CENTRO UNIVERSITARIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
ANA LEE PEREIRA DE ALBUQUERQUE
RESPONSABILIDADE SOCIAL: um estudo de caso junto ao Banco do Brasil S.A –
Agência de Santa Rita na Paraíba
João Pessoa
2008
2
ANA LEE PEREIRA DE ALBUQUERQUE
RESPONSABILIDADE SOCIAL: um estudo de caso junto ao Banco do Brasil S.A –
Agência de Santa Rita na Paraíba
Monografia apresentada ao curso de Administração de Empresas
do centro Universitário de João Pessoa, em cumprimento às
exigências parciais para obtenção do titulo de bacharel em
Administração.
ORIENTADOR: Prof. Ms. Paulo Francisco Monteiro Galvão
João Pessoa - PB
2008
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ANA LEE PEREIRA DE ALBUQUERQUE
RESPONSABILIDADE SOCIAL: um estudo de caso junto ao Banco do Brasil S.A –
Agência de Santa Rita na Paraíba
Monografia apresentada ao curso de Administração de Empresas
do centro Universitário de João Pessoa, em cumprimento às
exigências parciais para obtenção do titulo de bacharel em
Administração.
Aprovada em ____/____/2008
BANCA EXAMINADORA
_____________________________________
Prof. Ms. Paulo Francisco Monteiro Galvão
Orientador
______________________________________
Prof. Ms. Reginaldo Cipriano dos Santos
Examinador
_________________________________________________
Prof.ª Ms. Ana Flávia Uzeda dos Santos Macambira
Examinadora
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Dedico este trabalho aos meus pais, Belarmino J.
P. de Albuquerque e Jacira D. de Santana e ao
meu filho Daniel G.V.S. Filho, por toda dedicação
e incentivo, e a todos que contribuíram para meu
crescimento pessoal e profissional.
5
AGRADECIMENTOS
Primeiramente venho agradecer a Deus por está graça que foi tão difícil de alcançar,
mas que sentir a presença dele em cada momento segurando a minha mão e me dando forças,
sabedoria e discernimento para que pudesse ultrapassar todas as barreiras e obstáculos que ia
surgindo em minha vida, e erguia minha cabeça e encorajando-me cada vez que algo surgia
para me desanimar, e iluminando as minhas idéias sempre que sentia alguma dificuldade.
No decorrer de nossas vidas, vão passando pessoas e começamos a notar que existem
pessoas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho, e por tem
lhe estimulado de alguma forma e por isso venho a agradecer a todos que colaboraram e
incentivaram enquanto desenvolvia minha monografia e até mesmo no decorrer da minha
graduação.
Quero agradecer e dizer que são pessoas muito importantes como meus pais Belarmino
J. P. de Albuquerque e Jacira Diniz de Santana, meu filho Daniel G. V.dos S. Filho, meus
irmãos Belarmino J.P. de Albuquerque Jr., Bruce Lee P. de Albuquerque, Emerson José
Martins por torcerem e estarem sempre ao meu lado me ajudando e dando forças, aos meus
parentes e amigos mais próximos.
Aos funcionários do Banco do Brasil agência Santa Rita que me deram força e me
ajudaram no projeto de pesquisa e colaboraram de todas as formas, do gerente ao pessoal que
trabalham na limpeza da agência.
Aos funcionários do Cendac que contribuíram para que esta etapa da minha vida se
concretizasse.
Agradeço ao meu Orientador Profº Ms. Paulo Galvão por ter aceitado meu convite
para me orientar e está sempre disponível para tirar as minhas dúvidas.
Agradeço a profª. Nilza por me acompanhar nessa etapa e sempre me orientar na
pesquisa e por toda sua paciência e dedicação.
Agradeço também aos demais professores que estiveram me dando forças,
incentivando e contribuindo para o meu aprendizado e crescimento profissional e pessoal.
Agradeço aos meus colegas de turma, os quais não serão esquecidos jamais, pois se
tornaram pessoas importantes na minha vida.
Aos adolescentes trabalhadores que contribuíram para que essa pesquisa obtivesse
êxito e por serem instrumentos de pesquisa.
6
E por fim agradeço a todos que de alguma forma contribuíram para que esse sonho
pudesse se tornar realidade.
7
ALBUQUERQUE, Ana Lee Pereira. Responsabilidade social: um estudo de caso junto ao
Banco do Brasil S.A – Agência de Santa Rita na Paraíba, 66fls. Monografia (Graduação em
Administração) – Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ.
RESUMO
A responsabilidade social é um tema que está sendo muito discutido atualmente e vem
gerando uma grande polêmica com relação a sua importância na sociedade e para quem
pertence a responsabilidade pelo social. este trabalho abordou a responsabilidade social junto
ao Banco do Brasil, e teve como objetivo analisar o grau de responsabilidade social do Banco
do Brasil agência de Santa Rita em torno do relacionamento dos públicos interno e externos
com a organização. Os procedimentos metodológicos utilizados nesta pesquisa foram,
questionários constituído de questões do tipo objetiva. A pesquisa foi bibliográfica,
caracterizando como estudo de caso do tipo descritiva, utilizando questionários que foram
aplicados aos funcionários do Banco do Brasil agência de Santa Rita (PB), aos funcionários do
órgão do governo (Cendac), e aos adolescentes trabalhadores que participam do projeto. Foi
constatado que a organização tem um bom relacionamento com o CENDAC e com os
Adolescentes e que desenvolve projetos ação social e a missão da empresa faz referencia a
responsabilidade social contribuindo para o desenvolvimento social.
Palavras-chave: Responsabilidade Social, Sustentabilidade, Ética Empresarial.
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ALBUQUERQUE, Ana Lee Pereira. Social Responsability: a case study close to Bank of
Brazil S.A. - Santa Rita´s agency in Paraíba, 66 fls. Monograph (Graduation in
Administration) - Center Academical of João Pessoa - UNIPÊ.
ABSTRACT
The Social Responsibility is a theme very discussed now and it is generating a great
controversy regarding importance in the society and for who belongs the Responsibility for
the social. This work approached the Social Responsibility close to the Bank of Brazil, and
had as objective analyzes the degree of Social Responsibility of the Bank of Santa Rita's
Brazil agency around the internal and external publics' relationship with the organization. The
methodological procedures used in this research were, questionnaires constituted of subjects
of the type aim at. The research was bibliographical, characterizing as study of case of the
descriptive type, using questionnaires that were applied to the employees of the Bank of Santa
Rita's Brazil agency - PB, to the employees of the Government's organ (CENDAC), and to the
hard-working adolescents that participate in the project. It was contacted that the organization
has a good relationship with CENDAC and with the adolescents and that it develops projects
of social action and the mission of the company makes reference the Social Responsibility
contributing to the social development.
Word-key: Social responsibility, Sustainability and Business Ethics.
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................09
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................................11
2.1 OS PRIMEIROS CONCEITOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUA
EVOLUÇÃO...........................................................................................................................11
2.1.1 A Responsabilidade Social empresarial no Brasil..........................................................13
2.1.2 Os stakeholders nas organizações...................................................................................15
2.1.3 A responsabilidade social e as instituições financeiras...................................................16
2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL E ÉTICA.....................................................................18
2.2.1 Ética nos Negócios..........................................................................................................20
2.3 A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS.......................23
2.3.1 Quando ser responsável socialmente...............................................................................23
2.3.2 Na prática quais as áreas que mais preocupam a sociedade ...........................................25
2.4 BANCO DO BRASIL S.A.................................................................................................26
2.4.1 Levantamento do histórico e perfil..................................................................................26
2.4.2 Ações sociais desenvolvidas pela organização................................................................29
2.5 CENDAC ...........................................................................................................................40
2.5.1 Programa adolescente trabalhador...................................................................................40
3 PROCEDIMENTOS METETODOLÓGICOS................................................................42
3.1 Caracterização da Pesquisa.................................................................................................42
3.2 Problematização..................................................................................................................42
3.3 Objetivos.............................................................................................................................43
3.3.1 Objetivo Geral..................................................................................................................43
3.3.2 Objetivos Específicos.......................................................................................................43
3.4 Campo Empírico................................................................................................................44
3.5 Universo e Amostra...........................................................................................................44
3.6 Instrumento de Coleta de Dados........................................................................................44
10
5 ANALISANDO O PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL QUE O BANCO DO BRASIL
OFERECE AS COMUNIDADES CARENTES...................................................................46
5.1 Na visão dos funcionários do Banco do Brasil...................................................................46
5.2 Na visão dos funcionários do CENDAC............................................................................51
5.3 Na visão dos Adolescentes Trabalhadores..........................................................................54
CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................58
REFERÊNCIAS......................................................................................................................60
APÊNDICES............................................................................................................................62
9
1 INTRODUÇÃO
A Responsabilidade Social é um tema que vem sendo muito discutido no mundo,
mesmo parecendo ser um assunto recente ele é um tema antigo que vem sendo debatido há
muito tempo, desde a Idade Média, quando religiosos e pessoas comuns preocupadas em
melhorar a vida do outro, discutiam sobre as necessidades dos mais pobres, e começaram a
contribuir para diminuir esse sofrimento.
No cenário mundial contemporâneo observam-se o processar de inúmeras
transformações de ordem econômica, política, social e cultural que, por sua vez, ambientam o
aparecimento de novos modelos de relações entre instituições e mercados, organizações e
sociedade. No âmbito das atuais tendências de relacionamento, verifica-se a aproximação dos
interesses das organizações e os da sociedade resultando em esforços múltiplos para o
atendimento de objetivos compartilhados.
Através da convergência entre metas econômicas e sociais, emergem os modelos de
organizações preocupadas com a elevação do padrão de qualidade de vida de suas
comunidades.
Estas
organizações–cidadãs
desenvolvem
o
processo
denominado
responsabilidade sociais.
As empresas estão desenvolvendo projetos de ações sócias voltadas para as
comunidades, buscando manter com seus clientes, funcionários, fornecedores, acionistas,
governos, enfim, todos os grupos de interesses, um relacionamento de parceria, mais se
comprometendo sempre em trabalhar e desenvolver os projetos com ética e responsabilidade
social.
Diante disso, surgiu a necessidade de analisar a política e o grau de responsabilidade
social do Banco do Brasil S.A, agência de Santa Rita (PB), em torno dos benefícios que a
empresa oferece e para a comunidade que interage.
Espera-se que essa pesquisa sirva como meio de informações para que cada vez as
empresas busquem conhecer qual a importância da responsabilidade social, e que contribuam
para tornar as organizações cada vez mais responsáveis socialmente.
Pois, muitas empresas não compreendem o verdadeiro sentido da responsabilidade
social, e acreditam que para ser socialmente responsável basta apenas não prejudicar a
sociedade. Sabe-se, porém, por isso não é suficiente, pois é preciso além de não prejudicar a
sociedade, contribuir para o desenvolvimento da mesma.
Responsabilidade social é um tema muito relevante, porém, ainda está pouco
explorado, então este trabalho servirá para contribuir na conscientização da sociedade na
10
importância do desenvolvimento de ações sociais, e a respeitar o meio ambiente. Por fim este
estudo servirá de instrumento de pesquisa para outras pessoas interessadas no tema respectivo.
Este trabalho foi estruturado da seguinte forma: inicialmente são apresentados o
referente a fundamentação teórica, que destaca a historia e os diversos conceitos de
responsabilidade social, além de abordar questões éticas e práticas da responsabilidade social
empresarial; em seguida os procedimentos metodológicos, que apresenta cada passo todos os
meios utilizados para a construção desse trabalho; e ainda abordou o levantamento histórico
da organização e as ações sociais desenvolvidas pela organização.
Ainda foram enfocados as analises dos dados, e por fim que apresentaram as condições
finais, as referencias utilizadas para a formação do estudo teórico e os apêndices compostos
pelos questionários utilizados como instrumento de pesquisa.
11
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Responsabilidade Social é uma nova maneira de conduzir os negócios da empresa,
tornando-a parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social, englobando preocupações
com um público maior (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores,
consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente). A ética é à base da Responsabilidade
Social e se expressa através dos princípios e valores adotados pela organização, sendo
importante seguir uma linha de coerência entre ação e discurso.
A Responsabilidade Social nunca se esgota, pois sempre há algo a se fazer, sendo um
processo educativo que evolui com o tempo. As empresas podem desenvolver projetos em
diversas áreas, com diversos públicos e de diversas maneiras.“Satisfaz as necessidades do
presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias
necessidades, e consiste em "assegurar o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo
contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente
saudável e uma sociedade estável".
2.1 OS PRIMEIROS CONCEITOS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUA
EVOLUÇÃO
Apesar do tema de responsabilidade Social esteja chamando bastante a atenção de
todos para o problema de conscientização global, podemos afirmar que este não é um tema
recente, pois ele é discutido desde a Idade Média, quando havia a preocupação dos religiosos
em torno do sofrimento dos pobres, quando perceberam a necessidade de diminuir o
sofrimento dos pobres e começaram a se comprometer com os atos de caridade.
No passar dos tempos, foi surgindo um agravamento dos problemas ambientais, de
saúde, educacionais, entre outros, principalmente devido ao aumento das diferenças sociais, o
que despertou; segundo Drucker, (1981, p. 23) a atenção não apenas das igrejas, mas, da
sociedade em geral, dos sindicatos, das organizações e dos governos, que passaram a
desenvolver ações nesse sentido.
