UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
MARIANA JUSTI MONDARDO
A FORMAÇÃO DO BACHAREL DO CURSO DE CIÊNCIAS
CONTÁBEIS DA UNESC: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS
EXIGÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO, AS EXPECTATIVAS
DOS ACADÊMICOS E AS CARACTERÍSTICAS DESEJADAS PELO
CURSO
CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2010
1
MARIANA JUSTI MONDARDO
A FORMAÇÃO DO BACHAREL DO CURSO DE CIÊNCIAS
CONTÁBEIS DA UNESC: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS
EXIGÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO, AS EXPECTATIVAS
DOS ACADÊMICOS E AS CARACTERÍSTICAS DESEJADAS PELO
CURSO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
para obtenção de grau de Bacharel no Curso de
Ciências Contábeis da Universidade do Extremo
Sul Catarinense, UNESC.
Orientadora: Profª. Esp. Andréia Cittadin
CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2010
2
MARIANA JUSTI MONDARDO
A FORMAÇÃO DO BACHAREL DO CURSO DE CIÊNCIAS
CONTÁBEIS DA UNESC: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS
EXIGÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO, AS EXPECTATIVAS
DOS ACADÊMICOS E AS CARACTERÍSTICAS DESEJADAS PELO
CURSO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
para obtenção de grau de Bacharel, no Curso de
Ciências Contábeis da Universidade do Extremo
Sul Catarinense, UNESC, com linha de pesquisa
em Formação e Exercício Profissional.
Criciúma, 07 de Dezembro de 2010.
BANCA EXAMINADORA
Profª. Esp. Andréia Cittadin - Orientadora
Profº. Esp. Edson Cichella - Examinador
Profª. Esp. Milla Lúcia Ferreira Guimarães - Examinadora
3
Dedico este trabalho a minha mãe Marli, que
me auxiliou sem medir esforços não apenas
neste trabalho, mas em todas as conquistas
que obtive até hoje. Minha gratidão a ela é
imensa é inesgotável.
4
AGRADECIMENTOS
Agradeço em primeiro lugar a Deus, que iluminou o meu caminho durante
esta caminhada, pelo presente da vida, coragem e disposição para conclusão deste
trabalho e por todas as conquistas que obtive até hoje.
Aos meus familiares, por todo amor, apoio e compreensão, e por estarem
sempre ao meu lado. Em especial a minha mãe que em todos os momentos da minha
vida esteve do meu lado de forma especial e paciente, fazendo papel de mãe e acima
de tudo de amiga.
Também expresso minha gratidão aos colegas que se tornaram
verdadeiros amigos durante esses anos, que diretamente ou indiretamente
contribuíram para a conclusão deste trabalho. Em especial: Ana Lúcia Mondardo,
André Eyng, Bruna Pissette, Felipe Freitas, Gabriela Schulter, Karin Lopes, Leandro
Warmling, Lucas Meller e Juliana Della Bruna, por todos os momentos que passamos
juntos, tanto nos difíceis e principalmente os de felicidade, com certeza deixarão boas
recordações.
A minha orientadora, professora Andréia Cittadin, uma excelente
profissional que não mediu esforços nesta trajetória, pela atenção, dedicação, revisão,
incansáveis leituras e orientações dadas a este trabalho.
A todo o corpo docente do curso, que contribuíram na minha formação e
pela convivência, aos que sempre se mostraram dispostos a sanar as dúvidas e aos
que se tornaram amigos.
Agradeço a todos que de alguma forma contribuíram para a execução
desta obra.
5
"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo
para
a
vitória
(Mahatma Gandhi)
é
o
desejo
de
vencer"
6
RESUMO
MONDARDO, Mariana Justi. A Formação do Bacharel do Curso de Ciências
Contábeis da UNESC: uma Análise Comparativa entre as Exigências do
Mercado de Trabalho, as Expectativas dos Acadêmicos e as Características
desejadas pelo Curso. 2010. 86 p. Orientador (a): Andréia Cittadin. Trabalho de
Conclusão do Curso de Ciências Contábeis. Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC. Criciúma – SC.
A evolução no mundo dos negócios vem exigindo das empresas a busca de novas
formas de gestão que as auxiliem a desenvolver um diferencial competitivo e
permanecer atuando no mercado, em meio a tanta concorrência. Desta forma, esta
exigência atinge também os contadores, que são considerados atualmente peçaschaves nas organizações. Neste contexto, salienta-se que os profissionais da área
contábil necessitam possuir competências e desenvolver habilidades que atendam a
demanda deste novo ambiente que se transforma constantemente. Assim, acentua-se
a responsabilidade das instituições de ensino superior em oferecer a estes
profissionais uma formação adequada, que englobe desde conhecimentos técnicos e
científicos, desenvolvimento de competência e habilidades e incentivo a busca
individual por educação continuada. Diante desta realidade, o objetivo deste trabalho
consiste em verificar se a formação do bacharel do curso de Ciências Contábeis da
UNESC atende as exigências do mercado de trabalho e as expectativas dos futuros
profissionais. Desta forma, caracteriza-se como descritivo, com procedimentos que
abrangem pesquisa bibliográfica, survey e documental. Foi realizado por meio de
questionários aplicados aos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da UNESC e
profissionais da área contábil de Criciúma-SC e região filiados ao SINDCONT, e
estudo do Projeto Político Pedagógico (PPP). As análises dos dados ocorreram de
forma qualitativa e quantitativa. Os resultados apontaram que a organização curricular
do Curso de Ciências Contábeis da UNESC atende aos conteúdos estabelecidos pelo
MEC para a formação do bacharel em Ciências Contábeis. Com base nos dados dos
questionários, foi possível verificar que os discentes consideram-se capacitados para
atuarem no mercado de trabalho e que tem conhecimento da importância da
educação continuada. Constatou-se, ainda, que tanto o mercado de trabalho como os
alunos entendem que é necessário, além das habilidades e competências inerentes a
profissão, atuar com ética.
Palavras-chave: formação superior em ciências contábeis, perfil do profissional
contábil, mercado de trabalho.
7
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Evolução do Ensino da Contabilidade no Brasil.....................................23
Quadro 1: Principais Características das Competências dos Contadores..........31
Quadro 2: Competências e Habilidades do Contador............................................31
Quadro 3: Ramos de Atuação do Profissional Contábil.........................................42
Quadro 4: Caracterização dos Conteúdos...............................................................50
Gráfico 1: Área de atuação dos discentes...............................................................55
Gráfico 2: Fatores que motivaram o ingresso no curso de Ciências
Contábeis....................................................................................................................56
Gráfico 3: Possíveis áreas de especialização dos discentes................................57
Gráfico 4: Frequência que os alunos procuram buscar outros conhecimentos
fora da universidade..................................................................................................58
Gráfico 5: Meios utilizados para realização de formação complementar.............58
Gráfico 6: Segurança em relação a atuação profissional.......................................59
Gráfico 7: Grau de importância das disciplinas oferecidas pelo Curso...............60
Gráfico 8: Situação da profissão contábil na visão dos discentes.......................61
Gráfico
9:
Atitudes
consideradas
mais
importantes
na
opinião
dos
discentes.....................................................................................................................63
Gráfico 10: Habilidades em relação à capacidade para empreender na opinião
dos discentes..............................................................................................................64
Gráfico 11: Habilidades em relação à capacidade para gerenciar na opinião dos
discentes.....................................................................................................................64
Gráfico 12: Habilidades em relação à capacitação estratégica na opinião dos
discentes.....................................................................................................................65
Gráfico 13: Área de atuação profissional.................................................................67
Gráfico 14: Tempo do término da graduação..........................................................67
Gráfico 15: Universidade que concluiu sua graduação..........................................68
Gráfico 16: Disciplinas de maior importância na visão dos profissionais...........68
Gráfico 17: Áreas de especialização........................................................................70
Gráfico 18: Frequência que os profissionais procuram buscar conhecimentos
além dos adquiridos na universidade......................................................................70
Gráfico 19: Meios utilizados para realização de formação complementar...........71
8
Gráfico 20: Motivos para realização da formação continuada...............................72
Gráfico 21: Situação na profissão contábil na visão dos profissionais...............72
Gráfico
22:
Atitudes
consideradas
mais
importantes
na
opinião
dos
profissionais...............................................................................................................75
Gráfico 23: Habilidades em relação à capacitação para empreender na opinião
dos profissionais........................................................................................................76
Gráfico 24: Habilidades em relação à capacitação para gerenciar na opinião dos
profissionais...............................................................................................................76
Gráfico 25: Habilidades em relação à capacitação estratégica na opinião dos
profissionais...............................................................................................................77
Gráfico 26: Competências de maior importância para contratar um profissional
contábil na visão dos profissionais..........................................................................78
9
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Disciplinas que Compõem a Matriz Curricular nº 4 Agrupadas por
Campo de Formação..................................................................................................51
Tabela 2: Disciplinas que Compõem a Matriz Curricular nº 5 Agrupadas por
Campo de Formação..................................................................................................52
Tabela 3: Habilidades técnicas indicadas pelos discentes pesquisados.............62
Tabela 4: Habilidades gerenciais indicadas pelos discentes pesquisados.........62
Tabela 5: Habilidades pessoais indicada pelos discentes pesquisados..............62
Tabela 6: Motivos para atuar com ética na profissão segundo os discentes......66
Tabela 7: Habilidades técnicas indicadas pelos profissionais pesquisados.......73
Tabela 8: Habilidades gerenciais indicadas pelos profissionais pesquisados....74
Tabela 9: Habilidades pessoais indicada pelos profissionais pesquisados........74
Tabela
10:
Motivos
para
atuar
eticamente
na
profissão
segundo
os
profissionais...............................................................................................................78
10
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Art – Artigo
N º – Número
Res – Resolução
CES – Câmera de Educação Superior
CFC – Conselho Federal de Contabilidade
CFE – Conselho Federal de Educação
CNE – Conselho Nacional de Educação
CPA – Comissão Própria de Avaliação
CRC – Conselho Regional de Contabilidade
IES – Instituições de Ensino Superior
MEC – Ministério da Educação
PPP – Projeto Político Pedagógico
SC – Santa Catarina
SINDCONT – Sindicato dos Contabilistas de Criciúma e Região Carbonífera
UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso
11
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 13
1.1 Tema e Problema................................................................................................ 13
1.2 Objetivos da Pesquisa ....................................................................................... 14
1.3 Justificativa......................................................................................................... 15
1.4 Metodologia ........................................................................................................ 16
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 19
2.1 Evolução do Ensino da Contabilidade no Brasil ............................................. 19
2.2 Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Ciências Contábeis
................................................................................................................................... 25
2.3 Projeto Político Pedagógico (PPP) ................................................................... 27
2.4 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador ................................. 29
2.4.1 Competências e Habilidades Necessárias ao Contador conforme as
Diretrizes Curriculares Nacionais e Exigências do Mercado de Trabalho .......... 33
2.4.2 Formação Continuada..................................................................................... 36
2.5 Importância da Ética na Profissão Contábil..................................................... 37
2.6 A Profissão Contábil e seus Campos de Atuação........................................... 41
2.6.1 Controller ......................................................................................................... 43
2.6.2 Professor.......................................................................................................... 44
2.6.3 Auditor.............................................................................................................. 45
2.6.4 Perito Contábil................................................................................................. 46
2.6.5 Contador Público............................................................................................. 46
3 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS ................................................................ 48
3.1 O Curso de Ciências Contábeis da UNESC ..................................................... 48
3.1.1 Matriz Curricular do Curso de Ciências Contábeis da UNESC ................... 49
3.1.2 Perfil do Egresso do Curso de Ciências Contábeis da UNESC de acordo
com o PPP................................................................................................................. 53
3.2 As Perspectivas dos Acadêmicos em Relação a sua Formação ................... 54
3.2.1 Perfil dos Acadêmicos do Curso de Ciências Contábeis da UNESC.......... 54
3.2.2 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador na Visão dos
Discentes .................................................................................................................. 61
12
3.3 Perfil do Profissional Contábil, Habilidades e Competências Necessárias ao
Contador de acordo com o Mercado de Trabalho................................................. 66
3.3.1 Perfil do Profissional Contábil ....................................................................... 66
3.3.2 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador na Visão dos
Profissionais da Área Contábil ............................................................................... 73
3.4 Análise Comparativa entre o Perfil Ideal dos Egressos conforme o PPP do
Curso, a Percepção do Mercado de Trabalho e as Expectativas dos Acadêmicos
................................................................................................................................... 79
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 81
REFERÊNCIAS.......................................................................................................... 84
APÊNDICE................................................................................................................. 87
13
1 INTRODUÇÃO
Neste capítulo apresenta-se o tema juntamente com o problema da
pesquisa, que consiste na investigação do perfil desejado pelo mercado de trabalho
em relação ao profissional contábil, bem como das expectativas dos futuros
contadores no que tange ao exercício de sua profissão. Na seqüência, relatam-se o
objetivo geral e os específicos que nortearam sua realização. Em seguida, descrevese a justificativa, que aponta a contribuição teórica, prática e social deste estudo. Por
fim, apresenta-se a metodologia utilizada para sua elaboração.
1.1 Tema e Problema
A
abertura
dos
mercados
e,
consequentemente,
o
aumento
da
concorrência passou a exigir das organizações a implantação de instrumentos de
gestão que as auxiliem na administração de suas atividades e no desenvolvimento de
estratégias competitivas para garantir que estas continuem atuando neste ambiente
globalizado. Desta forma, cabe observar que as entidades precisam de profissionais
capacitados para gerenciarem seus processos adequadamente e conduzirem a
empresa ao alcance dos objetivos organizacionais.
Diante deste cenário, destacam-se os profissionais da área contábil, uma
vez que esta profissão atualmente abrange muito mais do que as atividades de
escrituração contábil, fiscal e patrimonial e os registros relacionados ao setor de
pessoal. Os profissionais de contabilidade estão participando ativamente da gestão
das organizações, auxiliando, por exemplo, no desenvolvimento dos planejamentos
estratégico e operacional, definições e acompanhamento de orçamentos, registros e
controles de custos, entre outras funções.
Neste sentido, observa-se a necessidade de uma formação adequada aos
contadores, tendo em vista o papel que exercem no processo decisório das
entidades. Portanto, os gestores dos cursos de graduação em Ciências Contábeis
devem estar atentos à qualidade do ensino ofertado, visando preparar profissionais
aptos a atuarem no mercado de trabalho.
14
Desse modo, destaca-se que durante a graduação, os acadêmicos devem
construir conhecimentos técnicos e científicos referente à área contábil e desenvolver
competências, habilidades e atitudes necessárias ao exercício da profissão. Para que
ao término do curso possam ter condições de enfrentar os desafios impostos no
decorre da vida profissional, tais como, mudanças constantes na economia e na
legislação, desenvolvimento de novas tecnologias, entre outros.
Neste contexto, verifica-se que cabe aos cursos de graduação desta área
realizar constantemente avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Pois com
isso é possível analisar suas matrizes curriculares verificando se os conteúdos
trabalhados e as metodologias de ensino utilizadas são suficientes alcançar o perfil
profissional desejado pelo campo de trabalho.
Salienta-se, que este processo pode ser complementado por meio de
pesquisas junto ao mercado de trabalho. Assim, mediante ao levantamento de dados
com os profissionais que possuem experiência no ramo, pode-se identificar o perfil
ideal para os futuros contadores de uma determinada região. Além disso, investigar
junto aos acadêmicos dos cursos as suas perspectivas é fundamental para os
gestores destes delinearem o perfil profissional desejados aos egressos e
desenvolverem ações, se necessário, para melhorar a qualidade de ensino e formar
profissionais competentes para atenderem as exigências do campo de trabalho.
Diante disso, a problemática desta pesquisa concentra-se em responder a
seguinte questão: a formação do bacharel do curso de Ciências Contábeis da UNESC
atende as exigências do mercado de trabalho e as expectativas dos futuros
profissionais?
1.2 Objetivos da Pesquisa
O objetivo geral deste trabalho consiste em verificar se a formação do
bacharel do curso de Ciências Contábeis da UNESC atende as exigências do
mercado de trabalho e as expectativas dos futuros profissionais.
Em relação aos objetivos específicos da pesquisa, pretende-se:
15
• verificar se a matriz curricular do curso em estudo atende aos conteúdos
específicos da área exigidos pelo MEC para a formação do bacharel em Ciências
Contábeis;
• investigar junto ao mercado de trabalho o perfil esperado para o
profissional da área e as perspectivas dos acadêmicos em relação a sua formação; e
• efetuar comparação entre o perfil do egresso descrito no Projeto Político
Pedagógico (PPP) do curso, os aspectos que o mercado requer e as expectativas
dos acadêmicos.
1.3 Justificativa
Atualmente a exigência do mercado de trabalho em relação aos
profissionais da área contábil vem aumentando tendo em vista, principalmente as
funções gerenciais assumidas pelo contador. Diante disso, os autores Leal, Soares e
Souza (2008, p. 1) ressaltam que, “o mercado exige dos profissionais da área contábil
um conhecimento que transcende o processo específico pronto para o tecnicismo;
busca-se um profissional com competências para entender o “negócio”, visando
orientar o gestor e participar das decisões de forma consciente”.
Neste sentido, Peleias et al (2007, p. 20) reforçam que,
a evolução das sociedades apresenta características que demandam
identificação, estudo e compreensão, e o progresso econômico requer
profissionais mais qualificados para atuarem nas organizações. Como
conseqüência, são necessárias condições de ensino para formação desses
profissionais.
Com isso, tem se tornado oportuno estudar essa relação entre a vida
acadêmica e a realidade do campo profissional, que exige profissionais qualificados e
com capacidade de adaptação as mudanças desta área.
Desta forma, surge a necessidade de se investigar o perfil desejado pelo
mercado de trabalho em relação ao contador, as expectativas dos acadêmicos no que
tange a sua formação e compará-las com o perfil profissiográfico estabelecido pelos
cursos de graduação em Ciências Contábeis.
