Mineração
indústria da
Ano IV - nº 27
Setembro de 2009
André Vieira / Vale
EDIÇÃO ESPECIAL
MINERAÇÃO
É TUDO ISSO!
Educação, arte, cultura,
logística, meio ambiente,
tecnologia, negócios...
Luiz C. Marigo / Vale
Noélia Albuquerque / Vale
Vale
Vale
Mineral Image / Vale
Luiz Braga / Vale
Mineral Image / Vale
São os destaques
da EXPOSIBRAM 2009
e do 13º Congresso
Brasileiro de Mineração
2
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
EDITORIAL
Bem-vindos à
EXPOSIBRAM 2009
Já se passaram dois anos do último grande
encontro do setor mineral em Minas Gerais. E estamos novamente na expectativa de mais quatro
dias repletos de novidades, durante a Exposição
Internacional de Mineração – EXPOSIBRAM 2009
e o 13º Congresso Brasileiro de Mineração. Entre
os dias 21 e 24 de setembro, esperamos receber
a visita de 50 mil pessoas no Expominas, em
Belo Horizonte (MG). Eventos como esses são
muito importantes para nós já que dessa forma,
podemos nos aproximar da comunidade e dos
representantes desse segmento da economia tão
importante para o Brasil que é a mineração.
A cada encontro, novas experiências, novos
amigos, novas parcerias. E o melhor de tudo:
enxergar a mineração como ela é. O número
de pessoas que as atividades minerárias envolvem, os equipamentos gigantescos, a tecnologia
empregada em diversas etapas do processo
mineral, mostram, sem dúvida, a característica
agregadora da mineração. Mais do que isso, ela abraça a comunidade que vive
próxima, ensina a ler e a escrever, a tocar um instrumento, a cuidar da saúde, a
praticar um esporte, a trabalhar, enfim, a exercer a cidadania.
Por isso, como está na capa desta edição, a “Mineração é tudo isso”. Acreditamos
ser ela como das principais atividades produtivas do País e uma das responsáveis
pela melhoria das condições de vida de cada cidadão, que simplesmente não
sobreviveria sem os minérios.
EXPEDIENTE
Indústria da Mineração - Informativo do Instituto Brasileiro de Mineração
DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente: Paulo Camillo Vargas Penna / Diretor de Assuntos Minerários:
Marcelo Ribeiro Tunes / Diretor de Assuntos Ambientais: Rinaldo César Mancin
CONSELHO DIRETOR: Presidente: José Tadeu de Moraes / Vice-Presidente: Luiz Eulálio Moraes Terra
Produção: Profissionais do Texto – www.ptexto.com.br / Jorn. Resp.: Sérgio Cross (MTB3978)
Textos: Carolina Cascão
Sede: SHIS QL 12 Conjunto 0 (zero) Casa 04 – Lago Sul – Brasília/DF – CEP 71630-205
Fone: (61) 3364.7272 / Fax: (61) 3364.7200 – E-mail: [email protected] – Portal: www.ibram.org.br
IBRAM Amazônia: Av Gov. José Malcher, 815 s/ 313/14 – Ed. Palladium Center – CEP: 66055-260 – Belém/PA
Fone: (91) 3230.4066/55 – E-mail: [email protected]
IBRAM - MG: Rua Alagoas, 1270, 10º andar, sala 1001, Ed. São Miguel, Belo Horizonte/MG – CEP 30.130-160
Fone: (31) 3223.6751 – E-mail: [email protected]
Sugestões? Basta enviar um e-mail para [email protected]
Sancionado o
Dia da Mineração
em São Paulo
O governador de São
Paulo, José Serra, sancionou o
Projeto de Lei
(PL) 620/2008,
de autoria do
Deputado João Caramez (PSDB). Este
documento institui o Dia Estadual da Mineração a ser comemorado anualmente
no dia 9 de setembro. O PL foi convertido
na Lei 13.581, publicada no Diário Oficial
no dia 19 de agosto. Caramez também é
Coordenador da Frente Parlamentar de
Apoio à Mineração.
A Frente, composta por mais de 30
deputados e entidades públicas e privadas
do setor, apresentou em 9 de setembro de
2008 o primeiro relatório dos trabalhos
desenvolvidos desde a sua constituição, em
março de 2007. O documento apresenta
um panorama atualizado da mineração
paulista, os principais entraves que afetam
o setor e as propostas para seu desenvolvimento sustentável.
Os dados apresentados no PL, que
reproduzem trechos do relatório, demonstram a importância da mineração paulista
que é voltada, essencialmente, para o
consumo interno, respondendo pelo abastecimento da indústria de transformação,
agricultura e, principalmente, construção
civil. Apesar de a mineração no Estado de
São Paulo não ser de metais ou de pedras
preciosas, considerados minerais nobres e
de alto valor agregado, a base da produção
mineral paulista constitui-se da extração de
areia, cascalho, argilas (comum e plástica)
e de pedras britadas. Segundo o Anuário
Mineral (2006) São Paulo produziu substâncias minerais no valor superior a R$ 2
bilhões, de um total nacional de quase R$
31 bilhões.
Outro ponto relevante destacado é a
produção cerâmica. No Estado corresponde
a mais de 60% da produção brasileira e é
responsável pela geração de 25 mil empregos diretos e 250 mil indiretos.
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Indústria da Mineração
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ENTREVISTA
Eugênio Novaes
PaulO CAMILLO VARGAS PENNA - PRESIDENTE DO IBRAM
EXPOSIBRAM 2009 e
13º Congresso Brasileiro de Mineração
O Presidente do IBRAM, Paulo Camillo Vargas Penna, fala sobre a Exposição Internacional de
Mineração - EXPOSIBRAM 2009 e o 13º Congresso Brasileiro de Mineração - A mineração e novo
cenário socioeconômico. Os eventos, promovidos pelo Instituto, acontecem simultaneamente
entre os dias 21 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
Nas próximas páginas, o leitor terá um panorama sobre o que está programado para os quatro
dias de evento. Espera-se que 50 mil visitantes se atualizem sobre os rumos da mineração e,
também, conferir o que há de mais moderno no setor.
Paulo Camillo, Presidente do IBRAM
Quais são os temas principais que serão
discutidos no 13º Congresso Brasileiro
de Mineração?
Devido ao novo cenário socioeconômico
mundial, tivemos a preocupação de abordar
a mineração nesta fase conturbada. Apesar
disso, as empresas continuam crescendo.
Uma prova é o levantamento, realizado pelo
IBRAM, que prevê investimentos de US$ 47
bilhões até 2013 pelo setor no Brasil.
Dentre os palestrantes o sr. destaca
alguns em especial?
São todos de alto nível, como Anthony Hodge, Presidente do Conselho Internacional de
Mineração e Metais – ICMM (International
Council on Mining and Metals). Outro especialista relevante é o analista de commodities
do banco de investimentos Goldman Sachs,
Paul Gray, que previu no 12º Congresso Brasileiro de Mineração, em 2007, o crescimento
da mineração na China e na Índia.
Há muitos nomes interessantes no Congresso.
Jan Klawitter, Diretor de Mineração e Metais
do Fórum Econômico Mundial, por exemplo,
nos dará uma ideia dos novos caminhos da
mineração global.
O Congresso trará assuntos de legislação
mineral também?
Sim, no Painel Legislação e Política Mineral
para a Atração de Investimentos, no segundo
dia de congresso. James Otto, especialista
em Direito Minerário e Recursos Naturais
(Estados Unidos), ministrará palestra sobre
a política, legislação e tributação na mineração para o século 21. A lei mineral brasileira
precisa de atualizações. E é por esse motivo
que convidamos palestrantes internacionais.
Assim podemos compreender como uma
legislação pode se modernizar a ponto de ser
atraente para os investidores.
As alterações climáticas serão
debatidas?
É um tema importante. As mudanças climáticas vêm sendo colocadas como um dos
maiores desafios deste século a ser enfrentado
pela humanidade. Assuntos relacionados a
inserção da mineração neste novo contexto
e os riscos e oportunidades para o setor serão
apenas alguns assuntos a serem discutidos no
Painel sobre mudanças climáticas. É necessário saber os impactos das mudanças climáticas
no dia a dia das empresas e se a mineração
está preparada para responder ao desafio.
Acredito que teremos algumas respostas durante o Congresso de Mineração.
E sobre os novos mercados de mineração?
Como isso será abordado?
Principalmente em relação aos marcos regulatórios da mineração, como a exploração
de urânio que até hoje é monopólio estatal
no Brasil. O setor mineral vêm lutando pela
flexibilização do monopólio deste minério.
Há outras questões como a exploração em
faixa de fronteira, a mineração em terras
indígenas e no oceano.
O IBRAM tem estabelecido algumas
parcerias com organismos internacionais.
Pode nos citar algum exemplo?
Um exemplo de aliança é a parceria com
o Conselho Internacional de Mineração e
Metais – ICMM, desde 2006. O Conselho
reúne a comunidade global da mineração.
Durante o Congresso de Mineração, o
IBRAM e o ICMM lançarão o livro “Planejamento para o Fechamento Integrado de
Mina: Kit de Ferramentas”. A obra é um
conjunto de diretrizes e de procedimentos
para o planejamento de fechamento de
mina, desenvolvido para auxiliar os gerentes
de minas e os grupos de apoio a tomarem
decisões com base na análise holística dos
aspectos do fechamento.
E a questão dos recursos hídricos na
mineração?
Não existe mineração sem o uso da água,
um bem mineral finito que deve ser usado
de forma racional. Em 2006, lançamos um
livro em parceria com a Agência Nacional de
Águas (ANA), que reuniu cases e trabalhos de
especialistas em torno de soluções e exemplos das empresas mineradoras na gestão
de recursos hídricos. O assunto também
será tema de painel durante o Congresso
Brasileiro de Mineração.
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Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Mudanças Climáticas:
mineradoras podem contribuir
para a redução das emissões globais
Para a temperatura se estabilizar, relatório aponta
a necessidade de limitar a concentração de CO2
De acordo com o 4º relatório do Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas
- IPCC (resultado da parceria entre a Organização Meteorológica Mundial - OMM e o
Programa das Nações Unidas) um aumento
de temperatura acima de 2°C no mundo
pode acarretar consequências desastrosas
para a humanidade, inclusive para a econo-
mia mundial. Diante da situação, reduzir as
emissões globais de Gases de Efeito Estufa
(GEE) representa um grande desafio e mesmo que os países desenvolvidos reduzissem
imediatamente a zero suas emissões, não
seria possível alcançar esta meta global sem
a participação das economias emergentes,
como o Brasil. A mineração terá participação decisiva
na transição para uma economia de baixo
carbono, no sentido de aproveitar novas
oportunidades de negócios e aumentar a
competitividade. Segundo o Diretor de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
da Vale (associada ao IBRAM), Luiz Cláudio
Castro, as mudanças climáticas influenciam na
disponibilidade das tecnologias de geração de
energia e nos padrões de consumo no mundo
o que resulta na substituição de insumos energéticos e de matérias primas para a produção
de bens e produtos. “Como a mineração é a
atividade básica para obter boa parte dessa
matéria prima, incluir o debate a longo prazo
das mudanças climáticas na avaliação estratégica do produtos e serviços é essencial para as
empresas do setor”, explica Castro.
Parque Zoobotânico, administrado pelo Instituto Ambiental Vale, em Parauapebas (PA)
Vale
Na mineração, alterações no clima podem
trazer influências sobre a disponibilidade de
água e afetar as tecnologias e processos que
requerem o uso intensivo deste recurso natural. Além disso, eventos climáticos catastróficos
- como inundações, ampliação do nível dos
mares, maior incidência de furacões – podem
impactar de forma significativa nos custos da
logística de transporte dos minérios.
