PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar ELETROQUÍMICA –0,25 V Atualmente, em cada parte que se olhe, a eletroquímica se faz presente. Desde a rede elétrica que abastece as nossas casas, até as pilhas usadas em lanternas. Desde a bateria de celulares, passando por processos de galvanização, produção industrial de alumínio, notebooks etc. O mundo precisa da energia elétrica emais ainda de produzi-la. Como a energia elétrica é produzida? Como podemos usá-la na química? Em 1800, o físico italiano Alessandro Volta construiu a primeira pilha elétrica, “empilhando” discos de cobre e zinco alternados e separados por pedaços de tecido embebido em ácido sulfúrico. Desse modo, ele conseguiu produzir eletricidade sob a forma de uma corrente que flui continuamente. Construindo pilhas de vários metais, constataremos que cada pilha fornecerá diferentes voltagens, também chamadas de força eletromotriz (fem) ou diferencial de potencial (ddp). Isso nos obriga a escolher um “padrão de referência”, o padrão escolhido foi o Eletrodo Padrão de Hidrogênio – EPH. O esquema do EPH está abaixo. Por ser o padrão, convencionou-se que sua ddp seria OV (zero volt); desse modo, os outros eletrodos têm a sua voltagem estabelecida em relação a ele. Liga-se um eletrodo a ter a o seu potencial determinado ao EPH e faz-se a leitura no voltímetro. A voltagem indicada corresponde ao eletrodo a ser analisado (lembrando que a ddp do EPH é zero). Após confrontar os elementos em relação ao EPH, obtemos a “Tabela de Potenciais-Padrão dos Eletrodos”; onde se lista os potenciais de oxidação (Eº) dos elementos, medidos em volts. Alguns potenciais-padrão são mostrados a seguir: POTENCIAL DE REDUÇÃO –1,66 V –0,76 V –0,44 V Atualizada em 5/8/2011 –0,13 V 0,00 V 0,34 V PILHAS –2,36 V –0,14 V REAÇÃO POTENCIAL DE OXIDAÇÃO Mg Mg+2 + 2e– 2,36 V Al Al+3 + 3e– 1,66 V Zn Zn+2 + 2e– 0,76 V Fe Fe+2 + 2e– 0,44 V 0,80 V 1,50 V Ni Ni+2 + 2e– 0,25 V Sn Sn+2 + 2e– 0,14 V Pb Pb+2 + 2e– 0,13 V H2 2H+ + 2e– 0,00 V Cu Cu+2 + 2e– –0,34 V Ag+ + e– –0,80 V Au+3 + 3e– –1,50 V Ag Au Pilhas, propriamente ditas, são dispositivos eletroquímicos que transformam reações químicas em energia elétrica. Cada substância possui uma maior ou menor tendência de perder elétrons; tendência esta chamada de “Potencial de Oxidação”. Deste modo, uma substância X que tenha um potencial de oxidação maior que uma substância Y, irá perder seus elétrons gradativamente para esta substância se colocarmos as duas juntas. Dizendo de outro modo: Como a substância Y tem menor tendência de perder elétrons que a substância X, a substância Y retirará elétrons da substância X; com isso, a substância X irá se oxidar (Oxidação = Perda de elétrons), enquanto que a substância Y irá se reduzir (Redução = Ganho de elétrons). E a passagem de elétrons de uma substância para a outra é que é a corrente elétrica. Assim, podemos assegurar que a tendência do zinco (Zn) em perder elétrons é maior do que a do cobre (Cu). Com isso, o zinco se oxida (perde elétrons) enquanto que o cobre se reduz (ganha elétrons). Ora, não precisamos ser grandes Alquimistas para deduzir que, para se produzir corrente elétrica, basta colocar em contato duas substâncias de potenciais de oxidação bem distantes (quanto mais distantes, melhor a produção de corrente). Deve-se salientar que o número de elétrons perdidos pela substância oxidada é exatamente igual ao número de elétron recebidos pela substância reduzida. Não ocorre nenhum “extravio” de elétrons, já que eles não saem para passear nem para ir ao shopping. Podemos construir uma pilha bem simples: Em um recipiente (como um copo grande, por exemplo), adicione certa quantidade solução de sulfato de zinco (ZnSO4). Nesta solução, mergulhe uma vela de filtro (previamente serrada perto da extremidade por onde sairia a água filtrada) com solução de sulfato de cobre (CuSO4), ambas na concentração 0,1 molar; deve-se notar que a solução de sulfato de zinco ficará isolada da solução de sulfato de cobre pela parede da porcelana porosa com que foi feita a vela. Na solução de sulfato de zinco mergulhe uma pequena placa de zinco metálico, previamente limpa e lixada. Na solução de sulfato de cobre, mergulhe uma placa de cobre, também limpa e lixada. Com o auxílio de um voltímetro, determine a intensidade da corrente nas extremidades das duas placas; de ante-mão, já posso assegurar que o eletrodo de zinco (já podemos chamá-lo assim) é o polo negativo Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 1 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar e, obviamente, o eletrodo de cobre é o polo positivo; mas você tem o direito de duvidar do que eu estou falando e tentar experimentar os eletrodos do voltímetro em qualquer posição. Bom, como você pode constatar pelo voltímetro, está sendo produzido corrente elétrica nessa experiência (cerca de 1 volt). Mas, por quê? Porque o potencial de oxidação do zinco é 0,76V, enquanto que o potencial do cobre é igual a –0,34V, muitíssimo mais baixo que o do zinco. Com isso, os elétrons fluem do zinco para o cobre; o zinco será, portanto, oxidado e o cobre reduzido. Com o passar do tempo, verificaremos que a placa de zinco perderá massa, enquanto que a placa de cobre terá a sua massa aumentada. A reação é: Znº + Cu +2 → Zn +2 ΔE . 