A REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR PELOS
POLICIAIS MILITARES DO MUNICÍPIO DE PAU DOS FERROS - RN
RESUMO
ALVES, Thiago Enggle de Araújo1
ARAÚJO, Dayane Pessoa de2
CÂMARA, Antônio Edgar Torres3
GUZEN, Fausto Pierdoná4
CAVALCANTI, José Rodolfo Lopes de Paiva5
(INTRODUÇÃO) A Polícia Militar tem o papel primordial de preservar a ordem pública.
nesse sentido, inúmeras são as situações que implicam a perturbação dessa ordem, sendo uma
delas as ocorrências que envolvem urgências clínicas e/ou traumáticas no ambiente extrahospitalar. Aliado a isso, a carência dos serviços de resgate no município de Pau dos Ferros RN impulsiona ainda mais a responsabilidade da Polícia Militar na prestação dos primeiros
socorros. Diante disso, o trabalho visa discutir a realização do atendimento pré-hospitalar por
parte dos Policiais do 7º BPM, Pau dos Ferros-RN apontando os avanços, os limites e/ou as
perspectivas para uma melhor efetivação. (METODOLOGIA) Trata-se de um estudo
transversal, descritivo e de abordagem quantitativa. O local escolhido foi o 7º Batalhão de
Polícia Militar, Pau dos Ferros – RN. A amostra correspondeu doze policiais, escolhidos
aleatoriamente, que atuam no serviço ostensivo das ruas. Todo o transcurso da pesquisa se
deu sob a égide do que preconiza resolução a 196/96 do Conselho Nacional de Saúde –
Ministério da Saúde, sendo, inclusive, a realização da pesquisa apreciada e autorizada pelo
Comitê de Ética em Pesquisa – CEP da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN, sob o protocolo Nº 026/2009 e CAAE Nº 0004.0.428.000-09. Os dados foram
coletados por meio de um questionário (5 itens) e um teste (6 questões de múltipla escolha) e
confrontados com o referencial teórico. (RESULTADOS) No geral, percebeu-se que o
percentual de acertos superou e muito o de erros no que se refere ao conhecimento desses
policiais sobre primeiros socorros e, estatisticamente, pode-se afirmar que o número de
acertos é considerado satisfatório, já que se aproxima dos 82%. Todavia, 66,66 % dos
Militares não se dizem preparados/qualificados para desempenharem tal atendimento,
principalmente pela carência de equipamentos e em segundo lugar pela limitação dos
conhecimentos nessa área. (CONCLUSÕES) Portanto, a infraestrutura constitui o problema
maior na realização dos primeiros socorros pelos policiais, superando inclusive a carência de
conhecimentos, o que contrariou as hipóteses iniciais que impulsionaram a realização desta
pesquisa. Dessa feita, planificação de parcerias entre as mais diversas esferas do governo
estadual e municipal, no intuito de aumentar o aporte de infra-estrutura e capacitação
profissional, parece ser uma saída adequada.
Palavras-chave: Polícia, Primeiros Socorros, Conhecimento.
1
Enfermeiro, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Docente da
Faculdade de Enfermagem Nova Esperança – FACENE/RN. [email protected]
2
Enfermeira, Especialista em Clínica Médica e Mestranda em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará
– UFC.
3
Enfermeiro Plantonista do Hospital da Polícia Militar do Rio Grande do Norte – RN.
4
Farmacêutico, Doutorando em Psicobiologia pela UFRN, Docente da Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte – UERN.
5
Enfermeiro, Especialista em Urgência e Emergência, Mestrando em Psicobiologia pela UFRN, Docente da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte- UERN e da FACENE/RN.
INTRODUÇÃO
O organismo humano é muito complexo, uma vez que é composto por uma série de
sistemas que, atuando em conjunto, são capazes de manter constantes as condições do meio
interno, através de inúmeros sistemas de controle/regulação, que diuturnamente atuam para
manter a estabilidade das funções vitais do indivíduo (GUYTON, 2002).
O grande problema reside no fato de que instalada alguma alteração de ordem clínica
e/ou traumática em qualquer um desses elementos podem ocorrer complicações para o
perfeito funcionamento do referido organismo. E o fato de todos os seguimentos estarem
interligados, uma complicação e/ou alteração podem desencadear consequências simultâneas
nos demais sistemas. É interessante mencionar que, existindo alguma alteração e/ou qualquer
anormalidade nesse organismo, tende-se a restabelecer o seu estado de homeostasia, que é a
tendência natural dos organismos à estabilidade do seu meio interno, ou seja, de se manterem
dentro do normal as suas funções vitais.
