BOLETIM - CGTB www.cgtb.org.br Em defesa do Brasil e da CLT FILIE-SE à CGTB! Boletim y CGTB y 2 E Encontro nacional da CGTB abre campanha em defesa da CLT m Encontro Nacional realizado em São Paulo, no dia 24 de outubro, a CGTB lançou a “Campanha Nacional em Defesa da CLT”. O evento contou com a participação de sindicatos de 21 estados e a exposição do ex-procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho e vice-presidente do DF da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), João Pedro Ferraz dos Passos. Foras aprovados a realização de plenárias estaduais, o recolhimento de assinaturas em um abaixo-assinado em defesa da CLT nas empresas das bases dos sindicatos filiados à CGTB e levar a campanha ao Congresso Nacional. O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), apresentou o manifesto “Em defesa da CLT, a mais avançada legislação trabalhista”. Segundo o documento, “a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecida por Getúlio há 69 anos nos marcos da Revolução de 30, tem sido a garantia dos direitos dos trabalhadores. Com ela, as relações do trabalho saíram da idade da pedra para entrar na modernidade, sendo decisiva para que o Brasil se transformasse de uma grande fazenda agroexportadora em um país industrial. Sua instituição, portanto, é parte inseparável da luta do povo brasileiro pela independência nacional”. De acordo com o manifesto, “de tempos em tempos, os monopólios transnacionais lançam seus ataque à CLT, para reduzir ou até mesmo eliminar direitos dos trabalhadores, sob o eufemismo de ‘flexibilização’”. A nova investida contra a CLT vem travestida sob o nome de Acordo Coletivo Especial, segundo o qual, as normas estabelecidas na CLT seriam suspensas onde houvesse “acordos” nos locais de trabalho. Seria a retomada dos preceitos estabelecidos pelo projeto de lei nº 5.483/01, de Fernando Henrique, prevalecendo o negociado sobre o legislado, o que abriria espaço para a redução de salários, aumento da jornada de trabalho e assalto a diretos como férias, 13º salário, descanso semanal remunerado, adicional noturno, licença-maternidade, entre outros. Para o procurador João Pedro Ferraz dos Passos, a aprovação desse projeto colocaria “o movimento sindical nas mãos do patronato”, além de instituir a interferência do Estado nos sindicatos, uma vez que o Ministério do Trabalho ficaria responsável em dar a habilitação para o sindicato negociar no local de trabalho. Conforme o texto de justificativa do Acordo Coletivo Especial, “não cabe desistir dos avanços democráticos. Nem decretar que são imutáveis as normas jurídicas anteriores ao encontro pleno do Brasil com a democracia constitucional. Nem que é intocável uma lei de quase 70 anos, de um país que vem mudando tanto. A saída verdadeira é trabalhar por mudanças capazes de quebrar o gesso das leis arcaicas, sem esquecer os condicionantes necessários para impedir qualquer precarização nas relações de emprego, como foi moda nos anos 1980 e 1990, no apogeu das chamadas políticas neoliberais”. No momento em que se acelera o processo de desnacionalização da economia brasileira, inclusive com a intenção de pelo menos cinco montadoras a vir se instalar no Brasil, como a alemã BMW, o projeto cairia como uma luva para esses monopólios – com redução de direitos, principalmente redução de salários - auferirem superlucros, que seriam remetidos para suas matrizes nos chamados países ricos, mergulhados em profunda crise. Negociação só em patamar acima da CLT A seguir, texto condensado da exposição do ex-procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho e vice-presidente do DF da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), João Pedro Ferraz dos Passos. Eu comecei a pesquisar o assunto e descobri que existem alguns seminários, conclaves, onde a discussão está em secreto, que envolve empresários, ministros, membros da economia, mas os empregados não são incluídos no debate. Pelo menos os que não se mostram de acordo. O presidente do TST fará uma palestra para debater esse projeto, num ambiente fechado apenas com algumas personalidades. A legitimidade do interesse dos trabalhadores é do movimento sindical, não são das empresas. Imagina as empresas se reunindo preocupados em defender e aprovar um projeto que vá beneficiar o trabalhador? Esse projeto Volks, vou chamá-lo assim porque o Bira deu essa denominação, é próprio do setor metalúrgico. A Volkswagen não fez o carro flex? Então, fazer sindicato flex é mole. A exposição de motivos desse projeto diz que o trabalhador sabe o que é melhor para ele, então tem de negociar. Por que não negociar em um patamar acima da lei? A lei diz que as férias são de 30 dias. Vamos negociar 40 dias. Você topa? A lei diz 40 horas semanais. Vamos negociar 36, 35, 34, você topa? Aviso-prévio, 30 