A UTILIZAÇÃO DOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS NA
EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO DA
CRIANÇA
Eliana Alves Magalhães*1; Marília José dos Santos*2; Débora Regina Machado Silva*3
1
[email protected]
2
[email protected]
3
[email protected]
*Faculdade das Américas
Resumo
Este estudo teve como base bibliográfica autores de relevância como Tizuko
Kishimoto, Paulo Almeida, Celso Antunes, Coria Sabini e outros, assim como a
legislação educacional, o Referencial Curricular da Educação Infantil, a
Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, destacando o
intervalo de publicação de 1988 a 2010. Objetivou-se demonstrar a importância
da utilização dos jogos e das brincadeiras na educação infantil, sendo
fundamental a socialização da criança com o adulto e com outras crianças.
Tendo como base a construção do desenvolvimento da criança através do
brincar, a brincadeira em grupos demonstra valores e regras, que são
abrangentes na vida da criança, fase em que aprendem a interagir e resolver
conflitos usando a imaginação, além de criatividade para resolver as
dificuldades do cotidiano, resultando em uma aprendizagem significativa, rica e
satisfatória da leitura e da escrita. Analisando a metodologia de ensino aplicada
na Educação Infantil utilizada nas escolas, a escolha do tema teve o intuito de
discutir a importância e a necessidade de ter no ensino infantil métodos para
que a aprendizagem seja feita de forma prazerosa e significativa, e um meio
para a formação social.
Palavras-chave: Jogos, Brinquedos, Brincadeiras, Desenvolvimento infantil.
Abstract
This study was bibliographic database, authors of relevance as Tizuko
Kishimoto, Paul Almeida, Celso Antunes, Coria Sabini and others, as well as
educational legislation, the Curriculum of Early Childhood Education, the
Federal Constitution and the Law of Guidelines and Bases of Education,
highlighting the publication interval 1988-2010. This study aimed to demonstrate
the importance of the use of games and play in early childhood education, being
fundamental the socialization of children with adults and other children. Based
on the construction of child development through play, play in groups
demonstrates values and rules that are comprehensive in the child's life stage
where they learn to interact and resolve conflicts using the imagination, and
creativity to solve difficulties of everyday life, resulting in a significant, rich and
satisfying learning of reading and writing. Analyzing the teaching methodology
applied in kindergarten used in schools, the choice of the theme was intended
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 53 to discuss the importance and necessity of having the kindergarten, methods
that learning is made enjoyable and meaningful way, and a way for social
training.
Keywords: Games, Toys, Play, Child Development.
1. Introdução
A educação infantil no Brasil é um ensino extremamente importante e valioso,
que passou por diversas mudanças e transformações ao longo do tempo. Esse
ensino surgiu da necessidade da classe trabalhadora de deixar seus filhos em
segurança. Ao longo do tempo, essa Educação passou por diversas mudanças para
melhor atender às necessidades dessa classe. A procura por esse ensino assumiu
um caráter assistencialista, pois muitas mães procuravam este ensino por não terem
com quem deixar seus filhos, já que as mulheres precisavam trabalhar e muitas
dessas crianças tinham diversos tipos de deficiências nutricionais, cognitivas e
culturais. Dessa forma, as creches e as pré-escolas foram criadas com intuito
assistencialista, e não só por essa razão, a educação infantil adquiriu um papel muito
importante para a sociedade (BRASIL, 1988).
Partindo da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do
Adolescente de 1990, pode-se destacar que a lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional de 1996 inseriu a Educação Infantil como a primeira etapa da educação
básica. Apesar desse ensino não ser obrigatório para o Município de São Paulo, é um
direito da criança
contar com esse ensino e um dever do Município propiciar
condições adequadas para o desenvolvimento social e bem-estar da criança, assim
como o desenvolvimento psicomotor, emocional e intelectual. A participação social da
família na vida da criança é de extrema importância, pois a educação escolar não
substitui esse papel, ou seja, é apenas um suporte para a socialização e contribui
para esse desenvolvimento infantil.
