UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CURSO DE PÕS- g r a d u a ç ã o EM DIREITO
0 DESPERTAR DO TERCEIRO MUNDO
Brasil:
Agente
de poder
Diss er taç ão submetida à Un ive rsidade
Santa C at ari na para obtenção
em
Ciên ci as
Humanas
Federal
do grau de
Especialidade
N i l s o n Borges
Filho
Março de 1981
de
Mestre
Direito.
11
Essa d is s e r t a ç ã o
foi ju l g a d a adequada para
a obtenção do t í t u l o de Mestre em C iê n c ia s
Humanas
- Especialidade
em sua forma f i n a l
pelo
Direito
e^ aprovada
Programa de
Pos-
Graduação .
Pr ofe s s or A l c i d e s Abreu
- Orientador
~r
Pr ofe ss or Paulo Henrique B l as i
- Coordenador
Apresentada perante
a banca examinadora com
posta dos P r o f e s s o r e s :
111
Para N i l s o n e O s c a r i n a ,
Para Raph aë l,
meu f i l h o .
meus pais
IV
UMA FOR>ÍA DE. REPARTIR
Este estudo ê uma mon ografia,
abordagem s i s t ê m i c a ,
elaborada
para obtenção do t í t u lo
Humanas p el a U n iv e r s id a d e
Federal
de Mestre
de Santa C a t a r i n a ,
nação ” 0 DESPERTAR DO TERCEIRO MUNDO - B r a s i l :
Op tei pelo tema antes
duação em D i r e i t o
A l c i d e s Abreu,
da p e s q u i s a .
assunto
do Est ad o,
políticos,
analistas,
Do P r o f .
e,
Abreu,
at é,
sob a denomi^
agente de p o d e r "
desde colegas de cur so,
sobre
o
professores,
em e ne rg ia n u c l e a r .
vezes que fui
Gra
Pr ofe ss or
a i n i c i a t i v a de d i s c u t i r
t éc nic os
.
a idéia e a viabilidade
além da or ien ta ção
e compreensão nas div ers as
uma
em Ciências
durante um dia lo go com o
tomei
com d i v e r s a s pe ss o a s,
de
de i n g r e s s a r no Curso de Pos-
oportunidade em que de ba ti
A p a r t i r daí
através
■
acadêmica, recebi ápoio
em busca do seu
conhec^
mento.
No de co rre r da elaboração da minha pr oposta,
a aju da de todos os prof es s or es
do curso ,
contei
que não mediram
ços para o seu aperfeiçoamento m e t o d o l o g i c o , aos quais
com
esfor
sou eterna
mente gra to .
Aos colegas de Mestrado e aos func io ná rio s
uma grande p a r c e l a de colaboração e aqui
do Curso cabe
rendo minhas homenagens.
SUMÄRIO
RESUMO
ABSTRACT
INTRODUÇÃO
1.
BLOCOS DE PODER
1.1.
0 Es pectro da T e r c e i r a
1.2.
B ip o la r id a d e
1.3.
Guerra Fria
2.
Guerra
0 TERCEIRO MUNDO
2.1.
Teatro de Operações
2.2.
Uma Nova Frente
2.3.
0 Gr ito Te rc ei r o Mundista'
3. A GEOPOLÍTICA E A REALIDADE NACIONAL
3.1.
Conceitos
3.2.
A Posição e o Espaço B r a s i l e i r o
3.3.
0 Br a s il
3.4.
Presença E s t r a t é g i c a
3.5.
0 B ra s i l
4.
Básicos
sobre
Geopo lít ic a
G eo is t õ r ic o
e os Dois
Blocos
A SEXTA GRANDEZA
4.1.
Novos Atores
em Cena
4.2.
Bases de Poder
VI
5,
NO i m i M
X>E UMA. NOyA ERA
5.1.
0 Acordo Nuclear
5.2.
C r í t ic a s
5.3.
As Pressões
5.4.
Angra
5.5.
Na Idade
ao Programa
Externas
" v e r s u s " Atucha
do Poder Atômico
6. 0 BRASIL E 0 MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO
6.1.
0 Esboço do Futuro
6.2.
A Punição do
6.3.
A Projeção Mundial
6.4.
0 Poder de Decisão do Br a s il
CONCLUSÕES
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Sul
vil
RESUMO
Ap5s um longo d i a l o g o ,
Estad os Unidos
e União
Soviética
voltam a confrontar-se ,lembrando o auge da guerra f r i a .
se do p e t r o l e o ,
do c o n f l i t o
cr^
o Or ie nt e T<lédio tornou-se o novo palco de operações
i d e o l o g ic o entre norte-americanos
seguramente,
Com a
e soviéticos,
devera alastrar -se para outros países
de
que
,
interesses
v i t a i s para as s up e r - p o t ê n c ia s .
S egura nça ,
poder e p r e s t í g i o ,
são,
por ordem,
os
fa tores
que j u s t i f i c a m a atual p o l í t i c a ex ter na dos dois países p o i o s ,
se c a r a c t e r i z a pelo emprego de forças m i l i t a r e s
fora de suas
que
esfe
ras de i n f l u ê n c i a .
Essa cor ri da de s o v i é t i c o s
e norte-americanos,
abertura de fr en te no O r i e n t e M édi o,
por
tem despertado o mundo para o
es pectro de uma t e r c e i r a guerra mundial com a a tu a li za çã o
nucleares.
Mas
a ura c o n f l i t o
todos
concordam que nenhum dos sistemas
tiu-se,
relações
no tempo,
ex te r na s,
do f i n a l
a ordem p o l í t i c a i n t e r n a c i o n a l .
da ult ima grande g ue rra ,
a bipolaridade,
do c o n f l i t o
Unidos
i d e o l o g i c o entr e Estados
e s t r a t é g i a adotada pelos
Par
quando o mundo
consequência
e União S o v i é t i c a ;
dois países
do t er ro r n uc le ar em um confronto d i r e t o ;
mento teõ ri co
sobreviveria
demonstrar como situa-se no a tual
p assou a v i v e r sob iim outro enfo que:
guerra f r i a ,
de armas
atômico.
Neste estudo procura-se
e s ta g i o das
uma
face o
a
equilíbrio
e a geopolítica,
funda
do interve nc i on ism o norte-americano e da presença so
v i é t i c a em países
que ocupem uma posição e s t r a t é g i c a
dentro
da geo
grafia planetária.
Em s e g u i d a ,
T e r c e ir o Mundo,
propõe-se uma a l t e r n a t i v a para os p aís es
ãs voltas
onde o conhecimento f i n a l
com o imperialismo
das grandes p o t ê n c i a s ,
da t e c n o l o g i a nuclear
to i de al para aumentar a c apacidade
seria o
i n t e r n a dessas nações
instrumen
em
g i r ãs ameaças que visam transformâ-los em palco de operações
conflitos
de i d e o l o g ia
11
M
entre
do
rea
nos
Leste e Oest e e para que uma mensagem
t e r c e i r o mundista ganhe v i a b i l i d a d e
_
de implementaçao no
reordena
mento do processo p o l í t i c o - i n t e r n a c i o n a l .
E,
por ü lt im o ,
po tên ci a emergente que,
apresenta-se o B ra s i l
como país viãvel
e
dada a sua função e s t r a t é g i c a no A t l â n t i c o
Vlll
Sul e o domínio pleno das t e c n o l o g ia s
proximo,
finais,
terâ,num
capacidade para se d e st ac a r ent re a,S nações
poder de decisão, no siste ma p l a n e t á r i o .
futuro
que
deterão
bem
o
IX
ABSTRACT
After
Union confront
a long dia logu e
once more,
the U n i t e d S ta te s
and the
Soviet
remembering the climax o f the co ld wa r.
With the petroleimi c r i s i s the M i d d l e Eas t has become the new
r at io n f i e l d
viets,
in the i d e o l o g i c a l
which w i l l
conflict
Security,
tors that j u s t i f y
co u n t r ie s ,
forces
ar e,
the current ex te r n a l
s i t i o n s has struck
the world w i t h
T hi s paper t r i e s
military
for the taki ng of
But
everybody agrees that neither
an atomic c o n f l i c t .
to show the s i t u a t i o n of the
The departure p o in t was the end of the
the world fa ced a new s i t u a t i o n :
of the ex te r na l
the b i p o l a r i t y ,
relations.
when
a consequence of
and the Soviet
a str ategy adopted by the two c o u n t r i e s ,
to the balance of the nuc lear t er r or i n a d i r e c t
and the g e o p o l i t i c s ,
i n t e rn at i o
la st b ig world war,
c o n f l i c t between the Un ite d States
the cold war,
po
the ghost of a Third World War,
order i n the pr ese nt st a ge
the id e o l o g i c a l
fac
p o l i t i c s o f these two pole
and Soviet s
of those two systems would su rvive
politics
the
spheres of i n f l u e n c e .
with the use of n u c le a r weapons.
Union;
respectively,
which i s c h a r a c t e r i z e d by the employment o f
out of t h e i r
in which
interests.
power and p r e s t i g e
That race of Americans
nal
between Americans and So
c e r t a i n l y spread to the other cou ntries
these two super powers have v i t a l
ope
the t h e o r e t i c a l
basi s
vencionism and o f the Soviet presence
due
c o n fr o nt at io n
of the American
i n countries
;
in t e r
that occupy
a
s t r a t e g i c p o s i t i o n w i t h i n the p l a n e t a r y geography.
After
that,
an a l t e r n a t i v e
is
proposed to the
cou ntries
of the T hi rd World which are in vo lve d in the imp erialism of
b ig po te nc ie s ,
where the f i n a l
knowledge of the n uc le ar
logy would be the i d e a l means to i n c r e a s e
o f these n a t i o n s ,
conflicts
techonocapac it y
so that they coul d react to the threatens
aim tomakethem become the f i e l d
logical
the i n t e r n a l
o f the op erations
between the West and the E a s t ,
T h i r d World message becomes p r a c t i b l e
the
that
rega rdi ng the ideo
and so
that
in the re cor de r in g o f
a
the
i n t e r n a t i o n a l p o l i t i c s process.
And f i n a l l y B ra s il
and an emergent power th at ,
is p r ese nt ed here as a practible country
due to i t s
strategic
f un ct ion i n
the
South Atlantic, and to the total
will
be a b l e ,
i n a near ;future,
domination of the f i n a l technologies,
to ejccel aji)ong the c o u nt r i e s
that vfill r e t a i n the d e c i s i o n pover i n the p l a n e t a r y system.
11
INTRODUÇÃO
Como re su lt a do de um compromisso assumido v o l u n t a r ia m e n ­
te com o Curs '0 de Põs-Graduação em D i r e i t o
dade Federal de Santa C a t a r i n a ,
em alio nZveZ,
que tem,
form atado re6~ de p o tZ tZ ca ,
de d e e l& a o , I n o v a d o r e s , t e Õ r le o i
6 envo lvim ento,
se o texto
a nível
futuro,
com bas es nos
fu t u r o "
(1)
,
tomadoreò
ham anlitaò
,
do
de
formula-
abrangendo situações
e da condição
fato s con sider ados
de p o l í t i c a
preparar
con
brasileira
propondo-se uma mensagem endereçada p ara o
Desenvolve-se
condições
Univers^
estrategZòtaò,
do
científico,
eretas da ordem p o l í t i c a in t e r n a c i o n a l
para po tê nc ia m un d ia l,
"p o r mXiAao,
da t r a n ò l ç a o ,
oi p rÓ p rlo i mo ni, trato reò
a seguir,
do Estado da
o tema,
ao longo do estudo.
levando-se em consi de raç ão as atuais
i n t e r n a c i o n a l na busca p e l o poder,
de uma a n a l i s e h i s t ó r i c a ,
tomando-se como r e f e r e n c i a l ,
da segunda grande g uer ra ,
quando do surgimento
tências no cenário m undial,
com i d e o l o g i a s
através
o
término
de duas novas’
antagônicas,
po
forçando
a divisã o do p l a n e t a em dois põl os .
A h i p ó t e s e nuc le ar é que como Estados
viética,
líderes
fronto d i r e t o ,
do sistema b i p o l a r ,
não têm i n t e r e s s e s
face ao ter ror atômico,
Terceiro Mundo que ocupem uma posição
grafia planetária,
Unidos e União
So
em um con
u t iliz am -s e dos pa íse s
do
e s t r a t é g i c a dentro da
como teatro de ope raç ões ,
geo
para exercitarem
suas
políticas expan sionistas.
Desta
mo po ssí vel
forma,
pretendeu-se
dessa r e a l i d a d e ,
aquele que d e se j a es tud ar a p o l í t i c a
dtz Haòdtmento
e Sttva
para a compreensão
dos
Poder Mu nd ia l,
sil
Potência Emergente,
sas análi ses
internacional,
internacionais.
ao meno&,
fen ô m en o s".
através
de um
no
conhecZ
co n seg a tr Znòtrumentoò
úteZò
(2)
Sistemas B i p o l a r e s ,
T erc eir o Mundo e
são assuntos que sofreram as mais
de estudiosos
defronta
"E òe não i,e pode
- a ò p lr a r ao r t g o r c-íentZftco
mento p o l Z t Z c o , pode-ie,
bu_s
Mas es sa r e a l i d a d e mutável,
é a d i f i c u l d a d e com que sempre se
exame mi nucioso das relações
pr õ x ^
que deve ser o ünico a r e s p a l d a r
do c i e n t i s t a p o l í t i c o .
complexa e din âmica,
o texto o mais
de forma o b j e t i v a e c i e n t í f i c a ,
cando observar o tom da v erdade,
as observações
ela borar
de todos os m a t i z e s ,
sendo que
Bra
diver
alguns
12
desses trabalhx)§ chegayaJij ^ chanjax a atenção
internacional,
da
intelectualidade
não SÓ pelo% s.eu$ fundajpentoç t e o r i c p s , jijas
tam
bem pelas, :i5 ens^agens' endereçadas e que se concretizarajn no f u t u r o .
Muitos- desses- estudiosos- serão citados no de correr dest a
sem que is so
im p l i q u e ,
ê claro,
na t r a n s f e r ê n c i a de r e s p o n s a b i l i ­
dade acerca de tudo que se encontra aqui
a medida que se i a lendo t a i s
pondênci a entre
ro Mundo,
lítica,
estu dos ,
c o n t id o .
b i p o l a r i d a d e e expansionismo,
A falta
epistemologia p r o p r i a ,
podem ser considerados
jogo pelo poder mund ial,
que se m o d i f i c a a cada d ia .
Pois,
tipo de abordagem,
i n c l u s i v e com
como fa tor es
Isto,
uma r e a l i d a d e
netâr io mostra a e x i s t ê n c i a de duas s o c i e d a d e s ,
zando-se do seu poder m i l i t a r ,
uma
limita
se se d e i x a s s e de
iima visão r e a l i s t a
antagônicas e p o l it ic a m e n t e r i v a i s ,
geopo
et c .
latino-americana,
tivos para a elaboração desta monografia.
f a l a r do at ua l
Terce^
int er v en ci on is m o e
d is p o n ív ei s com esse
a ausênci a de uma l i t e r a t u r a
la d o ,
corre_s
l o c a l i z a d o s " no
e conhecimento atômico,
de dados
Por outro
notava-se uma não
"guerra f r i a " e " c o n f l i t o s
estratégia
tese
tão mut ável,
do quadro pia
ideolog ica men te
que querem afirmar-se u t i l i
como forma de impor seu
interesse
a outras nações , uma vez que o terror nucl e ar torna i n v i á v e l
confronto d i r e t o
entre as duas potências
alt e r ar as peças
do dominó g e o p o l í t i c o .
A realidade
um c o n f l i t o
d ir e t o ent re Estados
formou os pa íses
t eatro
de uma c a tá st ro fe
Unidos
do Te rce ir o Mundo,
de op erações.
Raymond Aron,
ci ocí nio
relaçõ es
for aquele
de g e o g r a f i a
do os fatos
equilíbrio
t ra n ^
estratégica,
em
,
maò não e o dado mal-6
(3)
Correto,
se o
ra
assim como ninguém pode v iv e r sempre com
Mas con sti tuiu-se uma observação r e c u s ã v e l ,
e os acontecimentos
têm nos levado a c o n c l u i r ^que
atômico recrudesceu a " g ue r ra f r i a "
e que as
potências vêm inescrupulosamente ocupando e s pa ço s,
emprego de forças inilitares
cia,
de
em sua passagem pelo B r a s i l
In t e r n a c io n a is ."
,
de que ninguém pode t r a b a lh a r sempre com a h^
pótese do e x t er m ín io ,
i d ê i a da morte.
na hi p ó t e s e
e União S o v i é t i c a ,
dis se que "a. am&aça n u c le a r e um fato r e a l ,
Importante nas
um
que buscam, ansiosamente
atômica,
-
gerando c o n f l i t o s
cojijo niam último
quan
o
grandes
inclusive
lance de
a
com
sobrev ivên
l o c a l i z a d o s no T e rc ei r o Mundo e
implantan
do regimes e s p ú r i o s .
0 General Alexa nd er H a ig ,
ex-comandante das
f or ça s
da
13
OTAN e atual
Secretario
de Estado do Pr es ide nt e
Reagan,
referiu -
se "a. yiQyas pçÁ,6.Zy,e.l'S XncuAS.ç z-ò, t.rt) ^fieçLò dç T z/iczlAç j^undo,
rm
^^nòyp.i:/ia,dcLS: e a.pç’l :a d m p t la
rante. q & anpit Sã,
olo
o int erv enc ion ism o
de poder que pa ss ou de spe r c eb ido pelas
gerou um
duas p o t ê n c i a s ,
numa g r a d a t i v a e s c a l a d a ao conhecimento
torna ba sta nt e
frente
final
(4)
agente
p o i s a s si£
se lançassem
da t e c n o l o g i a
atô
claro que atê pequenos pa ís es
a uma p o t ê n c i a ,
de
de a m e a ç a ".
temáticas g u er r a s l o c a i s fi ze r a m com que esses p a í s e s
agora f a z e r
du
tempo que ó u b lt n h a v a a necess-idade
SoB outros^ a s p e c t o s ,
E is so
òí
Unlao Spv<L.ítlc.a
umcL ltdeAanç.a pos:-V<cetna para e n f r e n t a r eò&e tZpo
mica.
a
quando se nti re m sua
podem
so b e ra n i a
ameaçada.
Contudo,
vivendo,
estrategistas
com simpatia,
t iv o s ,
do,
face a onda de conservadorismo que o mundo está
dos pa íse s
a notícia
que compõem a OTAN
de que os Estados
para se n e c e s s á r i o
for,
que ameacem os i n t e r e s s e s
Unidos estão
i n t e r v i r em áreas
ocidentais.
tropas
da P o l ô n i a ,
de União S o v i é t i c a estão em
manobras
a intervir,
com a ajuda de Cuba de Castro,
prevê- se
no s e n t i d o
p ior ar as op ort uni da des su rgidas nos pa íses p e r i f é r i c o s
terminados
líderes
mantêm um certo
Mun
Já do lado sovieti-cio'
na f r o n t e i r a da Alemanha O r i e n t a l e prestes
novas i n v e s t i d a s ,
,
em prep ara
do T e r c e i r o
com a invasão do A f e g a n i s t ã o e agora no auge da c r i s e
quando sabe-se que
receberam
f a s c í n i o pelo
de ex
onde
d£
regime s o c i a l i s ­
ta.
Destarte,
nhum poder
os país es p e r i f é r i c o s
que não detêm h o je
de bar ganha para e n f r e n t a r as grandes p o tê nc i a s
v e n c i o n i s t a s , têm v i s t o no desenvolvimento da t e c n o l o g i a
esse agente
d is t a ,
ne
de p o d er .
A e x p e c t a t i v a de que um país
atômica
terceiro-
que da t e c n o l o g i a do ãtomo venha a c o n st ru ir
artefa
f a z e r com que as grandes potências pensem
duas
vai
vezes antes
de tomar qualq uer medida i n t e r v e n c i o n i s t a ,
como
reu recentemente no A f e g a n i s t ã o .
v i r nas áreas
de seus
in t e r e s s e s
que depois do O r i e n t e Médi o ,
ocor
^
como os dois grandes demonstram d is p o si ç ã o
p r i o r i t á r i a para
mun
o seu
to nu c le a r ,
Mas,
inter
estratégicos,
de i n t e r
tudo l e v a a
crer
o A t l â n t i c o Sul será e l e i t o como área
o equilíbrio
de f o r ç a s .
Não se t r a t a sõ de r e t ó r i c a .
verno americano têm de cl ar a do ,
• ^
Estrategistas
te xtualme nte,
que,
li ga d os
ao go
em outras palavras.
14
pretendejT) trans,fçr;i)ar este ladç
do hejnisferio sul
ejn peça da " guer
ra f r i a ” .
Ha xo ld Brown,
"d a
f a l o u recentemente
ameAÁicanç,
tendo
S e c r e t a r i o de D e fe sa do P r e s id e n t e
maesitldade. de
Soviética".
do E x e r c ito
fora das
potjenclaZ
Vermelho,
frontelras
de
da União
(5)
Nicarágua,
as peças
L. . . I fortaZeae.A. o
em v i s t a a d isposiçã o
a fir m a r s e u poder m i l i t a r e p o l í t i c o
Carter,
jã estão
El S a l v a d o r ,
enfim,
sendo movimentadas,
ção ao h e m i s f é r i o sul
o Caribe,
isto é,
comprovam
que
a e s c a l a d a em
dire
teve seu i n í c i o nos pa íses
da América
Cen
trai.
0 Brasil,
no A t l â n t i c o
Sul,
que ocupa uma p r i v i l e g i a d a
deve preparar-se
para
possíveis
z er dele zona de e q u i l í b r i o no plano mundial.
mentar a sua importância p o l í t i c a ,
que o governo b r a s i l e i r o
a ní ve l
A A r g e n t in a ,
de mesma opin ião e tem i d é i a s semelhantes,
c l e a r estã em pr ocesso mais adiantado
de fa
A necessidade
internacional,
p a ra o
ao nosso
lado,
de au
fez
com
ingre^
partilha
po is o seu programa nu
do que o b r a s i l e i r o .
gresso do B r a s i l na er a atômica é capaz
de pressões p o l í t i c a s
estratégica
inte nçõ es
desse os primeiros passos
so no r eduz ido Clube Atômico.
ção diante
função
0
in
de gerar uma auto- afirma
que possam s u r g i r
de outros
pa í
ses mais p o t e n t e s .
A ssim,
deve o B r a s i l
se a f a s t a r de qu a lq ue r estratégia que
o coloque como zona de e q u i l í b r i o
mento com \ama das
tr ã r i o
disso,
atuais
de poder através
li de ran ça s
de um a li n h a
no plano m u nd ia l,
deve i n v e s t i r nas suas p o t e n c i a l i d a d e s e
mas ao
na condição
de ca ndidato
res
da ordem i n t e r n a c i o n a l .
Fin al men te,
a potência,
como um dos
con
assumir uma
p osi ção de i n d e p e n d ê n c i a p o l í t i c a perante os dois b l o c o s ,
do,
emergin
reordenado
cumpre-se a l e r t a r que muito embora o
presen
te trabalho se ex pr es s e como a ultima fase para a obtenção do
t u lo ^ de Mest re,
tações
a ss in al a- se , t o da v ia ,
i nclu sã o de novos
repassa-se;
que me s i t u o " .
C6)
tí
ano
Estâ-se aberto ã
ingredientes.
No e n t a nt o ,
Abr eu,
que não se esgotaram ãs
sobre a prop ost a que se coloca em debate.
-
tomando emprestada uma expressão do
"É o JuZzo que
faço,
do posto
Prof
dé observação
.
em
15
1.
BLOCOS DE PODER
16
,1.1.
0 ESPECTRO DA TERCEIRA GUERRA
A t e r c e i r a guerra mundial
Es ta ,
parece ser,
lítica
to,
e s t a r i a para ser desencade ada
a opinião da grande m a i o r i a dos
internacional.
Coloca-se,
como fatos
a invasão dos e s tu d an te s i r an ia no s
Teerã,
analistas
iniciadores
à Embaixada
do
da po
confl^
Americana
em
como con seq uên cia da revolução muçulmana no O r i e n t e Mêdio
e a intervenção
S o v i é t i c a no A f e g a n i s t ã o ,
alem de uma po s s í v e l
n ê s , para acálmar algumas l i d e r a n ç a s
no entender desses
analistas,
in d ic a d o r e s
peças
e René Ca r re r e,
constatam "que. a e x i s t ê n c i a
e intelectuais
polemologos
num s e n t i d o ,
de certo
a função l ú d i c a
f r an ce ses ■
funções
modo p o sit iv o : duas das
e especulativa,
guerra e uma a t i v i d a d e
ra nuclear pode,
em algumas
dias
dos
d e s t r u l ç õ es mecânicas
a a m plitude e a e f i c á c i a
clássicas.
em alguns
humana,
se precipita va m ,
nÕs j á
de entusiasmo
maciças
O ra,
ca u sa r aos
Esta­
das
em que
funções
e c o le t iv id a d e s
e de v i t a l i d a d e . A função l ú d i c a
A guerra era tambern a especulação
e de um ganho s u p e r i o r aos risco s
nece^
guer
nem esperança para
homens
b elig er an tes
não s e r i a tão
mercê completa de uma t e r c e i r a
volta I n t e r i o r .
Atualm ente,
esta
nos
mercê,
seja
de
atl
quais
transbor -
está
bloquea
e a esperança de uma
vltÕrla,
e ãs perdas
previsíveis.
(...
e n f r a q u e c i d o , a ponto de f i c a r
)
um
ã
p o tência I n t e r v e n ie n t e ou de uma re
depois
das mudanças
nucleares
m aciças,
mesmo a hlperpotêncla menos d estru íd a não está certa de que
fic a rá ã
a
das
A guerra era Ig u a lm e n t e e s p e c u la ç ã o , segundo a qual qua lquer
dos
a
a
que era um dos jogos sangrentos
o vlmos,
da guer
Porque
e mortais
esvaziam duas
Não há mais l u g a r ,
vldade g u e r r e ir a
da.
horas,
guer
tem ela a
funções.
ter
das
se acham bloqueadas.
que s e d esen ro la no tempo,
do
funções
s ld a d e de um certo tempo para preencher suas
dantes
duas
guerreiros
da afima n u cle ar e o e q u i l í b r i o
ror nuclear já tem conseguido I n f l u i r so b re as
guerras
o
não crêem num novo c o n f l i t o m un d ia l.
Gaston Bouthoul
rapidez,
,
para
a guerra atômica entre as
lado alguns a n a l i s t a s
(warrior i n t e l e c t u a i s )
b elig er an tes
Polo
do p l a n e t a .
Por outro
ra,
Tai s
seriam as p r i n c i p a i s
anúncio de uma c a t á s t r o f e mund ial:
maiores po tências
operárias.
,
r e^
posta americana ã entrada de tropas s o v i é t i c a s no t e r r i t o r i o
ras,
.
uma outra
p o tê n cia ,
mediana ou
não
peque
17
na,
mantida ã pa^te. da
Jâ Pie yr e
clear"
díz que;
da lu t a aAwada,
Gallor^.,
autçr
" C. . . I 0
Azja
a aflAmação
em BíAllm em 1Í49
de ^ue/^^a e ambZgao.
naclzayi dntfio. oü: EAtadoA
Unidos
cias
são
não j u s t i f i c a m
de. Leonid Bfiejnev.
fiam
futufio
pafia a d e t e n t e " ,
Segundo
duas grandes
so^
poten
Muitos te.me.m a
E fofiam seuS sucessofies
suce.^
também se
que contfLÍbuZ
(g)
a histéria
contemporânea,
to nuclear começou em Potsdam,
em 1 9 4 5 ,
a ameaça de um confron
quando o P r e s i d e n t e
deu a entender a S t a l i n s obre o sucesso dos te stes
ca ameri cana.
fofiças
Mas quando Joseph S t a l l n mofiAeu,
da p a z .
quo.
da embaixada
de Omã das
a dzstfiuÃ.ção mútua das
Sovlz
e o mzsmo
Hoje. os A efíns
pofL causa de. uma bn.lncade.lfia nucle.afi.
teve medo do
e a União
ultfiapassa a A za lld a d e ., 0 pe^^go
ou em CuBa em 1.961.
tnata
5 e 4'e
a aft^imação e ffiaca
ame.fu.cana em Te.e.fiã ou a maficha pafia o Golfo
v let lcas
dz im ca^çs tnteJvLçn!! (7)
da phya "A E s t r a t é g i a na Era Nu
fít X a cojtj jí) qJ:.ç & c-íasst^aoó',
Se é u.(?) c o n f l i t o
tica,
nuc.lt(\fL,
A reação do premier s o v i é t i c o
t r u i u seus c i e n t i s t a s
par a que
foi
Truman
da bomba atôm^
de calma,
mas
in£
acelerassem ao máximo a criaçã o
de
uma arma de i g u a l poder.
Conta G a l b r a it h que a p a r t i r
desse
lados passou a cfilafi afimas que toAnafiam obsoletas
em uso ou e n c o m e n d a s ".
"c a d a um dos
d iá lo g o,
as
que
estavam
(9)
Não r e s t a a menor sombra de dúvida que a p a r t i r
ma grande g ue r r a ,
da
ült^
o mundo passou a conhecer um outro enfoque
rel.aç5es i n t e r n a c i o n a i s ,
a bipolaridade
entre Estados
nas
Unidos
e
União S o v i é t i c a .
Mas
bilaterais
ao contrário
entre
tra re ali dad e
do que muita gente pensa,
as duas potênc ia s
do que
as
relaçõ es
se vêem ameaçadas por uma
aquela de um confronto diret o entre
Unidos e União S o v i é t i c a .
Os c o n f l i t o s
Estad os
que têm gerado a d if e r e n ç a
entre as duas potênc ia s mantêm em comum alguns a s p e c t os .
escolhido é sempre um país
do T e r c e i r o Mundo.
Vietnã e agora é o Or ie nt e Médio.
0 fundamento
Assim foi
é as
0
palco
Cuba
duas
gia s p o l í t i c o - s o c i a i s que se enfrentam na interpr et açã o
blemas i n t e r n a c i o n a i s
ou
e
ide ol o
dos
e buscairi um domínio sobre os dois põlos
pro
do
mundo.
Não se tem n o t í c i a ,
dos tenham f e i t o
por exemplo,
de que os Estados
alguma guerra em seu t e r r i t o r i o ,
Uni^
até mesmo a sua
18
p a r t ic i p a ç ã o na Segunda Guerra Mu ndi al
estrangeiro.
fo i
seJDpxe e;^
territõrio
0 poyo norte-americano ain da não s e n t i u na
própria
carne as con sequencias d e y a st a do ra s de um c o n f l i t o mundial que ou
tros paí ses
tiyeram que conyi.yer por ujij certo pe r ío do .
A União S o v i é t i c a que jã foi
s e j a por Napoleao s e ja por H l t l e r ,
do General
In verno,
p r õ p r ia ca sa,
in v a d id a por div er s a s vez es
que não acreditaram na
não se a r r i s c a r i a a uma nova g ue rr a ,
na segun da maior po tê nc ia
jogo pe la
co n qu is t a
da a entender a i d é i a muito remota de uma guerra
ca cujo ünico r i sc o c o n s i s t e n t e é um erro de apreciação
sobre a determinação e capacidade
de outr o.
dos e União S o v i é t i c a acumularam uma capacidade
bal,
de tal
sua
do mundo.
0 quadro que se a p r e s e n t a no atual
po tências
em
depois de uma revolução que a transformou ,de uma mo
na r qu ia decadente,
do poder,
força
ordem,
que d i f i c i l m e n t e
atômi^
de uma das
Estados
Un^
de dest rui çã o glo
ela serã u t i l i z á v e l
com
obje^
tivos p o l í t i c o s .
Hans Morgenthau.,
do " T h e New R e p u b l i c " ,
cado pelo " 0 Estado de São P a u l o " ,
Untdoò
c t v tttzaçõ eò
de qualquer um deéòei
6em precedentes
vtòando
de d estrutçáo ,
Segundo alguns
grandes potências
0 aumento
oò Eétados
aò
do poderio
a u lt ra p a ò ò a r e-i-óe nZvel já
náo redunda em lucro
na esfera m t lt t a r ou p o l Z t t c a " .
publ^
condLLç.õeò de afiraian.
dtven.òai> v ezeò.
paZòeò,
"t a n t o
entende que:
como a Untão S o v t c t t c a tem koje
òuaò reòpecttvaò
em ar t ig o
algum,
seja
ÍIO)
co me nt a ri sta s,
essa
confrontação entre
tem uma semelhança mais do que
casual
as
com o cha
mado "jogo da g a l i n h a " .
