UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE Campus de Cascavel - Centro de Ciências Sociais Aplicadas ESCOLA DE GOVERNO DO PARANÁ – Gerência Executiva da Escola de Governo CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FORMULAÇÃO E GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO DE PESQUISA PARA IDENTIFICAR AS DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS NO CONHECIMENTO E USO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE ROSA ANI HEINZMANN Cascavel Dezembro – 2008 ROSA ANI HEINZMANN PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO DE PESQUISA PARA IDENTIFICAR AS DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS NO CONHECIMENTO E USO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Formulação e Gestão de Políticas Públicas. Orientador: Ivonei Freitas da Silva UNIOESTE Cascavel Dezembro – 20008 ROSA ANI HEINZMANN PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO DE PESQUISA PARA IDENTIFICAR AS DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS NO CONHECIMENTO E USO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Formulação e Gestão de Políticas Públicas, da UNIOESTE – Campus de Cascavel/Escola de Governo do Paraná. Data da aprovação: ___/____/_______ Banca Examinadora: ______________________ Prof. Ms. Ivonei Freitas da Silva Orientador Universidade Estadual do Oeste do Paraná _________________ Prof. Ms. Geysler R. F. Bortolini Universidade Estadual do Oeste do Paraná _____________________ Prof. Ms. Marcio Miura Universidade Estadual do Oeste do Paraná AGRADECIMENTOS A Deus, pela vida, força e lucidez. Em especial a minha família, que não mediu esforços para contribuir com este trabalho. Os meus pais, pelo dom da vida e pela transmissão dos ensinamentos e pela dignidade com que conduziram minha educação. Aos colegas de trabalho, pela compreensão e contribuições, minha gratidão. Agradeço ao meu orientador, professor Ivonei Freitas da Silva, de quem tive o apoio na construção deste trabalho. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................9 1.1. Tema e problema do trabalho .........................................................................................9 1.2.1. Objetivo geral...............................................................................................................10 1.2.2. Objetivos específicos....................................................................................................11 1.3. Justificativa .....................................................................................................................11 1.4. Metodologia.....................................................................................................................13 1.5. Estrutura do trabalho ....................................................................................................14 2. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE .......................15 2.1. Sistemas de Informação .................................................................................................15 2. 2. Planejamento das ações saúde a partir das informações em saúde ..........................17 2.3. Sobre os sistemas de informação em saúde ..................................................................20 2.3.1. Sistema de informação de mortalidade .....................................................................22 2.3.2. Sistema de informações de agravos e notificação .....................................................22 2.3.3. Sistema de informação de nascidos vivos ..................................................................23 2.3.4. Sistema de informação ambulatorial ........................................................................23 2.3.5. Sistema de informações hospitalares .........................................................................24 2.3.6. Sistema de informação de insumos estratégicos .......................................................25 2.3.7. Sistema de informação de febre amarela e dengue ..................................................26 2.3.8. Sistema nacional de informação de vigilância sanitária ..........................................27 2.3.9. Sistema de informações sobre a qualidade da água para o consumo humano ......27 2.3.10. Sistema de informação da atenção básica ...............................................................28 2.3.11. Sistema de informação de vigilância alimentar e nutricional................................29 2.3.12. Cadastro nacional de estabelecimentos de saúde ...................................................29 2.3.13. Cadastro nacional do SUS ........................................................................................30 2.3.14. Sistema de informações do programa de humanização do pré-natal, parto e puerpério ................................................................................................................................31 2.3.15. Sistema de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e diabéticos........32 2.3.16. Sistema informatizado para acompanhamento da execução do incentivo à assistência farmacêutica na atenção básica.........................................................................33 2.3.17. Avaliação do programa de imunização ...................................................................33 3. ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA ..........................................................35 3.1. O Contexto da pesquisa..................................................................................................35 3.2. Os resultados da pesquisa sobre os Sistemas de Informação em Saúde nos Municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde .........................................36 3.3. Síntese e análise dos resultados .....................................................................................37 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................55 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................................................................58 APÊNDICE ............................................................................................................................61 APÊNDICE A - Instrumento de pesquisa ...........................................................................62 APÊNDICE B - Resultado da pesquisa sobre o nível de conhecimento acerca dos Sistemas de Informação ........................................................................................................65 APÊNDICE C - Resultado da pesquisa quanto às dificuldades encontradas no uso dos Sistemas de Informação ........................................................................................................67 RESUMO Este trabalho monográfico tem como objetivo a apresentação de um instrumento de pesquisa visando obter um panorama do nível de conhecimento dos profissionais de saúde e as principais dificuldades que estes encontram no uso dos dados dos Sistemas de Informação em Saúde para o planejamento local dos 25 municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde. Após a análise dos resultados da pesquisa apresenta-se proposta de capacitação dos profissionais no conhecimento dos Sistemas de Informação em Saúde objetivando a formulação de políticas, planos, programas, projetos, análise da situação e determinação de prioridades em saúde aliada a detecção das necessidades e da oferta de ações e serviços. Palavras chave: instrumento de pesquisa, profissionais de saúde, sistemas de informação em saúde, capacitação, planejamento. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS API Avaliação do Programa de Imunização CADSUS Cadastro do SUS CNES Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde CIB Comissão Intergestores Tripartite é o fórum de negociação entre a União, o Estado e os Municípios na implantação e operacionalização do Sistema Único de Saúde, SUS. Tem composição paritária formada por 15 membros, sendo cinco indicados pelo Ministério da Saúde (MS), cinco pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e cinco pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). DATASUS Departamento de Informática do SUS DO Declaração de Óbito HIPERDIA Sistema de Informação de acompanhamento do Programa de Hipertensão e Diabetes. MS Ministério da Saúde SI Sistema de Informação SIA Sistema de Informação Ambulatorial SIH Sistema de Informação Hospitalar SIM Sistema de Informação de Mortalidade SINAN Sistema de Informação de Agravos e Notificação SIAB Sistema de Informação da Atenção Básica SIES Sistema de Informação de Insumos Estratégicos SINASC Sistema de Informação de Nascidos Vivos SMS Secretaria Municipal de Saúde SISAGUA Sistema de Informações Sobre a Qualidade da Água para Consumo Humano SIFAB Sistema de Incentivo à Assistência Farmacêutica SIS Sistema de Informação em Saúde SISFAD Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue SISPRENATAL Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério SISVAN Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional SUS Sistema Único de Saúde 9 1. INTRODUÇÃO 1.1. Tema e problema do trabalho Tema: O uso de sistemas de informação em saúde para a gestão municipal no âmbito da 10ª Regional de Saúde. Problema: A falta de planejamento nas ações de uma gestão governamental acarreta em má distribuição de recursos públicos, ineficiente prestação de serviços públicos à sociedade, dificuldades na gerência de pessoas e recursos materiais. Na área de saúde isso é agravado, pois atinge diretamente a saúde das pessoas que dependem dos serviços públicos. Pressupõe-se que os municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde alimentam e têm acesso aos sistemas de informação em saúde disponibilizados pelo Ministério da Saúde. No entanto, parece que os municípios não têm feito uso dessas informações