Castro lembra que nem toda interferência
da natureza na mineração é negativa e merece ser citado o lado positivo - especialmente
na etapa de reabilitação das áreas degradadas: “a capacidade de regeneração natural
da vegetação é maior quando estas áreas
estão próximas a lugares não impactados. Isso
significa que uma extração mineral dentro de
uma floresta nacional ou nas proximidades de
qualquer outro banco genético natural significativo tende a ter uma reabilitação muito mais
Indústria da Mineração
Dario Zalis / Vale
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
rápida que qualquer outra próxima a centros
urbanos, pois é impulsionada pela natureza
preservada ao redor”, exemplifica.
Convenção sobre
Mudança do Clima
No final deste ano, em Copenhague, na
Dinamarca, acontecerá a 15ª Conferência
das Partes da Convenção das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima (COP 15). No encontro, representantes de 200 países discutirão os novos compromissos e incentivos para
a redução das emissões de GEE, como forma
de adaptar aos efeitos das emissões históricas
para o desenvolvimento, o financiamento e a
cooperação tecnológica.
Castro explica que para o Brasil avançar no
debate de baixo carbono é fundamental a estruturação de um sistema previsível e estável
para as questões de mudanças climáticas, pois
“só assim será possível o planejamento das
empresas para atuar neste novo contexto”.
“O Brasil tem um papel de liderança entre
os países emergentes caso defenda a discussão
da adoção de compromissos voluntários de
redução de emissões pelos países emergentes,
respeitando o princípio das responsabilidades
comuns, porém diferenciadas (quem historicamente emitiu mais, terá maior responsabilidade pela redução)”, diz Castro.
Para funcionar efetivamente, o programa
de baixo carbono deverá mobilizar empresas,
governos e a sociedade civil. Para o Diretor de
Meio Ambiente, o Brasil, mais do que qualquer
outro país no mundo, reúne as condições
de liderar a agenda desta nova economia. A
meta de redução do desmatamento em 80%
até 2020, definida pelo Plano Nacional de
Mudanças Climáticas (documento do Governo
brasileiro), dará significativa contribuição para
a redução das emissões globais.
AGENDE-SE
O assunto será tema do Painel “Mudanças
Climáticas e a Mineração: Tendências e Oportunidades”, no dia 23 de setembro, às 16h45, no
auditório I “Domingos Fleury da Rocha”.
Exemplo de preocupação das mineradoras:
revegetação na mina de Carajás
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6
Indústria da Mineração
Dragagem
de Bombas
Submersíveis:
forma de
transporte
eficaz
“Dragflow Bombas” são meios de
transporte que dispensam caminhões,
correias transportadoras e outros
meios mecânicos, que são muito
trabalhosos e exigem manutenção.
Tudo o que se precisa é água e eletricidade ou uma fonte de pressão
hidráulica para operar com êxito. Este
equipamento, fabricado pela empresa
Dragflow, é uma das novidades na
EXPOSIBRAM 2009.
A dragagem desta bomba submersível é capaz de lidar com suspensões
de pedras e areia, transportá-las em
um duto e entregá-las ao destino. A
bomba está incorporada a um dispositivo denominado agitador que pode
suportar o peso dos sólidos.
A empresa Dragflow, de origem
italiana, mas localizada no Canadá, fabrica bombas submersíveis de grande
porte - que podem ser equipadas com
desagregadores hidráulicos. Graças
ao dispositivo agitador, as bombas
colocam em suspensão o material
adquirido para depois compactar os
rejeitos (tailings) no fundo de bacias,
lagos e oceanos. Isso permite o máximo rendimento do material e supera
a produção (toneladas por hora) de
qualquer outra dragagem de sistemas
competitivos.
VISITE
O estande da Dragflow é o C 17,
no Pavilhão do Expominas
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Reforma do Código de
Mineração será assunto de
debate na EXPOSIBRAM 2009
Representantes do Governo e da Indústria Mineral
se encontram durante o 13º Congresso Brasileiro de
Mineração para discutir o marco regulatório do setor
Um dos maiores
marcos regulatórios
do setor, o Código de
Mineração – publicado
em 1967 –, que vem
sendo reformulado pelo
Governo, será assunto de debate no 13º
Congresso Brasileiro de
Mineração.
De acordo com a
Procuradora Jurídica do
Departamento Nacional
de Produção Mineral –
DNPM, Cristina Esteves,
o Governo vem atuando fortemente na
formulação do conjunto de projetos de
lei que prevê a criação de uma agência
reguladora, a permissão à exploração por
estrangeiros na faixa da fronteira e o uso do
direito minerário como garantia aos pedidos
de financiamento bancário.
Segundo ela, o processo de preparação
do material está em andamento, mas não há
previsão da data de apresentação da proposta
no Congresso Nacional. “O código em vigência
atual, no Brasil, é extremamente defasado e não
prevê pontos importantes. A forma de acesso ao
subsolo, por exemplo, tem que ser melhorada. É
uma questão que implica até na sobrevivência.
E, a obrigação do Estado é garantir a socialização
da riqueza”, afirma Cristina.
A Procuradora Jurídica do DNPM será
uma das coordenadoras do Painel “Direito
Mineral Comparado: experiência de outros
países mineradores”, ao lado de Carlos Vilhena, da Pinheiro Neto Advogados, que atua há
mais de 20 anos no setor.
Entraves Clássicos
Algumas questões que têm
sido alvo de críticas estão
relacionadas ao aumento da
Compensação Financeira
pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM.
Isso porque a proposta
apresentada implica na
duplicação do percentual da compensação
financeira e a incidência desta sobre
o valor da mina, do
produto da lavra e não sobre o
faturamento líquido. De um lado, estão os
Parlamentares que pleiteiam a medida, e
de outro, os empresários que argumentam
contra a elevada carga tributária já incidente
sobre os minérios.
Direito Mineral no 13º CBM
Representantes do Governo e da Indústria Mineral aproveitarão o encontro para
discutir as mudanças na legislação, a alteração de regras e procedimentos relacionados
ao setor mineral.
AGENDE-SE
O assunto será discutido no Painel “Direito
Mineral Comparado: experiência de outros
países mineradores”, no dia 23 de setembro,
às 14 horas, no auditório 1 “Domingos Fleury
da Rocha”, no EXPOMINAS.
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Indústria da Mineração
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Livro sobre mineração será lançado
na EXPOSIBRAM 2009
A obra do professor Claudio Scliar será lançada
no dia 22 de setembro no estande do IBRAM
Mineração e Geodiversidade do Planeta
Terra é um livro editado pela Signus Editora,
de autoria do professor e geólogo Claudio
Scliar, Secretário de Geologia, Mineração e
Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. O objetivo da obra é divulgar
os conhecimentos técnicos do setor de forma
didática, principalmente aos professores do
Ensino Fundamental e Médio.
Este é o quinto livro lançado por Scliar.
Segundo ele, é importante a divulgação dos
temas de mineração em linguagem simples e
direta, pois a maioria do material que existe
é técnico e direcionado apenas para espe-
cialistas do setor mineral. Uma das marcas
registradas do autor é o uso de ilustrações
explicativas em todos os livros.
A obra está dividida em cinco capítulos.
O primeiro é sobre a Geodiversidade e Sociedade e trata da história da humanidade
e da forma de ocupação do território, como
exemplo a produção agrícola e pecuária.
“Nesta parte do livro ressalto a importância
atual e futura dos bens minerais como também a presença deles no nosso dia-a-dia.
Quem pensa nas minas de bauxita (matériaprima do alumínio) ao beber refrigerante
numa latinha gelada?”, demonstra.
O autor
Claudio Scliar formou-se em 1972 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Doutorou-se em Economia e Política Mineral e é livro
professor
do Departamento
de
se dirige aos interessados
em conhecer a importância da geodiversidade para o uso e a ocupação da
Geologia do Instituto de Geociências da Universidade
Federal
de
Minas
Gerais
superfície terrestre, em especial quanto ao aproveitamento dos recursos minerais pela sociedade.
(UFMG). Atualmente está cedido ao Ministério Destaca-se
de Minas
e deEnergia.
o objetivo
servir como material didático aos
O
Veja abaixo as obras de Claudio Scliar:
• Geopolítica das minas do Brasil (1994);
professores e alunos das disciplinas dos cursos fundamental
e médio que tenham nos seus programas conteúdos relativos
ao papel da mineração, no mundo e no Brasil.
Conhecer a história e as implicações econômicas, sociais e
ambientais da geodiversidade e das minas existentes no município, estado ou país é um passo importante para descobrir
as riquezas do território onde vivemos.
Da mesma forma, desvendar a origem dos materiais utilizados
para fabricar os produtos comuns que nos cercam significa
entender a necessidade de práticas sustentáveis no aproveitamento dos recursos naturais, entre os quais se encontram
os minerais, as rochas, os solos e os fósseis.
• Três dias descobrindo a terra e o amor (1997);
• Amianto, mineral mágico ou maldito (1998);
• Mineração, base material da aventura humana
(2004).
O autor, Claudio Scliar, é geólogo, formado em 1972 na
AGENDE-SE
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com doutorado
em Economia e Política Mineral. Professor do Departamento
de Geologia, Instituto de Geociências da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), já publicou diversos artigos e livros,
destacando-se os seguintes, com as datas das primeiras
edições: “Geopolítica das minas do Brasil” (1994), “Três dias
descobrindo a terra e o amor” (1997), “Amianto, mineral mágico
ou maldito” (1998), e “Mineração, base material da aventura
humana” (2004).
Atualmente está cedido ao Ministério de Minas e Energia.
O livro Mineração e Geodiversidade do Planeta Terra – Mineração nos Planos Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e Médio será lançado, às 19 horas, no dia
22 de setembro, no estande do IBRAM, durante a EXPOSIBRAM 2009.
O segundo capítulo explica os constituintes da geodiversidade: minerais, rochas,
solos etc. O terceiro faz um breve histórico
da mineração no Brasil e da importância da
atividade por meio de dados estatísticos,
mapas e quadros esclarecedores. O quarto
capítulo trata da sustentabilidade. Neste
patamar, Scliar cita as legislações que tratam
do meio ambiente e exemplifica áreas reaproveitadas pela mineração, como o Teatro
Ópera de Arame, em Curitiba (PR), uma
antiga pedreira desativada.
Ao final do livro, Claudio Scliar propõe
uma forma de levar a mineração para as salas
de aulas, ou seja, como empregá-la como
disciplina por meio de exercícios. Inclusive,
neste último capítulo, há sugestões de práticas
e bibliografias para serem usadas nas escolas
de Ensino Fundamental e Médio.
8
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
O que fazer quando uma empresa
encerra as atividades minerais?
The New York Times
Fechamento de mina, uma
das maiores preocupações
do setor, será debatido
durante o 13º CBM
O que fazer quando uma mina encerra
as atividades? Como fica a comunidade que
vive nas proximidades? Essas são apenas
algumas das questões abordadas em um
planejamento de fechamento de mina. Para
debater a questão, o Pesquisador Roberto
Cerrini Villas-Bôas, do Centro de Tecnologia
Mineral – CETEM, ministrará a palestra “Aspectos Socioeconômico do Fechamento de
Mina”, durante o 13º Congresso Brasileiro
de Mineração (CBM).
“Do ponto de vista ambiental, um fechamento de mina mal executado traz poluição,
seja visual ou química, e com todas as implicações que acarretam para o futuro uso da
área”, afirma Villas-Bôas.
