Câmpus de Marília JANE APARECIDA DE SOUZA SANTANA ANÁLISE DAS DISCIPLINAS DE LIBRAS NOS CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL EM PEDAGOGIA DA UNESP PRESIDENTE PRUDENTE 2013 JANE APARECIDA DE SOUZA SANTANA ANÁLISE DAS DISCIPLINAS DE LIBRAS NOS CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL EM PEDAGOGIA DA UNESP Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia, UNESP/Campus de Presidente Prudente, como exigência para obtenção do titulo de Mestre em Educação (Área de concentração: Educação, Linha de pesquisa: Práticas e Processos Formativos em Educação). Orientadora: Profª Drª Elisa Tomoe Moriya Schlünzen. Co-orientadora: Profª Drª Renata Portela Rinaldi. Presidente Prudente 2013 JANE APARECIDA DE SOUZA SANTANA ANÁLISE DAS DISCIPLINAS DE LIBRAS NOS CURSOS DE FORMAÇÃO INICIAL EM PEDAGOGIA DA UNESP Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente Prudente para obtenção do título de Mestre em Educação (Área de concentração: Educação, Linha de pesquisa: Práticas e Processos Formativos em Educação). COMISSÃO JULGADORA ___________________________________________________________________ Presidente e Orientador: Profª Drª Elisa Tomoe Moriya Schlünzen ___________________________________________________________________ Co-orientadora: Profª Drª Renata Portela Rinaldi ___________________________________________________________________ 1º Examinador: Profª Drª Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida ___________________________________________________________________ 2º Examinador: Profª Drª Lazara Cristina da Silva Presidente Prudente, 17 de julho de 2013 DEDICATÓRIA Aos surdos que me permitiram passar por essa trajetória e que merecem todo o reconhecimento. AGRADECIMENTOS A Deus, por te me dado o dom da vida e pela sua proteção. À minha orientadora Professora Doutora Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, por ter acreditado em mim e me acolhido com tanto carinho. À minha co-orientadora Professora Doutora Renata Portela Rinaldi, por me orientar nos caminhos acadêmicos e pelos sábios conselhos. As minhas amigas queridas, Juliana Dalbem e Paula Spolador, com quem dividi momentos difíceis e felizes e pela amizade verdadeira. A minha amiga Danielle Santos um agradecimento especial, pela ajuda, companheirismo e por tudo que compartilhamos nesses anos. Aos amigos do Centro de Promoção para Inclusão Digital, Escolar e Social (CPIDES), Erik Rafael, Naiara Chierci, Janiele, Liliane Machado, Paula Massuyama, Alisson, e em especial a Dona Luiza pelas longas conversas e desabafos. Aos meus familiares Otacílio e Neuza pela ajuda e apoio com a educação dos meus filhos, pois estiveram presentes nos momentos de ausência. Aos meus filhos queridos Caio e Caroline, razão da minha existência. Ao meu querido esposo Eder pelo apoio, estímulo e independente da circunstância sempre esteve ao meu lado. Aos meus sogros Romildes e Helena (in memorian), pessoas íntegras e sábias, que por aqui passaram e deixaram muitas saudades. Ao Programa de Apoio à Educação Especial (PROESP)/Capes, pelo apoio financeiro fornecido para a realização da pesquisa. RESUMO A presente investigação vincula-se a linha de pesquisa “Práticas e Processos Formativos em Educação” do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESP/Presidente Prudente. O objetivo principal é analisar como a disciplina de Libras foi incorporada no currículo do curso de formação inicial de professor na Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estadual Paulista – UNESP, em atendimento ao que dispõe o Decreto nº 5626 de 22 de dezembro de 2005. Assim, em se tratando do processo de inclusão educacional de alunos surdos, o reconhecimento da Língua de Sinais e sua regulamentação por meio desse Decreto foram fundamentais, principalmente, pelo fato de preverem a inclusão da disciplina de Libras nos currículos dos cursos de licenciatura. Para alcançar os objetivos propostos adotamos a abordagem qualitativa, utilizando os seguintes métodos: a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental produzida sobre o tema no período de 2005 a 2010. Os dados documentais foram coletados por meio de um levantamento inicial das matrizes curriculares nos 23 (vinte e três) campi da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” - UNESP, em especial os que possuíam o curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Todavia, quatro cursos foram selecionados a partir da leitura dos ementários das disciplinas e matrizes curriculares dos cursos. Os resultados obtidos demonstram que a parcela majoritária das unidades pesquisadas não está em consonância com o preconizado no referido Decreto, quer seja pela inexistência da disciplina, da quantidade da carga horária, ou ainda do ementário, conteúdo programático, nomenclatura da disciplina, avaliação e objetivos destoantes do que é minimamente estabelecido pelo decreto para a formação de professor. Palavras chave: Disciplina de Libras. Licenciatura em Pedagogia. Formação Inicial. ABSTRACT This investigation is linked to the line of research "Formative Processes and Practices in Education" of the Postgraduate Program in Education at UNESP / Presidente Prudente. The paper aims at analyzing how the discipline of Brazilian Sign Language (Libras) was incorporated into the curriculum of initial teacher training in Pedagogy at the Universidade Estadual Paulista - UNESP, in compliance with the provisions of Decree No. 5626 of December 22, 2005. Thus, in the case of the process of educational inclusion of deaf students, recognition of sign language and its regulation by this Decree were crucial mainly due to the fact of foreseeing the inclusion of the subject in the curricula of Libras of degree courses. To achieve the proposed objectives it was adopted a qualitative approach, using the following methods: the bibliographical and documentary research of theoretical work built on the theme, produced in the period 2005-2010. The documentary data were collected through a baseline survey of curriculum matrices in 23 (twenty three) campuses Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - UNESP, especially those who possessed the course of Full Degree in Education. However, four strokes were selected from the reading of ementários of disciplines and curriculum matrices of courses. The results show that the majority share of the units surveyed did not follow the recommendations in the said Decree, either by lack of the subject, the amount of workload, or the curricular matrices, syllabus, nomenclature of the subject, evaluation and divergent goals from what is minimally established by the decree for the teacher training. Keywords: Initial Teacher Education. Brazilian Sign Language (Libras). Pedagogy. LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Mapeamento do campo de investigação. Quadro 2 - Visão geral das ementas das disciplinas de Libras por instituto Quadro 3 - Visão geral dos objetivos das disciplinas de Libras por instituto Quadro 4 - Visão geral dos conteúdos programáticos das disciplinas de Libras por instituto. Quadro 5 - Visão geral da Avaliação das disciplinas de Libras Quadro 6 - Visão geral da Bibliografia das disciplinas de Libras Quadro 7 - Análise das Matrizes Curriculares LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Resultados da pesquisa no Banco de Teses e dissertações da Capes. Tabela 2 - Resultados da pesquisa nas Reuniões Anuais da ANPED Tabela 3 - Resumo das publicações obtidas em relação à disciplina de Libras. LISTA DE SIGLAS ANPED = Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação CAPES = Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nivel Superior CBEE = Congresso Brasileiro de Educação Especial FENEIS = Federação Nacional de Educação e integração do Surdos INES = Instituto Nacional de Educação de Surdos LDB = Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional Libras = Língua Brasileira de Sinais PD = Pessoa com Deficiência PS = Pessoa com Surdez PPP = Projeto Político Pedagógico UNESP = Universidade Estadual Paulista MEC = Ministerio da Educação API = Ambiente Potencializador para Inclusão UNIESP = União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo TELEDUC = Ambiente Virtual de Aprendizagem UNIVESP - Universidade Virtual do Estado de São Paulo FEB = Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação FAAC = Faculdade de Ciências GT = Grupo de Trabalho IBGE = Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística LDBEN = Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ECA = Estatuto da Criança e do Adolescente AEE = Atendimento Educacional Especializado PCN = Parâmetro Curricular Nacional SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .................................................................................................... 11 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 18 CAPÍTULO 1 ............................................................................................................. 23 1.1. Delineamento metodológico .................................................................. 23 1.2. Fonte de coleta de dados ...................................................................... 28 1.3. O campo investigado ............................................................................. 30 1.4. Materiais de pesquisa ............................................................................ 33 1.5. Procedimentos de análise de dados ...................................................... 33 CAPÍTULO 2 ............................................................................................................. 37 2.1. Constituição Histórica da Educação da pessoa surda ........................... 37 2.2. A Importância da Língua de Sinais para as comunidades surdas ......... 49 2.3. A Libras nos cursos de formação de professores: perspectivas para atuar com alunos surdos .................................................................................... 54 CAPÍTULO 3 ............................................................................................................. 56 3.1. Breve histórico da Política de Educação Especial no Brasil .................. 56 3.2. Libras e Leis que regulamentam as políticas linguísticas ...................... 59 3.3. Formação inicial do Professor no Ensino Superior para atuar com alunos surdos.. .............................................................................................................. 60 3.4. A implementação da Disciplina de Libras no Ensino Superior ............... 71 3.5. Considerações sobre o currículo escolar ............................................... 73 CAPÍTULO 4 ............................................................................................................. 83 4.1. O papel do ensino de LIBRAS na Matriz Curricular do curso de Licenciatura em Pedagogia para a formação do Professor dos anos iniciais .... 86 4.2. Análise das Matrizes Curriculares ....................................................... 104 REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 117 APÊNDICES ........................................................................................................... 124 ANEXOS ................................................................................................................. 124 11 APRESENTAÇÃO Inicio1 esta Dissertação relatando fatos e experiências pessoais e acadêmicas que me conduziram ao problema desta pesquisa, apresentando em seguida o campo de investigação e a relevância deste trabalho. Antes de iniciar a contextualização histórica buscando conhecer os processos que compuserem o cenário educacional do surdo durante décadas, faz se necessário apresentar um resgate da minha trajetória pessoal, profissional e acadêmica que, desde a graduação, buscou articulação com as questões ligadas ao direito da pessoa com deficiência e reivindicação por uma educação de qualidade ao aluno surdo. A curiosidade em entender como desvelar os problemas que envolviam o tema em questão atuou como mola propulsora para que eu mergulhasse nessa pesquisa e na organização deste documento. Desde a minha primeira formação no magistério, enquanto professora de préescola, a Educação Especial sempre me instigou. Desta forma, sempre direcionei minha formação acadêmica para essa área. Ao ingressar na Universidade (2002), no curso de Graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Estadual Paulista, campus de Presidente Prudente, já tinha o desejo de estudar e conhecer mais profundamente a Educação Especial e seus impactos no âmbito educacional. Talvez seja por ter em minha família pessoas com deficiência: um tio surdo e uma prima com uma “doença degenerativa” que a levou a uma cadeira de rodas aos 18 de anos de idade. Ambos são pessoas de grande potencialidade, porém sofrem diante das limitações impostas pelas suas condições e principalmente pelas atitudes preconceituosas existentes numa sociedade totalmente excludente. 1 Nesta parte de apresentação, bem como na introdução, uso o pronome na primeira pessoa do singular “eu” para dar ênfase a minha trajetória de vida. Contudo, nos capítulos que seguem será usado o pronome na primeira pessoa do plural “nós” por evidenciar uma construção coletiva que envolveu também a orientadora e coorientadora da pesquisa. 12 Toda essa experiência me remeteu a buscar um ambiente em que pudesse refletir sobre minhas dúvidas e pensar em possibilidades de atuação na área da Educação Especial. Assim, em 2003, conheci o grupo de pesquisa “Ambiente Potencializadores para Inclusão (API)2” e ali pude expor minhas angústias e procurar alternativas, possibilidades de lidar com essas pessoas de forma inclusiva. Foi no desenvolver de atividades com pessoas com deficiência, que pude perceber o quanto são capazes de aprender e construir seu próprio conhecimento, cada um em seu ritmo, como é o caso de qualquer indivíduo, utilizando e construindo o conhecimento cotidiano emergente do contexto, e retirando deles sua essência. O contato com Pessoas Surdas (PS)3 sempre foi uma constante em meus círculos de amizade. Uma das experiências que me marcou bastante foi por ter presenciado a aflição de uma mãe, minha vizinha, que soube do diagnóstico de sua filha, hoje com dezessete anos. Diagnosticada com grau de surdez profunda, irreversível, a criança por esse motivo deveria freqüentar uma instituição especializada para surdos. Ao acompanhar o desenvolvimento da pequena “A” 4 comecei a notar que ela possuía muitas habilidades e que muitos dos rótulos, principalmente os de “menina surda”, estavam incutidos somente nos pensamentos e ações da maioria das pessoas do seu convívio, pois ao vê-la brincar com minha filha “C” da mesma faixa etária, percebi que os pré-conceitos, estão arraigados em nós, por herança cultural. Assim como “A” os “diferentes” também são excluídos do meio social e principalmente da escola. Vale destacar que foi com ela que aprendi meus primeiros sinais da Libras. Ao iniciar sua escolarização, observei e acompanhei o processo de inclusão de “A”, em uma escola pública de Presidente Prudente, na qual inicialmente freqüentou uma sala especial para pessoas com deficiência auditiva. Posteriormente, foi incluída em uma sala regular, passando a cursar a sala de recursos de duas a três vezes por semana. 2 API: durante a graduação fiz parte desse grupo. Atualmente auxilio na coordenação das atividades desenvolvidas nesse grupo. 3 Pessoa Surda (PS): Ao longo do texto toda vez que tiver que me remeter a pessoa surda utilizarei a sigla PS. 4 “A” Aluna com surdez profunda inserida em sala de aula . 13 A aluna convivia com alunos que tinham a mesma deficiência, com maior ou menor grau de audição e foi nesse ambiente que as PS aprenderam a se comunicar por meio da Libras, coordenados por uma professora especialista e com formação na área. Após sua inclusão na sala de ensino regular, de acordo com o relato de sua mãe, a aluna A obteve melhoras significativas, no que concerne aos aspectos: cognitivos, sociais e emocionais; bem como um aumento de sua autoestima e autonomia. Os colegas de classe e familiares passaram a olhá-la de maneira diferente, acreditando em suas potencialidades e habilidades. Segundo relatos de sua mãe, juntamente com o da professora da sala regular e da professora especialista, o desempenho escolar de “A” melhorou consideravelmente, principalmente no que diz respeito à escrita, pois alunos com surdez possuem dificuldades em desenvolver e assimilar a linguagem escrita português. Além disso, pôde desenvolver uma socialização com os colegas, ampliando suas amizades, participando de atividades de educação física, teatro, ficha de leitura utilizando Libras, leitura labial e, principalmente, ao utilizar o computador, participações que não eram observadas no período anterior à sua inclusão. Mas a realidade que encontramos hoje, é que, infelizmente, existem práticas que reforçam as inadequações dos métodos e técnicas tradicionais de ensino, não lhe permitindo fazer uma releitura de suas ações, resistindo a mudança à luz de novos propósitos e a criação de novas formas e maneiras de ensinar. Nessas condições de trabalho é difícil criar situações a partir das quais os alunos com deficiência possam aprender e perceber-se como sujeitos ativos na construção do conhecimento. Ainda no curso de licenciatura em Pedagogia, passei a atuar na Rede Municipal de Ensino de Presidente Prudente como professora contratada no período de 2004 a 2010, quando fora designada a mim como primeira função, a de realizar trabalhos com quatro crianças com diagnóstico de Deficiência Intelectual, Paralisia Cerebral e um aluno surdo, atualmente incluído em sala regular. O trabalho realizado utilizava como recurso pedagógico o computador. Entre as minhas experiências como professora, no ano de 2004, o contato com discente surdo “P” da pré-escola foi que mais me marcou, pois foi um desafio 14 estabelecer uma comunicação efetiva com esse estudante, uma vez que ainda não tinha o domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), todavia conhecia algumas palavras devido ao meu contato com “A”, como mencionado anteriormente. Acredito que a PS para ser incluída, preciso, inicialmente, se comunicar e ser compreendida de uma forma efetiva com o mundo de acordo com suas possibilidades. No momento em que o aluno P. chegou a minha classe recebi orientações de uma professora proficiente em LIBRAS que atuava como professora Itinerante da Sala de Recursos para surdos do Município de Presidente Prudente. A partir de então, comecei a me interessar por assuntos relacionados à história da PS, bem como aspectos pertinentes às práticas que norteiam a inclusão educacional da pessoa surda. Algumas questões que sempre me inquietaram durante a formação inicial foram às seguintes: “Há um currículo nos cursos de Licenciatura em Pedagogia que nos habilite para o exercício da docência e nos capacite em alguma área especifica a exemplo da Libras, oferecendo-nos embasamento pedagógico necessário para trabalhar com aluno surdo? A Libras está sendo oferecida nos cursos de licenciatura em Pedagogia, de modo a atender as necessidades reais dos futuros professores para atuação em sala de aula? De que forma esta disciplina poderia ser oferecida para os futuros pedagogos? Nesse período ainda estava em processo de formação e no meu curso ainda não havia nenhuma disciplina voltada a Educação Especial, Inclusão ou Libras. Assim, de acordo com as experiências vivenciadas e adquiridas com o acompanhamento no grupo de pesquisa API onde, em alguns estudos, pude verificar que se a escola rever suas práticas poderá proporcionar o desenvolvimento das potencialidades e habilidades de seus discentes, favorecer a construção do conhecimento, aceitando que os estudantes com deficiência e principalmente as PS construam seus próprios caminhos, denominados caminhos isotrópicos5, definidos por Vygotsky (1993), para que sejam de fato incluídos e participem ativamente do ambiente escolar. O contato com alunos surdos e o desafio em compreender outra língua, me despertou o desejo em pesquisar temas voltados à formação inicial do professor 5 Isotrópicos: dar oportunidade para as pessoas com deficiência desenvolverem os seus próprios caminhos para a aprendizagem 15 para trabalhar com aluno surdo, compreender a legislação que assegura o uso da Libras na escola regular, bem como as políticas organizacionais que embasam tal lei. Assim, entre os anos de 2005 a 2007, buscando investir na minha formação profissional, surgiu a oportunidade de fazer uma Pós- Graduação, lato sensu, na área da Educação Especial na modalidade a distância. O curso era ministrado pela Universidade Federal de Santa Maria e se intitulava “Desafio docente na inclusão do deficiente mental em sala de aula: para utilização de uma Abordagem Diferenciada” e habilitava o especialista a atuar em duas frentes: deficiência auditiva e deferência intelectual. A partir de minha trajetória, no primeiro semestre de 2008, fui convidada pela União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (UNIESP) para ministrar as disciplinas de Educação Inclusiva e Libras nos cursos de licenciatura em Pedagogia e Letras. Nesse momento pude colocar em prática toda minha experiência adquirida na vida acadêmica e profissional quando atuei como professora na escola e também como professora no API. No mesmo ano fui convidada para ajudar na elaboração de um do curso de Libras, na modalidade à distância, oferecida pela UNESP, campus de Marília cuja denominação era “Uma proposta de formação continuada de professores no contexto educacional”. O referido curso era parte integrante do “Programa de Formação Continuada de Professores”, do Ministério da Educação (MEC), que visava à ampliação da formação de educadores de forma a atender a Política Nacional de Educação que, atualmente, tem como enfoque a Educação Inclusiva, ou seja, a inserção de todos os alunos com deficiência nas classes regulares de ensino. Nessa proposta, atuei como responsável pela elaboração do material pedagógico e pesquisadora do Módulo II – Teórico que abordava o conteúdo de Libras Teórico. O objetivo era apresentar uma breve introdução sobre a história da Libras na educação dos surdos, propondo um estudo introdutório à estrutura linguística da Libras, bem como analisar os documentos existentes no processo de legalização do intérprete e do uso e difusão da Libras no contexto educacional. Um dos objetivos do curso era levar os professores em exercício a refletir, durante a execução das atividades, sobre a inclusão de pessoas com surdez na 16 escola regular que requer a apropriação de estratégias para que ocorra de fato a aprendizagem, bem como, conhecer e usar a Libras, mas considerando que a simples adoção dessa língua não é suficiente para escolarizar a PS. Os alunos surdos precisam de ambientes educacionais estimulantes e que explorem suas capacidades em todos os sentidos. Assim, a partir da experiência adquirida na elaboração desse curso e do contato com os professores em exercício, vivenciei de forma significativa o aprimoramento de minha formação profissional e pessoal, ampliando assim meus conhecimentos acerca dos meandros que cercam a história da educação de surdos, a escola inclusiva e a importância da Libras na formação dos professores. Em 2009, fui convidada para atuar como tutora virtual da disciplina “Introdução ao ensino da Língua Brasileira de Sinais”, no curso de Licenciatura em Pedagogia, oferecida na Faculdade de Ciências - campus de Bauru. A referida disciplina foi oferecida na modalidade a distância e visava conceder a formação obrigatória aos formandos daquele ano e, cuja carga-horária envolvia um total de 68 horas/aula no ambiente virtual de aprendizagem TELEDUC. Mais especificamente, o objetivo do curso foi formar futuros pedagogos na utilização instrumental da Libras; contribuir para a divulgação e valorização da cultura surda e da Libras; criar oportunidades para a prática da Libras e ampliar conhecimentos das peculiaridades do sujeito surdo. A proposta visou fazer cumprir em um prazo mínimo o que está previsto na política de educação inclusiva, que preconizava a inclusão da Libras como disciplina curricular a partir do decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Essa nova experiência, mesmo que breve, me fez refletir sobre a formação inicial de professores, especialmente no que se refere a formar um professor capaz de dominar os saberes que realizam em suas práticas, confrontando suas experiências junto ao contexto escolar em que está inserido, sendo que a escola deve ser entendida como espaço de trabalho e formação de sujeitos autônomos e críticos. Todas essas experiências e inquietações, buscando ainda investigar como vem sendo inserida a disciplina de Libras nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da UNESP, decidi fazer o Mestrado. Dessa forma, partindo do interesse pelo campo da pesquisa e diante de meus questionamentos iniciais, dei início a um intenso 17 estudo sobre a área procurando descobrir aspectos sobre a regulamentação da Lei n º 10.436 (conhecida também como a “Lei de Libras”) em 22 de Dezembro de 2002, bem como o decreto 5.626/2005 que prevê a inserção da LIBRAS como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior e na educação profissional. Além disso, procurei compreender como as políticas nacionais estão sendo implementadas para garantia desse direito, o qual introduzo a seguir. 18 INTRODUÇÃO No início deste século as recentes transformações políticas e educacionais resultaram em calorosos debates no âmbito dos direitos sociais ampliando o olhar para a diversidade humana, tendo como foco o respeito à diferença, à inclusão social e educacional. Essas temáticas deram origem à proposta desta dissertação: “Análise das disciplinas de Libras nos cursos de formação inicial em Pedagogia da UNESP ”. Diante desse contexto observa-se a busca pela promoção e desenvolvimento da cidadania das minorias culturais, raciais e das pessoas com deficiências. Nesse sentido evidencia-se o surgimento da legislação que visa garantir a participação social desses grupos. Nesse direcionamento, a Pessoa Surda (PS) torna-se parte integrante dessa diversidade. Desse modo, uma das preocupações é conhecer os limites e possibilidades do aluno surdo no âmbito comunicativo e do desenvolvimento da aprendizagem do aluno surdo, de modo a oferecer-lhe os aparatos necessários para aquisição de conhecimentos. Um exemplo dessa preocupação está na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação inclusiva (BRASIL, 2008) que traz importantes apontamentos em prol da PS, um deles refere-se a necessidade de formar professores em Libras para atuar em sala de aula. Nesse sentido, podemos afirmar que uma das condições que poderá favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem da pessoa surda é a utilização da Libras. Dessa forma, poderá usufruir o direito de expressar-se em sua língua visual e gestual, tornando-se fundamental para que ela possa sentir-se incluída na escola. Simplesmente isso não basta, mas o ideal seria poder compartilhar com seus colegas e professores essa maneira de comunicação. Segundo Botelho (2007, p. 16), “essa língua, compartilhada, circulando na sala de aula e na escola são condições indispensáveis para que a PS inicie seu letramento”. Encontramos em Vitaliano, (2010, p. 7) a seguinte afirmação: “O processo de inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular 19 exige uma reforma geral na organização dos sistemas de ensino, em especial para o atendimento da pessoa surda que emerge da necessidade dos professores dominarem minimamente a Libras”. Nessa perspectiva, devemos compreender a Libras como uma forma de comunicação da PS, que consequentemente pode colaborar para a necessária inclusão social e educacional. Afinal, todos devem gozar dos direitos civis, políticos e sociais, e para que isso ocorra, será necessário ofertar todas as possibilidades de participação social. Mantoan (2006, p. 25) destaca que o direito a educação para todos não se limita a cumprir apenas o que está na lei e aplicá-la, mas também assegurar não apenas o acesso, mas a permanência e o prosseguimento do estudo desses alunos, e não retirar do Estado, por nenhum motivo, essa obrigação, exigindo, postulando o cumprimento das leis, para entender as necessidades educacionais de todos. Diante desse contexto, propor aos futuros professores discentes dos cursos de Licenciatura em Pedagogia a experiência do contato com a Libras, representa um avanço importante, pois esse contato é um novo mecanismo para garantir a PS, o direito de sua participação nos âmbitos da sociedade, principalmente na escola. Ademais, seus direitos estão amparados legalmente, em especial previstos no artigo 14 do Decreto 5626/05, que prevê: As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriedade, às pessoas surdas, acesso à comunicação, à informação e a educação nos processos seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis, etapas e modalidades de educação, desde a educação infantil ao nível superior (BRASIL, 2005, p. 4). Mesmo amparados legalmente, a PS ainda se depara com diversos obstáculos, entre os quais o preconceito no ambiente educacional e o despreparo dos educadores em ensinar e lidar com as necessidades de aprendizagem. Esses obstáculos se transformam em barreiras que, em sua maioria, não conseguimos transpor. Uma mudança dessa magnitude em prol da PS depende também da promoção de um trabalho sistematizado de conscientização dos profissionais da 20 educação, dos alunos, da comunidade, da família e outros envolvidos da área da educação. Temos como meta proposta pelo Governo Federal, que a mudança pode ocorrer por meio das Instituições de Ensino, delegando a elas a implementação de uma proposta de Educação Inclusiva, tendo em vista que a formação e a capacitação docente impõem-se como meta principal a ser alcançada pelo sistema educacional, ou seja, a inclusão de todos de forma efetiva (BRASIL, 1998, p.17). Assim, algumas instituições já estão buscando implementar esta proposta de Educação Inclusiva. Nesta perspectiva, uma das conquistas mais recentes em relação à formação dos professores para atuarem no ensino regular com alunos público da educação especial, foi a regulamentação que se refere à obrigatoriedade da disciplina de Libras nas licenciaturas como disciplina curricular, por meio do Decreto 5626/05. (BRASIL, 2005) O referido Decreto regulamenta a Lei 10.435/24/2002 e inclui a disciplina Libras em diversos cursos. No capítulo II, artigo 3º, o referido documento estabelece que a disciplina deve ser inserida, obrigatoriamente, nos cursos de formação de professores para exercício do magistério, seja em nível médio ou superior, bem como no curso de Fonoaudiologia das diversas Licenciaturas a respeito da língua de sinais e das especificidades dos estudantes surdos. Neste sentido, a inclusão de disciplinas específicas que versam sobre a Educação Especial, inclusão escolar e de alunos com deficiência, especificamente da PS nos currículos de formação inicial, constitui como medida favorável aos professores, diante da possibilidade concreta de aquisição de novos conhecimentos. Para buscar respostas às questões que serão discutidas ao longo do texto, fez se necessário conhecer o campo de estudos a partir das produções acadêmicas dos últimos anos, com o objetivo de identificar como as investigações voltadas à inserção da disciplina de Libras nos cursos de licenciatura em Pedagogia têm acontecido de modo a atender as exigências do decreto 5626/05. Para tanto, realizamos as buscas nos bancos de dados, com objetivo de selecionar artigos científicos, teses, dissertações e trabalhos acadêmicos publicados em eventos científicos voltados ao tema pesquisado. O objetivo não era o de elaborar um estudo do tipo estado da arte, mas conhecer que tem sido produzido 21 sobre o tem e realizar uma articulação com referencial teórico para a compreensão e aprofundamento do mesmo. Assim, após o percurso, pudemos ampliar nossa visão sobre a inserção da disciplina de Libras nos cursos de pedagogia, as contribuições e os desafios desse processo nos cursos de formação inicial de professores para atuar na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Diante do exposto até o momento surgem as algumas indagações que orientaram o desenvolvimento do estudo: Como vem ocorrendo a inserção da disciplina Libras no currículo dos cursos de Licenciatura em Pedagogia? Se a reestruturação nos cursos de Pedagogia ocorreu em 2006, entrando em vigor em 2007, com implementação o Decreto 5626 em 2005, por que os cursos de licenciatura resistem e não se adequaram ao preconizado? A fim de obtermos respostas para tais questionamentos foram propostos os seguintes objetivos norteadores da investigação descritos a seguir. Objetivo Geral Analisar as propostas das disciplinas de Libras nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Objetivos específicos. Analisar os currículos dos quatro cursos de Licenciatura em Pedagogia da Unesp a fim de identificar quais disciplinas são voltadas à Educação Inclusiva e Especial, complementando as disciplinas de Libras, Analisar os planos de ensino das disciplinas de Libras e suas implicações na construção de um currículo inclusivo. Compreender e indicar o que precisa ser considerado em uma proposta de disciplina de Libras para constar nos planos de ensino analisados. Para responder as questões norteadoras e aos objetivos, esta Dissertação está organizada em cinco capítulos, conforme descrição a seguir. No capitulo 1, “Método”, é apresentado a opção metodológica que fundamentou o estudo, assim como os métodos de pesquisa que caracterizaram os 22 procedimentos de coleta e seleção de dados, bem como as etapas do desenvolvimento da pesquisa. Para o desenvolvimento dos capítulos de fundamentação teórica nos apoiamos nos estudos de autores envolvidos com a temática sobre a Educação de surdos, Formação de professores, Libras e Currículo, dentre quais destacamos: Quadros (1995), Skliar (1998), Perlim (1998), Dorziat (2000), Sacristán (1998), Goodson (1995), e também documentos nacionais tais como: Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, Decreto 5626/2005 e a Lei 10.431/2002, e ainda, outros estudos que tratam especificamente do tema desta dissertação. No capítulo 2, intitulado “Trajetória histórica da educação da pessoa surda”, traçamos o percurso histórico para a inserção da Libras no currículo de formação inicial de professores. No capítulo 3, intitulado “Política nacional sobre a educação inclusiva”, buscamos trazer aspectos legais da Legislação em prol da pessoa com deficiência, aqueles respaldados pelo Decreto em tela, bem como apresentar algumas considerações acerca do currículo planejado, com vistas à comunicação da PS. No capítulo 4, intitulado “Resultados e Discussões”, apresentamos as análises e discussões de cada uma das partes que compõe os planos de ensino das disciplinas de Libras. Por fim, nas “Considerações Finais” do trabalho buscamos responder aos questionamentos apresentados, bem como apresentar as perspectivas futuras de estudo. 23 CAPÍTULO 1 Neste capítulo são descritos, de forma detalhada, os caminhos percorridos para a realização da pesquisa diante da definição do problema, dos objetivos geral e específico delineados. Descrevemos os procedimentos utilizados na coleta, seleção e análise de dados, bem como a caracterização das unidades participantes e uma análise das matrizes curriculares dos cursos de Pedagogia da UNESP que contemplam a disciplina de Libras em sua matriz curricular. 1.1. Delineamento metodológico A pesquisa desempenha papel relevante nas ciências sociais, pois é através do ato da investigação que é possível compreender diferentes fenômenos de uma mesma realidade. Para Demo (1996, p.34) a pesquisa é uma atividade cotidiana, considerada como uma atitude, um “questionamento sistemático, crítico e criativo, mais a intervenção competente na realidade ou o diálogo crítico permanente com a realidade em sentido teórico e prático”. Numa pesquisa o método significa a escolha de procedimentos sistemáticos que o pesquisador faz para a descrição e explicação de fenômenos. Assim, deve estar apropriado ao tipo de estudo; à natureza do problema. A metodologia, por sua vez, é a explicação do pesquisador sobre como conduzirá a pesquisa justificando sua adequação ao projeto; apontando e justificando as fontes de dados escolhidas (bibliográfica, documentais ou de campo), indicando os instrumentos e técnicas de coleta de dados, o tratamento a ser dispensado a eles e a forma de apresentação dos resultados. Nessa perspectiva, a pesquisa em tela se pauta em uma abordagem qualitativa, na qual defendemos a ideia de que, em se tratando de fenômenos humanos e sociais, “[...] interessa mais compreender e interpretar seus conteúdos do que descrevê-los, explicá-los” (TOZONI-REIS, 2009, p. 5). Deste modo, o pesquisador que opta por pesquisar na área de educação, tem papel fundamental e 24 de grande responsabilidade, pois não basta apenas observar os fatos é necessário interpretar os fenômenos obtidos. Para Neves (1996, p.1), a pesquisa qualitativa é “um conjunto de diferentes técnicas interpretativas, que visam descrever e decodificar os componentes de um sistema complexos de significados”. Gil (1999) define a pesquisa qualitativa da seguinte forma: Há uma relação dinâmica ente o mundo real e o sujeito, isto é, um vincula indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados básicos no processo de pesquisa qualitativa. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. (GIL,1999, p. 42.) O interesse por esse tipo de investigação se efetivou por considerarmos como sendo o mais adequado para o estudo em questão. Além disso, nos apoiamos nos principais aspectos referidos por Godoy (1995, p. 62), quando esclarece que “as pesquisas qualitativas diferem entre si quanto ao método à forma e aos objetivos”, e para esse tipo de abordagem selecionamos algumas características utilizadas na pesquisa em questão, essenciais em uma pesquisa desse tipo, quais sejam: O caráter descritivo: os dados recolhidos na investigação qualitativa são totalmente descritos e analisados, as informações são recolhidas em formas de palavras e/ou imagens. Enfoque indutivo: Os investigadores qualitativos tendem a analisar seus dados de forma indutiva, de forma a construir suas hipóteses por meio da teorização e do contato direto. (GODOY, 1995, p. 62). Para Minayo (2002), a pesquisa qualitativa trata-se de um universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Tozoni-Reis (2009) reconhece a pesquisa como um processo de investigação para produzir conhecimentos que auxiliem na compreensão de uma dada realidade ou aspectos dela. Além disso, traz duas concepções distintas sobre pesquisa e que 25 podem auxiliar no entendimento de tal processo. Segundo a autora, citando Minayo (2002), a pesquisa é definida como sendo “conceitual”, uma prática social que vincula pensamento e ação. Já para Gil (1996), a pesquisa é “operacional”, necessitando do uso de conhecimentos, métodos, técnicas e procedimentos científicos. Apesar de ambas não serem semelhantes quanto à definição, possuem em comum a associação da pesquisa com o conhecimento. É importante destacar que nenhum conhecimento é neutro, nem mesmo novo, mas sim, histórico e social produzido ao longo do tempo. Histórico, porque cada conhecimento novo é um aprofundamento de conhecimentos anteriores; e social, porque nenhum sujeito constrói um conhecimento totalmente novo. Desse modo, todo conhecimento apoia-se em conhecimentos anteriores, produzidos por outros sujeitos (TOZONI-REIS, 2009, p. 3). A partir dessa compreensão do significado de conhecimento e, sob o respaldo da abordagem qualitativa, optamos para o presente estudo por trabalhar com a pesquisa documental e a pesquisa bibliográfica. A pesquisa documental é definida por Zuin e Zuin (2010, p. 65) como: [...] um procedimento metodológico utilizado a fim de que o pesquisador possa levantar os dados e as informações a respeito da realidade, acontecimentos ou fenômenos daquilo que se propôs a estudar, sendo ela a primeira fonte de auxílio para uma investigação. Esse tipo de pesquisa caracteriza-se pelo emprego de documentos como fonte de coletas de dados, podendo ser escritos ou não. Dessa forma, sua principal fonte de dados são documentos. As fontes utilizadas podem ser documentos oficiais como arquivos públicos, portanto, são consideradas fontes primárias. Tais fontes incluem “[...] cartas, contratos, arquivos públicos ou privados, diários pessoais, autobiografias, relatos de visitas em viagens, fotografias, filmes, gravações em fitas, entre muitos outros, desde que sejam compilados, realizados e analisados pelo autor” (ZUIN; ZUIN, 2010, p. 66). Ou seja, as fontes primárias são coletadas, realizadas e analisadas pelo autor. A análise documental caracteriza-se pela busca da identificação de informações sobre fatos em documentos. O uso destes para análise é fundamental, 26 pois se constituem numa importante fonte estável dos fatos historicamente construídos, uma vez que podem ser consultados ao longo do tempo. Para Lüdke e André (1986, p. 38-39), a análise documental: [...] pode se constituir numa técnica valiosa de abordagem de dados qualitativos, seja completando as informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema. [...] como técnica exploratória, a análise documental indica problemas que devem ser mais bem explorados através de outros métodos. Além disso, ela pode complementar as informações obtidas por outras técnicas de coleta. De modo geral, a finalidade da análise documental é fazer com que o pesquisador possa inferir sobre as intenções e ideologias que os autores quiseram deixar em seus documentos. Neste estudo, utilizamos documentos oficiais como a “Política Nacional para Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva” em todos os níveis e modalidades de ensino, bem como a Lei nº 10.435/02 regulamentada por meio do Decreto 5626/05 e seu processo atual de inclusão da Libras como disciplina obrigatória nos cursos de licenciatura. Além disso, utilizamos como fonte primária de dados os currículos e planos de disciplinas dos cursos de Licenciatura da UNESP. A pesquisa bibliográfica, por sua vez, tem como principal característica o fato de que a fonte dos dados é a bibliografia especializada, ou seja, fontes secundárias produzidas por outros. Todas as modalidades de pesquisa exigem uma revisão bibliográfica, uma busca de conhecimentos sobre os fenômenos investigados na bibliografia especializada, mas só a pesquisa bibliográfica tem como campo de coleta de dados a bibliografia. Ou seja, buscamos os dados de que precisamos para a produção do conhecimento pretendido nos autores e obras selecionados. É importante observar que os procedimentos metodológicos, as técnicas e os instrumentos de pesquisa na pesquisa bibliográfica são bastante específicos. A leitura dos textos é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos de pesquisa nesta modalidade. Na pesquisa bibliográfica a leitura torna-se uma técnica de pesquisa. E o fichamento bibliográfico o principal instrumento de investigação. Severino (1985) 27 sugere alguns procedimentos em forma de diretrizes que, é claro, precisam ser adaptados ao estilo e necessidade de cada um. Em linhas gerais o autor indica a seguinte organização: primeiro, o pesquisador deverá delimitar o tipo de texto que será analisado. Após essa decisão passa a realizar uma leitura que o autor chamou de análise textual. Esse procedimento é um processo de preparação do texto, em que o pesquisador irá: [...] trabalhar sobre unidades bem delimitadas (um capítulo, uma seção, uma parte etc., sempre um trecho que traga um pensamento completo); fazer uma leitura rápida e atenta da unidade para se adquirir uma visão de conjunto da mesma; levantar esclarecimentos relativos ao autor, ao vocabulário específico, aos fatos, doutrinas e autores citados, que sejam importantes para a compreensão da mensagem; esquematizar o texto, evidenciando sua estrutura redacional. (SEVERINO, 1985, p. 35). Em seguida, Severino chamou de procedimento de análise temática, que busca a compreensão do texto. Diferentemente da análise textual, que tem o objetivo de proporcionar uma primeira aproximação ao texto, a análise temática é uma etapa de compreensão das ideias do autor expressas na unidade temática. Nesse momento, o leitor “escuta o autor”, tenta compreender as suas argumentações sem, ainda, se posicionar sobre elas. É possível [...] identificar a problematização do texto e as ideias primárias e secundárias; refazer a linha de raciocínio do autor, ou seja, reconstruir o processo lógico do pensamento do autor; evidenciar a estrutura lógica do texto, esquematizando a sequência das ideias. (Op cit., 1985, p. 35). Posteriormente, o pesquisador passa a uma etapa de interpretação do texto propriamente, em que busca: [...] situar o texto no contexto da vida e da obra do autor, assim como no contexto da cultura de sua especialidade, tanto do ponto de vista histórico, como do ponto de vista teórico; explicitar os pressupostos filosóficos do autor que justifiquem suas posturas teóricas; aproximar e associar ideias do autor expressas na unidade com outras ideias relacionadas à mesma temática; exercer uma atitude crítica frente às posições do autor em termos de: a. coerência interna da argumentação; b. validade dos argumentos empregados; c. 28 originalidade do tratamento dado ao problema; d. profundidade de análise do tema; e. alcance de suas conclusões e consequências; f. apreciação e juízo pessoal das ideias defendidas. (Op cit., 1985, p. 37). O processo supracitado culmina em outros dois, que se referem à problematização do texto - momento em que o pesquisador passa a “levantar e debater questões explícitas ou implícitas em todo corpo do texto; e a debater questões afins apresentadas pelo leitor” (SEVERINO, 1985, p. 38) e a síntese pessoal, ou seja, é o processo de reelaboração da mensagem mediante uma retomada geral de todo o texto, por meio de uma formulação pessoal da mensagem e de um raciocínio personalizado; é um momento em que o pesquisador produz um novo texto, com redação própria, que contenha discussão e reflexão pessoais. 1.2. Fonte de coleta de dados Para conhecer as produções científicas referentes ao tema a partir da publicação do decreto 5.626/2005, realizamos um levantamento bibliográfico de natureza exploratória, com o objetivo de conhecer o que foi publicado no país em relação à temática em estudo. Foram pesquisadas as produções de teses, dissertações, artigos em periódicos e trabalhos completos publicados em dois grandes eventos científicos da área, a saber: Reuniões Anuais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED; e Congresso Brasileiro de Educação Especial - CBEE. Procedemos à coleta nos seguintes banco de dados: x Banco de teses e Dissertações da CAPES; x Portal de Periódicos da CAPES - Periódicos Científicos Nacionais QUALIS A1 e A2; x Anais da Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – (ANPED); x Anais do Congresso Brasileiro de Educação Especial - CBEE. 29 Realizamos esse processo em quatro etapas: 1ª etapa, iniciando pelo mapeamento dos trabalhos publicados no Banco de Teses e Dissertações da CAPES. 2ª etapa, passamos a buscar as publicações das Reuniões Anuais da ANPED, pois é um encontro de pesquisadores em que há estudos de todo o país sendo discutido e divulgado nos diferentes Grupos de Trabalho (GTs); considerando a escassez de estudos nessa reunião, passamos a 3ª etapa, em que analisamos as publicações de periódicos bem avaliados na área da educação, notadamente por meio do WebQualis. Por fim, na 4ª etapa, analisamos os anais do Congresso Brasileiro de Educação Especial que se caracteriza por ser um importante evento da área da Educação Especial no Brasil. Para iniciar a primeira etapa da pesquisa foram selecionados alguns descritores na tentativa de filtrar o tema de estudo verificando o que foi publicado, mas percebemos a necessidade de ampliação dos descritores, pois a partir dos descritores inicialmente selecionados se evidenciou a carência de investigações na área da deficiência auditiva/surdez, especialmente sobre a inserção da Libras como disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores, o que reforça a relevância desta pesquisa. A partir do objeto de estudo, definimos os seguintes descritores: educação em Libras; Libras nos cursos de graduação; Libras no Ensino Superior; formação inicial de professores, Libras; e currículos para Libras nos cursos superiores. Diante da ampliação dos descritores foi possível localizar uma quantidade significativa de materiais para estudo. De modo geral, para verificarmos a produção sobre o tema nos últimos anos, no intuito de redimensionar o problema da pesquisa em função de sua relevância acadêmico-científica, um procedimento importante foi a necessidade de realizar um recorte temporal de 2005 a 2010, tendo em vista data de publicação do Decreto 5.626/2005. Consideramos adequado realizar um levantamento a partir do ano que houve a promulgação do Decreto, em que as Instituições iniciam um processo de implantação da disciplina Libras no curso de Formação de Professores, a luz dessa nova diretriz, visando à garantia da inserção da disciplina nos cursos que formam professores. 30 As produções encontradas, anterior a essa data, possivelmente não iriam conter informações que pudessem contribuir com a definição e compreensão do problema da pesquisa. Considerando a especificidade do tema, optamos por fazer as buscas em diferentes locais de pesquisa. Por meio do estudo das referências, foi possível visualizar as produções acadêmicas e identificar a partir delas o atual cenário educacional no que se refere ao processo da implementação do Decreto nº 5626/2005 pelos cursos de licenciatura em Pedagogia. Para melhor visualização dos dados, organizamos um quadro, no qual apresentamos o resultado num total de 82 trabalhos, distribuídos nas quatro bases de dados consultadas. Quadro 1- Mapeamento do campo investigado. 1.3. O campo investigado A escolha da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNESP como campo de investigação deu-se por ela ser uma universidade multicampi e ter unidades localizadas em todo o estado de São Paulo. Então, buscamos mapear os cursos de licenciatura nos 23 (vinte e três) campi da UNESP, dos quais foram selecionados 14 (Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, Ourinhos, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto). A seleção se deu por meio da leitura da matriz curricular e com objetivo de localizar os cursos de Licenciatura em Pedagogia. 31 A escolha pelo curso de Licenciatura em Pedagogia justifica-se em função de ser indicado como prioridade por meio do Decreto nº 5626 de 22 de dezembro de 2005, uma vez que é a partir desse documento normativo que a Libras tornou-se disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores, em nível médio e superior, especialmente no curso de Pedagogia, um dos cursos responsáveis pela formação inicial de profissionais da educação. Esse levantamento inicial foi necessário para entender como a Instituição de Ensino Superior, local de excelência para formação do professor, está se organizando para formar o professor da educação infantil e dos anos iniciais para trabalhar em prol da inclusão dos surdos na escola regular. Identificados os cursos de licenciatura para formação inicial de professores para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, o próximo passo da pesquisa consistiu em localizar a disciplina Libras no currículo dos cursos de Pedagogia, dos quais foram selecionados quatro para analisarmos nesse estudo. A partir de então, foi necessário analisar os currículos dos quatro cursos de licenciatura em Pedagogia6 que contemplavam em sua matriz curricular a disciplina de Libras ou tratamento da Libras como conteúdo em disciplina específica da educação especial ou inclusiva. Esses cursos estão localizados nos campus de Bauru, Marilia, Presidente Prudente e a Univesp7. Após o mapeamento dos cursos de licenciatura da UNESP, verificamos que somente essas instituições implementaram, parcialmente a solicitação da Lei. Talvez por tornar o decreto como uma obrigatoriedade da inserção da disciplina Libras para todos os cursos de Licenciatura que formam professores, prazo que se finaliza em 2015. 6 No decorrer deste estudo, estaremos nos referindo às quatro instituições de ensino superior pesquisadas, por algarismos romanos. Exemplo: I Bauru, II Marília, IIII Presidente Prudente e IV Univesp. 7 UNIVESP: O programa da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), foi criada por meio do decreto nº 53.536, de 09 de outubro de 2008 como programa de expansão do ensino superior público do Governo do Estado de São Paulo. O projeto agrega reconhecidas instituições de ensino superior, dentre elas a Unesp, que aderiram com parceiras na oferta de cursos de graduação. A Unesp oferece o curso semipresencial de Pedagogia, cujo objetivo é oferecer formação em nível superior para professores em exercício na Educação Básica, preferencialmente na rede pública de ensino. Acessado na página: www.edutec.unesp.br em junho de 2013. 32 A partir da seleção do universo da pesquisa solicitamos às instituições os projetos pedagógicos dos cursos e os respectivos currículos. Em seguida, foram selecionados para análise 10 planos de ensino dos quatro cursos que possuía em seu enunciado a nomenclatura Libras8. Mais especificamente, o campus de Bauru (Faculdade de Ciências) foi criado em 15 de agosto de 1988, com a incorporação da Universidade de Bauru, contando com três unidades universitárias: Faculdade de Engenharia – FEB, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação – FAAC e Faculdade de Ciências - FC. O campus conta com aproximadamente 7.000 alunos e dez cursos de graduação (oito de bacharelado e seis de licenciatura). Neste campus existe o curso de Licenciatura em Pedagogia que tem duração de quatro anos, no período noturno. A Faculdade de Filosofia e Ciências (campus de Marília) foi criada em 25 de janeiro de 1957, contando atualmente com dois cursos e 2.013 alunos em nove cursos de graduação. Neste campus existe o curso de Licenciatura em Pedagogia que tem duração de quatro anos, nos períodos matutino e noturno. A Faculdade de Ciências e Tecnologia (campus de Presidente Prudente) foi criada em 17 de setembro de 1957, contando atualmente com 2.965 alunos em doze cursos de graduação. Neste campus existe o curso de Licenciatura em Pedagogia que tem duração de quatro anos, nos períodos vespertino e noturno. A Universidade Virtual do Estado de São Paulo – Univesp foi criada a partir do Decreto nº 53.536, de 9 de outubro de 2008. A proposta é que sejam oferecidos cursos próprios em parceria com as três universidades públicas paulistas – USP, Unicamp e Unesp, utilizando metodologia inovadora. Os cursos oferecidos pela Univesp seguem a modalidade semipresencial, com encontros obrigatórios e demais atividades desenvolvidas por meio de ferramentas digitais/virtuais que promovem ambientes colaborativos e cooperativos disponibilizados na internet. Essa atividade de reconhecimento dos campus onde os cursos de licenciatura em Pedagogia implementaram o disposto no Decreto 5.626/2005 possibilitou um mapeamento detalhado sobre o contexto de investigação e permitiu também orientar sobre qual o melhor caminho a ser seguido. 8 O resultado dessa fase de investigação será o detalhado no capítulo de Análise dos dados. 33 1.4. Materiais de pesquisa Para realização deste trabalho, fizemos uso do material bibliográfico e documental, de acordo com as etapas: x 1º momento (Levantamento bibliográfico): Seleção dos materiais (textos, artigos, revistas, Teses e Dissertações) por meio de bases de dados eletrônicos e Anais de eventos científicos da área da Educação e Educação Especial. x 2º momento (Análise documental): Análise da legislação e do currículo dos cursos de licenciatura em Pedagogia da UNESP: com objetivo de verificar se abordam a inserção da disciplina de Libras em seu curso. Para isto foram selecionadas as unidades da Unesp que ofereciam o curso de licenciatura em Pedagogia e que apresentam em seu currículo a Libras (como disciplina ou como conteúdo). Foi solicitado às unidades o encaminhamento desse documento para que pudéssemos fazer a primeira análise. Posteriormente, passamos para à Análise da matriz curricular e à seleção das matrizes curriculares que contemplava o ensino de Libras em suas disciplinas. Por fim, foi realizada a Leitura das ementas, objetivos, conteúdo programático e das referências das disciplinas: que mencionam o ensino de Libras. 1.5. Procedimentos de análise de dados A partir da seleção e definição dos campi, que estão parcialmente atendendo o decreto 5626/205, passamos ao processo de tratamento e inferência dos resultados. Realizamos a leitura flutuante9 e a criação das unidades de conteúdo, por fim, criamos as categorias de análises, considerando os próprios objetivos propostos para estudo. 9 Leitura flutuante: De acordo com Bardin(1979) e Minayo (2000) é uma etapa da pré-leitura, definida pela autores como “leitura flutuante”, ou seja, fase de organização e sistematização de ideias, em que ocorre a escolha dos documentos a serem analisados durante a pesquisa documental e bibliográfica, bem como a formulação de hipóteses e objetivos, e organização preparação do material. 34 Para análise dos dados tomamos como base a proposta de Bardin (1979) denominada “Analise de conteúdo” e “Categorização”. Como afirma Bardin (1979, p. 40) “A análise de conteúdo aparece como um conjunto de técnicas de análise das comunicações que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens”. Deste modo, a análise de conteúdo, na perspectiva da pesquisa qualitativa, procura compreender a fala dos sujeitos e o pensamento social que permeia as relações desses grupos a partir de variáveis de ordem psicológica, sociológica, histórica e política, privilegiando o significado, a singularidade das mensagens e a freqüência dessas no texto (BARDIN, 1979, p 42). De acordo com Bardin (2009), este é um processo comum na análise de conteúdo, pois o investigador precisa reformular hipóteses e se apoiar em dados, para assim construir categorias sólidas que atendem aos objetivos. A terceira e quarta parte da referência em tela, aprofunda-se na questão do método e técnicas, respectivamente: a organização da análise; a codificação de resultados; as categorizações; as inferências; e, por fim, a informatização da análise das comunicações. Para uma aplicabilidade coerente do método, de acordo com os pressupostos de uma interpretação das mensagens e dos enunciados, a Análise de Conteúdo deve ter como ponto de partida uma organização. As diferentes fases da análise de conteúdo organizam-se em torno de três pólos, conforme Bardin: 1. A préanálise; 2. A exploração do material; e, por fim, 3. O tratamento dos resultados: a inferência e a interpretação (BARDIN, 2009, p.121). Bardin (1979) enfatiza em seus estudos que a análise de conteúdo deve ocorrer em três momentos, quais sejam: x No primeiro momento: a pré-leitura é definida pela autora como “leitura flutuante”, ou seja, é o momento dos primeiros contatos e leituras dos dados, seleção de documentos transcritos voltados ao tema de estudo, e a serem analisados durante a pesquisa documental e bibliográfica, bem como a formulação de hipóteses e objetivos, e organização preparação do material. x O segundo momento diz respeito a realização das decisões tomadas na préanálise. É o momento da codificação – em que os dados brutos são 35 transformados e reagrupados em classes ou categorias. (BARDIN, 1979 p. 104). x O terceiro momento refere-se ao tratamento e inferência dos resultados, permite que o material recolhido e transformado em categorias se constitua em dados qualitativos e análises reflexivas, como também em observações individuais do pesquisador. As categorias podem ser criadas de duas formas: a primeira antes da coleta de materiais, sendo destacadas por meio da teoria estudada e a segunda após o material já ter sido coletado. Durante a análise do conteúdo, as categorias são classes que reúnem um grupo de elementos com características comuns (BARDIN, 1979 ). A escolha da análise de conteúdo apresentada por Bardin (1979), se deve à forma como foram obtidos os dados, ou seja, após o levantamento bibliográfico e levantamento dos documentos referentes ao objeto de estudo nos direcionamos para outro momento de pesquisa definido pelo autor como “pré-leitura”, que é a leitura dos dados obtidos com objetivo de selecionar trabalhos voltados ao tema em questão, assim como selecionar os contextos a serem investigados (em nosso caso, as unidades da Unesp que contemplavam o ensino de Libras em seus currículos). Esses momentos nos permitiram conhecer o material numa perspectiva geral, e verificar o que vem sendo produzido acerca do tema, bem como apreender informações importantes voltadas ao tema de estudo investigado por meio da organização curricular. As informações levantadas nesse momento nos ajudaram na construção das categorias da análise. Após a leitura e seleção do material, partimos para a “exploração do material”. Nesta etapa iniciamos o processo de definição das Universidades, ou seja, por meio da análise da matriz curricular dos cursos de Licenciatura em Pedagogia da UNESP, que contemplam em seu currículo a disciplinas de Libras. Destaca-se que para verificar a incidência da disciplina de Libras na matriz curricular dos cursos de pedagogia, num primeiro momento optamos também por investigar a incidência da disciplina de Libras nos currículos das disciplinas da Educação Inclusiva e Educação Especial, uma vez que essas disciplinas destinam parte de sua carga horária ao ensino do conteúdo de Libras, contribuindo assim para 36 a formação inicial do professor que deve ser formado para atuar nos anos iniciais do ensino fundamental, para trabalhar com a criança surda. Considerando o universo da pesquisa, centramos nossas observações na organização da disciplina Libras apresentadas nos cursos em questão, no que concernente à ementa, aos objetivos, ao conteúdo programático, ao semestre e regime de oferecimento da disciplina, carga horária, avaliação referências, objetivando compreender como tem sido ofertada a Libras e sua proposta de aquisição, bem como o domínio da comunicação em Libras, para o pedagogo em formação e sua inserção na cultura da PS. De posse dessas informações, chegamos ao momento principal que é a confrontação da teoria com os dados, ou seja, buscamos analisar se a organização apresentada nos planos de ensino da disciplina Libras atende, ainda que minimamente, ao proposto pelo Decreto 5626/2005, bem como às necessidades de conhecimento do professor em processo de formação, no que tange de ensino e aprendizagem da PS nos anos iniciais de escolarização. Essa discussão está apresentada a partir de três momentos: x Análise dos planos de ensino das quatro Instituições de Ensino Superior, e a proposta da disciplina Libras em sua matriz curricular do curso de Pedagogia. x A formação do futuro professor de anos iniciais para trabalhar com ensino de alunos surdos. x Apontamentos sobre as necessidades de uma organização curricular para a formação inicial de professores no curso de licenciatura em Pedagogia, a fim de que possamos entender o decreto 5626/05, como indicador no processo de democratização de uma escola inclusiva. 37 CAPÍTULO 2 TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO DA PESSOA SURDA A pessoa surda é a marca da diferença, ou seja, de uma cultura diferente à dos ouvintes. Considerando essa afirmativa, este capítulo faz referência inicialmente aos dados oficiais registrados em livros e documentos sobre a trajetória histórica da educação dos surdos. O texto foi organizado em uma sequência cronológica, cujos fatos são narrados desde a História Antiga até a Idade Contemporânea, por isso devemos levar em consideração os aspectos peculiares que se diferenciam da “cultura” dos ouvintes. 2.1. Constituição Histórica da Educação da pessoa surda Para compreendermos sobre como a educação da PS se constituiu e está constituída atualmente, é necessário realizarmos um breve resgate histórico da trajetória da educação da PS, pois adentrar em sua história nos permite ter condições de acrescentarmos conhecimentos sobre a área, e também possibilita refletirmos e questionarmos os diversos acontecimentos relacionados à educação de surdos durante as diferentes épocas. Um exemplo relacionado a esses acontecimentos é a atual Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de Educação Inclusiva (BRASIL, 2008) promulgada em prol das pessoas com deficiência, em especial da PS, bem como o Decreto Lei nº 5696/2005, que busca formar professores em Libras para atuar com o alunado surdo. Mesmo assim, diante dessas conquistas, podemos nos perguntar: o sujeito surdo continua excluído do contexto escolar? A educação de surdos evoluiu ao longo da história, apesar de vários impactos marcantes nesse processo. Esses momentos históricos foram caracterizados por mudanças, agitações e crises, assim como o surgimento de oportunidades. 38 Essas oportunidades proporcionaram a PS o direito de participar do contexto sociocultural, e de ser tratado com o devido reconhecimento e dignidade, usufruindo de melhores condições de desenvolvimento social e educacional, sendo sujeito ativo de suas transformações pessoais e da realidade na qual está inserido. Essas conquistas são relativamente recentes, pois houve um tempo em que o surdo era tratado como um ser “doente” ou “anormal” e “defeituoso”. (LANE, 1990, p.479). Para melhor compreendermos os “meandros” dessa historia, Strobel (2006), faz um breve retrocesso na história da educação de surdos, explicando que a historia dos surdos a pedagogia e as políticas tem sido elaboradas sempre sob uma perspectiva dos ouvintes e não dos surdos. Essa visão ouvintista incapacitava a PS e, consequentemente, gerava o desrespeito de sua cultura e de sua forma de comunicação, a Língua de Sinais. Deste modo, é necessário apresentar recortes históricos, evidenciando pressupostos teóricos desde o período em que os surdos eram considerados “indignos” de educação até a contemporaneidade, fatos que podem contribuir para que o leitor compreenda melhor como se deu a história e o desenvolvimento da pessoa surda. A literatura nacional e internacional, cada uma ao seu modo, narram a história dos avanços e conquistas que foram obtidas pelos surdos no meio educacional. Os fatos relatados por esses dois campos literários deixam evidentes que existem diferentes histórias que explicam o surgimento e o desenvolvimento do conceito da pessoa com surdez no mundo. Na antiguidade, os surdos eram tidos como seres diabólicos, que precisavam ser punidos com a morte. Além disso, os surdos, devido ao fato de não falarem, não eram considerados “humanos”, nem cidadãos. (DORZIAT, 1998) Dessa forma, a história dos surdos só pode ser compreendida a partir de uma perspectiva mais ampla que abranja os resultados de suas conquistas e lutas, articulando-se com as fundamentações teóricas, filosóficas e ideológicas da área da surdez. Nesse sentido, as produções que se articulam para abordar a surdez foram geradas a partir das significações culturais no campo discursivo de sua época. 39 Assim, buscaremos as primeiras evidências a respeito da história dos surdos na literatura internacional, onde vários educadores, cada qual com diferentes métodos de ensino, se destacam. No final do século XV não havia escolas especializadas para surdos. O ensino era oferecido por pessoas ouvintes, que buscavam a qualquer preço estabelecer uma comunicação com base no oralismo. Esses ouvintes, muitas vezes, eram motivados a trabalhar com os surdos por possuírem em seus familiares pessoas acometidos pela surdez (QUADROS, 1997; SKLIAR, 1998; SÁ, 1999 e LACERDA, 2006). No século XVI encontramos a primeira referência que faz distinção à surdez e o mutismo no livro “De Inventione Dialectica”, de Rodolfo Agrícola (1528). Também são desse período as contribuições do médico italiano Girolamo Cardano (1501-1576) que advogava a favor da capacidade de aprendizado dos sujeitos surdos, e fundamentou seu trabalho utilizando sinais e língua escrita. Cardano afirmava que “... a surdez e mudez não é impedimento para desenvolver a aprendizagem, e o meio dos surdos de aprender é através da escrita... e que era um crime não instruir um surdo-mudo”. O monge espanhol Pedro Ponce de León (1510 – 1584) criador do método oralista (método utilizado para treinar os surdos a falar), foi reconhecido nos estudos da história da PS como o primeiro professor de surdos e sua principal contribuição na área da surdez, consistiu em contestar os argumentos equivocados por parte dos médicos, que afirmavam que os surdos não podiam aprender em razão de lesões cerebrais. Ponce de León estabeleceu a primeira escola para surdos do mundo. Usava como metodologia a datilologia, a escrita, e a oralização, e seus trabalhos eram constantemente solicitados pelas famílias de nobres que tinham filhos surdos. Nesse sentido, podemos enfatizar que a condição para o surdo aprender e a falar nesse período implicava em possuir uma boa condição financeira ou parentesco com nobres. Encontramos, na história dos surdos, em fatos narrados por estudiosos da Espanha, evidências que preservam a memória do Frei Pedro Ponce de León como um “mito paternal” da educação de surdos, permitindo a comunicação sinalizada e criando métodos de ensino de fala e da escrita. 40 Nos séculos seguintes, outros professores se dedicaram à educação de surdos. Entre eles pode-se destacar Juan Pablo Bonet (1579-1623), autor do livro “Arte para enseñar a hablar a los mudos”, Ramirez de Carrión (1617- 1637) surdo congênito que obteve sucesso no julgamento dos críticos de seu tempo e Johann Conrad Amman (1704). Juan Pablo Bonet (1579) e Ramirez de Carrión (1617- 1637) deram continuidade ao trabalho do Frei Pedro Ponce de León, utilizando o alfabeto digital para ensinar a ler, a língua de sinais para o ensino da gramática e a fala era ensinada pela manipulação dos órgãos fonadores. É encontrada também na França outra figura lendária que assume esse papel, de ensinar o surdo a ler, que é o abade Charles Michel de L’Epeé (17171789) que busca um norte em Bonet (1579 - 1629) para realização de seus trabalhos. Atentando ainda para a história da PS, a primeira obra impressa que se preocupa com a educação do surdo é referenciada por Bonet (1620) sob o título "Redação das Letras e Arte de Ensinar Surdos e Mudos a Falar". Tomando como base a literatura parisiense escrita em 1756 por L’Epeé, em que são relatadas suas experiências ao criar a primeira escola pública para surdos, denominada Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris, pode-se considerar que o ensino adotado nessa época era de cunho oralista e manualista 10. A criação desse instituto foi um marco na educação dos surdos, pois pela primeira vez na história “os surdos adquiriram o direito a uma língua própria” (GREMION, 1998 p.47). Outra influência histórica relevante à educação dos surdos foi a do médico suíço Johann Conrad Amman (1669-1724), que desenvolveu e publicou o método pedagógico da fala e da leitura labial. Sua obra norteou a construção do Movimento Oralista Alemão, defendido por Samuel Heinicke (1729-1790), cujo princípio era o de que a Língua de Sinais “atrofiava a mente” e, por isso, sugeria Sinais e o Alfabeto Digital como instrumento para atingir a fala, ou seja, um grande valor era atribuído à fala. Em 1778, Heinicke fundou a primeira escola de oralismo. 10 “Eduard Huet (1822- 1882) o sujeito surdo com conhecimentos de metodologia de ensino aos surdos em paris, no ano de 1855 chega ao Brasil sob convite do imperador D.Pedro II, com a intenção de abrir uma escola para sujeitos surdos no Rio de Janeiro.” (STROBEL, 2006, p. 89). 41 Em relação às produções literárias sobre a educação de surdos, teve destaque o trabalho do Inglês John Wallis (1616- 1703) que desenvolveu a primeira literatura em inglês voltada ao ensino da fala, por isso ficou conhecido como fundador do oralismo. Diante desse resgate histórico, não podemos deixar de mencionar as contribuições dos relatórios escritos pelo médico Jean Marc Itard (1774-1838) sobre a experiência pedagógica que considerava os surdos doentes e que poderiam ser treinados para ouvir palavras. O médico foi responsável pelo clássico trabalho com “Victor de Aveyron”, mas ao implantar seu método oralista com seu aluno, não obteve muito sucesso, devido às circunstâncias em que o método foi aplicado. Vale salientar que os métodos empregados naquele período foram pautados na experiência multissensorial, para o desenvolvimento de uma Educação Especial, como o Plano de Instrução de Itard, que nos traz relatos minuciosos da experiência pedagógica do médico, futuramente utilizados por outros estudiosos da Pedagogia. (BANKS-LEITE, GALVÃO, 2000). Outro evento de grande impacto na história da educação dos surdos ocorreu no ano de 1880, com a realização do Congresso Internacional de professores de surdos, em Milão, na Itália, com objetivo de discutir e avaliar a importância de três métodos antagonistas: língua de sinais, oralista e mista (língua de sinais e oral). (BORNE, 2002, p.51). Naquela oportunidade, foi decidido que o método oralista deveria ser o único método de treinamento adequado para pessoas surdas, tal decisão resultou na proibição da Língua de sinais, pois os especialistas alegavam que a mesma destruía a habilidade da oralização dos surdos. A influência do estudioso Alexandre Graham Bell (1880) durante o congresso colaborou para validar o método oralista pois defendia o método oral puro para o ensino da PS. Na ocasião de votação, a todos os professores surdos lês foram negados o direito de votar, sendo excluídos entre os 164 representantes ouvintes. Não podemos deixar de mencionar, também, importantes contribuições das PS em outras áreas, em que o sucesso contribuiu para preencher mais algumas páginas do livro da História dos surdos no decorrer do tempo. Como exemplo temos a escritora Hellen Keller, surdo-cega, que obteve graus universitários e publicou 42 trabalhos autobiográficos; o escultor surdo, Antônio Pitanga, pernambucano, formado pela escola de Belas Artes, que foi vencedor dos prêmios: Medalha de prata (escultura Menino sorrindo), Medalha de ouro (Escultura Ícaro) e o prêmio viagem à Europa (com a escultura Paraguassú); o surdo brasileiro Jorge Sérgio L. Guimarães, que publicou no Rio de Janeiro o livro “Até onde vai o Surdo”, em que narra suas experiências de pessoas surdas em forma de crônicas; o filme “Filhos do Silêncio”, onde, pela primeira vez, uma atriz surda, Marlee Matlin, conquistou o Oscar de melhor atriz nos Estados Unidos (1985); e no ano de 1997, o Closed Caption (acesso à exibição de legenda na televisão) foi iniciado pela primeira vez no Brasil, na emissora Rede Globo. Diante dessas considerações, pode-se dizer que estes foram os movimentos mais importantes que influenciaram a educação de surdos no mundo e no Brasil, lembrando que o berço dessas discussões e ações nasceram na França. Boto (1996) destaca que o debate pedagógico acerca da surdez na França teve grande repercussão no discurso republicano no Brasil, tanto no fim do Império quanto na primeira República, com a proposta de uma escola “equalizadora”, filantrópica e assistencialista, idealizada pelo liberalismo. Como podemos observar, no século XX, estudos dos teóricos reforçam a evolução do pensamento colaborando para que as pesquisas sobre o ensino da PS se desenvolvessem em diferentes áreas, procurando compreender as atividades psíquicas; o conhecimento do comportamento da consciência da PS, ou seja, deixar no passado a cultura o estigma da cura da PS, levando em consideração que sua aprendizagem irá ocorrer da mesma forma do que nas pessoas “normais” e sua comunicação se dará por meio de outros canais. Todavia, um dos principais fundamentos da educação da PS é a discussão de Vygotsky (1984), pesquisador soviético que considera a linguagem como fator determinante na formação dos processos mentais. O pesquisador estudou e apresentou aspectos do desenvolvimento ontogenético da criança e a relação entre a aprendizagem e o desenvolvimento. O que quis dizer? Para especificar melhor a inter-relação instrução/desenvolvimento e a importância das conquistas ontogenéticas para a constituição do 43 homem, Vygotsky entende que o desenvolvimento humano compreende dois níveis: o primeiro é o nível de desenvolvimento real, que compreende o conjunto de atividade que a criança consegue resolver sozinha. Esse nível é indicativo de ciclos de desenvolvimento já completos, isto é, refere-se às funções psicológicas que a criança já construiu até determinado momento. O segundo nível de desenvolvimento é o nível de desenvolvimento potencial: conjunto de atividades que a criança não consegue realizar sozinha mas que, com a ajuda de alguém que lhe dê algumas orientações adequadas (um adulto ou outra criança mais experiente), ela consegue resolver. Para Vygotsky, o nível de desenvolvimento potencial é muito mais indicativo do desenvolvimento da criança que o nível de desenvolvimento real, pois este último refere-se a ciclos de desenvolvimento já completos, é fato passado, enquanto o nível de desenvolvimento potencial indica o desenvolvimento prospectivamente, refere-se ao futuro da criança. A distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial, caracteriza o que Vygotsky denominou de Zona de Desenvolvimento Proximal: "A Zona de Desenvolvimento Proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão, presentemente, em estado embrionário" (Vygotsky. 