECONHECIMENTO FACILIDADE Fonte: Autores, 2013 Viu-se com esta entrevista, que 60% dos funcionários mostram-se motivados por obterem gratificações através de cumprimento de metas, 10% mostram-se motivados apenas pela facilidade do trabalho através do BSC. Gráfico 7 – Índice de viabilidade operacional que facilita o BSC na empresa? VIABILIDADE DO BSC Fonte: Autores, 2013 Em entrevista foi visto que o BSC é uma ferramenta 100% viável, pois os benefícios trazidos à empresa é muito mais relevante que o próprio custo. 45 Gráfico 8 – Grau de satisfação dos clientes SATISFAÇÃO DOS CLIENTES Fonte: Autores, 2013 De acordo com os entrevistados, os clientes se mostram 100% satisfeitos pelo fato de serem atendidos por meio de uma logística satisfatória com um prazo de entrega de 48 horas podendo chegar até 24 horas, para que seus produtos estejam em seus respectivos pontos de vendas, além dos mesmos serem de alta qualidade e inovadores chamando assim a atenção dos clientes aumentando a lucratividade nas vendas.Rafele (2004) acredita que as estratégias logísticas têm influenciado na seleção de clientes, design de produtos, na construção de alianças sociais, seleção de fornecedores, e em muitos outros processos comerciais. E, segundo Perez, (2007), o BSC torna-se ferramenta de grande valia para mensurar a desempenho logístico, uma vez que serve para orientar o sistema gerencial e ligar efetivamente as estratégias de curto prazo com as de longo prazo. 46 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisar a importância do BSC e suas perspectivas foi bastante proveitoso, tendo em vista que o mesmo é uma ferramenta ideal e imprescindível no meio organizacional, pois sua eficácia soluciona o problema de planejamento da empresa como um todo. Este planejamento em ação visa utilizar-se de uma visão holística da administração em benefício do seu planejamento estratégico, uma vez que o BSC não limita-se só ao sistema de controle, mas também engloba o aprendizado, informação e a comunicação. A empresa EBD, na qual foi realizada a pesquisa, é um grupo já solidificado no mercado, principalmente no estado de Pernambuco, apesar de ser uma das maiores empresas de distribuição do Brasil eles estão sempre buscando a excelência nos ramos de negócios que ingressam, permitindo ao consumidor produtos de boa qualidade, bom aspécto físico e a responsabilidade, garantindo assim a satisfação do cliente. O BSC, aplicado nos diversos setores do grupo EBD, agregou valores que trouxeram equilíbrio nas ações e tomadas de decisões da empresa, com a visão e missão de superar as expectativas frente aos seus respectivos colaboradores e clientes, estabelecendo equilíbrio através do alinhamento estratégico das medidas financeiras e não financeiras, dando um crescimento organizacional fazendo-se assim com qua a mesma viesse a galgar dentro do mercado de redes de distribuição. Os resultados obtidos demonstram que o Balanced Scorecard contribue para a formulação de estratégias como uma importante ferramenta na gestão empresarial, visando a valorização dos clientes atuais e futuros, sem desviar o interesse do desempenho financeiro, transcedendo sua concepção como sistema de controle de gestão, indicando a necessidade da administrativas para a definição de estratégias competitivas. utilização de técnicas 47 6 REFERÊNCIAS BALZANI, Haylla. <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/balancedscorecard-bsc-uma-ferramenta-de-gestao/12951/>. Acesso em: 01 de Setembro de 2013. BARINO, B. C. Balanced Scorecard como ferramenta de comunicação de estratégica: Um Estudo em Instituição Financeira. Disponível em:<http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa>. Acesso em: 20 de Maio de 2013. BELLO, Wlamir. <http://revistagestaoenegocios.uol.com.br/gestao- motivacao/30/artigo213363-1.asp> Acesso em: 03 de Setembro de 2013. CARTONI, Daniela. 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THOMPSON, Arthur A.; Strickland, A. J. Planejamento Estratégico: elaboração, implementação e execução. Tradução de Francisco Roque Monteiro Leite. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. 50 ANEXOS 51 APÊNDICE 52 ANEXO - 1 FOTO -1 Empresa EBD FOTO- 2 Interior da empresa EBD 53 FOTO – 3 Logistica da EBD 54 APÊNDICE De acordo com entrevista realizada na empresa EBD – Distribuidora, foram verificadas informações sobre a implantação do BSC dentro da organização. 1 O BSC é uma ferramenta de gestão estratégica motivacional? ( ) Sim ( ) Não 2 O BSC é um investimento que traz benefícios para a empresa? ( ) Sim ( ) Não 3 O índice de crescimento nas vendas após o BSC se tornou superior aos anos anteriores? ( ) Sim ( ) Não 4 O BSC é uma ferramenta de fácil adaptação? ( ) Sim ( ) Não 5 O BSC é uma implementação estratégica nova na empresa? ( ) Sim ( ) Não 6 Os funcionários se mostram incentivados? ( ) Sim ( ) Não 7 Diante do custo não tão acessível, a viabilidade operacional se torna possível? 55 ( ) Sim ( ) Não 8 Os clientes se apresentam satisfeitos? ( ) Sim ( ) Não