De acordo com Ashley (2003) tudo começou em 1919, a questão ética, da
responsabilidade e da responsabilidade e da arbitrariedade dos dirigentes de empresas abertas
veio a público com o julgamento do caso Dodge versus Ford, que tratava da competência de
Henry Ford, presidente e acionista majoritário da empresa, para tomar decisões que
contrariavam interesses dos acionistas Jonh e Horace Dodge. Em 1916, Henry Ford, alegando
objetivos sociais, decidiu não distribuir parte dos dividendos esperados, revertendo-os para
12
investimentos na capacidade de produção, aumento de salários e fundo de reserva para
redução esperada de receitas em função do corte nos preços dos carros. A suprema corte de
Michigan foi favorável aos Dodges, alegando que a corporação existe para benefício de seus
acionistas e que diretores corporativos não podendo usar os lucros para outros objetivos e que
a filantropia poderia ser utilizada apenas realizada na medida em que favorecessem os lucros
dos acionistas.
A primeira conquista veio em 1953 quando se retomou o debate público sobre
responsabilidade social corporativa, no caso de A.P. Smith Manufacturing company versus
Barlow, nesse caso, interpretação da justiça de Nova Jersey quanto à inserção da corporação
na sociedade e suas respectivas responsabilidades foi favorável à doação de recursos para a
Universidade de Princeton, contrariamente aos interesses de um grupo de acionistas.
Então foi entre os anos 50 e 60 que as organizações começaram a perceber a
necessidade de investir em responsabilidade social e começar a promover ações para
contribuir pelo bem estar dos seus colaboradores, fornecedores, clientes, acionistas e
comunidades em geral, pois, começaram a perceber os problemas sociais e passaram a se
preocupar em solucioná-los.
Surgiram as questões sócio ambientais e começaram a divulgar as ações sociais em que
as empresas desenvolvia. Então o tema começou a se tornar popular e se espalhar pelo mundo
sendo mencionado e discutido em meios de comunicação de toda parte como, artigos de
revistas e jornais se expandindo e obtendo aceitação das idéias por toda parte. De acordo com
Oliveira, (2002, p. 201). “A importância do tema Responsabilidade Social começa a ganhar
força nesse período, através da comunicação”.
A visão mais clássica de responsabilidade social dava importância ao que o empresário
realizava termos de ações filantrópicas, fora de seu expediente normal de trabalho, sendo,
portanto, a responsabilidade social da empresa creditada aos atos beneméritos de seu
proprietário. No geral, essa abordagem clássica não se preocupa tanto com a responsabilidade
social das empresas, mas com a responsabilidade dos homens da empresa. Com o passar dos
tempos, o conceito começou a ganhar contornos mais amplos. Ao chegar ao interesse
acadêmico, por volta da década de 1960, nos EUA, seu entendimento já era ligado à
responsabilidade da empresa entre si.
Recuperando as últimas décadas de estudo sobre ética e responsabilidade social
corporativa Asheley observou (2003, p.20) observam que a empresa socialmente responsável
“é aquela que responde às expectativas de seus acionistas, chegamos à conclusão de que a
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empresa socialmente responsável é aquela que está atenda para lidar com as expectativas de
seus stakeholders atuais e futuros, na visão mais radical de sociedade sustentável.”
Os stakeholders são quaisquer grupos ou indivíduo que é afetado ou que afeta o
alcance dos objetivos das organizações. Assim, nesta categoria são incluídos todos os grupos
de interesse da organização, quais sejam clientes, funcionários, fornecedores, acionistas,
proprietários, governo, e comunidade local (KARKOTLI, 2006, p.16).
2.1.1 A Responsabilidade Social empresarial no Brasil
A iniciação da responsabilidade social no Brasil surgiu com a criação da Associação
dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) Brasil, a qual reconheceu a função da empresa
associada.
Segundo Toldo (2002, p. 77) A partir da década de 80 houve mudanças radicais e
singulares, não apenas pelo reflexo da velocidade da informação presente nas várias
dimensões da sociedade, mas principalmente, “pela integração dos mercados financeiros e o
crescimento singular do comércio internacional, chamam-se de globalização.” Se olharmos
para a América Latina, percebe que uma sutil revolução desenrrola-se diariamente com o
aparecimento de cidadãos com grandes dificuldades de inserção social na sociedade de
consumo, como jovens, imigrantes, entre outras minorias. Como destaca Passador (2002, p.1)
Em outras palavras, brasileiros, mexicanos, chilenos, argentinos etc. Com falta de acesso a
bens, serviços, segurança, justiça e cidadania excluídas do mercado do trabalho com o
desemprego ou empregos ruins e instáveis.
No Brasil, o movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou
forte impulso na década de 90, pó meio da ação de entidades não-governamentais, institutos
de pesquisa e empresas sensibilizadas para a questão. O trabalho do instituto Brasileiro de
Analises Sociais e Econômicas na promoção do Balanço social é uma de suas expressões e
tem logrado; segundo Souza (2007.24) progressiva repercussão.
Nesse período começou ser abordado o aspecto ético e moral da responsabilidade
social nas empresas, ocasião em foi lançada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a
Campanha Nacional da ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. E foi criado
também, nessa década o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social pelo
empresário Oded Grajew, um dos fundadores da empresa Grow Jogos e Brinquedos. De
acordo com Toldo (2002, p.77) Este instituto serve de intercâmbio entre os empresários e as
causas sociais, com o objetivo de disseminar a prática da responsabilidade social empresarial
por meio de publicação de experiências, programas e eventos para os interessados.
14
Com essa crescente competição e insegurança dos trabalhadores, cada vez mais a
população irá depender de políticas públicas efetivas que garantam educação e treinamento
adequado às exigências do mercado. É justamente neste ponto que encontramos uma das
grandes incoerências da globalização: cada vez mais as políticas econômicas liberais reduzem
o poder do Estado o transformando no que é chamado de Estado Mínimo. Por outro lado, cada
vez mais cresce o número de pessoas que exigem políticas públicas de proteção, que ofereça
seguro desemprego, programas de habitação, entre outras. O Brasil, por exemplo, em
inúmeras oportunidades ao longo da sua história perdeu a oportunidade de construir um
desenvolvimento integral do povo e do país. Essa dissociação segundo Passador (2002,p.2)
“cavou abismos, gerou contrastes e produziu disparidades internas e externas. O Brasil
econômico continua muito distante do Brasil social, marcado pela polarização social
crescente, desintegração social e violência.”
Hoje, a responsabilidade social no Brasil é amplamente discutida nos meios
acadêmicos e empresariais e seus defensores alegam que o comportamento socialmente
responsável é fator diferencial que ajuda a construir e a consolidar a marca empresarial,
representando um investimento para a sustentabilidade e o sucesso de longo prazo. Conforme
Passador (2002) um de seus grandes defensores é o Presidente do Instituto Ethos, Oded
Grajew, Para Grajew (apude PASSADOR, 2002, p.2)
A responsabilidade social não é uma atividade separada do negócio da
empresa. É a nova forma de gestão empresarial. E, para uma empresa ter
sucesso, para conquistar e ampliar mercado, para ter competitividade, a
responsabilidade social é indispensável. A empresa que não aumentar suas
políticas e não for socialmente responsável não terá espaço no mercado.
De acordo com Oliveira (2002) a idéia de responsabilidade social supõe que a
corporação tenha não apenas obrigações legais, mas também certas responsabilidades para
com a sociedade, as quais se estendem além dessas obrigações.
A atuação incansável da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança erradicação do
trabalho infantil e a adoção do selo Empresa Amiga da Criança por número expressivo de
empresas são exemplos vivos do poder transformador da iniciativa privada. As enormes
carências e desigualdades sociais existentes em nosso país dão à responsabilidade social
empresarial relevância ainda maior. A sociedade brasileira, segundo Souza (2002, p.24),
espera que as empresas cumpram um novo papel no processo de desenvolvimento: sejam
agentes de uma cultura, sejam atores de mudança social, sejam construtores de uma sociedade
melhor.
15
Observa-se um crescente envolvimento de significativa parcela do empresariado
nacional com as questões e as práticas relacionadas à responsabilidade social. E, como essa
prática vem sendo realizada de forma constante em grandes centros nacionais, e sendo
divulgadas em importantes meios de comunicação, percebe-se também que a responsabilidade
social é um conceito em construção, mas suas práticas já podem ser observadas no
comportamento empresaria brasileiro.
2.1.2 Os stakeholders nas organizações
Para facilitar o entendimento e a análise das possíveis orientações estratégicas da
empresas quanto à responsabilidade social nos negócios, podemos considerar as alternativas a
seguir como representativas do foco fundamental de relação da empresa com cada
stakeholders, essas orientações estratégicas podem ser combinadas entre si. O posicionamento
de cada empresa estará associado ao perfil cultural dos públicos que efetivamente exercem
poder sobre a direção dela, “esse perfil se reflete na orientação quanto a sua responsabilidade
social” (ASHLEY, 2003, p.37).
Para Hill e Jones (1998), os stakeholders são representados por atores individuais ou
por categorias de atores, que possuem interesses e expectativas na existência da organização;
Martins e Fontes Filho (1999) afirmam que existe a necessidade de ampliar o conceito de
stakeholders atualmente em uso, porque a complexidade das organizações está crescendo no
âmbito dos ambientes interno e externo.
Responsabilidade social para acionistas é entendida como maximização do lucro. Não
seria função da empresa cuidar do aspecto social e sim do Estado, ao qual cabe também todo o
aparato legal e fiscal. A responsabilidade social é vista do aspecto econômico: só se faz o que
aumenta os lucros, gerando valor para os acionistas. Assim, a contribuição voluntária deve
partir do individuo e não da empresa, porque seria um tributo sobre os lucros.
Para o Estado ou Governo a responsabilidade social da empresa está no estrito
cumprimento de suas obrigações definidas e regulamentadas em lei. É vista apenas sob o
aspecto jurídico/legal: só se faz o que a lei obriga. Em um contexto de incertezas jurídicas,
pois o que era permitido hoje pode ser proibido amanhã, e a empresa pode estar preparada
para mudanças rápidas de posicionamento e atitude. Em relação a comunidade a
responsabilidade social é vista como um ato voluntário da direção, de forma esporádica ou
estratégica.
È a empresa quem toma a iniciativa, mesmo que impelida pelo mercado. A
responsabilidade social tem um caráter assistencialista. Os empregados vêem a
16
responsabilidade social como forma de atrair e reter funcionários com qualificação, além de
alcançar mercados com barreiras não tarifárias e a responsabilidade básica de gestão de
Recursos Humanos e para a adoção de padrões e acordos internacionais, servindo de
parâmetro para auditorias e certificações. Para os fornecedores e compradores a orientação faz
com que a responsabilidade social percorra a empresa e se transponha para a cadeia de
produção e consumo.
A base è o comércio ético, seja nacional ou internacional, tanto com relação os
fornecedores. Na orientação para publicação de relatórios e promoção da marca, o foco é a
publicação do balanço social utilizando o modelo do Ibase e outros criados ou adaptados.
legislação em curso pretende torna-lo obrigatório para empresas com mais de cem
empregados.
No caso da orientação para o ambiente natural, a responsabilidade social tem
como objetivo o desenvolvimento sustentável, integrando fatores como
tecnologia, recursos, processos, produtos, pessoas e sistemas de gestão
ISO14000é o padrão internacional comumente utilizado para auditoria
ambiental, certificação e comércio ecossensível. (ASHLEY, 2003, p. 38).
2.1.3 A responsabilidade Social e as instituições financeiras
Os riscos ambientais tornaram-se cada vez mais determinantes para o negócio. A
gestão inadequada das questões ambientais pode causar perdas financeiras irreparáveis para a
empresa e, em decorrência, para os bancos. Os bancos, segundo Soler (2005, p.19) estão
sujeitos a três tipos de riscos ambientais: “Riscos direto, riscos indiretos, riscos de reputação.”
Risco direto são aqueles aos quais os bancos respondem diretamente como poluidores,
riscos associados às suas próprias instalações, uso de papéis, equipamentos, energia, etc.
Nessa modalidade se aplica diretamente o Princípio do Poluidor Pagador, ou seja, o banco
deve internalizar nos seus custos os gastos com controle de poluição.
No risco indireto o risco ambiental afetaria a empresa com a qual o banco tem
relacionamento como intermediador financeiro, via operações de crédito ou como detentor de
ativos financeiros (ações ou títulos de dívida).
No que se refere ao risco de reputação os bancos vêm sofrendo pressão do público em
geral e dos organismos não-governamentais (ONGS) para adotar uma política de
financiamento e investimento ambientalmente correta, sob pena de terem sua reputação
prejudicada diante da sociedade. A imagem dos bancos na sociedade é importante para o
sucesso conjunto de suas atividades e é considerada como parte de seu patrimônio.
17
A preocupação das instituições financeiras com as questões ambientais ocorreu
inicialmente como forma de evitar a responsabilização legal por danos ambientais produzidos
por bens que eram recebidos como garantia de empréstimos. A Comissão Européia, em 1989,
emitiu diretiva sobre Responsabilidade civil para danos causados por resíduos. As instituições
financeiras bancárias da Europa passaram a preocupar-se com questões ambientais, uma vez
que a diretiva responsabilizava tanto o produtor dos resíduos quanto o atual controlador. Os
financiadores poderiam também responder nessa última condição.
Em 1990, nos EUA, a justiça considerou a Fleet Factors Corporation responsável pelos
danos ambientais causados por um tomador de crédito, argumentando que esse banco tivera
capacidade para influenciar nas decisões de gerenciamento de resíduos do tomador de crédito.
Segundo Tosini (2005, p. 23) a justiça condenou o banco a proceder a descontaminação dos
20 imóveis. “Após essa condenação, uma pesquisa conduzida pela Associação dos Bancos
Americanos constatou redução de 46% dos financiamentos para atividades consideradas
ambientalmente arriscadas, como, por exemplo, a indústria química.”
No Fórum Econômico Mundial, em Davos, em 31 de janeiro de 1999, o SecretárioGeral das Nações Unidas, Kofi Annan, desafiou os líderes empresariais mundiais a apoiar e
adotar o Pacto Global, tanto em suas práticas corporativas individuais, quanto no apoio a
políticas públicas apropriadas.