1984, p. 97). Encontramos também referência nos estudos “Fundamentos de 11 defectologia ”, de Vygotsky (1984), as principais ideias do autor sobre a educação da PS, onde faz duras críticas à crueldade com que se aplicava o método oral puro Amam (método alemão). O autor considera que a educação acabava “recorrendo a uma excepcional severidade de coação sobre a criança, objetivando ensinar-lhe a linguagem oral, mas o interesse próprio da criança seguia outro caminho”. Concebe, entretanto, a leitura do movimento dos lábios como vantajosa, pois “possibilita a comunicação do surdo com pessoas “normais” e serve como instrumento de elaboração do pensamento e da consciência”. (Vygotsky, 1984, p.159) Também havia outros métodos que divergiam do mímico (francês), o do alfabeto manual (datilologia), o que se denominou de escrita no ar. Os pedagogos afirmavam que a linguagem oral é antinatural, mas Vygotsky (1993 p.88) concebia a 11 Fundamentos de Defectologia, são obras em que autor Vygotsky faz apontamentos sobre as dificuldades, características, peculiaridades do desenvolvimento e situações sócio-educacionais, das pessoas chamadas por ele de "anormais". Considerando o termo citado, podemos perceber que ele não mascarava a dificuldade das pessoas com deficiência através de analogias ou retóricas substanciais, até mesmo devido à época, mas faz presente em seu texto a responsabilidade com o desenvolvimento real dos indivíduos. 44 linguagem gestual, natural dos surdos, uma linguagem pobre e limitada, pois “prende o surdo a um microcosmo restrito aos que sabem essa linguagem primitiva” Assim, com a implantação das primeiras formas de se pensar uma educação para PS, a integração escolar passou a ser concebida a partir da inserção de PS em classe especial ou sala de recursos situada dentro da escola regular. Na literatura brasileira encontramos evidências históricas apresentando ensaios conceituais sobre a educação do estudante surdo, a exemplo do Instituto dos Meninos Surdos, fundado em 1855 pelo Imperador Pedro II 11, atualmente conhecido como Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) que oferece ao surdo ensino acadêmico e profissional até os dias de hoje. Em 1857 os surdos matriculados no INES iniciaram sua aprendizagem em LIBRAS. Muitos dos que ali estavam já dominavam um tipo de linguagem sinalizada e foi nesse contexto que a LIBRAS foi se expandindo por todo Brasil. É oportuno informar que o INES, embora modelo incipiente no Brasil desempenhou e desempenha um papel muito importante na educação dos surdos, da sua fundação até os dias de hoje. Por responder diretamente ao governo federal, foi sempre pioneiro em se ajustar às diretrizes oficiais para a educação dos surdos, servindo de referência para as demais modalidades pelo Brasil afora (ROCHA, 1997). Diante da conquista das pessoas surdas dos espaços sociais e educacionais, algumas escolas de surdos também foram fundadas no Brasil no mesmo período, como o Instituto Santa Terezinha, em São Paulo e o Centro de Audição e Lingua/gem Ludovico Pavon (CEAL/LP), em Brasília/DF. O atendimento pedagógico ofertado por essas instituições era de caráter assistencialista e filantrópico educacional. Contudo, essas modalidades de ensino, assistencialista e filantrópica, existiam em número reduzido e o trabalho baseava-se predominantemente no método oralismo. Entretanto, nesse período, o objetivo das legislações era atender a essa população, “a PS”, de forma a integrá-los de maneira social, mas sem caráter educativo formal. No entanto, esses modelos não correspondiam à escolarização de surdos que hoje é defendida por estudiosos na área da surdez. 45 Após a década de 1960, com a implantação da Lei nº 4024/71(Brasil, 1971), ficou estabelecido que a educação da PS fosse enquadrada no sistema geral de ensino, com a finalidade de integrá-los à comunidade ouvinte. Assim, a língua de sinais ressurge associada à oralização, um modelo misto denominado Comunicação Total. Na ocasião, foi possível identificar diferentes políticas públicas governamentais brasileiras, subsidiando ações voltadas à manutenção de Escolas Especiais e à integração de alunos surdos nas escolas comuns (OMOTE, 1999). Nesse contexto, a integração surge como um movimento importante para a escolarização das pessoas com deficiência. O movimento de integração baseou-se nos princípios de normalização, cuja base filosófico-ideológica visava normalizar o contexto em que os sujeitos surdos se desenvolviam. Portanto, o movimento de integração defendia modos e condições de vida às pessoas com deficiência mais próximos possíveis às formas e condições de vida do resto da sociedade (BRASIL, 1994; OMOTE, 1999). Para D’Antino (1997, p.98), o conceito de integração corresponde ao “efeito de integrar-se ou, ação ou política que visa integrar as minorias raciais, sociais, ou seja, aquelas que apresentam diferenças” e, para outros, integração é a colocação seletiva do aluno “portador de necessidades educacionais especiais12” em classe de ensino regular. Lopes (1998), discorrendo a respeito da integração de crianças surdas, considera que: A integração do surdo na sociedade [...] Parece ser uma atividade destinada à cultura oral [...] A aceitação social do surdo, além de ser considerada nas nossas políticas de integração, também deve ocorrer na própria família. Esta, mesmo antes de saber da surdez, interage fazendo-o sentir, perceber emoções e a cultura do meio [...] Partindo do pressuposto da existência de culturas distintas, cultura ouvinte e cultura surda admitimos que o surdo, filho de ouvintes, em uma primeira instância, receberá conceitos do mundo através da mediação dos ouvintes que, nem sempre, corresponderão ao nível de compreensão e às necessidades do sujeito . (LOPES,1998, p. 91) 12 Mantido o termo original utilizado pelo autor. 46 De fato, desde a antiguidade, o surdo foi submetido à cultura de ouvintes, desconsiderando a sua cultura e suas formas de aprendizagem. Para tanto, as abordagens educacionais aplicadas à educação da PS ao longo da história, conforme apresentado anteriormente, sempre apresentaram um enfoque na normalização, por meio de um método “oral” de comunicação, e do desenvolvimento de políticas da escola para que se aproximasse das pessoas ouvintes. No que tange à integração desses estudantes, as mudanças tinham como foco somente a adequação do aluno às estruturas físicas, administrativas, curriculares, partindo do pressuposto de que esse aluno era capaz de aprender no nível preestabelecido pelo sistema escolar de ensino comum (SILVA, 2001). Alguns professores defendiam que o surdo poderia frequentar uma sala de aula comum, desde que apresentasse os requisitos mínimos necessários compatíveis àqueles dos discentes da série regular onde seria inserido, que correspondem aos níveis de oralidade e de competência curricular (SILVA, 2001). Esse tipo de conduta por parte da escola e dos professores causava ao estudante surdo um domínio deficitário de língua falada e uma baixa proficiência na leitura e na escrita, destinando aos surdos os espaços escolares mais restritivos e excludentes (SILVA, 2003). Todavia, quando inseridos em salas de aula comuns, poucos conseguiam se beneficiar dessa inclusão devido ao ensino programático acadêmico, trabalhado na formação geral dos professores por meio da fala. A escola, por sua vez, aceitava o aluno surdo condicionado a certa prontidão, tais como o domínio básico e a utilização do sistema alfabético da língua portuguesa na modalidade escrita e falada (SKLIAR, 1999). Tal pensamento educacional provocou algumas implicações pedagógicas para a educação do surdo. Ao longo do tempo foram surgindo grandes equívocos e interpretações errôneas por parte de alguns estudiosos sobre a surdez, a exemplo da visão clínico-terapêutica, que fortemente marcou o século XX. Diante desta perspectiva, a surdez ainda é vista como uma deficiência, que deve ser minimizada por meio do desenvolvimento da função auditiva, ou seja, não descartando a possibilidade de existir a aprendizagem da língua portuguesa, levando o estudante surdo a integrar-se na comunidade ouvinte. Esse é então o 47 objetivo clínico-pedagógico que, de forma equivocada, tinha a pretensão de levar a PS em direção à normalidade. Botelho (1998), afirma que uma das premissas da educação oralista é a abordagem natural, propondo reproduzir para o surdo as mesmas condições em que o ouvinte adquire a linguagem. Isto significa que o professor deve utilizar na comunicação e no ensino especial ou regular, a linguagem oral com algumas adaptações, como: falar mais devagar, sempre de frente para o estudante surdo, e assim por diante. A história da educação de surdos no Brasil revela que, embasados na visão deficitária do modelo clínico-terapêutico e na busca pela normalidade, os educadores continuaram se equivocando e dificultando a formação escolar dos alunos surdos. Paralela a essa situação, encontramos em Skliar (1999), considerações acerca dos objetivos da Educação Especial para surdos, seja em Escolas Especiais, ou no modelo integracionista, classe especial ou sala de recursos, que por muito tempo, basearam-se em considerações preconceituosas e de poucas expectativas pedagógicas. Partindo do princípio que os surdos possuem um limite natural em seus processos de aprendizagem, os professores programavam atividades pedagógicas e ofereciam a PS na sala de aula as mesmas condições de comunicação oral oferecidas ao aluno ouvinte resultando em uma desistência da vida escolar devido ao fato de não conseguirem vencer a dificuldade imposta pela escola, ou seja, a sua própria condição de PS. Nesse período, as limitações e insatisfações com o método oralista e a preocupação em ampliar os recursos comunicativos para fins diversos em prol do aluno surdo, fizeram emergir nos Estados Unidos vertentes que começaram a se contrapor ao chamado “método oral”, dando ênfase e estudo a uma nova forma de comunicação, a Comunicação Total, que era o uso simultâneo da Língua de Sinais associada à oralização. Neste momento se inicia o reconhecimento e valorização da Língua de Sinais. Para conhecermos um povo e sua cultura, é necessário conhecermos sua forma de comunicação. Deste modo, a língua de sinais faz parte da cultura surda e, 48 assim como qualquer outra, é carregada de significação social. A Língua de Sinais, portanto, ultrapassa os objetivos de uma simples comunicação e se constitui numa expressão de uma comunidade surda. (SKILAR, 1998; PERLIN, 1998). Desse modo, no Brasil, somente na década de 1990 foi possível identificar profundas mudanças na educação dos surdos, baseadas no reconhecimento e valorização da linguagem de sinais. A partir desse novo olhar sobre as implicações da surdez no desenvolvimento cognitivo, social e educacional da pessoa surda, apresenta-se a relevância nas propostas pedagógicas embasadas na Comunicação Total e mais tarde o bilinguismo, ou seja, o direito de adquirir como língua materna a língua de sinais e como segunda língua, a língua oficial do seu país. (PERLIN, 2008). Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está assumindo uma política lingüística em que duas línguas passarão a co-existir no espaço escolar. Além disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às crianças, além de desenvolver as demais atividades escolares. As línguas podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de, “como”, “onde” e “de que forma” crianças utilizam as línguas na escola. (MEC/SEESP, 2006) Portanto, para que a escolarização da PS ocorra efetivamente, não basta que tenha acesso e permanência na escola comum. Torna-se fundamental que aprenda e, por isso, são necessárias profundas mudanças na organização e funcionamento do ensino escolar, e que as leis e decretos sejam colocados em prática dentro dos ambientes escolares. Pelo exposto, fica evidente que é preciso ainda se problematizar muito a história educacional do estudante surdo, no sentido de garantir as condições de que ele possa comunicar-se e conseqüentemente, aprender. Uma dessas condições pode estar restrita ao uso da Língua de Sinais e para compreendermos melhor a complexidade dessa nova forma de comunicação, discorreremos a seguir. 49 2.2. A Importância da Língua de Sinais para as comunidades surdas Neste tópico buscaremos abordar a importância da Língua Brasileira de Sinais como uma das prioridades da comunidade surda diante de uma sociedade oralista. Segundo Skliar (1998), o oralismo é considerado pelos estudiosos uma imposição social de uma maioria linguística sobre uma minoria linguística; e uma das classes que compõem essa minoria lingüística é organizada pela comunidade surda, que é produtora de uma cultura e de saberes peculiares, em que a língua não é considerada apenas um gesto, mas uma forma de comunicação. Diante do pensamento oralista, a PS é visto como ser incompleto e, durante muitos anos, houve a tentativa de normalizá-lo do ponto de vista médico-terapeuta. Essa tentativa foi impedida devido à resistência da cultura surda, que lutou pelo reconhecimento de sua língua própria, a Língua Brasileira de Sinais, considerada por estudiosos como veículo de comunicação com estrutura e significados próprios, assim como as demais línguas (QUADROS, 1995). A Libras torna-se elemento essencial para a comunicação e fortalecimento da identidade Surda no Brasil e, dessa forma, a escola não pode ignorá-la no processo de ensino e aprendizagem, e sim considerá-la como meio de comunicação da PS, adotando uma proposta bilíngüe. Esse tipo de proposta de ensino oportunizará a PS o acesso a duas línguas no contexto social e escolar, pesquisas têm mostrado que essa proposta é a mais adequada para o ensino da PS. (PERLIN, 2008). Todavia, diferencia-se da Língua Portuguesa, que é uma língua de modalidade oral-auditiva, por utilizar, como canal para meio de comunicação, sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. Esses sons têm como meio propagar informações, manifestações culturais (como as músicas, os ritmos, as formas de comunicação oral e as regras de comportamentos), ou seja, criar uma sociedade com base no som. Os surdos, por sua vez, se valem do canal-visual, da imagem, da luz para interagir e se relacionar com o mundo e receber as informações. Sobre essas divergências o autor Masutti (2007) comenta: 50 Em um universo predominantemente regulado pelo som, o ouvir e o falar tornaram tão essenciais que qualquer forma de manifestação lingüística e cultural não constituída por essa operações causa estranheza, sofre restrições e instaura processos de exclusão social. Para os surdos, essa situação se agrava em embates cotidianos contra as representações politicamente construídas em torno de suas diferenças. (MASUTTI, 2007, p.11). As diferenças não estão somente na utilização de canais diferentes. Estão também nas estruturas gramaticais de cada língua. Apesar das diferenças peculiares a cada língua, todas as línguas possuem algumas similaridades que a identificam como língua e não linguagem. Segundo Felipe (2003), a semelhança existente entre as “línguas” é que todas são estruturadas a partir de unidades complexas e todas possuem níveis lingüísticos em diferentes graus, apresentando uma gramática com uma estrutura própria. É atribuído às línguas de sinais o status de língua, porque, embora sendo de modalidade diferente, elas possuem também características específicas em relação às diferenças regionais, diferenças socioculturais, entre outras, e em relação às suas estruturas que também são compostas pelos níveis mencionados acima. Na história da humanidade não se tem exatamente registros de quando os seres humanos começaram a desenvolver uma forma de comunicação verbal que pudesse ser considerada uma língua. Tanto a língua oral-auditiva, como a língua de sinais não tem registro de sua utilização, todavia sabe-se que elas existem há muitos e muitos anos. (SKLIAR, 1998). Assim, a discussão sobre a surdez e a língua de sinais vem sendo ampliada nos últimos anos por profissionais envolvidos com a educação de surdos, como também pela própria comunidade surda. Os estudos linguísticos referentes à língua de sinais foram retomados somente a partir da década 70, quando as pesquisas voltadas ao estudo da língua de sinais vieram confirmar que a LIBRAS poderia ser comparável em complexidade e expressividade a qualquer língua oral. Porém, é oportuno lembrar que as línguas de sinais não são universais, pois cada uma tem sua própria estrutura gramatical. Assim como as pessoas ouvintes em países diferentes falam diferentes línguas, as pessoas surdas, também, por toda 51 parte do mundo, que estão inseridas em “culturas surdas”, possuem sua própria língua, existindo, portanto, muitas línguas de sinais diferentes, tais como: Língua de Sinais Francesa, Chilena, Portuguesa, Americana, Argentina, Inglesa, Japonesa, Brasileira entre outras. Essas línguas são diferentes uma das outras e independem da língua oralauditiva utilizada nesse e em outros países, por exemplo: o Brasil e Portugal possuem a mesma língua oficial, o Português, mas as Línguas de Sinais destes países são diferentes. O mesmo acontece com os Estados Unidos e a Inglaterra, entre outros. Também pode acontecer que uma mesma língua de sinais seja utilizada por dois países, assim como é o caso da língua de sinais americana que é usada pelos surdos dos Estados Unidos e do Canadá. Segundo pesquisadores, embora cada língua de sinais tenha sua estrutura própria, as pessoas surdas pertencentes a países com línguas de sinais diferentes comunicam-se mais rapidamente umas com as outras; fato que não ocorre entre falantes de línguas orais, que necessitam de um tempo bem maior para um entendimento. Isso se deve à iconicidade dessas línguas e à capacidade que as pessoas surdas tem em desenvolver e aproveitar gestos e pantomimas para a comunicação e estarem atentos às expressões faciais e corporais das pessoas nessas situações de fala (SACKS, 1998, p. 49). Encontramos também em Quadros (2004), uma justificativa para a utilização da língua de sinais: Surdo é o sujeito que apreende o mundo por meio de experiências visuais e tem o direito e a possibilidade de apropriar-se da língua brasileira de sinais e da língua portuguesa, de modo a propiciar seu pleno desenvolvimento e garantir o trânsito em diferentes contextos sociais e culturais. A identificação dos surdos situa-se culturalmente dentro das expectativas visuais (Quadros, 2004, p. 15). Por isso, torna-se essencial a incorporação da língua de sinais na vida desses sujeitos. Como afirma Góes (1999), a língua de sinais será necessária para que haja condições mais propícias à expansão das relações interpessoais, constituindo o funcionamento cognitivo e afetivo, promovendo a constituição da subjetividade. 52 A Língua de Sinais como qualquer outra, deve ser inserida na vida da criança nos três primeiros anos de idade, para que a criança a adquira naturalmente. No entanto, de acordo com a realidade de nosso país, a detecção da surdez nem sempre ocorre até o primeiro ano de vida, assim como acesso à língua de sinais é tardio, soma-se a isso, o fato de dificilmente a importância da Libras ser apontada pelos profissionais que realizam o diagnóstico da surdez aos pais. É fundamental que os profissionais orientem a família da criança surda para as diferentes propostas de trabalho fonoaudiológico e informem sobre a importância da Libras para seu processo educacional, social, cultural, bem como suas concepções e conseqüências para o desenvolvimento geral do surdo. Segundo Harrison (2000), deve-se propiciar a linguagem no tempo esperado, pois assim, esta poderá trazer benefícios para a criança e para a dinâmica familiar. No Brasil, a língua de sinais utilizada pelos surdos é a Libras, oficializada pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. A partir desta data, inicia-se um processo de se repensar novos caminhos para realização de uma educação voltada para atender as necessidades da PS. Perante o cenário da oficialização da língua, buscamos nos orientar quanto à porcentagem de surdos existentes em todo o território nacional, por meio dos dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil possui cerca de 9,7 milhões de surdos e pessoas com deficiência auditiva, desde a surdez total até níveis diferentes de audição. Esses indicadores nos mostram que o número de surdos é muito alto. Assim, de acordo com os dados populacionais coletados pelo IBGE/2010, o Brasil traz mais de 9.722.163 pessoas com problemas relacionados à surdez. Logo, os dados do Censo Escolar/2005 registraram a matrícula de 66.261 alunos surdos ou com deficiência auditiva na Educação Básica e os dados do Censo da Educação Superior/2007 registraram a matrícula de apenas 974 alunos com deficiência auditiva, numa clara demonstração de que a exclusão escolar é o indicador da realidade vivenciada pelos surdos de nosso País, que passou séculos desconsiderando a existência da língua de sinais utilizada por esse segmento populacional (IBGE 2005). 53 De acordo com os dados do Censo da educação superior (MEC/INEP), o índice de matrícula de estudante com deficiência auditiva, passa de 665 em 2003, para 4.660 em 2009, significando um crescimento de 600,7%. A partir de 2007, são coletados dados específicos sobre a matrícula de estudantes com surdez, que registra 444 em 2007 e 1.895, em 2009, representando um crescimento de 326,8%. Assim, o total de estudantes com deficiência auditiva e surdez, corresponde a 6.555, perfazendo um crescimento de 885,7% (BRASIL, 2011). Os dados apontam uma parcela significativa de pessoas surdas compondo o cenário brasileiro, organizando-se em comunidades, e para se comunicar, defendem um tipo de comunicação. Qualquer pessoa acometida por algum tipo de surdez tem uma diminuição na audição, podendo variar quanto ao grau ou intensidade sonora percebida pelo sujeito. Assim, a surdez leva a uma compreensão oral reduzida, ou seja, nenhum feedback auditivo, associada a grande aptidão visual. Segundo Moura (1999), a educação social dos surdos constitui um sério problema, no que tange a valorização de sua cultura, e muitos caminhos tem sido seguidos na busca de amenizar esse problema, uma vez que a Língua de Sinais é considerada por muitos profissionais como apenas a execução de gestos simbólicos. Nessa perspectiva, de acordo com Ferreira Brito (1993), no Brasil somente na década de 1980, iniciaram-se as investigações voltadas ao estudo da língua de sinais brasileira, e a aquisição da língua de sinais brasileira foi desenvolvida nos anos 1990. (Quadros, 1995). A partir desse contexto, se faz necessária uma educação para os surdos, calcada na política educacional e na perspectiva da educação inclusiva, incluindo várias ações que devem ser implementadas na escola e nos espaços sociais para o desenvolvimento da Língua Brasileira de Sinais. Dentre as conquistas mais recentes, encontra-se em discussão, as diretrizes nacionais da Lei nº 10.098/94, de 23 de março de 1994, em especial o capítulo VII,artigos 17 e 18, que legisla sobre a acessibilidade à língua de sinais, e a Lei nº 10.436, 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais e o Decreto 5626/2005 que reforça a necessidade da Libras como disciplinas nos cursos de formação inicial. (BRASIL, 2002). 54 Diante destas reflexões acerca da importância do desenvolvimento da Libras para os surdos, o próximo item irá retratar aspectos importantes da Libras para a formação de professores, salientando que a criança surda pode desenvolver-se, comunicar-se e aprender, desde que tenha suas necessidades linguísticas supridas. 2.3. A Libras nos cursos de formação de professores: perspectivas para atuar com alunos surdos Na trajetória histórica da Educação do nosso país, entre os documentos que compõem o conjunto de leis denominadas Políticas Públicas e sua implementação, há um grande abismo. No entanto, as Políticas Públicas Educacionais voltadas à área de educação de surdos, não são diferentes. O decreto 5626/2005 menciona em seu capítulo IV, artigo 14, § 1º: a acessibilidade que garante intérprete de Libras/Língua Portuguesa durante as aulas, flexibilidade na correção das provas escritas, materiais de informação aos professores sobre as especificidades do aluno surdo etc. Todavia, na prática, o que se percebe é que o estudante surdo torna-se mais excluído do que incluído nas salas de aula regulares, enfrentando dificuldades que, muitas vezes, os seus familiares é que tentam minimizar, buscando soluções nem sempre eficientes para ajudá-los (BRASIL, 2005). A partir do dispositivo legal, o Decreto 5626/2005 estabeleceu também a Libras nos cursos de formação em nível superior, nos sistemas de ensino e instituições que devem viabilizar esse processo da inclusão da Libras como disciplina curricular obrigatória. O Artigo 3º do decreto em lide revela que: A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (BRASIL, 2005, p. 25). Segundo o Decreto Lei nº 5626/05 (BRASIL, 2005), foram estabelecidos prazos e percentuais para a inclusão da disciplina Libras na Matriz Curricular desses 55 cursos, sendo que o prazo mínimo expirou em 22 de dezembro de 2008 e o prazo máximo finalizará em 22 de dezembro de 2015. O dispositivo legal ainda estabelece que a inclusão da disciplina de Libras deveria se iniciar nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras, ampliando-se de acordo com prazos e percentuais previstos para as outras licenciaturas. Outro aspecto a ser pensado a partir das experiências que vivenciamos, descritas anteriormente na apresentação, é o desafio das instituições que formam professores, com relação ao que devem rever em seus currículos de acordo com a promulgação do Decreto Lei nº 5.626/2005. Confrontamos com a necessidade de uma nova profissionalização docente, que exige novo processo de formação: uma formação que tenha por objetivo o desenvolvimento de uma educação de qualidade para todos. Com isso, observamos que é necessário investigar como está ocorrendo a formação inicial de professores nos últimos anos em Libras, uma vez que os professores bem preparados podem atender mais adequadamente os estudantes. Contudo, o desafio de como preparar esses professores para atuar no contexto escolar ainda é um debate aberto. A temática da Libras no ensino superior ganha contorno ainda mais complexo quando se pensa em formar docentes para atender às necessidades da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, especialmente porque, apesar dos investimentos empreendidos, ainda são inúmeras as dificuldades ou problemas que entravam o processo de inclusão das pessoas com deficiência, tanto do ponto de vista escolar quanto social, especialmente quando se considera a pessoa com deficiência auditiva. (BRASIL, 2011). Neste sentido, a elaboração desta dissertação tem nos permitido ampliar a compreensão sobre o tema, articulando com aspectos pessoais, com a construção de certa experiência na área, a preocupação constante com a inclusão e a ânsia por descobrir resultados práticos que possam beneficiar as PD. Porém, além dos interesses pessoais, o tema da pesquisa está relacionado a uma questão mais ampla e complexa e que transcende os conhecimentos construídos sobre o tema até então. 56 CAPÍTULO 3 POLÍTICA NACIONAL SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA 3.1. Breve histórico da Política de Educação Especial no Brasil As políticas públicas na área da Educação Especial, iniciadas a partir de 1854, foram marcadas por medidas pontuais e fragmentadas, denotando o descaso com essa modalidade de ensino. Por volta de meados do século XX, o Estado passou a compor órgãos voltados para o atendimento de pessoas com deficiência e lançou campanhas em prol da pessoa com deficiência, objetivando a sensibilização da sociedade para esses sujeitos. Encontramos também um significativo avanço na composição das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) n° 9394/96, no sentido de conceber a educação como direito de todos e de recomendar a integração da Educação Especial no Sistema Nacional de Educação. A partir da Constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990, no que se refere aos direitos das Pessoas com Deficiência (PD), estas passaram a ser consideradas como sujeitos com direitos, inclusive à educação. A Constituição determinou ser dever do Estado o Atendimento Educacional Especializado (AEE) voltado às PD na rede regular de ensino. Internacionalmente, a Declaração de Salamanca (1994), foi um impulso dado às questões das diferenças e sua aceitação pela sociedade, evocando que a todos deve ser dado o direito de acesso e permanência em escolas regulares, devendo estas modificarem-se ou adaptarem-se no sentido de acolher a PS em todos os sentidos educacional e social, com eficiência e eficácia. De acordo com os princípios da educação inclusiva, a escola deve atender às necessidades educacionais de todos, oferecendo um ensino de qualidade com 57 vistas ao seu pleno desenvolvimento. Esse paradigma de inclusão escolar provocou uma mudança na função da escola e inaugurou um momento de transição que colocou para os gestores das políticas públicas uma nova concepção de escola que parte do pressuposto de que essa instituição é o local privilegiado da inclusão social, e não apenas de instrução e transmissão de conteúdos. Assim, a LDBEN n° 9394/96, em seu artigo 59, inciso IV, traz um feito inédito, pois apresenta um artigo específico sobre Educação Especial, que reconhece o direito à diferença, ao pluralismo e à tolerância, e, com suas alterações, garante às pessoas surdas, em todas as etapas e modalidades da educação básica, nas redes públicas e privadas de ensino, a oferta da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na condição de língua nativa das pessoas surdas. Além disso, prevê, em seu artigo 48, § 2°, que o Atendimento Educacional Especializado, o qual deverá ser “feito em classes, escolas ou serviços especializados sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular”. O serviço de Atendimento Educacional Especializado foi criado em 2001, reforçado pelo Decreto Lei n° 3956/2001 e estimulado pelas orientações emanadas na Convenção de Guatemala, que mencionava o conceito de diferenciação ou preferência. O AEE oferece às pessoas com deficiências, a garantia para a promoção da integração social ou o desenvolvimento das mesmas, desde que a diferenciação não limite o direito à igualdade. A oferta do AEE é fundamental para a efetivação da proposta de educação bilíngue estabelecida no Decreto nº 5626/2005, que regulamenta Lei no. 10.436/2002, construído pelo Ministério da Educação em parceria com a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – FENEIS e demais órgãos governamentais e não governamentais. De acordo com este Decreto, a educação bilíngue para estudantes com surdez caracteriza-se pelo ensino ministrado por meio da Língua Portuguesa e da Libra, devendo ser disponibilizados os serviços de tradutor/intérprete e o ensino da Libras para os estudantes (BRASIL, 2011). . Esse documento traz importantes repercussões nas políticas de educação, pois além de ressignificar a forma de ver a pessoa com deficiência, estigmatizada 58 historicamente em razão de suas características físicas, mentais ou sensórias diferenciadas, permite repensar também a necessidade de transformar o espaço escolar e transformar os espaços para que atendam a todos os alunos. A concepção expressa na Convenção de Guatemala apresenta uma reinterpretação da Educação Especial, que deve ser compreendida no contexto do AEE, caracterizada pela diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Por outro lado, professores, em sua maioria, sem conhecimento mínimo da Libras e, algumas vezes, consumidos por uma carga horária de trabalho exaustiva, não tem tempo para buscar uma formação continuada na área. Carecem também de cursos de Libras básico e, principalmente, avançado, pois o estudo da língua em seus aspectos gramaticais e discursivos ainda é restrito em nosso país, justamente porque faltam professores formados nessa área. O Decreto Lei nº 5626/2005, que regulamentou a Lei 10.436/2002, (fruto da luta da Comunidade Surda brasileira), visando suprir essa carência e garantir que a Comunidade Surda tenha um processo de escolarização exitoso, reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e expressão dos surdos e garantiu a inserção da disciplina Libras como obrigatória nos cursos de licenciatura de nível superior. Além dessa determinação, o Decreto estabeleceu prazos para as Instituições de Ensino Superior, e delineou como deve ocorrer a formação dos docentes para o ensino da disciplina, viabilizando a criação de programas para a concepção de cursos de graduação e para a formação de professores surdos e ouvintes para atuar na Educação Básica e no Ensino Superior, possibilitando uma formação bilíngüe (Libras e Língua Portuguesa como segunda língua). Diante da exigência legal, as Instituições de Ensino Superior, principalmente no ano de 2009, iniciaram uma “corrida” no intuito de cumprir os prazos estabelecidos pelo Decreto, abrindo editais para selecionar professores de Libras para atuarem nos cursos de preparação de professores da Educação Básica. Os editais traziam exigências distintas e muitas vezes desiguais, de uma instituição para outra, denotando entendimentos diversos sobre o perfil de profissional e de conteúdo a ser trabalhado nesta disciplina. Alguns enfocavam a 59 prática ou o uso da língua, outras pareciam ir mais além, colocando em seu conteúdo de prova, questões ligadas ao funcionamento da língua e dos métodos utilizados na educação dos surdos. Dessa forma, torna-se necessário compreender melhor sobre as leis que regulamentam a política sobre a Libras no ensino superior. 3.2. Libras e Leis que regulamentam as políticas linguísticas O Decreto Lei nº 5626/2005, foi regulamentado para apresentar as ações e implementar as políticas linguísticas e educacionais com vistas a preservar e disseminar a Libras. A proposta determina, por exemplo, a realização, em um período de até dez anos, de exames de proficiência em Libras, bem como firma o compromisso para que sejam desenvolvidos programas de formação de professores de Libras e intérpretes em diferentes níveis de escolaridade. Além disso, propõem cursos de nível superior bilíngüe, bem como, determina a inclusão da Libras em todos os cursos de formação de professores no Brasil. De tal modo, o levantamento realizado neste trabalho atende aos propósitos do referido decreto para através da pesquisa evidenciar a necessidade da inserção da disciplina de Libras nos cursos que formam professores, pois a língua de sinais constituiu-se da necessidade dos surdos se comunicarem e participarem como parte integrante do seu meio, uma vez que apresentam impossibilidades para a aquisição da língua oral. Para tanto, faz-se necessário retomar alguns pontos do documento Decreto Lei nº 5626/05, que em seu Capitulo II, Art 8º, dispõe sobre o direito de pessoa surda receber sua educação formal em Libras, em todos os níveis de ensino, seja na Educação Básica, no Ensino Superior, das redes de ensino públicas ou privadas. Segundo Góes (1999), a língua de sinais será necessária para que haja condições favoráveis à expansão das relações interpessoais, constituindo de forma efetiva o funcionamento cognitivo e afetivo na promoção e constituição da subjetividade humana. Neste sentido a Política Nacional de Educação na perspectiva da Educação Inclusiva no Brasil, busca orientar Estados e Municípios 60 em uma única direção, para que discentes surdos sejam respeitados na sua condição linguística, cultural e curricular. Esse tipo de ação poderá trazer uma série de obstáculos para o funcionamento da Educação de surdos, embora reconheçamos que, em muitas regiões brasileiras, a possibilidade de oferecer uma escola bilíngue, voltada às necessidades especiais da pessoa surda, ainda é uma realidade a ser conquistada. Tais inconsistências exigirão, por parte dos dirigentes escolares, uma revisão no sistema educacional de ensino (comum ou especial), que passe pela reestruturação curricular, a partir da participação do próprio surdo nas decisões do Projeto Político Pedagógico da escola segundo afirma Góes (1999). Por demonstrar a importância da Libras para as comunidades surdas, passaremos para o próximo item que versará sobre a inserção da disciplina de Libras nos cursos de formação inicial de professores. 