0,059 [Redutor] log n Onde: Alº + Cuº = ΔEº – [Oxidante] ΔE = Voltagem produzida ΔEº = Potencial de oxidação do anôdo ou do catodo n = Número de elétrons envolvidos [ ] = Concentração Ex. Calcule +3 (0,01M) | Al a || ddp da Cu+2 (0,1M) | pilha: Cuº RESPOSTA: Muito bem, isso que você construiu é uma forma adaptada da famosa pilha de Daniell. Podemos fazer este tipo de pilha com outras substâncias também, formando pares do tipo Zn/Pb, Al/Cu etc. Cada uma delas fornecendo um diferencial de potencial (ddp ou voltagem) diferente. Agora vou lançar uma dúvida em sua cabeça: Por que a voltagem da pilha Zn/Cu é de cerca de 1,10V? Simples: O cálculo da ddp (diferença de potencial ou voltagem ou força eletromotriz) é feito através da fórmula abaixo: ΔEº = Pot. de oxid. do Redutor – Pot. de oxid. do oxidante Como o potencial de oxidação do redutor (no caso, o zinco) é de 0,76V e o potencial de oxidação do oxidante (no caso, o cobre) é de –0,34V; temos: ΔEº = 0,76 – (–0,34) = 1,10V. Também podemos representar da seguinte forma: Znº → Zn+2 + 2e– Cu+2 + 2 e– → Cuº Eº = 0,76V Eº = 0,34V Znº + Cu+2 → Zn+2 + Cuº ΔEº = 1,10V Como pode-se ver, a reação do cobre foi invertida, tornando-se uma reação de ganho de elétrons. Por isso, seu potencial teve o sinal trocado, representando, assim, o potencial de redução. Espere aí! Pelos cálculos, a voltagem produzida seria de 1,10V, mas o Alquimista de plantão disse que deveria aparecer no voltímetro cerca de 1 volt. Para onde foram os 0,1V? Bom, sempre teremos que considerar algumas “perdas”, como má passagem de corrente pelo fio do voltímetro, temperatura acima ou abaixo da temperatura ambiente (25ºC), concentrações diferentes etc. Contudo, a voltagem deve ficar em cerca de 1,0V mesmo. Afinal, eu não conheço nenhum processo que dê SEMPRE 100% de rendimento. Se nós variarmos a concentração das soluções, obteremos voltagens maiores ou menores dependendo de quem será o mais concentrado. Para determinar a ddp de um sistema em que há concentrações diferentes de oxidantes e redutores, empregamos a Equação de Nernst, escrita abaixo: 2 Atualizada em 5/8/2011 Cálculo do ΔEº: +3 2 Alº → 2 Al + 6 e– Eº = 1,66V 3 Cu+2 + 6 e– → 3 Cuº Eº = 0,34V +2 ΔEº = 2,00V +3 2 Alº + 3 Cu → 2 Al Cuº +3 Cálculo da ddp: ΔE = 2 – 0,059 6 . log [0,01] = 2,1V [0,1] Como podem observar, quanto maior a concentração do agente oxidante (no caso o cobre), maior será a ddp obtida. Experimentem inverter os valores das concentrações dos reagentes do exemplo anterior e comprovem. Muito bem, muito legal, mas existe só um tipo de pilhas? Claro que não! Existe ainda a “Pilha Sêca” (aquela que usamos em rádios e lanternas). Este tipo de pilha é constituída por um pólo negativo de zinco (base e superfície lateral do invólucro) e um pólo positivo de grafite (bastão central). Entre ambos existe uma massa pastosa contendo cloreto de amônio (NH4Cl), dióxido de manganês (MnO2), cloreto de zinco (ZnCl2) e água. Esta massa é a responsável pela circulação dos elétrons internamente durante o seu funcionamento. Tanto a pilha de Daniell como a pilha sêca, possuem reações irreversíveis, ou seja, não se pode “recarregar” estas pilhas; portanto, essa estória de pôr as pilhas na geladeira para recarregar é apenas folclore das pessoas e não tem nenhum fundamento científico; desse modo, deixe a sua geladeira para guardar somente alimentos. Os únicos que podem ser recarregados são os acumuladores ou baterias (daquelas usadas em automóveis). Os acumuladores usados em automóveis são uma associação de pilhas (daí o nome “bateria”) ligadas em série. Normalmente, são constituídos por um pólo negativo de chumbo e um pólo positivo de dióxido de chumbo (PbO2). Entre ambos, existe uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4), usado como eletrólito. Durante a descarga do acumulador, os dois pólos são desgastados simultâneamente pelo ácido sulfúrico, resultando, em ambos os casos, sulfato de chumbo II (PbSO4); durante a carga, o sulfato de chumbo II regenera, também simultâneamente, o chumbo e o dióxido de chumbo, conforme a reação: Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar Exemplos Pb + PbO2 + H2SO4 –> 2 PbSO4 + 2 H2O Solução aquosa de iodeto de potássio (KI) A reação da esquerda para a direita é o processo de “descarregamento” da bateria, enquanto que a reação da direita para a esquerda é o processo de “carregamento”; essa reação demosntra que se trata de um processo reversível. Como cada pilha ou elemento do acumulador fornece uma ddp de aproximadamente 2V, numa bateria de carro existem 6 elementos (ou pilhas) para que a bateria possa fornecer uma ddp de 12V. Existem ainda acumuladores que fornecem ddp’s ainda maiores; usados em tratores, aviões ou centrais telefônicas etc. ELETRÓLISE Ao se observar certos fenômenos químicos ficamos: “E se fosse ao contrário? Seria possível?”