Empresas que se preocupam com o
fechamento de mina são destaques, principalmente, no quesito sustentabilidade, no
setor mineral. “Cito nos últimos cinco anos
como exemplo, embora não único, a mineradora Anglo American que desenvolveu
uma metodologia de acompanhamento de
projetos junto às comunidades nas quais
opera. Destaco no mundo, o exemplo de
lavra em regiões de geleiras permanentes, na
fronteira entre a Argentina e Chile, inédita
no mundo” conta Villas-Bôas
Águas Claras (MG): programa prevê
implantação de centro urbano.
www.panoramio.com.br
Fechamento de Mina é uma das maiores
preocupações do setor mineral. Especialistas
da mineração afirmam que um bom planejamento, envolvendo não só aspectos físicos e
minerais, como também a preocupação com
a comunidade e o futuro da área minerada,
é fundamental no processo de encerramento
das atividades minerarias. De acordo com o
Pesquisador Villas-Bôas é necessário traçar
previsões para que áreas mineradas se tornem auto-sustentáveis depois que a empresa
encerra as atividades no local.
Veladero, na Argentina: empreendimentos em mina de ouro.
Indústria da Mineração
9
Ignacio Costa
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Plano de recuperação de áreas degradadas
O plano de recuperação de áreas degradadas, incluído
no planejamento de fechamento de mina, tem que apresentar um conjunto de soluções para garantir novas formas
de uso do solo da área minerada depois de encerradas a
atividade de mineração. Para garantir o cumprimento de
planos como este, a sociedade e o Governo tem papel
fundamental no processo. “Os aspectos regulatórios são
obtidos por meio de pressões sociais, que conduzem,
eventualmente, alterações na legislação”, conclui o Pesquisador. Por isso, planejar um fechamento em que todos
os interesses – tanto da empresa quanto da sociedade –
estejam alinhados é um desafio que, quando atingido, traz
benefícios a todos os envolvidos direta e indiretamente.
Seminário sobre encerramento de mina, promovido pelo IBRAM, em 2008. Maria Dalce
Ricas (Superintendente Executiva da AMDA), João Carlos de Melo (Consultor do IBRAM),e à
direita Isaura Pinho (Gerente Geral de Engenharia e Tecnologia Ambiental da Vale).
Em junho de 2008, o IBRAM promoveu, em parceria com a Fundação
Estadual do Meio Ambiente – FEAM, o Seminário “Encerramento de Mina:
Aspectos Ambientais e Socioeconômicos”, em Belo Horizonte (MG). Durante o encontro, mineradoras e Governo, discutiram não só os aspectos
físicos e minerais do fechamento de mina como também a questão social,
o relacionamento com as comunidades e o futuro da área minerada.
AGENDE-SE
Fechamento de Mina será tema de Painel, no dia 24 de setembro, às 14 horas, no auditório II “Noé Chaves”, no EXPOMINAS.
O Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, afirmou que a visão sobre licenciamento
ambiental deve estar atrelada à competitividade do País. “Não queremos
ser um obstáculo à mineração. Precisamos ser parceiros e atuar de forma
sustentável”, afirmou.
Dentre os participantes dessa discussão estão o DiretorGeral do Departamento Nacional de Produção Mineral
(DNPM), Miguel Antonio Cedraz Nery, e a Diretora do Programa
de Desenvolvimento Sustentável do Conselho Internacional
de Mineração e Metais – ICMM, Christine Copley.
FECHAMENTO DE MINA: IBRAM e ICMM lançam kit de ferramentas na EXPOSIBRAM 2009
Preocupados com o processo de planejamento de mina versus sustentabilidade e
parâmetros sociais, econômicos e ambientais, o IBRAM e o Conselho Internacional
de Mineração e Metais – ICMM lançam o
livro “Planejamento para o Fechamento
Integrado de Mina: Kit de Ferramentas”.
A obra tem mais de 90 páginas e aborda o
fechamento de mina como parte essencial
do negócio de mineração.
O guia foi desenvolvido para auxiliar
os gerentes de mina e os grupos de apoio
a tomarem decisões com base na análise
holística dos aspectos do fechamento.
Esta obra técnica aborda a integração no processo de planejamento e
engenharia de uma operação como um
mecanismo importante para que a mina
crie valor duradouro. Espera-se vários
fechamentos de mina nas próximas
décadas em vários países com vocação
mineral. A forma como estes fechamentos serão planejados e gerenciados terá
influência decisiva nos diálogos globais
relacionados aos custos e benefícios da
mineração para a sociedade – e que
poderá influenciar nas novas estruturas
de governança para o setor.
AGENDE-SE
O livro “Planejamento para o Fechamento
Integrado de Mina: Kit de Ferramentas”,
publicação conjunta do Conselho Internacional de Mineração e Metais – ICMM e
do IBRAM, será lançado no estande do
IBRAM, às 12h30, em 23 de setembro, na
EXPOSIBRAM 2009.
Planejamento
para o Fechamento
Integrado de Mina:
Kit de ferramentas
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Divulgação
10
Novos estudos
sobre o uso
racional da
água chegam
ao Brasil
Water Footprint, batizada
no Brasil como pegada
hídrica, analisa a utilização
da água em diversas etapas
e setores da indústria
A mineração utiliza água em várias fases
do processo de produção. Por esse motivo,
o uso racional deste bem faz parte da gestão
de recursos hídricos das mineradoras. Novos
estudos sobre o assunto chegam ao Brasil,
e um deles, mais especificamente o water
footprint, denominado “pegada hídrica”, será
tema de palestra no 13º Congresso Brasileiro
de Mineração.
Segundo a Pesquisadora e Doutora em
Ciência Ambiental, Vanessa Empinotti, Analista
de Meio Ambiente da Confederação Nacional
da Indústria – CNI, o water footprint tem como
objetivo analisar a utilização da água em diferentes etapas da cadeia de produção em vários
setores da indústria, inclusive nas atividades
de mineração. “O conceito water footprint é
inédito no Brasil. Nasceu na Holanda e basicamente implica na necessidade de preservação
dos recursos hídricos”, explica.
A “pegada hídrica” atraiu a atenção de
multinacionais, preocupadas em elevar os
indicadores de eficiência e oferecer ao consumidor produtos “ecologicamente corretos”.
Até agora, a maior parte dos estudos está relacionada à agricultura. Em breve, a mineração
também será um dos focos da análise.
O estudo ainda não está definitivamente
implantado. De acordo com a pesquisadora,
o avanço dos estudos motivará ainda mais as
empresas mineradoras no sentido de exer-
Imagem do livro “A Gestão dos Recursos Hídricos e a Mineração”
citar práticas de reuso de água ou utilizar o
recurso em menor quantidade. “É preciso
cuidar dos efluentes e privilegiar ações que
preservem as bacias hidrográficas”, disse
Vanessa Empinotti.
“Antes se falava apenas da questão da
disponibilidade, agora temos mais um parâmetro para abordar a água em função da
sua quantidade utilizada durante o processo
produtivo: quanto mais eficiente o uso da
água, maior valor será agregado ao produto.
O impacto dessa nova visão interfere no
desenvolvimento de tecnologias específicas
para cada setor e na geração de mercado
para novos profissionais, como consultores
capacitados para identificar níveis de consumo de água”, explica Empinotti.
Vanessa Empinotti aposta na criação de
mecanismos específicos para a mineração. “As
empresas podem utilizar isso como diferencial, tanto para os parceiros diretos, que vão
adquirir os minérios extraídos, quanto para
os consumidores, mais conscientes de que
aquele produto tem um impacto menor na
natureza. É uma questão que pode se traduzir
em futuras barreiras comerciais: quem estiver
na frente, ditando novas regras, estará na liderança do mercado, pois dará início a uma
espécie de reinvenção do produto, inserido
na questão ambiental”, reforça.
AGENDE-SE
O Painel “Gestão de Recursos Hídricos pela
Mineração” acontecerá no dia 24 de setembro,
às 14 horas, no auditório I “Domingos Fleury
da Rocha”, no EXPOMINAS. Participarão do
painel especialistas como o Diretor da Potamos Engenharia e Hidrologia, Mário Cicareli
Pinheiro, o Gerente de Recursos Hídricos da
Anglo Ferrous Brazil, José Roberto Centeno e
a Secretária Executiva do Conselho de Empresários para o Meio Ambiente da Federação das
Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG,
Patrícia Helena Gambogi Boson.
Memória – Em novembro de 2006, o IBRAM, em uma iniciativa com a Agência
Nacional de Águas (ANA), lançou o livro “A Gestão dos Recursos Hídricos e a
Mineração”. A obra reuniu cases e trabalhos de especialistas em torno de soluções
e exemplos das empresas mineradoras na gestão de recursos hídricos, como o uso
racional da água.
Indústria da Mineração 11
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Peneiras que selecionam o tamanho
do minério fino chegam ao Brasil
Todo minério deve passar por um processo
de classificação granulométrica que determina se ele é grosso, médio ou fino. Para os minérios finos é necessário o uso de peneiras de
alta freqüência. Segundo o Diretor da Hefest
Minerals, Flávio Greco, incidência maior é a
do minério fino, pois o grosso, de alto teor,
está se esgotando. E é por isso que a empresa
trouxe para o Brasil e para a EXPOSIBRAM
2009 as Peneiras de Alta Frequência para
peneiramento de partículas finas produzidas pela chinesa Landsky.
Thyssenkrupp
Os equipamentos são resultados da evolução tecnológica chinesa e se destacam pelo
baixo custo de aquisição e operacional. “Com
gabinete de controle digital touch screen e
novos conceitos de design, as peneiras utilizam
excitadores eletromagnéticos em vez de motores elétricos, com baixo consumo de energia e
alta produtividade”, explica Greco.
Como o minério da China é de
baixo teor, as tecnologias dos equipamentos para concentração estão
bastante evoluídas. E é por esse motivo, de
acordo com Greco, que as indústrias mineradoras brasileiras vêm utilizando de forma
crescente os equipamentos chineses.
Por que China?
Foi-se o tempo em que os equipamentos
chineses eram vistos com desconfiança. Produtor desde brinquedos até aviões, o “devorador
de mercados” conseguiu superar as indústrias
da Europa, América e o restante da Ásia
tornando-se o maior exportador do mundo.
Com ampla capacidade de investimentos em outros países, que agora começa a
mostrar para o mundo, a China tem o poder
de realizar investimentos vultosos, os quais
Divulgação
A evolução tecnológica chinesa será exposta pela
Hefest Minerals na EXPOSIBRAM 2009
Peneira de alta
frequência e gabinete
começaram na África e agora estão voltados
para a América do Sul. “A China pode se
tornar um excelente parceiro comercial. Nós
descobrimos que as economias da China e
Brasil são complementares. Espero que nossa
pátria saiba aproveitar estas oportunidades e
incremente o comércio bilateral de forma a
crescermos juntos, pois um precisa do outro”,
afirma Flávio Greco.
VISITE
O estande da Hefest Minerals é o
C14 no Pavilhão do EXPOMINAS.
Inovações tecnológicas em
equipamentos de grande porte serão
apresentadas na EXPOSIBRAM 2009
Topo: Recuperadora de Tambor com Parede Simples
Base: Britagem Totalmente Móvel (BTM)
A Thyssenkrupp Fördertechnik Latino
Americana, apresentará na EXPOSIBRAM
2009, dois equipamentos inovadores. Um
é a Britagem Totalmente Móvel (BTM) que
elimina a necessidade de caminhões “fora
de estrada” nas minas. E o outro produto é
a primeira Recuperadora de Tambor com
Parede Simples fornecida no Brasil, normalmente utilizada quando se necessita
uma melhor homogeneização do material.
Este equipamento, por exemplo, recupera
o minério depositado na pilha do pátio
de estocagem.
A empresa Thyssenkrupp possui uma
vasta linha de produtos que abrange desde
equipamentos e sistemas para minas a céu
aberto, transporte, manuseio e estocagem,
até o processamento final.