0 "j og o da g a l i n h a "
adolecentes
da Costa O c id e n t a l
do dois adversãrios
ta,
(d is p u t a d o certa época por grupo
dos Estados
d ir i g i a m seus
em ,al ta v e l o c i d a d e ,
automõveis,
e ra posto em desgraça pelo s
era recebido
demais do grupo.
va a desviar era tido como h e r õ i .
l i n h a " se resume no s e g u i n t e :
deser
0 primeiro
conten
como " g a l i n h a "
e
Aquele que s e , r e c u s a
Para Karl Deutsch o "jogo
da ga
" c a d a um do£ do-is contendores
tem
uma escolha entre duas e s t r a t e g t a s ;
e le pode cooperar com o outro
co ntendpr desvtando para ev-itar uma coltsáo
se d e s v ia r antes
i n i c i a - s e quan
numa es tr ad a
um em direção ao outro.
dor a desvi ar do meio da e s t r a d a ,
em desgraça,
Unidos)
de
[mas ao rt&co
do a d v e r s á r i o ] ,
de c a ir
ou entáo pode deser
t a r do I n t e r e s s e comam de s o b r e v i v ê n c i a e d l r l g l r sempre em
fren
19
te,-- que.A pafia a. jn^çn-te., ée. ç (^dy e-fisaniç
ç tAÁ-unfQ,
Ç (idye,n,s^,Âri:ç ce.de.A” ,
4e
L, . .
{^Ize-h. o mtòmç,
I
"Nç jnçde.lç
óttuaçaç
üã. qiiçitKo n,ti^u.tt(xdç)& pçs:&'Z:veJjS’’^ ?
tendoms
podew
nenhum ve nh a
dtAlQÁlAem
coopenan.
a caXA
ama c o l t s a o
ou a l e J l ja A a .
pelo
gAupo.
em f A e n t e ,
en q u an t o
ê admlAado
e B desp A ezad o".
Um exame cuidadoso
po is
como União S o v i é t i c a ,
uma c o l i s ã o
fr ont al
mas ao c o n t r á r i o ,
iC V ] ;
finalm ente,
B c o o pe A a
A cat
A pod e
iW ]
ao
pAovavel
desviando
em
desgAaça
deseAtaA
(CP) ;
desviando
con
çs
que muZto
então
da
de. modo que.
Ou o c o n t e n d o A A co o peA aA
Ou,
g l A sempAe
ambos
ao meJ>mo te.mpo,
fAontal
pdfia
abétficitç
Ou ambos podem d e s e A t a A
B d t A t g e sempAe em f A e n t e
e B é admtAado
Unidos
desv-^ando
em d e S Q A a ç a .
dÁlAetanente paA a
mente os m ataA a
enquanto
LCC[,
eJlAo,
qu.e.h.
e dlAl
então
A
(11)
do jo g o ,
constata-se que tanto Estados
muito remotamente " d e s e r t a r ã o ”
en tre
(DD),
ambos os matara i na pe la vel me nt e
estarão sempre em pl ena
cooperação
,
( C C ) , de
mo
do que não venham a c a i r em de sg ra ça .
Afastada,
analistas
por or a,
não descartam,
a hipótese
entretanto,
de um c o n f l i t o
um confronto mundial
te o emprego de armamentos co n v e n c i o n a i s ,
ca.
Mas para Delgado de Carvalho
cala
ê substituída,
peApétuo
sente
AeaAmamento
podem l e v a A
Mas
ticas
pela
que s o m e n t e as
a e fe ito ".
duas
atividade
febAll
gA an des
potências
es
de
um
do pAe
(12)
is so so o c o r r e r i a ,
Unidos
median
em g A a n d e
por exemplo,
se as forças
continuassem em direção ao Golfo Pé rsi co p o i s ,
os Estados
os
a chamada guerra c l á s s ^
" a gu e A A a c l á s s i c a
na a t u a l i d a d e ,
atômico,
sovie
nesse
tentariam p ro te ge r aq uela área v i t a l ,
caso
,
inclusive
com força m i l i t a r .
O c or re ,
sibilidade
entretanto,
que as
armas nuclea re s
de um aniquilamento mutuo das
nenhuma -delas g o s t a r i a de c or re r.
duas p o t ê n c i a s ,
Mesmo que de i n í c i o
se desse por emprego de armamento c o n v e n c io n a l,
das potências
faz,
o
risco que
conflito
ã medida que
uma
fo s s e perdendo espaço e poder el a não h e s i t a r i a
u t i l i z a r armas n u c l e a r e s ,
Is so
colocam a po£
po rta n to ,
mesmo que fossem somente as
com que as nações po ssu ido ras
em
tátic as
dã máxima força
m i l i t a r esforcem-se em não empregá-la.
Zbigni.ew B r z e z i n s k i
a n a l i s a o problema e a p ro ve it a
responder a H a r c u s e , a proposito
uma c a tá st ro f e
da indagação
de que a ameaça
para
de
atômica não s e r v i r á para pr oteger as forças que per
20
petuam esae p e r i g o ,
fornecendo
apaAecXmzntç da-à:
claA
expenMêncla
deAde a C o r é i a ,
a rm aA ,
doA
to
pela
a guerra
jã
entre
teA
oa
em que
lidade,
aA armaA
novo
t provável
Seu poder
em que a
doA
Irrom pido
deAtratlvo
f o r ç a tem A ld o
a um g r a u
EAtadoA
nucleareA
malA
criaram
d a .c o n fia n ç a
0 fa to ê que ,
forteA.
Unidos
aAAlm
do p o d e r
para o i n í c i o
ut iliz am -s e
A bipolaridade,
sistemas mais antigos
através
EAtadoA Uni
oa
t e v e aAAlm
aplicada
um
efel
naA reíaç.õeA
Aem p r e c e d e n
Ventro
do
I a tema
e A m a g a d o r ".
frãgll
de for ça
do p l a n e t a .
líder es
ar
Inteiram ente
(13)
(bom
(bipolaridade
diret o
)
e uma
Em s u b s t i t u i ç ã o
do atual
como um confronto
0 estudo
-
de noAAa r e a ­
siste
direto
op er a ­
"CÕNTLJCT IW THE TWENTJETH
ele nc o u o i t e n t a c o n f l i t o s
ocorridos
todos os restantes
envolveram
BIPOLARIDADE
como d iv is ã o
das r elações
de os tempos de Espar ta x Atenas
Na época,
a
qae
te rc ei r o- mun di sta s.
1.2.
‘
entre
,
f a l t a deòtoA
elege nd o como teat ro de
com exceção de o i t o ,
dois lados pa ís e s
na
de um c o n f l i t o
fria
de g ue r r a ,
( 1 4 ) ,de D av id Wood,
de 1945 a 1 9 6 7 ,
dos
da g uerra
o chamado T e rc e i r o Mundo.
CENTURA"
um
e União S o v i é t i c a ,
com a us ên ci a do es tado
ções,
qae,
c o n te m p o r â n e a
guerra formal e ntr e as duas p o tê nc ia s
ma b i p o l a r ,
ç
de confn.ontaç.õeí>
o des envolvimento das armas nuc le ar es
inibidores
Estados
"dzòdo.
de AZAt/ilçao
de p r u d ê n c i a
e a formação de dois blocos
foram fa to re s
a isso.
Aadlm zntar
no e a r s o
ocorre a tranAform ação
de dlA A u a çã o
ba atômica)
e Caba.
obrigando
no comportamento
cabouço
en.ro
tJ:ve&Ae ha multo
na e xte n A ã o
EAtadoA,
e p e lo
Eerll:m
e a União S o v i é t i c a .
bÚAlco
explicação;
nac-ízarza^ aA Azlaç^pe ínt/ie. aA AupeApotEn
tzm A:ldo ^ o v z r n a d a A p o r am c S d lg o
fç/Ljado
vão
a se g u in te
do poder p o l í t i c o ,
internacionais,
é um dos
remontando de_s
e Roma x Cartago.
a t Ô ni c a era uma preocupação com a segurança
do aumento do poder mediante a l i a n ç a com outros povos.
zendo uma breve a n a l i s e
ças não eram permanentes
da h i s t o r i a ,
depreende-se que essas
(duravam pouco tempo)
e leais
(vez
,
Fa
a li a n
por
outra um a li ad o
tornava-se inimigo m o r t a l ) . Esse tipo de
aliança
es tev e no auge,
du r a nt e,
Exemplo
principalmente,
o século X V I I I .
21
t íp ic o e que se encontra em todos
cionais
os jnanua,is de relações
interna
;foi a a.li.ança austro-bri^tâni.ca contra a Fianç a e a Prussia
em 1 740 ,
que ,
depois- de alguns- anos,
transformou-se era anglo-pru^
s ia n a contra a França e a Á u s t r i a .
Mas
f o i a p a r t i r da I I
Guerra Mundial
que o mundo passou
a conhecer o se nt id o exato de b i p o l a r i d a d e , is to
pl an et a por dois
t ip o s de so c iedades p o l í t i c a s :
Potências O c i d e n t a i s .
Leste e O e s t e ,
cada qual
ê,
a d iv is ã o
do
Europa O r i e n t a l
e
cóm a sua ideologia,
sustentam os d o i s blocos de poder que se enfrentam na i n t e r p r e t a ­
ção dos problemas pl a n e t á r io s
polos
e ficaram conhecidos
como os
do mundo em estado de r e c o n s t i t u i ç ã o .
0 si stema b ip o la r se c a r a c t e r i z a pe la e x i s t ê n c i a
centros
países
de p o d e r ,
e que,
um dele s,
je t i vo s
as
forças
e os in t er es s e s
gráfico
"iã o
comuns
h-i.s tõfilco
a eles
de grupos
polarizam
de nações
cada
cujos
ou g e o p o l Z t l c o ,
circunstâncias
dlveAgenclas,
ção e a g l u t i n a ç ã o " .
(15)
Segundo Jacques P i r e n n e ,
do A dos q u a is
os
se Aecons t i t u l a
E stado s
llbeAal
Unidos,
Oceano
,
geA ando
"o s
o novo
P a c Z flc o ".
ainda
uma s i t u a ç ã o
d o is
p õ lo s
eq u l l Z b A l o
ob
cont-ín
euAaslãtlca
geo_
pAedoml
de
domina
essenciais
ao
m u n d i a l são
a civilização
de c i v i l i z a ç ã o
de v a s t a p l a n Z c l e
continental
que s e
de um
maAZtlma
os maAes
Ae
e
do mundo;
é autoAl
estende
do
El
(16)
Muito embora Estados
Unidos
sassem a' admirar o mundo a p a r t i r
acontece que muito antes
eram em pequeno número,
nasceriam,
comuns pe.lo
afinal,
p A lm a z l a s o b A e todos
a União S o v i é t i c a
senhoAa
que,
que AepAes entam
e que a flA m a a s u a
do o u tA o ,
ou tofinado
a znlfizntafi ou pon. um c o n d ic io n a m e n t o
nam s o b A e p o s s Z v e l s
ba ao
opostos,
demais
e propo sit os mais se ajustam ao da nação l í d e r e, para Na£
g ín clam ín to
taAla,
de dois
que estão em posição s u p e ri o r sobre os
com in t ere ss es , e posi çõe s
cimento e S i l v a ,
lado
dois
tais
e União S o v i é t i c a
do f i n a l
lideranças
da ultima
somente p a ^
grande guerra,
jâ eram. es p er a d as .
aqueles que afirmavam que dois
dé um lado a Rúss ia e de outro a América,
Não
impérios
cujo destino
serã dominar o mundo.
Me lc h io r Grimm,
Aão e n tA e s l
talento,
sla,
das
do la d o
...
todas
letAas,
em 179.0,
af irm a va :
as v a n t a g e n s
das
do O A l e n t e ,
aAtes,
das
e a km éA lca
de
"V o ls
Im p e A lo s
civilização,
aAmas,
que s e
da
dlvldl
foAça,
e da I n d u s t A l a :
to A n o u l l v A e
a
do
Rus
em nossos
22
cLiaò,
to
p e lo
ladç
de^radadçA,
dç
Oc-i.de.nte,
p)uitç
e nçA.,
çLyllta.dçA,
povoA
para
dç
centro,
A^^Q-moA
que A<^ltiajpçA o que
a nao A'-er p o r uma v a ^ a e e A t u p l d a t r a d i ç ã o " .
paA-Aado,
mui
fomoA,
no
(_17)
Da forma que se supunha o aparecimento de dois novos
pêrios,
pe r c e b i a - s e ,
também,
que tanto um quanto o outro
im
tentariam
dominar o velho mundo e renova-lo.
De outra p a r t e ,
em 1 8 3 5 ,
Alexis
de T o c q u e v i l l e jâ a c re d ^
tav a na e x i s t ê n c i a de duas novas p o t ê n c i a s :
gran deA
que
naçõeA
parecem
no mundo,
te n d e r para
no r t e - a m e r ic a n o A .
AeuA
ce
caminho A não Aão
deAtlnada,
do"
(...)
pela
oa
que p a r t i r a m
o meAmo
SeuA
fim .
pontoA
meAmo a ;
v o n ta d e
"H ã
de pontoA
dlferenteA,
Re f i r o -me aoA
de p a r t i d a
entretanto,
do c e u ,
na a t u a l i d a d e duoA
Aão
cad a
a governar
oa
ruAAOA
e aoA
dlferenteA
uma delaA
d e A tln o A
e
pare
do
mun
de 4 a 11
de
(IS) .
Mas jâ na Con fe r ên ci a
fe v e r e i r o
de 1 9 4 5 ,
de YALTA,
ac ertada a d ivi sã o
decisões m un d ia is ,
de poder através
de uma
fortemente e x p a n s i o n i s t a por p a rt e
em YALTA se enc o nt ra ,
de um mundo b i p o l a r ,
concretamente,
dos
1.3.
ideologicamente
que surjam d iv erg ên cia s
O c or re,
de i d é i a s
entretanto,
co
a "real p o l i t i k ” .
de poder e
antagônicas,
li de rados
nada mais na tu ra l
e interesses.
que essa d iv e r g ê n c i a entre
Unidos e União S o v i é t i c a s u r g iu por v o l t a de 1 9 1 7 ,
da do governo t z a r i s t a pelos
linea
GUERRA FRIA
Com o mundo d iv i d i d o em dois pólos
por duas po tências
os
ao mesmo tempo em que se esboçava
mo fórmula preponderante o realismo p o l í t i c o ,
comunistas.
deixando claramente que seus i n t e r e s s e s
Estados
com a
A p a r t i r d aí ,
lados manifeatavam-se sobre o antagonismo
teiras,
fi-cava
e da União S o v i é t i c a .
Pois bem,
mentos
da I n g l a t e r r a manter seu
do mundo em dois pólos
l i n h a de p o l í t i c a e x t e r i o r
Estados Unidos
realizada
com a i m p o s s i b i l i d a d e
império e seu poder de i n f l u ê n c i a nas
doi s
maA
derruba
líderes dos
russo-americano
,
estavam d ir i g i d o s além fron
mais precisamente no Velho Mundo.
23
clonárlç
"Ou a A.e.vo-lução allòscl dei encadeará um movimento
fievotu
na EuAçpa,
revolu
ç-áç Auir^ó-a"
(19},
çu aA pçtênclç,Á,
euÂ.çpélaò
d ec la r a va pelo lado
eòmaganÂQ a
dos russos o Senhor T r o t s k i ,
Comissário do Povo para Relações E x t e r i o r e s .
Contaji) os comentari stas
que não s ur g i u c o n f l i t o na êpoca
p ela posição que os- dois pa íses vieram a adotar:
fecharam no i s o l a c i o n is m o
n a s,
aceito u a D ou tri na Monroe,
talista
fosse
mas deveram-se,
ou c u l t u r a i s .
tica
todavia,
leste e oeste a p a r t i r
logica,
pois
cap^
que os c o n f l i t o s que surgiram
en
Mas,
de 1917 não foram somente de ordem ideo
históricos
não resta a menor sombra de d u v i d a ,
que a p o l i
apõs a Segunda Grande
também,
a fatores
infiltrando
Guerra,
quando as d if e r e n ç a s
entre os
,
dois
tomaram-se mais s é r i a s .
a expanião ó o v l é t l c a não p£
"{...)
de ò er e x p l ic a d a em termo-6 de a n ã llie ò
devem s e r procuradas
s e Incluem co n sid er açõ es
de c o n tin u id a d e
baseadas
Ideológicas
histórica
e econôm icas,
e g e o g rá fic a".
bem como
além de seus p o l í t i c o s
que. está determinado
p i r a r contra nossas I n s t i t u i ç õ e s ,
fato_
contrapo
- "não
física
pode
e consagrado a cons
nem manter relaçõ es
nem r e c e b e r amistosamente seus r e p r e s e n t a n t e s "
to que a expansão dos Estados
entre as qaalj>
(20)
rem-se ã i d e o l o g i a comunista fora de sua base
mos reconhecer um governo
num éÕ fa t o r . Suas
numa slndrome de fo r ç a s ,
Do lado norte-amer icano,
ele,
a d o u t r in a comuni_s
tenha acelerado o advento da guerra f r i a
Para John S t o e s s i n g e r
res
inter
geográficos,
t a na Europa O r i e n t a l ,
r a iz e s
lutas
ac re d it a va que o p e r i go
adotada p e l a União S o v i é t i c a ,
países
que e n f r e n t av a
a Grã-Bretanha.
Assinala-se,
t re
e a RÜssia,
os americanos se
oficiais
(2 1 )
- é
com
cer
Unidos
deve ser c o n s i d e r a d a ,
também,
Apesar de que os s o v ié t ic os
adotassem uma posição
cons^
como uma síndrome.
derada " d u r a ” pelo s norte-americanos,
a pr opósito da
infiltração
da doutrina comunista - "a revolução so c l a l l s t a deve e c l o d i r
Europa,
ela ê I m i n e n t e ,
não é o único
p o is
fa to r a e x p l i c a r
do lado dos Estados
dientes,
ricano,
nômica.
Inevitá vel"
Unidos
como o alargamento
(22)
- a re spo sta
na
americana
o c o n f l i t o entre os dois povos
devem ser incl uí dos
outros
da concepção do i n t e r e s s e
mudança de metas es t r a t é g ic a s
ingre
nacional ame
e con siderações de ordem eco
24
Coin a d efl agr aç ão
conseqüente
" g r an d e
da Segunda Guerra M u n d i a l ,
p^lia^nça",
uiça vez que a ascensão
em 1 9 3 9 ,
e
do nacional-
sociali'so^o i r i a reaproxiiiiar a União S o y i é t i c a e as democracias
oc^
d e n t a is ,
vo]^
acreditava-se que os norte-americanos e os soviéticos
tassem a conyi ye r na maior harmonia.
dois ex é rc it os
Pensava-se que o encontro
lutando numa mesma frente levariam as duas
ã solução de seus problemas,
dos
nações
p o is pressupunha-se que a c o a l i z a ç ã o
se manteria depois do término da guerra e os motivos que os mant^
veram af astados
até então,
haveriam de desaparecer jun to
aos
e^
combros deixados pelo c o n f l i t o . Mas,
ças a l i ad as
cias
ao co nt ra rio
do que se supunha,
iam derrotando o i n im ig o ,
ã medida que
j â eram notadas
que e x i s t i r i a m entre os ven cedores,
as
as
for
divergên
apos o fim da grande guer
ra.
Claude Delmas
zAtejdtn combatendo
e x iò t ê n c ta ,
comam:
vencer,
o f a t o r de coeião
berando as
forças
redo brada,
pois
sa v i t ó r i a ,
"Õò
Eòtadoò
eòforçoò.
.■Eleò
Porem,
uma vez
ê
Estas reaparecem com ama
v lt Õ r la c r i a problemas
II
força
qae se tornam cau
de r e c o lh e r os frutos de^
que a g u e r r a tornou s o l i d á r i o s
atê mesmo a d v e r s ã r i o s " .
ie
deòtruZdo
que e l e rep res en ta v a d e s a p a r e c e ,
Na medida em que t r a t e
os Estados
e òeuò
qae
dependa òua
e qua lquer outra preocupação
de d is s o c i a ç ã o .
a prÕprla
de d es a c o r d o .
rivais,
energtaò
oa d eliberad a m ente abandonada.
0 Inim igo,
sas
exp lic açã o:
um tntmtgo comam numa -íuta da qual
n e la concentram òuaò
têm um objettvo
candãrta,
dâ a se gu in te
tornam-
se
(23)
E £oi justamente o que aconteceu entre norte- americanos
e soviéticos,
era enc errada,
alianças:
pois
"Não
e x ist e
sendo que no momento em que a c on fe rê n ci a
Stalin
um o b je t iv o s o l l d ã r l o ,
A tarefa
dlfZcll
da d is s oc ia ç ão
em tempo de
das
g u e rr a
e que
vlrã apôs a g u e r r a ,
quando
d iv i d i r ã o
Realmente,
logo apos a confe rên cia
os a l i a d o s " .
americano-soviéticas
conflitos
YALTA
destruir o Inim igo,
d if e r e n t e s
ção das relações
co desses
geral
e d l f Z c l l permanecer unidos
claro para todo s.
t e re s se s
confirmava a l e i
de
e
In
(24)
de YALTA a
de te r io r a
entrou numa c o n st a nt e.
0 fo
era a busca p e l a conquista de espaços, isto é ,
0 confronto para d i v i d i r os restos do que sobrou da g uer ra .
p r i n c i p a l ponto era o futuro
saram a es t a b e l e c e r
,
regimes
dos p a í s e s da Europa.
Os
E
russos
dominados por eles mesmos na
o
pas
Europa
25
O r ie n t a l e os Estados
guerra i n i c i a d a para
Unidos nao aceitando que o re su lt a do de
ijijpedir a con quista do lado O c i d e n t a l
lho Mundo pe la Alejnanha
fosse
S'egundo Robert
G.
seus
Wesson,
e talvez
Unldos
p o lZ t lc a e e c o n ô m i c a ".
que
durante a g u e rr a p e l a
so_
término da Segunda
geral
a in d a m ais.
Irascível
vagas
Ambas
os
as partes
e p erentÓrlo,
de que a v l t Õ r l a d e v ia
dos I d e a i s
americanos
ser
de l i b e r d a d e
portanto,
como i n í c i o
Guerra M u n d ia l,
sendo que
da "g u e r ra
fria"
a expressão
empregada somente em 1947 por Bernard Baruch,
"
dro da doutrina Truman,
ti v e ss e
em qualquer parte do mundo,
durante um
f r i a é de d i f í c i l
o
direi^
onde a l i b e r d a d e e£
c o n c e i t u a ç ã o , po is
ela não
mas também não é a guerra na sua forma c l ã s s i c a .
que e x i s t e um estado
ligerância.
tados.
Unidos
de b e l i g e r â n c i a ,
A guerra f r i a
Claude Delmas,
damental de I d é i a s
mas que,
também,
guerra
e de I n t e r e s s e s
fria
se
de não
be
dois e ^
"como um antagonismo
que nâo s e a p l i c a
(26)
é que a União S o v i é t i c a ,
no p5s-guerra,
a Europa e submetê-la ao comunismo,
ã guer
ameaçava
sendo que os Estados
tomar
Unidos
tentando manter o velho sistema c o l o n i a l ,
so que agora
por e l e s ,
da Europa O c i d e n t a l ,
pretendia
p l i a r sua e s f e r a
fun
até o estado
Convêm r e a fi r m a r que o pressuposto que deu i n í c i o
ra f r i a ,
é
Sabe-
s e r i a então o h ia to entre esses
define
de b e l ig e r â n c ia c l á s s i c a " .
t icos
qua
ameaçada.
A guerra
a paz,
que outorgava aos Estados
o
guerra
debate sobre a a ju d a a ser c oncedida ã Grécia e ã T ur q u ia , no
to de in t e rv ir e m ,
e
(2 5)
Considera-se,
foi
de ânimo
tinham I d é i a s
t r a d u z i d a para o t r i u n f o
fria"
0 regime, s o v i é t i c o ,
"[..,1
de expandi-los
da guerra num estado
os Estados
Ve
cçmeçou a reaflrm ã- la como um melo de c o n t r o l a r
domZnlos,
salram
do
dojnínio da Uniao S o v i é t i c a .
q
t in h a s i l e n c i a d o sua I d e o l o g i a m a rx ista
b re v lv é n c la ,
uma
reconstruir
de i n f l u ê n c i a
as nações
e minimiz ar a i n f l u ê n c i a
que estavam obtendo através
,
dirigido
am
dos sovié
de apoio aos movimentos
de
1^
dando continuidade ã sua p o l í t i c a
in
bertação c o l o n i a i s .
A União S o v i é t i c a
t e r n a c i o n a l i . s t a , e s t a b e l e c e u o controle sobre sete pa ís es
pa O r i e n t a l :
Albânia,
lã v ia e Romênia.
Bulgária,
Polõnia,
Alemanha O r i e n t a l ,
Em f e v e r e i r o de 1948 a Tchecoslovâquia
centada ã lis'ta dos p a í s e s
da Euro
sob o domínio s o v i é t i c o .
foi
lugos
acres
Antes porém
,
26
era junho de 1 9 4 7 ,
era proposto pelo
recuperação econômica dos pa íse s
r ic an o .
Este a u xí li o
União S o y i é t i c a ,
General M a r s h a l l ,
da Euro pa,
Estes
f o i o f e r e c i d o tambên) a Europa O r i e n t a l
raas- S t a l i n recusou-se a re ce be r .
A
e
ã
intolerância
entre os Estados
e a União S o y i é t i c a estayam completamente determinadas
entreyeros leyaram alguns a n a l i s t a s
dições
dia,
de
por raeio de auxílio arae
de S t a l i n yem demonstrar ao jnundo que as relações
Unidos
um p i a n o
de Saint-Beuye,
elej) òe
em 1 8 4 7 ,
c ho c a A a o ,
fZ slc o ".
m a s sa e do choque
se c on c r e ti za r ia m :
e vzAzmo-ò,
não nos pode daA q u a l q u e A I d é l a ,
a a c r e d i t a r que as
então,
pelo
lutas
menos
das
no que
"(...)
q u a is
diz
atuais,
QualqueA
o
passado
Aespelto
ã
(27)
A síndrorae de um choque entre as duas noyas
manece até os dias
pre
inclusive,
através
potências per
da c on v i v ê n c i a
com
o terr or nu c l e a r .
A h o s t i l i d a d e perraanecia e por vo lt a de 1947
crises
da Grécia e da T u r q u i a .
domino p l a n e t á r i o ,
Soviética,
A possibilidade
ocorriam
as
de uma mudança
no
com a perda da Grécia e da Turquia para a União
transforraando parte do Mediterrâneo e do O r i e n t e Médio
era esfera de i n f l u ê n c i a comunista,
os Estados
Unidos apoiaram esses
pa í s es que estavam sofr endo uma in s u r r e i ç ã o comunista e cujos
gimes pro-ocidentais se ria m s ub s t it u íd o s
controlados pelos
fAla,
a qual l A l a
da uma g e A a ç ã o " .
por outros provavelmente
soviéticos.
Para Wesson:
Aa
"(...)
foi
esse
o v e A da delA o
domlnaA a p o l Z t l c a
exteAna
na época,
o substi tu to ou o pr el úd io
Claro que não.
deram in í c i o ã "gu er ra
foi
era saber se esse
Desta f e i t a ,
i sto é,
"status
f r i a " não
da Grécia e da Turquia não
f r i a " corao também demonstraram,
o que os Estados
se
Unidos
s u r g i u um i n g r e d i e n t e novo:
so
co n cre ta
e a União
para ex ercita rem suas p o l í t i c a s
ins talar-se fora da e s f e r a de i n f l u ê n c i a
Eur opa,
to_
de uraa nova guerra mundial.
As c r is e s
e pela pr im ei ra ve z,
v i é t i c a seriam capazes
nistas.
da gu e A
a m e A lc a n a poA
qu o " i r i a permanecer por muito tempo e se a "g u e r ra
mente,
começo
(28)
0 grande problema,
ria
r^e
So
expansio
a "guerra
fria"
dos dois pa íse s
na
alcançou o O r ie n t e Médio.
Faz-se oportuno r e s s a l t a r ,
i n t er n ac io na l se contrapunham:
di da pelos Estados U n i d o s ,
que duas concepções
da
a concepção " u n i v e r s a l i s t a " ,
segundo a qual todas
as nações
ordem
defen
compar
27
tilhara um i n t e r e s s e comum em todos
concepção de " e s f e y a s
ps negoc^os
do p l a n e t a ,
e
a
de i n f l u e n c i a ” , que o Kxejralin se apegaya
preocupado que es'tava com a proteção de suas
de sej ava aumentar a área de i n f l u ê n c i a
fr o n t e i ra s
e
porque
em direção ao O e s t e .
Es t a
ult ima concepção ent en d ia que a cada grande po tên ci a s e r á g a r a n t ^
do,
por todas
as- ou tra s,
um reconhecimento de predomínio em regiões
de i n t e r e s s e s p a r t i c u l a r e s .
vês
Os Estados
Unidos
da sua concepção ” u n i v e r s a l i s t a ” , a segurança na c ion al
g a r a n t i d a por uma org an izaç ão
s o v ié t i c o s
líbrio
com j u r i s d i ç ã o
raciocinavam no s e n t id o
de poderes
ro S i s t e Gregorio
Iriarte
Gfiadativamente,
político
soviéticos.
ex plicam que este conceito
"ao
” de e s f e ra s
fo i pon. i s s o
duas supen.p o t e n d a s
então uma posição muito
con duziu
deveniam n.espeitan.
de i n f l u e n c i a fie s p e c tiv a s . 0 novo
denominado
"ãneas
mu
con ceito
de i n f l u ê n c i a " .
(2 9 )
A ” guerra f r i a ” a t i n g i u o seu auge por volta de 1950
com a t e n t a t i v a
de seu p a í s .
dos norte-coreanos
Os Estados
de i n v a d i r a p art e
Unidos que não tinham visto
a passagem da China para o lado dos
agora a t r a n s f e r ê n c i a
comunista.
Isto,
de mais
a li ad o
i n t e r e s s e e s t r a t é g i c o ness a
tamente,
soviéticos,
ordenando que as tropas
meri dio na l
não iriam admit ir
de que os Estados
área,
,
com bons olhos
um pa ís para a área de
ao fato
,
fofite do que se pensa
A nova a nãlis e da p o t Z t i c a intefinacionaZ
es ferias
Artu
fin a liz a n . a decada de SO
os EUA fofiam adotando
de que as
tuamente suas
Já os
de que somente mediante um equi
viu-se cZafiamente que a URSS efia muito mais
ã conclusão
internacional.
de fe nd id a pelos
de i n f l u ê n c i a ” permaneceu porque
mais A e a l i s t a .
seria
ê que se p o d e r i a manter essa se gurança.
Sob rev ive u a concepção
va.
acreditavam que atra
influência
Unidos
tinham
levou o governo a r e a g i r imedia
americanas entrassem em ação.
gu erra da Coréia alastrou-se até 1 9 5 3 ,
A
apõs o que a morte de Stalin
p e r m i t i u um abrandamento da posição comunista.
Depreende-se,
as
duas p o t ê n c i a s ,
se ã aplicação
p a ís e s
que o c o n f l i t o id e ol og ic o
na busca de novos
espaços e s t r a t é g i c o s ,
da ” guerra f r i a ” , tendo como palco de
fora do eixo
consagração
portanto,
do velho mundo abandonados,
entre
limita-
operações
tendo em v i s t a
a
da p o l í t i c a de ” áreas de i n f l u ê n c i a ” . A ” guerra f r i a ”
que se tinha i n i c i a d o no M ed it e r r â n e o ,
lo Or ie nt e Me dio ,
A Coréia
atingia,
do S u l ,
agora,
com uma rápida passagem p£
o continente a s i á t i c o .
que os Estados Unidos haviam
declarado
28
"fora
do perímetro de defes a do mundo
livre,
” teye seu regime ga
rantido p e l a s forças norte-^^merlcanas, tendo enj vi.sta
interesses
es tratégicos'.
Os Estados Unidos
e a União S o v i é t i c a ,
gunda Guerra Mundial envergando p manto das
que saíram da
lideranças,
seram ã missão de or g an iz ar segundo os seus moldes
gundo suas concepções,
ma i n t e r n a c i o n a l .
Como pa rte
da e s t r a t é g i a
propu
e de dirigir se^
tudo quanto praticamente p o s s í v e l ,
norte-americanos e s o vi ét ic o s
tares
se
Se
o siste
de ocupar espaços,
construíram uma rede de bases
em v o l t a do mundo, med iante derrubada de governos
os
mil^
e operações
militares.
