A UTILIZAÇÃO DA LITERATURA DE CORDEL COMO
INSTRUMENTO DE MEDIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
LEITURA NA SALA DE AULA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS
Laécio dos Santos¹, Maria Zivaneide de Carvalho Moraes Lefosse
1. [email protected]
Resumo
Apresentamos neste artigo a experiência vivenciada junto a estudantes e ao professor e de
Língua Portuguesa que leciona na turma da terceira fase do Ensino Fundamental da Educação
de Jovens e Adultos (EJA). O trabalho foi desenvolvido na Escola Monsenhor José Kerhle em
Arcoverde – PE, durante os meses de fevereiro e março de 2015. O nosso objetivo foi despertar
o interesse pela leitura, o contato e a valorização da cultura popular. A pesquisa resultou no
trabalho final para o Curso de Pós- graduação, especialização lato sensu, do Programa Nacional
de Integração da Educação Básica com a Educação Profissional na modalidade de educação de
Jovens e Adultos (PROEJA), desenvolvido na modalidade à distância (EAD) pelo Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE). Nossa motivação para o
desenvolvimento do projeto se deu através do desejo de incentivar os alunos das turmas de EJA
a realizarem a leitura com prazer e para isso, recorremos a Literatura de Cordel que nos serviu
como instrumento de mediação riquíssimo que mobilizou os estudantes a partir das histórias
apresentadas e representadas por eles. Tomamos como referência os fundamentos da pesquisaação que visa a estreita associação da ação com a resolução de um problema coletivo em que
os participantes estejam envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Nessa perspectiva,
viabilizamos a leitura desse gênero literário no âmbito escolar, proporcionando o conhecimento
do conteúdo cultural e artístico que compõe a literatura de Cordel. Dessa maneira contribuímos
para alargar os horizontes culturais dos estudantes, o estimulo à escrita, a leitura e a imaginação
criativa dos envolvidos.
Palavras Chave: Leitura. Literatura de cordel. EJA.
Abstract
We present here the experience lived with the students and the teacher and Portuguese language
class teaches at the third stage of Basic Education of Youth and Adult Education (EJA). The
study was conducted in the School Monsignor José Kerhle in Arcoverde - PE during the months
of February and March 2015. Our objective was to generate interest in reading the contact and
appreciation of popular culture. The research resulted in the end work for the Post-Graduation
Course, broad sense specialization, the National Programme for Education Integrating Basic
Vocational Education in Youth and Adult education modality (PROEJA), developed in distance
mode (EAD) the Federal Institute of Education, Science and Technology of Pernambuco
(OPSI). Our motivation for developing the project was through the desire to encourage students
of classes of EJA to perform reading with pleasure and for that, we turn to Cordel Literature
which suited us as rich mediation instrument that mobilized students from presented stories and
represented by them. We refer the foundations of action research which aims to close
association of action with the resolution of a collective problem in which participants are
involved in a cooperative and participatory way. From this perspective, We enable reading this
literary genre in schools, providing knowledge of the cultural and artistic content that makes up
the Cordel literature. In this way we contribute to broaden the cultural horizons of students, the
stimulus to writing, reading and creative imagination of those involved.
Keywords: Reading. String literature. EJA.
Introdução
A realização desta pesquisa serviu como trabalho final para o Curso de Pós- graduação,
especialização lato sensu em EJA.
A ideia da pesquisa surgiu pela inquietação, enquanto docente, por perceber a ausência do
estudo desta modalidade de literatura na escola, bem como do desejo de motivar o
conhecimento, o contato e a interação dos alunos com a mesma, despertando dessa maneira, o
interesse pela leitura, porque a leitura nunca se fez tão necessária nos bancos escolares, uma
vez que uma das grandes contradições da escola parece ser esta: um dos seus grandes objetivos
é ensinar a ler, qualquer professor está mobilizado para isso, mas parece que o gosto pela leitura
vai diminuindo a cada ano que o aluno passa na escola. Se por um lado, se enfatiza as questões
formais sobre a forma erudita da escrita, por outro lado, é possível constatar a grande
dificuldade dos alunos em compreender questões que exijam interpretação do que se lê, devido
à forma que a leitura vem sendo trabalhada na escola através de uma prática mecânica e não
reflexiva, dificultando ou até mesmo impedindo a leitura de forma efetiva.
