Espuma de poliuretano com prata como terapia tópica em úlcera
venosa
Enfermeira Patricia Vera¹
Enfermeira ET Rosiane Bittencourt²
Introdução: As úlceras de perna, constituem-se em um problema grande de abrangência mundial,
sendo responsável por índices de morbidade e mortalidade significativos. Tendem à cronicidade,
recidivas e comprometem a mobilidade física, a capacidade funcional e a qualidade de vida.
Objetivo: Avaliar a eficácia do uso da espuma de poliuretano com prata no manejo do exsudato,
promoção do meio úmido para cicatrização associada ao uso da bota de unna.
Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, realizado em uma paciente acompanhada pela equipe
de atenção domiciliar, no período 13 de agosto a 08 de setembro de 2014. A evolução da lesão foi
acompanhada pela mensuração antes do uso da cobertura de espuma de poliuretano com prata e
acompanhamento a cada troca de curativo, sendo que o inicio do tratamento com a cobertura se deu
em 13 de agosto de 2014 com realização de 6 (seis) trocas no período, sendo a primeira troca em 3
dias e demais com intervalos de 5 dias, com registros de fotos e relato em prontuário com objetivo
de epitelização da ferida para assim se dar início a radioterapia. A limpeza do leito da ferida foi
feita com solução salina a 0,9% morno e ocluída com cobertura de espuma de poliuretano com prata
associada a bota de unna, na terceira troca, já evidenciou-se a diminuição do exsudato e odor e
retração de bordas significativas.Destaca-se que a pesquisa respeitou os termos da resolução 196, de
10 de outubro de 1996, do conselho Nacional de Saúde. O paciente concordou em participar desta
pesquisa assinando o termo de consentimento livre esclarecido (TCEL).Relato de caso: Paciente
I.J., sexo feminino, 84 anos, HAS controlada, artrite, artrose, CA de cólon, com estoma terminal e
CA de pele. Apresenta úlcera venosa aberta há aproximadamente 50 anos em região tibial em MIE,
em maio de 2014 com diagnóstico de CA de pele, encaminhada ao radiologista que sugeriu
radioterapia após epitelização da ferida.Inicialmente 27 de maio, ferida friável, tecido de granulação
em 100% do leito da ferida, exsudato serosanguinolento em grande quantidade, odor fétido,
realizado terapia com cobertura impregnada com PHMB associada a terapia elástica, com melhora
do odor. Em 13 de agosto de 2014 ferida medindo 12,5 cm x 8,8, tecido de granulação em 100% do
leito, friável, exsudato serosanguinolento em grande quantidade com odor fétido, inicia-se
1 – Enfermeira Unimed Litoral, serviço de atenção domiciliar, Graduada em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera
Institucional de Pelotas/RS; e-mail: [email protected]
2- Enfermeira da Unimed Litoral, ambulatório de feridas, Graduada em Enfermagem pela Unisul, Estomaterapeuta
pela PUC/PR.
tratamento com cobertura de espuma de poliuretano com prata para melhor manejo do exsudato
associada a bota de unna. Na visita domiciliar do dia 08 de setembro de 2014, ferida medindo 2 x
1.5cm, rasa, com pouco exsudato, de aspecto seroso. Conclusão: A aplicação dessa terapêutica
demonstrou ser eficaz, pois propiciou melhora significativa da úlcera em todas as suas
características, ou seja, como resultado, obteve-se redução no tamanho da lesão, controle do
exsudato, alívio da dor e do odor, diminuição do edema e melhora da autoestima. Propiciando o
encaminhamento para o serviço de radioterapia.
Referências Bibliograficas
1. Dealey C. Cuidando de feridas: Um guia para as enfermeiras. São Paulo , Atheneu Editora,
3ª edição , 2008 , capitulo 5: p. 144 – 145
2. Prazeres Si. Janning Tratamento de feridas: teoria e prática. Porto Alegre, Moriá Editora,
2009, capitulo 6: p. 97
3. Geovanni T. Tratamento de feridas e curativos: Enfoque multiprofissional . São Paulo:
Rideel, 2014, capitulo
1 – Enfermeira Unimed Litoral, serviço de atenção domiciliar, Graduada em Enfermagem pela Faculdade Anhanguera
Institucional de Pelotas/RS; e-mail: [email protected]
2- Enfermeira da Unimed Litoral, ambulatório de feridas, Graduada em Enfermagem pela Unisul, Estomaterapeuta
pela PUC/PR.
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