VITAMINA D: HORMÔNIO E VITAMINA, AÇÕES NEM SEMPRE LIGADAS AO METABOLISMO DO CÁLCIO A vitamina D, lembrada sempre pela sua ação no metabolismo de Cálcio e Fósforo, tem sido envolvida também no controle e regulação da diferenciação e crescimento celular em vários tecidos, assim como no sistema imune e na gênese tumoral. Nesta revisão as funções clássicas da vitamina D, em suas diferentes formas espaciais, assim como seus recentes papéis como fator de crescimento e sinalizadora de síntese de citoquinas serão discutidas. Endocrinol. diabetes clín exp 2004; 4: 244 - 247 Abstract Vitamin D, always remembered by its action on calcium and phosphorous metabolism is also involved in the control and regulation of cellular growth and differentiation in many tissues, as so in immune system and in tumor growth. In this review, we discuss the classic action of vitamin D, within its conformational molecule flexibility, as a growth factor and in cytokine synthesis and signaling. Endocrinol. diabetes clín exp 2004; 4: 244 - 247 INTRODUÇÃO Vitaminas são compostos orgânicos (aminas vitais) essenciais, em pequenas quantidades, para o adequado funcionamento do metabolismo, não podendo ser sintetizados nas células do organismo. Estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades, e a sua ingestão deficitária ou má absorção podem levar a alterações clínicas1. A vitamina D foi reconhecida, pela primeira vez, por McCollum como componente das .gorduras boas. que curava o raquitismo. Como a .vitamina da luz solar., ela é atualmente reconhecida como um hormônio, produzido no corpo pela ação fotolítica da luz ultravioleta na pele. Uma série de doenças está relacionada a sua alteração, como o carcinoma medular de tireóide, psoríase, tuberculose, sarcoidose, insuficiência renal crônica, raquitismo, doenças disabsortivas intestinais, osteíte cística fibrosante, osteoporose, osteomalácea, osteopenia, osteodistrofia renal, cirrose, icterícia obstrutiva, diabetes mellitus, hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo, entre outras1. Recentemente, com o seqüenciamento de sua molécula, entendimento de seu metabolismo, descoberta de seus receptores celulares e respectivos polimorfismos, suas diferentes posições e formas espaciais que se apresenta a este receptor, foi possível definir novas ações para esta vitamina que passa a ter função de hormônio além do mecanismo PTH-Cálcio e Fósforo. METABOLISMO DA VITAMINA D A pequena faixa de radiação entre 290-315nm, raios UVB, é responsável pela fotólise da provitamina D3 (7diidrocolesterol) na derme e epiderme.3 Durante a exposição solar, a provitamina D3 absorve energia e cliva sua molécula formando a pré-vitamina D3, que pode se isomerizar em vitamina D3 ou em compostos inativos, 37 deles conhecidos4. A vitamina D da dieta é absorvida no intestino delgado, como vitamina lipossolúvel, incorporada ao quilomícron. A maior parte chega ao fígado ligada à proteína ligante da vitamina D (DBP), porém uma pequena porção pode ser transportada por lipoproteínas e albumina, onde é metabolizada em vitamina D3 pela ação da enzima hepática 25- hidroxilase. Esta enzima, responsável por ligar um grupo hidroxila no carbono da posição 25 da molécula da vitamina D, medeia a formação da 25 OH D (25 hidroxi Vitamina D) ou calcidiol1,2,3. O calcidiol pode ser inativado no fígado ou entrar na circulação ligado à proteína para ser levado aos rins. No túbulo renal a entrada do calcidiol é facilitada pelo receptor da endocitose, mais especificamente, pelas proteínas de transporte cubilina e megalina. A proteína ligante é então desligada e pela ação das enzimas 1 a hidroxilase e 24 hidroxilase e formam-se respectivamente o 24,25 (OH)2 D3 (forma julgada atualmente