. Isso nos dá muito o que pensar com relação a todos os fenômenos naturais. Imaginemos agora o seguinte: Pilhas são dispositivos que convertem reações químicas em energia elétrica. Pois bem, ao contrário das pilhas a eletrólise produz reações químicas através da energia elétrica. A propósito, um macetezinho: Toda palavra (em química) que é seguida do sufixo lise indica uma “quebra” através de alguma coisa. Por exemplo: Ozonólise – quebra da molécula através do ozônio, Pirólise – quebra de uma molécula através da ação do calor etc. Que nome você sugeriria para uma “quebra” que ocorreu através da passagem de eletricidade? A eletrólise pode ser ígnea ou aquosa. A eletrólise ígnea é o nome que se dá a uma reação química provocada pela passagem de corrente elétrica através de um composto iônico fundido. Uma de suas aplicações práticas está na obtenção do alumínio da bauxita. Já a eletrólise aquosa é o nome de uma reação química provocada pela passagem de corrente elétrica por meio de uma solução aquosa de um eletrólito. A eletrólise é um fenômeno de oxi-redução, sendo assim, o total de elétrons perdidos no pólo positivo deve ser igual ao total de elétrons recebidos no pólo negativo. Um pouco complicado não é? Basta raciocinar que os elétrons não somem; desse modo, o número de elétrons cedidos são sempre iguais ao número de elétrons recebidos. O pólo onde há perda de elétrons (oxidação) recebe o nome de “anôdo”, enquanto que o pólo onde há ganho de elétrons (redução) recebe o nome de “catodo”. ASPECTOS QUALITATIVOS - Estes aspectos cuidam que tipo de reação ocorre nos pólos positivo e negativo, aos quais são aplicados determinada quantidade de corrente elétrica, ou seja, trata do que é produzido, pouco importando a quantidade envolvida. Bom, fazendo passar corrente elétrica em diversas soluções, ocorrerão reações que irão depender da natureza de cada substância envolvida. As eletrodeposições ocorrem segundo uma ordem de ionização, a qual é mostrada abaixo: 1. Ânions não-oxigenados (Ex. F–, Cl–, S– etc.) – 2. Hidroxilas (OH ) 3. Ânions oxigenados (EX. SO4=, NO3–, PO4+3 etc.) OBSERVAÇÃO - A ordem que os cátions obedecem, segue a tabela de potenciais padrão (quanto mais abaixo, maior a tendência receber elétrons). Atualizada em 5/8/2011 KI –> K+ + I– Ionização: POLO (+) – ANÔDO POLO (–) – CATODO – – 2 I – 2e –> I2 OH– (Em Solução) + – 2 H + 2e –> H2 2K+(Em Solução) Solução aquosa de sulfato de sódio (Na2SO4) Ionização: + Na2SO4 –> 2Na + SO4 = POLO (+) – ANÔDO POLO (–) CATODO – SO4= (em solução) – – 4 OH – 4e –> 2H2O + O2 2 Na+ (em solução) + – 2H + 2e –> H2 ASPECTOS QUANTITATIVOS – Baseiam-se nas Leis de Faraday, propostas por Michael Faraday, as quais dizem: A massa (em gramas) de uma substância eletrolisada é diretamente proporcional à carga Q que a atravessa: m ~ Q . Como a carga elétrica é igual à intensidade de corrente elétrica (em ampéres) multiplicada pelo tempo (em segundos), temos que: m ~ i .t A massa eletrolisada de uma substância é diretamente proporcional ao equivalente-grama dessa substância: m ~ E Se substituirmos os primeiros termos da primeira lei pelos termos da segunda lei, podemos dizer que a massa eletrodepositada é diretamente proporcional à intensidade de corrente elétrica, ao tempo decorrido da eletrodeposição e ao equivalente-grama da substância eletrodepositada. Mas, para podermos trabalharmos matematicamente, devemos transformar esta proporção em uma igualdade, utilizando, para isso, um fator de correção (k). Desse modo, temos: m = k . E . i . t = Massa eletrolisada (g) Onde: m k = Constante de proporcionalidade = 1/F = –1 (96500 c) E = Equivalente-grama da substância eletrolisada i = Intensidade de corrente elétrica (A) t = Tempo gasto na eletrólise (s) Exemplos 1) Calcular a massa de cobre depositada pelo catodo após 2h, utilizando corrente de 1A. RESPOSTA – m = k . E . i . t = 31,75 . 1 . 7.200 . –1 (96500) = 2,73g 2) A deposição eletrolítica de 2,975g de um metal de peso atômico 119 requereu uma carga de 9650 coulombs. Qual é o número de oxidação desse metal? Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 3 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar RESPOSTA – m = k 2,975 = E . 9650/96500 ›› E = mol/Nox ›› Nox = 119 / 29,75 = 4 . E E = . Q 29,75 A galvanoplastia, também chamada de galvanização e a anodização são outros exemplos de aplicação prática da eletrólise. Podemos defini-la como sendo o ato de recobrir uma superfície de metal com uma camada fina de outro metal. Esse processo é geralmente usado para proteger objetos metálicos contra oxidação (v. Corrosão), bem como para melhorar a sua aparência. O objeto que vai receber o banho faz o papel do catodo; um pedaço de papel que vai recobri-lo é o anôdo e o eletrólito contém um composto desse metal. Se uma placa de aço deve receber uma camada de estanho, este será usado como anôdo e a solução e uma solução de sulfato de estanho será usada como eletrólito; quando o corrente elétrica é ligada, os íons positivos de estanho migram através da solução até o aço, formando uma camada de estanho em sua superfície. É o processo no qual uma peça metálica, recebe o revestimento de outro metal, através da