O aluno necessita ter conhecimento da Literatura Universal assim terá uma melhor
compreensão dos mecanismos sociais em que está envolvido, mas não pode e não deve
desprezar a Literatura Raíz, o Cordel, bem presente no seu cotidiano, muito comum em feiras
livres dos municípios do interior.
Corroboramos com o pensamento de Marinho e Pinheiro (2012, p.11), quando dizem que “[...]
a literatura de cordel ou folhetos deve ter um espaço na escola, nos níveis fundamental e médio,
levando em conta as especificidades desse tipo de produção artística”, pois é uma maneira de
vivenciarmos o que está próximo de nós e a partir disso exercitar a capacidade de aprendizagem,
despertar a criatividade e o entendimento de mundo nos estudantes.
Essa perspectiva, também fez parte do nosso foco ao desenvolvermos este projeto que pretende
contribuir para amenizar esta lacuna, a da ausência de estudo desse gênero literário, bem como,
contribuir com a divulgação, leitura, estudo e produção da Literatura de Cordel.
Compreendemos que: se os professores pretendem que seus alunos desenvolvam a
aprendizagem da leitura, é necessário que utilize em sua ação pedagógica mecanismos de
mediação diversos, que não se isole apenas nos conceitos formais da disciplina que leciona,
mas que faça fluir sua criatividade, use suas habilidades para identificar qual a maneira mais
viável para atingir seu objetivo de maneira interdisciplinar que possibilite aos estudantes uma
leitura de mundo e uma vivência humana plural através de experiências que contemplem sua
realidade, em que possam ver e se ver nas situações didáticas propostas e dessa maneira poder
dar significado ao seu processo de escolarização.
Referencial Teórico
Para o desenvolvimento do projeto destacamos a Literatura, de modo específico a Literatura de
Cordel na Escola; pelo fato de identificarmos, na maioria das vezes uma desvalorização da
mesma, ainda mais grave, um silêncio quanto à existência desta na escola. É comum, estudamos
Literatura Portuguesa, Americana e a erudita brasileira, mas pouco estudamos a literatura de
cordel, que nasceu no meio do povo.
Assim, nos servimos da potencialidade do uso da Literatura de Cordel como recurso didático
nas aulas de Língua Portuguesa na Educação de Jovens e Adultos, proporcionando a todos os
envolvidos o contato e a valorização da cultura popular através da leitura desse gênero literário
no âmbito escolar.
Durante as vivências foi possível trabalhar o conteúdo cultural e artístico que compõe a
literatura de Cordel e contribuir para alargar os horizontes culturais dos estudantes, estimulando
a escrita, a leitura e a imaginação criativa dos envolvidos, ou seja, além da valorização dos
folhetos de cordel durante as atividades desenvolvidas, foi possível proporcionar aos alunos,
através de seus versos e estrofes, a possibilidade de desenvolver a competência leitora e a
compreensão de que nossa cultura está muito ligada a esta literatura.
Acreditamos que através da leitura, o ser humano consegue se transportar para o desconhecido,
explorá-lo, decifrar os sentimentos e emoções que o cercam e acrescentar vida ao sabor da
existência. Pode, então, vivenciar experiências que propiciem e solidifiquem os conhecimentos
significativos de seu processo de aprendizagem.