pouco ativa) e o calcitriol, a vitamina D ativa ( 1,25 (OH)2 D3)1,2. O receptor da vitamina D, VDR, faz parte de uma super família de receptores nucleares composto por um anel de dedos de zinco com 48 kDa que formam um homodímero (próprio ácido retinóico) ou um heterodímero - com o receptor X do ácido retinóico ou com o receptor do hormônio de tireóide. Ao ligar-se ao seu receptor, ativa a transcrição gênica de inúmeros genes ligados ao metabolismo de cálcio, ao crescimento e diferenciação celular e a produção de citoquinas. Sua ação pode levar ao estímulo ou a inibição destes genes, dependendo do tecido em que exerce a sua ação e da sua posição e forma ao se ligar a ele18,19. NECESSIDADES NUTRICIONAIS DA VITAMINA D Apesar de somente 2,5mg (100UI) de vitamina D diárias serem suficientes para impedir o raquitismo, doses mais altas (5mg ao dia = 200UI) são recomendadas, de maneira a manter a fisiologia, para bebês e crianças. A ingestão contínua da vitamina neste nível durante a vida adulta é necessária para suportar o processo normal de remodelagem óssea contínua, assim como, a homeostase adequada de cálcio e fósforo. A necessidade diária aumenta para 10mg (400UI) ao dia a partir dos 51 anos e até para15mg (800UI) após os 71 anos1. Presume-se que o adulto normal obtenha vitamina D suficiente da exposição à luz solar e ingestão acidental de pequenas quantidades através dos alimentos. A melanina consiste em um excelente protetor solar natural que limita a produção cutânea de pré vitamina D3 em indivíduos negros, entretanto raramente seria um fator predisponente à deficiência severa da vitamina3,4. Idosos, por outro lado, apresentam uma capacidade reduzida de produzir vitamina D por se exporem menos ao sol pela tendência a ingerir menor quantidade de leite e pelo rim envelhecido produzir menos calcitriol2. A suplementação de vitamina D é apropriada para indivíduos que habitualmente estão protegidos da luz solar, tais como pessoas que vivem em latitudes ao norte ou áreas com muita poluição atmosférica, ou que cubram completamente o corpo, exerçam profissões noturnas ou as que vivem em clausura2. FONTES DIETÉTICAS DE VITAMINA D A vitamina D3 é encontrada naturalmente em produtos animais. As fontes mais ricas são os óleos de fígado e de peixe. Também é encontrada em quantidades pequenas e altamente variáveis na manteiga, nata, gema de ovo e fígado. O leite materno e o de vaca não suplementado tendem a ser fontes pobres em vitamina D (0,4- 1mg/litro). A grande maioria dos leites comercializados atualmente é suplementada com 400 UI/l de vitamina D1. AÇÕES DA VITAMINA D Dois tipos de sinais de transdução podem ocorrer após a ligação da Vitamina D ao VDR. Quando acoplada ao receptor VDR da membrana estimula os sistemas da PKC, adenilato ciclase (Proteína G), P- Lipase C, canais de cálcio e RAS/MAP quinase. Esta é uma ação rápida e não genômica. No intestino, sua principal ação é fazer a diferenciação dos enterócitos e, conseqüentemente, intensificar o transporte ativo de cálcio através da estimulação da síntese da proteína ligante de cálcio (Ca BP) na borda em escova. Esta ativação dos canais de cálcio, denominada transcaltaxia, é mediada pela atividade da proteínoquinase C (PKC) de uma via não genômica14. Ao transpor a membrana e ligar-se ao receptor nuclear altera a expressão gênica ajudada pelo segundo mensageiro (GMPc, AMPc, P- Proteínas, MAP-quinase entre outros), estes estimulados pela via não genômica14. Nos ossos, ação típica genômica, regula a função dos osteoblastos na estimulação de osteoclastos para reabsorção óssea, agindo em conjunto com o PTH e estrógenos e regulando a mobilização e deposição de cálcio e fósforo1. Sabe-se hoje que o gene responsável pela expressão