Harry Magdoff i l u s t r a
como uma operação
bada do gov&Ano Mo-óóadegh no Jrã,
dãstfuia petfLotZfzfia. e s t r a n g e i r a .
organizaram a derrubada m i l i t a r
n a c io n a liz a d o
operações
plantações
ram posi ções
Analogamente,
declinar,
em f i n s
pois
duzido seus
até 1 9 5 9 ,
as
a In
no ano s e g u i n t e
a m e r ic a n a s ” .
forças
d erru
nac-ionallza
do regime da Guatemala,
de bananas
"a
(30)
,
que h a v ia
Ambas
Un idos.
as
Do tér
armadas americanas toma
em nada menos de 42 p a í s e s .
Mas,
ses,
qae
fi c a ra m por conta do governo dos Estados
mino da segunda gu erra,
gosa.
nm 1 9 5 3 ,
típica
da década de 50,
os Estados
artefatos
Por outro la do ,
Unidos
a "g u e r ra f r i a "
e a União S o v i é t i c a
de hi d ro gê ni o e a situação
até o f i n a l
como a do Canal do S uez ,
da uma re belião no T i b e t e ,
da década,
em 1 95 6,
e,
começou
tinham
pro
tornava-se
per^
ocorreram outras
jâ em 1 9 5 9 ,
era
cr^
sufoc a
região que se emancipara em 1 9 5 0 .
d essa época também a invasão
a
Data
da Hungria por forças m i l i ta r e s
so
viéticas.
Contudo,
a crise
do U-2,
jâ em 1960 a "g u e r r a f r i a "
era r e s s u s c i t a d a com
avião americano aba tid o quando ing res sav a no espa
ço aéreo s o v i é t i c o .
Logo ,em s e g u i d a ,
em 1 9 6 1 ,
de Berli m,
face a emigração de alemães
Ocidental,
sendo que no i n í c i o
era erguido o
o r i e n t a is
daquele ano 1 / 4
para a
Muro
Alemanha
da população
do la
do O r i e n t a l h a v i a se re fu gi a d o na parte O c i d e n t a l .
0 recrudescimento das
Estados
Unidos
voltou a acontecer
lance colocando em Cuba míss eis
norte-americano.
ilha.
relações
entre União S o v i é t ic a
quando Kruschev tentou ganhar um
capazes
de ameaçar o
território
Kennedy reage e manda bl oquear parcialmente
0 fato dos- Estados
Unidos
e
serem superiores
tanto em
a
forças
29
coing ejn ar^naniento e s t r a t é g i c o ,
con vencio na is no C a r i b e ,
que os s o v ié t ic o s
clarações
duas
recuassenj,
re ti r an do os jnisseis
r í s p i d a s p a ra s a l v a r as a p a r ê n c i a s .
A Europa foi
o campo d e c is iv o
mas os e f e i t o s p r i n c i p a i s
mais
d if e re n te s
ações
D ominicana,
E, -mais uma v e z ,
como teatro
de b a t a l h a
de
da " g u e r r a fria','
nas
desde remessa de tro
comunista,
de 1 9 6 5 ,
as
estratégicos.
das grandes p o t ê n c i a s ,
em a b r i l
e simples no V i e t n ã ,
de
foram se nt id os no T e r c e i r o Mundo,
pas para abort ar um suposto perigo
p u b l ic a
com
cojç algumas
grandes p o tê nc i a s u t ili z a m -s e de outro p a í s ,
operações para servirem aos seus in t e r e s s e s
íez
como ocorreu na
Re
até o int e rv e nc i on i sm o puro
dita do pe la def esa da l i b e r d a d e .
Apesar
de
que o Vietnã tenha demonstrado que o in t er ve nci on ism o pode ter um
custo m i l i t a r um pouco a lt o
(200 bilh ões
v isões profundas na sociedade
Outra c r i s e que
no bloco s o v i é t i c o ,
de P r a g a " .
como suspensão
v is
aparentemente t r a n q ü il o
comunista,
da censura ã imprensa,
dentro
da
liberais
restauração dos d i r e i t o s
a exemplo da Iu g o s l á v ia e Romênia,
do Pacto
c^
A União S o v i é t i c a ,
a reconhecer mais um país
agosto-de 1968 executa o golpe e tropas
feita
" Primavera
passou a adotar posições
e uma revisão no modelo econômico do P a í s .
pendente,
dest a
foi na T h e c o s l o v â q u i a , na chamada
que não est a va d is p o st a
dl
americana.
a t i n g i u grandes prop or çõ es,
0 governo Tcheco,
ãrea de i n f l u ê n c i a
de d ó l a r e s ) , além das
comunista
na n o i t e
de
ind£
20
de
de V a r s o v ia ocupam
a
T hecoslo vá q uia.
Tais
fatos,
levam a co n cl ui r que passou a haver semelhan
ça no comportamento e no emprego de métodos
quando pressentiam a p o s s i b i l i d a d e
si derassem v i t a l
das duas p o t i n c i a s
de perda de uma nação que
a seus i n t er es s es n a c i o n a i s .
fo rç a das armas tornou-se a t ôn ica :
V ie t n ã ,
,
con
A intervenção
pela
Hungria e T h e co s l ov â­
qui a são alguns exemplos.
Ao con trário
do que alguns observadores
p e c t i v a de um c o n f l i t o
fria".
atômico não diminuiu o estado
de bombas tefun o nucleares
incessante
don.es
a
de
Para Raymond A r o n , "A guzMn.a. fnla. òe. &ltm a no ponto
ve.Agê.ncta de. duas sznÁ.e.s kÁ.òtQh.-icas,
mento
pensam,
cada vez mais n.ãpidos;
colÕgico
dos c o n f l i t o s ,
balZsttcos,
destAutivas
e a outna,
em detnimento
"guer ra
de. con
uma que conduz ao apen.fetçoa
e engenhos
das aAmas cada vez mais
per£
e de
à Aenovação
veZcuZos ponta
que acentua o elemento
da v i o l ê n c i a
física.
0
psi
en
30
dontro
dtsòaò
duaò ò/írlíò
tn^Auimnto-ò da
é fac.llme.nte. p z r c z b t d o : qaantç malò
fçi/iça ultKapaAAajp
eéc.aZa humana,
rmnoA
çò
eZzò
i>ão
uttZtzav exò. A-4' e.non.me.& poòS-ib-éJLÁ^dadei da t z c n o to g t a devoZvem
guíAA.a a Aua condição
e.si,e.nclal de, confronto
porque a ameaça s u b s t i t u i a ação,
proZbe os c o n f l i t o s
amplia os espaços
onde castigam ,
dade,
c l a n d e s t i n a ou d i s p e r s a " .
a violência
entre v o n t a d e s , s e j a
s e j a porque a Im p o t ê n c ia
proca do-i grandes
d iretos
e,
da mesma
sem muitos r i s c o s ,
fria"
pela
de semântica p o l í t i c a ,
tre Estados
cujos
lu t a de cla sse s
de concreto,
po is para os s ov ié t ic os
sociais
se
são d if e re n te s
a s u b s t i t u i ç ã o de velhos slogans
lêmicas por a v a li a ç õ e s
mais ob je t iv a s
e do poder de cada um.
Isto e,
a substitu^
tra ta
apenas
a coexistência
de ca rát er ,
en
é uma forma
entre o s oc i al ism o e o c a p i t a l i s m o .
foi
forma ,
(31)
"coexistência pacífica"
sistemas
recZ
para a humanl
A suposta dis te ns ão ent re o Leste e o O e s t e ,
ção da " g ue r ra
a
de
0 que ocorreu,
e de velhas
das
po
intenções
passou a haver mais diá logo
entre
os dois governos.
Comentaristas
fria"
o c id e n t a is
chegam a afirmar que a
terminou no decorrer dos anos 60,
lováquia em 1968
Nicarágua,
e os recentes
Or i e nt e Médi o,
tudo continua
Conflitos,
adverte que
OTAN e 0 Pacto
sem esquecer as
Tcheco^
Polônia,
dão a enten de r
"(...)
ac ontecido.
uma situação
não s i g n i f i c a
armadas
s u p l e t iv a s
na A f r i c a e no O r ie n t e Médio,
lise
que a União
a Invadirem
Soviética
um pais
v iz in h o
de Cuba e da Alemanha
,
O riental
nem o apoio ã ação dos grupos
encontra-se em Karl Deutsch,
Internacionais,
Para Deutsch a " g u e r r a
noção do "j ogo
soma de todos
terro_
de soma z e r o " ,
os ganhos
"a
"g u e r
quando trata em sua obra Anã
teoria
dos j o g o s " .
f r i a " pode ser fundamentada
isto
é,
num"jogo
e perda de todos
p el a
de soma z e r o " ,
os jogadores
iguala-se
de forma que qualquer ganho de determinado jogador
ponde sempre a perda de outro ou de outros jogadores
quer) .
a
(32)
das Re lações
z ero,
dos
de não-guerra entre
Mas a melhor ex pl ic aç ã o dada sobre esse estado de
ra f r i a "
que
fundador do I n s t i t u t o para o Estudo
forças
forças
da
do A f e g a n i s t ã o ,
A f r i c a Po rtuguesa,
de V ar só v ia,
d e ix e de l e v a r suas
r is t a s " .
e p is õd io s
como se nada t i v e s s e
Brian C r o z i e r ,
mas a invasão
"guer ra
a
a
corre£
(xadrez,
p£
31
"0 mundo
de. Jçgos
de. éonja ze.Ao entAe. dolò
mundo de confZt.tç tjvptedçióo
pZoò de&:&e modetQ,
iei
podem mudaAJ
meimo
e i i e mundo
calcula A i u a i
e t-nJieco n c t ltã v e Z .
nem oi' motZvoó
doi j og a do A ei,
5 domZnado pela A a c t o n a lld a d e ,
chancei- medtai
Nada mais c o r r e t o ,
sempre,
diz Paulo F r a n c i s ,
tído i
Segundo
çé
pAtncZ
Mai
de peAdeA ou ganhaA,
a longo
do meimo j o g o " .
pAazo
no TeAC et AO Mundo".
(34)
p A tn ctp a ti
da gueAAa
,
(3 3)
po is o ganho de determinada
efettoi
ate
Cada jogado a pode
p o tê nc ia
â per da de outro ou de outros p a í s e s .
"o i
é um
nem ieuò t n t e n e ^
pAecZ-òajn peAmaneceA pana iempAe ho &tZò.
numa ieq u en cta de l a n c e i AepetZdoi
corresponde ,
jçgadoAeò
fAta
E, como
foAomien
32
2.
0 TERCEIRO MUNDO
£ .- 3 .í ã . ^ o J
i
”
@ibflotoca Universit<|^t(^ í
2.1.
Anos atras
TEATRO DE QPERAÇOEgL^,...
o Instituto
/
de Estudos Es t r a t é g i c o s
de
Londres
f a z i a um a l e r t a : o T e rc ei r o Mundo serã o campo de b a t al h a do fu t u
ro.
Mais recentemente,
o General Alexand er H a i g dava sua
no se nti do de que o eixo
da d is pu t a Leste - O e s t e ,
opiniã o
entre
Estados
Unidos e União S o v i é t i c a se t r a n s f e r e da Europa para os países sub­
de senvolvidos
exportadores
de matérias primas.
Segundo o a n a l i s t a
"zòtamos todos
ntco
na "g u e r r a
internacional
Newton C a r l o s , para quem
f r t a " , somos todos
de dots superpoderes
peças
que evttam o co nfronto
dtreto
hegem^
dado o po_
t e n c ta Z
de destruição maciça de seus
tên ci as
estão a se p r ep ar a r mil ita rm ent e para i n t e r v i r em qualquer
p a rt e
arsenais"
do jogo
(3 5) , as duas
po
do T e rceiro Mundo.
A imprensa e s t r a n g e i r a
o Pr e sid ent e
Reagan não se farâ
STRICKEFORCE. Por outro
pecialistas,
tem divulgado
in s is t en t em en t e que
de rogado na u t i l i z a ç ã o
lado o New York Times,
através
da GLOBAL
de seus
tem afirmado que a União S o v i é t i c a con stroi
e_s
barcos
de guerra para operar no T e r c e i r o Mundo.
A busca de espaço além fr o n t e ir a s
do is países
desde o i n í c i o
da "g u e r r a
tando aquele fervor e v a n g e l i z a d o r ,
ca externa desde o f i n a l
tem sido
fria".
a tôni ca
Os Estados
marca r e g i s t r a d a
E a União S o v i é t i c a ,
expansionismo norte-american o,
fazendo
Unidos ado
de sua p o l i t y
da segunda guerra mundial:
c e i r o Mundo o seu q u i n t a l .
dos
f a z e r do
Ter
preocupada com
o
de tudo para ter a sua par
te do bolo.
As incursões
distas
timas
das duas potênc ia s nos pa íses
colocaram em c r i s e ,
crises
por div ers as ve z e s,
têm acontecido por i n i c i a t i v a
j a pe la a invasão do A f e g a n i s t ã o ,
bras
de forças s o v i é t i c a s
Polônia.
a " d é t e n t e " . As
ül.
da União S o v i é t i c a ,
s£
hâ um ano a tr âs ,
na f r o n t e i r a
terceiro- mun
ou pelas
mano
da A le m an ha . O r i e n t a l
com a
Sendo que ao i n v a d i r o A fe ga ni s tã o a União S o v i é t i c a
co
meteu um erro de cálculo não so diplomático como,
principalmente,
militar,
Uma
face a aproximação entre os dois p a í s e s .
norte-americana naquela r e g i ã o ,
afe gãos baseados no P a q u i s t ã o ,
União S o v i é t i c a com algumas
fornecendo armas aos
investida
guerrilheiros
poderá t r a ze r sé ri o s p r e ju í z o s
escaramuças
em seu t e r r i t o r i o
e
ã
com
34
possibilidade
de alastrar -se p e l a presença
de uma expressiva
quan
t id a de de jpuçulnjanos naquele p a í s .
Outros.'s'im,
internacionais,
E stad o s
argumentam outros e s p e c i a l i s t a s em
que a União S o v i é t i c a
sabia,
de ante-mão,
a proposito
da Revolução I r a n i a n a ,
e seriam incapazes
de Segurança do Governo C a r t e r ,
p o Zi,
"a i
a atit ude
A ss e s s o r para Assun
gazAfiai
do TenceÃAo Mundo
da União S o v i é t i c a
causada pela c r i s e ent re
de se admitia a p o s s i b i l i d a d e
Pentágono,
(36)
em i n v a d ir o A f£
Irã e os Estados
de uma ação m i l i t a r
Unidos,
originaria
resultan do no con trole do Golfo P é r s i c o .
ende-se,
que a posição
p o rt an to ,
tomada pelos
foi mais por segurança do que,
on
do
vis ando d e s e s t a b i l i z a r o governo Khomeini mediante
emprego de t ro pa s ,
tico s
.
tottfiãv Qxi enquanto i u a z i c a t a i n t e r n a c i o naZ i z co n
Realmente,
foi
,
de r e a g i r
tiven. num nZvel que não pareça ameaçar g ra n d e i i n t e r e i é e i " .
ganistão
os
de ação no O r ie n t e Médio
Mas como admite Zbigniew B r z e z i n s k i ,
pafiídím,
que
Unidos não tomariam qualquer medida anilitar na quela area,
porque tinha conhecimento da sua f a l t a
tos
rel ações
o
Depre^
e s t r a t e g i s t a s .sovié
propr iame nt e,
por provocação
aos norte-americanos.
Ora,
sabe-se que atu alm ente,
ca p l a n e t á r i a é o mar de pe t ro le o
pois,
que Estados
a região chave na g e o p o l í t ^
do Golfo P é r s i c o .
Unidos e União S o v i é t i c a
apontados em direção ao O r i e n t e Médio.
mou que os Estados
Unidos
0 Pr es id en t e
a tropa t r a d i c i o n a l
dos norte-americanos e munição para
500
,
estejam com seus canhões
Carter
infor
já têm estocados no Golfo Pérsico
pamentos para 12 mil marines,
aviões.
pteros para o trans porte de tropas tambein será
vos
Imaginável
de
eq u^
intervenção
A fr ota de h e l i c o
f o r t a l e c i d a com no
equipamentos de a s s a l t o .
A União S o v i é t i c a ,
litares
por outro
em todo o A f e g a n i s t ã o ,
tica,
h o je ,
os rebeldes estão
em t e r r i t o r i o
de Karmal ã fren te
r e a l i z o u manobras
mi^
eliminando a o f e n s i v a g u e r r i l h e i r a
de muçulmanos afegãos e isol an do
ta pe la qual
la do ,
a f r o n t e i r a com o Pa qui stã o,
recebendo a j u d a .
afégã o,
é garantia
A presença
para a
sovié
permanência
do governo e sustentação do regime prono caso de um c o n f l i t o
rci
tico,
de importância ca pi ta l
sico.
A intervenção S o v i é t i c a no A fe g a n is t ã o assegura o seu
sovié
no Golfo Pér
a c e^
so direto ã região do Golfo.
Sem sombra de dúvida
que a União S o v i é t i c a
desenvolveu
35
uma e s t r a t é g i a para preser var e fa vo re cer os seus
em
todo p mundo.
A
qualquer pa ís
terceiro-mundista onde fer vilhem problemas para sua
segurança,
seryi:ndo-se de cubanos
investidas.
co,
União S o v i é t i c a esta
in t e r e s s e s
Os s ov iét ico s
por meio do V ie tn ã ;
tão e no " c h i f r e "
preparada para i n t e r v i r
em
e alemães o r i e n t a i s para as suas
conseguiram ura avanço no sudeste
no sudoeste da às i a ,
através
do
asiâti^
Afeganis
da Á f r i c a para c i r c un d ar a area do Golfo
Pérs^
co .
A medida em que a União S o v i é t i c a se expande em
a outros
continentes,
Oriental.
surgem c r is e s
A Po lô ni a e n f r e n t a ,
verno e t r a b a l h a d o r e s .
A Europa O r i e n t a l
A perda da Pol ôn i a,
po tência mundial
a União
em países
pr esentemente,
União S o v i é t i c a e zona de e q u i l í b r i o
tinente.
in t er n as
da
Europa
ura impasse entre
go
é ârea de i n f l u ê n c i a
da
de poder em todo o velho
além de c a ra c t e ri za r - s e
Soviética,
direção
trarâ sérios
con
como perda de
riscos
de seguran
ça ao bloco comunista.
Para S t a l i n ,
Polônia
foi
"[...)
ao longo de. toda a & aa hÁJ>tÕfLÁ.q:, •
0 c.ofin.e.dor de. que. òe u t i l iz a r a m todoò oi,
R ü i i l a " . ( 37) Assim,
agreaorzi da
o con trole desse corredor é absolutamente
cessãrio para a segurança do t e r r i t o r i o
soviético.
tropas s o v i é t i c a s
"a Po lÔ n la,
ma que
véi
da H l i t Ô r l a
Guerra)
s i n i s t r o pa
Em 19 39 a Po lô ni a negou-se a p e r m it ir
lhe cruzassem as f r o n t e i r a s .
v a a a l a r e b e l d e ou I n im ig a
foi o caminho
e H i t l e r para I n v a d i r a URSS
Independentemente das
Paulo Francis
da URSS
uiado por Napoleão,
(...),
Ludendorff
{ou R u i i l a ) " .
sanções
que
afir
a tr a
í I
(38)
econômicas s o f r i d a s
União S o v i é t i c a do governo norte-americano,
ne
Convém lembrar
que a expressão "corredor p o l o n ê s " tem um s i g n i f i c a d o
ra a União S o v i é t i c a .
a
a expansão
pela
soviética
no Or i e nt e Médio serã con tida por um maior comprometimento dos E^
tados Unidos
em outros países
da r egi ão .
vi não sõ s i g n i f i c o u para os Estados
como,
também,
A queda do Xâ Reza Pahle
Unidos
a perda de um a l i a d o ,
f a c i l i t o u o acesso da União S o v i é t i c a ã r e giã o ,
se esfor ça para aumentar sua s u p e r i o r i d a d e m i l i t a r
vista
disso,
região,
as de cisões tomadas,
fi c a rã o condicionadas
a n í v el
e s t r a t é g i c a . Em
internacional
ã participação
que
naq uela
de um novo i n t e r l o c u
tor.
Da a n a l i s e
desses
fatos,
dos não têm mais o controle total
constata-se que os Estados
do Golfo P é r s i c o ,
Uni
devendo conten
36
tar-se cora um e q u i l í b r i o de i n f l u ê n c i a
Uma vez
at in g id o
çam a movinjentar as: peças
r i c a C e nt r a l ,
com a União.
esse e q u i l í b r i o ,
Soviética.
as duas p o t ê n c i a s , come
do domino g e o p o l í t i c o em direção ã
transformando-a em t e atr o de operaçoes.
Nicarágua e El Salvador são exemplos
de que os
Estados
Unidos e a União S o v i é t i c a querem transformar a região do
em campo de guerra
dos Estados
para o O c i d e n t e ,
Caribe
fria.
Como os e s t r a t e g is t a s
be o q u i n t a l
Ame
norte-americanos consideram o C a r^
U n idos,
em função
de i n t e r e s s e s
tem-se convicção de que "os homens
vitais
de Reagan" che
garão ãs ult im as consequências para manter os regimes
dos
paí ses
dessa região fa vor áve is a uma ação co n jun ta contra o " p e r i g o "
munista .
A América Central é " f r o n t e i r a ”
dos Estados
co
Unidos e tem
sido con si d er ada pelo governo norte-americano como s u a " ã r e a de in
fluência".
A perda de Cuba jâ foi
tensões hegemônicas dos Estados
um golpe v i o l e n t o para as
Unidos na r eg iã o.
pre
Po rtanto,
o
go
verno norte-americano não medirá esforços para que se evit e . qual^
quer alteração que possa a f e t a r o e q u i l í b r i o
mundial.
Assim como a União S o v i é t i c a não pode su p or ta r
na Europa O r i e n t a l ,
os Estados
na América Central e C a r ib e .
Unidos procurarão
fria,
Analistas políticos
alterações
consideram
Cuba
tornar-se-â., sem dú
em cabeça de ponte da União S o v i é t i c a nes sas
Estados Unidos não podem per der pontos
d or,
po is
plano
alterações
evitar
Os norte-americanos
uma e x c res cê nci a no jogo da guerra
vida,
de forças no
âreas
em que os
como p o t ê n c i a mundial.
especulam que o de stino
convivendo hoje com uma guerra c i v i l ,
de El
é jogado na
Salva
d is t an te
Po l ô n i a .
Segundo a montagem e s t a b e l e c i d a ,
t irão
fo r t a l e c i d o s
os Estados
de até i n t e r v i r militar men te
em defe sa dos seus i n t e r e s s e s ,
Unidos se sen
em El Salvador
caso a União S o v i é t i c a
int ervenha
na P o l ô n i a .
A queda do governo de Somoza e a implantação do
sandinista
levou a Nicarágua a uma aproximação com Moscou,
embora os Estados
Unidos estejam fornecendo a ju d a
regime
muito
financeira
ã
J u n t a do Governo.
Apesar dessa aproximação,
g u a " por Cyrus Vance,
grandes arr an hõe s.
da
Nic arâ
a e s t a b i l i d a d e norte-americana não
sofr eu
Mas a li ção
fo i
chamada de " l i ç õ e s
en t en d id a ,
po is
in su rre içõ es
37
p r o - s o v i é t i c a s , a exemplo de outros p a í s e s ,
serio- sufoc ada s p elos
Estados Unidos. :ipediante o emprego de .forças m l i t a r e s .
0 goyerno dos EstadoS' Unidos j a mandou um aviso p a r a
s an dinistas',
caso i n s i s t a m em a ju d a r os r e Be ld es salvad orenhos
condicionando a ajuda
temente,
os
f i n a n c e i r a à prestação
a le r t o u a União
ta para d e s e s t a b i l i z a r
S o v ié t ic a
de co n ta s .
Concomitan
de que a ajuda m i l i t a r
comuni_s
regimes pro-ocidente e implantar
cas s o c i a l i s t a s sera co n s i d er ad a pela
atos de terrorismo i n t e r n a c i o n a l .
r e p úb l ^
"d ip lo m a c ia Reag an "
Este
,
como
a l e r t a é um " l e v e
toque
"
do governo norte-americano sobre a situaçã o que se encontra El Sa]^
vador.
E,
temala,
país
para que não surjam novas
"liç5es
chave da América C e n t r a l ,
segundo fontes norte-americ anas,
da N i c a r á g u a " , a
Gua
serã t r a ta da como a Grécia,
ameaçada que
foi por uma
subver
são comunista logo apos a segunda grande guerra.
Os
fatos
levam todos
a c o n c l u i r que Estados
Unidos e União
S o v ié t i c a estão em con stan te
a l e r t a e militar men te preparados para
guerras
do Te rc ei r o Mundo,
em campos de b a t a l h a
novas ãreas
de i n f l u ê n c i a se farã ,
Na verdade,
fria,
ato:
tos
os países
guerrilhas,
localizados.
enquanto as
onde o desenho de
p o ss ive lm ent e,
ã força.
duas potências brincam de guerra
do T e r c e i r o Mundo sofrem as consequências
terrorismo
E,
é claro,
internacional,
guerra c i v i l
desse
e
confli^
contando sempre com a a j u d a e o estí
mulo de norte-americanos e s o v i é t i c o s .
"Em quasí todaò
Karl Deutsch é o b j e t i v o :
tadas
da nossa epoca,
tamente e n v o l v i d a s " .
as grandes
potências
1980
também,
alcançou a c i f r a
outros indicad ore s
d ir e t a
t-iml
ou I n d l r e
(3 9)
Além do aspecto e s t r a t é g i c o ,
em consideração,
estão
aò guerras
o fa tor vendas
de 25 bilh ões
t a is
nutenção e treinamento
não se pode d ei xa r
como peças
de p e s s o a l ,
de armas,
de d ó la re s .
de l ev a r
que somente
em
Mas se computados
de re pos ição,
tra balhos
o valor sobe para
75
de
ma
bil h õ e s
de dólares.
0 exemplo concreto desse grande negocio do sé cu lo
guerra Irã e I r a q u e .
norte-americanas
Ambas as nações possuem armas
é
a
avançadíssimas,
e soviéticas.
A União S o v i é t i c a jâ estâ repassando
res em armas para o T e r c e ir o Mundo.
Os Estados
7 bilhões
Unidos
de
dola
são os maio
38
res exportadgres
e a países
de armamentos coji) as vendas aos jijerabros da
da A s i a ,
Africa
e Amêrica-Latina,
. Newton C ar lo s diz que
co naentra nç chamadç
do S a l e SadoeÁ"te,
grandes potências
"a (igKeòySyividadz
"aK^-p de
paò&ando
A. B i p o l a r i d a d e ,
vendai
do Norte da  f r t c a a
pelo O r i e n t e Médio
"a guerra
fria"
teatros
os- Dois V i e t n ã s ,
t ências mund ia is,
v er dadeiros
brotarão outras
como I rã ,
Paulo Francis
Unidoò
El
S al v ad or ,
das
po
em fase
de
diz que apos a Segunda Guerra M u n d i a l " ( . . . )
2 . 2 00 bas ei m i l i t a r e i
50% aparecem nai
d it a d a r a i
ei tenderam da G r é c ia á Am érica- Latina,
anti-comaniimo, mai,
Duas
etc.
externa dominada em 50% pela
outroi
as
de operações
e nt ida de s p o l í t i c a s
Ni ca rá g ua ,
eótabeleceram
ama p o l Z t i c a
Pentágono. Oi
das
continuam a se m a n i f e s t a r no Te rc ei r o Mundo
Chinas,
fazendo
Âsta
e o expansionismo
as Duas Alemanhas,
oi> Eétadoò
&e
e Golfo PenÁicjó". (40)
Assim como surgiram as Duas C o r é ia s ,
reest ru tur açã o,
OTAN
em verdade,
c i a l - m il it a r da expanião
doi
todai
{ckamadoi)
exterior,
m en t a lid a d e
de d i r e i t a
erigidai
r e p re ie n ta n d o
no
do
qae i e
em nome
do
ama g a r a n t i a ^ p o l i
inveitim entoi
americanoi" .
(41)
Ja J . J .
Servan S c h r e i b e r ,
ca no Te rc ei r o Mundo,
ai;
e iempre qae i e
(42) Essa ocupação,
em 1 9 7 9 ,
territorios
das ,
e 40.000
vendai i o v i e t i c a i
Assim,
que a "URSS
p r o d u z,
se lh ei ro s m il i t a r e s
dai
diz
na A f r i c a ,
ã procura de novos
um v a z io ,
ocupa-o"
correspondia a 1 2 . 0 0 0
c o n se lh ei ro s
civis,
"75
sendo que
%
vão assentando-se nos
do domino voltam a ser
movimenta
campos de b a t a l h a no Te rce ir o Mundo,
p r e f e r ê n c i a naqueles países
con
fazem no T e rc e ir o Mundo". (43)
grandes vedetes
as peças
soviéti^
e x p lo r a ai c r i i e i , atànenta -
em algum l u g a r ,
em armamento i e
enquanto as
em c r i s e ,
ao a n a l i s a r a p o l í t i c a
de
que ocupem posição e s t r a t é g i c a na geo
política planetária.
Depois
equilíbrio
do O r ie n t e Médio,
de forças
tas i n t e r n a c i o n a i s
a região chave para um
é o Atlântico Sul,
de "G o l f o Pérsico
2.2.
chamado pelos
dos M i n e r a i s " .
UMA NOVA FRENTE
futuro
estrategi^
39
0 desenvolyi;iientQ de axjnas nucleares
spfisticadas
i r r e l e y a n t e o con ceito de s u p e r i o r i d a d e Tiiilltar quando
Es.'tados Unidos e União S o y i é t i c a .
de d e st ru ir o jijundo 66 yezes-,
As
tornou
aplicado
a
duas potências- tem condições
fa ce o número de ogiyas
nu cle a re s
que cada uma de las p o s s u i .
0 que está em jo go,
a trayês
tos
atua lme nt e,
da s u pe ri o ri d a de e s t r a t é g i c a ,
ê outro tip o
jâ que os constantes
do poderio m i l i t a r de E stados Unidos
No ent anto,
que estão ing ressando no Clube Atômico,
dar uma con tribuição
Morgenthau
(AA)
outros países
pode
fundamental para o seu poder p o l í t i c o .
Hans
do poder,
o poderio n u c l e a r d is p o n í v e l ,
para os Estados
u lt rapassara m em muito
10. 000
o conceito de s u p e r i o r i d a d e ,
nuam a apo star cada yez mais
Unidos
ogivas
o elemento de ya
como a i d é i a
e a União S o y i é t i c a
nucleares
(45),
são âreas e s t r a t é g i c a s
dispõe em todo o p l a n e t a .
ro de países
para os p a ^
que
têm do poder de uma determinada nação.
Assim,
deles
ultra
o poder n uc le ar
e x p l i c a que no cálcu lo
lor não é apenas
aumen
e União S o y i é t i c a
passaram o ponto de destruição g a r a n t i d a .
ses
de poder
Por isso
,
que
o que d e f i n e
que cada.
as duas p o tê nc i a s
um
contõ^
alto para yer quem terâ o maior núme
sob sua e s f e r a de i n f l u ê n c i a .
Apos
as i n v e s t id a s no A f e g a n i s t ã o e na América Central
,
Es tados Unidos
e União S o v i é t i c a vão d i r i g i r suas atenções para o
At l â n t i c o
devido ã sua importância e s t r a t é g i c a nesse lado do
S ul ,
hemisfério.
Estrategistas
te p ú b l i c o .
0 General Andrew Goodpaster,
v in culação
d ir e t a
dos dois pa ís es
m undial que a União S o v i é t i c a
tal,
fronteiras,
que,
contra seus prÕprlos
E n t r e t a n t o ,. a go ra,
com relação
tem,
pois,
todos
sua função e s t r a t é g i c a
re ser va s de m i ner ai s não re n o v áv ei s .
conjuntura da p o l í t i c a mundi al.
ã
uma situação
força
fora
na Europa
O rle n
ã segurança
fr o n teira s".
grandes,
entre os dois b l oco s,
a, situação de determinados países
épo
os i n g r e d i e n t e s
nar-se o proximo teatro de operações dos dois
la
afirmava,
a União S o v i é t i c a mostrou
estâ preparada para usar a força alem de suas
0 A t l â n t i c o Sul
sem
usando a
a l ia d o s
ao deba
de c a r r e i r a ,
"s e tivéssemos
não e s t i v e s s e
então estarZamos mais t r a n q ü il o s
A tlâ n tic o S u l .
militar
com o governo norte-americano,
ca de uma breve estada no B r a s i l ,
de suas
jâ deram i n í c i o
Torna-se, p o r t a n to ,
do A tl ân ti co
Sul,
que
(46)
para tor
não sõ
como pelas
face a
Sabe-se que entre os dois
no
pe
suas
difícil
a tual
blocos
40
existem acusaçges jnütuas sobre un) d e s e q u i l í b r i o
do e de o utro.