16
De acordo com Hernandes, Peleias e Barbalho (2006, p. 133),
o perfil profissiográfico é aquele esperado do profissional de acordo com as
necessidades do mercado em determinada região geográfica, o que faz com
que as instituições de ensino superior tenham necessidades de adaptar sua
grade curricular à região onde inseridas, para que seus alunos terminem seus
cursos com os conhecimentos necessários para atender as necessidades do
mercado de trabalho.
Assim, acredita-se que este estudo poderá contribuir com as pesquisas
sobre o ensino da contabilidade, uma vez que busca descrever o perfil do profissional
contábil desejado junto ao mercado de trabalho na região do Extremo Sul
Catarinense, bem como as expectativas dos futuros bacharéis em Ciências Contábeis
e compará-las ao perfil do egresso estabelecido pelo curso em estudo.
Em relação aos aspectos práticos, este trabalho pode ser utilizado pelos
gestores do curso pesquisado para revisão de sua matriz curricular, verificando se
está aderente à necessidade da sociedade. E, assim, tomar decisões em relação à
melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem, se necessário.
Desta forma, acredita-se que é possível contribuir com o aperfeiçoamento
do processo de formação do contador, nesta região e com a sociedade de modo
geral. Isso porque, formando profissionais capacitados às exigências do campo
profissional estes poderão auxiliar na gestão das organizações visando o
desenvolvimento regional.
1.4 Metodologia
A elaboração deste trabalho exigiu, inicialmente, a definição dos
procedimentos metodológicos, que de acordo com Andrade (2005, p.119), consiste no
“conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem por
objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de
métodos científicos.”
Deste modo, quanto aos objetivos adotou-se a pesquisa descritiva, que
segundo Gil (2002, p. 42),
têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada
população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre
17
variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este
título e uma de suas características mais significativas está na utilização de
técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a
observação sistemática.
Diante disso, busca-se descrever o perfil do profissional contábil desejado
pelo mercado de trabalho, bem como as expectativas dos acadêmicos e compará-las
ao perfil do egresso estabelecido pelo curso em estudo.
Quanto aos procedimentos, trata-se de pesquisa bibliográfica, que
conforme Oliveira (2002, p.119) “tem por finalidade conhecer as diferentes formas de
contribuição cientifica que se realizam sobre determinado assunto ou fenômeno.”
Assim, realizou-se esta pesquisa, por meio da utilização de livros, internet, revistas e
principalmente artigos.
Utilizou-se, também pesquisa de levantamento ou survey e documental. A
primeira de acordo com Gil (1994, p. 74) caracteriza-se,
pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja
conhecer. Basicamente, procede-se á solicitação de informações a um grupo
significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida,
mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes aos
dados coletados.
Em relação à pesquisa documental Gil (1994, p.73), destaca que,
existem, de um lado, os documentos de primeira mão, que não receberam
qualquer tratamento analítico, tais como: documentos oficiais, reportagens de
jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, gravações etc. De outro
lado, existem os documentos de segunda mão, que de alguma forma já foram
analisados, tais como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresas, tabelas
estatísticas etc.
Como instrumento de coleta de dados, fez-se uso de questionários que
foram aplicados com os contadores da região de Criciúma/SC, sócios do Sindicont, e
com os acadêmicos das fases concluintes (8ª e 9ª) do curso de Ciências Contábeis da
Universidade do Extremo Sul Catarinense.
Para Lakatos e Marconi (1986, p. 178) “questionário é um instrumento de
coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser
respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.”
Em relação a análise dos dados utilizou-se abordagem qualitativa e
quantitativa. De acordo com Richardson (1999, p.80), os estudos “que empregam
uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado
18
problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar
processos dinâmicos vividos por grupos sociais.”
A análise quantitativa, segundo Richardson (1999, p. 70):
[...] como o próprio nome indica, caracteriza-se pelo emprego da
quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações. Quanto no
tratamento delas por meio de técnicas estatísticas, desde as mais simples
como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente
de correlação, análise de regressão etc.
Desta
forma,
este
trabalho
caracteriza-se
como
descritivo,
com
procedimentos que abrangem pesquisa bibliográfica, survey e documental, realizado
por meio de questionários e estudo do Projeto Político Pedagógico (PPP), sendo que
as análises ocorreram de forma qualitativa e quantitativa.
19
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Este capítulo expõe o referencial teórico sobre o tema abordado no
presente trabalho. Deste modo, inicialmente faz-se uma breve descrição da evolução
do ensino da contabilidade no Brasil. Posteriormente, apresenta-se as diretrizes
curriculares nacionais para os cursos de graduação em Ciências Contábeis, o projeto
político pedagógico, as habilidades e competências necessárias ao contador e por
fim, faz-se uma breve descrição sobre a profissão contábil e seus campos de atuação.
2.1 Evolução do Ensino da Contabilidade no Brasil
Antes de descrever a origem e o desenvolvimento do ensino da
contabilidade no Brasil, convém apresentar a diferenciação entre os termos educação
e ensino.
Neste sentido, Rosella et al (2006, p. 1) destacam que o ensino “é o ato de
transmitir informação, de organizar as condições de aprendizagem para que o
conhecimento seja construído.”
Em relação à educação os autores escrevem que,
educação engloba o ensinar. É a prática educativa que ensina o aluno a
pensar, criar, inovar e construir novos conhecimentos. A educação cuida do
desenvolvimento integral do homem, física, intelectual e moralmente,
enquanto o ensino cuida da transmissão de conhecimentos acumulados,
indispensáveis a educação. (ROSELLA et al, 2006, p. 1).
Observa-se, deste modo, que o ensino consiste em transmitir informações
e proporcionar a disseminação do conhecimento. Já a educação é mais abrangente,
pois trata do desenvolvimento de outras competências, tais como, reflexão, criação,
inovação, além da construção do conhecimento.
Contudo, ambos possuem papel importante tanto na formação profissional
como pessoal dos indivíduos. Isso porque, é por meio do ensino que os
conhecimentos acumulados são transmitidos e, assim, possibilita a preparação de
novos profissionais para atuarem no mercado de trabalho. A educação por sua vez é
20
responsável pela formação de profissionais qualificados ao campo de trabalho, como
também pela formação de cidadãos éticos e comprometidos com a sociedade onde
estão inseridos.
Após apresentar a reflexão sobre o ensino e a educação de maneira geral,
descreve-se o surgimento do ensino da contabilidade, sua evolução e como se
configura atualmente no Brasil, para facilitar a compreensão do atual contexto da
educação nesta área e suas perspectivas futuras.
Diante disso, Moura e Silva (2009, p. 3) salientam que,
é importante conhecer a história para entender as relações existentes entre
os ranços e avanços que ocorreram no processo, proporcionando uma visão
sistêmica do curso de Ciências Contábeis, contexto em que foi criado e
possíveis perspectivas para o futuro.
Sendo assim, primeiramente expõem-se como foi iniciado o ensino da
contabilidade no Brasil, que de acordo com Laffin (2005, p. 105),
a contabilidade foi, pois, surgindo de forma tímida como objeto e área de
conhecimentos a ser transmitido. Primeiramente, como disciplina em cursos
esparsos, e mais tarde surge como curso específico, com o objetivo de
preparar profissionais com maior conhecimento nessa área de atuação.
Neste contexto, Rosella et al (2006) destacam que, o ensino da
contabilidade no Brasil teve início no século XIX, mais precisamente no ano de 1808,
com a vinda da Família Real Portuguesa. Neste ano foram criadas as aulas de
comércio, que exigiam alguns pré-requisitos para serem cursadas, tais como: ter mais
de 14 anos de idade, ser aprovado no exame de gramática da língua nacional,
aritmética e língua inglesa ou francesa. Este curso tinha duração de dois anos e
abrangia disciplinas dirigidas para as necessidades diárias do comércio e dos
negócios bancários.
Conforme Laffin (2005), os cursos que o ensino comercial oferecia serviam
para atender à demanda da classe média que iniciava naquele período, e eram
destinados às profissões liberais e aos empregos públicos.
Em relação aos conteúdos, Schmidt (2000, p. 205) destaca que,
os estudos do comércio tiveram seus passos iniciais na obra de Visconde de
Cairu (José da Silva Lisboa) publicada em 1804, Cairu tornou-se o primeiro a
apresentar um sistema de direito comercial e a realizar os primeiros estudos
de economia política do Brasil.
21
Salienta-se, entretanto, que na década de 50 do século XIX, ocorreram
alguns fatos importantes para o ensino comercial e contábil brasileiro. Desta forma,
com a criação do Instituto Comercial do Rio de Janeiro, foram incluídos um curso
preparatório e outro profissional. Este era composto por três disciplinas de línguas
estrangeiras (inglês, francês e alemão) e quatro disciplinas em áreas exatas
(aritmética, álgebra, geografia e estatística comercial). Em 1880, passaram a serem
oferecidas as seguintes disciplinas: geografia e estatística comercial, direito comercial
e legislação de alfândegas e consulados, escrituração mercantil e economia política.
(ROSELLA et al, 2006).
Diante disso, Schmidt (2000, p. 206) ressalta que, “esse instituto passou a
oferecer a disciplina Escrituração Mercantil como forma de qualificar seus alunos para
a prática do registro contábil.”
Segundo Rosella et al, (2006, p. 27),
em 1902 é extinto o Instituto Comercial do Rio de Janeiro, sendo em seu
lugar criada a Academia de Comércio do Rio de Janeiro. Por meio do Decreto
nº. 1.339, de 9 de janeiro de 1905, a Academia de Comércio do Rio de
Janeiro é declarada instituição de utilidade pública, passando seus diplomas
a terem reconhecimento oficial. Os títulos dos diplomas concedidos pela
Academia abrangiam dois níveis, uma vez que ela possuía dois cursos.
Destaca-se, desta forma, que um dos cursos era de formação geral,
denominado “Curso Geral”, o qual habilitava o profissional às funções, de: guardalivros, perito judicial e empregos da área da Fazenda. O outro, de nível superior,
habilitava os acadêmicos a exercerem cargos de agentes-consultores, funcionários
dos
Ministérios
das
Relações
Exteriores
e
chefes
de
contabilidade
de
estabelecimentos bancários e de grandes empresas comerciais. (LAFFIN, 2005).
Posteriormente,
outras
importantes
mudanças
foram
constatadas,
principalmente, devido ao Decreto nº. 20.158, de 30 de junho de 1931, que
reorganizou o ensino comercial, dividindo-o nos níveis técnico e superior e
regulamentou a profissão de contador. Já o Decreto-lei nº 1.535, de 23 de agosto de
1939, alterou a denominação do curso de perito-contador para curso de contador.
(ROSELLA et al, 2006).
Após esse período, iniciou-se uma nova fase para o ensino da
contabilidade, devido a vários fatores, como o desenvolvimento econômico causado
pelo aumento de produção e crescimento da urbanização. Assim, a partir dos anos
40, com o forte desenvolvimento econômico e mediante pressão manifestada pelos
22
profissionais da área, surgiu a necessidade de uma evolução no ensino da
contabilidade, consequentemente um maior reconhecimento dos profissionais desta
área. Foi constituído, então, o curso superior de Ciências Contábeis e Atuariais,
instituído pelo Decreto-lei n. 7.988, de 22 de setembro de 1945. Este curso possuía
duração de quatro anos e concedia o título de bacharel em Ciências Contábeis para
os que o concluíssem. (ROSELLA et al, 2006).
Neste contexto, segundo Silva e Martins (2009, p. 129) salienta-se que,
no ano de 1945, foi sancionado o Dec-lei 8.191, de 20.12.1945, que definiu as
categorias profissionais que vigorariam após a criação do Curso de Ciências
Contábeis e Atuariais e estabeleceu que as categorias de Guarda-livros,
Atuários, Contadores, Peritos-contadores e bacharéis seriam agrupados em
apenas duas, a saber: Técnico em Contabilidade para os Técnicos em
Contabilidade e Guarda-livros (com este decreto o diploma de Guarda-livros
foi substituído pelo diploma de Técnicos em Contabilidade) e Bacharel para
os de nível superior, Contador e Atuários e Peritos-contadores.
Verifica-se, assim, que com o Decreto-lei nº 7.988/45, foi instituído o curso
superior em Ciências Contábeis e Atuariais, que concedia o título de bacharel em
Ciências Contábeis. E pelo Decreto-lei 8.191/45 foram definidos as categorias
profissionais de técnico em contabilidade e bacharel para os cursos de nível superior.
No ano de 1951, com a Lei nº 1041, foram apresentadas novas reformas
em relação ao curso de Ciências Contábeis e Atuariais, dividindo-o em dois cursos
distintos, sendo: Curso de Contador e Curso de Atuário, não deixando de existir o
curso anterior. (LAFFIN, 2005).
Diante dos fatos mencionados em relação à evolução do ensino superior
em contabilidade, pode-se observar que ocorreram muitas mudanças relacionadas a
esta área, desde a criação das aulas de comércio até a instituição do curso superior
em Ciências Contábeis. Dessa forma, cabe citar também, como um avanço da área, a
implantação do curso de pós-graduação, em 1970. Reforçando essa idéia, Rosella et
al, (2006, p. 34) salientam que,
o crescimento do número dos cursos de Ciências Contábeis, aliado ao
aumento da demanda por profissionais de Contabilidade com melhor
formação acadêmica, trouxe como uma consequência a maior demanda pela
pós-graduação, cujos objetivos principais são a maior qualificação
profissional, a formação de pessoal qualificado para o exercício do magistério
superior e para as atividades de pesquisa.
23
Assim, para um melhor entendimento apresenta-se na sequência uma
figura, que demonstra os principais fatos ocorridos no ensino superior em
contabilidade no Brasil.
Figura 1: Evolução do Ensino da Contabilidade no Brasil
Fonte: Rosella et al (2006)
Convém mencionar ainda que outras mudanças ocorreram no decênio de
60, em relação ao ensino superior brasileiro de Ciências Contábeis. Neste sentido,
destaca-se que em função da Lei 4.024, de 20.12.1961, fixou-se as Diretrizes e Bases
da Educação Nacional e criou-se o CFE – Conselho Federal de Educação. Estas
diretrizes determinavam os currículos mínimos e a duração dos cursos superiores
destinados à formação para as profissões regulamentadas em lei. (SILVA; MARTINS,
2009).
No ano de 1962, os currículos dos cursos de Ciências Contábeis foram
divididos em formação básica e de formação profissional. A formação básica oferecia
as disciplinas de matemática, estatística, direito e economia; e a formação
profissional, referia-se as disciplinas de contabilidade geral, contabilidade comercial,
24
contabilidade de custos, auditoria, análise de balanços, técnica comercial,
administração e direito tributário. (ROSELLA et al, 2006).
No entanto, ressalta-se que no restante da década de 1960 e durante as
décadas de 1970 e 1980 não foram constatadas outras alterações no ensino superior
de contabilidade por determinações legais. Apenas em 1992, foram fixadas normas
para que todas as instituições de ensino superior que contemplassem o curso de
graduação em Ciências Contábeis elaborassem seus currículos, definindo o perfil do
profissional a ser formado. (ROSELLA et al, 2006).
Neste contexto, Silva e Martins (2009, p. 134) reforçam que neste ano, “o
curso de Ciências Contábeis sofre outra reforma, pela Resolução 3/92 que fixou os
conteúdos mínimos e a duração dos cursos em 2.700 horas.”
A referida Resolução determinou, portanto, que as instituições de ensino
superior elaborassem os currículos para os cursos de Contabilidade, definindo o perfil
do profissional a ser formado. Além disso, podem ser destacados outros aspectos
nesta resolução, tais como: elaboração do currículo por disciplinas e outras atividades
acadêmicas de forma a alcançar o perfil por ela traçado; validade do diploma em
âmbito nacional; assegurar condições para o exercício com competência e ética
perante a sociedade; entre outras. (MARION, 2008)
Salienta-se, de acordo com Rosella et al (2006, p. 31) que a Resolução n.
3/1992 distribuiu as disciplinas em três categorias de conhecimentos, apresentadas a
seguir,
categoria I – conhecimento de formação geral de natureza humanística e
social, abrangendo disciplinas obrigatórias (língua portuguesa, noções de
direito, noções de ciências sociais e ética geral e profissional, e outras
obrigatórias e eletivas, a critério da instituição (como noções de psicologia,
filosofia da ciência, cultura brasileira);
categoria II – conhecimentos de formação profissional, compreendendo
conhecimentos obrigatórios de formação profissional básica (administração
geral, economia e direito aplicado), conhecimentos obrigatórios de formação
específica (contabilidade geral, teorias da contabilidade, análise das
demonstrações contábeis, auditoria, pericia contábil, administração financeira
e orçamento empresarial, contabilidade pública, contabilidade de custos e
análise de custos) e conhecimentos eletivos, a critério da instituição
(contabilidade gerencial, sistemas contábeis, contabilidade aplicada etc.).
categoria III – conhecimentos ou atividades de formação complementar,
compreendendo conhecimentos obrigatórios de formação instrumental (como
computação) e atividades obrigatórias de natureza prática, a critério de cada
instituição (como jogos de empresa, laboratório contábil, estudos de caso,
trabalho de fim de curso, estágio supervisionado e outros).
25
Diante do exposto, pode-se destacar que foram três alterações de maior
abrangência desde 1945 até os dias atuais, em relação ao ensino superior de
contabilidade: o Decreto Lei nº 7.988, de 22/09/1945, que criou o curso e instituiu o
currículo; a Resolução de 08/02/1963, que propôs alterações no currículo mínimo
para os cursos de Ciências Contábeis; e a Resolução nº 3, de 03/10/1992, que definiu
a duração e conteúdos mínimos para os cursos de graduação em Ciências Contábeis.
(LAFFIN, 2005).
Mencionadas as etapas que envolveram a origem e a evolução do ensino
superior da contabilidade no Brasil, apresenta-se na sequência as Diretrizes
Curriculares Nacionais vigentes para os cursos de graduação em Ciências Contábeis.