O Pacto Global é uma iniciativa que tem como objetivo mobilizar a comunidade
empresarial internacional para a promoção de valores fundamentais nas áreas de direitos
humanos, trabalho e meio ambiente. O Pacto Global foi criado para ajudar as organizações a
redefinirem suas estratégias e ações, a fim de que todas as pessoas possam compartilhar dos
benefícios da globalização, evitando que estes sejam aproveitados por poucos.
O Pacto Global advoga dez princípios universais, derivados da Declaração Universal
de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre
Princípios e Direitos. Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. O Banco do
Brasil aderiu ao Pacto Global em novembro de 2003.
No Brasil, alguns bancos já manifestam sua preocupação com a variável ambiental nos
negócios, aderindo aos Princípios do Equador. Procuram garantir que os projetos financiados
sejam desenvolvidos de forma socialmente responsável e que reflitam boas práticas de gestão
ambiental.
18
A adoção aos Princípios do Equador implica a revisão cuidadosa das propostas de
clientes que solicitam financiamento de projetos, evitando-se, com isso, fornecer empréstimos
a projetos. cujo interessado não concorde com as políticas e procedimentos socioambientais
adotados pela instituição financeira. Até o momento (2007) 44 instituições bancárias já
aderiram aos Princípios do Equador (Equator Principles, 2007), sendo que cinco do Brasil,
incluindo-se aí o Banco do Brasil, que, em fevereiro de 2005, foi o primeiro banco oficial a
integrar o grupo de instituições financeiras brasileiras. (AGENDA 21, 2007, p.22)
O II Acordo de Capitais da Basiléia, a ser adotado a partir de 2007 pela maioria dos
países – e não apenas pelos países membros –, considera outros riscos enfrentados pelos
bancos para efeito de cálculo de capital regulamentar, exigindo modelos de gerenciamento de
risco mais precisos, com especial atenção para o risco ambiental.
2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL E ÉTICA
O trabalho de buscar uma definição para Responsabilidade Social solicita inicialmente
reflexões acerca do conceito de ética e do desenvolvimento do processo de cidadania. Falar
sobre ética e sua relação com responsabilidade social nos remete diretamente ao problema do
costume, hábitos ligados às manifestações de cada coletividade através de suas tradições,
vivências e crenças.
Especificamente na área de ética e responsabilidade social, há muitos trabalhos
interessantes que mostram preocupação com a cultura. Em administração, vários autores
também estão se voltando, com freqüência, para esses mesmos temas. Em comum entre essas
duas vertentes da literatura acadêmica há um reconhecimento de que ética, cultura e valores
morais são inseparáveis de qualquer noção de responsabilidade empresarial.afinal, o próprio
fato de se considerar que uma organização tem determinadas responsabilidades para com seus
interlocutores necessariamente envolve uma elaboração ética e vice-versa, qualquer reflexão
sobre ética sempre tem em mente as responsabilidades percebidas como intrínsecas às
organizações.
Embora a aparência confunda, os conceitos de ética e responsabilidade social são
diferentes. Responsabilidade Social, segundo Ferrel (2001, p.7) é a obrigação que a empresa
assume com a sociedade. “Ser socialmente responsável implica maximizar os efeitos positivos
sobre a sociedade e minimizar os negativos.” Ser socialmente responsável nos negócios vem
se tornando imprescindível para as empresas tomando a ética como ponto de partida.
19
Especificamente na área de ética e responsabilidade social, há muitos trabalhos interessantes
que mostram preocupação com a cultura.
Conforme Ashley (2003, p. 50) hoje em dia as organizações precisam estar atentas não
só as suas responsabilidades econômicas e legais,mas também a suas responsabilidades éticas,
morais e sociais.
Responsabilidade social que correspondem a atividades, práticas, políticas e
comportamentos esperados ( no sentido positivo) ou proibidos (no sentido negativo)
por membros da sociedade, apesar de não codificados em leis. Elas envolvem uma
série de normas, padrões ou expectativas de comportamento para atender o que os
diversos públicos (stakeholders) com as quais a empresa se relaciona consideram
legitimo, correto, justo ou de acordo com seus direitos morais ou expectativas .
Para Ashley (2003, p.51) em outras palavras, os valores morais de um grupo ou
organização definem o que é ser ético para si e, a partir daí, elaboram-se rígidos códigos de
éticas que precisam ser seguidos sob pena de ferirem os valores morais preestabelecidos.
De acordo com Bateman (1998, p.141) o objetivo da ética é identificar as regras que
determinam o comportamento das pessoas quanto ao “valor” que elas possuem. As decisões
éticas seguem o valor de cada pessoa ou lugar, valores são princípios de conduta como
proteção, honestidade, responsabilidade, manutenção de promessas, busca de lealdade, justiça,
integridade, respeito pelos outros e cidadania responsável. Pode-se assim dizer que ética é esse
conjunto de regras de acordo com o ambiente e os costumes das pessoas as quais estão
relacionadas às decisões.
Conforme Ashley (2003, p. 53) em uma época em que os vários contextos culturais ao
redor do mundo estão cada vez mais interligados e o papel social da empresas está sendo
repensado, principalmente por causa das grandes modificações que estão acontecendo no
papel de outras instituições (tais como o Estado e a sociedade civil), pode-se dizer que a
crescente atenção à ética e à responsabilidade social corporativa, bem como a idéia de que as
organizações do terceiro milênio precisam ser socialmente responsáveis se quiserem
sobreviver em meio à competição cada vez mais acirrada, fazem parte desses processos
profundos de mudanças.
20
Em resumo, está se tornando hegemônica uma visão de que os negócios devem ser
feitos de forma ética, obedecendo a rigorosos valores morais, de acordo com comportamentos
cada vez mais universalmente aceitos como apropriados.
2.2.1 Ética nos Negócios
Segundo ashley (2003, p. 51) a ética é mais sistematizada e corresponde a uma teoria
de ação rigidamente, podendo variar de acordo com o país, o grupo social, a organização ou
mesmo o individuo em questão.
Para Ashley (apud CARROLL, 2000, p. 36) as organizações terão de aprender a
equacionar a necessidade de obter lucros, obedecer às leis, ter um comportamento ético e
envolver-se em alguma forma de filantropia para com as comunidades em que se inserem.
De acordo com Srour (2003, p. 274) atualmente um dos maiores desafios das
organizações está em conduzir seus negócios de forma ética, enquanto alcançam altos níveis
de desempenho econômico, pois em uma economia competitiva como é atualmente, os
empresários se deparam em considerar todos os interesses dos stakeholders em um mercado
aberto e uma política liberal, isso se torna um enorme desafio para os administradores.
Conforme Bateman (1987, p. 142) comportamento ético das empresas em relação às
decisões nos negócios está se tornando cada vez mais freqüentes em jornais, notícias como:
contribuições ilegais para companhias políticas, suborno e outros tipos de escândalos, criando
assim uma imagem de que os empresários utilizam meios ilegais para alcançarem seus
interesses, aumentar seus lucros e vantagens competitivas. Isso está acontecendo porque a
competitividade dos negócios está cada vez mais acirrada e em busca de soluções para um
problema, as empresas acabam por escolher ações erradas e antiéticas que terminam sendo
descobertas.
Segundo Bateman (1987, p. 142) as questões éticas fundamentais nos negócios são as
mesmas em qualquer outra situação, o que a torna mais complexa é o fato de que agem de
acordo com os interesses de outros, podendo essa decisão afetar muitos grupos de pessoas de
forma profunda da responsabilidade social para o próximo não deixa de ser um valor cultural,
além de um princípio ético e um valor moral, uma vez que se situa no nível das estruturas
mentais de interpretação da realidade.”
De acordo com Ashley (2003, p.57) Pode-se perceber porque a dimensão cultural é
essencial para entendermos as formas que a responsabilidade social corporativa vem tomando
no mundo dos negócios. Por outro lado, a responsabilidade social de uma empresa tem que ser
21
pensada em relação a sua inserção em um complexo mundo social e cultural regido por
determinados valores e normas culturais comuns àquela sociedade. Por outro lado, a própria
noção de responsabilidade social é um valor cultural cada vez mais aceito e comumente
empregado ao redor do mundo, principalmente como conseqüência das atuais mudanças no
modo como se concebe o papel social da empresa perante a sociedade.
Para Ashley (apud FISCHER, 1999, p. 59) no Brasil teríamos dificuldades de criar
culturas organizacionais fortemente demarcadas, tornando tarefa árdua e de difícil
implantação a promoção, entre os funcionários menos graduados, dos valores éticos, morais e
culturais privilegiados pelos altos escalões de uma empresa. Talvez esse seja um dos motivos
pelos quais apenas uma pequena parte das empresas e do empresariado brasileiros tenha
declarado agir explicitamente de acordo com preceitos comumente associados à
responsabilidade social corporativa, como ações sociais e filantrópicas.
As empresas estão investindo mais em gestões éticas nas organizações, por
causa do comportamento da sociedade, que está atenta as suas ações, às
fiscalizações legais, aos movimentos de anticorrupção e a transparência da
empresa, pois tais comportamentos estão se tornando questões estratégicas,
fator diferencial de competitividade e consequentemente aumentando a sua
produtividade. (YUNG; MORALES, 2002, p. 57).
Conforme Srour (2000, p.59) uma característica marcante é a hibridez cultural
brasileira, que faz com nossas empresas convivam, por um lado, com os princípios éticos
racionais capitalistas derivados de um padrão internacional que define parâmetros de
profissionalismo e imparcialidade, credibilidade e transparência como essenciais para a
condução dos negócios e, por outro, com uma moral do oportunismo, um discurso não oficial,
mas oficioso, segundo o qual seria desejável e até legitimo que cada individuo procurasse
assegurar seus interesses em detrimento das leis e dos interesses dos colegas, dos outros
funcionários e da própria empresa, numa versão empresarial da conhecida “lei de Gerson”,
segundo a qual deve-se tentar “levar vantagem em tudo.”
Segundo Barbosa (1992, p. 59) Assim no Brasil teríamos um conflito entre dois
valores culturais: o da integridade e o do oportunismo ou entre dois traços culturais
profundamente enraizados: a valorização da idoneidade nas relações sociais (que transparece,
por exemplo, na reprovação geral à corrupção política) de um lado e, do outro, a lógica do
“jeitinho”, segundo a qual consegue o que quer quem faz valer seus interesses, mesmo que de
maneira excusa, e quem possui a melhor rede de relações pessoais influentes.
22
De acordo com Ashley (2003, p.56) a ética nos negócios é afetada também pelas
experiências pessoais do administrador, suas crenças, sua religião, sua família e suas
necessidades pessoais e financeiras, entre outras que irão determinar a conduta ética do
profissional. O profissional que não possui um conjunto ético pessoal forte tem uma tendência
a variar as suas decisões de uma situação para outra, à medida que maximizem os seus
interesses pessoais. Enquanto que, o profissional que possui uma estrutura ética, com regras
pessoais e estratégias éticas para tomar decisões, será mais confiante e estável nas suas
escolhas.
Para Srour, (2003, p. 274) a organização tem um importante papel no que se refere ao
estabelecimento de normas de condutas, políticas formais e regras escritas, ainda que não
garantam um resultado, são muito importantes no estabelecimento de um clima ético para a
organização e entre todos os participantes, esses códigos sustentam e reforçam a cultura
organizacional da empresa, influenciando de forma significativa sobre o comportamento ético.
Por operarem com o ambiente externo, as organizações devem estar atentas aos competidores,
leis e regulamentações governamentais. normas e valores sociais pois as leis interpretam os
valores sociais e definem o comportamento apropriado das organizações e seus participantes,
enquanto que, as regulamentações ajudam o governo a monitorar esses comportamentos e
mantê-los dentro de padrões aceitáveis. As organizações devem estar atentas à conduta ética
cumprindo os códigos de ética estabelecidos e respeitando-os seriamente ou estarão fora das
atividades organizacionais.
o compromisso que uma organização deve ter para com a sociedade, expresso por
meio de atos e atitudes que afetam positivamente de modo amplo e a alguma
comunidade de modo específico, atingindo pro ativamente e coerentemente no que
tange a seu papel especifico na sociedade e a sua prestação de contas com ela.
Para Ashley (2002, p.6) a organização, neste sentido, assume obrigações de caráter
moral, além das estabelecidas em lei, mesmo que não diretamente vinculadas a suas
atividades, mas que possam contribuir para o desenvolvimento sustentável dos povos.
Além disso, Fontes (2001, p. 16) complementa que o social não pode ser visto como
um mero gasto, mas como um importante investimento. Isso principalmente quando estiver
vinculado à promoção do desenvolvimento humano e social.
23
2.3 A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS
Observa-se que no Brasil há várias organizações que desenvolvem projetos
socioculturais nos mais diferentes campos: educação, crianças de rua, geração de renda,
cinema, teatro, musica, literatura, patrimônio, artes plásticas, entre outros. Estes projetos são
realizados por empresas públicas e/ou privadas, para prospectar o desenvolvimento da
comunidade, da cidade, do país.
Para Karkotli (2006, p.45) as organizações devem exercer a responsabilidade social
em seu interior ( dando suporte aos seus funcionários, oferecendo aos mesmos melhorias na
qualidade de vida) e no seu exterior proporcionando melhorias à comunidade.
Segundo Fontes (2001, p. 16) Numa visão geral, responsabilidade social corporativa é
toda e qualquer ação que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade,
possibilitando que as organizações demonstrem toda sua preocupação por meio de
significativos projetos sociais.