para o planejamento local em saúde. Percebe-se que as informações disponibilizadas pelos Sistemas de Informação em Saúde não são utilizadas de forma efetiva no planejamento pelas Secretarias Municipais de Saúde especialmente porque tanto os gestores como as equipes não conhecem todos os dados e/ou informações disponíveis nestes sistemas. A partir de observações empíricas nas Secretarias Municipais de Saúde da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde verificou-se que um dos principais motivos da não utilização dos Sistemas de Informação pela gestão local é o não conhecimento dos sistemas, dos dados que estes fornecem. Pressupõe-se que a não institucionalização do planejamento, aliada ao entendimento de que os dados não são fidedignos e a insuficiente capacitação das equipes também são fatores que contribuem para o não uso dos dados no planejamento das ações de saúde. Para compreender essa problemática faz-se mister responder a uma questão, quais as dificuldades encontradas no uso dos diversos sistemas de informação em saúde pela gestão municipal? E, a partir da análise das respostas a essa questão, sugerir ações no sentido de propor à gestão municipal a institucionalização do planejamento a partir da análise dos Sistemas de Informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde a todas as Secretarias Municipais de Saúde. 10 É através da leitura e utilização dos indicadores contidos nos Sistemas de Informação que o gestor público municipal tem a possibilidade de estruturar os planos, programas e projetos adequados à realidade local. Os Sistemas de Informação em Saúde disponibilizados pelo ministério da Saúde e pesquisados são: Sistema de Informação de Mortalidade; Sistema de Informações de Agravos e Notificação; Sistema de Informação de Nascidos Vivos; Sistema de Informação Ambulatorial; Sistema de Informações Hospitalares; Sistema de Informação de Insumos Estratégicos; Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue; Sistema Nacional de Informação de Vigilância Sanitária; Sistema de Informação da Atenção Básica; Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional; Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; Cadastro Nacional do SUS; Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério; Sistema de Cadastramento e Acompanhamento dos Hipertensos e Diabéticos; Sistema Informatizado para Acompanhamento da Execução do Incentivo à Assistência Farmacêutica na Atenção Básica e Avaliação do Programa de Imunização, os quais, alimentados adequadamente, fornecem bancos de dados com indicadores que contribuem para o planejamento da saúde pública municipal. Para avaliar quais as dificuldades encontradas no uso dos Sistemas de Informação em saúde na gestão municipal pelas equipes locais de saúde nos 25 municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde fez-se necessária a aplicação de um questionário, que foi respondido tanto por gestores como por trabalhadores de saúde envolvidos na gestão. A partir da análise dos dados coletados nos questionários chegou-se aos resultados que apontam para um nível de conhecimento insuficiente acerca dos Sistemas de Informação (SI) e que o planejamento local em saúde não está institucionalizado na rotina de trabalho das equipes de saúde. Verificou-se também que os dados/informações sobre a saúde da população e os procedimentos realizados pela equipe são lançadas nos SI pelos técnicos da equipe, mas, não é feita uma leitura regular destes no sentido de avaliar o impacto das ações. 1.2. Objetivos 1.2.1. Objetivo geral Propor um instrumento de pesquisa para identificar as dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde dos municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde 11 na utilização dos Sistemas de Informação em Saúde visando o planejamento das ações da gestão municipal em saúde. 1.2.2. Objetivos específicos a) identificar os motivos porque os gestores de saúde dos municípios abrangidos pela 10ª Regional de Saúde não usam os Sistemas de Informação no planejamento das ações em saúde. b) demonstrar que os sistemas de informação são subutilizados pela gestão pública municipal de saúde na administração e planejamento. c) apresentar quais são os diversos sistemas em saúde disponibilizados pelo Ministério da Saúde e que dados apresentam para a gestão, e ainda, a importância da alimentação correta dos dados. d) construir um questionário que identifique as dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde no conhecimento e uso dos sistemas de informação em saúde e) aplicar o questionário, avaliar/agrupar/analisar as respostas dos gestores e trabalhadores de saúde das prefeituras no âmbito da 10ª Regional de Saúde. f) conhecer e classificar em nível de importância as dificuldades que os trabalhadores de saúde encontram desde a alimentação dos dados até o uso efetivo da informação para gestão. g) lançar proposta de capacitação dos profissionais de saúde lotados nas Secretarias Municipais de Saúde visando habilitá-los a utilizar os diferentes Sistemas de Informação no processo de planejamento local. 