Este disc u r so de d e s e q u i l í b r i o
de força de um la
de força ê fundamen
t a l para que os Estados- Únidos e a União. S o v i é t i c a aumentem
seus
orçamentos açilitares
e
de d e fe s a ,
obtendo
com is so a mellioria
desenvolvime nto de armas co nvenc ion ais para que sejam
nos c o n f l i t o s
o
utilizadas
do Te rc e ir o Mundo.
Sob o ponto de v i s t a
"m n h u m
de G a l b r a i t h ,
oixtfio
pno blz
mcL dz no-ò-òoi d ia i tem òzqatn. uma. fn.açao mZnZma de Zmpprtãncta
nenhuma fonte de t n a e r t e z a
e,
de lo n g e ,
ttção armamenttòta e ntre oi> Eòtadoò
,
tão v ã lt d a quanto a cowpe
Untdoi
e a União S o v t e t t c a "
.
(4 7)
As
duas p o t ê n c i a s ,
através
de suas inovações
e aquisições,
criam a n e c e s s i d a d e e o inc en tiv o para a outra f a z e r o mesmo
ou
m a is ,
ga
provocando para que cada qual
rantir
trabalh e
com a outra para
que a competição se a u t o p e r p e t u e . Essa
t é c ni c a da resp osta
gradual de armamentos permite que norte-americanos
aumentem seu poder io
para o u tro ,
ceiro Mundo,
e
s o v ié t ic o s
ar mamentista, alegando i n f e r i o r i d a d e
alertem para os perigos
que correm com pa íses
e par a que sejam f a c i l i t a d a s
invasões
de
um
do
Ter
tip os
Vietnã
e Afeganistão.
Nes sa confrontação
entre as duas po tê nc ia s
- na forma de
ver de Karl D e u tsc h,
"ca d a uma t e n t a i u p e r a r a o u tr a,
nada margem,
compromtssoò
em òeuò
t ã g t o . Uotaò redtgtdaé
Slotai iã o i e g u Z d a i
avtõ ei
em lugareò
forçai
ou matertatò
com moderação éão òegutdaò
durai,.
algumaò
verbatò
por movtmentoi
prÓx-imoi ao teatro
iejam Z n f Z l t r a d a i
por determt
por notaò
de n a v t o i,
da d t i p u t a ,
em cada e^
matò
tropaò
ou
e é poaZvet
que
ou abertamente d e ie m b a r c a d a i"
(-48)
Recentemente,
ternacional,
barcos
norte-americanas
no ti cia ram que a União S o v i é t i c a
asiáticos
e africano.
de c i r c u l a ç ã o in
estã
de guerra para operar no Te rc ei r o Mundo,
t in e n t e s
tas,
r ev istas
construindo
sobretudo nos con
Segundo e s p e c i a l i s t a s
dessas
a América-Latina s e r i a alcançada com o deslocamento
barcos para o A t l â n t i c o
Sul.
T a i s afirmações têm,
mentado a posiçã o daque les que sao p a r t i d á r i o s
estabele cim en t o de uma a l i a n ç a m i l i t a r ,
revi^
desses
inclusive,
ali
em Washington
do
e s t i l o OTAN, no A t l â n t i c o
Sul.
No tí ci as n es se tora são frequentemente divulgadas pe la
im
41
pr ensa norte-ajnericana, • COJD b ase num estudo que córre pelas
sas Comissões
do Congresso
dos Estados
U nidos,
te alter ação do ca rã te r da 'Marinha S o v i é t i c a .
que f a l a
d ive r
da ijninen
Pelo e s tu d o,
os
do ca
v i é t i c o s estariajn preparando-se para ex ec ut a r a diplomacia
nhão no T e r c e i r o Mundo,
es pec ialmente no
Indico
e no Atlântico Sul .
Os Estados Unidos que jâ estão a reconhecer a sua
r a b i l i d a d e nos pa íses p e r i f é r i c o s
do T e r c e i r o Mundo,
que o numero dos países
tem c r e s c i d o ,
instáveis
colo ca r em condições de operar a " f o r ç a
capaz
so
vulne
em face
de
preparam-se
para
de rápida i n t er v en çã o "
de i n t e r v i r em qualquer parte do p l a n e t a .
A interve nçã o s o v i é t i c a no A f e g a n i s t ã o ,
s es da A f r i c a
ca Central
a perda dos
de expressão portuguesa e as i n s u r r e i ç õ e s
demonstraram que o e q u i l í b r i o mundial
r is co
de o s c i l a r
a favor do b loco do l e s t e .
va da,
principalmente,
p el a p o l í t i c a
na
paí
Amér^
de poder corre o
Tal si tua ção
foi
agra
adotada por C art er e o c r e s c ^
mento da capacid ade s o v i é t i c a de esten der seu poder fora da
sua
esfera influên cia.
O co r re ,
e n t re ta nt o ,
dos es tâ de posse
cada vez mais,
D esta
res nos países
desses
dados que,
governo dos Estados
f a t a lm en t e,
a atenção dos e s t r a t e g i s t a s
forma,
Os ültimos
milita
bat alh a
o Atlântico Sul.
0 GRITO TERCEIRO MUNDISTA
acontecimentos
dos países
grandes potências
a merecer,
intervenções
sobretudo no campo de
Unidos e União S o v i é t i c a :
2.3.
passarão
Un^
norte-americanos.
passar-se-â a ver novas
do T e r c e ir o Mundo,
e l e i t o por Estados
vulnerabilidade
que o atual
fazem com que se conclua
do Te rceiro Mundo frente ao
e aos avanços n eo - co lo n ia li s ta s
p ela
poderio das
dos Estados
Un^
dos e da União S o v i é t i c a .
0 malogro da guerra do V ie t n ã ,
pectos
do,
que abalou em todos os as
a p o l í t i c a externa norte-americana,
não e n f r a q ue c e u,
a crença dos Estados Unidos que cabe a eles a tu te l a
0 desafio
dos pa ís es
contu
do mundo.
terceiro-mundistas não estâ e x c l u s ^
vãmente nas ameaças e x t e r n a s , mas também na capacidade in t er n a
r e ag i r
aquelas
ameaças,
de
além dos e s fo r ç o s que devem ser f e i t o s pa
42
ra controlar os seus problemas c a s e i r o s ,
ções para, adotayem uma p o l í t i c a
que limitajij suas
independente
condi
e se fazerem
r es p el
tados na ordem i n t e r n a c i o n a l .
Essses p a í s e s com um de senfreado
n e c es si tan do aliiijentar 2 , 5
algo
crescimento
b i l h õ e s de p e s s o a s ,
em torno de 40. bilh ões
daqui
a cem anos,
demográfico,
tendo que suporta r
se c on ti n ua r a
du
p l i c a r a cada quarto de s ê c u lo ,
alem da b a r r e i r a m a lt hu s ia na da fo
me e da doença,
ainda,
s ov ié ti cos
estão s u j e i t o s ,
e norte-americanos na es cal ad a
Ess as e x ig ê n c ia s
revolucionário,
de reo rganização
Esse regime,
de r,
fronteiras.
que compõe o
somente um regime f o r t e ,
s e j a capaz
e,
de assumir a d i f í c i l
Ter
po ss^
t ar ef a
in t er n a para assegu rar a sua autodeterminação
formado de um governo com li d e r a n ç a
uma estrutura p o l í t i c a bem or g a n iz a d a ,
da,
frequentes de
do poder além
devem levar os países
c e ir o Mundo ã conclusão de que,
velmente,
ãs investi.das
e uma a u s ê n c i a de i n i b i ç õ e s
t e r i a condições
indiscutível
uma te c n o lo g ia
desenvolvi­
com r e s p e i t o ao e x e r c í c i o
de barganhar um novo enfoque nas
do
po
r e l aç õ es i n
ternacionais.
Para o P r o f .
Leôncio Martins
R o dr ig ue s,
para que um
"uma co n-òo-íldação eco_
a t i n j a a sua autodetermina ção,
ê nece ssária
nômica ou,
a formação de. uma c l & n c l a
mais
concAetam&nte.,
le.cnoíogla n a c i o n a i s ,
tono m lsta".
capazes
e. de. uma
de dar base m a t e r ia l ao proje to
au
(4 9)
Por outro la do ,
Ro drigues,
país
esse
caráter autônomo de que f a l a o Prof.
pode ser alcançado pelo conhecimento
g ia do átomo eseu desenvolvimento,
por parte dos países
sustado as grandes p o t ê n c i a s ,
ind is pe n sá ve l
Por is s o a vontade
te rceiro-mundistas em querer n u c l e a r i z a r - s e .
e ne rg ia n u c l e a r ,
da t e c n o l o ­
p r in ci p a lm en te se o país
tor t iv e r uma grande re ser va de matéria prima
alimentar as us inas n u c l e a r e s .
final
de tal
dos os meios para su st ar a t r a n s f e r ê n c i a
para
de alguns países
Esse i n t e r e s s e
do Te rce ir o Mundo,
forma,
deten
pela
tem
que são empregados
a£
to
de t e c n o l o g i a n uc le ar pa
ra as nações que desejam en trar para o fechadíssimo
clube atômico.
A ’’i n t e l l i g e n t s i a " norte-americana está preocupada com o
a p e t i t e do T e r c e i r o Mundo em entrar na era atômica,
uma
certa duvida sobre atê que ponto esses países
por
existir
estariam tenta
dos a usar a t e c n o l o g i a nuc lear parã produzirem seus explo si vos
"Eu. presumo - escreve u H e ilb r o n e r ,
que eles poderão s e r usados
.
co_
43
mo InAtAumenio
de chantagem para cçaglA. ç mundo
de&en volvld ç
a con
corda/L cort) ima jnaclça tranò ferênciçL de r i q u e z a para o mundo di^iota
do pela p o b r e z a " ,
(501
0 terrorismo nuclear não ê a l t e r n a t i v a
d es ej ad a pe la s
ções pobres' para remediarem seu pr ob le ma , e não serã a mais
eficaz
para dimi nuir o pe r ig o dos conflitos- l o c a l i z a d o s , promovidos
grandes p o t ê n c i a s em t e r r i t o r i o
Realmente,
internacionais
pe la s
de outros p a í s e s .
o mundo estã passando por uma época de tensões
que podem chegar a n í v e i s p e r i g o s o s ,
t ên ci a de um número cada vez maior de pa íse s
a tômicas,
na
as guerras
mas c om a
detentores
de
exi^
' armas
serão e vi t ad as p e la ameaça de um d e sa str e
to
tal.
Uma das maiores preocupações
é tornar o mundo l i v r e do r is c o
talinente fora da r e a l i d a d e
da hiomanidade,
hoje em dia
da d es tru içã o n u c l e a r ,
estando
,
to
a hi pót es e
de uma chantagem
i nt er n ac io
nal por parte dos pa íses pobres pa ra ,
com a u t i l i z a ç ã o
do ãtomo • ,
obter t r a n s f e r ê n c i a
co n trá ri o,
de r iqu eza
dos p aís es
d e f l a g r a r uma gu erra atômica.
de sen volvidos
Tal ve z
chan
não por chanta
mas pe la e x i s t ê n c i a de um mundo cada dia mais i n j u s t o .
Os pa íses
terceiro-mundistas não desejam uma
cia de r iq uez a com o emprego da fo r ç a ,
jam uma i gu al d ad e
to.
-caso
até h a j a uma
ce remota de um c o n f l i t o n uc le ar entre norte e s u l ,
gem,
ou,
E seria,
de op ort un i da de,
realmente,
mais
transferên
do que i s s o ,
eles
dese
a fim de tornar o mundo maisjus
perverso a t i n g i r a j u s t i ç a
sob os escombros
de um holocausto n u c l e a r .
"E^tamo^íí convencido.í,
guchi,
de que cre^c-imento não e uma coiòa que pode é e r
com d in h eiro
(51)
- concluem Robert G ib r a t e Tet&uo
ou c u ja t r a n s f e r e n c i a
Não e x i s t e ,
de que "a^
nações
suas p i s t o l a s
pullman,
po rtanto,
pobres
nucleares
comprada
forçada por meios p o l Z t i c o i "
possibilidade,
como i n s in u a H e i l b r o n e r ,
nada tem a p e r d e r e por is s o
para as
que tudo tem a p e r d e r " .
cabeças
(5'2)
dos p a s s a g e ir o s
apontarão
dos
dãos
dessas nações
letividades
nucle ar
p r i n cip al me nte a sua sobera nia cujos c i d a
são afetados p e l o s e f e i t o s
tomadas pela^s grand es po tê n c ia s ,
não pa rt ic i p am .
carros
Engana-se o Senhor Heilbroner.
Os p a ís e s do T e r c e i r o Mundo não sõ não desejam o c o n f l i t o
como têm muito a p e r d e r ,
Mo_
externos
de decisões
de cujo processo d e c i s õ r i o
eles
0 poder de decisão sobre a v i d a de i n d iv í d u o s e co
inteiras- está nas mãos de uns poucos p r i v i l e g i a d o s ,
in
44
v e s ti d os
de ençrjne poder p o l í t i c o ,
tag on is ta s
tornando-se os' principais
e a^gentes do sistejiia, de relações
i n t e r n a c i o n a i s . Talyez
aí e s t e j a ins^erido "o onuito a p e r d e r " que têm as- grandes
con) a possiBrilidade dos países
pro
potências
do Terce iro Mundo produzirem
seus
artefatos nucleares,
po is na ordem p l a n e t á r i a p a ss a ri a m a e x i s t i r
outros pr ot ag on is t as
r e lativ amente autônomos.
A prova e sta no nílmero cada vez maior dos p aí se s
suem a t e c n o lo g ia
anos',
atômica e que tende a c r e s c e r nos proximos
indepe ndentemente da revisão do Tratado
de Armas Nucle are s
ro Mundo.
principal
A qu a n tidade
de Não P r o li fe r a çã o
(v id e mapa)
e predominantemente,
de pa íses
que se esta
em pa ís e s
cargo das duas p o t ê n c i a s :
jâ
referido,
ses,
j e as s i na do .
Os p aí se s
de ci diram,
mundo e,
de Armas Nucleares
no tratato mais
portanto,
U n id o s,
a
ao
en
(TNP)
d is c r i m i n a t ó r i o
que c a b e r i a
paí
até ho
artefatos
atô
a tutela
do
a eles
negando a qualquer ou tra nação,
,
desde.’ • a
dos demais
que jâ haviam pr od uz id o seus
a r b it r a r ia m e n t e ,
Tercei
vertical,
e contou com a aprovação
talvez,
do
e União S o v i é t i c a .
que teve como promotor os Estados
co n s t it u i- s e ,
micos
Estados Unidos
de Não P r o l i f e r a ç ã o
sua a s s i n a tu r a em 1 9 6 8 ,
obser
terceiro-mundistas que terá
bomba cresc e r a tanto que su perara a p r o l i f e r a ç ã o
0 Tratado
10
(TNP).
A proliferação horizontal
vando o corre,
que po^
o domínio
do
armamento n u c l e a r .
Segundo as c láu su las
do Tratado,
por s i n a l
desiguais,
p a ís e s nã o-n uc lear izados se comprometem a não c o n st ru i r
colocando-se i n t e i r am en t e sob a j u r i s d i ç ã o
na l
de En e rg i a Atômica
(AIEA),
da A g ê n c ia
enquanto Estados
Unidos
os
a bomba ,
I n t e r n a c io
e União So
v i é t i c a prometem r e d u z i r seus armamentos atômicos.
Mas,
mento,
salienta
Flâvio D i e g u e z ,
articulista
do Jor nal Mov^
"o-ò EUA A.ece.b zÂ.am uma fieausa pronta de. uma s é r t e
de paZòzs
que não vtram XnteAesó & e.m se. p r tv a r da te.cnoZo gta nuc.Ze.ar,
modo g e r a Z ,
0 T ratad o,
e. doò pali>e.i> produtores
[tncZustve
como a AZemanha e o Japão 1,
do m e r c a d o ".
assinaram
que não queriam s e
privar
(53)
A rg e n t in a e B r a s i l ,
pa í s e s do T e r c e i r o Mundo,
a a s s i n a r o T ratado e sofreram duras c r í t i c a s
Mas não foi
dos que
de. um
das
duas
o s u f i c i e n t e para que p a í s e s como o B r a s i l
na deixassem de levar a cabo os seus programas.
negaram-se
potências .
e
Argen t^
45
o
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3
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O
-§
o
Ci­
46
Todayia,
co;tii as con stantes
dos e União S o v i é t i c a
bloco s ,
ejp p a íse s
interyenções
de in t ere ss es
provocou un)a co r r id a a, nu c le a r iz a ç ã o
em y i s t a da tensão mu nd ia l,
c i a s por ãreas
foi
v i t a i s para os dois
do T e r c e i r o Mundo
potên
gerou uma insegurança de proporções
atravé s
,
0 im perialism o dominante,
pr ofu ndas nos países- te rceiro-mundistas,
ter esse avanço
Un^
causada pela d isp ut a das duas
estratégicas- e mercados.
tanto de um como de o u tr o,
de Estados
tão
que a uni ca forma de con
do domínio pleno
da t e c n o l o g i a
atõm^
ca.
Da mesma forma,
plomãtica ou m i l i t a r ,
os pa íses
cujos
provocados por i n t e r e s s e s
o ingrediente
em c o n f l i t o ,
litígios
são,
seja
de ordem
na mai ori a das yezes
das própr ias p o t ê n c i a s ,
buscam no ãtomo
fundamental para se tornarem sub-potências
regionais.
Em con sequência surge uma di spu ta por lama l i d e r a n ç a r e g i o n a l :
sil
e A rg e nt in a
disputam a l i d e r a n ç a na América do S u l ;
a
A ssim,
os fr utos
aos A r a b e s ;
Estados
Unidos
manter e g a r a n t i r
criar aliados;
e etc.
estão
colhendo
foram: impor
uma
formar mercado
;
em nome da d e f e sa
econôm^
Em tro ca estão recebendo a bomba.
país
terceiro-mundista e não a s s i n a n t e do
tado de Não P r o l i f e r a ç ã o
atômica e esta
candidato a p o t ê n c i a ,
t ic o S u l ,
e s p ú r io s ;
sugar recursos n a t u r a i s
0 Brasil,
n o log i a
cujos o b je t i vo s
regimes
dos
I n d i a ao Pa q u is tã o .
e União S o v i é t i c a
de uma p o l í t i c a externa
ideologia;
ca;
Israel
Bra
Africa
do Sul quer c o n s t r u i r a bomba atômica para se impor aos negros
países v i z i n h o s ;
d^
de Armas Nuc le ar es ,
Tra
fo i em busca da
tec
desenvolvendo o seu programa n u c l e a r .
País
o B r a s il
sendo um dos atores
tem uma função e s t r a t é g i c a no Atlân
chaves na g e o p o l í t i c a p l a n e t a r i a .
47
3.
A GEOPOLÍTICA E A REAL IDADE BRASILEIRA
48
3.1.
CONCEITOS BÁSICOS SOBRE GEOPOLITICA
0 topi.co que se i n i c i a não tem o o b j e t i v o
bate a geopoli.tica como c i ê n c i a ,
los quais
se esta
pois
iria
além dos p r opo sit os
i n c l u i n d o nessa m on og ra fi a .
t a ê a de fornecer
alguns
de l e v a r ao de
A intenção
pe
manifes^
c on ceitos básicos sobre g e o p o l í t i c a
,
buscando com is so f o r t a l e c e r o entendimento do pape l que represen
ta essa c i ê n c i a na h i s t o r i a
c o n t r i b u i r para o futuro
dos povos e que i r a ,
do B r a s i l e da humanidade,
em qualquer p r oj e to p o l í t i c o ,
do seu su rgim ento,
fico,
a geopolítica,
jã tenham sido
com o atua l
somente ap are ceu no u ltimo q ua rte l
sor da teoria p o l í t i c a
"destino manifesto",
que
tratados
con cei to
do século X I X .
o americano Uahan (54)
foi
uma vez que
com a
externa dos Estados
precur
concepção
so
e. òe.ui
adíptoò
(55),
no seu estudo
"A
Ideologia
0 Padre Joseph Com
da Segurança Na ci on al
M i l i t a r na A m ê ric a- La tin a" comenta que a g e o p o lí t ic a
tanto ã c.aua>a doò nacto naZtitaò
cena do
a g e o p o l í t i c a não é nece ss a
riamente uma c i ê n c i a a t r e l a d a a uma i d e o l o g i a .
blin,
que
U ni do s.
Cumpre e s c l a r e c e r que apesar do aparecimento em
G 2.nnn.at Haasho
- 0
Poder
"Pode
de e.òqae.n.da quanto ao-ò da dtfietta.
Vodí-Aí também í-òtudaA g ío p o lZ t tc a de. m a m t A a de-itnte.A.e.^-6 a da,
nínhum pfiojdto p o l Z t t c o " .
Mas,
= art e
sueco K j ê l l e n em seu l i v r o
vra g eop o l íti ca
quem cr io u a pa la vr a g e o p o l í t i c a (geo=
de governar)
Rodolfo K j ê l l e n ,
"L'Etat
com o o b j e t i v o
e os h a b i t a n t e s
Citado
política
ção b i o l o g i c a do E s t a d o .
pensador
em 1916
de dar uma marca p o l í t i c a ,
aos estudos das
daí foi
p a la
e
não
relações
entre
os autores
pr ec urs or es ,
Fr ed e ri c R a t z e l ,
Para R a t z e l ,
que tratam sobre
foi
geo
o professor
que divulgou uma concep­
o Estado é um organismo que
n e c e s s i t a de espaço e e^cpansão como qualquer ser b i o l o g i c o .
tir
.
no âmbito dos Es tad os .
também por todos
de Munique,
o pr of es so r e
[Áattoé (57) , c r i o u a
como um dos se us p r i n c i p a i s
de g eo g raf ia
foi
comme forme de v i e " ,
segundo
mais predominantemente g e o g r á f i c a ,
territorios
òem
(56)
na r e a l i d a d e ,
terra e política
an
cientí
0
fundamentou e ainda fundamenta,
com outra roupagem a p o l í t i c a
,
haverá dados g e o p o l í t i c o s .
Muito embora seus postulados
tes
fundamentalmente,
ressoascitada a expressão "espaço v i t a l "
de H . G .
A par
Von
49
Treitschke,
o autor
para as nações
da famosa f r a s e ;
guerra é o único
doentes” ,
Podenjos Bxiscar também nos es c r i t o s
do grande pensador Fran
cês Montesquieu, mais expressamente no seu c l ás s i c o
des L o i s "
alguns
"De
L'
Esprit
conceitos- que podem ser considerados como geopo-
"Oò man-tò ap/ioxlmam,
líticos:
remédio
umoi Aepubt^Cca e, pQ.que.na,
aò aoidzlaò
dz montanhaò
Se
y-cue. am&açada de. de.òtn.iu.ção pon. um pode.^
Q.òtfi(XYiQe.-Ln.o •, i>e. é g r a n d i ,
vÃ.ve. ameaçada de de..òagregação po^ condi
çõe.4 Intífinai," (5 8)
Ha inúmeras
E l i e z e r R.
obra "As
1969)":
conceituações
de O l i v e i r a
No en te nd er de
- jovem c i e n t i s t a b r a s i l e i r o
Forças Armadas:
"A ge.opolZtlaa
de g e o p o l í t i c a .
- autor
P o l í t i c a e I d e o l o g i a no B r a s i l
{,undamenta-ò e. no6 pA.lncZploò
da
( 1964
de. e.&paq.o
lZtZc .0 e. poòÁ.q.ao ge.ogKã^Á.ca pan.a a de.i-inZção da p o tZtZca de.
fiança n a c Z o n a Z ".
(59) J a para o I n s t i t u t o
de Ge o p ol ít ic a
po_
òe.gu
de Munique:
"Â g e o p o lZ tlc a é. a d 'i n d i a dai, n.e.laçõe.6 da ttfifia com oh pn.ocehhoò
polZtZco-í,.
Baòe.Za-òe. no-ò amp-íoé ^undam&nto-ò da ge.ogn.a{^Za,
mente, da Qeogfici{^Za p o ZZtZca,
CO no eépaço
e,
que e a cZencZa
ao me-òmo tempo,
do ofiganZi,mo
pafia a vZda p o tZ tZ c a em c o n ju n t o ".
Golbery do Couto e S i l v a ,
brasileiro,
ticas
dá sua d e f i n i ç ã o
bãsicas:
citado
autor,
P o l í t i c a e,
Nacional,
o mais
d is t i n g u i n d o
o espaço p o l í t i c o ,
interna e externa,
buscando orientá-la s
a luz
CO
Golbery:
e pfiZvatZvo
não e x c lu ilv o
{^ZòZco,
e
a
da t e r r a .
caracteris
segurança
Segundo
o
uma arte que se f i l i a
da g e o g ra f i a
de
dos
à
Segu ran ça
espaços
po
pelo homem . Cont inu a
o
que e i t e
com a f i n a l i d a d e pK atlca
g em de poai>lbllldadei>
deve i e A
de v Z it a uni
o elem en to,
de aZ dli,ceA.nlA. a
a ap^iovelta/i na conòtAução
de maio A
do pfLogKeS'6o c/ieacente e da aegufcança Interina e ex terna
tado,
dZn.e
poA cefito, mai, i>lm dominante de paisagem que ela pAo_
cuAa InteKpfietafL,
za,
física,
"A g eopoZZtZca adota &empfie um ponto
- o do espaço
geo_
g e op o lí ti co
as se guintes
ã E s t r a t é g i a ou P o l í t i c a
li ti c a m e nt e or g an iz ad os e d i f e r e n c ia d o s
General
fes te ja d o
a posição
a g e o p o l í t i c a t rata-se de:
a
C60)
e as vantagens p o s i t iv a s
em p a r t i c u l a r ,
potZtZ
de -òua ei>tfiu.tun.a. AdemaZò,
potZtZca pfLopofLcZona oò Znòtn.umentoò paKa a ação p o lZ tZ c a
tfiZzeò
e^pejclxil
b en eficia n d o -ie dai,
e n eu tA a Zlza n d o ,
vantag enü poaltlvai,
na medida do poiiiiZvel,
maA
gAande
do Eó
que a tefifia ofefiece
oi, ai,pectoò
negatlvoi> que
e la apAeii-enta em sua I m p a r c i a l i d a d e Incom ovZvel” . (61)
50
Com 0 adyento da g e o p o l í t i c a ,
l a s:
a pr im e ir a ,
chamada d et e r m in is t a
foxmaram-se logo duas esco
(R a t z e l )
que d e f e n d ia
S'e de que a, g e o g r a f i a determina o des'tino dos povos;
possibilista
(V id al
grafia po ssibilita
de l a Bl ach e)
soluções
rio,
alem da d i v e r s i d a d e
mas,
principalmente,
filosofias
te
a segunda
,
baseava-se na i d ê i a de que a geo
f a vor áve is
0 G ín zA al GoZ6e.n.y do Coato
g ênc ia,
a
ao destino dos povos.
o. S i l v a
de propo sito
( 6 2 ) a n a l i s a es sa diver
como de fundo d ou tri ná
uma oposição entre duas
-
irreconciliáveis
da v i d a .
Mas a melhor a n á l i s e
fica,
ainda,
c o n c i l i a t o r i a m e n t e adotou a expressão
com G r i f f i t h
"Stop and g o " ,
Taylor que
uma
espé ci e
de p o s s i b i l i s m o pragmático.
No B r a s i l ,
a g e o p o l í t i c a começou a ser
década de 30 por Mário Travassos
e Everardo B ack au ser .
através do seu l i v r o
"P r o j e ç ã o C o n t i n e n t a l "
fundamentos te õr ic os
da g e o p o l í t i c a
de maior po tên cia
fe sso r do Colégio
o precursor
Pedro
II
brasileira.
meçando a pr o d u zi r seus
em re vi st as
especializadas
e colunas
Geral
e do B r a s i l " que t r a t a ,
reformulação da p o l í t i c a
livr os
Roraima,
a política
do Pa ís .
da revisão
Os seus
sobre g e o p o l í t i c a como Delgado de Carvalho,
cação do seu l iv r o
e
estudos
federais
do Ama
com base na i d é i a
de f r o n t e i r a não deve ser regional
Dos c i t a d o s ,
publicar
a excel ent e obra "G e o p o l ^
principalmente,
de fr o n t e i r a s
de Castro
co
de j o r n a i s .
Rondônia e Fernando Noronha,
T ere zi nha
o
pro
científico,
de que
mas f e d e r a l .
Da década de 50 em d ian te surgiram novos autores
Silva,
au
é considerado
20 e fazendo-os
foram fundamentais para a c riação dos t e r r i t o r i o s
pá,
Backauser,
com c r i t é r i o
0 p r o f e s s o r Backau ser pub li c ou
tica
o
d es t in a d a a lev ar
e autor de vários
textos nos anos
primeiros
Nesta obra,
sul-americana.
da g e o p o l í t i c a no B r a s i l
Travassos,
lançou os
tor traçou os rumos de uma p o l í t i c a na cional
B r a s i l ã posição
formulada desde a
de obras
Golbery do Couto
e
e Meira Mattos.
Golbery é o mais
"G e o p o l í t i c a
le toda a e s t r a t é g i a p o l í t i c a
lembrado.
do B r a s i l " ,
Não sõ pe la pubH
mas também por ser de^
do governo b r a s i l e i r o
desde os anos
Geisel.
Para Golbery do Couto e S i l v a ,
terísticas
dominantes
são as se guintes
da g e o p o l í t i c a b r a s i l e i r a :
as carac
51
- integração e v a l o r i z a ç ã o
do espaço;
- expansão para 0 i n t e r i o r
e projeção para o ejcterior;
- contenção das l i n h a s
fronteiriças;
- pa r t i c i p a ç ã o na d e fe sa
do O ci den te ;
- colaboração c o n t i n e n t a l ;
- colaboração
cotii
o inundo sub- desenvolvido ;
- segurança n a c i o n a l .
Ja JoAíph Comblln
em três
objetivos:
(63)
a ocupação
resume a g e o p o l í t i c a
de um t e r r i t o r i o
mente vazi o e a expansão da America do Sul
e ao A t l â n t i c o Sul
obras
mundial
imenso e
pratica­
em direção ao P a c í f i c o
- que encontram sua mais
de Golbery do Couto e S i l v a ;
brasileira
completa expressão nas
e a formação de uma
- postulado do Governo M e d i e i ,
p o tê nc ia
tendo como porta-voz Meira
Matto s.
■
■.
0 pensamento g e o p o lí ti c o b r a s i l e i r o
começou a
sistemat^
zar-se a p a r t i r de 1949 com a cr iação da E s co la Sup er io r de
ra.
Guer
A Escola no desenvolvimento da sua Doutr in a de Segurança
cio nal
incorporou diversos
valores
geopolíticos,
sob
influência
d i r e t a da e x p e r i ê n c i a da congênere norte-americana "National
College".
E,
a partir
desse i n s t a n t e ,
a geopolítica
la-se a uma nova i d e o l o g i a colocada em pr á t ic a
1964:
0 B ra s il
País- do mundo.
brasileira atre
com a revolução
de
Faz
A POSIÇÃO E 0 ESPAÇO BRASILEIRO
situa-se na America do S u l .
f r o n t e i r a com todos
exceto com o C h ile
Fr ancesa,
Suriname,
e o Equador.
Guiana,
B o l í v i a e Pa r agu ai;
com o Oceano A t l â n t i c o ,
em três
r eg iõ es :
E
os países
o quinto
maior
sul-americanos
Limita-se ao norte com a
Ve ne zu el a e Colombia;
p r im e ir o ,
regiões
com Pe
ao
por uma ejctensão de mais de 7 . 4 0 0
de Koeppen,
,
Guiana
a oeste
ao sul com A rg en t in a e Uruguai;
Segundo os- c r i t é r i o s
v id id o
War
a Do utrina da Segurança N a c i o n a l .
3.2.
r u,
Na
le s te
km.
o clima do B r a s i l
ê
d^
de climas quentes
e úmi
52
dos,
representadas pe la maior pa rte
dp tej-ritorio ' b r a s i l e i r o , corn
exceção das
regipes
nas do S ul .
Apregentam pequenas va ria çõe s
mensais
não
superio res
e s ca la m u nd ia l,
do,
se.mi-aridas no Npxdeste e das
a 18°C.
são elevados,
chuvas
escas'sas',
que vai
giões
térmicas
mas seus
totais
da Bahia ao Rio
chuvosas
com climas mesotérmicos
variam muito.
re pre se nt ada p e l a
curtas
e variáveis.
Oeste.
nos meses mais
pe la pr es en ça ,
a 18°C e chuvas
tam das vantagens
sileira esteja
com
eleva
Terceiro,
re
da re
do Sudeste e Centrofrios,
de meto
re g u la r e s.