E em se tratando de alterações orgânicas que tragam complicações à manutenção da
estabilidade destas funções vitais, ou seja, uma situação que se configura como um caso de
urgência ou emergência, é de suma importância que se tenha um atendimento de saúde eficaz,
efetivo e eficiente para que se promova a reversão do quadro o quanto antes, sendo o avançar
das horas um elemento extremamente preocupante.
Em casos que se configurem como uma situação de Urgência e/ou emergência, a
atitude mais coerente seria conduzir o indivíduo à unidade hospitalar mais próxima, uma vez
que lá ele receberá um atendimento de saúde adequado, contando com todo o aparato
tecnológico e profissional que o hospital possa oferecer. Todavia, é de suma importância o
atendimento prestado em ambiente pré-hospitalar, que pode contribuir decisivamente para a
sobrevida da vítima.
Percebe-se que o Atendimento Pré-Hospitalar – APH consiste em um dispositivo
imprescindível no tocante a manter a vida do indivíduo até que este receba os cuidados
avançados, assim como evitar um agravamento do estado geral do seu quadro. Vale destacar
que um desempenho inadequado dessas estratégias de socorro primário pode ocasionar uma
série de sequelas e, na pior das hipóteses, a antecipação do óbito.
Com isso, é necessário que se tenha uma equipe de profissionais de saúde preparada
para atuar nesse tipo de situação e, na perspectiva de atender a esta demanda, o Ministério da
Saúde publicou a Portaria 1.864 de 29 de Setembro de 2003, a qual institui o componente préhospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências (BRASIL, 2006).
Contudo, A realidade do município de Pau dos Ferros – RN se encontra bem diferente
do preconizado por essa portaria. A cidade hoje não dispõe de um componente de APH,
estando o socorro às vítimas a cargo da sociedade civil, que, na maioria das vezes, apenas
realiza o transporte (quase sempre inadequado) até a unidade hospitalar local.
As vivências das aulas práticas em ambiente hospitalar possibilitaram a constatação de
um grupo específico de cidadãos que, muitas vezes, estão envolvidos neste socorro às vítimas,
certamente por constitucionalmente serem responsáveis pela manutenção da ordem pública:
São os policiais militares do 7º Batalhão de Polícia Militar – 7º BPM do Município de Pau
dos Ferros – RN.
Para tanto, é necessário que os policiais militares possuam conhecimentos básicos a
respeito de primeiros-socorros, para que dessa forma possam desempenhar bem esse
atendimento, rompendo com a ideia de apenas conduzir a vítima ao serviço de saúde,
realizando algumas manobras que contribuem consideravelmente para a sobrevida da pessoa.
Diante do exposto, surge o seguinte questionamento: até que ponto os policiais
militares do 7º BPM estão preparados para efetivarem um atendimento pré-hospitalar básico
(Suporte Básico de Vida) no cotidiano de trabalho, para que possam dar conta das
necessidades de atendimento pré-hospitalar do município de Pau dos Ferros – RN?
OBJETIVOS
Para responder a tal indagação, a pesquisa objetivou de um modo geral discutir a
realização do atendimento pré-hospitalar por parte dos Policiais do 7º BPM, Pau dos FerrosRN, apontando os avanços, os limites e/ou as perspectivas para uma melhor efetivação. Como
objetivos específicos pretenderam-se: levantar as bases legais que envolvem o trabalho de
socorro às vítimas em ambiente extra-hospitalar, em articulação com as atribuições
constitucionais relativas ao trabalho da Polícia Militar; descrever as principais condutas préhospitalares básicas, com base nos principais protocolos vigentes; identificar, no espaço do 7º
BPM, aspectos relacionados ao atendimento pré-hospitalar (conhecimentos/vivências por
parte dos Policiais sobre a importância, as condutas e os riscos envolvidos).
METODOLOGIA
Trata-se, pois, de um estudo transversal, descritivo e de abordagem quantitativa.
Quanto ao aspecto descritivo, vale salientar que esse tipo de estudo permite ao investigador
buscar o aprofundamento e a abrangência da compreensão de fatos ou fenômenos de
determinada realidade (TURATO, 2003). Com relação à abordagem quantitativa, adotou-se
esta por se constituir enquanto um método sistemático, objetivo e rigoroso para gerar e refinar
o conhecimento, além disso as referências estatísticas são cruciais, neste caso, para o
entendimento do problema (SOUSA et.al. 2007).
