1247 CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS DE SAÚDE DOS IDOSOS EM RELAÇÃO AO DIABETES MELLITUS KNOWLEDGE, ATTITUDES AND PRACTICAL HEALTH OF ELDERLY IN RELATION TO DIABETES MELLITUS Magna Isabela Ferreira Enfermeira. Graduada pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais [email protected] - Unileste. Vitória Augusta Teles Netto Pires Enfermeira. Graduada em Enfermagem e Obstetrícia. Mestre em Saúde e Enfermagem na área de Planejamento, Organização e Gestão de Serviços de Saúde. Especialista em Saúde Pública e em Educação Profissional na Área Saúde: Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG; Especialista em Ativadores de Processos de Mudança pela Fiocruz/ENSP. Docente do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste. [email protected] RESUMO A população idosa mundial está crescendo em um ritmo acelerado e o Brasil segue esta tendência. O envelhecimento não está relacionado a doenças e a incapacidades, porém as doenças crônicas não transmissíveis são encontradas constantemente entre os idosos, destacando-se o diabetes mellitus por apresentar-se como uma importante causa de morbimortalidade. Por ser uma patologia prevalente nesta fase da vida esta pesquisa teve por objetivo identificar o conhecimento de um grupo de idosos sobre o diabetes mellitus, a sua percepção quanto aos seus fatores de risco e as medidas que adotam para a prevenção da doença. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva, realizada com participantes de um projeto de extensão de uma Instituição de Ensino Superior (IES), do interior de Minas Gerais, voltado para atividades físicas, recreativas e socializadoras para a população idosa. As informações foram obtidas através da aplicação de um roteiro de entrevista semiestruturado que abordou sobre as características sóciodemográficas, econômicas, de saúde e os conhecimentos sobre o mecanismo orgânico do diabetes mellitus. Os resultados encontrados identificaram um perfil sociodemográfico e econômico definido pelo sexo feminino, com idade entre 60 e 69 anos, com condições de saúde que demandam acompanhamento médico regular para controle e prevenção. Apesar de demonstrarem deficiência de conhecimentos sobre as características do diabetes mellitus apresentaram um conhecimento adequado sobre a prevenção da patologia. PALAVRAS-CHAVE: Envelhecimento. Diabetes mellitus. Fatores de risco. ABSTRACT . Elderly population worldwide is growing in a developed way and Brazil is following this tendency. The aging is not related to diseases and incapacities, but the non-transmittable chronicle diseases can be found constantly among elderly people, with highlights to the diabetes mellitus, being reported as an important cause of mortability. For being a prevalent pathology during this time of life, this research had as its main goal to identify the understanding of a group of elderly people about diabetes mellitus, its perception about the risk factors and attitudes taken to prevent the disease. This is about a descriptive kind qualitative research, done with participants in an extension project of a Major Degree Institution (Instituição de Ensino Superior – IES – in Brazil), in the countryside of Minas Gerais state, considering physical, recreational and socializing activities for elderly population. The information were obtained through the application of a semi-structured interview script, which brought up social demographics, economical, health characteristics and the knowledge on diabetes mellitus organic functioning. The results found identified a social demographic profile defined by female gender, aged Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1248 between 60 and 69y ears old, with health conditions which demand constant medical monitoring for controlling and disease prevention. Despite showing knowledge restrictions about diabetes mellitus characteristics, an appropriate knowledge has been shown to the pathology prevention. KEY WORDS: Aging. Diabetes mellitus. Risk factors. INTRODUÇÃO A taxa de fecundidade no Brasil tem se mantido abaixo do nível de reposição populacional ao mesmo tempo em que se observa em maior ritmo o crescimento da população acima de 60 anos de idade. Combinado com outros fatores, como os avanços da tecnologia, especialmente na área da saúde, o grupo de idosos vem ocupando um espaço significativo na sociedade brasileira (BRASIL, 2009). Em 2010, a população brasileira era de 190.755.799 habitantes, dos quais 20.590.599 eram idosos, correspondendo a 10,8% da população. Este percentual indica para situações que podem modificar a estrutura de gastos do país com esta faixa etária (MORAES, 2012). A partir do referencial cronológico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a população idosa como aquela a partir dos 60 anos de idade em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Em países desenvolvidos o ponto de corte é de 65 anos de idade (WHO, 2005). No Brasil, o Estatuto do Idoso foi instituído pela Lei no 10 741 de 2003, regulamentado pelo decreto no 5.130 de 07 de julho de 2004, que entende como idosa a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (BRASIL, 2003; AMPERJ, 201). O envelhecimento é considerado como um processo que ocorre durante toda a vida, de forma natural, sendo percebido após as fases de desenvolvimento e desestabilização em que ocorre o aparecimento de alterações estruturais e funcionais. O respeito aos valores da população idosa, como pessoas transmissoras de experiências e sabedoria, encontra-se nas raízes de todas as civilizações, presentes nas figuras dos conselhos dos anciãos, desde a organização tribal. Devese, portanto, cuidar para que o ato de envelhecer seja com saúde, de forma ativa e livre de qualquer tipo de dependência funcional (MINAS GERAIS, 2006). No Brasil a Política Nacional de Saúde do Idoso (PNSPI) foi aprovada em 1999, pela Portaria Ministerial no 1.395/GM, posteriormente revogada em 19 de outubro de 2006 pela Portaria no 2.528/GM que, em seu art. 5º preconiza o estímulo da capacidade funcional do idoso. Tem como objetivo recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos idosos, através da criação de medidas coletivas e individuais de saúde, priorizando a descentralização, a universalidade, a integralidade da atenção, a equidade e o controle social, ao mesmo tempo em que organiza o acesso da população idosa aos serviços de saúde (BRASIL, 2006a). Seguindo o contexto mundial o Brasil caminha rapidamente rumo a um perfil demográfico envelhecido, caracterizado pelo aumento da expectativa de vida e pela mudança do perfil de morbimortalidade da população. Entre as doenças crônicas mais frequentes neste grupo encontra-se o diabetes mellitus (BRASIL, 2010). Destaca-se uma significativa redução dos óbitos por doenças infecto-contagiosas, mas com elevação das mortes por doenças crônicas. Há assim, a necessidade de Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1249 adequações das políticas sociais e da saúde que devem estar voltadas para atender à crescente demanda para o atendimento do idoso (BRASIL, 2006a). Em relação a outras faixas etárias da população brasileira, os idosos utilizam mais os serviços de saúde, com internações mais frequentes, fazendo com que ocupem os leitos hospitalares por um período mais prolongado. O diabetes mellitus é definido como um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia) e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente rins, sistema nervoso, cérebro, coração e vasos sanguíneos, podendo resultar em defeitos na secreção e ou ação da insulina (SMELTZER; BARE, 2011). No mundo existem 371 milhões de pessoas portadoras de diabetes mellitus com idades entre 20 e 79 anos. Este número vem crescendo em todos os países e metade das pessoas portadoras da doença desconhece esta condição. O Brasil ocupa a quarta posição entre os países com maior prevalência de diabetes: 13,4 milhões de pessoas, correspondendo a aproximadamente 6,5% da população de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2009). Os idosos lideram a faixa etária das pessoas com diabetes mellitus com 21,6 % do total de casos (BRASIL, 2012a). Para o Ministério da Saúde (MS) o diabetes mellitus configura-se como uma epidemia mundial, trazendo vários desafios para os sistemas de saúde de todo o mundo. O aumento da incidência e prevalência desta patologia se dá por adoção de estilos de vida pouco saudáveis, envelhecimento da população, a urbanização, dietas inadequadas que levam a obesidade, entre outros fatores relacionados às condições e hábitos de vida (BRASIL, 2006b). Os idosos obesos ou com sobrepesos são mais susceptíveis para desenvolver esta patologia e, quando apresentam outros fatores de risco o estado de saúde deste grupo pode ficar comprometido. As intervenções em indivíduos que apresentam alto risco para o diabetes mellitus devem ser efetivas para retardar a evolução da doença. Estão relacionadas às mudanças no estilo de vida; o controle do tabagismo; da obesidade; do sedentarismo; do consumo de sal e de bebidas alcoólicas e o estímulo a uma alimentação saudável (BRASIL, 2013a). São considerados indivíduos pré-diabéticos aqueles que se encontram com os valores da sua glicemia em jejum variando entre 100 e 125 mg/dL. Devem ser orientados quanto à manutenção do peso corporal dentro dos padrões dos índices de massa corporal (IMC), sobre a importância da atividade física e da alimentação saudável (BRASIL, 2013a). A equipe de saúde deve ter por objetivo orientar e dar suporte ao portador de diabetes mellitus para que ele tenha um papel mais ativo no controle da sua patologia, mantendo-o informado e tornando-o competente para cumprir os objetivos do seu tratamento e autocuidado (BRASIL, 2010, 2013a). Nestas circunstâncias, a participação do enfermeiro e dos demais membros das equipes de saúde se faz necessária para atuar como facilitadores no estímulo à adoção de medidas de prevenção e na identificação das pessoas que apresentam risco. Devem ainda estimular o envolvimento dos próprios portadores do diabetes mellitus no seu projeto terapêutico, promovendo o entendimento sobre a patologia, criando vínculos para promover uma maior adesão ao tratamento e autocuidado, Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1250 sempre respeitando a individualidade (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2009). A realização desta pesquisa justifica-se por ser a população idosa considerada de maior vulnerabilidade para desenvolver o diabetes mellitus, que se encontra entre as seis principais causas de internação hospitalar e procedimentos de alto custo, apresenta um alto índice de mortalidade, é a causadora por maior parte de amputações de membros inferiores, além de demandar um alto custo social e financeiro para a sociedade e os sistemas de saúde (ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE, 2010). Almeja-se que os resultados desta pesquisa possam subsidiar a definição de ações pertinentes para o atendimento do diabético nos serviços de saúde, especialmente na atenção primária, principalmente para os enfermeiros. Também é importante para a sociedade, por ser fonte de informação e por poder contribuir com os avanços da ciência, na ampliação das pesquisas sobre o tema e como fontes para novas pesquisas. Para esta pesquisa sistematizou-se a seguinte questão norteadora: Qual a percepção dos idosos sobre o diabetes mellitus, seus fatores de risco e as medidas adotadas para sua prevenção e controle? Para responder a esta questão definiu-se como objetivo descrever o conhecimento relatado por um grupo de idosas cadastradas em projeto de extensão institucional sobre o diabetes mellitus nos aspectos relacionados à questão norteadora. METODOLOGIA Para atender ao objetivo proposto foi desenvolvida uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritiva junto aos idosos que participam do projeto Ativaidade no Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste, município de Ipatinga, localizado na região leste do estado de Minas Gerais. A população alvo compreendeu idosos com idade igual ou superior a 60 anos que faziam parte do projeto Ativaidade, o qual desenvolve atividades físicas, recreativas e socializadoras para a população idosa. À época da pesquisa estavam cadastradas e participando do projeto 65 idosas. A amostra totalizou em dez idosas, obtida pelo principio de saturação de dados. Como critérios de inclusão para participação foram estabelecidos ser cadastrado e frequente nas atividades previstas para o projeto no período de coleta de dados, realizada em abril de 2014. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturado que abordou as características sociodemográficas e econômicas, bem como as características de saúde e o conhecimento sobre o mecanismo fisiopatológico do diabetes mellitus. Para a captação dos participantes foi solicitado autorização da professora coordenadora do projeto para que a abordagem aos idosos ocorresse no período em que eram realizadas as atividades do grupo. Desta forma, foi disponibilizado um local apropriado e reservado onde foi realizada a aplicação do roteiro da entrevista. A entrevista foi aplicada pela pesquisadora que realizou a leitura das questões para Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1251 cada participante e fez a anotação das respostas, considerando a limitação de leitura e escrita apresentada pelo grupo. Todos receberam informações sobre os objetivos, a justificativa e benefícios da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), em duas vias de igual teor, sendo uma via para o participante e uma para a pesquisadora. Os dados foram agrupados e, posteriormente, analisados e discutidos na íntegra, de acordo com a literatura que proporcionou embasamento à temática. As informações coletadas foram divididas nas categorias: sociodemográficas e econômica, perfil de saúde, conhecimento sobre o diabetes mellitus e como ele se desenvolve, para identificação da percepção das idosas em relação ao diabetes mellitus. No que concerne aos aspectos éticos esta pesquisa esteve embasada na Resolução no 466 de 12 de dezembro de 2012 do Conselho Nacional de Saúde que define as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos e prevê a proteção dos seus direitos (BRASIL, 2012b). RESULTADOS E DISCUSSÃO Perfil Sociodemográfico e Econômico O perfil sociodemográfico e econômico das idosas caracterizou-se pelo sexo feminino; com uma população de idosas (oito) com idade entre 60 e 69 anos; de cor parda (nove); casadas (cinco) que cursaram ensino o fundamental incompleto (quatro) e completo (três). Quanto a renda mensal, quatro optaram por não informar e dentre aquelas que informaram, três declararam receber mais de dois a até três salários mínimos (TAB. 1). Corroborando com estes dados, achados similares foram encontrados por Pereira et al. (2012) são semelhantes aos encontrados neste estudo que avaliaram 12 idosos usuários de uma unidade básica de saúde no município de Belo Horizonte-MG. A maior parte dos participantes foi do sexo feminino, com idade média de 64 anos, casados, cursaram o ensino fundamental incompleto, com renda mensal de 1 a 2 salários mínimos. Santos, Cursino e Souza (2009) também analisaram 13 idosos atendidos pela Unidade Básica de Saúde de Niterói-RJ e identificaram características semelhantes nos aspectos socioeconômicos e demográficos; com prevalência do sexo feminino; casadas; com idade superior a 40 anos; possuindo menos de oito anos de estudo e rendimento menor ou igual que três salários-mínimos. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1252 TABELA 1 - Características sociodemográficas, culturais e econômicas das idosas do Projeto Ativaidade - Ipatinga, MG, 2014 Características individuais Frequência Idade (anos) 60-64 4 65-69 4 75-79 1 80-84 1 Raça/cor Parda Branca 9 1 Estado Civil Casada Solteira Viúva 5 3 2 Escolaridade Sem escolaridade Fundamental incompleto Fundamental completo Médio completo 1 4 3 2 Renda Mensal (salários-mínimos) Não informou Até 1 salário-mínimo Mais de 1 até 2 Mais de 2 até 3 FONTE: Dados da pesquisa 4 2 1 3 Características do estado de saúde As idosas foram abordadas quanto à existência de patologias. Dez relataram ter uma ou mais doenças e três relataram não ter nenhuma enfermidade. A hipertensão arterial sistêmica foi prevalente em seis idosas, duas eram diabéticas, uma era diabética e hipertensa e uma informou que tinha hipertensão associada à insuficiência renal e hipotireoidismo (TAB. 2). TABELA 2 - Patologias das idosas do Projeto Ativaidade, Ipatinga, MG, 2014 Doenças relatadas Hipertensão arterial sistêmica Diabetes mellitus Insuficiência renal Hipotireoidismo Sem enfermidades Total de enfermidades FONTE: Dados da pesquisa Frequência 6 2 1 1 3 13 A frequência destas patologias na vida do idoso constitui um problema de saúde pública de alta relevância. Se não forem implantadas medidas de controle e de prevenção dos fatores de risco e de agravamento dos casos será inevitável um crescimento epidêmico dessas doenças e suas consequências danosas Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1253 (hospitalizações, amputações e mortes) para a qualidade de vida dos idosos e dos gastos com o sistema de saúde do país. A prevalência da hipertensão arterial pode ser explicada pelas alterações fisiológicas do organismo das pessoas idosas e por aquelas envolvidas na configuração da pressão arterial, como o progressivo aumento da rigidez da árvore arterial que altera a distensibilidade vascular, causando aumento na pressão arterial sistólica, pressão de pulso, rigidez arterial e na velocidade de onda de pulso (BORTOLOTTO; SAFAR, 2006; GONZAGA; SOUSA; AMODEO, 2009). O diabetes mellitus apresenta-se em duas situações: sozinho ou associado à outra patologia. A importância dada ao diabetes mellitus vem aumentando pela sua crescente prevalência e por estar frequentemente associado à outra patologia. Um bom controle desta patologia pode ser feito ainda na Atenção Básica, principalmente quando associado a hipertensão, o que pode evitar hospitalizações e mortes por complicações cardiovasculares e cerebrovasculares (ALFRADIQUE, 2009). O desconhecimento da pessoa de ter diabetes mellitus é uma contribuição significativa para que, no momento do diagnóstico a presença de alterações micro e macrovasculares no organismo já sejam constatadas (BRASIL, 2013b). As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como a diabetes mellitus, hipertensão, obesidade acometem principalmente os idosos. Elas se manifestam de forma agressiva e na maior parte das vezes se encontram associadas, além de apresentarem início gradual, com longa e/ou indefinida duração (MINAS GERAIS, 2006; BRASIL, 2013a; 2013b). Ao serem abordadas sobre suas condições de saúde, se procuraram pelo serviço de saúde nos últimos 12 meses, se realizavam acompanhamento da saúde e com qual profissional, todas as participantes afirmaram que realizavam acompanhamento médico, mas não informaram com que regularidade este acompanhamento era realizado. Todas as idosas informaram que quando necessitavam de cuidados da saúde, utilizavam a Unidade Básica de Saúde (UBS), sendo o clínico geral o profissional mais consultado (TAB. 3). TABELA 3 – Acompanhamento das condições de saúde das idosas do Projeto Ativaidade, Ipatinga, MG, 2014 Acompanhamento Frequência Acompanhamento médico do estado de saúde 10 Serviços utilizados Unidade básica de saúde (UBS) Unidade básica de saúde (UBS) e convênio particular 8 2 Profissionais consultados Clínico geral Cardiologista Endocrinologista Gastroenterologista Nefrologista Ortopedista Pneumologista FONTE: Dados da pesquisa 10 3 2 1 1 1 1 Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1254 A procura pelos serviços de saúde acontecia somente quando era necessário, quando precisavam tratar de alguma sintomatologia das patologias diagnosticadas. A falta de frequência regular ao serviço de saúde para avaliação e controle das condições de saúde é uma atitude não proativa em relação aos cuidados que devem ser rotineiros, podendo ocorrer falta de controle de alguma doença existente e/ou de medidas preventivas (BRASIL, 2013b). O conhecimento da população sobre as condições de saúde são em essência a forma como os profissionais, os gestores e os serviços de saúde se organizam para promover a atenção à saúde; se de forma reativa e episódica ou de forma proativa e contínua. A condição de saúde vai além das patologias, pois envolve estados fisiológicos, com o acompanhamento do ciclo de vida das crianças (puericultura), dos adolescentes (hebicultura) e das pessoas idosas (senicultura) e são consideradas condições de atendimento sistematizado na perspectiva de preservar, controlar e prevenir situações que comprometam o estado de saúde das pessoas e não apenas o tratamento da doença (MENDES, 2012). Nesta vertente, o cuidado contínuo com a saúde deve ser programado junto ao serviço de saúde com periodicidade determinada em função do risco e da necessidade de cada pessoa. O acompanhamento de pessoas idosas e, especialmente daquelas com doenças crônicas deve se dar de forma integral, na prevenção, no controle, no cuidado da patologia e na identificação dos fatores de risco (BRASIL, 2013a). As idosas foram questionadas sobre a prática de outra atividade física além da praticada no projeto Ativaidade. Oito idosas relataram que praticavam, com destaque para a caminhada que é realizada por quatro pessoas do grupo (TAB. 4). TABELA 4 – Outras atividades físicas realizadas pelas idosas do Projeto Ativaidade, Ipatinga, MG, 2014 Atividades físicas Caminhada Dança sênior Hidroginástica Não realizam outra atividade Total FONTE: Dados da pesquisa Frequência 4 2 2 2 10 A atividade física regular, pelo menos 30 minutos todos os dias está associada à diminuição do risco de desenvolver condições crônicas como diabetes mellitus, hipertensão arterial, câncer de colo e retal, principalmente quando associada a outros hábitos saudáveis de vida como alimentação adequada e condições de saúde, o que deve ser orientado pelos enfermeiros na atenção básica. Uma atitude que pode melhorar a adesão das pessoas para adotarem estilos de vida mais saudáveis (BRASIL, 2014; MENDES, 2012). Ao abordar sobre os hábitos alimentares foi solicitado que relatassem a rotina de alimentação semanal, considerando o que cada uma costumava comer habitualmente no decorrer do dia. Os resultados demonstraram que todas fazem pelo menos três refeições por dia: almoço, jantar ou café da noite e café da manhã (TAB. 5). Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1255 TABELA 5 – Refeições diárias das idosas do Projeto Ativaidade, Ipatinga, MG, 2014 Frequência Refeições Sim Não Almoço 10 Jantar ou café da noite 10 Café da manhã ou lanche da manhã 9 1 Lanche da tarde ou café da tarde 7 3 Lanche antes de dormir 1 9 FONTE: Dados da pesquisa Ao fazer em geral três refeições ao dia, a maioria das idosas permanece um longo intervalo sem alimentação, o que pode alterar os níveis adequados de glicemia orgânica. Uma alimentação saudável preenche os seguintes requisitos: é acessível e não é cara, valoriza a variedade, preparações alimentares de forma tradicional, é harmônica em quantidade e qualidade, naturalmente colorida e segura sanitariamente. A orientação correta é fazer três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia, devendo-se evitar ficar mais de três horas seguidas sem alimentar-se. Também, sugere-se não pular as refeições, pois, ao fazer todas elas, evita-se que o estômago fique vazio por muito tempo, diminui-se o risco de alterações gástricas, a fome excessiva e como consequência excesso ao fazer as refeições (BRASIL, 2008). Para fazer a promoção da saúde, o desafio é cuidar das pessoas com doenças crônicas de forma integral, com estratégias capazes de estimular a adoção de estilo de vida saudável, com prática de atividades físicas e alimentação adequada. A ausência de atividade física é um dos fatores de risco impactantes para as DCNT, associada à dieta inadequada, ao fumo, ao álcool, ao excesso de peso que podem levar à piora das doenças, hospitalizações constantes, mortes e/ou amputações prematuras (BRASIL, 2007, 2013a; MALTA; MERHY, 2010). Conhecimento sobre o diabetes mellitus Na abordagem do conhecimento sobre o diabetes mellitus, as idosas foram questionadas sobre o que é diabetes mellitus. Cinco participantes não souberam informar e cinco tinham alguma informação sobre a doença, conforme os relatos: Id1: Doença hereditária que necessita de cuidados diários Id2: Doença que precisa de um tratamento Id3: Doença que ataca a visão, pulmão e causa perda de peso Id4: Sei que se não cuidar perde membros do corpo e fica cego Id5: Descontrole da glicose As idosas apresentaram um conhecimento reduzido sobre as características da doença, o que pode indicar dificuldades para compor uma melhor compreensão sobre os mecanismos da patologia, reduzindo a possibilidade de identificação e controle dos fatores de risco e a adoção de condutas individuais que favoreçam o seu controle. Outros estudos ratificam os resultados desta pesquisa ao constatarem a desinformação dos idosos com relação ao diabetes mellitus, como os desenvolvidos Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1256 por Oliveira e Zanetti (2011); Busnello et al. (2012) e Oliveira et al. (2013) que encontraram resultado insatisfatório quanto ao conhecimento sobre a patologia. Os diferentes níveis de conhecimento sobre o diabetes mellitus podem indicar uma desigualdade social. Os indicadores sociais das idosas desta pesquisa, como a baixa escolaridade e renda indicam uma maior prevalência do diabetes mellitus e dos consequentes agravos na sua evolução. Os profissionais responsáveis pela atenção em saúde devem ter a responsabilidade de compartilhar conhecimentos educativos sobre o diabetes mellitus e realizar ações concretas de educação, promovendo a igualdade no acesso à informação e à saúde para toda a sociedade (BRASIL, 2013a). O papel educativo do enfermeiro é decisivo para disseminar o conhecimento sobre o diabetes mellitus e pode acontecer nas consultas de enfermagem, com ênfase em medidas que permitam a melhoria contínua da qualidade de vida dos diabéticos. É preciso priorizar educação sobre hábitos alimentares saudáveis, estímulo à atividade física regular, redução do consumo de bebidas alcoólicas e abandono do tabagismo. Ressalta-se que utilizar métodos educativos participativos e que partam das reais necessidades do diabético são condições essenciais para o sucesso de um programa educativo (BRASIL, 2013a, 2013b). O acesso às informações sobre a saúde tem papel decisivo no controle e tratamento das doenças crônicas que afetam a população, em especial os idosos. A qualidade das informações recebidas pelos idosos é fundamental para a mudança de comportamento e hábitos de vida, principalmente no tocante a prevenção dos fatores de risco das DCNT (OLIVEIRA et al., 2013). Na sequência as idosas foram indagadas sobre as medidas de prevenção do diabetes mellitus. O grupo revelou que devem ser realizadas: Id5: Através de controle de exames de rotina, atividade física, alimentação adequada Id6: Através de regime, não comer massa e doce Id7: Caminhada, atividade física regular, não comer massa, gordura Id8: Evitar açúcar e massa A evidência sobre o conhecimento de algumas medidas de prevenção do diabetes mellitus foi identificada por sete idosas, que as indicaram como ter uma alimentação adequada, atividade física regular, realização de exames de rotina e o controle do uso do açúcar. As orientações para prevenção do diabetes incluem alimentação saudável, hábitos ativos de vida (exercícios físicos) e avaliação anual com glicemia de jejum (BRASIL, 2013b). O tratamento do diabetes mellitus tipo 2 requer a adoção de hábitos de vida saudáveis relacionados à alimentação equilibrada, prática de atividade física regular, uso moderado de álcool, abandono do tabagismo e tratamento farmacológico, quando necessário. Estes hábitos são a base do tratamento do diabetes mellitus, agindo no controle glicêmico e no controle de fatores de risco para doenças cardiovasculares (BRASIL, 2013b). Os achados de Busnello et al. (2012) demonstraram a desinformação dos idosos quanto às medidas de prevenção e os achados de Oliveira et al. (2013) evidenciaram a alimentação como o principal método profilático considerado pelos idosos para o controle do diabetes mellitus. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1257 Para a prevenção das complicações crônicas que possam acometer a pessoa com diabetes mellitus é importante reconhecer e intervir precocemente. Devem-se identificar os fatores de risco relacionados com a alimentação, bem como realizar orientações sobre alimentação saudável e atividades físicas para um adequado controle glicêmico e prevenção de complicações. Durante as consultas, o enfermeiro deve estimular e auxiliar o diabético a conhecer o seu problema de saúde, seus fatores de risco, identificar vulnerabilidades e, com base nestes conhecimentos, em conjunto com os demais profissionais da equipe de saúde desenvolver um plano de autocuidado, de forma tal, que o diabético possa perceber o quanto a sua vida vai melhorar em qualidade e obtenção de anos de vida de forma saudável (BRASIL, 2013b). Para finalizar a pesquisa as idosas foram questionadas sobre o que poderia levar ao desenvolvimento do diabetes mellitus. Como causa da patologia, nove idosas elegeram a alimentação e o consumo excessivo de açúcar como os principais fatores de risco, seguido da hereditariedade (oito), do sedentarismo (sete) (TAB. 6). Os antecedentes hereditários consistem na transmissão das características biológicas de país para os filhos, ou seja, são fenômenos de continuidade biológica pelo qual as formas vivas se repetem nas gerações que se sucedem (AURÉLIO, 2014). O controle do diabetes mellitus é um fator muito importante para o domínio da patologia. Mesmo sendo o indivíduo portador de uma carga genética, é possível evitar ou retardar o aparecimento desta patologia desde que ele mantenha o peso, pratique atividades físicas, evite o sedentarismo e evite a obesidade. A probabilidade do individuo com histórico familiar de diabetes mellitus tipo 2 apresentar diabetes mellitus é de cinco a dez vezes maior em relação à população geral (CARDOZO; MARTINS, 2012; PORTAL DIABETES, 2014). TABELA 6 – Fatores relacionados ao desenvolvimento do diabetes mellitus na visão das idosas do Projeto Ativaidade, Ipatinga, MG, 2014 (n=10) Frequência Fatores Sim Não 1. Alimentação 9 1 2. Consumo excessivo de açúcar 9 1 3. Hereditariedade (história familiar) 8 2 4. Sedentarismo 7 3 5. Tabagismo 4 6 6. Transfusão sanguínea 3 7 FONTE: Dados da pesquisa A terapia nutricional, baseada nos princípios básicos de uma alimentação saudável é parte do plano terapêutico do diabetes mellitus, pois pode reduzir a hemoglobina glicada entre 1 e 2%. As causas modificáveis do diabetes mellitus tipo 2 são alimentação inadequada (qualidade e quantidade) e inatividade física. Portanto, quando as mudanças de comportamento com relação ao estilo de vida são realizadas, a prevenção e o controle do diabetes mellitus tipo 2 são efetivados (BRASIL, 2006b). Um estudo multicêntrico de prevalência de diabetes mellitus no Brasil demostrou que a sua frequência aumenta de forma gradativa após 50 anos de vida, destacando a importância desta patologia como problema de Saúde Pública, Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1258 estando relacionada a tendência progressiva de envelhecimento da população (MALERBI; FRANCO, 1992; OLIVEIRA; ZANETTI, 2011). Neste sentido, aos profissionais de saúde, particularmente aos enfermeiros, compete desenvolver habilidades e ferramentas que direcionem as intervenções de enfermagem aos idosos nos níveis da atenção à saúde primária, secundária e terciária. Considerando a prevalência do diabetes mellitus na senilidade é necessário buscar esforços para a elaboração e implementação de programas educativos como estratégia de aprendizagem para os adultos com vistas à prevenção da patologia. Nesta diretriz, a enfermagem poderá assumir o papel de articuladora e formadora do processo educativo na equipe multiprofissional de saúde, encorajando os idosos e principalmente os com diabetes mellitus tipo 2 a assumirem a sua condição de saúde; a tomar decisões para o controle da patologia; da prevenção; do tratamento; dos aspectos emocionais e físicos, aproveitando a proximidade com a comunidade e o tempo durante as consultas de enfermagem. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao descrever a percepção das idosas do projeto Ativaidade sobre o diabetes mellitus, seus fatores de risco e as medidas adotadas a sua prevenção e o controle pode-se constatar que ainda existem deficiências de conhecimento sobre o processo fisiopatológico por parte da população avaliada. Apesar de o grupo pesquisado ter demonstrado um conhecimento satisfatório sobre a prevenção da patologia, observa-se que há uma ampla necessidade de intensificar as informações e medidas que possam prevenir e controlar o diabetes mellitus, considerado como um problema de saúde pública, junto à população idosa, portadora ou não da patologia, para melhorar os níveis de conhecimento quanto à prevenção, tratamento e qualidade de vida. Como recomendações sugere-se a implantação, revisão, e ou implementação das políticas de atenção ao portador de diabetes adequadas a cada realidade identificada; capacitação permanente dos profissionais lotados nos serviços de saúde; a atuação mais efetiva dos profissionais de saúde, especialmente dos enfermeiros, no que se refere a sua competência nesta área, a partir dos procedimentos previstos nos protocolos e linhas guias regulamentados nos serviços. O maior objetivo concentra-se em melhorar o atendimento e a educação sobre o diabetes, na perspectiva de minimizar os comportamentos e atitudes dos usuários para o adequado manejo da doença, estimular as práticas de promoção de hábitos saudáveis que já tem seus efeitos comprovados por vários estudos. REFERÊNCIAS ALFRADIQUE, M. E.et al. Internações por condições sensíveis à atenção primária: a construção da lista brasileira como ferramenta para medir o desempenho do sistema de saúde (Projeto ICSAP - Brasil). Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.25, n.6, p. 1337-1349, jun. 2009. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 7 - N. 2 - Nov./Dez. 2014 1259 AMPERJ. Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Estatuto do idoso. 2011. Disponível em: <www.amperj.org.br/store/legislacao/codigos/idoso_l10741.pdf> Acesso em: 27 maio. 2014. BORTOLOTTO, L. A.; SAFAR, M. E. Perfil da pressão arterial ao longo da árvore arterial e genética da hipertensão. Arq. Bras. 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