Fórum IBEF SP de Finanças 2015
Brasil e Corporações– Influências
Março 2015
Regina Nunes
Presidente
Standard & Poor’s no Brasil
Permission to reprint or distribute any content from this presentation
requires the prior written approval of Standard & Poor’s. Copyright © 2013
by Standard & Poor’s Financial Services LLC. All rights reserved.
Ratings Soberanos: América Latina e Caribe (31 Jan, 2015)
Chile AA-/AA+
Bolivia BB/BB
Bermuda AA-/AA-
Costa Rica BB/BB
Trinidad & Tobago A/A
Paraguay BB/BB
Curacao A-/A-
Suriname BB-/BB-
Mexico BBB+/A
Barbados B/B
Peru BBB+/A-
El Salvador B+/B
Aruba BBB+/BBB+
Dominican Republic B+/B+
Colombia BBB/BBB+
Ecuador B+/B+
Panama BBB/BBB
Honduras B/B
Bahamas BBB/BBB
Belize B-/B-
Brazil BBB-/BBB+
Jamaica B-/B-
Montserrat BBB-/BBB-
Venezuela CCC+/CCC+
Uruguay BBB-/BBB-
Argentina SD/CCC+
Guatemala BB/BB+
Perspectiva/CreditWatch: Estável, Positivo, Negativo
2
Brasil: Perfil do Ratings de Crédito Soberano
Moeda estrangeira: BBB-/Estável/A-3
Moeda local: BBB+/Estável/A-2
Pontos Fortes:
• Instituições políticas bem estabelecidas.
• Diversificação de sua economia.
• Níveis administráveis de sua dívida externa líquida.
• Comprometimento político com políticas que mantêm a estabilidade econômica.
Pontos Fracos:
• Dívida relativamente grande do governo e suas necessidades de refinanciamento.
• Grande demanda do país por investimentos para melhorar sua infraestrutura física
• Impedimentos estruturais que contribuem para a baixa participação dos investimentos no Produto Interno
Bruto - PIB (ligeiramente superior a 18% em 2013) e restringem o potencial de crescimento do PIB.
3
Instituições Financeiras
Perspectivas de Ratings de Bancos Brasileiros
Perspectivas de Ratings de Bancos Brasileiros
(10/03/2015)
Estável
26
Negativa
5
CW em des.
2
Positiva
0
Total
33
5
•
Todos os 10 maiores bancos do país, que representam mais de 95% do sistema financeiro nacional,
têm Perspectiva Estável.
•
O SACP (Stand Alone Credit Profile) de alguns dos 10 maiores bancos do Brasil é superior ao rating
soberano do país, mas raramente atribuímos ratings a bancos acima dos ratings soberanos de seus
países.
•
Ratings dos maiores bancos do país devem se mover em conformidade com os ratings soberanos
do Brasil.
•
Perspectiva negativa se aplica à apenas 5 bancos pequenos e médios, na maioria dos casos por
pressões sobre performance e níveis de capital segundo metodologia da S&P (RAC – Risk
Adjusted Capital), mesmo que estes bancos tenham folga em seus índices de Basileia.
•
BICRA – Banking Industry Country Risk Assesment – do Brasil: 5 (1=bom, 10=ruim).
Perspectivas dos Bancos Brasileiros em 2015
6
•
Esperamos crescimento de carteira de crédito do sistema financeiro nacional entre 8% a 12% em
2015, o que representa mais um ano de desaceleração no crescimento.
•
Bancos privados devem apresentar crescimento tímido de carteira, e manter conservadorismo em
sua originação de crédito, focando-se em crédito corporativo, consignado e geração de receitas por
meio de serviços.
•
Crescimento de carteira dos bancos públicos ainda permanece incerto.
•
Qualidade de ativos pressionada em todo o sistema, com cenário desafiador em veículos,
pequenas e médias empresas e crédito ao consumo.
•
Emprego permanece como a principal variável influenciando a qualidade de ativos do sistema.
•
Assim como em 2014, grandes bancos privados devem apresentar uma lucratividade resiliente,
enquanto bancos públicos enfrentam desafios maiores para manter lucratividade.
•
Aumento de taxas de juros e de spreads ajuda a melhorar margens de intermediação financeira de
todos os bancos do país.
•
Constante busca por ganhos de eficiência, principalmente no uso da Tecnologia da Informação, e
melhor atendimento aos clientes.