do VDR, e, consequentemente dos polimorfismos, faz com que a expressão do gene da Osteocalcina (proteína secretada por osteoblastos e mediada pela Vitamina D) seja influenciada por uma produção maior ou menor, de acordo com o polimorfismo20. Nos rins a vitamina D estimula a excreção de cálcio e fósforo de acordo com as necessidades sistêmicas3. Quando há hipocalcemia, as atividades da vitamina D restauram a concentração de cálcio plasmático por intensificar a absorção entérica, retenção renal e mobilização a partir dos ossos. Sob condições de hipercalcemia, os efeitos são diminuídos pela inibição da produção dos metabólitos ativos. As funções da vitamina D envolvem vias genômicas e não genômicas mediadas por 1,25 (OH)2 D3 (1,25 diidroxi vitamina D3), interagindo com vários receptores da vitamina D e regulando mais do que 50 genes pelos cálculos atuais.4 EFEITOS DA VITAMINA D NÃO LIGADOS AO METABOLISMO DO CÁLCIO Uma variedade de tecidos não relacionados ao metabolismo do cálcio possui receptores nucleares para a 1,25 (OH)2 D3, como o cérebro, mama, músculos, linfócitos B e T ativados, monócitos, macrófagos, ovários, pâncreas, parótidas, hipófise, placenta, pele, estômago, testículos, timo e útero. Diversas linhagens de células normais e tumorais em cultura, apresentam proteínas e receptores para 1,25 (OH)2 D3, que são quantitativamente semelhantes ao receptor intestinal5,15. Dada a distribuição tecidual de receptores, fora dos órgãos clássicos de ação da vitamina, como o osso, intestino e rim, desenvolve-se a hipótese de que a vitamina e seus receptores regulem a homeostase intra celular do cálcio, afetando os ciclos de seqüestro e liberação no retículo endoplasmático e outras organelas, participando também, no processo da abertura dos canais de cálcio14,15. 1.0- CRESCIMENTO E DIFERENCIAÇÃO CELULAR 1.1- PELE A vitamina D está envolvida no crescimento e diferenciação celular de tecidos, agindo sinergicamente com o estrogênio. Pode portanto regular ou diminuir o crescimento celular como qualquer outro esteróide, dependendo do tecido em que exerce sua ação. Pelo seu efeito na regulação da proliferação dos queratinócitos, tem sido proposto o uso desta vitamina no tratamento da psoríase. Sua ação é exercida através da ativação do TGF beta (transforming growth factor beta) e supressão das interleucinas IL6, IL8 e IL1 alfa. Também está relacionada ao aumento da produção do TNF alfa e de ceramidas impedindo a atrofia da pele, durante a corticoterapia ou devido a idade avançada, melhorando também a resposta na cicatrização de lesões de pele15,17. 1.2- TUMORES Um dos primeiros estudos que demonstrou os efeitos vitamina D em tecidos, não relacionados ao metabolismo do cálcio, foi quando células promielóides leucêmicas (M1), com receptores para a 1,25 (OH)2 D3 responderam a esse hormônio e diferenciaram-se em macrófagos.2 Há relatos que nas células leucêmicas ela diminui a produção de poliaminas envolvidas na atividade de enzimas, como a ornitina descarboxilase, que atuam no crescimento celular14. A 1-25 hidroxi vitmina D3 é também considerada um agente antiproliferativo para células tumorais de câncer de mama, próstata, colo retal e melanoma2.Um dos mecanismos propostos é a diminuição da expressão de oncogênes como o cmyc e o c-fos nas células musculares lisas e do c myb nos monócitos16,17. A quantidade de vitamina D (25OHD3) sérica é inversamente proporcional à incidência de adenomas de cólon retal, por interferir no metabolismo do cálcio e aumentar a apoptose de células tumorais. Um estudo mostrou que mais importante do que a dieta rica em fibras, como fator protetor ao câncer cólon retal, está a exposição aos raios UVB e conseqüentemente, a maior produção de vitamina