Sem sombra de duvida a maior massa t e r r i t o r i a l
encontra-se na zona t r o p i c a l ,
região do
- abrangem a quase t o t a l i d a d e
do B r a s i l
dos i n f e r i o r e s
Segun
e temperaturas
gião Sul e ps setores mais elevados
São d e f i n i d a s
em
Grande do No rt e,
i n f e r i o r e s a 700 mm a m ai s,
d as. Aprese nt a estações
planait^
Os ín dic es p l u v r o m é t r i c o s ,
regi ão de clima semi-ãrido quente,
Nordeste b r a s i l e i r o ,
areas
enquanto apenas
da zona temperada.
do B r a s i l
8% da mesma
desfr u
Muito embora a geodésia
i n f e r i o r i z a d a no tocante ao c li m a ,
por outro
bra
.'lado
e sta compensada pelo imenso pl a na lt o que se estende para o
int e
rior do País .
Golbery do Couto e S i l v a a s s in a l a que
ce a poò-íção ciòtfiOYwmZca - 9 0% da afina t o t a l
zntfiz 0 íquadofi e oé tfiÕptco6
to de, v léta cZtmãt-ico,
tath
bfiaétlctfia
it t a a d a
desvantag cnó, hob o pon
vem a òzfi e.m pafitz compe.n-i>adaò pe.Za
tude. fiztattva do pZanaZto
òent-ÍA te-fifiai a d e n tfio ".
(...),
dí-òfcLvon.í
"-óe. no4
e. p t la t n f l u e n c t a mafiZttma que
a lt t
i>e
faz
(6 4)
Reforça favoravelmente a situação g e o g r á f i c a
brasileira
o fato de que a cost a n o rd es ti n a domina o estrangulamento Natal
-
Dacar.
o
Assinala-se,
ademais,
sobre a importância desse domínio,
aspecto de que a possante nação norte-americana está perdendo
seu espaço p o l í t i c o no Mar das A n t i l h a s ,
grande lago dos Estados U n idos,
Atlântico
valoriza nd o
tempos a t r á s , e r a
um
o tráfego cos te iro no
Sul.
Depreende-se,
é mais aquela da A f r i c a
ttno,
que ,
o
port an to,
d is t a n t e ,
eétã 0 e&tfieZto A t l a n t t c o ,
que a r e a l i d a d e b r a s i l e i r a
pois
vti
" dtante
a vti> ao
e-ütendendo-ii'e a. fiota Matat - Vacafi em apenas
do i, a tt e n t e
no tefifiltÕfito de Hofialma"
nofide^
a tte n te i>enegateÁ,
3 . 5 0 0 Km,
que a dti'tâincta em ttnfia fieta do Rto a Cfiuzetfio do Sut
ou a Boa Vtòta,
não
menoA
no
do
Acfie ,
( 6 5 ) .enfatiza ^feifa Mattos.
53
A. PROJEÇÃO DA COSTA ATLÂNTICA
B M S I L E I :R A
Fonte : M eira Mattos.
A Ge o pol íti ca e as Projeções
do Poder,
1 97 7.
3.3.
Grande parte
dição b a s i c a para
atr ibu tos
dos analistas: i n t e r n a c i o n a i s
o e x er c í ci o
j a co n h ec i do s ,
principalmente.
0 BRASIL GEOISTÕRICO
Afirmam,
citam como con
do poder ein es'cala m un d ia l , além dos
e aqui. a n a l i s a d o s ,
inclusive,
a homogeneidade racial,
que a v u l n e r a b i l i d a d e da União
S o v i é t i c a está no seu gigantismo het erogêneo,
que domina raças
de
54
cultura,
r e l i g i a ç . e costumes
absolutamente
diferentes.
sera i g u a l
gam a afirj^ar que o fimi da Uniaio S o v i é t i c a
ses c o l o n i a l i s t a s do séc ulo IXIX,
e pelas mesmas
Algun s
aos
causas
che
dos paí
fundamen­
tais.
Estudios-os em p o l í t i c a s o v i é t i c a
tem s a l i e n t a d o
e xistem movimentos com c a r a c t e r í s t i c a s n a c i o n a l i s t a s
minuição dos laços
de dependência i d e o l o g i c a ,
e até mesmo economico,
pressão ec onômica,
a essas
pe la
religiosa,
inexistência
jâ
vi san do ã d^
política
so co ntr olá vei s pe la fo r ça m i l i t a r e
facilitadas
p e la
de apoio externo
rebeliões.
Os Estados
rer v i o l e nt o s
neira,
que
Unidos não ficam a t r a s ,
choques
entre negros
que não s erã p o s s í v el
pois
e b ra nco s.
voltaram a
A fi g u r a - se ,
ocor
sobrema
ao anglo-saxão manter-se m a j o r i t á r i o ,
ante a minoria n e g r a que es ta se reproduzindo
com muita
rapidez
na sua base ec umênic a.
Ora ,
as duas grandes potências
bre os blocos o c i d e n t a l e o r i e n t a l
mas de homogeneidade r a c i a l ,
que
"0
aaldeamento
pulação
a t u a l,
dotou o paZò
do,
homogênea,
na colo ntzação ,
É,
fei çõe s
Delgado
tZca Intefin acZo na l" .
l i v r e uma vez
co há tx.tu.em a po_
com a
pfioq n.eòòtva
i em dt-6cfu.mtnação,
tn.adlq.o e i ,
(66)
que em função disso
dlfietaò com oi paZ&ei>
{^oh.mação e,
atualm ente,
A
ma
o Brasil
sem
da cívZLizajção
I r i n e u Roxo F r e i t a s ,
do B r a s i l ,
somente prevê o alargamento da
através
do poder e mediante uma
c e n t r o - p e r i f é r i c a do t e r r i t o r i o b r a s i l e i r o ,
vaótai
lação
PQh.
outh.a
^etçao
afieai' tntefinaò
em cfieò'cZmentQ,
ocZ
deten.mlna a òua po lZ
preocupação com a marit imi dad e g e o e s tr a t é g ic a do P a í s .
"e
as
(67 )
presença i n t e r n a c i o n a l
C arvalho ,
evttan
além da sua homogeneidade.
por exemplo,
so
com p r bb le
de Carvalho que melhor c a r a c t e r i z a
do B r a s i l ,
duftante a òua
Paulo
que
de elementoò que,
a {^unção de q ul-í, to-ò " .
do P a í s ,
esta
eaueaò-ieai,, 6e toAnam,
"manteve comunicações
d en ta l
o Brasil
untda pela It n g u a e pela^
geoistoricas
ri ti m id a d e
pre
ainda.
convivendo
mZg-^atÕAÁCLò,
pAedomtnâncta de et n ias
uma nação
jã estão
os quais
da6
que exercem l i d e r a n ç a
segundo
a valoMJlzah. poA. meto
além do contato
de
dtòpõe
de
de uma po p u­
que mantem com o
melo de numefi0i'0-i>: pofitoi A e g Z o n a t i " ,
(68)
E,
posição
Delgado
do BfiaiZl geotitõn.Á.co, p o li
de tefiKoò
A
exten.Zoh.
não resta dúvi da,
que serã. pelo mar que con tin u ara sempre a chegar e a s a i r
quase
55
tudo que o Bras.il inipQrtarã ou ex po r ta r a.
na o po rtun i d ade ,
que
Re ss al t e - s e,
desenyolvi:raento b r a s i l e i r o
q
a cada di.a que pass^a -jijais i n d ep en d en t e,
contr ari o
ê um país
com colonias
0 Estado B r a s i l e i r o ,
territorial
ativo,
pois
viZzadon." .
extensão
po
proprias
de expansão e c o l o n i ­
o BfiaòZt podefiã. òeA. òeu. pn.opfiÁ.0
coto_
(69)
Fi na lm en te,
hâ que se c on si d er ar como fe iç ão
de v i s t a g e o i s t o r i c o
c io n a is
com a sua
compro
dentro das suas
f r o n t e i r a s n e c e s s i t a r a p o s s u i r uma p o l í t i c a
da R ú iò Z a
que
ao
jamais n e c e s s i t a r a adotar uma
lít ic a expansionista e colonialista,
"Â exempta
internos.
exteriores
metem suas- forças- v i v a s .
zação .
importância
que tem c o n ti n ui da de t e r r i t o r i a l ,
de algumas potênc ia s
e seu espaço
tornando-se
em razão da
econômica njaior que vao adq u irindo seuS'mercados
0 Brasil
vai
in c l u s i y e ^
do P a í s ,
di v ers i da de
do B r a s i l ,
a historia
relaçõ es
b a s e a d a pr in ci pa lm en te nos Tratados
re gi o na l
que
3.4.
po si ção g e o g r á f i c a ,
firmados
-
e a
PRESENÇA ESTRATËGICA
o Brasil,
em face
da sua
a duas
áreas:
está vi nc u la do es tra te gic ame nt e
o Continente Americano e o A t l â n t i c o
Ja anotou-se
in t e rn a
apresenta a nação b r a s i l e i r a .
Dentro de uma visão p l a n e t á r i a ,
que o B r a s i l
das
sob o ponto
anteriormente
ocupa no contin ente
S ul .
o grande espaço
sul-americano e,
territorial
também,
da
sa
l i ê n c i a to p o g rá fi ca que lança sua ver tente em direção ã massa afroeu r o- asi á t ic a,
g i a mu ndi al,
transformando-o,
sob o ponto de v i s t a da
no espaço v i t a l para a re al iz aç ã o
estraté
de planos
políticos
e militares.
He-Cfia M a t t o é
sileiro
(7 0 ) , an al isa nd o a posição
e sua ex te n sã o,
a c r e d it a que o B r a s i l
tâ nc i a para a segurança do O c i d e n t e ,
te Americano ou na g a r a n t i a
ção do B ra s i l com o O c i de nt e
inclusive,
dos Unido s,
ã defe sa
seja
na d e fe sa
da Segurança A t l â n t i c a .
, esses
território bra
é de c a p i t a l
do
Continen
Es s a
vincula
da massa o c id e n t a l sob a lid e ra n ç a
li ga d o
impor
laços de amizade que visam
estão c o n t id o s nos e s c r i t o s de quase
pe ns adores m i l i t a r e s
do
dos
totalidade
a Es co la Sup erior de Guerra.
,
E sta
dos
Para Elié
56
z er Rizzo
de O l i v e i j a :
"A que.òtãç ahSume.
fatlzandç-ôro, ç6: a A p ic t Q i
ecç nd.m'icoa ,
da^quela tl-gaçaç. A pa/itZcZpaçâo
fieatçada tantç
no contexto
anja guefifia t o t a l ,
p plZtZca
que tofinava
a tnte A n a lZ za ç a o
U n Z d o i".
cultuAati,
polZttco
ca.
da
fundamentai
e Z d e o l o g l c o i)
ktitS
cam oi> E i t a
à penetração
gZa da AtlãntZca
dé bil
por força da sua
Sul
e
posição ge^
ocupa uma função e s t r a t é g i c a na costa
de c o n flZ ta
mun
da i d e o l o g i a ma rxista.
a grande verdade é que,
o Brasil
ameaça do
fato do O c id en t e ser
Na forma de ver do General Meira Mattos:
em caio
do Efiaitl i e
de uma t e r c e i r a guerra mundial com
do bloco comunista e pelo
Mas,
gráfica,
ie
ac reditam numa constante
do oc id e nt a l p e l a p o s s i b i l i d a d e
v ulnerável
de
(71)
Esses pensadores
os países
ide
e
pfiovaveZ
do concetto
uma poéA'Zvel pa ^ttctpaçao
fUcoi - geogA aftcoi,
çn.a en-
do B /iaill no O c i d e n t e
fita 6 0 b a It'deAança e poh. uma ôo lld a h x ed a d e
doi
va.fu.adai,
Qfia oi, pçlZtÀ.c.ç-Ideoidg-icoi,
da gueAfia ffila,
quanto apo6
gufiança nac-ùonal
foAjvaó.
de dímeniõei
"pafiece .
atlãnti^
dZfZcZl
m u n d Z a ti, iepafiafL-ie a
de uma eit/iatégZa gefial pafia e i t e
-,
eitftateaceano"
(72)
Muito embora s e j a remota a ocorrência de uma
guerra mundial,
o Brasil
t e r i a que enfr ent á- la,
p e la posi ção e s t r a t é g i c a que
ria.
faz
A situação
del e,
geográfica,
um dos polos
terceira
p ri nc ip al m en te
ocupa dentro da g e o p o l í t i c a
pla net ã
em direção à massa a f r o - e u r o - a s i á t i c a ,
geo-estratégicos
do gl obo .
Ha que se c o n s i d e r a r a in da que é justamente en t re
ta a t l â n t i c a e a a f r i c a n a que passam as p r i n c i p a i s
fego marítimo e s s e n c i a i s
a vertente
ã segurança b r a s i l e i r a .
a t l â n t i c a da A f r i c a ,
t e rv e n c i o n i s t a s
por uma potênc ia
linhas
Uma vez
r i a através
ria
a base i de al
ocupada
entender que
atlântica
se^
da A f r i c a .
o território brasileiro
para poder a lc an çar o Continente A f r i c a n o ,
de b a s e s ,
in
envolve
que mais se aproxima da A f r i c a .
a exemplo do que ocorreu na Segunda
se
po is
João Pessoa
R e c i f e e Fernando Noronha seriam os espaços v i t a i s
in s ta l a ç ã o
trá
do continente sul-americano
para uma ação i n v e r s a ,
é 0 bojo b r a s i l e i r o
Natal,
de con quista
da ocupação de bases na vertente
Da mesma forma,
do
será permanente e dramático.
Não há n e c e s s i d a d e de ser umgênio m i l i t a r para
qualquer e s t r a t é g i a
cos
com intenções
ou e x p a n s i o n i s t a s , o grau de ameaça que
rá o t e r r i t õ r i o b r a s i l e i r o
a
para
,
a
Guerra
57
Mu ndi al ,
quando
norte-americanos construíram p i s t a s
QS
que serviram para o trans por te
l i c o para a A f r i c a
do no O r i e n t e ,
e,
de tr o pa s ,
por essa -via,
incluída a Rússia.
v i a de acesso es .tr at êgi co,
c lo n a l mode-fina,
onde i e
"no
3.5.
opera n
Observa M eira Mattos que
es sa
joQO combinado
de. uma gutfifia conve,n
tãtlcaò
ao fieM uAglmento
tornou i n v iá v e l
acontecimentos
em um c o n f l i t o
têm armas mais
,
avançadas
do
de poder.
e n t re ta n t o ,
que Estados
ca se desenvolveram tanto mil itarmente
cidades de st ru t iv a s
vista racional,
tão poderosas
le em H i s t o i r e
Unidos
e União S o v i é t ^
que tornaram as suas
e rápidas q ue ,
suicídio.
Diz
"06
co n{,lltoé
tomariam uma Impofitãncla que nunca tlveAam anteò
de
VaZ fieiulta um mundo a n g u i t l a d o ,
Durose]^
I d e o l o g lc o i
1914.
e encah.ada de modo co ntfiadltÕn.lo peloò
comunl&taò.
A
eit^iu
o c ld e n t a lò
no qual a
6 0 é mantida pelo equlllbfilo do ten.fLOfi nucleafi, o que não
de 6efi {^n.ãgll".
de
pois
a esse r e s p e i t o J . B .
Le Monde Contemporain:
capa
sob o ponto
a guerra t o t a l não se pode mais p r o d u z i r ,
e q u i v a l e r i a a um duplo
peloi
Unidos não
e B rej nev po der ia desencadear a guerra atômica
A c on t ec e,
tufia do mando
tem
nuc le ar entre os dois blocos
muito embora pareça que os s o v i é t i c o s
como num lance
uma guer
políticos
demonstrado que tanto a União S o v i é t i c a como os Estados
que os o c i d e n t a i s ,
Im
0 BRASIL E OS DOIS BLOCOS
A observação dos últimos
estão int ere ss ado s
da
,
^ol chamada de ponte e i t f i a t é g l c a " . (73)
A e x i s t ê n c i a de armas nuclear es
ra mundial.
arJ^ajpentos e jnaterial be
e x c l u i o uso de afimaò nuclea)teh
via que j a
pouso
para as; forças a l i a d a s
0 que paJtece mais pAovavel e aislstl/im o i
poKtâncla dessa
de
e
paz
d eixa
(74)
Em consequência desse terr or nucl e ar é que têm havido os
alinhamentos
cias.
automáticos
das potências menores
É evide nte que çs dois blocos
l i t ar na ultima decada,
com as su p erp o tê n­
têm avançado muito na área m^
visando muito mais um e q u i l í b r i o
ças para e v i t ar uma guerra atômica,
de
for
do que propriamente para desen
cadeâ-la.
Calcula-se que a porção de bombas
soviéticas,
no caso de
58
um-conflito entre as forças
de 180 a 2Q0 megatons.
da OTAN e do Pacto de V a r s o v ia ,
Um jmegaton e q u iy a le
seria
a 1 milhão de t on e l a
-
das de T . N . T .
Hans Bethe
dã uma i d é ia mais r íg id a
do formidável
"f e t o ò-imptei
TOOrtífero de um a r t e f a t o n u c l e a r :
e{^elto exptoòÁLvo,
uma únlaa bomba. H podefuCa anlquÁltaJi quas e toda a £Aande
ou Hoécou ou Londfies,
poder
ou quatquen. das maZofies ctdades
Slova VoAk,
do
mundo
.
(75)
Fica,
p o rta n to ,
eatãstfLole atomlca,
vtA-ã,
também,
p e fU g o ? ".
a indagação de Marcuse:
que podebita exteAmtnaA a Aaça humana,
paAa pAotegeA as pAÕpAtas
entre os dois b lo c o s ,
^oAças que perpetuam esse
na ev en tu a li d a d e de ocorrer uma guerra
o Brasil
t e r i a que e n f r e n t a r de imediato duas
li m it a ç õe s.
A prim eir a
dos ato res,
não s5 pe la
atualmente,
de um poder que o p o s s i b i l i t a r i a
autônomo num c o n f l i t o
é de que e l e não po de r i a d e i x a r de ser
sé HonÕAto RodAtgues
{jtanco mais
ainda,
co n tinente sul-americano.
tem 0 seu e s t r e it o
do S u t é ho je
o
ârea e s t r a t é g i c a
para o General Meira Mattos,
do
ê o que mais se
"o
A t lâ n t ic o
na chamada ponte e s t r a t é g i c a N a t al - V a c a r
da A f r i c a
,
s eg u r a n ç a
e s t e j a sempre em poder
de
(78)
Além desse p o t e n c i a l
g e o g r á f ic o ,
pa rte s do t e r r i t o r i o b r a s i l e i r o ,
ur ânio e t o r i o ,
processados,
das
(77)
0 territorio brasileiro
de que a vertente A t l â n t i c a
consta que em
encontram-se
minerais não renováveis
grandes
d iv e rsa s
reservas
de
de conteúdo r a d ia t iv o que
tornam-se as p r i n c i p a i s matérias-primas para o desen
volvimento da t ec nol ogi a n u c l e a r .
reto entre os dois,' b lo c o s ,
al v o s ,
Jo_
0 In t e r e s s e multo p a r t i c u l a r ao B r a s i l t e r a
mãos a m ig a s".
■,
- segundo
e geo- estrategicam ente,
desponta como a p r i n c i p a l
aproxima da A f r i c a e,
falta
desempenhar um pap el
" a AméfUca do S u t
que
geopolítica
ocid en tais".
0 Brasil
ge og rá fic a mas p e l a
- especlatm ente o A t lâ n t ic o
vutnefiãvet,
^ofLças
sua posição
ura
em e s c a l a mund ial.
Acres cen te -se ,
por I s s o
não seA
(76)
Otimismo a p a r t e ,
chamadas
"A ameaça de uma
A existência
o Atlântico
Sul será um dos
e 0 Bras'il o p r i n c i p a l p r o t a g o n is t a ,
bases m i l i t a r e s ,
de um c o n f l i t o
d^
primeiros
para a in s ta la çã o
de
e com is so transformar-se em outro A f e g a n i s t ã o .
A segunda limitação
é que na hipót es e de xima
confrontação
59
entre os dois b l o c o s ,
o Brasil
não t e r i a sequer a-
de escolhejT liyjremente de que lado f r c á r i a .
mç ja
foi. d i t o ,
decorrentes- de fa tores
cos in es ca p ay el s nas condições
a t u a is
D entre as e l i t e s m i l i t a r
ce r ta
es.trategicos
e ciyil
Embora os Estados
de seu poderio nes te la do ,
d i r e i t o s humanos,
r ia
o Brasil
co
geopolíti^
existe
uma
alguns setores
de yalo res
Unidos
d e^
a dqu ir ido s
dos
no caso de uma guèrra p l a n e t a
certamente se y e r i a a li n h a d o ao bloco o c id en t a l
dos com sua p o l í t i c a
Un idos .
Sem dúyida que,
de re speito
com a i d e o l o g i a m a r x is t a ,
da
tenham p e r di d o um pouco
de sa st r ad a p o l í t i c a externa
do Senhor C a r t e r ,
o comando dos Estados
viética
pela
essas,
e
brasileiras
hayendo
sas elites' que compartilham de uma s e r i e
s oc ie d ad e.
Limitações
do mundo.
simpatia pelos norte-americanos,
quela
possibilidade
aos
sob
entre os Estados
Un^
d i r e i t o s humanos e a Uaião So
o Brasil
ficaria
ao lado dos p r ^
meiros.
0 interesse
dos dois blocos no A t l â n t i c o
te m i l i t a r e tampouco em tempo de g ue r r a ,
pois
s u fi c i e nt e m e nt e grandes na ârea econômica,
Sul não ê somen
existem i nt ere ss es
s e j a atrayês
ta de um mercado importador ou na t r a n s f e r ê n c i a dos
ra i s
dos pa íses
os russos
com o bo ic ot e norte-americano na yenda
Soyiética,
expansioni smo s o v i é t i c o ,
do B r a s i l
Ex i s te
de alto n í v el que se
e da A r g e n t in a .
E,
apesar do
que sempre amedronta os governos
r e s , ê certo que tanto B r a s i l
econômicos
de
a pr op o si t o da invasão do A f e g a n i s t ã o ,
despachavam uma comissão comercial
empenhara em comprar grãos
resses
recursos natu
do contin en t e sul-americano.
Recentemente,
c er e a is à União
da conqui£
como A rg en t in a colocaram seus
acima dos problemas
um i n t er es s e
milita
visível
inte^
de ordem i d e o l o g i c a .
dos
líderes
dos dois
blocos
no p o t e n c i a l g eo grá fic o e econômico do B ra s il ^
0 apoio
financeiro
dado pelos s o v i é t i c o s ,
Castro,
ãs
ções
de g u e r r i l h a ,
através
do Senhor Fi d el
durante o período r e v o l u c i o n á r i o , demonstra
importânci a que tem para a União S o y i é t i c a ura regime
identificado
com a id e o l o g i a s o c i a l i s t a .
do a p o s s i b i l i d a d e
ro,
deram t ota l
fornecendo
Os Estados
de perder para os s o v ié t ic o s
cobertura ao golpe m i l i t a r
ajuda m i l i t a r e econômica,
transferência
a
brasileiro
Unidos
s e nt i n
o espaço b r a s i l e ^
de 31 de março de 1 9 6 4 ,
sendo que esta
de c a p i t a l para que se i n i c i a s s e
nômica do Pa ís .
opera
mediante
a recuperação
a
eco
60
A d i f e r e n ç a de hoje esta eip que,
venção s o y i é t i c a
era jnais tímida,,
ca beça de p g nt e,
ao co nt ra r io de a go ra,
com o us;o di r e t o
de forças
aquela época,
a
inter
fazendó-s€ sempre através
aléjn da lin ha
de uma
a exemplo do A f e g a n i s t ã o ,
de sua e s f e r a
de i n f l u ê n
cia.
A partir
ente Médio ye io
com o bo ic ot e ârabe ao p e t r o l e o ,
a tornar-se,
neryoso do mundo,
d o is blocos,
de 1 9 7 3 ,
na g eo p o lí ti ca p l a n e t a r i a ,
onde as duas s u p er p o tê n ci as ,
o
o Or^
centro
re presentando
os
lutara por uma abe rtura de fren te e que não pode
ser
fechada sob pena de uma cr is e econôraica sem proporções no cená rio
mundial.
Mais
A tl ân ti c o Sul
tarde tudo i n d i c a que o cenário pode ser outro e
está em primeiro
lugar na ordem das p r i o r i d a d e s , não
sõ pe la sua função e s t r a t é g i c a ,
b l oco s,
como pelas
0 Brasil,
niam futuro c o n f l i t o
entre os dois
suas reservas miner ais não re no v áv e is .
com um p o t e n c ia l mineral
incalculável,
é p art e
vulnerável e pa lco i d e a l para uma disputa de poder entre os
blocos
atualmente e x i s t e n t e s .
.dois
Por is so é fundamental que desenvo]^
va todas as suas p o t e n c i a l i d a d e s para uma es c al a d a
no plano m und ia l.
o
de grandeza
61
4.
A SEXTA GRANDEZA
62
4.1.
NOVOS ATORES EM CENA
A necess.ldade de o f e r e c e r àqueles
sente estu do,
adotou,
"uiDa oiielhor compreensão
ou d is c u s s ã o .
so ciedade
hâ sempre algo
Alem desta ra z ão ,
afluente,
visão multiforme
a ac re s ce nt a r
em B r a s i l
como
as duas
grandes potências
sistema b ip o l a r de Poder M un di a l.
hã i n d í c i o s
buscam a longevi^
O c or re,
do fim de suas
sar da magnitude de suas t ec no lo gia s
entretan
fases
de
supre
Ac redita-se que,
e dos seus
do fim
de perdas
atores no cenário mundial
sensíveis,
t ico como do lado norte-americano.
têm sentido a lguns
moronamento de suas
estrutur as
Acresce,
tem
tanto do lado
ainda,
o fato
sovie
de que
sintomas que possam levar ao de£
internas,
que ,
consequentemente
poderão motivar a queda do poder no plano i n t e r n a c i o n a l . A
f er ên ci a da União S o v i é t i c a no A f e g a n i s t ã o ,
é indício
sistema b i p o l a r .
e que poderã
E se novos atores
pois
lado,
em seus t e r r i t o r i o s .
ocorrer
o
a]^
nunca houve vãcuo de poder no mun
que assumiu a hegemonia na fase
ses contra a presença
inter
estão despontando é porque
do e a queda de um império dominante sempre foi
Por outro
,
de que e x i s t e uma preocupação em manter
guém esta perdendo espaço,
são de outro,
be
se ap5iam.
0 aparecimento de outros
comprovado a e x i s t ê n c i a
ape
a tu ai s poderes
de que poderão se transformar no i n í c i o
de um poder sobre o qual
na P o lô n ia ,
uma
desse mundo em transformação.
macia sobre os mundos oc id en t a l e o r i e n t a l .
os dois pa íses
a qualq uer a n a l i s e
não se pode f a l a r
que ambas estão se aproximando
licos,
jã tenha s i do a n a l ^
sem que se introduzam elementos que dêem
Como se sab e,
dade do at ua l
pre
da l i n h a de r a c i o c í n i o que se
mesmo que a situação p o l í t i c a mundial
sada e d i s c u t i d a ,
t o,
que se d e s t i n a o
s e gu i d a da
se gu in te
ascen
da Historia.
jâ esta havendo uma reação dos demais paí
s ov ié t ic a
e a i n t e r f e r ê n c i a norte-americana
E essa reação,
sem duvida,
esta
processando
modificaçõe s no sistema b ip o la r ora e x i s t e n t e .
Tanto 0 Ocidente como o O r i e n t e ,
jã está pr ese nc ian do quais
cada um desses
os pa íse s que assumirão os espaços
didos por s-oviéticos e norte-americanos na equação do
dial.
blocos,
As a n á l i s e s que estão sendo
Poder
f e i t a s para saber quais
preencherão as condições para assumir as re sp e c t iv a s
per
Mun
países
hegemonias
,
63
incluem,
como componente p r i n c i p a l ,
a realidade
de que se vive ho
j e na idade da exa ^^tônjica. As realldadés. dessa
gem condiçõeS'TDuito díyexs^as das que permitiram a p a í s e s
lo XIX o e x e r c í c i o
C hi na ,
sil
do
sêcu
que despontajn p a ra o e x e r c í c i o
de um
do Poder.
E dentro das nações
poder de d ec is ã o,
exi^
era n u c l e a r
duas delas
fazem pa rte de todas
as a n a l i s e s :
vo lta da agora para a modernização de sua economia e o
pel a sua atual
BASES DE PODER
Todo ex er cí ci o sobre país p o t ê n c i a ,
mentos;
analistas,
populaç ão ,
minerais,
Bra
escala da de g ra nd eza .
4.2.
destacados
a
elege,
como i n d i c a d o r e s ,
dimensão g e o g r á f i c a ,
capacidade
elaborado pelos mais
industrial,
os segu in tes
posse de imensas
ele
reservas
te c n o lo g ic a e c i e n t í f i c a
e coesão
interna.
Toynbee,
ram esses
Spiegel,
atributos
M orgenthau,
como v a r i á v e i s
en t re ou tro s,
bás ica s para
todos
realça
a projeção
do po
der.
Para S t o e s s i n g e r ,
os fatores
Morgenthau,
em o " P o d e r das N a ç õ e s " ,
que permitem uma a n á l i s e
da anatomia do poder.
para que o fator mais estável
de uma nação ê a sua g e o g r a f i a ,
diversos
Citando
de que depende o
S t o e s s i n g e r lembra que a
são
poder
geogra
f i a não ê necessariamente um fa tor de ci siv o no que se re f e re
poder das nações,
grafia,
nacional
mas não resta dúvida de que ci r c u n s t â n c ia s de geo
l o c a l i z a ç ã o e t o po g r af ia n a c i o n a i s ,
continu arão
ao
a ter consider áv el
mesmo na era atômica,
importância para o e q u i l í b r i o inter
do poder.
Um outro aspecto de importância na determinação do poder
internacional
singer.
ê a posse
Convêm a l e r t a r ,
de r ecursos n a t u r a i s ,
entretanto,
afirma
fazer
Stoe£
que não b a s t a somente a posse
de matéri as primas- para p r o j e t a r o poder de uma nação,
uso que e la sa ib a
John
do seu recurs-o. Até alguns
mas sim
anos atrás
o
os
pa íses pr od ut o res de petro leo não tinham o menor poder no cenário
internacional,
muito embora a economia mundial
que ex clu siv ame nt e,
do seu p e t r o l e o .
de pendesse,
No entanto,
a partir
quase
de 1973,
64
com-Q embargo do produto, subitamente
p r e s s i y a do poder.
conquistaram'ujna p a r c e l a
Isto quer d i z e r que,
somente quando os
d e tento res do ouro negro passaram a saber f a z e r
o uso do
pod er os as.
países,
conseguiram
uma s e r i a c r i s e
de en er gi a que ameaçou as bases
países,
recurso
que dispunhajç ê que se transformaram em nações
em re lação ao número to ta l do p l a n e t a ,
ex
Poucos
gerar
econômicas de
al^
gumas nações mais r i c a s do mundo.
Afirma o autor que a população,
e os recursos n a t u r a i s ,
geografia
ê um outro componente importante do poder
S t o e s s i n g e r d iz que ê
nacional.
assim como a
-impoòòZv íl que. nações ie.m
gran
de.Á poputaçõeJi ie.jam pode.n.oòaò" (79) , muito embora existam
sos países
com uma ex pr es s iv a demografia e nunca foram
d iv er
con sid er a
dos muito poderosos.
Mas,
unânimes
cia,
todos os i n i c i a d o s
em p o l í t i c a
internacional
em afirmar que a população de um país
ê de v i t a l
a medida que se combine com a i n d u s t r i a l i z a ç ã o .
l i z a ç ã o l e va a um crescimento po pu la c io na l que pode
uma maior
são
importân
A industria­
possibilitar
industrialização.
A na tu re za do governo de um p a í s ,
ê "conditio sine
non" para se a q u i l a t a r o poder de uma nação.
qua
Apesar de que o exem
pio de E sp art a sobre Atenas s e j a frequentemente u t i l i z a d o por seus
inventores,
ele
para j u s t i f i c a r
se c o n s t i t u i
que uma d it a d u r a pode sair v i t o r i o s a ,
em apenas um entre muitos que entendem que
uma
democracia proporc ion e maior moral naci on al do que qualquer
re g^
me de fo r ç a .