A escola passa, então, a se tornar também responsável pela educação e
cuidado das crianças, passa a estabelecer uma ponte entre a família e a comunidade
local, a qual a criança vive. Devem ser analisadas as crenças, valores, e diversidade
de práticas sociais de cada uma, para saber como lidar e como respeitar a
particularidade; é na interação dentro das escolas que as crianças aprendem suas
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 54 culturas locais e respeitam a diversidade cultural de seus colegas, pois, no âmbito
escolar, estão os mais diferentes valores sociais (BARBOSA, 2010).
Para Lima (1992), a escola tem a função de levar a criança a níveis elevados
da aquisição do conhecimento e da aprendizagem. É um período em que a criança
deve ter experiência e informação que enriqueça seu repertório, assim como os
procedimentos metodológicos que permitam integrar novos conhecimentos àqueles
que as crianças já possuem.
Comparando-se a educação dos países, nota-se que o lúdico se faz presente
até nos países em que a infância não é vista de forma tão diferente do adulto. Na
Grécia, por exemplo, a vida adulta acontece precocemente e são utilizadas como
forma de preparo para a vida adulta atividades que já auxiliem nesse âmbito. No
entanto, a aprendizagem se torna mais fácil quando se torna mais prazerosa a
forma de se aprender (DARRÓZ et al., 2007).
A importância do lúdico no ensino infantil só foi reconhecida em 1959 pela
Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que oficializou em lei o direito
humano das crianças brincarem e sendo de responsabilidade da sociedade e as
autoridades públicas garantirem o exercício pleno desse direito (DARRÓZ et al.,
2007).
Segundo Motta (2002), é importante discutir sobre métodos que contemplem
uma educação de qualidade, pois é algo que deve ser estudado com bastante
atenção. É necessário ensinar a criança no início da educação a desenvolver seus
conhecimentos, a saber ler e não somente decifrar signos, a escrever e não apenas
repetir letras, através de métodos que façam sentido nesta fase da vida da criança,
como uma condição fundamental para a formação inicial do cidadão.
No entanto, é de extrema importância considerar o que a criança já traz em
seu currículo, o que é aprendido em seu âmbito familiar. Praticar seus hábitos que
foram construídos pela família e no seu meio social, por mais simples que sejam,
deve ser levado em conta, pois são nesses hábitos que a criança começa a criar sua
personalidade e ter autonomia para iniciar uma vida social (BARBOSA, 2010).
A escola tem por objetivo possibilitar ao educando a aquisição de
conhecimento para o desenvolvimento no processo de pensamento da criança, de
forma em que essa possa se relacionar com o seu próprio conhecimento, ou seja, a
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 55 escola deve promover o desenvolvimento da criança com ações pedagógicas
adequadas (LIMA, 1992).
Segundo Kishimoto (1994), as escolas utilizam duas formas de ensino, sendo
que em uma delas predomina-se a ênfase na alfabetização e nos números, na qual
caberia somente o uso de materiais, enfatizando a alfabetização através de uma
abordagem teórica, distante do meio social a qual a criança convive; e uma segunda
forma de ensino, em que prevalece a brincadeira, que valoriza a recriação de
experiências
e
socialização,
dando-se
prioridade
ao
respeito
mútuo
no
desenvolvimento dos alunos.
Aberastury (2007) discute sobre a importância de iniciar atividades lúdicas na
vida da criança nos primeiros meses de vida (por volta dos 4 meses), pois é a fase de
símbolos e de desenvolvimento, na qual a criança produz em seu corpo modificações
e começa a ser capaz de controlar seus movimentos coordenados com precisão,
aproximando-se dos objetos com as mãos quando que estão próximos. É a fase em
que a criança é capaz de se apoderar daquilo que esteja ao seu redor, com a
intenção de levar sempre os objetos à boca. Um dos brinquedos mais preciosos nesta
faixa etária é o chocalho, na qual ela sacode, chupa e morde. Dessa forma, ocorre o
processo de interação e coordenação motora.