O local escolhido como campo foi o 7º BPM do Rio Grande do Norte, Pau dos Ferros
– RN, por se tratar da corporação responsável pelo policiamento do município. A população
escolhida consistiu dos policiais, Praças6 e/ou Oficiais7, lotados no referido Batalhão. A
amostra envolveu aqueles que atuam no serviço encarregado do policiamento ostensivo das
ruas e estipulou-se o “N” da pesquisa em 12 participantes, escolhidos aleatoriamente,
sensibilizados acerca da realidade condizente com o critério de inclusão na amostra e, acima
de tudo, que concordaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido –
TCLE, (apêndice - A). Vale destacar que todo o transcurso da pesquisa se deu sob a égide do
que preconiza a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde – Ministério da Saúde
sendo, inclusive, a realização da pesquisa apreciada e autorizada Comitê de Ética em Pesquisa
– CEP da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN sob o protocolo Nº
026/2009 e CAAE Nº 0004.0.428.000-09.
Os dados foram coletados por meio de duas estratégias de observação direta extensiva
(MARCONI e LAKATOS, 2009). A primeira correspondeu à aplicação de um questionário (5
itens) para identificar aspectos relacionados com as vivências e as limitações de ordem geral,
(apêndice - B). A segunda consistiu em aplicar um teste (6 questões de múltipla escolha) com
situações que envolviam um atendimento básico de primeiros socorros, na perspectiva de
compreender o padrão de conhecimento dos sujeitos da pesquisa, (apêndice - C). Esses dados
foram analisados por meio de uma aproximação entre o referencial teórico construído que
aborda as situações de primeiros socorros mais comuns e os elementos advindos da prática
(via questionário e teste) com o intento de identificar consonâncias e/ou dissonâncias, para
que se pudesse avançar na construção de conhecimentos/intervenções que viabilizem a
transformação da realidade.
REVISÃO DA LITERATURA
O
ATENDIMENTO
PRÉ-HOSPITALAR
–
APH
BÁSICO
ENQUANTO
FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA A MANUTENÇÃO DA VIDA
6
Praças: Soldado, Cabo, 1º, 2º e 3º Sargento, Subtenente, Aluno Oficial e Aspirante-a-Oficial PM. (RIO
GRANDE DO NORTE, 1976).
7
Oficiais: 1º e 2º Tenente, Capitão, Major, Tenente-Coronel e Coronel PM. (RIO GRANDE DO NORTE, 1976).
Emergência (do latim – emergentia) corresponde a qualquer ocorrência a qual envolva
perigo, situação crítica ou alguma necessidade de ordem imediata. Já o termo Urgência (do
latim – urgentia) seria toda situação em que se necessite de pressa ou rapidez (DALCIN &
CAVAZZOLA, 2005).
De fato, as emergências parecem ser mais graves, mas independentemente das
semelhanças e diferenças conceituais entre os termos, é importante lembrar que em ambos os
casos há comprometimentos das funções vitais dos indivíduos e isso implica a necessidade de
intervenção imediata, seja para a manutenção da vida, seja para a diminuição do risco de
sequelas.
A Política Nacional de Atendimento às Urgências afirma que: “A Atenção às
Urgências deve fluir em todos os níveis do SUS, organizando a assistência desde as Unidades
Básicas, Equipes de Saúde da Família até os cuidados pós-hospitalares na convalescença,
recuperação e reabilitação” (BRASIL, 2006).
Segundo o Ministério da Saúde (2001), os casos de urgência e emergência constituem
as maiores causas de morte entre a população na faixa etária de 15 a 49 anos, bem como
compõem grande parte das causas de incapacidades físicas permanentes ou temporárias na
população. Nesse contexto, o Atendimento Pré-Hospitalar – APH poderia, então, ser cogitado
enquanto um mecanismo para atenuar e, na melhor das hipóteses, sanar esses quadros.
Dessa feita, percebe-se o quanto o APH pode influenciar beneficamente em um caso
de urgência e/ou emergência, mas claro, desde que esse atendimento seja prestado de forma
adequada para o caso em questão. Visto que, da mesma forma que pode ser útil, tal
atendimento também pode trazer sequelas para esse indivíduo para o resto da vida, claro,
quando o mesmo for feito de forma incorreta, já a demora no atendimento ou sua realização
inadequada podem levar à piora da condição inicial, deficiência física ou até mesmo à morte
(DALCIN e CAVAZZOLA, 2005).
Vale salientar que o simples ato de comunicar a ocorrência de algum agravo à saúde
de alguém às autoridades competentes já se constitui enquanto prestação de socorro,
garantindo a sua inimputabilidade perante a Lei e a consciência de ter feito um bom trabalho.
Pensando-se em um atendimento pré-hospitalar que possa dar conta dessas
peculiaridades, e acima de tudo considerando que é grande e crescente o número de situações
que demandam por uma assistência desse nível, é que se implantou um sistema de
atendimento às urgências e emergências de maneira móvel, ou seja, o SAMU (Serviço de
Atendimento Móvel às Urgências), instituído pela Portaria Ministerial Nº 1.864/GM, de 29 de
setembro de 2003, que institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de
Atenção às Urgências, em municípios e regiões de todo o território brasileiro, no âmbito do
Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2006).