0 caráter na ci on al
te o poder de uma nação,
te mutação.
e.i>tã tanto
ê outro componente que a f e ta vit almen
muito embora se r e f i r a
Para S t o e s s i n g e r ,
quanto
Da mesma forma,
não
que. atnda z co n tes ta d a pon.
na p e f u t i t e n c t a de eòteAeottpoi
doò a uma nação pah.a outfia’’ .
tmputa
(80)
um elevado moral na c io n a l torna-se agora
em importante fa to r de poder,
histórica
"S aa Ae.te.vd.nala para o pode,n.
e.m óua e.xtitê.ncta obj e t t v a ,
muÁ^toi e s t u d t o i o i ,
a algo em constan
que nasce da c u l t u r a , d a
e da es tru tur a s oc ia l
e x p e ri ê n c ia
das nações.
0 que levou o Exér cito Vermelho a r e s i s t i r as força s
litares nazistas,
o que foi
Segunda Guerra M u n d i a l ,
respo sta
que fez do povo b r i t â n i c o ,
o objeto
esta no moral nacional
mi
durante
a
da admiração quase u n i v e r s a l ?
A
de que estavam imbuídos os
solda
65
dos s o v i é t i c o s
e g ppyQ i n g l ê s .
A história
moral n a c i g n a l
se c p n s t i t u l numa trejnenda re se r va de ppd er.
Finalirjente, S tp e s s in g e r cplpca
tein dempnstrado que
•Qltimp e mais.
cqttio
ta nte a tr i bu t o para que uma nação alcance o poder,
liderança.
ja
Poi? iriais populosa que seja uma nação,
seu t e r r i t o r i p ,
por mais que abundem suas
de nada s e r v i r a se f a l t o u l i d e r a n ç a ,
o
imppr
a q u a l i da de de
por maior que se
reser va s n a t u r a i s
que faça com,que esses
,
recur
sos sejam u t i l i z a d o s com o máximo proveito no cená rio i n t e r n a c i o ­
nal .
Carlos M eira Mattos ,
bem a sua h i p 5 t e s e
que um paí s
g e op o lí ti co b r a s i l e i r o ,
sobre os fatores
invada o fechadíssimo
formula tam
que se deve con si d e r ar
grupo das
grandes
para
potênc ia s mun
diais.
Eite. é 0 d 2.ie.nh0 ilm p lZ f i a n d o ,
que um paZi
qae. 0
a&iuma Ae.ipo m a b l l l d a d e p la m t ã fiZ a
- g e o g r a f i a imensa,
- recursos
aaton.
foAmala pafia
(81):
continental;
.
n a t u r a is d i v e r s i f i c a d o s ,
qua nt itativamen
te s u f i c i e n t e s para uma rápi da e sc a l a d a de r i q u e z a ;
- capacid ade
in d u s t r i a l
- efic iê nc ia militar
desafiadora;
em franca afirmação;
- população de 110 milhões,
com pr evisão de
200
m^
- aptidão diplomática la s t r e a d a numa co n vi vên cia
-pa
Ihões no lim ia r do século X XI ;
- caráter na c ion al per fe it a me nt e es tr ut ur a do ;
- moral na cion al
cífica,
elevado;
na d ef in iç ã o
das
e na p r o f i s s i o n a l i z a ç ã o
Paulo
do B r a s i l
tuAo ",
de 26 de outubro de 1980
cita
possuir,
I r i n e u Roxo F r e i t a s ,
as condições bás ica s
simultaneamente,
fronteiras
sem
percalços
como pr es su po sto .
em art igo p u b li ca d o no Jor na l
- "E it f ia t z g l a do E aoííI I
indispensáveis,
que um país
para poder a s p i r a r ã hegemonia
no Fu
deve
ocidental
ou p r i e n t a l ;
- população maior do que 100 milhões
de h a b i t a n t e s ;
66
- de nsidade demográfica maior do que 10 h a b it a n te s
pox
e menor do que
200 h a b i t a n t e s por km^ ;
- homogeneidade r a c i a l ;
- superfície
t e r r i t o r i a l maior do que 5 milhões
de
Icm ^ ;
- c on ti n ui da de t e r r i t o r i a l ;
- acesso d ir e t o
- recursos
Segundo o autor,
hâ somente dois países
mente:
Bra si l
naturais
es tr at é gi co s
excetuadas
e essenciais.
as duas superp ot ên ci as atuais,
que preenchem essas c o n d i ç õ e s ,
simultanea
e China.
Não r e s t a
cuta
e amplo ao alto mar;
a menor sombra de dúvida de que a China jã exe
sua e s t r a t é g i a para tornar-se s up e rp o tê n c i a,
po tên ci a n u c l e a r ,
com t e c n o l o g i a
pois
jâ é
a d q u ir id a da sua ex-aliada
uma
^
a
União S o v i é t i c a .
A China a£astou-se da URSS quando s e n t i u que dela
mais po deria ob te r,
nada
e está se aproximando do Oc id en t e para obter a
tecn ol o g ia que certamente a colocará entre um dos
reordenadores
da ordem i n t e r n a c i o n a l .
Considere-se,
também,
que a China já i n i c i o u a ampliação
de sua área de i n f l u ê n c i a na A s i a ,
das pení nsulas
ca ,
i n f i l t r a n d o - s e na
in d oc hin esa e co r ea na ,
infiltrou-se,
estratégia
ainda,
onde seus técnicos vivem a in t im id a de desses pa ís es
0 segundo é,
lamente ãs hi p é t e se s
ra Mattos
e Paulo
po rta n to ,
o Brasil,
formuladas pelos
I ri ne u R.
Freitas,
i dad e atômica,
se ca nd id a ta a país
no entender de M eira Mattos,
potência,
amigos.
que já responde t ra nq u^
e s c ri t or es
Stoessinger,
onde tem assento
que decidem a ordem econômica p l a n e t á r i a
na £r^
e,
entre
os
com seu i n g re s s o
na
potênc ia em e s c al a mund ial .
um país
em caminho de av izinhar -se
assim dotado é
com Estados
candidato
Unidos
e
Me^
E
a
União
Soviética.
Foram citados
aqui
apenas três
analistas,
mas de Toynbee
a S p i e g e l , passando:por îbrgenthau, todos realçaram os a tri but os
didos por M attos,
Sto es s in g er
para a projeção do poder.
e Freitas,
alu
como componentes básicos
67
0 Prçf.
R.ay s.
Cline,
da U n i v e r s i d a d e
de -Georgetown, foi
mais objeti:yo e e n f á t ic o .
"WoAid Vomílh, kò:S.Q.òòme.nt - A Catcutuò
No seu li v r o
teglc.
(82) , o autor desenhou -uma formula matemática que,
acordo com as v a r i á v e i s
a li
eleitas,
g randeza na ordem p l a n e t á r i a ,
países:
Stra
Uniao S o v i é t i c a ,
coloca o B r a s i l
como a sexta
suplantado somente pelos
Estados U n id o s,
de
seguintes
Alemanha O c i d e n t a l ,
Fran
ça e China.
A formula c o n si s te em:
Pp
=
(C + E + M) X
(S + W)
Pp
=
Poder Per c e p t ív el
C
=
Massa C r í t i c a
E
=
Capacidade Econômica
M
=
Capacidade M i l i t a r
S
=
Concepção E s t r a t é g i c a
W
=
Vontade de r e a l i z a r
Onde:
Depreende-se,
portan to,
equação d i s t i n g u i u dois
(população
+ territorio)
a E s t r a t é g i a Nacional
que o autor ao ela bor ar
tipos de v a r i á v e i s :
a p r i m e i ra
economia e capacid ade m i l i t a r ;
a
sua
"física"
população,
territorio,
a
"abstrata"
- concepção e s t r a t é g i c a e vontade de r e a l i z a r
-
segunda
a
Es tra
t é g i c a N a c i o n a l.
0 General Meira Mattos
mula do P r o f .
Cline,
acresc ent a um outro
que f i c a r i a mais completa
fa tor na
se ne l a
for
e s t iv e s s e
o "po der de p e r s u a d i r " .
Segundo Meira Mattos ,
justificando
o seu ponto de v i s t a ,
0 que mais careceu aos Estados Unidos na guerra contra o
foi
o isolamento em que se viu o governo por ter sido
convencer aos seus
Vietnã
incapaz
a l ia d o s e ao seu proprio povo da " j u s t i ç a "
de
da
sua causa.
Já o P r o f .
riáv el
D,
A l c i d e s Abreu acresce a formula de C lin e a va
onde D é ig u al
ã Capacidade D ip lom áti ca .
• ■
. .
0 trahalh.o do Prof .
Clin e
£oi elaborado
68
e;^ função de
b ela s coji) que procure da^r yalores nujijêricos aos fatores
de
ta
poder
de cada naç ^o .
Na prim eir a expressão da sua forJiiula (Massa C r í t i c a ,
nomia e Capacidade M i l i t a r ) , o B ra s i l
alcança
o oitayo
lugar
Eco
com
16 pontos:
Estados
Unidos
-
50
União S o y i é t i c a
-
45
China
-
■
’
França
-
20
Alemanha O c id en t a l
-
18
Japão
-
17
índia
-
17
Brasil
-
16
México
-
11
Arg en tin a
-
10
No que se r e f e r e à segunda expressão
na l
23
e yontade n a c i o n a l ) , a Nação B r a s i l e i r a
(estratégia
ganha o segundo lu g a r :
União S o y i é t i c a
-
1,5
Brasil
-
1,3
França
-
1,2
China
-
1,0
Alemanha Oc id en t a l
-
1,0
Japão
-
1,0
México
-
0,9
índia
-
0,8
-
0,7
-
0,5
Estados
Unidos
A rg e n t in a
nacio
Tendo em y i s t a ser a segunda expressão m u l t i p l i c a d o r ,
computo geral dá a s eg uin te posição:
URSS
-
67,5
EUA
-
3 5 ,0
Alemanha Oc idental
-
27,0
o
69
P o rt an to ,
França
-
24,0
China
-
23,0
Brasil
-
20,8
o Br a s i l
posiciona-se no 6 °
g randeza do Pr o fe s s o r Ray C l i n e .
lugar na e s c a l a de
70
5.
NO LIMIAR DE UMA NOVA ERA
71
5.1.
Através
1975,
0 ACORDO NUCLEAR
do Decreto
76.695,
datado de 10 de dezembro de
foi promulgado pelo Pr e s id e n t e da Republica o Acordo
cooperação no campo dos usos
s il - R ep üb lic a Federal
Antes
específicos
porem,
a ut o ri d ad es b r a s i l e i r a s
n i festando-se sobre o ing r e s s o do B r a s i l
0 P r e s id e n t e
Costa e S i l v a ,
no ano de 1 9 6 7 ,
manifestava-
no mesmo ano,
"E itam oi pen.-!, uadÃ.do6
das
programa I n t e n s i v o
Ext er io re s
afirmava en fa tic am en te
de. que. òõ aoniegLu.Aímo6 A.eduz-ÍA a
nações I n d u s t r i a l i z a d a s
pa
industrializadas.
o M in i s t r o das Relações
P in to ,
re
em d ese nv olv im en to,
que os separa das nações
Senador Magalhães
que nos sepana
jã vinham ma
na era atômica.
ao al cance dos países
ra r e d u z i r a d i s t â n c i a
do B r a s i l ,
Bra
sobre en er g ia nucl ea r como o mais poderoso
curso a ser colocado
Ainda,
da en e r g ia n u c le a r
da Alemanha.
disso,
se favoravelmente
sobre
que
:
d is t â n c i a
se nos engajarm os.' num
de aplicaçã o
da c le n c la e da t e c n o t o g l a do qual
a energ ia
n u cle ar e peça-chave.
Para s a l i e n t a r a {firmeza de nossa
Inten ção,
designei
em Genebra,
que 0
o Embaixador S é rg io
no Comitê de Desarmamento
B r a s i l não a c e i t a r á
ção nucle ar,
pendência.
d ir e i t o
compromisso
que Im p liq u e nossa
Não nos
deteremos,
das Nações
tu ra do Acordo,
U n id a s ,
d e c la r a
em m atéria de não proll{^era
co n tu d o ,n a simples
po rta n to ,
{^orma de de
preservação
^Ins p a c í f i c o s ,
que muito antes
o governo b r a s i l e i r o
t i c a pelo d i r e i t o
g ia nuclear que,
todas
do
as po_
da data da a s s i n a ­
desencadeou uma b a t al ha p o l i
de in gre ss o no campo da exploração da
tecnolo
segundo o Embaixador Sérgio Cor reia da Cos ta,
B r a s i l para vencer o subdesenvolvimento
tem,
de f a t o ,
o
de tentar o
t e cn ol o gi co .
Mas,
II
para que
do átomo". (8 3)
O bserva-se,
salto
da Costa
co ndenação a uma nova
de e x p lo r a r l i v r e m e n t e , para
tenclalldades
C orreia
PND,
em 1 9 7 4 ,
o II
Plano Nacional
de Desenvolvimento
a dv er tia ao País para o Programa Nuclear B r a s i l e i r o ,
segundo o governo,
a s s e g u r a r ia a promoção do
nômico,
socia l
geral.ê
impresci nd ív el
de ntre as quais
e político
do B r a s i l ,
pois para a t i n g i r
dis po r de adequadas
s ob re s sa i
desenvolvimento
fontes
a en e r g ia nu c l e a r .
que,
eco^
o bem estar
e n e r g é t ic a s
,
72
Pontos básicos
(1)
do Acordo:
compra de r eatores para as usinas Angra 2 e A n g r a
3.
I n i c i a l m e n t e 301 do equipamento serão
dos pela
industria nacional;
em 1 9 9 0 ,
instalar
o ultimo dos reatores
701
fo r n e c ^
quando se
deverão
ser
nacionais;
(2)
compra de combustível
tores
ate 1 979
para abastecimento dos rea
- quando devera i n i c i a r - s e
dução n a c i o n a l .
Por enquanto o B r a s i l
a
pro
depende
para a compra de urânio n a t u r a l , dos Estados
dos,
(3)
,
Un^
da A u s t r á l i a e da A f r i c a do S u l ;
financ iam ent o dos reatores
por um c on so rci o
ban
cã ri o alemão;
(4)
i n s t a l a ç ã o no B r a s i l ,
ca alemã,
com a s s i s t ê n c i a
t e cno lo g ^
de uma us in a de reprocessamento
de p lu
tônio;
(5)
i n s t a l a ç ã o no B r a s i l ,
com a s s i s t ê n c i a alemã,
uma u s i n a de enriquecimento de u r â n i o ,
cesso de ja to
mente,
e da t e c n o l o g i a de r e at o r es ,
esforço para e f e i t o
de reatores
no Pa ís .
rios de ur âni o,
pro
inc lui-se
nucleares,
usinas
enriqueci^
r e a l i z a n d o - s e , igua]^
de p r o g re s s iv a in s t a l a ç ã o da
Alem d i s s o ,
n o l o g i a de combustíveis
pelo
c e n t r í fu g o .
0 programa prevê a absorção da te cn ol o gi a de
mento de urân io ,
de
produção
desenvolvimento da tec
de concentração de mine
prospecção de minérios nucleares
e industrias
de
ar e ia s p es ada s.
Muito embora outros países
Alemanha,
porem,
e pr of un di d ad e ,
tenham sido c o n su l t a do s,
dispôs-se a negociar um acordo com o b j e t i v i d a d e
visan do ã ação conjunta dos dois pa rc e ir os
implantação do B ra s i l
do c i c l o
para a
completo da te cn ol o gi a n u c l e a r .
do o processo s e r i a progres sivamente n a c i o n a l i z a d o
rial
a
s e r i a futuramente fa br ic ad o no B r a s i l .
e todo o
Ao con trário
da
To
mate
Fran
73
ça,
país também c o n s u l t a d o ,
mas em bases pouco
em negociar,
objetivas.
5.2.
CRITICAS AO PROGRAMA
Somente a p a r t i r
tu ra,
que se mostrou in t er es sad o
ê que c i e n t i s t a s ,
de 1 9 7 7 ,
políticos
sob os embalos da chamada aber
e imprensa começaram a reclamar
ã instauração de um amplo debate, sobre o Acordo Br a s il
0 Pa lá cio do P l a n a l t o e o Itamarati
- Alemanha.
r e s is t ir a m e
conse^
guiram ev i t ar no meio p o l í t i c o
qualquer dis cussão em torno
do a^
su nto.
da sociedade b r a s i l e i r a que
têm a.1
Poucos são os segmentos
guma informação sobre a temática da e n è r g i a . nu cle ar.
0 Senado Federal
do,
esboçou uma t e n t a t iv a de analisar
in sta la ndo uma Comissão Parlamentar
tico s5 r e s u l t o u em i r r i t a ç õ e s
cipais
de I n q u é r i t o ,
o Aco£
que de
pra
dos membros da Comissão e dos -prin
depoentes.
Os c r í t i c o s
que o Br a s il
argumentam,
de i n í c i o ,
que está
embarcou numa aventura cara demais,
ex ist e qualquer g a r a n t i a que o país a t i n g i r á ,
demonstrado
além de que
realmente,
não
a
inde^
pendência t e c n o l õ g i c a em matéria nu c le a r .
0 recente a c i d e n t e nucl ea r de "T hr ee Mile I s l a n d " , nos
tados Unidos,
colocou o programa nucl ea r b r a s i l e i r o novamente
choque com a opinião p ú b l i c a com resp eit o
us inas
ã segurança
física
em
das
de Angra.
Os c r í t ic o s
primeira v i s t a ,
tre Br a s i l
voltam ao contra-ataque
argumentando que,
a c e r t e z a que se tem é de que o Acordo
ã
firmado en
e Alemanha será um ex cel ent e negocio para esse últim o,
c uj a i n d ú s t r i a n u cl e ar depende de exportação para sobrev iver
e
suas us ina s ne ces si tam da importação de urânio para f u n c i o n a r , mas
que o governo b r a s i l e i r o movido em larga medida pela busca do
conhecimento i n t e r n a c i o n a l
ãs aspirações
se na defesa do Acordo como se dele
re
de País p o tê nc ia , agarrou-
dependesse o futuro da
nação
brasileira.
Outras
foram elaboradas
bilidade
críticas
são f e i t a s
as cl a u su la s
econômica,
ao Acordo:
o segredo com
e a pr õp r ia a s s i n a t u r a ;
em face da aplicação
de centenas
que
a sua in v i a
de
milhões
74
de 'dólares num programa n u c l e a r ,
quando acima de 4 0 milhões de p e ^
soas no B r a s i l vivem em pobr eza a b s o l u t a ;
lixo
atômico,
elemento
tam por ano 3 b il h õe s
a inviabilidade
tados
Unidos
a despreocupação
altamente rad ia t iv o
de dólares
(os Estados
com despesas
t é c n i c a da en e r g ia n uc le ar
anotam que os seus 65
brasileiro
Unidos
faz,
danos provocados p e l a
radiativo
feridos,
I as
oficiais
a se gu in te
evacuação de uma ãrea de 2 . 0 0 0
d os ,
to aproximado de 40 milhões
téc nicas
ma te r ia l
430.000
sem contar as
seque
t ec nol ógi co
que se ocorrer um vazamento em
como aconteceu recentemente nos Estados
onde se empenharam técn icos
ções
falta
mortos,
de ordem g e n e t ic a e c a n c e r í g e n a ) ; o an alfabetismo
da mão de obra empregada em A n gr a ,
to
es tim a tiv a sobre os
3.400
km^,
de
Atômica
l i be r a ç ão num ac id en te de 501 de
de uma us i n a nuc le ar de 500 NW:
uma das nossas us ina s
a
(a Comissão de En erg ia
hâ tempos,
;
dos E£
sobre a decisão
em ent rar na era atômica;
de seguranç a das u s in a s nuc le are s
dos Estados
Lhidos g a ^
só produzem 2 , 9 1
reatores
o
de armazenamento)
(dados
e n e r g i a ) ; a i n e x i s t ê n c i a de um debate p ub li co
mada pelo governo
com
da mais
de d ó l a r e s ,
a l t a ca t e g o r ia
Uni
comum' cu£
o B r a s i l não t e r i a
cond^
e econômicas de suportar um acide nt e em uma de suas
usinas.
0 governo b r a s i l e i r o
feitas
ao programa n u c l e a r ,
tem ref uta do as c r í t i c a s
p r in ci p a lm en te sobre o s i g i l o
v o lve u a negociação do Acordo.
Segundo fontes
g ociações não poderiam ser d is c u t i d a s
do em v i s t a e vi t ar pressões
que
que
en
as
ne
amplamente,
ten
do P l a n a l t o ,
e de bat id as
são
p r e v i s t a s parti cul arm en te por
parte
dos Estados Unidos.
No que se r e f e r e a i n v i a b i l i d a d e econômica do Acor do,
governo b r a s i l e i r o
tem-se manife sta do que,
a i n d a disponha de enorme p o t e n c i a l
dades
energéticas
são enormes,
e s pe rar pelo esgotamento dess a
muito embora o
hidrelétrico,
as suas
Brasil
necess^
e que a melhor solução não
fon te,
o
mas complementâ-la
seria
com
a
e ne r g i a termo-nuclear.
Outro ponto que as a uto rid ade s
z ad o,
COS.
sobremaneira,
governamentais têm e n f a t ^
é o da u t i l i z a ç ã o do ãtomo para fins
A j u s t i f i c a t i v a para ess a afirmação é de que ao País
recursos para o próprio
desenvolvimento,
para atender ãs
n e c e s s i d a d e s de uma população pobre e numerosa,
sil
pacíf^
não deseja e não tem o menor i n t e r e s s e
faltam
imensas
além do que o Bra
em po ssu ir
artefatos
75
nuclear es para f i n s m i l i t a r e s .
Fi n al men te,
o governo tem se esforçado
em j u s t i f i c a r
não aceitação da pr oposta norte-americana que a s s e g u r a r i a ao
sil
a
Bra
o enri quecimento do urânio e o reprocessamento do combustível
através operações com org an izaç õe s
A de ci sã o
internacionais.
de não se tornar dependente do e x t e r i o r , no que
se r efere ã e n e r g i a n u c l e a r ,
como em outros tempos
o carvão e agora com o p e t r o l e o ,
o Brasil
aconteceu
com
optou em ter a sua
pro
p r i a usina de reprocessamento.
5.3.
AS PRESSÕES EXTERNAS
Com a a s s i n a t u r a
do Acordo Nuclear B r a s il - A le m a n h a ,
d o is países
s i g n a t á r i o s começaram a s of r e r os mais
de pressão ,
não sõ através
ranças do p l a n e t a ,
de pronunciamentos
mas também por estocadas
div e rs os
das mais
os
tipos
altas lide
da imprensa i n t e rn a
-
cional.
Ja nos pr imeiros meses
rou e provocou v i o l e n t a reação,
do ano de 1 975 ,
a questão
tanto dos Estados
Unidos
transp^
como da
União S o v i é t i c a .
0 Presidente
meir as paginas
dos
termos - " t e n t a r e i
Car ter ,
por div ers as v e z e s ,
jornais brasileiros
ob te r,
t r at o de venda de c e n t r a i s
s ino u com o B r a s i l " ,
referindo-se
por via dipl omá ti ca ,
nuclear es
ocupou as
ao Acordo
mundo e de i n s t â n c i a r ev is o r a
em
a revogação do
con
que a Alemanha O c i d e n t a l
a£
adiantando a i n d a " que dispõe de
que lhe permitem pr ever o êx ito
pr^
da i n i c i a t i v a "
da A gê nc ia
informações
- de a r b i t r o
I n te r n a c i o n a l
do
de En e r g ia
Atômica.
0 Senador Paulo Bross ard ,
são de 2 de dezembro de 1976
"0
em d isc ur so p r o f e r i d o na
do Senado Fe d e r a l,
PAe.slde.nte dos
Se£
indagava:
Estados
Untdos pode,
l e g it im a m e n ­
te,
p r e t e n d e r a revogação
de am aeordo
celebrado
tre
duas
nações,
segundo as regras
do D i r e i t o
en
Inter
nacional"?
"E s t a s
nações,
slgnatãrlas
de um acordo
formalmente
76
a cabado ,
zòtafL-iam pAopznóai
a a c é lt a A e i ó a I n t í A
fe A Í n c la de. uma nação
zòtAanha ao ajuite. e
pAzòi>oe.i> vottaA atAa&
na-ò n e g o c l a ç õ 0.6 AegulaAmen
te
aoncluZdaò
e co ni ubitanctadaó
òob
em um p a c to ,
de
modo a que e le vteòée a òeA c a n c e l a d o " ?
A imprensa n orte-americana,
me s .e o Washington Po s t ,
firmado entre B r a s i l
pr in c ip a lm e nt e o New York
desf echou uma campanha contra o
e Alemanha,
Acordo
não poupando comentários
desfavo
râveis ao Acordo.
Não s a t i s f e i t o
mos do Acordo ate
com a p o l í t i c a b r a s i l e i r a de manter os ter
o final,
o governo americano passou a adotar uma
l i n h a mais pr agmá tic a ã sua d ip lom ac ia,
comitivas de f u n c i o n á r i o s
enviando ao B r a s i l
algumas
para tentar reneg ocia r o Acordo
que
governo b r a s i l e i r o h a v i a a ss in a do com a Alemanha O c i d e n t a l .
sil
começou também a re ceber documentos dos Estados
a " o r a l mes sage "
o "non pap e r"
(uma mensagem o r a l ,
(um papel
o
0 Bra
U ni do s,
s e ja
mas de cunho o f i c i a l )
.seja
sem timbre ou a s s i n a t u r a ) , contendo
reca
dos da diplomac ia norte-americana.
0 Governo dos Estados Unidos
diversas
formas de pr e ss ão ,
sobretudo,
combatendo o Acordo,
propondo,
a Alemanha,
mediante as mais
fundamentando-se,
na p o l í t i c a que o Senhor Carter el eg eu como carro
fe para a sua chegada à Casa Branca:
manos;
continuou,
inclusive,
até que novas
d i r e i t o s hu
o congelamento do Acordo N u c l e a r
téc nicas
Durante es se período
com
fossem de sc o be r ta s .
foram u t i l i z a d o s
mos de pressão c on tra o B r a s i l ,
a divulgação o f i c i a l
o r es pe it o pelos
che
div ersos
tendo os Estados
mecani^
Unidos
de um r e l a t o r i o sobre os d i r e i t o s
anunciado
humanos no
País.
Curiosa es sa posição humanista nos Estados
U n i d o s,
p ri n
cipalmente quando se sabe n o to ri a e publicamente a sua i n f l u ê n c i a
em outros pa í se s
em se n tid o
diametralmente oposto ao anunciado.
Não são poucos os re la t os
opinião p ú b l i c a ,
ac erca do d es r es p ei to
le país no que se r e f e r e
atuação da CIA nos pa ís es
jetivos
que chegam ao conhecimento
aos d i r e i t o s
ãs mino rias r a c i a i s ,
do T e rc ei r o Mundo,
e,
da
humanos naque
também,
sobre
u t il iz a n d o - s e
a
de
ob
fo i
do
os mais baix os pelos processos mais torpes.
Na r e a l i d a d e ,
o que ocorreu realmente nada mais
77
que uma prestação para os governantes norte-americanos
de negoc io,
e
homens
que perderam um e x c el en t e mercado com o Acordo
do entre B r a s í l i a e Bonn.
Mas,
finalmente,
.
firma
f i c o u conhecida
a
in
tenção dos Estados
Unidos em querer a revogação do A c o r d o , " quando
por v ia s
o governo b r a s i l e i r o
indiretas
p ropostas de in s ta la ç ã o
de us inas
r iqu ec id o em outro p a í s ,
urânio
tomou conhecimento
das
de reprocessamento de ur âni o
sob o controle A IEA ,
enr iq uecido pelos Estados U n id o s,
en
e de fornecimento de
em prazos
longos e c r é d ^
to f a c i l i t a d o .
Estas duas propostas
zar a usi na
norte-americanas,
de i n t e r n a c i o n a l ^
e enriquecimen to de urânio i n s t a l a d a no B r a s i l
rem os Estados Unidos o fornecedor do combustível,
a dependência do B r a s i l
p lier's
se
visavam
obter
e colocâ-lo submisso aos c r i t é r i o s
do Su£
Club - Clube dos Fo rnecedores,
po tências n u c l e a r e s ,
e
além do País
formado pelas
principais
f i c a r sob o con trole do governo
norte-americano.
Cabe,
na o p or tu ni d a de ,
ressaltar
a forma como expressou-
se o Presidente da Comissão de En erg ia Atômica do Senado A m e r ic a ­
no,
Senador Pa s to r e ,
vo de indignação
Brasil
sobre o Acordo B r a s i l e i r o - A l e m ã o : " e r a
e s e r i a um escárnio á Doutr in a Monroe,
poderia tornar-se
jâ
independente da i n f l u ê n c i a dos
moti.
que o
Estados
Unidos".
Um outro Senador norte-americano ao r e fe r ir - s e
assunto afirmou "que. oò Estados
Untdos
sobre
o
não podtam peAmtttA. que. um
paZs,
e.m se.u q u i n t a l ,
{^tcassí em ao ndÁ.ç.õ es
mtaa,
pondo em filsao a s e g u r a n ç a do povo n o rte- a m er ta an o ". CSS)
Mas segundo o j or nal Le Monde
objeções
não são dttas
p e la
b r a s ile ir o - a le m ã o ,
mãos das empresas
amplamente pelas
no ".
e
de e v i t a r que um re
Com a a s s i n a t u ­
um Im portante mercado
ao ndlçõ es Impostas
bomba at^
as preoaupaçõ es
f a z e r a bomba.
norte-americanas,
escapa
das
cuja l i b e r d a d e
de manobra cal
pelo
norte- amerlca
Congresso
;(86)
Das insi nua çõe s
mais
"todas
nobre preocupação
glme m i l i t a r a dq u ir a os meios para
r a do acordo
de p r o d u zt r a
de um Senador dos Estados
coerente do que as i ndagações
gulr-se-ã que se ho je são
p r la d o s ,
sem grande
esforço,
nada
de um Senador B r a s i l e i r o :
pacifistas
amanhã possuidor dos segredos
Unidos
os propó sitos
científicos
brasileiros
e dos Instrum entos
,
apro_
e le po deria p a ss a r a d is p o r de armas
78
nac-lídAzi. SupoÁto t a l pudtòòz aaontecen.,
guntaA:
0 B/iaòtl òQ.fila unidade, i o llt â fila no un-ive-uo a
a òua paz
mente, oi
dZto?
e a compAomete.A o ãe.u £oi6e.go? Ademalò,
Eitadoò
Unldoé
E 0 que í maZó. Não
da AIEA,
Brasil
organização
in t e r n a c i o n a l
plenamente s a t i s f a t ó r i a s
,
da en e r g ia n u c l e a r ,
que
entre os dois pa ís es
realmente
possuindo a t e c n o l o g i a n u c l e a r ,
apreciação
específ^
c on si de ro u
de segurança constantes
aprovado o acordo t r i p a r t i d e
Mas se e x i s t e
mal
h o j e "?
cr iad a para os f i n s '
as cl a us u la s
acordos de cooperação nuc le ar
fato,
foAam e.xata
e Alemanha submeteram o Acordo ã
cos de con t ro la r a u t i l i z a ç ã o
foi
pe.Atun.baA.
foZ o ãnZco paZi, a uòã-lo ate
•
Ora ,
não
p&A
o pfiZmelAo paZi, a poòòulA o a r t e fa t o
(S7)
d ade,
eu lÃ.m.itaA-rm-ta a
e,
dos
por unanim^
de f i s c a l i z a ç ã o .
essa preocupação de que o Br a s il
c o n s t r u i r i a no futuro o seu
que os Estados Unidos usem do seu p r e s t í g i o e sua
c i a para for talecerem os organismos i n t e r n a c i o n a i s ,
arte
influên
un ic a s partes
legíti mas no controle
e fiscalização
tornem mais
convertendo-se em mecanismos de peso para o
equilíbrio
eficazes,
de forças
entre
do uso do ãtomo,
as nações n u c l e a r i z a d a s
e
para que se
instrumento
de proteção aos países que não poderão i n g re s s ar no Clube
dres e as voltas constantemente
de Lon
com o intervencionismo das
gran
des p o tê n c i a s .
5.4.
ANGRA "VERSUS” ATUCHA
A Arg en t in a também está prestes
Clube Atômico.
Desde
Ener gia Atômica,
1950,
com a criação
da Comissão N a c io n al
a A r g e n t in a empreendeu um plano de u t i l i z a ç ã o
en er gia atômica para f i n s p a c í f i c o s ,
te ,
a entrar no fechadíssimo
objetivando,
obter a mãxima autonomia do ex te r io r
de
da
fundamentalmen
e log r ar a mais
alta
ca
p acitação t e c n o l ó g i c a .
Analistas
daquele país
pendentemente das grandes
g enti no permitiu a l c a n ç a r ,
do Prata têm e n f a t i z a d o ,
dificuldades
jã em 1 9 7 5 ,
da a Améri ca -La tin a. Essa d i a n t e i r a
lar.