3.3. Formação inicial do Professor no Ensino Superior para atuar com alunos surdos No decorrer da História, a profissão docente ocorreu de forma vocacional voltado ao gênero feminino, pouco valorizado, uma vez que exigia um baixo nível de formação. Essa realidade perdurou durante muito tempo (TARDIF, 2010, p. 248.). As mudanças nesse cenário ocorreram somente após a segunda guerra mundial, consequentemente, com a evolução dos sistemas escolares e com a democratização da escola, onde o ensino passou a ser responsabilidade do Estado e, junto com esse novo cenário, surgiu a necessidade de investir num melhor preparo do profissional, momento este definido por Tardif (2010) como o início da transformação de uma sociedade industrial para uma sociedade da informação e do conhecimento. O autor revela que o saber docente está do lado da teoria e a prática pode produzir saberes. Aquilo a que chamamos de "teoria", torna-se concreto num sistema de praticas e de profissionais que a produzem e as assumem: pelo trabalho, 61 o homem modifica a si mesmo, modifica as suas relações humanas, objetivando a transformação de sua própria situação e a do coletivo onde esta inserido(TARDIF, 2010, p. 16). Hoje falamos de um movimento que surge em prol da profissionalização do ensino e busca ao mesmo tempo elevar a formação dos professores, concretizado no Brasil com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases Nacionais (LDBEN) 9394/96, prevendo em seu capítulo a formação de professores em cursos em nível superior (BRASIL, 1996). No entanto, até o presente momento, no Brasil, os professores de Libras tiveram pouco acesso as discussões teórico-metodológicas na área de ensino de segunda língua. Em decorrência de três fatores: o primeiro devido a falta de espaço acadêmico para esse tipo de discussão/formação que fosse acessível a essa comunidade; segundo, pela concepção inadequada de que para se ensinar uma língua basta ser proficiente ou falante nativo dela e o terceiro, pela crença de que as pesquisas e metodologias de ensino de línguas orais não poderiam auxiliar a reflexão sobre o processo de ensino-aprendizagem de línguas de modalidade visogestual como a Libras ( LACERDA, 2004). Todavia, Saviani (2008) tece algumas considerações a essa nova estratégia pensada pelo Brasil, a de prover nos Institutos Superiores de Educação e Escolas Normais Superiores os cursos de Pedagogia e demais licenciaturas. O autor considera que a LDBEN contribuiu para a efetivação de uma política educacional tendente a solicitar um baixo nível de educação, visto que os Institutos de Educação Superior emergem como instituições de nível de segunda categoria, promovendo uma formação aligeirada de baixo custo, ofertando cursos de curta duração. Tal contexto é questionado por diversos estudiosos da área da educação a exemplo de Tardif (2010) que envidam esforços voltando seus estudos qualidade da formação do profissional em nível superior, com ênfase no aperfeiçoamento de instrumentos teóricos e práticos que considerem a especificidade da ação educativa. O autor elabora uma síntese das características deste conhecimento, fruto de discussões dos estudiosos sobre profissões: 62 Em sua pratica, os profissionais devem se apoiar em conhecimentos especializados e formalizados, na maioria das vezes, por intermédio das disciplinas cientificas em sentido amplo, incluindo, evidentemente, as ciências naturais e aplicadas, mas também as ciências sociais e humanas, assim como as ciências da educação (TARDIF, 2010, p. 247). Essas propostas de formação buscam trabalhar com a formação inicial do professor, a organização do currículo, o saber docente e como vincular a teoria à prática de sala de aula. As palavras de Rodrigues (2010, p. 7) também levam a entender que não basta a oferta de formação inicial para preparar futuros professores aptos a lidar com as diferenças, é necessário estar atento a qualidade da formação ofertada. Para ele “o conhecimento da diferença não é sempre positivo; podemos conhecer para melhor segregar”. Neste sentido Rodrigues (2010, p. 7) argumenta que : […] se a ênfase na formação de professores for dada na diferença e nos casos mais profundos, acabamos por proporcionar (ainda que com boas intenções…) um argumento para que o jovem professor avalie a sua futura tarefa como quase inultrapassável e até a rejeitar a inclusão de alunos com dificuldades devido exatamente ao conhecimento que tem das reais dificuldades que esses alunos têm. Este mesmo autor ainda considera que “a profissão de professor exige uma grande versatilidade” visto que requer autonomia e capacidade de traçar planos de intervenção pedagógica em diferentes condições, o que requer mais do que uma formação acadêmica, sendo necessária também uma formação profissional (RODRIGUES, 2010, p. 6). Também considera que o conhecimento das diferenças não deve se dar “como se tratasse de uma situação médica mas, fazer acompanhar cada caracterização de indicações pedagógicas que contribuam para que o futuro professor possua um esboço de entendimento que lhe permita iniciar o seu processo de pesquisa (RODRIGUES, 2010, p. 7).” A proposta da Libras como disciplina é uma das exigências mais recentes no campo da educação, trazendo uma nova configuração à formação docente, uma vez que a proposta exige formar professores na perspectiva da inclusão escolar da PS, e sua prática não pode mais ignorar as diferentes condições de aprendizagem dos 63 alunos que integram o sistema de ensino, de modo a proporciona-lhes uma educação de qualidade. Embora muito se tenha discutido sobre a formação docente nas últimas décadas, em face às demandas sociais que impõe à escola uma nova forma de organização, é necessária a incorporação de mudanças ideológicas de uma educação que se esteja plenamente articulada às necessidades sociais vigentes. Tais mudanças são apontadas nos cursos que formam professores, e também compõe o cenário de discussão de estudiosos da área, já há alguns anos no Brasil, pelo fato de ser esta uma premissa básica, no desenvolvimento de competências em prol de uma educação de qualidade, pois o professor enquanto profissional participa diretamente da formação vital dos sujeitos (Tardif, 2001). Durante o processo de formação do professor, será necessário inicialmente compreender seu papel no contexto educacional, sendo que este estará intimamente relacionado a função de programar, organizar e planejar atividades que tem como objetivo principal o desenvolvimento de aprendizagem dos alunos. Segundo Oliveira (2002), o professor deve minimamente ter uma formação teórica e prática que o instrumentalize para a compreensão dos princípios que norteiam seus trabalhos, bem como, para construir sua prática pedagógica. A princípio, é necessário fazer um panorama dos modelos de formação propostos historicamente, que se tratam da diferenciação entre dois tipos de formação: a inicial e a continuada. Segundo Ferreira (2006), a formação inicial refere-se àquela oferecida a estudantes que não são professores e ainda não atuam na docência em escolas ou outras instituições educacionais. É o tipo de formação realizada por universidades, faculdades, que confere a certificação legal para docência na educação básica. Já a formação continuada refere-se à situação do profissional que já atua na docência na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e que participa de promovidos por Instituições de Ensino Superior, Secretarias de Educação ou órgãos da comunidade, com intuito de aperfeiçoamento teórico-prático ou mesmo desenvolvimento de conhecimentos específicos necessários as novas demandas na sala de aula. Nossa reflexão se ocupará da formação inicial. Diante destas perspectivas, buscaremos discutir que as escolas recentemente apontam que os professores 64 chegam as escolas desprovidos do “saber-fazer” de diferentes maneiras, de “não saber lidar”, ou de não estar preparado para “trabalhar com a diversidade dos alunos”. Essas falas são reiteradas por um número significativo de docentes que atuam em diferentes níveis e espaço. Se os docentes não se sentem preparados para atuar com a diversidade humana, no que tange aos discentes com deficiência, em especial com estudantes surdos, o que é necessário para tal formação? A princípio, que sejam ofertadas na formação inicial, cursos de nível superior que contemplem em sua matriz curricular disciplinas específicas voltadas a sua formação, para que se tornem professores atuantes, que realizem uma prática voltada as necessidades existentes em sala de aula(TARDIF, 2010). O professor desempenha figura importante do processo educacional, cabe a ele conhecer quais são as estratégias e alternativas de ensino mais adequadas para atuar com a diferença, ou seja, necessita de formação que o auxilie a instituir práticas potencializadoras do saber-fazer, de modo que a presença de estudantes, em situação de desvantagem, de qualquer natureza, não engesse as suas ações. Morejón (2001) enfatiza que o professor deverá desempenhar a função de organizar uma prática didático-pedagógica que estimule a aprendizagem conceitualsignificativa, na qual o aluno estabeleça uma relação de prazer com o conhecimento, levando-o a formalizar os conceitos ensinados e, consequentemente, aprender. Essa formação, a do professor, sugerida pelo autor acima, pode ocorrer na formação inicial, em que o professor aprende a desempenhar um papel significativo, independente de sua área de conhecimento e/ou local de trabalho. Este profissional pode tornar-se principal mediador entre o conhecimento construído e sistematizado. Nosso foco de discussão acerca do processo formação inicial de professores para a inclusão da PS aborde a necessidade de que essa formação os auxilie a se tornar crítico-reflexivos em nível superior, como aponta Zeichner (1993, p. 18). Para tanto, o autor retoma Dewey (1959) quando propõe uma definição em que a “[...] a ação reflexiva que a prática desencadeia, exige do professor a emoção, a paixão, que anime na diversidade, mas não o cegue perante a realização”. Podemos, nesse contexto, tomar como referência a fala do autor Dewey (1971, p. 13) quando relata que: 65 A experiência não se processa apenas dentro da pessoa. Passa-se aí, por certo, pois influi na formação de atitudes, de desejos e de propósitos. Mas esta não é toda a história. Toda genuína experiência tem um lado ativo, que muda de algum modo as condições objetivas em que as experiências se passam. No que refere às estratégias de ensino, encontramos em Schön (1982) a proposta de que “para esse processo de reflexão exige-se também a capacidade de interpretação, de compreensão do outro, além da capacidade de questionamento”. As discussões acima realizadas nos remetem diretamente para a necessidade de pensar como tem sido a formação do professor para as suas ações cotidianas com aluno surdo. Será que a formação está fornecendo condições facilitadoras de rever suas formas de pensar a prática? Estudos recentes sinalizam que a formação inicial de professores tem sido realizada, focalizando a valorização dos saberes docentes articulados aos saberes acadêmicos. A não possibilidade de estabelecer uma relação de complementaridade entre os saberes da experiência e os saberes científicos da academia, gera o risco de apropriação de uma forma única: ou só de teoria ou só de prática, esvaziando-se ambas (RIBEIRO, 2005). Na perspectiva da educação inclusiva a formação inicial do professor, com vistas ao aperfeiçoamento e transformação da prática pedagógica mais imediata no cotidiano da sala de aula, torna-se condição necessária para que o processo de inclusão ocorra, já que este tem provocado profundas necessidades de transformações nas práticas dos educadores e gestores da escola comum. Os teóricos acima citados colocam como meta principal a ser alcançada a formação docente inicial e continuada com intuído de construir um sistema educacional que inclua a todos. Isto requer ações em todas as instâncias destinadas à formação de professores, assegurando que os currículos dos cursos de formação estejam voltados para prepará-los no atendimento da PS (no caso do tema desta dissertação) em escolas regulares. Glat (1998) também afirma que pesquisas têm apontado que os cursos de formação de professores trabalham a teoria, a didática, mas não conciliam estes conhecimentos com a prática e que, geralmente, os currículos são distanciados da 66 prática pedagógica, deixando a desejar quanto à formação do professor para atuar com a diversidade existente na sala de aula. Minto (1998) também aponta que no Plano Nacional de Educação – PNE/MEC/ e na Lei de Diretrizes e Bases - LDBEN 9394/96 há uma explicita preocupação em incluir nos currículos de formação inicial de professores, nos níveis médio e superior, conteúdos e disciplinas que permitam uma formação básica para o atendimento aos estudantes com deficiência, uma vez que reconhecem que os professores ainda não estão habilitados para trabalhar com eles. A inserção de disciplinas relativas à Libras na formação do professor do ensino comum, pode proporcionar ao professor o desenvolvimento de possibilidades de identificar e valorizar a diversidade em sala de aula, bem como formá-lo para exercer sua autonomia na construção da prática pedagógica, assentada nos objetivos de sua formação, constituindo assim uma consciência crítica e reflexiva e cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano. No entanto, somente a inserção de disciplinas teóricas sobre as diferentes deficiências não é suficiente para preparar o professor para a realidade que encontrará em sala de aula. Assim, buscando um preparo eficaz para a educação atual, é necessário que o professor em processo de formação busque um contato real e direto com os estudantes surdos e com outras deficiências, com o intuito de conhecer melhor o cenário existente e as necessidades do seu público. Bueno (1990) afirma que na perspectiva da educação inclusiva, a formação inicial pode gerar dois tipos de profissional: professores generalistas que atuam no ensino regular com conhecimento mínimo sobre prática com a diversidade humana, e professores especialistas para atender os estudantes público-alvo da Educação Especial. Embora nos remetemos a referências datadas da década de 1990, seu temas ainda continuam atuais. Assim, na estruturação de um cenário inclusivo, torna-se necessário repensar a formação inicial do professor, seja ele generalista ou especialista, para que se efetive de fato a inclusão dos discentes na escola. Segundo Januzzi (apud ARTROLLI, 1995), é necessária uma revisão da formação docente, pois esta ainda formação é realizada de maneira bifurcada, ou seja, há formação de professores, porém, segundo a autora, no final da década de 80 e inicio de 90, outras abordagens 67 de formação como materialismo histórico e a teoria crítica começaram a tomar forma na educação especial, possibilitando uma reestruturação na formação de todos os professores. Ainda, segundo a autora, a escola inclusiva requer uma formação inicial comum a todos os docentes, salienta também que é muito importante que a formação docente de todos os professores gere uma preocupação com a mudança de atitude frente à diferença. À medida que a inclusão vai se efetivando, torna-se importante que todos os professores tenham conhecimentos mínimos sobre as diversas formas de oferecer acesso à informação e à comunicação aos alunos e sobre a forma de organizar o ensino, bem como, o currículo, para possibilitar o desenvolvimento de todos os discentes e facilitar o trabalho conjunto entre professores e especialistas. Portanto, o enfoque da formação deve ser mais voltado para quais estratégias ajudarão os professores a potencializar a aprendizagem dos estudantes. Em nosso país, entre os documentos que compõem o conjunto de leis educacionais, há um grande abismo, como é o caso das políticas públicas educacionais que garantem o intérprete de Língua de Sinais/Língua Portuguesa durante as aulas na educação básica e superior, a flexibilidade na correção das provas escritas, e os materiais de informação aos professores sobre as especificidades do estudante surdo etc. Na prática, o que se percebe que a PS está mais excluída do que incluída nas salas de aula regulares, enfrentando dificuldade, que, muitas vezes, os seus familiares é quem tentam minimizar, buscando soluções nem sempre eficientes para ajudá-los. Assim, os professores carecem de respaldo e clareza das políticas públicas e de formação para o desenvolvimento de práticas focadas não somente nas dificuldades específicas do alunado, mas também nas suas potencialidades de comunicação. Embora o autor Pedroso (2001) enfatiza que os professores que já atuam no ensino regular ainda estão despreparados, pois normalmente desconhecem questões fundamentais relativas à surdez e ao aluno surdo como, por exemplo, as 68 características do processo de aprendizagem e de desenvolvimento que a surdez ocasiona. De acordo com autor, o despreparo desses docentes no atendimento ao discente surdo pode comprometer o seu desempenho, uma vez que ainda são tratados dentro de uma abordagem educacional oralista. Esse tratamento reforçam experiências de discriminação, as quais tem criado barreiras à implementação de uma escola inclusiva. A motivação típica desses comportamentos diante do estudante surdo devese à inadequada formação do professor: A maioria dos cursos universitários que preparam os profissionais para atuar com a surdez têm insistentemente localizado tais indivíduos na narrativa da deficiência, promovendo concepções geralmente simplificadas, construídas a partir de traços negativos como, por exemplo, a falta de linguagem (GESSER, 2009, p. 292) . Para tanto, supomos que o enfoque a ser dado pelas Políticas Públicas para a introdução da Libras nas licenciaturas, por meio do Decreto Lei nº 5626/05, tende a dissociar, gradativamente, a surdez da perspectiva da deficiência, o que refletirá de modo significativo, no processo de inclusão dos surdos no ensino regular, pois como enfatiza o estudioso “pouco adianta a presença de surdos se a escola ignora a sua construção histórica, cultural e social” (MACHADO, 2008, p. 78). Dentre os pontos importantes destacados na implementação do Decreto, salientamos que os graduandos não conhecerão mais o surdo somente pelo discurso do outro (ouvinte), mas a expectativa é que, cada vez mais, os próprios surdos sejam docentes da disciplina, visto que os mesmos têm prioridade nos cursos de formação de professores para a função, como previsto no capítulo III do aludido decreto. Todavia, alguns fatores, devem ser considerados em relação à disciplina de Libras, como o conteúdo, por exemplo, que não pode somente priorizar discussões voltadas para a deficiência auditiva em detrimento do conhecimento cultural, linguístico e pedagógico para a atuação com alunos surdos. 69 Durante o levantamento bibliográfico a respeito do tema, foi possível perceber que essas disciplinas passam por processos de atualização e reformulação constantes. Entretanto, a questão da formação de professores tem sido um grande desafio para as políticas governamentais, pois rever um quadro de formação inadequada não é processo para um dia ou talvez meses, mas para décadas. Como afirma Gatti, (2000), a formação humana mesmo com toda a tecnologia disponível não pode ser implantada por meio de “um chip de sabedoria”. Esse processo tem que ser desenvolvido em um longo processo de maturação. Atualmente são raros os professores habilitados para trabalhar com os alunos surdos em sala de aula. As maiorias dos cursos de Pedagogia, nas universidades, não oferecem essa especialização para a área. Somente a partir do Decreto Lei nº 5626, de 22 de dezembro de 2005 pode ser oferecido oportunidades para que as disciplinas de Libras sejam desenvolvidas nessas graduações e as coisas podem melhorar (STROBEL, 2008, p. 102). Encontramos em Gatti, (2000), a reflexão de que mesmo após a implantação do decreto, a estrutura e o desenvolvimento curricular das licenciaturas ainda não tem mostrado inovações e avanços que permitem ao licenciado enfrentar o início de uma carreira docente com uma base consistente de conhecimentos, sejam os disciplinares, sejam os de contextos sócio-educativos, sejam os das práticas possíveis, sem seus fundamentos e técnicas. Salienta-se que o decreto 5626/2005 em seu cap.IV, artigo 14 traz um item, pouco destacado, que traduz o que se espera do professor que irá atuar junto a outros profissionais, no trabalho com o aluno surdo: “professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos alunos surdos” (BRASIL, 2005). Tendo em vista o exposto acima e o fato da disciplina de Libras ser obrigatória nos cursos de formação de professores, não significa que o professor regente deverá ministrar suas aulas em Libras, o que seria tecnicamente impossível (BOTELHO, 2007), uma vez que apropriar-se efetivamente da Libras, bem como de qualquer outra língua, demanda um certo tempo de curso. 70 O objetivo da presença da disciplina de Libras no currículo dos cursos de Licenciaturas do Ensino Superior se justifica, em grande medida, por nortear os planejamentos desses cursos, principalmente, com relação a seleção de conteúdos que serão ministrados ao longo da disciplina, cuidando desse modo para que esta não se equipare a um curso básico de Libras. Para que a inclusão dos surdos se efetive de fato, é fundamental que os profissionais conheçam a singularidade linguística manifestada pela comunidade surda, constituindo-se como um dos objetivos para inserir Libras no currículo das licenciaturas e outros cursos referidos no decreto. Assim sendo, o professor deve buscar algumas compreensões para facilitar o desenvolvimento destes discentes, tais como: o uso e domínio de todas as formas de linguagem e expressão, além de posicioná-lo em um local que favoreça a leitura orofacial, aproveitamento do resíduo auditivo, ambientes estimuladores que desafiam o pensamento e explorem suas capacidades cognitivas. Desse modo, consideramos que investir na formação inicial de professores, é a melhor forma de contribuir com o processo educacional inclusivo, visto que quase todos os fatores que interferem para que a inclusão se efetive estão relacionados às atitudes e práticas cotidianas em sala de aula, seja referente à didática do professor ou às relações sociais do professor para com os discentes. Em suma, o professor deve receber elementos em sua formação para buscar compreender também as proposta das diferentes abordagens existentes de comunicação em Libras, para que possa delimitar quais são as necessidades dos seus estudantes, principalmente devido ao cenário educacional inclusivo vigente. Portanto, podemos considerar que há um número limitado de pesquisas e publicações referentes às diferentes abordagens educacionais dos surdos voltados aos professores, sendo que o desconhecimento dessas abordagens pode gerar empecilhos à educação de surdos. 71 3.4. A implementação da Disciplina de Libras no Ensino Superior A “Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva” teve sua publicação em 2008 (BRASIL, 2008). Atualmente vem sendo alvo de discussão na área da Educação Especial e levanta pontos significativos a respeito da pessoa com deficiência auditiva/surdez. No texto da política nacional, sobressai-se a presença de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, que define que as instituições de Ensino Superior devem prever, em sua organização curricular, formação docente voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais (BRASIL, 2007). A abordagem a respeito da Política Nacional tem sido uma constante nos espaços escolares no que se refere à pessoa com surdez, pois enfatizam especificamente duas Leis essenciais voltadas ao público surdo, quais sejam: x A Lei nº 10.436/02 que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar seu uso e difusão, bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo nos cursos de formação de professores e de Fonoaudiologia; x O Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, visando ao acesso à escola dos alunos surdos. Este menciona a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras. (MEC/SEESP, 1994). Pautados na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e nas leis mencionadas, tais documentos propõe incentivo ao uso e oficialização da Libras. Os documentos recomendam que isso deva acontecer por meio de uma “metodologia própria”, uma vez que a perda auditiva faz com que o indivíduo tenha maior acesso ao canal visual, tornando a Libras natural para ele. O estudante surdo que tem acesso à Libras e a língua portuguesa tem a seu alcance um leque mais amplo de recursos linguísticos, que atendem melhor sua necessidade, favorecendo seu acesso o qualquer tipo de conceito e conhecimento. 72 Em geral, o professor não possui o domínio da Libras e/ou, quando se dispõe a aprender, tende a focalizar a correspondência de vocabulário entre o sinais e a palavras, sem conhecimento necessário da estrutura da Libras que pode ser aprendido com a disciplina nos cursos de formação inicial de professores. De acordo com Baktin (1999), o sentido da palavra é determinado pelo seu contexto. De fato, há tantas significações possíveis quantos contextos possíveis. Para a PS o uso da Libras, torna-se necessário considerar que a língua é a mediação entre os interlocutores. Assim, a formação do professor é fundamental para sua construção de conhecimento, pois não há atividade mental sem expressão, mas, ao contrário, a expressão organiza a atividade mental. Por isso, a PS pode encontrar-se prejudicado pelo despreparo dos professores, pelas formas de atendimento no sistema educacional não serem de acordo com suas necessidades. Assim, no contexto atual, há de se considerar que, tendo em vista a necessidade de uma real inclusão do estudante surdo, deve haver a preparação do profissional frente a esse trabalho de forma urgente. Afinal, não se pode ignorar que o papel da comunicação eficiente na relação professor-aluno pode ser determinada em todos os resultados de aprendizagem. Tendo em vista o exposto, a Disciplina de Libras deve ser desenvolvida como disciplina nos cursos de Licenciatura no Ensino Superior, e sua importância para o conhecimento e reconhecimento precisa ocorrer por parte dos profissionais, principalmente para futuros educadores, que irão atuar com os estudantes surdos no ensino regular e que necessitam de qualidade no processo de ensino e aprendizagem, implicitamente eficaz por meio da Libras. No artigo 3º do referido decreto está estabelecida para o Ensino Superior, a inserção da disciplina, obrigatoriamente, nos curso de Pedagogia, Educação Especial, nas diversas licenciaturas e no curso de Fonoaudiologia. Assim, os futuros professores poderão usufruir dessa disciplina, melhorando sua prática, reconhecendo as dificuldades com que se confrontam e as condições facilitadoras da mudança no contexto educacional. 73 Ao direcionar a disciplina aos cursos de formação de professores (exceto o de Fonoaudiologia), compreende-se que o objetivo seja preparar professores para receber alunos surdos nas classes comuns, em consonância com a legislação. Para tanto, é necessário compreender como a escola tem discutido atualmente, por meio do currículo, os saberes e o conhecimento. Ter um olhar mais atento voltado para o currículo não apenas como organizador de conteúdos, mas como uma arena de conflitos na compreensão do papel da escola e de uma sociedade fragmentada do ponto de vista educacional. 3.5. Considerações sobre o currículo escolar A discussão proposta nesta seção tem a intenção de levar o leitor a compreender o histórico sobre o currículo como um campo da ciência da educação que pretende, na escola, minimizar as diferenças dos grupos marginalizados, bem como perceber o currículo como elemento fundamental na organização escolar e consequentemente, na formação dos educadores que nela atuarão, uma vez que é ele que norteia o trabalho a ser desenvolvido no ambiente educacional. Após a compreensão da importância da implementação do Decreto Lei nº 5626/2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade do oferecimento da disciplina de Libras para a formação de recursos humanos que atuarão em sala de aula, com especial ênfase ao Ensino Fundamental é necessário pensar também sobre como o currículo escolar pode ser melhor estruturado dentro desta perspectiva. Surgem, então, questionamentos para nortear nossas reflexões, a exemplo de qual a história do currículo nas relações de educação das sociedades? O que é o currículo? Em que medida a flexibilização curricular poderia colaborar para a efetivação da implementação do aludido decreto, contribuindo para a formação de recursos humanos preparados para incluir as PS? Em linhas gerais a história do currículo se funde com a história da formação e organização das próprias sociedades humanas. Autores como Ponce (1986) descrevem que o homem primitivo vivia em uma sociedade coletora/extratora, onde a divisão social do trabalho ocorria em função da idade e de gênero dos membros 74 dessas comunidades tribais. Todos eram igualmente obrigados ao trabalho, uma vez que a escassez de alimentos era grande, de tal forma que a ninguém poderia se dar ao luxo de viver do trabalho alheio. A educação nesse período se efetivava através da oralidade e da imitação, sendo que juntamente com a aprendizagem da fala, as novas gerações iam assimilando os valores e cultura a partir da convivência com os mais velhos (anciãos). A educação dos mais novos era considerada uma “obrigação” da coletividade de adultos. Com o avanço social, as sociedades começam a deixar a vida nômade, e havendo a fixação das comunidades tribais em locais específicos e fixos, paulatinamente as propriedades que até então eram coletivas, passam a ser privadas. Segundo Ponce (1986), esse contexto contribuiu para a transformação da sociedade dividida em classes, que se originou, possivelmente, da escassez do rendimento do trabalho e a substituição da propriedade, que era de uso comum, pela propriedade privada. Algumas pessoas, em virtude de possuírem características peculiares que os diferenciava da maioria, passaram a ser desobrigadas do trabalho, a exemplo dos controladores de estoque de sementes e alguns colaboradores, pessoas que controlavam com precisão os complexos calendários e condições climáticas das estações do ano, os sacerdotes de complexos rituais religiosos, dentre outros. Obviamente, se alguns são desobrigados do trabalho, outros, em função da rusticidade dos meios de produção, eram obrigados a trabalhar por aqueles, para garantir o sustento de todos. Não é difícil de concluir então que esses “escolhidos” inicialmente, naturalmente aceitos pela coletividade tribal, passaram a monopolizar deliberadamente o conjunto de conhecimento adquirido, impondo sutis obstáculos de que tais conhecimentos fossem disponibilizados a todos e daí, a escolherem os próprios descendentes e/ou de uma pequena elite como “iniciados”, foi apenas um passo. Para esse autor, com o desaparecimento dos interesses comuns, substituídos por interesses distintos e, cada vez mais antagônicos, o processo educativo que era único, passou a sofrer uma partição, em virtude da desigualdade econômica dos “organizadores”, explorando sempre mais, e os “executores”, cada vez mais 75 explorados, trazendo, consequentemente, a desigualdade das respectivas educações. A construção dos currículos, embora tenha tomado um contorno suavizado de acordo com cada época, teve sua origem amalgamada nesse breve histórico aqui descrito, fundada em conflitos e lutas de classes. Não obstante, com o passar dos anos, os conhecimentos mínimos necessários para garantir o sistema de produção de cada época era “socializado”. Com isso, pensando então no currículo como uma forma de dominação e conflitos de classe, em relação às pessoas com deficiência, qual seria então a importância da flexibilização curricular? Para Gatti (1995, p. 2) o currículo é “um meio articulado e intencional de formação e desenvolvimento de pessoas...”, que consequentemente expressa, através de determinadas vertentes de pensamento, um compromisso político com um projeto profissional. Assim, a formação acadêmica em todos os níveis de ensino está diretamente vinculada ao currículo, organizado para orientar, entre outras coisas, as ações docentes. Por isso espera-se que o conteúdo da disciplina de Libras na formação inicial do curso de Pedagogia esteja em consonância com a política da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. A Educação Inclusiva resgata a importância de uma reestruturação da sociedade da criação de ambientes menos restritivos, bem como a construção de estratégias de ensino que favoreçam a inclusão e a efetivação de um currículo apropriado às necessidades existentes do público vigente. Nesse sentido, o documento dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN, Adaptações Curriculares e estratégias para e educação de alunos com necessidades educacionais especiais, estabelece as adaptações curriculares que devem acontecer em três níveis: “[...] no âmbito do projeto pedagógico (currículo escolar); no currículo desenvolvido em sala de aula, no nível individual” (MEC, 1999, p. 40) Por isso, há a necessidade de pensarmos num currículo escolar que tenha como objetivo principal o ensino que atenda realmente a todas, ou quase todas as necessidades e expectativas dos estudantes, aí incluídos as PS. Não podemos 76 esquecer que o currículo também está vinculado à formação acadêmica em todos os níveis de ensino; sua função nesta perspectiva do estudo ora desenvolvido, é o cumprimento da Legislação que prevê a inserção da Libras como disciplina no Ensino Superior, cujo objetivo é organizar e orientar entre outras coisas as ações docentes. Historicamente, o currículo surgiu para garantir à sociedade hegemônica os “saberes”, ainda que incipientes. Foi diante desse contexto que o currículo foi se constituindo com um novo campo, cujo objetivo primeiro era o “controle social”, bem como, o planejamento científico das atividades pedagógicas com metas e padrões pré-definidos. Para compreendermos como ocorreu a validação e adequação do currículo na escola, buscamos algumas informações importantes em seu processo histórico, a exemplo das primeiras tendências de currículo defendidas pelos estudiosos, tais como: John Dewey e Bobbit, que defendiam um currículo baseado na razão, no método cientifico e nas experiências para prover a base de julgamento com relação as formas justas e adequadas para se viver em sociedade. Conforme ressalta Berticelli (1998, p. 159), “currículo é lugar de representação simbólica, jogo de poder multicultural, inclusões e exclusões, que nem sempre é a expressão da vontade de um sujeito, mas imposição do próprio discurso”. Silva (1999, p. 14) complementa esta perspectiva, colocando que a pergunta mais importante de um currículo é saber qual conhecimento deve ser ensinado. Conforme o autor, “as diferentes teorias podem recorrer à discussão sobre a natureza humana, sobre a natureza do conhecimento, da cultura e da sociedade”. Neste sentido, os currículos mudam porque as pessoas acham que ensinar determinado conteúdo é mais importante do que ensinar outro na escola. Enfim, o currículo da escola contempla o que a sociedade julga ser importante e necessário para futuras profissões. Em contrapartida há muitos educadores que colocam sua preocupação ao elaborar um currículo que se traduza na garantia da construção de indivíduos autônomos e preparados para o mundo que o cerca, oportunizando-lhes melhores condições de aprendizagem. Em relação à este estudo realizado, pensamos que o 77 currículo escolar deve englobar, além de conhecimento escolar, a construção de saberes inerentes à cultura e a história da PS. Ao realizar incursões na história da validação dos currículos, podemos verificar que anteriormente o currículo tinha como fundamento valores baseados nas tradições históricas do Ocidente, quais sejam: o desenvolvimento de habilidades profissionais; ideias sobre o “bem” e o “mal”; rígida disciplina e valores cristãos ou justiça. Tais valores eram determinados por instituições religiosas e pela família, assim como o ensino era baseado somente nos clássicos. Todavia, a insatisfação por parte de alguns educadores fez surgir questionamentos sobre a organização do currículo, como o de ensinar com base nos clássicos, que já não era considerado suficiente. Mas, o importante era pensar e organizar o currículo de forma que a experiência de vida e observações fizessem parte do mesmo, pois havia muitas outras coisas a serem aprendidas. Para a organização do currículo, Silva (1999) considera que a pergunta “o que os alunos e alunas devem aprender?” deve ser sempre considerada. Se um grupo acha importante ensinar alguma habilidade e algum conteúdo, isso pode entrar no currículo. Segundo Silva (1999, p. 17), existem três tipos de teorias sobre currículo, quais sejam: Teorias tradicionais: que defendem um tipo de currículo baseado no ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, organização, planejamento, eficiência; Teorias críticas: cujo foco está na abordagem da reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e liberdade, currículo oculto, resistência; Teorias pós-criticas: enfatiza a identidade, alteridade, diferença, subjetividade, significação e discurso, saber-poder, representação, cultura, gênero, raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo. (SILVA, 1999, p. 17) Para o autor, o currículo na perspectiva tradicional é pensado como conjunto de fatos, de conhecimentos e informações, selecionados para serem transmitidos às 78 crianças e aos jovens na escola. Esse tipo de visão tradicional nivela os alunos como pessoas totalmente “iguais” em pensamento e conhecimento. O currículo, nesta perspectiva, não sofre mudança, é tradicional, conservador, engessado e meramente técnico. Ainda com base nestas ideias, na teoria tradicional, “a questão do currículo se transforma em uma questão de organização de conteúdos e materiais”, sem pensar em transformação ou mudança da sociedade. Na perspectiva de estudantes surdos, por exemplo, eles passam a ter que aprender as mesmas coisas que os ouvintes. Tyler (apud Silva 1999, p. 25), em seus estudos, faz algumas considerações sobre organização e desenvolvimento do currículo. O autor toma como base para elaboração do currículo algumas questões que irão nortear sua construção, procurando responder quatro questões básicas: 1. Que objetivos educacionais a escola deve procurar atingir? 2. Que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham possibilidade de alcançar esses propósitos? 3. Como organizar eficientemente essas experiências educacionais? 4. Como podemos ter certeza que esses objetivos estão sendo alcançados? (TYLER, apud Silva, 1999, p. 25). Tais questões influenciam e abrem espaço de discussão para teorias críticas, que tem como foco a desigualdade e a injustiça social existente na sociedade e na escola. As teorias críticas desenvolveram-se em decorrência das correntes de pensamento Marxista, que se preocupavam com a diferença de classes sociais. Para as teorias críticas, a escola tende a repetir o modelo de sociedade injusta, pois não percebe as diferenças de classes sociais. Estudos apontam que a ideias defendidas pelas teorias críticas são a de que o currículo da escola se embasa na cultura da classe dominante, da elite, e desse modo o currículo reproduz a cultura e a linguagem dominante, ou seja a “reprodução”, em que a escola tende a repetir e reproduzir o pensamento da classe dominante. 79 As teorias pós-críticas, que estudam a sociedade, bem como outras diferenças sociais e educacionais, de acordo com Silva (1999), enfatizam que o problema não estava só na divisão de classes, mas também em outros aspectos, tais como “relação de poder”, “produção de identidades sociais” e, “uma prática produtiva”. (SILVA, 1999, p. 17). Para abordar a questão do currículo voltado para alunos surdos, adotamos as teorias pós-críticas. Este breve levantamento aqui inserido acerca do currículo nos leva a concluir que este está “impregnado” de relações de poder, mas não somente de um poder de uma classe sobre outra, e sim de um poder que está no pensamento de um grupo que “vale” mais do que o pensamento do outro, a exemplo dos poderes dos ouvintes sobre o surdo, ou seja, um currículo para os surdos, pensado por ouvintes, que propõem estudar o oralismo, aprender a falar. Diante das reivindicações principalmente das PD dos órgãos representativos e também em virtude da expansão de um fenômeno conhecido como empoderamento13, começaram a surgir, a partir das teorias pós-críticas, reflexões de como o currículo para os surdos era pensado, o que começou a gerar insatisfação, quando os surdos iniciaram um processo de reivindicação de um currículo que contemple a Libras, pois esta constitui-se como um dos traços identitários da PD, uma vez que suas identidades são construídas na linguagem ou por meio dela. (QUADROS, 2007, p. 150) Desse modo, basta pensar na surdez não como uma falta, uma deficiência, mas como uma diferença estabelecida através da experiência visual que produz sua própria cultura, mediada pela língua de sinais. Para tanto, o currículo escolar deve estar intimamente ligado aos processos de identificação/diferenciação, motivo pelo qual os educadores surdos vêm pautando as questões curriculares, tanto na escola de surdos quanto nas escolas inclusivas. Nesse sentido, Silva (1999, p. 12) argumenta que: “O currículo também fabrica os objetos de que fala: saberes, competências, sucesso, fracasso. O currículo (...) 