eletrólise aquosa de um sal. Esse processo permite revestir anéis com uma camada de ouro e faqueiros com uma camada de prata. Já o ferro galvanizado consiste no ferro que recebeu uma camada superficial de zinco por eletrólise. A anodização é uma forma de resguardar certos metais contra a corrosão, é a formação de uma camada protetora superficial de um óxido do próprio metal. Um processo de anodização bastante conhecido é o caso do alumínio. SUBSTÂNCIAS SUBSTÂNCIAS PURAS É um conjunto de moléculas quimicamente iguais. Podem ser classificadas de dois tipos: Substância pura simples: é aquela que apresenta um só elemento químico. Ex: O2, S8, Cl2, O3, N2, P4. Substância pura composta: é aquela formada por mais de um elemento. Ex: H2SO4, C12H22O11, H2O, HNO3. Elemento Variedades alotrópicas Carbono (C) Diamante (Cn) Grafite (Cn) Oxigênio (O) Oxigênio (O2) Ozônio (O3) Fósforo (P) Fósforo branco (P4) Fósforo vermelho (Pn) Enxofre (S) Enxofre rômbico (S8) Enxofre monoclínico (S8) OS ESTADOS SUBSTÂNCIAS DE AGREGAÇÃO DAS Todos os corpos existentes na Terra, assim como todos existentes no Universo têm característica em comum: são constituídos por matéria. O que diferencia todos os corpos do Universo portanto é o tipo de matéria, ou seja, a concentração de cada elemento diferente existente na natureza e também seu estado. Os estados da matéria são: sólido, líquido e gasoso. Existem mais dois estados, os quais, não serão estudados que são o plasma e o zero absoluto. CARACTERÍSTICAS AGREGAÇÃO DOS ESTADOS DE Estado Sólido - forças de coesão são maiores do que as de repulsão; - apresenta retículo cristalino – forma e volume definidos; - são pouco compressíveis; - é o estado mais organizado da matéria. Estado Líquido - as forças de coesão e repulsão se igualam; - apresenta forma variável e volume definido; - apresenta tensão superficial; - podem ser comprimidos; - apresenta organização média. Estado Gasoso - forças de repulsão são maiores do que as de coesão; - apresenta forma e volume indefinidos; - há grande compressibilidade e elasticidade; - é o estado mais desorganizado da matéria. MUDANÇA DE ESTADOS ALOTROPIA É o fenômeno em que um mesmo elemento químico (átomos de mesmo número atômico) forma duas ou mais substâncias simples diferentes. 4 Atualizada em 5/8/2011 O estado de agregação da matéria pode ser alterado por variações de temperatura e de pressão, sem que seja alterada a composição da matéria. Como mostra o diagrama abaixo: Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Oromar Química – Parte 05 DIFERENÇA ENTRE GÁS E VAPOR Vapor: designação dada a matéria no estado gasoso, quando é capaz de existir em equilíbrio com o líquido ou com o sólido correspondente, podendo sofrer liquefação pelo simples abaixamento de temperatura ou aumento da pressão. Gás: fluido, elástico, impossível de ser liquefeito por um aumento de pressão ou só por uma diminuição de temperatura, o que o diferencia do vapor. água + óleo MISTURAS É a associação de duas ou mais substâncias cujas propriedades permanecem inalteradas, ou seja, é possível separar seus componentes por um método adequado de fracionamento de misturas. As misturas classificam-se em homogêneas e heterogêneas, sendo utilizado como critério o visual ou microscópico. Fases: é cada porção visível de uma mistura. Mistura homogênea É aquela mistura que apresenta um única fase (único aspecto). Ex: água + álcool, água + açúcar, pão. água + gelo SEPARAÇÃO DE MISTURAS As misturas homogênea e heterogênea podem ser separadas através de técnicas analíticas. Como por exemplo: H O M O G Ê N E A S Destilação simples (sólido + líquido) Por aquecimento, só o líquido entra em ebulição, vaporiza-se e a seguir condensa-se, separando-se do sólido. Ex.: destilar solução de permanganato de potássio. Destilação fracionada (líquido + líquido) Pão Liga metálica Mistura heterogênea É aquela mistura que apresena mais do que uma fase (mais do que um aspecto). É utilizada quando temos líquidos que tenham diferentes pontos de ebulição (P.E.) que passam através de uma coluna de fracionamento. Por aquecimento, os líquidos vaporizam-se e a seguir condensam-se, separadamente, à medida que vão sendo atingidos os seus P.E. Ex.: fracionamento do petróleo Liquefação fracionada (gás + gás) Por resfriamento da mistura, os gases se liquefazem separadamente, à medida que vão sendo atingidos os seus P.E. Ex.: mistura de O2 e N2 Aquecimento simples Ex: água + gelo, água + azeite. (gás + líquido) Por aquecimento abaixo do PE do líquido, o gás dissolvido é expulso. Ex.: água com CO2 Atualizada em 5/8/2011 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 5 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar H E T E R O G Ê N E A S 6 Evaporação - o componente líquido é separado do sólido após se deixar evaporar o líquido presente. Ex.: separar o sal da água do mar. Todas Catação - Os fragmentos são catados as fases com a mão ou pinça. Ex.: separar arroz são sólidas do feijão. Ventilação Separação do componente mais leve por corrente de ar. Ex.: separar a casca do arroz. Levigação Separação do componente mais leve