Segundo
encontradas,
que ind £
o esforço
ar
uma franca d i a n t e i r a em t£
inclui
o General Juan G ug lZalm ellZ,
o Brasil,
em
particu
a A rg en tin a poderá,
num
79
futuro proximo,
próximos
com p artilhar com oò outros p a l s w o
ao Clube, N u c le a r .
Pe l a voz
de.
(88)
de ge ner ais
arg ent ino s
grande preocupação da Arg en tin a
de Londres,
"status"
denotam-se o esforço e a
em i n g r e s s a r rapidamente no Clube
p ri nci pa lm ent e quando o B ra s il
p o tê n c i a ,
mediante o conhecimento
buscando,
com i s s o ,
final
é um dos p o stu lan tes
da t e c n o l o g i a do
a
ãtomo
,
uma pr esença hegemônica na America do S u l .
Sabe-se que a A rg e n t in a não a d e r iu ao Tratado de Não Pro
l i f e r a ç ã o de Armas Nucleares
firmado
mas não r a t i f i c o u o T l a t e l o l c o ,
sobre a Proscrição
meir o,
as razões
Brasil,
pois
em novembro de 1968.,
de f e v e r e i r o de 1 9 6 7 ,
de Armas Nucleares
apresentadas pe la Arg e nt in a
l i m i t a r i a a l i b e r d a d e de ação dos pa ís es
no b r a s i l e i r o o TNP contin ha clá u su la s
tratan tes
realizar
pacíficos,
res
muito embora s e j a
explosões
ção a terc eir os
as dis p o si çõ es
pecial
pr^
foram as mesmas
do
discricionárias.
em armamento n uc le ar
do pr es en te a r t i g o
1°
e 5°”
permite
Já
(§ 1 °
o
se
” ãs partes con
para
-fins
simila
- ou pr es ta r sua colabora
sempre que não
e aos
e
Para o gover
que pressupunham art e fa t os
para os mesmos f i n s ,
os artigos
de segurança
signatários.
limitativo,
trata
No
de d i s p o s i t i v o s nucleares
i n c l u s i v e explosões
aos empregados
que
na Amêrica-Latina.
a a s s i n a t u r a i m p l i c a r i a em problemas
gundo tra tado,
assinou
demais
contravenham
do t rat ad o ,
em
e£
do a r t ig o 18 do Tratado sobre Pro^
cr içã o de Armas Nucleares na A m êr ica -L ati n a).
Faz-se mister a s s i n a l a r ,
vê nenhuma sanção para as partes
como,
deve-se a l e r t a r ,
série
de r e q u i s i t o s ,
fir mado ,
assim
que a sua v i g ê n c i a está con dicionada
a uma
contratantes
em vi r tu d e dos quais
disposições,
d it a s con dições,
que este tratado não pre
que o violem,
e mesmo r a t i f i c a d o ,
nenhuma de suas
ainda,
os Estados
não estão obrigados
que o tenham
ao cumprimento
enquanto não hajam sido
de
satisfeitas
salvo se houver de fato uma renúncia expressa
e
v o l u n t á r ia .
Conclui-se que tanto a Arg en t in a como o B r a s i l
vado o d i r e i t o
cleares,
de p r o d u z i r ,
e xplos ivo s
te d e fi n id o s
em casò de n e c e s s i d a d e ,
estes que,
e classificados
por ora,
têm re ser
a r t ef at o s
nu
não tenham sido tecnicamen­
com r e s p e i t o
ao seu uso,
pacífico
ou
militar.
A Arg en tin a
tem demonstrado uma preocupação
mal com a p o s s i b i l i d a d e
do B ra s il
fora do
f a b r i c a r o e x p lo s iv o ,
dando
nor
a
80
entender que com is s o j u s t i f i c a r i a no futuro a fa bri caç ão
pr ópr ia bomba,
questões
mediante a alegação
de que se assim o fez
de
sua
foi
por
de se gurança.
Essa preocupação arg en t in a baseia-se sobretudo na redação
do artigo
za que
II
do Acordo
” as partes
firmado ent re B r a s i l
contratan tes
pio de não p r o l i f e r a ç ã o
listas
po rtenhos,
e Alemanha,
se declaram p a r t i d á r i a s
de armas n u c l e a r e s " ,
para o B r a s il
pois
o dispositivo
quando re
do
segundo os
uma vez que se a intenção
ana
acima t r a n s c r i t o não
representa o compromisso para não u t i l i z a r no f u t u r o ,
nucleares,
p r i nc í
fo s s e e s s a ,
artefatos
o ar t ig o
teria
uma redação d i f e r e n t e .
As elucubrações
arge nt ina s
estão sendo reforçadas por cau
sa de algumas manifestações p e s s o a i s
insinuam,
e conhecida a vocação de alguns
d ir i g e n t e s
tui
no B r a s i l ,
brasileiros,
para os q u a i s ,
e porque,
influentes
o a r t e f at o
um passo d e c i s i v o para alcan çar seu o b j e t i v o
segundo
círculos
n uc l e ar
de
c on st^
de tornar-se gran
de po tênc ia.
Em decor rên cia dessas
arg ent ino s
declaram que,
idéias prê-concluídas,
dados os elementos
ê p o s s í v e l afirmar que ex is t e no B r a s i l
se ao Clube Atômico,
t iv a
is to
é,
p r ó p r i a a p a r t i r dos conhecimentos
armas nucleares
A A rge nt ina esta
diu-se pela
Guglialmelli:
dade òão pontoò
do v i z i n h o ,
desenvolva uma
firme na i d ê i a
restando
dois
ckaveò pafia a Afigentlna,
no-ò-òa i e g u A a n ç a " .
por ser
que lhe permita ju_s
ja
propõe o
General
nacZeafi e opofitunZ
po-iò o afitefato
afetafiã òenòZveZ e
nucZeafi
decididam ente
(89)
ele quem mais
se ufane pelo
Gener al ,
fato
pr incipa lmen
da Arg ent ina
em vantagem em toda a Amêrica-Latina e ,, p a r t i c u l a r m e n t e , em
ca d i a n t e i r a
deci
dúvida somente acer
fatores
Causa es pecie a pr oposta do citado
te,
Bra
tecnol ogi a
de que o B r a s i l
de labK.lea.fi o e x p lo ilv o
òem contfiapafitlda,
que o Acordo
e outros explo si vos n u c l e a r e s .
E face a esses
"decl-&ão
ainda,
adquiridos,
fabricação de e x p lo s iv o ,
ca da op or tuni da de.
a firme decisão de juntar-
e,
sil-Alemanha não desca rta que o B r a s i l
fabricar
disponíveis,
de f a b r i c a r a bomba sob a j u s t i f i c a ­
de fazê-la para fi ns p a c í f i c o s ,
tamente
de j u í z o
m il it a r es
sobre o Brasil
no c i c l o
E se só isso não b a s t a s s e ,
colocada a A rg e n t in a
estar
fran
atômico.
a posição
leva a crer aos menos
de vítima em que
informados,
é
que o Bra
81
sil
ao entrar na era nuc le ar
sul-ame ri cana,
e que somente uma nova a l i a n ç a
mento entre os dois p a í s e s ;
uma ne.goc-íaçü.0 g l o b a l ,
tual
tos
sera uma s e r i a ameaça aquela
facilitara
"C onveAÿlr com o Bras-íl,
um acordo
brlcação
fins
de a r t e fa t o s
p a cZ flco s".
nucleares,
ça entre o B r a s i l
gemônico perante
marco
e.ntre outros
e re.cZpro cas
de.
cve.n
aspec
ante. a possZve.1
mesmo quando se
o que o General d es ej a
e A r g e n t in a ,
os países
destinam
fa
para
la tino-americanos,
que não a v e n t a r dúvidas,
I g n o r a r os I n d Z c l o s
n u c le a r ,
expiodldo
gentlna,
para
é is s o mesmo:
nada pode r e s u l t a r mais pe
não d i s s i p a r
de s u r p r e s a ,
de suas
de ambos os paZses
as
conjecturas
relaçõ es
com o B r a s i l
do Cone S u l
,
que um artefato
pode t e r p ara a s e g u r a n ç a da
no ãmblto
h£
conforme depreende-
ou desconhecer as I m p lic a ç õ e s
o futuro
uma a l i a n
para que ambos exerçam um papel
"N este s e n t id o
se das suas con cl us õe s :
jeção
no
(90)
No f i n a l ,
rlgoso
e fe t iv a s
entend^
co n su lt a e '
de. In fo r m a ç ã o ,
cooperação t é c n i c a no campo n u cle ar que.,
détermine s e.g uranças
nação
Ar
e para a pro_
e do resto
da . Ame
r ic a - L a t i n a " . (9.13
0 General G u g l i a l m e l l i pretende demonstrar que a A r g e n t ^
na jamais p e n s a r i a
em co n s t ru ir a bomba,
são do país v i z i n h o em faz ê-la,
ameaça ã sua segur an ça ,
t r a p a r t i d a arg en t in a
mas como e x i s t e uma dec^
que consequentemente trarã
uma
nada mais j u s t o e l o g i c o que ha ja uma con
constru indo o seu e x p l o s i v o ,
visando com isso
a carretar ura e q u i l í b r i o de forças no co n ti n e n te sul-americano .Ocor
re,
entre tan to,
que quem deu o primeiro passo na busca do conhec^
mento da t e c n o l o g ia do ãtomo foi
o seu a r t e f a t o ,
que fa ç a,
pelas normas
mas não se ouviu,
do até os dias de h o j e ,
ro em co n st ru ir
tese,
fa zer
de d i r e i t o
internacio
não estã compromissado em não u t i l i z a r no futuro
t ef at o s n u c l e a r e s ,
dianteira
e se pretende
mas que se r e s p o n s a b i l i z e pelo seu a to .
É certo que o B r a s i l ,
nal p ú b l i c o ,
a .Argentina
desde que foi
qualquer manifestação
a bomba,
firmado
o Acor
do governo b r a s i l e ^
mesmo sabendo que a A r g e n t i n a
saiu
e que ela de posse da t e c n o lo g ia n uc le ar r e p r e s e n t a ,
também uma ameaça ã segurança do B r a s i l .
5.5.
ar
NA IDADE DO PODER ATÔMICO
na
em
82
Com a entrad a do B r a s i l na Idade do Poder Atojnico
firme p ro po sit o
de i r
a sua c a p a c id ade
farâ deste país
em busca do atomo,
das
que,
0 mundo atua l viv e uma fase de duras
s oc i a l
e político.
o separa das
g i a nu cl e ar ou e s t i v e r
de um poder
cam
A pr eservação da l i b e r d a d e
eco
está,
Se o B r a s i l
a exigir
a
a d i s t â n c i a que
não d e t i v e r a te cnolo
i n e f i c i e n t e m e n t e preparado para o
permanente ponto fraco per ante o bloco
ele se
exercício
constituirá
num
das grandes po tê nc ia s
e
s er vi n do de palc o para operações m i l i t a r e s ,
como
em " 1 9 S 4 " ,
escreveu George Orwel
po tências
realidades
realmente,
de decisão na ordem p l a n e t á r i a ,
seus t e r r i t ó r i o s
c o n f l i t o s mund ia is.
como o átomo para r e d u z i r
grandes p o t ê n c i a s .
in
nos
nômica e s o b e r a n i a p o l í t i c a do país
adoção de um instrumento
em co nseq üência,
de cisões p l a n e t á r i a s ,
cl u s iv e com o poder de i n t e r v i r na solução dos
pos econômico,
o
demonstrar-se-â ao mundo
de es c a la d a i n t e r n a c i o n a l ,
um dos pr o t a g o n is t a s
e
era sempre d i s t a n t e ,
(92)
onde a guerra entre as duas
lim ita da a um teat ro
c a l i z a d o vagamente entre o Or ie nt e
de operaçãolo
Projcimo e A f r i c a ,
muito mais para promover a coesão int er n a
e
utilizada
e u s u f r u i r os
benefícios
de uma economia de g uer ra .
Os con stante s
conflitos
de armamento co nv enc io na l
ser um d i s p o s i t i v o
mente p a c í f i c o ,
entre nações mediante o
têm dado provas
de que o átomo passou a
de defe sa ou ataque que não deve ter valor
pois
a ele
tes entre o O c i d e n t e
deve-se o e q u i l í b r i o
e Oriente.
ê a mais fort e g a r a n t i a ,
no plano i n t e r n a c i o n a l ,
ções
átomo
para o e s t a b e l e ­
de que f a l a
a Orga
p o rta n to ,
o
meio que
encontraram para provocar um novo enfoque nas
internacionais
o p luralismo
o
Un id a s .
A t e c n o l o g i a nuc le ar passou a s e r ,
alguns países
so
de forças e x i s t e n
Na êpoca em que se v i v e ,
cimento de uma equidade p o l í t i c a e a i gu al d ad e
niz ação das Nações
emprego
com v is ta s
a ura e q u i l í b r i o
de grandes potências
de f o r ç a s ,
que se contrabalancem
r el a
i s t o é,
mutuamen
te.
Assim ê que,
o destino b r a s i l e i r o
somente ganhará v i a b i l i d a d e
mento atômico,
lacio nado
sive,
"E,
de implementação se d e t iv e r
emergente
o conhec^
po is o poder de um país ê s i g n i f i c a t i v a m e n t e
ao domínio pleno
intervir
de p o tê nc ia
das t ec no lo gia s
finais,
podendo,
corr£
inclu
na h i s t o r i a .
polò,
d 2.\j(L 0 Efidòll pAo j e.taA-i í "
- diz
GoZbíJiy do Cau
83
to- Q, S i l v a
- "des do. j ã ,
poderá realm ente
tagens
fazer,
e da sim ples
coragem,
as grandes
ses I n t e r n a c i o n a i s
responsabilidades
Desta
no cenário
sem c a ir no r i d í c u l o
bazofla,
linhas
não
se a s s e n t a r ,
o que,
dos
no entanto ,&Õ
blefes,
das
ckan
definitivam ente e
com
de sua atuação p o s t e r i o r em face de cri
dlflcels
e deveres
forma,
do mundo,
de p r e v e r ,e a ssum ir
claramente
peran te toda a h u m a n i d a d e " .
o programa nuc le ar que o B r a s i l
volvendo com a construção de us ina s
e r e p ro ce ssa do ras
(93)
está
desen
de urânio
ampliar-lhe-á abrangentemente o seu poder de bar ganha pe ran te
doi s b l o c o s ,
,
os
sendo que uma mensagem b r a s i l e i r a pa ra o reordenamen
to de um mundo em transfor mação,
em cons ideração
por c e r t o ,
será
p e l a comunidade i n t e r n a c i o n a l .
ouvida e
levada
84
6.
0 BRASIL NO MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO
85
6.1.
"No p A Z n c Z p lo ,
0 ESBOÇO DO FUTURO
V&UÒ cA lou oi
AÍm,
íòtava. InfoAtm e v a z i a ;
r ito
dn VdVii p a lr a v a i o b r n o4 a g u a i "
Em a b r i l
de 1 9 6 8 ,
na s c i a o Clube de Roma,
co^uò e a t 2.Afia.
ai t r t v a i
cobriam o ablimo
sob a lid e ra n ç a do Dr.
Aurélio Peccei,
que,conforme W i l l i a m W a t t s ,
dzicrlta,
In v liZ v e l.".
Formado por um grupo de pessoas
- cientistas,
com multa p r o p r i e d a d e ,
e d u ca d or es ,
Clube se reune para t r a t a r
EipZ
e o
(94}
zação I n f o r m a l ,
p r o f is s õ es
p^
A
como um
c o lé g io
das mais va ri ad as
economistas,
de assuntos
é "uma o r g an l
relativos
industriais
a
- o
sobrevivência
da epécie humana.
0 "Dil ema da Hu m a n id a d e " ,
a maneira que o Clube
expanião
do melo am biente;
tranitornoò
r e je iç ã o
Im egurança
de v a lo r e i
econÔmlcoi
"p o b r eza
em melo
Limites
tradlclonali;
e m o n eta rlo i".
cientistas
do Cre scimen to,
que
rais,
p r ob l e
população,
a lienação
Inflação
e outroi
(96)
do Clube
estudo encomendado a um
a n a l i s o u os cin co
cimento do p l a n e t a :
fo i
ã a b u n d â n cia;
de emprego;
Em 1972 era p u b l i c a d o o primeiro r e l a t o r i o
Roma,
alcance,
perda da c o n fia n ç a nai Instituições;
urbana d e i c o n t r o l a d a ;
da ju v en tu de;
de longo
de Roma encontrou para a n a l i s a r os
mas que af l ig em toda a humanidade:
deterioração
pr oj et o
fatores básicos
de
grupo
de
que limitara o cre^
produção a g r í c o l a ,
recursos
natu
de Roma de
A ur ^
produção i n d u s t r i a l e p o l u i ç ã o .
A ssim,
l i o Peccei
através
desse r e l a t o r i o ,
a l er t av a o mundo sobre o ho ri zo nt e terminal
com o crescimento ex po n en c i a l
a escassez
o Clube
da população,
dos miner ais não r en ov áv eis ,
sendo submetida a nave e s p a c i a l
do p l a n e t a ,
o espectro da fome
a degradação a que
,
está
terra e a produção i n d u s t r i a l
em
larga e s c a l a .
"Crei cel e m u lt ip lic a i- v o i;
tel-a e dominai i o b r e
bre ói rebanhoi
oi
p e lx e i
e io b r e tudo
e p r een ch ei
do mar,
io b r e ai
a Terra,
avei
iubme
do céu,
io_
o que vive e i e move io b r e a T e r r a " .
(97)
0 homem e x tr ap ol ou a determinação D i v i n a ,
se acima de qualquer p r e v is ã o
Em 1650
f e i t a pelos manuais
multiplicandode demografia
.
a população mundial era da ordem de 0 , 5 b i l h ã o de pessoas.
86
Três séculos mais tarde
so a s.
a população
Segundo dados forn eci dos
no ano 2 , 0 50 havera 7 , 0
b il h õ e s
em 1 9 7 0 ,
dências
de almas,
es sa taxa s ubi a
a 2 ,1 % .
quarto de século que Malthus h a v i a
de realimentação
f r e d Sauvy ã se gu in te
pfLolongan. a vtda
con clusão:
ve.m c a í s cíndo
e.xpo_
ano
Se continuarem as a tu a i s
ten
do homem,
a qualidade,
hu m a n o s".
com os recursos
tem comprometido,
diante um trabalho
aumen
colocados
lado,
a quali­
Sauvy:
"Jã
zstamos sa
quantidade
sério
de c o n s c i e n t i z a ç ã o
Tod avi a,
dos seus ha bit an te s
tal carga de pessoas
deve ser r e duz ido v o l u nt a r ia m en te ,
territorial
notadamente das
a ocupar,
cl a ss e s
recursos
caso
equivalen
sobre o d i r e i t o
inaliena
de limitação p o p u l a c i o n a l ,
de determinados p a í s e s .
d is t o r c i d a por
A simples
dará motivos para que governos
em
pa rte
defesa de
ensino
deficiente,
saúde p r e c á r i a ,
qualidade.
com a
pro
argumenta
de que a quant ida de necessariamente p r e j u d i c a
Correto quando se f a l a
re
inexistên­
c i a de moradias tomando como causa o crescimento demográfico;
o con trole da n a t a l i d a d e
uma
a u t o r i t á r i o s e ile
gítimos j u s t if i q u e m sua in competência a d m i n i s t r a t i v a , f a l t a de
ção demagógica
.
grande p o te n c ia l para uma e s c a l a
poderá c r i a r uma c o n s c iê n c i a
em consequência,
me
gerarem f i l h o s .
A adoção de uma p o l í t i c a
cursos a l i m e n t a r e s ,
.
da população com o em
entende-se que cada caso é lam
têm que ser r es p ei t a do s
tese desse t i p o ,
0
,
(1 0 0 )
tes ao crescimento p o p u l a c i o n a l ,
das autoridades
Al
dç. fato
t e rap êu tic o s
da vida humana no I n t e r e s s e. da
Países com vasta extensão
caráter g e r a l ,
é , mais
levou o Pr o fe s s o r
por outro
do P r o f .
de comunicação de massa,
menos f a v o r e c i d a s .
da de r i q u e z a ,
isto
.
em função do crescimento p o p u l a c i o n a l .
0 crescimento populacional
prego dos meios
a duplicação em cada
anunciado torne-se r e a l i d a d e
É claro que a Terra não suportará
pondo,
do
ao
talvez,
era 0 , 3 %
"Â c t í n c t a co n síg u tu ,
Lynette Hamblin é da mesma op in iã o
vel
dobro
de. homens que. passam a vtve.A pton." (99J.
dade de vida da população,
de seres
Unidas
do crescimento da população,
to da ex p e c ta t iv a de v i d a ,
cfui ficando
das Nações
exatamente o
nascimentos por ano e menos morte por ano,
ã disposição
de pe_s
a taxa de crescimento
do crescimento p o p u l a c i o n a l ,
0 ciclo
b il h õ e s
mas a t a x a de. cA.e.s ctrmnto tarjíibím vo.m aumentando" (98),
uma vez que no ano de 1650
e,
3,6
pe la Órgânização
"Asòlm não &õ a população
que e x i s t i a em 1 9 7 0 .
mnclalme.nte.,
totalizava
em deter o crescimento da
a
popu
87
la ção ,
mas desde que o in t e r e s s a d o não tenha as condições mínimas
de s u b s i s t ê n c i a para a süa população,
ne ces sár i o p a r a ,
a mêdio p r a z o ,
levâ-lo a s a t i s f a ç ã o
tâliipouco possua o p o te n c i a l
dotar-se de mecanismos que possam
das suas n e c e s s i d a d e s
0 pr imeiro r e l a t õ r i o
do Clube
básicas.
de Roma na mesma o p o r t u n i ­
dade em que a l e r t a v a sobre os
l im it e s
chamava a atenção para o f ato
de que o provável
siábito e i n c o n t ro lã v el
da população.
be de Roma -Momento de Decisão
anos apõs Limites
de crescimento do p l a n e t a
s e r ia um d e c l í n i o
Ja o segundo informe ao
- p u b li c a d o em 1 9 7 5 ,
do Cresc imento,
assinalava:
da população
do acettação
ce i ro
deve eeòòan.,
e o ponto
un-cve-U a l " . (101) Finalm en te,
informe
reduza em prtncZpto
"A t e r r a produztu verdura,
do a sua e s p é c ie ,
cie,
contendo
e arvores
fruto
lòto
z,
que o au
de vtòta que vai
que de ano para ano diminui
3,2
bilhões
tivo
de hec tares
de alim ent os ,
zi n do .
obten
agora j ã em 1 9 7 8 ,
o
ter
do prÕxtmo i e c u l o . . . " .
(102)
erva que contém semente segun
fruto segundo
a sua es pé
(103)
Para que se produza verdura o recurso nec es s ár io
ra,
dí
taxa
que produzem
ã sua s e m e n t e ".
ou seja, três
"É provãvel que a
ao Clube de Roma e x p l i c a v a :
de creictmento i e
Clu
"Q.ue a população
vefiã nlv tlafi-i, Q, ho-nÃ.7.0 ntalmente em dado momento,
mento
,
o espaço
ê a ter
de ârea c u l t i v â v e l .
Dos
de te rra potencialmente apropriadas ao cujL
a metade,
a mais
rica
e acessível,
A outra metade n e c e s s i t a r a de elevados
estã
produ
investimentos
para
tornar-se c u l t i v â v e l .
0 pr imeiro
do,
relatorio
do Clube de Roma ê t a x a t i v o :
a melhor metade das te r r a s
sendo
utilizada,
e o preparo
a so cied ad e tem Julgado
p o ten cia lm en te
de novas te r r a s
c u lt iv á v e is
esta medida como sendo a n tiec o n ô m ica" .(104)
desenvolve-se exponencialmente
cresce
linearmente
"Â c o r r id a
dramático
e mais
Já está
e tão d is p en d io s o que
0 que ocorre ê que enquanto o crescimento da
co n tr á r io ,
"Contu
população
( P G ) , a produção de a li m en to s ,
ao
(PA).
entre alimentos
e bocas
amplamente d iv ulgado
e talvez
do problema
o aspecto mais
p o p u la c io n a l ;
mas não e n ecessariam ente a ameaça mais I m i n e n t e " , a le g a
Robert
H e i l b r o n e r . (10.5)
Na verdad e,
o espectro da fome vai depender muito
mais
das opções da sociedade entre o alimento e outros bens de consumo,
do que propriamente dos ín dices
de crescimento da po p u la ç ã o . A exis^
88
t ên cia cada vez mais in t en s a
de uma permuta entre a produção
de
alimentos com a de outròs bens 'de consuífio c r i a r a ,
p o sit iv am en t e,
uma inversão
serão
de v al or es
cujos
únicos
beneficiários
que formam uma camada pequena da s o c i e d a d e .
tanto,
que deva-se colocar todos os recursos
ço da produção
de al im ent os ,
aqueles
Não quer d i z e r ,
di s p o ní ve i s
a
ent re
serv^
não deixando sequer uma p o s s i b i l i d a ­
de de ex;pansão de outros segmentos da economia.
Além do li m i t e
o fluxo
solo,
de espaço e da inversão
de água doce prov en ien te
de áreas t er r e s t r e s
é,
depois
,
do
o segundo mais import ante obice para a produção a g r í c o l a .
"Aéò-ím,
a futura expansão
da produção
tnttmame.nte s u b o r d in a d a ã d i s p o n i b i l i d a d e
vels'\
dn. allmentoi,
de reservas
zòtá
não- renova
(106)
Muito embora a f a l t a
res
das p r i o r i d a d e s
l im i t a t iv os
de água doce e de espaço sejam fa to
para o abas tecimento de alime nto s,
os
recursos que
per mitirã o o desenvolvimen to a g r í c o l a e o aumento da produção
os não-renováveis, t a i s
como os combustíveis ou os m e tai s.
Se continuarem os a tua is
ma io r ia
de todas
ritmos
de expansão,
a
grande
dos mine ra is não renováveis pode se achar esgotada
da vi ra d a do s é c u l o .
são
Como a populaç ão ,
as reservas n a t u r a i s
sendo que para muitas reser vas
mundial
está crescendo exponencialmente
a taxa de consumo está crescendo até
mais rapidamente do que a po pulação.
número de pessoas
que estão
médio por pe sso a.
Por outro l a d o ,
não esti vessem esgota das ,
a taxa de consumo
antes
I sto demonstra que aumenta o
consumindo,
bem como cresce o consumo
os mi ne ra is cujas
grande parte deles
seria
reservas ainda
extremamente
d is pe n di os o.
0 homem somente deu conta da exaustão dos
rais
graças ãs ações
mentando os pr eç os .
ção nas relações
característica:
da OPEP,
E essas
limitando
ações
internacionais,
recursos
a exploração do õleo e au
da OPEP levaram a uma
com o aparecimento da
a in t e r d e p e n d ê n c ia nas
na tu
relações
m od if ic a
seguinte
entre Norte e S u l.
A pergunta que se faz é se e x i s t i r ã o reservas
suficien
tes para abaste cer a economia mundial e s a t i s f a z e r no f i n a l
do se
culo a 7 b i l h õ e s de pessoas? A resposta está no homem e no seu po
der c r i a t i v o .
Sim,
tudo depende do homem.
Outra quant ida de ex ponencialmente crescente no
mundial
é a poluição
do meio ambiente.
sistema
89
"Produzam aò águas uma multidão
os pássaros s o b r e a t e r r a ,
debaixo
c r io u os monstros marinhos
e toda a m ultidão
chem as águas,
sua e s p é c i e " .
segundo
firmamento
a sua e s p e c i e ,
v iv o s ,
dos
e
voam
céuS.
Veus
de seres
vivos que. en
e todas as aves
segundo
a
[107)
A preocupação
ção para as gerações
são os estudos
mas os poucos
do
de seres
do homem com o e^cossistema e sua
f ut ur a s ,
prese rva
deu-se muito recentemente.
Poucos
que existem sobre o grau de degradação do ambiente,
tipos
de poluição que
foram medidos
estão
crescendo
exponencia lmente e não se tem o li m i t e máximo desse crescimento
A pol uiç ão
tem íntimo
com a i n d u s t r i a l i z a ç ã o .
influenciados
gico,
relacionamento
Ass im,
com a população
o crescimento
da poluição
Os c i e n t i s t a s
dâ-se,
int eressados
também, e x p o n e n c i a l m e n t e .
no assunto temem que
sar os li mites
impostos pelo meio ambiente.
excesso
l im it e s
ções i n t r a n s p o n í v e i s
inc ap az
determ^
de ultrapas­
Ac reditam eles
que
fixad os p e l a n a t u r e z a podera c r i a r
e insuperáveis,
o
condd^
reduzindo o p l a n e t a em
algo
de ap oia r a v id a humana.
"Ninguém d is c u t e mais que nossos
da estão s o frend o
ataques
da I n d u s t r i a l i z a ç ã o ,
estilos
d iá rio ",
de vida
de Roma".
sistemas
sem precedentes
da u r b a n i z a ç ã o ,
alertava,
dos
diversos
poluentes,
de apoio ã
efeitos
em 7 976 ,
nossos
o 3Ç Inform e ao Clube
ig no râ nc ia que se
da ca pac id ade da te rr a
se ja ind iv id ua lm en t e
vl
combinados
da a g r i c u l t u r a e de
( 1 0 8 ) A d i f i c u l d a d e está na total
sobre o li m i t e máximo prec is o
os
são
avanço tecnolo
nadas âreas da "es pa çonave t e r r a ” podem e s t a r próximas
desses
e
como a ma ioria dos poluentes
pelo crescimento da população e pelo
.
ou
a
de
tem
absorver
combinação de to
dos .
Tais
to de um grupo
fatos
tem t ra zi d o posições
de c i e n t i s t a s
cimento ou manifestações
to ze ro .
in g le se s
radicais,
pedindo a sustação
de alguns líd er es
exortando o
"Â medida que nos avizinhamos
a m b ie n ta l,
cursos
do
os desastres l o c a i s
escala,
fracassos
acredita
desse I n s t a n t e l i m i t e
- fa t a is
In v e r s o es de
em massa das s a f r a s ,
necessário Impulso para a construção
do
que
de t o le r â n c ia
temperatura
escassez
- poderão também a r r e f e c e r o cres cimento I n d u s t r i a l
plclar 0
cre£
crescimen
Muito embora pareça improvável a redução v o l u n t á r i a
crescimento e um reordenamento p l a n e t á r i o , He il b r o n e r
em grande
como o manife£
paulatina
de
re
e pro_
de um sls
90
tzmoi óocZal
zcotÓg-lco e s o c la lm z n t z
0 problema ê que,
nefícios
das a t i v i d a d e s
geradoras
ga escala
dos p o l u e n t e s .
cessârios
a uma ação co r r e t iv a
co n vi dat iva
,(109)
assim como os recursos
dé poluição
do homem em tomar d ec is õ es capazes
pouco
v iã v zl".
naturais,
reduzem a
os be
vontade
de l im it a r o crescimento em lar
Agrava a i n d a ,
o fato de que os custos ne
são tão dispen dios os
a ap lic ação de medidas
que se
saneadoras
to rna
do meio ambien
te.
Tycho Brahe
tudioso do a s s u n t o ,
Fernandes Neto,
prega a n e c e s s i d a d e
disciplina
D i r e i t o Am bi en t a l,
prlncZploò
zdZtadoò
tZb r lo
nas r elaçõ es
o citado
auto r,
qual
o b je t iv a n d o
Contudo,
a manutenção
florestais,
dz normas
de, um p z r f z l t o
e
e.qul
Segundo
leis
com
uma
a agressão ambiental.
fica
com Jean
Lamarque o que de melhor se disse
"Â poluição
do ar não são I r r e m e d i á v e i s ;
a degradação
da
são instrumentos que se pode d is p o r v i s an do ,
sobre a degradação do meio ambiente:
poluição
"o conjunto
s e ja
a educação ambiental e a edição de
limitar
e£
da i n s t i t u c i o n a l i z a ç ã o
do homem com o melo a m b i e n t e " . (110.)
e f e t i v a sanção p e n a l ,
pelo menos,
magistrado c a t a r i n e n s e e
de s Z t l o s
n a t u r a is ,
o desaparecimento
das
águas
o barulho pode s e r
a redução
de espaços
de espécies animais
apresentam q u a lq u e r cará ter de fatalidade-
tudo
e
a
c on tid o;
verdes
ou ve g e ta is
ou
não
depende do homem".
( 11 1 )
6.2.