Impacto da “Lava Jato” no Sistema Financeiro Brasileiro
7
•
Não esperamos impactos relevantes na lucratividade dos grandes bancos brasileiros resultantes de
exposições destas instituições à empresas envolvidas na “Lava Jato”.
•
Os 10 maiores bancos do país contam com R$ 13,6Bi de provisões adicionais para potenciais
problemas em suas carteiras, mitigando possíveis provisionamentos necessários devido a “Lava
Jato”.
•
Bancos pequenos e médios podem ser mais impactados, dada sua menor diversificação.
•
Os grandes bancos Brasileiros continuam mantendo bom relacionamento com a Petrobras e com a
maioria das grandes empreiteiras envolvidas na “Lava Jato”. Novas operações junto a empreiteiras
com ratings mais altos podem ocorrer, mas com spreads maiores, prazos mais curtos e maior
exigência de garantias.
•
Dada sua amplitude, é difícil determinar a exposição dos bancos à cadeia de fornecedores da
Petrobras; contudo, observamos que nos últimos 2 anos a maioria dos bancos permaneceram
tímidos em operar nesta cadeia por restrições de capital de giro que estas empresas já vinham
sofrendo.
Corporações
Visão Geral do Setor Corporativo no Brasil
• 180 empresas avaliadas no Brasil
• 80% das empresas com ratings de BB- ou acima
• Perspectiva Estável para 72% dos ratings, Negativa para 19% e Positiva para 6%
• Setores com tendência mais negativa: Aço, Minério de Ferro, Cana-de-Açúcar, E&C, Imobiliário, O&G
• Economia mais fraca desacelerando atividades industriais
• Preços de commodities mais baixos e menor demanda reduzindo receita de exportação
• Mas Real depreciado aumentando a competitividade das exportadoras
• Inflação alta reduzindo renda disponível e demanda doméstica
• Juros domésticos altos encarecendo custo da dívida
• Maior aversão ao risco Brasil reduziu emissões externas
• Menor liquidez levando empresas a cortar custos e investimentos para preservar caixa
• Terceiro Ano Consecutivo de Seca, mas se os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste atingirem 35% no
final do período de chuvas, é possível evitar um racionamento.
9
Empresas de Transportes: Perspectiva Estável
•
Queda no preço do combustível reduz significativamente o custo das empresas aéreas.
•
Mas taxas de juros mais altas encarece aquisição de veículos e aeronaves.
•
Empresas de aluguel de veículos são as mais afetadas por aumento nas taxas de juros, já que o custo da
dívida fica mais caro e o mercado de veículos usados fica mais fraco. Atividade econômica mais fraca
também pode aumentar atrasos na carteira de contratos (aluguel de frota) a afetar demanda por aluguel
diário de clientes corporativos
•
Menores custos de combustível deixam transporte ferroviário mais competitivo que rodoviário, no entanto
investimentos para expansão das malhas ferroviárias continuam atrasados.
•
Terceirização de transportes e serviços logísticos tende a apresentar resiliência na demanda durante
períodos de menor atividade econômica. Empresas focam em redução de custos via terceirização.
•
Oferta de capacidade das principais companhias deve aumentar, mas com menor custo operacional
(aeronaves mais eficientes).
•
Demanda por viagens aéreas deve se manter relativamente estável em 2015. Preços de passagens
estáveis diante de custos menores, mas Real desvalorizado.
•
Esperamos métricas de crédito relativamente estáveis para a indústria de transportes em 2015. Eficiência
operacional compensaria menor demanda.