Contudo para Karkotli (2006, p. 45) a responsabilidade social é uma nova estratégia
para aumentar o lucro e potencializar o desenvolvimento das empresas. Essa tendência decorre
da maior conscientização do consumidor e conseqüentemente procura por produtos e práticas
que geram melhoria para o meio ambiente ou comunidade, valorizando aspectos éticos ligados
à cidadania.
2.3.1 Quando ser responsável socialmente
Para Karkotli (apud Chiavenato, 1987, p. 32) com a escola estruturalista tem início a
análise das organizações em interação com ambiente externo, ao ser influenciado pelas
abordagens dos sistemas abertos. As organizações operam dentro de um contexto, do qual
depende o seu desenvolvimento e a sua sobrevivência. É o ambiente que as organizações
obtém recursos e informações necessários para o funcionamento, e é nele que colocam o
resultado de suas operações. Na medida em que ocorrem mudanças no ambiente, as operações
das organizações são influenciadas por essas mudanças.
Conforme Toldo (2002, p. 80) quando as organizações não se comprometem em
solucionar os problemas internos e externos de seus funcionários, abre-se uma lacuna, onde
cada funcionário faz parte, não há inter-relacionamento e ninguém agrega valor. Não se
preocupa com a família do funcionário, a sua alimentação, os baixos salários e as longas
jornadas de trabalho, sucede o contrário do esperado: baixas produtividades e dedicação e alta
24
rotatividade. Compromete-se a qualidade dos produtos e serviços, além do desperdício de
matérias-prima e horas de treinamentos.
De acordo com Karkotli (2006, p. 32 ) o ambiente interno e externo assume
importância singular nas decisões dos administradores, que necessitam estar em sintonia com
um número maior de informações, variáveis dentre as quais estão as demandas empresariais
não apenas de acionistas, dirigente e trabalhadores, mas de uma variedade de grupos e
indivíduos com os quais a organização mantém algum tipo e relação.
Para Toldo (2002, p. 81) O meio ambiente esquecido e negligenciado, é outro fator que
se reflete na baixa qualidade de vida das pessoas. Gera um ônus para a sociedade, não só com
os gastos e multas em fiscalização (o que em curto prazo é bastante considerável), mas
também com consumo. Uma sociedade exigente boicota produtos e serviços que prejudicam e
destroem o meio ambiente.
Esse comportamento também ocorre quando a sociedade ou parte dela é
desconsiderada, como é o caso, por exemplo, dos deficientes físicos, negros, mulheres, e
velhos, essa situação se complica, pois dificilmente tais atitudes são aceitas, pois atualmente o
mundo não consegue mais esconder tais situações, visto que a transparência nas ações das
empresas com e pela comunidade é exigida a cada dia pela sociedade.
Contudo para Toldo (2002, p. 81) a empresa tem responsabilidade que vão além da
geração de riquezas para seus acionistas, investidores e dirigentes. Ela tem responsabilidade
para com o desenvolvimento social. Sua contribuição ao bem público não é apenas gerar
empregos e pagar impostos. Ela precisa comprometer-se coma sociedade, com ações
duradouras que levam em conta o bem-estar da comunidade na qual está inserida.
Segundo Ashley (2002, p. 41) A busca de alternativas para garantir crescimento e
sobrevivência no mercado de alta competitividade tem estado permanentemente na agenda dos
gestores organizacionais. É crescente a utilização de estratégias e processos que melhor
traduzam, junto com o lucro, a sensibilidade e sintonia das organizações para necessidade de
seus clientes internos e externos, relativamente a questões de qualidade de produtos ou
serviços oferecidos; à proteção e uso adequado de recursos do meio ambiente natural; a
relações éticas e justas para com trabalhadores, fornecedores e governos, como indicadores
que retratam a responsabilidade de social da organização para com a comunidade da sofre e
exerce influência.
As organizações tem sido persuadidos a se tornarem mais atentos, pelo fato de estarem
participando no desenvolvimento de atitudes e valores na sociedade.
25
2.3.2 Na prática quais as áreas que mais preocupam a sociedade administrativa
De acordo com Karkotli (2006, p. 45) a responsabilidade social é uma obrigação das
empresas. Alguns mecanismos já estão sendo propostos em forma de lei para que se assegure
a alocação de recursos para gastos sociais por todas as empresas. Logicamente, o exemplo
mais recente dessa tendência é o estabelecimento do conceito de balanço social das empresas.
Conforme Montana (2003, p. 34) afirma que são diversas as áreas que preocupam a
sociedade administrativa de certas empresas desde os anos 70, quando deu inicio a discurssão
sobre esse tema, responsabilidade social. Essas áreas são importantes para a empresa não
apenas pela obrigação social, mas também pela obrigação legal. As áreas que são mais
discutidas são as sócio-ambientais: Poluição da água, do ar, sonora, visual, por lixo tóxico e
sólido, e nas áreas humanas.
Poluição da água, em conseqüência da evolução nas atividades do setor físico-químico
e a detecção de poluentes em alimentos, a população está reivindicando por ações que
fiscalizam a utilização de pesticidas químicos na agricultura e no tratamento municipal de
esgotos.
Na poluição do ar, os automóveis e as indústrias, principalmente, as indústrias do setor
fabril são os principais poluidores do ar, mas por imposição da lei, em alguns lugares, as
empresas têm procurado soluções a partir das inovações tecnológicas para reduzir a poluição
do ar utilizando filtro, processos de lavagem de gás e precipitadores eletrostáticos para reduzir
o nível de poeira em suspensão.
No que se refere à poluição sonora, a perda da audição causada muitas vezes pelo
barulho nas grandes cidades e nas indústrias tem preocupado os profissionais de saúde, por
isso muitas cidades aprovam leis municipais que controlam esses níveis de poluição sonora.
Existe também uma crescente preocupação na área da poluição visual, considerada qualquer
coisa que deprecie a beleza natural ou o caráter essencial de uma área.
Se tratando da poluição por lixo tóxico e sólido, a preocupação principal está em
relação ao limite de capacidade dos aterros sanitários e do lixo sólido, pois sua deterioração é
lenta, afetando assim o meio ambiente, isso tem levado os governos municipais e estaduais a
autorizarem códigos sanitários que impõem exigências às empresas com relação ao manuseio
do lixo sólido, estimulando a reciclagem e exigindo que as empresas tomem cuidado com o
manuseio e a eliminação adequada das substâncias perigosas.
Enquanto nas áreas de preocupação social, desde a Lei dos Direitos Civis de 1964, a
empresa tem sido responsável pelas questões das minorias no local de trabalho. É exigido que
a administração formule, execute e assuma responsabilidade pelas práticas empresariais no
26
local de trabalho, quando essas praticas afetam as minorias, essa é uma maneira adequada de
corrigir injustiças sociais anteriormente cometidas contra tais minorias.
2.4 BANCO DO BRASIL S.A
A pesquisa foi realizada no Banco do Brasil S.A agência de Santa Rita com o
propósito de conhecer os projetos que a empresa desenvolve para beneficiar a comunidade e
que o crescimento econômico é uma condição necessária, mas não suficiente, para o
desenvolvimento sustentável, o qual pressupõe um processo de inclusão social com uma vasta
gama de oportunidades e opções para as pessoas.
Além de empregos de melhor qualidade e de rendas mais elevadas, é preciso que as
pessoas desfrutem de uma vida longa e saudável, adquiram conhecimentos técnicos e
culturais, tenham acesso aos recursos necessários a um padrão de vida decente.
A responsabilidade social deixou de ser um sentimento de alguns para ser um valor da
sociedade, para o Banco do Brasil é um compromisso que faz parte de sua estratégia
corporativa.
2.4.1 Levantamento do histórico e perfil
Em Portugal, o primeiro a compreender as vastas possibilidades de extrair vantagens
para o Estado através dos mecanismos de crédito bancário foi o italiano Domingos Vandelli,
que lecionara filosofia em Coimbra, a convite de Pombal.
Lançada a semente, ela viria germinar em solo brasileiro em decorrência da
transmigração da monarquia. Dom Rodrigo de Sousa Coutinho, um ilustrado típico, sugeriu
em 1808 a fundação do Banco do Brasil, o qual teria por objetivo facilitar "os meios e os
recursos de que as rendas reais e as públicas necessitarem para ocorrer às despesas do Estado"
(alvará de 12 de outubro de 1808).
O primeiro Banco do Brasil foi Instituído intencionalmente como organização
comercial autônoma, o Banco contava com a captação de recursos privados para dar início às
atividades. Suas ações, entretanto, foram dificilmente subscritas, vendo-se o governo na
contingência de cumular os acionistas de favores para que, ao final de um ano, pudesse
arrecadar a parcela mínima de capital necessário à sua instalação. As notas emitidas pelo
banco circulavam no Rio de Janeiro e as suas emissões cobriam os déficits orçamentários
provocados pela manutenção de uma corte numerosa e pela política externa expansionista de
dom João VI.
27
A instituição era ainda jovem quando, do exílio, o jornalista Hipólito da Costa
prenunciava: "O Real Erário muito tem exigido do Banco do Brasil obrigando-o a operações
muito superiores às suas forças, pondo-o em circunstâncias de faltar a seu crédito". O
favorecimento da monarquia atraía os subscritores, que estavam regionalmente assim
distribuídos: do total de 1.380 ações negociadas, o Rio de Janeiro retinha 57%, na Bahia havia
15%, em Minas Gerais 8% e em São Paulo 5%.
A degeneração das notas em papel-moeda inconversível não chegava a preocupar os
acionistas, para os quais a situação do Banco era altamente rendosa. A distribuição de
dividendos era generosa, pois estes eram calculados sobre os juros pagos pelo volume dos
empréstimos concedidos, mais 5% sobre o fundo de reserva.
Ora, o Estado era o maior cliente e solicitava sempre novas emissões para cobrir suas
próprias necessidades e compromissos com o Banco, o que tornava fácil a política de
agraciamento dos acionistas, em detrimento dos portadores das notas, isto é, do público em
geral. Em 1817, o total dos descontos particulares montava apenas seiscentos mil réis,
enquanto o Estado devia perto de sete mil contos de réis, o que bem traduz a política de
desinteresse em oferecer crédito à iniciativa privada.
A ampliação do raio de ação do Banco do Brasil com a autorização para organizar
filiais em outras cidades do reino deve ser entendida como uma procura de acionistas e
clientes em regiões com potencial financeiro. Tanto é assim, que logo após haver entrado em
funcionamento a Caixa de Descontos de Salvador, em 1818, foi regulamentada a filial de São
Paulo, que iniciou as atividades em 1820. Ficava patenteado que na Bahia, mesmo
tardiamente, o banco procurava participar da euforia dos preços do açúcar e, em São Paulo,
alimentava certa expectativa no sentido de sorver os excedentes monetários metálicos.
A filial de Pernambuco não chegou a funcionar porque os revolucionários de 1817
queimaram as notas remetidas do Rio de Janeiro para dar início às operações da caixa. A
monarquia pretendeu criar uma "carteira" do banco em Minas Gerais para a compra de ouro e
prata através de bilhetes de emissão especial. Os mineiros não se deixaram enganar com essa
operação e a "carteira" não teve movimento. "Era um plano organizado para desapossar Minas
da circulação das reservas metálicas e trocar esse sangue pela água rala dos papéis impressos,
sem nenhuma garantia", como disse Afonso Arinos.
Com essas medidas, o governo pretendia aparelhar o banco para preparar o lastro da
viagem de dom João VI a Lisboa. O público, pressentindo a manobra, apressou-se em
converter as suas notas em ouro, mas encontrou a cavalaria nas portas do Banco para impedir
o resgate. No Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo, onde quer que circulassem os bilhetes
28
do Banco, os metais preciosos desapareceram. O ouro se evadia no contrabando, na compra de
escravos, nas importações britânicas.
A volta de dom João VI a Portugal em 1821, levando consigo as reservas metálicas do
Banco, legou uma situação financeira alarmante para o herdeiro do trono. Com um déficit
superior a seis mil contos de réis, maior que seu capital e com um lastro metálico que cobria
apenas 20% do valor nominal de suas notas, o Banco do Brasil tornou-se a instituição
financeira de sustentação da Guerra de Independência.
O primeiro ministro da Fazenda do novo reino, Martim Francisco, procurou garantir a
sua solvabilidade utilizando-se de duas táticas: eliminar os impostos criados para sustentar a
remuneração dos acionistas e proibir novas emissões, inclusive às destinadas ao pagamento
dos dividendos. A desobediência a essas determinações foi flagrante e partiu do próprio
Governo, que continuou a sacar contra o banco e acabou por afastar o ministro.
Essas circunstâncias derivavam da incapacidade de a receita arrecadada cobrir as
despesas públicas e assegurar os gastos militares na consolidação da Independência. A partir
de 1824 a depreciação da moeda bancária se acentuou. O desempenho da instituição passou a
ser questionado pela oposição tão logo o Congresso foi aberto. O antagonismo ao Banco do
Brasil estava vinculado à luta contra o absolutismo que se exercia através da instituição que o
financiava.
A classe dominante de grandes proprietários e comerciantes, especialmente do Rio de
Janeiro, era conivente com o Imperador e seu banco porque remunerava-se regiamente
enquanto portadora das ações, na medida em que os juros dos empréstimos ao Tesouro eram
contabilizados como lucro. Lesada por essa artimanha era a população, que a cada emissão via
reduzir-se a capacidade de compra das notas em carteira, a mesma população que com o
pagamento de impostos contribuía para o pagamento dos juros da dívida.
Em 1828 o Banco estava contabilmente falido e o reconhecimento de sua falência
implicava reconhecer a insolvabilidade do Tesouro Nacional. O ágio dos metais sobre as notas
do Banco chegava a 100% quanto ao ouro, 40% quanto à prata e 12% quanto ao cobre. A
oposição exigia a extinção imediata do Banco do Brasil. A monarquia desejava uma
reestruturação que não matasse sua galinha dos ovos de papel.