Em 1 9 5 2 ,
i s t o é,
cr ia d o r da expressão
t e r c e i r o mundo.
es ta do ,
A PUNIÇÃO DO SUL
em p le na
"gu er ra
" T e r c e i r o Mundo",
Ignorado,
ex plorad o,
fria",
escrevia:
desprezado,
também quer s e r alguma c o i s a " . (1 1 2 )
rep resentante de um país po tê nc ia
(França)
lumbrava que a r i q u e z a de algumas nações
A l f r e d Sauvy,
"P o is
enfim esse
como o
t e r c e ir o
Jã na década de 50
nas Nações
U n id a s ,
custava um preço
do alto para os países
do chamado Te rce ir o Mundo.
a l er t av a que os pa íses
terceiro-mundistas
o
o
vi^
demasia
E essa mesma voz
desejavam ser alguma coj^
sa.
Mas,
ci ta nd o Sto Tomãs D ' Aqu ino ,
"a r e a l id a d e
ex tr ap ol a
91
o conceito".
3 / 4 lo ca liza m - se
não têm 0
ve ja-se: "de. um t o t a l
Senão,
em paZses
que comer,
Mundo,
btlhõ&s
de.
pessoas
sendo que J
btlhão
afirm a o humanista UaurU.ce G u e r n le r ." (115J) Na
A sia são 500 milhõe s
140 milhões
do Terceiro
de 4 , 5
de pes soa s,
o Continente A f r i c a n o e nt ra
e a Amêrica-Latina p a r t i c i p a
com 90 milhões
de
h a b^
tantes que não dispõem de a cesso a ãgua p o t á v e l .
A América-Latin a,
minto e a n a l f a b e t o ,
Para e r r a d i c a r as
Ihões de cas as
de crianças
na A f r i c a ,
primeiro
ainda,
com
^
transformou-se num con ti n e nt e fa
onde A0% da população vivem de sub-emprego
fa ve l as
s e r i a p re cis o c o n s t r u i r mais de
ate o f i n a l
do s êc ul o.
com menos de 5 anos,
em cada mil c r i a n ç a s ,
ano de v i d a .
Na I n d i a
120 m^
Somente em 1 9 7 9 ,
12 milhões
morreram de i n a n i ç ã o .
Em Zâmbia,
260 morrem antes
e no seu v i z i n h o ,
de completar
o
o Pa q u i s tã o ,
a
proporção é de 140 por mil.
Muito
embora existam reservas
be de Roma ( H 4 )
c a l c u l a entre
terceiro-mundistas
50 a 60
sobre o número e xat o, o Clu
% da população dos
não se alimentam adequadamente.
De acordo com o r e l a t ó r i o da FAO,
guns -países
países
do Les te A s i á t i c o ,
Norte e em c er tas partes
no Sul
-.
em al
da A s i a ,
no O rie nt e Próximo,
na A f r i c a
do
da Amêrica-Latina quase não hâ p o s s i b i l ^
dade de expansão de áreas c u l t i v á v e i s .
Já o governo norte-americano encomendou um estudo ã Comi£
são Co ns ul ti va s obre D i s p o n i b i l i d a d e
1 967 ,
que 601
tridos,
"ao
da população
preço t e r r í v e l
Assim,
dos países
de Alimentos
em
do T e r c e ir o Mundo são desnu
do retardamento
como o espectro da fome,
do Te rce iro Mundo ê alarmante,
e con st a to u ,
fZslco
e m e n t a l " . (llS)
a situaç ão
pr inc ipalmente
demográfica
em áreas onde
não
e x i s t e nenhuma e x p e c t a t i v a de melhoria da q u a l i d a d e de vi d a da po
pulação.
0 Su des te da A s i a está crescendo a uma tax a tal que
população d u p l i c a r á num prazo de três
décadas, a Africa
sua
em 27 aaos
e a Amêrica-Latin a em 24.
J.L.
Sampedro,
s e l h e i r o Econômico
pr ofes sor da U ni v e r si d a d e
da Delegação da Espanha na ONU,
constante ac e ler ação do crescimento p o pul aci on al
a escasse z
de alimentos
co ntlnentes
agrava
c io n a l e. mais pronunciada'!
que a explosão
(116) H e il b r o n e r assegura que,
a
ainda mais
que causa a maior preocupação
menos avançados
Con
comenta que
e ameaça n e u t r a l i z a r os esforços
tos para e l i m i n a r a f o m e . " 0
exatamente nos
de Madri e
já
fei
e que
é
popula­
dentro de
92
o T e r c e i r o Mundo ''te.A.ã que, iuportaA, algo
1 sécu lo,
btlhõeò
e,m ton.no
c o n t in u a r a d u p l i c a r a cada quarto
(...),
de, 40
de. òe.culo” .
(117)
0 quadro que se expôs,
considera f u n d a m en ta is ,
visam,
principalmente,
permite
algumas indagações
que se
uma vez que as medidas que estão a propor ,
combater os e f e i t o s
enquanto
as causas per
manecem.
Pergunta-se:
ceiro Mundo a esse
des potências
que fatos
estado
paZ-òei rlco&
desde os séculos
nialistas
recursos
I í, ò o ò e r t a o r esu lta do
. .
XV e XVI
(118)
foi
explora
dado em 1 9 7 4 ,
mas
os pa íses
colo
f i ze r a m comércio
ção I n d u s t r i a l ,
dos países
do Sul
espanhóis
brancos
e assim por d i a n t e .
da Europa O r i e n t a l ,
art es a na t os
tação dos produtos
Enquanto os pa íses
atividade
l o c a i s p r é - i n d u s t r i a i s . Assim,
in t e r e s s e s
predominantes
e,
pobrei
aborta
,
0 re sult a do
com que
toda
a demanda de matérias
as empresas
do Te rce ir o Mundo.
que ocorre é a e x i s t ê n c i a
de paZieò
com a expoi;
a
aos
das potências m et ro p o li t an as .
log icamente,
em busca das reservas
fez
desa
c o l o n i a l pa ss a ss e a subordinar-se
Com o crescimento i n d u s t r i a l ,
mas aumentou,
industria­
o c i d e n t a is para os países p e r i f é r i c o s
econômica do país
cofres
do Terceiro Mundo,
em es cal a sem pr ec ed en te s ,
,
manufatura -
sufoca e deforma o desenvolvimento do Te rce ir o Mundo.
dessa exportação,
Ásia
continuaram a c o n t r i b u i r para os
as partes mais a c e s s í v e is
de
Com a Revolu
do H e m is f é r i o Norte exportavam seus produtos
pareciam os
e por
de carne humana com o fornecimento
que se i n d u s t r i a l i z a v a m .
inundando
0
da A mé ri ca -L a ti n a , a Holanda fez for
os pa íses p e r i f é r i c o s
A f r i c a e América
da comunidade E u r o p é ia .
a Grã-Bretanha p i l h o u a í n d i a ,
escravos aos p l a nt ad o r es
grupo
de
da Europa O ci de n t a l passaram a enr iq uec er ãs custaS'. dos
tuna na I n d o n é s i a ,
dos,
0 a l e rt a
de i u a
com a expansão marítima,
ouro e a prat a eram saqueados
li za do s
,
o re
"ie. iobre.vÁ,e.6òz um pzrZodo
de p a í s e s que não faziam parte
tugueses
cl a ss e
perante ã Comissão P o p u l a c i o n a l ,
declarou que
fome em algum paZò pobre,
ção peloi
de t e r c e i r a
gran
o an a lfa b et is mo e o desemprego?
Em março de 1 9 7 4 ,
soviético
que formam o Ter
de penú ria? E qual o i n t e r e s s e . das
em de ter o co n trole de países
onde po n t i f ic a m a fome,
p resentante
levaram os países
"d e
um p r o c e iio
a um pequeno grupo
das
pr^
grandes potências vão
Para Malcolm Cal dwell
de unZão
de paZòei
de um
o
grande
r l c o ò , nuiva re
93
lação sXmbZçt-í.ca de deòZgaatdade econÔm-íca g e r a t ,
qaeza
foZ fZòZeamente tfiani fehld a
p ela qaaZ a
dos pobres para os r Z c o s " . (119).
Ocor re,
entretanto,
que o Te rce ir o Mundo se deu
conta de^
sa t r a n s f e r ê n c i a
de r i q u e z a ,
que ocasionou um crescimento
desigual
de ricos
e p obr es,
func io na .
e a lid e r a n ç a
0 nascimento e a atuação
veram-se outros cen tr os poderosos
decisão na ordem p l a n e t á r i a .
to dos países
D aí ,
fundada em 1 9 7 3 ,
id e o l o g i a
J.
de
com relação ã t r a n s f e r ê n c i a
o s istema econômico mundial
de
aos Estados
e a rr a s a
com
o aparecimento em cena da Comissão T r i l a t e r a l ,
sob os au sp íc io s
tr o c ín io de r ep r e s e n t a n t e s
Estados Unidos,
com capacidades e prete ns õe s
as grandes p o t ê n c i a s , pr in cip al m ent e
coloca em c r i s e
o ca p it a l is m o .
da OPEP confirmam que desenvo]^
Não há duvida de que um endur ec ime n­
terceiro-mun distas
recursos n a t u r a i s
Unidos,
das grandes p o tê nc i a s j a não mais
dos maiores
Europa O ci de n t a l
da T r i l a t e r a l
de David R o c k e f e l l e r e com o pa
consórcios
e Japão.
0 conceito
e a in t e r d e p e n d ê n c ia .
Hinkelammert, a in te r d e p e n d ê n c ia
internacionais dos
de que
central
Na opin ião
da
de Franz
"não
fala a T r il a t e r a l
é a ZnterdependêncZa de qualquer sZstema eco nomZco ou s o c Z a l .
conceZto
e usado
gundo estes
de uma forma es p ecZ fZ ca,
autores,
determinada,
la t e r a l procura,
a qua l,
r e s u l t o u de uma mudança q u a lt t a t Z v a
t n ter d ep en d ên cta que r e g e qualqueA sistem a econômico" .
através
isso,
ricos
(120) A Tri^
de um novo conceito de in t e r d e p e n d ê n c i a ,
e países pobres
o interesse
de i n f l u ê n c i a ,
dos dois
rais,
vai
blocos
de poder em aumentar suas
as maiores
e bens
de consumo,
rí gi das
Por
áreas
h e m is fé ri o
reservas de recursos
nat u
para
produzidos por empresas transnacio-
n a i s que nel e se in s t a la m sem as limitações
leis
do
além do e x c e l e n t e mercado e x i s t e n t e no Te rc ei r o Mundo,
armamentos
entre
se acentuando cada vez m ais.
p r i n c i p a l m e n t e em direção a países
sul , onde estão estocadas
se
daquela
manter o mesmo sistema n e o - c o l o n ia l is t a onde a d e s ig u a l d a d e
países
0
de proteção ao meio ambiente,
de s i n d i c a t o s
de remessa de
livres,
lucros
e
de segurança no t r a b a l h o .
Joseph Comblin ao a n a l i s a r os e f e i t o s
para os pa íses
"0
do T e rc ei r o Mundo,
da " g u e r r a f r i a
adota o seguinte entendimento
"
:
que se ve claramente e que ela serv e essencialm ente ãs grandes
potências
para Im p e d ir que os Estados
fracos tenham uma
externa própria e aceitem se submeter ao programa traçado
t ê n c i a d o m in a n t e ".
(121')
polZtlca
pela po_
94
Destarte,
as
d if e re n ça s
con si d er áv ei s
entre
os pa í ses
Te rc ei r o Mundo e as grandes po tê nc ia s e a d e s ig u a l d a d e
ses ricos e pa íses pobres- são frutos
intervencionista
dos
para aumentar suas
dois
áreas
gran de s,
da p o l í t i c a
paí
expansionista
e
que se utilizara da "guerra fria"
de i n f l u ê n c i a p o l í t i c a e econômica.
6.3.
A PROJEÇÃO MUNDIAL
A s a b e d o r i a está com os a n t i g o s ,
sagrados.
entre
do
p r o f e t i z a v a m os
Epoca em que a educação era t ra n s m it id a p e l a
vês do conhecimento dos p a i s ,
quase sempre acompanhados
adquiridos
de valores
l i vr os
família atra
dos seus antepassados
tradicionais
e
e r e l i g i o s o s . To
do o aprendizado era em função do passado e a c u l t u r a m i l e n a r .
Surge a máquina e com e la nasce uma nova e s p é c i e humana,
de um outro tempo e com novos v a l o r e s .
a esco la s u b s t i t u i
a fa mí lia
ex ig e um novo s e n t i d o
Novas
sempre mais,
que
Estamos na
força uma revolução de valores
são i n t r o d u z i d a s ,
as máquinas requerem mais,
braços que acionem seus mecanismos.
mundo não e mais aque le
de s e ja d o.
confinamento no t r a b a l h o ,
Ruídos
máquinas,
A vi d a mudou,
repetitivos,
piores
c i p l i n a c o l e t i v a em ambientes populosos
condições
...
o
fumaça,
o
de v i d a ,
di£
São estes
agora os de
Os tempos são outros e a humanidade pa ssa hoje por
grandes tra ns for maç õe s,
da de scontinuidade
s i to r i e d ad e
das d es ig ual da des
Toynbee,
e
do tempo.
t é c n ic a s
s a f i o s humanos.
idade mecâ nica,
de T o f f l e r ,
da 1 i m i t a b i l i d a d e
de Peter Drucker ã tran
de Myrdal ã resposta
do Clube de Roma ao d e s a f i o
de
de
Sc hr e^
ber.
Viu-se,
an te ri o rm en t e,
horizonte terminal
tendências
do pl a ne t a
o a l e r t a do Clube de Roma sobre
em 100 anos,
o
a continuarem as atuais
de cr esc im en to.
Clama-se por uma nova ordem mundial,
ração de todos pobres
s ub d e se nv ol vi d os ,
e ricos,
pequenos e g ra n d e s,
Os a n a l i s t a s
coope
desenvolvidose
pois esgotaram-se as p o s s i b i l i d a d e s
na c io n ai s para os problemas
de que se lhe
implora-se a
de soluções
da humanidade.
afiraiam que o futuro é c o n s t r u í v e l ,
dedique aten ção.
Dizem,
também,
mas de^
não ser o futuro
de
95
todo a l e a t ó r i o ,
desde que o considere como um conjunto
lidades implícitas
tado de P . D .
"0
na v i d a .
Brigman,
Uma década
futuro
Karl Deutsch.
atras
é um p r o g r a m a ",
tav a na sua p r o p r i a capacidade
d e s ig u a ld a d e s
outros homens e x is t em e ,
de r e ^
e que a s o b r e v i v ê n c i a humana
de transformá-lo.
Mas o
0 mundo,
e^
homem
já
como o homem,
informam que o mundo não ê um so e
também,
estão no mundo.
que
Os problemas
cioriais guardam dependência das soluções p l a n e t á r i a s .
organizar-se
ter ano
;(12.2)
não estã mais n a q u el e mundo da década de 70.
As
d iz
dizia -se que o mundo era inc a p a z
ponder às n e c e s s i d a d e s do homem,
é outro .
de probabi^
É
na
preciso
para tra nsfor mar os 5 Mundos num sõ e ajustá-lo
conveni ências
de cada homem,
cada grupo
de homem,
ãs
até chegar ã hu
manidade i n t e i r a .
0 Frofziior M c td tò
Abreu (1 2 3 ) coloca que p a ra operar
ajustamento
do mundo ãs con veniências humanas
co d if ic a ç ão
de fa to s
o professor,
com uma determinada carga de f u t u r o .
como " f a t o s portadores
de a "m u nd i a li za çã o
das
das pelo avanço c i e n t í f i c o
física
instituições,
dades",
onde 7 5% das
(v id e quadro)
rendas
de^
e da prop ri a v i d a in d iv id ua l" ,
obt^
até
f i l h a in gra ta do p r o g r e s s o ,
tec no ló gi ca s em contra ste
desde " h i a t o
gerando recusas
de^
A l in h a
e t e c no lo gic o do conhecimento
e x ig ê n c ia s
peramento da humanidade;
a
comunicações e das informações
ou s i m b ó l i c a " ,
c i d a em função das
de f u t u r o " ,
da v id a na ci on al
consequência da explosão
"violência
é fundamental
o
até
ainda pertencem a 151
ãs
nas­
com o tem
entre o equipamento
e c on tes taç õe s,
a
e
as
desigual­
da população
mun
dial.
E,
se
for o c a so ,
esses
fatos podem ser desdobrados
em
amplo esp ec tro ,
pr in ci pa lm en te nos p aís es
terceir o- mun di sta s,
que
são os que mais
sentem essa carga de futuro provocada por um
si£
tema global
injusto,
sob o controle de um numero re du z id o
çõe s -p ot ê n ci a , a quem cabe a t u t e l a
notadamente,
pobres
no alargamento do hi a to
do T e r c e i r o Mundo,
b r i o mundial
de poder.
do mundo.
A injustiça
entre as nações
com a c r i s e
do petróleo
na
está
ri c as
que d e s c e n t r a l i z o u ainda mais
Mas,
de
e
,
as
o equilí
e a nova
po^
tu ra dos membros da O P E P , que elegeram o óleo como instrumento de
bar ganha,
final
e,
ainda,
do átomo,
existem novos
com a p r o l i f e r a ç ã o ho ri zo nt al
o sistema b ip o la r
atores
dis postos
da
tecnologia
está se aproximando do fim, pois
a ser ouvidos nas
decisões
no p i a
96
-í:
oo
CTi
rH
O
O
O
<D
inj
f t
(/)
o
J-l
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Pí .
1
D
<u
10
(D
■H
o
<u
c
£
97
no mundi al.
6.4.
ses
0 PODER DE DECISAO DO BRASIL
___________ 0 B r as i 1 pre p a r a- s e p ara e n t ra r no r o 1 _dos .. P ai
Primeiro Mundo. 0 Chanceler S a r a i v a G u e r r e i r o , afirmou re
do
"centemente
em Buenos A ir es ’"que. o B r a s i l
os paZses
de.se.nvolvld.os,
ro Mundo,
embora possua aspectos
todas
as c a r a c t e r í s t i c a s
do mundo.
sem contudo,
pois alguns
em termos macro o B r a s i l
preencher
em um outro g rupo"
componentes
cuja economia está entre
de concretamente d e s e n v o l v i d a ,
no s o c ia l
de ambos,
que o pudessem s i t u a r
de s e n v o lv id o,
De f a t o ,
e.ntre
mas -tampouco pe.rte.nce. ao chamado Te.rce.l-
X124) Eufemismo do M in i s t r o ? Não,
no como país
não se. p o s i c i o n a
colocam-
as 10 maiores
jã s e r i a uma s o c i e d a ­
uma p o tê nc ia a f l u e n t e ,
detêm algumas âreas de piores n í v e i s
mas no
de s aú de ,
pia
de educa
ção e bem-estar do mundo. 0 ex-Ministro da Educação e C u l t u r a ,
fe s so r Eduardo P o r t e l l a ,
dizia
uma cisão en t re o B r a s i l
econômico e o B r a s i l
guns c á lc u lo s ,
77, 51
tro lado,
ate o ano 2 . 0 0 0 ,
para que o B r a s i l
País
Segundo
al
a eco
7% ao ano
para
adequada.
Por ou
possa atender as n e c e s s i d a d e s mínimas
n u t r iç ã o ,
o governo b r a s i l e i r o
no
de p e s so as ,
deverá c r e sc e r
des sa população tenham uma alimentação
de a s s i s t ê n c i a médic a,
básico,
social.
com uma população de 200 milhões
nomia b r a s i l e i r a ,
que
frequentemente que e x i s t e
Pro
educação,
ha bi t aç ã o e saneamento
terâ que i n v e s t i r ,
por ano,
5% do PNB,
de 1981 a 2 . 0 0 0 .
Observa-se,
e n t re ta nt o ,
para que diminua o hiato
te entre o B r a s i l econômico e o B r a s i l
social,
economia não é fa tor fundamental,
a questão
p o l í t i c a das
lid e r a nç a s
pois
o crescimento
estâ na
o PIB expandiu-se
à Argentina,
sendo que nestas
tes transformações:
cujos
a
datas se observam as
e a renda per ca pi ta em 1 3 3 % ,
Re
proposito
dados recobrem o
a população cresceu em 44 milhões
265^
vontade
da P r e s id ê n c i a da
p ú b l i c a p u b l i c o u o Pequeno Documentário E s t a t í s t i c o ,
do de 1963 a 1 9 7 9 ,
da
brasileiras.
A S e c r e t a r i a de Comunicação S o c ia l
da viagem P r e s i d e n c i a l
e x is t e n
perío
seguin
de pessoas;
o transporte
98
aéreo cr esceu enj 3 0 9 | ;
nes em 396% o í n d i c e
ra 761 era 1 9 7 9 ;
o rod oviário
em 7 4 3 $ ;
o numero de
de es co la ri z aç ã o passou de 5 5 1 ,
as matrículas
telefo
em 1 9 6 3 ,
do 2? grau expandiram-se em
pa
5801
;
a PEA cresceu em 8 5 , 4 1 .
Mesmo em 1 9 8 0 ,
nômica b r a s i l e i r a ,
um ano marcado por c r i s e s
o Produto
na p o l í t i c a eco
Interno Bruto al c an ç ou a marca
de
8,5%.
0 ing re s s o
va encontrada para
do B r a s i l na era do átomo,
substituir
além da a l t e r n a t i ­
a en er gi a h i d r e l é t r i c a ,
mantendo-se. o atua l crescimento por ano da demanda
tencial hídrico brasileiro
ra-se,
também,
uma vez que
(101),
estará esgotado no ano 2 . 0 0 0 ,
como um grande passo dado em direção
ò
p£
configu-
ao poder
de
decisã o a n í v el mundial.
Na equação do poder,
imp r es ci n dí ve is
nal,
s e ja pe la
o Brasil
i n g r e s s a com
componentes
para uma es calada de decisão na ordem i n t e r n a c i o ­
sua extensão
(massa c r í t i c a ) ,
ou s e j a ,
territorial
e crescimento
demográfico
pela sua capacidade econômica e
cçnc e ^
ção e s t r a t é g i c a .
Mas já no i n í c i o
do seu desenvolvimento,
nal da década i r i a
dos anos
70,
o Brasil
uma posição de g ra nd ez a ,
já entrando nos
anos 80,
a
apesar dos
f^
c o n s c iê n c ia
do quadro i n t e r n a c i o n a l
os números mostram que o País
decorrer da última década r e a l i z a um desenvolvimento
te dinâmico,
através
sendo que no
ao encontro a duas r e a l i d a d e s :
de p otência emergente e as repercussões
Agor a,
aspirava,
.
no
eminentemen
eventos mundiais que pr e ju d i c ar a m
um
me^
no
mo
lhor desempenho da Nação B r a s i l e i r a .
0 Brasil,
mento,
como o resto do mundo,
com problemas
numa cr is e
cíclica,
econômicos e f i n a n c e i r o s ,
que,
por se
estar
serão superados com o decorrer do tempo.
País está procurando ajustar-se
circunstâncias,
está convivendo,
rápida
tanto quanto p o s s í v e l ,
i s s o ju lg ue n e c e s s á r i a s .
De outra
e int egralmente ãs
de desenvolvimento que o País a t i n g i u ,
novas
adotando medidas que
forma,
0
para
não se pode negar o grau
colocando-se entre as
6
p resenças marcantes no planeta pela ordem de e s ca la do Pr o f.
Cl^
ne.
Os a n a l i s t a s colocam a sociedade b r a s i l e i r a ,
do século X X I ,
com uma situação
nos anos s e s s e n t a .
no
eq uiv al ent e ã dos Estados
E o B r a s i l deve preparar-se,
a partir
limiar
Unidos
de agora.
99
para um desempenho mundial
tica,
Alemanha O c i d e n t a l ,
ao lado de Estados
França e Ch ina.
U n id o s,
União Soviê
Essa preparação
devera
estar c o n su b s ta n ci a d a numa proposta endereçada para o f u t u r o ,
diante a decomposição
são b r a s i l e i r a
de alguns
dentro do sistema p l a n e t ã r i o
0 Estado B r a s i l e i r o
ereta,
fundamentais
não ê q u e s t i o n á v e l ,
pode-se c o n s i d e r a r como socied ade con
quecê-la,
A condição b r a s i l e i r a
contudo,
tornâ-la mais
levâ-la,
através
d u z i r o fosso
um melhor padrão
que o
de p o tê nc i a
tornem
emergente
pode-se melhorar essa condi çã o,
qualitativa.
0 desenvolvimento
de uma melhor d i s t r i b u i ç ã o
existente
a ascen
(v id e q u a d r o ) .
muito embora n e c e s s i t e de outros in d ic a d o r e s
uma soci edade melhor.
vai
i n g r e d ie n t e s
me
entre ricos
e po bre s.
de vi d a para a sua população
da
enr^
Nação
da r i q u e z a ,
a
re
Uma economia f o r t e ,
e uma p o l í t i c a
ex
terna que abandone aquela l i n h a cord ata e a l i n h a d a ,
tornando-
ag r es s iv a ,
ampliará abrm
re sp o n s á v e l,
pragmática e u n i v e r s a l i s t a ,
gentemente o poder do B ra s il
Não há como d e i x a r
a comunidade
internacional
de ocupar a posição que cabe ao B r a s i l
as potênci as mun diais
d ir e i t o
perante
se
■
.
entre
e exercer o poder que emerge e que lhe
dá
de a s p i r a r .
Destarte,
a diploma cia b r a s i l e i r a não pode abandonar
seu caráter a g r e s s i v o e u n i v e r s a l i s t a ,
Brasil possa ven ce r os obstáculos
pressentem como um dos futuros
que i s s o ,
in d is p e n s á v e l
que são cr iad os
líderes
a p o l í t i c a exter na b r a s i l e i r a
para
que o
pelos que já
do bloco o c i d e n t a l .
o
o
Mais do
tem que se a p re s s ar no en
tendimento e na posição a adotar face aos i n c i d e n t e s
políticos
in
t e r n a c i o n a i s , que o mundo está a conhecer.
0 Brasil
deve se c o n s c i e n t i z a r
população de mais de 100 milhões
de 8 , 5 milhões
t egicamente,
de quilômetros
ãs vez es,
quadrados
No enfoque
são co n t in e n t a l
uma
ocupando uma área
são condições
estra­
favoráveis
Uma grande população
mas no caso b r a s i l e i r o
,
ir á depen
do desempenho do governo no campo econômico- so
"recu rso s
do B r a s i l
p o t e n c i a l i d a d e s mine ra is
ma oceâni ca.
Com
e bem p o s i c i o n a d o ,
a grande p o t ê n c i a .
pode ser uma t r a g é d i a ,
der da capacid ade
ciai.
de h a b i t a n t e s ,
na g e o p o l í t i c a p l a n e t á r i a ,
para nações a s p i r a n t e s
do seu d e s t i n o .
Ao contrário
naturais"
não há dúvida de que a dimen
e sua posição marítima,
incalculáveis,
colocou-o
no i n t e r i o r
da Europa O c i d e n t a l ,
com
e na p l a t a f o r
que além de um
su
*
porte geográfico muito menor,
seus recursos mi nerais
já estão
in
100
DADOS PARA UMA MENSAGEM BRASILEIRA •
Subsistema
Bio-sociol ■
POPULAÇÃO
Dignidade Humana
. \
SISTEMA
GLOBAL
▼
Subsistema cultural
CONHECIMENTO
Valores
101
tensamente e x p l o r a d o s ,
a ponto de estar perto
o seu h o r i z o n t e
ter
que o poder
que se a s p i r a
não
com c ol on ia lis m o
ou dominação,
pelo
minai.
Re ss al t e- s e,
entretanto,
se confunde ne ce s s a r ia m e n te ,
c on trá ri o,
deve o B r a s i l
ção f i l a n t r ó p i c a
ina ug ura r uma nova d ou tri na
e protetora,
dores do sistema g l o b a l .
fazendo
cora
conota
dele um dos países
reordena
102
CONCLUSÃO
0 direcionamento que tomou essa monografia se afastou
n i f i c a t i v a m e n t e da abordagem que se p r et en di a dar,
ao text o.
Contudo,
fr is a -s e que
a analise
dos
si£
inicialmente
fatos não sofreu qua]^
quer alteração de ca ráter quer metodologico quer c i e n t í f i c o ,
apenas
estendeu-se mais o enfoque da presença b r a s i l e i r a no sistema
b al,
ao contr ari o
mundista.
da i d e i a p r e l i m i n a r ,
De outro la d o ,
quadro das relações
predominantemente terceiro-
procedeu-se um grande
de contemplar aspectos
esforço
relativos
ao atual
internacionais.
Preocupou-se,
as peças são trocadas
dos,
glo
cumpre-se a l e r t a r que por ser um traba lh o
sobre assunto em con stante mutação,
para que não se d e i x a s s e
também,
em demonstrar que no jogo do p oder,
visan do sobretudo a su p e rv iv e nc i a dos
mediante um e q u i l í b r i o
de forças onde não se e x c l u i
de tropas na ocupação de "espaços v i t a i s "
para uma lid e ra n ç a mun di al .
de i n t e r e s s e
Isto quer d i z e r que,
Esta
o emprego
e s t r a t é g ic o
muito
embora
Estados Unidos mantenham uma p o l í t i c a vis-à-vis com a União
tica,
no campo i d e o l ó g i c o
sões v erbais
e ameaças
e dip lom áti co,
guerra f r i a
de novos atores
os
Sovie
ma nifes tada mais por agre£
do que por um confronto m i l i t a r ,
b i p ol ar ainda permanece como forma atual
te do aparecimento
,
de poder,
o
sistema
independentemen
no cenário i n t e r n a c i o n a l ,
como e s t r a t é g i a para um e q u i l í b r i o
de forças
e
entre
a
as
duas p o tê nc ia s .
Com a consagração da p o l í t i c a
cia",
a guerra
f r i a que hav ia se limitado aos pa ís es
e l e g i a agora como teatro
mundo,
denominada "áreas
de operações,
países
fora do eixo europeu deu-se,
Europa
0 recrudescimen
principalmente,
■a' explosão da bomba atômica que s.e tornou fator i n i b i d o r
i n í c i o de um c o n f l i t o
dos e União S o v i é t i c a ,
o confronto
foi
o
di r et o e uma guerra formal entre Estados
Un^
face ao espectro da destruição t o t a l .
substituído
pelo
para um e q u i l í b r i o
Ocorre,
com
para
crescimento do número de
dentro da es fe ra de i n f l u ê n c i a de cada po tê nc ia ,
c ei r o Mundo,
,
fora do eixo do velho
ati ng ind o até o longínquo sudeste a s i á t i c o .
to da guerra f r i a
da
de influên
e n t re ta nt o ,
lutando contra o colo nia l is mo
sobretudo
Assim,
países
do
Ter
de poder na g eo p o lí ti c a p l a n e t á r i a .
que o Te rce ir o Mundo despertou e está
iniciado
após a Segunda Grande Guerra,
103
buscando no conhecimento f i n a l
fesa para as suas
causas
nacionalistas.
sentindo que não hâ for ça ,
conter esse d es pe r ta r
inclusive,
principal
das t ec nol ogi as um mecanismo de de
seja
s o v i é t i c a ou americana,
dos pa ís e s te rce iro- mundistas,
na queda de p r e s t í g i o
resposta
desses países
na p r ol i f er aç ã o h o r i z o n t a l
Consta,
pe la
porém,
ranças dos dois b l o c o s ,
lítica planetária,
nerais".
Aj:lântico Sul ,
tida
es t r a t é g ic a s
de e q u i l í b r i o
jogo de e q u i l í b r i o
o A t l â n t i c o Sul
é citado,
se l o c a l i z a
de
de p oder.
de fo r ç a s,
pela s
"o golfo p é r s ic o
desponta como a p r i n c i p a l
lid£
geopo
dos
mi^
ârea e s t r a t é g i c a
uma vez que o t e r r i t õ r i o b r a s i l e i r o
se aproxima da A f r i c a ,
,
A
como forma
como parti cul arm en te importante na
pois ne le
E o Brasil
refletindo
nações em reagir contra ameaças que
que no atual
sua função e s t r a t é g i c a ,
que possa
contra o c ol o ni a lis mo moderno estâ
de armas atômicas,
em âreas
estão
das duas grandes p o t ê n c i a s .
aumentar a cap aci da de in t e r n a dessas
visam transformâ-las
As grandes potências
é o que
do
mais
projetando-se para o c on tin ent e eur asi ât i-
co.
• .
Dada a po sição
ca da A fr ic a
estratégica
e a sua atual
tre as 10 maiores
economias
que ocupa na ve rte n te A t l â n t i
es ca la d a de grandeza,
do mundo,
o Br a s il
mo sociedade conc re ta na ordem i n t e r n a c i o n a l ,
colocando-o
estâ se impondo co
que,
através
diplomacia r e a l i s t a poderá levâ-lo à condição de um dos
interlocutores,
no plano mu nd ia l,
ordem i n t e r n a c i o n a l .
en
de uma
principais
de uma p o l í t i c a para uma
nova
104
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