O SAMU foi, então, criado para executar o APH, bem como conduzir o usuário ao
pronto-socorro mais próximo, lançando mão de ações e manobras respaldadas em treinamento
exaustivo e em protocolos internacionais de APH.
Todavia, por uma série de motivos, esse serviço não está presente em todos os
municípios brasileiros e partindo-se dessa realidade em que não se pode contar nem com os
serviços oferecidos pelo SAMU, tampouco com os do Corpo de Bombeiros, as ações de
resgate e/ou primeiros socorros ficam a cargo da própria sociedade civil.
Há também as situações em que a Polícia Militar é acionada para intervir nesse tipo de
ocorrência, mesmo que estas não consistam claramente no seu espaço de atuação, uma vez
que seu trabalho é definido na Constituição Federal como sendo o de policiamento ostensivo e
a preservação da ordem pública (BRASIL, 2004).
Talvez se possa interpretar que graves acidentes ou qualquer outra injúria que envolva
vítimas perturbem a ordem pública e, nesse sentido, a atribuição à Polícia Militar em prestar
esse socorro ganha força. Diante disso e das responsabilidades dos cidadãos com a prestação
de socorro, procura-se fazer um acordo entre as esferas administrativas de profissionais não
oriundos da saúde, para que se consiga de alguma forma um atendimento pré-hospitalar
mesmo que não seja feito pelo SAMU. Dessa forma, outras entidades e/ou órgãos públicos,
que já prestam algum tipo de serviço à população, poderão atuar também na atenção às
urgências e emergências, como por exemplo, as polícias de um modo geral.
Esta é a realidade do alto-oeste potiguar, mais precisamente no município de Pau dos
Ferros – RN, onde não se pode contar com os serviços do SAMU e do Corpo de Bombeiros,
pois segundo BRASIL (2003. pag23), para se adquirir uma ambulância do SAMU de suporte
básico de vida é necessário que a cidade possua pelo menos uma população entre 100.000 e
150.000 habitantes, o que não é o caso de Pau dos Ferros que, segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a estimativa de habitantes naquela cidade para
2009 é de 27.809. Por isso é que eventualmente a Polícia Militar, no seu exercício de manter a
ordem pública, precisa desempenhar ações de primeiros socorros, incluindo a condução da
vítima ao Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade – HCCA, por não possuir, a cidade,
serviços de resgate. Tal condição aponta para a necessidade de discutir a prática de primeiros
socorros por essa corporação, na perspectiva de otimizar esses trabalhos.
RESULTADO/ANÁLISE DOS DADOS
Partindo da realidade de que o município de Pau dos Ferros não dispõe de serviço
especializado de resgate (SAMU ou corpo de bombeiros militar), a cidade e região ficam
dessa forma, “desamparadas” quanto a esse aspecto.
Porém, como já foi discutido em momentos anteriores, a prestação de assistência em
casos de urgência é um papel e dever do cidadão. O simples ato de realizar uma ligação ou
qualquer outro modo de avisar as autoridades já é considerado uma forma de assistência às
vítimas. Em especial no caso do município de Pau dos Ferros, em que não se conta com
serviços especializados para tal situação, a polícia militar encontra-se, de certa forma, como a
única instituição pública cabível para desempenhar tal trabalho.
Embora, conforme citado anteriormente, o papel primordial da polícia militar seja
manter a ordem pública, coibir a criminalidade entre outros, a assistência às vítimas de
urgência e emergência, principalmente e em especial àquelas vítimas traumáticas, acaba sendo
também uma tarefa, podendo e devendo ser desempenhada pelos militares, haja vista se
configurar enquanto perturbação da ordem pública.
Tendo isso em vista, é que se pensou em construir essa pesquisa feita com policiais
militares em alguns níveis hierárquicos, sobretudo dando ênfase àqueles que trabalham nas
ruas (Rádio-Patrulhas), já que são esses que se deparam no desempenho de suas atividades
diárias com as situações de emergência e urgência, e que, se veem obrigados, de alguma
forma, a prestarem assistência, o que também é visto dessa forma por parte da população.
A pesquisa feita com esses profissionais se baseia em dois tipos de instrumentos, cujos
roteiros estão em anexo. Um deles é constituído de um questionário, com perguntas abertas,
com o intuito de se saber a realidade encontrada por eles no cotidiano da assistência às
possíveis e prováveis situações de urgência e emergência. O outro instrumento é um teste de
múltipla escolha que teve como objetivo avaliar o grau e/ou nível de conhecimento dos
policiais militares com relação à prestação de assistência de primeiros socorros.