Para discutir as metodologias de ensino infantil, é necessário destacar como se
processa o desenvolvimento desse período. Na fase sensório-motora - entre 1 a 2
anos de idade aproximadamente - as crianças desenvolvem seus sentidos, seus
movimentos, os músculos e sua percepção de seu cérebro. É nessa fase que essas
crianças estão se desenvolvendo através do olhar, do ouvir, do falar, de apalpar, do
sentir, do mexer, do pegar, ou seja, tudo que esteja ao seu redor. É uma nova
conquista, uma nova realidade, pois é nessa fase que se dá a origem de formação
sensório-motora. O jogo para elas é pura assimilação do real, caracterizando as
manifestações do desenvolvimento das crianças nas brincadeiras (ALMEIDA, 2000).
Na fase simbólica - de 2 a 4 anos aproximadamente - é que as crianças
passam a utilizar os movimentos motores com mais frequência, cujas mãos tornamse ferramentas de exploração. É nessa fase que manipulam os objetos como lápis, o
giz, pegam objetos para montar e desmontar, dando aos exercícios uma inteligência e
uma evolução natural de sua coordenação motora (ALMEIDA, 2000).
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 56 Para Friedmann (2006), é nas brincadeiras que se analisam vários aspectos da
criança, pois este é o momento em que elas se expressam, interagem entre si e com
os outros, ou seja, é nesse momento que desenvolvem habilidades e aprendem a não
considerar isso um ato obrigatório, mas sim como algo prazeroso e, dessa forma,
facilita-se a aprendizagem. Quando se usa o jogo para transmitir o conhecimento à
criança, pensa-se que o ato de aprendizagem pode ser prazeroso e estimulante.
Segundo Lima (1992), o brincar para a criança é como fonte de lazer, que traz
conhecimentos sendo parte integrante das atividades educativas, pois é no brincar
que possibilita o processo de desenvolvimento e aprendizagem, ou seja, é através do
brincar que possibilita o educar. A brincadeira traz situações nas quais a criança
constitui significados da assimilação dos papéis sociais. Os jogos e as brincadeiras
despertam na criança situações que ela realiza e constrói, adquirindo conhecimento e
assumindo papéis didáticos no processo educativo.
O uso das brincadeiras também pode ser vista como um ato de interpretação
social. Por exemplo, a família que é parte fundamental no desenvolvimento da
criança, já escolhe até antes do seu nascimento os tipos de brinquedos que elas vão
utilizar, sendo meninas, bonecas e casinhas, que representam a mulher em sua vida
doméstica e de mãe; o menino, carrinhos, na qual representa o homem como o
motorista. Isso significa que ninguém nasce sabendo brincar e esse ato é dado pela
necessidade da aprendizagem social (KISHIMOTO e ONO, 2008).
No desenvolvimento da criança, os jogos e as brincadeiras podem ser uma
forma de representar algo que já viveu ou já viu. Normalmente as brincadeiras se
fazem presentes como uma forma de demonstrar sua realidade e a oportunidade de
mudar aquilo que se viveu para algo que deseja viver. Nessa perspectiva, a criança
está em uma fase do imaginário se preparando para uma fase onde se podem
aprender regras e assim começar a trabalhar sua vida cidadã (VYGOTSKY, 1984
apud OLIVEIRA, 1994).
Segundo Kishimoto (2010), é nessa fase que os brinquedos se tornam
importantes, pois é exatamente nessa fase que as crianças exploram seus sentidos,
descobrem a textura do brinquedo, a cor, a diversidade de formas, tamanho,
espessura, cheiros e outras especificidades do objeto através do pegar, explorando
os objetos para a compreensão de mundo.