Demonstrando sua postura moderada, saiu vitoriosa do Parlamento a posição de
liquidação gradual (lei de 23 de setembro de 1829). Pouco tempo depois começaram a surgir
críticas contra a liquidação do primeiro Banco do Brasil.
Historiadores, até os nossos dias, são unânimes em opinar que a economia não podia
prescindir de um instituto regulador do crédito e o Governo de um aparelho auxiliar da
29
administração que servisse de apoio às finanças públicas e como elemento de equilíbrio do
meio circulante.
Missão da empresa é ser a solução em serviços e intermédio financeiro; atender a
expectativa de cliente e acionistas; fortalecer o compromisso entre os funcionários e a
empresa, e contribuir para o desenvolvimento do país.
2.4.2 Ações sociais desenvolvidas pela organização
Responsabilidade socioambiental começa em casa Promovendo a cidadania interna
Uma empresa com dimensões expressivas, como é o caso do Banco do Brasil, necessita
instituir mecanismos participativos que possibilitem ouvir e dar conseqüência às opiniões,
sugestões e críticas feitas por seus funcionários. Afinal, são as pessoas que fazem o dia-a-dia
da Organização e que aplicam sua inteligência, seu afeto e sua energia na solução dos
problemas e na promoção dos negócios.
Inspirado no compromisso de manter o diálogo em caráter permanente com seus
funcionários, de modo a assegurar níveis superiores de gestão compartilhada e transparência,
o BB realizou, em 2003, o IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental,
que mobilizou e garantiu a manifestação de todos os 84 mil funcionários.
Foram colhidas cerca de 18 mil manifestações, entre críticas, sugestões e propostas,
sistematizadas em uma expressiva pauta de contribuições para as decisões estratégicas da
empresa. O BB vem, desde então, analisando as propostas em face às estratégias e políticas do
Banco, implementando aquelas consideradas aderentes e justificando o eventual não
acolhimento de outras.
É importante assinalar que algumas propostas resultaram em modificações das próprias
políticas e estratégias, em especial as relacionadas com Gestão de Pessoas.
Investimento na formação dos funcionários o Banco do Brasil reconhece a importância
da educação do indivíduo para sua inserção na sociedade e busca capacitar seus funcionários
além das necessidades do negócio. A oferta de treinamento é voltada para todos os segmentos
do corpo funcional.
Em 2005 foram concedidas 3.304 bolsas de graduação, 3.583 bolsas de MBA, 200 de
aperfeiçoamento e pós-graduação e 481 para estudos de língua estrangeira. O investimento
total em treinamento e capacitação foi de mais de R$ 100 milhões. Ao final de 2005, 37.712
funcionários possuíam curso de nível superior e 10.127 tinham especialização. Além disso,
para o ano de 2005, o Banco instituiu a meta organizacional de, no mínimo, 30 horas de
30
treinamento por funcionário, com impacto direto na pontuação que define a participação nos
lucros da Empresa.
Ao final do ano, a meta foi cumprida por 80.468 funcionários (96% do total). Está em
curso, também, o projeto piloto da Universidade Aberta do Brasil (UAB), fruto da parceria
entre o Banco do Brasil e o Ministério da Educação (ME), que visa oferecer ensino superior
de qualidade a pessoas que residem em áreas de difícil acesso. Como parceiro pioneiro do
ME, o Banco terá à sua disposição 7 mil das 10 mil 58 vagas oferecidas, que beneficiarão
prioritariamente os funcionários que ainda não possuem diploma de graduação.
O primeiro curso oferecido pela UAB, o de Administração de Empresas, terá duração de
quatro anos e meio. Pela metodologia de ensino à distância, estão previstos, no máximo,
quatro encontros presenciais por semestre, a serem realizados nos pólos escolhidos pelos
candidatos. As despesas com deslocamento e hospedagem decorrentes dos encontros
presenciais ocorrerão por conta dos funcionários.
Neste primeiro momento, será atendida parte do Estado de São Paulo, pela Universidade
Federal de Uberlândia, que instalou um pólo em Ribeirão Preto para atender aquela região.
Encontram se em fase final as negociações com universidades da Bahia, Espírito Santo,
Paraná, Pernambuco e do Rio Grande do Sul.
Pró-eqüidade de gênero Em 8 de março de 2006, na data em que se comemora o
Dia Internacional da Mulher, o Banco do Brasil anunciou a adesão ao programa Pró-Equidade
de Gênero, coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres do Governo
Federal. O objetivo é desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e na cultura
organizacional para alcançar a equidade de gênero no mundo do trabalho.
As estatísticas internas apontam um percentual reduzido de mulheres exercendo cargos
de primeira gestora, em torno de 8%, se comparado à quantidade de funcionárias na empresa hoje as mulheres representam cerca de 35% do quadro geral. Além disso, 30% das
funcionárias exercem cargo de gerência média no Banco do Brasil. Em contrapartida, pode-se
constatar que 32% das inscrições registradas para as certificações do Programa de Ascensão
Profissional são do contingente feminino, indicando o interesse das mulheres em investir no
seu desenvolvimento profissional.
A primeira ação a ser desenvolvida, fruto do compromisso estabelecido, será a
realização de pesquisa para identificar o perfil da diversidade na empresa e, entre outros
aspectos, verificar se existem fatores que interferem no processo de ascensão profissional das
mulheres.
31
Programa de reinserção funcional O Conselho Diretor do Banco do Brasil aprovou em
novembro de 2003 medidas voltadas para a reinserção dos funcionários afastados por acidente
de trabalho. Estas medidas também estão balizadas pelas reivindicações dos funcionários no
IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental e encontram-se em fase de
implantação.
Gestão do desempenho profissional o modelo de gestão do desempenho profissional
adotado pelo BB tem foco no desenvolvimento de competências, que representam
combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes no desempenho profissional,
dentro de determinado contexto ou estratégia organizacional. São objetivos do novo modelo:
informações sistematizadas para a gestão do desempenho; vinculação desse desempenho aos
objetivos da empresa; direcionamento de ações de capacitação; aprimoramento das
competências necessárias para a melhoria dos resultados do Banco e para o crescimento
profissional do funcionário; e a democratização das relações de trabalho.
A avaliação é realizada a partir de cinco perspectivas: financeira, clientes, processos
internos, comportamento organizacional e sociedade que são mensuradas com base em metas
e competências (auto-avaliadas e avaliadas pelo gerente da equipe, pelos pares e pelos
subordinados).
Relações com colaboradores a postura de Responsabilidade social do Banco do Brasil
não se restringe a seus funcionários. A preocupação em oferecer melhores condições de
trabalho também abrange os colaboradores do Banco. Um exemplo foi a iniciativa de firmar
em fevereiro de 2004 carta compromisso com a Confederação Nacional de Vigilantes, visando
principalmente aprimorar as relações entre as entidades de classe e o Banco e zelar pela
qualidade dos serviços e pelo cumprimento das obrigações trabalhistas por parte dos
fornecedores contratados, buscando garantir o comprometimento dos fornecedores com a
responsabilidade socioambiental.
Outro caso a se destacar foi o estabelecimento da nova jornada de trabalho de quatro
horas para o Programa Adolescente Trabalhador do Banco do Brasil, contra as cinco horas
anteriormente vigentes. Cabe ressaltar que a legislação que ampara o Programa Lei 10.097, de
19 de dezembro de 2000, conhecida como Lei de Aprendizagem, regulamentada pelo Decreto
5.598, de 1º de dezembro de 2000) permite jornada de até seis horas diárias. A decisão não
implicou alterações salariais, nem mudança na proporcionalidade de 75% e 25% das cargas
teóricas e práticas previstas para a aprendizagem do adolescente. Atende, assim,
reivindicações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério
Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego, além de guardar consonância
32
com a Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental. A medida proporciona aos
jovens aprendizes mais tempo para o convívio familiar e para o lazer, além de propiciar mais
segurança decorrente da possibilidade de estudo no período diurno.
Inclusão de companheiros homossexuais como dependentes na Cassi (plano de saúde
do banco) à luz dos compromissos estabelecidos nas políticas de responsabilidade
socioambiental, que define o respeito à diversidade como um de seus princípios, o Banco do
Brasil encaminhou em 2004 à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
(Cassi) estudo técnico defendendo a inclusão de pessoas homossexuais, companheiros e
companheiras de funcionários e funcionárias da organização, como beneficiário-dependentes
nos planos de saúde daquela Instituição. A proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo
da Cassi em outubro de 2005.
Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro (Pavas) atento aos aspectos
de saúde e de qualidade de vida no trabalho de seus funcionários, o BB revisou em 2005 o seu
Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro. As principais
alterações foram: acompanhamento, pelas Gerências Regionais de Gestão de Pessoas, do
cumprimento das ações de atendimento às vítimas e amparo a ameaças ou tentativas de assalto
e seqüestro que implicam risco para a segurança dos funcionários.
Atenção a pessoas com deficiência a partir da publicação do Decreto 3.298, de 20 de
dezembro de 1999, o Banco do Brasil passou a destinar 5% das vagas de cada seleção externa
às pessoas com deficiência. Em 2005, a Diretoria de Relações com Funcionários e
Responsabilidade Socioambiental da organização autorizou a posse de 105 candidatos com
deficiência.
No processo admissional, todos os candidatos aprovados são submetidos aos exames
médicos pré-admissionais, que incluem avaliações médicas e laboratoriais. Durante essa fase e
confirmando-se a condição de portador de deficiência, em conformidade com os Decretos
3.298/99 e 5.296/04, são registradas as recomendações médicas condizentes com as limitações
apresentadas pelo candidato e são realizadas a análise ergonômica e as adequações necessárias
do posto de trabalho.
Alguns tipos de deficiência exigem modificações do mobiliário, reformas na estrutura
física da agência para garantia da acessibilidade e instalação de recursos tecnológicos, tais
como, softwares destinados à leitura ou amplificação de imagens utilizados por deficientes
visuais.
Todas essas ações objetivam assegurar melhores condições e bem-estar para o
exercício da capacidade labor ativa sem prejuízo às limitações físicas já existentes,
33
possibilitando ao funcionário portador de deficiência o pleno desenvolvimento de suas
potencialidades no ambiente profissional.
A inserção do tema nos treinamentos internos com a produção de dois cursos autoinstrucionais, a divulgação de artigos pelos canais de comunicação da empresa e a formatação
de curso para a disseminação da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) entre os
funcionários, são outras ações empreendidas pela empresa.
Em dezembro de 2005, foi lançado o Programa de atenção à Pessoa com Deficiência
pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Sob o nome fantasia
de Programa Bem Viver, tem como objetivo promover o acesso de pessoas com deficiência e
de seus familiares ao atendimento de suas necessidades de saúde.
Ouvidorias interna e externa do Banco do Brasil é um canal de comunicação criado
para acolher denúncias, reclamações, e elogios dos funcionários, além de buscar a melhoria
contínua dos processos, programas e políticas da área de Gestão de Pessoas e
Responsabilidade Socioambiental.
A Ouvidoria Interna tem como premissas humanizar o relacionamento do Banco com o
seu público interno, atender o funcionalismo com cortesia e respeito e afastar-se de qualquer
preconceito e pré-julgamento. Pauta-se pela imparcialidade
em suas ações, porquanto não faz juízo de valor, e seu papel é mediar e buscar solução para os
conflitos, garantindo sigilo das informações.
A Ouvidoria Externa foi lançada em abril de 2005 e é destinada ao acolhimento de
reclamações, denúncias, sugestões e elogios dos clientes e cidadãos. É a porta de entrada de
críticas e sugestões desses públicos e evidencia que o Banco valoriza a opinião do cliente e da
sociedade, razão de existir de qualquer empresa.
Sala do acionista o Banco do Brasil tem como meta em sua estratégia corporativa
adotar padrões de governança que sejam referências para o mercado. O estatuto do BB prevê
práticas que garantam o equilíbrio de direitos entre os acionistas, a transparência e a prestação
de contas do negócio.
Com informações corporativas confiáveis e tempestivas, o Banco busca a melhoria da
percepção de sua imagem no mercado de capitais, valorizando suas ações. Um exemplo é a
sala do acionista, canal virtual de relacionamento, onde o investidor pode consultar, mediante
informação de senha, sua posição acionária, o histórico de rendimentos e a compra e venda de
ações, além de outras informações relativas ao mercado de capitais e ao próprio Banco.
Relações com fornecedores o Banco também se preocupa com o aprimoramento da sua
relação com fornecedores. O primeiro passo foi dado por meio do estabelecimento de uma
34
política de relacionamento que clarifica e torna transparente o que se espera da conduta de
cada uma das partes e entre estas. Dentro desse objetivo, espera-se que o Banco, além dos
critérios relacionados à economia, ao atendimento à legislação, às especificações de qualidade
dos produtos e serviços, e à confiabilidade nos prazos de suprimentos, também considere no
relacionamento com fornecedores o atendimento aos requisitos de responsabilidade
socioambiental.
Como resultados, pode-se citar a adoção de Acordos de Nível de Serviços, documento
que visa assegurar o comprometimento mútuo em relação às obrigações estabelecidas nos
contratos e o lançamento, em março de 2005, de um canal direto entre o Banco do Brasil e
seus parceiros no Portal Internet.
Por este canal é possível conhecer a política de relacionamento do Banco e os prérequisitos para se tornar um fornecedor do Banco do Brasil, além do regulamento das
licitações realizadas. A partir de uma relação de endereços e telefones disponibilizada no
Portal, também é possível entrar em contato com as equipes responsáveis pelo relacionamento
com fornecedores. Em breve, a página também contará com canais interativos para estabelecer
contato direto com os fornecedores e viabilizar um fluxo de informações adequado às
necessidades desse relacionamento.