1.3. Justificativa O uso dos Sistemas de Informação pode ser um fator decisivo para o planejamento das ações na área de saúde, até porque o planejamento consistente leva em consideração os dados da realidade. Neste sentido, os sistemas de informação devem ser alimentados com os dados da saúde da população de um determinado município, e estes dados devem compor um banco de dados local, regional e nacional que tem grande relevância na forma de um instrumento para o planejamento das ações de saúde, desde a implementação de programas locais até projetos de ação regionais. Trata-se de assunto relevante, pois, a partir das informações destes sistemas é que a gestão terá subsídios para planejar as ações em nível local. O conhecimento dos dados e 12 indicadores de saúde possibilitará à equipe estruturar políticas que vão ao encontro das necessidades reais da população atuando na prevenção e promoção da saúde. O papel da Regional de Saúde centra-se no apoio às ações municipais, tendo como missão essencial a assessoria na implementação das ações de saúde nos municípios. A Secretaria de Estado da Saúde objetiva institucionalizar o planejamento a partir do desenvolvimento de estratégias junto à gestão municipal contemplando o uso dos diversos Sistemas de Informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde. O gestor municipal, por sua vez é responsável pelas ações de saúde que inclui a promoção, a proteção e a recuperação da saúde dos cidadãos. Para que estas ações sejam efetivas há que se pensá-las de forma planejada. Neste sentido o papel de assessoria da Regional é essencial. Tem-se, entretanto, que os diversos Sistemas de Informação são subutilizados nas secretarias Municipais de Saúde como ferramenta de gestão. Para tanto, conhecer os porquês das dificuldades do uso dos diversos sistemas é essencial, daí justifica-se a presente proposição. A experiência leva a algumas hipóteses elencadas abaixo: - Os Sistemas de Informação em Saúde são subutilizados como ferramentas de gestão por que são muito complexos e os gestores não sabem fazer a leitura dos dados disponíveis. - Os profissionais que alimentam os diversos dados nos sistemas encontram uma série de dificuldades. Há que se identificar estas dificuldades e em que nível estas se encontram, se são operacionais, institucionais ou tem outra origem e traçar um plano de ação para saná-las. - Conhecer quais as dificuldades enfrentadas pelos técnicos que prestam assistência para utilização dos diferentes Sistemas de Informação na ação diária visando o alcance das metas pactuadas. - Os gestores municipais são os responsáveis pelas ações de saúde em nível local. Entretanto, não se concebe um trabalho efetivo sem planejamento. Planeja-se a partir de informações concretas, estas por sua vez, são resultados dos dados trabalhados. Há que se identificar como os gestores usam os sistemas de informação na gestão das ações, se sabem usá-los e ainda se conhecem os sistemas e a sua importância no processo de planejamento municipal das ações de saúde. - Outra questão essencial é conhecer como se dá o planejamento em saúde a partir dos dados existentes. 13 1.4. Metodologia Os dados apresentados e analisados neste trabalho são frutos de uma pesquisa realizada junto às equipes municipais de saúde dos 25 municípios da 10ª Regional de Saúde. Para construção do instrumento de pesquisa procedeu-se a leitura de diversos trabalhos realizados em saúde, principalmente trabalhos de pesquisa junto às equipes em que houve a implantação de Sistemas de Informação em Saúde, com o objetivo de construir indicadores de acompanhamento referente à atenção à saúde da população e a integração com sistemas nacionais de informação, especialmente o artigo Avaliação do Projeto “Gestão Saúde em Rede”: um primeiro olhar do período pós-informatização na perspectiva da gestão (RIEVRS, 2006). Foi realizada a construção e a aplicação de um questionário com 09 (nove) perguntas fechadas. Optou-se por perguntas do tipo fechadas tendo em vista o curto espaço de tempo para realização da pesquisa, da tabulação de dados, análise e estruturação do presente trabalho. De modo geral, quem atua na gestão é o Secretário Municipal, um técnico na área de saúde e um técnico na área administrativa que o assessoram diretamente, por isso o objetivo inicial era entrevistar pelo menos 03 (três) trabalhadores de saúde de cada município desde que os mesmos atuassem diretamente na gestão, entretanto tendo em vista o prazo exíguo para realização dos trabalhos não foi possível aplicar o questionário a todos. Foram perquiridos 49 trabalhadores de saúde dos 25 municípios, assim distribuídos: em 06 (seis) municípios foram aplicados 03 questionários; em 13 (treze) aplicou-se 02 (dois) questionários e nos 05 (cinco) restantes aplicou-se 01 (um) questionário de forma direta, onde, o trabalhador de saúde respondeu às questões com acompanhamento do entrevistador. O instrumento de pesquisa foi aplicado a gestores e trabalhadores de saúde ligados à gestão das Secretarias Municipais de Saúde, ou seja, àqueles de atuam diretamente nas ações de planejamento. Destes encontrou-se os seguintes cargos: 19 enfermeiros; 14 secretários municipais de saúde; 04 técnicos administrativos; 04 digitadores; 02 agentes administrativos; 01 diretor administrativo; 01 médico veterinário; 01 gerente de divisão; 01 biólogo; 01 técnico de enfermagem; e, 01 agente de execução. Ao final, após a coleta e tabulação das respostas, procedeu-se uma análise das mesmas a fim de verificar os motivos do não uso dos Sistemas de Informação como um instrumento para o planejamento de ações em saúde no âmbito dos municípios. 14 1.5. Estrutura do trabalho No capítulo 2, apresenta-se, um breve referencial teórico onde os assuntos abordados são os Sistemas de Informação, o Planejamento em Saúde a partir dos Sistemas de Informação além da descrição sucinta dos Sistemas de Informação em Saúde disponibilizados gratuitamente pelo Ministério da Saúde às Secretarias Municipais de Saúde e que são regularmente alimentados por estas, sendo em sua maioria obrigatórios por força de portarias ministeriais. Para conhecer um pouco da realidade fez-se necessário a aplicação de um instrumento de pesquisa, no terceiro capítulo deste trabalho está exposta a análise detalhada dos dados do questionário aplicado a trabalhadores de saúde dos 25 municípios de área de abrangência de 10ª Regional de Saúde. Nas considerações finais lança-se uma proposta de ação do Governo do Estado no sentido de instrumentalizar os trabalhadores de saúde dos municípios para que haja um efetivo uso das informações em saúde contidas nos diversos Sistemas de Informação objetivando, em última análise, a melhoria da atenção à saúde cidadão, numa linha de cuidado englobando a proteção, promoção e recuperação da saúde. 15 2. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 2.1. Sistemas de Informação Campos (1994), afirma que o Sistema de Informação é uma combinação estruturada de informação, recursos humanos, tecnologia de informação e práticas de trabalho, organizados de forma a permitir o melhor atendimento dos objetivos da organização. Para Bio (1985), um Sistema de Informação é conceituado como sendo um conjunto de partes interdependentes no seu todo que podem ser partes de um todo maior. Um Sistema de Informação pode ser definido com um conjunto de componentes inter-relacionados trabalhando juntos para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em organizações e outras organizações. (LAUDON E LAUDON, 1999). Combinando os conceitos acima, tem-se que os Sistemas de Informação são compostos por elementos essenciais, quais sejam, a organização propriamente dita, os recursos humanos e a tecnologia. Com relação à organização há que se considerar necessária maturidade administrativa para implementação de um Sistema de Informação adequado às necessidades organizacionais. Os recursos humanos por sua vez necessitam de conhecimentos específicos e desenvolver a capacidade técnica para utilizar os Sistemas e os dados disponibilizados nestes. A tecnologia, por sua vez, deve estar minimamente adequada às necessidades do trabalho. De acordo com Laudon e Laudon (2004), os Sistemas de Informação podem auxiliar as organizações a estender seu alcance global, oferecer novos produtos e serviços, reorganizar fluxos de tarefas e trabalho e, talvez, transformar radicalmente o modo como conduzem os negócios. Neste sentido, usar com habilidade, conhecimento e técnica os Sistema de Informação em Saúde (SIS) é indispensável para o sucesso também na gestão pública. A utilização dos SIS como instrumento para dar sustentação ao planejamento é essencial, pois, levará à decisões mais acertadas e de acordo com a realidade melhorando as ações em saúde sejam elas, de vigilância, de promoção, proteção ou de recuperação da saúde dos cidadãos. Além disso, pode causar impacto direto na organização do trabalho da equipe, e conseqüente aumento no nível de satisfação dos trabalhadores de saúde e dos cidadãos que utilizam o Sistema Único de Saúde. 