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 57 Segundo as teorias piagetianas, as crianças de pré-escola encontram-se em
uma fase de transição entre a ação e a operação, ações que separam a criança do
adulto (período sensório-motor). E começa também a se preparar para uma nova fase
que dará continuidade em seu desenvolvimento (fase operatória-concreta) (PIAGET,
1976 apud MACEDO, 1994).
Essas teorias descrevem o avanço da criança nos seus períodos de
desenvolvimento e é necessário que, além de estudar essas fases, o professor saiba
como utilizar essas informações, como um instrumento pedagógico. Esse tipo de
material pode ser fundamental na compreensão de alguns comportamentos
cotidianos em sala de aula (PIAGET, 1975 apud MACEDO, 1994).
Nessa perspectiva, não se deve confundir situações nas quais se objetivam
determinadas aprendizagens relativas a conceitos, procedimentos ou atitudes
explícitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentos de uma
maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos. Pode–se, entretanto, utilizar
os jogos, especialmente aqueles que possuem regras, como atividade didática. É
preciso que o professor tenha consciência que as crianças não estarão brincando
livremente nestas situações, pois há objetivos didáticos nas propostas (BRASIL,
1988).
Analisando a escola como responsável pela formação cidadã das crianças,
aponta-se que esta se torna mediadora entre o conhecimento, a informação e as
crianças. Passa a ser transmissora de todos os conteúdos úteis para uma boa
formação cidadã, portanto, precisa priorizar a brincadeira como um método de ensino,
pois é uma maneira de internalizar as regras sociais como um processo de
desenvolvimento humano. O brincar também ajuda a desenvolver a linguagem,
sentindo a necessidade de comunicação e estímulo para a formação autônoma.
Kishimoto (2010, p.1) aponta que "no entanto, temos clareza de que a opção pelo
brincar desde o inicio da educação infantil é o que garante a cidadania da criança e
ações pedagógicas de maior qualidade".
O objetivo desta pesquisa consiste em discutir as brincadeiras que contribuem
para o desenvolvimento social da criança, assim como o interesse dos educadores em
contribuir na formação infantil através do uso dos jogos e das brincadeiras. Este artigo
pretende, de forma significativa, discutir o papel das brincadeiras, dos jogos e sua
importância no desenvolvimento social da criança de 0 a 6 anos, observando o porquê
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 58 do ato de brincar ser tão importante no ensino infantil, apontando a importância do
apego da criança pelos jogos e pelas brincadeiras de forma prazerosa como fontes
essenciais para o processo de ensino como instrumento de desenvolvimento, afetivo e
respeito mutuo. Sendo assim, apontar-se-á os jogos e as brincadeiras como
ferramentas de integração ao meio social em que a criança vive.
Esse projeto teve o período de pesquisa bibliográfica de fevereiro a junho de
2013. A realização desta pesquisa seguiu algumas etapas básicas: 1) definição do
tema do estudo; 2) realização da pesquisa bibliográfica; 3) organização dos dados
coletados; 4) apresentação e análise das fontes.
O levantamento bibliográfico contou com autores de relevância como Tizuko
Kishimoto, Paulo Almeida, Celso Antunes, Coria Sabini e outros, assim como a
legislação educacional, o Referencial Curricular da Educação Infantil, a Constituição
Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As bibliografias utilizadas
pertenceram à biblioteca da Faculdade das Américas e à biblioteca da escola
Municipal Virgílio de Mello Franco. Para selecionar as publicações relevantes,
utilizou-se como critérios a leitura do sumário dos livros. Dentre as publicações
utilizadas, destaca-se o intervalo de publicação de 1988 a 2010.
2. Desenvolvimento
Os jogos e as brincadeiras são ferramentas importantes para o
desenvolvimento social e cultural, tendo como base o professor como mediador
dos jogos e das brincadeiras nas aprendizagens no contexto escolar.