D6. A ação da vitamina D no câncer de próstata já é mais conhecida7. Seu efeito anti proliferativo prostático é potencializado pelos andrógenos, através da indução à apoptose celular e interferência das fases Go e G1 do ciclo celular8,9. Quando associado a medicamentos, o calcitriol age de maneira sinérgica com a cisplatina e carboplatina no citocromo P450, inibindo a proliferação celular9. Sabe-se entretanto que o uso do calcitriol para tratamento de neoplasias pode ter como efeito adverso a hipercalcemia, e esta pode ser reduzida com o uso concomitante com a dexametasona11. 1.3- SISTEMA IMUNE A vitamina D tem papel importante como moduladora do sistema imune. O efeito de doses farmacológicas de 1,25 (OH)2 D3 no sistema imune foi demonstrado em modelos animais de doenças auto-imunes. Houve redução da incidência de doenças como a Diabetes Mellitus tipo 1, tireoidite e encefalite em camundongos2. Em um estudo multicêntrico europeu foi demonstrado que a suplementação com vitamina D na infância, pode reduzir a chance de DM tipo 1 com odds ratio de 0,6710. É descrito que células mononucleares do sangue periférico adquirem receptores para a vitamina quando são ativados in vitro levando estas células a diminuição de proliferação a nível de G1 e a inibição de produção de citoquinas, como IL2, Interferon alfa e do fator estimulador de colônias de macrófagos. Entretanto, em relação á citoquinas como IL1, e TNF alfa seus efeitos podem ser tanto inibitórios como estimulatórios5,9. Os efeitos da vitamina D na imunidade podem representar tanto uma ação parácrina como autócrina5. A deficiência nutricional de vitamina D está associada a um risco maior de infecção. Os neutrófilos de crianças com carência desta vitamina têm motilidade e capacidade fagocítica anormais, além desta carência estar relacionada a uma maior predisposição para tuberculose disseminada Existem relatos em idosos com esta deficiência vitamínica e alergia cutânea que melhoraram somente com a reposição de vitamina D. Também foram descritos casos de septicemia recorrente e candidíase disseminada em pacientes portadores de síndrome de resistência à vitamina D1,2,4. 1.4- SECREÇÃO DE INSULINA Existe uma extensa revisão da literatura15,17 mostrando que a homeostasia do cálcio e da Vitamina D estão alterados no Diabetes, tanto em modelos experimentais como em humanos, principalmente no de etiologia auto imune (TIPO 1). Estas alterações incluem diminuição10: 1- Massa óssea; 2- Absorção do cálcio no intestino; 3- Níveis plasmáticos da vitamina D e das proteínas ligadoras do cálcio (CaBPs); 4- Atividade 1 alfa hidroxilase; 5- Osteocalcina; 6- Número de receptores da vitamina D no duodeno e nos rins; 7- Níveis cerebelares da CaBPs. Estes efeitos são revertidos, em parte, pela insulinoterapia. A liberação de insulina é baixa na deficiência de Vitamina D, mesmo que exista normocalcemia , no entanto não existe diminuição da secreção do glucagon e somatostatina, que também são hormônios dependentes da homeostasia do cálcio. Em animais com hipoavitaminose D, a secreção da insulina e a intolerância a glicose são normalizadas em 3 horas pós reposição vitamínica15,16,17. 1.4- FÍGADO A vitamina D exerce importante papel, no mecanismo de regeneração hepática através de sua ação nos fatores de crescimento celulares. Estimula a síntese da transferrina e do glicogênio hepático15. 