VISITE
O estande da Thyssenkrupp Fördertechnik
Latino Americana é o P 22, localizado no Pavilhão, do Expominas.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Eugênio Sávio
12
Programas de alfabetização integram ações de sustentabilidade das mineradoras
Novas metodologias para a sustentabilidade
na mineração serão debatidas
no 13º Congresso Brasileiro de Mineração
Entende-se como sustentabilidade ações
que previnem os impactos e riscos, sejam
eles ambientais, econômicos e sociais da
atividade de mineração. Como evolução
deste conceito, novas metodologias de
aperfeiçoamento, vem surgindo, de acordo
com a Consultora Ambiental da Environmental
Resources Management – ERM, Maria Sulema
Pioli, um das palestrantes do 13º Congresso
Brasileiro de Mineração.
Uma novidade, por exemplo, é a inclusão e estabelecimento de diálogo
maior entre a comunidade e a empresa de mineração, principalmente na
questão dos investimentos sociais privados e o desenvolvimento local das áreas
próximas da mineração. “O tripé da sustentabilidade é composto por pessoas,
ambiente e resultados econômico-financeiros de modo equivalente. Não deve
haver prevalência de um item ao definir um plano de ação” afirma.
A consultora explica que as mineradoras devem demonstrar transparência
nas ações de sustentabilidade, pois o setor, historicamente, tem como marca
registrada uma imagem degradadora do meio ambiente, causadora de impactos
ambientais e sociais. “A transparência gera confiança e robustece as relações
entre a comunidade e as mineradoras”, afirma.
Sulema destaca que a sustentabilidade na mineração já faz parte das mineradoras – que incluem nos planos de gestão estratégias e bons exemplos. “No
entanto, é preciso que posicionamentos e compromissos sejam materializados
por uma série de questões indispensáveis, como identificação integral de impac-
Indústria da Mineração 13
Eugênio Sávio
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
tos em pessoas, meio ambiente e no contexto
socioeconômico”, enfatiza.
A definição de indicadores de desempenho para acompanhar os resultados das
medidas de gestão, o resultado efetivo, o
monitoramento e avaliação do desempenho de modo integrado são essenciais para
redefinir objetivos estratégicos e metas
quando a sustentabilidade é uma das preocupações, explica Maria Sulema. “Quando
uma empresa de mineração se preocupa
com este tipo de gestão, o resultado é a
confiança dos públicos de interesse, além de
adição de valor aos acionistas fundamentada
na consistência entre o discurso defendido e
desempenho demonstrado”, conclui.
AGENDE-SE
O tema será discutido no Painel “Novas
Metodologias para a Aferição da Performance de Sustentabilidade na Indústria
Mineral”, no dia 23 de setembro, às 16h45,
no auditório Auditório III “Octávio Ferreira
Luiz Braga
da Silva”, no EXPOMINAS.
Marisa Kissimoto
Atividades culturais: Uso de instrumentos e execução
de peças musicais tradicionais.
Educação artística: Atividades que desenvolvem e
enriquecem os dons criativos individuais. (Vitória/ES)
Assistência à criança e
ao menor: Ações diretas
e parcerias com creches,
pastorais, orfanatos e
outros. (Itabirito/MG)
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Cattron Group International
14
Equipamentos
aliados à
segurança
na mineração
subterrânea
Para a Cattron
Group International,
criadora de
ferramentas
automatizadas para
operações em
áreas subterrâneas,
a automação é aliada
e incrementadora
Cattron Group International
Operador durante comando à distância de equipamento de mineração subterrânea
Parece brincadeira de criança, mas não é.
É parecido com um videogame, mas também
não é. A automação de equipamentos na mineração subterrânea é aliada na prevenção
aos riscos de acidentes e no incremento da
produtividade neste tipo de extração. O controle remoto de movimentação de cargas,
por exemplo, é apenas mais uma das ferramentas criadas pela Cattron Group International (que existe desde 1946). A empresa
é especializada em produtos relacionados à
segurança de operações, que compreende
desde o controle remoto desse tipo de máquinas até sistemas de comunicação de voz
e dados para minas subterrâneas.
“É possível não só garantir que o operador de uma carregadeira LHD a comande à
distância, numa localização segura em relação a áreas de risco de desabamento, como
também acomodá-lo em segurança em uma
sala de controle, com o comando total da
máquina, monitorando-a em tempo real pela
tela de um computador”, diz o Gerente de
Operações da empresa para a América do
Sul, Laercio Fernandes Neves.
“Para garantir uma automação eficaz há
que se pavimentar os caminhos antes”, diz
Laercio. O meio físico da rede subterrânea,
diz ele, é fundamental para assegurar todo o
avanço tecnológico disponível no mercado.
“Não basta a mina possuir o que há de melhor
em termos de tecnologia, se tiver um meio
físico que não acompanha toda essa capacidade” ressalta.
“Oferecemos ao mercado sistemas de
comunicação para o tráfego de voz e de
dados em alta velocidade. Pode-se, por
exemplo, permitir estações de trabalho na
mina com acesso à internet, comunicação
via telefonia VoIP ou rádio, automação
de ventiladores, monitoramento de subestações, localização em tempo real de
pessoas ou de máquinas dentro da mina, e
instalação de câmeras de monitoramento
ao longo dos túneis, tudo isso utilizando
o mesmo meio físico de rede”, enfatiza o
Gerente de Operações.
VISITE
O estande da Cattron Group International é o
D 3, localizado no Pavilhão, do EXPOMINAS.
Indústria da Mineração 15
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Indústria de cimento vê expansão
de 4,1% nos últimos 12 meses
O assunto será discutido no 13º Congresso Brasileiro de Mineração em Minas Gerais
Minas Gerais tem participação fundamental na produção de cimento. De acordo
com o SNIC, o Estado é responsável por
25% da produção nacional, praticamente
metade do montante gerado no Sudeste.
Além de atender o consumo interno, Minas
é um fornecedor estratégico, que atende
os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro
e Bahia.
Dados preliminares do Sindicato Nacional
da Indústria do Cimento (SNIC), indicam que
as vendas acumuladas do insumo nos últimos
doze meses (agosto de 2008 a julho de 2009)
atingiram 50,9 milhões de toneladas – o que
significa um incremento de 4,1% sobre o mesmo período anterior (agosto/07 a julho/08). A
expansão da indústria do cimento será mais
um dos assuntos a serem discutidos durante o
13º Congresso Brasileiro de Mineração.
A expansão do mercado de cimento
indica que a atividade de mineração para
extrair a matéria-prima continua aquecida.
Carvalho enfatiza que, “com o crescimento
dos últimos três anos, diversos equipa-
Uma prova dessa expansão do setor são as
vendas de julho de 2009 que cresceram 0,4%
no período de apenas um mês. De acordo
com o Vice-Presidente Executivo do SNIC,
José Otávio Carvalho, a indústria cimenteira
apresenta bons resultados de desenvolvimento desde 2006 em virtude do boom no setor
da construção residencial. “Uma explicação
para o crescimento está também nos incentivos federais criados pelo Governo por meio
de programas como ´Minha Casa e Minha
Vida´. Além da boa disponibilidade de crédito e de fatores como a queda de juros e a
capitalização das construtoras”, explica.
AGENDE-SE
O assunto será um dos temas do Painel:
A Infraestrutura no Brasil e a Expansão
da Produção dos Bens Minerais, no dia 22
de setembro, às 14 horas, no auditório III
“Octávio Ferreira da Silva”.
A expansão da indústria do cimento tem relação com o boom no setor da construção residencial
Shutterstock
Dados do SNIC revelam que em 2007, o
setor cresceu 10% e, no ano passado, 15%.
Para o dirigente, o fechamento do ano 2008
foi excepcional, visto que com o início da crise outras áreas sofreram grande retração. “E é
exatamente pelo constante desenvolvimento
da construção civil que o sindicato espera
manter o bom desempenho do ano passado
e fechar este ano com o mesmo crescimento
de 2008”, otimiza José Otávio.
Apesar da crescente popularização da
construção civil, uma pesquisa realizada
pelo Sindicato demonstra que o Brasil ainda
possui baixo nível de consumo de cimento
per capita quando comparado a índices de
países em desenvolvimento, como a China.
No País, a média é de 280 kg por habitante/
ano, enquanto os chineses chegam a 300kg
por habitante /ano.
mentos foram reativados e mão de obra
foi contratada para atender a demanda do
mercado”. No dias de hoje, segundo ele,
o setor mostra que consegue recuperar a
lacuna de seis anos de crise.
16
Indústria da Mineração
Localize-se na
exposibram 2009
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Indústria da Mineração 17
18
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
ENTREVISTA
Divulgação
Richard Gregory Wallis - Cônsul-Geral da Austrália no Brasil
Neste ano, assim como nas edições anteriores,
o pavilhão de 111m2 promoverá as empresas
australianas em conjunto, contando com uma
estrutura com vários estandes e lounge, para
receber clientes e visitantes.
Quais os fatores, na sua opinião, fazem
da Austrália um dos principais países
mineradores do mundo? Além dos recursos naturais, a Austrália é
uma das mais importantes nações mineradoras do mundo (terceira; atrás dos EUA e
África do Sul) por causa da quantidade de
dados geológicos disponíveis de maneira
aberta e gratuita (on-line para qualquer
pessoa pelo portal do Geoscience Austrália:
www.ga.gov.au e os pelos sites dos governos
estaduais). Além do sistema de governo, leis
e certificados que transmitem confiança,
transparência e segurança aos investidores
do setor. E é por isso que, nos últimos 40
anos, a Austrália investiu muito em infraestrutura (portos e ferrovias) para desenvolver
a indústria de mineração.
Richard Gregory Wallis afirma que a relação entre a Austrália e o Brasil cresce enormemente
“A Austrália investiu muito
em infraestrutura (portos e
ferrovias) para desenvolver
a indústria de mineração”
A Austrália participa da EXPOSIBRAM desde 2003 por meio
da Australian Trade Commission, agência de comércio e
investimento da Austrália, que desenvolve um trabalho de
atração das empresas australianas para países chaves em
mineração como o Brasil.
A Austrália tem uma produção
significativa de minério de ferro?
Qual a expectativa em relação a este
minério, no sentido de produção e
exportação? E reservas?
O minério de ferro, ao lado do carvão mineral, continua sendo importante para a
economia australiana. Em 2007 o país possuía 13% das reservas mundiais de minério
de ferro e estava classificada em quarto
lugar atrás da Ucrânia (19%), Rússia (16%)
e China (14%). No referente a contained
iron (teor de ferro contido), a Austrália tem
o equivalente a 15% das reservas mundiais
e está posicionada em segundo lugar, atrás
apenas da Rússia (19%).
A Austrália é responsável por 16% do minério
de ferro produzido no mundo, ficando atrás
apenas da China (32%) e do Brasil (19%),
sendo o maior exportador mundial deste
minério. O país também está atualmente
produzindo a magnetita, devido ao aumento nos preços internacionais e as novas
tecnologias de processamento mineral que
tornam está atividade viável. Novas minas e
uma gama de novos empreendimentos em
Indústria da Mineração 19
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
“A Austrália é responsável por 16% do minério de ferro
produzido no mundo, ficando atrás apenas da China (32%) e
do Brasil (19%), sendo o maior exportador mundial deste minério”
Em bauxita, o país é um dos maiores
produtores. Qual o motivo? O sr. teria
alguma estatística?
A Austrália demonstra reservas de bauxita de
7.9 Gt, sendo a segunda maior do mundo
atrás da Guiné e na frente do Brasil, Jamaica
e China. A Austrália é atualmente o maior
produtor mundial de bauxita, com 33% da
produção global em 2007. A qualidade e
localização das jazidas além das tecnologias
de ponta disponíveis fazem com que o país
detenha está posição.
