FACULDADE TECSOMA GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO SATISFAÇÃO DO CLIENTE COMO DIFERENCIAL PARA FIDELIZAÇÃO Ailton Costa Neto Paracatu 2011 Ailton Costa Neto SATISFAÇÃO DO CLIENTE COMO DIFERENCIAL PARA FIDELIZAÇÃO Monografia apresentada a Faculdade TECSOMA, como pré-requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. Área de Concentração: Qualidade Orientador: Carlos Alberto Kraemer Paracatu 2011 NETO, Ailton Costa. Satisfação do cliente como diferencial para fidelização. / Ailton Costa Neto. Paracatu, 2011. 85f. Orientador: Carlos Alberto Kraemer Monografia (Graduação em Administração) - Faculdade TECSOMA, Paracatu – MG. Bibliografia 1. Qualidade no atendimento. 2. Fidelização de Clientes. 3. Retenção de Clientes. 4. Estudo de Caso. I. Neto, Ailton Costa. II. Faculdade TECSOMA. III. Título. CDU: 658.89 AILTON COSTA NETO SATISFAÇÃO DO CLIENTE COMO DIFERENCIAL PARA FIDELIZAÇÃO Monografia apresentada a Faculdade TECSOMA, como pré-requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. Paracatu, 2011. ______________________________________________________ Carlos Alberto Kraemer ______________________________________________________ Geraldo B. B. de Oliveira ______________________________________________________ Fernando Antônio Antunes ______________________________________________________ Professor Convidado Paracatu,_____ de ___________de_________ Dedico este trabalho a Deus, aos meus pais, minha esposa Wilma e ao meu filho Henrique, pois foram eles a estrutura que me sustentou nesta jornada. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois nele sei que posso confiar e descansar. A minha esposa e ao meu filho, que acreditaram no meu potencial e me deram total apoio para prosseguir. Vocês são presentes de Deus em minha vida! Aos meus pais, pelo amor e dedicação. A todos os professores com quem tive a oportunidade de aprender e descobrir coisas maravilhosas. A vocês, o meu muito obrigado! Agradeço também a todos os amigos e colegas que contribuíram de forma direta e indireta. Obrigado! “Boa administração significa fazer coisas boas tanto para os trabalhadores quanto para os clientes, e não apenas acumular lucros para os chefes. A organização é um fenômeno humano, social e moral.” Peter Drucker LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Organograma da Empresa............................................................................... 15 Figura 02 – Organograma do 4P’s do Marketing.............................................................. 29 Figura 03 - Gráfico 1 - O que se procura em produtos e serviços em uma empresa de segurança........................................................................................................................... 66 Figura 04 – Gráfico 2 - O que os clientes observam em uma empresa de sistemas de segurança........................................................................................................................... 66 Figura 05 – Gráfico 3 - Frequência que solicita manutenção preventiva.......................... 67 Figura 06 – Gráfico 4 - Avaliação quanto a rapidez no atendimento de manutenção....... 67 Figura 07 – Gráfico 5 - Avaliação do atendimento em geral da empresa......................... 68 Figura 08 – Gráfico 6 - Avaliação dos produtos e serviços prestados............................... 68 Figura 09 – Gráfico 7 - Fatores relevantes de satisfação no atendimento......................... 69 Figura 10 – Gráfico 8 - Fatores relevantes de insatisfação no atendimento...................... 69 Figura 11 – Gráfico 9 - Comportamento do cliente diante de um produto e serviço que gera insatisfação................................................................................................................ 70 Figura 12 – Gráfico 10 - Avaliação de melhoria dos produtos e serviços da empresa..... 70 Figura 13 – Gráfico 11 - Avaliação quanto a última solicitação dos produtos e serviços da empresa......................................................................................................................... 71 Figura 14 – Gráfico 12 - Você já ouviu falar ou conhece a empresa Semelc.................... 71 Figura 15 – Gráfico 13 - Você conhece alguma empresa de segurança............................ 72 Figura 16 – Gráfico 14- Você conhece os produtos e serviços que a empresa oferece..... 72 Figura 17 – Gráfico 15 - O que leva as pessoas contratar um serviço de monitoramento de uma empresa de segurança........................................................................................... 72 Figura 18 – Gráfico 16 - Possui algum serviço de monitoramento................................... 73 Figura 19 – Gráfico 17 - Teria confiança em solicitar os serviços da empresa Semelc.... 73 Figura 20 – Gráfico 18 - O que o cliente espera que a empresa o ofereça........................ 74 Figura 21 – Gráfico 19 - Conhece alguém que possuem serviços da empresa................. 74 Figura 22 – Gráfico 20 - Avaliação que se faz em relação aos produtos e serviços da empresa.............................................................................................................................. . 74 LISTA DE QUADROS Quadro 01: Cronograma de Atividades............................................................................. 20 Quadro 02 – Recursos Humanos....................................................................................... 20 Quadro 03 – Recursos Materiais........................................................................................ 21 Quadro 04 – Recursos Financeiros.................................................................................... 21 Quadro 06–Recursos Totais.............................................................................................. 21 Quadro 07 - Desenvolvimento do Marketing – da Pré-história a 7ª Geração.................... 26 Quadro 08: Declaração Escopo.......................................................................................... 78 Quadro 09: Cronograma.................................................................................................... 79 Quadro10: Plano Gerenciamento de Custos..................................................................... 80 Quadro 11: Gerenciamento de riscos................................................................................ 80 Quadro 12: Plano gerenciamento de comunicação aos stakeholders................................ 81 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ARC- Área de Resultado Chave CFTV - Circuito Fechado de TV CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CPV - Custo dos Produtos Vendidos GQT - Gestão da Qualidade Total IBM - International Business Machines ISSO - Organização Internacional de Normalização LMSS -Leonardo& Marcelo Sistema de Segurança LTDA - Limitada ME - Micro Empresa MG - Minas Gerais P&D - Pesquisa e Desenvolvimento VPC - Valor Percebido pelo Cliente RESUMO Este estudo objetivou mostrar que o atendimento com qualidade é a mais importante conduta da corporação, sendo a maior garantia de que os clientes podem ser e se manter fieis, também a melhor defesa da empresa frente ao mercado competitivo, o caminho mais certo para o crescimento e, em virtude deste, conquistar maior lucratividadeO atendimento com qualidade ao cliente é sem dúvida um dos principais fatores competitivos do mercado, tanto para o crescimento das vendas quanto para a evolução da empresa.Todas as organizações precisam de alguma direção estratégica, precisam saber para onde estão caminhando, caso contrário estarão fadadas ao fracasso. Uma empresa diversificada necessitará de uma estratégia para posicionar-se no ambiente global, econômico, político e social.As empresas de sucesso atualmente focam o cliente como fator principal de sua sobrevivência, estabelecendo que todos os membros da empresa deverão estar envolvidos no entendimento e compreensão dos desejos do cliente, para que se atinja a sua satisfação.Entretanto a qualidade no atendimento ao cliente reflete a eficiência e a eficácia de toda a organização, ou seja, de sua cultura, de sua capacidade gerencial, da motivação dos seus profissionais, de relações de trabalho, da consciência da importância do trabalho em equipe e de sua integração. Palavras-chave: Atendimento. Qualidade. Marketing. Organização. ABSTRACT This study aimed you it show that quality care is important you it the conduct of the corporation, with the added assurance that customers can be and you it remain faithful, is the company's best defense against the competitive market, the surest path you it growth and because of this, greater profitability.The quality customer service is without doubt one of the principal competitive factors in the market will be both sales growth and will be the company's evolution.All organizations require disappears strategic direction, know where you plows going, otherwise they will be doomed you it failure. The diversified company needs to strategy you it position itself in the global environment, economic, political and social.Successful businesses today focus on the customer the the main factor will be their survival, stipulating that all members of the company should be involved in understanding and comprehension of the customer's wishes, you it make up your satisfaction.Meantime the quality in the service to a client reflects the efficiency and the efficiency of the whole organization, in other words, of his culture, of his management capacity, of the motivation of his professionals, of relations of work, of the conscience of the importance of the work in team and of his integration. Word-key: Service. Quality.Marketing.Organization. SUMÁRIO 1INFORMAÇÕS SOBRE A EMPRESA ............................................................................. 14 1.1 Razão Social ...................................................................................................................... 14 1.2 Nome Fantasia .................................................................................................................. 14 1.3 Endereço ............................................................................................................................ 14 1.4 CNPJ .................................................................................................................................. 14 1.5 Inscrição Estadual ............................................................................................................ 14 1.6 Quadro Societário ............................................................................................................. 14 1.7 Capital Social .................................................................................................................... 14 1.8 Organograma da Empresa .............................................................................................. 14 1.9 Objetivos Sociais da Empresa ......................................................................................... 15 1.10 Missão da Empresa......................................................................................................... 15 1.11 Público Alvo da Empresa .............................................................................................. 15 1. 12 Atividades a Desenvolver na Empresa ........................................................................ 15 2 INFORMAÇÕES SOBRE O ESTÁGIO ........................................................................... 16 2.1 Coordenador do Estágio .................................................................................................. 16 2.2 Professor Orientador ........................................................................................................ 16 2.3 Supervisor de Estágio na Empresa ................................................................................. 16 2.4 Área de Conhecimento do Estágio .................................................................................. 16 3 PROJETO MONOGRÁFICO............................................................................................ 17 3.1 Título .................................................................................................................................. 17 3.2 Tema .................................................................................................................................. 17 3.3 Dados da Empresa ............................................................................................................ 17 3.4 Objetivos ............................................................................................................................ 17 3.4.1 Objetivos Gerais .............................................................................................................. 17 3.4.2 Objetivos Específicos ...................................................................................................... 17 3.5 Problematização................................................................................................................ 18 3.5.1 Hipótese ........................................................................................................................... 18 3.6 Justificativa ....................................................................................................................... 18 3.7 Resultados Esperados ....................................................................................................... 19 3.8 Metodologia ....................................................................................................................... 19 3.9 Cronograma de Atividades .............................................................................................. 20 3.10 Recursos ........................................................................................................................... 20 3.10.1 Recursos Humanos ....................................................................................................... 20 3.10.2 Recursos Financeiros ................................................................................................... 21 3.10.3 Recursos Materiais ....................................................................................................... 21 3.10.4Recursos Totais .............................................................................................................. 21 4 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 22 5O PAPEL DO MARKETING NAS ORGANIZAÇÕES .................................................. 24 5.1 Marketing e sua Evolução................................................................................................ 24 5.2 Conceitos de Marketing ................................................................................................... 27 5.3 Os 4Ps do Marketing.........................................................................................................28 5.4 Ambientes de Marketing .................................................................................................. 30 5.4.1 Macro Ambiente ............................................................................................................. 31 5.4.1.1 Ambiente Econômico .................................................................................................. 31 5.4.1.2 Ambiente Sócio cultural ............................................................................................ 31 5.4.1.3 Ambiente Político Legal ............................................................................................ 32 5.4.1.4 Ambiente Tecnológico ............................................................................................... 32 5.4.2 O Micro Ambiente .......................................................................................................... 33 5.4.2.1 A Empresa ................................................................................................................... 33 5.4.2.2 Os Fornecedores ......................................................................................................... 34 5.4.2.3 Os Intermediários ....................................................................................................... 34 5.4.2.4 Os Clientes ................................................................................................................... 34 5.4.2.5 Os Concorrentes ......................................................................................................... 35 5.4.2.6 Os Públicos .................................................................................................................. 35 5.5 Construção de Fidelidade do Cliente .............................................................................. 35 5.5.1 Valor Percebido pelo Cliente .......................................................................................... 37 5.5.2 Satisfação Total do Cliente............................................................................................. 38 5.5.2.1 Expectativa do Cliente................................................................................................ 38 5.5.3 Medida de Satisfação ...................................................................................................... 39 5.5.4 Qualidade de Produtos e Serviços .................................................................................. 39 5.6 Relacionamento com o Cliente ........................................................................................ 40 5.7 Retenção de Clientes......................................................................................................... 41 5.8 Faça das Necessidades dos Clientes o Padrão para o Sucesso ...................................... 43 5.9 Derrubando as Barreiras ao Atendimento ..................................................................... 43 5.10 O Marketing e o Serviço aos Clientes ........................................................................... 45 5.10.1 A Definição de Serviços aos Clientes ........................................................................... 45 5.11 Qualidade de Serviço ...................................................................................................... 47 5.12 Disponibilidade do Produto ou Serviço ........................................................................ 47 5.13 Diferenciação de Serviços .............................................................................................. 49 5.13.1 Pedido ............................................................................................................................ 49 5.13.2 Entrega .......................................................................................................................... 49 5.13.3 Instalação ...................................................................................................................... 