2.2 Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Ciências Contábeis
Conforme destacado anteriormente, o currículo do curso de graduação em
Ciências Contábeis foi fixado pelo Decreto Lei nº 7988 de 22/09/45, juntamente com a
instituição desse nível de ensino. Posteriormente, mediante a Lei nº 4024 de 20/12/61,
sua determinação legal foi transferida ao Conselho Federal de Educação, tendo como
objetivo uma maior agilidade em relação aos ajustes necessários aos currículos dos
cursos desta área. (LAFFIN, 2005).
Cabe destacar, que atualmente a Resolução nº 10, de 16 de Dezembro de
2004, é quem determina as diretrizes para estes cursos, sendo que muitas mudanças
aconteceram até que esta Resolução fosse completamente aceita e elaborada como
se encontra. Neste contexto, Rosella et al (2007, p. 28), relatam como foi essa
trajetória,
a Resolução CNE/CES nº 6. De 10.03.2004, oficializou o Parecer CNE/CES
nº 289/2003, e instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais. Porém novas
mudanças ocorreriam. O Parecer CES/NES nº 206/2004 mudou as Diretrizes
Curriculares Nacionais a pedido do IBA – Instituto Brasileiro de Atuária, para
que se excluísse do texto da Resolução CNE/CES nº 6/2004 a menção de
que o curso de Ciências Contábeis deveria abranger a inserção dos
indispensáveis domínios da atividade atuarial. Isso levou à promulgação da
Resolução CNE/CES nº 10/2004, em 16.12.2004, que cancelou e substituiu a
Resolução CNE/CES nº 6/2004.
26
Assim, de acordo com o Art. 1º da Resolução 10/2004, é determinado que,
este documento “institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação
em Ciências Contábeis, bacharelado, a serem observados pelas Instituições de
Educação Superior.”
Diante disso, conforme seu artigo 2º, as Instituições de Ensino Superior
devem estabelecer a organização curricular para os cursos de Ciências Contábeis por
meio do Projeto Pedagógico, com enfoque dos seguintes aspectos,
I – perfil profissional esperado para o formando, em termos de competências
e habilidades;
II – componentes curriculares integrantes;
III – sistemas de avaliação do estudante e do curso;
IV – estágio curricular supervisionado;
V – atividades complementares;
VI – monografia, projeto de iniciação científica ou projeto de atividade – como
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – como componente opcional da
instituição;
VII – regime acadêmico de oferta;
VIII – outros aspectos que tornem consistente o referido Projeto.
O Art 3º desta Resolução, determinada inclusive que os cursos de Ciências
Contábeis devem proporcionar condições para que o futuro contador seja capacitado
para:
I – compreender as questões científicas, técnicas, sociais, econômicas e
financeiras, em âmbito nacional e internacional e nos diferentes modelos de
organização;
II – apresentar pleno domínio das responsabilidades funcionais envolvendo
apurações, auditorias, perícias, arbitragens, noções de atividades atuarias e
de quantificações de informações financeiras, patrimoniais e governamentais,
com a plena utilização de inovações tecnológicas;
III – revelar capacidade crítico-analítica de avaliação, quanto às aplicações
organizacionais com o advento da tecnologia da informação.
Destaca-se, conforme o Art. 5º da Resolução 10/2004, que os cursos de
graduação em Ciências Contábeis, devem contemplar, em seus projetos pedagógicos
e em sua organização curricular, conteúdos que harmonizem as normas e padrões
internacionais de contabilidade, observado o perfil definido para o formando e que
atendam os seguintes campos de formação,
I – conteúdos de Formação Básica: estudos relacionados com outras áreas
do conhecimento, sobretudo Administração, Economia, Direito, Métodos
Quantitativos, Matemática e Estatística;
27
II – conteúdos de Formação Profissional: estudos específicos atinentes às
Teorias da Contabilidade, incluindo as noções das atividades atuariais e de
quantificações de informações financeiras, patrimoniais, governamentais e
não-governamentais, de auditorias, perícias, arbitragens e controladoria, com
suas aplicações peculiares ao setor público e privado;
III – conteúdos de Formação Teórico-prática: Estágio Supervisionado,
Atividades Complementares, Estudos Independentes, Conteúdos Optativos,
Prática em Laboratório de Informática utilizando softwares atualizados para
Contabilidade.
Desta forma, pode-se observar que as Diretrizes Curriculares Nacionais
servem como orientação para as instituições de ensino superior, na definição dos
currículos para os cursos de graduação em Ciências Contábeis entre outros aspectos
necessários a formação dos profissionais da área contábil, tais como: perfil
profissional desejado, componentes curriculares, sistema de avaliação, entre outros.
Esta organização curricular deve ser estabelecida mediante o Projeto Pedagógico do
curso, que será abordado o tópico seguinte.
2.3 Projeto Político Pedagógico (PPP)
No ensino de graduação o PPP consiste na organização interna, na qual
são definidos os perfis dos profissionais que se deseja formar; as atividades e os
projetos que pretende-se desenvolver em relação ao ensino e extensão; as formas de
contratação e capacitação dos docentes; e os recursos necessários para o
funcionamento adequado do curso, tais como: laboratórios, biblioteca, entre outros.
(MASSETO, 2003)
Contudo, de acordo com Baffi 2004 apud (PALMA; QUEIROZ, 2006, p.
185),
o projeto pedagógico não é somente uma carta de intenções, nem apenas
uma exigência legal de ordem administrativa, pois deve expressar a reflexão
e o trabalho realizado em conjunto por todos os profissionais da escola, no
sentido de atender às diretrizes do sistema nacional de educação, bem como
as necessidades, locais e específicas, das clientela da escola; ele é a
concretização da identidade da escola e do oferecimento de garantias para
um ensino de qualidade.
Neste sentido, entende-se que o projeto pedagógico serve como orientação
às instituições de ensino superior, pois é por meio dele que se definem os perfis dos
28
profissionais que estas pretendem formar. Desta forma, com base neste instrumento é
que suas atividades são desenvolvidas, tendo em vista as necessidades do mercado;
serve também como orientação na hora de contratar profissionais que atuarão nas
instituições de ensino superior, pois é por meio destes profissionais que os
acadêmicos terão suas primeiras instruções e obterão os conhecimentos necessários
para atuarem no campo de trabalho.
Nesse sentido, Guimarães et al (2008, p. 2) destacam que,
a instituição de ensino superior (IES) exerce papel relevante na sociedade, ao
contribuir para formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres e
profissionais eficazes em suas áreas de atuação. Para cumprir esse papel, as
IES precisam conhecer o perfil profissiográfico exigido pelo mercado de
trabalho e seu ambiente.
Destaca-se ainda, de acordo com Palma e Queiroz (2006) que o projeto
pedagógico deve ser visto como um compromisso pelo qual o curso de ensino
superior traça com a sociedade, pois é através da elaboração e execução do mesmo
que os profissionais se nortearão em relação a sua postura em relação ao mercado
de trabalho, é no projeto pedagógico que está contido o compromisso pelo qual as
IES têm em relação à formação dos futuros profissionais que irão atuar em meio a
sociedade.
Para os cursos de Ciências Contábeis o projeto político pedagógico serve
como base para estes cursos organizarem seus currículos, norteados nas condições
exigidas pelo mercado de trabalho e as diretrizes educacionais.
Assim, de acordo com o Art. 2º § 1º, da Resolução nº 10/2004, para o
curso de graduação em de Ciências Contábeis o Projeto Pedagógico deverá
abranger,
I – objetivos gerais, contextualizados em relação às suas inserções
institucional, política, geográfica e social;
II – condições objetivas de oferta e a vocação do curso;
III – cargas horárias das atividades didáticas e para integralização do curso;
IV – formas de realização de interdisciplinaridade;
V – modos de integração entre teoria e prática;
VI – formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;
VII – modos de integração entre graduação e pós-graduação, quando
houver;
VIII – incentivo à pesquisa, como necessário prolongamento da atividade de
ensino e como instrumento para a iniciação científica;
IX – concepção e composição das atividades de estágio curricular
supervisionado, suas diferentes formas e condições de realização,
observando o respectivo regulamento;
29
X – concepção e composição das atividades complementares;
XI – inclusão opcional de trabalho de conclusão de curso (TCC).
Diante disso, observa-se que no projeto pedagógico são definidos os
objetivos gerais do curso, carga horária, formas de avaliação e integração entre a
teoria e prática, entre outros elementos necessários para o desenvolvimento do curso.
Desta forma, neste documento é necessário estabelecer o papel da instituição de
ensino superior em seu contexto social, juntamente com a determinação do tipo de
profissional que se pretende formar. (HERNANDES, PELEIAS e BARBALHO 2006).
Sendo assim, conforme mencionado anteriormente, o projeto pedagógico
serve como instrumento de orientação para as instituições de ensino superior no que
tange a formar profissionais capacitados para atuarem no mercado de trabalho.
2.4 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador
O contador é um profissional que pode desenvolver diversas atividades nas
organizações, desde o registro dos procedimentos operacionais como os referentes
às operações de compra e venda, apropriação de salários e tributos, até mesmo
como apuração de custos, análises financeiras, orçamentos e auxílio ao processo
decisório. Contudo, atualmente a tarefa principal deste profissional é disponibilizar
informações úteis para a tomada de decisões. Diante disso, é necessário que esteja
preparado para enfrentar os desafios impostos pelo atual contexto econômico.
Nesse sentido, Almeida, Cardoso e Souza (2006, p. 275) destacam que,
o atual ambiente operacional das empresas, caracterizado por acirrada
concorrência, tem exigido de todos os seus agentes um repensar sobre a
validade das estratégias, posturas e procedimentos, até então adotados pelos
gestores e tidos como válidos. Os contadores também têm sido exigidos a
ampliar suas habilidades para atender de forma eficaz as demandas desse
novo ambiente.
Desta forma, o profissional da área contábil precisa desenvolver algumas
competências e habilidades necessárias para o exercício da profissão. Sendo assim,
cabe conceituar estes termos, que de acordo com Hernandes, Peleias e Barbalho
(2006, p.84),
30
habilidade é a capacidade de executar alguma atividade, é o modo de
empreender uma ação de forma mais rápida, fácil e eficiente. É uma
capacidade desenvolvida por meio de treinamentos, técnicas, métodos,
regras e exercícios de naturezas física, motora e psicossocial.
Em relação às competências, segundo (VIEIRA 2006, p. 77) esta palavra é
“frequentemente utilizada na língua portuguesa para designar, habilidade, saber
conhecimento e idoneidade.”
Reforçando estas ideias Dutra (2004, p. 28) enfatiza que “as competências
podem ser previstas e estruturadas de modo a estabelecer-se um conjunto ideal de
qualificações para que a pessoa desenvolva uma performance superior em seu
trabalho”. Já para Fleury e Fleury (2001, p. 20) competência pode ser definida como
sendo “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar,
transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem à organização e social
ao indivíduo.”
Para Zarifian (2001 p. 68) apud Vieira (2006, p. 78) competência
profissional é “uma combinação de conhecimentos, de saber-fazer, de experiências e
comportamentos que se exerce em um contexto preciso. Ela é constatada quando de
sua utilização em situação profissional, a partir da qual é passível de validação.”
Neste contexto, pode-se entender que habilidade é a capacidade de saber
fazer algo; enquanto que a competência compreende conhecimentos, habilidades e
comportamentos empregados no desenvolvimento de uma atividade.
Neste sentido, Vieira (2006) destaca que são inúmeras as habilidades e
competências requeridas a um contador, sendo que, as habilidades podem ser
encontradas nas áreas técnicas, gerenciais e nas características pessoais. Deste
modo, as habilidades técnicas são evidenciadas na forma de saber ouvir e escrever,
ter uma boa capacidade de oratória, na organização, no trabalho em equipe e possuir
conhecimentos técnicos em sua área de atuação. As habilidades gerenciais podem
ser destacadas como sendo, finanças, tomada de decisões, controle das ações de
uma organização e boa negociação. Já as características pessoais envolvem
liderança, disciplina, inovação, entre outras.
Quanto ás competências, Needles Jr. et al. (2001) apud (ALMEIDA,
CARDOSO e SOUZA 2007) apresenta um quadro com as principais competências
requeridas aos contadores.
31
Competências
Conhecimentos
Habilidades
Valores Profissionais
Características
- Geral: pensar e se comunicar de maneira eficaz, base para conduzir
consulta;
- Organizacional e operacional: conhecimento amplo de negócios e
organizações;
- Tecnologia da informação: capacidade para avaliar e fornecer dados,
desenvolver e gerenciar sistemas de informações;
- Contabilidade e áreas correlacionadas: engloba conhecimentos sobre
economia, métodos quantitativos, marketing e negócios internacionais.
- Intelectual: capacidade de identificação e solução de problemas e de
tomar decisões. Compreende pesquisa e raciocínio;
- Interpessoal: capacidade de interação com outras pessoas;
- Comunicação: capacidade de receber e transmitir informações de forma
escrita e oral.
Envolvem aspectos e atitudes que identificam os profissionais tais como
integridade, ética e responsabilidade social.
Quadro 1: Principais Características das Competências dos Contadores.
Fonte: Needles Jr. et al. (2001) apud (ALMEIDA, CARDOSO e SOUZA 2007).
Observa-se, assim, que as competências requeridas ao profissional da
área contábil referem-se aos conhecimentos geral, organizacional e operacional, de
tecnologia de informação, contábil e das áreas afins; as habilidades intelectual,
interpessoal e de comunicação; à valores profissionais como integridade, ética e
responsabilidade social.
Complementando este entendimento, apresenta-se na seqüência um
quadro que demonstra as competências e habilidades necessárias ao contador.
Competências
Capacitação para empreender
Capacitação para gerenciar
Capacitação estratégica
Habilidades
- conhecimento de si mesmo
- aprender com a própria experiência
- dedicação, motivação
- espírito para inovar
- análise de mercado
- correr risco calculado
- planejamento
- delegar
- liderar
- negociar
- espírito para inovar
- análise de mercado
- correr risco calculado
- planejamento
- identificar tendências
- realizar alianças e parcerias
- controlar e avaliar operações
- estipular ações de longo prazo
- procurar novos mercados
Quadro 2: Competências e Habilidades do Contador
Fonte: Adaptado de Hermenegildo (2002) apud (VIEIRA, 2006).
32
Verifica-se, conforme o Quadro 2 apresentado, que o profissional contábil
necessita desenvolver competências como capacitação para empreender, gerenciar e
estratégica. Desta forma, ressalta-se segundo Vieira (2006, p. 49) que o contador
empreendedor,
é aquele empreendedor visionário, indivíduo que faz a diferença, sabe
explorar as oportunidades, é determinado e altamente dinâmico, dedicado ao
trabalho, otimista e apaixonado pelo que faz, possui liderança incomum, sabe
construir uma rede de relacionamentos externos à empresa, planeja cada
passo do negócio, possui conhecimento, assume riscos calculados e cria
valor para a sociedade.
Portanto, é possível observar que há uma série de características e
habilidades que o contador empreendedor deve possuir, dentre estas destaca-se a
motivação, conhecimento de si mesmo, dedicação, planejamento, entre outras.
Em relação à capacitação para gerenciar, Dutra (2004) destaca que essa
competência é muito importante para atuação do profissional nas organizações, pois
é necessário para o bom desempenho do profissional ter algumas atribuições
gerenciais, tais como, delegar, liderar, negociar, ter espírito para inovar, análise de
mercado, entre outras.
Para Franco (1999) o contador gerencial, cuida não apenas de questões
relacionadas com sistemas de Contabilidade baseados em transações, mas também
de várias formas de criar valor na empresa. Assim, esse profissional terá de ser
melhor treinado e equipado com maior conjunto de habilidades de que os contadores
do passado. Deste modo, além de conhecimentos técnico-contábeis necessita possuir
habilidades conceituais, de comunicação e de relacionamentos pessoais.
Diante disso, convém destacar que para o contador apresentar
competências gerenciais é necessário que ele busque desenvolver habilidades como,
liderança, espírito para inovar; e que saiba, também, planejar seus atos para que suas
atitudes não tragam no futuro prejuízos para empresa e consequentemente para ele
mesmo.
O Quadro 2 destaca, ainda, que o profissional contábil deve apresentar
capacitação estratégica, e consequentemente possuir habilidades como, facilidade
para identificar tendências, procurar novos mercados, controlar e avaliar operações,
realizar alianças e parcerias, entre outras.
33
Neste sentido, Porter (1999) ressalta que o objetivo do estrategista é
encontrar uma posição na qual a empresa seja capaz de se defender de possíveis
ameaças que venham a impedir seu sucesso. Dessa forma, o contador com
competências estratégicas possui papel relevante nas empresas, uma vez que este
profissional tem conhecimento de diversas áreas, podendo assim usar desses
conhecimentos para agir de forma a evitar possíveis fracassos à empresa e
aperfeiçoar seus resultados.
Segundo Figueiredo e Fabri (2000), além de todas as competências e
habilidades mencionadas, convêm destacar algumas atitudes essenciais ao contador.
a) Responsabilidade: o contador responsável é aquele que exerce suas
funções sem a necessidade de ser supervisionado constantemente.
b) Dedicação e pontualidade: dedicar-se ao trabalho significa ter prazer e
envolvimento com que está sendo executado, além de aceitar a idéia de que o tempo,
durante as horas de trabalho, pertence à empresa. Assim, é lógico que seja dedicado
às tarefas envolvidas com a elaboração do serviço da entidade.
c) Cooperação: a cooperação dos profissionais é de extrema importância nas
organizações, pois é com a ajuda de todos que as tarefas são executadas.
d) Bom-senso: o profissional responsável pela contabilidade, muitas vezes, exerce
atividades fora do ambiente da empresa. Assim, vê-se obrigado a delegar funções a
seus colaboradores, para dispor de tempo para concluir decisões maiores.