por corrente de água que arrasta o componente menos denso. Ex.: separação de minérios. Flotação - Separação por um líquido de densidade intermediária entre dois sólidos de densidades diferentes. O sólido menos denso flutua no líquido. Ex.: separação do ouro do seu minério com o auxílio de mercúrio líquido. Dissolução fracionada - Separação por meio de um líquido que dissolve apenas um componente e não dissolve os outros. Necessita de um método auxiliar para retirar o líquido adicionado, geralmente filtração e evaporação. Ex.: mistura de areia e sal. Separação magnética - Apenas um componente é atraído pelo ímã, geralmente ferro, níquel e cobalto. Ex.: areia com limalha de ferro Fusão fracionada - Separação por aquecimento da mistura até a fusão do componente de menor P.F. Cristalização fracionada - Adicionase um líquido que dissolva todos os sólidos. Por evaporação da solução obtida, os componentes cristalizam-se separadamente. Peneiração ou tamização - separa-se grãos menores de maiores com o auxílio de uma peneira (conhecido também como tamis). O grãos maiores ficam retidos na peneira e os menores passam pela malha. Ex.: separar areia de pedregulhos. Sedimentação - Separação de duas Pelo menos ou mais camadas devido a diferentes uma das densidades, sendo que a fase mais fases não é densa se deposita no fundo do sólida recipiente em que se encontra. Decantação - Após a sedimentação a fase líquida é escoada ou retirada por intermédio de um sifão. Sifonamento - necessita que se estabeleça um diferença de altura entre o frasco que contém a mistura e a ponta do sifão para que haja escoamento da fase superficial da mistura. Atualizada em 5/8/2011 água, aspirar o pó com aspirador. Funil de decantação - separa dois líquidos imiscíveis (não se misturam entre si) com o auxílio de um funil de decantação (chamado também de pêra de decantação). Ao se abrir a torneira o líquido mais denso escoa separandose do outro líquido. Ex.: água e azeite Centrifugação Decantação acelerada por um centrífuga. É utilizado quando as partículas sólidas são muito pequenas, o que demoraria para decantar. A centrífuga origina uma força que desloca as partículas para o fundo dos tubos do aparelho. Câmara de poeira - passar um mistura sólido-gás no interior de uma câmara subdividida em tabiques (chicanas) onde a poeira fica retida o gás sai purificado. Ex.: ar com poeira. Sublimação - é possível separar sólidos que sublimam a temperatura ambiente ou com leve aquecimento. Ex.: separar iodo de outros sólidos Importante: não esquecer que na mistura não há reação química, por isso, podemos separar o sistema por um processo físico. FENÔMENOS FÍSICOS E QUÍMICOS Fenômeno é toda e qualquer transformação que ocorre com a matéria, podendo basicamente ser classificado em físico e químico. FENÔMENO FÍSICO É todo fenômeno que ocorre sem que haja a formação de novas substâncias. São fenômenos físicos: a queda de um corpo, a reflexão da luz em um espelho, a dilatação dos corpos, a evaporação do álcool, a fusão do gelo, etc. chuva FENÔMENO QUÍMICO É todo fenômeno que ocorre com a formação de novas substâncias. São fenômenos químicos: a combustão do álcool, o enferrujamento do ferro, a respiração dos seres vivos, a fotossíntese realizada pelos vegetais clorofilados, etc. Filtração - Separa a fase líquida ou gasosa da sólida por meio de uma fogo – reação de combustão superfície porosa que retém o sólido.Usam-se papelbibliográfica filtro ou composta filtro depor coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. Esta apostila é uma referência porcelana. coar odecafé, filtrar a na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. A apostila é deEx.: uso exclusivo alunos matriculados PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Oromar TESTES 01) PUCMG-2001/1º Sem Primeira Fase / Tarde Quando se passa em frente a uma churrascaria em atividade, ainda que de longe, percebe-se o cheiro característico e convidativo do churrasco. O fato ocorre porque partículas de matéria dispersas no ar atmosférico chegam até nós. Assinale a propriedade de matéria percebida: a) funcional b) organoléptica c) solubilidade d) descontinuidade 02) PUCMG-1998/2º Sem Primeira Fase / Tarde É propriedade organoléptica de uma substância: a) densidade. b) massa. c) ponto de fusão. d) cor. e) sublimação. 03) PUCMG-2000/2º Sem Primeira Fase / Tarde Ácidos, bases e sais são substâncias familiares a todos nós e podem ser encontrados ao nosso redor, em nossas casas e até em nosso organismo, ajudando-nos a viver melhor. Abaixo, na primeira coluna, estão relacionadas diversas dessas substâncias e, na segunda coluna, as suas aplicações. 