10
Varejo: Perspectiva Estável
•
A redução dos índices de confiança do consumidor, inflação alta e taxas de juros elevadas apresentam
um desafio para as empresas varejistas em termos de crescimento de receita e de rentabilidade
•
Esperamos um crescimento de vendas “mesmas lojas” um pouco mais fraco para a maior parte das
empresas varejistas, relativamente em linha com o crescimento do PIB
•
Por outro lado, várias empresas continuam investindo em aberturas de novas lojas, principalmente em
cidades onde ainda não estão presentes, o que deve resultar em crescimento sustentável de receitas e
permitir ganhos de escala
•
O setor de varejo no Brasil ainda é muito fragmentado: cerca de 70% das empresas do setor são de
pequeno porte (receita anual abaixo de R$ 16 milhões), e apenas 5% das empresas apresentam receita
anual acima de R$ 300 milhões
•
Nesse cenário, esperamos que as grandes empresas busquem ganhar market share das pequenas,
utilizando seu maior poder de barganha com fornecedores e maiores investimentos em marketing
11
Telecomunicação: Perspectiva Estável
•
Crescimento forte da demanda por serviços de dados e por maior velocidade de acesso à internet
compensam a redução do tráfego de voz fixa
•
Baixos níveis de penetração de banda larga (~36.5%) e de TV por assinatura (~30%) no país devem
continuar a estimular o crescimento das empresas de telecomunicações nos próximos anos
•
No entanto, inflação ainda alta apesar dos aumentos nas taxas de juros, e fraco crescimento econômico
podem limitar o crescimento da demanda e pressionar a margem das empresas
•
Além disso, as empresas precisam realizar investimentos significativos para garantir a qualidade dos
serviços e expansão de rede a fim de se manterem competitivas em um mercado bastante competitivo
•
Potencial movimento de consolidação no setor, independentemente do formato, poderia resultar em
sinergias significativas
12
Papel e Celulose: Perspectiva Positiva
•
Depreciação do Real torna as empresas Brasileiras mais competitivas globalmente.
•
Receita e EBITDA de exportação contribui para melhoras significativas das margens operacionais.
•
Investimento mais barato contribui para aumentar geração de caixa livre.
•
Preços de celulose de eucalipto (principal produto de exportação do setor) permanece estável perto de
$750 por tonelada entregue na Europa.
•
A geração de fluxos de caixa operacionais mais alta deve contribuir para desalavancagem e melhora das
métricas de crédito e posição de caixa.
•
Política financeira incluindo a estratégia de crescimento das empresas do setor ainda é um ponto de
atenção para a trajetória futura dos ratings futura (potenciais novos projetos de expansão para 2017-2018
/ fusões e aquisições).
13
Aço & Minério de Ferro: Perspectiva Estável / Negativa
•
Em Janeiro 2015 a S&P revisou pela segunda vez as premissas de preço de metais. Os maiores
impactos foram em minério de ferro e cobre.
•
O setor siderúrgico brasileiro está sob pressão por conta do fraco desempenho econômico, que reduz a
demanda. O Segmento de aços planos é o mais impactado por grande queda na produção automotiva
(redução de 22% em Janeiro/Fevereiro de 2015 x 2014).
•
Preços de aço foram ajustados em média 6% a 8% no começo de 2015. A moeda mais fraca contribui
para proteger o mercado interno do aço importado, mas o preço de aço internacional está caindo e pode
aumentar a competição apesar do efeito cambial
•
Todas as mineradoras e companhias de aço estão implementando planos de controle de custos e
reduzido investimentos. Porém, os grandes projetos de expansão de volume de minério da Vale, CSN e
Samarco continuam em desenvolvimento.
•
Risco de refinanciamento é baixo por conta das fortes posições de caixa, mas métricas de alavancagem
continuam a piorar como resultado dos fluxos de caixa mais fracos.
14
Setor Imobiliário: Perspectiva Estável / Negativa
Shopping Centers: Perspectiva Estável
•
•
•
Construtoras apresentam múltiplos desafios:
•
Queda da demanda dificulta vendas e aumenta o nível de estoques
•
Alta de juros e maior desemprego reduz a confiança do consumidor
•
Níveis de distrato continuam alto, pressionando a geração de caixa e elevando os riscos de
refinanciamento
•
Demora do repasse por aumento dos distratos podem impactar fluxo de caixa
•
Piores condições de crédito doméstico e internacional agravam risco de refinanciamento no curto prazo
Por outro lado:
•
Manutenção dos programas sociais como ‘Minha Casa Minha Vida’ pode dar suporte às empresas
focadas no setor de baixa renda.
•
A redução de lançamentos diminui a necessidade de financiamento. Empresas com menor
alavancagem e melhores estoques tendem a ter melhora na geração de fluxo de caixa e liquidez.
Shopping centers com desempenho resiliente, mantendo altas taxas de ocupação e crescimento
contínuo:
•
•
15
Empresas com baixa alavancagem e portfólio de qualidade reflete a resiliência dos ratings.
Por outro lado, altas taxas de inflação e queda na confiança do consumidor podem impactar
negativamente os resultados de 2015.
Bens de Consumo de Marca, Proteína e Bebidas:
Perspectiva Estável / Positiva
•
Preços baixos de commodities, incluindo grãos, embalagem e combustível, aumentando as margens
operacionais.
•
Demanda doméstica por bens de custo unitário baixo continua estável, enquanto demanda internacional
aumenta gradualmente.