2.4.1 Competências e Habilidades Necessárias ao Contador conforme as
Diretrizes Curriculares Nacionais e Exigências do Mercado de Trabalho
Convém enfatizar que existem algumas exigências impostas aos cursos de
graduação em Ciências Contábeis em relação à formação do contador. Diante disso,
salienta-se que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Ciências
Contábeis estabelecem no Art. 4º da Resolução 10/2004, que o curso de graduação
em Ciências Contábeis deve formar profissionais que tenham, pelo menos, as
seguintes competências e habilidades,
34
I – utilizar adequadamente a terminologia e a linguagem das Ciências
Contábeis e Atuariais;
II – demonstrar visão sistêmica e interdisciplinar da atividade contábil;
III – elaborar pareceres e relatórios que contribuam para o desempenho
eficiente e eficaz de seus usuários, quaisquer que sejam os modelos
organizacionais;
IV – aplicar adequadamente a legislação inerente às funções contábeis;
V – desenvolver, com motivação e através de permanente articulação, a
liderança entre equipes multidisciplinares para a capacitação de insumos
necessários aos controles técnicos, à geração e disseminação de
informações contábeis, com reconhecido nível de precisão;
VI – exercer suas responsabilidades com o expressivo domínio das funções
contábeis, incluindo noções de atividades atuariais e de quantificações de
informações financeiras, patrimoniais e governamentais, que viabilizem aos
agentes econômicos e aos administradores de qualquer segmento produtivo
ou institucional o pleno cumprimento de seus encargos quanto ao
gerenciamento, aos controles e à prestação de contas de sua gestão perante
a sociedade, gerando também informações para a tomada de decisão,
organização de atitudes e construção de valores orientados para a cidadania;
VII – desenvolver, analisar e implantar sistemas de informação contábil e de
controle gerencial, revelando capacidade crítico analítica para avaliar as
implicações organizacionais com a tecnologia da informação;
VIII – exercer com ética e proficiência as atribuições e prerrogativas que lhe
são prescritas através da legislação específica, revelando domínios
adequados aos diferentes modelos organizacionais.
Portanto, os cursos de graduação em Ciências Contábeis devem
proporcionar condições para formar profissional com capacidade para, elaborar
pareceres e relatórios que contribuam para o desempenho eficiente e eficaz de seus
usuários; aplicar adequadamente a legislação inerente às funções contábeis;
desenvolver, analisar e implantar sistemas de informação contábil e de controle
gerencial, revelando capacidade crítico analítica para avaliar as implicações
organizacionais com a tecnologia da informação, entre outras, e assim estarem aptos
a ingressarem no campo profissional.
Nesse sentido, é oportuno destacar segundo Franco (1999, p. 86) que,
as expectativas da sociedade crescem continuamente, uma vez que ela vê a
profissão contábil como capaz de enfrentar os desafios do futuro e de cumprir
suas responsabilidades. A profissão tem, portanto, de avaliar e reconhecer
até onde ela pode atender às expectativas da sociedade, sempre crescendo,
adaptando-se às novas situações, seu crescimento será segurado.
Desta forma, Figueiredo e Fabri (2000) destacam algumas atribuições que
estes profissionais precisam desenvolver para o desempenho adequado da profissão:
•
adaptar-se a futuros desafios profissionais, desenvolvendo os
seguintes requisitos: competência, visão de futuro, flexibilidade, ética, capacidade de
35
adaptação às necessidades gerencias das organizações sob sua responsabilidade,
capacidade de abertura às novas oportunidades advindas com a globalização;
•
contribuir para o desenvolvimento das ciências contábeis tanto no
ambiente profissional, quanto no desenvolvimento de bases conceituais alternativas e
otimizadas;
•
exercer, com habilidade de cidadão digno, sua responsabilidade
social, valorizando-se profissionalmente pela qualidade do serviço oferecido.
Observa-se, assim, que atualmente exige-se do contador muito mais que a
técnica de debitar e creditar. É preciso possuir qualidades diferenciadas dos demais
profissionais atuantes da área; é necessário acumular conhecimentos técnicos,
devendo estar consciente que sua remuneração depende da boa qualidade do serviço
prestado. Porém, esta qualidade só será atingida mediante a sua dedicação em
relação aos estudos e ampliação de seus conhecimentos em diversas áreas da
contabilidade. (VIEIRA, 2006).
Neste contexto, Silva (2000, p. 26) enfatiza que, “o mercado atual requer
modernidade, criatividade, novas tecnologias, novos conhecimentos e mudanças
urgentes na visão através dos paradigmas, impondo, com isso, um desafio: o de
continuar competindo.”
Franco (1993, p. 477) destaca que,
o profissional de contabilidades, no mundo moderno, deve ser, portanto, um
eterno estudante, pois assim dele exige a profissão. Simples diploma escolar
não é comprovação suficiente de que possui conhecimentos para exercer
com eficiência sua profissão.
Portanto, estas exigências que o mercado está impondo aos contadores,
requer destes profissionais constante aperfeiçoamento, buscando sempre novos
conhecimentos e diferenciais. Dessa forma, é possível enquadrar-se no perfil
desejado pela sociedade, caso contrário será apenas mais um em meio a tantos.
36
2.4.2 Formação Continuada
Conforme destacado anteriormente é fundamental que o profissional da
área contábil busque constantemente educação continuada, identificando e
explorando sempre novos conhecimentos e treinamentos, pois é visto que nos dia de
hoje, a procura por profissionais diferenciados esta cada vez maior.
Nesse sentido, Masetto (2003, p. 14) destaca que é necessário,
profissionais intercambiáveis que combinem imaginação e ação; com
capacidade para buscar novas informações, saber trabalhar com elas,
intercomunicar-se nacional e internacionalmente por meio dos recursos mais
modernos da informática; com capacidade para produzir conhecimento e
tecnologia próprios que os coloquem, ao menos em alguns setores, numa
posição não-dependência em relação a outros países: preparados para
desempenhar sua profissão de forma contextualizada e em equipe com
profissionais não só de sua área mas também de outras áreas.
Deste modo, verifica-se que o contador deve ir à busca de aperfeiçoar suas
competências e habilidades, inclusive em relação às áreas de informática. Assim, por
meio desta ferramenta é possível disponibilizar informações que podem contribuir
para os gestores na tomada de decisões; além disso, deve saber utilizar a internet de
forma ágil.
Diante disso, Thomé (2001, p. 76) cita que,
nos últimos anos, a Internet vem se tornando uma das fontes de consulta
mais importante para os profissionais da contabilidade. Diversos endereços,
tanto de órgãos públicos como de entidades vinculadas à profissão, oferecem
com rapidez admirável informações sobre novas medidas legais.
Em relação à atualização, Thomé (2001) destaca que o profissional
contábil não deve ter uma preocupação somente com as mudanças e novidades nas
áreas técnicas, tributárias e contábil. É importante que esse profissional saiba buscar,
com frequência, o aprimoramento de sua atividade, melhorando consequentemente a
qualidade dos serviços prestados, e a relação com seus clientes, funcionários e
fornecedores.
37
Além disso, Iudícibus (1991, p.7) salienta que,
o contador deve manter-se atualizado não apenas com as novidades de sua
profissão, mas de forma mais ampla, interessar-se pelos assuntos
econômicos, sociais e políticos que tanto influem no cenário em que se
desenrola a profissão.
Verificando-se, assim, que o perfil do profissional contábil da atualidade se
baseia em ter um conhecimento contábil amplo, fornecendo informações para
diversos usuários internos e externos da contabilidade, voltadas principalmente aos
resultados econômicos das organizações. (VIEIRA, 2006).
Nesse contexto, Hernandes et al, (2006, p. 63) destacam que,
em tempos competitivos, quando o profissional deve ser o mais completo
possível, possuir apenas experiência em uma área específica é requisito
primordial, mas insuficiente. Ao concluírem o curso superior, os estudantes
deveriam adotar a postura de um profissional disposto a encarar os diversos
obstáculos colocados pela realidade da profissão escolhida, e terem como
grandes estímulos a vontade e a determinação de superar esses obstáculos.
Desta forma, o perfil do contador depende não somente do ensino que lhe
é oferecido, mas está relacionado também com a busca individual de cada
profissional, que deve ser capaz de oferecer algo a mais, mediante atualização de
seus conhecimentos e ampliação de suas competências e habilidades.
Destaca-se, que além das características citadas anteriormente, as quais o
profissional contábil da atualidade deve possuir, existe também outro elemento que é
fundamental para o desempenho adequado da profissão, que é a ética profissional.
Este assunto será abordado na sequência.
2.5 Importância da Ética na Profissão Contábil
Assim como qualquer outra, a profissão contábil deve ser exercida com a
combinação de determinadas habilidades e competências. Contudo, para obter e
manter sucesso profissional é preciso um comportamento ético.
38
Para Nalini (2009, p. 19),
é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. É uma
ciência, pois tem objetivo próprio, leis próprias e método próprio, na singela
identificação do caráter cientifico de um determinado ramo do conhecimento.
O objetivo da ética é a moral. A moral é um dos aspectos do comportamento
humano.
Deste modo, para Figueiredo e Fabri (2000, p. 30) ética “é a idéia de
compromisso, dentro de um contexto que define a interação social de direitos e
deveres.”
Vásquez (1980, p. 13) salienta que,
a moral é definida como um conjunto de normas e regras destinadas a regular
as ações dos indivíduos numa comunidade social dada, enquanto que a ética
é identificada como uma reflexão crítica, um estudo sobre a dimensão moral
do comportamento do homem.
Seguindo essa mesma linha, Boska (2001, p. 104) diferencia ética da moral
da seguinte forma,
a ética aconselha, e até ordena; a moral é a expressão da coexistência. Tanto
a ética quanto a moral relacionam-se com os valores e as decisões que
levam as ações com conseqüência para todos. Podem os valores variar,
todavia, todos relacionam-se com um valor de conteúdo mais importante,
estando até mesmo, subentendido nos outros.
Desta forma, para Tugendhat (1999, p. 41) “deve-se compreender a ética
como reflexão sobre a moral.”
Observa-se, neste sentido, que a moral consiste em um conjunto de
normas e regras relacionadas ao comportamento das pessoas em uma determinada
região. A ética refere-se ao estudo e normatização deste comportamento.
Sílvia e Speroni (1998, p. 78) citam que, “a ética profissional tem como
premissa maior o relacionamento do profissional com seus clientes e com outros
profissionais, levando em conta valores como a dignidade humana, auto-realização e
sociabilidade.”
Assim, em relação ao contador, Viana (2006, p. 27) destaca que,
o profissional contábil tem que ter um comportamento ético-profissional
inquestionável, saber manter sigilo, ter conduta pessoal, dignidade e honra,
competência e serenidade para que proporcione ao usuário uma informação
39
com a segurança e a confiabilidade que ele merece, são fatores
condicionantes do seu sucesso.
Ressalta-se que, diante de tantos desafios que a profissão contábil
apresenta ser ético é fundamental, pois não adianta o profissional ser competente e
não passar segurança e credibilidade aos usuários da contabilidade. É preciso a
junção dessas qualidades, uma vez que além de dominar os conhecimentos da área
contábil o contador precisa mostrar o seu valor como cidadão perante a sociedade.
De acordo com Vieira (2006, p. 26),
o contador ético é aquele que tem bom caráter, que acredita nos valores
morais, na dignidade humana, na busca pela realização plena, tanto pessoal
como profissional, pois é necessário estar feliz pessoalmente para conseguir
ser feliz profissionalmente, e vice-versa. E todo contador deve atuar porque
gosta realmente do que faz, pois, somente assim, sendo feliz, se sentindo
realizado com a profissão contábil, ele será um profissional ético e sempre
evidenciara a ética na sua profissão.
Desta forma, verifica-se que os profissionais da área contábil têm um
compromisso em relação à sociedade no que se diz a respeito ao desempenho de
sua profissão. Sendo assim, são responsáveis pelo desenvolvimento da ciência
contábil com ética.
Neste sentido observa-se, conforme Jesus e Santos (2002, p. 11), que,
os profissionais de contabilidade, além de responsabilidade como técnico
competente, têm a missão de trabalhar a contabilidade como a ciência da
verdade dentro dos padrões éticos. O profissional terá reconhecimento,
respeito, credibilidade e confiança como resultado de seu trabalho, dando
oportunidade de desenvolvimento e continuidade da ciência contábil.
Destaca-se que o contador tem como instrumento norteador o código de ética,
o qual estabelece normas que servem para orientar o profissional em relação aos
seus deveres e proibições no que diz a respeito ao exercício da profissão.
Diante disso, Fortes (2002, p. 117) cita que,
o código de ética profissional do Contabilista, como fonte orientadora da
conduta dos profissionais da classe contábil, tem por objetivo fixar a forma
pela qual se devem conduzir os profissionais da contabilidade, sobretudo no
exercício das suas atividades e prerrogativas profissionais estabelecidas na
legislação vigente.
40
Segundo Camargo (2002, p. 35), “o código de ética por si não torna melhores
os profissionais, mas representam uma luz e uma pista para seu comportamento.”
Portanto, este instrumento é muito útil para o desenvolvimento da profissão
contábil, pois estabelece princípios de como o contador pode ou não agir. Dessa
forma, se este profissional usá-lo de forma correta, com certeza garantirá mais
segurança na prestação de seus serviços.
De acordo com Figueiredo e Fabri (2009, p. 32),
o Código de Ética Profissional da categoria contábil está definido na
Resolução CFC nº 803 de 10-10-1996, que estabelece os deveres e
proibições da atuação nos diversos aspectos em que se desenvolve o
trabalho; deve ser salientado como principal princípio da ética não só o
entendimento ao cliente, mas também o relacionamento com os colegas.
Vieira (2006, p. 115) cita que, segundo o Art. 2º do Código de Ética do
Contabilista, são deveres deste profissional,
I - exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade, observada a
legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou
empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais;
II - guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito,
inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei
ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos
Regionais de Contabilidade;
III – zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços
a seu cargo,
IV – comunicar, desde logo, ao cliente ou empregador, em documento
reservado, eventual circunstância adversa que possa influir na decisão
daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho, estendendo-se a
obrigação a sócios e executores;
V – inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião sobre
qualquer caso;
VI – renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de confiança
por parte do cliente ou empregador, a quem deverá notificar com trinta dias
de antecedência, zelando, contudo, para que os interesses dos mesmos não
sejam prejudicados, evitando declarações públicas sobre os motivos da
renúncia;
VII – se substituído em suas funções, informar ao substituto sobre fatos que
devam chegar ao conhecimento desse, a fim de habilita-lo para o bom
desempenho das funções a serem exercidas;
VIII – manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o
exercício da profissão;
IX – ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional,
seja propugnando por remuneração condigna, seja zelando por condições de
trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e
seu aprimoramento técnico.
Assim, pode-se verificar que além de sua postura pessoal em relação a sua
profissão, o contador pode fazer uso de instrumentos como o Código de Ética do
41
Contabilista, que auxiliarão no desempenho da profissão. Deste modo, se o
profissional contábil realizar seu trabalho contemplando as competências e
habilidades necessárias à área e comprometido em prestar seus serviços com ética,
não há dúvidas que este terá seu reconhecimento perante a sociedade.
2.6 A Profissão Contábil e seus Campos de Atuação
A profissão contábil é umas das profissões legalmente regulamentadas no
Brasil, sendo regida pelo Decreto-lei nº 9.295, de 22/05/46, e dividida em duas
categorias: contadores e técnicos em contabilidade.
Segundo Fortes (2002, p. 58) o técnico em contabilidade é,
um profissional de nível médio, portador do diploma de conclusão do segundo
grau com habilitação de técnico em contabilidade, que também para exercer
a profissão terá que estar devidamente registrado no Conselho Regional de
Contabilidade.
Enquanto que o contador é o profissional graduado no curso de Ciências
Contábeis de nível superior. Assim, este profissional responde por todas as atividades
contábeis, já os técnicos em contabilidade, que são formados em nível médio
profissionalizante, respondem somente pelas prerrogativas que a eles forem
atribuídas. (FORTES, 2002)
Dentre as prerrogativas que são atribuídas aos técnicos em contabilidade
ressalta-se, de acordo com o Art. 25 do Decreto-lei 9.295/46, as seguintes:
a) organização e execução de serviços de contabilidade em geral;
b) escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos
os necessários no conjunto da organização contábil e levantamento dos
respectivos balanços e demonstrações;
c) perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de contas em
geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de escritas,
regulações judiciais ou extrajudiciais de avarias grossas ou comuns,
assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer
outras atribuições de natureza técnica conferidas por lei aos profissionais de
contabilidade.
Diante disso, Figueiredo e Fabri (2000) destacam que existem algumas
funções que são exclusivas do contador, entre as quais podem ser citadas:
42
• a de Auditor Independente;
• a de Auditor Interno;
• a de Perito Contábil;
• a de Analista de Balanço.
Neste contexto, Marion (2005) salienta que a contabilidade é uma ciência
que pode auxiliar em diversos setores nas organizações. Desta forma, as
perspectivas para os profissionais da área contábil são excelentes, uma vez que estes
são capacitados a atuarem em diversos campos, desde lançamentos de escrituração
até mesmo em relação à tomada de decisões.
De acordo com Abrantes (1998, p. 79) a contabilidade é “considerada como
uma das profissões mais antigas do homem e evoluiu junto com a sociedade, estando
atualmente entre as mais requisitadas. Tendo o objetivo de prover informações e
orientações aos diversos usuários.”
Neste sentido, Iudícibus (2006, p. 43) complementa enfatizando que “do
ponto de vista puramente financeiro, em termos de mercados de trabalho para o
contador, as perspectivas são excelentes”.
Desta forma, convém apresentar os campos de atuação do profissional da
área contábil, conforme Quadro 3.
NA EMPRESA
•
•
•
•
•
•
•
•
Analista Financeiro;
Contador Geral;
Planejador Tributário;
Contador de Custos;
Contador Gerencial;
Atuário;
Auditor Interno;
Cargos Administrativos.
AUTÔNOMO
•
•
•
•
•
ÓRGÃO PÚBLICO
•
•
•
•
•
Auditor do Tribunal de Contas;
Auditor do Banco Central do Brasil;
Oficial Contador;
Contador Público;
Agente Fiscal de Renda.