Relações com concorrentes em seu relacionamento com concorrentes, o Banco
pratica a ética e a civilidade, mediante intercâmbio de informações e experiências realizado de
maneira lícita e transparente. O Banco do Brasil participa ativamente de comissões na
Federação Brasileira de Bancos, a Febraban. Na Comissão de Responsabilidade Social, por
exemplo, pode-se citar o envolvimento no Projeto Cisternas, que viabiliza a construção de
cisternas na região do semi-árido brasileiro. Além disso, destaca-se o convite do BB aos
demais bancos para que realizem doações em favor dos Fundos de Infância e Adolescência,
bem como para que se engajem no combate ao trabalho escravo e degradante, adotando
medidas para eliminá-lo de sua cadeia de relacionamentos e negócios.
Também participa, ao lado dos principais bancos e empresas brasileiras, de Câmaras
Técnicas do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS),
que têm como objetivo integrar os princípios e práticas do desenvolvimento sustentável no
contexto de negócio, conciliando as dimensões econômica, social e ambiental.
Eco eficiência pode ser definida como: “A estruturação de produtos e serviços que
satisfaçam às necessidades humanas e tragam qualidade de vida, enquanto reduzem
progressivamente os impactos ecológicos e a intensidade de uso de recursos durante seu
35
ciclo de vida a um nível compatível com a capacidade de suporte do planeta”
(PNUMA/UNEP).
Por meio do Eco eficiência, programa implementado a partir de janeiro de 2006, o BB
incentiva o desenvolvimento de iniciativas relacionadas à reciclagem, combate ao desperdício
de insumos, redução de custos operacionais e acompanhamento do impacto das atividades do
Banco no meio ambiente, por meio do monitoramento e da avaliação sistemática e
documentada do consumo de recursos naturais (como florestas, água e energia, por exemplo) e
destinação de resíduos resultantes do processo produtivo.
O programa integra e aprimora as diversas ações de redução de consumo, reutilização
e reciclagem já realizadas nas dependências do Banco, tais como: o Programa de
Racionalização do Consumo de Energia Elétrica (Procen), que representou economia de
energia de 17% e R$ 25 milhões em redução de custos no período de 1998 a 2003; o
Programa de Redução do Consumo de Água (Purágua), lançado em 2005 e que tem uma
estimativa de redução de 25% no consumo de água; o Programa de Recondicionamento de
Cartuchos e Toner, que em 7 anos de vida já reutilizou cerca de 490 mil carcaças,
representando R$ 169 milhões de economia para o BB; e o Programa Nacional de
Racionalização de Impressão, a ser iniciado no primeiro semestre de 2006, com projetos
voltados à racionalização e revitalização do atual parque de impressão, ao gerenciamento das
impressões e administração dos consumíveis, e à definição de novas políticas de impressão
que abrangerão todos os segmentos do BB.
Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável Práticas Administrativas e
Negociais com Responsabilidade Social Investimento Social Privado; Investimento na
cidadania; Desenvolvendo ações sociais. A terceira dimensão da estratégia socioambiental
constela as ações de cunho social que reforçam o caráter de empresa cidadã do Banco do
Brasil. Além das ações mencionadas nas outras duas dimensões, que influenciam o modo de
gestão do BB, outras iniciativas, já tradicionais, continuam a apoiar o desenvolvimento do
País.
A Fundação Banco do Brasil, criada em 1985, começou sua atuação a partir de dois
grandes programas que já vinham sendo desenvolvidos há mais de dez anos pelo Banco do
Brasil: o FIPEC, Fundo de Incentivo à Pesquisa Técnico-Científica, e o FUNDEC, Fundo de
Desenvolvimento Comunitário, que provia assistência a comunidades urbanas e rurais. De lá
para cá, a Fundação passou por muitas mudanças.
Tanto o FUNDEC como o FIPEC foram extintos em meados da década de 90, dando
lugar aos programas estruturados, como o AABB Comunidade, na área de Educação; e
36
Homem do Campo e Trabalho e Cidadania, na área de Geração de Renda. A partir de 1999, a
Fundação Banco do Brasil deixa de ser uma organização financiadora de projetos de outras
instituições, para se dedicar, com maior ênfase, aos projetos, programas e ações próprios.
A partir de 2003, a Fundação começa a discutir e adotar formas de promover uma
maior interação e contribuição para as políticas públicas, em particular para responder ao
chamado do Governo Federal para as diretrizes do Programa Fome Zero.
Assim, em interação com o Banco do Brasil, foram desenhadas ações dentro dos
conceitos estruturais do Programa Fome Zero que produzissem empreendimentos de geração
de trabalho e renda, além de priorizar as ações de educação que pudessem a elas ser
integradas. O direcionamento foi de promover iniciativas de inclusão social que contribuíssem
para que os pequenos produtores e os trabalhadores organizados se apropriem de um
percentual maior da renda gerada numa determinada cadeia produtiva e se eduquem para
assumir o protagonismo de suas histórias e de suas comunidades.
Com esse direcionamento, a prioridade para intervenção social foi a região do SemiÁrido. A Fundação começou a atuar com algumas tecnologias sociais em parceria com a
Embrapa Agroindústria Tropical, na caju cultura, nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte,
Piauí e Bahia, que incluía ainda o Sebrae, o próprio Banco do Brasil e organizações
vinculadas aos governos estaduais.
Nessa direção, a Fundação promoveu o investimento social em outros territórios e
regiões e buscou parceiros como o Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), na Amazônia
Legal, a Articulação do Semi-Árido (ASA), e o Movimento Nacional de Catadores de
Materiais Recicláveis (MNCMR), para atuação nos grandes centros urbanos. Essas são
organizações que mobilizam e qualificam a intervenção, que ajudam a transferir as tecnologias
sociais e fortalecem os empreendimentos solidários.
Na troca de experiências com parceiros, a Fundação aprendeu que a evolução dos
projetos passa pelo avanço no acúmulo e no investimento no capital humano. Para estruturar
grandes projetos, fica cada vez mais claro que é fundamental investir nas pessoas para que se
organizem, para ter também o tempo de construir esse capital. Por isso, a integração de
programas de geração de renda, educação e tecnologia social potencializa o salto de qualidade
dos empreendimentos dessa natureza.
O trabalho da Fundação Banco do Brasil, com a estratégia direcionada nesse contexto
participativo, avançou a partir de 2004, inclusive com a expansão do foco inicial do semiárido para a região Amazônica e para o Cerrado.
37
Sempre por meio de parceiros, com destaque para redes como a ASA, o GTA e, mais
recentemente, com a Rede Cerrado e entidades a ela filiadas. A expansão da área geográfica
de atuação significa, entretanto, uma redução da capacidade de investimento. Assim, tornou-se
ainda mais importante articular projetos e mobilizar parceiros, seja de órgãos públicos locais,
seja de instituições de caráter nacional.
Esse trabalho articulado da Fundação direcionou, a partir de 2006, a prioridade de
intervenção a cinco cadeias produtivas – caju cultura, mandiocultura, apicultura, reciclagem e
ovinocaprinocultura –, em projetos de desenvolvimento local, reaplicação de tecnologias
sociais, além das intervenções em alfabetização de jovens e adultos, complementação escolar,
inclusão digital, entre outras.
Para isso, a Fundação percebe que o trabalho é mais poderoso quando se une forças
com ministérios, ONGs e outros atores. Para garantir a integração das ações, identificaram se
projetos em locais que já contavam com alguma articulação e investimentos por parte de
algum dos parceiros como Sebrae e Petrobras, entre outros. Resulta desses esforços a
confiança do Banco do Brasil e da sociedade organizada, que vêm aumentando sensivelmente
o volume de recursos disponibilizados, hoje na casa de uma centena de milhões de reais por
ano, para que a Fundação cumpra sua missão de transformação social e melhoria da qualidade
de vida do brasileiro.
Cidadania Empresarial ao longo de sua história, o Banco do Brasil sempre se
posicionou como uma Empresa a serviço do País. A serviço não apenas do crescimento
econômico, mas do desenvolvimento humano e social das comunidades onde se insere e com
as quais se relaciona. Mais recentemente, seu compromisso com o Brasil ganhou novo
impulso. O BB assumiu e disseminou, por toda a sua cadeia de negócios, princípios de
responsabilidade socioambiental que estão levando ao aperfeiçoamento de seus produtos,
programas e serviços.
É nesse contexto que se enquadram as ações de Cidadania Empresarial. Ações com
peso crescente na estratégia corporativa da organização e que fortalecem suas práticas
gerenciais.
Seus principais norteadores são as políticas públicas definidas pelo Governo Federal.
O Banco do Brasil procura atuar em sinergia com as macro propostas para a área social.
Somar esforços é sua premissa. Assim, especialmente nos últimos anos, foi dada grande
ênfase ao Fome Zero.
O Banco do Brasil vem atuando nos quatro eixos articuladores dessa estratégia (ampliação do
acesso ao alimento, fortalecimento da agricultura familiar, geração de emprego e renda,
38
articulação e mobilização). Mais recentemente, suas ações de Cidadania Empresarial
agregaram os desafios impostos pelas Metas do Milênio.
Estabelecidas pelas Nações Unidas, têm como principal objetivo eliminar a fome e a
pobreza extrema no mundo, bem como promover a sustentabilidade do planeta. Entre as ações
em curso destacam-se: segurança alimentar e nutricional, alfabetização de jovens e adultos,
complementação escolar para crianças e adolescentes, inclusão digital, disseminação de
tecnologias sociais, fortalecimento da agricultura familiar, melhoria das condições de vida em
comunidades quilombolas e indígenas, ampliação do acesso à leitura e à cultura, estímulo ao
voluntariado, entre outras.
Perante um cenário de demandas urgentes e amplas, o Banco do Brasil renova seu
compromisso de ser um Banco a serviço das populações mais vulneráveis e do
desenvolvimento do País. Suas ações sociais marcam presença em todo o território nacional,
valendo-se da capilaridade da Empresa e da experiência de seu funcionalismo. A Fundação
Banco do Brasil, como braço social da corporação, é um dos principais agentes na promoção
dessas iniciativas.
Envolvimento do Empresariado com Ações de Cunho Social “Segmento que
rapidamente compreendeu a mudança de paradigma, procurando adaptar-se. Hoje, boa parcela
dos empresários nacionais tem uma nova compreensão de seu papel como agente
transformador de nossa sociedade. Os avanços não estão restritos à implementação de
processos de gestão ambiental ou de desenvolvimento de programas de responsabilidade
social. Recente pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão do
Governo Federal, constata que a maior parte das empresas do setor privado brasileiro investe
na área social principalmente por meio de ações assistencialistas. Das 9.140 empresas
utilizadas na amostra de um total de 782 mil empresas privadas do País, 59% investiram de
alguma forma na área social no ano 2000. O investimento chega a R$ 4,7 bilhões em 2000, o
equivalente a 0,4% do PIB daquele ano”.
Voluntariado o Banco conta com mais de 16 mil voluntários que estão se capacitando
em diversas áreas de conhecimento para atuação nas comunidades e em organizações nãogovernamentais. O BB e a FBB assinaram protocolo – Projeto Voluntários BB – para apoiar a
implementação de ações sociais voluntárias, voltadas à geração de trabalho e renda,
desenvolvidas por funcionários em comunidades sob risco social. Foram destinados, em
2004/2006, R$ 3.038.884,88 a 38 projetos.
Com o propósito de favorecer a execução das ações voluntárias e possibilitar ao Banco
o gerenciamento desse público, foi lançado na intranet corporativa o sítio “Voluntariado”, que
39
dispõe informativos, bancos de projetos e de oportunidades, dados de voluntários e de comitês
de cidadania.
A participação em ações voluntárias tem sido valorizada funcionalmente, pontuando
alguns processos internos de ascensão profissional, como ocorre, por exemplo, na seleção de
gerentes para a rede regional de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. O
programa Voluntariado está em permanente construção, buscando incorporar sugestões
apresentadas pelos funcionários.
O Fundo da Infância e Adolescência (FIA) é um fundo especial criado para o
financiamento de políticas sociais, programas e ações voltadas para a promoção e a defesa dos
direitos da Criança e do Adolescente, cujos recursos são investidos a partir de deliberação dos
Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente. Parte dos recursos do FIA provém de
doações que podem ser deduzidas do Imposto de Renda, no limite de 6% para pessoas físicas
e 1% para pessoa jurídica, conforme Lei 8.069/90.
O Banco do Brasil destinou, em 2003, R$ 4,5 milhões, em 2004, R$ 3,1 milhões em
2005, R$ 5,1 milhões para o FIA, referente a 1% do seu Imposto de Renda devido.
No ano de 2006 foram repassados R$ 7,9 milhões, sendo que R$ 3,9 milhões foram
para o Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que serão utilizados para a
revitalização do Sistema de Informações para a Infância e a Adolescência (Sipia),
beneficiando 5 mil Conselhos Tutelares, e para ações de formação à distância de Conselhos de
Direitos e Conselhos Tutelares, beneficiando 10 mil conselhos e 12 mil conselheiros; e R$ 3,9
milhões foram para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal para
construção do Instituto do Câncer Infantil e Hospital Pediátrico de Brasília, projeto da
Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Criança Portadoras de Câncer e
Hemopatias (Abrace).
Centros culturais e circuito cultural o Banco do Brasil apóia a promoção e divulgação
da cultura por meio da realização das mais variadas manifestações artísticas nos Centros
Culturais Banco do Brasil de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo e no Circuito Cultural que
no ano de 2005 foi realizado em Fortaleza, Belo Horizonte, Natal, Florianópolis, Salvador,
Recife, Curitiba e Porto Alegre.
Em 2006, aproximadamente 4 milhões de pessoas visitaram esses espaços culturais.