E sobre o urânio? A Austrália é uma das
maiores fornecedoras deste minério
junto com o Canadá. Explique, por
favor, um pouco sobre essa questão?
Aproximadamente 95% de todos os recursos
de urânio australianos estão localizados em
apenas seis depósitos, sendo que 72% destes
estão no estado de South Australia. O depósito de Olympic Dam é o maior do mundo.
Novamente a qualidade, localização das
jazidas e a tecnologia aplicada na exploração
destas favorecem a produção.
Qual a expectativa de participação do
pavilhão da Austrália na EXPOSIBRAM?
Qual o número de empresas?
Temos uma ótima expectativa para a participação das empresas australianas na
EXPOSIBRAM 2009. Este ano contamos
com 21 empresas com ampla experiência
internacional e que oferecem soluções, serviços e equipamentos de ponta. Estimamos
um volume de negócios a serem gerados na
ordem de 30 milhões de reais.
Desde quando a Austrália participa da
EXPOSIBRAM? Como será a participação
neste ano?
A Austrália está na EXPOSIBRAM desde 2003,
sendo esta a nossa quarta participação. Esse
ano, assim como nas edições anteriores, teremos um pavilhão que promoverá as empresas
australianas em conjunto, contando com uma
estrutura de 111m2 com estandes e lounge,
para receber nossos clientes e visitantes da
melhor forma.
Como a Australian Trade Commission
faz a seleção de empresas para
participarem da EXPOSIBRAM?
A Australian Trade Commission, agência de
comércio e investimento da Austrália, desenvolve um trabalho de atração das empresas
australianas para países chaves em mineração
como o Brasil. As empresas interessadas em
eventos internacionais são então avaliadas e
finalmente selecionadas para participação.
O intuito da agência é mostrar o que há de
mais moderno e atual em tecnologia mineral
da Austrália para o mundo.
Por que a Austrália participa da
EXPOSIBRAM? O sr. destaca algo
peculiar do evento?
Participamos porque que é estratégico para a
Austrália identificar e fazer parte dos principais
eventos do setor de mineração mundial. A
EXPOSIBRAM é referência no Brasil, que é um
dos grandes centros de exploração, produção
e investimento em mineração do mundo.
Qual seria o relacionamento entre a
Austrália e o Brasil no setor mineral?
A relação entre a Austrália e o Brasil cresce
enormemente. As empresas de serviços,
tecnologia e equipamentos para mineração
australianos estão mais interessadas no Brasil
e enxergam o País como oportunidade de
crescimento internacional para outros mercados da América Latina e África.
“Temos uma ótima expectativa para a participação das empresas australianas na EXPOSIBRAM 2009”
“As empresas de serviços,
tecnologia e equipamentos
para mineração
australianos estão
mais interessadas no
Brasil e enxergam o País
como oportunidade de
crescimento internacional
para outros mercados da
América Latina e África”
Divulgação
infraestrutura estão surgindo para atender
a essa expansão da produção de minério
de ferro. O Brasil pode tirar vantagem das
tecnologias, pois muitas das empresas líderes
no fornecimento de Serviços, Tecnologia e
Equipamentos, estão se instalando aqui.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Anglo American
20
Anglo
American
completa 68%
do Projeto
Barro Alto
A futura planta de níquel da Anglo American (associada ao IBRAM), localizada na
cidade goiana de Barro Alto, registrou em
julho um grande marco: 68% do total das
atividades do projeto foram finalizadas. O
Projeto Barro Alto recebeu investimento de
US$ 1,8 bilhão e espera iniciar as operações
em 2011. A expectativa de produção da nova
unidade é de 36 mil toneladas de níquel por
ano ao longo de 26 anos de operação.
O projeto já completou 99% da engenharia e 48% da construção. “O destaque da
construção, nestes últimos meses, tem sido o
importante avanço na montagem dos fornos
elétricos e calcinadores, considerados o cora-
A nova unidade de Barro Alto produzirá 36 mil toneladas de níquel por ano
ção da planta, e a conclusão da instalação de
linha de transmissão, cujo objetivo é transmitir
a energia elétrica em 230 kv da subestação
de Furnas (em Souzalândia – GO) para a unidade industrial de Barro Alto”, destaca Euler
Piantino, Gerente Geral do Projeto.
Parceria com Petrobras
O Projeto Barro Alto estabeleceu, em
agosto de 2009, parceria com a Petrobras, por
meio da BR Distribuidora, para o fornecimento de óleo combustível e diesel. De acordo
com Luiz Alberto Roselli de Souza, Gerente
de Compras da Anglo American Brasil, com
o Projeto Barro Alto surgiu a necessidade de
negociação do fornecimento com volumes
maiores desses combustíveis.
Com mais de 13,5 milhões de horas trabalhadas, é importante ressaltar que o empreendimento, que gera mais de 4 mil empregos
durante a sua implantação – e disponibilizará
cerca de 700 novos postos de trabalho na
fase de operação -, tem excedido níveis de
referência do mercado em desempenho de
Segurança do Trabalho. “Segurança é um
valores mais importantes da Anglo American, e é fortemente difundido para todos os
empregados e contratados, sem exceção”,
ressalta Piantino.
O acordo, firmado por quatro anos, prevê, durante este período, o suprimento de
560 milhões de quilos de óleo combustível
2A, para processos industriais, e 48 milhões
de quilos de óleo diesel, para máquinas,
equipamentos e frotas de todas as unidades
operacionais da empresa no país (Barro Alto,
Niquelândia, Catalão, Ouvidor e Cubatão).
Fornos Calcinadores da empresa
Anglo American
As operações estão
previstas para começar no
primeiro trimestre de 2011
Na unidade de Barro Alto, além dos tanques reservatórios, que começarão a ser construídos no princípio de 2010, a BR já instalou
um posto de abastecimento de óleo diesel para
a frota da Anglo American. Dentro desse posto,
a BR fornecerá uma estrutura para controle
de frota, ou seja, um sistema que identifica os
veículos a serem abastecidos, a quantidade de
combustível utilizada, bem como o consumo
de cada veículo, seja em horas trabalhadas por
litro de diesel ou em quilômetros por litro.
VISITE
O estande da Anglo American na EXPOSIBRAM
2009 é o I 30, no Pavilhão do EXPOMINAS. A
empresa é patrocinadora OURO do evento.
Indústria da Mineração 21
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
MOPE participa pela primeira
vez da EXPOSIBRAM
O estande da empresa oferecerá diagnóstico e análise
de usinas por meio da equipe técnica. Para isso,
basta o interessado apresentar os dados da mineradora.
Alexis Yovanovic explica que as operações
de beneficiamento mineral têm-se caracterizado, durante quase um século, pela
utilização de paradigmas, que correspondem a determinadas fórmulas empíricas
(método científico tradicional), tabelas
indicadas nos catálogos dos fabricantes,
fatores de “correção” e até algumas
“dicas” tradicionalmente utilizadas na
indústria mineral. “A MOPE se apresenta
como uma opção de ruptura com o “status quo” da mineração”, afirma.
sados poderão dialogar com nossa equipe
técnica e ainda levar os dados de processo
de suas usinas para receberem avaliação e
depois diagnóstico preliminar sobre o nível
de desempenho das operações unitárias
discutidas”, acrescenta.
“A EXPOSIBRAM é a melhor oportunidade
que já tivemos para dialogar com o mercado
mineral”, comenta Alexis Yovanovic.
VISITE
O estande da MOPE é o Q 14, localizado no
Pavilhão do Expominas.
Mope
É a primeira vez que a MOPE – Modelo
Operacional Ltda, empresa de Engenharia
de Processos, de Software, de Controle e
Automação e de Inteligência Computacional
participa da EXPOSIBRAM. A estreia será
acompanhada de inovações com destaque ao
programa OPERA®, já testado em uma usina
de flotação. Esta novidade representa um
sistema avançado de otimização e controle,
baseado no “Modelo Operacional” do Diretor
da empresa, o chileno Alexis Yovanovic (detalhes no quadro abaixo). O sistema atua de
forma manual ou em tempo real, de forma a
auxiliar em operações como flotação, moagem, separação magnética, entre outras.
De acordo com Yovanovic o estande da MOPE na EXPOSIBRAM
MOPE será interativo. “Os interes-
Sistema OPERA
A MOPE foi fundada em 2008, em Belo Horizonte, depois do desenvolvimento
dos primeiros produtos e a montagem da equipe técnica especializada. A empresa
baseia a tecnologia no Modelo Operacional, idealizado pelo Engenheiro Civil-Químico
chileno Alexis Yovanovic, em 1987. Desde então, diversos programas de computação
e soluções avançadas foram desenvolvidas, exibindo hoje cinco importantes áreas
de atuação no mercado, desde a Pesquisa Metalúrgica e Desenvolvimento de Rota
de Processos, até avançadas soluções de otimização e controle.
Equipamento de
mineração subterrânea
será lançado na
EXPOSIBRAM 2009
A Atlas Copco (associada ao IBRAM)
fará lançamento mundial de um equipamento para mineração subterrânea, na
EXPOSIBRAM 2009. Segundo informações
da empresa, o equipamento incorporará
uma série de inovações que excederão às
expectativas do mercado.
VISITE
A novidade pode ser conferida no estande
H 12, no Pavilhão do EXPOMINAS.
Prominas apresenta
novo gerenciador para
planejamento de lavra
A Prominas Projetos e Serviços de Mineração (associada ao IBRAM) apresentará na
EXPOSIBRAM 2009 uma linha diversificada
de ferramentas para o planejamento de lavra
com uso do software MineSight. Uma das
novidades é o MSDH - MineSight® Drillhole, novo gerenciador de base de dados que
promete revolucionar o controle e validação
das informações.
Para o Diretor Técnico e Gerente de
Projetos da empresa, Gislei Silva, a EXPOSIBRAM é uma vitrine para mostrar todo o potencial do MineSight e provar que o produto
foi escolhido por diversos clientes no Brasil
e no mundo. O Diretor Administrativo, João
Franco, concorda. “É um evento especial
por reunir empresas importantes no setor,
possibilitando grande interação com clientes
e perspectiva de novos negócios”.
VISITE
O estande da Prominas Projetos e Serviços
de Mineração está localizado em dois
locais no Pavilhão do EXPOMINAS: E 4 e F 1.
22
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Infraestrutura e logística são essenciais
para o escoamento da produção mineral
Um exemplo real é o do Município de
Juruti, no oeste do Pará, que para implantar
uma mina de bauxita, a Alcoa (associada
ao IBRAM) construiu uma ferrovia de 55
quilômetros até um terminal portuário para
transportar o minério da área de lavra e
beneficiamento. Foram necessários 110 mil
dormentes e 11 mil trilhos para a Ferrovia,
além de duas locomotivas com 40 vagões,
para transportar a bauxita. Tudo isso pelo
fato de a região ser entrecortada por rios e
igarapés e as estradas de chão batido.
Outro investimento foi o aproveitamento
da rodovia estadual que passa pela região. A
PA-257, que também liga o Beneficiamento ao
Porto, foi pavimentada e recebeu drenagem
superficial e equipamentos de segurança, além
de sinalização. Por ela, circulam os funcionários da mina, as máquinas e os equipamentos
do projeto. Uma ciclovia também foi construída nos primeiros três quilômetros, para garantir
a segurança da comunidade local. O terminal
portuário exigiu planejamento: ergueu-se um
píer e um retro-porto, com capacidade para
receber o minério da locomotiva e armazenálo até o momento do embarque.
De acordo com Alberto Rogério, mais
que conceitos associados unicamente ao
planejamento, a oferta de infraestrutura, bem
como os condicionantes de logística são, na
Logística alternativa
O IBRAM declarou,
no início do ano,
investimentos de US$
47 bilhões no setor
mineral até o ano
2013. No Pará, o
montante aplicado
será de US$ 22 bilhões
verdade, fatores determinantes para viabilidade de qualquer empreendimento. “Energia é
essencial para desenvolver qualquer segmento econômico”, esclarece. Como exemplo,
ele cita a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que
viabilizou projetos existentes no Pará.