Empresário Contábil;
Perito Contábil;
Auditor Independente;
Investigador de Fraude;
Consultor.
NO ENSINO
•
•
•
•
•
Professor;
Escritor;
Pesquisador;
Parecerista;
Conferencista.
Quadro 3: Ramos de Atuação do Profissional Contábil
Fonte: MARION (2005)
43
Observa-se, assim, que o profissional da área contábil pode prestar seus
serviços tanto de forma independente, ou seja, ser um profissional autônomo, como
também atuar nas organizações privadas e públicas como funcionário.
Figueiredo e Fabri (2000) destacam que o profissional autônomo deve
possuir algumas características pessoais, como: empreendedorismo, consciência
ética e liderança. Além disso, deve estar sempre buscado atualizar-se nas mais
diversas áreas da contabilidade e afins, isso pelo fato de que auxilia diversos tipos de
clientes.
Já os profissionais contratados por empresas privadas têm como principal
função auxiliar os proprietários das organizações, principalmente na tomada de
decisão; prestar informações ao fisco e aos usuários externos da contabilidade, como:
bancos, investidores, entre outros.
A seguir serão apresentados alguns campos de atuação do profissional
contábil, tais como: controladoria, docência, auditoria, perícia e área pública.
2.6.1 Controller
A controladoria tem por finalidade coordenar as áreas da empresa para
alcançar as metas e prestar informações ligadas à gestão. É responsável, deste
modo, por passar aos gestores o maior número de informações confiáveis em tempo
hábil, para que estes possam tomar decisões precisas, e consequentemente atingir
todos os objetivos determinados pela organização.
Neste sentido, Schmidt (2002, p. 23) salienta que,
a controladoria tem a função de coordenar os esforços dos gestores no
sentido de garantir o cumprimento da missão da empresa e assegurar sua
continuidade, gerando informações relevantes, fidedignas e tempestivas para
a tomada de decisões dos gestores, ou seja, prover informações que induzam
um resultado global sinergético na busca da eficácia empresarial e garantir
sua sobrevivência.
Desta forma, a controladoria tem como principal função propiciar aos
gestores informações que demonstrem a real situação da empresa, para que se
44
possam tomar as providencias necessárias, visando melhorar o desempenho da
mesma.
Portanto, de acordo com Britto (2003, p. 22), “cabe ao controller o dever de
projetar, programar, coordenar e manter um sistema de informações que possa
atender a forma adequada as necessidades informativas do processo de
planejamento e controle da empresa.”
Segundo Figueiredo e Caggiano (1997, p. 28),
o controller é um gestor encarregado do departamento de controladoria. Seu
papel é por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação,
zelar pela continuidade da empresa, viabilizando as sinergias existentes,
fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem
resultados
superiores
aos
que
alcançariam
se
trabalhassem
independentemente.
Assim, os serviços executados pelo controller nas empresas é de extrema
importância, uma vez que este atua diretamente no processo de gestão das
organizações.
2.6.2 Professor
Outro campo de atuação que o profissional contábil também pode seguir é
o de professor. Para isso este profissional deve estar sempre atualizado em relação
aos conhecimentos técnicos e científicos da área, bem como no que se refere as
questões didáticas.
Neste sentido, Masetto (2003) destaca que o papel do professor como
apenas repassador de informações está no seu limite, uma vez que diariamente
esses profissionais estão sujeitos a ser surpreendidos com informações novas de que
se dispõem dos alunos.
Cabe destacar, segundo Rossela et al (2006, p. 106), algumas vantagens
da docência,
outro aspecto promissor para a carreira de professor do ensino superior de
Contabilidade é a possibilidade de desenvolver diversas atividades
profissionais, como projetos de pesquisa, consultoria empresarial, elaboração
45
de pareceres técnicos contábeis, livros, artigos para revistas especializadas,
palestras e seminários.
Com base nas palavras do autor é possível verificar que o professor de
ensino superior em contabilidade possui inúmeras oportunidades para realizar
trabalhos paralelos ao exercício da docência, podendo assim estar sempre
desenvolvendo uma educação continuada.
2.6.3 Auditor
A auditoria classifica-se em dois tipos: a auditoria interna e externa. A
auditoria interna pode ser definida pela característica do auditor, que é exercida por
um profissional que possui vínculo empregatício com a empresa.
Segundo Crepaldi (2000, p. 41) o auditor interno,
é pessoa de confiança dos dirigentes; está vinculado à empresa por contrato
trabalhista continuado e sua intervenção é permanente. Sua área de atuação
envolve todas as atividades da empresa; predominam a verificação constante
dos controles internos, a manipulação de valores e a execução de rotinas
administrativas, o objetivo da auditoria interna é auxiliar todos os membros da
administração no desempenho efetivo de sua função e responsabilidade,
fornecendo-lhes análises, apreciações, recomendações e comentários
pertinentes às atividades examinadas.
Portanto, o papel do auditor interno consiste em auxiliar diretamente a
gestão das empresas, pois avalia a eficiência dos controles e das rotinas
administrativas.
Em relação à auditoria externa, Jund (2001, p. 98) cita que,
a auditoria externa é aquela realizada por profissional liberal, auditor
independente, sem vínculo emprego com a entidade auditada que poderá ser
contratado para auditoria permanente ou eventual. Atentando ao fim a que se
destina, o auditor independente poderá realizá-las com seus próprios
métodos e conveniências, desde que obedeça às normas usuais de auditoria
e obtenha os elementos de convicção com os quais possa dar parecer sobre
a matéria examinada.
Desta forma, pode-se concluir que os auditores internos são empregados
da empresa, já os auditores externos não possuem vínculo empregatício com a
entidade, possuem plena independência, mas deve sempre respeitar o contrato
46
firmado com esta. Observa-se que, a profissão do auditor também é de extrema
importância para as empresas, pois os trabalhos prestados por estes profissionais
podem ajudar as organizações na identificação de erros, desvios e fraudes, ou até
mesmo na implementação de um sistema contábil adequado.
2.6.4 Perito Contábil
A perícia contábil é uma área de atuação da contabilidade de extrema
importância para as organizações, pois é através dela que são comprovados
ou
demonstrados acontecimentos ocorridos dentro das mesmas.
Sá (2000, p. 14) destaca que perícia contábil é,
a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado visando oferecer
opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se exames,
vistorias indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo
e qualquer procedimento necessário à opinião.
Portanto, é possível destacar que o perito contábil é um profissional
indicado pelo juiz ou contratado pela empresa. As perícias são desenvolvidas com
três ou mais peritos, onde um é o perito do juiz e os outros os assistentes. Assim, os
peritos escolhidos irão trabalhar juntos e formar um laudo coletivo.
Desta forma, a perícia contábil é confiada ao contador a fim de informar, de
modo específico, mediante exame de documentos, podendo inclusive opinar
tecnicamente, se solicitado, por pessoa interessada.
2.6.5 Contador Público
A contabilidade pública é outro ramo pelo qual o contador pode atuar Lima
e Castro (2000, p. 16) destacam que a contabilidade pública,
é o ramo da contabilidade que tem por objetivo aplicar os conceitos,
Princípios e Normas Contábeis na gestão orçamentária, financeira e
47
patrimonial dos Órgãos e Entidades da Administração Pública, e, como ramo
da Contabilidade, oferecer à sociedade, de maneira transparente e acessível,
o conhecimento amplo sobre a gestão da coisa pública.
Neste contexto, Kohama (1996, p.50) cita que a contabilidade pública “tem
por objetivo captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que
afetam as situações orçamentárias, financeiras e patrimoniais das entidades de direito
público.”
Segundo Kohama (1996, p.52),
na administração pública, os serviços de contabilidade devem ser
organizados de forma que seja permitido o acompanhamento da execução
orçamentária desde o seu início, registrando os limites das cotas trimestrais
atribuídas a cada unidade orçamentária e controlando e acompanhando, à
medida que ela for se desenvolvendo.
Desta forma, destaca-se que o contador da área pública, deve possui
conhecimentos de todas as áreas ligadas a sua área, estar por dentro de todas
legalidades das execuções orçamentária
48
3 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
A elaboração desta pesquisa tem como principal premissa comparar o
perfil dos acadêmicos que estão concluindo o curso de graduação em Ciências
Contábeis da UNESC, com as exigências do mercado de trabalho em relação as
habilidades e competências necessárias ao exercício da profissão.
Desta forma, para efetuar este estudo foi realizada uma pesquisa de
campo por meio de questionários aplicados aos acadêmicos concluintes deste curso,
bem como aos contadores de Criciúma/SC e região, associados ao SINDCONT –
Sindicato dos Contabilistas de Criciúma e Região Carbonífera.
Diante disso, destaca-se segundo Schmidt (2000, p. 58) que,
a discussão de adequação dos cursos de Ciências Contábeis a nova
realidade de mercado de trabalho do contador motiva este tipo de pesquisa.
Para que se possa pensar em como traçar um novo plano de ação para a
formação do perfil do futuro profissional da contabilidade e de sua
responsabilidade social, é preciso conhecer as atuais características dos
alunos de Ciências Contábeis.
Assim, acredita-se que este trabalho poderá contribuir com o curso de
Ciências Contábeis da UNESC no que tange a definição do perfil do profissional que
se deseja formar e no estabelecimento das ações para alcançar este objetivo.
Deste modo, primeiramente apresenta-se um breve histórico da criação do
curso, em seguida demonstram-se as matrizes curriculares vigentes. Na seqüência,
expõem-se os resultados obtidos com a pesquisa de campo e por ultimo faz-se uma
comparação com o PPP do curso.
3.1 O Curso de Ciências Contábeis da UNESC
O curso de Ciências Contábeis da UNESC é oriundo da antiga Escola
Superior de Ciências Contábeis e Administrativas pertencente a FUCRI. Sua criação
ocorreu em 30 de junho de 1975, através do Decreto nº. 75.920, de 30.06.1975,
49
sendo reconhecido pela Portaria Ministerial n.º198, de 03.03.1980, publicada no
D.O.U. n.º 42, em 03.03.1980. (PPP, 2010)
O seu surgimento deu-se em virtude da necessidade da região, que
precisava de profissionais qualificados para atender as organizações empresariais e
demais usuários de serviços contábeis. Assim, para suprir esta demanda foi instituído
em 1975, sendo que já formou mais de 2000 profissionais durante sua existência.
Assim, busca oferecer uma formação que capacite os egressos à atuar nas
áreas de: contabilidade geral, contabilidade de custos, contabilidade e direito
tributário, contabilidade e direito, entre outras áreas. Este o Curso tem como principal
objetivo formar profissionais com capacidade para atuar em diversos campos de
trabalho, como: na área pública (Federal, Estadual e Municipal), privada, nos setores
industriais, comerciais e de serviços.
Desse modo, convém destacar que o curso de Ciências Contábeis da
UNESC
tem
como
missão
“formar
profissionais
competentes,
com
visão
empreendedora e globalizada, comprometidos com o desenvolvimento econômico e
social.” Atualmente possui duas matrizes curriculares e conta com 670 alunos
matriculados, conforme apresenta-se na seqüência.
3.1.1 Matriz Curricular do Curso de Ciências Contábeis da UNESC
Conforme observado no tópico anterior, atualmente estão em vigor a matriz
curricular nº. 4 (com carga horária total de 4.068 horas), implementada no 1º semestre
de 2004; e a matriz curricular nº. 5 (com carga horária total de 3.000 horas),
implantada no 2º semestre de 2009.
Antes de apresentar as disciplinas que compõem as matrizes curriculares
do curso, categorizadas por conteúdos de formação Básica, Teórico-Prática e
Profissional, cabe demonstrar esta classificação conforme estabelecido pela
Resolução CNE/CSE 10, de 16 de dezembro de 2004.
50
Categoria
Formação Básica
Conteúdos
Estudos relacionados com outras áreas do conhecimento,
sobretudo
Administração,
Economia,
Direito,
Métodos
Quantitativos, Matemática e Estatística.
Formação Teórico-Prática
Estágio Curricular Supervisionado, Atividades Complementares,
Estudos Independentes, Conteúdos Optativos, prática em
Laboratório de Informática utilizando softwares atualizados para
Contabilidade.
Formação Profissional
Estudos específicos atinentes às Teorias da Contabilidade,
incluindo as noções das atividades atuariais e de quantificações
de informações financeiras, patrimoniais, governamentais e nãogovernamentais, de auditorias, perícias, arbitragens e
controladoria, com suas aplicações peculiares ao setor público e
privado.
Quadro 4: Caracterização dos Conteúdos
Fonte: Adaptado Resolução CNE/CSE 10
Diante disso, verifica-se, que os conteúdos de formação básica refere-se à
estudos relacionados com outras áreas do conhecimento, sobretudo administração,
economia, direito, métodos quantitativos, matemática e estatística; os conteúdos de
formação teórico-prática relaciona-se ao estágio curricular supervisionado, atividades
complementares, estudos independentes, conteúdos optativos, prática em laboratório
de Informática utilizando softwares atualizados para contabilidade; e os conteúdos de
formação profissional são estudos específicos atinentes às teorias da contabilidade,
incluindo as noções das atividades atuariais e de quantificações de informações
financeiras, patrimoniais, governamentais e não-governamentais, de auditorias,
perícias, arbitragens e controladoria, com suas aplicações peculiares ao setor público
e privado.
Desta forma, a seguir demonstram-se as matrizes curriculares nº 4 e nº 5
do curso de Ciências Contábeis da UNESC, sendo que as disciplinas foram
agrupadas de acordo com a classificação acima.
51
Tabela 1: Disciplinas que Compõem a Matriz Curricular nº 4 Agrupadas por
Campo de Formação
Formação Profissional
Formação
Teórico-Prática
Formação Básica
Conteúdos
Disciplinas
Metodologia Científica e da Pesquisa
Produção e Interpretação de Texto
Comportamento Organizacional
Atividade Física e Qualidade de Vida
Contabilidade e Direito Civil Aplicado
Psicologia
Economia Micro e Macro
Complementos de Matemática
Estatística Aplicada a Contabilidade
Economia Catarinense e Regional
Subtotal
Processo Interdisciplinar Orientado
Contabilidade Informatizada/Estágio I
Cont. e Projetos Empresariais/Estágio II
Laboratório Contábil 1 e 2/Estágio 3 e 4
Elaboração de Projetos de TCC/Estágio 5
Contabilidade Decisorial I/Optativas
Conteúdos Optativos
Trabalho de Conclusão de Curso
Atividades Complementares
Subtotal
Contabilidade 1,2,3,4,5
Ética e Legislação Profissional
Cont., Meio Ambiente e Respons. Social
Contabilidade Internacional
Contabilidade Societária Avançada
Contabilidade e Análise de Custos 1 e 2
Análise das Demonstrações Contábeis 1 e 2
Teoria da Contabilidade
Auditoria 1 e 2
Perícia e Investigação Contábil
Matemática Financeira
Contabilidade e Mercado de Capitais
Análise Financeira de Investimentos
Contabilidade Pública 1 e 2
Contabilidade e Direito Empresarial
Contabilidade e Direito Tributário Aplicado
Contabilidade Tributária 1 e 2
Cont. Leg. do Trabalho e Previdenciária
Contabilidade Orçamentária Empresarial
Contabilidade Gerencial
Subtotal
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Carga
Horária
%
1
1
1
1
2
2
2
2
3
3
72
72
72
72
72
72
72
36
72
36
648
1,77%
1,77%
1,77%
1,77%
1,77%
1,77%
1,77%
0.89%
1,77%
0,89%
15,93%
1,2,3,4,5,6,7,8,9
5
6
7,8
8
9
9
9
648
72
72
144
36
72
36
216
144
1.440
15,93%
1,77%
1,77%
3,54%
0,89%
1,77%
0,89%
5,31%
3,54%
35,40%
1,2,3,3,5
5
6
7
7
3,4
6,7
7
7,8
8
4
4
5
8,9
3
4
5,6
6
5
8
432
36
72
36
72
144
144
72
108
72
72
36
72
108
72
72
144
72
72
72
1.980
10,62%
0,88%
1,77%
0,88%
1,77%
3,54%
3,54%
1,77%
2,65%
1,77%
1,77%
0,88%
1,77%
2,65%
1,77%
1,77%
3,54%
1,77%
1,77%
1,77%
48,67%
4.068
100%
Fases
Verifica-se conforme a Tabela 1 que os conteúdos de formação básica da
Matriz nº 4 equivalem a 15,93% da carga horária total do curso; enquanto que a
52
formação teórico-prática e profissional representam respectivamente 35,40% e
48,67%.
Tabela 2: Disciplinas que Compõem a Matriz Curricular nº 5 Agrupadas por
Campo de Formação
Formação Profissional
Formação
Teórico-Prática
Formação Básica
Conteúdos
Disciplinas
Metodologia Científica e da Pesquisa
Produção e Interpretação de Texto
Comportamento Organizacional
Matemática Aplicada à Contabilidade
Economia
Estatística Aplicada a Contabilidade
Cont. e Instituições de Direito Público e Privado
Sociologia
Subtotal
Estágios (1, 2, 3,4) Práticas Contábeis
Estágio 5 - Elaboração de Projeto de TCC
Conteúdos Optativos
Trabalho de Conclusão de Curso
Atividades Complementares
Atividades Prática Específicas
Subtotal
Contabilidade Introdutória (1 e 2)
Matemática Financeira
Análise Financeira de Investimentos
Contabilidade e Direito Empresarial
Contabilidade. Leg. Trabalhista e Previdenciária
Contabilidade Intermediária I e II
Contabilidade de Custos
Contabilidade e Direito Tributário Aplicado
Contabilidade e Mercado de Capitais
Ética e Legislação Profissional
Contabilidade, Meio Ambiente e Respons. Social
Contabilidade e Análise de Custos
Contabilidade Avançada (1 e 2)
Estrutura e Análise das Demonstrações Contábeis 1 e 2
Contabilidade Tributária (1, 2 e 3)
Contabilidade e Governança Corporativa nas Empresas
Contabilidade Orçamentária Empresarial
Auditoria Contábil
Teoria da Contabilidade
Perícia e Investigação Contábil, e Arbitragem
Contabilidade Gerencial
Contabilidade Pública (1 e 2)
Subtotal
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Carga
Horária
%
1
1
1
1
2
2
2
3
60
60
60
60
60
60
60
60
480
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
16,00%
5,6,7,8
8
9
9
240
60
60
180
180
120
840
120
60
60
60
60
120
60
60
30
30
60
60
120
120
180
60
60
60
60
60
60
120
1.680
8,00%
2,00%
2,00%
6,00%
6,00%
4,00%
28,00%
4,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
4,00%
2,00%
2,00%
1,00%
1,00%
2,00%
2,00%
4,00%
4,00%
6,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
4,00%
56,00%
3.000
100%
Fases
1,2
2
3
3
3
3,4
4
4
4
4
4
5
5,6
5,6
5,6,7
6
7
7
7
8
8
8,9
53
Observa-se que na Matriz Curricular nº 5 os conteúdos de formação básica
correspondem a 16% do total da carga horária do curso; os de formação teóricoprática 28% e de formação profissional 56%.