Porque o brincar é importante? De que maneira a educação infantil,
contribui no processo de aprendizagem? Como fazer do jogo uma estratégia
para o aprendizado? Como o pedagogo deve mediar as brincadeiras e os jogos
na educação infantil? Qual é o desenvolvimento da criança através do brincar?
Com que objetivo as brincadeiras e os jogos são desenvolvidos na Educação
Infantil? Qual é a função dos jogos e das brincadeiras para os professores na
Educação Infantil? Qual a importância da brinquedoteca nas escolas? E qual é
a contribuição no processo de aprendizagem da criança? Porque a Educação
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 59 Infantil é importante para as crianças?
Porque as brincadeiras e os jogos
podem mediar conflitos e definir regras?
Os jogos e brincadeiras nas séries iniciais proporcionam um rico material
pedagógico, pois é através desse método de ensino que pode ser analisada a
socialização, a afeição, a motivação e a cognição das crianças para
acompanhar o desenvolvimento e as habilidades integradas nessa faixa etária
(MIRANDA, 2002).
“[...] O jogo deve ser entendido como um dispositivo facilitador para a
criança perceber os conteúdos” ( MIRANDA, 2002, p.23).
Para Friedman (1995), as brincadeiras no ensino infantil são amplas e
devem ser utilizadas de acordo com as faixas etárias, por áreas de
desenvolvimento, por tipos de estímulos, por utilizações ou não de certos
objetos (brinquedos). Devem-se considerar, ainda, algumas brincadeiras
tradicionais de âmbito social e não escolares, já praticadas antes mesmo de
seu ingresso na escola.
Segundo Constance-Kamii e Rheta (1991), os jogos de construção
envolvem a criança no conhecimento físico, com a estrutura do espaço. Por
exemplo, quando uma criança tenta montar uma casa, com parede e telhado,
momento em que ocorre a percepção de espaço físico cria, assim, seu próprio
imaginário.
O jogo tradicional é parte de uma cultura lúdica, sendo importante
resgatar, na educação infantil, que esses jogos contribuem em diversas
atividades da criança. Os professores devem optar por esses jogos como forma
de recursos metodológicos, contribuindo para o desenvolvimento da inteligência
da criança visando à aprendizagem (FRIEDMANN, 1996).
Segundo Friedmann (1996), os jogos tradicionais da pré-escola, com a
mediação do professor, dão qualidade ao ensino e à aprendizagem,
satisfazendo a necessidade e o desenvolvimento da criança, assim como seus
valores, possibilitando o estímulo, favorecendo a atividade física, motora,
sensorial e afetiva.
Por meio de diversas atividades lúdicas, a criança expressa seus anseios
e seus sentimentos entrando em conflitos entre si. Fica extremamente claro que
o brinquedo é uma das formas da criança interagir e resolver conflitos. E a
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 60 participação social do adulto se faz necessário em seu âmbito familiar
(ABERASTURY, 2007).
É importante que o professor proponha atividade lúdica que desperte o
interesse da criança, pois são fatores que contribuem para a construção de
conhecimento. O professor tem como princípios básicos fazer a mediação das
aprendizagens com propostas motivadoras que envolvam emocionalmente a
participação de todos, motivando a solucionar problemas e resolver conflitos
(PATRICK, 2003).
O professor tem um papel importante na interação da brincadeira, porém
ele não pode interferir na atividade, deve explicar as regras e motivar a
cooperação das crianças diante da atividade proposta, não levando em conta se
as regras do jogo estão sendo totalmente respeitadas. O papel principal do
professor é mediar essas atividades com a finalidade sempre de desenvolver a
socialização (FRIEDMANN, 1995).