Assim, pensamos ser dever das instituições de ensino, juntamente com professores e equipe
pedagógica, propiciar aos educandos momentos que possam despertar neles o gosto pela leitura,
o amor ao livro, a consciência da importância de se adquirir o hábito de ler, “uma vez que a
leitura é uma atividade dialógica que ocorre no meio social através do processo histórico da
humanização” (FREIRE, 1987, p11), ampliando a concepção e visão de mundo em que estão
inseridas, possibilitando um senso crítico e não alienado diante do contexto social.
As exigências postas pelo mundo atual assinalam par ao domínio efetivo da leitura. As
bibliografias mais recentes (SOLE, 1999; JOLIBERT, 1994; SILVA; 1996; BRASIL, 1999)
apontam para a necessidade de incrementar as estratégias de leitura como modo de construir
um sujeito ativo atuando num mundo letrado, cuja era é a das relações que se estabelecem a
partir do processo de comunicação, que do hábito de leitura dependem outros elos no processo
de educação. Sem ler, o aluno não sabe pesquisar, resumir, resgatar a ideia principal do texto,
analisar, criticar, julgar, posicionar-se. Desse modo, é com a leitura que o aluno entra em
contato com as diversas formas de conhecimento, quer seja a partir dos livros impressos ou em
formato digital.
Além do mais, por meio da leitura, o educando é inserido no mundo do imaginário,
desenvolvendo sua sensibilidade e ampliando sua maneira de ver e de entender o mundo.
Entendemos que, não se formam bons leitores sem contato com os livros.
Metodologia
Esta pesquisa foi desenvolvida junto a estudantes da terceira fase1 da Educação de Jovens e
Adultos (EJA) e a professores de Língua Portuguesa que lecionam nas turmas da terceira fase
da Escola Monsenhor José Kerhle em Arcoverde–PE. Participaram do projeto 25 (vinte e cinco)
alunos da 3ª fase do curso noturno da referida escola.
Para o desenvolvimento da pesquisa recorremos ao método da pesquisa-ação por considerar
que através desta seria possível aumentar o conhecimento dos pesquisadores ou o “nível
de consciência” das pessoas e dos grupos considerados e pela necessidade de ampla e
explícita interação entre pesquisador e as pessoas implicadas na situação investigada.
Assim, durante os meses de fevereiro e março, foram realizadas oficinas com rodas de leitura
utilizando a Literatura de Cordel com os alunos da 3ª fase do curso noturno de EJA.
1
Correspondem aos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental
Tomamos como referência os fundamentos da pesquisa-ação que tem como objetivo a estreita
associação da ação com a resolução de um problema coletivo no qual os participantes estão
envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
Esse fundamento nos permite intervir diretamente junto aos envolvidos pela aproximação do
pesquisador com a realidade do grupo, ensinando-o a valorizar o que possui incentivando a arte,
a educação e a cultura através da leitura dos folhetos e dos conteúdos das histórias que tem
relação direta com o cotidiano pela aproximação com a realidade.
Através da disponibilização de folhetos de literatura de Cordel os alunos faziam suas escolhas
conforme seu gosto pelo tema. Dessa maneira sentiam-se estimulados a participarem e a fazer
a leitura do folheto escolhido.
Foram realizadas contação de história, declamação de poemas dos folhetos, momentos em
que os estudantes exercitaram a leitura em voz alta e de forma silenciosa. Puderam se
expressar, exercitar sua criatividade ao representarem as histórias. Pôde ser percebida a
entonação da voz, a utilização dos sinais de pontuação, a maneira de ler e de se expressar
de cada estudante, bem como seu envolvimento, o seu sentido de pertencimento e as suas
opiniões sobre as histórias escolhidas.
Após a explanação das histórias, estas podiam ser interpretadas abrindo-se assim espaço
para a produção crítica do conhecimento, num movimento que nos leva a pensar sobre a
nossa própria forma de ver e de interpretar a realidade.