Desta forma, constatou-se que os conteúdos de formação básica
representam em torno de 15,93% do total da carga horária da matriz curricular nº 4 e
16% matriz curricular nº5. Os conteúdos de formação teórico-prática equivalem a
28% e 35,40% respectivamente, e os de formação profissional 56% e 48,67%.
Assim, após apresentado as matrizes curriculares nº 4 e nº 5 do curso de
Ciências Contábeis da UNESC, bem como sua classificação quanto aos campos de
formação, verificou-se que a organização das mesmas atende aos conteúdos
estabelecidos pelo MEC para a formação do bacharel em Ciências Contábeis.
Salienta-se ainda, que além de atender os conteúdos propostos pelas
diretrizes curriculares este curso possui componentes não obrigatórios, como: Estágio
Supervisionado, Atividades Complementares, Interdisciplinaridade e Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC), o que contribui para a formação do profissional.
3.1.2 Perfil do Egresso do Curso de Ciências Contábeis da UNESC de acordo
com o PPP
Ressalta-se que as características em relação ao perfil do egresso
descritas no PPP do curso pesquisado fundamentam-se na Resolução nº 10 de 16 de
dezembro de 2004 do Conselho Nacional de Educação e Câmara de Educação
Superior.
Assim, de acordo com o Projeto Político Pedagógico do curso de Ciências
Contábeis da UNESC (2010, p.25), “o contador, como um profissional de formação
específica e atuante em diversas áreas da gestão empresarial, necessita ser
comprometido com posturas éticas relacionadas ao bom desempenho profissional, à
cidadania e às questões sociais.”
Além disso, está estabelecido no PPP (2010) que, esse profissional deve
estar preparado para propor soluções no âmbito gerencial que atendam às demandas
da sociedade e que auxiliem as organizações a permanecerem competitivas e
sustentáveis neste ambiente de transformações tecnológicas, sociais e empresariais.
54
Deve,
também,
atualizar-se
constantemente
em
relação
aos
conhecimentos teóricos e práticos a fim de adaptar-se as mudanças e exercer a
profissão de forma coerente. O contador, deve ainda promover a investigação contábil
contribuindo com a produção de novos conhecimentos na área.
Segundo o PPP (2010) o contador formado pela UNESC, poderá atuar nos
segmentos industrial, comercial e de serviços, bem como na área pública e docência.
3.2 As Perspectivas dos Acadêmicos em Relação a sua Formação
Atualmente, o curso de Ciências Contábeis da UNESC possui 670
(seiscentos e setenta) acadêmicos matriculados no segundo semestre de 2010,
destes 53 (cinquenta e três) cursam a 8ª fase e 51 (cinquenta e um) são formandos.
Conforme metodologia proposta o questionário foi aplicado a estes discentes, tendo
em vista a ingressão no campo de trabalho nos próximos semestres. Assim, dos 104
(cento e quatro) questionários aplicados obteve-se 83 (oitenta e três) respostas,
correspondente a um percentual de 79,81% dos estudantes investigados.
3.2.1 Perfil dos Acadêmicos do Curso de Ciências Contábeis da UNESC
Os dados indicaram que dos acadêmicos respondentes, 58% são mulheres
e 42% são homens. As faixas etárias predominantes desses estudantes corresponde
a: 42% entre 22 a 30 anos, 20% com menos de 22 anos e 31% de 31 a 40 anos; não
há nenhum discente com idade acima de 50 anos. Observa-se, assim, que o gênero
feminino prevalece atualmente entre os profissionais que ingressarão na área contábil
nesta região. Além disso, a idade indica que os futuros contadores serão
relativamente jovens, pois mais de 60% dos pesquisados possuem menos de 30
anos.
Em relação à cidade em que estes acadêmicos residem, constatou-se que:
38% residem em Criciúma, 11% Nova Veneza, 8% Içara e 3% Siderópolis. Os demais
citaram que residem nas cidades de: Maracajá, Urussanga, Forquilhinha, Torres,
55
Meleiro, Morro da Fumaça, Sombrio, Cocal do Sul, Turvo e Jacinto Machado,
confirmando a área de abrangência da universidade, ou seja, o Extremo Sul
Catarinense.
Quanto à área de atuação destes estudantes, verificou-se que a maioria
concentra suas atividades na área contábil, conforme demonstra-se no Gráfico 1.
Gráfico 1: Área de atuação dos discentes
Fonte: Elaborado pela autora
É possível verificar, conforme o Gráfico 1, que 52% dos acadêmicos
trabalham na área contábil; seguida pela administrativa, com 13%; e comercial e/ou
industrial, com 11%. Observou-se, também, que apenas 2% dos estudantes atuam
em entidades públicas e 5% não trabalham. Os que indicaram que atuam em outras
áreas (5%) citaram: controladoria, custos, setor pessoal e fiscal.
Em seguida, foi questionado o tempo em que estes acadêmicos estão
atuando nesta área, sendo que 40% responderam que trabalham de 2 a 4 anos, 32%
há mais de 5 anos, 19% de 1 a 2 anos e 9% há menos de 1 anos. Desta forma, é
possível verificar que dos estudantes questionados, 72% estão no mercado no
mercado de trabalho em um período superior há 2 anos.
Quando questionados sobre o que lhes motivou a optar pelo curso de
Ciências Contábeis, 61% responderam que escolheram este curso por perspectivas
de mercado; 15% afirmaram que foi por realização pessoal; 11% por influência
familiar; e 7% por estabilidade na profissão. Apenas 5% optaram pelo curso para
prestar concurso público e 1% por outros motivos; dentre os quais destaca-se a
indicação de psicólogos. Estes resultados são apresentados no gráfico a seguir.
56
Gráfico 2: Fatores que motivaram o ingresso no curso de Ciências Contábeis
Fonte: Elaborado pela autora
Interfere-se, deste modo, que o campo de atuação para o profissional da
área contábil em Criciúma e região é amplo. Isso porque, 61% dos alunos
pesquisados afirmaram que ingressaram neste curso devido as perspectivas de
mercado.
Além
disso,
os
resultados
apontaram
que
59%
já
trabalham
especificamente na área contábil, gerencial e pública, antes de concluírem o curso; e
somente 5% não trabalham atualmente.
Na sequência, foi questionado aos discentes se depois de formados estes
pretendem se especializar em alguma área.
Verificou-se, assim, que a maior parte dos respondentes, ou seja, o
equivalente a 90% pretendem se especializar. Isso demonstra interesse dos futuros
bacharéis, com a formação continuada.
Neste contexto, apresenta-se as áreas que estes acadêmicos têm
pretensão de se especializar, conforme Gráfico 3.
57
Gráfico 3: Possíveis áreas de especialização dos discentes
Fonte: Elaborado pela autora
Dos acadêmicos questionados, 35% responderam que pretendem se
especializar em controladoria; 31% afirmam que desejam se especializar na área
tributária; 15% em custos; 6% no ensino; e 4% em auditoria. As áreas de perícia e
pública atingiram individualmente o percentual de 2% dos respondentes e 5%
apontaram que pretendem se especializar em outras áreas, tais como: financeira,
gerencial e sistemas de informação.
Buscou-se identificar, também, se estes discentes possuem interesse em
cursar outra graduação após sua formação no curso de Ciências Contábeis. Desta
forma, 61% responderam que tem interesse, já 39% afirmaram que não. Os que
afirmaram que possuem interesse em cursar outra graduação citaram em grande
parte o curso de Direito (49%); e os demais apontaram cursos, como: Administração
(15%); Sistemas de Informação (13%); Comércio Exterior (11%); Economia (8%); e
Engenharia de Produção (4%).
Posteriormente foi questionado a estes alunos se durante o curso de
graduação eles procuraram e/ou procuram adquirir conhecimentos e desenvolver
habilidades e competências além dos adquiridos na universidade. Deste modo,
apresenta-se o Gráfico 4 com as respostas assinaladas.
58
Gráfico 4: Frequência que os alunos procuram buscar outros conhecimentos
fora da universidade
Fonte: Elaborado pela autora
Pode-se
perceber
que
50%
dos
discentes
procuram
adquirir
conhecimentos e desenvolver habilidades e competências além dos adquiridos na
universidade; 31% responderam que sempre que possível; 13% afirmaram que às
vezes e apenas 6% responderam que raramente.
Quando questionados em relação aos meios utilizados para realizar sua
formação complementar, constatou-se o seguinte:
Gráfico 5: Meios utilizados para realização de formação complementar
Fonte: Elaborado pela autora
Observa-se que, 47% dos respondentes afirmaram que realizam formação
complementar por meio de cursos da área contábil e afins; 33% por livros,
informativos e internet; 12% mediante participação em seminários, encontros,
congressos da área; 6% por meio de realização de visitas técnicas e viagens de
estudo e 2% pela participação em grupos de pesquisa.
59
Desta forma, é possível inferir que a maioria dos acadêmicos procura de
alguma forma adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades e competências além
dos adquiridos na universidade. Esta prática realiza-se, principalmente, pela
participação em cursos e atualização por meio de informativos, livros e internet.
Acredita-se que a baixa representatividade na pesquisa ocorre, principalmente,
porque 95% dos acadêmicos investigados são trabalhadores.
Também foi questionado aos discentes a opinião deles em relação à
formação que o Cursos oferece. Deste modo, os resultados demonstraram que para
53% dos discentes o curso oferece formação adequada; e 47% responderam que o
Curso oferece formação parcialmente adequada para a atuação no mercado de
trabalho.
Com base nestas respostas, foi perguntado a estes alunos como eles se
sentem em relação aos conhecimentos adquiridos durante a graduação para atuar no
campo profissional.
Gráfico 6: Segurança em relação a atuação profissional
Fonte: Elaborado pela autora
De acordo com o Gráfico 6, constatou-se que 58% dos entrevistados
responderam que se sentem pouco seguro para atuarem sozinhos; 23% afirmaram
que se sentem seguros; e os demais, correspondendo a um percentual de 19%,
declararam que se sentem inseguros.
Em relação às disciplinas específicas oferecidas pelo Curso durante a
graduação, foi solicitado aos acadêmicos que enumerassem de 1 (um) a 7 (sete), as
60
áreas mais importantes para a formação do contador (sendo que o nº 1 é o mais
representativo). A seguir expõem-se os resultados.
Gráfico 7: Grau de importância das disciplinas oferecidas pelo Curso
Fonte: Elaborado pela autora
Constatou-se que: 35% dos entrevistados consideram a disciplina tributária
como sendo de maior importância para a formação do contador; 19% indicaram a
contabilidade gerencial; 16% a área de custos; 13% a contabilidade financeira; 11% a
auditoria; 4% a área trabalhista e previdenciária; e por fim 2% afirmaram que
consideram a disciplina de contabilidade pública.
Acredita-se que a área tributária é a mais representativa na opinião dos
alunos devido a alta carga tributária do Brasil e as especificidades da legislação
nestes aspectos. Contudo, observa-se que a disciplina de contabilidade gerencial
juntamente com a de custos equivalem ao mesmo percentual da tributária. O que
indica o interesse dos acadêmicos no processo gerencial das organizações.
Para finalizar os questionamentos em relação ao perfil dos acadêmicos do
curso de Ciências Contábeis da UNESC, foi perguntado se estes acreditam que o
sucesso na profissão depende exclusivamente da formação acadêmica. Com os
resultados obtidos foi possível verificar que 94% acreditam que o sucesso na
profissão não depende exclusivamente da formação acadêmica, enquanto que para
6% sim. Dentre as respostas citadas, evidencia-se as seguintes: “depende também do
desempenho individual para o sucesso”; “a educação continuada é extremamente
61
importante”; e “depende do interesse do aluno, experiência prática e vontade de
manter-se atualizado diante das exigências do mercado”.
3.2.2 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador na Visão dos
Discentes
Em relação às habilidades e competências necessárias ao contador,
primeiramente foi questionado aos acadêmicos como eles vêem a profissão contábil
nos dias de hoje. Desta forma, constatou-se que 59% dos discentes respondentes
acreditam que esta profissão está em fase de expansão e reconhecimento; 33% que
é uma profissão promissora; 6% afirmaram que atualmente iguala-se as demais
profissões em termos de importância nas empresas; e para apenas 2% é mais uma
profissão. O gráfico abaixo demonstra estes resultados.
Gráfico 8: Situação da profissão contábil na visão dos discentes
Fonte: Elaborado pela autora
Observa-se assim, que para 92% dos alunos a profissão contábil está em
crescente ascensão no atual contexto econômico.
Na
segunda
questão
relacionada
às habilidades e
competências
necessárias ao contador, foi solicitado aos acadêmicos que enumerassem de 1 (um)
a 4 (quatro), as habilidade mais relevante, nas categorias: habilidades técnicas,
habilidades gerencias e habilidade pessoais a um bom profissional contábil (sendo
62
que o nº 1 é o mais representativo). Desta forma, a seguir apresenta-se os resultados
da pesquisa.
Tabela 3: Habilidades técnicas indicadas pelos discentes pesquisados
Habilidades
Saber ouvir e escrever
Ter capacidade de oratória
Saber trabalhar em equipe
Possuir conhecimentos técnicos na área de atuação
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de alunos
11
7
25
40
83
Percentual (%)
13
9
30
48
100
Em relação às habilidades técnicas, pode-se observar que dos discentes
questionados 48% consideram como sendo a habilidade mais relevante “possuir
conhecimentos técnicos na área de atuação”; 30% afirmaram considerar “saber
trabalhar em equipe”; 13% “saber ouvir e escrever”; e 9% responderam que o
contador deve “ter capacidade de oratória” para ser um bom profissional contábil.
Tabela 4: Habilidades gerenciais indicadas pelos discentes pesquisados
Habilidades
Conhecimento em finanças
Capacidade de tomada de decisão
Controle das ações de uma organização
Capacidade de negociação
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de alunos
9
27
45
2
83
Percentual (%)
11
33
54
2
100
Quanto às habilidades gerenciais, verificou-se que 54% dos respondentes
consideram a habilidade mais relevante ter “controle das ações de uma organização”;
seguido por 33% que consideram “capacidade de tomada de decisão”; 11%
“conhecimento em finanças”; e com apenas 8% foi indicado a alternativa “capacidade
de negociação”.
Tabela 5: Habilidades pessoais indicada pelos discentes pesquisados
Habilidades
Liderança
Disciplina
Inovação
Ética e Responsabilidade Social
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de alunos
8
42
5
28
83
Percentual (%)
10
50
6
34
100
63
No que se refere às habilidades pessoais, observou-se que 50% dos
entrevistados afirmaram que consideram “disciplina” como habilidade pessoal de
maior relevância; por outro lado 34% responderam “ética e responsabilidade social”;
enquanto que 10% revelaram considerar a “liderança”; e 6% dos alunos declararam
considerar a habilidade de “inovação”.
Na continuidade da pesquisa foram descritas algumas atitudes que
Figueiredo e Fabri (2000) destacam que o contador deve possuir no exercício de sua
profissão. Desta forma, solicitou-se aos discentes que enumerassem de 1 (um) a 5
(cinco) as mais relevantes, (sendo que o nº 1 representa o mais significativo). O
resultado é demonstrado no gráfico a seguir.
Gráfico 9: Atitudes consideradas mais importantes na opinião dos discentes
Fonte: Elaborado pela autora
Os resultados apontaram que 42% dos discentes consideram a dedicação
como atitude mais importante; seguido de 37% que consideram a responsabilidade;
8% indicaram o bom senso; 7% cooperação; e por fim 5% apontaram a pontualidade.
Posteriormente, foram citadas alguma habilidade que Hermenegildo (2002)
apud (VIEIRA, 2006) considera importante para o contador desempenhar suas
funções, tais como: capacitação para empreender, gerenciar e capacitação
estratégica.
Neste sentido, a seguir os Gráficos 10,11 e 12 demonstram as habilidades
que os alunos apontaram como mais importantes.
64
Gráfico 10: Habilidades em relação à capacidade para empreender na opinião
dos discentes
Fonte: Elaborado pela autora
Verifica-se que, dentre as habilidades mais relevantes para empreender na
visão dos acadêmicos, a dedicação e motivação ficaram em primeiro lugar com 34%;
seguidas pelo espírito para inovar com 19%; análise de mercado correspondendo a
14%; planejamento com 13%; aprender com a própria experiência com 11%, 5%
correr risco calculado; e por fim conhecimento de si mesmo com 4%.
Gráfico 11: Habilidades em relação à capacidade para gerenciar na opinião dos
discentes
Fonte: Elaborado pela autora
O Gráfico 11 demonstra que a habilidade mais relevante para os
acadêmicos em relação a capacidade de gerenciar refere-se principalmente ao
planejamento (33%); espírito para inovar (20%); e com 14% a habilidade de negociar.
65
As menos relevantes são: análise de mercado (12%), liderar (11%), delegar (6%) e
corres riscos calculados 4%.