50 5.13.4 Treinamento do Cliente ................................................................................................ 50 5.13.5 Orientação do Cliente ................................................................................................... 50 5.13.6 Manutenção e Reparo .................................................................................................. 51 5.13.7 Serviços Diversos .......................................................................................................... 51 5.14 Categoria do Mix de Serviço ......................................................................................... 51 5.15 Serviço ao Cliente ........................................................................................................... 52 5.16 Desempenho Operacional .............................................................................................. 54 5.17 Confiabilidade do Serviço .............................................................................................. 56 5.18 O Pedido Perfeito ............................................................................................................ 57 5.19 Plataformas de Serviços Básicos ................................................................................... 59 5.20 Integração Organizacional ............................................................................................ 60 5.21 Conhecendo o Negócio da Empresa .............................................................................. 61 6 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................ 62 6.1 Histórico Empresarial ...................................................................................................... 62 6.2 Dados Estatísticos ............................................................................................................. 66 7 CONCLUSÃO...................................................................................................................... 76 8PROJETO COM IMPACTOS E CUSTOS ....................................................................... 77 8.1 Declaração de Escopo ....................................................................................................... 77 8.1.1 Cronograma do Projeto .................................................................................................. 78 8.1.2 Plano de Gerenciamento de Custo ................................................................................. 79 8.1.3 Plano de Gerenciamento de Risco do Projeto ............................................................... 79 8.1.4 Plano de Gerenciamento de Comunicação dos Stakeholders ....................................... 80 9. REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 81 ANEXOS ................................................................................................................................. 83 14 1 INFORMAÇÕES SOBRE A EMPRESA 1.1 Razão Social LMSS Sistemas Eletrônicos LTDA 1.2 Nome Fantasia Semelc Sistemas de Segurança 1.3 Endereço R. Salgado Filho -180Bairro: Bela Vista / Paracatu-MG 1.4 CNPJ: 04.638.214/0001-49 1.5 Inscrição Estadual: 470.142.736-0096 1.6 Quadro Societário Juarez Eurípedes Passos Flávia Aparecida Dias Passos 1.7 Capital Social R$ 10.000,00 (Dez mil reais) 15 1.8 Organograma da Empresa Gerente Atendimento Financeiro Instalação Manutenção Figura: 1 Organograma da Empresa Fonte: Elaborado pelo autor 1.9 Objetivos Sociais da Empresa A empresa tem como objetivo o comércio varejista de sistemas de segurança e serviços de monitoramento de sistemas de segurança eletrônicos. 1.10 Missão da Empresa Promover a tranquilidade e o bem estar às pessoas através de seus produtos e serviços de segurança eletrônica com tecnologia adequada, trazendo à satisfação de todos os seus clientes, respeitando o meio ambiente e os direitos humanos. 1.11 Público Alvo da Empresa Pessoas de classe baixa, média e alta, que buscam segurança para os seus estabelecimentos e bem estar para as suas famílias. 1.12 Atividades a Desenvolver na Empresa Utilizar programas para gerenciar os serviços prestados pela empresa; Gerenciar relatórios mensais da prestação de serviços aos clientes; Analisar os relatórios e criar ações corretivas; 16 2 INFORMAÇÕES SOBRE O ESTÁGIO 2.1 Coordenador do Estágio: Fernando Antônio Antunes 2.2 Professor Orientador: Carlos Alberto Kraemer 2.3 Supervisor de Estágio na Empresa: Juarez Eurípedes Passos 2.4 Área de Conhecimento de Estágio: Qualidade no atendimento 17 3 PROJETO MONOGRÁFICO 3.1 Título Satisfação do cliente como diferencial para fidelização 3.2 Tema Atendimento como diferencial competitivo: um estudo de caso. 3.3 Dados da Empresa A empresa LMSS Sistemas Eletrônicos LTDA - ME, conhecida pelo nome fantasia Semelc Sistemas de Segurança, inscrita no CNPJ sob o nº 04.638.214/0001-49, com sede na Rua Salgado Filho nº 180, Bairro Bela Vista, na cidade de Paracatu – MG, foi registrada na Junta Comercial de Minas Gerais no ano de 2001, onde é gerida e administrada pelo sócio Juarez Eurípedes Passos e tem como objetivo o Comércio Varejista de Sistemas de Segurança e Serviços de Monitoramento de Sistemas de Segurança Eletrônicos. No início a empresa tinha apenas três funcionários, dez clientes e um veículo para realização dos seus serviços. Hoje possui cerca de quinze funcionários, trezentos e noventa clientes monitorados, dois carros e quatro motos. A empresa apresenta um quadro de crescimento favorável no mercado de atuação. 3.4 Objetivos 3.4.1 Objetivo Geral Propor um programa de qualidade no atendimento informando quais são os fatores necessários para que a empresa Semelc Sistemas de Segurança atenda seus clientes com qualidade, que é o diferencial face ao mercado competitivo. 3.4.2 Objetivos Específicos Levantar as deficiências da empresa em relação ao atendimento; 18 Avaliar a conduta da empresa e de seus colaboradores frente aos clientes; Averiguar as expectativas dos clientes; Apurar se as expectativas do cliente em relação à empresa são atendidas; Verificar os fatores determinantes para um bom atendimento. 3.5 Problematização O desconhecimento da empresa em relação ao potencial de mercado aliado a falta de reconhecimento do mercado em relação aos seus produtos e serviços e a falta de qualificação de seus colaboradores para o atendimento. 3.5.1 Hipótese Mediante a problemática apresentada formula-se as seguintes hipóteses: Capacitar os colaboradores para proporcionará maior produtividade e excelência no atendimento aos clientes da empresa; Falta de uma pesquisa de mercadoconstituimau aproveitamento do mercado; Desconhecimento do valor percebido pelo cliente é prejudicial à empresa; Falta de uma estratégia de marketing e divulgação reduzem a ação da empresa. 3.6 Justificativa Qualidade é frequentemente considerada como uma das chaves do sucesso. Afirma-se que a vantagem competitiva de uma empresa depende da qualidade, valor de seus bens e serviços. O cliente é a razão da sobrevivência de qualquer empreendimento comercial. A capacidade da empresa em manter ou ampliar sua carteira de clientes é um efetivo indicador do sucesso de sua gestão empresarial e constitui um fator essencial para garantir sua sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo. (ALMEIDA, 2001). A melhoria dos serviços proporcionados pela corporação deve ter um empenho de todos dentro da empresa. Assim sendo, Guerra (2006, p. 123) expõe que transpõe a ser um objetivo específico para se conseguir uma posição de evidência para os clientes, pois não 19 basta à corporação buscar progressos se os profissionais que nela atuam não estão empenhados. O atendimento com qualidade é a importante conduta da corporação, sendo a maior garantia de que os clientes podem ser e se manter fiéis; é também a melhor defesa da empresa frente ao mercado competitivo, o caminho mais certo para o crescimento e consolidação frente ao mercado. Mediante o exposto a pesquisa contribuirá para demonstrar a relevância da valorização na qualidade do atendimento ao cliente como canal competitivo para a Semelc Sistemas de Segurança, gerando benefícios não só para a empresa, mas para a sociedade, evitando a postura de empresas para as quais só interessam a produção e o enriquecimento, deixando de investir na qualidade dos serviços e produtos oferecidos para os seus clientes externos. 3.7 Resultados Esperados Os resultados esperados deste projeto são: Destacar a importância na qualidade do atendimento para a empresa; Buscar melhorias na qualidade do atendimento; Buscar atender as expectativas dos clientes junto à empresa; Buscar a confiança e a credibilidade da empresa junto aos clientes; Fazer com que a empresa Semelc Sistemas de Segurança venha ter um diferencial na qualidade do atendimento. 3.8 Metodologia Para alcançar com êxito os objetivos propostos, bem como obter as informações necessárias para a realização da pesquisaserá utilizada, quanto aos fins, uma pesquisa de campo, onde será desenvolvido um questionário semiestruturado para investigar as opiniões dos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança no que se refere à qualidade do atendimento e níveis de satisfação. Quanto aos meios, será utilizada pesquisa bibliográfica com uso de livros, artigos e trabalhos publicados em veículos impressos e disponíveisna Internet a fim de dar maior embasamento às informações obtidas com o estudo de caso. 20 3.9 Cronograma de Atividades Período de Fevereiro a Novembro de 2011 Etapas da Monografia Meses 2 Pesquisa Bibliográfica 3 X Coleta e Análise de Dados 4 5 X X 6 7 8 9 10 11 X Metodologia X Elaboração do Trabalho X X X X X X Revisão Gramatical e Ortográfica X X Revisão Final X X Entrega da Monografia X Quadro 01: Cronograma de Atividades Fonte: elaborado pelo autor. 3.10 Recursos 3.10.1 Recursos Humanos Ação Responsável Tempo Valor Valor Unitário Total 0,0 0,0 0,0 Estagiário Ailton Costa Neto Coordenador Pedagógico Geraldo B. B. de Oliveira 40h/a 0,0 0,0 Orientador Fernando Antônio Antunes 40h/a 0,0 0,0 Gerente/empresa Juarez Eurípedes Passos 2h 0,0 0,0 Clientes/empresa Cleide Bernardes Macêdo 2h 0,0 0,0 Quadro02: Recursos Humanos Fonte: Elaborado pelo autor. 21 3.10.2 Recursos Financeiros Ação/Produto Quantidade Valor Unit. Valor Total Internet 01 mega R$ 70,00 a.m R$ 700,00 Impressão 100 pág. R$ 0,25 R$ 25,00 100 folhas R$ 0,15 R$ 15,00 01 R$ 25,00 R$ 25,00 Xerox Encadernação Quadro03: Recursos Financeiros Fonte: Elaborado pelo autor. 3.10.3 Recursos Materiais Produto Quantidade Valor Unit. Valor Total 01 resmas R$11,00 R$11,00 03 unid. R$1,50; R$1,00; R$0,80 R$3,30 Computador 01 R$1.000,00 R$1.000,00 Agenda 01 R$15,00 R$15,00 Calculadora 01 R$ 8,00 R$ 8,00 Livros e revistas 20 R$ 2,00 R$ 2,00 Papel A4 Caneta, Lápis e Borracha Quadro04:Recursos Materiais Fonte: Elaborado pelo auto 3.10.4 Recursos Totais Recursos Humanos R$ 0,00 Recursos Financeiros R$ 765,00 Recursos Materiais R$ 1.039,30 Total R$ 1.804,30 Quadro 05: Recursos Totais Fonte: Elaborado pelo autor 22 4. INTRODUÇÃO Diante da crescente globalização dos mercados, as organizações que possuírem maior capacidade de adaptação e de estabelecimento de um ambiente favorável certamente obterão um nível de vantagem competitiva com maiores chances de serem mais bem sucedidas.Em um momento em que os produtos e serviços estão cada vez mais parecidos as empresas precisam encontrar maneiras de obter vantagem competitiva para encantar e conquistar os seus clientes.O resultado de uma boa impressão da empresa ou uma completa satisfação do cliente resultará em uma fidelidade recíproca. Alcançar o sucesso exige um conhecimento íntimo das necessidades do cliente e de suas exigências operacionais, além de um compromisso por parte do prestador de serviços de aumentar a capacidade do cliente de competir com mais sucesso no mercado. O tema escolhido para este trabalho parte do principio que as empresas que buscam um diferencial no mercado nos dias atuais devem aplicar todos os esforços disponíveis na melhoria do atendimento aos seus clientes, pois é sabido que esses são a peça chave na obtenção dos resultados esperados. Assim, o presente trabalho terá por proposição analisar a relação existente entre a qualidade no atendimento como diferencial para aumentar a fidelização e retenção de cliente. Para se obter dados que enriquecem o estudo proposto neste trabalho e alcançar seu objetivo, será realizado um estudo de caso em uma empresa de prestação de serviços em segurança eletrônica, a Semelc Sistemas de Segurança, analisando a satisfação e retenção dos seus clientes e o seu sucesso. Em um mercado globalizado as empresas que estão caminhando para a modernidade e crescimento tem que estar voltadas para atender cada vez mais as necessidades diversificadas dos clientes, seja através do marketing de serviços, do atendimento ao cliente, da segmentação de mercado, das estratégias ou até mesmo do telemarketing. Todas as organizações precisam de alguma direção estratégica, precisam saber para onde estão caminhando, caso contrário estarão fadadas ao fracasso. Uma empresa diversificada necessitará de uma estratégia para posicionar-se no ambiente global, econômico, político e social. As expectativas dos clientes vão além das considerações típicas das organizações e incluem fatores relacionados à comunicação, credibilidade, capacidade de resposta e conhecimento específico ao cliente. Sendo assim, a pesquisa será orientada para solucionar o 23 problema da criação das expectativas e satisfação, de modo a garantir o atendimento ao cliente mais eficiente. Portanto, o objetivo principal deste estudo será identificar quais são os fatores necessários para que a empresa pesquisada possa atender seus clientes com qualidade, garantindo a consolidação de um diferencial face ao mercado competitivo. 24 5. O PAPEL DO MARKETING NAS ORGANIZAÇÕES 5.1.Marketing e sua Evolução Conhecer a história do marketing e o seu desenvolvimento é de suma importância para entender a sua evolução em meio a globalização que se faz crescente e o mercado que, a cada dia, torna-se mais competitivo e exigente. Segundo Cobra (1992) “no limiar do século XVII, por volta de 1600, foi caracterizada a “fase de subsistência”, onde as pessoas de cada família se incumbiam de produzir para o seu próprio sustento, garantindo, assim, a sua sobrevivência”. A partir do ano 1700, com a formação de pequenas cidades, iniciou-se a chamada fase de “fazer por encomenda” em que se trabalhava por encomenda. Porém, como os fabricantes perdiam muito tempo aguardando pela encomenda dos interessados, acabavam ficando ociosos neste tempo em que aguardavam as referidas encomendas. (COBRA, 1992, p.26). Entre os anos de 1800 a 1849, começou então a denominada fase da “produção especulativa”. Pelo fato de os fabricantes estarem próximos aos possíveis consumidores arriscavam-se a fabricar produtos que imaginavam que os consumidores fossem comprar. (COBRA, 1992, p.29). Com a Revolução Industrial, novos efeitos se fizeram sentir na produção massiva de mercadorias a partir de máquinas e equipamentos. Porém, diante da necessidade, quem definia o que seria oferecido pelo mercado era o vendedor ou a “empresa”. Com as mudanças dos tempos, houve o aumento da oferta de produtos e com isso, a preocupação básica passa a ser o produto e não mais a produção, com os seus métodos e processos de fabricação. (COBRA, 1992, p.30). O conceito de produto leva as organizações a buscarem oferecer produtos da melhor qualidade, desempenho e concepção. Quando o mercado deixa de absorver quantidades adicionais de produtos gerados pela economia de escala de produção e quando o esforço de vendas por si só não é capaz de colocar esses mesmos produtos no mercado, surge a preocupação com o consumidor, que acabou tornando-se cada vez mais exigente.A partir daí, inicia-se a eterna luta pela satisfação das necessidades humanas, onde as empresas tiveram de rever seus conceitos e parar de gerar um produto e o vender aos consumidores mediante esse esforço de vendas. Na década de 80, devido a uma maior aceleração nas mudanças do ambiente das organizações e do crescimento da competitividade, as empresas que em sua maioria 25 apresentava estruturas rígidas, concentradas em sistemas de planejamento e controle que privilegiavam a estabilidade e a preservação, passaram a buscar uma característica que lhes possibilitasse maior agilidade e velocidade de resposta às mudanças, de forma a garantir sua sobrevivência. (COBRA, 1992, p.44). Especialmente em ambientes considerados turbulentos e hipercompetitivos, modelos organizacionais que apresentem maior flexibilidade de atuação podem permitir que a organização obtenha respostas mais rápidas e adequadas a uma vasta gama de mudanças ambientais. (BEKIN, 2004, p. 64). A evolução do marketing se deu, para Rocha e Christensem (1999), por meio da fase de vendas, por volta da década de cinquenta do século passado, onde alguns fabricantes começaram a trabalhar a entrada de bens no mercado, e viram que a ação não foi tão efetiva quanto enfocar a provisão da satisfação. Veio, então, a fase do marketing, quando finalmente os fabricantes adotaram a filosofia sensata de que deviam examinar as necessidades e os desejos dos consumidores e produzir com vistas a atender tais necessidades e desejos. Entre os anos 50 e 60 do século XX, em sua primeira geração, o marketing tornou-se mania entre as empresas. Mas instalou-se de forma desorganizada, sem vincular-se a um comando estrategicamente uniforme. A segunda geração do marketing, surgida a partir dos anos 70, lançou no mercado a figura do diretor-gerente de marketing numa nítida tentativa de fazer com que as empresas coordenassem suas atividades de prospecção, aproximação e envolvimento de seus clientes. Em seguida, a terceira geração do marketing vê nascerem gerências de produto como reflexo de ações que até o início dos anos 80 visavam o desenvolvimento de produtos cada vez melhores, mas ainda dissociados das necessidades do mercado. A quarta geração descobriria a força da imagem da empresa e das suas implicações sobre a imagem dos produtos. No fim da década de 80, os profissionais da quinta geração do marketing, assistiram ao surgimento do conceito de maximarketing, voltado para o aproveitamento máximo dos instrumentos de marketing disponíveis e a equalização dos investimentos em promoção e publicidade, em prol da aproximação direta, cliente a cliente. (COBRA, 1992, p.81). O aparecimento dos denominados “consumidores diplomados” e o fortalecimento das ações de marketing levadas a efeito, a partir das informações armazenadas sobre os clientes, caracterizam a sexta geração do marketing, no início da década de 90. 