Além de despertar o interesse pela leitura, o contato e a valorização da cultura popular através
do uso da Literatura de Cordel, utilizando este gênero literário como recurso didático nas aulas
de Língua Portuguesa da Educação de Jovens e Adultos, contribuímos com a afirmação de
identidades, contribuímos para que os estudantes da EJA reconheçam-se como sujeitos de
direitos, para que possam ocupar seus espaços na comunidade social, política,econômica e
cultural (ARROYO, 2011).
Resultados
O trabalho com a literatura de cordel possibilitou aos estudantes resgatarem a história do povo
nordestino, bem como reconhecê-la como uma forma de expressar nossa cultura desde nossos
antepassados.
Inicialmente, ao perguntarmos sobre este gênero literário, apenas alguns estudantes sabiam do
que se tratava e lembraram-se de algumas histórias contadas por seus pais, o que nos chamou a
atenção para o silenciamento acerca de uma cultura que faz parte da nossa história.
Ao iniciarmos as atividades pudemos perceber o encantamento e o envolvimento dos estudantes
ao ouvir as histórias contadas, interpretadas e cantadas na sala de aula, o que pode promover
aprendizagens significativas pela diversidade de conhecimentos envolvidos.
Foi possível incentivar a leitura e a oralidade, a partir das apresentações em rimas e versos
criados por escritores nordestinos e a ilustrações impressas com xilogravura.
Também observamos a curiosidade, o interesse e o entusiasmo dos alunos ao entrarem em
contato com o folheto de cordel, desde o seu formato, passando pela leitura em rimas até a
variedade temática dos folhetos, isso lhes possibilitou momentos de formação lúdicos.
Foi fundamental para que percebessem que a arte está articulada às várias ciências, não só à
língua portuguesa e que a educação ocorre num processo dinâmico.
Verificamos ainda com este trabalho a possibilidade de sair da rotina tradicional das aulas de
leitura e promover uma inovação metodológica, bem como observamos que o cordel favorece
um diálogo com a cultura da qual ele emana e, ao mesmo tempo, uma experiência diferente
entre professor e alunos. Além de que, descobrimos alunos apreciadores da literatura de cordel.
A participação dos estudantes nas atividades foi bastante significativa pela compreensão do
trabalho, pelo entendimento e pela valorização do gênero.
Houve vários momentos lúdicos, incluindo as oficinas de arte, as atividades de leituras e
encenação, e ainda os depoimentos de cordelistas e de pessoas que privilegiam a poesia.
Em todos os momentos foi possível observar a emoção, a sensibilidade, a aceitação, o resgate
e o valor da cultura popular expressa na arte dos que lidam com a palavra e reconhecem nela a
utilidade de se comunicar em versos por meio da sua imaginação e do desejo de falar do mundo
imaginário e real.
Enfim, ao viabilizarmos a leitura desse gênero literário no âmbito escolar, proporcionamos o
conhecimento do conteúdo cultural e artístico que compõe a literatura de Cordel e contribuímos
para alargar os horizontes culturais dos estudantes, estimulando a escrita, a leitura e a
imaginação criativa dos envolvidos.
Considerações Finais
A leitura ajuda o homem a desenvolver seu próprio pensamento, estimula seu senso crítico, seu
espírito atuante, uma vez que ela proporciona questionamentos sobre a realidade, tende a
provocar ações transformadoras na sociedade. Uma pessoa que lê tem a possibilidade de
enxergar melhor os problemas sociais, a falta de oportunidade para algumas pessoas em
detrimento de outras, as diferenças de classe social, provocadas pela desigualdade econômica,
pelas manobras feitas em busca de poder a qualquer custo. Neste sentido a leitura representa
um ato de cidadania e de liberdade.
A Educação Básica brasileira não tem dado conta do processo de formação do leitor efetivo. As
avaliações externas SAEPE2, SAEBE3 e Prova Brasil4, através de suas análises têm servido para
mostrar a grande dificuldade dos estudantes desse nível de escolarização em relação leitura e
interpretação de textos.