É no brincar que são estabelecidas diferentes vínculos, habilidades e
competências nos diversos contextos sociais, assumindo as relações que
possuem com os outros. Tomando consciência disto, na busca por novas
situações, é preciso que o professor valorize a autoestima da criança na
brincadeira, estimulando e fazendo com que a criança tenha independência nas
escolhas das brincadeiras e dos brinquedos, além de deixar com que as
crianças escolham seus próprios amigos, valorizando os papéis que elas irão
assumir em um determinado tema e enredo, na qual esteja o desenvolvimento
ligado à vontade de brincar (BRASIL, 1998).
Segundo Almeida (2000), os brinquedos só terão sentido profundo se
vierem representados pelo brincar, ou seja, o ato de brincar é importante, deve
fazer parte do cotidiano das crianças, e é necessária a participação dos adultos,
pois favorece tanto a aprendizagem das crianças quanto destes, ou seja, o
adulto, ao brincar com a criança, tem um repertório rico de experiências e
aumenta não só suas informações intelectuais, mas o seu nível linguístico. Por
exemplo, na brincadeira de construção, o adulto sabe calcular melhor a
proporção de equilíbrio, e, com isso, ganha em organização e direção, abrindo
novos horizontes para as descobertas.
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 61 Para Motta (2002), o ato de brincar da criança demonstra, de forma
abstrata, a visão que ela possui de bem e do mal. É por meio da brincadeira que
o adulto pode acompanhar e analisar o que ela entende e qual sua visão sobre
determinados assuntos e sobre o adulto que ela convive. Por meio da
brincadeira, o adulto se reconhece na criança e pode tomar isso como uma
abordagem para exploração de conhecimento ou mudanças de si mesmo.
Miranda (2002) afirma ainda que no processo educativo é essencial se
analisar o âmbito social e familiar na qual a criança vive, pois, muitos dos
problemas de aprendizagem se dão devido a algum trauma ou problemas
familiares e, nesse aspecto, a forma de ensino tradicional se torna uma forma
mais difícil ainda para essa criança se desenvolver, tanto para formação cidadã
(adaptação de regras) quanto na aprendizagem escolar (ler e escrever). Nesse
âmbito, uma forma de ensino mais prazerosa se torna essencial para um bom
desempenho da criança.
Para Kishimoto (1994), a criança, ao repetir a brincadeira no contato
interativo com os adultos, descobre regras, ou seja, a sequência de ações que
compõem a modalidade de brincar. Além disso, as brincadeiras interativas
contribuem para o desenvolvimento cognitivo e, ao mesmo tempo, a
aprendizagem das falas.
Kishimoto (2011) ainda afirma que para a criança ser vista como ser
social, sua aprendizagem deve ocorrer de forma espontânea. Portanto, o ato de
brincar, faz com que ela assimile conhecimentos do cotidiano social, como por
exemplo, brincar de faz de conta com temas familiares, profissionais; ela toma
um lugar onde existe socialmente e demonstra como ela vê aquele sujeito ou de
que forma é representado esse sujeito a ela.
Para Kishimoto (2011), os brinquedos quando são utilizados com o
enfoque de aprendizado de conhecimento e desenvolvimento de habilidades,
deixam de ser somente um objeto para o ato de brincar e começam a ser vistos
como material pedagógico; e o professor deve mediar essa ação em busca de
finalidades específicas para dada atividade.
Antunes (2008) afirma que os jogos pedagógicos devem ser usados com
bastante cautela com um bom planejamento de aula, na qual se respeite e
acompanhe o progresso dos alunos. Não importa a quantidade de jogos que
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 62 você vai usar, o importante é selecionar jogos que mexam com a criatividade e
raciocínio dos alunos, um jogo com qualidade que não desestimule os alunos a
achar a solução e que tenha a intenção explícita de provocar a aprendizagem
significativa, estimulando a construção de novos conhecimentos e que
despertem o desenvolvimento de uma habilidade operatória.