dias. Vamos elevar para 60? Não há nenhum problema em negociar, desde que seja em um patamar acima do mínimo estabelecido pela lei. O projeto de lei nº 5.483/01 significava a prevalência do negociado acima do legislado. Tudo isso que vamos começar a discutir já foi discutido. A comunidade jurídica - Abrat, Anamatra, vários segmentos da magistratura e do movimento sindical, inclusive esse mesmo que está apoiando isso aí - já condenou esse projeto. Tanto condenou que ele foi retirado. O que é flexibilizar? Flexibilizar é amolecer, é deixar que a coisa seja modificada. Flexibilizar para mudar a lei que já está estabelecida na CLT, que nós queremos proteger. Quem se aproveita dessa insistência na flexibilização e na desregulamentação? Eu vi a exposição de motivo do Acordo Coletivo Especial falando em insegurança jurídica e criação de passivo. Vocês estão preocupados com passivo que as empresas têm com vocês, mas não em criar passivos. Nós temos a CLT com 70 anos, o artigo 7º da Constituição que coloca os mesmo direitos da CLT com alguns reforços, cria insegurança jurídica, imagina essas negociações coletivas pelo sindicato da fábrica, quantos pontos de insegurança essas negociações iriam criar e teriam de ser submetidas ao Judiciário? Essa conversa de insegurança jurídica é conversa pra boi dormir. Procurador João Pedro Ferraz dos Passos Porque se nós temos insegurança jurídica com a CLT e mais a Constituição, imagina as negociações em cada fábrica, que seriam mais de uma na mesma fábrica. Cada setor produtivo iria regular as normas em seu setor de trabalho. Nas empresas que quiserem fazer a norma coletiva, quem não se sindicalizar não entra. Nas empresas que não quiserem fazer vai acontecer o contrário, quem for sindicalizado vai para rua. Seria colocar o movimento sindical na mão do patronato. Boletim y CGTB y 3 Acordo Coletivo Especial = redução de direitos e pulverização dos sindicatos O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, encaminhou ao governo o Acordo Coletivo Especial (ACE), para, segundo ele, modernizar as relações de trabalho, jogando no ralo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto é para “estimular que o País adote a negociação coletiva como instrumento mais moderno para a solução dos conflitos pertinentes às relações de trabalho e à representação sindical no interior da fábrica, como condição fundamental à democratização das relações entre trabalhadores e empresas”. Basta analisar alguns pontos do ACE para se constatar que se trata de redução de direitos e de deixar os trabalhadores à mercê do patronato. Anteprojeto de Lei Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico Está dito na exposição de motivos: “As lideranças sindicais mais dinâmicas e representativas dos trabalhadores e dos empregadores sempre buscaram superar essa herança limitadora, que se impõe até hoje como um obstáculo ao pleno exercício da liberdade sindical e da negociação coletiva”. Quem são as lideranças mais dinâmicas e representativas dos empregadores? Os executivos da Volkswagen, da GM, da Ford, da Telefónica? Em 2009, um dinâmico representante dos empregadores, o então presidente da Vale, Roger Agnelli, propôs a redução dos salários em 40%, supostamente para enfrentar uma crise que não é nossa. No início de 2010 foi a vez da Fiesp propor redução de jornada com redução de salário. Graças à resistência das Centrais e à legislação foi impedido que isso acontecesse. Ele diz que “nos setores mais dinâmicos da economia brasileira” – certame da indústria automobilística, controlada pelas multinacionais – “a negociação coletiva permanente e a solução voluntárias de conflitos mostraram não apenas reduzir o número de reclamações trabalhistas, individuais e coletivas, como contribuído para a melhoria de recursos humanos das empresas”. De acordo com ele, “os Comitês Sindicais de Empresa têm contribuído para o incremento do diálogo social, a crescente celebração de acordos coletivos e a solução voluntária de conflitos nos locais de trabalho. Pautados pelos princípios da boa-fé e do respeito mútuo”. O objetivo do ACE é “formular as bases jurídico-institucionais para que, empresas e os sindicatos profissionais organizados a partir dos locais de trabalho possam estabelecer – com a indispensável segurança jurídica e de forma compatível com a legislação em vigor – obrigações recíprocas, normas de proteção, condições específicas de trabalho e formas mais apropriadas de soluções de conflitos”. Esses sindicatos seriam habilitados pelo Ministério do Trabalho. Que interferência maior nos sindicatos pelo Ministério do Trabalho? Teríamos o sindicato com habilitação e o sindicato sem habilitação. E a liberdade e autonomia sindical onde é que ficam? Para ter autorização para negociar, as em- presas teriam de ter 50% de sindicalizados. Elas