Gráfico 12: Habilidades em relação à capacitação estratégica na opinião dos
discentes
Fonte: Elaborado pela autora
No que tange as habilidades em relação à capacitação estratégica, verificase que 27% dos respondentes assinalou a habilidade identificar tendências; 23%
afirmaram considerar a habilidade de controlar e avaliar operações; 20% realizar
alianças e parcerias; 19% estipular ações de longo prazo; e por fim com apenas 11%
procurar novos mercados.
Na seqüência, procurou-se identificar o grau de importância da ética em
relação ao exercício da profissão na opinião dos respondentes. Desta forma, pode-se
verificar que a maioria dos acadêmicos, ou seja, 87% consideram a ética muito
importante e 13% considera importante. Não ouve nenhum discente que assinalou as
opções: pouco importante e não é importante. Com base nas respostas, pode-se
inferir que os estudantes possuem consciência de atuar eticamente no exercício de
sua profissão.
Na Tabela 6 apresenta-se os motivos que os alunos consideram de maior
relevância para atuar com ética na profissão.
66
Tabela 6: Motivos para atuar com ética na profissão segundo os discentes
Motivos
Princípios morais
Medo de sansões
Convicção religiosa
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de alunos
78
4
1
83
Percentual
(%)
94
5
1
100
Segundo as respostas dos discentes, é possível observar que a maioria
dos questionados, ou seja, 97% consideram que o motivo para atuar eticamente na
profissão referem-se aos os princípios morais; seguido de 5% que afirmam medo se
sansões.
3.3 Perfil do Profissional Contábil, Habilidades e Competências Necessárias ao
Contador de acordo com o Mercado de Trabalho
A segunda parte da pesquisa foi realizada junto aos profissionais
associados ao SINDICONT – Sindicato dos Contabilistas de Criciúma e região
carbonífera, que possui atualmente 225 filiados. Deste modo, os questionários foram
encaminhados por e-mail para 100% dos associados, de acordo com a relação
fornecida pelo sindicato.
Obteve-se um retorno de 72 (setenta e dois) questionários, que
corresponde a 32% do total dos associados. Assim, os resultados serão apresentados
a seguir, sendo que o questionário foi dividido em duas partes: (1) Perfil do
Profissional Contábil e (2) Habilidades e Competências Necessárias ao Contador.
3.3.1 Perfil do Profissional Contábil
Com relação ao perfil dos profissionais respondentes constatou-se que
92% são homens e 8% são mulheres. As faixas etárias predominantes destes
profissionais correspondem a: 21% entre de 22 a 30 anos, 69% de 31 a 40 anos; 4%
67
de 41 a 50 anos e 6% com idade acima de 50 anos. Observa-se, assim, que os
profissionais da área contábil nesta região atualmente são predominantemente do
gênero masculino. Contudo, este cenário tende a se modificar, pois os resultados do
questionário anterior demonstraram que 58% dos alunos formandos são mulheres.
Em relação à área de atuação dos profissionais entrevistados, 44%
responderam que são proprietários de empresas de serviços contábeis, 38%
funcionário de empresa de serviços contábeis, 14% funcionário de empresa privada,
3% atuam como servidor público e apenas 1% são consultores, conforme demonstrase no gráfico a seguir.
Gráfico 13: Área de atuação profissional
Fonte: Elaborado pela autora
Em relação ao tempo que estes profissionais atuam na área, verificou-se
que 10% trabalham há menos de 1 ano, 31% de 1 a 5 anos, 33% de 6 a 10 anos e
26% afirmaram que atuam na área há mais de 10 anos.
Na seqüência, perguntou-se há quanto tempo estes profissionais
concluíram a graduação, sendo que os resultados são expostos no gráfico a seguir.
Gráfico 14: Tempo do término da graduação
68
Fonte: Elaborado pela autora
Desta forma, é possível verificar que 42% dos respondentes afirmam que
concluíram a graduação entre 6 a 10 anos; seguido de 37% que concluíram há mais
de 10 anos; 15% de 1 a 5 anos; e 6% há menos de 1 ano.
Posteriormente, foi questionado aos profissionais da área contábil em qual
universidade
concluíram
sua
graduação.
Sendo
que
os
resultados
serão
apresentados na sequência.
Gráfico 15: Universidade que concluiu sua graduação
Fonte: Elaborado pela autora
Com os resultados obtidos é possível observar que a grande maioria, ou
seja, 78% concluíram sua graduação na UNESC; 16% citaram a UNISUL e os demais
mencionaram a PUC/RS e a UNIDAVI (6%).
Foi solicitado aos respondentes que enumerassem de 1 (um) a 9 (nove) as
disciplinas oferecidas na graduação do curso de Ciências Contábeis de maior
importância na visão deles (sendo que o nº 1 é o mais representativo). Deste modo, o
gráfico a seguir expõe o percentual de cada resposta assinalada.
Gráfico 16: Disciplinas de maior importância na visão dos profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
69
Pode-se observar, conforme Gráfico 18 que 26% dos entrevistados
consideram a disciplina de tributária como sendo de maior importância para a
formação do contador; 24% afirmaram que consideram custos; e 18% responderam
que consideram a disciplina contabilidade gerencial.
Estes resultados estão de
acordo com a visão dos acadêmicos, o que reforça o entendimento que a alta carga
tributária no âmbito nacional exige do profissional contábil ter conhecimento nesta
área.
A visão dos respondentes em relação a questão: o sucesso da profissão
depende
exclusivamente da formação acadêmica, constatou-se que não. Pois,
avaliando as respostas obtidas é possível observar que 96% dos profissionais
acredita que o sucesso na profissão não depende exclusivamente da formação
acadêmica, enquanto apenas 4% responderam que sim.
Diante disso, foi solicitado a estes que citassem o por quê de sua resposta.
Dentre as citações podem ser demonstradas algumas, como:
• “pois além da graduação os profissionais devem buscar cursos
direcionados para a função que exercem dentro da profissão ou organização que está
em constante evolução. Tais como, especializações e cursos de educação continuada
para seu desenvolvimento e sucesso profissional”;
• “a formação acadêmica é importante, mas o bom profissional esta
sempre se atualizando, reciclando, procurando acompanhar as exigências de
mercado e em qual situação podem atuar para gerar retorno financeiro as mesmas”; e
• “a formação acadêmica facilita o profissional a ingressar na área de
atuação, mas o que vai depender mesmo será sua dedicação, buscar cursos de
aperfeiçoamento, trocar informações com colegas experientes, a humildade e
simplicidade no início é fundamental, porque não é o diploma que fará a diferença e
sim o resultado esperado nos escritórios contábeis ou nas organizações”.
Verifica-se, deste modo, que os profissionais de contabilidade entendem
que somente a graduação não é suficiente para o exercício desta profissão, e
enfatizam a formação continuada.
Assim, em relação à formação continuada, foi questionado a estes
profissionais se após a conclusão da graduação procuraram se especializar ou estão
se especializando em alguma área. Desta forma, verificou-se que 83% dos
entrevistados afirmaram que sim e 17% responderam que não.
70
Os dados apresentados no gráfico a seguir demonstram as áreas que os
respondentes se especializaram ou estão se especializando.
Gráfico 17: Áreas de especialização
Fonte: Elaborado pela autora
Conforme os dados apresentados no Gráfico 17 é possível verificar que
31% dos respondentes se especializaram ou estão se especializando na área
tributária; 28% em custos; 19% auditoria; 3% perícia e contabilidade pública; 1% no
ensino. Os que assinalaram a opção “outras”, ou seja, 5% dos profissionais, citaram:
gestão financeira, gestão de pessoas, qualidade de serviços e contabilidade geral.
Neste contexto, o gráfico a seguir demonstra a frequência que estes
profissionais procuram buscar conhecimentos além dos adquiridos na universidade.
Gráfico 18: Frequência que os profissionais procuram buscar conhecimentos
além dos adquiridos na universidade
Fonte: Elaborado pela autora
71
Observa-se que é expressiva a quantidade de profissionais que procuram
adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades e competências além dos
adquiridos na universidade, correspondendo a um percentual de 84% dos
respondentes.
Deste modo, em seguida foi questionado quais os meios que estes
profissionais utilizam para realizar sua formação complementar, sendo que os
resultados foram os seguintes:
Gráfico 19: Meios utilizados para realização de formação complementar
Fonte: Elaborado pela autora
Constatou-se que: 40% dos respondentes afirmaram que efetuam
formação complementar por meio de livros, informativos e internet; 34% realizam
cursos da área contábil e afins; 17% participam de seminários, encontros, congressos
da área; 8% por meio de visitas técnicas e viagens de estudo; e 1% participando de
grupos de pesquisa.
Estes resultados também estão de acordo com as respostas dos discentes,
nas quais constatou-se que as principais formas de realização da formação
complementar é mediante cursos e por meio de livros, informativos e internet.
O motivo que influencia na decisão dos profissionais buscarem a formação
continuada, será apresentado no Gráfico 20.
72
Gráfico 20: Motivos para realização da formação continuada
Fonte: Elaborado pela autora
No que se refere, aos motivos que levam os profissionais a buscarem a
formação continuada, observou-se que 65% afirmam ser a necessidade para
melhorar a qualificação profissional; 21% por desejo de fazer o curso; 10%
possibilidade de salário mais alto; e apenas 4% dos respondentes por exigência do
empregador.
Outro questionamento efetuado aos profissionais refere-se a situação da
profissão contábil atualmente. Assim, os resultados são expostos no Gráfico 21.
Gráfico 21: Situação da profissão contábil na visão dos profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
73
É possível evidenciar, de acordo com o Gráfico 21, que 59% dos
entrevistados consideram que a profissão contábil se encontra em fase de expansão
e reconhecimento; 34% como uma profissão promissora; 6% iguala-se as demais
profissões em termos de importância nas empresas; e apenas 1% afirma ver a
profissão contábil como mais uma profissão.
Com base nestes resultados, pode-se inferir que os profissionais estão
satisfeitos com a profissão e possuem expectativas positivos para o futuro.
3.3.2 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador na Visão dos
Profissionais da Área Contábil
Após demonstrar os resultados inerentes ao perfil dos profissionais da área
contábil, demonstram-se nesta fase da pesquisa as habilidades e competências
necessárias ao contador na opinião destes.
Na
primeira
questão
relacionada
às
habilidades
e
competências
necessárias ao contador, foi solicitado aos respondentes que enumerassem de 1 (um)
a 4 (quatro), as habilidade mais relevante, nas categorias: habilidades técnicas,
habilidades gerencias e habilidade pessoais (sendo que o nº 1 é o mais
representativo). A seguir apresentam-se as tabelas com o resultado das respostas.
Tabela 7: Habilidades técnicas indicadas pelos profissionais pesquisados
Habilidades
Saber ouvir e escrever
Ter capacidade de oratória
Saber trabalhar em equipe
Possuir conhecimentos técnicos na área de atuação
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de Profissionais
10
2
3
57
72
Percentual (%)
19
7
12
62
100
Em relação às habilidades técnicas verifica-se que: “possuir conhecimentos
técnicos na área de atuação” ficou em primeiro lugar, com 62%; em segundo destaca-se
“saber ouvir e escrever” com 19%; seguido por “saber trabalhar em equipe”; equivalente
a 12%; e por último a habilidade “ter capacidade de oratória”, correspondendo a 7%.
74
Tabela 8: Habilidades gerenciais indicadas pelos profissionais pesquisados
Habilidades
Conhecimento em finanças
Capacidade de tomada de decisão
Controle das ações de uma organização
Capacidade de negociação
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de Profissionais
3
58
7
4
72
Percentual (%)
4
81
10
5
100
A Tabela 8 demonstra, em relação às habilidades gerenciais, que 81% dos
respondentes consideram a habilidade de maior relevância para o profissional a
“capacidade de tomada de decisão”; 10% consideram “controle das ações de uma
organização”; 5% “capacidade de negociação”; e com 4% conhecimento em finanças.
Tabela 9: Habilidades pessoais indicada pelos profissionais pesquisados
Habilidades
Liderança
Disciplina
Inovação
Ética e Responsabilidade Social
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de Profissionais
3
37
6
26
72
Percentual (%)
6
74
8
12
100
Quanto às habilidades pessoais, a Tabela 9 demonstra que: 74%
consideram “disciplina” como a mais relevante; 12% “ética e responsabilidade social”;
8% “inovação”; e 6% liderança”.
Desta forma, fazendo uma comparação entre as respostas dos alunos e
dos profissionais da área contábil, observa-se que: em relação as habilidades
técnicas, ambos consideram “possuir conhecimentos técnicos na área de atuação”
como habilidade mais relevante. No que se refere às habilidades gerencias, os
discentes indicaram a habilidade “controle das ações de uma organização” já os
profissionais indicaram “capacidade de tomada de decisão”. Quanto às habilidades
pessoais, observa-se que as duas categorias indicaram a “disciplina”.
Posteriormente, foram descrita algumas atitudes que Figueiredo e Fabri
(2000) destacam que o contador deve possuir no exercício de sua profissão. Desta
forma, solicitou-se aos profissionais da área contábil que enumerassem de 1 (um) a 5
(cinco) as mais relevantes, (sendo que o nº 1 representa o mais significativo). O
resultado será demonstrado no gráfico a seguir.
75
Gráfico 22: Atitudes consideradas mais importantes na opinião dos
profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
É possível verificar que 37% dos pesquisados consideram a dedicação
como atitude mais importante para o contador no exercício de sua profissão: seguido
de 28% que consideram a responsabilidade; 24% a pontualidade; 7% cooperação; e
4% o bom senso.
As respostas desta questão também estão de acordo com o entendimento
dos acadêmicos, que apontaram a dedicação e responsabilidade como atitudes mais
relevantes no exercício da profissão.
Na continuidade da pesquisa, foram citadas algumas habilidades que
segundo Hermenegildo (2002) apud (VIEIRA 2006) o contador deve possuir, tais
como: capacitação para empreender, capacidade para gerenciar, e capacitação
estratégica.
Portanto, os Gráficos 23, 24 e 25 demonstram as habilidades que os
profissionais apontaram de maior importância.
76
Gráfico 23: Habilidades em relação à capacitação para empreender na opinião
dos profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
Verifica-se que, dentre as habilidades mais relevantes na visão dos
respondentes, espírito para inovar fica em primeiro lugar, com 28%. Em segundo
lugar destaca-se análise de mercado, correspondendo a 17%; dedicação e motivação
(15%); conhecimento de si mesmo (12%); correr risco calculado e aprender com a
própria experiência, com 10%; e por fim, planejamento com 8%.
Gráfico 24: Habilidades em relação à capacitação para gerenciar na opinião dos
profissionais
77
Fonte: Elaborado pela autora
Em relação à competência para gerenciar, os profissionais questionados
destacaram como sendo de maior relevância: a habilidade de planejamento (26%);
seguido de habilidade de correr risco calculado (19%); espírito para inovar (17%);
negociar (14%); liderar (13%); análise de mercado (7%); e delegar (4%).
Gráfico 25: Habilidades em relação à capacitação estratégica na opinião dos
profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
Quanto à capacitação estratégica, verificou-se que 50% dos respondentes
assinalou a habilidade estipular ações de longo prazo; 23% afirmaram considerar a
habilidade de identificar tendências; 17% controlar e avaliar operações; 7% procurar
novos mercados; e com apenas 3% realizar alianças e parcerias.
Observa-se, assim, que a indicação dos profissionais em relação à
capacitação para empreender; capacitação para gerenciar; e capacitação estratégica
diferencia-se da opinião dos acadêmicos. Destacando-se que apenas na capacitação
para gerenciar, ambas categorias afirmaram considerar o planejamento como
capacidade mais relevante. É possível verificar ainda, que as opiniões não se
igualam, mas que tanto os alunos como os profissionais possuem conhecimento da
importância destas habilidades para o exercício da profissão contábil.
Na seqüência foi questionado aos profissionais quais as competências de
maior importância no momento da contratação de um profissional contábil. A seguir
demonstram-se os resultados desta questão.
78
Gráfico 26: Competências de maior importância para contratar um profissional
contábil na visão dos profissionais
Fonte: Elaborado pela autora
Verifica-se que, 57% dos respondentes consideram conhecimentos
práticos fundamentados tecnicamente; 28% a ética; 7% conhecimento teórico; 5%
capacidade de liderança e 3% criatividade.
Diante disso, interfere-se que na visão dos profissionais da área contábil o
futuro contador precisa possuir conhecimentos práticos aliados a ética, para ser
contratado.
Assim, procurou-se identificar o grau de importância da ética em relação ao
exercício da profissão na opinião dos profissionais da área. Desta forma, constatou-se
que 94% consideram a ética muito importante e apenas 6% considera importante. As
opções, pouco importante e não importante não foram citadas.
Para finalizar, a Tabela 10 demonstra os motivos que os profissionais
consideram de maior relevância para atuar com ética na profissão.
Tabela 10: Motivos para atuar eticamente na profissão segundo os profissionais
Motivos
Princípios morais
Medo de sansões
Convicção religiosa
Total
Fonte: Elaborado pela autora
Número de alunos
67
5
0
72
Frequência relativa (%)
93
7
0
100
É possível observar que a maioria dos respondentes, ou seja, 93%
consideram que o motivo para atuar eticamente na profissão refere-se aos princípios
79
morais; seguido de 7% que apontaram de medo se sansões. Observa-se que nenhum
dos respondentes assinalou a opção convicção religiosa.
3.4 Análise Comparativa entre o Perfil Ideal dos Egressos conforme o PPP do
Curso, a Percepção do Mercado de Trabalho e as Expectativas dos Acadêmicos
Os resultados da pesquisa apontaram semelhanças entre as expectativas
dos acadêmicos e as exigências do mercado de trabalho, principalmente em relação
às questões éticas, formação continuada e conteúdos mais relevantes para a área.
Assim, no que se refere ao perfil ideal dos egressos do curso de Ciências
da UNESC, o PPP determina que o contador necessita ser comprometido com
posturas éticas. Desta forma, com os resultados da pesquisa, observou-se que, tanto
os alunos como os profissionais da área tem conhecimento da importância de atuar
com ética na profissão, correspondendo respectivamente a 87% e 94% dos
pesquisados.