13 Empoderamento, na visão refere-se ao processo pelo qual, através da Educação, grupos sociais subordinados adquirem meios de fortalecer seus poderes contra estrutura de opressão e dominação, ou seja, fortalecimento de poder retirado da obra Estudos Surdos II. . 80 também produz os sujeitos aos quais fala, os indivíduos que interpela. O currículo estabelece diferenças, constrói hierarquias, produz identidades”. A partir dessas discussões, percebemos o quanto o currículo escolar para o ensino de Libras, contribui significativamente para formação de pessoas surdas. Portanto, falar sobre currículo é falar, ao mesmo tempo, sobre os conteúdos, os métodos de ensino e avaliação, uma vez que, o currículo não compreende apenas os conteúdos, mas também as formas como os alunos devem ser tratados pelos professores, como a escola se importa com “os diferentes”. E para falar de um currículo que contemple o ensino para estudantes surdos, devemos nos embasar na teoria pós-critica, pois esta considera em seus estudos a questão da diferença e da identidade. Conforme os estudos realizados, tomando como tema “currículo na educação de surdos”, foi possível verificar que as produções a partir desse tema, aparecem de forma tímida, quase só artigos, especialmente sobre o desenvolvimento do ensino da Libras no currículo, pois as informações encontradas nesses estudos versam sobre a construção de um currículo a partir de uma visão ouvintista. Diante desse contexto, podemos observar que durante o processo de construção do currículo no âmbito escolar, o foco sempre foi à formação de sujeitos, tendo como alicerce uma cultura em saberes constituídos por um grupo majoritário o ouvinte. Assim, as “ações” do currículo acabam sempre legitimando um “ouvintismo” curricular a partir da instituição de padrões educacionais que pretendem homogeneizar sua clientela. A autora afirma que “se a base da cultura surda não estiver presente no currículo, dificilmente o sujeito surdo irá percorrer a trajetória de sua nova ordem, que será oferecida na pista das representações inerentes às manifestações culturais” (PERLIN, 2004, p. 23). Assim, as discussões sobre a questão curricular tornaram-se intensas nos últimos anos, abordando diferentes concepções, desde questões filosóficas, políticas, e sociais, até os problemas técnicos. Encontramos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, a seguinte definição: “o conceito de currículo é difícil de estabelecer, em face dos diversos ângulos envolvidos” (BRASIL, 1999. p. 31). 81 Esse estudo acerca do currículo escolar contribuiu para a promoção de reflexões que permitissem perceber que as discussões sempre giram em torno de uma reestruturação curricular. Tais movimentos devem-se, dentre outros fatores, aos “grupos de pressões” defendidos por Silva (1997). Para o autor, as relações de força desses grupos podem variar consideravelmente, essa grande diversidade de forças, na qual o poder se divide, se exerce, torna difícil a explicação de uma política nacional e, por que não acrescentar, uma política de formação em todos os níveis, desde o ensino fundamental até o ensino universitário. Numa perspectiva social do currículo, o processo de construção do conhecimento está vinculado ao processo diferencial das pessoas. Nesse ponto de vista, o currículo, além de expressão e representação de interesses sociais determinados, é também, produção de identidades. Silva (apud GOODSON, 2010 p. 10) considera que “o currículo não apenas representa, ele faz. É preciso reconhecer que a inclusão ou exclusão no currículo tem conexões com a inclusão ou exclusão na sociedade”. Para tanto, as questões sociais e políticas devem ser consideradas dentro das discussões curriculares. As atividades curriculares teóricas, assim como práticas, não devem ser isoladas das lutas econômicas e políticas. Nesta perspectiva, é oportuno pontuar que o currículo constitui um campo de estudo que considera a necessidade de pesquisas que contemplem disciplinas voltadas para a formação profissional de educadores que procurem o bem estar de todos os indivíduos da sociedade, inclusive das pessoas surdas. Segundo Silva (1995, p. 202), a escolha do conteúdo que irá compor o currículo deve ser determinada de acordo com os “fins” e “objetivos” a serem alcançados, de modo que estejam sempre articulados ao “projeto pedagógico do curso”. Nesse sentido, as concepções apresentadas na proposta das Diretrizes Curriculares para Formação Inicial de Professores da Educação Básica (2000, p. 40) consideram que: Os conteúdos definidos para um currículo de formação profissional e o tratamento que eles devem ser dados assumem papel central (...) é por meio deles que os propósitos da instituição de formação se 82 realizam (...) o currículo precisa conter os conteúdos necessários ao desenvolvimento das competências exigidas para o exercício profissional e precisa tratá-los nas suas diferentes dimensões: na dimensão conceptual – na forma de teorias, informações, conceitos; na sua dimensão procedimental - na forma do saber fazer e na sua dimensão atitudinal – na forma de valores e atitudes que estarão em jogo na atuação profissional. Vale ressaltar que a definição oficial de currículo é clara, precisa e objetiva, pois procura assegurar os diferentes ângulos da formação profissional, desde a formação a partir de seus fundamentos a referenciais teóricos, técnicas, bem como a articulação entre teoria e pratica planejamento e ação. O estudo em questão compreende o currículo “como um conjunto de disciplinas” (obrigatórias, optativas e ou eletivas), bem como estágios, que os educandos precisam cursar para completar sua formação. Entretanto, sabemos que a concepção de currículo é mais ampla do que foi abordada aqui, uma vez que engloba atividades eventuais que vão além das elencadas acima. Além da discussão sobre o currículo escolar, cumpre-nos reforçar que no curso de Pedagogia, o currículo da disciplina de Libras necessita ser bem pensado e elaborado, uma vez que envolve a inclusão das PS. O recorte feito para esta pesquisa destaca as matrizes curriculares dos cursos de graduação em Pedagogia que possuem a “Disciplina de Libras” e suas respectivas ementas e/ou conteúdos, como objeto de estudo. No entanto, ressaltamos que outros aspectos precisam ser pesquisados, tais como a formação do professor para atuar com o aluno surdo. Pretendemos, ao final deste estudo, contribuir para novas discussões sobre novas ações na área da formação de professores frente a um currículo que contemple não só disciplinas voltadas à inserção de disciplina de Libras, Inclusão e Educação Especial nos cursos de Pedagogia, mas de todos os cursos de graduação envolvidos na área da educação e atividades correlatas. 83 CAPÍTULO 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS Para verificarmos a produção sobre o tema nos últimos anos, no intuito de responder ao problema da pesquisa, um procedimento importante foi definir um recorte temporal de 2005 a 2010, tendo em vista o objeto de investigação e a publicação do Decreto 5.626/2005. Contudo, esclarecemos que os dados que seguem são frutos de nossa leitura, sendo possíveis outras leituras a partir dos mesmos dados. Entre os anos de 2005 a 2010, observamos uma carência de investigações na área da deficiência auditiva/surdez, especialmente sobre a inserção da LIBRAS como disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores, conforme ilustram as tabelas 1 e 2 . Tabela 1. Resultados da pesquisa no Banco de Teses e dissertações da Capes. Elaborado pela autora a partir de levantamento das publicações da ANPED. Descritores Dissertações Ano de publicação 1. Inserção da disciplina de LIBRAS nos cursos de graduação. 01 2009 2. LIBRAS no Ensino Superior 05 2005 e 2009 3. Formação Inicial de Professores e LIBRAS 04 2006 e 2009 4. LIBRAS e Currículo 04 2006 e 2007 Os dados apresentados na tabela 1, concernentes às produções em programas de pós-graduação indicam a ausência de trabalhos de doutorado sobre a temática no período. Em contrapartida, aproximadamente 70% (10) das dissertações tem se voltado para a investigação da Libras no ensino superior. Tais resultados parecem evidenciar um aumento no interesse pela temática no triênio 2006-2009. Contudo, ao cotejarmos esses dados com os resultados da tabela 2 esse interesse não se reafirma. 84 Tabela 2. Resultados da pesquisa nas Reuniões Anuais da ANPED. Descritores Trabalhos Completos 1. Inserção da disciplina de LIBRAS nos cursos de graduação. 2. LIBRAS no Ensino Superior Não foi encontrado nenhum documento 3. Formação Inicial de Professores e LIBRAS (e continuada) “Trabalho docente na contemporaneidade: a educação de surdos como desafio”. 4. LIBRAS e Currículo Não foi encontrado nenhum documento “Representações da educação especial: análise de um programa de formação continuada”. “Conhecimento e escola: relação mediada no âmbito do currículo”. “O currículo segundo John Dewey – educação gerando ação” Ano de publicação Total de Produções Não foi encontrado nenhum documento Não foi encontrado nenhum documento 2010 0 2010 1 2009 1 0 2 Fonte: Elaborado pela autora a partir de levantamento das publicações da ANPED. A respeito dos resultados da tabela 2, se considerarmos que as produções dos GTs das Reuniões Anuais da ANPED são estudos derivados de dissertações de mestrado, teses de doutorado ou projetos de pesquisa específicos conduzidos por pesquisadores, verificamos que a temática investigada tem sido pouco privilegiada neste que é um dos mais importantes eventos nacionais de divulgação da produção de conhecimento na área da Educação. 85 Em linhas gerais, observa-se que após a construção das tabelas foi possível sintetizar em uma tabela os quatro principais descritores que estão relacionados ao tema de estudo e a respectiva quantidade de material encontrado. Tal resultado evidencia a carência de investigações na área e reforça a relevância da pesquisa, conforme visualiza-se na tabela 3: Tabela 3: Resumo das publicações obtidas em relação a disciplina de LIBRAS. Fonte: Elaborado pela autora a partir de levantamento das publicações. Descritores Dissertações 1. Inserção da disciplina de LIBRAS nos cursos de graduação 01 2. LIBRAS no Ensino Superior 05 3. Formação Inicial de Professores e LIBRAS 04 4. LIBRAS e Currículo 04 Fazendo uma análise sobre os materiais bibliográficos coletados até o momento, foi possível perceber que tais trabalhos apontam e reforçam a falta de preparação dos professores no que diz respeito à educação da pessoa surda, sob a alegação de ainda não possuírem formação adequada para o trabalho pedagógico que atenda efetivamente esse público e, em muitos casos informam não conhecer e não fazer uso da Libras. Tais apontamentos influenciam diretamente na prática pedagógica. Nessa perspectiva, acreditamos que o desafio é pensar na implementação do decreto lei 5.626/2005 para que os cursos de licenciatura preparem melhor os futuros professores, de modo a possibilitar um ensino de melhor qualidade para todos os estudantes. 86 4.1. O papel do ensino de LIBRAS na Matriz Curricular do curso de Licenciatura em Pedagogia para a formação do Professor dos anos iniciais O decreto nº 5626/05, em seu capítulo II, menciona que nos cursos de Licenciatura em Pedagogia a disciplina de LIBRAS obrigatória. De acordo com o decreto, as universidades devem cumprir os prazos especificados na Lei, que compreende até dez anos a partir de sua publicação, para os cursos de formação de professores em Pedagogia e demais licenciaturas se adequar ao preconizado (artigo 9º, parágrafo único). Com base no exposto na lei, é de fundamental importância compreender como as universidades tem estruturado o ensino da LIBRAS nos cursos de formação inicial e em quais condições vem oferecendo a formação nessa área aos alunos dos cursos de Pedagogia, considerando o conhecimento da educação bilíngue da criança surda, a história, as leis os decretos que fundamentam a inclusão escolar do surdo, o desenvolvimento da LIBRAS e a situação dos surdos no Brasil. São oportunas as reflexões de como está sendo apresentada aos futuros professores a política educacional que não considera somente a LIBRAS, mas a sua cultura e identidade, numa perspectiva voltada para a diversidade social. Em linhas gerais percebemos que a permanência de uma matriz que contemple aspectos mínimos para essa formação, pode levar a implicações negativas na formação do aluno surdo. Nesse sentido a proposta da inserção de LIBRAS nos cursos de formação de professores demanda maior investimento e atenção na formação do Pedagogo. Diante do exposto, buscamos evidenciar os elementos que compõem os objetos de nossas análises, a fim de que nos permitam compreender esse processo à luz do referencial teórico que fundamenta esse estudo. Para uma melhor visualização dos elementos de análise, optamos por organizá-los em quadros, no qual o primeiro refere-se a carga horária e ementa. 87 QUADRO 2: Visão geral das ementas das disciplinas de LIBRAS por instituto. Inst. Disc c/h Ementa Campus de I Introduzir o ouvinte à Língua Brasileira de Sinais Bauru Introdução ao e a modalidade diferenciada para a comunicação ensino da (gestual-visual); Capacitar futuros Pedagogos na Língua utilização instrumental da LIBRAS; Contribuir Brasileira de para a divulgação e valorização da cultura surda Sinais e da LIBRAS. Criar oportunidades para a prática de 68h LIBRAS e ampliar conhecimentos das peculiaridades do sujeito surdo. Campus II A disciplina propõe a iniciar estudos sobre a de Marília Introdução ao Língua Brasileira de Sinais, bem como a ensino da aquisição do seu vocabulário básico, oferecendo Língua ferramentas para o futuro professor estabelecer Brasileira de comunicação com alunos surdos usuários da Sinais. língua de sinais, contribuindo para o seu processo de ensino e de aprendizagem. Trata 45h assim de preparar o professor para atuar numa perspectiva de educação inclusiva. Campus III de Pres. Prudente Na disciplina será proporcionado aos alunos um espaço para que eles possam realizar uma LIBRAS, reflexão sobre o uso das Tecnologias de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), com intuito de Informação e instigar cada um a perceber as mudanças Comunicação necessárias no ambiente educacional. Além na Educação disso, oportunizar como adquirir um novo fazer Pedagógico para criar um ambiente 75 horas (20 a Construcionista, Contextualizado e Significativo– distância e 55 CCS para que se possa trabalhar com as presenciais diferenças, visando uma educação de qualidade para todos 88 UNIVESP IV Análise e conhecimento da LIBRAS. Característica: Físicas e da aprendizagem de Ead Língua Pessoas com Surdez. Compreensão das Brasileira de mudanças necessárias no ambiente educacional Sinais – para favorecer a Inclusão, Proposta bilíngue. LIBRAS Prática de LIBRAS e desenvolvimento da expressão visual-espacial 60h Iniciamos a análise considerando a Ementa das disciplinas. A ementa faz parte do Plano de ensino e tem como objetivo apresentar os tópicos que a norteiam apresentando como está organizada a fim de alcançar o que lhe cabe como objetivo na formação docente. Após a análise verificamos que todas as disciplinas analisadas propõem uma abordagem teórica e prática dos aspectos que orientam o processo inclusivo. Contudo, apenas as instituições I, II e IV, mencionam tópicos que contemplam o ensino da LIBRAS. No que tange ao aspecto teórico, apresentam uma perspectiva histórica sobre a surdez, sua cultura, bem como aspectos voltados a educação de surdos no mundo e no Brasil, norteados por questões filosóficas educacionais que circundam a formação e a inserção do aluno surdo no processo inclusivo educacional. Esses tópicos de conteúdos podem provocar e discutir o papel do futuro professor. Logo, a discussão sobre esses assuntos que vem ganhando ênfase e são citados em todas as ementas das disciplinas pesquisadas. Quanto às questões práticas citadas nos ementários, observamos que referem-se à proposta bilíngue numa perspectiva visual-espacial e prática de vocabulário básico de LIBRAS, buscando uma proposta inclusiva. Embora as ementas dos planos de ensino apresentem de forma genérica o conhecimento básico em LIBRAS, ainda que a aquisição dessa comunicação visomanual pelo professor em formação, seja essencial para a efetivação desse 89 processo, vem sempre seguida de termos “incipientes de LIBRAS” ou vocabulário básico, acarretando assim um ensino limitado da língua, deixando de oportunizar ao professor a aprendizagem das habilidades necessárias para garantir a comunicação com o estudante surdo. A instituição III não faz menção ao ensino de LIBRAS em sua ementa, mas concentra seus tópicos em questões teóricas e a prática sobre uso de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Embora a disciplina seja apresentada pelo Decreto nº 5626/05, como obrigatória nos cursos de Licenciatura e, em particular, no curso de Pedagogia, habilitando o professor para o ensino de LIBRAS nos anos iniciais do ensino fundamental, as ementas apresentadas pelas instituições em estudo foram organizadas com ênfase na formação do docente para a aquisição de conhecimentos teóricos e, de modo básico, conhecimentos práticos sobre a língua de sinais e o ensino do surdo, todavia não deixam de abordar questões voltadas à história e a cultural da comunidade surda. Entretanto, as análises das ementas e das referências demonstram que o ensino dessas disciplinas é pouco sólido e incipiente no que tange as práticas de comunicação, pois os textos deixam claro que o conhecimento prático da Libras irá ocorrer de maneira “introdutória” e “básica”. Com isso, pode ser que a bagagem que os professores levarão para sua prática apresentará significados não satisfatórios a sua formação. Novamente recorremos ao Decreto nº 5626/05 que em seu artigo 5º esclarece a responsabilidade do curso de Pedagogia na formação do professor de Libras: A formação de docentes para o ensino de LIBRAS na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou curso normal superior, em que LIBRAS e Língua Portuguesa escrita tenham constituído línguas de instrução, viabilizando a formação bilingue (BRASIL, 2005). Por essas razões, a educação de surdos na escola regular tem sido alvo de grandes discussões. Algumas pesquisas têm demonstrado que, muitos surdos escolarizados em escola regular, apresentam competências limitadas, referentes aos 90 aspectos acadêmicos (PORTELA; SCHULUNZEN, 2000; LODI, 2005; LACERDA, 2006), quando comparados aos ouvintes, embora apresentem capacidades cognitivas semelhantes. Tal situação nos leva a constatar uma inadequação do sistema de ensino da escola regular, que não se encontra preparada para desenvolver plenamente educação bilíngue para o aluno surdo, denotando urgência de medidas que caminhem nessa direção. A nosso ver, essas medidas devem começar na formação inicial do profissional, em especial do pedagogo, a quem cabe alfabetizar a criança surda. Com relação à carga horária destinada para o ensino de LIBRAS, prevista nos planos de ensino analisados, verificamos uma diversidade na quantidade de horas destinadas a oferta da disciplina. Das quatro instituições analisadas, todas oferecem a disciplina de LIBRAS em regime semestral, atribuídas entre os terceiro e quarto ano do curso, ou seja, fase final da formação do professor. A instituição I, embora tenha passado por um processo de reestruturação na matriz curricular do curso, considerando as novas diretrizes do Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno (CNE/CP nº 1, de 15/05/2006), não tem uma real compreensão quanto à necessidade da oferta da disciplina. A discrepância de carga horária que percebemos entre as disciplinas, emendas deve-se ao fato de não estar previsto no decreto uma carga-horária mínima destinada ao ensino da LIBRAS, nem faz referencia ao conteúdo a ser trabalhado. O Decreto estabelece a obrigatoriedade da disciplina nos cursos de licenciatura, mas não faz referência ao conteúdo a ser trabalhado ou carga horária. A carga horária adotada por grande parte das disciplinas é compatível com duas ou três aulas semanais por um semestre, e nossa análise permite afirmar que essas horas tornam-se insuficientes para um domínio da LIBRAS por parte dos professores em formação, pois se constituiu como sistema linguístico complexo, com uma estrutura e gramática próprias, demandando portanto, uma carga horária maior para seu aprendizado com qualidade. Dando continuidade a nossa análise, uma segunda categoria analisada foram os objetivos apresentados pelos planos de ensino das disciplinas pesquisadas. Os objetivos propostos nos planos, conforme apresenta o Quadro 2 enfatizam a 91 preparar o professor para atuar na educação inclusiva do surdo, buscando tanto sua formação nos aspectos teóricos como na comunicação em LIBRAS, que envolve esse processo. QUADRO 3: Visão geral dos objetivos das disciplinas de LIBRAS por instituto. Inst. Campus de Bauru - I Objetivos Utilizar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) de forma instrumental; Contribuir para a divulgação e valorização da cultura surda e da Língua Brasileira de Sinais Campus de Propiciar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos Marília - II básicos para estabelecer comunicação com indivíduo surdo, através da produção de sinais. Campus de Pres. Discutir o papel do educador no processo ensino e Prudente - III aprendizagem dos alunos na sociedade da informação ou do conhecimento, articulando o uso das TIC para um novo fazer pedagógico;Refletir sobre a necessidade de mudança no ambiente escolar, na grade curricular e no desenvolvimento das atividades do educador para que haja um respeito as diferenças e uma educação de qualidade para todos; Instigar o educador a perceber que a melhor estratégia para a nova prática pedagógica é o desenvolvimento de projetos; Examinar, refletir e discutir sobre o uso das TIC no processo ensino e aprendizagem; Possibilitar vivência e reflexão sobre a escolha, análise e uso de softwares e da internet na Educação. UNIVESP - IV Estudar a LIBRAS e suas características básicas; Analisar a Ead importância da Inclusão de pessoas com surdez na rede regular de ensino; Estudar o Decreto Presidencial Nº 5626/05 que regulamenta a Lei nº 10.436/02 que dispõem sobre LIBRAS como disciplina curricular obrigatória em 92 todos os cursos de licenciatura, em nível médio e superior, visando à formação de professores para o exercício do magistério[...]; Identificar a diversidade linguística e cultural dos alunos e estudar a proposta bilíngue; Analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir uma sociedade inclusiva . A análise nos permitiu constatar que as disciplinas de algumas instituições (I, II) dão maior ênfase às questões práticas se preocupando com o estudo da LIBRAS e sua estrutura. Já a disciplina proposta pela instituição III, não menciona em seus objetivos nenhum aspecto para o ensino de LIBRAS, novamente focando-se na perspectiva da incorporação de TIC para um ensino de qualidade para todos. A disciplina na instituição IV dá maior ênfase às questões teóricas da LIBRAS, ao direcionar parte de suas aulas a atividades teóricas executadas em ambientes virtuais. Assim, consideramos que pode ser que os aspectos culturais e sociais da comunidade surda ficam destinados a um segundo plano. Embora, os planos tenham por objetivos à formação de professores para a inclusão do aluno surdo na sala regular e sua alfabetização, o total de horas proposto para o desenvolvimento de todos esses saberes pode não permitir ao professor em formação, a construção de conhecimentos satisfatórios para entender a língua, a cultura, as necessidades e especificidades do aluno surdo em seu processo de aprendizagem, a fim de que ocorra, satisfatoriamente, a interação professor/aluno surdo. A instituição I dedicou 68 horas/aulas para a disciplina de LIBRAS, abordando a comunicação em LIBRAS, enquanto a instituição II, ofertou a disciplina com duração 45 horas/aulas, destinadas a disciplina de LIBRAS, as quais apenas 15 horas/aulas estavam destinadas às aulas práticas. Um aspecto importante que notamos foi que a disciplina da instituição II também faz parte do curso de graduação “Educação e Comunicação”, cuja carga horária está alocada no Departamento de Educação Especial. Tal ocorrência pode indicar que a disciplina é ministrada por professor especialista do conteúdo. 93 A instituição III destinou 75 horas/aulas para a disciplina “LIBRAS, Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação”. A LIBRAS nessa perspectiva é trabalhada como conteúdo dentro de uma disciplina com objetivos mais amplos, e os conteúdo estudados são a teoria da LIBRAS, o uso de TIC na educação, e a aprendizagem de softwares educacionais, tornando o ensino da LIBRAS um elemento secundário das aulas propostas. Na instituição IV, cujo curso é ofertado na modalidade semi-presencial, a disciplina conta com 60h/a para sua execução, buscando colocar em prática os objetivos para levar o futuro professor a identificar a diversidade linguística e cultural dos alunos surdos, bem como, estudar a proposta bilíngue e analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir uma sociedade inclusiva. Diante dessas informações, podemos averiguar que a disciplina buscou abordar a comunicação em LIBRAS. Esse pode ser o diferencial entre as demais disciplinas propostas, uma vez que o plano de ensino sinaliza levar à execução da prática de LIBRAS. As Instituições I, II, IV, tem como elemento central a comunicação em LIBRAS, de acordo com a análise realizada mediante a leitura dos objetivos que compõem os planos de ensino. Portanto, espera-se que nessas disciplinas os futuros professores sejam capazes de estabelecer diálogos simples com os alunos surdos, conhecendo os aspectos gramaticais da LIBRAS e seu papel na educação e na constituição da cultura surda, abandonando o paradigma social que geralmente associa a surdes à incapacidade ou ao comprometimento intelectual e percebendo as especificidades linguística da pessoa surda. Outro aspecto das categorias analisadas foram os conteúdos programáticos propostos pelas disciplinas dessas Instituições, disposto no Quadro 3. 94 QUADRO 4: Visão geral dos conteúdos programáticos das disciplinas de LIBRAS por instituto. Inst. Conteúdo Programático Campus de Conhecimento da cultura e identidade surda; Base linguística Bauru - I e lexical em Língua Brasileira de Sinais; Aquisição de repertório lexical em LIBRAS; Estratégias de reprodução e aquisição de novos sinais. Campus de A lei 10.436 de 2002; Resgate histórico da educação dos Marília - II surdos e da língua de sinais; O papel da LIBRAS na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; Estrutura linguística da LIBRAS; Variação linguística – dialetos; Iconicidade e arbitrariedade; Aspectos estruturais; Estrutura sintática e formação de palavras; Sistema de transição e notação da LIBRAS; Discussão sobre Políticas atuais na legalização da LIBRAS; Sensibilização: dificuldades do surdo na comunicação da LIBRAS no dia a dia com os ouvintes; Postura para comunicação em LIBRAS; Alfabeto datilológico; Sinalizando a comunicação em LIBRAS nos contextos: Nomes, sinais pessoais, cumprimentos, línguas, profissões, indicativos, calendário, tempo, materiais escolares, cores, frutas, lugares, famílias e verbos. Campus de História da Informática Aplicada a Educação; As Tecnologias Pres. da Informação e Comunicação no processo ensino e Prudente - III aprendizagem: Abordagem instrucionista; educacionais: Abordagem construcionista. Softwares Exploração, análise de softwares; A Internet como recurso pedagógico. O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; A mediação pedagógica e o uso da tecnologia: Trabalho com 95 Projetos; O papel e a postura do professor e do aluno em ambientes enriquecidos pela tecnologia UNIVESP - IV Ead Conceituação da surdez: visão clínica patológica e sócioantropológica; Conhecimento sobre a legislação que assegure a educação da Pessoa com surdez . Característica do desenvolvimento da Pessoa com Surdez; O papel da LIBRAS na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; Introdução a estrutura lingüística da LIBRAS; Compreensão sobre o Oralismo, Bilinguismo comunicação Total; Pratica de LIBRAS. Leitura, análises e discussão de textos teóricos; Realização de pesquisas junto às informações de ensino para que os alunos tenham contato com a realidade e possam preparar-se para o trabalho pedagógico; Prática da LIBRAS. A análise permitiu verificar que os conteúdos estão diretamente relacionados aos objetivos propostos para a disciplina. As Instituições I e II concentram seus conteúdos na prática de LIBRAS e também abordam questões do conhecimento da cultura e da identidade surda e estrutura linguística da LIBRAS, dando ênfase à aprendizagem dos sinais da LIBRAS. A instituição II, quanto ao conteúdo proposto menciona conhecimentos teóricos e práticos básicos para estabelecer comunicação com o indivíduo surdo por meio da produção de sinais, e o estudo teórico que envolve o processo de comunicação do surdo, abordando diversos conteúdos que vão além de um ensino básico de LIBRAS. Assim, apresenta um conjunto de sinais que permite o início de uma comunicação entre professor e estudante surdo. Na Instituição IV, o conteúdo explora questões teóricas que envolvem a surdez e a prática da LIBRAS é proposta numa perspectiva bilíngue, buscando o desenvolvimento da expressão visual-espacial. Vale ressaltar, que apenas uma das disciplinas (instituição II) está sob a responsabilidade de um departamento de Educação Especial. 96 Ao analisarmos as disciplinas de maneira geral, não percebemos em seus planos o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda Língua, embora esteja previsto pelo Decreto 5626/05, artigo 14, parágrafo I, inciso III. O que está proposto pelas Instituições analisadas não atende ao preconizado pela legislação integralmente. Por isso, foi possível perceber que os conteúdos abordados por algumas instituições estão muito longe de corresponder ao previsto pelo Decreto. Dando prosseguimento à análise dos planos de ensino, também focamos o regime de oferecimento da disciplina: semestral ou anual, além da organização geral; formas de avaliação e bibliografia contemplada. De posse dessas informações, elaboramos o Quadro 4, que nos permite uma visão geral desses aspectos, e como encontram-se dispostos nos documentos analisados. QUADRO 5: Visão geral da Avaliação das disciplinas de Libras Inst. Campus de Avaliação Avaliação individual e grupal Bauru - I Campus de A avaliação será continua. Todas as atividades desenvolvidas Marília - II pelos alunos receberão avaliação, prova final envolvendo o conteúdo do curso. Campus de Os alunos serão avaliados a cada encontro, construindo-se um Pres. portfólio individual e do grupo, de acordo com os seguintes Prudente - III critérios: a frequência e participação em sala e no Teleduc (fórum) nas aulas durante as reflexões.; entrega e postagem do material proveniente das atividades sugeridas; elaboração, apresentação oral e postagem (escrita) de uma proposta de um projeto de trabalho com o uso da tecnologia no atendimento educacional inclusivo; o desenvolvimento e aplicação do projeto realizado no decorrer do curso; a autoavaliação de cada educado, constando de uma síntese crítica de seu crescimento pessoal e profissional na disciplina 97 ministrada (memorial reflexivo); Que serão fundamentais para a um processo avaliativo formativo da disciplina UNIVESP - O aluno será avaliado por meio de: Avaliações presenciais IV escritas; e textos online disponibilizados na plataforma WEB, Ead sobre os assuntos em pauta no transcorrer da disciplina; Atividades de estudos desenvolvidas em Portfólio WEB. Acesso e participação em fórum de discussão temática; Acesso e participação em chat para duvidas e ou esclarecimentos sobre os conteúdos e/ou atividades de formação e Atividades complementares de estudos a serem apresentadas no portifólio individual web desenvolvidos a partir da programação televisiva desenvolvida para esse fim. A avaliação será contínua, diagnóstica e formativa considerando: A frequência e a participação dos alunos nos diferentes atividades de ensino e trabalhos propostos, via análise de ferramentas da objetivas/dissertativas e/ou atividades; Organização e desenvolvimento de seminários e trabalhos em grupo; Compreensão e domínio do conteúdo trabalhado; Leitura, síntese e discussão dos textos solicitados; Avaliação do comprometimento do aluno nas diversas atividades da disciplina; Avaliação contínua e final da disciplina. O rendimento do aluno deverá expressar o cumprimento do mínimo de frequência exigido no curso e o aproveitamento não inferior a 5,0 (cinco) em cada atividade proposta. A avaliação proposta nos planos de ensino também apresenta grande diversidade quanto aos instrumentos de verificação da aprendizagem do aluno. Todas elas propuseram a formação do pedagogo numa perspectiva de educação inclusiva do surdo, para qual a comunicação em Libras é fundamental. As Instituições analisadas enfatizam vários tipos de avaliação e provas, mas não mencionam provas práticas em Libras. Afirmamos que a avaliação prática se faz necessária, pois pode aferir a capacidade comunicativa do pedagogo em formação 98 em estabelecer diálogo simples com o aluno surdo e dominar os aspectos gramaticais da Libras. As Instituições I e II propõem a avaliação do aluno por meio de provas objetivas dissertativas realizadas no final do semestre. Já a instituição III, propõe a avaliação de seus alunos por meio da auto-avaliação e da construção de memorial reflexivo, que serão fundamentais para o processo avaliativo formativo da disciplina. A instituição IV, por sua vez, diferencia-se das demais quanto à forma de avaliar, optando por uma avaliação contínua, diagnóstica e formativa do comprometimento dos alunos nas diversas atividades da disciplina. Assim, propõe a avaliação por meio de leitura de textos, seminários, construção de portfólio individual e do grupo, trabalho escrito individual ou em grupo sobre a LIBRAS, avaliação do rendimento do aluno, presença nas aulas, bem como avaliação por meio da utilização de recursos tecnológicos, tais como: participação e acesso em fórum de discussão temática; acesso e participação em chat para dúvidas e ou esclarecimentos sobre os conteúdos e/ou atividades de formação e atividades complementares de estudos a serem apresentadas no portfólio individual web. As Instituições (I e II), por exemplo, tem como objetivo conhecimentos teóricos e práticos básicos da Língua de Sinais. No entanto, não mencionam o uso de avaliação prática da Libras o que seria condizente com os objetivos da disciplina. Além disso, a hora/aula destinada a essas disciplinas é de quantidade insuficiente para desenvolver a fluência comunicativa do pedagogo em formação, na Língua de Sinais. Já nas Instituições III e IV, não há realização de provas práticas. O elemento de avaliação que mais se destacou foi o uso de provas escritas, por meio da avaliação do conteúdo teórico. Vale destacar que o conteúdo teórico busca sensibilizar o futuro professor no que tange ao atendimento de crianças surdas. Voltando à questão da carga horária, estudiosos como Moura (1996), Skliar (1977) e Perlin (1998) discutem sobre a importância do tempo de estudo da língua de sinais e seu desenvolvimento, pois uma língua para ser bem “aprendida”, demanda um certo tempo de estudo e preparação. Ainda que as instituições (III e IV), possuam uma carga horária considerável para o ensino da teoria e prática da Libras, ocorrem somente realizações de provas teóricas. 99 No que tange a bibliografia apresentada nos planos de ensino, constatamos que a mesma se divide em básica e complementar, conforme pode ser observado no Quadro 5. QUADRO 6: Visão geral da Bibliografia das disciplinas de Libras Inst. Campus de Bauru - I Bibliografia Básicas (4) CAPOVILLA, F. C., RAPHAEL, W. D. (2001a). Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira. Volume I: Sinais de A a L (Vol. 1, pp. 1-834). São Paulo, SP: Edusp, Fapesp, Fundação Vitae, Feneis, Brasil Telecom. (ISBN: 85-314-0680-5). ____________, RAPHAEL, W. D. (2001b). Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira. Volume II: Sinais de M a Z (Vol. 2, pp. 835-1620). São Paulo, SP: Edusp, Fapesp, Fundação Vitae, Feneis, Brasil Telecom. (ISBN: 85-314-0683-X). QUADROS, R.M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997. Sacks, O. Vendo Vozes – Uma Viagem ao Mundo dos Surdos. São Paulo, Companhia das Letras, 1999. Campus de Marília - II BÁSICA: RITO, L.F. Integração & Social: Educação de Surdos. Rio de Janeiro: Babel, 1993. CAPOVILLA, F.C.; RAPHAEL. W.D. MACEDO, E.C. (org) Manual ilustrado de sinais e sistema de comunicação em Rede de para surdos. São Paulo: Instituto de Psicologia, USP- 1998. FERNANDES, E. Problemas linguisticos e cognitivos dos surdos. Rio de Janeiro: AGIR,1990. FERNANDES, S.F. Surdez e Linguagens: é possível um dialogo 100 entre as diferenças? Curitiba, 1998. Dissertação de Mestrado (Universidade Federal do Paraná). MOURA, M.C; LORDI, A.C. B; M. C. da C. Língua de Sinais e Educação do Surdo.São Paulo: Tec Art, !993. 136 (série de neuropsicologia;v.3). QUADROS, R. M. Educação de Surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre. artes Médicas, 1997. SOUZA, R. M. Que palavra que me falta? O que o surdo e sua linguagem de sinais têm a dizer á linguística e á Educação.Campinas, SP, 1996. SOARES, M. A. Educação do surdo no Brasil. Bragança Paulista, SP, Ed. EDUSF: Autores Associados, 1999. GÓES, M. C. Linguagem, Educação e Surdez. Ed. ed, Campinas, SP: Autores Associados, 1999. SKLIAR, C. (Org). Atualidades na Educação na educação Bilíngüe para Surdos. Carlos Skliar, Porto Alegre: Mediação, v. 1 e 2, 1999. _______________. A surdez. Um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. SÀNCHES, C. M. G. Vida para surdos. Revista Nova Escola, Set.1993. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, Secretaria dos Direitos da Cidadania, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE. Proposta Ed. Alteração do Projeto de lei nº 131 do governo federal, Brasília, 1996. Campus de Básica: Presidente ALMEIDA, Prudente - III M. E. Educação, Projetos, Tecnologia e Conhecimento. São Paulo: Proem, 2001. MANTOAN, M. T. E. (Org.) Pensando e fazendo educação de qualidade. São Paulo: UNICAMP /NIED, 2000. PELLANDA, N. M. C.; SCHLÜNZEN, E.T.M.; SCHLÜNZEN, K. Jr. (org). Inclusão Digital: Tecendo Redes Afetivas/Cognitivas. 101 Rio de Janeiro: DP&A, 2005. SCHLÜNZEN, E.T.M. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000. Hernandez, F. & Ventura, M. (1998). A organização do currículo por projetos de trabalho: O conhecimento é um caleidoscópio. 5ª Edição, Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Moraes, M. C. (2002). Educação a Distância: Fundamentos e práticas. Campinas: Unicamp/Nied. LÉVY, P. (1999). Cibercultura. São Paulo Valente, J.A. A Espiral da Aprendizagem e as Tecnologias da Informação e Comunicação: Repensando Conceitos. 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São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000 Ao identificarmos as diferentes formas de organizar o referencial bibliográfico presente nas disciplinas, constamos que as instituições, apresentam um significativo número de obras propostas para estudo, e estas em sua maioria versam sobre questões teóricas que envolvem a história sobre a surdez e a educação do surdo, o que considera-se de fundamental importância para o currículo desta disciplina. As disciplinas das instituições (I e II) possuem um total de 14 obras de leitura obrigatória para o desenvolvimento da disciplina. Embora em seu plano de ensino não mencionem uma avaliação prática, as obras estão voltadas para o ensino da prática de Libras, tais como: manual prático e ilustrado de Libras, texto voltados para a prática de Libras e comunicação bilíngue, o uso do dicionário Capovilla, e textos que mencionam a aquisição de sinais, além do estudo prático e teórico de Libras. 103 Já a disciplina da instituição III apresenta 15 obras propostas para o desenvolvimento da disciplina. Tais obras estão voltadas basicamente para o ensino teórico da Libras, não sendo encontrada nenhuma obra que enfatizasse a comunicação prática da Libras. Assim, há na proposta uma ausência de estudo de políticas públicas relacionados à surdez, ou mesmo a indicação de dicionário de Libras impresso ou digital. Já na disciplina da instituição IV, das 14 obras mencionadas no plano de ensino, 02 enfatizam a comunicação sinalizada de Libras, outras 02 discutem a política e a Lei da Libras, e as demais discutem assuntos teóricos envolvendo a surdez, a educação especial e a formação de professores. As bibliografias presentes nas disciplinas das instituições I e II estão de acordo com conteúdos abordados nos planos de ensino, ou seja, apresentam bibliografia que apontam maior ênfase nos aspectos teóricos em detrimento dos conteúdos de prática da Libras. A disciplina da instituição III apresenta pouca bibliografia voltada para o estudo teórico da Libras. E por último, na disciplina da instituição IV, tem a existência em sua maioria de textos teóricos, embora apresente referencias de comunicação sinalizada que podemos considerar como uma introdução à aprendizagem de Libras. A partir das análises realizadas, verificamos que nas diferentes disciplinas das instituições analisadas, a propostas de estudo apresentada nos planos de ensino, é mais teórica, pois os mesmos buscam atender às necessidades culturais e sociais dos alunos surdos e, chegam mesmo a enfatizar diversos estudos meramente teóricos, em sua maioria não utilizando material de estudo voltado a comunicação em Libras. Dessa forma, tal análise nos remete a refletir sobre o processo de formação do Pedagogo para atuar nessa área. A pergunta que ainda fazemos é, será que todos os planos de ensino analisados, considerando sua ementa, objetivos, conteúdo, avaliação e bibliografia, dão suporte para que ocorra a formação inicial do Pedagogo, para que futuramente consiga atuar com alunos surdos? A implantação da Libras de acordo com o Decreto 5626/2005 nos cursos de formação de professores deve ocorrer de que forma? 104 Essas dúvidas referem-se à maneira tímida com que os planos de ensino buscam uma formação voltada para as necessidades pedagógicas do aluno surdo e do professor que está em processo de formação. Os conteúdos previstos nos planos de ensino dessas instituições buscam propor ao professor, conhecimentos mínimos que permitam a interação professor/aluno surdo. Contudo, salientamos que o total de horas proposto nos planos para o desenvolvimento de todos os saberes não permite ao professor, obter conhecimento satisfatório para entender a língua, a cultura, as necessidades e as especificidades do surdo em seu processo de aquisição da aprendizagem, a fim de que ocorra de fato a interação entre futuro professor e aluno surdo. Consideramos que, para que ocorra o desenvolvimento da educação do aluno surdo de forma adequada, o professor terá que buscar uma formação em que aprenda a dominar muito mais que conhecimento básico de sinais para a comunicação com o surdo, desenvolvendo o conhecimento além do que vem sendo proposto nos planos de ensino dos cursos de Pedagogia selecionados para este estudo. 4.2. Análise das Matrizes Curriculares Ao analisar o plano de ensino das disciplinas, constatamos que cada curso destina uma carga horária diferente para sua execução. Nota-se também que ela está inserida em anos diferentes, nos cursos analisados, mas prioritariamente na segunda metade do curso, conforme sistematização apresentada no quadro 7. Quadro 7: Análise das Matrizes Curriculares Nº Local Curso Departamento CH/Ano Disciplina 1 Pedagogia Educação 68h Introdução ao 4º ano ensino de LIBRAS 30 h Fundamentos da 4º ano Educação Especial 2 A Bauru Marilia Pedagogia Educação Especial 105 2 Marilia Pedagogia Educação Especial B 3 Univesp Pró-Reitoria de Graduação 45 h Língua Brasileira 3º ano de Sinais 60 h Eixo Articulador: 3º ano Educação Especial e Inclusiva A disciplina de Introdução ao ensino de Libras, pertencente à instituição I, (Bauru) faz parte do Eixo formador 3: “Educação e Comunicação”. No caso da Univesp, a disciplina LIBRAS, com 120 horas, articula-se com a proposta do eixo articulador “Educação inclusiva e Educação Especial” que é trabalhado transversalmente no currículo. Quanto às unidades de Marília e Bauru, a disciplina de LIBRAS é mencionada nos planos de ensino como disciplina individual. Verificamos que as disciplinas 1, 2 e 3 são identificadas, com o nome de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, com a carga horária que varia entre 45 horas a 75 horas. No entanto, as demais são identificadas com nomenclaturas diferentes (Educação Especial, Educação inclusiva, Fundamentos da Educação Especial entre outras), cujo conteúdo programático envolve a LIBRAS. As divergências com relação à carga horária atribuída em cada disciplina pode tornar insuficiente o tempo para o desenvolvimento do seu conteúdo programático. Essa constatação deu-se a partir da leitura de cada um dos conteúdos programáticos, apresentados de forma extensa e exaustiva. Para exemplificar essa constatação, destacamos as disciplinas encontradas nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da instituição III (Marília), onde as disciplina de Fundamentos da Educação Especial (carga horária de 45 horas) e Língua Brasileira de Sinais (com carga horária de 30 horas), são disciplinas que possuem uma carga horária mínima que não condiz com o conteúdo estipulado no plano de ensino, o que pode tornar o processo inexequível, focado somente no estudo da teoria. Por outro lado, no que tange a instituição III, ainda que não mencione a LIBRAS em sua matriz curricular, é demonstrada uma preocupação em fazer o professor refletir sobre o uso da tecnologia, em uma abordagem específica e inclusiva. Explicita também uma preocupação em oferecer meios para que os futuros 106 professores trabalhem com os princípios da inclusão escolar. Assim, embora a disciplina esteja em consonância com a Política Nacional de Inclusão, todavia não está claro quais são os pressupostos sobre a LIBRAS, o que pode dar a impressão de que somente no seu título o curso está atento ao cumprimento do Decreto 5626/05, mas não necessariamente seus conteúdos são relacionados à essa demanda legal. Diante desse enfoque, embora o decreto ainda não faça menção sobre a existência de diretrizes que orientam uma carga horária necessária, bem como o conteúdo que deve ser abordado na disciplina, observamos ainda que há incompatibilidades entre as disciplinas oferecidas diante das diversas possibilidades de desenvolvê-la. Porém, segundo o decreto, o professor formado (regente de classe) deve ter conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos alunos surdos, o que reforça a importância no cuidado com a elaboração dos programas de ensino. Desse modo, constatamos, dos cursos analisados, que somente 03 (três) estão atendendo ao que determina a Lei. Esse aspecto pode ter como pano de fundo o fato de que a obrigatoriedade da inserção da disciplina LIBRAS para todos os cursos de Licenciatura se finaliza em 2014. Diante desses dados e em virtude de nossa experiência pessoal, quando fizemos parte da elaboração de dois cursos de aperfeiçoamento em Educação a Distância (EaD), propomos algumas reflexões para o ensino da LIBRAS. Uma delas relacionada com a carga horária, pois durante o processo de elaboração desses cursos, essa questão era muito discutida. Havia uma preocupação sobre o tempo destinado para a aprendizagem ser suficiente para executar todos os conteúdos propostos. Partindo desse pressuposto, podemos afirmar que a carga horária destinada às disciplinas poderia ser estendida de modo transversal ao currículo da licenciatura, perpassando as disciplinas desde o primeiro ano do curso, tornando os pressupostos da lei mais exequíveis. Outro fator observado na análise das matrizes é que, aparentemente, todas divergem na questão dos conteúdos, algumas atendendo somente a questões práticas ou linguísticas em detrimento dos conteúdos teóricos/educacionais. Além disso, os assuntos referentes a aspectos educacionais parecem bastante 107 abrangentes, de modo que, dependendo da abordagem metodológica, o professor pode explorar diversos conteúdos dentro da temática de cada disciplina. Nenhuma das matrizes apresenta assuntos voltados à cultura surda. Assim, fica vaga a questão de como trabalhar uma língua contextualizada com a sua cultura. A introdução da LIBRAS como disciplina curricular deve ser articulada a uma necessidade de que todos os envolvidos compreendam a especificidade da cultura surda, não apenas com relação á sua língua. A legislação vigente aponta que é a partir da compreensão desses aspectos que o professor pode atuar contemplando toda a singularidade da pessoa surda. Em pesquisa realizada por Dallacqua e Brochado (2010), enfatizam que: ...evidenciam que os formadores responsáveis pela elaboração das matrizes curriculares e ementas, em sua maioria consideram importante que o ensino da LIBRAS se dê atrelado ao conhecimento sobre a cultura surda, o processo de interpretação LIBRAS – Português – Português - LIBRAS, bem como sobre os múltiplos aspectos envolvidos no processo educacional da pessoa surda, especialmente o bilinguismo e o processo de inclusão. (VITALIANO; DALLACQUA; BROCHADO, 2010, p.10). Assim, as ementas das disciplinas não devem se restringir somente ao ensino da LIBRAS, mas, devem ter em vista o contexto educacional em que esses professores irão atuar, tornando imprescindível a abordagem de conteúdos relacionados à cultura e história dos alunos surdos. A ementa da disciplina da Instituição III, traz uma proposta interessante que inclui conteúdos relacionados ao processo de tradução/interpretação da LIBRAS, bem como a compreensão das mudanças necessárias no ambiente educacional para favorecer a Inclusão. Além disso, enfatiza a proposta bilíngue e a prática de LIBRAS em seu desenvolvimento da expressão visual-espacial. Sendo assim, podemos afirmar que esta ementa está bastante condizente com a proposta do decreto. Ainda na instituição III, a LIBRAS é apresentada como foco principal na ementa, sendo consideradas as características da aprendizagem dos discentes surdos, bem como as mudanças no ambiente escolar, para que se torne bilíngue e desenvolvimento de práticas da expressão visual e espacial. Assim, a ementa 108 atende plenamente ao previsto no decreto Artigo I, capitulo 2, “considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.” (BRASIL, 2005) Ainda nesta disciplina, na ementa encontramos informações voltadas a uma proposta bilíngue, prevista no decreto 5626/2005, em seu capitulo III, artigo 5º, “deve ser realizada em curso de Pedagogia ou curso normal superior, em que LIBRAS e Língua Portuguesa escrita tenham constituído línguas de instrução, viabilizando a formação bilíngue”. Em nossas incursões “documentais” pelas Instituições que fizeram parte deste estudo, não encontramos uma organização curricular que permitisse tanto o conhecimento satisfatório da LIBRAS voltada para a comunidade surda, nem a inserção do professor em processo de formação, nos aspectos culturais que envolvem a comunidade surda. Outro ponto a ser ressaltado, é que em nenhum dos planos analisados foi possível constatar que a disciplina LIBRAS interage com as outras disciplinas que compõem a matriz curricular, a exemplo dos estágios supervisionados que são realizados nos anos iniciais do ensino fundamental. Assim, os cursos não articulam a disciplina a eventos que envolvem a comunidade surda ou até mesmo a discussão dessa temática e participação em pesquisa de campo junto à comunidade surda. Tal situação nos leva a refletir também sobre a aparente falta de empenho e compreensão por parte da universidade, com relação à complexidade e importância da inserção da disciplina de LIBRAS na formação inicial do professor. Ao longo desse trabalho, realizamos uma discussão sobre a inserção da disciplina de LIBRAS nos cursos de formação de professores articulada a formação inicial do futuro professor. Informamos que a formação desse futuro professor deverá envolver o domínio de uma segunda língua e, consequentemente, a compreensão da singularidade linguística, por meio do conhecimento de outra cultura que, ao ser desconsiderada, pode acarretar sérios problemas ao desenvolvimento social e intelectual do educando surdo, pois, o professor necessita conhecer o surdo para além de suas necessidades de comunicação. 109 Compreender como o ensino tem sido processado e a formação do professor que irá atuar com o aluno surdo na escola regular é condição efetiva na garantia, tanto a qualidade desse processo, como a inclusão social e intelectual do individuo surdo, que até na ocasião parece ainda não ter se efetivado. Em relação ao currículo como seleção, organização, avaliação e transmissão de uma determinada cultura, bem como o seu recorte, percebemos que as necessidades e especificidades dos surdos, ainda não são elementos principais e fundamentais inerentes a esse processo. Com uma formação que varia entre 45 horas/aulas, e 75 horas/aulas semestral, com carga horária de 1hora/aula ou 2 horas/aulas semanais durante o semestre, os professores tem contato apenas com informações generalistas sobre a pessoa surda e a surdez, não sendo capacitado para o trabalho pedagógico que irá desenvolver o processo de alfabetização dessa criança. Independentemente da organização da disciplina, bem como do total de carga horária estipulada para a mesma, todas as disciplinas apresentam em seus planos uma vasta bibliografia e um conteúdo programático muito bem organizado. Embora, o tempo destinado à disciplina seja insuficiente para abordar todas essas informações, a mesma é ofertada no final dos cursos, onde o aluno em função do tempo não possuem a oportunidade de realizar pesquisas extraclasses. Assim, após a análise realizada, nos deparamos com único cenário: a LIBRAS na formação de professores dos cursos de Pedagogia para atuar com surdos na escola comum na Unesp, ocorre como um cumprimento da lei. Haja vista que formação inicial docente foi pensada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, nº 9394/96, com objetivo de subsidiar a formação do professor, bem como, formar professores do ensino regular para integrar estudantes surdos em classes comuns, entendemos que, neste contexto, os cursos de Pedagogia da Unesp, a partir da disciplina de LIBRAS, devem passar a desempenhar uma tarefa muito maior do que vem sendo realizada. Cabe a esses cursos, que formam o professor alfabetizador, organizar uma estrutura da disciplina melhor, envolvendo conteúdo programático que observe a desigualdade linguística entre os pares, aumentando a carga horária e semestre de oferecimento, e permitindo ao professor em formação, conhecimentos e condições 110 satisfatórias de tempo e de pesquisa, para conhecer e desenvolver a comunicação com a criança surda satisfatoriamente. Partindo de tais constatações, acreditamos ser de fundamental importância repensar sobre a organização das disciplinas analisadas, propondo que as mesmas sejam articuladas ao currículo geral da formação inicial do professor que atuará nos anos iniciais do ensino fundamental. 111 CAPÍTULO 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O caminho percorrido nesta pesquisa consistiu em investigar e aprofundar discussões sobre temas específicos, relacionados aos objetivos que consistem em: analisar os currículos dos cursos de Licenciatura em Pedagogia da Unesp a fim de identificar quais disciplinas são voltadas a Educação Inclusiva e Especial, complementando as disciplinas de Libras; analisar os planos de ensino das disciplinas de Libras e suas implicações na construção de um currículo inclusivo; bem como compreender e indicar o que deve ser considerado em uma proposta de disciplina de Libras para constar nos planos de ensino analisados. A análise apresentada sobre os dados coletados foi confrontada com esses objetivos específicos, a fim de verificar se os programas de ensino das disciplinas selecionadas de fato contemplam a possibilidade de que o futuro professor construa práticas que incluam o estudante surdo, ou seja, se as disciplinas favorecem a formação contextualizada do futuro professor. Durante a realização deste estudo, o desafio inicial foi identificar material bibliográfico específico que atendesse à temática da inserção da disciplina de Libras nos cursos de Licenciatura, tendo em vista que trata-se ainda de uma temática com produção escassa. Para desenvolver essa ação, organizamos algumas etapas e diferentes estratégias para a construção do corpus teórico do estudo e do reconhecimento do campo de investigação, a saber: primeiramente foi feito o levantamento bibliográfico sobre os temas (Trajetória histórica da Educação de surdos, Políticas sobre a educação inclusiva, Formação de professores, Libras e Currículo;, posteriormente, realizamos a análise do Projeto Político Pedagógico dos cursos de Pedagogia da UNESP e selecionamos os campi que analisaríamos os planos das disciplinas que atendiam aos critérios para análise do objeto de estudo. Por fim, procedemos à análise do material coletado e à compilação do presente documento. Os resultados da primeira etapa da pesquisa apontaram que, embora exista uma vasta quantidade de estudos na área da Educação, Educação Especial e surdez, são poucas as publicações sobre a formação inicial do professor para atuar 112 com o aluno surdo, poucas as propostas que apontam para um currículo inclusivo e, menos ainda, que abordam a inserção da Libras como disciplina nos cursos de licenciatura. Por isso, apontamos para a necessidade de novos estudos, que enfatizem não apenas os aspectos teórico da Libras, mas que viabilizem novas propostas e estratégias de ensino que assegure a formação da PS. Quando falamos que as pesquisas não deveriam ser ancoradas somente na teoria, não estamos descartando esses pressupostos, até mesmo porque, sem teoria não há como realizar uma prática bem sucedida. De tal modo, a maioria dos artigos, dissertações, PPP e planos de ensino que analisamos, apontavam para os aspectos teóricos, mas não traziam, em sua maioria, novas estratégias de ensino para formar o professor, bem como novas possibilidades do processo de ensino e aprendizagem da PS. Vale ressaltar que não estamos afirmando que a efetivação com qualidade não ocorreu até o momento, mesmo porque, por meio da análise dos dados da pesquisa verificamos que a implementação das indicações pedagógicas da disciplina de Libras na Unesp, em algumas unidades verificadas, estão em processo de efetivação da disciplina na matriz curricular. No entanto, devido a pouca quantidade de pesquisas na área, mesmo após 8 anos o Decreto ser instituído, não conseguimos ter uma visão mais ampla de como esta realidade vem acontecendo em âmbito nacional. Por isso, acreditamos que a partir dos próximos anos, novas pesquisas surgirão com apontamentos e discussões na área, o que possibilitará para os futuros pesquisadores, uma maior análise e maior aprofundamento em suas reflexões, podendo obter um olhar mais acurado e a comparação deste trabalho com demais na área. Desse modo, constatamos que a formação necessária do professor que irá atuar nos anos iniciais do ensino fundamental da escola regular deve contemplar o ensino da disciplina de Libras numa perspectiva diferenciada da que encontramos, no contexto da matriz curricular dos cursos de Pedagogia. Essa reestruturação passa pelo aprofundamento tanto dos conteúdos que permitam aos professores conhecer e lidar com as especificidades da surdez e da aprendizagem do aluno surdo, bem como, da ampliação da carga horária destinada 113 à disciplina, de modo a garantir tempo suficiente para que a prática da Libras se efetive nessa formação. Além disso, deve haver uma articulação dessa disciplina com as demais disciplinas do currículo, ou mesmo com os estágios curriculares supervisionados. Outro ponto a ser contemplado nessa reestruturação é o de que a disciplina deve ser ofertada desde o início do curso, permitindo ao aluno, futuro professor, amadurecer e discutir com profundidade as informações e conhecimentos desenvolvidos, ampliando-os por meio de pesquisa extraclasse e cotejando os conhecimentos com aqueles específicos da docência a partir das demais disciplinas. Concluímos que da forma como a disciplina vem sendo implementada, em apenas um semestre, não é plenamente possível ensinar e aprender Libras, pelo simples fato de desconhecermos, geralmente, a especificidade presente no ensino e na aprendizagem de uma língua sinalizada. Os cursos, ao contemplar esta disciplina, devem, além de cumprir com a lei, dar a atenção merecida para o ensino de Libras e para o papel fundamental que ela exerce na formação de profissionais que atuam na Educação Básica com sujeitos surdos, que farão parte de todas as esferas da sociedade (MOURA, 2010). Consideramos também que sendo a disciplina de Libras um instrumento curricular de conquista legal nos cursos de licenciatura, esses devem vincular esses conhecimentos à discussão sobre a educação da PS, que de acordo com as políticas educacionais atuais, deve ser inclusiva. Defendemos a permanência de uma matriz curricular inclusiva, que contemple aspectos mínimos de comunicação e proposta bilíngue para essa formação. LibrasOutra alternativa seria, para maior aproveitamento da disciplina, a continuidade dos estudos, em formação continuada, uma vez que na ação o professor poderá ter uma formação teórico e prática, que é uma das recomendações no término da disciplina, indicando, inclusive, os caminhos para buscar o aprimoramento contínuo. Um dos papéis da formação inicial, posto por alguns autores seria incentivar a formação continuada e permanente dos professores. Como observa Imbernón (2009, p. 66) 114 É necessário estabelecer uma formação inicial que proporcione um conhecimento válido e gere uma atitude interativa e dialética que conduza a valorizar a necessidade de uma atualização permanente em função das mudanças que se produzem. (IMBERNÓN, 2009, p. 66) Portanto, esta dissertação nos remete a algumas reflexões que indicam a uma grande preocupação, e consequente necessidade, do desenvolvimento dessa disciplina nos cursos de formação de professores que atuarão nos anos iniciais. A Libras deve ser incluída como disciplina obrigatória no currículo dos cursos de Pedagogia. Isso é fato, mas também deve ser ministrada com uma carga horária justa, ementa, objetivos, conteúdos e avaliação condizentes com essa carga horária e com as demandas da legislação vigente. As instituições de Ensino superior, que formam professores, devem, portanto, estabelecer em seus currículos um conteúdo programático de Libras que permita uma formação de qualidade, onde haja a articulação entre a teoria e a prática, bem como devem prever no seu plano de ensino propostas que levem o futuro professor ao contato com as pessoas surdas, lhe conferindo uma formação bilíngue, por exemplo, por meio de uma articulação da disciplina com o estágio curricular supervisionado. E, principalmente, devem propor uma revisão da carga horária da disciplina, buscando uma ampliação da mesma, a fim de oferecer condições para que o professor tenha tempo para acessar as informações fundamentais para lidar e desenvolver, satisfatoriamente, o conhecimento da comunicação em Libras para a educação da pessoa surda. A necessidade de direcionar um tempo mais significativo de aulas práticas às disciplinas que envolvem a Educação Especial, a exemplo da Libras, ficou evidenciada em nosso estudo. Aulas práticas de Libras, supervisionadas por docentes com formação específica, deveriam fazer parte da matriz curricular desses cursos analisados, onde os graduandos deveriam estagiar em escolas com alunos surdos incluídos. Em nossa prática docente junto à Educação Infantil, presenciamos, muitas vezes, a introspecção a que muitos alunos surdos se “submetiam”, ficando literalmente separados dos demais, em um canto, brincando sozinhos e, nas salas 115 de aulas, da mesma forma, com o olhar longínquo, como se o pensamento navegasse para fora da sala de aula. Ter a possibilidade de diminuir as barreiras da comunicação, provocá-los, instigá-los, compreendê-los, promovê-los e porque não, puni-los quando necessário, seria um grande passo em favor da Educação Inclusiva que tanto buscamos. Isso, entretanto, não se faz de forma ingênua e amadora. É necessário viabilizar iniciativas de formação, tanto inicial quanto em serviço, e a inclusão efetiva, não demanda apenas a participação dos docentes, mas de toda a comunidade escolar, ou seja, corpo diretivo e funcional, demais alunos e familiares. Diante dessas constatações, devemos pensar a inclusão da PS na escola regular, no sentido de garantir, além de sua inserção em sala de aula, condições que permitam que a escola esteja preparada para enfrentar a diversidade que esse aluno traz, pois o papel da escola além de garantir o êxito no processo de ensino aprendizagem da PS, também é o de respeitar as diferenças. Não obstante, são os fatores implicados nesse processo, como: barreiras arquitetônicas insuficientes, classes lotadas, professores sem formação necessária, necessidade de uma revisão curricular, todavia nossa maior preocupação está na formação do professor que não está preparado para esta prática, por conta do desconhecimento acerca da aprendizagem da PS e suas formas de comunicação, bem como, ausência de consciência por parte do professor que ele próprio seja capaz de fazer aflorar e mostrar ao aluno que é um ser que possui potencialidades (LACERDA, 2006, p.168). Partindo de tais constatações, verificamos a importância da formação do professor, consiste em adquirir habilidades e competências na comunicação entre o professor e a PS, neste sentido, acreditamos na importância da ampliação da carga horária dessa disciplina, para que os conteúdos e ementas, objetivos proposto nos planos de ensino possam adquirir maior solidez a aprofundamento na formação do professor. Consideramos também que as estratégias para alfabetizar a PS devem ser discutidas, durante a graduação. Realidade esta que não está presente nos planos de ensino analisados, pois apenas o plano da instituição IV, apresenta como conteúdo programático o ensino Bilíngue. 116 No entanto, uma alternativa que pode ser possível é a partir da reestruturação da disciplina de Libras, no contexto da matriz curricular do curso de Pedagogia como elemento formativo transversal, enfatizando e aprofundando, tanto conteúdos que abordem e permitam ao professor conhecimento as especificidades e o processo de ensino aprendizagem da PS, como também a ampliação da carga horária destinada à disciplina ao longo do curso.Assim, acreditamos que o futuro professor disponibilizará de tempo hábil e atividades em contexto, articulada a diferentes disciplinas, para seu amadurecimento e e conhecimentos sobre como ensinar a PS. 117 REFERÊNCIAS ARTOLLI, A. L. A integração do aluno deficiente na classe comum: a visão do professor. Dissertação (Mestrado em Educação). 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São Carlos: EdUFSCar, 2010. p. 65-77. 124 APÊNDICES Foram encontradas 05 dissertações, nenhuma foi selecionadas, pois discorriam sobre outros assuntos diferentes da pesquisa. 28/02/2011 EDUCAÇÃO EM LIBRAS Foram encontradas 13 dissertações, selecionadas 02 dissertações. 02/03/2011 FONTE ENCONTRADAS DESCRITOR 9.LICENCIATURA E EM LIBRAS 7. BILÍNGÜE 6. LÍNGUA DE SINAIS http://capesdw.capes.gov.br – http://capesdw.capes.gov.br/ 2006 Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Marta Rejane Proença Filietaz. CÉRES AMÉRICA RIBAS HUBNER LEVANTAMENTO BIBLIOGRAFICO - PESQUISA PARTE 1- Dissertações ENDEREÇO ELETRONICO Nível /Ano Autor pesquisado http://capesdw.capes.gov.br – Dissertação MESTRADO 2006 DATA BASE 2005 5. CURRÍCULOS PARA LIBRAS NOS CURSOS SUPERIORES 4. FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E LIBRAS 3. LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR GRADUAÇÃO 2. INSERÇÃO DA DISCIPLINA DE LIBRAS NOS CURSOS DE 1. EDUCAÇÃO EM LIBRAS Descritores utilizados no levantamento da pesquisa bibliográfica 125 A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA PÓLO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PARA SURDOS NA REGIONAL DE SÃO JOSÉ - SANTA CATARINA. POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DAS NORMAS À QUALIDADE DE Título UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EDUCAÇÃO UniversidadePrograma e data de defesa INSERÇÃO DA DISCIPLINA DE LIBRAS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO 126 Foi encontrada apenas uma dissertação neste ano. Não foi encontrado nenhum trabalho com esse descritor 22/02/2011 Foram encontradas 28 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2009, somente 02 foram selecionados. Encontradas 01 a 10 dissertações, somente 01 foi selecionada as demais não versavam sobre outro tema de estudo 18/2/2010 Encontrados 18 dissertações, 02 foram selecionadas. 28/02/2011 http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 2009 http://capesdw.capes.gov.br/ 2006 2005 http://capesdw.capes.gov.br/ 2009 http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 2009 http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Juliana Brazolin Gomes Valiante. Noemi Nascimento Ansay CARLOS ROBERTO MARTINS Terezinha de Lourdes Pereira Daniele de Paula Formozo. PRISCILA FREHSE PEREIRA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: REFLEXÕES SOBRE A SUA OFICIALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO DOS SURDOS.. 01/02/2009 A TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS SURDOS E A SUA RELAÇÃO COM A INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2009 OS DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO DE LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2008 O COMPONENTE CURRICULAR LIBRAS NA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DOS CURSOS DE PEDAGOGIA E PSICOPEDAGOGIA DO UNILASALLE. 01/11/2009 CURRÍCULO E EDUCAÇÃO DE SURDOS. 01/07/2008 FORMAÇÃO DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS PSICANÁLISE E SURDEZ: METÁFORAS CONCEITUAIS DA SUBJETIVIDADE EM LIBRAS UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS LINGÜÍSTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO LA SALLE - EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - LETRAS FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E LIBRAS LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR 127 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 2009 2005 2006 Foi encontrada somente 01 dissertação. 28/02/2011 Foram encontradas 05 dissertações, somente 01 foi selecionada. 28/02/2011 Nada encontrado. 01/03/2011 Foram encontradas 10 dissertações, somente 01 foi selecionada. 01/03/2011 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 Foram encontradas 03 dissertações, somente 01 foi selecionada. 24/02/2011 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2006 2005 Foi encontrada somente 01 dissertação 23/02/2011 Foi encontrada somente 01 dissertação 23/02/2011 Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Allan Rocha Damasceno CARLOS ROBERTO MARTINS Terezinha de Lourdes Pereira José Ildon Gonçalves da Cruz. Marta Rejane Proença Filietaz Lenita Ceccone Cechinel. A FORMAÇÃO DE PROFESSORES E OS DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: AS EXPERIÊNCIAS DA ESCOLA MUNICIPAL LEÔNIDAS SOBRINO PÔRTO. 01/12/2006 OS DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO DE LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2008 O COMPONENTE CURRICULAR LIBRAS NA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DOS CURSOS DE PEDAGOGIA E PSICOPEDAGOGIA DO UNILASALLE. 01/11/2009 INCLUSÃO DO ALUNO SURDO NO ENSINO SUPERIOR: UM ESTUDO DO USO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) COMO MEIO DE ACESSO AO CONHECIMENTO CIENTÍFICO - 01/10/2005 POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DAS NORMAS À QUALIDADE DE FORMAÇÃO DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS. 01/12/2006 CONSOLIDAÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA ESCOLAR: O OLHAR DO SURDO UNIVERSITÁRIO SOBRE O ENSINO SUPERIOR. 01/10/2007 CONSOLIDAÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA ESCOLAR: O OLHAR DO SURDO UNIVERSITÁRIO SOBRE O ENSINO SUPERIOR. 01/10/2007 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO LA SALLE - EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - EDUCAÇÃO CURRÍCULOS PARA LIBRAS NOS CURSOS SUPERIORES 128 http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 2009 Nenhuma 06/02/2010 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ Encontrada apenas uma dissertação, porém não foi selecionada . 06/02/2010 Nenhuma 06/02/2010 2006 http://capesdw.capes.gov.br/ 2009 Foram encontradas 17 dissertações, 03 selecionadas. 05/02/2010 http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 Foi encontrada apenas 01 dissertação 04/02/2011 Das 02 dissertações encontrada, somente 01 foi selecionada. 05/02/2010 http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 Foram encontradas 10 dissertações, somente 01 foi selecionada. 02/03/2011 Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO - Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Dissertação MESTRADO Daniele de Paula Formozo CARLOS ROBERTO MARTINS Niedja Maria Ferreira de Lima. Ana Lucia dos Santos Amélia Maria Araújo Mesquita O DESAFIO DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA A ATUAÇÃO COM A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS, NO ENSINO COMUM: ANÁLISE DOS CURSOS DE PEDAGOGIA EM SUA INSERÇÃO NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. 01/02/2009 SURDEZ E CURRÍCULO: PARÂMETROS PARA A INCLUSÃO DE SURDOS NA REDE PÚLBICA REGULAR DE ENSINO. 01/12/2004 O COMPONENTE CURRICULAR LIBRAS NA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DOS CURSOS DE PEDAGOGIA E PSICOPEDAGOGIA DO UNILASALLE. 01/11/2009 CURRÍCULO E EDUCAÇÃO DE SURDOS. 01/07/2008. A FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM OLHAR SOBRE OS PROJETOS POLÍTICOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE LICENCIATURA DA UFPA. 01/04/2007 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO LA SALLE - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA/JOÃO PESSOA - EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - EDUCAÇÃO Foram encontradas 30 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2005, somente 03 foram selecionados. 18/03 LÍNGUA DE SINAIS Foram encontradas 38 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2006, somente 03 foram selecionados. FONTE ENCONTRADAS NOVOS DESCRITORES 129 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2006 2006 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2005 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2005 2006 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html ENDEREÇO ELETRONICO 2005 DATA BASE mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado Nível /Ano pesquisado Marta Rejane Proença Filietaz Elcivanni Santos Lima CAROLINA HESSEL SILVEIRA Cássia Geciauskas Sofiato Lenita Ceccone Cechinel. Marcia Christina Scultori Mathias Netto Autor POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DAS NORMAS À QUALIDADE DE FORMAÇÃO DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS. 01/12/2006 DISCURSO E IDENTIDADE: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE A ATUAÇÃO DO(A) INTÉRPRETE DE LIBRAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. 01/07/2006 INCLUSÃO DO ALUNO SURDO NO ENSINO SUPERIOR: UM ESTUDO DO USO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) COMO MEIO DE ACESSO AO CONHECIMENTO CIENTÍFICO. 01/10/2005 O DESAFIO DA REPRESENTAÇÃO PICTÓRICA DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA.. 01/02/2005 O CURRÍCULO DE LÍNGUA DE SINAIS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS. 01/11/2006 IEPIC, VIDA . MORNA: A INCLUSÃO E A FORMAÇÃO DA PRIMEIRA PROFESSORA SURDA, EM 2004.. 01/08/2005 Título UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ – EDUCAÇÃ UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - LINGÜÍSTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - ARTES UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Universidade, Programa e data de defesa 130 22/03/2011 Foram encontradas 58 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2008, somente 01 foi selecionados Foram encontradas 63dissertações no banco de dados do capes ano/base 2009, somente 07 foram selecionados Foram encontradas 37 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2007, somente 02 foram selecionados capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 2009 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2007 2008 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2007 mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado CRISTIANE RAMOS MULLER CarLOS ROBERTO MARTINS Daniele de Paula Formozo. Vania Elizabeth Chiella José Ildon Gonçalves da Cruz. AS REPRESENTAÇÕES CULTURAIAS DOS PROFESSORES SURDOS NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2009 O COMPONENTE CURRICULAR LIBRAS NA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DOS CURSOS DE PEDAGOGIA E PSICOPEDAGOGIA DO UNILASALLE. 