Rodovias
Para tentar minimizar prejuízos, mineradoras utilizam alternativas de logística.
A Imerys Rio Capim Caulim (associada ao
IBRAM), por exemplo, possui um mineroduto
que liga a mina da empresa, em Ipixuna do
Pará, até a planta industrial, localizada em
Barcarena, a 40 quilômetros de Belém (PA).
O caulim extraído chega até a fábrica para ser
beneficiado por meio do mineroduto de 1,5
metro de profundidade e 158 quilômetros
de extensão.
“O mineroduto funciona 365 dias por
ano e 24 horas por dia. Este sistema diminui
os riscos ambientais e aumentam a segurança do processo”, explica Milton Costantin,
Diretor-Presidente da empresa. O produto
final é embarcado em porto privativo da
Imerys, em Barcarena, com capacidade para
receber navios de até 45 mil toneladas. Os
principais destinos das exportações brasileiras
de caulim beneficiado são a Bélgica, Japão,
Estados Unidos, Países Baixos e Itália.
As longas distâncias e o árduo trabalho
de escoar a produção pelas estradas do
Pará, somados à má condição das rodovias
que ligam o Estado às demais localidades do
Brasil, tornam o deslocamento um problema
de primeira ordem.
Ferrovia no Município
de Juruti
ALCOA
A logística é fundamental para o desenvolvimento do setor de mineração em qualquer região do País. Segundo o Consultor do
IBRAM Amazônia, Alberto Rogério, a carência
de infraestrutura é um grande desafio, pois
provoca um custo adicional nos projetos.
Indústria da Mineração 23
ALCOA
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Escola forma
agentes de
sustentabilidade
Juruti está prestes a se transformar no novo
pólo de mineração no Pará, com a inauguração
da mina de bauxita da Alcoa, em setembro.
Com isso, os moradores começam a conviver
com novos conceitos, entre eles o de “sustentabilidade” a partir de uma iniciativa da Escola
Juruti de Sustentabilidade naquele município
do Oeste paraense. E assim surgiu o curso
Formação de Agentes de Sustentabilidade, o
primeiro promovido pela instituição.
A ideia é formar um grupo de pessoas para
atuar e promover a construção do conceito e
da prática da sustentabilidade em Juruti, por
meio da criação de projetos e ações sociais,
econômicas, culturais e ambientais envolvendo
a parceria entre os três setores da sociedade
(setor público, privado e sociedade civil organizada), bem como a captação dos recursos
necessários para a execução desses projetos.
A iniciativa é considerada inovadora
pelos alunos. O agricultor Jenivaldo Roberto
do Amaral, 33, integrante da Cooperativa
Agropecuária dos Pequenos Produtores Rurais
de Juruti (COPAJE), diz que ficou surpreso
com a proposta do curso. “Criar uma escola
e formar agentes de sustentabilidade é uma
ação nova e tarefa difícil. Sustentabilidade
ainda não tem uma fórmula, um conceito
pronto”, afirma.
Para que os participantes possam compreender os diversos níveis de organização
envolvidos pela sustentabilidade, o curso é
dividido em três módulos: Mobilização de
Recursos para o 3º Setor e Projetos Socioambientais, Gestão de Organizações Civis e
Gestão Pública Municipal. Neles, os alunos
aprendem a entender as políticas de cidadania, elaborar e gerenciar projetos, captar
e gerir recursos.
Numa avaliação recente, 85% deles
conceituaram o curso como “muito bom”
e “bom”. Para os instrutores, 96% dos alunos
deram esses mesmos conceitos. O conteúdo programático recebeu um percentual
de 74% e os recursos didáticos utilizados
no curso, 79%.
Agentes de sustentabilidade contratados e o supervisor (à esquerda)
O interesse dos alunos também surpreendeu a coordenação do curso. O índice de
freqüência chega a 74%. “Fizemos a seleção e
a mobilização, mas nem sempre se consegue
tanto sucesso”, comemora o Coordenador de
projetos de responsabilidade empresarial do
Instituto Peabiru, Rui Martins.
A boa aceitação do curso levou a coordenação a criar a Escola Juruti de Sustentabilidade, numa iniciativa do Grupo Alcoa,
financiada pela Alcoa Foundation, com execução e coordenação do Instituto Peabiru.
A Escola Juruti de Sustentabilidade faz parte
do Tripé de Sustentabilidade pensado para
o município. Complementam esse tripé, o
Conselho Juruti Sustentável e o Fundo Juruti
Sustentável. O modelo foi desenhado pela
Alcoa para promover o desenvolvimento
ordenado e independente do município.
Devido ao sucesso, os idealizadores da
Escola de Sustentabilidade já pensam em
ampliar a grade de cursos ofertados para o
próximo ano.
Jurutienses se preparam
para operar mina de bauxita
“Nós somos a base da empresa e vamos
levá-la aonde ela deseja estar, sempre buscando a excelência e a melhoria para nós
e para o empreendimento”, diz Rui Bruce
Vieira, 23 anos. Ele é um dos funcionários
recém contratados para a fase de Operação
da mina de bauxita que a Alcoa implanta
em Juruti (PA). Rui já trabalhou em vários
estabelecimentos da cidade, mas sempre de
maneira informal. “Só o fato de estar aqui e
de ser a primeira vez que minha carteira é
assinada, já é muita coisa”.
Rui é do grupo de moradores de Juruti
que participaram dos cursos do Programa
de Qualificação Profissional, uma parceria
entre o Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (SENAI) e a Alcoa. O Programa já
profissionalizou 2.528 pessoas em áreas da
informática, mecânica, elétrica e, mais recentemente, nos Programas de Formação de
Operadores e Operadoras e Manutenção.
“Eu fiz os cursos do Programa de Formação de Operadores e Operadoras (PFO) e
do Programa de Formação para Manutenção
(PFM). Ingressarei na Alcoa como Operadora,
na área do Beneficiamento”, conta Lauriana
da Silva, que já trabalhou em bares e restaurantes, oficinas mecânicas e lanchonetes,
todos serviços temporários. “Busco novos
conhecimentos e não vou parar. Seguirei em
frente. O principal desafio é ficar longe da
família”, explica.
Foram contratados 45 profissionais de Juruti para a fase de Operação da mina, dentre
os quais 27 foram alunos do SENAI. “Estes
alunos encerraram os cursos e estão capacitados, podendo ser contratados pela empresa
de acordo com a disponibilidade de vagas. O
objetivo é que esses profissionais trabalhem
na fase de Operação da Mina de Juruti e
também em qualquer outra empresa ou empreendimento que necessite de mão-de-obra
preparada para a área industrial”, afirma Célia
Oliveira, Consultora de Educação da Alcoa,
responsável pela parceria com o SENAI.
24
Indústria da Mineração
Novo modelo MW
– 5000C de carreta
de perfuração
pneumática
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Wolf Metalúrgica apresenta novo
modelo de carreta na EXPOSIBRAM 2009
A carreta de perfuração pneumática recebeu novos acessórios. O modelo MW- 5000C – que será
apresentado na EXPOSIBRAM 2009 – pela Wolf Metalúrgica, proporcionará novas condições de trabalho operacional por meio de simplicidade e segurança. A empresa, especializada em equipamento de
perfuração de rocha, tem como marca registrada o desenvolvimento de novas tecnologias.
O equipamento pesa sete toneladas em três metros de altura. A cabina
com ar condicionado, por exemplo, aumenta a produção devido ao conforto
operacional. Segundo o Gerente de Negócios da empresa, Marcelo Garcia,
todos os comandos e instrumentos da carreta possuem acesso fácil e rápido.
“A área de visão é grande por causa do vidro em formato curvo. E entre
outros acessórios, a carreta permite o trabalho noturno”, divulga.
Wolf Metalúrgica
Além disso, a carreta possui um coletor de pó eficiente, um engraxador
acionado pelo painel de controles, e um trocador de haste que executa
toda a ação dentro da própria cabine.
VISITE
O estande da WOLF Metalúrgica é o H 14, no Pavilhão do EXPOMINAS.
A MS Instrumentos apresentará
a Balança Integradora Max
Performance e uma nova
abordagem para melhor
administração dos equipamentos
Quando fazer a nova calibração daquela balança especifica? Qual o intervalo
de tempo da manutenção para assegurar
a precisão? Quando os roletes devem ser
trocados? São perguntas técnicas, mas que
a MS Instrumentos, especialista em equipamentos de medições, há 20 anos, faz questão de esclarecer ao apresentar tecnologias,
antes mesmo da aquisição. A novidade que
será levada para a EXPOSIBRAM 2009 é a
MS Instrumentos
Balança para correias
transportadoras será lançada
na EXPOSIBRAM 2009
Balança Integradora Max Performance que
faz a pesagem do minério enquanto ele é
transportado por meio das correias.
Segundo a empresa, o novo equipamento
representa uma nova abordagem para melhorar administração dos resultados das balanças para correias transportadoras. Como
forma de diferenciação, a MS Instrumentos,
considera os termos de manutenção tão
importantes quanto o próprio equipamento.
E é esse o diferencial, para a representante
da Direção da ISO da empresa, Terezinha
Duarte. “Nossos especialistas em balanças
criam roteiros analíticos de pontuação dos
equipamentos para que antes da aquisição
e instalação, o usuário conheça o resultado
da medição”, explica.
Sistema de pesagem de correias transportadoras
“Os engenheiros de vendas propõe ao
cliente a solução correta para cada aplicação,
associando a qualidade de nossos produtos
aos custos de aquisição. O usuário fica ciente
quanto à complexidade e suporte de manutenção do equipamento”, afirma Terezinha.
VISITE
O estande da MS é o R 78, localizado
no Pavilhão, do EXPOMINAS.
Indústria da Mineração 25
João Ramid
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
A MRN se preocupa com o bem-estar e a qualidade de vida de seus empregados e familiares
Mineração Rio do Norte
completa 30 anos
São muitos os motivos para comemorar.
Dentre ele, o fato de a empresa ser uma
das maiores produtoras mundiais de bauxita.
A Mineração Rio do Norte – MRN (associada ao IBRAM), mineradora de bauxita
no Pará, completou 30 anos em agosto. A
empresa comemora não só o aniversário
como também o fato de ser uma das maiores
produtoras mundiais de bauxita e a maior
empregadora do Oeste do Pará.
A região Norte é responsável pela maior
parte da mão de obra da MRN, sendo origem
de mais de 84% dos 1.300 empregados.
Desse total, 96,5% são do estado do Pará – a
maioria da região Oeste, que possui mais
de 900 representantes, especialmente de
Santarém, Oriximiná e Terra Santa. Além do
efetivo próprio, a MRN gera mais 1.600 vagas
de empregos, ocupadas por trabalhadores
terceirizados.
O compromisso da MRN com o bem-estar
e a qualidade de vida de seus empregados e
familiares pode ser notado pelo programa de
benefícios que a empresa disponibiliza. “São
cerca de 30 benefícios e serviços sociais, que
vão desde assistência médica até ensino gratuito na escola de Trombetas e kit escolar para
filhos de empregados”, explica a assistente
social da MRN, Vânia Blois.
