8º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTERILIZAÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Principais Leis, Resoluções, Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o trabalho no CME 1 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Histórico do Processo de Esterilização Como ciência - menos de 200 anos Até 1940 – dinâmica descentralizada, processo realizado pelos enfermeiros das próprias UH He’s also shown with a nurse (she’s using tongs to remove something from a small sterilizer): Hermann Hospital, 1949 2 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Histórico do Processo de Esterilização Década de 1950 - CME parcialmente centralizada (parte dos instrumentos e artigos das UH começa a ser preparada e esterilizada na CME) We feared this next picture might be the morgue, but it’s not. It’s the autoclave room. (An autoclave is a machine that uses steam and high pressure to sterilize things. Some of them are no bigger than household microwave ovens. These are huge.) Hermann Hospital, 1949 3 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Histórico do Processo de Esterilização Últimas décadas do Sec.XX avanço das tecnologias, desenvolvimento técnicas e procedimentos cirúrgicos evolução edifício hospitalar aprimoramento técnicas e processos CME torna-se Centralizada Passa a ser definida como Unidade de Apoio Técnico Dirigida por Enfermeiro e subordinada ao Serviço de Enfermagem (Moura, 1966; Silva, 1996) 4 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Histórico do Processo de Esterilização 5 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002 6 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002 Considera CME - Unidade de apoio técnico, tem como finalidade o fornecimento de artigos adequadamente processados, proporcionando condições para o atendimento direto e assistência à saúde dos indivíduos enfermos e sadios. Deve existir quando houver C.C, CO, Hemodinâmica, Unidade de Emergência. Pode se localizar fora da Instituição. CME Simplificada para EAS que não realizem atividades cirúrgicas 7 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002 ATRIBUIÇÃO 5: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE APOIO TÉCNICO 5.3-Proporcionar condições de esterilização de material médico, de enfermagem, laboratorial, cirúrgico e roupas 5.3.1-receber, desinfetar e separar os materiais; 5.3.2-lavar os materiais; 5.3.3-receber as roupas vindas da lavanderia; 5.3.4-preparar os materiais e roupas (em pacotes); 5.3.5-esterilizar os materiais e roupas, através dos métodos físicos (calor úmido, calor seco e ionização) e/ou químico (líquido e gás), proporcionando condições de aeração dos produtos esterilizados a gás; 5.3.6-fazer o controle microbiológico e de validade dos produtos esterilizados; 5.3.7-armazenar os materiais e roupas esterilizadas; 5.3.8-distribuir os materiais e roupas esterilizadas; e 5.3.9-zelar pela proteção e segurança dos operadores. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Dimensionamento Deve atender a demanda diária de material, baseada em: nº de leitos; nº de salas cirúrgicas; média de cirurgias; uso de material descartável; forma de estocagem e distribuição do material; seu grau de centralização; automação dos processos. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002 AMBIENTES DE APOIO -Sanitários com vestiário para funcionários (barreira para as áreas de recepção de roupa limpa, preparo de materiais, esterilização e sala/área de armazenagem e distribuição - área limpa") -Sanitário para funcionários (área "suja" - recepção, descontaminação, separação e lavagem de materiais). Não se constitui necessariamente em barreira à área suja. -Depósito(s) de material de limpeza (pode ser comum para as áreas "suja e limpa", desde que seu acesso seja externo a essas) -Sala administrativa -Área para manutenção dos equipamentos de esterilização física (exceto quando de barreira) - Área lanche e descanso colaboradores CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 15, de 15 de março de 2002 CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 15, de 15 de março de 2012 estabelece os requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços que realizam o processamento de produtos para a saúde visando à segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. aplica-se aos Centros de Material e Esterilização - CME dos serviços de saúde públicos e privados, civis e militares, e às empresas processadoras envolvidas no processamento de produtos para saúde. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 15, de 15 de março de 2002 Classifica CME Classe I é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento CME Classe II é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não complexa passíveis de processamento. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 15, de 19 de março de 2012 FLUXO UNIDIRECIONAL Área Suja recepção limpeza Área limpa preparo do material e carga da autoclave Área Estéril armazenamento distribuição avaliação integridade e funcionalidade evitar o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados evitar o cruzamento do pessoal da área contaminada com o da área limpa. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME RDC nº 15, de 19 de março de 2012 FLUXO UNIDIRECIONAL Cada etapa do processamento Procedimento Operacional Padrão - POP elaborado com base em referencial científico atualizado e normatização pertinente. deve ser amplamente divulgado e estar disponível para consulta. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Estrutura Física Área Suja Área Limpa Área Estéril CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Estrutura Física Área Suja Área Limpa Área Estéril CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Estrutura Física Área Suja Área Limpa Área Estéril CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Recepção Área Suja: Recepção e Separação, Limpeza e Desinfecção CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Recepção a área para recepção dos produtos deve estar localizada dentro da sala de recepção e limpeza. deve existir área exclusiva para recebimento de instrumental cirúrgico e consignados, quando for o caso. bancada com dimensões adequadas para conferência dos materiais de forma a garantir a segurança do processo. recipiente para descarte perfuro-cortante e material biológico CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Limpeza Lavadora Cuba funda Bancada inox Recipiente descarte perfuro-cortante e biológico Pistola água e ar comprimido Água potável ou purificada Monitoramento processo, equipamentos e insumos CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Limpeza Sistema de Climatização Controle de temperatura (18º a 22º) Vazão mínima de ar total de 18,00 m3/h/m2 Diferencial de pressão negativo entre os ambientes adjacentes, Exaustão forçada de todo ar da sala com descarga para o exterior da edificação Uso de EPI – vestimenta fechada, touca, calçado fechado, luva, máscara. CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Desinfecção Sistema de Climatização Controle de temperatura (20º a 24º) Vazão mínima de ar total de 18,00 m3/h/m2 Diferencial de pressão negativo entre os ambientes adjacentes, Equipamentos Bancada com cuba para limpeza e cuba para enxágüe, profundidade e dimensionamento que permitam a imersão completa do produto, com distanciamento suficiente para não permitir transferência acidental de líquidos Saneante/desinfetante Exaustão forçada de todo ar da sala com descarga para o exterior da edificação CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Área Limpa: Preparo do material e carga da autoclave CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Preparo estação de trabalho ergonômica carro transporte Secadora de produtos para saúde Pistolas de ar comprimido medicinal Gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Preparo Sistema de Climatização Controle de temperatura (20º a 24º) Vazão mínima de ar total de 18,00 m3/h/m2 Diferencial de pressão negativo entre os ambientes adjacentes, Exaustão forçada de todo ar da sala com descarga para o exterior da edificação Seladoras de embalagem, por termoseladora ou pela orientação do fabricante Embalagens regularizadas junto à Anvisa ou em tecido de algodão Material para rotulagem CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Avaliação da integridade e da funcionalidade lente intensificadora de imagens (mínimo 8x de aumento) teste químico quando indicado CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Área Estéril: Retirada de material da autoclave e armazenamento do material estéril CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Esterilização Dimensionada de acordo com o quantitativo e dimensão dos equipamentos para esterilização. É proibido o uso de autoclave gravitacional de capacidade superior a 100litros. Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para saúde CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Armazenamento e Distribuição para unidades consumidoras Local exclusivo, acesso restrito, não podendo ocorrer em área de circulação Ambiente limpo e seco, com proteção a luz solar direta e submetidos a manipulação mínima Equipamentos para transporte com rodízio Escadas, se necessário Prateleiras ou cestos armados Ar condicionado com pressão positiva e controle de umidade CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Recursos Humanos Coordenação das atividades por profissional de nível superior – Responsável Técnico Jornada de trabalho dedicada exclusivamente à CME Capacitação específica e periódica (classificação de produtos, conceitos