Segundo o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (BRASIL,
1988), a Educação Infantil contribui em diversas formas com elementos
culturais, cumprindo um papel socializador que possibilita o desenvolvimento da
identidade da criança por meio das aprendizagens. É por meios das atividades
diversificadas, como as brincadeiras, que devem ser acompanhadas em
situações pedagógicas, que se enriquece o processo do desenvolvimento
infantil com ações que favoreçam o desenvolvimento da criança. Segundo o
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, é por meio das
brincadeiras que as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem, e o
professor deve trabalhar com diferentes jogos, especialmente aqueles que
possuem regras e com atividades didáticas planejadas, pois dessa forma o
professor estará
mediando
não
só
as brincadeiras, mas também
a
aprendizagem.
Segundo Lima (1992), os jogos e as brincadeiras são fundamentais no
processo que envolve o indivíduo e a cultura. Através da cultura são adquiridas
as especificidades de acordo com cada grupo, pois cada grupo de criança
conhece e aprende a se constituir como seres pertencentes ao grupo. Os jogos
e as brincadeiras são elementos importantes, e é por meio deles que se dá a
construção da identidade cultural.
Os jogos dentro da sala de aula são como um convite entusiasmado para a
criança permanecer ali e se interessar cada vez mais pelo ensino, promove o
estímulo e a participação ativa em aula, uma forma de promover um bom
aprendizado e não causar trauma em estudar (MIRANDA, 2002).
O jogo se torna atraente, pois a criança está em ação o tempo todo, uma
forma desafiadora e mobilizadora da curiosidade, uma forma em que a criança
na cansa para obter o conhecimento e internaliza regras para formação de
futuros cidadãos (MIRANDA, 2002).
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 63 “O ato de jogar requer toques de criatividade, assim como a criatividade
desponta na realização do jogo” (MIRANDA, 2002, p.30).
Segundo Almeida (2000), o professor deve despertar o interesse das
crianças de forma lúdica, estimulando seus conhecimentos, ou seja, o professor
deve ser animador e guia, e ao mesmo tempo, desafiador. É necessário que o
professor faça uma mediação, transformando a prática em conhecimentos
novos, mediante as redescobertas atuais no processo de interação da criança
com a linguagem, com a lógica matemática e com a transdisciplinaridade e deve
ser a base de um trabalho pedagógico.
Segundo Coria-Sabini e Lucena (2004), através do brincar a criança
desenvolve um processo de socialização, interagindo com outras crianças,
desempenhando papéis de aceitação como as regras dos jogos e das
brincadeiras, bem como as atitudes e os preconceitos, valorizando as diferenças
sociais. As brincadeiras estão presentes em aspectos de recreação, no
desenvolvimento físico e mental da criança e é por isso que toda a abordagem
do brincar amplia o conhecimento e a compreensão no contexto social da vida.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil,
(BRASIL, 1988), um dos objetivos essenciais são as brincadeiras de faz-deconta que são estimuladas e fazem parte do mundo social das crianças. Por
meio da Educação Infantil, são estimuladas as brincadeiras e os jogos de
construção, ocorrendo a aprendizagem através da mediação do professor. O
ensino infantil oferece diversos tipos de jogos e brincadeiras, bem como os
jogos tradicionais, didáticos, corporais, e é fundamental a presença do adulto e
do professor. Para que ocorra a aprendizagem são necessários materiais
adequados.
De acordo com Almeida (2000), os jogos e as brincadeiras preparam
professores para uma plena introdução do lúdico na escola, e é preciso que o
professor tenha pleno domínio do conhecimento sobre os fundamentos
essenciais da educação infantil lúdica, pois são condições suficientes para
socializar, além de cumprir com metas fundamentais, pois os jogos e as
brincadeiras enriquecem a aprendizagem. O trabalho da Educação Infantil deve
ser muito mais do que simplesmente jogos e brincadeiras, ou seja, deve estar
voltado para a plena cidadania.