16 Para Dias (2004) a relação que existe entre o Planejamento Estratégico de uma empresa com a informação disponível no âmbito corporativo é consideravelmente forte, pois os parâmetros que orientam o seu desenvolvimento são as informações geradas, acessadas, transformadas e consumidas em todos os níveis hierárquicos. Ainda, de acordo com O’ Brien (2001), Sistema de Informação é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organização. Entretanto, além da tecnologia que envolve hardware, software, as redes, acesso è rede mundial de computadores, os bancos de dados, as informações extraídas deste e os recursos humanos há um componente essencial no planejamento público, qual seja, o componente político. De nada adianta viver num período em que existe grande agilidade na disseminação de informações tendo em vista os Sistemas de Informação e a facilidade de acesso via rede mundial de computadores se a gestão pública não está preparada para incorporar esse instrumental a serviço do processo de trabalho. Para tanto, assim como nas empresas as informações são fontes geradoras de negócios, propiciando oportunidades de negócios aumentando a lucratividade, no setor público, especialmente no setor saúde os SIS devem ser utilizados como instrumental a serviços do planejamento das ações visando a melhoria das condições de trabalho, de atenção ao cidadão permitindo intervenções em tempo real visando a melhoria da qualidade de vida da população. Para que isso ocorra, ou seja, para que a institucionalização do planejamento a partir de Sistemas de Informação em Saúde seja uma realidade é essencial que os trabalhadores de saúde dominem o uso dos SIS e valorizem os dados neles contidos. O processo da valorização dá-se desde a inserção dos dados nos SIS até a leitura destes e o uso no tempo e oportunidades adequados compartilhando as informações com a equipe de trabalho realizando, por conseguinte, ações coordenadas e um trabalho cooperativo objetivando alcançar a melhoria da qualidade do trabalho e conseqüentemente dos indicadores de saúde. Assim como a administração de uma organização necessita identificar problemas e oportunidades e a maneira de utilizar os SI para aumentar sua capacidade de reação ao mercado, os gestores públicos da saúde, da mesma forma, necessitam conhecer os indicadores apresentados pelos SIS transformando em vontade política o uso sistemático destes instrumentos. 17 2. 2. Planejamento das ações saúde a partir das informações em saúde As áreas de informação e informática em saúde têm assumido papel cada vez mais relevante em nível mundial, sendo bastante positivas as experiências de alguns países, particularmente aqueles com sistemas públicos de saúde que priorizaram a gestão da informação como estratégia para avançar nas suas políticas de saúde, tendo como meta a melhoria das ações de saúde (NAFFAH FILHO, 2006). Enfatiza o autor, que Brasil tem compartilhado da mesma preocupação, pois o Ministério da Saúde estabeleceu como um de seus objetivos prioritários a definição de uma política nacional de informação e informática em saúde, entendendo-a como essencial para alcançar uma maior eqüidade, qualidade e transparência dos serviços de saúde. Sobre o uso da tecnologia na saúde, Évora (in: Lopes, 2002) menciona três categorias do que pode ser chamado de tecnologia dos cuidados em saúde: a tecnologia biomédica, a qual utiliza máquinas e aparelhos complexos na assistência ao paciente; a tecnologia da informação, que se refere à matriz eletromecânica utilizada para administrar e processar informações; e a tecnologia do conhecimento, caracterizada pela interposição de aparelhos eletrônicos entre o paciente e o enfermeiro de forma a influenciar na prática técnica. No presente estudo o foco de interesse é a tecnologia da informação, que se refere à matriz eletromecânica utilizada para administrar e processar informações. Percebe-se nitidamente que houve uma mudança no perfil da aplicação da informática e dos sistemas de informação que era basicamente utilizada pra estudos teóricos passando a ser aplicada nos ambientes de trabalho. Entendendo-se a informática como instrumento de processamento de dados das diversas áreas num sistema complexo de saúde como é o Sistema Único de Saúde os SI passam a consubstanciar instrumental essencial no planejamento da gestão e nas ações de saúde. Estudos apontam para o fato de que nas informações em saúde prevalecem os modelos pautados na lógica da oferta de informações isso devido a duas principais motivações de acordo com Marteleto (2007), em primeiro lugar, as novas tecnologias eletrônicas e digitais aumentam as possibilidades de organização, tratamento, recuperação e uso dos conhecimentos, o que acarreta uma abundância informacional que parece favorecer a visão unilateral dos processos de comunicação/informação. A segunda motivação dessa prevalência estaria relacionada à visão do que seja ciência presente no imaginário científico e social. Afirma ainda a autora que apesar da expansão e importância do conhecimento 18 científico para diferentes esferas e atores sociais nos dias de hoje, ainda se faz presente no campo científico e nas políticas de ciência e tecnologia uma visão positivista e elitista da ciência e das possibilidades de apropriação dos seus produtos e informações pela sociedade. E, de acordo com Ribeiro et al (2007), a complexidade das tarefas governamentais na atualidade sugere que processos de interação virtual, capazes de agilizar a circulação e troca de informações entre governos e sociedade nos espaços de produção de políticas públicas, podem contribuir