1.5- GLÂNDULAS Pituitária A vitamina D exerce efeitos permissivos em lactrotófos, tirotrófos e somatotrófos aumentando: • Secreção de Prolactina induzida pelo TRH; • Secreção de TSH /TRH induzida; • Receptores do TRH em hipófise. Gônadas e Mamas Estudos recentes indicam que a vitamina D tem especial importância na função reprodutiva em ratos machos e fêmeas. Em humanos, nos testículos, os receptores da vitamina estão localizados nas células de Sertoli existindo em pequeno número em testículos pré púberes e aumentando durante a puberdade. Dados recentes mostram que existe uma relação direta entre níveis de receptores para a vitamina e atividade espermatogênica.Ratos com deficiência de vitamina D apresentam espermatogênese deficiente e alterações degenerativas dos testículos, devendo -se se levar em conta que estes animais também apresentaram níveis diminuídos de LH e testosterona4,12,13,15. A diminuição da vitamina D diminui os receptores para estrogênio e progesterona em mamas. Tireóide A deficiência de vitamina D diminui a captação do Iodo induzida pelo TSH. Nas células parafoliculares a síntese do mRNA para o PTH related também diminui4,12,13,15. FLEXIBILIDADE CONFORMACIONAL E ANÁLOGOS DA VIATMINA D A flexibilidade conformacional da molécula da 1,25 (OH)2 D3 pode ser melhor entendida se a compararmos a uma planta com caule e somente um galho. O anel .A. seria a raiz, o anel .B., mais longo, seria o caule e a cadeia lateral seria o galho. A rotação de até 360 graus no caule gera múltiplas e diferentes formas sendo que o limite de 0 grau seria a forma 6-s . trans e aos 180 graus teríamos a 6-s-cis. A melhor forma para se ligar ao receptor de membrana seria a forma 6-s-cis. A que melhor liga ao núcleo seria a forma em tigela com a conformação 6-s-trans na qual podemos imaginar o caule no chão e a raiz com o galho esquerdo completando uma figura côncava orientando a cadeia lateral para o norte. Mais de 150 análogos da Vitamina D já foram sintetizados e testados. Uma simples orientação 20 epi e modificações na cadeia lateral aumentam a potência antiproliferativa em 500 vezes. O análogo 6-s-cis bloqueado (não permite movimento) ganha maior afinidade com o VDR de membrana e ativa em segundos a ativação da MAP quinase que estabelece .cross talk. com a expressão gênica nuclear além de, por outra via, estimular AMPc, PKC e a abertura dos canais de cálcio. É possível, além destas ações, promover moléculas que bloqueiem completamente só as respostas rápidas e liberem as respostas genômicas, assim como criar um antagonista específico somente para o VDR nuclear21. Um dos análogos já aprovados pelo FDA é uma forma 19-nor (1alfa,25 (OH)2 D2) para o tratamento do hiperparatireoidismo, mudando para muito melhor a qualidade de vida e diminuindo fatores de risco para as morbimortalidades no indivíduo renal crônico20. Conclusão A boa vida é feita com temperança. Irradiação ultravioleta demais acelera envelhecimento e predispõe ao câncer de pele porém, a menor incidência de alguns cânceres em países tropicais nos move para que sejam pesquisadas substâncias que tenham o mesmo efeito protetor sem a necessidade da exposição ao fator de risco. Com a descoberta de novos tecidos alvos para a ação da vitamina D e seus análogos iniciou-se uma .nova era. para as implicações terapêuticas da Vitamina D em síndromes tumorais, autoimunes, em rejeições de transplante de tecidos, no raquitismo hipofosfatêmico e no resistente a Vitamina D, como anticonvulsivante e, recentemente, por sua atuação nos queratinócitos, no tratamento da psoríase. Endocrinol. diabetes clín. exp. - VOL.IV - NUM.III 247 Referências 1- K RAUSE MM, MAHAN KK. Alimentação, Nutrição e Dietoterapia New York: Sauders Company, 1998: 72-7. 2- SHILS ME. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença New York: Manole,. 2003: 351-67. 3- ZALMAN AS. Metabolism of Vitamin D. 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Revisão encomendada em 02-2004 Recebido em 05-04-2004 Revisado em 19-04-2004 Aceito em 27-04-2004 Vitamina D Endocrinol. diabetes clín. exp. - VOL.IV - NUM.III