básicos, transporte, processo, monitoramento, rastreabilidade...) Atribuições do Responsável Técnico CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Gerenciamento dos Processos Barreira técnica Protocolos e procedimentos operacionais padrão Rastreabilidade dos produtos Gerenciamento dos Resíduos Impedir contaminação de pessoas, do ambiente e impedir o reuso Propiciar o correto destino final dos produtos-reciclagem CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CME Equipamentos Qualificação de instalação, operação e desempenho Calibração anual dos instrumentos, leitoras de indicadores biológicos e seladoras térmicas Manutenção dos equipamentos Requalificação do processo após mudança de local, mau funcionamento, reparos, suspeitas de falhas no processo de esterilização Insumos Aquisição do Material – participar a especificação para aquisição de produtos para saúde Qualidade da água Qualidade dos saneantes ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTELNTABILIDADE Principais Leis, Resoluções, Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o trabalho no CME Legislação Correlata - ANVISA DA ESTRUTURA E ANÁLISE DE PROJETOS DE CME RDC n° 50, de 21 de fevereiro de 2002 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. RDC n° 51, de 06 de outubro de 2011 - Dispõe sobre os requisitos mí nimos para a análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e dá outras providências. DOS PROCESSOS GERAIS DE CME RDC nº 63 de 25 de novembro de 2011 - Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. RDC nº 02, de 25 de janeiro de 2010 - Dispõe sobre o gerenciamento de tecnologias em saúde em estabelecimentos de saúde. RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. DOS PROCESSOS ESPECÍFICOS DE CME RDC n°06, de 30 de janeiro de 2012 - Dispõe sobre as Boas Prátic as de Funcionamento para as Unidades de Processamento de Roupas de Serviços de Saúde e dá outras providências. RDC nº 171, de 04 de setembro de 2006 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o funcionamento de Bancos de Leite Humano. 35 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Legislação Vigilância Sanitária 36 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Principais Leis, Resoluções, Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o trabalho no CME Vigilância Sanitária RDC nº 15 de 15 de março de 2012, que aprova o Regulamento Técnico que estabelece os requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde RDC nº 307 de 14 de novembro de 2002, que considera a CME uma unidade de apoio técnico, que tem como finalidade o fornecimento de artigos médico-hospitalares adequadamente processados RDC nº 156 de 11 de agosto de 2006, dispõe sobre registro,rotulagem e ”reprocessamento” de produtos médicos, e dá outras providências RE n. 2605 de 11 de agosto de 2006, estabelece a lista de produtos médicos enquadrados como de uso único proibidos de ser “reprocessados”. RE n.2606 de 11 de agosto de 2006, dispõe sobre as diretrizes para elaboração ,validação e implantação de produtos de “reprocessamento” de produtos médicos e dá outras providências. 37 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Principais Leis, Resoluções, Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o trabalho no CME Resolução COFEN nº 424/2012, normatiza as atribuições dos profissionais de enfermagem em centro de material e esterilização e em empresas processadoras de produtos para saúde. Portaria Interministerial nº482 – 1999, regulamenta a utilização do óxido de etileno 38 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Principais Leis, Resoluções, Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o trabalho no CME NBR- 5413 (ABNT, 1992) – conforto luminoso NBR-7256 (ABNT,2005) - tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde 39 Para ajudar a proteger sua priv acidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo externo. ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Práticas Recomendadas 40 Para ajudar a proteger sua priv acidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo externo. ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Padronização/Normalização ISO (International Organization for Standardization) do grego “isos”, “igualdade” Tipos de Classificação Normas Técnicas, por ex. ABNT Classificações, por ex. BR / BRA / 076 para o Brasil Normas de Procedimento, por ex. Gestão de Qualidade - ISO 9000 Gestão do Ambiente - ISO 14064 41 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Avaliação de Conformidade • IAHCSMM: International Association of Healthcare Central Services and Material Management • CBSPD: Certification Board for Sterile Processing and Distribution. 42 ESTRATÉGIAS E BOAS PRÁTICAS EM SAÚDE FOCADAS NA SUSTENTABILIDADE Selo Verde 43 OBRIGADA! Arqtª. Célia Bertazzoli [email protected] 55-11-5584-5277 44