Ao longo dos últimos cinco anos, a MRN
investiu mais de R$ 28 milhões em programas
sociais. Grande parte desses programas é conduzida em parceria com as comunidades e instituições técnicas, científicas, públicas e privadas,
além de órgãos governamentais e organizações
não-governamentais. Desta forma, os projetos
da empresa têm como princípios básicos a
busca da auto-sustentação e o relacionamento
de longo prazo com as partes envolvidas. Alguns
desses projetos já chegaram à marca dos 10
anos. É o caso do Quilombo, desenvolvido em
parceria com a Fundação Esperança, ONG de
Santarém. Por meio do projeto, uma equipe
presta assistência médica a 3.300 moradores
de 18 comunidades quilombolas que vivem às
margens do rio Trombetas.
Outro destaque é o incentivo ao desenvolvimento da piscicultura, através da criação de
tambaquis em tanques-redes. O objetivo do
projeto é proporcionar uma alternativa de renda aos ribeirinhos. “Desde o inicio do projeto,
mais de 200 famílias já foram beneficiadas e
uma renda de mais de R$ 350 mil já foi gerada para as comunidades através da venda do
pescado”, explica José Haroldo Paula, Gerente
de Relações Comunitárias da MRN.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Vale
26
Mina subterrânea de Taquari-Vassouras, Sergipe
Segurança e Saúde na
mineração: fator de
competitividade
Valorizar o empregado e zelar pela saúde é,
além de uma atitude humana, uma forma de tornar
a empresa competitiva e plenamente produtiva
Atitudes humanitárias, preocupadas com
o bem-estar dos empregados, fazem parte
do cotidiano das empresas modernas de
mineração. Engana-se quem acha que esta
atitude não esteja atrelada ao rendimento
profissional. Uma pessoa feliz é capaz de mover montanhas. Uma pessoa plenamente saudável não é complemento e sim suplemento
de uma empresa. Fatores positivos como esses
fazem a diferença: aumentam a produtividade e permitem que uma mineradora se torne
muito mais competitiva. É preciso valorizar o
empregado, cuidar dele.
Todos ganham com tal atitude. A empresa
que se propõe a cuidar dos funcionários tem
uma ‘carta na manga’. É comum a segurança
ocupacional servir de diferencial durante
uma negociação. E essas são afirmações da
especialista sobre o assunto, Cláudia Pellegrinelli, também Coordenadora do Programa
Especial de Segurança e Saúde Ocupacional
do IBRAM, o MinerAÇÃO.
O Programa do IBRAM existe desde 2007
e, se propõe a fazer um trabalho junto às empresas para diminuir o número de acidentes
de trabalho. Essa ação, inicialmente solicitada por um grupo de mineradoras, só não
está de fato implantada, por falta de maior
participação das demais empresas. Espera-se
que até o final do ano, o MinerAÇÃO tenha
as ferramentas suficientes para pleno sucesso
na prevenção de ocorrências que podem
prejudicar uma das principais atividades
econômicas do País.
Análise de risco
Para uma boa gestão de prevenção de acidentes de trabalho é necessário realizar uma
análise de risco. É o primeiro passo para saber
exatamente como evitar o problema. É preciso
identificar para depois atuar. “O Programa foi
pensado para ajudar a reverter os indicadores
que hoje são negativos no setor de mineração,
especialmente no segmento das pequenas e
médias empresas”, explica Cláudia.
Para garantir o sucesso do Programa é preciso, além de conscientização, o apoio de empresas. “A iniciativa para aderir ao MinerAÇÃO
é voluntária. Todos aqueles que procurarem
o IBRAM para fazer parte do Programa receberão suporte com treinamentos, palestras e
pesquisas para diminuir drasticamente esta estatística que tanto assusta”, enfatiza Cláudia.
Segundo dados do Instituto, a mineração
é o terceiro segmento que mais provoca
mortes em termos de segurança ocupacional
no Brasil. “Alega-se muito que a mineração
provoca doenças e mortes. Só um trabalho
sério consegue retirar o setor desta plataforma
de risco”, conclui a especialista.
Indústria da Mineração 27
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Quer participar do Programa MinerAÇÃO?
Para garantir o sucesso do Programa Especial de Segurança e Saúde
é preciso a participação de empresas do setor da mineração, independentemente do porte e sistema de gestão, com adesão voluntária
ao Programa.
Para aderir ao MinerAÇÃO basta entrar em contato com o IBRAM
por meio do telefone 31 3223 6751 ou enviar e-mail para:
[email protected]
3. Ter como base o atendimento irrestrito à legislação brasileira e estar
alinhado aos princípios do ICMM - International Council of Mining
and Metals, em relação à Segurança e Saúde Ocupacional;
4. Promover o constante, amplo e permanente intercâmbio de
experiências e boas práticas entre as empresas do setor e partes
interessadas, desenvolvendo meios de comunicação adequados;
5. Incentivar o desenvolvimento das pessoas (empregados, contratados, parceiros e partes interessadas), por meio de ações de
educação e treinamento.
Conheça cinco Princípios do Programa:
1. Atuar, de forma permanente, com o intuito de minimizar os riscos
à saúde e segurança das pessoas nas atividades de mineração;
O assunto Segurança e Saúde será tema do Painel: Gestão Estratégica
de Segurança e Saúde Ocupacional como Fator de Competitividade, no
dia 23 de setembro, às 14 horas, no auditório III “Octávio Ferreira da
Silva”, no EXPOMINAS.
Renato Printes
2. Possibilitar e incentivar a participação de todas as empresas do
setor, independentemente de seu porte e sistemas de gestão, com
adesão voluntária ao programa;
AGENDE-SE
Exemplo de Segurança
e Saúde: laboratório
do Sono da MRN no PA
Um belo exemplo de como cuidar e zelar
pela saúde dos empregados é o Programa
de Medicina do Sono e Fadiga, iniciativa da
Mineração Rio do Norte – MRN. As atividades
do Laboratório do Sono do hospital de Porto
Trombetas, no Município de Oriximiná, no
Pará, começaram em março de 2009. As
instalações do hospital passaram por adequações físicas e, equipamentos de polissonografia foram adquiridos para a realização
de exames.
Atualmente, o sono é uma das principais
preocupações da MRN em relação a saúde
dos empregados, já que a qualidade do sono
está diretamente ligada ao desempenho das
pessoas. O sono aumenta a possibilidade de
erros na operação e é, reconhecidamente,
fator de aumento no risco e na gravidade
de acidentes. Por meio do Programa, devem
ser identificadas e tratadas desordens respiratórias do sono, sonolência diurna, insônia,
desordens da neurologia e psiquiatria que
afetam o sono.
Em 2008, a MRN passou a usar a luz (fototerapia ou luxterapia) para combater a sonolência no ambiente de trabalho, especialmente com empregados que trabalham em turnos
Funcionário da MRN durante exame polissonográfico, no Laboratório do Sono
e na operação de máquinas como tratores,
locomotivas, escavadeiras e caminhões. A luz
inibe a produção de melatonina, hormônio
que induz ao sono, produzido à noite. Assim,
foram implantadas nessas máquinas lâmpadas
com capacidade de 2.000 LUX e baixa emissão ultravioleta, que acendem gradativamente
para não ofuscar o operador.
Ainda em 2008, uma enfermaria do
hospital recebeu tratamento acústico para a
realização de exames polissonográficos - em
que o paciente dorme no hospital sendo
monitorado por uma câmera que registra
imagens em DVD.
Sobre Saúde Ocupacional
O conceito de Saúde Ocupacional vai
muito além dos aspectos de possíveis doenças causadas pelo trabalho. Aspectos sociais,
psicológicos, qualidade das relações no trabalho, segurança institucional e perspectivas de
futuro influenciam a saúde no trabalho.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
AngloGold Ashanti
28
Ouro em barra: produto final.
Mineradora de ouro crescerá em 5 anos
o equivalente à metade da produção
No ano de comemoração dos dez anos
da AngloGold Ashanti (associada ao IBRAM)
no Brasil, os acionistas afirmam que a empresa crescerá em cinco anos o equivalente
à metade da sua produção. Outro motivo
AngloGold Ashanti
Equipamento de mineração subterrânea
para comemorar é o fato de a Anglo ter
mantido todos os seus projetos de crescimento no País para este ano, mesmo diante
da situação econômica mundial.
Para que a previsão de crescimento
se realize, a empresa aposta também em
responsabilidade social, na valorização
dos empregados e no aprimoramento da
gestão – como exemplo o Projeto One, que
padronizará os processos da AngloGold em
todo o mundo.
Na questão da segurança - um dos
aspectos mais valorizados pela empresa
AngloGold Ashanti –, o Programa de Gerenciamento de Riscos, associado a outras
iniciativas, age na conscientização de cada
empregado em cuidar de si e do colega,
sempre em busca das oportunidades de melhoria. Nos últimos anos, alguns processos,
como pesquisas de clima e o desenvolvimento de empregados por meio de treinamentos, têm proporcionado bons resultados
no bem-estar dos trabalhadores.
Desenvolvimento
social e ambiental
Um exemplo de responsabilidade ambiental da mineradora é a criação de duas
Reservas Particulares do Patrimônio Natural
(RPPNs) – uma em Nova Lima e outra em
Sabará e Caeté (todas em MG). Além disso,
80% da água nas unidades operacionais
é recirculada e o Sistema de Gestão Ambiental da Empresa está ancorado na ISO
14001. A AngloGold se alinha à ISO 14001
e 17025, bem como ao Código Internacional de Cianeto, os três com conotação
ambiental; à OHSAS 18001, de segurança
e saúde; à ISO 9001, de qualidade e à NBR
16001, meta para este ano, que versa sobre
responsabilidade social.
Responsável pela maior parte dos empregos oferecidos às comunidades das regiões
onde atua – Nova Lima e Raposos, com
a Planta do Queiroz, a empresa mantém
parcerias locais para geração de trabalho e
renda. Somente em impostos, a empresa
Indústria da Mineração 29
AngloGold Ashanti
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
gera 89 milhões de reais em Minas Gerais e
em Goiás. A Política de Desenvolvimento de
Comunidades abarca projetos voltados para
as áreas de saúde, educação e renda em todas
essas cidades. Os sistemas de governança da
AngloGold Ashanti pressupõem a prestação
de contas e a informação transparente para
todas as partes interessadas.
“A participação da AngloGold Ashanti
no setor mineral brasileiro é marcada pelo
volume e qualidade dos investimentos em
exploração mineral, ampliação de minas em
operação, abertura de novas minas, introdução de mais ouro e subprodutos, o que
se torna mais significativo por cobrir regiões
distintas do Brasil: o Quadrilátero Ferrífero,
em Minas Gerais, e o Centro Oeste, em Crixás, GO”, afirma Paulo Camillo Vargas Penna,
Presidente do IBRAM.
Algumas unidades
da empresa:
Córrego do Sítio I e
Córrego do Sítio II
Com produção anual de 500 mil toneladas de minério e 90 mil onças de ouro
por ano – cujo teor é de 6,19 gramas por
tonelada – o Projeto Córrego do Sítio I acaba
de ganhar uma unidade irmã: Córrego do
Sítio II, onde já se iniciou uma campanha
de exploração e sondagem para incrementar a produção a partir de 2015. Ambas se
localizam em Santa Bárbara (MG). A estimativa, com o segundo projeto, é duplicar a
contribuição atual e elevar as 90 mil onças/
ano para 180 mil. Os recursos minerais em
Córrego do Sítio são da ordem de 2,2 milhões de onças, sendo 1 milhão de onças de
recursos lavráveis, com vida útil até 2022.
Em Córrego do Sítio II, o potencial estimado é de 1,6 milhão de onças, com vida útil
prevista para 2030. Em termos de previsão
de investimentos, as duas unidades somam
aproximadamente US$ 330 milhões.
Projeto Lamego
A previsão é produzir 290 mil toneladas
de minério por ano, com teor de 4,87 gramas
de ouro por tonelada, a partir de 2011. O
Projeto Lamego, em Sabará (MG), está em
fase de estudos e prevê o aprofundamento
Uma das etapas da produção de ouro: fundição.
dos principais corpos de minério locais –
Carruagem e Cabeça de Pedra. Os recursos
minerais são de 1,3 milhões de onças, sendo
que a parte lavrável representa 374 mil onças.