26 Atualmente dá-se o nascimento de sétima geração do marketing, caracterizada pelo desenvolvimento das ações de prospecção, aproximação e envolvimento dos clientes através de canais de distribuição e comunicação alternativos e revolucionários, como a Internet. Geração Pré-história 1ª geração 2ª geração 3ª geração 4ª geração 5ª geração 6ª geração 7ª geração Período Características Antiguidade até os anos 40 Desenvolvimento das relações comerciais, em várias fases, onde predominavam pequenas empresas, e os clientes eram tratados um a um. O marketing estava esparramando desorganizadamente nas empresas, com suas Anos 50 e 60 ferramentas respondendo a diferentes comandos. Programa-se a organização e surge a figura do Anos 70 diretor-gerente de marketing. A empresa substitui espelhos por janelas, e todos os seus executivos, independente das áreas onde trabalham, descobrem o mercado, suas vendas e a importância do marketing. O Até o início dos anos 80 “marketing man” passa a ser o principal executivo; multiplicam-se as gerências e divisões de produtos. As empresas descobrem que a sua imagem é o Anos 80 maior de seus patrimônios. Era do “maximarketing”, as empresas voltam à pré-história com o marketing “um-a-um”. A Final dos anos 80 mídia segmentada ganha destaque. Os “consumidores diplomados” ou “camargurus” são “aprisionados” no database e Anos 90 marketing da empresa e acessados através de um canal personalizado. Fortalecimento dos canais de distribuição alternativos, tais como os desenvolvidos a partir Final dos anos 90 do telemarketing e da Internet, a rede mundial de computadores. Quadro 06: Desenvolvimento do Marketing – da pré-história à 7ª geração Fonte: DAFT (2005, p. 73) 5.2 Conceitos de Marketing O Marketing é totalmente voltado para o consumidor, suas necessidades e anseios. É mais do que uma forma de sentir o mercado e adaptar produtos ou serviços, é um compromisso com a busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Haverá sempre a necessidade de vender, mas o objetivo do marketing é conhecer e compreender o consumidor 27 tão bem que o produto ou serviço o atenda completamente. Segundo Kotler (2000) o “Marketing é o estudo dos processos e relações de troca”. Para Cobra (1992) “é o comércio ou ato de mercar, comercializar. É mais do que uma forma de sentir o mercado e adaptar produtos ou serviços, é um compromisso com a busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas”. O marketing é a provisão de bens ou serviços que correspondam às necessidades do cliente, ou seja, o marketing envolve descobrir o que o cliente quer e ao mesmo tempo, fazer com que a empresa obtenha lucro. “A definição da palavra marketing evoluiu do verbo para o substantivo, mantendo a essência do seu significado de ação exercida no mercado.” (KOTLER, 2000, p.94). É preciso descobrir o que o consumidor quer ou necessita e, a partir daí, orientar uma produção mais racionalizada. Esse é o enfoque centrado do marketing, para identificar as necessidades dos consumidores. E para isso, é preciso uma integração de todos os setores de uma organização, como produção, finanças, vendas e recursos humanos. Para que uma empresa seja efetivamente orientada para o marketing, é necessário que ela pratique, além do marketing, as técnicas do endomarketing, pois é preciso que todos, sem exceção, estejam preparados para satisfazer o consumidor, sejam fornecedores, distribuidores, porteiros, recepcionistas, telefonistas até o presidente, todos devem ser praticantes do marketing. É indispensável que os produtos e serviços ao consumidor sejam de excelente qualidade. Atualmente, o marketing é aplicável em quase todas as atividades humanas. Ele desempenha importante papel na integração das relações sociais e nas relações de trocas lucrativas e não lucrativas. Assim, o foco é a necessidade do cliente, o meio é o marketing integrado e o fim é a obtenção do lucro com a satisfação do cliente. A meta do marketing é vender através do conhecimento e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele. Por meio da administração de marketing é possível acompanhar o processo de planejar, executar a concepção, a determinação do preço, a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais. Os problemas de mercado, associados à ação da concorrência, tem mostrado as vantagens do caminho do marketing e sua boa administração. A força estratégica de uma organização acaba muitas vezes sendo centrada em sua capacidade administrativa, e torna-se o grande diferencial, capaz de promover vantagens competitivas e realmente duráveis. (COBRA, 1992, p.125). 28 No contexto mundial a globalização é um fenômeno que existe há muitos séculos. A internacionalização não é um fato novo, ela perpassa os tempos. A inovação do processo refere-se à interdependência entre os mercados criada pela globalização. “Os mercados, cada vez mais, não podem ser considerados como separados e diferentes, mas como um todo.” (BEKIN, 2004, p.85). As modificações das organizações resultantes do fenômeno globalização não se referem apenas a uma posição reativa. “Não se pode ter uma visão meramente contingencial do processo, onde as organizações procuram formas de adaptações ao contexto ambiental que as cerca, a fim de alcançar os resultados desejados.” (KOTLER, 2000, p. 99). Assim, com o marketing, a sua maior contribuição neste contexto globalizado e altamente competitivo é o seu foco estratégico. O marketing tem muito a colaborar para com o desenvolvimento da visão estratégica da organização, pois esta está vinculada às alterações ambientais e o marketing desenvolve atividades relacionadas a consumidores, canais e concorrentes, os quais estão inseridos nesta esfera. Este perfil do marketing, continuamente interligado às questões internas e externas, é ideal para auxiliar a organização na análise e no cruzamento das competências do negócio com as oportunidades existentes, a fim de explorá-las, e com as possíveis ameaças, para neutralizá-las. (DAFT, 2005, p. 174). Nota-se que a visão estratégica é primordial para competir com sucesso, atendendo aos consumidores e atingindo os objetivos organizacionais. Ela corresponde à necessidade de se pensar a organização como um todo, vinculando sempre sua inserção em um ambiente ágil, onde as ameaças e as oportunidades que surgem interferem no seu percurso atual e futuro. Para Cobra (1992) um profissional de marketing utiliza diversas ferramentas para obter as respostas desejadas de seus mercados-alvo, essas ferramentas constituem o mix de marketing. O mixdemarketing é o conjunto de ferramentas de marketing que a empresa utiliza para perseguir seus objetivos de marketing no mercado-alvo. Também chamadas de “4 P’s” do marketing essas ferramentas são: produto, praça, preço e promoção. 5.3 Os 4 Psdo Marketing Segundo Cobra (1997) o marketing-mix ou composto de marketing é apresentado em quatro funções básicas, apresentado no organograma abaixo: 29 Produtos Empresa Preço Fornecedor es Ponto Concorrent es Intermediár ios Consumidor es Promoção Figura 02: Organograma dos 4 P’s do Marketing Fonte: Cobra (1997, p. 28) Onde todos os elementos do composto foram criados e estabelecidos para atender ao mercado-alvo, ou seja, o consumidor. Produto: um produto ou serviço é dito certo ao consumo quando atende às necessidades e desejos de seus consumidores alvo. Um produto certo deve ter: a) Qualidade e padronização – em termos de características, desempenhos e acabamentos. b) Modelos e tamanhos – que atendam às expectativas e necessidades. c) Configuração – a apresentação do produto em termos de apresentação física, embalagem, marca e serviço. Preço: o produto deve ser certo, deve estar no ponto certo e deve transferir a posse no preço certo. O preço pode ser considerado: posto na fábrica; posto no cliente; atacadista, varejista ou distribuidor; liquido com desconto ou bruto sem desconto; desconto por quantidade, por condição de pagamento etc. Ponto:o produto ou serviço só tem utilidade se posicionado junto ao seu mercado consumidor. A escolha do ponto para o produto ou serviço relaciona-se com a escolha do canal de distribuição: a) Atacado, varejo ou distribuidor. b) Ao transporte. c) E a armazém. Promoção: O composto promocional do produto ou serviço compreende a publicidade, as relações públicas, a promoção de vendas, a venda pessoal e o merchandising. 30 O composto mercadológico em forma dos 4Ps tem cada elemento interdependente que pode ser exclusivo. Contudo, a prática revela uma inter-relação constante entre os 4 Ps. O produto ou serviço deve satisfazer às necessidades e aos desejos dos clientes. O ponto significa levar o produto da forma mais acessível e rápida possível ao mercado consumidor. O preço deve ser ajustado às condições de custo de fabricação e de mercado. E a promoção deve comunicar o produto ou serviço ao mercado, estimulando e realizando a venda, isto é, a transferência da posse. (COBRA, 1997, p. 131). 5.4Ambientes de Marketing Está evidente e claro que nos dias atuais as empresas precisam se ajustar às novas tendências de mercado, aos novos gostos e necessidades dos clientes, a um novo ambiente que muda constantemente e com velocidade incrível e assustadora jamais imaginada. As incertezas e as constantes mudanças do ambiente de marketing afetam profundamente a empresa. Em vez de mudar de forma lenta e previsível, o ambiente pode produzir grandes surpresas e choques. (...) O ambiente do marketing oferece tanto oportunidades quanto ameaças e a empresa deve valer-se de sua pesquisa de marketing para observar o ambiente e suas mudanças. (KOTHER &ARMSTRONG, 1993, p. 37). A criatividade e visão dos ambientes são essenciais às mudanças dentro dos parâmetros do marketing, pois são os profissionais desta área, mais do que qualquer outra, que retém informações precisas com pesquisas e a inteligência. Com essas informações, podem se dedicar aos clientes e a observação dos concorrentes. Ambientes de marketing são forças que influenciam nas habilidades dos gerentes de marketing para criarem e executarem planos que atendam aos objetivos organizacionais e às necessidades do mercado-alvo. Segundo Kotler (2000) um ambiente de marketing da empresa “consiste em agentes e forças externas que afetam a habilidade da empresa em desenvolver e manter transações e relacionamentos bem sucedidos com os consumidores-alvos”. Uma empresa é constituída por atores e forças que estão fora do controle de marketing e afetam a capacidade da administração da empresa em desenvolver e manter transações bem sucedidas com os consumidores que pretende atingir. Para ser bem-sucedida, Rocha e Christensem (1999), afirmam que uma empresa deve adaptar as suas açõesàs tendências e desenvolvimentos dos ambientes. Portanto é necessário que não ignorem as forças macro ambientes, sob pena de enfrentarem dificuldades e transtornos futuros e colocar em risco o futuro da organização. 31 No contexto moderno empresarial todos os mercados estão interconectados e as organizações precisam ter como pano de fundo o estudo de estratégias para cada situação. As análises contextuais e organizacionais do ambiente global e globalizado conduzem à percepção da necessidade de um novo pensar estratégico. Impõe-se, pois, o contínuo desenvolvimento da capacidade de análise estratégica. 5.4.1 Macro Ambiente O macro ambiente é formado pelas forças políticas, legais, econômicas, culturais e tecnológicas mais amplas que influenciam o microambiente. A ação do macro ambiente sobre os negócios de uma empresa pode tornar-se dramática se ela não possuir mecanismo de defesa ou de adaptação. “Essas forças são incontroláveis, mas à medida que a empresa consiga prever suas megatendências, poderá transformar essa ação em extraordinária oportunidade estratégica.” (COBRA, 1992, p. 137). A empresa e todos os outros atores operam em um macroambiente maior de forças, que oferecem oportunidades e ameaças para a empresa. 5.4.1.1 Ambiente Econômico Para que existam consumidores é preciso que haja o poder de compra. O poder de compra em uma economia depende da renda, dos preços, da poupança, do endividamento e da disponibilidade de crédito. A influência do ambiente econômico sobre os planos e programas estratégicos, as variáveis econômicas que afetam os padrões de dispêndios do consumidor, quais produtos e serviços as pessoas compram, quando elas compram e quanto estão dispostas a pagar por eles. Estes padrões são definidos de acordo com a renda disponível ou aquela que resta aos consumidores para gastar após pagarem os impostos e as necessidades básicas. (COBRA, 2009, p.139). 5.4.1.2 Ambiente sociocultural A sociedade molda as crenças das pessoas, os valores e normas. As pessoas absorvem quase que inconscientemente, a visão de mundo que define seu relacionamento consigo, com outras pessoas, com organizações, com a sociedade, com a natureza e com o universo. A 32 cultura é um todo complexo aprendido e compartilhado pelos componentes de uma sociedade, abrangendo convicções, valores, linguagem, religião, arte, princípios, leis, educação, costumes, hábitos e capacidades. Classes sociais são definidas como divisões relativamente homogêneas e duradouras em uma sociedade, cujos membros compartilham valores, interesses e comportamentos semelhantes. (COBRA, 2009, p.140). Os membros de determinada classe social exibem preferências distintas de produtos e marcas em áreas como vestuário, móveis e automóveis. Porém, a linha entre classes sociais não é fixa. Durante suas vidas, as pessoas podem se deslocar para cima ou para baixo na hierarquia. 5.4.1.3 Ambiente político legal Esse ambiente é formado por leis, órgãos governamentais e grupos de pressão que influenciam e limitam várias organizações e indivíduos. As decisões de marketing são influenciadas em larga escala pelo desenvolvimento do ambiente político e legal. Às vezes as leis criam novas oportunidades de negócio. Como as forças sociais e culturais que as produzem, as forças políticas e legais tendem a mudar lentamente e podem fornecer indicações úteis para posicionar e promover produtos. Os planos estratégicos de marketing podem ser afetados pela legislação governamental e a política estabelecida pelos órgãos controladores governamentais. (COBRA, 2009, p.141). 5.4.1.4Ambiente tecnológico Uma das forças que mais afetam a vida das pessoas é a tecnologia. A taxa de crescimento da economia é afetada pelo número de novas tecnologias importantes que são desenvolvidas. A tecnologia influi em todos os elementos do composto marketing, criando bens e serviços novos para vender, aperfeiçoando os produtos e serviços existentes e reduzindo os preços por meio de processos de fabricação e de distribuição mais econômicos. Esse impacto da tecnologia sobre o marketing é cada vez maior com a Internet transformando produtos, criando negócios inteiramente novos, agências de publicidade interativas, produtos de comunicação sem fio, sementes e plantas biologicamente melhoradas e muitos outros. (COBRA, 2009, p.143). O profissional de marketing deve acompanhar as seguintes tendências em tecnologia: a aceleração do ritmo das mudanças tecnológicas, as oportunidades ilimitadas, para a 33 inovação, as variações dos orçamentos de P&D e a regulamentação mais rigorosa. (KOTLER, 2000, p. 151). As forças macro ambientais ajudam a definir as alterações do mercado-alvo e do composto de marketing de diversas formas, como a definição da renda, dos valores e preferência por marcas e produtos. . 5.4.2 O Micro Ambiente O micro ambiente é composto por forças próximas à empresa que afetam sua capacidade de servir seus clientes, os canais de marketing, os mercados consumidores, os concorrentes e o público. (KOTLER & ARMSTRONG, 1993, p.65). As forças micro ambientais, incluindo a própria empresa com sua missão, objetivos, recursos, clientes, fornecedores, intermediários de marketing e públicos devem ser compreendidos como influenciáveis pelas forças macro ambientais e geridos estrategicamente Para cumprir metas e objetivos organizacionais. (COBRA, 2009, p.145). A tarefa da administração de marketing é atrair clientes e relacionar-se com eles, oferecendo-lhes valor e satisfação. No entanto, essa tarefa não pode ser realizada apenas pelos gerentes de marketing. O sucesso deles depende de outros atores do microambiente da empresa - outros departamentos, fornecedores, intermediários de marketing, clientes, concorrentes e vários públicos que se combinam para construir o sistema de entrega de valor da empresa. 5.4.2.1 A Empresa Ao fazer seus planos de marketing, a gerência de marketing leva em consideração outros grupos da empresa, tais como a administração de topo, os departamentos de finanças, pesquisa e desenvolvimento, compras, produção e contabilidade. Todos estes grupos formam o ambiente interno e, em conjunto, têm um impacto sobre os planos e as ações de marketing. Segundo o conceito de marketing, todas essas funções devem “pensar no consumidor” e coexistir em harmonia para oferecer valor superior e satisfação ao cliente. (KOTHER, 1997, p.67). 34 5.4.2.2 Os fornecedores Os fornecedores, segundo Bekin (2004) são um elo importante no sistema geral de entrega de valor da empresa ao consumidor. Eles proveem os recursos necessários para a empresa produzir seus bens e serviços, e podem afetar seriamente o marketing. Os gerentes de marketing devem controlar os suprimentos, as greves e outras ocorrências podem prejudicar as vendas no curto prazo e a satisfação do cliente no longo prazo. O aumento dos custos dos suprimentos pode forçar também o aumento dos preços, prejudicando assim o volume das vendas da empresa. (KOTHER, 1997, p.92). 5.4.2.3 Os intermediários Os intermediários do marketing ajudam a empresa a promover, vender e distribuir seus bens aos compradores finais. Incluem revendedores (atacadistas, varejista, agentes), firmas de distribuição física (transportadoras, manuseios), agências de serviços de marketing (agências de propagandas, agências de promoção, consultorias de marketing) e intermediários Financeiros (bancos, financeiras, seguradores). (KOTHER, 1997, p.95). Na tentativa de criar um relacionamento positivo com os clientes, provendo-lhes satisfação, a empresa deve fazer mais do que apenas aperfeiçoar seu próprio desempenho. Deve relacionar-se efetivamente com os fornecedores e os intermediários de marketing para aperfeiçoar o desempenho de todo o sistema. 5.4.2.4 Os clientes A empresa deve estudar seus clientes de perto. Segundo Bekin (2004) a empresa pode ter cinco tipos de clientes: O mercado consumidor (indivíduos e famílias), o mercado industrial (compra bens e serviços para processamento ou para usá-los em seus processos de produção), o mercado revendedor (compra para revender com lucro), o mercado governamental (órgãos do governo que compram bens e serviços para outros que deles necessitem), o mercado internacional (compradores estrangeiros, incluindo consumidores, produtores, revendedores e governos). 