para intervenções mais resolutivas e sintonizadas com a heterogeneidade e diversidade dos problemas sociais. Um aspecto relevante é que nas sociedades onde a informação tem peso no desenvolvimento de ações na gestão pública e que a atuação está voltada para a política institucional há uma constante contribuição no desempenho das tarefas dos funcionários e das organizações desencadeando a transformação da realidade onde a garantia dos direitos individuais são assegurados por políticas públicas. A atuação dos profissionais de saúde, orientados por relatórios concisos que refletem a realidade, construídos a partir de dados de SIS orientam o aperfeiçoamento dos planos, programas e s projetos governamentais que se convertem em ação voltada para as necessidades da população possibilitando o planejamento das ações além de se converterem em processo de prestação de contas à sociedade viabilizando efetivo controle político e social. Neste contexto, a produção e socialização de informação, vinculadas ao alargamento dos espaços de discussão pública, são identificadas como insumos fundamentais para ações institucionais orientadas à constituição de processos de planificação social democráticos. (GUENDEL, in: RIBEIRO et al, 2007). Evidencia Ribeiro et al (2007), que a associação entre informação, tecnologia e política vem sendo abordada a partir de diferentes perspectivas: como requisito para aliviar o déficit estrutural e funcional do sistema político, como condição para a eficiência e democratização da gestão governamental, como recurso de "empoderamento" da sociedade civil e como meio para reduzir distâncias entre nações mais e menos desenvolvidas, entre outras aproximações não menos importantes, como já mencionado. Existe um movimento estruturado em nível nacional, através da Comissão Intergestores Tripartite - CIB, comissão esta, composta por representantes dos três níveis de governo o que tem ampliado a discussão na atualização do acompanhamento dos diversos indicadores de saúde desencadeando ações de regulação e acompanhamento do planejamento dos gestores visando à integração regional, macro regional, estadual e nacional, principalmente a distribuição de recursos de forma eqüitativa entre as unidades federadas. 19 Nesse escopo, o artigo de Ilara Moares e Maria Nélida Gómez, “Informação e Informática em Saúde: caleidoscópio contemporâneo da saúde” citado por Marteleto (2007), partindo do pressuposto da formação de um intercampo de informação e informática em saúde na contemporaneidade, composto por processos sócio-políticos e epistemológicos, pretende estudar as possibilidades de uma ação informacional no campo da saúde, capaz de ampliar as respostas do Estado na melhoria das condições de vida da população brasileira. O conhecimento das condições de saúde da população, o perfil epidemiológico desta, ou seja, os determinantes das doenças, a freqüência, e tipo de doenças que acometem determinada população são fornecidos pelos SIS. Proporcionam ao gestor dados adequados e suficientes para construção de um diagnóstico e análise da situação desencadeando em planejamento efetivo com o estabelecimento de prioridades. Impulsionam, por conseguinte, a implementação de novos projetos de ação, proporcionando indicadores de avaliação e monitoramento das ações de saúde. E ainda, são instrumentos para elaboração de análise e estudos de situações específicas, como por exemplo, da mudança do perfil epidemiológico, das tendências de mortalidade, e, fonte de informação sobre fatores de risco que ameaçam a saúde da população. Para Naffah Filho (2006), um dos principais objetivos de um Sistema de Informação é garantir dados e informações de qualidade para que os diferentes gestores do sistema de saúde possam executar as ações adequadas de planejamento e de serviços e atividades em saúde, tendo sempre como objetivo uma melhoria da saúde do cidadão. Conta-se com diversos SI implantados nas Secretarias Municipais de Saúde, este são alimentados via internet, sendo que os bancos de dados ficam disponíveis para gestão, fornecendo informações sobre doenças, dados epidemiológicos, alertas sanitários, livros e revistas eletrônicas, de educação em saúde além de aplicações de tele-medicina, legislação vigente, manuais de orientação dos programas, e protocolos clínicos. De acordo com Teixeira, (2004) a observação, ainda que assimétrica da realidade, tem revelado que a alimentação obrigatória dos bancos de dados de base nacional pouco tem contribuído para apoiar o processo de tomada de decisão local. Percebe-se um desconhecimento sobre as potencialidades das informações para o processo de formulação e monitoramento das políticas e ações de saúde. A operacionalização de gestão descentralizada do SUS no conjunto das unidades político administrativas da Federação requer o empoderamento dos trabalhadores de saúde e dos gestores locais no sentido de dominar os diversos SI disponibilizados pelo Ministério da Saúde. 