1. NaOH 2. HCl 3. Ca(OH)2 4. NaHCO3 5. NH4OH 6. H2SO4 ( ) utilizado em baterias de automóveis. ( ) principal componente do suco gástrico. ( ) usado como antiácido estomacal. ( ) utilizado em construções civis. ( ) empregado na fabricação de sabão. ( ) integra a composição de certos produtos de limpeza. A numeração CORRETA da segunda coluna de acordo com a primeira, de cima para baixo, relacionando as substâncias com as respectivas aplicações, é: a) 6, 2, 4, 3, 1, 5 b) 2, 6, 3 , 5, 4, 1 c) 6, 4, 3, 1, 5, 2 d) 2, 4, 3, 5, 1, 6 e) 5, 2, 4, 3, 6, 1 04) PUCMG-2000/1º Sem Primeira Fase / Manhã Prova A São muitas as frações obtidas do petróleo. O processo de separação das frações é feito por destilação fracionada, que se baseia em diferentes: a) pontos de ebulição b) densidades c) solubilidades d) pontos de fusão e) polaridades Atualizada em 5/8/2011 Química – Parte 05 05) PUCMG-1998/2º Sem Primeira Fase / Tarde Quando se borrifa água numa chapa superaquecida, as gotículas do líquido ficam “dançando” na superfície da chapa. Nesse caso, observa-se o fenômeno de: a) liquefação. b) sublimação. c) calefação. d) condensação. e) fusão. 06) Unicamp 1999 2ª Fase Evidências experimentais mostram que somos capazes, em média, de segurar por um certo tempo um frasco que o esteja a uma temperatura de 60 C, sem nos queimarmos. Suponha uma situação em que dois béqueres contendo cada um deles um líquido diferente (X e Y) tenham sido colocados sobre uma chapa elétrica de aquecimento, que está à temperatura de 100oC. A o temperatura normal de ebulição do líquido X é 50 C e a o do líquido Y é 120 C. a) Após certo tempo de contato com esta chapa, qual dos frascos poderá ser tocado com a mão sem que se corra o risco de sofrer queimaduras? Justifique a sua resposta. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ b) Se a cada um desses frascos for adicionada quantidade igual de um soluto não volátil, mantendo-se a chapa de aquecimento a 100C, o que acontecerá com a temperatura de cada um dos líquidos? Explique. ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 07) UFMG-2001- Primeira Fase Na produção caseira de pães, usando-se fermento. É comum colocar-se uma bolinha de massa em um copo com água. Inicialmente, a bolinha afunda na água e, decorrido algum tempo, ela flutua, indicando o momento de assar os pães. Considerando-se o fenômeno descrito, É CORRETO afirmar que a bolinha flutua porque ela a) fica cheia de água. b) se dissolve parcialmente na água. c) se torna menos densa que a água. c) tem sua massa diminuída. 08) PUCMG-2000/1º Sem Primeira Fase / Manhã Num início de noite de agosto de 1986, na pequena cidade de Nyos, num vale da República dos Camarões, aconteceu um acidente ecológico natural. Subitamente, uma nuvem baixa, formada de uma imensa bolha de certo gás (trezentos milhões de metros cúbicos), vinda do Lago Nyos (situado no morro acima da cidade), espalhou-se pela cidade e pelo vale, alterando tragicamente a atmosfera. O gás da nuvem mortífera, por ser uma vez e meia mais denso que o ar, expulsou o ar da região, matando por asfixia, em poucos minutos, mais de mil e duzentas pessoas, milhares de vacas e aves, centenas de cabras e carneiros. Com base nas densidades dos gases e do ar, pode-se deduzir que o gás do sinistro e traiçoeiro fenômeno foi: a) ozônio Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 7 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Oromar b) hélio c) hidrogênio d) gás carbônico e) amônia Química – Parte 05 13) PUCRIO-1999/1º - Primeira Fase Dentro de um frasco, estão bem misturados pó de ferro, areia e sal de cozinha, todos finamente divididos. Baseado nas operações de: I - Filtração, II - Centrifugação, III - Solubilização em água, IV - Separação magnética, V - Decantação, indique a ordem de procedimentos que separará os três componentes desta mistura: (A) I, II, III. (B) I, III, II. (C) IV, III, I. (D) IV, III,II. (E) III, I, V. 09) PUCMG-1998/2º Sem Primeira Fase / Tarde É propriedade organoléptica de uma substância: a) densidade. b) massa. c) ponto de fusão. d) cor. e) sublimação. 10) FUVEST-1987 O vapor obtido pela ebulição das seguintes soluções: I Água e Sal II Água e Açúcar III Água e Álcool é constituído de água pura apenas: a) no caso I. b) no caso II. c) no caso III. d) nos casos I e II. e) nos casos II e III. 11) PUCMG-1999/2º Sem Primeira Fase / Manhã Destilação fracionada é processo utilizado na separação das frações da seguinte mistura: a) enxofre + salmoura b) petróleo c) água + gasolina d) cloreto de sódio da água do mar e) mercúrio + água + óleo 12) PUCRIO-1998/2º - Primeira Fase A água que bebemos no Rio de Janeiro é, em sua maior parte, desviada do barrento Rio Paraíba do Sul para a estação de tratamento do Guandu. Lá chegando, a água é enviada para grandes reservatórios, onde permanece um certo tempo em repouso. É a primeira fase do seu processo de purificação, em que as partículas em suspensão estão sendo separadas por: a) filtração b) decantação c) homogeneização d) aeração e) tamisação 8 Atualizada em 5/8/2011 14) PUCRIO-2000/1º - Primeira Fase Boa parte da água consumida no Rio de Janeiro é proveniente do Rio Paraíba do Sul e é rica em materiais em suspensão. Chegando à estação de tratamento, esta água é conduzida através de canais contendo telas, para reter materiais como galhos e folhas, e transportada para grandes tanques, onde é mantida em repouso. Esta água, agora mais clara, é levada a um outro tanque, onde são adicionados agentes coagulantes, que fazem com que as partículas menores se agreguem e depositem no fundo. A água, então clareada, está pronta para receber o cloro e ser distribuída para a população. Entre os processos de separação descritos, estão, em seqüência: a) transporte e clareamento. b) transporte e flotação. c) filtração e transporte. d) decantação e cloração. e) filtração e decantação. 15) UFAL - Tanto o diamante como a grafita são formados apenas por átomos de carbono. entretanto, diferem bastante na maioria de suas propriedades. Isto é explicado pelo fato de apresentarem diferentes : a) produtos de combustão b) estruturas cristalinas c) massas atômicas d) núcleos atômicos e) cargas elétricas 16) UFAL Os sistemas a seguir A. água + álcool etílico + óleo B. ar + poeira podem ser classificados, respectivamente, como : a) homogêneo-trifásico e homogêneo-bifásico. b) heterogêneo-bifásico e heterogêneo-bifásico. c )homogêneo-monofásico e homogêneo-monofásico d) heterogêneo-bifásico e homogêneo-monofásico e) homogêneo-unifásico e heterogêneo-bifásico 17) UFAL - dentre as substâncias químicas : grafite, celulose, água oxigenada e ozônio, são formados por um único elemento químico a) água oxigenada e ozônio b) celulose e água oxigenada c) grafite e ozônio d) celulose e ozônio e) grafite e celulose Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar 18) UFAL - Das seguintes amostras metálicas, qual pode ser representada por um símbolo químico? a) latão b) bronze c) aço d) ouro e) duralumínio 19) (UFSC-ADAPTADA) – Fenômeno químico é aquele que altera a natureza da matéria, isto é, aquele no qual ocorre uma reação química. Baseado nessa informação, analise a(s) proposição (ões) abaixo e escolha aquela (s) que corresponde (m) a um fenômeno químico: 01) a combustão de álcool ou gasolina nos motores de automóveis. 02) A precipitação de chuvas. 04)A queima de gás de cozinha. 08) A formação de gelo dentro de um refrigerador. 16) A formação de ferrugem sobre uma peça de ferro deixada ao relento. contínua, verifica que, em certo momento, o sal não se dissolve mais. A partir deste instante, toda a quantidade adicional de sal que for colocado no sistema irá depositar ou precipitar no fundo do recipiente; denomina-se, então, que a solução se tornou uma solução saturada, ou que atingiu o ponto de saturação. Exemplo: Observe três situações: Solubilidade do cloreto de potássio (KCℓ) em água a 20º C é de 34g do sal em 100g de H2O. Ponto de fusão (°C) Ponto de ebulição(°C) I - 219,0 - 188,2 II - 101,0 - 34,7 III - 7,2 58 IV 113,7 183 V - 40,0 25 VI - 38,4 357 Considerando os dados apresentados e que as substâncias podem apresentar estado físico, dependendo dos pontos de fusão e de ebulição, concluise que, à temperatura ambiente (25°C), a substância (assinale as alternativas corretas): a) I é gasosa b) II é líquida c) III é sólida d) IV é sólida e) V é volátil f) VI é líquida SOLUÇÕES São misturas homogêneas, constituídas de dois ou mais componentes (substâncias). A atmosfera, o mar, as ligas metálicas são exemplos de soluções. Nas soluções encontramos: Soluto: componente geralmente em menor quantidade (disperso). Solvente:componente que recebe o soluto (dispersante). Estudaremos apenas as soluções aquosas. SOLUBILIDADE água, Adicionando-se gradativamente sal de cozinha à em temperatura constante e sob agitação Atualizada em 5/8/2011 SATURADA INSATURADA SUPERSATURADA Observação: 20) (UFGO) – Examine os dados do quadro a seguir: Substância Solução Massa de KCℓ dissolvida em 100g de H2O a 20º C 34g 20g 38g 1 – A solução supersaturada é instável, qualquer ação mecânica, choques, precipita o excesso, formando corpo de chão. 2 – Solução diluída: quando a quantidade de soluto é muito abaixo do ponto de saturação. Solução concentrada: quando a quantidade de soluto está muito próximo do ponto de saturação. COEFICIENTE DE SOLUBILIDADE (KS OU CS) É a quantidade máxima de soluto que satura uma quantidade padrão de solvente, em determinadas condições de temperatura e pressão. Exercício: Dado o diagrama da solubilidade em função da temperatura para vários sais dissolvidos em água, responda: Solubilidade (gramas soluto/100g de H2O) KNO3 NaNO3 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 KCℓ NaCℓ Ce2(SO4)3 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 o Temperatura ( C) a) A solubilidade do KCℓ a 60º C. ________________________________________ ______ b) Determine a massa de Ce2(SO4)3 que pode ser dissolvida em 300g de água a 30º C. ________________________________________ ______ Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 9 PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Química – Parte 05 Prof. Oromar c) Indique o soluto de maior solubilidade a 40º C. ________________________________________ ______ d) Qual a massa de água, mínima, para dissolver 10g de KCℓ a 80º C. ________________________________________ ______ e) Resfriando uma solução saturada de NaNO3 de 50º C a 40º C, qual a massa de soluto que precipita? ________________________________________ ______ RELAÇÕES DE CONCENTRAÇÃO Concentração Comum (C) a quantidade do soluto permanece constante e a concentração da solução diminui. A partir desta