35 5.4.2.5 Os concorrentes Para Rocha e Christensem (1999) os profissionais de marketing não devem apenas visar às necessidades dos consumidores-alvos; devem também alcançar vantagens estratégicas, posicionando suas ofertas contra as de seus concorrentes na cabeça dos consumidores. Não há estratégia competitiva de marketing que se adapte a todas as empresas. Cada empresa deve considerar seu próprio tamanho e sua posição na indústria comparados aos de seus concorrentes. 5.4.2.6 Os públicos O ambiente de marketing da empresa inclui também vários tipos de público. O público é qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial ou que cause impacto na capacidade da empresa é atingir seus objetivos. Rocha e Christensem (1999) apresentam sete tipos de públicos: público financeiro, público da mídia, público do governo, público de defesa do consumidor, público local, público geral, publico interno. A empresa pode preparar planos de marketing para seus principais públicos e também para seus mercados clientes. Por exemplo, quando uma empresa deseja uma resposta específica de um público particular, como boa vontade, comentários favoráveis ou doações em forma de tempo ou dinheiro, deve planejar uma oferta suficientemente atraente para produzir a resposta desejada desse público. 5.5Construção de Fidelidade do Cliente Se clientes satisfeitos é a alma de qualquer negócio bem-sucedido, clientes fiéis são essenciais para a sustentação no negócio. Administradores que acreditam que o cliente é o único verdadeiro “centro de lucro” da empresa consideram obsoleto o organograma tradicional, uma pirâmide com a alta administração no alto, a gerência de nível médio no meio e o pessoal da linha de frente e os clientes na base. Empresas que conhecem bem o marketing invertem o organograma. No topo estão os clientes, em seguida, em grau de importância, vem o pessoal da linha de frente, que tem contato com os clientes, atende-os e os satisfaz, abaixo deles estão os gerentes de nível médio, cuja tarefa é dar apoio ao pessoal da linha de frente para que possam atender bem os 36 clientes, na base está à alta administração, cuja tarefa é contratar e apoiar os gerentes de nível médio. Todos os gerentes das empresas devem estar pessoalmente envolvidos em ter contato com os clientes, conhecê-los e atendê-los. (KOTLER & KELLER, 2006, p.71). Algumas empresas, quando fundadas, tinham o cliente no topo do modelo de negócios e, ao longo do tempo, continuam usando a defesas dos direitos do consumidor como sua principal estratégia, e vantagem competitiva. (KOTLE & KELLER, 2006, p.72). Com a ascensão de tecnologias digitais como a internet, os consumidores de hoje, cada vez mais informados, esperam que as empresas façam mais do que conectar com eles, mais do satisfazê-los e até mais do que encantá-los. A fidelidade do cliente deve ser conquistada em longo prazo, não é suficiente as empresas fornecerem produtos e serviços continuamente melhorados, a preços competitivos ou proporcionar programas de benefícios para usuários frequentes e descontos preferenciais, pois a maioria desses enfoques não está centrada no cliente individual e na sua definição individual de valor e sim em uma grande massa de clientes sem muita diferenciação. 5.5.1 Valor Percebido Pelo Cliente Além de estar mais informados do que nunca, os clientes de hoje possuem ferramentas para verificar os argumentos das empresas e buscar melhores alternativas. Os clientes procuram sempre maximizar o valor, dentro dos limites impostos pelos custos envolvidos na procura e pelas limitações de conhecimento, mobilidade e renda. Eles formam uma expectativa de valor e agem com base nela. A probabilidade de satisfação e repetição da compra depende de a oferta atender ou não a essa expectativa de valor. (KOTLER & KELLER, 2006, p.74). O Valor percebido pelo o cliente (VPC) é a diferença entre a avaliação que o cliente potencial faz de todos os benefícios e custos relativos a um produto ou serviço e as alternativas percebidas. Este valor baseia-se, portanto, na diferença entre o que o cliente obtém e o que ele dá pelas diferentes opções possíveis. (KOTLER e KELLER 2006, p.74). O segredo para gerar um grande nível de fidelidade é entregar um alto valor para o cliente. De acordo com Michael Lanning, uma empresa deve desenvolver uma proposta de valor competitivamente superior, dirigida a um segmento de mercado especifico, com o suporte de um sistema de entrega de valor superior. (KOTLER e KELLER, 2006,p.75). 37 5.5.2 Satisfação Total Do Cliente A satisfação do cliente há muito tempo tem sido um conceito fundamental de marketing e estratégia de negócios, pois: Na construção de um programa de satisfação do cliente, a primeira pergunta a ser respondida é "O que significa dizer que um cliente está satisfeito?". O método mais simples e mais amplamente aceito de definir a satisfação do cliente é conhecido como avaliação de expectativas. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 59). Dito de modo simples, se as expectativas de um cliente em relação ao desempenho de um fornecedor forem atendidas ou superadas, o cliente estará satisfeito. Por outro lado, se o desempenho observado for pior do que o cliente esperava, o cliente estará insatisfeito. Segundo Kotler (1999) “as empresas inteligentes têm como meta encantar os clientes, prometendo somente o que podem oferecer e depois oferecendo mais do que prometeram”. De modo gera, satisfação é a sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação entre o desempenho ou resultado percebido de um produto e as expectativas do comprador. Se o desempenho não alcançar as expectativas, o cliente ficará insatisfeito. Se alcançá-las ele ficará satisfeito. Se o desempenho for além das expectativas, o cliente ficará altamente satisfeito ou encantado. (KOTLER e KELLER, 2006, p.77). Embora a empresa centrada no cliente busque criar alto nível de satisfação, essa não é sua meta principal. Se a empresa aumenta a satisfação do cliente reduzindo seu preço e aumentando seus serviços, o resultado pode ser lucros menores. Por outro lado, ela pode aumentar sua lucratividade por outros meios que não sejam a maior satisfação do cliente (melhorando processos de fabricação ou investindo mais em pesquisa e desenvolvimento(P&D, por exemplo). Da mesma maneira, são muitos os interessados, incluindo funcionários, revendedores, fornecedores e acionistas; gastar mais para aumentar a satisfação do cliente pode desviar recursos que aumentariam a satisfação dos demais parceiros. Na verdade, a empresa deve operar com base na filosofia de que está tentando alcançar um alto nível de satisfação do cliente, assegurando, pelo menos, níveis aceitáveis de satisfação dos demais públicos interessados, considerando as limitações de seus recursos. (KOTLER & KELLER, 2006, p.80). 38 5.5.2.1 Expectativa do Cliente Os compradores formam as suas expectativas com base em experiências de compras anteriores, conselhos de amigos, colegas, informações e promessas de profissionais de marketing e de concorrentes. Se os profissionais de marketing estabelecerem expectativas muito altas, o comprador provavelmente ficará desapontado. Por outro lado, se a empresa estabelecer expectativas muito baixas, não atrairá compradores suficientes (embora satisfaça aqueles que efetivamente comprarem). Algumas empresas mais bem sucedidas de hoje estão elevando expectativas e encontrando formas de garantir seu desempenho superior comenta Rocha e Christensem (1999). Segundo Kotler (1999) “atender as expectativas dos clientes exige um entendimento de como essas expectativas são formadas e dos motivos pelos quais muitas empresas não conseguem atendê-las”. Diversos fatores influenciam as expectativas dos clientes, tanto em termos de uma priorização dos critérios discutidos anteriormente quanto do nível de expectativa em relação a cada critério. O primeiro desses fatores inclui, muito simplesmente, as necessidades ou exigências dos clientes. As expectativas dos clientes frequentemente não são iguais as suas exigências ou necessidades reais. O desempenho anterior do fornecedor é um grande fator influenciador das expectativas dos clientes. Espera-se que um fornecedor que sempre entrega pontualmente continue realizando entregas com pontualidade. De modo semelhante, espera-se que um fornecedor com registro ruim em termos de desempenho continue a apresentar o mesmo desempenho ruim. É importante observar que a experiência com o desempenho anterior de um fornecedor também pode influenciar as expectativas dos clientes em relação a outros fornecedores. Por exemplo, quando a Federal Express demonstrou a capacidade de entregar pequenos pacotes de um dia para o outro. Muitos clientes começaram a esperar uma capacidade de desempenho semelhante de outros fornecedores. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 66). Nota-se que muitos fornecedores podem ser culpados de gerar o próprio fracasso ao se comprometerem excessivamente, em uma tentativa de influenciar as expectativas do cliente. O fracasso de muitas empresas em relação à satisfação de seus clientes pode ser localizado na existência de uma ou mais das lacunas identificadas na estrutura. 39 5.5.3 Medida de Satisfação A satisfação do cliente está no âmago dos serviços, mas só há a pouco tempo é que as empresas têm se esforçado para medir sistematicamente o grau de satisfação dos seus utilizadores. Anteriormente, as análises limitavam-se a medidas internas de qualidade, do tipo ISO 9000. A medida de satisfação mais evidente parecia ser o nível das vendas ou da quota de mercado e o número de queixas refletia, em princípio, o nível eventual de insatisfação. Muitas empresas estão medindo sistematicamente a satisfação do cliente e os aspectos que a influenciam. A International Business Machines (IBM), por exemplo, monitora a satisfação do cliente a cada visita de seus vendedores e na, hora de calcular a remuneração desses vendedores, utiliza essa medida como fator. (KOTLER e KELLER, 2006, p.91). Na realidade, as coisas são mais complicadas. Segundo Almeida (2001) pode existir uma diferença importante entre aquilo que a empresa crê que o cliente deseja e aquilo que o cliente quer realmente, ou seja, entre a qualidade concebida pelo prestador e a qualidade desejada e/ou percebida pelo receptor, sem que este exprima necessariamente a sua insatisfação.A empresa deve medir a satisfação do cliente com regularidade porque a chave para reter clientes está em satisfazê-los. Em geral, um cliente altamente satisfeito permanece fiel por mais tempo, compra mais à medida que a empresa lança produtos ou aperfeiçoa aqueles existentes, fala bem da empresa e de seus produtos, dá menos atenção a marcas e propaganda concorrentes e é menos sensível a preço. Além disso, sugere ideias sobre produtos ou serviços e custa menos para ser atendido do que um cliente novo, uma vez que as transações já se tornaram rotineiras. (KOTLER e KELLER, 2006, p.92). Para as empresas centradas no cliente, a satisfação de seus clientes é ao mesmo tempo uma meta e uma ferramenta de marketing. Hoje, as empresas precisam estar especialmente preocupadas com o nível de satisfação do cliente porque a Internet proporciona uma ferramenta para que os consumidores espalhem reclamações, assim como elogios, para o resto do mundo. (KOTLER e KELLER, 2006, p.92). 5.5.4 Qualidade de Produtos e Serviços 40 A satisfação depende também da qualidade dos produtos e serviços, sendo que a qualidade é a totalidade dos atributos e características de um produto ou serviço que afetam sua capacidade de satisfazer necessidades declaradas ou implícitas. Pode-se dizer que a empresa oferece qualidade sempre que seu produto ou serviço atende as expectativas do cliente ou as excede. (KOTLER e KELLER, 2006, p.96). Uma empresa que satisfaz a maioria das necessidades dos clientes durante a maior parte do tempo é denominada empresa de qualidade. Os gerentes de marketing têm duas responsabilidades em uma empresa voltada para a qualidade. Primeiro, eles devem participar na formulação de estratégias e políticas elaboradas para auxiliar a empresa a vencer por meio da excelência na qualidade total. Segundo, devem entregar qualidade tanto de marketing como de produção. (KOTLER e KELLER, 2006, p.97). Há uma estreita ligação entre qualidade de produtos e serviços, satisfação de clientes e lucratividade da empresa. Níveis mais elevados de qualidade resultam em níveis mais elevados de satisfação de clientes, ao mesmo tempo em que justiçam preços mais altos e permitem custos menores. 5.6 Relacionamento com o Cliente Maximizar o valor do cliente significa cultivar um relacionamento de longo prazo com ele. Durante séculos, os fabricantes individualizaram seus produtos: o alfaiate confeccionava ternos sob medida e o sapateiro desenhava modelos de sapatos para cada cliente. A Revolução Industrial iniciou uma era de produção em massa. Para maximizar economias de escala, as empresas passaram a fabricar bens padronizados antecipadamente aos pedidos e deixaram para as pessoas a tarefa de se adequar ao que havia disponível. (KOTLER, 2006, p.66). Hoje, porém, as empresas estão abandonando o marketing de massa e optando por um marketing mais preciso, desenvolvido para criar um relacionamento sólido com o cliente. Os negócios de informação são o pilar da economia atua. A informação tem a vantagem de ser fácil de diferenciar, customizar, personalizar e despachar por meio de redes a velocidades surpreendentes. Quanto mais aprendem a coletar informações sobre clientes e parceiros de negócios (fornecedores, distribuidores e varejistas) e projetar fábricas mais flexíveis, 41 mais as empresas aumentam sua capacidade de individualizar produtos, serviços, mensagens e mídia. (KOTLER, 2006, p.70). Muitas empresas estão interessadas e decidas a desenvolver vínculos mais fortes com os clientes, que se trata da gestão do relacionamento com o cliente. A gestão do relacionamento com o cliente trata-se do gerenciamento cuidadoso de informações detalhadas sobre cada cliente e de todos os pontos de contato com ele, a fim de maximizar sua fidelidade. Por ponto de contato com o cliente, entende-se qualquer ocasião em que o cliente tem contato com a marca ou produto. (KOTLER, 2006, p.72). Segundo Kotler (2006) as empresas devem usar a gestão do relacionamento com os clientes da seguinte forma: Identificar os seus clientes atuais e potenciais; Diferenciar os clientes em termos de necessidades e valor para a empresa; Interagir com os clientes individualmente para melhorar seu conhecimento sobre as necessidades de cada um e construir relacionamentos mais sólidos; Customizar produtos, serviços e mensagens para cada cliente; Reduzir o índice de perda de clientes; Aumentar a longevidade do relacionamento com o cliente; Aumentar a participação das despesas correntes de cada cliente por meio da participação na carteira do cliente e venda incremental; Aumentar a lucratividade de clientes pouco lucrativos ou dispensá-los; Concentrar esforços em clientes de alto valor. 5.7 Retenção de Clientes Os clientes de hoje são mais difíceis de agradar, pois são mais inteligentes, conscientes em relação aos preços e exigentes, eles perdoam menos e são abordados por mais concorrentes com ofertas iguais ou superiores. O desafio, segundo Jeffrey Gitomer, citado por Kotler (2006), não é deixá-los satisfeitos; vários concorrentes podem fazer isso. O desafio é conquistar clientes fiéis. A empresa que quer ver os lucros e as vendas crescerem deve investir tempo e recursos consideráveis na busca por novos clientes. Contudo, não basta usar somente de técnicas para atrair novos clientes é preciso retê-los. Kother, (2006) diz que muitas empresas possuem um alto nível de rotatividade 42 de clientes, ou seja, conquistam novos clientes e perdem muitos deles. É como sistematicamente adicionar água a uma panela que possui um pequeno furo. Existem duas maneiras principais para fortalecer a retenção do cliente. Uma erguer barreira elevadas para impedir a mudança. Os clientes são menos propensos a mudar para outros fornecedores se isso envolver altos custos de capital, altos custos relacionados à pesquisa de fornecedores ou a perda de descontos para clientes fiéis. O melhor método, porém é entregar um alto grau de satisfação a ele. Isso torna-se mais difícil para os concorrentes ultrapassar as barreiras à mudança oferecendo simplesmente preços mais baixos ou incentivos. (KOTLER, 2006, p.101). Algumas empresas pensam que obtêm uma indicação da satisfação dos clientes por meio do registro de reclamações. Mas 96% dos clientes insatisfeitos não reclamam, muitos apenas deixam de comprar. A melhor atitude que as empresas devem tomar é facilitar o processo de reclamações, criando formulários de sugestões, serviço de discagem direta gratuita, site e endereços eletrônicos, permitindo uma comunicação mais rápida. Mas, ouvir não é o bastante. A empresa deve reagir às reclamações com rapidez e construtivamente. Veja o lembrete de Marketing “como lidar com as reclamações, citado por Kotler: De todos os clientes que registram uma reclamação, entre 54 e 70 por cento voltarão a fazer negócios com a empresa se suas reclamações forem resolvidas. O percentual chega a espantosos 95 por cento, se os clientes sentirem que a reclamação foi atendida rapidamente. Cliente que reclamam a uma organização e tiveram suas queixas satisfatoriamente resolvidas falam para uma media de cinco pessoas sobre o bom tratamento que receberam . (Kotler, 2006, p. 153). Cada vez mais empresas estão reconhecendo a importância de satisfazer e reter clientes, pois, clientes satisfeitos constituem o capital de relacionamento com o cliente da empresa. Segundo Kotler, (2006) existem alguns fatos interessantes sobre a retenção de clientes: 1. Conquistar novos clientes pode custar até cinco vezes mais do que satisfazer e reter os já existentes. Afinal, não é fácil induzir clientes satisfeitos a deixar de contratar seus fornecedores atuais. 2. As empresas perdem em media 10 por cento de seus clientes a cada ano. 3. Conforme o setor, uma redução de 5 por cento no índice de perda de clientes 43 pode aumentar os lucros de 25 a 85 por cento. 4. A taxa de lucro por cliente tende a aumentar ao longo do tempo de permanência do cliente retido. 5.8 Faça das Necessidades dos Clientes o Padrão Para o Sucesso Quando se está próximo dos clientes, está-se no caminho para areal vantagem competitiva. Quando suas necessidades e expectativas se tornam padrão em relação ao qual a organização mede seus esforços e seu vigor, os clientes verão suas expectativas constantemente superadas. Eles ficarão encantados, e responderão maravilhosamente, com fidelidade. (WHITELEY, 1991, p.38). Porém, para inspirar os empregados a medirem seus esforços e resultados em relação às necessidades e expectativas dos clientes, é preciso comunicar tais necessidades e expectativas e mostrar que se acredita sinceramente em que elas podem e devem ser satisfeitas. A maioria das companhias não consegue fazê-lo, supondo que seu pessoal já sabe do que os clientes necessitam. Entretanto, empregados da linha de frente podem não compreender pontos aparentemente óbvios. E quando as companhias deixam de discutir as necessidades dos clientes, os empregados costumam pensar que não cabe a eles perguntar. (WHITELEY, 1991, p. 38). Para Whiteley (1991), as necessidades dos clientes precisam ser ensinadas, enfatizadas e reveladas constantemente. Enfatize as necessidades dos clientes em toda parte, todas as reuniões de empregados são oportunidades de ensinar sobre o cliente. Sessões de treinamento também constituem uma oportunidade especial, mesmo que o treinamento seja sobre um tema distante do cliente. 