Além disso, está estabelecido no PPP que o profissional da área contábil
deve estar preparado para propor soluções no âmbito gerencial. Deste modo, com os
resultados da pesquisa foi possível constatar que em relação aos conteúdos
oferecidos pelo curso de graduação, os profissionais e acadêmicos indicaram a
contabilidade gerencial como sendo a segunda disciplina de maior importância para a
formação do contador. Isso demonstra que existe o conhecimento da importância que
o profissional contábil representa para o processo de gestão das organizações
atualmente.
Destaca-se no que tange a formação complementar, que no PPP do Curso
está estabelecido que o egresso deve atualizar-se constantemente a fim de adaptarse as mudanças e exercer a profissão de forma coerente. Neste aspecto, os
resultados apontaram que dos acadêmicos questionados, 47% realizam formação
complementar por meio de cursos da área contábil e afins; 33% por livros,
informativos e internet; 12% mediante participação em seminários, encontros,
congressos da área; 6% por meio de realização de visitas técnicas e viagens de
estudo e 2% pela participação em grupos de pesquisa. Enquanto que dos
profissionais: 40% realizam formação complementar por meio de livros, informativos e
80
internet; 34% pela realização de cursos da área contábil e afins; 17% por meio de
participação em seminários, encontros, congressos da área; 8% por visitas técnicas e
viagens de estudo; e 1% mediante participação em grupos de pesquisa.
Diante disso, é possível observar que as características dos discentes do
Curso de Ciências Contábeis da UNESC estão de acordo com o perfil ideal sugerido
pelo PPP. No entanto, destaca-se que para melhorar a qualidade do processo de
formação, tanto o curso quanto os acadêmicos devem cumprir seu papel. O aluno
buscando outras formas de ampliar seus conhecimentos na área contábil e
desenvolver habilidades e competências necessárias ao exercício da profissão. E o
Curso, por meio de seus gestores, deve incentivar os professores e demais
colaboradores a continuar buscando aprimoramento técnico e científico bem como em
relação às questões pedagógicas, visando o aperfeiçoamento do processo de ensino
e aprendizagem.
81
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o aumento da concorrência as organizações perceberam a
necessidade de implantar instrumentos de gestão que as auxiliem na administração
de suas atividades e no desenvolvimento de estratégias competitivas para garantir
sua continuidade neste ambiente globalizado.
Diante deste cenário, destacam-se os profissionais da área contábil, que
atualmente estão participando ativamente da gestão das organizações, auxiliando,
por exemplo, no desenvolvimento dos planejamentos estratégicos, definições e
acompanhamento de orçamentos, registros e controles de custos, entre outras
funções. Entretanto, existe a necessidade de uma formação adequada aos
contadores, tendo em vista o papel que exercem no processo decisório das
entidades.
Assim, este trabalho foi realizado com o intuito de verificar se a formação
do bacharel do curso de Ciências Contábeis da UNESC atende as exigências do
mercado de trabalho e as expectativas dos futuros profissionais.
Desta forma, diante dos objetivos específicos, verificou-se que a
organização curricular deste Curso atende aos conteúdos específicos da área
exigidos pelo MEC para a formação do bacharel em Ciências Contábeis. Além disso,
possui componentes não obrigatórios, como: Estágio Supervisionado, Atividades
Complementares, Interdisciplinaridade e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Em relação ao perfil dos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da
UNESC, destaca-se que a maioria são mulheres; as faixas etárias predominantes
desses estudantes estão entre de 22 a 30 anos; e a cidade predominante de
residências é Criciúma-SC. Em relação à área de atuação, constatou-se que 52% dos
acadêmicos trabalham na área contábil e que a maioria dos questionados possui
estabilidade na profissão. Quanto ao motivo para ingressar no Curso de Ciências
Contábeis, 62% responderam que optaram pelo curso por perspectivas de mercado.
No que se refere a formação continuada verificou-se que 90% destes discentes
pretendem se especializar em alguma área depois de formados, sendo que 35% tem
como pretensão especializar-se na área tributária.
Quanto às expectativas dos futuros profissionais, constatou-se que 59%
acreditam que a profissão contábil está em fase de expansão e reconhecimento. No
82
que tange às habilidades e competências necessárias ao contador na visão dos
discentes, verificou-se que: em relação às habilidades técnicas, 48% consideram
como sendo a habilidade mais relevante “possuir conhecimentos técnicos na área de
atuação”. No que se refere às habilidades gerenciais 54% dos discentes questionados
consideram como a habilidade mais relevante “controle das ações de uma
organização”. Quanto às habilidades pessoais, observou-se que 50% dos
entrevistados afirmaram que consideram “disciplina” como habilidade pessoal de
maior relevância. Destaca-se que como atitude de maior importância para o contador
os discentes consideram a dedicação. Em relação ao grau de importância da ética na
profissão contábil, 87% a consideram muito importante e a maioria dos alunos
procuram atuar eticamente por princípios morais.
Na segunda parte da pesquisa, aplicada ao mercado de trabalho,
observou-se que 92% dos profissionais são homens e as faixas etárias
predominantes estão entre 31 a 40 anos. Em relação à área de atuação dos
profissionais entrevistados, 44% responderam que são proprietários de empresas de
serviços contábeis. Destes profissionais, 78% concluíram sua graduação na UNESC.
Foi possível verificar, também, que 96% dos pesquisados acreditam que o sucesso da
profissão não depende exclusivamente da formação acadêmica. Em relação à
formação continuada, 83% afirmaram que se especializaram ou estão se
especializando em alguma área. Dentre as áreas de especialização a predominante é
a tributária, sendo que 65% afirmaram que se especializaram por necessidade de
melhorar a qualificação profissional.
No que se refere às habilidades e competências necessárias ao contador
na opinião dos profissionais, observou-se, em relação às habilidades técnicas que
“possuir conhecimentos técnicos na área de atuação” ficou em primeiro lugar, com
62%. Dentre às habilidades gerenciais, 81% dos profissionais consideram a
habilidade de maior relevância para o profissional “capacidade de tomada de
decisão”. Quanto às habilidades pessoais, 74% consideram a habilidade mais
importante a “disciplina”. Destaca-se que como atitude de maior relevância para o
contador os profissionais consideram a dedicação; enquanto que 57% acreditam que
os conhecimentos práticos fundamentados tecnicamente é a competência mais
importante para contratar um profissional contábil. Em relação ao grau de importância
da ética na profissão contábil, 94% consideram a ética muito importante e a maioria
dos profissionais da área contábil procura atuar eticamente por princípios morais.
83
Quanto a comparação entre o perfil ideal dos egressos conforme o PPP do
Curso, a percepção do mercado de trabalho e as expectativas dos acadêmicos,
verificou-se, que é possível observar que as características dos discentes do Curso
de Ciências Contábeis da UNESC estão de acordo com o perfil ideal sugerido pelo
PPP.
Em relação às expectativas dos futuros profissionais, foi possível verificar
que os acadêmicos questionados tem uma boa expectativa em relação a profissão
contábil, uma vez que estes declararam que consideram que o Curso fornece uma
formação adequada, bem como em relação a situação da profissão, constatou-se
uma boa expectativa destes futuros profissionais, pois os mesmos declararam que
hoje a profissão contábil encontra-se em fase de expansão e reconhecimento.
Diante destes resultados, deixa-se como sugestão para novas pesquisas
estender este estudo à acadêmicos de outros cursos de Ciências Contábeis da
região, bem como à profissionais que trabalham em empresas de grande porte, com a
finalidade de investigar o perfil do profissional contábil desejado pelo campo de
trabalho e as expectativas dos demais estudantes.
84
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87
APÊNDICE
88
UNESC-UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
ACADÊMICA: MARIANA JUSTI MONDARDO – 9ª FASE
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC
INSTRUMENTO DE PESQUISA APLICADO AOS ACADÊMICOS DA 8ª E 9ª FASE
DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA UNESC
1 Perfil dos Discentes
1 – Sexo
2 – Idade
( ) Masculino
( ) Feminino
(
(
(
(
(
3- Em que cidade você reside?
4- Qual sua área de atuação profissional atualmente?
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
) Criciúma
) Içara
) Nova Veneza
) Siderópolis
) Outra, qual? _____________
5- Há quanto tempo você atua nesta área?
(
(
(
(
) menos de 1 ano
) de 1 a 2 anos
) de 2 a 4 anos
) mais de 5 anos
) menos de 22 anos
) de 22 a 30 anos
) de 31 a 40 anos
) de 41 a 50 anos
) acima de 50 anos
) Bancária
) Administrativa
) Financeira
) Contábil
) Comercial e/ou industrial
) Pública
) Não trabalha
) Outra, qual? _____________
6- O que lhe motivou a optar pelo curso de Ciências
Contábeis?
(
(
(
(
(
(
) Perspectivas de mercado
) Realização pessoal
) Prestar concurso público
) Influência familiar
) Estabilidade na profissão
) Outros, qual? _____________
7- Depois de formado você pretende se especializar em
alguma área?
8- Em caso afirmativo à questão nº 7, em que área
você pretende se especializar?
( ) Sim
( ) Não
(
(
(
(
(
(
(
(
9 – Possui interesse em cursar outra graduação após
sua formatura no curso de Ciências Contábeis?
10 - Em caso afirmativo à questão nº 9, qual
graduação você pretende cursar?
( ) Sim
( ) Não
____________________________________
____________________________________
) Auditoria
) Perícia
) Custos
) Controladoria
) Tributária
) Pública
) Ensino
) Outra, qual?___________
89
11 – Durante o desenvolvimento do seu curso de
graduação você procurou e/ou procura adquirir
conhecimentos
e
desenvolver
habilidade
e
competências além dos adquiridos na universidade?
(
(
(
(
(
) Sim
) Sempre que possível
) Às vezes
) Raramente
) Nunca
13 – Considerando a formação que você está obtendo
na universidade e as necessidades do mercado de
trabalho, qual sua opinião sobre o curso:
(
) Oferece formação adequada para o mercado de
trabalho
(
) Oferece formação parcialmente adequada para o
mercado de trabalho
(
) Oferece formação inadequada para o mercado de
trabalho
12- Em caso positivo à questão nº 11, quais os meios
que você utilizou para realizar sua formação
complementar?
( ) Realização de cursos da área contábil e afins
( ) Participação em grupos de pesquisa
( ) Participação em seminários, encontros, congressos
da área
( ) Realização de visitas técnicas e viagens de estudo
( )Atualização por meio de livros, Informativos e Internet
14- Ao concluir o curso de Ciências Contábeis com
os conhecimentos adquiridos, você se sente:
( ) Inseguro para atuar sozinho
( ) Pouco seguro para atuar sozinho
( ) Seguro para atuar sozinho
15- Em relação às disciplinas específicas oferecidas
durante a graduação em Ciências Contábeis, enumere
de 1 a 7, as áreas de maior importância para a
formação do contador, em sua opinião (sendo que o 1
é o mais representativo):
16 – Você acredita que o sucesso na profissão
depende exclusivamente da formação acadêmica?
(
(
(
(
(
(
(
(
Por
quê?______________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
) Contabilidade Gerencial
) Contabilidade Financeira
) Auditoria e Perícia
) Custos
) Tributária
) Trabalhista e Previdenciária
) Contabilidade Pública
) Outra _______________
( ) Sim
( ) Não
90
UNESC-UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
ACADÊMICA: MARIANA JUSTI MONDARDO – 9ª FASE
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC
INSTRUMENTO DE PESQUISA APLICADO AOS PROFISSIONAIS ASSOCIADOS
NO SINDICONT DE CRICIÚMA/SC
1 Perfil do Profissional Contábil
1 – Sexo
2 – Idade
( ) Masculino
( ) Feminino
(
(
(
(
3 - Qual sua área de atuação profissional?
4 – Há quanto tempo atua na área contábil?
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
) Proprietário de empresa de serviços contábeis
) Funcionário de empresa de serviços contábeis
) Funcionário de empresa privada
) Servidor público
) Consultor
) Outra, qual? _____________
5 - Há quanto tempo concluiu a graduação?
(
(
(
(
) menos de 1 ano
) de 1 a 5 anos
) de 6 a 10 anos
) mais de10 anos
) de 22 a 30 anos
) de 31 a 40 anos
) de 41 a 50 anos
) acima de 50 anos
) menos de 1 ano
) de 1 a 5 anos
) de 6 a 10 anos
) mais de10 anos
6 - Em que universidade você concluiu sua
graduação em Ciências Contábeis?
( ) UNESC
( ) Outra, qual? ____________
7- Em relação às disciplinas oferecidas nos cursos de
graduação em Ciências Contábeis, enumere de 1 a 9,
as áreas de maior importância para a formação do
contador, em sua opinião (sendo que o 1 é o
representativo):
8 – Você acredita que o sucesso na profissão
depende exclusivamente da formação acadêmica?
(
(
(
(
(
(
(
(
Por
quê?______________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
_____________________________________________
) Contabilidade Gerencial
) Contabilidade Financeira
) Auditoria e Perícia
) Custos
) Tributária
) Trabalhista e Previdenciária
) Contabilidade Pública
) Outra _______________
9- Após concluir sua graduação em Ciências
Contábeis você se especializou ou está se
especializando em alguma área?
( ) Sim
( ) Não
( ) Sim
( ) Não
10- Em caso afirmativo à questão nº 9, em que área
você se especializou ou está se especializando?
(
(
(
(
(
(
(
(
) Auditoria
) Perícia
) Custos
) Controladoria
) Tributária
) Pública
) Ensino
) Outra, qual?___________
91
11 – Você procura adquirir conhecimentos e
desenvolver habilidade e competências para o
exercício da sua profissão além dos adquiridos na
universidade?
(
(
(
(
(
( ) Realização de cursos da área contábil e afins
( ) Realização de pesquisas científicas
( ) Participação em seminários, encontros, congressos
da área
(
) Atualização por meio de livros, Informativos e
Internet
) Sim
) Sempre que possível
) Às vezes
) Raramente
) Nunca
13- Marque o principal motivo que influencia na sua
decisão de buscar formação continuada:
(
(
(
(
(
(
(
12- Em caso positivo à questão nº 11, quais os meios
que você utilizou para realizar sua formação
continuada?
) Exigência do empregador
) Facilidade oferecida (bolsa)
) Possibilidade de salário mais alto
) Necessidade para melhorar a qualificação profissional
) Desejo de fazer o curso
) Possibilidade de mudar de emprego
) Outro _____________
14- Como você vê a profissão contábil hoje?
( ) Em fase de expansão e reconhecimento
( ) Como uma profissão promissora
( ) Como mais uma profissão
(
) Iguala-se as demais profissões em termos de
importância dentro das empresas
2 Habilidades e Competências Necessárias ao Contador
1- Em relação às habilidades técnicas, gerenciais e
pessoais necessárias a um bom profissional contábil,
enumere de 1 a 4 as mais relevantes na sua opinião
dentro de cada categoria, sendo que o 1 representa o
mais significativo:
técnicas
( ) saber ouvir e
escrever
( ) ter capacidade
de oratória
( ) saber trabalhar
em equipe
(
)
possuir
conhecimentos
técnicos na área
de atuação
gerenciais
( ) conhecimento
em finanças
(
) capacidade
de tomada de
decisão
(
) controle das
ações de uma
organização
(
) capacidade
de negociação
pessoais
( ) liderança
( ) disciplina
( ) inovação
(
) ética e
responsabilidade
social
3 - De acordo com Hermenegilgo (2002) apud Vieira
(2006) o contador deve possuir capacitação para
empreender. Conforme sua opinião, enumere de 1 a 7
as habilidades necessárias que o contador deve ter
para possuir essa competência, sendo que o 1
representa o mais significativo:
( ) conhecimento de si mesmo
( ) aprender com a própria experiência
( ) dedicação, motivação
( ) espírito para inovar
( ) análise de mercado
( ) correr risco calculado
( ) planejamento
2 – Figueiredo e Fabri (2000) destacam que o
contador no exercício de sua profissão deve possuir
algumas atitudes, as quais estão descritas abaixo.
Em sua opinião, enumere de 1 a 5 as mais
relevantes, sendo que o 1 representa o mais
significativo:
(
(
(
(
(
) Responsabilidade
) Dedicação
) Pontualidade
) Cooperação
) Bom senso
4 - De acordo com Hermenegilgo (2002) apud Vieira
(2006) o contador deve possuir capacitação para
gerenciar. Conforme sua opinião, enumere de 1 a 7
as habilidades necessárias que o contador deve ter
para possuir essa competência, sendo que o 1
representa o mais significativo:
( ) delegar
( ) liderar
( ) negociar
( ) espírito para inovar
( ) análise de mercado
( ) correr risco calculado
( ) planejamento
92
5 - De acordo com Hermenegilgo (2002) apud Vieira
(2006) o contador deve possuir capacitação
estratégica. Conforme sua opinião, enumere de 1 a 5
as habilidades necessárias que o contador deve ter
para possuir essa competência, sendo que o 1
representa o mais significativo:
(
(
(
(
(
) identificar tendências
) realizar alianças e parcerias
) controlar e avaliar operações
) estipular ações de longo prazo
) procurar novos mercados
7 – Além das habilidades e competências
apresentadas anteriormente, você entende que para o
exercício da profissão a ética é:
(
(
(
(
) Muito importante
) Importante
) Pouco importante
) Não é importante
6- O que você considera mais importante na hora de
contratar um profissional para atuar na área
contábil?
( ) Conhecimento teórico
( ) Capacidade de liderança
( ) Ética
(
) Conhecimentos práticos
tecnicamente
( ) Criatividade
( ) Outros _____________
fundamentados
8- Em sua opinião, qual o principal motivo para atuar
eticamente no desenvolvimento de sua profissão?
( ) Princípios morais
( ) Medo de sansões
( ) Convicção religiosa
(
) Outro. Quais?_______________________________________________________________________
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