•
Competição no mercado doméstico pode aumentar, incentivando ações promocionais que podem
pressionar um pouco a margem e habilidade de passar pressões inflacionárias ao preço final.
•
Projetamos um volume estável em 2015 e preços sendo ajustados pela inflação no mercado interno.
•
Moeda depreciada aumenta a competitividade de empresas exportadoras, aumentando geração de caixa
dos mercados externos.
•
Previsão de geração de caixa livre positiva para a maioria das empresas, melhorando as métricas de
alavancagem e liquidez.
•
Geração de caixa forte e melhora na posição de caixa podem incentivar aquisições nesses setores, que
pode ser o principal driver de ações de ratings em 2015.
•
Mercado de emissão internacional ainda fechado, mas risco de refinanciamento menor para esses
setores.
16
Cana-de-Açúcar: Perspectiva Negativa
•
Atualmente temos 9 ratings do setor, após diversas avaliações que foram retiradas aos longo de 2013 e
2014 devido ao baixo apetite de investidores para emissões da indústria.
•
Virgolino de Oliveira entrou em default em 2015 e a Aralco em 2014.
•
Atualmente, cerca de 1/3 do portfólio tem perspectiva negativa e 1 empresa está em default. Nós
retiramos o rating da Aralco a pedido do emissor.
•
A seca no Estado de São Paulo em 2014 resultou em menores volumes de cana e menor utilização de
capacidade das usinas dessa região, tornando-as menos eficientes ao mesmo tempo em que a inflação
continuou a impactar custos e o baixo preço do açúcar no mercado internacional pressionou margens
operacionais.
•
Juros mais alto no Brasil, combinado a uma maior aversão ao risco do setor, resultou em altas cargas de
juros e menor geração de caixa. A maior parte dos emissores desse setor tem uma alavancagem alta e
certa concentração de dívida no curto prazo.
•
Empresas fora de São Paulo vão moer a capacidade instalada, o que lhes permitirá gerar fluxo de caixa
livre ligeiramente positivo.
•
Alguns fatores que podem ligeiramente melhorar a perspectiva do setor em 2015:
•
•
•
•
17
Aumento do blend de etanol na gasolina
Maior volume de moagem
Aumento superior a 15% nos preços do açúcar em Reais
Maior carga de imposto na gasolina, tornando o etanol mais competitivo
Energia
Capacidade de armazenamento de água no Sistema
Interligado por região
5%
7%
18%
70%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Níveis dos reservatórios no subsistema
Sudeste/Centro-Oeste
jan
Sudeste/Centro-Oeste
Nordeste
Sul
Fonte: ONS
Norte
feb mar apr may jun
2001
2012
jul
2013
aug sep oct nov dec
2014
2015
Fonte: ONS
O Sistema Interligado Nacional atende a 98% da demanda de eletricidade do país
• A energia hidrelétrica representa 66% da capacidade instalada do Brasil (17% do mundo)
• Terceiro ano consecutivo de seca
• Cerca de 65%-70% do volume de chuva anual na região Sudeste/Centro-Oeste ocorre no período de
chuvas, entre novembro e abril.
• O índice pluviométrico ainda está abaixo da média histórica –cerca de 60% em fevereiro e março na
região Sudeste/Centro-Oeste
• Nível dos reservatórios na região Sudeste/Centro Oeste atingiu 21,5% em 8 de março
18
Distribuidoras são mais expostas à hidrologia
• O reajuste tarifário extraordinário e o mecanismo das bandeiras tarifárias melhorarão as finanças das
distribuidoras, uma vez que devem refletir seus custos efetivos de eletricidade. Portanto não haveria
necessidade de suporte adicional do governo.
• Entretanto, acreditamos que a seca severa e persistente continue representando um risco e que as
distribuidoras deverão enfrentar vulnerabilidade caso o governo imponha um racionamento, o que
prejudicaria sua geração de fluxo de caixa.
Geradoras de energia hidroelétrica estão sofrendo, mas têm boa flexibilidade financeira
• Esperamos que as hidroelétricas devem gerar apenas 80%-85% da energia contratada em 2015
• Quando a geração é menor do que a contratada, as geradoras devem comparar o saldo no mercado spot,
que hoje está operando no teto regulatório de R$ 388/MWh, para atender seus contratos com
distribuidoras e empresas do mercado livre, mas que geralmente estão fechados a um custo mais baixo.