De acordo com os resultados da entrevista, 100% dos policiais militares que se
submeteram a prestar assistência de primeiros socorros, sentiram dificuldade quando
desempenharam tal assistência, o que nos leva a perceber que não são totalmente preparados
para desempenharem tal tarefa.
Tal aspecto do questionário complementa ainda mais a discussão, discutindo ainda os
motivos alegados pelos policiais militares como responsáveis pelas dificuldades, cujos
números constam no gráfico 01.
Falta de conhecimentos
Imobilização
de fraturas
Falta de
materiais e
equipamentos
Gráfico 01 – Demonstração esquemática das dificuldades encontradas pelos PM’s na realização do APH.
De acordo com o gráfico 01, o principal motivo alegado pelos entrevistados é a falta
de equipamentos, seguido pela falta de conhecimentos adequados para a assistência de
primeiros socorros. Entretanto, é cabível perceber que, dos três motivos relatados dentro das
dificuldades, em alguns casos, estão presentes dois ao mesmo tempo.
E o que surpreende, pelo menos em certo ponto, é que a falta de equipamentos é o
principal motivo relatado pelos PM’s em comparação com a falta de conhecimentos, o que, é
um fato relativamente bom, já que significa que entre os policiais militares, há um
considerável nível de conhecimento quanto a esse aspecto.
Segundo os resultados obtidos com a pesquisa, 100% dos policiais militares afirmaram
que é de grande importância que detenham conhecimento a esse respeito. Ainda de acordo
com seus depoimentos, são eles que chegam primeiro no local da ocorrência, e por isso são os
que, em grande parte dos casos, socorrem as vítimas.
Conhecimentos a esse respeito são de suma importância, uma vez que estando eles
devidamente capacitados para realizarem esse tipo de assistência, as vítimas são atendidas
mais rapidamente e com um melhor padrão de qualidade, o que contribui para uma maior
probabilidade de sobrevida.
Segundo os resultados obtidos nas entrevistas, a grande maioria já fez cursos de
capacitação e/ou reciclagem, cerca de 2/3 durante a sua formação e/ou durante o exercício de
sua profissão. Um fato importante de ser mencionado e até
até certo ponto, preocupante, é que,
dos que já passaram por algum
algum tipo de capacitação quanto à realização de cu
cursos
rsos com essa
finalidade, 37,5% já o fizeram há mais de 10
10 anos, como mostra o gráfico 02
02.
Gráfico 02
0 – Percentual dos
os PM’s que já realizaram curso de capacitação/atualização em APH conforme o
tempo em que este foi realizado.
Isso quer dizer que já faz algum tempo desde que passaram
passaram por isso, e de lá para cá
aconteceram algumas mudanças no que diz respeito às técnicas
técnicas e procedimentos realizados
em assistências de primeiros
primeiros socorros. Fato esse que deixa esses policiais em situação de
necessidade de se manterem em contínua reciclagem.
reciclagem
De acordo com os dados obtidos com os questionários,
questionários, percebe
percebe-se
se que a grande
maioria
ioria não se encontra preparada para a realização de procedimentos
procedimentos desse cunho, cerca de
2/3, o que é um número alto, tendo em vista a quantidade
quantidade de ocorrências realizadas pela
polícia militar. Outro aspecto interessante percebido no tocante a esse quesito é que dos
entrevistados que afirmaram estarem preparados (1/3),, 75% disseram apresentar inseguranças
inseguranças
quanto a dois aspectos: gravidade de ocorrência
ocorrência e equipamentos e materiais à disposição, o
que mostra, que, mesmo se dizendo preparados, na verdade, a maioria
maioria não está realmente apta
para enfrentar de verdade as ocorrências.
De um modo geral, pode-se
pode se chegar a algumas conclusões com os resultados das
entrevistas. Conclusões essas de grande importância
importância no que diz respeito à assistência prestada
pela polícia militar
militar em casos de urgência e emergência.
É grande a importância da polícia militar no tocante à assistência ààss urgências e
emergências, principalmente nas cidades como Pau dos Ferros que não possui órgãos e/ou
instituições específicas para atender a esse tipo de demanda, como já foi citado anteriormente,
tais como: corpo de bombeiros
bombeiros militar e SAMU.
