Os jornais e revistas são de grande importância na
era da informação, são meios de comunicação de
massa, um produto de consumo.
Os objetivos desses veículos são: informar, entreter,
apresentar uma interpretação competente sobre
determinada informação.
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A notícia
O elemento fundamental de um jornal é a
notícia. Essa caracteriza-se por ser um relato
dos fatos sem comentários nem interpretação.
Há uma fórmula para a estrutura da notícia:
Q – Q – Q – O – C – PQ (o quê, quem, quando, onde, como,
por quê), embora não haja uma ordem
predeterminada , pois essa é estabelecida
pelas circunstâncias que envolvem cada
notícia.
Esse gênero trabalha com informações e
apresenta a função referencial ou informativa
da linguagem.
De acordo com o caráter da informação há um
tipo especial de seqüências textuais.
- seqüência narrativa: informação centrada
numa mininarrativa, nessa o narrador tenta
passar despercebido.
- seqüência descritiva: informação centrada na
apresentação do estado do fato.
- seqüência explicativa: informação centrada
na passagem de um conhecimento específico.
PM diz que o menino e o pai dele estavam na casa, em Americana.
Pai teria colocado fogo em um cômodo após discussão com
mulher.
O Corpo de Bombeiros resgatou neste domingo (24) um
menino de 8 anos que havia sido mantido refém pelo próprio pai
dentro de casa em Americana, a 127 km de São Paulo.
A Polícia Militar contou que o homem colocou fogo em um
dos cômodos da casa após uma briga com a mulher. Segundo a
PM, a moça teria decidido se separar do companheiro, que
também foi salvo das chamas. Revoltado, ele pegou o filho, se
trancou na casa e usou um galão de gasolina para começar o
incêndio.
A família mora no bairro Zanaga.
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O editorial
O editorial é um tipo de texto no qual o autor
exprime o parecer do jornal acerca de
determinado fato.
É um texto dissertativo que tem como
finalidade propagar a idéia da empresa.
Apresenta idéias que evidenciam o ponto de
vista escolhido pelo jornal a respeito da
matéria em evidência.
Bispos da Igreja Universal do Reino de Deus desencadeiam, contra os jornais
"Extra", "O Globo", "A Tarde" e esta Folha, uma campanha movida pelo sectarismo,
pela má-fé e por claro intuito de intimidação.
Em dezembro, a Folha publicou reportagem da jornalista Elvira Lobato
descrevendo as milionárias atividades do bispo Edir Macedo. Logo surgiram, nos
mais diversos lugares do país, ações judiciais movidas por adeptos da Igreja
Universal que se diziam ofendidos pelo teor da reportagem.
Na maioria das petições à Justiça, a mesma terminologia, os mesmos
argumentos e situações se repetiam numa ladainha postiça. O movimento tinha
tudo de orquestrado a partir da cúpula da igreja, inspirando-se mais nos interesses
econômicos do seu líder do que no direito legítimo dos fiéis a serem respeitados em
suas crenças.
Não contentes em submeter a repórter Elvira Lobato a uma impraticável
seqüência de depoimentos nos mais inacessíveis recantos do país, os bispos se
valeram da rede de televisão que possuem para expor a pessoa da jornalista, no afã
de criar constrangimentos ao exercício de sua atividade profissional.
É ponto de honra desta Folha sempre ter repelido o preconceito religioso. A
liberdade para todo tipo de crença é um patrimônio da cultura nacional e um direito
consagrado na Constituição. A pretexto de exercê-lo, porém, os tartufos que
comandam essa facção religiosa mal disfarçam o fundamentalismo comercial que os
move. Trata-se de enriquecimento rápido e suspeito --e de impedir que a opinião
pública saiba mais sobre os fatos.
Não é a liberdade para esta ou aquela fé religiosa que está sob ataque, mas a
liberdade de expressão e o direito dos cidadãos à verdade.
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Artigo jornalístico: aproxima-se da tradicional
dissertação. Expõe opinião, porém de maneira
menos pessoal que num artigo de opinião.
Artigo de opinião: texto dissertativo. Verbos
apresentados na primeira pessoa do singular.
Opinião explícita.
Os artigos contêm comentários, análises,
críticas, contrapontos, e às vezes ironia e humor.
Há artigos tanto na mídia impressa (jornais,
revistas) quanto em rádio e televisão (nesse caso,
são lidos no ar pelo articulista).
Muitas vezes, os artigos não refletem
necessariamente
a
opinião
do
jornal
(contrariamente aos editoriais, que são a posição
oficial do veículo), e as empresas costumam não
assumir responsabilidade por eles.
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Resenha
O gênero jornalístico que se convencionou
chamar de resenha corresponde a uma apreciação
das obras-de-arte ou dos produtos culturais, com
a finalidade de orientar a ação dos fruidores ou
consumidores. Na verdade, o termo ainda não se
generalizou no Brasil, persistindo o emprego das
palavras crítica para significar as unidades
jornalísticas que cumprem aquela função e crítico
para designar quem as elabora.
A resenha configura-se como um gênero
jornalístico destinado a orientar o público na
escolha dos produtos culturais em circulação no
mercado.
Trata-se
de
uma
atividade
eminentemente utilitária.
Resenha-resumo:
É um texto que se limita a resumir o conteúdo
de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma
peça de teatro ou de um espetáculo, sem
qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se
de um texto informativo, pois o objetivo
principal é informar o leitor.
Resenha-crítica:
É um texto que, além de resumir o objeto, faz
uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando
os aspectos positivos e negativos. Trata-se,
portanto, de um texto de informação e de
opinião, também denominado de recensão
crítica.
O que deve constar numa resenha
 Devem
constar: O título
 A referência bibliográfica da obra
 Alguns dados bibliográficos do autor da
obra resenhada
 O resumo, ou síntese do conteúdo
 A avaliação crítica
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Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração
em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro
"Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora,
com o apoio da Beal.
Receitas para manter o coração em forma
"Na apresentação, textos curtos definem os diferentes
tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na
introdução
os
médicos
explicam
numa
linguagem
perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar)
para manter o coração saudável.
As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm
distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e
sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e
sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de
queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango,
sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de
batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta
fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são
algumas das iguarias".
Um gramático contra a gramática
Gilberto Scarton
Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu
ensino (L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um
conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua
materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula
Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate,
intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema:
a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de
língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria
gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever
certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura
prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".
O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de
espírito lúcido ...Essa fundamentação lingüística de que lança mão ...sustenta a
tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua
não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional.
Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão
original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções
aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir,
numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e
atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os
professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se
depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a
gramática na sala de aula.
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