5.9Derrubando as Barreiras ao Atendimento Em geral, as firmas prestadoras de serviços não têm derrubado barreiras com o zelo e a perspicácia que um punhado de grandes fabricantes tem exibido. Os departamentos de atendimento das fábricas também têm ficado para trás. Não existe, é claro nenhuma razão para essa eficiência voltada para o cliente não poder ser alcançada e, atualmente, algumas organizações prestadoras de serviços estão aprendendo a se sobressair nessa área. (WHITELY, 1991, p. 109). Para Whiteley, (1991) existem sete áreas de resultados chave (ARCS) no 44 atendimento aos clientes que são: Conveniência; Garantia do produto; Disponibilidade no estoque; Tempo de atendimento; Inovação; Imagem, e Serviço de varejo ( para loja varejista ). As barreiras à excelência na prestação de serviços muitas vezes se diferem das industrias. Nas fábricas, a maior barreira a ser derrubada é o fato de que os sistemas de fabricação isolam as pessoas do cliente. Elas, frequentemente, limitam a interação das pessoas com o cliente interno usuário do trabalho, além de eliminarem completamente a interação com o usuário final. (WHITELY, 1991, p. 110). Para Whiteley (1991) um pequeno número de organizações prestadoras de serviços, por exemplo, uma companhia de abastecimento de água, ou um grupo que processa cheques em um banco, pode sofrer exatamente os mesmos tipos de barreiras ao atendimento ao cliente que uma fábrica. Porém, geralmente, as barreiras à qualidade do atendimento diferem sutilmente. Os prestadores de serviços muitas vezes têm de “produzir” e entregar seu produto em locais bem espalhados, de modo que é fácil novas barreiras no atendimento ao cliente surgirem nas suas operações. Além do mais, porque tantos empregados prestadores de serviços lidam diretamente com o cliente, a excelência nessa área depende ainda mais do que a excelência na indústria. (WHITELEY, 1991, p. 110). No entanto, quando as companhias estabelecem medidas como os padrões ARC, e quando examinam com cuidado por que o desempenho está aquém do desejado, elas logo descobrem que as diferenças entre a indústria e a prestação de serviços são bem maiores na percepção do que na realidade. Os clientes têm experiências desagradáveis. (WHITELY, 1991, p. 111). Os empregados não sabem que sua função é criar experiências felizes; Os empregados não recebem os recursos de que necessitam para concretizar esse atendimento; Os empregados carecem do treinamento para usar os recursos de que dispõem; Os empregados recebem incentivos que não os encorajam a trabalhar para os 45 clientes. 5.10O Marketing e o Serviço aos Clientes A preocupação básica no setor de produtos e serviços acha-se na adaptação entre as possibilidades de produção e as necessidades e desejo dos consumidores. Segundo Cobra (1997) dentro dessa linha de raciocínio, a definição de marketing deveria ser alinhada para: O marketingé o estudo e a preparação de todos os meios necessários para permitir à empresa aproximar, permanentemente e no interesse comum, as necessidades e os desejos do consumidor e as possibilidades de produção. (COBRA, 1997, p. 221) 5.10.1 A Definição de Serviço aos Clientes ParaAlmeida (2001) o serviço ao cliente é a execução de todos os meios possíveis de dar satisfação ao consumidor por algo que ele adquiriu: Tantas facilidades quantas possíveis para adquirirem o bem ofertado. Tantas satisfações quantas possíveis na função do bem adquirido, sem limitação antecipada da duração dessa função (quer seja o fim em vista interessado, quer os meios sejam executados a titulo gracioso, quer seja desinteressado, quer oneroso, quer sejam, quer não sejam previstas no contrato de venda). O serviço ao cliente faz, dessa forma, parte do marketing, uma vez concebido e agregado ao produto. O produto é dito ampliado pela anexação do serviço. Um serviço tangível como serviço de eletricidade etc. pode muitas vezes ser classificado como um produto para fins didáticos. A satisfação do utilizador é o elemento fundamental da noção de serviço à clientela, tanto do serviço pré-venda quanto do pós-venda, ou mesmo do serviço de instalação do consumidor depende de um grande número de fatores, objetivos e subjetivos. Para Cobra (1997) os critérios para identificar esses fatores são, entre outros, os seguintes: Qualidade do produto; 46 Garantia do produto pelo vendedor; Adaptação do produto às necessidades do utilizador; Localização do produto à disposição do cliente em boas condições; Boa instalação; Condições de boa utilização; Boas condições de funcionamento do produto (manutenção, reparações seguras, fornecimento de peças, assistência técnica); Ajuda financeira a clientes. Nota-se se o produto ou material vendido não for de qualidade, não há, realmente, serviços que possam dar satisfação ao cliente. Manter ou reparar um aparelho ou produto de má qualidade não é assegurar um serviço, é reparar um prejuízo. Serviço ao cliente com qualidade é o diferencial de uma organização de sucesso, o principal valor da logística é atender as exigências dos clientes de modo eficaz em termos de custo. Embora a maioria dos administradores seniores concorde que o serviço ao cliente é importante, eles, às vezes, acham extremamente difícil explicar o que é e o como se faz este serviço. Apesar de expressões comuns incluírem "facilidade de negociar" e "sensível aos clientes", para desenvolver um entendimento completo do serviço ao cliente é necessária uma estrutura mais minuciosa. Esclarece Almeida (2001). Ainda segundo os autores mencionados, filosoficamente, o serviço ao cliente representa o papel da logística na realização do conceito de marketing. Um programa de serviço ao cliente deve identificar e priorizar todas as atividades necessárias para atender as exigências logísticas dos clientes tão bem quanto os concorrentes ou melhor que eles. Assim “ao se estabelecer um programa de serviço ao cliente, é imperativo identificar padrões nítidos de desempenho para cada uma das atividades e medições relativas a esses padrões.” (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 54). Estes padrões de desempenho são tão importantes quanto os programas básicos de serviço, o foco normalmente se encontra nos aspectos operacionais da logística e em garantir que a organização seja capaz de fornecer os sete "certos" a seus clientes: a quantidade certa, do produto certo, no momento certo, no local certo, nas condições certas, pelo preço certo, com a informação certa. (KOTLER, 1999, p.103). É evidente que um extraordinário serviço ao cliente agrega valor por toda a cadeia de suprimentos. A preocupação fundamental no desenvolvimento de uma 47 estratégia de serviço e o custo associado à obtenção de um desempenho específico em serviços representa um investimento sensato. Uma análise cuidadosa do desempenho dos concorrentes e da sensibilidade dos clientes aos atributos de serviço segundo Kotler (1999) é necessária para se formular uma estratégia básica de serviço. 5.11Qualidade de Serviço É preciso distinguir a diferença entre má qualidade oriunda do processo inadequado de fabricação, quando o fabricante, intencionalmente, com o fim de lucro a curto prazo, utiliza materiais ou componentes de segunda, pessoal não qualificado, negligencia os controles de qualidade, e má qualidade ocasional, surgida talvez de um infeliz concurso de circunstancias de insuficientes precauções. Seria útil então dar-se uma definição mais precisa do conjunto de qualidade; mas essa conceituação torna-se difícil e complicada na prática, em virtude de a noção de qualidade ser muito relativa. Observe-se que, numa economia de mercado, a produção em grande escala de produtos manufaturados obriga os fabricantes a procurarem um compromisso “preço-características”, ou, como é chamado muitas vezes, “preço-qualidade”, uma vez que, em face do grande número de componentes, fica comprometida a longa durabilidade do produto final. (COBRA, 1997, p. 222). Na falta de uma definição mais objetiva, considera-se uma “qualidade normal” para certo nível de preço. A palavra qualidade é tomada em sentido mais amplo, incluindo o conjunto das características técnicas, comerciais e de serviços. Assim, em certo nível de preço, o produto pode ser considerado dentro de uma qualidade normal ou abaixo da normal. 5.12Disponibilidade do Produto ou Serviço Segundo Kotler (1999) a “disponibilidade é a capacidade de ter estoque quando um cliente o deseja”. Embora isso pareça simples, não é tão incomum uma organização investir consideráveis recursos em tempo, dinheiro e esforço para gerar demanda do cliente e depois não ter produtos disponíveis para atender suas exigências. A prática tradicional em muitas organizações é estocar produtos em antecipação 48 aos pedidos. Normalmente, um plano de estoque baseia-se na demanda prevista por produtos e pode incluir políticas de estoque diferenciadas para itens específicos como resultado da popularidade das vendas, lucratividade e importância de um item para a linha de produtos completa e do valor da mercadoria. Atingir níveis elevados de disponibilidade de estoque exige muito planejamento. Na verdade, a chave é atingir esses níveis elevados ao mesmo tempo em que se minimiza o investimento geral em estoques e instalações. A falta de estoque, é uma das medidas de desempenho e como o termo sugere, ocorre quando uma empresa não tem produtos disponíveis para atender a demanda dos clientes, conforme se verifica: A frequência da falta de estoque refere-se à probabilidade de uma empresa não ter estoque disponível para atender a um pedido do cliente. Por exemplo, um estudo de supermercados varejistas revelou que em qualquer momento, durante uma semana, faltam no estoque de um supermercado médio aproximadamente 8% dos itens planejado para estarem nas prateleiras. Entretanto, é importante observar que uma falta de estoque não ocorre de fato até que um cliente deseje um produto. A soma de todas as faltas de estoque de todos os produtos indica se uma empresa esta bem posicionada para proporcionar compromissos básicos com o serviço em termos de disponibilidade de produtos. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 55). A falta de estoque que se prolonga, compromete os compromissos da organização, embora não considere que alguns produtos podem ser mais críticos que outros em termos de disponibilidade, esse é o ponto de partida quando se pensa sobre a disponibilidade de estoques. A taxa de atendimento de acordo com Almeida (2001)mede a magnitude ou o impacto das faltas de estoque ao longo do tempo. A falta de estoque não afeta o desempenho do serviço até que um cliente demande um produto. Então, é importante determinar que o produto não esteja disponível e quantas unidades o cliente queria. A medida mais acurada do desempenho na disponibilidade de produtos é a quantidade de pedidos enviados de forma completa. Considera ter tudo que um cliente pede como padrão de desempenho aceitável. O não-fornecimento de apenas um item no pedido de um cliente resulta no registro como zero em termos de envio completo. Essas três medidas de disponibilidade, de acordo com Kotler (1999) que se combinam para estabelecer até que ponto a estratégia de estoques de uma empresa estáatendendo a demanda dos clientes, também formam a base para a avaliação do nível adequado de disponibilidade a ser incorporado no programa de serviço logístico básico 49 de uma organização. Assim percebe-se que níveis elevados de estoque normalmente são vistos como um meio de aumentar a disponibilidade; no entanto, novas estratégias que usam tecnologia da informação para identificar a demanda dos clientes sem antecipação aos pedidos reais dos clientes têm permitido que algumas organizações atinjam níveis muito altos de desempenho do serviço básico sem aumentos correspondentes no estoque, que reflete sobre o desempenho operacional. 5.13 Diferenciação de Serviços Quando o produto não pode ser facilmente diferenciado, a chave para o sucesso competitivo pode estar na adição de serviços valorizados e na melhoria da sua qualidade. Os grandes diferenciadores de serviços são facilidade de pedido, entrega, instalação, treinamento do cliente, orientação ao cliente e manutenção e reparo. (KOTHER, 2000, p. 314). 5.13.1 Pedido A facilidade de pedido é a facilidade que o cliente encontra para fazer um pedido à empresa. A BaxterHealthcare facilitou o seu processo de pedidos fornecendoaos hospitais terminais de computador por meio dos quais são enviados os pedidos diretamente à Baxter. Muitos bancos agora fornecem software de home-banking, auxiliando os clientes a obter informações e a realizar transações de maneira mais eficiente. Os consumidores agora também podem fazer suas compras sem ir ao supermercado. (KOTHER, 2000, p. 314). 5.13.2 Entrega Considera-se a qualidade com que o produto ou serviço é entregue ao cliente. Isso inclui velocidade, precisão e preocupação com o processo de entrega. A DeluxeCheckPrintersconstruiu uma reputação impressionante por expedir seus cheques um dia depois de receber um pedido, sem atrasar uma única vez em 18 anos. Os compradores frequentemente escolhem o fornecedor que tem a melhor reputação de entrega pontual. (KOTLER, 2000, p. 315). 50 5.13.3 Instalação A instalação refere-se ao trabalho feito para tornar um produto operacional planejado. Os compradores de equipamentos pesados esperam bons serviços de instalação. A diferenciação nesse ponto da cadeia de consumo é particularmente importante para as empresas que comercializam produtos complexos. A facilidade de comercialização é um ponto importante em vendas, especialmente quando o mercado alvo é composto de principiantes em tecnologia que sabidamente não toleram mensagens na tela do “erro de disco 23.”(KOTLER, 2000, p. 315). A Compaq, com sua linha Presario, foi uma das primeiras a utilizar a instalação como fonte de diferenciação. Em vez de fornecer um manual de instruções com terminologia ininteligível, a Compaq oferece aos clientes um pôster que ilustra com clareza os dez passos de instalação. (KOTLER, 2000, P. 316). 5.13.4 Treinamento do Cliente A capacitação do cliente refere-se em treinar os funcionários do cliente na utilização dos equipamentos de maneira apropriada e eficiente. A General Eletric não apenas vende e instala caros equipamentos de raios X em hospitais, como também oferece treinamento abrangente para os usuários desses equipamentos. (KOTHER, 2000, p. 316). 5.13.5 Orientação ao Cliente Orientação ao cliente refere-se a dados, sistemas de informações e serviços de consultoria que a empresa oferece aos compradores. Um dos maiores fornecedores de serviços de orientação que adicionam valor é a Milliken&Company. (KOTLER, 2000, p. 316). A Milliken vende toalhas para lavanderias industriais, que as alugam para as fábricas. Essas toalhas são fisicamente similares às dos concorrentes. Porém, a Milliken cobra um preço superior pelas suas toalhas e detém a liderança de mercado. Ela cobra mais, por que eleva seu produto melhorando continuamente o atendimento que presta às lavanderias. A Milliken treina a equipe de vendas de seus clientes, fornece prospecto e material promocional, oferece pedidos on-line e sistemas de otimização de rotinas, 51 realiza pesquisa de marketing para os clientes, financia workshops de melhoria da qualidade e envia sua equipe de vendas para trabalhar com os clientes. (KOTLER, 2000, p. 316). 5.13.6 Manutenção e Reparo A expressão manutenção e reparo descreve o programa de atendimento destinado a auxiliar os clientes a manter os produtos comprados em boas condições de funcionamento. Considere as habilidades de reparo da Tandem. (KOTHER, 2000, p. 316). A Tandem fabrica de computadores com CPUs paralelas, para aplicações em que os computadores não podem parar. Para manter os computadores dos clientes funcionando, a Tandem tenta reparar seus produtos antes de os clientes saberem que o serviço é necessário. Os técnicos detectam um componente que esteja funcionando mal por meio de diagnostico remoto e mandam peças e instruções apropriadas para o cliente pelo serviço de encomendas do correio. (KOTHER, 2000, p. 316). 5.13.7 Serviços Diversos As empresas podem encontrar outras maneiras de diferenciar o atendimento que prestam aos seus clientes. Elas podem oferecer uma melhor garantia para o produto ou contratos de manutenção, ou ainda oferecer compensações. 5.14 Categoria do Mix de Serviço As ofertas ao mercado de uma empresa geralmente incluem alguns serviços. O componente serviço pode ser uma parte secundária ou parte principal da oferta total. Existem cinco categorias de oferta ao mercado: 1- Bem Tangível:a oferta consiste principalmente em um bem tangível, como sabão, creme dental ou sal. Não há nenhum tipo de serviço associado ao produto. 2- Bem tangível associado a serviços: a oferta consiste em um bem tangível associado a um ou mais serviços. Levitapud Souto (2004) observa que “quanto mais tecnologicamente sofisticado for o produto (por exemplo, carros e computadores), mais suas vendas dependerão da qualidade e disponibilidade de serviços ao consumidor (por exemplo, showrooms, entrega, assistência técnica, instruções de uso, treinamento de 52 operadores, orientação de instalação e garantia).” 3- Híbrida: a oferta consiste tanto em bens como em serviços. Por exemplo: as pessoas frequentam restaurantes pela comida e pelo serviço oferecido. 4- Serviço principal associado a bens ou serviços secundários: a oferta consiste em um serviço principal com serviços adicionais ou bens de apoio. Por exemplo: passageiros de companhias aéreas compram o serviço de transporte, mas estão incluídos na viagem alguns itens tangíveis, como comidas e bebidas, o canhoto da passagem e a revista a bordo. A execução do serviço em si requer a operação de um bem extremamente caro, uma aeronave, mas o item principal é o serviço. 5- Serviço puro: a oferta consiste essencialmente em um serviço. São exemplos os serviços de baby-sitter, psicoterapia e massagem. (KOTLER, 2006, p.93). Segundo Kother (2006) a natureza do mix de serviços também tem implicações sobre como os consumidores avaliam a qualidade. No caso de alguns serviços, os clientes não conseguem julgar a qualidade técnica mesmo depois de terem recebido o serviço. Kother (2006) defende também que os serviços geralmente apresentam um alto nível de qualidade experimentáveis e credenciáveis, sua aquisição apresenta um maior índice de risco. Este fato tem diversas consequências. Em primeiro lugar, os consumidores de serviços costumam confiar nas informações do boca a boca do que em propaganda. Em segundo lugar, ao julgar a qualidade eles dão grande importância ao preço, funcionários e aos fatores visíveis. Em terceiro lugar, eles são altamente fieis a prestadores de serviços que os satisfazem. Quarto, devido aos custos variáveis envolvidos, há muita inércia do consumidor: pode ser difícil tirar um cliente do concorrente. 