SAEPE – Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco
SAEBE – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica
4
Prova Brasil – Avaliação Nacional do Rendimento Escola
2
3
O panorama do processo de leitura no Brasil é preocupante, não só na EJA, mas em todos os
níveis de escolarização. Lê-se pouco e o pouco que se lê se faz precariamente. Segundo Lima
(2004), em seus estudos, aponta para a necessidade premente da formação e atuação de
mediadores de leitura, a fim de mudarmos esse quadro e pôr fim a esse ciclo que se instalou:
lê-se mal por não haver mediação de leitura adequada na formação leitora; e não há mediação
de leitura adequada porque não há leitura na formação.
Na Educação de Jovens e Adultos – EJA, especificamente, temos uma média de treze milhões
de analfabetos, sem considerar os analfabetos funcionais.
Diante dessa realidade, é perceptível que os desafios para mudar essa situação são muitos,
“desde as mudanças nas estruturas do sistema, seus ordenamentos, suas lógicas, seus rituais e
seus valores reprodutores e legitimadores de desigualdades sociais, raciais, de gênero, campo,
periferia” (ARROYO, p. 85, 2011), até uma intervenção mais efetiva nos cursos de formação
de professores de maneira que estes possam contribuir com a compreensão, por parte dos
futuros professores, sobre a importância do ato de ler o mundo.
Faz-se necessário que no processo de ensino-aprendizagem da nossa escola básica, sejam
desenvolvidas metodologias que propiciem e formem leitores efetivos.
Ao levarmos para a escola a literatura popular representada pelo cordel, através dos folhetos,
além de divulgarmos a cultura popular contribuímos com o estímulo à leitura.
Durante o desenvolvimento do projeto tivemos a oportunidade de interagir com os alunos da
EJA sobre temas que fazem parte do seu dia a dia, que mesmo sendo apresentados em forma
de gracejo, nos permitiram discutir questões importantes para a sua formação através de
conversas informais e de uma maneira descontraída e participativa, através de uma prática
sensível, aberta ao diálogo constante professor/aluno e história de vida/temas estudados.
A literatura de cordel é um importante recurso pedagógico a ser usado como incentivo a leitura
e arte, entretanto, não pretendemos mostrar que essa literatura é a salvação para o ensino de
Língua portuguesa, mas sim, mostrar que é possível em determinados momentos utilizá-la
como meio de informação, formação e divertimento na sala de aula.
Enfim, ao promover, em sala de aula, atividades em que possam ser articulados o popular com
o erudito, estamos contribuindo para alargar o universo interativo cultural dos estudantes, dando
visibilidade a grandes obras de autores populares, contribuindo com a formação de leitores e
mostrando, sobretudo como essa literatura vem sobrevivendo e adaptando-se aos novos
contextos socioculturais.
Referências
ARROYO, Políticas Educacionais, igualdade e diferenças. Revista Brasileira de Política e
Administração da Educação, v.27, n.1, jan/abr. 2011. Disponível em:
<http://seer.ufrgs.br/rbpae/article/view/19969> Acesso em: 25 abr 2015.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica.
Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Ministério da Educação Brasília:
1999.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 35
ed.Cortez, São Paulo: 1987.
JOLIBERT, Josette. Formando Crianças Leitoras. Vol. I. Artmed: 1994.
MARINHO, Ana Cristina; PINHEIRO, Hélder. O Cordel no cotidiano escolar. Cortez,
São Paulo: 2012.
LIMA, Raymundo de. A in-compreensão da leitura. Revista Espaço Acadêmico, nº 33,
fevereiro/2004. Disponível em <www.espacoacademico.com.br/033lima.htm. Acesso em
06 de abril 2015.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. O Ato de Ler: fundamentos psicológicos para uma nova
pedagogia da leitura. 7. Ed. São Paulo: Cortez: 1996.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. 6. Ed. Porto Alegre, Artmed: 1999.
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