Foram realizados 1454 eventos com 12.362 apresentações nas áreas de música, dança, teatro,
cinema, artes plásticas, audiovisuais, idéias e programas educativos. A maioria dos eventos é
gratuita e outros têm preços populares, com doação de 20% da bilheteria a programas e
projetos.
40
sociais do Governo Federal.
O Programa Educativo de visitas orientadas às exposições do Circuito Cultural e dos
Centros Culturais possibilitou o contato de mais de 209 mil crianças e adolescentes com a
arte, em sua maioria proveniente de comunidades carentes.
Esporte em 2006, R$ 45,6 milhões foram investidos no marketing esportivo. O Banco
do Brasil manteve o apoio às seleções brasileiras de vôlei feminino e masculino, ao velejador
Robert Scheidt, organizou o circuito Banco do Brasil de vôlei de praia e desenvolveu o projeto
Tênis Brasil. Nos eventos do vôlei de praia, os complexos esportivos receberam, nas 16
etapas, 164 mil visitantes. Foram arrecadadas 741 toneladas de alimentos, gerados 4.180
empregos temporários e atendidas 6.196 crianças de 8 a 16 anos nas clínicas de vôlei.
Foram arrecadados, também, recursos destinados a entidades atendidas pelos Comitês
de Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil para desenvolvimento de ações autosustentáveis. No projeto Tênis Brasil, os destaques ficaram por conta do patrocínio ao circuito
Banco do Brasil de Tênis Juvenil e ao Brasil Open de Tênis, este considerado o maior evento
de tênis do Brasil e único na categoria ATP Internacional Series (Torneio Profissional
Masculino), gerando 1.200 empregos temporários.
2.5 CENDAC
Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente é um órgão do governo, onde prepara
crianças e adolescentes para que tenha uma profissão justa e honesta.
O cendac desenvolve atividades profissionalizantes que ajudam e proporcionam à
criança e adolescentes cursos, treinamentos que estimulem o lado educacional.
O cendac tem parcerias de organizações privadas, públicas e entidades que investem na
educação desses jovens.
2.5.1 Programa adolescente trabalhador
O programa Adolescente Trabalhador começou em 2004 em Campina Grande e hoje já
funciona em onze municípios. Gloria Guimarães afirmou que os jovens são selecionados em
suas escolas a partir das melhores notas e do comportamento.
O Banco do Brasil os contrata por dois anos, com carteira assinada, onde têm aulas
sobre atividades bancárias e no sábado aulas no Cendac de Gestão e Cidadania e de Português
e Matemática.
Nos dois anos de estágio no Banco do Brasil, os jovens recebem, além do salário, vale
transporte, vale alimentação e plano de saúde.
41
O programa tem demonstrado a cada dia uma positividade na questão da inclusão
social, preparando os jovens cada vez mais para o profissionalismo e que possam ter um
futuro melhor, proporcionando uma vida mais digna.
42
3
PROCEDIMENTOS METETODOLÓGICOS
Os procedimentos metodológicos aplicado no projeto de pesquisa será um de caso
baseado numa analise de pesquisa de campo, dentre vista a prática de responsabilidade social
no Banco do Brasil.
È a partir desse projeto que vamos observar que a responsabilidade para com próximo
não deixa de ser um valor cultural, além de principio ético e um valor moral, uma vez que se
situa no nível das estruturas mentais de interpretação da realidade.
Assim, podemos perceber por que a dimensão cultural é essencial para entendermos as
formas que a responsabilidade corporativa vem tomando no mundo dos negócios.
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
O projeto de pesquisa será um estudo de caso, onde se baseará na realidade vivida por
uma organização, dentre vista a prática de Responsabilidade Social na mesma. Que através
dessa pesquisa vamos perceber se há uma coerência através da aplicação dos projetos nessa
área dentro da organização. Iremos fazer uma avaliação se o projeto é eficaz. Uma pesquisa
quando se trata de estudo de caso ela consiste em aprofundar-se na prática dentro de uma
organização, tornando assim uma tarefa mais complicada.
Segundo Gil (1996, p. 121), é difícil traçar os limites de um objetivo. A totalidade de
um objetivo quer físico, biológico ou social, é uma construção intelectual. Não existem limites
concretos na definição de qualquer processo ou objeto.
Como lembram Goode, Hatt (1969, p. 423). “Mesmo o animal vivo é uma construção,
e o ponto onde termina o animal e começa „meio‟ é arbitrariamente definido”. Da mesma
forma, é um grupo de trabalho são construções que são definidas à medida que se tornam úteis
para a pesquisa e perceber características práticas de vivência do ser humano.
“Além de ser difícil traçar os limites de qualquer objeto social, é difícil determinar a
quantidade de informações necessárias sobre o objetivo delimitado.”
3.2 PROBLEMATIZAÇÃO
Responsabilidade Social é um tema que está sendo muito discutido e debatido no
mundo globalizado, chamando a atenção de todos para um problema de conscientização, onde
não apenas entidades voltadas aos trabalhos voluntários e de questões religiosas estão
43
envolvidas, mas as pessoas de um modo geral, e percebemos que cada vez mais a sociedade
tem a necessidade de buscar viver melhor em conjunto e harmonia entre si e a natureza.
Por isso o Banco do Brasil vem desenvolvendo um trabalho responsabilidade social em
parceria com órgãos públicos enfocando a necessidade de incluir os jovens adolescentes
pertencentes a comunidades carentes a adquirir experiência e conhecimento, para que possam
obter um futuro de êxito na vida profissional e pessoal proporcionando assim oportunidades
de seguir uma carreira de sucesso. O Banco do Brasil Também conscientiza a sociedade para a
questão sócia ambiental, que visa alertar as pessoas para as necessidades que há em obter uma
vida melhor, mais longa, mais saudável e segura.
Diante a essa questão social, surgiu a necessidade de investigar a seguinte questão: O
Banco do Brasil colabora com a sociedade no sentido de prestar serviços de
responsabilidade social coerentemente?
3.3 OBJETIVOS
3.3.1 Objetivo Geral
Analisar o grau de responsabilidade social do Banco do Brasil em torno do
relacionamento dos públicos interno e externos com a
organização, em relação ao seu
comprometimento com a comunidade.
3.3.2 Objetivos Específicos
 Observar se os Objetivos da organização correspondem com as expectativas
das comunidades inseridas no projeto;
 Avaliar o comprometimento da empresa em relação aos projetos de
responsabilidade social;
 Verificar se há coerência da empresa nas ações sócias desenvolvidas;
 Avaliar o relacionamento da empresa pesquisada com a parceria entre órgão
público para projetos sociais.
44
3.4 CAMPO EMPIRICO
O campo empírico da pesquisa foi em torno do Banco do Brasil S.A, agência de Santa
Rita (PB), empresa do setor financeiro de economia mista.
De acordo com Mafra (1992), O campo empírico é relativo à doutrina filosófica,
segundo a qual, o conhecimento que temos das coisas deriva da experiência sensível, que se
apóia exclusivamente na experiência e na observância, e não em uma teoria.
O Banco do Brasil foi escolhido para desenvolver a pesquisa devido aos grandes
avanços das ações sociais nas comunidades mais carentes.
Conforme se observa, a implementação dos programas e iniciativas que revelam a
responsabilidade social das organizações deve incluir o planejamento, desde um diagnostico
inicial da situação em que se encontra a empresa até a proposição final do conjunto de ações
que pretende ver implantado.
De acordo com Kartoli (2006, p. 45) as organizações devem exercer a responsabilidade
social em seu interior, dando aos seus funcionários, oferecendo aos mesmos melhorias na
qualidade de vida e no seu exterior proporcionando melhorias à comunidade.
3.5 UNIVERSO E AMOSTRA
O universo é o conjunto de todos os elementos sobre os quais desejamos tirar alguma
conclusão, de uma ou várias proposições ditas como verdadeiras. (Cooper, 2003, p.150).
Dessa forma, o universo desta pesquisa foi constituído pelos funcionários do Banco do
Brasil agência de Santa Rita (PB), pelo Órgão do Estado (CENDAC) e pelos Adolescentes
Trabalhadores.
Quanto às amostras, foram selecionados por 50% dos funcionários, 100% das pessoas
que fazem participam do projeto no órgão do Estado e 100% dos adolescentes participantes do
projeto adolescente trabalhador.
3.6 INSTRUMENTO E COLETA DE DADOS
Os dados foram coletados pela pesquisadora, utilizando formulários em forma de
questionários, os quais foram constituídos por perguntas objetivas. Conforme Gil (1999, p. 54)
Como o questionário foi aplicado pela pesquisadora, dessa forma o questionário se classifica
como contato direto.
45
È necessário salientar que tanto a organização, quanto a entidade não se opuseram na
aplicação do questionário, ao contrário houve uma ótima receptividade por parte das pessoas
que estavam sendo pesquisadas.
De acordo com Cooper (2003, p. 23), a observação ocorre quando o observador está
fisicamente presente e monitora pessoalmente o que ocorre.
Além de questionário, foi utilizada a observação simples para coletar informações para
a conclusão da pesquisa.
46
5 ANALISANDO O PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL QUE O BANCO DO BRASIL
OFERECE AS COMUNIDADES CARENTES
Os dados foram analisados quantitativamente, visando à objetividade dos fatos, uma
vez que a análise quantitativa utiliza técnicas estatísticas que servem para demonstrar os
resultados obtidos com os questionários.
Os dados desta pesquisa são decorrentes da aplicação de 32 (trinta e dois)
questionários, sendo que 10(dez) foram aplicados aos funcionários do Banco do Brasil, 2
(dois) aos funcionários do Cendac, e os outros 20 (vinte) questionários foram aplicados ao
Adolescente Trabalhador.
5.1 NA VISÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL
Na visão dos funcionários do Banco do Brasil a quem se deve
a obrigação da responsabilidade social
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Do governo
Das
Da sociedade
organizações
em geral
e governo
Das Ong's
Outros
Quadro1- Visão dos funcionários do Banco do Brasil sobre a responsabilidade social
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro1, Observa-se que dos 10 funcionários pesquisados 4 funcionários
afirmam que a obrigação da responsabilidade social é das organizações e do governo, 3
funcionários dizem ser da sociedade em geral e os outros 3 funcionários dizem ser das ONG‟s.
Nota-se com isso, que a opinião dos funcionários ainda é muito dividida.
De acordo com Ashley (2003) a responsabilidade social assume outras características,
englobando o publico interno e externo, além do investimento na preservação ambiental, mas
não necessariamente privilegiando uma categoria em particular.
47
O Banco do Brasil estabelece uma boa comunicação com o
Cendac no projeto Adolescente Trabalhador
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim
Não
Quadro2- A comunicação do BB com o Cendac no projeto Adolescente Trabalhador
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 2, percebe-se que a comunicação entre o Banco do Brasil com o
Cendac é transparente, pois, dos 10 funcionários pesquisados, 9 funcionários afirmam a
positividade da comunicação entre a organização e o órgão público e que apenas 1 funcionário
afirmou não ter um boa comunicação.
Nota-se com isso, que a maioria dos funcionários percebe que é importante atribuir a
comunicação entre as duas partes, e assim procurar solucionar os problemas existentes no
projeto.
De acordo com Santos (2001) na responsabilidade social além de cuidar do meio
ambiente saudável e do social, também é necessário contribuir para uma comunicação
transparente nas atividades sociais.
48
O projeto Adolescente trabalhador, é uma iniciativa positiva
para a inclusão social de menores carentes?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Quadro 3: O projeto adolescente trabalhador
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 3, Dos 10 funcionários pesquisados todos ele afirmam ser positiva
a iniciativa da empresa nesse projeto.
E concordam que essa iniciativa dentre os projetos de responsabilidade social do
Banco do Brasil é um dos mais positivos projetos existentes, onde possui um índice de
positividade e de inclusão social muito significativo.
Drucker (1981) chama a atenção para o fato de que é justamente em função da
empresa ser bem sucedida no mercado que cresce a necessidade de atuação socialmente
responsável, visando diminuir os problemas sociais. Assim, a responsabilidade social é um
fator importante para que as companhias mantenham sua sustentabilidade.
49
A empresa desenvolve outros projetos de ações
sociais?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Quadro 4: A empresa desenvolve outros projetos de ações sociais
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 4, observa-se que os 10 funcionários pesquisados do Banco do
Brasil, todos afirmam que conhecem pelo menos 1 tipo de projeto de ação social desenvolvido
pela empresa e citaram algumas.
Percebe-se que os funcionários pesquisados estão atentos aos projetos da organização o
que é muito satisfatório para a empresa.
De acordo com Santos (2001) o desenvolvimento de projetos sociais é extremamente
importante no campo da responsabilidade social, porém esta vai além do desenvolvimento de
projetos, relaciona-se ao comportamento ético da organização.
Diante disso, cabe a organização além de desenvolver esses projetos sociais preocupase em divulgar entre os funcionários e a comunidade em que faz parte com ética e
responsabilidade.
50
A missão da empresa faz referência à responsabilidade
social?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Quadro 5: A missão da empresa faz referência à responsabilidade social
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 5, observa-se que os 10 dos funcionários pesquisados afirmam que
a missão da organização faz referência à responsabilidade social. Nota-se com isso, que o
comprometimento do Banco do Brasil pelo social.
Segundo Oliveira (2002)
a doutrina da responsabilidade social determina que a
instituição assuma as suas funções sociais, devendo o profissional responsável encarregar-se
do redimensionamento da missão.
51
5.2 NA VISÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO CENDAC
Na visão dos funcionários do Cendac a quem se deve a
obrigação no que se refere a responsabilidade social?
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Do governo
Das
Da sociedade
organizações
em geral
e governo
Das Ong's
Outros
Quadro 6: Na visão dos funcionários do CENDAC de quem é a obrigação da responsabilidade social
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 6, dos 2 funcionários do CENDAC, 1 funcionário afirma que a
obrigação é do governo e o outro funcionário diz ser da sociedade em geral.