Empresas de transmissão estão protegidas dos efeitos da seca
• As empresas de transmissão não estão expostas porque sua receita é baseada na disponibilidade das
linhas, em vez do volume real de energia transmitido.
19
Risco de Racionamento
• Se o níveis dos reservatórios no subsistema Sudeste/Centro-Oeste se recuperarem para um nível mínimo
de 35% da sua capacidade até abril (atualmente está em 21%), há uma grande chance do governo evitar
um racionamento de energia em algum momento entre maio e novembro de 2015.
• Um racionamento afetaria principalmente geração de fluxo de caixa das distribuidoras, sobretudo por
reduzir a demanda e, consequentemente, limitar o volume de eletricidade vendido aos consumidores.
Neste cenário, esperamos que o regulador (ANEEL) autorize um reajuste adicional nas tarifas.
• Em 2001, a última vez que o governo implementou um racionamento de energia, a ANEEL autorizou
um aumento extraordinário da tarifa pelas distribuidoras, as quais receberam financiamento
extraordinário do BNDES para cobrirem a falta de liquidez resultante do aumento na tarifa e nos
custos.
• Um racionamento poderia beneficiar algumas geradoras de energia hidrelétrica, que não estão gerando o
suficiente para cumprir com seus contratos.
20
Petróleo & Gás: Petrobras
•
SACP atual de ‘bb’ incorpora as incertezas decorrentes das investigações de corrupção em curso,
com seu consequente impacto de acesso mais restrito ao mercado de capitais e posição de liquidez.
•
Ao mesmo tempo, considera a publicação das demonstrações financeiras de forma a evitar uma
quebra dos covenants de informações.
•
Foco da análise de rating: geração de caixa atual e futura e capacidade da empresa em pagar suas
obrigações de dívida  provavelmente não afetada pela baixa de ativos
•
Probabilidade de suporte extraordinário do governo: “muito alta”
•
Sensibilidade do rating: 1) mudanças no rating soberano, e 2) alteração do SACP para ‘b’ ou inferior
•
Principais pontos de sensibilidade para o SACP:
•
Questões inesperadas relacionadas aos covenants;
•
Processo de desalavancagem mais lento do que esperado como resultado de um menor capex e
do desenvolvimento mais lento da curva de produção;
•
Flexibilidade do capex: premissa de que projetos não core (R&M, por exemplo) poderão ser
postergados, mas a empresa manterá o foco em E&P;
•
Potenciais multas, cujos montantes ainda são incertos.
•
Principais premissas para 2015:
•
Preços estáveis de combustíveis;
•
Brent a $55/bbl;
•
Capex de aproximadamente $30 bilhões
21
Engenharia e Construção: Perspectiva Negativa
•
Perspectiva negativa para o setor em decorrência das investigações de corrupção e de condições
operacionais mais adversas.
•
Efeitos mensuráveis nesse momento:
•
Risco de refinanciamento: maior escrutínio aplicado pelos bancos;
•
Gestão de capital de giro: atrasos de recebimento e processo de discussão de aditivos mais
moroso.
•
Passivos contingentes: aplicação de multas e sanções comerciais (declaração de inidoneidade com
consequente proibição para participação em licitações públicas).
•
Impacto não uniforme entre as entidades. Dependente de:
22
•
Diversificação de backlog e dependência de contratos públicos;
•
Posição de liquidez para fazer frente a variações de capital de giro e eventuais multas;
•
Gestão de risco reputacional.
www.standardandpoors.com
Copyright © 2015 pela Standard & Poor’s Financial Services LLC. Todos os direitos reservados.