Outro aspecto interessante
interessante e importante percebido é o fato de que, como é a própria
polícia que presta esse tipo de atendimento, é necessário que tenha algum ttipo
ipo de preparação,
como: conhecimento a respeito e materiais e instrumentos
instrumentos necessários. O que se percebe é
que, muito embora alguns policiais militares tenham algum tipo de conhecimento de como
atender e prestar assistência em primeiros socorros, a grande maioria não es
está
tá preparada. E
essa grande maioria,
maioria quando presta esse tipo de assistência, por não ter um mínimo de
conhecimento necessário, acaba realizando uma atuação um tanto quanto inadequada,
inadequada, o que
pode contribuir para resultados negativos, como foi citado em momentos anteriores. “O
O risco
ao paciente durante o transporte pode ser minimizado por meio de um planejamento
cuidadoso, qualificação do pessoal responsável pelo transporte e seleção de equipamentos
adequados”. (PEREIRA JÚNIOR. et. al. 2007, p. 02).
adequados”.
Com o intuito de se analisar e compreender melhor o nível/grau de conhecimento dos
policiais militares,
militares utilizou-se
utilizou se um teste, com questões de múltipla escolha, que visa obter
dados a respeito não somente de como prestar uma assistência de primeiros ssocorros,
ocorros, mas
também como se portar e agir diante de uma situação de urgência e emergência.
O primeiro
primeiro quesito desse teste remete à discussão de como está a capacidade dos
policiais de fazer o controle de cena, bem como agir nessa situação, com o intuito de garantir
a segurança própria, da vítima e dos demais que por ventura possam se envolver. No
questionário (em
(em anexo), é dada uma situação em acidente de trânsito, e interrogam-se
interrogam se os
policiais como eles agiriam ao chegarem
chegarem ao local.
Um aspecto a ser ressaltado dentro dos conhecimentos da polícia militar com relação a
atendimentos de primeiros
primeiros socorros diz respeito à diferença apresentada entre os PM’s
graduados (na pesquisa feita: sargentos e cabos) e os não graduados (os soldados), como
demonstram os números do
do gráfico 3:
3:
Gráfico 03 – Percentual de acertos e erros de PM’s graduados e não graduados em relação ao teste rápido sobre
sobre
primeiros socorros.
Percebe--se que os policiais graduados apresentaram um percentual de acerto maior do
que aqueles não graduados, ou seja, os soldados. Não se pode afirmar ao certo o verdadeiro
motivo dessa diferença. Porém,
Porém pode-se
pode se levantar uma hipótese
hipótese que toca no aspecto da
preparação recebida durante a sua formação, já que os policiais graduados tiveram uma
formação diferente
diferente dos não graduados. E isso pode ser reflexão
reflexão dessa diferença de formação,
colocando os graduados como mais capacitados para enfrentar
enfrentar situações de urgência e
emergência, em se tratando principalmente de uma assistência de primeiros socorros.
Outro aspecto interessante que pôde ser notado durante a análise
análise dos dados dessa
pesquisa diz respeito ao número de acertos e erros com relação
relação ao teste rápido aplicado, agora
tomando como variável o tempo decorrido entre o ingresso na polícia militar e o dia de
aplicação do teste rápido, levando em conta a assistência às urgências e emergências,
conforme constam os
os resultados no gráfico 04.
04
Gráfico 04 – Percentual de acertos e erros de PM’s em relação ao teste rápido sobre primeiros socorros,
levando-se
se em conta o tempo de serviço.
Diante das informações obtidas com a análise do gráfico, pode perceber que aqueles
aqueles
policiais que estão
estão há mais tempo trabalhando conseguiram obter um percentual de acerto
maior. O motivo que os levou a se sobressaírem não pode ser bem definido ao certo,
entretanto, duas hipóteses foram levantadas com o intuito de se chegar a uma resposta.
respos
Primeiro, pode ser que o fato de estar há mais tempo em serviço, contribua para se sair
melhor nas situações de emergência, pois levaleva-se
se em conta a questão da experiência em
“campo”, tanto no que diz respeito às vivências em relação ao assunto, como no que diz
respeito ao aspecto emocional, pois quando já se tem uma carreira longa, ocorre um certo
potencial psíquico, o que possibilita uma melhor atuação junto à necessidade. O segundo diz
respeito ao curso de formação recebido pelos policiais mais novos, pressupondo-se que não
estão a uma altura aceitável e recomendável quanto a esse aspecto, não garantindo, assim,
uma boa formação aos policiais mais recentemente ingressos, no tocante a esse quesito.
Não se pode e não se sabe ao certo informar o real motivo dessa conclusão, o fato é
que os policiais mais experientes conseguiram se sair melhor do que os menos experientes.
Quer dizer que os veteranos, pelo menos em teoria, têm condições de prestar uma assistência
a vítimas de urgências e emergências de melhor qualidade do que os menos experientes.
No geral, percebe-se que o percentual de acertos superou e muito o de erros.