5.15 Serviço ao Cliente Serviço ao cliente com qualidade é o diferencial de uma organização de sucesso, o principal valor da logística é atender as exigências dos clientes de modo eficaz em termos de custo. Embora a maioria dos administradores seniores concorde que o serviço ao cliente é importante, eles, às vezes, acham extremamente difícil explicar o que é e o como se faz este serviço. Apesar de expressões comuns incluírem "facilidade de negociar" e "sensível aos clientes", para desenvolver um entendimento completo do serviço ao cliente é necessária uma estrutura mais minuciosa. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p.112). Ainda segundo os autores mencionados, filosoficamente, o serviço ao cliente 53 representa o papel da logística na realização do conceito de marketing. Um programa de serviço ao cliente deve identificar e priorizar todas as atividades necessárias para atender as exigências logísticas dos clientes tão bem quanto os concorrentes, ou melhor que eles. Assim “ao se estabelecer um programa de serviço ao cliente, é imperativo identificar padrões nítidos de desempenho para cada uma das atividades e medições relativas a esses padrões.” (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 54). Estes padrões de desempenho são tão importantes quanto os programas básicos de serviço, o foco normalmente se encontra nos aspectos operacionais da logística e em garantir que a organização seja capaz de fornecer os sete "certos" a seus clientes: a quantidade certa, do produto certo, no momento certo, no local certo, nas condições certas, pelo preço certo, com a informação certa. (KOTLER, 1999, p. 338). É evidente que um extraordinário serviço ao cliente agrega valor por toda a cadeia de suprimentos. A preocupação fundamental no desenvolvimento de uma estratégia de serviço e o custo associado à obtenção de um desempenho específico em serviços representa um investimento sensato. Uma análise cuidadosa do desempenho dos concorrentes e da sensibilidade dos clientes aos atributos de serviço segundo Kotler (1999) é necessária para se formular uma estratégia básica de serviço. São atributos fundamentais do serviço básico que foram identificados: disponibilidade, desempenho operacional e confiabilidade do serviço. Esses atributos serão discutidos mais detalhadamente a seguir.Para dar início a esta linha deste pensamento vamos entrar no item que vai abordar a disponibilidade do produto ou serviço ao cliente que é ter estoque quando o cliente o desejar. Imagine uma linha de montagem programada para produzir 100 automóveis e que recebe apenas 97 das peças de freio necessárias. Em situações nas quais alguns dos itens não são essenciais ao desempenho, uma taxa de atendimento de 97% pode ser aceitável. O cliente pode aceitar um atraso no pedido ou estar disposto a posteriormente fazer um novo pedido dos itens em falta. Estratégias de taxa de atendimento precisam considerar as exigências dos clientes em relação aos produtos. A medida mais acurada do desempenho na disponibilidade de produtos é a quantidade de pedidos enviados de forma completa. Considera ter tudo que um cliente pede como padrão de desempenho aceitável. O não-fornecimento de apenas um item no pedido de um cliente resulta no registro como zero em termos de envio completo. Assim percebe-se que níveis elevados de estoque normalmente são vistos 54 como um meio de aumentar a disponibilidade; no entanto, novas estratégias que usam tecnologia da informação para identificar a demanda dos clientes sem antecipação aos pedidos reais dos clientes têm permitido que algumas organizações atinjam níveis muito altos de desempenho do serviço básico sem aumentos correspondentes no estoque, que reflete sobre o desempenho operacional, que adiante será abordado. 5.16 Desempenho Operacional O desempenho operacionallida com o tempo necessário para se entregar o pedido de um cliente. Que o ciclo de atividades em questão seja o atendimento ao cliente, o apoio a manufatura ou o suprimento, o desempenho operacional é“especificado em termos de velocidade do desempenho, consistência, flexibilidade e recuperação de falhas.(KOTLER, 1999, p.113). A velocidade do ciclo de pedido éo tempo decorrido desde quando um cliente estabelece a necessidade de fazer um pedido até que o produto seja entregue e esteja pronto para o uso. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p.99). O tempo decorrido necessário para completar o ciclo total depende do projeto do sistema logístico. Devido ao atual nível elevado de tecnologias de comunicação e transportes, os ciclos de pedidos podem ser curtos (algumas horas) ou podem levar várias semanas ou meses. Naturalmente, a maioria dos clientes deseja o rápido desempenho do ciclo de pedidos. A velocidade é um ingrediente essencial em muitas estratégias de Just in time(sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata)e de resposta rápida, visto que ciclos de desempenho rápidos reduzem as necessidades de estoque dos clientes. A contrapartida é que a velocidade do serviço normalmente é dispendiosa: nem todos os clientes precisam ou desejam a velocidade máxima se isso significar aumento no custo total. A justificativa para a velocidade deve ser encontrada nas compensações positivas; isto é, a única estrutura relevante para se estimar o valor da velocidade do serviço são os benefícios percebidos pelo cliente.(KOTLER, 1999, p.115). A consistência do ciclo de pedidos de acordo com a ideia de Bowersox, Closse Cooper (2007) é medida pela quantidade de vezes que os ciclos reais obedecem ao tempo planejado para sua conclusão. Embora a velocidade do serviço seja importante, a maioria dos gerentes de logística dá mais valor à consistência porque tem impacto direto sobre a capacidade do cliente de planejar e realizar as próprias atividades. 55 Bowersox, Closse Cooper (2007) citam que se os ciclos de pedidos variam, então um cliente deve manter um estoque de segurança para se proteger contra o potencial de entregas em atraso; o grau de variabilidade se traduz diretamente na necessidade de estoques de segurança. Devido às inúmeras atividades envolvidas na execução do ciclo de pedidos, existem muitas fontes potenciais de inconsistência no desempenho e: ...a questão da consistência é fundamental para operações logísticas eficazes, já que está se tornando cada vez mais comum os clientes especificarem uma data desejada e até mesmo especificarem o agendamento de entregas quando fazem pedidos. (KOTLER, 1999, p. 56) Essa especificação acurada pode ser realizada, considerando-se o ciclo de atividades de um fornecedor, mas nem sempre esse éo caso. Na verdade, os clientes com frequência fazem pedidos muito antes de sua necessidade de reabastecimento do produto. Em tais situações, é muito difícil os clientes entenderem porque ocorrem falhas na entrega que foi especificada. Seu ponto de vista em relação à consistência do fornecedor no desempenho operacional envolve o fato de o fornecedor ter sido capaz de entregar o pedido na data e hora especificadas. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p.100). De acordo com o pensamento explicitado acima, em tais situações, a definição de consistência deve ser modificada. Já não é suficiente avaliar em termos do tempo planejado, como quatro dias para completar o ciclo. É essencial determinar se o ciclo de pedido foi completado de acordo com as especificações do cliente. Portanto, no ambiente logístico atual, a consistência frequentementeé vista como o desempenho de uma empresa em termos de entrega pontual o que demanda flexibilidade. A flexibilidade segundo Kotler (1999)envolve a capacidade de uma empresa atender a situações especiais e solicitações incomuns ou inesperadas dos clientes. Por exemplo, o padrão normal de atendimento a um cliente pode ser enviar quantidades que ocupem um caminhão completo para o armazém do cliente. Contudo, de tempos em tempos, o cliente pode desejar embarques menores diretamente para locais individuais de varejo. A competência logística de uma empresa esta diretamente relacionada a uma capacidade de atender a essas circunstâncias inesperadas. Eventos típicos que exigem operações flexíveis são: (1) modificação de acordos básicos de serviço, como uma alteração no endereço para envio (2) apoio a programas exclusivos de vendas ou marketing; (3) lançamento de novo produto; (4) recall de produtos; (5) interrupção no 56 fornecimento; (6) customização única do serviço básico a clientes ou segmentos específicos; e (7) modificações ou customizações no produto realizado enquanto o produto está no sistema logístico, como marcação de preço, agrupamento ou empacotamento. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 57). No que se refere às operações logísticas, de várias maneiras, a essência da excelência logística reside na capacidade de ser flexível, assim, nãoimporta quão bem as operações logísticas de uma organização se integram, sempre ocorrerão falhas. O desempenho contínuo dos compromissos de serviço diariamente é uma tarefa difícil. De forma ideal, podem ser implementados ajustes para evitar ou atender a situações especiais, evitando, assim, as falhas. Por exemplo, se ocorre a falta de estoque de um item essencial em um armazém que normalmente atende a determinado cliente, o item pode ser obtido em uma instalação alternativa por meio da utilização de alguma forma de transporte rápido. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 63). Portanto, nota-se que em tais situações, a falha na verdade, pode ser transparente para o cliente. Embora nem sempre sejam possíveis recuperações transparentes, programas eficazes de serviço ao cliente antecipam que falhas e interrupções no serviço ocorrerão e estabelecem planos de contingência para conseguir a recuperação e medir a conformidade dando confiabilidade ao serviço executado. 5.17Confiabilibidade do Serviço A confiabilidade do serviço envolve os atributos combinados da logística e diz respeito à capacidade de uma organização realizar todas as atividades relacionadas ao pedido, bem como fornecer aos clientes informações críticas acerca das operações logísticas e seu status. Além da disponibilidade e do desempenho operacional, os atributos da confiabilidade podem significar que os produtos embarcados chegam sem danos; que as faturas estão corretas; que os pedidos são embarcados para os locais corretos; e que a quantidade exata de produtos pedidos está incluída no embarque. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p.65). Embora esses e outros aspectos da confiabilidade geral sejam difíceis de enumerar, a questão é que os clientes exigem que uma ampla variedade de detalhes comerciais seja rotineiramente administrada pelos fornecedores. Além disso, a confiabilidade do serviço envolve a capacidade e a disposição de fornecer informações precisas aos 57 clientes acerca das operações e do status do pedido. Pesquisas indicam que a capacidade de uma empresa fornecer informações precisas é um dos atributos mais importantes de um bom programa de serviços. Cada vez mais os clientes indicam que o aviso antecipado acerca de problemas como pedidos incompletos é mais importante que o pedido completo em si. Clientes odeiam surpresas. Com mais frequência do que se imagina, os clientes podem concordar com uma entrega incompleta ou atrasada se forem avisados com antecedência. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 57). Neste contexto, a confiabilidade, requer omáximo em serviços logísticos que é fazer tudo certo e fazer certo na primeira vez. Não é suficiente entregar um pedido completo se a entrega atrasar. 5.18 O Pedido Perfeito Omáximo em serviços logísticos e fazer tudo certo e fazer certo na primeira vez. Não é suficiente entregar um pedido completo se a entrega atrasar. Também não é suficiente entregar um pedido completo pontualmente, mas com uma fatura incorreta ou danificar o produto durante o processo de manuseio e transporte. Segundo Kotler (1999) explana que no passado, a maioria dos gerentes de logística avaliava o desempenho de serviço ao cliente em termos de diversas medidas independentes: as taxas de atendimento eram avaliadas de acordo com um padrão de atendimento; a entrega pontual era avaliada em termos de um percentual das entregas feitas a tempo em relação a um padrão; as taxas de danos eram avaliadas em relação a um padrão de danos etc. Quando cada uma dessas medidas era aceitável em relação ao padrão, o desempenho geral do serviço era considerado aceitável. Recentemente, porém, os executivos de logística e cadeia de suprimentos começaram a concentrar sua atenção no defeito zero ou no desempenho Seis Sigma. Como extensão dos esforços de Gestão da Qualidade Total (GQT) dentro das organizações, os processos logísticos foram submetidos ao mesmo exame minucioso que a manufatura e outros processos da organização. Percebeu-se que, se os padrões são estabelecidos de modo independente para cada componente do serviço ao cliente, mesmo que o desempenho seja equivalente ao padrão em cada medida independente, uma quantidade substancial de clientes pode ter falhas relacionadas ao pedido. Por exemplo, se os pedidos enviados de forma completa, a media de entregas pontuais, a media 58 de entregas sem danos e a media de documentação correta equivalem, cada um, a 97%, a probabilidade de que um pedido qualquer seja entregue sem defeitos e de aproximadamente 88,5%. Isso porque o potencial de ocorrência de qualquer falha combinada com qualquer outra falha e de 0,97 x 0,97 x 0,97 x 0,97. O oposto disso, como está claro, é que algum tipo de problema existirá em 11,5% de todos os pedidos. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p. 58). A ideia de pedido perfeito é que um pedido deve ser entregue de forma completa e pontual, no local certo, em perfeitas condições, com documentação completa e acurada. Cada um desses elementos deve ser compatível com as especificações do cliente. Portanto, a entrega completa significa entregar todos os produtos que o cliente solicitou originalmente; pontual significa na data e hora especificadas pelo cliente etc. Em outras palavras, o desempenho do ciclo total de pedidos deve ser executado sem defeitos, a disponibilidade e o desempenho operacional devem ser perfeitamente executados e todas as atividades de apoio devem ser realizadas exatamente como prometidas ao cliente. Embora talvez não seja possível oferecer defeito zero como estratégia básica de serviços em todos os sentidos e para todos os clientes, tal nível elevado de desempenho às vezes pode ser uma opção. Os recursos necessários a implementação da plataforma de pedidos perfeitos são substanciais. Taxas de atendimento extremamente altas exigem níveis elevados de estoque para atender a todas as solicitações e variações potenciais de pedidos. (KOTLER, 1999, p. 42). Contudo, Bowersox, Closse Cooper (2007), ressaltam que um serviço tão completo não pode ser totalmente alcançado com base no estoque. Um modo de elevar o desempenho logístico para pelo menos perto de defeito zero é utilizar uma combinação de alianças com clientes, tecnologia da informação, estratégias de adiamento, estratégias de estoques de produtos, transporte de alta qualidade e programas de seletividade para ajustar os recursos logísticos às solicitações essenciais dos clientes. Assim, nota-se que as organizações que alcançaram um excelente serviçologístico ao cliente estão bastante conscientes e buscando atingir o defeito zero. Por terem pouca tolerância a erros, em conjunto com um compromisso de resolver quaisquer discrepâncias que ocorram, tais empresas podem obter vantagem estratégica sobre seus concorrentes. 5.19 Plataformas de Serviços Básicos 59 Para programar uma plataforma de serviços básicos, é necessário especificar para todos os clientes o nível de compromisso em termos de disponibilidade, desempenho operacional e confiabilidade.Bowersox, Closs e Cooper (2007) ressaltam não ser fácil responder a pergunta fundamental Que nível de serviço básico o sistema deve fornecer?. Levando em conta que muitas empresas estabelecem suas plataformas de serviços básicos em relação diversos fatores. Na maioria das indústrias, existem níveis mínimos e médios de desempenho de serviço. Esses níveis aceitáveis geralmente são bem conhecidos tanto pelos fornecedores quanto pelos clientes de toda a indústria. É como ouvir executivos de logística e cadeia de suprimento falar sobre os compromissos de serviço ao cliente usando termos como "estamos tão bem quanto os concorrentes" ou "superamos o desempenho dos principais concorrentes." (KOTLER, 1999, p. 67). De acordo com Bowersox, Closse Cooper, (2007)“se uma empresa deseja se diferenciar dos concorrentes com base na competência logística é necessário ter níveis elevados de serviços básicos.” Se a empresa se diferencia com base no preço, ela provavelmente se comprometecom níveis mais baixos de serviço logístico por causa dos recursos exigidos e dos custos relacionados ao alto nível de compromisso,o fato é que mesmo empresas com um alto nível de compromisso com o serviço básico ao cliente geralmente não assumem uma abordagem total de defeito zero para todos os clientes. (BOWERSOX, CLOSS e COOPER, 2007, p.69). O compromisso de serviço comum e o estabelecimento de padrões internos de desempenho para cada componente do serviço. Esses padrões normalmente refletem a prática predominante na indústria, combinada a uma consideração minuciosa do comprometimento de custos e recursos. Segundo Kotler (1999) padrões típicos de serviço como uma taxa de atendimento de 97% ou entrega em três dias podem ser estabelecidos e, depois, o desempenho será monitorado de acordo com esses padrões internos. Portanto, uma abordagem estratégica resulta em um atendimento aos clientes igual ou melhor que o dos concorrentes, ela não garante que os clientes estejam, de fato, satisfeitos com o desempenho total da indústria ou com o desempenho de uma organização que funciona acima dos padrões da indústria. Na verdade, só há uma maneira de ter certeza que os clientes estão satisfeitos: perguntar a eles. 60 5.20 Integração Organizacional Segundo Guerra (2006) “as organizações procuram soluções para os enigmas basilares de comunicação”. Entraves alistados ao capital humano e a fragmentação departamental existente. O escopo é a de integrar os vários departamentos que formam a corporação. A integração organizacional é um pré-requisito para que a organização se desenvolva e fortaleça sua capacidade competitiva, proporcionando a infraestrutura para a qualidade no atendimento ao cliente. Partindo do pressuposto de que não há um ser humano igual a outro, e que os relacionamentos com os clientes são únicos, não existem receitas pré-fabricadas. Todos os profissionais de uma empresa atendem clientes, direta ou indiretamente, pois quem está na retaguarda proporciona a quem está na linha de frente condições de um entendimento exemplar, se seu trabalho, na retaguarda, for exemplar. (GUERRA, 2006, p. 125). Estamos vivendo um momento único de extrema competitividade, com um alto grau de exigência do consumidor. São os ventos da mudança na era globalizada, num mundo sem fronteiras. As mudanças são constantes. Lentas e graduais, mas constantes. Podemos encará-las como ameaça ou como oportunidades, dependendo de nossa ótica de vermos as mudanças. Assim o resultado, de um empreendimento dependerá da nossa atuação profissional, da integração gerada pelos colaboradores. Nós somos os únicos responsáveis pela integração, e consequentemente pela qualidade no atendimento ao cliente. A integração organizacional está ligada aos relacionamentos interpessoais distintos em cada caso. 5.21Conhecendo o Negócio da Empresa Para que o atendimento seja classificado como bom é fundamental atender às expectativas dos clientes e, portanto, temos que conhecer profundamente o negócio da empresa é quem é quem dentro da organização para que se possamos desenvolver estratégias que solucionem o problema dos clientes. (GUERRA, 2006, p.32). Aprofundando um pouco mais no questionamento, podemos definir qual é a missão da empresa. Exemplos:A missão da companhia de telefone é encurtar distância? 