determinariam aos seus empregados que se sindicalizassem e escolheriam aqueles que pertencessem ao sindicato. Isso é boa-fé? A sindicalização ficaria à disposição do empregador. De acordo com o projeto, dentro de cada ambiente de trabalho teria um mínimo de 50% de empregados sindicalizados. Que maravilha, o patrão fazendo campanha pela sindicalização. O empregado ao entrar na fábrica receberia toda a papelada de contrato de trabalho, seguro de vida e mais o papel de sindicalização. Isso é uma maneira de comprar o sindicato. Desses empregados, teria de ter um mínimo de pelo menos 60% para fazer a Quem tem CLT não precisa ACE norma coletiva específica. E desses 60% teria de ter a aprovação de pelo menos 30% dos empregados. Em um ambiente de trabalho de 200 empregados, a norma coletiva seria feita com 101 (50% mais um). A norma seria aprovada com 60%, ou seja, com 61 empregados. Nós teríamos uma norma nesse ambiente de trabalho com votos de 61, que estão permanentemente sob o temos reverencial do poder do empregador, sob o jugo do empregador. As empresas aprovariam tudo que quisessem. “A CLT como faca de dois gumes” Na defesa do projeto, é dito que CLT “valeu como passo importante para proteger direitos individuais dos trabalhadores, mas limitou seus direitos coletivos. A nova legislação estabeleceu um excessivo controle do Estado sobre a relação entre capital e trabalho. Tolheu a liberdade sindical e restringiu o campo das negociações coletivas” e que “a lei tolhe a autonomia dos trabalhadores e empresários, impondo uma tutela pelo Estado, que, como toda tutela, se converte em barreira para o estabelecimento de um equilíbrio mais consistente”. Ora, a CLT representa garantias mínimas para o trabalhador. É uma ilusão achar que com o fim da lei vai haver equilíbrio. Ela não impede negociação alguma, que, aliás, é feita anualmente por todas as categorias. A CLT não foi impedimento para que se conquistasse o 13º salário, durante o governo João Goulart. A CLT não foi barreira para a redução da jornada para 44 horas semanais, da mesma forma que não impediu que várias categorias conquistassem jornada de 40 horas e por isso estamos lutando para que seja estendida para todas. Todos os direitos mínimos que temos têm origem em decisões e negociações coletivas conquistadas pelos trabalhadores. Alguns direitos que estão na legislação lateral, estão consolidados na CLT, que dela fazem parte, como 13º salário e outros conquistados ao longo do tempo. É evidente que a negociação coletiva deve ser privilegiada, mas limitada por tudo àquilo que vá invadir o mínimo do que é estabelecido pela lei. A CLT estabelece garantias mínimas, abaixo dessas garantias não é possível, por negociação coletiva, fazer acordos. Os direitos que temos consagrado no artigo 7º da Constituição hoje foram conquistados com muita luta. Portanto, a CLT não “restringiu o campo das negociações coletivas”, o que ela impede é negociação para redução de direitos. Liberdade e autonomia sindical “Na democracia as pessoas têm liberdade de se reunir, organizar sindicatos, expressar seu pensamento, promover manifestações e participar ativamente na vida política. Durante a ditadura, qualquer luta reivindicatória nas empresas trazia repressão, demissão e até prisão. O lado autoritário da CLT impedia a liberdade de organização e proibia as centrais sindicais. O MTE decretava intervenção nos sindicatos e destituía as lideranças legítimas”. Ora, o que impedia a liberdade de organização não era a CLT, mas a ditadura, uma vez que o movimento sindical era um dos principais polos de resistência. Em 1968, no auge do arbítrio, os metalúrgicos de Osasco entraram em greve por aumento salarial. Isso só foi possível graças à unicidade sindical, que possibilita uma unidade férrea entre os trabalhadores. A ditadura já é página virada. Levantar coisas do passado como se existissem hoje – como a intervenção nos sindicatos – não serve para nada. Da mesma forma a repetição da velha ladainha de que a CLT é baseada na Carta del Lavoro, de Mussolini. O jurista Arnaldo Süssekind, que fez parte da comissão que elaborou a CLT, afirmou certa vez que quem diz isso ou nunca leu a Carta del Lavoro ou está de má-fé. No modelo italiano trabalhadores e empresários se organizavam no mesmo sindicato, o que significa dizer que prevalecia a vontade dos patrões, o que não é o caso do Brasil. O que mais parece com Carta de Mussolini é a constituição de sindicatos por ramo a partir dos locais de trabalho, com sindicalização chancelada pelas empresas e homologada pelo MTE. Boletim CGTB é uma publicação da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM) e à Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS). Endereço: Rua Conselheiro Brotero, 589, 8º andar, Santa Cecília, São Paulo-SP. CEP 01154-001 - Tel./fax: (11) 3288-1196 - E-mail: <[email protected]>, <[email protected]> Presidente: Ubiraci Dantas de Oliveira - Secretário de Comunicação: Paulo Teixeira Sabóia - Edição e redação: Valdo Albuquerque (MTb 37.516/SP) - Fotos: André Augusto Produção: Estúdio Brasil (11 2495-7202) [email protected] - Tiragem: 20.000 - Novembro de 2012 - www.cgtb.org.br Boletim y CGTB y 4 Em defesa da CLT, a mais avançada legislação trabalhista “O trabalhador brasileiro possui hoje o seu código de direito, a sua carta de emancipação econômica. Ele sabe perfeitamente o que isso vale” Getúlio Vargas, no 1º de Maio de 1943, Estádio São Januário A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecida por Getúlio há 69 anos nos marcos da Revolução, tem sido a garantia dos direitos dos trabalhadores. Com ela, as relações do trabalho saíram da idade da pedra para entrar na modernidade, sendo decisiva para que o Brasil se transformasse de uma grande fazenda agroexportadora em um país industrial. Sua instituição, portanto, é parte inseparável da luta do povo brasileiro pela independência nacional. Por isso, de tempos em tempos, os monopólios transnacionais lançam seus ataque à CLT, para reduzir ou até mesmo eliminar direitos dos trabalhadores, sob o eufemismo de “flexibilização”. No governo tucano, chegou a ser aprovado na Câmara o projeto de lei nº 5.483/01, que alterava o art. 618 da CLT, para que “acordos” prevalecessem sobre a legislação, o que abriria espaço para a redução de salários, aumento da jornada de trabalho e assalto a diretos como férias, 13º salário, descanso semanal remunerado, adicional noturno, licença-maternidade, entre outros. No primeiro ano de seu mandato, o presidente Lula retirou o projeto do Senado, onde se encontrava em tramitação. Hoje, a nova investida contra a CLT vem travestida sob o nome de Acordo Coletivo Especial, idealizado e formatado na Alemanha, mais precisamente pelo DRH da Volkswagen. Consiste em suspender as normas da CLT onde houver “acordos” nos locais de trabalho. Pretensamente para melhorar a competitividade, aumentar a produção e criar novos empregos e o Brasil crescer. Nada mais falso. Não são dos direitos dos trabalhadores que diminuem a competitividade da indústria nacional. Pelo contrário, foram fundamentais para o fortalecimento do mercado interno, contribuindo para que o Brasil tivesse um crescimento médio anual de 7% até 1980. O que tra- Bira, presidente da CGTB va a competitividade e o crescimento são os juros altos, o câmbio sobrevalorizado, a desnacionalização e, consequentemente, a desindustrialização da nossa economia. O “Projeto Volks” vai abrir espaço para a redução de dias de férias (20, 10 ou 5 dias), institucionalização do banco de horas, para que o salário seja pago não até o 5º dia útil, mas até o 10º ou 20º, entre outros cortes de direitos e os trabalhadores sob ameaça de de- missão. Significará, enfim, aumento de lucros e redução de salários, é o que pretendem os monopólios para aumentar as remessas de lucros, pois foi o que fizeram na Europa e nos EUA, que só agravou a crise. O que os trabalhadores brasileiros têm a ganhar copiando um projeto alemão que foi redigido para instituir um brutal arrocho salarial, com a “flexibilização” das leis trabalhistas em 2002, que se constituiu, inclusive, na base da crise em que está mergulhada a Alemanha? O que pode servir de exemplo ao Brasil as leis trabalhistas de um país que sequer possui salário mínimo? É a CLT que protege os trabalhadores da ganância das multinacionais. É a nossa legislação que garante que não ocorra aqui o que acontece em outros países. Além de piorar a legislação, “flexibilizar” iria estimular as pressões e chantagens das multinacionais e demais setores do patronato sobre os trabalhadores, no momento em que as multinacionais avançam sobre a nossa economia, inclusive em setores estratégicos. Não somos contra melhorar a legislação, seja qual for, desde que seja para ampliar os direitos dos trabalhadores e não o contrário. A nossa luta atual é para que o país volte a crescer, rumo à independência nacional, caminho iniciado por Getúlio e retomado pelo companheiro Lula. Para isso é preciso fortalecer o mercado interno, com mais emprego e aumento real de salários; continuidade da redução da taxa de juros; implantar uma política industrial, baseada no financiamento do BNDES às empresas genuinamente nacionais e o governo dando-lhes preferências em suas encomendas; fim dos leilões de petróleo, do fator previdenciário e da terceirização em atividade fim; e investimento estatal nos setores de tecnologia de ponta. 3 2 1 1 - Mauri Viana, pres. FENATRACOOP 2- Déborah Cheyne, pres. SindMusi/RJ 3 - Oswaldo Lourenço, pres. Sindapb 4 - Paulo Langner, pres. CGTB/PR 5 - José Conceição, pres. Sind Servidores Públicos de Santana (AP) 4 5