Estatisticamente se pode afirmar que o número de acertos é considerado entre bom e
excelente, já que se aproxima dos 82%, o que quer dizer, de um modo geral, que a polícia
militar está preparada, ao menos em condições corriqueiras e de fácil atuação, para prestar
uma assistência em primeiros socorros de qualidade relativamente boa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realidade vivenciada pelo município de Pau dos Ferros e região, no que diz respeito
à demanda de resgate, transporte e socorro às urgências e emergências no âmbito extrahospitalar, carece de algum órgão e/ou instituição específica e devidamente capacitada para o
desempenho dessa função. Isso porque o município e região apresentam uma necessidade
desse tipo de assistência, uma vez que é grande o fluxo de incidentes acontecidos,
principalmente por acidentes de trânsito.
E foi diante dessa realidade que a Polícia Militar se apresentou com o dever de
manutenção da ordem pública como responsável por parte dos atendimentos pré-hospitalares
no município em questão. Isso é explicável pelo simples fato de que a PM é quem, na maioria
das vezes, chega primeiro ao local das ocorrências. Como prova, foi possível detectar por
meio dos questionários que os policiais, quase na sua totalidade, já se depararam com uma
situação dessa natureza.
Dessa feita, já que os policiais militares em muitas situações se veem compromissados
a prestarem esse tipo de assistência, faz-se necessário que tenham um mínimo de
conhecimentos em primeiros socorros e atendimento pré-hospitalar. Além do mais, devido à
periculosidade que é peculiar à profissão, também são passíveis de um dia se depararem com
esse tipo de ocorrência com próprios colegas de trabalho.
Com base nessas necessidades, edificou-se esta pesquisa que, de um modo geral,
buscou avaliar a capacidade dos policiais de enfrentarem situações como essas. Para tanto,
utilizou-se um questionário e um teste rápido. Os resultados, como um todo, mostraram-se
satisfatórios, visto que, de acordo com os dados obtidos, a grande maioria dos policiais
parece, sim estarem aptos a realizar uma assistência dessa ordem, caso sejam requisitados ou
se vejam envolvidos em situações como essas, já que podem facilmente ser encontradas no
seu cotidiano de atividades laborais.
Entretanto, mesmo se percebendo nos testes um bom nível de conhecimento por parte
dos policiais, muitos evidenciaram insegurança diante de uma abordagem de primeiros
socorros. Isso se deve a uma série de determinantes e, dentre eles, merece destaque a falta de
equipamentos necessários à realização de um atendimento adequado, o que impulsiona o
direcionamento de olhares, por parte das autoridades estaduais e municipais, para a resolução
do problema.
Outro aspecto que merece destaque quanto à insegurança dos policiais em realizar o
APH é o próprio conhecimento que possuem. Mesmo com boas pontuações no teste, ficou
evidente a necessidade que estes possuem em aperfeiçoar-se, uma vez que grande parte dos
cursos de capacitação pelos quais os PM’s passaram-se deu há dez anos ou mais, o que
demonstra certa obsolescência no tocante aos protocolos e manobras de resgate atuais.
De certa forma, os resultados obtidos com a pesquisa demonstraram elementos que, se
não contrapunham as hipóteses, pelo menos permitiram novos olhares. A Polícia Militar no
município de Pau dos Ferros possui um cotidiano de trabalho complexo, dinâmico e que
ultrapassa as funções peculiares de coibir a criminalidade. Nesses heróis da vida real é
possível perceber também um “Salva-vidas” que, com o mínimo, busca fazer o máximo e a
indiferença quase sempre é a recompensa que recebe da sociedade. Percebeu-se também uma
polícia preparada, em termos de conhecimentos teóricos e, ao mesmo tempo, uma polícia
aflita, por não poder fazer melhor em virtude das inúmeras carências.
Por fim, é imprescindível, pois, que se faça algo na tentativa de, pelo menos, amenizar
a situação. A planificação de parcerias entre as mais diversas esferas do governo estadual e
municipal, no intuito de aumentar o aporte de infraestrutura e capacitação profissional, parece
ser uma saída adequada.
BIBLIOGRAFIA
AEHLERT, Barbara. Advanced Cardiac Life Support – ACLS. 3 Ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
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voamanha/artigo11.pdf>. Acesso: 23 de fev de 2010.
APÊNDICE A
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Secretaria de Educação e Cultura-SEEC
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE-UERN
CAMPUS AVANÇADO PROFA MARIA ELISA DE A. MAIA-CAMEAM
CURSO DE ENFERMAGEM-CEN
QUESTIONÁRIO
Nº do Questionário:______
Idade:_______ Admissão na PM:____________ Posto ou Graduação:____________
1 – No seu trabalho de Policial Militar-PM, você já foi solicitado para desempenhar algum
atendimento de primeiros socorros? Caso sim, descreva alguma(s) ocorrência(s). Caso NÃO
passar para a questão “3”.