Nenhum conteúdo (incluindo-se ratings, análises e dados relacionados a crédito, avaliações, modelos, software ou outra aplicativo ou resultado deste derivado) ou qualquer parte aqui indicada (Conteúdo)
pode ser modificado, revertido, reproduzido ou distribuído de nenhuma forma por nenhum meio, ou armazenado em um banco de dados ou sistema de recuperação sem a prévia autorização por escrito da
Standard & Poor’s Financial Services LLC ou suas afiliadas (em conjunto aqui denominadas S&P). O Conteúdo não deverá ser utilizado para nenhum propósito ilegal ou não autorizado. A S&P e todos os
seus provedores terceiros, bem como seus diretores, officers, acionistas, funcionários ou agentes (coletivamente aqui denominados as Partes da S&P) não garantem a exatidão, integridade, tempestividade
ou disponibilidade do Conteúdo. As Partes da S&P não são responsáveis por erros ou omissões (por negligência ou qualquer outra causa), independentemente de sua causa, dos resultados obtidos a partir
do uso do Conteúdo ou da segurança ou manutenção de qualquer dado incluído pelo usuário. O Conteúdo é fornecido em base “conforme apresentado”. AS PARTES DA S&P RENUNCIAM TODAS E
QUAISQUER GARANTIAS EXPRESSAS OU IMPLÍCITAS, INCLUINDO, MAS NÃO LIMITADO A, QUAISQUER GARANTIAS DE COMERCIALIZAÇÃO OU ADEQUAÇÃO PARA UM PROPÓSITO OU USO
ESPECÍFICO, LIVRE DE DEFEITOS, ERROS OU DEFEITOS DE SOFTWARE, QUE O FUNCIONAMENTO DO CONTEÚDO SERÁ ININTERRUPTO OU QUE O CONTEÚDO VAI OPERAR COM
QUALQUER CONFIGURAÇÃO DE SOFTWARE OU HADWARE. Em nenhuma circunstância, devem as Partes da S&P ser responsáveis por qualquer parte derivada de danos, custos, despesas, honorários
legais ou perdas diretos, indiretos, incidentais, exemplares, compensatórios, punitivos, especiais ou consequenciais (incluindo, sem limitação, receitas perdidas ou lucros perdidos e custos de oportunidade
ou perdas provocados por negligência) com relação a qualquer uso do Conteúdo mesmo se alertados sobre a possibilidade desses danos.
As análises creditícias e relacionadas e outras, incluindo ratings, e as declarações no Conteúdo que são declarações de opinião na data em que foram expressas e não declarações de fato. As opiniões,
análises e decisões de reconhecimento de rating da S&P (descritas abaixo) não são recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou para tomar qualquer decisão de investimento e não
abordam a adequação de nenhum valor mobiliário. A S&P não assume nenhuma obrigação de atualizar o Conteúdo após a publicação em qualquer forma ou formato. Não se deve depender do Conteúdo e
este não é um substituto da capacidade, julgamento e experiência do usuário, de sua administração, funcionários, assessores e/ou clientes para se tomar decisões de investimento ou de outros negócios. A
S&P não atua como agente fiduciário nem como assessora de investimento exceto quando está registrada como tal. Embora a S&P obtenha informações de fontes que considera confiáveis, ela não conduz
nenhuma auditoria nem realiza avaliações de due diligence ou de verificação independente de qualquer informação recebe.
À medida que as autoridades regulatórias permitam a uma agência de rating reconhecer em uma jurisdição um rating emitido em outra jurisdição para determinados fins regulatórios, a S&P reserva-se ao
direito de atribuir, retirar ou suspender esse reconhecimento a qualquer momento e a seu total critério. As Partes da S&P não assumem nenhuma obrigação proveniente da atribuição, retirada ou suspensão
de um reconhecimento, bem como de qualquer responsabilidade por quaisquer danos que se aleguem como derivados em relação a eles. A S&P mantém algumas atividades de suas unidades de negócios
separadas entre si a fim de preservar a independência e objetividade de suas respectivas atividades. Portanto, algumas unidades de negócios da S&P podem ter informações que não estão disponíveis a
outras de suas unidades de negócios. A S&P tem estabelecido políticas e procedimentos para manter a confidencialidade de determinadas informações não-públicas recebidas juntamente com cada um dos
processos analíticos.
A S&P pode receber honorários por seus serviços de ratings e por determinadas análises, normalmente de emissores ou subscritores de títulos ou de devedores. A S&P reserva-se o direito de divulgar suas
opiniões e análises. As análises e ratings públicos da S&P estão disponíveis em seus Websites: www.standardandpoors.com / www.standardandpoors.com.mx / www.standardandpoors.com.ar /
www.standardandpoors.com.br (gratuitos), www.ratingsdirect.com, www.globalcreditportal.com e www.spcapitaliq.com (por assinatura) e pode distribuí-los por outros meios, incluindo via as próprias
publicações da S&P ou por redistribuidores externos. Informações adicionais sobre nossos honorários pelos serviços de rating estão disponíveis em www.standardandpoors.com/usratingsfees.
STANDARD & POOR’S, S&P, CREDITMATTERS e RATINGSDIRECT são marcas registradas da Standard & Poor’s Financial Services LLC.
Download

Perspectiva Estável - Amazon Web Services