01/11/2009 CURRÍCULO E EDUCAÇÃO DE SURDOS. 01/07/2008 MARCAS SURDAS: ESCOLA, FAMÍLIA, ASSOCIAÇÃO, COMUNIDADE E UNIVERSIDADE CONSTITUINDO CULTURA E DIFERENÇA SURDA. 01/09/2007 CONSOLIDAÇÃO DE UMA TRAJETÓRIA ESCOLAR: O OLHAR DO SURDO UNIVERSITÁRIO SOBRE O ENSINO SUPERIOR. 01/10/2007 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO LA SALLE - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA – EDUCAÇÃO 131 BILÍNGÜE LÍNGUA DE SINAIS capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2006 2007 Foram encontradas 21 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2006, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 27 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2007, nenhuma foi selecionada capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 2005 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 Foram encontradas 28 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2005, somente 01 foi selecionada 25/03/2011 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 2009 mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado Neiva de Aquino Albres Noemi Nascimento Ansay Marisa Pinheiro Mourão Marcelo Henrique Bastos LARISSA SILVA REBOUÇAS A EDUCAÇÃO DE ALUNOS SURDOS DO FINAL DA DÉCADA DE 1970 A 2004: ANÁLISE DOS DOCUMENTOS REFERENCIADORES. 01/10/2005 A TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS SURDOS E A SUA RELAÇÃO COM A INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2009 A PRIORIDADE DOS DOCENTES SURDOS PARA ENSINAR A DISCIPLINA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS ( LIBRAS) NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR APÓS O DECRETO 5.626/2005. 01/03/2009 A EXPERIÊNCIA DE UMA IMPLEMENTAÇÃO DE UM CURSO DE LIBRAS PARA PROFESSORES DA ESCOLA PÚBLICA. 01/06/2009 ENSINO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES A DISTÂNCIA. 01/03/2009 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL EDUCAÇÃO .UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA EDUCAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA – EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - EDUCAÇÃO Língua de DESCRITOR LICENCIATURA E LIBRAS 132 Foram encontradas 10 teses no banco de dados do capes ano/base 2005, nenhuma foi selecionada 21/03/2011 2009 Foram encontradas 02 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2009, somente 01 foi selecionada FONTES ENCONTRADAS 2005 DATA BASE 2008 2007 Nada encontrado Nada encontrado 2006 ENDEREÇO ELETRONICO capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 2005 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2009 Nada encontrado capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2008 Nada encontrado Foram encontradas 32 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2008, somente 01 foi selecionada Foram encontradas 38 dissertações no banco de dados do capes ano/base 2009, somente 01 foi selecionada Doutorado Nível /Ano pesquisado TESES mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado mestrado Autor CRISTIANE RAMOS MULLER Juliana Brazolin Gomes Valiante. Ana Beatriz da Silva Duarte. Terezinha de Lourdes Pereira AS REPRESENTAÇÕES CULTURAIS DOS PROFESSORES SURDOS NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR Título . LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: REFLEXÕES SOBRE A SUA OFICIALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO DOS SURDOS.. 01/02/2009 OS DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO DE LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR. 01/08/2008 RELEITURA HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL: 1961 A 1996. 01/08/2009 Universidade, Programa e data de defesa UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS LINGÜÍSTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO 133 Bilíngüe Sinais capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2007 2008 2009 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2005 Foram encontradas 07 teses no banco de dados do capes ano/base 2005, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 11 teses no banco de dados do capes ano/base 2006, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 06 teses no banco de dados do capes ano/base 2007, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 05 teses no banco de dados do capes ano/base 2008, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 14 teses no banco de dados do capes ano/base 2009, nenhuma foi selecionada capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2006 2009 capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2008 Foram encontradas 14 teses no banco de dados do capes ano/base 2009, somente 01 foi selecionada capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2007 Foram encontradas 11 teses no banco de dados do capes ano/base 2007, nenhuma foi selecionada Foram encontradas 16 teses no banco de dados do capes ano/base 2008, nenhuma foi selecionada capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2006 Foram encontradas 09 teses no banco de dados do capes ano/base 2006, nenhuma foi selecionada Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado PAULO CESAR MACHADO DIFERENÇA CULTURAL E EDUCAÇÃO BILÍNGUE: AS NARRATIVAS DOS PROFESSORES SURDOS SOBRE QUESTÕES CURRICULARES. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EDUCAÇÃO Formação inicial de professores e libras Currículos para libras nos cursos superiores Libras no ensino superior Licenciatura e libras 134 http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2006 Nada encontrado 2009 2005 Nada encontrado http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2008 Nada encontrado 2008 2006 Nada encontrado http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ 2007 Nada encontrado http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ http://capesdw.capes.gov.br/ capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html 2007 2009 Nada encontrado Foi encontra apenas um trabalho, selecionei para leitura complementar 2008 Foi encontrado apenas uma tese 2009 Nada encontrado 2006 2008 Nada encontrado 2005 2007 Nada encontrado Nada encontrado 2006 Nada encontrado Nada encontrado 2005 Nada encontrado Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado: Doutorado Doutorado Doutorado Doutorado VERONICA DOS REIS MARIANO DE SOUZA Gláucia Renata Pereira do Nascimento. Gênese da educação dos surdos em Aracaju. 01/08/2007 Aspectos da organização de textos escritos por universitários surdos 01/07/2008 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - LETRAS 32 Reunião Nesta linha foram encontrados 18 trabalhos, somente 02 foram selecionados, pois os demais versavam sobre temas das outras áreas da educação especial. POLITICAS DE ED SUPERIOR – GT 11 NADA http://www.anped.org.br http://www.anped.org.br 12/02/2011 12/02/2011 19/04/2011 19/04/2011 http://www.anped.org.br http://www.anped.org.br LINHA ED ESPECIAL – GT 15 TRABALHO DOCENTE NA CONTEMPORANEIDADE: A EDUCAÇÃO DE SURDOS COMO DESAFIO - 6589 Maria das Graças C. de Arruda Nascimento – UFRJ Yrlla Ribeiro de Oliveira Carneiro da Silva – INES Ana Luísa Antunes – INES Agência Financiadora: FAPERJ REPRESENTAÇÕES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: ANÁLISE DE UM PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA6793 Juliana Pires Leodoro – USP Agência Financiadora: CNPq FORMAÇÃO DE PROF – GT 08 NADA 12/02/2011 19/03/2011 http://www.anped.org.br CURRICULO – GT 12 12/02/2011 CONHECIMENTO E ESCOLA: RELAÇÃO MEDIADA NO ÂMBITO DO CURRÍCULO Juares da Silva Thiesen – UFSC http://www.anped.org.br POLITICAS DE ED SUPERIOR – GT 11 NADA LEVANTAMENTO BIBLIOGRAFICO- parte 3 – ANPED GT - 8, 11,12,15 - PESQUISA REALIZADA NO DIA 12/02/2011 REUNIÃO LINHAS ENDEREÇO 33 Reunião FORMAÇÃO DE PROF – GT 08 http://www.anped.org.br 12/02/2011 NADA Nesta linha foram encontrados 18 trabalhos, somente 01foi selecionado os demais versavam sobre outros focos como educação infantil, ensino fundamental. 135 136 31 Reunião 12/02/2011 http://www.anped.org.br 12/02/2011 12/02/2011 http://www.anped.org.br http://www.anped.org.br http://www.anped.org.br POLITICAS DE ED SUPERIOR – GT 11 NADA CURRICULO – GT 12 NADA LINHA ED ESPECIAL – GT 15 NADA Pesquisa finalizada 12/02/2011 http://www.anped.org.br 12/02/2011 12/02/2011 http://www.anped.org.br http://www.anped.org.br FORMAÇÃO DE PROF – GT 08 NADA CURRICULO – GT 12 O CURRÍCULO SEGUNDO JOHN DEWEY – EDUCAÇÃO GERANDO AÇÃO Thais Figueiredo Santos – UFPEL LINHA ED ESPECIAL – GT 15 NADA Educação superior bilíngue para surdos: o sentido da política inclusiva como espaço da liberdade: primeiras aproximações/ Bilingual doi: 10.1590/S1413-5382009000100003 Revista Brasileira de Educação Especial vol.15 no.1 Marília Jan./Apr. 2009 Trajetória escolar do surdo no ensino superior: condições e possibilidades1 doi: 10.1590/S1413-65382009000100006 Rev. bras. educ. espec. vol.15 no.1 Marília Jan./Apr. 2009 Revista Brasileira de Educação Especial: Educação em libras rev. no.spe1 Curitiba 2010 NOME Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas) Ciência e Educação Revista da Faculdade de Educação (Universidade de São Paulo. Impresso) (Cessou em 1998. Cont. Educação e Pesquisa (USP.Impresso)) A reconfiguração do trabalho docente na educação superior Educ. 137 A1 ISSN 14136538 Revista Brasileira de Educação Especial Revista Brasileira de Educação Especial Revista Brasileira de Educação Especial A1 A1 ISSN 14136538 EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO: Educar em revista A1 ISSN 01044060 A1 EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 http://www.periodicos.capes.gov.br.ez87.periodicos.capes.gov.br http://www.periodicos.capes.gov.br.ez87.periodicos.capes.gov.br http://www.periodicos.capes.gov.br.ez87.periodicos.capes.gov.br LEVANTAMENTO BIBLIOGRAFICO- parte 4 – QUALIS AREA endereço EDUCAÇÃO http://www.periodicos.capes.gov.br.ez87.periodicos.capes.gov.br A1 A1 ISSN 15179702 TIPO A1 PLAISANCE, Eric. Ética e inclusão.Traduzido pó Fernanda Murad Machado. Foram encontrados 10 artigos sobre educação, porém nenhum foi selecionado, pois versavam sobre outras áreas da educação. Surdez e letramento: pesquisa com surdos universitários de Curitiba e Florianópolis doi: 10.1590/S1413-65382009000100008 Espec. vol.15 no.1 Marília Jan./Apr. 2009 Revista Brasileira de Educação Especial university level education for the deaf: understanding inclusive policies as a space for freedom: first approaches Franco, Monique Rev. bras. educ. espec. 15(1): 15-30, TAB. 2009 Apr. SciELO Brasil Idioma(s): Português 138 Cad. Pesqui. [online]. 2010, vol.40, n.139, pp. 13-43. ISSN 0100-1574. doi: 10.1590/S010015742010000100002 Cad. Pesqui. vol.39 no.136 São Paulo jan./abr. 2009 A1 ISSN 0100-1574 A1 A1 ISSN 01001574 Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas. Impresso A1 0100-1574 A1 ISSN 14136538 Revista Brasileira de Educação Especial http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742010000200017&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742010000200017&lng=en&nrm=iso http://buscador.periodicos.capes.gov.br/V/KXYP3T4224TX89AVTAGUSN1LCPC4DDLKJSN65AHJCQE2BBL3L519532?func=find-db-info&doc_num=000003802 O papel da Universidade no contexto da política de Educação Inclusiva: reflexões sobre a formação de recursos humanos e a produção de conhecimento Revista Educação Especial v. 23, n. 38, set./dez. 2010. Análise da necessidade de preparação pedagógica de professores de cursos de licenciatura para inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais doi: 10.1590/S1413-65382007000300007 Rev. bras. educ. espec. vol.13 no.3 Marília Sept./Dec. 2007 ALBRES, N. A. Interpretação da/para Libras no Ensino Superior: apontando desafios da inclusão. V Simpósio Multidisciplinar Revista Brasileira de Educação Especial CRUZ, José Ildon Gonçalves da and DIAS, Tárcia Regina da Silveira.Trajetória escolar do surdo no ensino superior: condições e possibilidades. 139 B2 ISNN1984686X A2 ISSN 14136538 A1 ISSN 14136538 Revista Educação Especial Revista Brasileira de Educação Especial ISSN 1413-6538 Rev. bras. educ. espec. [online]. 2009, vol.15, n.1, pp. 65-80. ISSN 1413-6538. doi: 10.1590/S141365382009000100006 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382007000300007&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742010000200017&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742010000200017&lng=en&nrm=iso Educação B1 0104Ǧ 1371 Cadernos de Educação (UFPel) 1519Ǧ 387X Educação Unisinos 0872Ǧ 7643 Educação, Sociedade & Culturas 0716Ǧ 050X Estudios Pedagógicos (Valdivia. Impresa) Educação Ǧ A2 1414Ǧ 4077 Avaliação (UNICAMP) 1645Ǧ 1384 Currículo sem Fronteiras 0101Ǧ 465X Educação (PUCRS. Impresso) 0100Ǧ 3143 Educação e Realidade 0102Ǧ 4698 Educação em Revista (UFMG. Impresso) 0104Ǧ 4060 Educar em Revista (Impresso) 1413Ǧ 6538 Revista Brasileira de Educação Especial 1130Ǧ 2496 Revista Complutense de Educación 1981Ǧ 2582 Revista Educação (PUCRS. Online) 1138Ǧ 2783 Revista Iberoamericana de Educación a Distancia Educação Ǧ A1 ISSN – Titulo do periódico (Instituição a qual é vinculado) Ǧ Estrato e área 0100Ǧ 1574 Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas. Impresso) 1516Ǧ 7313 Ciência e Educação (UNESP. Impresso) 0011Ǧ 5258 Dados (Rio de Janeiro. Impresso) 1076Ǧ 9242 Dyslexia (Chichester, England. Print) 0101Ǧ 7330 Educação & Sociedade (Impresso) 1517Ǧ 9702 Educação e Pesquisa (USP. Impresso) 0020Ǧ 8566 International Review of Education 0030Ǧ 9230 Paedagogica Historica (Imprimé) 1413Ǧ 2478 Revista Brasileira de Educação (Impresso) 0102Ǧ 2555 Revista da Faculdade de Educação (Universidade de São Paulo. Impresso) (Cessou em 1998. Cont. ISSN 1517Ǧ 9702 Educação e Pesquisa (USP.Impresso)) Periódicos Indexados – Webqualis : Estratos: A1, A2, B1, B2, Ano Base 2008 /2009 Área de Avaliação: EDUCAÇÃO 140 0103Ǧ 6831 Estudos em Avaliação Educacional (Impresso) 1519Ǧ 4906 Língua e Instrumentos Linguísticos 0104Ǧ 5962 Revista de Educação Publica (UFMT) 1518Ǧ 8787 Revista de Saúde Pública (Online) 1981Ǧ 1802 Revista Educação em Questão (Online) 0102Ǧ 7735 Revista Educação em Questão (UFRN. Impresso 0104Ǧ 7043 Revista FAEEBA 1022Ǧ 6508 Revista Iberoamericana de Educación (Impresa) 1681Ǧ 5653 Revista Iberoamericana de Educación (Online) ISSN 2175Ǧ 1196 Ciências Humanas e Sociais em Revista Educação B2 1517Ǧ 1949 Eccos Revista Científica (Impresso) 1981Ǧ 8106 Educação (Rio Claro. Online) 0101Ǧ 9031 Educação (UFSM) 1983Ǧ 7771 Educativa (Goiânia. Online) 1415Ǧ 0492 Educativa (UCG) 1415Ǧ 2150 Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências (Impresso) 1579Ǧ 2617 Enseñanza de las Ciencias Sociales 0101Ǧ 4064 Estudos IberoǦ Americanos (PUCRS. Impresso) 1413Ǧ 0939 Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978) 0679Ǧ 8678 Movimento & Percepção (Online) 1668Ǧ 8856 Nodos de Comunicación/Educación 0101Ǧ 7438 Pesquisa Operacional (Impresso) 0104Ǧ 1282 Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano (Impresso) 1808Ǧ 270X Revista Educação Especial (UFSM) 1850Ǧ 6666 Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias (En línea) 1696Ǧ 4713 Revista Electrónica Iberoamericana Sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación 1517Ǧ 1256 Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental 1518Ǧ 5370 Teias (Rio de Janeiro. Impresso) 1415Ǧ 837X Teoria e Prática da Educação 141 142 Ciências Biológicas História Letras Ciências Biológicas Ciências Biológicas Educação Artística Educação Física –optativa para alunos com deficiência Física Matemática Pedagogia Química Botucatu Bauru Assis Ciências Sociais Letras Pedagogia Araraquara - Araçatuba Cursos de Licenciatura – UNESP – 23 campus 143 Ciências Biológicas - Ciências Biológicas Física Matemática Física Matemática História - Ciências Sociais Filosofia Pedagogia- Contem duas disciplinas: 1. LIBRAS, 2. Educação Especial e 3. Fundamentos da educação Inclusiva Optativas: Diversidade, diferença e deficiência: implicações educacionais; Desenho universal acessibilidade e adpatações. Marília Jaboticabal Itapeva Ilha Solteira Guaratinguetá Franca Dracena 144 - Ciências Biológicas Letras - Ciências Biológicas Educação Física Física Geografia Matemática Pedagogia São José do Rio Preto Rosana Rio Claro Registro Geografia Educação Física Física Geografia Matemática: Optativa: Libras Pedagogia – Libras, TIC na educação Química Presidente Prudente Ourinhos 145 Tupã Sorocaba São Vicente São Paulo - - - - Arte –Teatro Artes Visuais Educação Musical São José dos Campos Matemática Pedagogia 146 Local Pedagogia Carga (licenciatura horária Araraq Pedagogia 69 h uara 2º ano Ementa Desvio e estigma: contribuições á conceituação de deficiências. A educação na sociedade moderna e no Brasil: marcos históricos e políticas públicas . A inclusão. Necessidades especiais e necessidades educacionais especiais: noções sobre etiologia, prevenção e modalidade de recursos Disciplina Educação Especial 1. Sensibilizar o aluno quanto aos processos de construção social da deficiência e quanto ao papel do educador como agente do processo da inclusão e uma nova ética frente ao portador de necessidade s educacionai s especiais e ás minorias em geral; 2. Introduzir o estudo das necessidades especiais e necessidades educacionais especiais Objetivos Conteúdo programático Fundamentos da Educação Especial: A conceituação de deficiência. Os conceitos de estigma e desvio e sua relação com a educação especial; A Educação Especial no Brasil: marcos históricos e políticas públicas; A inclusão. As Necessidades Especiais e as Necessidades Educacionais Especiais: O portador de deficiência mental; O portador de deficiência sensorial; O portador de deficiência física; O portador de deficiências múltiplas; Altas habilidades; Condutas típicas; A crianças com dificuldades Bibliografia Básica A avaliação do BECKER, H. desempenho do Uma teoria da aluno será ação coletiva. contínua e Rio de Janeiro: cumulativa, e a Zahar, 1977. nota final obtida COLL, C.; através da soma PALÁCIOS, dos seguintes J.; itens: avaliação MARCHESI, individual por A. escrito (0-5) Desenvolvime nto psicológico ao final do e educação. semestre; Porto Alegre: avaliações Artes Médicas, parciais de 1995. (Necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar, 3). Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília: Corde. FERREIRA, J. R. A exclusão Avaliação 147 emocionais. Tópicos de pesquisa e atuação em Educação Especial: Educação, profissionalização e o emprego do portador de necessidades educacionais especiais; A informática aplicada à Educação Especial; Arte-educação aplicada à Educação Especial da diferença. Piracicaba: Unimep, 1993. FONSECA, V. Educação Especial. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. MAZZOTA, M. J. S. Fundamentos de educação especial. São Paulo: Pioneira, 1973. MANTOAN, M. T. E. e col. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon, 148 1977. MANZINI, E. J.; BRANCATTI, P. R. Educação especial e estigma: corporeidade, sexualidade e expressão artística. Marília: UNESP, 1999. OMOTE, S. Perspectivas para conceituação de deficiências. Revista brasileira de educação especial, 2(1), p.127-36, 1996. Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência: Decreto 3298. Brasília, 1999. SOIFER, R. Psiquiatria 149 Local Pedagogia (licenciatura BAUR Depto de Ed. U Especial Carga horária 68h 4º ano Educação inclusiva Disciplina infantil operativa Porto Alegre: Artes Médicas, 1984 Ementa Objetivos Conteúdo Avaliação Bibliografia programático Básica Estudos para uma Analisar as Aspectos históricos Provas escritas; BAPTISTA, reflexão critica sobre questões e conceituais do Relatórios Claudia. as Políticas Publicas conceituais processo de individuais Diálogo e referente a (filosófico-éticosobre os temas concentração inclusão; diversidade do na ação políticas) relativas Caracterização dos estudados; alunado com NEE; ao processo de educativa: Relatórios diversos tipos de Estudo sobre grupais sobre os algumas inclusão deficiência, altas Tecnologias reflexões sobre temas educacional; habilidades e Assistivas e a Propor alternativas condutas típicas; uma pedagogia relação com pedagógicas das diferenças. Políticas de mediação (programa e ações) Atendimento aos Projeto – Revista de pedagógica e a para o atendimento alunos com Educação. utilização de seu uso educacional de necessidades Porto Alegre, especifico na rea da alunos com educacionais v.5, n.7, p. 25educação especial. A necessidades especiais; 34, 2003. educação inclusiva e especiais em sala de Concepções de BRASIL, Lei currículo a ação educativa: aula; nº 9394, de 20 considerando a suportes necessários Debater pressupostos de Dezembro diversidade do e estratégias de teóricos e praticas de 1996. alunado com NEE intervenção para que envolvam a Estabelece as na escola; salas de aula construção de uma Educação inclusiva diretrizes e inclusivas. As bases da atividades didáticas educação inclusiva e a ação educativa: suportes necessários Educação serão realizadas e estratégias de Nacional. interdisciplinarmente COLL, C.P; intervenção. com os demais PALÁCIOS, J; Eixos e com a e MARCHESI, Pratica Pedagógica, 150 Local Pedagogia (licenciatura MARI Dpart de Ed. LIA Especial Pedagogia Carga horária 30h 1º ano Ementa A diversidade como patrimônio da humanidade. A diversidade e o enfrentamento das demandas do meio e da vida moderna. A natureza das diferenças: diferenças devidas á variabilidade intrínseca da espécie humana, diferenças devidas ás variações nas condições etnoculturais e sociais, e Disciplina Diversidade, Diferença e Deficiências eixo articulador do curso. P.Tendências futuras na Educação inclusiva. In: STOBAUS C.D.; MOSQUERA, J.J.M. Educação Especial: em direção á escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS. 2003 Objetivos Conteúdo Avaliação Bibliografia programático Básica Compreender a Diversidade; Participação nas AMARAL, L. diversidade como Diversidade como aulas Conhecendo a fenômeno natural e patrimônio natural Avaliação deficiência. escrita socialmente da humanidade; São Paulo: construído; O dilema da Rode editorial, Compreender a diversidade: 1995. AQUINO, J. origem e individuais x Diferença e historicidade das coletivo. Preconceito na diferenças no Diferenças escola. São individuais, grupais, mundo Paulo: culturais e étnicas. contemporâneo; Summus Reações ás Compreender as Editorial, 1198. deficiências como diferenças; Tratamento das BECKER, H. fenômeno sócioUma teoria da cultural, sobreposto diferenças na história da ação coletiva. ou não a condição 151 diferenças devidas á patologias. A construção social das diferenças e deficiências. O desvio, o estigma e os mecanismos de controle social médias incapacitadoras, e analisar as condições associadas ao seu tratamento; Compreender os modelos teóricos do estudo das deficiências . Analisar criticamente, á luz dos conceitos adquiridos, á pratica corrente de educação e reabilitação dos deficientes O lugar das diferenças, patologia, desvios e estigmas; A deficiência como fenômeno socialmente construído; A construção da identidade social do deficiente; Os mecanismos institucionais de exclusão do deficiente; Estigma e controle social. A importância de dos modelos Área, irensidade e extensão de comprometime ntos. Conceito de deficiências; Deficiências humanidade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977. GOFFMAN, E. Estigma. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. Omote, S. Estigma. UNESP Marília Publicações/ CAPES, 1999. 152 Local Pedagogia (licenciatura MARI Dpto da LIA Educação Especial Carga horária 75 h 2º ano Ementa Análise sistemática dos fundamentos legais e dos princípios filosóficos que norteiam a proposta de uma Educação Inclusiva. Analise do contexto sócio-político da sociedade brasileira e análise de documentos internacionais, nacionais e do Estado de São Paulo que garantem a educação como direito inalienável de todo pessoa, sem discriminação de qualquer ordem e Disciplina Fundamentos da educação Compreender os fundamentos legais que norteiam a educação inclusiva e as determinações legais no âmbito da sociedade brasileira e as políticas educacionais; Analisar os principais conceitos que envolvem a educação inclusiva: Educação para Todos, Educação Especial, Necessidades Educacionais Especiais e Deficiência; Compreender a Objetivos Conteúdo programático Princípios que norteiam a participação do homem comunidade: O principio da igualdade e da diferença, o contexto social da diversidade humana; O contexto sóciopolítico da sociedade brasileira e os grupos minoritários: Direitos Humanos no Brasil, Processos Sociais de Exclusão; teóricos de estudo das deficiências; O modelo centrado no deficiente; O modelo centrado no meio O modelo interacionista. Avaliação teórica, Análise dos documentos, Participação nas aulas Avaliação Bibliografia Básica ARANHA, M.S. F. Inclusão Social e Municipalizaçã o. In: Manzini, E.J. Educação especial : temas atuais. Marília: UNESP: Marília Publicações , 2000. ARANHA, M. S. F. Garantindo o acesso e a permanência de todos os alunos na 153 tomam providencias sobre a organização da Educação Especial na Educação Básica. Análise histórica e dos paradigmas do atendimento educacional das pessoas com deficiência .Esclarecimento conceitual de educação especial e educação inclusiva. Historia da Educação Especial e os paradigmas de atendimento ás pessoas com deficiência e sua relação com a proposta de uma Educação Inclusiva Inslusão social e educação: a reversão do processo de exclusão. Resgate histórico da concepções de deficiência e Paradigmas de atendimento ás pessoas com deficiência: Institucionalização, Serviços, suporte. Discussão Conceitual: Educação Especial , Integração educacional, educação inclusiva. Políticas de Inclusão: Conceito de inclusão: social e educacional, Educação especial e inclusão, Educação Inclusiva. Políticas Públicas e Fundamentação legal: Documentos legais vigentes, diretrizes que norteiam a escola: alunos com necessidades educacionais especiais – visão histórica. Brasília: MEC/SEESP/S ORRI, 2000. BRASIL, Constituição Federativa do Brasil. 1988 BRASIL. Minsitério da Ação Social. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Declaração de Salamanca e loinhas de ação sobre necessidades educacionais especiais. Brasília: MAS/ CORDE, 1994 154 Local Pedagogia (licenciatura MARI Dpto de Ed. LIA Especial Carga horária 30 h/ 4º ano Ementa Esta disciplina conceitua os diferentes tipos de deficiência e aborda os principais norteadores da Educação Especial, examinando diferentes modalidades de atendimento educacional destinadas a deficientes Disciplina Fundamentos da Educação Especial Conteúdo programático Objetivos Gerais; Conceituação de Identificar deficiência e suas diferentes implicações concepções de educacionais; deficiências as Diferentes classificações necessidades utilizadas e as especiais: Deficiência física: diferentes não sensoriais, modalidades de atendimento e suas sensoriais – deficiência auditiva, implicações na deficiência visual atuação em Educação Especial. Deficiência mental, Múltiplas Objetivos deficiências, específicos: Relacionar a Distúrbios de concepção de aprendizagem, deficiências do superdotados; Breve histórico professor e sua sobre a Educação atuação. Distinguir as Especial - Brasil – diferentes São Paulo Diretrizes de terminologias utilizadas em Educação Especial Educação Especial. – conhecimento e Reconhecer as analise; Alternativas de diferentes categorias utilizadas atendimento ás Objetivos prática da Educação Especial. Bibliografia Básica Participação em BRASIL. Lei aulas, trabalho 9394/96, 20 de final com dez. 1996. pesquisa de Estabelece as campo, provas diretrizes e escritas e bases da mensais, educação apresentação de Nacional. trabalhos Diário Oficial escritos. da união. Brasília, nº 248, 23 dez.1996. BRASIL.Decre to 3298/99, 20 dez.1999. Regulamenta a Lei nº 7853, 24 dez. 1989, dispõe sobre a Política nacional para integração da Pessoa Portadora de deficiência, consolida as normas de Avaliação 155 Local Pedagogia (licenciatura Dpt de Educação Especial Carga horária 45h/ 3ºano Língua Brasileira de Sinais Disciplina Objetivos Necessidades Educacionais Especiais; O papel do professor de Educação Especial no ensino inclusivo. Conteúdo programático A disciplina propõe Propiciar aos alunos A lei 10436 de a iniciar estudos conhecimentos 2002 sobre a Língua teóricos e práticos Resgate histórico da educação dos surdos Brasileira de Sinais, básicos para e da língua de bem como a estabelecer Ementa para classificação das necessidades especiais Distinguir diferentes tipos da organização de serviços educacionais em Educação Especial. Conhecer legislação vigente sobre Educação Especial no estado de São Paulo. A avaliação será continua. Todas as atividades desenvolvidas pelos alunos Avaliação proteção, e dá outras providencias. Diário oficial da União. Brasília, nº 243, seção I, 1999. FERREIRA, J. R. A exclusão da diferença. São Paulo: Ed. da UNIMEP, 1993. JANUZZI, G. a luta pela educação do deficiente no Brasil. São Paulo: Cortez, 1985. MAZZOTA. M. J. da. Fundamentos de Educação Especial. SP: Pioneira, 1982. Bibliografia Básica 156 aquisição do seu vocabulário básico, oferecendo ferramentas para o futuro professor estabelecer comunicação com alunos surdos usuários da língua de sinais, contribuindo para o seu processo de ensino e de aprendizagem. Trata assim de preparar o professor para atuar numa perspectiva de educação inclusiva. comunicação com individuo surdo, através da produção de sinais. sinais; O papel da Libras na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; Estrutura lingüística da libras; Variação lingüística – dialetos; Iconicidade e arbitrariedade; Aspectos estruturais; Estrutura sintática e formação de palavras; Sistema de transição e notação da Libras; Discussão sobre Políticas atuais na legalização da Libras; Sensibilização: dificuldades do surdo na comunicação da Libras no dia a dia com os ouvintes; Postura para comunicação em Libras Alfabeto datilológico; receberão avaliação, prova final envolvendo o conteúdo do curso. 157 Local Pedagogia Carga (licenciatura horária UNIV Semi60 h ESP presencial Ementa Análise e conhecimento da LIBRAS.Característi ca Físicas e da aprendizagem de Pessoas com Surdez. Compreensão das mudanças necessárias no ambiente educacional para favorecer a Inclusão, Proposta bilíngüe. Prática de LIBRAS e desenvolvimento da expressão visual- Disciplina Língua de Sinais Conteúdo programático Estudar a LIBRAS Conceituação da e suas surdez: visão clinica características patológica e sóciobásicas; antropológica; Analisar a Conhecimento importância da sobre a legislação Inclusão de pessoas que assegure a com surdez na rede educação da Pessoa regular de ensino; com surdez Estudar o Decreto Característica do desenvolvimento da Presidencial Nº Pessoa com Surdez 5626/05 que O papel da Libras regulamenta a Lei na formação da nº 10.436/02 que identidade do surdo dispõem sobre na sociedade LIBRAS como disciplina curricular inclusiva; Objetivos Sinalizando a comunicação em Libras nos contextos: Nomes, sinais pessoais, cumprimentos, línguas, profissões, indicativos, calendário, tempo, materiais escolares, cores, frutas, lugares, famílias e verbos. Bibliografia Básica O aluno será DAMASIO, avaliado por Mirlene meio de: Ferreira Avaliações Macedo. presenciais Arendiemento escritas; educacional De teses escritos especializado: online Pessoa com disponibilizados surdez. In: na plataforma Formação WEB, sobre os Continuada a assuntos em distancia de pauta no professores transcorrer da para o disciplina; Atendimento Atividades de Educacional estudos Especializado. Avaliação 158 espacial obrigatória em todos os cursos de licenciatura, em nível médio e superior, visando á formação de professores para o exercício do magistério[...]; Identificar a diversidade lingüística e cultural dos alunos e estudar a proposta bilíngüe; Analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir Introdução a estrutura lingüística da Libras; Compreensão sobre o Oralismo, Bilingüismo e comunicação Total; Pratica de Libras. Leitura, analises e discussão de textos teóricos; Realização de pesquisas junto ás informações de ensino para que os alunos tenham contato com a realidade e possam preparar-se para o trabalho pedagógico; Prática da Libras. desenvolvidas em Portifólio WEB. Acesso e participação em fórum de discussão temática; Acesso e participação em CHAT para duvidas e ou esclarecimentos sobre os conteúdos e/ou atividades de formação e Atividades complementares de estudos a serem apresentadas no portifólio individual web desenvolvidos a partir da programação televisiva desenvolvida para esse fim. A avaliação será contínua, diagnóstica e formativa Brasília: SEESP/SEED/ MEC, 2007. Decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: MEC, 1998. Língua Brasileira de Sinais. Brasileira: SEESP/MEC, 1998, QUADROS, Ronice Mulher de. Língua de Sianis brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. SACKS, Oliver W. Vendo Vozes: Uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia da letras, 1998. SKLIAR , Carlos . a 159 considerando: A freqüência e a participação dos alunos nos diferentes atividades de ensino e trabalhos propostos, via análise de ferramentas da plataforma de aprendizagem virtual; Organização e desenvolviment o de seminários e trabalhos em grupo; - Compreensã o e domínio do conteúdo trabalhado; Leitura, síntese e discussão dos textos solicitados; Avaliação do comprometimen to do aluno nas diversas atividades da disciplina; Avaliação POKER, Rosimar DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar de Pessoa com Surdez: uma proposta inclusiva. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2005. 117 p. Tese de Doutorado. BIBLIOGRA FIA COMPLEME NTAR: surdez: uma olhar sobre as duferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. 160 contínua e final da disciplina. O rendimento do aluno deverá expressar o cumprimento do mínimo de freqüência exigido no curso eo aproveitamento não inferior a 5,0 (cinco) em cada atividade proposta Revista Revista Brasileira de Educação Especial. Marília/São Carlos. QUADROS, Ronice Müller de. O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2001. Bortolini. Troca simbólica e desenvolviment o cognitivo em crianças surdas: uma proposta de intervenção educacional. UNESP, 2001. 363p. Tese de Doutorado. 161 Local Pedagogia Carga Disciplina (licenciatura horária Presid 75 horas Ementa Conteúdo programático Discutir o papel História da Objetivos SCHLÜNZEN, E.T.M. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizad oe significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000 Avaliação Bibliografia Básica Os alunos serão ALMEIDA, SASSAKI, R.K. Inclusão – construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. Inclusão. MEC/Brasília. 162 ente Prude nte (20 a distância e 55 presenci ais O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; A Internet como recurso pedagógico. Exploração, análise de softwares; Softwares educacionais: Abordagem construcionista. As Tecnologias da Informação e Comunicação no processo ensino e aprendizagem: Abordagem instrucionista; Informática Aplicada a Educação; Instigar o O computador no educador a contexto escolar e perceber que a mudanças de Refletir sobre a necessidade de mudança no ambiente escolar, na grade curricular e no desenvolviment o das atividades do educador para que haja um respeito as diferenças e uma educação de qualidade para todos; do educador no processo ensino e aprendizagem dos alunos na sociedade da informação ou do conhecimento, articulando o uso das TIC para um novo fazer pedagógico; a freqüência e participação em sala e no TelEdu (forum) nas aulas durante as reflexões.; entrega e postagem do material proveniente das atividades sugeridas; elaboração, apresentação oral e postagem (escrita) de uma proposta de um projeto de trabalho com o uso da tecnologia no atendimento educacional inclusivo; o avaliados a cada encontro, construindo-se um portfólio individual e do grupo, de acordo com os seguintes critérios: SCHLÜNZEN, E.T.M. PELLANDA, N.M.C.; SCHLÜNZEN, E.T.M.; SCHLÜNZEN, K.Jr. (org). Inclusão Digital: Tecendo Redes Afetivas/Cogni tivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. MANTOAN, M.T.E. (Org.) Pensando e fazendo educação de qualidade. São Paulo: UNICAMP /NIED, 2000. M.E. Educação, Projetos, Tecnologia e Conhecimento. São Paulo: Proem, 2001. 163 Possibilitar vivência e reflexão sobre a escolha, análise e uso de softwares e da internet na Educação Examinar, refletir e discutir sobre o uso das TIC no processo ensino e aprendizagem; melhor estratégia para a nova prática pedagógica é o desenvolviment o de projetos; com O papel e a postura do professor e do aluno em ambientes enriquecidos pela tecnologia. Trabalho Projetos; A mediação pedagógica e o uso da tecnologia: paradigma, procurando um reconstrução para uma escola inclusiva, por meio de um novo fazer pedagógico; desenvolviment o e aplicação do projeto realizado no decorrer do curso; a autoavaliação de cada educado, constando de uma síntese crítica de seu crescimento pessoal e profissional na disciplina ministrada (memorial reflexivo); Que serão fundamentais para a um processo avaliativo formativo da disciplina Hernandez, F. & Ventura, M. (1998). A organização do currículo por projetos de trabalho: O conhecimento é um caleidoscópio. 5ª Edição, Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizad oe significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000. 164 Moraes, M. C. (2002). Educação a Distância: Fundamentos e práticas. Campinas: Unicamp/Nied. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. 165 Local: Bauru Local: Araraquara Objetivos Pedagogia Carga (licenciatura) horária 69 h 2º ano Disciplina Tópicos que 2. Sensibilizar o aluno quanto aos Educação processos de construção social da caracterizam as unidades Especial deficiência e quanto ao papel do dos programas de educador como agente do processo da ensino: Desvio e estigma: inclusão e uma nova ética frente ao contribuições á portador de necessidades educacionais especiais e ás minorias em geral; conceituação de 3. Introduzir o estudo das necessidades deficiências. A educação na especiais e necessidades educacionais especiais. sociedade moderna e no Brasil: marcos históricos e políticas públicas . A inclusão. Necessidades especiais e necessidades educacionais especiais: noções sobre etiologia, prevenção e modalidade de recursos Ementa Objetivos Pedagogia Carga Disciplina (licenciatura) horária Estudos para uma 1. Analisar as questões conceituais 68h 4º ano Educação (filosófico-ético-políticas) relativas ao reflexão critica sobre as inclusiva processo de inclusão educacional; Políticas Publicas 2. Propor alternativas pedagógicas referente a diversidade (programa e ações) para o atendimento do alunado com NEE; educacional de alunos com Estudo sobre necessidades especiais em sala de Tecnologias Assistivas e aula; a relação com mediação 3. Debater pressupostos teóricos e pedagógica e a Ementa Quadro para análise dos cursos que contemplam a disciplina de libras. 