A vida útil da mina está prevista para 2020.
O Projeto recebeu investimentos de US$ 60
milhões e, contabiliza-se, atualmente, 500
postos de empregos.
Mineração Serra Grande
Os investimentos em pesquisa também
propiciaram expandir a Planta Industrial e
prolongar a vida útil da Mineração Serra
Grande, joint venture da AngloGold Ashanti
e da Kinross, localizada na cidade de Crixás
(GO). As minas e a nova planta industrial passaram por mudanças estruturais e por uma
expansão, que recebeu R$ 120 milhões de
investimento, cuja inauguração foi em março
passado, com vista a ampliar a produção da
empresa em 44%. Em 2009, Serra Grande
irá processar 1,08 milhão de toneladas de
minério para produzir, aproximadamente,
162 mil onças de ouro ou 5 toneladas.
Quando o projeto foi aprovado na década
de 80, a vida útil prevista para a empresa
era 10 anos. Já se passaram 20, e ainda
restam nove anos nos planos atuais de lavra,
podendo ser estendidos em decorrência dos
investimentos em exploração. Os recursos
conhecidos atualmente são da ordem de 2
milhões de onças de ouro, o que garante a
operação da empresa até 2018. O investimento em pesquisa geológica nos próximos
quatro anos é de cerca de R$ 90 milhões. A
empresa emprega 900 pessoas diretamente
e mais 300 indiretamente. Recentemente,
Serra Grande conquistou o Prêmio Excelência em Gestão da Segurança, concedido pela
própria AngloGold Ashanti.
VISITE
O estande da AngloGold Ashanti na EXPOSIBRAM 2009 é o estande C 29, localizado no
Pavilhão do EXPOMINAS.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
CPE
30
Copa de 2014:
construção civil
deve aumentar
contratações
Setor está otimista com a
chegada do Mundial, que pode
criar mais de 3,5 milhões de
vagas em todo o País
Na avaliação dos representantes e
especialistas, a construção civil deverá
ganhar maior participação no PIB a partir
do próximo ano. Até 2008, a indústria
da construção representava 5,1% das
riquezas do País. “A Copa do Mundo de
2014 aumentará os investimentos em
infraestrutura pelo menos até o ano de
realização, o que aquecerá a construção civil”, avalia Carlos Maurício Lima
de Paula Barros, Diretor-Presidente da
ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial.
O otimismo das empresas tem base
no volume de investimentos prometidos para o setor, que variam de R$ 60
bilhões a R$ 100 bilhões. Especialistas
estimam que, a cada R$ 1 milhão em investimentos na construção civil, são
criados 58 empregos, sendo 33 empregos diretos e 25 indiretos. Isso significaria
a geração de pelo menos 3,5 milhões
de vagas. Para Barros, o crescimento
do setor deve aumentar o número de
empregos principalmente em empresas
de projeto, consultoria, edificações e
construção industrial.
Laser Scanner terrestre em dois países: Austrália e, abaixo, China.
Laser Scanner terrestre de alta
precisão em levantamentos 3D é
apresentado ao mercado brasileiro
A empresa responsável pela locação e venda desses
equipamentos estará na EXPOSIBRAM 2009
O Laser Scanner terrestre
LMS-Z620 (marca RIEGL) é
composto por um equipamento
de alta performance e longo
alcance para escaneamentos
em 3D, por um software de tratamento e operação dos dados
(RiSCAN PRO) e ainda por uma
câmera digital de alta resolução.
Tudo isso forma um sistema para
auxiliar no processamento automático ou semi-automático dos
dados escaneados e das imagens. Materiais
estes que geram produtos que informam a
profundidade e servem para análises de geotecnia (área mecânica dos solos) e medição
de minas, entre outras aplicações.
Projetado especialmente para aquisição
rápida de imagens 3D de alta qualidade, até
mesmo sob condições ambientais adversas, o
Laser Scanner é um sensor totalmente portátil.
O equipamento fornece uma combinação de
amplo campo de visão, longa faixa de alcance
e rápida aquisição de dados. Um
notebook com Windows, juntamente com o pacote do software
RiSCAN PRO, permite ao usuário
adquirir instantaneamente dados
3D de alta qualidade no campo
e acessar uma variedade funções
de registro, pós-processamento e
exportação de dados.
A novidade é apresentada ao mercado brasileiro pela
CPE Equipamentos Topográficos
Ltda., especializada em locação e venda de
equipamentos topográficos, como estações
totais, receptores GPS, laser scanners e softwares. A empresa, que atua desde 1974,
estará na EXPOSIBRAM 2009.
CPE
A construção civil promete ser o motor da economia brasileira nos próximos
cinco anos. A preparação para a Copa
do Mundo de 2014 deve transformar o
Brasil em um grande canteiro de obras,
o que permite ao setor fazer planos
para reiniciar o ciclo de crescimento
interrompido em 2008 pela crise mundial. As empresas da construção civil já
registram melhoras, e garantem que o
segmento passará por um aumento de
contratações para atender à demanda.
VISITE
O estande da CPE Equipamentos Topográficos
Ltda. É o A 21, no Pavilhão do Expominas.
Indústria da Mineração 31
Devex
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
DEVEX apresenta
ferramenta que informa em
tempo real as condições
dos equipamentos
De acordo com o Gerente, da Devex, Renato de Souza Gomes,
o benefício dessa novidade é a possibilidade do usuário antecipar
possíveis riscos e educar o operador, evitando danos ao equipamento
e perdas na produtividade.
Durante o evento, a Devex apresentará também a evolução do Exacta System. Essa funcionalidade do SmartMine permite maior precisão
na rotina das máquinas por meio de GPS de alta precisão (HPGPS) e
Sever System em operação no computador de bordo do trator de esteira
sensores de cinemática e inclinação. “Dessa forma, o sistema obtém
os dados de trabalho dos equipamentos com grande exatidão, o que
minimiza retrabalhos e aumenta o ganho operacional nas atividades
de perfuração, carregamento, corte e aterro”, explica Gomes.
VISITE
O estande da Devex é o L 15 no Pavilhão do EXPOMINAS.
Voith Turbo mostra inovações de
acoplamento para indústria de mineração
Além do novo acoplamento integrado e do convencional, a empresa
apresentará aos visitantes da EXPOSIBRAM 2009 o equipamento simulador
Um acoplamento usado na mineração é
um dispositivo que garante eficiência na transmissão de potência do motor das máquinas e
ainda, reduz o consumo de energia. Durante
a EXPOSIBRAM 2009 a empresa Voith Turbo
apresentará o novo produto, o Acoplamento
TurboSyn, e ainda, fará uma simulação deste
equipamento aos visitantes.
O equipamento simulador permitirá, de
forma didática, que o visitante perceba o
comportamento dinâmico de uma partida
via acoplamento hidrodinâmico.
De acordo com a empresa, os investimentos no desenvolvimento dos acoplamentos e variadores de velocidade hidrodinâmicos chegam a 2 milhões de euros
por ano na Voith. “Esses equipamentos são
reconhecidos no mercado como de alta
qualidade comprovada”, destaca o Gerente
da Divisão Industrial da companhia, Jorge
Jappur. Ele salienta que a Voith Turbo possui
o compromisso mundial de confiabilidade,
cujo slogan é “Engineered reliability” (denominação que traduz a filosofia corporativa do Grupo e pode ser traduzida em três
palavras-chaves: qualidade, confiabilidade e solidez). A participação no
mercado de mineração representa
80% dos negócios.
“A EXPOSIBRAM é o maior
evento de mineração do País, que
reúne os principais clientes e fabricantes do mercado. A participação no
evento permite perceber o pulso e orientação
do mercado e com isso conceber as melhores estratégias para nossa atuação”, afirma
Jorge Jappur.
Voith Turbo
A Voith Turbo é uma divisão do
Grupo Voith, que desenvolve e fornece
tecnologia de ponta em componentes, sistemas e serviços relacionados a
acionamentos. Com atuação global nas
áreas industrial, automotiva, ferroviária
e naval, a empresa emprega, no mundo,
mais de 5.300 colaboradores e faturou
€ 1,16 bilhão no ano fiscal 2007/2008.
Divulgação
Especializada em sistemas para controle e supervisão de operações
de minas, a Devex (associada ao IBRAM) apresentará na EXPOSIBRAM
2009, uma nova versão do SmartMine, que existe há 12 anos. Este novo
sistema, com destaque para a Telemetria Pró-ativa, fornece informações
em tempo real sobre condições anômalas de uso dos equipamentos e,
ainda, auxilia na gestão de ativos de forma a prevenir danos e mau uso
do equipamento por meio de alarmes gerados na central de controle
e no computador de bordo.
Acoplamento TurboSyn
VISITE
O estande da Voith Turbo
é o F15, no Pavilhão do EXPOMINAS.
Indústria da Mineração
Ano IV - nº 27, setembro de 2009
Ausenco
32
Ausenco
do Brasil:
capacitação
em engenharia
mineral e
consultoria
ambiental
Soluções para aumentar o potencial de
cada estágio do ciclo de vida de um projeto
de mineração. É justamente este papel de
provedor de soluções técnicas que é garantido
pela equipe de especialistas da Ausenco do
Brasil Engenharia (associada ao IBRAM). A
companhia estará na EXPOSIBRAM 2009. A
empresa detalhará sua capacitação nas áreas
de Engenharia Mineral, Óleo & Gás, Energia,
Infraestrutura e Consultoria Ambiental.
A Ausenco realiza estudos de engenharia
do tipo EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção) e EPCM (Engenharia, Suprimentos
e Gestão da Construção) para projetos de
grande escala em uma ampla variedade de
commodities. As linhas de negócios – compreendidas pelas Ausenco Minerals, Vector, PSI,
Mineroduto da mina de bauxita de Paragominas, da Vale, no Pará
Sandwell, Ascentis e Gerenciamento de programa da Ausenco – cobrem toda a cadeia
produtiva: avaliação geológica, planejamento
de mina, beneficiamento mineral, disposição
de rejeitos/estéril, transporte por dutos, manuseio de granéis e projetos portuários.
Dentre alguns dos projetos recentemente
desenvolvidos pela Ausenco estão:
• Mineração Bauxita Paragominas para a
Vale. O mineroduto de 245 km da mina
de bauxita de Paragominas, da Vale, no
Ausenco
Projeto Anglo Ferrous Minas Rio: terraplenagem e abertura de pista para lançamento do mineroduto
Pará, foi comissionado em 2007 e transporta 11,8 milhões ton/ano de material.
É o primeiro e único duto de transporte
de concentrado de bauxita de longa
distância no mundo, processo este de
alta complexidade técnica em face aos
desafios de resistência, disponibilidade e
controle do sistema.
• Anglo Ferrous Minas Rio para a Anglo
Ferrous Brasil (Anglo American). Projeto de Engenharia Básica e Detalhada,
com 524 km, que liga a planta em Conceição do Mato Dentro (MG) ao porto
em Barra do Açu, em São João da Barra,
no Rio de Janeiro, com 2 Estações de
Bombeamento, uma Estação de Válvulas
e o Terminal. O projeto está em fase de
implantação.
• O segundo mineroduto para a Samarco
Mineração, com 398,7km de distância,
desde a mina de Germano, em Minas Gerais, até Ponta do Ubu, no Espírito Santo,
que foi comissionado em 2007/2008 e
transporta hoje oito MTA de concentrado
de minério de ferro.
VISITE
O estande da Ausenco do Brasil Engenharia
é o R 34, no Pavilhão do Expominas.
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Indústria da Mineração nº 27