61 A missão da companhia que fabrica automóvel é proporcionar transporte. A missão de um distribuidor de bebidas é proporcionar aos varejistas mercadorias de qualidade no tempo certo. É importante que todos os colaboradores conheçam a empresa e se identifiquem com ela, que vistam a camisa, que comprem a missão, para poderem atuar com o foco nas expectativas. Os colaboradores que atendem clientes (consumidores, fornecedores etc.) representam a organização como um todo, e é necessário que conheçam as normas e regulamentos da mesma, para bem representarem. (GUERRA, 2006, p.35). Qualquer que seja o nível hierárquico de colaborador, ele estará representando a empresa quando mantiver relacionamento com os clientes. Daí a importância do bom atendimento ao cliente, pois desde o momento em que ele atende um telefone ou presta uma informação pessoalmente, ele é a organização. É desta maneira que é formada a opinião pública sobre a organização. Quando uma aeronave atrasa o horário de decolagem, os passageiros extravasam suas frustrações dizendo que a empresa aérea "XYZ" não é confiável para viajar, mesmo que essa tenha sido a única experiência vivenciada naquela organização. E quem recebe a pressão dos clientes é o atendente do "check-in", personificando toda a organização naquele momento. (GUERRA, 2006, p. 30). Colocar a culpa em qualquer outro departamento da empresa não solucionaráo problema do cliente nem diminuirá sua frustração, pois um dos pontos que o cliente tinha em suas expectativas é a pontualidade na decolagem. 62 6ESTUDO DE CASO: SEMELC SISTEMAS DE SEGURANÇA 6.1 Histórico Empresarial A competitividade a que muitas empresas estão sujeitas nos dias atuais, tem feito com que as mesmas busquem desenvolver vantagens competitivas que as possibilitem obter sucesso em seus mercados de atuação. Uma destas vantagens fundamenta-se no controle e gestão da qualidade, estando relacionada a requisitos de produtos, processos, gestão organizacional, atendimento aos clientes e avaliação de fornecedores. É notória a necessidade de que a empresa atenda aos seus clientes com qualidade, posto que os clientes de hoje são mais complexos de agradar, dotados de particularidades, mais inteligentes, mais conscientes em relação aos preços, seus direitos como consumidores, mais exigentes, desculpam menos e são acometidos por mais concorrentes com ofertas iguais ou melhores. Ogrande desafio não é só satisfazer os clientes, pois, as empresas concorrentes também podem satisfazê-los. O desafio é conquistar e manter clientes fiéis. Assim, percebe-se que a busca pela satisfação dos clientes é relevante, com atenção as agilidades na decisão de problemas e as características dos produtos e serviços inovadores proporcionados para os consumidores. Estamos vivendo um momento único de extrema competitividade, com um alto grau de exigência do consumidor. São os ventos da mudança na era globalizada, num mundo sem fronteiras. Muitas as empresas já implantaram, estão implantando ou pretendem implantar boas prática gerenciais e de produção, tendo como principal fator motivador a melhoria da gestão da qualidade de processos, de produtos e organizacional; o invés de um mero atendimento da legislação governamental.Por fim, pode-se verificar por meio da análise que o porte das empresas influencia nos resultados obtidos, seja no que diz respeito aos aspectos motivacionais para implementação do sistema, seja nos aspectos dificultadores ou ainda nos benefícios advindos da implementação deste sistema de gestão e controle da qualidade. (CASAS, 2002, p. 145). O planejamento estratégico é o ponto mais importante durante as atividades gerenciais, tendo em vista que é responsável pela seleção de programas de ação e execução das mesmas, considerando ambientes internos e externos à empresa. Também considera premissas básicas que a organização deve respeitar para que todo o processo tenha coerência e sustentação. 63 O estudo de caso em questão foi realizado em uma empresa de sistemas de segurança eletrônica, conhecida pelo nome fantasia Semelc Sistemas de Segurança, cujo seu principal ramo é a prestação de serviços de monitoramento computadorizado de alarmes de segurança e assistência técnica na manutenção de aparelhos eletrônicos de comunicação e alarme de segurança. A empresa disponibiliza de um sistema de monitoramento computadorizado de alarmes com unidade móvel 24 horas, atendendo todos os seus clientes como - residências, comércios, indústrias e fazendas da região de Paracatu-MG. A empresa Semelc Sistemas de Segurança foi inaugurada na cidade de Paracatu – MG, em 20 de Julho de 2001,onde era gerida e administrada pelo sócio – gerente Sebastião Domingos Marques, sendo situada na Rua Joaquim Murtinho – 35 Loja-C, Centro. A administração da empresa permaneceu com o Sr. Sebastião Domingos Marques por um período de três anos, sendo que no ano de 2004, houve uma alteração contratual, passando a administração e sociedade para o Sr. Juarez Eurípedes Passos, ex-funcionário da empresa Semelc Sistemas de Segurança da cidade de Araxá-MG. Com as alterações contratuais a empresa mudou de endereço e seu objeto social. A empresa hoje está situada na Rua Salgado filho, 180, Bela Vista, tendo como objeto social – Comércio Varejista de Sistemas de Segurança e serviços de Monitoramento de Sistemas de Segurança Eletrônicos. Quando o Sr. Juarez Eurípedes Passos, assumiu a empresa, ela possuía apenas dez clientes monitorados, um veículo para realização dos seus serviços e dois funcionários, sendo que ele morava no mesmo local e ajudava nos atendimentos dos clientes monitorados no período noturno. Hoje a empresa possui cerca de quinze funcionários, trezentos e noventa clientes monitorados, dois carros e quatro motos. A empresa apresenta um quadro de crescimento favorável e estável no mercado de atuação. O espaço físico que a empresa dispõe é alugado, sendo amplo e agradável. A empresa dispõe de serviços de monitoramentos, assistência técnica em alarmes, cerca elétrica, portões eletrônicos, Circuito Fechado de Televisão (CFTV), interfones, vídeo porteiro, como também trabalha com vendas e instalações dos respectivos itens. Para atendimento dos seus clientes monitorados, a empresa possui duas centrais de monitoramento internas, sendo uma via rádio e outra por linha telefônica. No período noturno a empresa disponibiliza de dois funcionários para fazer o atendimento das centrais de monitoramento. O atendimento deve ser rápido, eficiente, minucioso e sem falhas. 64 A empresa Semelc presta serviços de monitoramento para as principais empresas da cidade de Paracatu-MG. Dentro deste estudo de caso, para se chegar às informações básicas para o bom desenvolvimento do mesmo, foi efetuada uma conversa com o proprietário da empresa, onde foram abordados os seguintes assuntos: missão da empresa, visão, vocação do proprietário, objetivos, estratégias, conhecimento sobre o tema qualidade no atendimento, concorrência, interesse em mudanças. Na conversa com o proprietário da empresa colheu-se as seguintes informações: a empresa há quatro anos não tinha problemas com a concorrência de mercado, pois na época havia somente uma empresa concorrente, a Lene empreendimento (alarmes); mas hoje com a crescente globalização dos mercados e inovações tecnológicas, a empresa tem fortes concorrentes de mercado. Os seus principais concorrentes são: Lene empreendimento (alarmes), Telc, Central elétrica, Alerta Sistemas de Segurança, internet e outros. A empresa tem como missão promover a tranquilidade e o bem estar às pessoas através de seus produtos e serviços de segurança eletrônica com tecnologia adequada, trazendo à satisfação de todos os seus clientes, respeitando o meio ambiente e os direitos humanos. Como visão tem-se, alcançar e manter a liderança de mercado local e regional em segurança residencial e empresarial, oferecendo os melhores serviços para seus clientes. A vocação do sócio/proprietário é trabalhar para o crescimento da sua empresa, através do contato direto e personalizado com os clientes, oferecendo produtos e serviços de qualidade. O objetivo da empresa é manter e aumentar a sua carteira de clientes, aumentar o quadro de funcionários, ampliar a empresa com novos sistemas e programas, visando sempre a satisfação maior dos clientes, garantindo assim uma clientela cada vez mais cativa. Com o conhecimento que o Sr. Juarez Eurípedes Passos já possuía do mercado de segurança eletrônica, devido já ter trabalho na área, foi o que o impulsionou a assumir a empresa da cidade de Paracatu-MG. Com isso tornou-se mais fácil para ele administrar a empresa e fazer com que a mesma crescesse no mercado. As estratégias citadas pelo o Sr. Juarez foram: oferecer maior vantagens aos clientes fiéis; melhoria na qualificação dos funcionários; buscar parcerias com outras empresas; criação da cooperativa para diminuição de custos; melhorias no ambiente de trabalho; fidelizar os clientes com uma prestação de serviço diferenciada; sistematizar a procura de novos clientes. Quando perguntado para o proprietário se a empresa precisa mudar alguma coisa para melhorar o nível de satisfação dos clientes, ele concordou e apontou o que deve ser mudado. Uma das mudanças que deve haver é a implementação das estratégias da empresa 65 citadas a cima, pois as mesmas não saíram do papel, ou seja, a empresa possui ações a serem implantadas. As estratégias sendo implantadas trarão melhorias para a empresa e com consequência satisfação para os clientes. Antes de ter esta conversa com o proprietário da empresa foi apresentado a ele um texto onde explica a importância da qualidade no atendimento para a empresa, na era da pós globalização, em que o consumidor está cada vez mais exigente, a concepção de qualidade cada vez mais aprofundada e detalhista e, consequentemente, a concorrência no mercado cada vez mais acirrada e veloz, a excelência no atendimento vem sendo cada vez mais valorizada como um diferencial de peso na satisfação e fidelização do cliente. A importância de um bom atendimento está ligada proporcionalmente ao lucro de uma empresa. O atendimento pró-ativo, cordial, prestativo e que antecipa soluções tende a ser um dos mais importantes diferenciais competitivos das empresas de hoje. Um cliente satisfeito sempre retorna. E, ter a preferência do cliente é o maior privilegio que qualquer empresa pode ter. (SOUTO, 2004, p. 35-36). . A empresa Semelc Sistemas de Segurança ainda não fez um trabalho diferenciado, utilizando as técnicas apresentadas pelas teorias de marketing, mas se espera muitas ideias relevantes para a empresa, na conclusão deste estudo. Além de uma conversa com o proprietário da empresa foi aplicada uma pesquisa de satisfação de seus clientes (Anexo 1) e outra buscando determinar um padrão de consumo para poder atingir um novo mercado consumidor - clientes potenciais. (Anexo2). As pesquisas foram aplicadas através de questionários, totalizando 20 perguntas fechadas, abordando os temas estudados no embasamento teórico. O objetivo dos questionários é levantar dados relevantes no quesito qualidade do atendimento oferecido pela a empresa estudada, obtendo informações sobre as opiniões dos clientes e clientes potenciais, e a partir destas mensurar a viabilidade e a real necessidade da aplicação de um plano de ação para trazer melhorias no atendimento da empresa e alcançar a satisfação dos seus clientes. Como a empresa possui um número de 380 clientes, em função de um custo mais elevado que tornaria o projeto inviável utilizou-se como metodologia de pesquisa a do tipo não probabilística por julgamento; o pesquisador utiliza seu julgamento para selecionar os membros da população que apresentam boas perspectivas para fornecerem informações precisas.(KOTLER & ARMSTRONG,1993,p.70). Sendo assim, foram ouvidos 60 clientes da empresa, e mais 60 pessoas que não são clientes. Através da observação e aplicação de questionários pôde-se verificar que realmente é necessário que haja mudanças, não só para a melhoria da produtividade mais também como 66 um forte diferencial competitivo para a empresa.Desta forma, a empresa nortearia suas ações através do marketing o que proporcionaria inúmeras vantagens tais como: “a sobrevivência e a continuidade da empresa, a longo prazo, derivam de sua capacidade de atrair e reter clientes.” (ROCHA e CHRISTENSEN, 1999, p. 25). Segundo Luz citado por Moreira(2007) para conhecer a realidade dentro da empresa e nela intervir no que for possível, a empresa deve realizar pesquisas. Como dizem os especialistas em qualidade, o que não se mede não se gerencia. Portanto é necessário trabalhar com fatos e dados. Mediante o exposto, segue abaixo a demonstração dos gráficos referentes à pesquisa realizada com os clientes e clientes potenciais da empresa Semelc Sistemas de Segurança. 6.2 Dados Estatísticos 16,66% Preço Qualidade do serviço 50% Confiança 33,33% Outros GRÁFICO 01 – O que se procura em produtos e serviços em uma empresa de segurança. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Diante deste gráfico, observa-se que 50% dos clientes procuram confiança em produtos e serviços em uma empresa de segurança, sendo que 16,66% buscam um melhor preço, e 33,33% ficaram com a qualidade do serviço. Mediante a pesquisa nota-se que os clientes buscam em primeiro lugar a confiança da empresa e não os outros quesitos. 15% 0% Localização 46,66% 38,33% Atendimento Compromisso Organização GRÁFICO 02 – O que os clientes observam em uma empresa de sistemas de segurança. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto 67 Neste gráfico, nota-se que 46,66% observam o atendimento prestado em uma empresa de segurança, sendo que 38,33% observam o compromisso e a organização ficou com 15%. Realmente um bom atendimento deve ser um referencial em qualquer empresa. Já a localização não interferiu na observação. 21,66% Quinzenal 41,66% 13,33% Mensal Trimestral Semestral 23,33% GRÁFICO 03 – Frequência que solicita manutenção preventiva. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Este gráfico aponta que 41,66% dos clientes solicitam manutenções em um período de seis meses, isso demonstra que não há muitas chamadas para esse tipo de atendimento. Sendo, 21,66% solicitam manutenção quinzenal, demonstrando um número razoável de atendimento e 13,33% disse que solicita o serviço mensal. Isso quer dizer que mais ou menos 35% dos clientes recebem visita todo mês dos técnicos, ou seja a empresa precisa encontrar maneiras de solucionar o problema de tantas chamadas desses clientes que sobrecarregam a capacidade de atendimento da empresa por causa de problemas não solucionados na primeira visita do técnico. E com isso a empresa não consegue dar atenção a 64% dos clientes com apenas uma visita técnica. 41,66% 58,33% Sim Não GRÁFICO 04 – Avaliação quanto à rapidez no atendimento de manutenção. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Observa-se neste gráfico que 58,33% dos clientes responderam que quando solicitado um serviço de manutenção o atendimento não é rápido e 41,66% disseram que o atendimento 68 é rápido. Neste caso, nota-se uma deficiência no quadro de funcionários para realizar esse tipo de atendimento. 13,33% 3,33% Ruim 30% 20% Regular Bom ótimo Excelente 33,33% GRÁFICO 05 – Avaliação do atendimento em geral da empresa. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Conforme o gráfico acima verifica-se que de acordo com a opinião dos clientes, 33,33% disseram que o atendimento da empresa é bom e 13,33% analisaram o atendimento como excelente, já o atendimento ruim ficou com 3,33%. Mediante o exposto nota-se que a avaliação do atendimento em geral da empresa não demonstrou uma margem de porcentagem tão ruim, mas nem por isso não precise melhorar. 8,33% 0% 8,33% 36,66% Ótimo Bom Regular Ruim 46,66% Não posso avaliar GRÁFICO 06 – Avaliação dos produtos e serviços prestados FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança Autor: Ailton costa Neto De acordo com a avaliação dos clientes, quanto aos produtos e serviços prestados pela a empresa, nota-se que 46,66% disseram que são bons, 8,33% não opinou e com mesma média ficou a avaliação regular. Já 36% avaliaram este quesito como ótimo. Mediante as respostas dos clientes nota-se que a empresa oferece produtos e serviços de qualidade, mas isso não a exime de buscar mais inovações, agregando valor aos seus clientes. 69 27% 33,33% Atenção Eficiência Cordialidade 40,00% GRÁFICO 07 – Fatores relevantes de satisfação no atendimento. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Nota-se nesse gráfico que a eficiência no atendimento é uns dos fatores que satisfazem os clientes, tendo uma média de 40%, 33% disseram que é a atenção no atendimento, ficando com 27% a cordialidade dos atendentes. Nesse caso a empresa necessita buscar melhorias no quesito cordialidade dos atendentes, poderá possibilitar um treinamento para os mesmos. 