166 Local: Marília A A diversidade como patrimônio da humanidade. A diversidade e o enfrentamento das demandas do meio e da vida moderna. A natureza das diferenças: diferenças devidas á variabilidade intrínseca da espécie humana, diferenças devidas ás variações nas condições etno-culturais e sociais, e diferenças devidas á patologias. A construção Ementa utilização de seu uso especifico na rea da educação especial. A educação inclusiva e a ação educativa: suportes necessários e estratégias de intervenção para salas de aula inclusivas. As atividades didáticas serão realizadas interdisciplinarmente com os demais Eixos e com a Pratica Pedagógica, eixo articulador do curso. 1. Compreender a diversidade como fenômeno natural e socialmente construído; 2. Compreender a origem e historicidade das diferenças no mundo contemporâneo; 3. Compreender as deficiências como fenômeno sócio-cultural, sobreposto ou não a condição médias incapacitadoras, e analisar as condições associadas ao seu tratamento; 4. Compreender os modelos teóricos do estudo das deficiências . 5. Analisar criticamente, á luz dos conceitos adquiridos, á pratica Objetivos praticas que envolvam a construção de uma educação inclusiva. Pedagogia (licenciatura) Depto de Ed. Especial- Carga horária 30h 1º ano Diversidade, Diferença e Deficiências Disciplina - 1 167 B Análise sistemática dos fundamentos legais e dos princípios filosóficos que norteiam a proposta de uma Educação Inclusiva. Analise do contexto sócio-político da sociedade brasileira e análise de documentos internacionais, nacionais e do Estado de São Paulo que garantem a educação como direito inalienável de todo pessoa, sem discriminação de qualquer ordem e tomam providencias sobre a organização da Educação Especial na Educação Básica. Análise histórica e dos paradigmas do atendimento educacional das pessoas com Ementa social das diferenças e deficiências. O desvio, o estigma e os mecanismos de controle social. Pedagogia (licenciatura) 1. Compreender os fundamentos legais Depto de Ed. que norteiam a educação inclusiva e as Especialdeterminações legais no âmbito da sociedade brasileira e as políticas educacionais; 2. Analisar os principais conceitos que envolvem a educação inclusiva: Educação para Todos, Educação Especial, Necessidades Educacionais Especiais e Deficiência; 3. Compreender a Historia da Educação Especial e os paradigmas de atendimento ás pessoas com deficiência e sua relação com a proposta de uma Educação Inclusiva Objetivos corrente de educação e reabilitação dos deficientes. Carga horária 75 h 2º ano Fundamentos da educação Inclusiva Disciplina 168 D C Objetivos Pedagogia (licenciatura) Dpto de Ed. Especial Carga horária 45 h/ 1º ano Esta disciplina 1. Objetivos Gerais; Identificar Dpto de conceitua os diferentes diferentes concepções de deficiências Educação tipos de deficiência e Especial as classificações utilizadas e as aborda os principais diferentes modalidades de atendimento norteadores da Educação e suas implicações na atuação em Especial, examinando Educação diferentes modalidades Especial. de atendimento Objetivos específicos: educacional destinadas 1. Relacionar a concepção de a deficientes. deficiências do professor e sua atuação. 30 h/ 4º ano Construção social das 1. Instrumentalizar o aluno a identificar, diferenças e dos na escola que trabalha, barreiras que ambientes. Concepções impeçam ao aluno em termos de e princípios do desenho deslocamento, circulação, universal. Concepção de comunicação e uso de equipamentos e desenvolvimento recursos. inclusivo. Acessibilidade e inclusão. Avaliação da acessibilidade. Adaptações nas metas, recursos, estratégias e avaliaçãoes. Ementa Objetivos Pedagogia Carga (licenciatura) horária deficiência .Esclarecimento conceitual de educação especial e educação inclusiva. Ementa Fundamentos da Educação Especial Disciplina Desenho universal, acessibilidade e adaptações Disciplina 169 Presidente Prudente E Objetivos A disciplina propõe a 1. Propiciar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos básicos para iniciar estudos sobre a estabelecer comunicação com Língua Brasileira de individuo surdo, através da produção Sinais, bem como a de sinais. aquisição do seu vocabulário básico, oferecendo ferramentas para o futuro professor estabelecer comunicação com alunos surdos usuários da língua de sinais, contribuindo para o seu processo de ensino e de aprendizagem. Trata assim de preparar o professor para atuar numa perspectiva de educação inclusiva. Ementa Objetivos Ementa 2. Distinguir as diferentes terminologias utilizadas em Educação Especial. 3. Reconhecer as diferentes categorias utilizadas para classificação das necessidades especiais 4. Distinguir diferentes tipos da organização de serviços educacionais em Educação Especial. 5. Conhecer legislação vigente sobre Educação Especial no estado de São Paulo. Pedagogia Carga (licenciatura) horária Pedagogia Carga (licenciatura) horária Depto de 45h/ 3º Edu. Especial Disciplina LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAS Disciplina 170 UNIVESP - SP Análise e conhecimento da LIBRAS.Característica Físicas e da aprendizagem de Pessoas com Surdez. Compreensão das mudanças necessárias no ambiente educacional para favorecer a Inclusão, Proposta bilíngüe. Prática de LIBRAS e desenvolvimento da expressão visualespacial. Ementa 1. Estudar a LIBRAS e suas características básicas; 2. Analisar a importância da Inclusão de pessoas com surdez na rede regular de ensino; 3. Estudar o Decreto Presidencial Nº 5626/05 que regulamenta a Lei nº 10.436/02 que dispõem sobre LIBRAS como disciplina curricular obrigatória em todos os cursos de licenciatura, em nível médio e superior, visando á formação de professores para o exercício do magistério[...]; 4. Identificar a diversidade lingüística e cultural dos alunos e estudar a proposta bilíngüe; 5. Analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir uma proposta prática. Objetivos 75 horas/8T Pedagogia Carga (licenciatura) horária 60 horas Dparto de Educação Língua Brasileira de Sinais Libras, Tecnologia da informação e Comunicação na Educação Disciplina 171 Curso Pedagogia Aprofundamento E consta no projeto político pedagógico Núcleo Aprofundamento Optativa Matemática Consta como informática no ensino de matemática no projeto pedagógico Aprofundamento Pedagogia Educação Especial Alunos com necessidades educacionais especiais em classes regulares ensino inclusivo? Disciplina Tomoe Moriya Schlünzen) Libras, Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (Profa. Elisa Tomoe Moriya Schlünzen) Libras, Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (Profa. Elisa 60h C.H 60h 60h 75h 2º termo Termo 2º termo 5 º termo 4º ano/ 7o. e 8o. Termo Vespertino e noturno Período Vespertino e noturno Vespertino Vespertino e noturno Letras Optativa Educação Especial e Educação 1º semestre Considerando que o eixo de formação em Educação Especial faz parte da estrutura curricular dos alunos do curso de Pedagogia ingressantes até 2006, esclarecemos que as disciplinas do referido eixo serão oferecidas até o ano letivo de 2012,... Neste curso existem um Esclarecimento sobre o eixo de Educação Especial: Campus UNESP/Araraquara Presidente Prudente Pesquisa sobre a incidência da disciplina de libras nos Campus da UNESP do Estado de São Paulo C.H Campus Curso Núcleo Disciplina Termo Período 172 Campus UNESP/Marilia Campus UNESP/ Bauru Campus UNESP/Assis Curso Pedagogia psicologia e inclusão EDUCACIONAL Disciplina Aprofundamentos Educação Grade Curricular Especial e PPP Núcleo Está na grade curricular Psicologia educação inclusiva Atividades articuladores Disciplina optativa Disciplina Inclusiva Núcleo Núcleo Nada consta Na estrutura curricular, PPP, Programa de Ensino Nada consta Nada consta Na estrutura curricular, PPP, Programa de Ensino Psicologia Curso Pedagogia Psicologia Curso Letras C.H 300h 30h C.H 68h C.H Termo 4º ano 7º termo Termo 8º termo Termo Período noturno Período noturno Período Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina Cidade Departamento Carga horária Disciplina UNIVESP Semi-presencial 60 h Língua de Sinais Presidente Prudente Análise e conhecimento da LIBRAS.Característica: Físicas e da aprendizagem de Pessoas com Surdez. Compreensão das mudanças necessárias no ambiente educacional para favorecer a Inclusão, Proposta bilíngüe. Prática de LIBRAS e desenvolvimento da expressão visual-espacial. Curso 07 Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 06 Marília Educação Especial 45h (3ºano) Língua Brasileira de Sinais A disciplina propõe a iniciar estudos sobre a Língua Brasileira de Sinais, bem como a aquisição do seu vocabulário básico, oferecendo ferramentas para o futuro professor estabelecer comunicação com alunos surdos usuários da língua de sinais, contribuindo para o seu processo de ensino e de aprendizagem. Trata assim de preparar o professor para atuar numa perspectiva de educação inclusiva. Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 05 Marília Educação Especial 30 h (4º ano) Fundamentos da Educação Especial Esta disciplina conceitua os diferentes tipos de deficiência e aborda os principais norteadores da Educação Especial, examinando diferentes modalidades de atendimento educacional destinadas a deficientes. Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 04 Marília Educação Especial 30h (1º ano) Diversidade, Diferença e Deficiências A diversidade como patrimônio da humanidade. A diversidade e o enfrentamento das demandas do meio e da vida moderna. A natureza das diferenças: diferenças devidas á variabilidade intrínseca da espécie humana, diferenças devidas ás variações nas condições etno-culturais e sociais, e diferenças devidas á patologias. A construção social das diferenças e deficiências. O desvio, o estigma e os mecanismos de controle social. Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 03 Marília Educação Especial 75 h (2º ano) Fundamentos da educação Inclusiva Análise sistemática dos fundamentos legais e dos princípios filosóficos que norteiam a proposta de uma Educação Inclusiva. Analise do contexto sócio-político da sociedade brasileira e análise de documentos internacionais, nacionais e do Estado de São Paulo que garantem a educação como direito inalienável de todo pessoa, sem discriminação de qualquer ordem e tomam providencias sobre a organização da Educação Especial na Educação Básica. Análise histórica e dos paradigmas do atendimento educacional das pessoas com deficiência. Esclarecimento conceitual de educação especial e educação inclusiva. Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 02 Bauru Educação Especial 68h (4º ano) Educação Inclusiva Estudos para uma reflexão critica sobre as Políticas Publicas referente a diversidade do alunado com NEE; Estudo sobre Tecnologias Assistivas e a relação com mediação pedagógica e a utilização de seu uso especifico na área da educação especial. A educação inclusiva e a ação educativa: suportes necessários e estratégias de intervenção para salas de aula inclusivas. As atividades didáticas serão realizadas interdisciplinarmente com os demais Eixos e com a Pratica Pedagógica, eixo articulador do curso. Curso Cidade Departamento Carga horária Disciplina 01 Araraquara Psicologia da Educação 69 h (2º ano) Educação Especial Desvio e estigma: contribuições á conceituação de deficiências. A educação na sociedade moderna e no Brasil: marcos históricos e políticas públicas. A inclusão. Necessidades especiais e necessidades educacionais especiais: noções sobre etiologia, prevenção e modalidade de recursos. EMENTA LEVANTAMENTO DOS PLANOS DE ENSINO DOS CAMPUS SELECIONADOS; 173 Presidente Prudente Educação 75 horas (20 a distância e 55 Libras, Tecnologia da Informação e comunicação na educação presenciais) Na disciplina será proporcionado aos alunos um espaço para que eles possam realizar uma reflexão sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com intuito de instigar cada um a perceber as mudanças necessárias no ambiente educacional. Além disso, oportunizar como adquirir um novo fazer pedagógico para criar um ambiente Construcionista, Contextualizado e Significativo – CCS para que se possa trabalhar com as diferenças, visando uma educação de qualidade para todos. 08 174 Analisar as questões conceituais (filosófico-ético-políticas) relativas ao processo de inclusão educacional; Propor alternativas pedagógicas (programa e ações) para o atendimento educacional de alunos com necessidades especiais em sala de aula;Debater pressupostos teóricos e praticas que envolvam a construção de uma educação inclusiva. Curso 02 Propiciar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos básicos para estabelecer comunicação com individuo surdo, através da produção de sinais. Discutir o papel do educador no processo ensino e aprendizagem dos alunos na sociedade da informação ou do conhecimento, articulando o uso das TIC para um novo fazer pedagógico; Refletir sobre a necessidade de mudança no ambiente escolar, na grade curricular e no desenvolvimento das atividades do educador para que haja um respeito as diferenças e uma educação de qualidade para todos; Instigar o educador a perceber que a melhor estratégia para a nova prática pedagógica é o desenvolvimento de projetos; Examinar, refletir e discutir sobre o uso das TIC no processo ensino e aprendizagem; Possibilitar vivência e reflexão sobre a escolha, análise e uso de softwares e da internet na Educação. Curso 08 Curso Estudar a LIBRAS e suas características básicas; Analisar a importância da Inclusão de pessoas com surdez na rede regular de ensino; Estudar o Decreto Presidencial Nº 5626/05 que 07 regulamenta a Lei nº 10.436/02 que dispõem sobre LIBRAS como disciplina curricular obrigatória em todos os cursos de licenciatura, em nível médio e superior, visando á formação de professores para o exercício do magistério[...]; Identificar a diversidade lingüística e cultural dos alunos e estudar a proposta bilíngüe; Analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir. Curso 06 Curso Objetivos Gerais; Identificar diferentes concepções de deficiências as classificações utilizadas e as diferentes modalidades de atendimento e suas implicações na atuação em Educação 05 Especial. Objetivos específicos: Relacionar a concepção de deficiências do professor e sua atuação. Distinguir as diferentes terminologias utilizadas em Educação Especial. Reconhecer as diferentes categorias utilizadas para classificação das necessidades especiais. Distinguir diferentes tipos da organização de serviços educacionais em Educação Especial. Conhecer legislação vigente sobre Educação Especial no estado de São Paulo. Curso Compreender a diversidade como fenômeno natural e socialmente construído; Compreender a origem e historicidade das diferenças no mundo contemporâneo; Compreender as 04 deficiências como fenômeno sócio-cultural, sobreposto ou não a condição médias incapacitadoras, e analisar as condições associadas ao seu tratamento; Compreender os modelos teóricos do estudo das deficiências .Analisar criticamente, á luz dos conceitos adquiridos, á pratica corrente de educação e reabilitação dos deficientes. Curso Compreender os fundamentos legais que norteiam a educação inclusiva e as determinações legais no âmbito da sociedade brasileira e as políticas educacionais; Analisar os principais 03 conceitos que envolvem a educação inclusiva: Educação para Todos, Educação Especial, Necessidades Educacionais Especiais e Deficiência; Compreender a Historia da Educação Especial e os paradigmas de atendimento ás pessoas com deficiência e sua relação com a proposta de uma Educação Inclusiva. 1. Sensibilizar o aluno quanto aos processos de construção social da deficiência e quanto ao papel do educador como agente do processo da inclusão e uma nova ética frente ao portador de necessidades educacionais especiais e ás minorias em geral; 2. Introduzir o estudo das necessidades especiais e necessidades educacionais especiais. Curso 01 Objetivos 175 Curso História da Informática Aplicada a Educação; As Tecnologias da Informação e Comunicação no processo ensino e aprendizagem: Abordagem instrucionista; Softwares educacionais: 08 Abordagem construcionista. Exploração, análise de softwares; A Internet como recurso pedagógico. O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; A mediação pedagógica e o uso da tecnologia: Trabalho com Projetos; O papel e a postura do professor e do aluno em ambientes enriquecidos pela tecnologia. Curso Conceituação da surdez: visão clinica patológica e sócio-antropológica; Conhecimento sobre a legislação que assegure a educação da Pessoa com surdez . Característica do 07 desenvolvimento da Pessoa com Surdez; O papel da Libras na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; Introdução a estrutura lingüística da Libras; Compreensão sobre o Oralismo, Bilingüismo e comunicação Total; Pratica de Libras. Leitura, analises e discussão de textos teóricos; Realização de pesquisas junto ás informações de ensino para que os alunos tenham contato com a realidade e possam preparar-se para o trabalho pedagógico; Prática da Libras. Curso A lei 10436 de 2002. Resgate histórico da educação dos surdos e da língua de sinais; O papel da Libras na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; Estrutura lingüística 06 da libras; Variação lingüística – dialetos; Iconicidade e arbitrariedade; Aspectos estruturais; Estrutura sintática e formação de palavras; Sistema de transição e notação da Libras; Discussão sobre Políticas atuais na legalização da Libras; Sensibilização: dificuldades do surdo na comunicação da Libras no dia a dia com os ouvintes; Postura para comunicação em Libras; Alfabeto datilológico; Sinalizando a comunicação em Libras nos contextos: Nomes, sinais pessoais, cumprimentos, línguas, profissões, indicativos, calendário, tempo, materiais escolares, cores, frutas, lugares, famílias e verbos. Curso Conceituação de deficiência e suas implicações educacionais; Diferentes necessidades especiais: Deficiência física: não sensoriais, sensoriais – deficiência auditiva, deficiência visual, 05 Deficiência mental, Múltiplas deficiências, Distúrbios de aprendizagem, superdotados; Breve histórico sobre a Educação Especial - Brasil – São Paulo, Diretrizes de Educação Especial – conhecimento e analise; Alternativas de atendimento ás Necessidades Educacionais Especiais; O papel do professor de Educação Especial no ensino inclusivo. Curso Diversidade; Diversidade como patrimônio natural da humanidade; O dilema da diversidade: individuais x coletivo. Diferenças individuais, grupais, culturais e étnicas. Reações ás 04 diferenças; Tratamento das diferenças na história da humanidade. Deficiências: Conceito de deficiências; Área, irensidade e extensão de comprometimentos. O lugar das diferenças, patologia, desvios e estigmas; A deficiência como fenômeno socialmente construído; A construção da identidade social do deficiente; Os mecanismos institucionais de exclusão do deficiente; Estigma e controle social. A importância de dos modelos teóricos de estudo das deficiências; O modelo centrado no deficiente; O modelo centrado no meio, O modelo interacionista. Curso Princípios que norteiam a participação do homem comunidade: O principio da igualdade e da diferença, o contexto social da diversidade humana; O contexto sócio-político da sociedade 03 brasileira e os grupos minoritários: Direitos Humanos no Brasil, Processos Sociais de Exclusão; Inslusão social e educação: a reversão do processo de exclusão. Resgate histórico da concepções de deficiência e Paradigmas de atendimento ás pessoas com deficiência: Institucionalização, Serviços, suporte. Discussão Conceitual: Educação Especial, Integração educacional, educação inclusiva. Políticas de Inclusão: Conceito de inclusão: social e educacional, Educação especial e inclusão, Educação Inclusiva. Políticas Públicas e Fundamentação legal: Documentos legais vigentes, diretrizes que norteiam a prática da Educação Especial. Aspectos históricos e conceituais do processo de inclusão; Caracterização dos diversos tipos de deficiência, altas habilidades e condutas típicas; Políticas de Atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais; Concepções de currículo considerando a diversidade do alunado com NEE na escola; Educação inclusiva e a ação educativa: suportes necessários e estratégias de intervenção. Curso 02 Curso Fundamentos da Educação Especial: A conceituação de deficiência. Os conceitos de estigma e desvio e sua relação com a educação especial; A Educação Especial no Brasil: marcos 01 históricos e políticas públicas; A inclusão. As Necessidades Especiais e as Necessidades Educacionais Especiais: O portador de deficiência mental; O portador de deficiência sensorial; O portador de deficiência física; O portador de deficiências múltiplas; Altas habilidades; Condutas típicas; A crianças com dificuldades emocionais. Condutas típicas; A crianças com dificuldades emocionais Tópicos de pesquisa e atuação em Educação Especial: Educação, profissionalização e o emprego do portador de necessidades educacionais especiais; A informática aplicada à Educação Especial; Arte-educação aplicada à Educação Especial. Conteúdo programático 176 Provas escritas; Relatórios individuais sobre os temas estudados; Relatórios grupais sobre os temas Avaliação teórica, Análise dos documentos, Participação nas aulas. Participação nas aulas. Avaliação escrita Participação em aulas, trabalho final com pesquisa de campo, provas escritas e mensais, apresentação de trabalhos escritos. A avaliação será continua. Todas as atividades desenvolvidas pelos alunos receberão avaliação, prova final envolvendo o conteúdo do curso. Curso 02 Curso 03 Curso 04 Curso 05 Curso 06 Os alunos serão avaliados a cada encontro, construindo-se um portfólio individual e do grupo, de acordo com os seguintes critérios: a freqüência e participação em sala e no TelEdu (forum) nas aulas durante as reflexões.; entrega e postagem do material proveniente das atividades sugeridas; elaboração, apresentação oral e postagem (escrita) de uma proposta de um projeto de trabalho com o uso da tecnologia no atendimento educacional inclusivo; o desenvolvimento e aplicação do projeto realizado no decorrer do curso; a auto-avaliação de cada educado, constando de uma síntese crítica de seu crescimento pessoal e profissional na disciplina ministrada (memorial reflexivo); Que serão fundamentais para a um processo avaliativo formativo da disciplina Curso 08 Curso O aluno será avaliado por meio de: Avaliações presenciais escritas;De teses escritos online disponibilizados na plataforma WEB, sobre os assuntos em pauta no transcorrer da 07 disciplina;Atividades de estudos desenvolvidas em Portifólio WEB. Acesso e participação em fórum de discussão temática; Acesso e participação em CHAT para duvidas e ou esclarecimentos sobre os conteúdos e/ou atividades de formação e Atividades complementares de estudos a serem apresentadas no portifólio individual web desenvolvidos a partir da programação televisiva desenvolvida para esse fim. A avaliação será contínua, diagnóstica e formativa considerando: A freqüência e a participação dos alunos nos diferentes atividades de ensino e trabalhos propostos, via análise de ferramentas da plataforma de aprendizagem virtual; Organização e desenvolvimento de seminários e trabalhos em grupo; Compreensão e domínio do conteúdo trabalhado; Leitura, síntese e discussão dos textos solicitados; Avaliação do comprometimento do aluno nas diversas atividades da disciplina; Avaliação contínua e final da disciplina. O rendimento do aluno deverá expressar o cumprimento do mínimo de freqüência exigido no curso e o aproveitamento não inferior a 5,0 (cinco) em cada atividade proposta A avaliação do desempenho do aluno será contínua e cumulativa, e a nota final obtida através da soma dos seguintes itens: avaliação individual por escrito (0-5)ao final do semestre; avaliações parciais de Curso 01 Avaliação 177 COLL, C.; PALÁCIOS, J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. (Necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar, 3). BECKER, H. Uma teoria da ação coletiva. Rio de Janeiro: Zahar, 1977. BAPTISTA, Claudia. Diálogo e concentração na ação educativa: algumas reflexões sobre uma pedagogia das diferenças. Projeto – Revista de Educação. Porto Alegre, v.5, n.7, p. 25-34, 2003. ARANHA, M. S. F. Garantindo o acesso e a permanência de todos os alunos na escola: alunos com necessidades educacionais especiais – visão histórica. Brasília: MEC/SEESP/SORRI, 2000. AQUINO, J. Diferença e Preconceito na escola. São Paulo: Summus Editorial, 1198. AMARAL, L. Conhecendo a deficiência. São Paulo: Rode editorial, 1995. BRASIL.Decreto 3298/99, 20 dez.1999. Regulamenta a Lei nº 7853, 24 dez. 1989, dispõe sobre a Política nacional para integração da Pessoa Portadora de deficiência, consolida as BRASIL. Lei 9394/96, 20 de dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação Nacional. Diário Oficial da união. Brasília, nº 248, 23 dez.1996. normas de proteção, e dá outras providencias. Diário oficial da União. Brasília, nº 243, seção I, 1999. Curso 05 Omote, S. Estigma. UNESP Marília Publicações/CAPES, 1999. GOFFMAN, E. Estigma. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. BECKER, H. Uma teoria da ação coletiva. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977. Curso 04 BRASIL. Minsitério da Ação Social. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Declaração de Salamanca e loinhas de ação sobre necessidades educacionais especiais. Brasília: MAS/ CORDE, 1994. BRASIL, Constituição Federativa do Brasil. 1988. ARANHA, M.S. F. Inclusão Social e Municipalização. In: Manzini, E.J. Educação especial: temas atuais. Marília: UNESP: Marília Publicações , 2000. Curso 03 COLL, C.P; PALÁCIOS, J; e MARCHESI, P.Tendências futuras na Educação inclusiva. In: STOBAUS C.D.; MOSQUERA, J.J.M. Educação Especial: em direção á escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS. 2003. BRASIL, Lei nº 9394, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Curso 02 SOIFER, R. Psiquiatria infantil operativa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984. Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência: Decreto 3298. Brasília, 1999. OMOTE, S. Perspectivas para conceituação de deficiências. Revista brasileira de educação especial, 2(1), p.127-36, 1996. MANZINI, E. J.; BRANCATTI, P. R. 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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar de Pessoa com Surdez: uma proposta inclusiva. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2005. 117 p. Tese de Doutorado. SACKS, Oliver W. Vendo Vozes:Uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia da letras, 1998. QUADROS, Ronice Mulher de. Língua de Sianis brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. Língua Brasileira de Sinais. Brasileira: SEESP/MEC, 1998. Decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: MEC, 1998. Curso 07 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, Secretria dos Direitos da Cidadania, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE. Proposta ed Alteração do Projeto de lei no 131 do governo federal, Brasilia, 1996. SÀNCHES, C.M. G. Vida para surdos. Revista Nova Esola, Set.1993. _______________. A surdez. Um olhar sobre a diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. SKLIAR, C. (Org). Atualidades na Educação na educação Bilingue para Surdos. Carlos Skliar, Porto Alegre: Mediação, v. 1 e 2, 1999. GÓES, M. C. Linguagem, Educação e Surdez. Ed. ed, Campinas, SP: Autores Associados, 1999. SOARES, M. A. Educação do surdo no Brasil. Bragança Paulista, SP, Ed. EDUSF: Autores Associados, 1999. SOUZA, R. M. Que palavra que mefalta? O que o surdo e sua linguagem de sinias têm a dizer á linguistiva e á Educação.Campinas, SP, 1996. QUADROS, R. M. Educação de Surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre. artes Médicas, 1997. Dissertação de Mestrado (Un iversidade Federal do Paraná).MOURA, M.C; LORDI, A.C. B;M.C. da C. Lìngua de Sinais e Educação do Surdo.São Paulo: Tec Art, !993. 136 (série de neuropsicologia;v.3). FERNABDES, S.F. Surdez e Linguagens: é possivel um dialogo entre as diferenças? Curitiba, 1998. FERNANDES, E. Problemas linguisticos e cognitivos dos surdos. Rio de Janeiro: AGIR,1990. Curso 06 MAZZOTA. M. J. da. Fundamentos de Educação Especial. SP: Pioneira, 1982. JANUZZI, G. a luta pela educação do deficiente no Brasil. São Paulo: Cortez, 1985. FERREIRA, J. R. A exclusão da diferença. São Paulo: Ed. da UNIMEP, 1993. 179 ALMEIDA, M.E. Educação, Projetos, Tecnologia e Conhecimento. São Paulo: Proem, 2001. MANTOAN, M.T.E. (Org.) Pensando e fazendo educação de qualidade. São Paulo: UNICAMP /NIED, 2000. Moraes, M. C. (2002). Educação a Distância: Fundamentos e práticas. Campinas: Unicamp/Nied. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Hernandez, F. & Ventura, M. (1998). A organização do currículo por projetos de trabalho: O conhecimento é um caleidoscópio. 5ª Edição, Porto Alegre: Editora Artes Médicas. SCHLÜNZEN, E.T.M. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000. PELLANDA, N.M.C.; SCHLÜNZEN, E.T.M.; SCHLÜNZEN, K.Jr. (org). Inclusão Digital: Tecendo Redes Afetivas/Cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. Curso 08 180 181 ANEXOS 182 183 A 184 185 186 187 188 Carga horária 75 horas (20 a distância e 55 presenciais) x Período – vespertino – noturno 15 encontros presenciais Abordagem construcionista. As Tecnologias da Informação e Comunicação no processo ensino e aprendizagem: Abordagem instrucionista; História da Informática Aplicada a Educação; CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Possibilitar vivência e reflexão sobre a escolha, análise e uso de softwares e da internet na Educação. Examinar, refletir e discutir sobre o uso das TIC no processo ensino e aprendizagem; Instigar o educador a perceber que a melhor estratégia para a nova prática pedagógica é o desenvolvimento de projetos; Refletir sobre a necessidade de mudança no ambiente escolar, na grade curricular e no desenvolvimento das atividades do educador para que haja um respeito as diferenças e uma educação de qualidade para todos; Discutir o papel do educador no processo ensino e aprendizagem dos alunos na sociedade da informação ou do conhecimento, articulando o uso das TIC para um novo fazer pedagógico; OBJETIVOS (ao término da disciplina o aluno deverá ser capaz de): x LIBRAS, TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO 189 x x x x x a freqüência e participação em sala e no TelEdu (forum) nas aulas durante as reflexões.; entrega e postagem do material proveniente das atividades sugeridas; elaboração, apresentação oral e postagem (escrita) de uma proposta de um projeto de trabalho com o uso da tecnologia no atendimento educacional inclusivo; o desenvolvimento e aplicação do projeto realizado no decorrer do curso; a auto-avaliação de cada educado, constando de uma síntese crítica de seu crescimento pessoal e profissional na disciplina ministrada (memorial reflexivo); Os alunos serão avaliados a cada encontro, construindo-se um portfólio individual e do grupo, de acordo com os seguintes critérios: AVALIAÇÃO O papel e a postura do professor e do aluno em ambientes enriquecidos pela tecnologia. Trabalho com Projetos; A mediação pedagógica e o uso da tecnologia: O computador no contexto escolar e mudanças de paradigma, procurando uma reconstrução para uma escola inclusiva, por meio de um novo fazer pedagógico; O papel do professor frente as novas tecnologias, procurando propiciar a inclusão escolar; A Internet como recurso pedagógico. Exploração, análise de softwares; Softwares educacionais: 190 Softwares educativos Objetos de Aprendizagem Objetos de Aprendizagem de Libras Vídeos de Informática na Educação Vídeos de Libras Livros (leituras e xerox) Apostilas Filmes BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, M.E. Educação, Projetos, Tecnologia e Conhecimento. São Paulo: Proem, 2001. x x x x x x x x MATERIAIS TelEduc Google e googledoc Objetos Educacionais (BIOE e Portal do Professor) Ambientes Planilha de acompanhamento. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO (colocar peso) Que serão fundamentais para a um processo avaliativo formativo da disciplina. 191 CONVIDADOS Alunos surdos Professores de Libras Valente, J.A. A Espiral da Aprendizagem e as Tecnologias da Informação e Comunicação: Repensando Conceitos. In Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly (Org.) A Tecnologia no Ensino: Implicações para a Aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. LÉVY, P. (1999). Cibercultura. São Paulo: Editora 34. Moraes, M. C. (2002). Educação a Distância: Fundamentos e práticas. Campinas: Unicamp/Nied. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Hernandez, F. & Ventura, M. (1998). A organização do currículo por projetos de trabalho: O conhecimento é um caleidoscópio. 5ª Edição, Porto Alegre: Editora Artes Médicas. SCHLÜNZEN, E.T.M. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000. PELLANDA, N.M.C.; SCHLÜNZEN, E.T.M.; SCHLÜNZEN, K.Jr. (org). Inclusão Digital: Tecendo Redes Afetivas/Cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. MANTOAN, M.T.E. (Org.) Pensando e fazendo educação de qualidade. São Paulo: UNICAMP /NIED, 2000. 192 4. Introdução a estrutura lingüística da LIBRAS; 5. Compreensão sobre o Oralismo, Bilingüismo e Comunicação Total; 6. Prática de LIBRAS (Alfabeto manual ou dactilológico, Sinal, Números, Datas, Dias da Semana, Pessoas, Cores, Matérias Escolares, Natureza, Adjetivos, Alimentação, Família, entre outros). 3. O papel da LIBRAS na formação da identidade do surdo na sociedade inclusiva; CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. Conceituação da surdez: visão clínica patológica e sócio-antropológica; 2. Conhecimento sobre a legislação que assegura a educação da Pessoa com Surdez; 3. Características do desenvolvimento da Pessoa com Surdez; Analisar o contexto de inclusão de pessoas com surdez visando construir uma proposta prática (Projeto). 1) Estudar a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e suas características básicas; 2) Analisar a importância da Inclusão de pessoas com surdez na rede regular de ensino; o o 3) Estudar o Decreto Presidencial N 5626/05 que regulamenta a Lei N 10.436/02 que dispõem sobre LIBRAS como disciplina curricular obrigatória em todos os cursos de licenciatura, em nível médio e superior, visando à formação de professores para o exercício do magistério [...]; 4) Identificar a diversidade lingüística e cultural dos alunos e estudar a proposta bilíngüe; OBJETIVOS: bilíngüe. Prática de LIBRAS e desenvolvimento da expressão visual-espacial. Compreensão das mudanças necessárias no ambiente educacional para favorecer a Inclusão. Proposta Análise e conhecimento da LIBRAS. Características físicas e da aprendizagem de Pessoas com Surdez. EMENTA: CARGA HORÁRIA PREVISTA: 60 h/a IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA: Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) CURSO: PEDAGOGIA UNIVESP PROGRAMA DAS DISCIPLINAS 193 DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar de Pessoa com Surdez: uma proposta inclusiva. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2005. 117 p. Tese de Doutorado. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: SKLIAR, Carlos(org.). Atualidade da educação bilíngüe para surdos. Porto Alegre: Mediação, 1999. 2 v. SKLIAR, Carlos. A Surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998. SACKS, Oliver W. Vendo Vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. QUADROS, Ronice Muller de. Língua de sinais brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. Língua Brasileira de Sinais. Brasília: SEESP/MEC, 1998. Decreto 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: MEC, 2005. DAMÁSIO, Mirlene Ferreira Macedo. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com Surdez. In; Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007. BIBLIOGRAFIA METODOLOGIA O curso buscará integrar teoria e prática, a partir de: - Leituras, análises e discussão de textos teóricos; - Realização de pesquisas junto às instituições de ensino para que os alunos tenham contato com a realidade e possam preparar-se para o trabalho pedagógico; - Prática da LIBRAS. 194 A avaliação será contínua, diagnóstica e formativa considerando: - A freqüência e a participação dos alunos nos diferentes atividades de ensino e trabalhos propostos, via análise de ferramentas da plataforma de aprendizagem O aluno será avaliado por meio de: - Avaliações presenciais escritas; - de testes escritos on line disponibilizados na plataforma WEB, sobre os assuntos em pauta no transcorrer da disciplina; - atividades de estudos desenvolvidas em Portifólio WEB, - acesso e participação em fórum de discussão temática; - acesso e participação em CHAT para dúvidas e ou esclarecimentos específicos sobre os conteúdos e/ou atividades de formação e - atividades complementares de estudos a serem apresentadas no Portifólio individual WEB desenvolvidos a partir da programação televisiva desenvolvida para esse fim. AVALIAÇÃO: SCHLÜNZEN, E.T.M. Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais físicas. São Paulo: Tese de Doutorado, PUC/SP, 2000. SASSAKI, R.K. Inclusão – construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. Revista Inclusão. MEC/Brasília. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília/São Carlos. QUADROS, Ronice Müller de. O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEESP, 2001. POKER, Rosimar Bortolini. Troca simbólica e desenvolvimento cognitivo em crianças surdas: uma proposta de intervenção educacional. UNESP, 2001. 363p. Tese de Doutorado. 195 virtual; - Organização e desenvolvimento de seminários e trabalhos em grupo; - Compreensão e domínio do conteúdo trabalhado; - Leitura, síntese e discussão dos textos solicitados; - Avaliação do comprometimento do aluno nas diversas atividades da disciplina; - Avaliação contínua e final da disciplina. O rendimento do aluno deverá expressar o cumprimento do mínimo de freqüência exigido no curso e o aproveitamento não inferior a 5,0 (cinco) em cada atividade proposta.