Independente de quem seja a responsabilidade pelo social de acordo com Santos e
Mendes (2001), o desenvolvimento de projetos social é extremamente importante no campo
da responsabilidade social, porém esta vai além do desenvolvimento de projetos, relaciona-se
ao comportamento ético.
52
Como se classifica o relacionamento do Banco do Brasil
com o CENDAC?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Otimo
Bom
Regular
Quadro 7: Como se classifica o relacionamento do Banco do Brasil com o CENDAC
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 7, observa-se que os 2 funcionários pesquisados, todos afirmam ter
um ótimo relacionamento com o Banco do Brasil. Diante disso nota-se que é importante e
necessário para o projeto manter um bom relacionamento entre a empresa e o órgão do estado.
Segundo Ashley (2003) a responsabilidade social pode ser definida como o
compromisso que uma organização deve ter para ter para com a sociedade, expresso por meio
de atos, atitudes e um bom relacionamento com a comunidade que afetam positivamente .
53
A parceria entre o Banco do Brasil e Cendac obtém
resultados positivos?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Quadro 8: A parceria entre o Banco do Brasil e o CENDAC obtém resultados positivos
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 8, observa-se que os 2 funcionários pesquisados a parceria entre o
Banco do Brasil e o CENDAC obtém resultados positivos, o que é ótimo para todos os
envolvidos no projeto.
De acordo com Sour (2003), a empresa cidadã deve atender as necessidades de todos
que fazem parte da sociedade, essa é uma atitude que demonstra responsabilidade pelo social
trabalhando assim em parceria com a comunidade e sociedade em geral.
54
5.3 NA VISÃO DOS ADOLESCENTES TRABALHADORES
Na visão dos Adolescentes Trabalhadores para quem é a
obrigação no que se refere a responsabilidade social?
45%
40%
35%
30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%
Do governo
Das
Da sociedade
organizações
em geral
e governo
Das Ong's
Outros
Quadro 9: Na visão dos Adolescentes Trabalhadores para quem se deve a obrigação da responsabilidade social
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 9, observa-se que dos 20 adolescentes pesquisados, 8 adolescentes
afirmaram ser obrigação do governo a responsabilidade social, 6 adolescentes afirmaram que a
responsabilidade social é obrigação das organizações e governos, 4 adolescentes afirmaram
que a obrigação é da sociedade em geral, e 2 adolescentes afirmaram que a obrigação é das
Ong‟s. E
Uma vez que os adolescente possuírem uma visão mais limitada por serem
inexperientes ocorrendo assim opiniões tão divididas.
Drucker (1981) afirma que a responsabilidade social não é um dever apenas das
Igrejas, governos, sindicatos e Ong‟s mas de todas as organizações e da sociedade em geral.
55
Como é o relacionamento dos adolescente com o Banco
do Brasil?
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Otimo
Bom
Regular
Quadro 10: Como é o relacionamento dos adolescentes com o Banco do Brasil
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 10, observa-se que dos 20 adolescentes pesquisados, 18 afirmam
que o relacionamento deles com Banco do Brasil é ótimo e apenas 2 afirmam que o
relacionamento deles é bom. Esse resultado revela positividade, pois, o relacionamento entre a
organização e os adolescentes na sua maioria é ótimo, demonstrando cada vez mais que a
existência de responsabilidade nesse projeto.
De acordo com Srour (2003) a empresa cidadã deve atender as necessidades de todos
que fazem parte da sociedade, essa é uma atitude que demonstra responsabilidade pelo social.
56
Como é o relacionamento dos adolescentes com o
Cendac?
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Otimo
Bom
Regular
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Quadro 11: Como é o relacionamento dos adolescentes com o CENDAC
Conforme o quadro 11, dos 20 adolescentes pesquisados, 18 adolescentes afirma que o
relacionamento com o CENDAC é ótimo e apenas 2 afirmam que o relacionamento com o
CENDAC é bom, diante disso é possível afirmar que o CENDAC possui responsabilidade na
aplicação desse projeto.
De acordo com Oliveira (2002) a idéia de responsabilidade social supõe que a
organização não tenha apenas obrigações legais, mas também responsabilidade com a
sociedade, que pode ser revelada através de projetos de ação social, que visem, a melhoria de
alguns aspectos da sociedade.
57
Desde a participação do projeto, os adolescentes
obtiveram resultados positivos?
120%
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Quadro 12: Desde a participação do projeto, os adolescentes obtiveram resultados positivos
Fonte: Dados da pesquisa (2008)
Conforme o quadro 12, dos 20 adolescentes pesquisados, todos obtiveram resultados
positivos desde que começaram a participar do projeto, esse resultado afirma que esse projeto
é de extrema importância para comunidade.
De acordo com Ashley (2003) num momento em que as organizações poderiam
licitamente se eximir da responsabilidade social, a parceria e união de governo com empresas
cidadãs, ajudando a liderar o processo de reconstrução social do país. Iniciativas de muito
mérito surgiram, contando com adesão de empregados e das comunidades. Resultados muito
positivos já podem ser detectados, e outros só com o tempo serão mensurados.
Desse modo nesse último resultado revela que a parceria entre o Banco do Brasil e o
CENDAC é positiva e demonstra que a inclusão e incentivos de atividades educacionais para
esses jovens promove o equilíbrio e segurança numa sociedade.
58
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer dos tempos cresceu entre empresários, políticos, cientistas sociais, lideres
comunitários, ativistas de movimentos populares, artistas, historiadores da cultura, mulheres e
homens comuns de todas as classes sociais, a percepção de que um novo mundo estava
surgindo um mundo moldado pelas novas tecnologias, pelas novas estruturas sociais, por uma
economia e uma nova cultura.
Considerando-se os estudos teóricos realizados para aprofundar o tema deste estudo, e
os dados analisados da empresa pesquisada, chegou-se às seguintes conclusões: Quanto ao
relacionamento que o Banco do Brasil mantém com o CENDAC e os Adolescentes
Trabalhadores.
Pelo que foi observado tudo leva a crer que o relacionamento entre essa parceria é
satisfatório e a comunicação entre eles é muito transparente. Com a pesquisa observou que os
funcionários do Banco do Brasil, os funcionários do Cendac e os Adolescentes procuram
manter o equilíbrio com uma parceria positiva.
Apenas na questão que se refere para quem é a obrigação da responsabilidade social,
houve opiniões divididas, nesse sentido a maioria dos funcionários do Banco do Brasil ressalta
que a obrigação da responsabilidade social é das organizações e do governo, já para os
funcionários do Cendac as opiniões se dividiram em achar que a obrigação cai para o governo
e a sociedade em geral, e para os adolescentes a maioria afirma que a obrigação é do governo,
porém, temos que levar em conta que são pessoas de formações diferentes, sendo considerável
essa divisão.
Por outro lado, observou-se que o relacionamento entre eles é positiva e que o projeto
além de instruir os jovens ainda proporciona a eles confiança e demonstra interesse pelo seu
aprendizado e evolução, o que é muito considerável.
Com isso os jovens tende a lucrar, pois, desde a inclusão nesse projeto, através da
pesquisa, notou-se que os adolescentes obtiveram grandes resultados positivos.
O importante é que a organização tem consciência do quanto é necessário iniciativas
de projetos como esse, e que a responsabilidade socioambiental começa dentro da organização
e que os funcionários estão envolvidos nesse projeto.
Na verdade, provavelmente a empresa realmente busca manter um bom
relacionamento com o seu público interno e externo, pois além de desenvolver programas
sociais, percebeu-se que não se trata de uma política imediatista, uma vez que a
59
responsabilidade social, realmente faz parte da missão da empresa, na verdade é um dos
objetivos a ser perseguido pela mesma.
Para Drucker (1981) a responsabilidade social é uma responsabilidade não apenas das
organizações sem fins lucrativos, uma vez que se sabe que esta é uma responsabilidade de
toda a sociedade.
Por fim, pode-se concluir que o Banco do Brasil desenvolve políticas de
responsabilidade social que envolve um relacionamento respeitoso, tanto para o público
interno quanto para o publico externo. E que através dessa pesquisa o Banco do Brasil
colabora com a sociedade no sentido de prestar serviços de ações sociais, comprometendo-se
com a comunidade em cumprir de forma coerente as suas responsabilidades.
È necessário salientar, que a pesquisadora não pretende com essa pesquisa, ser
conclusiva, porém, criar novas possibilidades de estudos em torno desse tema.
Recomendando-se outras realizações de estudos com o intuito de investigar a responsabilidade
social em outras organizações.
60
REFERÊNCIAS
ASHLEY, Patrícia Almeida, Ética e responsabilidade Social nos Negócios. 1ed. São Paulo:
saraiva, 2003.
BATEMAN,THOMAS S. Administração: construindo vantagens competitivas; São Paulo:
Atlas,1998.
COOPER, Donald R. Métodos de pesquisa em administração; 7ed. Porto Alegre: Bookman,
2003.
DRUCKER, Peter Ferdnem. Fator Humano e desempenho: o melhor de Peter F. Drucker,
São Paulo: Pioneira, 1981
DRUCKER, Peter Ferdnem. o melhor de Peter F. Drucker; a administração; São Paulo:
Nobel, 2001.
FERREL, O.C. Ética Empresarial: dilemas, tomadas de decisões e casos; Rio de Janeiro:
Reichmanne e Afonso Editora, 2001
KARKOTLI, Gilson. Responsabilidade Social Empresarial; Rio de Janeiro Ed. Vozes, 2006
OLIVEIRA, Bernardina Maria Juvenal Freire. Conversa sobre normalização de textos
acadêmicos; João Pessoa: Editora Universitária da UFPB
SROUR, Robery Henry. Ética empresarial: a gestão da reputação; Rio de Janeiro: Campus,
2003.
SOUZA, Luiz Oswaldo S. Moreira. Agenda 21: Banco da Sustentabilidade; Brasília
Editora: Banco do Brasil, 2007
RESPONSABILIDADE SOCIAL. Disponível em <http.www.institutoethos.com.br>Acesso
em 22/01/2008.
61
SUSTENTABILIDADE. Disponível em <http.www.bb.com.br> Acesso em 15/01/2008.
.
62
APÊNDICES
63
APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS FUNCIONÁRIOS
Este questionário te como finalidade subsidiar um trabalho de conclusão do curso de
Administração de Empresas, cujo objetivo principal consiste em analisar a responsabilidade
social no Banco do Brasil – no que diz respeito a sua interação com seus clientes interno e
externo. Suas respostas devem ser individuais e serão mantidas em absoluto sigilo. Pedimos
que responda cada item o mais francamente possível. Não é necessário se identificar.
1.
(
(
(
(
(
2.
Em sua opinião, a quem se deve a obrigação no que se refere a responsabilidade
social?
) Para o governo;
) Organização e governo;
) Sociedade em geral;
) Das Ongs, governos, igrejas, sindicatos;
) Outros.
A organização estabelece uma boa comunicação com a entidade parceira do
projeto Adolescente Trabalhador?
( ) Sim
3.
Em sua opinião, o projeto Adolescente Trabalhador, é uma iniciativa positiva para
a inclusão social de menores carentes?
( ) Sim
4.
( ) Não
( ) Não
A empresa desenvolve outros projetos de ações sociais?
( ) Sim
( ) Não
Se for positivo, quais os projetos desenvolvidos pela organização que você conhece?
5.
A missão da empresa faz referência à responsabilidade social?
( ) Sim
( ) Não
64
APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO APLICADO A ORGÃO PARCEIRO (CENDAC)
Este questionário te como finalidade subsidiar um trabalho de conclusão do curso de
Administração de Empresas, cujo objetivo principal consiste em analisar a responsabilidade
social no Banco do Brasil – no que diz respeito a sua interação com seus clientes interno e
externo. Suas respostas devem ser individuais e serão mantidas em absoluto sigilo. Pedimos
que responda cada item o mais francamente possível. Não é necessário se identificar.
1.
Em sua opinião, a quem se deve a obrigação no que se refere a responsabilidade
social?
(
(
(
(
(
2.
) Para o governo;
) Organização e governo;
) Sociedade em geral;
) Das Ongs, governos, igrejas, sindicatos;
) Outros.
Como você classifica o relacionamento da organização Banco do Brasil com o Órgão
parceiro (Cendac)?
( ) Ótimo
( ) Bom
( ) Regular
3.
Em sua opinião, a parceria entre o Banco do Brasil e o Cendac obtém resultados
positivos?
( ) Sim ( ) Não
65
APÊNDICE C – QUESTIONÁRIO APLICADO ADOLESCENTES TRABALHADOR
Este questionário te como finalidade subsidiar um trabalho de conclusão do curso de
Administração de Empresas, cujo objetivo principal consiste em analisar a responsabilidade
social no Banco do Brasil – no que diz respeito a sua interação com seus clientes interno e
externo. Suas respostas devem ser individuais e serão mantidas em absoluto sigilo. Pedimos
que responda cada item o mais francamente possível. Não é necessário se identificar.
1.
Em sua opinião, a quem se deve a obrigação no que se refere a responsabilidade
social?
(
(
(
(
(
2.
) Para o governo;
) Organização e governo;
) Sociedade em geral;
) Das Ongs, governos, igrejas, sindicatos;
) Outros.
Como è o seu relacionamento com a empresa pesquisada Banco do Brasil?
(
(
(
(
3.
) Ótimo
) Bom
) Regular
) Péssimo
Como é o seu relacionamento com o órgão do governo (Cendac)?
(
(
(
(
) Ótimo
) Bom
) Regular
) Péssimo
4.
Desde que você começou a fazer parte desse projeto, você conseguiu obter resultados
positivos na sua vida?
( ) Sim
( ) Não
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CENTRO UNIVERSITARIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