2 – Você encontrou alguma dificuldade no atendimento a esta ocorrência? Caso sim, quais?
3 – Você acha necessário o PM da rádio patrulha possuir conhecimentos sobre abordagem
pré-hospitalar (primeiros socorros)? Por quê?
4 – Você já participou de cursos periódicos de capacitação/atualização/reciclagem sobre a
prática de primeiros socorros? Há quanto tempo?
5 – Diante do que foi discutido aqui, você se sente preparado para realizar um atendimento
pré-hospitalar? Por quê?
APÊNDICE – B
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Secretaria de Educação e Cultura-SEEC
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE-UERN
CAMPUS AVANÇADO PROFA MARIA ELISA DE A. MAIA-CAMEAM
CURSO DE ENFERMAGEM-CEN
Nº do Questionário:______
Idade:_______ Admissão na PM:____________ Posto ou Graduação:____________
Teste de Conhecimentos em Primeiros Socorros
Marque a alternativa CORRETA
(Questões 1 e 2) Sexta-Feira, 07 de Agosto de 2009, 23:45 Hs - Você está fazendo um
patrulhamento com a sua guarnição quando se depara com um acidente de trânsito na BR 405,
próximo ao Clube Reencontro. Um veículo do tipo Gol 2008 de cor preta bateu em uma moto,
jogando as vítimas no meio da pista e evadindo-se do local sem prestar socorro.
1 – Chegando ao local da ocorrência, qual a sua primeira atitude:
( ) Perseguir o motorista do carro, pois eu sou um policial e não um médico!
( ) Socorrer as vítimas colocando-as na viatura e levando ao hospital imediatamente!
( ) Isolar o local para evitar novos acidentes, só em seguida socorrer as vítimas e acionar o
rádio para comunicar a ocorrência!
2 – Ao se deparar com uma das vítimas, você percebe que ela está desacordada, não
respondendo aos seus chamados. O que você faz?
(
(
(
) Coloca-a na viatura e leva de imediato para o hospital!
) Se aproxima da vítima e tenta verificar se respira e tem pulso!
) Procura isolar e cobrir o corpo, pois já está MORTA!
(Questão 3) Você está realizando um patrulhamento durante uma festa na praça de eventos de
Pau dos Ferros – RN, quando se depara com uma situação de desmaio. O que você faria?
( ) deitaria a vítima no chão, afrouxava as suas roupas e elevaria as suas pernas até que
retornasse a consciência, somente depois levaria ao hospital!
( ) pegaria a vítima nos braços e levaria ao hospital URGENTE!
( ) procuraria um frasco de Álcool ou perfume forte para que a vítima pudesse cheirar e
acordar!
(Questão 4) – Em uma abordagem na Favela, um dos seus companheiros de farda sofre um
ferimento/perfuração no braço provocado por arma de fogo do cidadão infrator,
desencadeando um grande sangramento. O que você faria?
( ) Identificaria o Autor do disparo e desencadearia a busca e apreensão, só depois faria o
atendimento do companheiro!
( ) Procuraria “pó de café” ou faria um “torniquete” para cessar o sangramento e levaria ao
hospital!
( ) Realizaria uma compressa firme com a gandola no local da lesão e elevaria o membro
atingido até ele chegar ao hospital.
(Questão 5) – Em uma situação em que se tem uma vítima desacordada há cerca de dois
minutos, sem respirar e sem pulso, o que você faria?
( ) Chamaria o ITEP por se tratar de um óbito.
( ) desobstruiria as vias aéreas com a extensão da cabeça, em seguida realizaria duas
ventilações (boca-a-boca) e iria aferir o pulso. Caso não houvesse resposta, iniciaria as
manobras de massagem cardíaca, sendo 30 compressões torácicas e 2 respirações.
( ) desobstruiria as vias aéreas com a extensão da cabeça, em seguida realizaria duas
ventilações (boca-a-boca) e iria aferir o pulso. Caso não houvesse resposta, iniciaria as
manobras de massagem cardíaca, sendo 2 compressões torácicas e 30 respirações.
(Questão 6) – Em um patrulhamento ostensivo pelas ruas de Pau dos Ferros-RN, sua
guarnição se depara com um caso de crise epiléptica. Diante desse caso, o que deve ser feito?
( ) Levar a vítima de imediato para o hospital, mesmo ela estando em convulsão.
( ) Proteger a vítima contra lesões, pois ela está se debatendo, e procurar lateralizar a cabeça
dela para evitar engasgo com secreção.
(
) amarrar a vítima e lateralizar a cabeça dela para evitar engasgos.
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a realização do atendimento pré-hospitalar pelos policiais militares