10% 16,66% 23,33% Mal atendimento dos funcionários Demora no atendimento Falta de produtos 50% GRÁFICO 08 – Fatores relevantes de insatisfação no atendimento FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança Autor: Ailton costa Neto Mediante o gráfico acima, observa-se que a demora no atendimento da empresa teve um grau de relevância maior, atingindo uma média de 50% da avaliação pelos os clientes, abaixo ficou a falta de produtos com 23,33%, o mal atendimento ficou com 16,66% e por fim, 10% opinarão por outros fatores, sendo uns dos mais citados o preço alto dos produtos. Neste caso nota-se uma contradição nas respostas referente ao gráfico 07 e 08, pois a eficiência no atendimento teve uma média maior de satisfação dos clientes da empresa. Como podem estar satisfeitos com a eficiência no atendimento e insatisfeitos com a demora no atendimento. 70 16,66% Não reclama e não volta 0% 6,66% 55% Reclama e não volta Não reclama e volta 21,66% Reclama, mas volta Outros GRÁFICO 09 – Comportamento do cliente diante de um produto e serviço que gera insatisfação. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Neste gráfico percebe-se que os clientes reclamam quando ficam insatisfeitos com os produtos e serviços oferecidos pela a empresa, mas também eles voltam à empresa se precisar de outros serviços, este quesito teve uma média de 55%. A reclamação é um ponto importante para a empresa, pois quando o cliente reclama a empresa pode trabalhar em cima da reclamação e buscar melhorias. 3,33% 6,66% Atenção no atendimento Cordialidade dos atendentes 33,33% 55% Eficiência no atendimento Qualidade dos produtos 1,66% Mão de obra qualificada GRÁFICO 10 – Avaliação de melhoria dos produtos e serviços da empresa. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto De acordo com este gráfico nota-se que 55% dos clientes disseram que a empresa precisa melhorar na mão de obra qualificada e abaixo deste a eficiência no atendimento. Como já foi notado nos gráficos anteriores segundo as opiniões dos clientes a empresa deixa a desejar nesses quesitos. 71 30% 0 Foi atendido de forma a corresponder suas expectativas? 66,66% 70% 33,33% 0 6,66% 0 Sim Não 66,66% 93,33% 0 Ficou satisfeito com o produto e serviço adquirido? 33,33% Sim Não Foi informado antecipadamente do preço do produto e serviço? GRÁFICO 11 – Avaliação quanto à última solicitação dos produtos e serviços da empresa. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Mediante este gráfico nota-se que na última solicitação de serviços, 66,66% foram atendidos de forma a responder suas expectativas com a mesma média os clientes ficaram satisfeitos com os produtos e serviços adquiridos, 93,33% disseram que foram informados antecipadamente dos preços dos produtos e serviços e por fim, 70% tiveram serviços pós venda. Nota-se que a avaliação do último atendimento a empresa não teve nenhuma média negativa. Os gráficos abaixo são referentes ao questionário aplicado aos clientes potenciais. 40% 60% Sim Não GRÁFICO 12 – Você já ouviu falar ou conhece a empresa Semelc? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto De acordo com o gráfico acima nota-se, que 60% das pessoas entrevistadas conhecem ou já ouviu falar da empresa Semelc Sistemas de segurança e 40% não conhece e não ouviu falar. Mediante a pesquisa nota-se que a empresa é bem conhecida, mas ainda precisa divulgar melhor os seus produtos e serviços, para isso deveria fazer um trabalho de marketing. 72 38,33% Sim 61,66% Não GRÁFICO 13 –Você conhece alguma empresa de segurança? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Nesteitem, nota-se que 61,66% das pessoas conhecem alguma empresa de segurança eletrônica na cidade e 38,33% não conhecem nenhuma empresa de segurança. Na pesquisa a empresa citada como mais conhecidas foi a Semelc, e as outras foram a Alerta e Lene. Mediante o exposto, percebe-se que a Semelc está liderando o mercado. 45% 55% Sim Não GRÁFICO 14 – Você conhece os produtos e serviços que a empresa oferece? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto No gráfico acima, 55% das pessoas entrevistadas sabem quais são os produtos e serviços que a empresa oferece, mas 45% ainda não sabem, essa taxa é um pouco alta mediante ao mercado que a empresa está inserida. Percebe-se que falta a empresa implantar serviços de divulgação dos seus produtos e serviços para conquistar os clientes potenciais. 10% 1,66% 36,66% Confiabilidade Preço Qualidade 51,66% Outros GRÁFICO 15 – O que leva as pessoas contratar um serviço de monitoramento de uma empresa de segurança FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto 73 Neste gráfico percebe-se que o que leva as pessoas a contratarem um serviço de monitoramento é o preço, tendo uma média de 51,66%, em seguida na avaliação das pessoas ficou a confiabilidade com 36,66% e 10% a qualidade. Nota-se que as pessoas estão em busca de produtos e serviços que tenham qualidade e preço acessível. 46,66% 53,33% Sim Não GRÁFICO 16 – Possui algum serviço de monitoramento? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Conforme gráfico acima, observa-se que 53,33% das pessoas entrevistadas possuem um serviço de monitoramento, mas 46,66% ainda não possuem. Nota-se que o número de pessoas que não possuem um serviço de monitoramento é alto. 3,33% Sim Não 96,66% GRÁFICO 17 –Teria confiança em solicitar os serviços da empresa Semelc? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto No quesito confiança em solicitar um serviço da empresa em questão, na pesquisa com os clientes potencias a média de aceitação foi de 96,66% e 3,33% disseram que não tinham confiança em contratar os serviços da empresa. 74 18,33% 43,33% 3,33% Atendimento de qualidade Preço Organização Compromisso 35% GRÁFICO 18 – O que o cliente espera que a empresa o ofereça? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Neste caso a resposta foi positiva, quanto à pergunta do gráfico anterior, sendo assim, 43,33% esperam que a empresa ofereça um atendimento de qualidade, 35% esperam um bom preço, 18,33% esperam compromisso e somente 3,33% esperam organização. Nota-se que as pessoas querem e procuram um bom atendimento e isso é um dever de toda empresa. 41,66% 58,33% Sim Não GRÁFICO 19 – Conhece alguém que possui serviços da empresa? FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto Percebe-se neste gráfico que 58,33% das pessoas que participaram da pesquisa, conhece alguém que possuem serviços e produtos da empresa e 41,66% não conhece ninguém. A média está boa, mas pode alcançar mais clientes. 5% 11,66% 25% Ótimo Bom Regular Ruim 58,33% GRÁFICO 20 – Avaliação que se faz em relação aos produtos e serviços da empresa. FONTE: Questionário aplicado aos clientes da empresa Semelc Sistemas de Segurança. Autor: Ailton costa Neto 75 De acordo com este gráfico, nota-se que 58,33% das pessoas entrevistadas avaliaram os produtos e serviços prestados pela empresa como bons, 25% avaliaram como regular, 11,66% como ótimo e por fim, 5% como ruim. Essa avaliação foi baseada em cima de comentários que os clientes fazem da empresa. Mediante a pesquisa com os clientes potenciais, percebe-se que a empresa tem muitos clientes a serem conquistados. 76 7 CONCLUSÃO Num mercado tão acirrado e competitivo como temos hoje, é necessário antes, durante e depois de tudo se preocupar com a satisfação dos clientes que exigem cada vez mais das empresas. Nesse sentido, qualquer organização que queira prosperar economicamente e financeiramente precisa conquistar e manter consumidores, pois são eles que determinam qual empresa vai ser bem sucedida no mercado e quais vão deixar de existir, simplesmente resolvendo onde e como gastarem seu dinheiro. Porém, para se manter tais clientes, é preciso estar atento às suas necessidades, esforçando-se para ouvi-los e dar-lhes a devida atenção no que tange a qualidade oferecida em produtos ou serviços. De fato, as organizações estão passando a entender que a qualidade de serviço pode se transformar numa arma altamente efetiva para sustentar a vantagem competitiva perante a concorrência. O presente trabalho mostrou que para garantir serviços excelentes é preciso contratar pessoas com a capacidade de serem empáticas, respeitando as diferenças e com vontade de ajudar o cliente sempre que necessário, construindo, assim um relacionamento duradouro e promissor do consumidor com a empresa prestadora de serviços. Através dos levantamentos feitos na empresa Semelc Sistemas de Segurança foi possível verificar a sensibilidade dos clientes com relação ao tratamento recebido por parte de diversos colaboradores envolvidos no atendimento. Tais pontos definem a imagem da empresa perante o mercado e são extremamente importantes para definir o sucesso empresarial e o crescimento pessoal de seus colaboradores. Levantou-se também que a empresa pode aumentar a sua carteira de clientes, através de um bom plano de marketing aplicado aos seus clientes potenciais. Para se trabalhar com público, é necessário amar o que se faz, pois através da dedicação ao trabalho e do cuidado constante com os clientes pode-se construir uma empresa que se posicione na mente do consumidor como uma empresa em quem se pode confiar e de quem se pode esperar qualidade sempre. A única forma de garantir que os clientes não deixarão a sua empresa é não decepcioná-los, tentando se antecipar as suas exigências e prestando-lhes um atendimento qualificado e excelente. 77 8. PROJETO COM IMPACTOS E CUSTOS 8.1 Declaração de Escopo Título do Projeto: Fortalecimento da Relação Empresa/ Cliente Gerente do Projeto/Responsabilidades: Ailton Costa Neto/ Responsável em dirigir e desenvolver todo o projeto, junto à empresa em estudo. Objetivo Geral do Projeto: Propor a implantação de um programa de fortalecimento do relacionamento com os clientes visando a retenção e fidelização de clientes da empresa semelc Sistemas de Segurança Objetivos Específicos do Projeto: Criar medidas de desempenho para solucionar problemas no atendimento; Identificar os produtos que tem maior ruptura/ falta no estoque; Criar medidas para solucionar o tempo de espera dos clientes a serem atendidos; Identificar os tipos de mau atendimento dos funcionários Necessidades básicas de trabalho a ser realizado: - Divulgar os produtos e serviços oferecidos pela empresa - Diminuir o tempo de espera dos clientes para serem atendidos - Treinar os colaboradores Equipe do Projeto (Interna) Nome Atividade no Projeto - Ailton Costa Neto - Gerente do Projeto - Juarez Eurípedes Passos - Contratante - Técnicos - Responsáveis em colocar em prática o projeto Equipe do Projeto (Externa) Nome Atividade no Projeto - Carro de Som - Divulgação dos serviços e produtos - Profissional de propaganda - Desenvolver plano de ação e e Marketing implantação do projeto na empresa - Empresa de treinamento -Desenvolver e treinar os colaboradores da empresa Justificativa do Projeto: A sobrevivência da empresa a longo prazo. Abrangência do Projeto: A abrangência do projeto será global, envolvendo toda a empresa. Email/Telefone Email/Telefone 78 Resultados Esperados: Estabelecer critério para identificar os fatores problemas dos clientes que pedem serviços quinzenais; Buscar melhorias na qualidade do atendimento; Buscar atender as expectativas dos clientes junto à empresa; Ter funcionários qualificados para melhor atender os clientes; Principais Atividades Estratégicas do Projeto: -Estabelecer critério para identificar os fatores problemas dos clientes que pedem serviços quinzenais; - Treinar os colaboradores; - Projetar produtos e serviços que possibilitem um bom atendimento; - Desenvolver uma boa liderança; - Monitorar a realização dos objetivos do serviço prestado ao cliente. Quadro 07: Declaração Escopo Fonte: elaborado pelo autor 8.1.1Cronograma do Projeto Período de Janeiro a Julho de 2012 Etapas da Monografia Meses 1 Contratar empresa 2 de X X treinamento dos X X competência pra X X 3 4 5 6 7 X X treinamento Desenvolver técnicos Desenvolver gestão de estoque para eliminar ruptura de produtos Criar metas de desempenho Avaliação de desempenho X X X Medidas corretivas Quadro 08: Cronograma Fonte: elaborado pelo autor X 8 9 10 79 8.1.2Plano Gerenciamento de Custo O que Comprar ou Contratar Quando Fase que será utilizado no projeto Implantação do projeto Qt. Preço Unitário Custo Total Profissionais da área marketing Implantação do projeto 01 R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 Empresa de treinamento Carro de Som No Treinamento 03 dias 10h R$ 200,00 Divulgação Fasedo Treinamento Na implantação R$ 600,00 R$ 400,00 Empresa de propaganda Divulgação do produto/serviço Durante e depois 1 da implantação R$ 40,00 R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 Quadro9: Plano Gerenciamento de Custos Fonte: elaborado pelo autor 8.1.3Plano Gerenciamento de Risco do Projeto Descrição do Risco Planejamento deficiente Falha na implantação do projeto Contratação de mão de obra desqualificada Inviabilidade financeira Probabilidade Baixa Baixa Impacto Alto Alto Média Alto Média Alto Falta de recursos tecnológicos Média Médio Falta de liderança Estratégia não clara Gestão do projeto deficiente Baixa Baixa Baixa Alto Alto Alto Deficiência na comunicação Baixa Alto Quadro10: Gerenciamento de riscos Fonte: elaborado pelo autor Resposta ao Risco Rever planejamento Montar plano de ação corretiva Fazer novas contratações Buscar recursos financeiros Aquisição dos recursos Rever as estratégias Rever a gestão do projeto Solucionar o problema de comunicação 80 8.1.4Plano Gerenciamento de Comunicação aos Stakeholders Nome do Parceiro Proprietário Comunidade Interesse no Projeto Alto Médio Funcionários Alto Influência Alta Média Alta Tipo de Informação Todas Relacionada aos clientes Relacionada ao nível de serviço Frequência Forma Diária Mensal Email Rádio, Anúncios Reunião, Quadro de avisos Semanal Quadro11: Plano gerenciamento de comunicação aos stakeholders Fonte: elaborado pelo autor 81 REFERÊNCIAS ALMEIDA,Sergio. Ah!Eu não acredito: Como cativar o cliente através de um fantásticoatendimento – Salvador: Casa da Qualidade, 2001. BEKIN, Saul Faingaus. Endomarketing:como praticá-lo com sucesso.2. Ed. São Paulo: Pearson Education do BrasilLtda, 2004. BOWERSOX, Donald J.; CLOSS, David J. & COOPER, M. Bixby. Gestão da Cadeia de suprimentos e logística. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing de Serviços. São Paulo: Atlas, 2002. COBRA, Marcos. Administração de marketing no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. COBRA, Marcos. Administração de Marketing. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992. COBRA, Marcos H. Nogueira. Marketing Básico: Uma abordagem Brasileira. 4° ed. São Paulo: Atlas, 1997. DAFT, Richard L. Administração. 6ed. Pioneira Thomson Learning, 2005. GUERRA, Paulo. O ciclo de vendas: os grandes mitos e suas ferramentas. Rio de Janeiro: Ciência Moderna LTDA, 2006. KOTLER, Philip. Administração de Marketing: A edição do novo milênio. Tradução por Bazan Tecnologia e Linguística. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 1999. KOTLER, Philip. Administração de marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2000. KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12º ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. KOTLER,Philip&ARMSTRONG, Gary.Princípios de marketing. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 1993. KOTHER, Philip. Administração de marketing. 12º Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. KOTLER, Philip, Marketing Management. NJ: Prentice Hall, 1997. MOREIRA, Flávia Meneses Soares. Endomarketing:Uma ferramenta para elevar a produtividade organizacional. Paracatu: Tecsoma, 2007. ROCHA, Ângela. CHRISTENSEM, Carlos. Marketing:Teoria e prática no Brasil. São Paulo: Atlas, 1999. 82 SOUTO, Evandro da Silva. O sucesso de uma organização é o atendimento. Paracatu: Tecsoma, 2004. WHITELEY, Richard C. A empresa totalmente voltada para o cliente: do planejamento à ação. Rio de Janeiro: Campus, 1991. ANEXO 01 Pesquisa de Mercado Público-alvo: Clientes Pesquisa: Quantitativa Meio de aplicação: Entrevista pessoal Tamanho da amostra: 60 pessoas Empresa: Semelc Sistemas de Segurança 01. Dados da pesquisa 1 O que você procura em produtos/serviços em uma empresa de Sistemas de Segurança? ( ) Preço ( ) Qualidade do serviço ( ) Confiança ( ) Outros 2 O que você observa em uma empresa de Sistemas de Segurança? ( ) Localização ( ) Atendimento ( ) Compromisso ( ) Organização 3 Qual a frequência que você solicita manutenção preventiva para a empresa ? ( ) Quinzenalmente ( ) Mensalmente ( ) trimestralmente ( ) semestralmente ( ) mais de seis meses 4 Quando solicita manutenção o atendimento é rápido? ( ) Sim ( ) Não 5 Como você avalia o atendimento da empresa ? ( ) Ruim ( ) Regular ( ) Bom ( ) Ótimo ( ) Excelente 6. Como você avalia os produtos e serviços prestados pela a empresa? ( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Não posso avaliar 7. Quais fatores te deixam satisfeitos com o atendimento da empresa? ( ) A atenção no atendimento ( ) A cordialidade dos (as) atendentes ( ) A eficiência no atendimento 8. Quais fatores te deixam insatisfeitos com o atendimento da empresa? ( ) Mal atendimento do funcionários ( ) Demora no atendimento ( ) A falta de produtos ( ) Outros____________________________ 09Como você se comportamento diante de um produto/serviço que te gera insatisfação? ( ) Não reclama e não volta ( ) Não reclama e volta ( ) Reclama e não volta ( ) Reclama, mas volta ( ) Outros_________________________ 10. O que você acha que poderia melhorar nos produtos e serviços prestados pela a empresa? ( ) Atenção no atendimento ( ) A cordialidade dos (as) atendentes ( ) A eficiência no atendimento ( ) A qualidade dos produtos ( ) Mão de obra qualificada 11. Sobre a sua ultima solicitação de serviço/produto, responda. a)Você foi atendido de forma a corresponder suas expectativas? ( ) Sim ( ) Não b)Ficou satisfeito com o produto/serviço adquirido? ( ) Sim ( ) Não c)Você foi informado antecipadamente do preço correto do produto/serviço? ( ) Sim ( ) Não d) Você teve serviço pós venda? ( ) Sim ( )Não ANEXO 02 Pesquisa de Mercado Externo Público-alvo: Clientes Potenciais Pesquisa: Quantitativa Meio de aplicação: Entrevista pessoal Tamanho da amostra: 60 pessoas Empresa: Semelc Sistemas de Segurança 01- Dados da pesquisa 01 Você já ouviu falar ou conhece a empresa Semelc Sistema de Segurança? ( ) Sim ( ) Não 02 Você conhece alguma empresa de segurança? ( ) Sim ( ) Não Qual__________________ 3 Você sabe quais são os produtos/serviços que a empresa oferece? ( ) Sim ( ) Não 4 O que leva as pessoas a contratar um serviço de monitoramento da empresa Semelc? ( ) Confiabilidade ( ) Preço ( ) Qualidade ( ) Outros 5 Você já possui algum serviço de monitoramento? ( ) Sim ( ) Não Qual__________________________ 6 Você teria confiança em solicitar um serviço de monitoramento da empresa Semelc? ( ) Sim ( ) Não 7 Caso a resposta seja positiva, o que você espera que está empresa te ofereça? ( ) Atendimento de qualidade ( ) Preço ( ) Organização ( ) Compromisso 8 Você conhece alguém que possuem produtos/serviços da empresa Semelc? ( ) sim ( ) Não 9 Qual a avaliação que você faz em relação aos produtos/serviços prestados pela empresa? ( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim