1 ANA CRISTINA PESSOA BORGES DA SILVA ÉLEM CRISTINA CRUZ SAMPAIO KELLY COSTA RAMOS LUÍS ANTÔNIO DE MOURA PAULO SÉRGIO MOREIRA MONTEIRO ROSSANA MICHELLI FERREIRA DE PONTES A VIGILÂNCIA SANITÁRIA NO OLHAR DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO CENTRO DE SAÚDE Nº 2 DE SAMAMBAIA: ELABORAÇÃO DO INSTRUMENTO DE INSPEÇÃO SANITÁRIA DOMICILIAR PARA PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO DE PRODUÇÃO E DE MARCADORES PARA AVALIAÇÃO (PMA2). Brasília 2014 i ANA CRISTINA PESSOA BORGES DA SILVA ÉLEM CRISTINA CRUZ SAMPAIO KELLY COSTA RAMOS LUÍS ANTÔNIO DE MOURA PAULO SÉRGIO MOREIRA MONTEIRO ROSSANA MICHELLI FERREIRA DE PONTES A VIGILÂNCIA SANITÁRIA NO OLHAR DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO CENTRO DE SAÚDE Nº 2 DE SAMAMBAIA: ELABORAÇÃO DO INSTRUMENTO DE INSPEÇÃO SANITÁRIA DOMICILIAR PARA PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO DE PRODUÇÃO E DE MARCADORES PARA AVALIAÇÃO (PMA2). Projeto Aplicativo apresentado ao Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa para certificação como especialistas em Gestão da Vigilância Sanitária. Orientadora: Glória Delfim Costa e Silva Walker Brasília 2014 ii DEDICATÓRIA A todos que apostaram no nosso crescimento, como gestores, e se empenharam para a nossa formação. iii AGRADECIMENTOS A Deus, pela vida e pelos dons. Aos nossos familiares, pelo incentivo e pela compreensão. Aos nossos gestores, pelo apoio e pela confiança. Aos profissionais do Centro de Saúde nº 2 e do Núcleo de Inspeção de Samambaia, pela contribuição, essencial ao desenvolvimento do Projeto. À nossa gestora de aprendizagem, Teresa Jesus Martins, pelo empenho e simpatia. À nossa facilitadora, Glória Delfim Costa e Silva Walker, pela serenidade e competência. E aos colegas dos demais GAFs, que tornaram nossa trajetória muito mais encantadora. iv RESUMO Atualmente, percebe-se que as áreas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) estão tão compartimentadas que se perdeu a capacidade de averiguar quais ações estão relacionadas com as demais, e como podemos potenciá-las. Nesse sentido, o objeto sobre o qual incide o presente Projeto Aplicativo (PA) é a desarticulação das ações de educação em saúde e da gestão de processos de trabalho da Vigilância Sanitária (VISA) e das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Centro de Saúde nº 2 de Samambaia (CSSAM 2) no Distrito Federal (DF). O objetivo geral é contribuir para o fortalecimento das ações da VISA nos serviços de Atenção Básica (AB) na Regional de Samambaia – DF. Entre os objetivos específicos, estão: 1) Gerar informações sobre as condições do território para gerenciar o risco sanitário local; 2) Contribuir para o planejamento integrado das ações de promoção, proteção e recuperação da saúde; 3) Capacitar os membros das Equipes de Saúde da Família (eSF) para fortalecimento das ações educativas em VISA junto à população; 4) Possibilitar o adequado preenchimento do campo “Visita de Inspeção Sanitária” no Relatório de Produção e de Marcadores para Avaliação 2 (PMA 2); 5) Capacitar os membros da eSF para realizar a inspeção sanitária domiciliar, através do preenchimento do check list; bem como 6) Auxiliar mudanças positivas na cultura organizacional da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do DF. O Plano Diretor de Vigilância Sanitária (PDVISA) propõe como diretrizes da VISA, dentre várias outras, a promoção de mecanismos de disseminação efetiva das comunicações de risco sanitário à população, a promoção e o fortalecimento do trabalho conjunto da VISA com a AB (BRASIL, 2007b). Para tanto, a proposta consistiu na elaboração do instrumento, de modo a direcionar o profissional para, utilizando-se das visitas que rotineiramente realiza, ampliar o olhar, seguindo uma lista de verificações. Assim, integrar as ações da VISA e da AB configura-se uma oportunidade de ampliar o cuidado à população, trazendo para dentro do domicílio do usuário do SUS, por intermédio das eSF, o viés preventivo e corretivo da VISA, evitando ou diminuindo a incidência de doenças e riscos sanitários por meio da educação em saúde. v LISTA DE SIGLAS ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária AB Atenção Básica APS Atenção Primária à Saúde ACS Agentes Comunitários de Saúde AR Administração Regional (de Samambaia) CAPS Centro de Atenção Psicossocial CF Constituição Federal CONASS Conselho Nacional de Secretários de Saúde CONASEMS Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde CB Corpo de Bombeiros Militar de Brasília CSSAM 2 Centro de Saúde nº 2 de Samambaia DF Distrito Federal DIRAPS Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde DIVISA Diretoria de Vigilância Sanitária EAB Equipes de Atenção Básica eSF Equipes de Saúde da Família ESF Estratégia Saúde da Família GAF 4 Grupo Afinidade 4 GEAF Gerência de Apoio à Fiscalização GVISA Gestão da Vigilância Sanitária IEP/HSL Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês MS Ministério da Saúde NASF Núcleos de Apoio à Saúde da Família NES Núcleo de Educação Sanitária NISAM Núcleo de Inspeção Sanitária de Samambaia PA Projeto Aplicativo PDVISA Plano Diretor de Vigilância Sanitária PMA2 Produção e Marcadores para Avaliação (Relatório) PNAB Política Nacional de Atenção Básica PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios vi RAE Relatório da 1ª Reunião de Análise Estratégia 2012/GDF RAS Redes de Atenção à Saúde SES Secretaria de Estado de Saúde SNVS Sistema Nacional de Vigilância Sanitária SUS Sistema Único de Saúde SIAB Sistema de Informações de Atenção Básica SIGTAP Sistema de Gerenciamento da Tabela Medicamentos e OPM do SUS SINAN Sistema Nacional de Agravos de Notificação UPA Unidade de Pronto Atendimento VE Vigilância Epidemiológica VISA Vigilância Sanitária de Procedimentos, vii LISTA DE QUADROS QUADRO 1 – Tipos de Inspeção Sanitária constantes da Tabela de Procedimentos do SUS, no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP) ............................................................................................................................... 11 QUADRO 2 – Cronograma de atividades do GAF 4 para elaboração do Projeto Aplicativo .............................................................................................................. 16 QUADRO 3 – Recursos humanos necessários a sua implantação do PA ............................................................................................................................... 20 QUADRO 4 – Recursos financeiros, materiais e tecnológicos necessários a sua implantação do PA ............................................................................................... 21 QUADRO 5 – Indicadores a serem empregados pelo Comitê Gestor no acompanhamento das ações planejadas do PA .................................................. 22 QUADRO 6 – Plano de ação, com detalhamento das ações, desdobramento das atividades e tarefas; estimativa de recursos materiais e tecnológicos; cronograma com posição de início e fim das tarefas; responsáveis, parcerias, indicadores e metas do PA ........................................................................................................ 24 viii SUMÁRIO Dedicatória ......................................................................................................... ii Agradecimentos ................................................................................................ iii Resumo .............................................................................................................. iv Lista de Siglas ................................................................................................... v Lista de Quadros .............................................................................................. vii 1. Contextualização .................................................................................... 1 2. Objeto e objetivos ................................................................................... 5 2.1 Objeto ................................................................................................ 5 2.2 Objetivo geral ..................................................................................... 5 2.3 Objetivos específicos .......................................................................... 5 3. Fundamentação ....................................................................................... 6 4. Percurso metodológico .......................................................................... 12 4.1 Escolha do Tema ................................................................................ 12 4.2 Atores envolvidos ............................................................................... 12 4.3 Instrumento de Coleta de Dados ........................................................ 13 4.4 Escolha do Cenário ............................................................................. 14 4.5 Local do estudo: CSSAM 2 ................................................................. 14 4.6 Cronograma de Trabalho .................................................................... 15 5. Proposta de Intervenção ........................................................................ 17 6. Gestão do Plano ...................................................................................... 19 6.1 Recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos ................. 19 6.2 Indicadores para acompanhamento das ações .................................. 21 6.3 Plano de Ação ..................................................................................... 21 6.4 Instrumentos de monitoramento e avaliação ...................................... 29 ix 6.5 Viabilidade técnica e financeira ......................................................... 30 7. Considerações finais .............................................................................. 31 8. Referências .............................................................................................. 32 9. Apêndices ................................................................................................ 36 9.1 Questionário para os gestores ............................................................ 36 9.2 Check list para inspeção domiciliar ..................................................... 37 1 1 CONTEXTUALIZAÇÃO O Curso de Especialização em Gestão da Vigilância Sanitária (GVISA), promovido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês (IEP/HSL), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), tem por meta capacitar profissionais para a gestão da Vigilância Sanitária (VISA), com vistas a contribuir para a consolidação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), na perspectiva da melhoria da qualidade de vida e da saúde da população brasileira, com foco em doze regiões de saúde, no período de 2013-2014 (BRASIL, 2013). Os objetivos almejados pelo curso vão ao encontro dos dispositivos legais aplicados na implantação da política de saúde pública do Estado brasileiro. Conforme descrito na Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 (BRASIL, 1990), a qual cria o Sistema Único de Saúde (SUS), em seu Art. 2º § 1º: “O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”. O instrumento legal é, ainda, incisivo ao afirmar que a assistência às pessoas, a promoção e a recuperação da saúde do usuário do SUS deverá ocorrer pela via da integração de ações assistenciais com atividades preventivas. Com base na análise dos instrumentos de planejamento, tais como o Relatório da 1ª Reunião de Análise da Estratégia, a RAE 2012/GDF (DISTRITO FEDERAL, 2013b) e o Plano Diretor de Vigilância Sanitária, o PDVISA (BRASIL, 2007b), nas “Situações Problema – SP” propostas no decorrer do curso, e nos processos de socialização de experiências profissionais vividas pelos membros do Grupo Afinidade 4 (GAF 4), restou claro que a premissa legal de integração entre as ações assistenciais e preventivas voltadas à saúde, apesar de clara e abundante, é incipiente entre a Atenção Básica (AB) e a Vigilância Sanitária do Distrito Federal (VISA/DF). Soma-se a este cenário a elaboração individual e não conjunta de 2 instrumentos de planejamento, fato que dificulta ainda mais a articulação entre a VISA/DF e a AB. Diante desse fato, e considerando que integrar órgãos ou setores distintos dentro da Administração Pública para a realização de ações conjuntas é um dos maiores desafios do gestor público, e que neste cenário é fundamental o estabelecimento de canais de comunicação permanentes que possibilitem a aproximação dos gestores, visando sempre à eficiência e à eficácia dos serviços públicos, o GAF 4 decidiu ter por objeto do seu Projeto Aplicativo (PA) a desarticulação das ações de educação em saúde da VISA e das equipes de Saúde da Família (eSF) do Centro de Saúde nº 2 de Samambaia (CSSAM 2) no DF. A Região Administrativa de Samambaia, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o PNAD 2013, possui atualmente uma população aproximada de 220.806 habitantes, diversos em situação de vulnerabilidade social, distribuídos em 61.840 habitações. Levando-se em conta que o DF possui aproximadamente 2.789.761 habitantes, Samambaia comporta em torno de 8% da população do DF, e a estrutura de saúde da regional atende, ainda, um enorme volume de pacientes provenientes da Região do Entorno do DF, contribuindo de forma contundente para o volume de atendimentos realizados pela rede de saúde (IBGE, 2013). Nos dois últimos anos, a Regional de Saúde de Samambaia realizou 497.572 consultas (ambulatório e emergência), totalizando mais que o dobro de sua população. A sobrecarga de trabalho tem reflexo na qualidade do atendimento, tornando humanamente impossível manter a excelência dos serviços de saúde, tão almejada pela população e pelos gestores da saúde pública do DF. Diante do cenário relatado, o GAF 4 realizou a aplicação de questionário (conferir Apêndice 1) junto aos gestores da VISA e da AB de Samambaia para verificar o grau de integração entre as equipes. Durante as entrevistas, entre outras situações, foi relatado pelos gestores da Atenção Básica que as informações referentes à VISA, constantes nas fichas de trabalho das eSF, não eram preenchidas. Tal situação confirmou a necessidade de desenvolver um PA que sirva como embrião para a consolidação da integralidade dos serviços de saúde pública. 3 Sendo assim, o grupo propôs a elaboração de um instrumento que possibilitasse e materializasse a integração entre a VISA/DF e a AB, trazendo subsídios para as ações de educação em saúde. Cabe esclarecer que essa proposta advém não apenas do fato dos integrantes do grupo atuarem nestas áreas, mas, principalmente, pela relação entre estes dois campos da saúde pública, explicitada na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), a qual deve se orientar pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social (BRASIL, 2011b). A Portaria Nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, que instituiu a PNAB (BRASIL, 2011b), define AB como: “um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma ação integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes da saúde das coletividades”. E reforça, ainda, que tais ações devem ser desenvolvidas: “por meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios definidos, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações” (BRASIL, 2011b). Em 2012, a nova PNAB propôs mudanças ao modelo da Estratégia Saúde da Família (ESF): criando instrumentos de avaliação de qualidade, atualizou conceitos, e introduziu elementos ao papel desejado da AB na ordenação das Redes de Atenção à Saúde (RAS). A atual PNAB instituiu diversos formatos de ESF, incluiu equipes de Atenção Básica (EAB) para a população de rua, ou seja, Consultórios na Rua; ampliou o número de municípios que podem ter Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF); simplificou e facilitou as condições para que sejam criadas Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBS Fluviais) e ESF para as Populações Ribeirinhas. Instaladas perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem, as UBS servem como porta de entrada do usuário no SUS, e têm, dentre suas funções, ser resolutiva, identificando riscos, necessidades e demandas de 4 saúde e efetuando intervenções clínicas e sanitárias com vistas ao cuidado integral, e direcionadas às necessidades de saúde da população (BRASIL, 2012). Para corroborar com a necessidade de integração dessas duas áreas da saúde pública, as diretrizes do eixo V do PDVISA evidenciam a importância da promoção de ações integradas dos setores envolvidos na produção de saúde, voltadas à informação e à elevação da consciência sanitária da sociedade na percepção do risco sanitário. Além disso, prevê a instituição de ações educativas e de comunicação para difundir a VISA como política pública e responsabilidade do Estado, a fim de conscientizar a sociedade quanto ao consumo de produtos e à utilização de serviços com impacto na saúde, e sensibilizar/qualificar os trabalhadores da saúde para atuação junto à comunidade, fortalecendo a compreensão, a mobilização e a informação em VISA (BRASIL, 2007b). As áreas de atuação do SUS estão tão compartimentadas que se perdeu a capacidade de averiguar quais ações estão relacionadas com as demais, e como podemos potenciá-las. Para isso, é necessária uma mudança na cultura organizacional, pois há grande resistência em se articular as diferentes instituições, dentro da necessária complementariedade. Assim, integrar as ações da VISA e da AB configurou-se, aos olhos do GAF 4, não apenas como uma demanda legal, mas, principalmente, como uma oportunidade de ampliar o cuidado à população, trazendo para dentro do domicílio do usuário do SUS, por intermédio das eSF, o viés preventivo e corretivo da VISA, evitando ou diminuindo a incidência de doenças e riscos sanitários por meio da educação em saúde. 5 2 OBJETO E OBJETIVOS 2.1 Objeto O objeto sobre o qual incide o PA é a desarticulação das ações de educação em saúde e da gestão de processos de trabalho da VISA e das equipes da ESF do CSSAM 2 no DF. 2.2 Objetivo geral O objetivo geral a alcançar com a implantação do PA é contribuir para o fortalecimento das ações da VISA nos serviços de Atenção Básica na Regional de Samambaia no DF. 2.3 Objetivos específicos Entre os objetivos específicos do PA, estão: 1) Gerar informações sobre as condições do território para gerenciar o risco sanitário local; 2) Contribuir para o planejamento integrado das ações de promoção, proteção e recuperação da saúde; 3) Capacitar os membros das eSF para fortalecimento das ações educativas em VISA, junto à população; 4) Possibilitar o adequado preenchimento do campo “Visita de Inspeção Sanitária” no Relatório de PMA 2; 5) Capacitar os membros da eSF para realizar a inspeção sanitária domiciliar, através do preenchimento do check list; bem como 6) Auxiliar mudanças positivas na cultura organizacional da SES/DF. 6 3 FUNDAMENTAÇÃO A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), em seu Art. 196, define a saúde como: “(...) direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” (grifo nosso) E completa, no Art. 198: “As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade”. (grifo nosso) A Carta Magna destaca, ainda, as oito competências do SUS em seu art. 200, sendo que seis dessas se referem ao campo específico da Vigilância Sanitária, explicitando que as ações em VISA devem estar presentes nas ações de promoção da saúde, proteção, recuperação e reabilitação (JULIANO & ASSIS, 2004). Essas diretrizes embasaram a reconfiguração das atuais estratégias de Saúde Pública no Brasil, nas quais o foco é a AB, bem como as ações de saúde que ultrapassem o caráter assistencial. Percebe-se, pela ESF, que o antigo modelo de atenção à saúde, exclusivamente centrado na doença, hospitalocêntrico, tem dado lugar ao trabalho de equipes multiprofissionais, com um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde (ACS), que por sua vez têm a finalidade de territorialização das ações integrativas em saúde, possibilitando o compromisso e a co-responsabilidade dos usuários e da comunidade (BRASIL, 2010). Nesse sentido, a integralidade das ações em saúde abarca também a necessidade de prevenção de riscos, incluindo agravos relativos ao consumo de bens e serviços (ações típicas do campo da VISA), a fim de intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que tenham efeitos determinantes sobre a qualidade de vida e saúde da população (BRASIL, 2007b). 7 O Plano Diretor de Vigilância Sanitária enfatiza que a efetividade da VISA depende de práticas de gestão que incentivem a intersetorialidade com outros setores governamentais e não governamentais, e da indissociação do conjunto de ações que integram as políticas de saúde. Propõe como diretrizes da VISA, dentre várias outras, a promoção de mecanismos de disseminação efetiva das comunicações de risco sanitário à população, a promoção e o fortalecimento do trabalho conjunto da VISA com a AB, contribuindo para a reflexão de saberes e práticas (BRASIL, 2007b). Entretanto, nos estudos e pesquisas atuais relacionados a ações de VISA na AB, o que se observa é a preocupação com a distância ainda existente entre a VISA e a Assistência à Saúde, em razão do entendimento de que uma não depende da outra, ou por nunca se ter cogitado a possibilidade de um trabalho conjunto, ou ainda por falta de apresentação de uma área à outra. Tais estudos mostram, ainda, que os coordenadores das eSF, em sua maioria, só se articulam com a VISA por meio de envio de demandas, em situações emergenciais, e que isso é consequência da desarticulação do planejamento e da organização das ações das coordenações da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde (LIMONGI et al., 2008; MAIA et al., 2010). Frequentemente, nos diagnósticos de condições de vida e de situação de saúde, os determinantes e condicionantes da qualidade de vida da população são listados, avaliados e tratados como conteúdos desarticulados do território analisado (MONKEN & BARCELLOS, 2005). Tal percepção pode ser ratificada pela incipiente articulação entre o trabalho das Vigilâncias e o espaço sobre o qual atuam, por planejamentos de ações sem o subsídio de dados epidemiológicos, sociais, econômicos e de saúde fornecidos por outros atores, como por exemplo as eSF (PIOVESAN et al., 2005). Menciona-se ainda que o monitoramento de risco e o entendimento das condições sociais, econômicas, sanitárias e assistenciais do território sob responsabilidade do serviço de saúde, por meio da inserção de novos instrumentos de trabalho é uma tentativa de suplantação das práticas tradicionais de Vigilância em Saúde. Destacam-se, nessa perspectiva, as intervenções voltadas à mitigação das vulnerabilidades e dos riscos pela equipe de saúde, resguardados por capacitação – não que necessariamente tenham que dominar todo o 8 conhecimento sobre as múltiplas ocorrências e agravos, mas para que estejam atentos às relações existentes entre o adoecer e a vida cotidiana da comunidade – para o acionamento e o acompanhamento pelos órgãos especializados que cada caso requer (CAMPOS, 2003; FARIA & BERTOLOZZI, 2010). Lucchese afirma que as ações de educação e comunicação em VISA, junto aos outros setores de saúde, incluindo-se nesses a AB, são pontuais, e que há uma precariedade de conhecimento do que venha a ser risco à saúde na vida cotidiana e a relação desse com os direitos de cidadania (O’DWYER et al., 2007). Assim, é importante que a equipe de saúde local reconheça-se também como agente de Vigilância, a fim de identificar e avaliar, no território, os riscos aos quais a população encontra-se exposta, e possa discutir com ela os encaminhamentos necessários para contorná-los. Para tal, a sensibilização e a qualificação, por meio de construção de instrumentos e treinamentos da equipe, são fundamentais (BRASIL, 2007b; OLIVEIRA & CASANOVA, 2009). As eSF, uma vez admitidas como agentes da Vigilância, também possibilitam aos gestores do SUS aprofundar o conhecimento sobre sua “clientela” quanto a sua realidade sanitária, uma vez que podem alimentar o Sistema de Informações de Atenção Básica (SIAB) com o foco nessa vertente (BRASIL, 2011a). O relatório final da pesquisa “Promoção de Saúde na Atenção Básica no Brasil” ratifica tal informação, ao constatar que vários projetos de promoção da saúde em que o diagnóstico situacional (coleta de informações sócio-sanitárias) foi realizado pela eSF se induziu à formulação de ações mais efetivas para superação dos pontos críticos encontrados, associado a um processo real de responsabilização (UFMG, 2005). Esse Sistema de Informação é atualizado pelos dados das fichas preenchidas durante o trabalho das eSF, e permite a emissão de relatórios, como o PMA 2, que consolida a produção de serviços e a ocorrência de doenças e situações consideradas de relevância por território/área de cada eSF (BRASIL, 2007c; DISTRITO FEDERAL, s/d). Ressalta-se que o Roteiro para Preenchimento do Relatório PMA2 traz o conceito de Inspeção Sanitária contido no Protocolo das Ações de Vigilância Sanitária da ANVISA (BRASIL, 2007a): 9 “Atividade desenvolvida por profissionais com capacidade comprovada e credenciamento legal, com objetivo de avaliar os estabelecimentos, serviços de saúde, produtos, condições ambientais e de trabalho, implicando em expressar julgamento de valor sobre a situação observada, se dentro dos padrões técnicos minimamente estabelecidos na Legislação Sanitária, e quando for o caso, a consequente aplicação de medidas de orientação ou punição, previstas na Legislação”. (grifo nosso) A Lei Distrital 5.321/2014, que institui o Código de Saúde do DF (DISTRITO FEDERAL, 2014a), por sua vez, em seu Art. 9º, LI, assim define Inspeção Sanitária: “(...) atividade de vigilância desempenhada pelas autoridades sanitárias em ambientes, produtos, procedimentos, métodos ou técnicas na área de abrangência da vigilância sanitária, para averiguar o cumprimento da legislação pertinente ou levantar evidências acerca da observância das normas sanitárias”. (grifo nosso) Dessa forma, destaca-se que tanto no documento da ANVISA quanto no Código distrital vigente a atribuição para executar a inspeção sanitária, por uma questão de competência legalmente estabelecida, só pode se dar pelos agentes investidos dessa atribuição, quais sejam, no caso do DF, os auditores da VISA. Embora o Art. 6º da Lei 5.321/2014 deixe claro que o controle sanitário de que trata o art. 5º, I, “refere-se a procedimentos e ações exercidos por autoridades sanitárias e ambientais para garantir a qualidade dos produtos e dos serviços, bem como as condições adequadas de funcionamento dos estabelecimentos”, ela não impede a possibilidade de controle sanitário de domicílio, em função do princípio da segurança sanitária, embora seja considerado asilo inviolável do indivíduo, segundo a CF vigente (BRASIL, 1988). Nessa perspectiva, ressalta-se o mencionado no Instrutivo do SIAB (BRASIL, 2011a): “Identificar os riscos sanitários potenciais e danos à saúde da população/família/usuário do território e corrigir irregularidades é um atributo do agente com poder de polícia da Vigilância Sanitária, mas, principalmente nos municípios que não dispõem de equipes específicas para realização dessas ações, é imprescindível a integração com a Atenção Primária a Saúde (APS). A integralidade do cuidado requer a articulação de vários atores tanto da APS quanto da vigilância em saúde” (grifo nosso). Diz ainda o Instrutivo do SIAB: “Esses atores devem ser co-responsáveis pelas ações de vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental, saúde do trabalhador e ações assistenciais, atuando de forma complementar, 10 respeitando as especificidades de cada profissional e área de atuação, além de buscar sinergia e evitar duplicidade das ações. O profissional da APS identifica a situação de risco e possível irregularidade e comunica de forma oportuna às autoridades responsáveis pelas medidas de correção das mesmas” (BRASIL, 2011a). O que se busca, quando da integração de ações assistenciais e de vigilância (preventivas), não é que a equipe de saúde exerça o papel da equipe de VISA, mas sim que seja sua parceira na identificação, na comunicação, na intervenção e no controle de riscos. Isso se percebe pelo determinado no mencionado Instrutivo: “visitas de inspeção que forem realizadas apenas pela vigilância sanitária não deverão ser registradas no SIAB”; a intenção é que elas ocorram em sintonia (BRASIL, 2011a). Vale salientar que, na Tabela de Procedimentos do SUS, disponibilizada pelo endereço eletrônico sigtap.datasus.gov.br no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), não existe o código do procedimento de visita de inspeção sanitária domiciliar (BRASIL, 2008). Esta consta no Relatório de Produção e de Marcadores para Avaliação (PMA2), a ser realizada por meio de ações conjuntas das EAB/Saúde da Família e da VISA, conforme o texto acima mencionado. Ao realizar a busca por procedimentos de inspeção sanitária no SIGTAP, encontram-se os constantes no Quadro 1. Em outras palavras, não sendo rotina da VISA a fiscalização em residências, por questão de atribuições e pela proteção constitucional de que elas dispõem, capacitar as eSF a realizarem inspeções domiciliares se mostra pertinente e em concordância com o atual PDVISA (BRASIL, 2007b). Isso se dará quando a finalidade dessa “inspeção” for unicamente avaliadora das condições de risco e da necessidade de encaminhamentos, e visando ações educativas sanitárias junto à população, respeitadas as competências exclusivas dos agentes com poder de polícia sanitária. Essa pertinência se confirma na pactuação entre os entes federativos quanto a ações e metas para prevenção e controle de doenças dos últimos anos – as Programações Pactuadas e Integradas (PPI), tendo sido pactuado pelos municípios o desenvolvimento de ações educativas de VISA para capacitação das eSF e, consequentemente, da população. A implementação de ações educativas sanitárias 11 por parte das eSF é uma demanda da população, ações que vêm sendo aos poucos regulamentadas e incentivadas pelo próprio MS (MOUNTINHO et al., 2012). QUADRO 1 – Tipos de Inspeção Sanitária constantes da Tabela de Procedimentos do SUS, no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP) Código Procedimento A.05016037 Inspeção Sanitária em Creche/Estabelecimento de Ensino 01.02.01.014-5 Inspeção Sanitária de Hospitais 01.02.01.028-5 Inspeção Sanitária de Instituições de Longa Permanência para Idosos 01.02.01.031-5 Inspeção Sanitária de Indústria de Medicamentos 01.02.01.034-0 Inspeção Sanitária de Serviços de Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e Mama 01.02.01.037-4 Inspeção Sanitária de Serviços Hospitalares de Atenção ao Parto e à Criança 01.02.01.040-4 Inspeção Sanitária de Serviços de Hemoterapia 01.02.01.043-9 Inspeção Sanitária de Serviços de Terapia Renal Substitutiva 01.02.01.046-3 Inspeção Sanitária de Serviços de Alimentação 01.02.02.003-5 Inspeção Sanitária em Saúde do Trabalhador Fonte: Baseado em DATASUS (BRASIL, 2008). 12 4 PERCURSO METODOLÓGICO 4.1 Escolha do tema Para a escolha do tema abordado no PA, foram levantados inicialmente os principais problemas no ambiente de trabalho dos membros do GAF 4: 1) desarticulação entre os níveis de atuação da VISA/DF; 2) pouca atuação dos gestores em Saúde; 3) ausência de ações de educação em saúde na área de Vigilância; 4) precária estrutura física das Regionais de Saúde; 5) ausência de gerenciamento de risco sanitário; 6) baixa produtividade dos servidores; 7) condições de moradia insalubre dos usuários; e 8) pouca participação social. Com base na matriz decisória de seleção de problemas, o grupo elegeu a ausência de ações de educação em saúde na área de Vigilância como objeto de intervenção. Nesse contexto, durante as entrevistas realizadas no CSSAM 2 e no Núcleo de Inspeção Sanitária de Samambaia (NISAM) para coleta de informação sobre as ações educativas existentes entre a VISA e AB, foi relatado à equipe do GAF 4 que as informações referentes à VISA, constantes na PMA 2, fichas de trabalho das eSF, não são preenchidas. Tal situação demonstra a necessidade dos gestores em saúde buscarem soluções para eliminar um problema que, a médio ou longo prazo, pode prejudicar o planejamento em saúde para a região de Samambaia, além de diminuir a eficiência dos serviços de Saúde em minimizar o risco de doenças provenientes da falta de conhecimento sanitário. 4.2 Atores envolvidos A aplicabilidade do PA desenhado pelos membros do GAF 4 depende diretamente do envolvimento dos atores ligados à proposta. Esses sujeitos são os profissionais que estão na Assistência e atuarão na colocação em prática do instrumento proposto, o check list (Apêndice II) elaborado para possibilitar o preenchimento do campo “Visita de Inspeção Sanitária” do Relatório de PMA2. Por outro lado, os gestores responsáveis pela deliberação e aprovação do documento, tanto da Regional de Saúde da Samambaia, quanto da VISA/DF, também foram convidados a dar suas contribuições. 13 Além disso, o envolvimento da VISA/DF e da AB foi planejado com o objetivo de integrar as ações educativas e minimizar as distâncias entre as diferentes competências. Os atores relevantes no PA, portanto, são: o representante da Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde (DIRAPS) de Samambaia, a gerente e a chefe de Enfermagem do CSSAM 2, as coordenadoras da ESF do CSSAM 2, o representante da Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVISA), o chefe do NISAM, o representante do Núcleo de Educação Sanitária (NES), o gerente de Apoio à Fiscalização da DIVISA (GEAF/DIVISA). 4.3 Instrumento de coleta de dados O instrumento usado para as entrevistas (Apêndice I) foi elaborado com base no método sugerido por Gil (1991) de coleta e análises de dados, que se utiliza dos instrumentos de técnicas de interrogação no formato de questionário ou entrevista. O documento foi organizado com perguntas abertas e fechadas para nortear uma entrevista parcialmente estruturada. As questões abordavam a existência de ações educativas sobre Vigilância Sanitária, tanto pela eSF quanto pela própria VISA, ou articuladas entre si. Caso a resposta fosse negativa para essas ações, buscou-se verificar quais capacitações seriam necessárias à AB, e se haveria disponibilidade dos serviços se articularem para este fim. Caso fosse positiva, o instrumento direcionava para medir quantas e quais ações foram desenvolvidas, e com que setores foram articuladas, como se dá a escolha e qual o conteúdo abordado nos encontros, para quem as ações estão voltadas e se existe algum monitoramento dessas atividades. Foram entrevistados os atores da Regional de Samambaia: gerência e chefia do CSSAM 2, duas coordenadoras das eSF, representante da Vigilância Epidemiológica do CSSAM 2 e chefe do NISAM. O questionário foi aplicado pelos membros do GAF 4, e teve duração média de 10 a 25 min. Ao final de cada entrevista, foi aberto espaço para sugestões ou questionamentos. 14 4.4 Escolha do cenário O cenário foi selecionado pela viabilidade de intervenção dos membros do grupo, pois a equipe do GAF 4 conta com uma enfermeira de uma eSF do CSSAM 2, o que facilita o acesso e o diálogo com os atores relacionados. Além disso, os demais participantes do grupo exercem atividades nas áreas de educação sanitária, vigilância sanitária, gerenciamento de risco e saúde do trabalhador, favorecendo a interdisciplinaridade e a intersetorialidade necessárias à intervenção proposta. 4.5 Local do estudo: CSSAM 2 A Região Administrativa de Samambaia, segundo a PNAD 2013, possui atualmente uma população aproximada de 220.806 habitantes, distribuídos em 61.840 habitações (IBGE, 2013). Levando-se em conta que o Distrito Federal possui aproximadamente 2.789.761 habitantes, Samambaia comporta aproximadamente 8% da população do DF, e a estrutura de saúde da Regional atende, ainda, um enorme volume de pacientes provenientes da Região do Entorno do DF, contribuindo de forma contundente para o volume de atendimentos realizados pela rede de saúde. Nos últimos dois anos, a Regional de Saúde de Samambaia realizou 497.572 consultas ambulatoriais e de emergência, totalizando mais que o dobro de sua população (DISTRITO FEDERAL, 2013a). A Regional de Saúde de Samambaia é composta por um Hospital Regional, quatro centros de saúde, três clínicas da família, duas UBS, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) AD e um CAPS III. O CSSAM 2, cenário selecionado pelo GAF 4, está localizado na QR 611, Área Especial, e atende 62.216 pessoas, cerca de 28,2% da população de Samambaia, cuja cobertura de ESF é de 40% (DISTRITO FEDERAL, 2013a). Atualmente, o serviço conta com nove eSF, organizadas nos moldes do Centro de Saúde. Essas equipes atendem uma demanda média de 33.317 pacientes, ou seja, apenas 53,5% da capacidade de cobertura. O serviço é composto por um gerente, um chefe de enfermagem, nove coordenadoras da eSF, 15 quatro enfermeiras do CSSAM 2, uma enfermeira da Vigilância Epidemiológica, nove médicos da eSF, uma ginecologista, uma pediatra, dois clínicos, três dentistas, 17 agentes comunitários de saúde, 32 técnicos de enfermagem, e o Núcleo de Apoio Administrativo. Além disso, possui um NASF, composto por: uma nutricionista, uma fisioterapeuta, uma assistente social, uma psicóloga, uma farmacêutica e uma terapeuta ocupacional. Em relação ao Núcleo de Inspeção de Samambaia, está localizado na QN 410, Samambaia Norte, sendo a composição do seu quadro de pessoal resumida a quatro auditores, cinco administrativos e dois motoristas. O serviço é responsável pela prevenção de agravos à saúde da população, realizando atividades de fiscalização de rotina nos estabelecimentos, verificação de denúncias, coleta e produtos para o Programa de Vigilância Sanitária (PVS), liberação de Licença Sanitária e Certificado de Vistoria de Veículos (CVV), e Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Além disso, deve estabelecer e acompanhar indicadores sanitários e de qualidade dos serviços prestados. 4.6 Cronograma de trabalho O cronograma de trabalho do GAF 4 para o desenvolvimento do PA tem sido intenso, envolvendo contatos telefônicos, atividades online, elaboração de documentos etc., de forma que vai muito além do disposto no Quadro 2. 16 QUADRO 2 – Cronograma de atividades do GAF 4 para elaboração do Projeto Aplicativo. Cronograma de trabalho Data Ação Reunião com a participação dos atores 03/02/14 para apresentação e discussão do Projeto Aplicativo do GAF 4 na AMBr. Reuniões GAF 4 para ajustes do PA e Fevereiro/14 elaboração do instrumento de coleta de dados. 17/03/14 Mar-Abril/14 Maio/14 23/05/14 Maio/14 03/06/14 Junho/14 Junho/14 Envolvidos GAF 4, Diretor da VISA/DF GAF 4 Gerente, chefe de Aplicação dos instrumentos de coleta de Enfermagem, coordenadoras dados aos atores envolvidos no CSSAM 2 eSF, representante da e NISAM. Vigilância Epidemiológica, chefe do NISAM. Reuniões GAF 4 para consolidar a coleta de dados e elaborar próximas etapas de GAF 4 trabalho. Elaboração do um instrumento para realização da inspeção sanitária domiciliar GAF 4 (check list). Gerente, chefe de Enfermagem, coordenadoras Apresentação e discussão do check list eSF, representante da com os atores do CSSAM 2 e NISAM. Vigilância Epidemiológica, chefe do NISAM. Reuniões do GAF 4 para readaptações do GAF 4 check list e produção do PA. Gerente, chefe de Enfermagem, coordenadoras Apresentação do PA aos atores eSF, representante da relevantes. Vigilância Epidemiológica, chefe do NISAM. Reunião do GAF 4 para adequações do PA de acordo com as sugestões dos GAF 4 atores. Postagem do PA na plataforma. GAF 4 Fonte: Agenda do GAF 4/IEP-HSL. 17 5 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO A proposta do GAF 4, no sentido de implantar o olhar da VISA nas eSF do CSSAM 2, consistiu na elaboração do instrumento de “inspeção sanitária domiciliar”, de modo a direcionar o profissional para, utilizando-se das visitas que rotineiramente realiza, ampliar o olhar, seguindo a lista de verificações sugerida, o que possibilitará o preenchimento do Relatório de PMA2. A expressão check list, em inglês, significa “lista de verificações”, e corresponde a um instrumento de controle. Considerada a expressão mais básica de um questionário pedagógico, pode ser aplicada em várias atividades, e é usada frequentemente como garantia de fidelidade ao procedimento padronizado ou a alguma normatização, em inspeções sanitárias, tendo por objetivo conduzir a uma observação sistemática de um conjunto de itens que devem ser lembrados. Baseado no check list da Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA para serviços de alimentação, a RDC 216/04 (BRASIL, 2004), o instrumento proposto deverá ser aplicado apenas por profissionais das equipes de Atenção Básica/Saúde da Família de nível superior, durante as visitas domiciliares, sejam médicos da ESF, enfermeiros, ou mesmo os auditores da VISA, no caso de haver a parceria. O auditor da VISA capacitará os profissionais de nível superior das equipes de Atenção Básica/Saúde da Família para aplicarem o check list, que poderão, por sua vez, capacitar os Agentes Comunitários de Saúde. Embora os ACS não venham a aplicá-lo (ainda que sejam feitas alterações no texto a fim de torná-lo mais claro, menos tecnicista), estes devem ser também capacitados no olhar para poderem sugerir a inspeção domiciliar, no caso de verificarem situações de risco, durante seu trabalho de campo. A ideia é que um documento que deveria ser aplicado apenas pelos auditores da VISA seja aplicado também pelos profissionais das eSF, durante as visitas às famílias em maior situação de risco, ou de uma área específica que se queira estudar. A finalidade das inspeções domiciliares, entretanto, seria unicamente verificar as condições de risco, e melhor direcionar as atividades de educação sanitária. Ademais, trata-se de um estudo – o presente PA – que definirá a 18 viabilidade ou não da utilização do check list, de modo a ampliar sua aplicação, das eSF do CSSAM 2 para toda Samambaia e, eventualmente, todo o DF, e todo o Brasil. O critério de aplicação é o risco sanitário ou a suspeita de sua ocorrência. Ou seja, a inspeção domiciliar será realizada em todos os domicílios em que os profissionais das eSF identificarem algum risco, seja em áreas que foram objeto de denúncia da população ou de outros órgãos, como a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica ou a própria VISA/DF. A periodicidade será definida pela disponibilidade de tais profissionais; ou seja, será por demanda livre. Após a primeira visita, a eSF deverá acompanhar o atendimento dos apontamentos conforme prazo pactuado com as famílias para tentativa de regularização das situações que envolvam risco para as famílias ou para a comunidade. Ao final do check list, existe uma lauda com o campo das “observações”, a ser preenchido no caso dos itens que requerem um maior detalhamento. Ademais, pode-se seguir a sugestão de escore, conforme conceitos de Tavares (Geral), que considera: 1) Excelente: quando obtiver entre 90% e 100% de conformidades; 2) Bom: quando obtiver entre 70% e 89% de conformidades; 3) Regular: quando obtiver entre 50% e 69% de conformidades; 4) Insatisfatório: quando obtiver entre 30% e 49% de conformidades; e 5) Péssimo: quando obtiver até 29% de conformidades. Por outro lado, embora o usual seja a elaboração do Manual de Boas Práticas, para depois, a partir deste, ser elaborado o check list, aqui fez-se o inverso, quando os itens que serão abordados por esse instrumento é que passarão a integrar uma cartilha que disponha sobre as melhores práticas domésticas, bem como as características da estrutura física e equipamentos adequados, de forma a diminuir o risco de ocorrência de doenças e pragas urbanas. 19 6 GESTÃO DO PLANO O Plano de Gestão do PA baseia-se no ciclo PDCA, do inglês: PLAN - DO CHECK - ACT, método iterativo de gestão de quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de processos e produtos. As práticas, processos ou padrões sempre podem ser reavaliados, permitindo melhorias ou implantação de métodos mais adequados, que favorecem a redução dos custos e aumentam a produtividade, seguindo as premissas da qualidade e da melhoria contínua: planejar (definição de metas), fazer (efetivar o planejado), verificar (acompanhar a eficácia da ação) e agir (melhorar os resultados), reiniciando-se em seguida. Na fase de planejamento, observou-se o escopo já detalhado no corpo deste projeto. As práticas a serem utilizadas para a obtenção dos resultados, a alocação dos recursos necessários como: humanos, financeiros, materiais e tecnológicos e os indicadores a serem empregados no acompanhamento das ações, conforme distribuição no plano de ação e na matriz de indicadores do presente plano de gestão. 6.1 Recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos Parte essencial ao sucesso do PA, os recursos humanos necessários a sua implantação estão resumidos no Quadro 3. Já os recursos financeiros, materiais e tecnológicos (Quadro 4) serão gerenciados pela DIRAPS e pelo CSSAM 2, e já estão disponíveis para que possam ser utilizados na execução do Plano de Ação do Projeto Aplicativo. A fonte de recurso utilizada foi a do Governo do Distrito Federal (Fonte 100). 20 QUADRO 3 – Recursos humanos necessários a sua implantação do PA. Recursos Humanos CSSAM 2 NISAM NEPS/HRSAM 1 chefe NES/DIVISA Comitê Gestor 1 chefe gestores CSSAM 2 3 administrativos representante ACS 1 gerente 1 chefe 1 chefe de enfermagem 3 auditores 9 coordenadoras das eSF 5 administrativos coordenadoras das eSF 4 enfermeiras do CSSAM 2 2 motoristas coordenadora da VE 1 enfermeira da VE NEPS/HRSAM 9 médicos das eSF NES/DIVISA 1 ginecologista NISAM 1 pediatra 2 clínicos 32 técnicos de enfermagem 17 agentes comunitários de saúde 3 cirurgiõesdentistas 1 Núcleo de Apoio Administrativo 1 NASF com nutricionista, fisioterapeuta, assistente social, psicóloga, farmacêutica e terapeuta ocupacional. Fonte: GAF 4, CSSAM 2 e NISAM. 21 QUADRO 4 – Recursos financeiros, materiais e tecnológicos necessários a sua implantação do PA. Recursos Materiais Transporte Recursos Tecnológicos Equipamentos de Informática. Material de Expediente Espaço Físico Fonte: GAF 4. 6.2 Indicadores para acompanhamento das ações Os indicadores a serem empregados no acompanhamento das ações planejadas foram construídos a partir de questões avaliativas, suscitadas quando da análise dos objetivos do projeto e da viabilidade técnica para a execução das ações monitoramento e avaliação, conforme Quadro 5. 6.3 Plano de Ação Na execução, são implementadas estratégias e ações definidas no planejamento que ocorrem em dois momentos: o da capacitação dos enfermeiros e médicos das eSF do CSSAM 2 e o da execução em si, em consonância com o Plano de Ação elaborado. Este apresenta o detalhamento das ações, com o desdobramento das atividades e tarefas; estimativa de recursos materiais e tecnológicos; cronograma com posição de início e fim das tarefas; responsáveis, parcerias, indicadores e metas, conforme Quadro 6. O detalhamento dos prazos, dos responsáveis e das interdependências das tarefas deverá constar de matriz de responsabilidade elaborada durante a primeira reunião do Comitê Gestor, o que permitirá a sequência da execução. Para a fase de monitoramento e avaliação, em que será averiguado se as ações foram executadas e se a qualidade dos procedimentos adotados no Plano de Ação é satisfatória, procederemos à comparação dos resultados obtidos com os que foram estabelecidos no planejamento por meio dos indicadores construídos. Para isso, deve-se dar especial atenção à informação, pois, para a VISA e a AB, ela é 22 destinada à tomada de decisões. Este princípio rege as relações entre os responsáveis pela Vigilância e as fontes que serão utilizadas para o fornecimento de dados. QUADRO 5 – Indicadores a serem empregados pelo Comitê Gestor no acompanhamento das ações planejadas do PA. Matriz de indicadores Denominação Método de cálculo Fontes Meta/Resultado esperado Comitê Gestor do Projeto Aplicativo Leitura da Ata e identificação dos gestores Ata de Reunião Comitê Gestor do PA instituído Percentual de ACS, enfermeiros e médicos das eSF do CSSAM 2 capacitados em inspeção sanitária domiciliar e riscos sanitários por ano Nº de ACS, enfermeiros e médicos das eSF do CSSAM 2 capacitados em inspeção sanitária domiciliar e riscos sanitários por ano/ Número de ACS, enfermeiros e médicos das eSF do CSSAM 2 *100 100% de ACS, enfermeiros e Certificados médicos das eSF do de conclusão CSSAM 2 da capacitados em capacitação inspeção sanitária domiciliar e riscos sanitários Proporção de visitas domiciliares de rotina com notificação de inspeção sanitária domiciliar por mês Total de notificações de inspeção sanitária domiciliar/ Total de visitas domiciliares de rotina * 100 Notificações de Inspeção Sanitária, SINAN Notificar 100% de domicílios visitados pelas eSF com risco sanitário em 1 ano check list 100% de inspeções e orientações sanitárias domiciliares realizadas check list 100% de reinspeções sanitárias domiciliares notificadas realizadas Nº de inspeções e Nº absoluto de orientações inspeções domiciliares domiciliares realizadas por região e realizadas por região eSF ao mês e eSF ao mês Nº de reinspeções domiciliares realizadas por território e eSF; ao mês Nº de absoluto reinspeções domiciliares realizadas por região e eSF; ao mês Proporção de demandas de risco sanitário Total de demandas de risco encaminhadas para outros órgãos Ofício/Memo- 100% de demandas rando de de risco sanitário encaminha- encaminhadas para 23 encaminhadas para outros órgãos pela eSF atendidas por mês pelas eSF atendidas/Total de demandas de risco encaminhadas para outros órgãos pelas eSF * 100 Plano de Ação e/ou Verificação da de Contingência para existência do Plano de atendimento das Ação e/ou de demandas Contingência identificadas mento, check list de reinspeção Plano de Ação e/ ou contingenciamento outros órgãos pelas eSF atendidas Plano de Ação elaborado N° de inconformidade por item de grupo de risco constante do Percentual de instrumento de coleta inconformidade por de dados em item de grupo de inspeções reinspeções risco, constante do check list e sanitárias instrumento de coleta tabela de domiciliares/Total de de dados em dados itens por grupo de inspeções e em consolidados risco, constante do reinspeções instrumento de coleta sanitárias de dados em domiciliares, por mês inspeções e reinspeções sanitárias domiciliares Diminuição das inconformidades a cada reinspeção Nº de inconformidade por grupos de risco constantes do Percentual de instrumento de coleta inconformidade por de dados em grupos de risco inspeções e constantes do reinspeções sanitária instrumento de coleta domiciliares/Nº de de dados em itens de cada grupo de inspeções e risco constante do reinspeções sanitária instrumento de coleta domiciliares, por mês de dados em inspeções e reinspeções sanitária domiciliares*100 check list e tabela de dados consolidados Diminuição das inconformidades a cada reinspeção Nº de domicílios Tabela de Percentual de inspecionados com dados classificação classificação excelente consolidados excelente e bom no e bom/Número de e Tabela de escore dos domicílios domicílios Classificação* inspecionados no inspecionado no mês dos mês de referência de referência*100/ Domicílios Aumento do percentual de domicílios classificados como excelente e bom 24 Inspecionados Percentual de ações do Projeto Aplicativo monitoradas e avaliadas Nº de ações do PA monitoradas e avaliadas/Total de ações do PA * 100 Monitorar e avaliar 100% das ações do PA Relatórios Fonte: GAF 4. O cumprimento do definido neste Plano de Gestão depende da disponibilidade de informações que sirvam para subsidiar o desencadeamento das ações. A qualidade da informação, por sua vez, depende da adequada coleta de dados, que são gerados no território de atuação das eSF do CSSAM 2. É também nesse nível que os dados devem primariamente ser tratados e estruturados, para se constituírem em um instrumento capaz de estabelecer um processo dinâmico de planejamento, avaliação, manutenção e aprimoramento das ações, em conformidade com o ciclo PDCA. QUADRO 6 – Plano de ação, com detalhamento das ações, desdobramento das atividades e tarefas; estimativa de recursos materiais e tecnológicos; cronograma com posição de início e fim das tarefas; responsáveis, parcerias, indicadores e metas do PA. PLANO DE AÇÃO jul/15 jun/15 mai/15 abr/15 mar/15 fev/15 jan/15 Fontes dez/14 / Parcerias nov/14 s out/14 Indicadore Responsáveis Recursos/ set/14 Meta ago/14 Ação GAF 4, Gestores Instituir ComiCSSAM 2, Espaço Comitê tê Repr. ACS, físico e Gestor GesComitê Coord. das material do tor do Gestor do X eSF, Coord. de Projeto PA PA da VE, NEPS/ expedien Aplicati- instituí HRSAM, te vo do NES/DIVISA, NISAM Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Reunião para institui o comitê gestor e definir suas competências; (2) Elaborar ata da reunião; (3) Agendar reunião para discutir o plano de ação do projeto e programar recursos humanos, materiais e financeiros; (4) Propor a inclusão de pauta do Comitê Gestor do PA na reunião de Colegiado do CSSAM 02; (5) Elaborar matriz de responsabilidade com prazos para as tarefas e as interdependências. 25 100% Equip. de Informáti ACS, ca, Capacienf. e Percentual Espaço tar em médi- de ACS, físico, inspeção cos enfermeiNEPS Manual sanitária das ros e /Samambaia, de domicieSF médicos NIVAM e Orientaliar e do das eSF NES/DIVISA, ção, riscos CSSA do Comitê Pasta, sanitáM2 CSSAM 2 Gestor, Caneta, rios X X capaci capacitaGerente e Lápis, enfermei tados dos em Chefia de Borraros, em inspeção Enfermagem cha, médicos insp. sanitária do CSSAM 2, Apontae ACSs sanitá domiciliar CODEP/ dor, das eSF ria e riscos FEPECS Bloco de do domici sanitários anotaCSSAM liar e por ano ção, 2 riscos Projetor, sanitá Tela de rios Projeção Atividades/Etapas para alcance da ação: (1) Elaboração do Manual Instrutivo para Inspeção Sanitária Domiciliar pelo Comitê Gestor, (2) Elaboração de projeto de execução em conjunto (NEPS, NES, NIVAM, Comitê Gestor e Gerente e Chefia de Enfermagem do CESSAM 2); (3) Encaminhamento do projeto à FEPECS para posterior certificação; (4) Agendamento das prováveis datas de realização do curso; (5) Reserva de local onde será ministrado; (6) Providenciar material didático a ser utilizado; (7) Preparação pelo NEPS e pelo NES de avaliação de ingresso e regresso; (8) Realização da capacitação; (9) Certificação. Notifi- Proporção Notificar car de visitas as eSF 100% domiciliasobre a de res de Material necessi- domicí rotina com ACS, NISAM, de dade de lios notificação X X X X X X X X X CSSAM 2 expedien Inspeção com de te Sanitária risco inspeção Domici- sanitá sanitária liar rio em domiciliar, 1 ano por mês Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Verificar se há inconformidades sanitárias no domicílio visitado; (2) Preencher o formulário de notificação; (3) Entregar notificação à Coordenação da eSF para encaminhamento ao Comitê Gestor para registro, consolidação, análise, monitoramento e avaliação. 26 100% Nº Enfermeiros e de absoluto Realizar Médicos da inspede inspeeSF, NISAM, ções e inspeções Transpor ções e CSSAM 2, orien- e orientate, check orientaDIRAPS, tações ções list e ções CAESB, CEB, X X X X X X X X X sanitá domiciliamaterial sanitaSEDEST, AR, rias res de experias CB, Defesa domici realizadas diente domicilia Civil, DIVAL, liares por região res DIVEP, realiza e eSF, ao CEREST das mês Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Realizar inspeção domiciliar; (2) Preencher o check list; (3) Orientar o domiciliado sobre riscos sanitários; (4) Entregar o check list preenchido à Coordenação da eSF para encaminhamento ao Comitê Gestor para registro, consolidação, análise, monitoramento e avaliação; (5) Alertar a Coordenação da eSF sobre a necessidade de intervenção de outros órgãos. 100% Nº de Enfermeiros e absoluto reinsMédicos da de Realizar peeSF, NISAM Transpor reinspereinspe- ções CSSAM 2, te, check ções ções sanitá DIRAPS, list e domiciliasanitarias CAESB, CEB, material X X X X X X X X X res rias domici SEDEST, AR, de realizadas domicilia liares CB, Defesa expedien por res notifiCivil, DIVAL, te território e cadas DIVEP, eSF; ao realiza CEREST mês das Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Realizar reinspeção domiciliar; (2) Preencher o check list; (3) Orientar o domiciliado sobre riscos sanitários; (4) Entregar o check list preenchido à Coordenação da eSF para encaminhamento ao Comitê Gestor para registro, consolidação, análise, monitoramento e avaliação; (5) Alertar a Coordenação da eSF sobre a necessidade de intervenção de outros órgãos. 100% Proporção Comparti de deCoordenador de Material lhar manda eSF, demandas de informadas NISAM, de risco expedien ções de CSSAM 2, sanitário te, sobre risco DIRAPS, CB, encaminha risco enca CEB, CAESB, EquipaX X X X X X X X X das para mento sanitário minha SEDEST, outros de com os das Defesa Civil, órgãos informáti órgãos pelas AR, DIVAL, pela eSF. ca compe- eSF. DIVEP, Atendidas, tentes atendi CEREST por mês das 27 Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Informar o Comitê Gestor sobre a necessidade de plano de ação e/ou contingência; (2) Informar outros órgãos, por meio de ofício, sobre a necessidade de intervenção para prevenir riscos nos domicílios; (3) Acompanhar o atendimento das demandas por meio das reinspeções; (4) Reiterar as solicitações das demandas não atendidas; (5) Encaminhar cópias das solicitações para que o Comitê Gestor providencie registro, monitoramento e avaliação. Elaborar Espaço Comitê plano de Plano de físico, Gestor, ação Ação e/ou transport NISAM, e/ou de de e Plano CSSAM 2, continContigênMaterial de DIRAPS, CB, gência cia para de Ação Defesa Civil, X X X X X X X X X para atendimen expedien elabor CAESB, CEB, atendito das te, ado SEDEST, AR, mento demandas Equipam DIVAL, das identificaento de DIVEP, demandas informáti CEREST das ca Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Receber as demandas da Coordenação de eSF; (2) Promover reunião do Comitê Gestor para elaborar plano de ação; (3) Executar o plano de ação. MonitoEquipaMonirar e mento torar e Percentual Comitê avaliar de avade ações Gestor, os Informáti liar do PA NISAM, resultaca, X X X X X X X X X X X X 100% monitoraCSSAM 2, dos das Sistema das das e DIRAPS ações de ações avaliadas previstas Informado PA no PA ções Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Desenvolver sistema de informação para consolidação e monitoramento dos dados referentes ao processo e resultado da aplicação do PA; (2) Coordenar o processo de coleta de dados; (3) Consolidar e analisar tecnicamente os dados apontando eventuais ajustes necessários; (4) Elaborar relatórios intermediários e finalísticos; (5) Propor ações para melhoria do programa; (6) Elaborar matriz de resultados; (7) Convocar reunião mensal para apresentar o resultado do monitoramento e da avaliação para eventuais ajustes. 28 Percentual de inconformidade por grupos de risco constantes do instrumento de coleta de dados em inspeções e reisnpeções sanitárias doComitê miciliares, Gestor, Equipapor mês, NISAM, mento Percentual GerenCSSAM 2, de de classiciar DIRAPS, CB, Informáti ficação riscos Defesa Civil, ca, X X X X X X X X X excelente sanitaCAESB, CEB, Sistema e bom no rios SEDEST, AR, de escore dos Vigilância Informadomicílios Ambiental, ções inspeciona CEREST, VE dos no mês de referência, Percentual de classificação excelente e bom no escore dos domicílios inspeciona dos no mês de referência Atividades/Etapas para cumprimento da ação: (1) Analisar relatórios intermediários e finalísticos de monitoramento e avaliação; (2) Em caso de riscos sanitários, verificar a necessidade de plano de ação e/ou contingenciamento. Fonte: GAF 4. 29 6.4 Instrumentos de monitoramento e avaliação Diante da necessidade de informações com qualidade, foram elaborados os seguintes instrumentos de monitoramento e avaliação: 1) Coleta de dados (check list): Para avaliar os riscos sanitários será utilizada uma lista de verificação denominada check-list, um formulário contendo 123 itens, divididos em cinco eixos para verificação de conformidade das condições sanitárias do domicílio. 2) Ata de reunião: Reuniões mensais do Comitê Gestor para feedback das informações a todos envolvidos sobre o processo de implantação do check list, a evolução do projeto e monitoramento e avaliação dos indicadores, os índices de pendências e as medidas que estão sendo, ou deverão ser, tomadas. 3) Certificados: Comprovantes da conclusão da capacitação de enfermeiros, médicos e ACS das eSF do CSSAM 2 em inspeção sanitária domiciliar e riscos sanitários. 4) Relatórios intermediários e finalísticos de monitoramento e avaliação: Instrumentos de monitoramento e acompanhamento da execução do plano. 5) Relatório de inspeção: Relato do ocorrido durante a inspeção sanitária domiciliar. 6) Relatório de reinspeção: Relato do ocorrido durante a reinspeção sanitária domiciliar (visita de retorno), considerando a orientação sobre a prevenção de riscos sanitários dada na primeira inspeção. 7) Notificação de inspeção e de reinspeção: Comunicação de riscos à saúde, feita a enfermeiros e médicos das eSF do CSSAM 2 por ACS, ou qualquer cidadão ou órgão, para de adoção de medidas de intervenção pertinentes. 8) Matriz de indicadores: Planilha de procedimentos de monitoramento com indicadores de processo e de resultado, método de cálculo, metas e instrumentos de coleta. 9) Plano de Ação: Planilha estruturada que apresenta as ações, metas, indicadores, cronograma, responsáveis, parceiros, recursos, procedimentos mobilizados para a execução do escopo. 10) Matriz de Resultados: Quadro com resumo dos resultados. 11) Matriz de responsabilidade: Detalhamento dos prazos, responsáveis e das interdependências das tarefas elencadas no plano de ação. 30 Foi feita ainda uma legenda para preenchimento da matriz de responsabilidade, com as seguintes opções: 1) Pendente – Não foi iniciada; 2) Em andamento – A tarefa está sendo trabalhada; 3) Finalizada – A atividade foi totalmente concluída. Em alguns casos, é preciso adicionar estados intermediários, como: 4) Atrasada – A tarefa não foi concluída na data planejada e você precisa explicitar isto; 5) Parada – Mostra que foi necessário paralisar a tarefa, podendo, por exemplo, depender da resolução de outra atividade; 6) Postergada / Replanejada – A tarefa teve sua data de conclusão renegociada. 6.5 Viabilidade técnica e financeira Os custos são irrisórios e o benefício gerado pela prevenção de riscos sanitários no território coberto pelas eSF do CSSAM 2 serão significativos devido à diminuição do número de internações e de atendimentos ambulatoriais, no consumo de medicamentos, de recursos humanos utilizados na assistência, de equipamentos médicos, de material médico-hospitalar, de exames, etc. A extensa territorialidade e a ramificação que a ESF propicia podem dar suporte às ações de prevenção e promoção à saúde da VISA. Quando o GAF 4 apresentou o PA, os atores demonstraram total receptividade. Os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, conforme elencados no item 6.1, estão disponíveis e são suficientes para a implementação do PA, tendo em vista que já estão em uso ou no almoxarifado central da Secretaria de Saúde (SES) do DF, evitando assim processos de aquisição. O NISAM tem sua sede em Samambaia, o que facilita o contato com o CSSAM 2. Os instrutores para as capacitações estão disponíveis (auditores da VISA). Dispositivos legais respaldam as ações do PA. O Relatório de PMA 2 já faz parte da rotina das eSF do CSSAM 2. Não ocorrerão mudanças significativas nos processos de trabalho dos atores envolvidos. As inspeções sanitárias domiciliares ocorrerão por demanda e levarão, no máximo, uma hora para serem executadas, gerando custos reduzidos com relação à hora trabalhada dos profissionais envolvidos. 31 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta da ESF leva a AB a convergir para com a proposta da Promoção da Saúde, uma vez que essa busca o empoderamento da população quanto ao controle de suas próprias condições de saúde. E tendo em vista que a promoção da saúde visa ao todo, não apenas à doença, inclui-se na ESF a necessidade de fornecer também orientações sanitárias à população. A capacitação dos profissionais das eSF é, portanto, um dos principais meios de ampliação do campo de atuação de uma VISA efetiva, uma vez que esses necessitam de saberes técnico-científicos em VISA para que junto a outros saberes e a sua experiência subjetiva sejam capazes de prevenir, enfrentar e controlar os riscos sanitários locais e de tornarem a população co-responsável nessas ações de mitigação de risco. Nesse sentido, a sugestão do Instrumento de Avaliação de Risco Sanitário de Domicílios proposto pelo GAF 4,, assim como do Manual de Orientação em Prevenção e Controle de Risco Sanitário Domiciliar, a ser finalizado pelo Comitê Gestor mencionado pelo Plano de Gestão, mostra-se pertinente, uma vez que instrumentalizam e direcionam essa capacitação tão necessária às eSF e à população, e abre um canal de comunicação entre a AB e a VISA local, o que propicia o conhecimento desta última de informações importantes, até então inacessíveis, quanto ao gerenciamento de risco de seu território adstrito. Ressalta-se ainda que a normatização de instrumentos similares e da participação das eSF, enquanto agentes de avaliação de risco sanitário domiciliar, mostra-se fundamental para a consolidação da articulação do planejamento e das ações entre a área assistencial e a da Vigilância em Saúde. Mesmo diante da limitação da cobertura da ESF assim como da estrutura da VISA, o momento é propício à discussão de ideias e à implantação de estratégias em busca de práticas intersetoriais transformadoras através, principalmente, da educação em saúde, que levem ao controle social efetivo. 32 8. REFERÊNCIAS 1. ANDRADE J & ASSIS MMA. A Vigilância Sanitária em Feira de Santana no processo de descentralização da Saúde. Ciênc. Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, abr./jun. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1413-81232004000200025. 2. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Núcleo de Assessoramento na Descentralização das Ações de Vigilância Sanitária. Protocolo de Ações de Vigilância Sanitária. Brasília: ANVISA, 2007. (a) 3. _______. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Plano Diretor de Vigilância Sanitária. Brasília: ANVISA, 2007. 56 p. (b) 4. _______. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC n° 216 de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Brasília: ANVISA. Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 16/09/2004. 5. _______. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Atenção Primária e Promoção da Saúde. Brasília: CONASS, 2007. 232 p. (Coleção Progestores – Para entender a gestão do SUS, 8). (c) 6. _______. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. 7. _______. Lei Orgânica de Saúde. Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, 1990. 8. _______. Ministério da Saúde. Instrutivo do Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB. Brasília: MS, 2011. (a) 9. _______. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília, 2011. (b) 10. _______. Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. Gestão da Vigilância Sanitária: Caderno do Curso – 2013. São Paulo: IEP-HSL/ANVISA/MS, 2013. 42p. 33 11. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: MS, 2012. 110 p.: il. – (Série E. Legislação em Saúde). 12. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização. Atenção Básica. Brasília: MS, 2010. 256 p.: il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos HumanizaSUS ; v. 2). 13. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. DATASUS. Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS. Brasília: MS, 2008. Disponível em: ftp://ftp2.datasus.gov.br/ pub/sistemas/tup/downloads/relatorios/estaticos/siasih_todos.pdf. 14. CAMPOS CEA. O desafio da integralidade segundo as perspectivas da Vigilância da Saúde e da Saúde da Família. Ciênc. Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, 2003. Disponível em: http://observasaude.fundap.sp.gov.br/saude2/ SaudePublica/Acervo/Integralidade%20e%20Vigilância.doc. 15. DISTRITO FEDERAL. Lei nº 5.321 de 6 de março de 2014. Institui o Código de Saúde do Distrito Federal. Diário Oficial do Distrito Federal. Brasília, n. 48, sexta-feira, 7/03/2014, p. 3-, 2014. (a) 16. _________________. Secretaria de Estado de Saúde. Dados Estatísticos Resumo dos Serviços Medico-Hospitalar e Consultas 2012. Brasília: SES, 2013. (a) 17. _________________. Secretaria de Estado de Saúde. Diretoria de Vigilância Sanitária. Relatório Numérico Vigilância Sanitária (2012 e 2013). Brasília: DIVISA, 2014. (b) 18. _________________. Secretaria de Estado de Saúde. Relatório da 1ª Reunião de Análise Estratégica – RAE 2012 (SUPRAC/SES/DF). Brasília: SUPRAC, 2013. (b) 19. _________________. Secretaria de Estado de Saúde. Roteiro para Preenchimento do Relatório de Produção de Marcadores e Avaliação – PMA 2. Brasília: SES, s/d. 20. FARIA LS & BERTOLOZZI MR. A Vigilância na Atenção Básica à Saúde: perspectivas para o alcance da Vigilância à Saúde. Rev. Esc. Enferm. USP. São Paulo, v. 44, n. 3, p. 789-795, set. 2010. Disponível em: http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342010000300034&lng=en. 21. GIL AC. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991. 34 22. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Brasília: IBGE, 2013. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=df. 23. JULIANO IA & ASSIS MMA. 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A gestão considera eficaz o trabalho de promoção e prevenção à saúde no território comum? 4. Ocorrem ações educativas de prevenção e promoção à saúde da VISA com a Atenção Básica? (Se SIM ir para 5, se NÃO ir para A) 5. Quantas ações em 2012 e 2013? 6. Com que setores da Regional, a VISA desenvolve projetos educacionais em saúde? 7. Quais os temas abordados? 8. Como é feito o levantamento das necessidades dos temas? 9. Qual é a clientela das ações? 10. Existem ações voltadas para a população? E para o setor regulado? (Se Não ir para a 11, se SIM ir para a 13) 11. (não) Por qual motivo? 12. Houve monitoramento e avaliação das ações educativas? 13. (sim) Qual é o resultado da avaliação? 14. Há interesse em participar do Projeto Aplicativo para intensificar e ampliar as ações educativas? 15. Considera viável a integração das ações? 16. (não) Quais as principais dificuldades para a integração? 17. (sim) Quais as potencialidades da SES/DF para promover a integração? 18. Qual é o melhor dia da semana e o melhor horário para participação em encontros do grupo GAF 4 e os demais atores? A. Qual o motivo de não haver a integração das ações? 37 9.2 Check list para inspeção domiciliar Endereço:_______________________________________________________________________________ Data: 1 1.1 1.1.1 1.1.2 1.1.3 1.2 1.2.1 1.2.2 1.2.3 1.2.4 1.2.5 1.2.6 1.2.7 1.3 1.3.1 1.3.2 1.3.3 1.3.4 1.3.5 1.4 1.4.1 1.4.2 1.4.3 1.4.4 1.5 1.5.1 1.5.2 1.5.3 EDIFICAÇÃO, INSTALAÇÕES ÁREA EXTERNA Área externa livre de focos de insalubridade, de acúmulo de lixo nas imediações, de água estagnada, dentre outros (*) Vias de acesso com superfície calçada ou cimentada, adequada ao trânsito sobre rodas, escoamento adequado e limpo Sistema de esgoto adequado ÁREA INTERNA Áreas internas da residência livres de objetos em desuso ou estranhos ao ambiente No caso de residirem idosos, existe preparação em termos de acessibilidade e outras adaptações Ralos da casa possuem tela ou dispositivo que permite seu fechamento (escamoteável) As caixas de gordura e de esgoto estão localizadas fora da área de preparação e armazenamento de alimentos As caixas de gordura e de esgoto apresentam adequado estado de conservação e funcionamento As caixas de gordura são periodicamente limpas Cozinha livre da circulação de animais domésticos PISO O piso possui revestimento liso, impermeável e lavável Pisos em bom estado de higiene Piso da cozinha higienizado pelo menos uma vez ao dia Piso em adequado estado de conservação Piso livre de defeitos, rachaduras, trincas, buracos e outras irregularidades (*) TETO Casa com laje ou teto forrado Teto de fácil limpeza Em adequado estado de conservação Livre de trincas, rachaduras, umidade, mofo (fungos), teias de aranha, descascamentos e outras irregularidades (*) PAREDES E DIVISÓRIAS Em bom estado de higiene Em adequado estado de conservação Mantidas íntegras, livres de rachaduras, trincas, vazamentos, infiltrações, bolores, descascamentos e outras irregularidades (*) / C / PC . NC NA 38 1.6 1.6.1 1.6.2 1.7 1.7.1 1.7.2 1.7.3 1.7.4 1.8 1.8.1 1.8.2 1.8.3 1.8.4 1.8.5 1.8.6 1.9 1.9.1 1.9.2 1.9.3 1.10 1.10.1 1.10.2 1.10.3 1.11 1.11.1 1.11.2 1.11.3 1.11.4 1.11.5 1.11.6 1.11.7 PORTAS Em adequado estado de conservação Livres de falhas, rachaduras, umidade, descascamento e outras irregularidades (*) JANELAS E OUTRAS ABERTURAS Em adequado estado de conservação Existência de telas milimétricas para impedir a entrada de insetos Livres de falhas, rachaduras, umidade, descascamento e outras irregularidades (*) Ventilação garante a renovação do ar e a manutenção do ambiente livre de fungos, gases, fumaça, pós que possam comprometer a saúde INSTALAÇÕES SANITÁRIAS Não se comunicam diretamente com a área de cozinha e/ou sala de jantar Apresentam vasos sanitários íntegros e dotados de tampas Servidas de água corrente e conectadas à rede de esgoto ou fossa séptica Possuem lixeiras com tampas Possuem lixeiras com acionamento por pedal Coleta do lixo pelo menos uma vez por dia ILUMINAÇÃO E INSTALAÇÃO ELÉTRICA Instalações elétricas embutidas ou protegidas em tubulações externas isolantes de tal forma a impedir acidentes (choques) Instalações elétricas embutidas, protegidas ou presas a paredes e tetos, e íntegras de tal forma a permitir a higienização dos ambientes Lâmpadas, luminárias, tomadas e interruptores livres de sujidades CONTROLE DE VETORES E PRAGAS Ausência de vetores e pragas urbanas ou qualquer evidência como fezes, ninhos e outros Adoção de medidas preventivas e corretivas para impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação de vetores e pragas urbanas No controle químico, existem procedimentos pré e pós-tratamento para evitar a contaminação dos alimentos, equipamentos e utensílios ABASTECIMENTO DE ÁGUA Sistema de abastecimento ligado à rede pública Sistema de captação própria, protegido, revestido e distante de fonte de contaminação Quando utilizada solução alternativa de abastecimento de água, existe algum cuidado para alcançar a potabilidade Reservatório de água em adequado estado de higiene e conservação Reservatório de água edificado e/ou revestido de materiais que não comprometam a qualidade da água Reservatório de água devidamente tampado Reservatório de água livre de rachaduras, vazamentos, infiltrações, descascamentos e outras irregularidades (*) C PC NC NA 39 1.11.8 1.11.9 1.11.10 1.12 1.12.1 1.12.2 1.12.3 1.12.4 1.12.5 1.12.6 1.12.7 1.12.8 1.13 2. 2.1 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.3 2.3.1 2.3.2 2.3.3 2.3.4 2.3.5 2.3.6 Higienização do reservatório de água pelo menos a cada seis meses É utilizada somente água potável para manipulação de alimentos Filtro de água regularmente trocado segundo as especificações do fornecedor MANEJO DOS RESÍDUOS Recipientes para coleta de lixo doméstico de fácil higienização e transporte Recipientes para coleta de lixo mantidos limpos Recipientes mantidos tampados Recipientes com acionamento por pedal Uso de sacos de lixo apropriados Ausência de lixeira sobre a pia Lixo do domicílio segregado (seco/orgânico) Resíduos frequentemente coletados e estocados em local isolado da área de preparação e armazenamento dos alimentos ESGOTAMENTO SANITÁRIO Fossas, esgoto conectado à rede pública EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS EQUIPAMENTOS Geladeiras e freezers em bom estado de higiene Geladeira e fogão dispostos de forma a permitir fácil acesso e higienização adequada Equipamentos de conservação dos alimentos (refrigeradores, congeladores e outros) em adequado funcionamento Equipamentos destinados ao processamento térmico (fogão) em adequado funcionamento MÓVEIS Mesas, bancadas, armários, prateleiras em adequado estado de conservação Mesas, bancadas, armários, prateleiras de material resistente, com superfícies íntegras Móveis da cozinha permitem uma fácil higienização (lisos, sem rugosidades e frestas) UTENSÍLIOS Panelas, caçarolas, tabuleiros e similares em bom estado de conservação Tábua para corte, facas, escumadeiras, pegadores e similares em bom estado de conservação Cortadores de legumes, espremedor de batatas e similares em bom estado de conservação Utensílios para distribuição (pratos, bandejas, talheres, vasilhames etc.) em bom estado de conservação De material não contaminante, resistentes à corrosão, de tamanho e forma que permitam fácil higienização Utensílios em geral limpos C PC NC NA 40 2.4 2.4.1 2.4.2 2.4.3 2.4.4 2.4.5 2.4.6 2.4.7 2.4.8 2.4.9 3. 3.1 3.1.1 3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.1.7 3.2 3.2.1 4. 4.1 4.1.1 4.1.2 4.1.3 4.2 4.2.1 HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS C Panos de prato em bom estado de higiene e conservação Pano de utilização em pias, bancadas e mesa em bom estado de higiene Esponjas de higienização de utensílios em bom estado de conservação e higiene Frequência de troca de esponjas de higienização de utensílios adequada Produtos de higienização regularizados pelo Ministério da Saúde/ANVISA Produtos de higienização em suas embalagens originais e guardados em local adequado Utensílios, móveis e equipamentos em bom estado de higiene Troca de velas de filtro periódica (a cada seis meses) Ausência de esponja de aço ou lã MANIPULADORES HÁBITOS HIGIÊNICOS Conhecimento prévio sobre lavagem cuidadosa das mãos antes da manipulação de alimentos, antes das refeições, e principalmente após qualquer interrupção do manuseio com os alimentos e depois do uso de sanitários Conhecimento prévio sobre não espirrar sobre os alimentos, não tossir, não fumar, não manipular dinheiro ou não praticar outros atos que possam contaminar o alimento Os manipuladores possuem asseio pessoal Os manipuladores usam cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado Os manipuladores apresentam-se com vestimentas compatíveis à atividade, conservados e limpos Manipuladores não fumam, falam desnecessariamente, cantam, espirram, tossem ou praticam outros atos que contaminem o alimento Os manipuladores são capacitados em higiene pessoal, em manipulação higiênica dos alimentos e em doenças transmitidas por alimentos ESTADO DE SAÚDE Os manipuladores que apresentarem lesões e/ou sintomas de enfermidades que possam comprometer a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos são afastados da atividade de preparação de alimentos enquanto persistirem essas condições de saúde MATÉRIAS-PRIMAS E INGREDIENTES ORIGEM DOS ALIMENTOS E MATÉRIAS-PRIMAS Matéria-prima e ingredientes com rótulos e embalagens que atendem à legislação (data de fabricação, validade, conservação etc.) Produtos de origem animal (carne bovina, frango, peixe, leite, queijo etc.) com inspeção, devidamente embalado e rotulado Consumo de água filtrada ou fervida ARMAZENAMENTO DOS ALIMENTOS Alimentos não perecíveis bem conservados e limpos PC NC NA 41 4.2.2 4.2.3 4.2.4 4.2.5 4.2.6 4.2.7 4.2.8 4.2.9 4.2.10 4.2.11 4.3 4.3.1 4.3.2 4.3.4 4.3.5 4.3.6 4.3.7 4.3.8 4.3.9 4.3.10 4.3.11 5. 5.1 5.1.1 5.1.2 5.2 5.2.1 5.3 5.3.1 (*) Alimentos não perecíveis armazenados em local adequado e organizado (prateleiras) Alimentos não perecíveis afastados das paredes e distantes do teto de forma que permita higienização, iluminação e circulação de ar Alimentos adequadamente acondicionados, respeitando-se o prazo de validade Geladeira ou freezer organizado de forma que não haja risco de contaminação cruzada de alimentos Ingredientes que não foram utilizados totalmente estão armazenados em recipientes limpos e fechados Ingredientes não utilizados totalmente estão identificados (nome do produto, data de retirada da embalagem, validade após a abertura) Alimentos perecíveis armazenado em temperatura adequada Alimentos como verduras e frutas ou outros em sacos transparentes de primeiro uso (não em sacos leitosos, coloridos) Embalagens devidamente higienizadas antes de serem armazenadas em geladeira ou freezer Alimentos que não foram servidos (sobras) devidamente armazenados em refrigeração e em recipientes com tampas PREPARAÇÃO DOS ALIMENTOS Na preparação dos alimentos, são adotadas medidas para minimizar o risco de contaminação cruzada (separação de crus e cozidos, etc.) Produtos perecíveis expostos à temperatura ambiente somente pelo tempo mínimo necessário para a preparação do alimento Óleos e gorduras não derramados na pia, mas devidamente descartados (*) Óleos e gorduras utilizados substituídos imediatamente sempre que houver alteração evidente das características (aroma e sabor) Alimentos congelados, antes do tratamento térmico, são descongelados, a fim de garantir adequada penetração do calor Descongelamento efetuado sob refrigeração ou em forno de microondas quando o alimento for submetido imediatamente ao cozimento Alimentos submetidos ao descongelamento mantidos sob refrigeração se não forem imediatamente utilizados, não sendo recongelados Após o cozimento, os alimentos são mantidos em condições de tempo e de temperatura que não favorecem a multiplicação microbiana Após o resfriamento, o alimento é conservado sob refrigeração Alimentos a serem consumidos crus são submetidos a processo de higienização a fim de reduzir a contaminação superficial MEDICAMENTOS E PÉRFURO-CORTANTES CONSUMO DE MEDICAMENTOS Possui medicamentos armazenados em local adequado, protegidos e identificados corretamente Não possui medicamentos vencidos ou desprotegidos DESCARTE DE MEDICAMENTOS Medicamentos vencidos são entregues no local de aquisição (drogarias ou farmácia) ou outro local (*) DESCARTE DE PÉRFURO-CORTANTES Descarte de perfuro cortantes realizado em vasilhames resistentes, disponibilizados à ESF ou outro local (*) C PC NC Preencher os detalhes (outros focos de insalubridade, outras irregularidades, outras formas de descarte ou outros locais) no campo “observações” a seguir. NA 42 ITEM OBSERVAÇÕES