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 64 Segundo Santos (2008), falar de brinquedoteca dentro de um espaço
escolar é explorar mais espaços que se destinem ao lúdico, ao prazer, à
criatividade, à autoestima, ao desenvolvimento de pensamento e da ação, da
construção de conhecimento e das habilidades, um ambiente onde se explore
todos os sentidos de uma forma prazerosa e estimuladora para uma
aprendizagem significativa.
Para Santos (2008, p.59), entende-se que "educar não se limita a
repassar informações, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma,
dos outros e da sociedade. Educar é preparar para a vida".
O ato de brincar está totalmente ligado ao prazer e à imaginação,
portanto, é por meio desse ato que pode-se motivar a criatividade, levando em
conta que a brincadeira é prova constante e evidente da imaginação e da
criatividade (MIRANDA, 2002).
Segundo Coria-Sabini e Lucena (2004), através do brincar observa-se a
satisfação que as crianças sentem ao participar de brincadeiras e de atividades
lúdicas, tendo sinais de alegrias como risos, com certas excitações que são
componentes de prazer. A compreensão do brincar vai muito mais além dos
impulsos parciais, e os significados das atividades lúdicas na vida das crianças
podem ser compreendidos pelos aspectos como preparação para a vida, a
liberdade e a ação, com possibilidade de repetições de novas experiências,
realização simbólica dos desejos pelos prazeres obtidos.
3. Considerações finais
Analisando a forma de ensino aplicada na Educação Infantil, utilizou-se
esse tema com o intuito de discutir a importância e a necessidade de ter no
ensino infantil método para que a aprendizagem seja feita de forma prazerosa e
significativa, para que, dessa forma, se desenvolva mais um meio para a
formação social. A brincadeira é um elemento fundamental na visão das
crianças, pois há uma necessidade de se ter um lúdico voltado para
aprendizagem e, dessa forma, pode-se desenvolver habilidades e aspectos
cognitivos, além da coordenação motora e do desenvolvimento psicomotor.
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 65 É nessa fase de extrema importância que a presença do professor na
mediação da aprendizagem da criança é algo essencial, pois é por meio desta
que os resultados podem ser significativos. O professor deve trabalhar no
desenvolvimento da criança, ou seja, planejando situações que auxiliem na
aprendizagem e estimulem as crianças de forma prazerosa a se desenvolver
para a preparação da vida.
Para que a criança tenha um bom desenvolvimento social, é necessária a
presença da família, pois é à base da construção do conhecimento, já que toda
a criança traz consigo o conhecimento prévio adquirido pela família.
Discutir jogos e brincadeiras na Educação Infantil traz questões
relevantes. As brincadeiras demonstram como as crianças pensam, sentem e
organizam sua realidade, experimentam e simulam situações de vida,
melhorando o nível de desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional.
A criança, mesmo pequena, assimila e entende que é capaz de tomar
decisões, já tem autonomia para fazer o que deseja, demonstra o que está
sentindo através de um olhar, um gesto, uma palavra e consegue perceber tudo
que está se passando ao seu redor, portanto, a criança já nasce dotada de um
entendimento próprio, no qual não pode ser ignorado e sim aproveitado. Por
isso, o docente deve analisar de forma criteriosa a fase e o conhecimento prévio
de cada um, facilitando assim o ensino e aumentando seus materiais didáticos
de uma forma rica e inteligente, pois para ensinar alunos nessa faixa etária é
importante conhecer o meio social a qual vivem.
A utilização dos jogos e das brincadeiras na educação infantil é parte
integrante no processo de desenvolvimento do ensino e aprendizagem. Sendo
importante destacar que propicia a socialização da criança com o adulto, através
da inserção no contexto cultural.
Este estudo demonstra o quanto se torna significativa o uso do lúdico nas
práticas pedagógicas do currículo escolar, em um cenário de educação de
qualidade voltada para todos. Portanto, visa uma educação com o fazer
pedagógico voltado para a cidadania.
Revista Interação 12.ed., ano VII -­‐ v. 1, n. 2 66 4. Referências Bibliográficas
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