observação, pode-se relacionar as unidades de concentração antes e após o processo de diluição. Co . Vo = C . V Observação: Uma solução diluída pode ser transformada em concentrada, bastando para isso que ocorra a evaporação do solvente. MISTURA DE SOLUÇÕES DE MESMO SOLUTO (sem reação química) Na mistura de soluções de mesmo soluto, em que não há reação química, deve-se somar volumes e também somar as quantidades dos solutos. Co . Vo = C1 . V1 + C2 . V2 3 Unidades usuais: g/L, mg/L, g/cm Porcentagem em Massa do soluto ou Título ( ) TESTES 01) A solubilidade de um determinado sal em função da temperatura apresentou os seguintes resultados. g de sal / mL de H2O 80 90 120 160 Observação: para pequenas quantidades de soluto, é costume usar concentrações expressas em partes por milhão (PPM) Exemplo: Uma solução com 20 ppm contém 20g do soluto em 1 milhão de g da solução. Densidade da Solução (d) 3 Unidades usuais: g/mL; g/cm Lembre-se: 1mL = 1 cm3 3 3 1 L = 1 dm = 1000 mL = 1000 cm Concentração Molar ou Molaridade (M) T (ºC) 0 20 40 60 Tentando-se dissolver 80g desse sal em 50 mL de água, a 20º C, a quantidade do mesmo, em gramas, que não se dissolve, e de __________________________________ 02) A solubilidade do cloreto de potássio (KCℓ) varia com a temperatura, segundo a tabela: S g KCℓ/100g H2O 35 40 50 T (ºC) 30 50 80 De acordo com esta tabela, a massa de KCℓ necessária para se preparar 1000g de solução aquosa saturada a 50º C é, aproximadamente: a) 714 g b) 400 g c) 286 g d) 500 g e) 40 g 03) Quatro tubos contêm 20 mL de água cada um. Coloca-se nestes tubos dicromato de potássio (K2Cr2O7) nas seguintes quantidades: Indica a quantidade de mols (quantidade de matéria) de soluto em cada litro da solução. DILUIÇÃO DE SOLUÇÕES No processo de diluição de uma solução, adicionamos mais solvente. Importante observamos que 10 Atualizada em 5/8/2011 MASSA DE GRAMAS DE K2Cr2O7 TUBO A 1,0 TUBO B 3,0 TUBO C 5,0 TUBO D 7,0 A solubilidade do sal, a 20º C, é igual a 12,5g por 100 mL de água. Após agitação, em quais dos tubos Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. PF Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Prof. Oromar coexistem, nessa temperatura, solução saturada e fase sólida? a) Em nenhum b) Apenas em D. c) Apenas em C e D. d) Apenas em B, C e D. e) Em todos. 04) No rótulo de um soro fisiológico, lê-se: NaCℓ a 0,9%. Isto significa que há _______________________ de NaCℓ em ____________________ de solução. 05) A 20º C foram dissolvidos 36g NaCℓ em água, completando 136g de solução. Determine a porcentagem em massa da solução. Química – Parte 05 11) Uma solução a 5% em massa de hipoclorito de sódio em água é chamada comercialmente de água sanitária. Considerando-se a densidade da solução igual a 1,0 g/mL, a massa (em gramas) de hipoclorito necessária para preparar 1L de água sanitária é: a) 0,5 b) 5,0 c) 95,0 d) 55,0 e) 50,0 12) Calcular a massa de cloreto de bário necessária para preparar 500mL de solução de concentração 0,5 mol/L. (massas molares: Ba=137g/mol e cℓ=35,5 g/mol) 06) Calcule a concentração, em g/L, de um cafezinho que contém 2g de açúcar em 30mL da bebida. 07) O rótulo de um frasco indica: Solução aquosa de NaOH d = 1,20 g/mL % em massa = 10% V = 40 mL A partir destes dados, indique: a) a massa da solução contida no frasco é: ___________ b) a massa do soluto contida nesse frasco é __________ c) a concentração, em g/L, da solução é: _____________ 08) Um copo contém 300 mL de um suco, cuja densidade é de aproximadamente 1 g/mL. Qual a massa de suco contida neste copo? a) 30g b) 150g c) 50g d) 300g e) 100g 09) Calcule a massa de solvente de uma solução que contém 50g de soluto, cuja porcentagem em massa é de 32%. 10) O limite máximo de “ingestão diária aceitável” (IDA) de ácido fosfórico, aditivo em alimentos é de 5 mg/kg de peso corporal. Calcule o volume de refrigerante, contendo ácido fosfórico na concentração de 0,6 g/L, que uma pessoa de 60 kg deve ingerir para atingir o limite máximo de IDA. Atualizada em 5/8/2011 13) A massa de hidróxido de sódio puro, em gramas, necessária para o preparo de 100 mL de uma solução aquosa 0,001 mol/L é de: Dados: Na = 23; O = 16; H = 1 14) 200 mL de uma solução de hidróxido de magnésio, foram preparados, dissolvendo-se 2,9g da base em água. Qual o volume dessa solução deve ser diluído para 300 mL, de forma a se obter uma solução de molaridade igual a 0,125M? Dado: massas molares H=1; Mg=24; O=16 a) 450 mL b) 100 mL c) 400 mL d) 300 mL e) 150 mL 21) Meio litro de solução 0,48 mol/L de ácido cítrico foi diluído até o volume final de 800 mililitros. A nova concentração do ácido, em mol/L, vale: a) 0,44 b) 0,40 c) 0,38 d) 0,30 e) 0,25 22) Adicionando-se 75 mL de água a 25 mL de uma solução 0,20M de cloreto de sódio, obtém-se uma solução molar igual a: a) 0,010 b) 0,025 c )0,035 d) 0,040 e) 0,050 Esta apostila é uma referência bibliográfica composta por coletânea de leis e textos para o aluno complementar suas anotações de aula. A apostila é de uso exclusivo de alunos matriculados na turma e não pode ser vendida separadamente ou copiada por terceiros. 11