20 É preciso, todavia, uma ação mais concreta dos governantes no sentido de instrumentalizar os profissionais de saúde. Para que ocorram as mudanças institucionais, gerenciais e administrativas exige-se, além de atualização permanente das informações governamentais a produção de conhecimentos capazes de levar a reorganização do cuidado à saúde da população; informações sensíveis a atender situações locais, e acima de tudo, trabalhadores de saúde capacitados que podem contar com condições de trabalho a fim de implementar as políticas de saúde. Parafraseando Teixeira (2004), a utilização dessas informações no processo de tomada de decisão, recai sobre a necessidade de formação gerencial que incorpore o conhecimento epidemiológico às práticas de gestão, associada ao entendimento da relação entre organização de serviços e enfrentamento dos problemas prioritários de saúde da população sob a responsabilidade sanitária daquele gestor. O necessário fortalecimento da capacidade gerencial passa invariavelmente por iniciativas de capacitação, formação e educação permanente em saúde. Estas ações contribuirão no uso adequado das informações disponíveis nos Sistemas de Informação em Saúde as quais servem de suporte no planejamento em saúde além de contribuir com a racionalização dos Sistemas de Informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde. 2.3. Sobre os sistemas de informação em saúde Os sistemas de Informação em Saúde são desenvolvidos pela equipe do Departamento de Informática do SUS - DATASUS, disponibilizados gratuitamente pelo Ministério da Saúde a todos os gestores municipais, estaduais bem como aos prestadores de serviços do SUS, estando disponíveis na página do DATASUS: www.datasus.gov.br. Na página de abertura encontram-se uma série de orientações com a explicação: “Em Sistemas e Aplicativos, estão estruturadas as opções para os principais sistemas de processamento de dados do DATASUS, com descrição sumária, principais objetivos e configuração mínima de equipamento para sua utilização. Informações adicionais podem ser obtidas através dos núcleos estaduais de fomento e cooperação técnica”. “A concepção de integração sistêmica dos produtos, base para a construção do Sistema Nacional de Informações em Saúde (SNIS), qualifica o avanço na produção e utilização das informações”. E ainda, “É importante ressaltar que a gratuidade na distribuição dos produtos subsidia a construção de uma parceria na tarefa de informatização do SUS”. 21 Cabe aqui esclarecer que a quase totalidade dos Sistemas de Informação são de alimentação obrigatória, por força de portarias ministeriais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, Sistema de Informação em Saúde – SIS é um mecanismo de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária para se planejar, organizar, operar e avaliar os serviços de saúde. Esta definição encontra-se em diversos documentos publicados por órgão oficiais de saúde do país, especialmente em documento elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina no site: http://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/artigos/Sistemas_de_Informacao/ SistemasInformacaoSaude.pdf. Considera-se que a transformação de um dado em informação exige, além da análise, a divulgação, inclusive, recomendações para a ação. Na saúde como em qualquer outra atividade a informação é obtida através da análise dos dados, sendo esta redutora de incertezas e valoroso instrumento de detecção de prioridades. A análise dos dados e a organização estruturada destes levam a um planejamento responsável orientando para execução de ações com o estabelecimento de prioridades possibilitando às transformações necessárias da realidade Entende-se, por conseguinte, que o planejamento é um processo de tomada de decisão e implementação de ações visando atingir um objetivo desejável com base numa situação atual. Neste sentido, é importante que a equipe local conheça os diversos Sistemas de Informação em Saúde, pois, uma vez que os dados passam ser, além de alimentados localmente e analisados pela equipe geram subsídios para o planejamento local. Outro aspecto relevante é que conhecendo os Sistemas de Informação em Saúde a equipe poderá contribuir para melhoria da qualidade dos dados além de contribuir com o aperfeiçoamento dos sistemas. Ainda hoje há uma centralização dos dados, o que por um lado é salutar, pois a criação e manutenção de bancos de dados que centralizam as informações é essencial para que se possa ver o todo do país. Por outro lado, a centralização da análise ocasiona atrasos na programação de intervenções mais ágeis e efetivas, uma vez que a demora do retorno para o nível local causa acomodação de equipe e demora na intervenção da realidade. Conhecer os Sistemas de Informação e o conjunto de passos de cada um destes é fundamental para garantir a fidedignidade dos dados e sua utilização em tempo real, sem perder de vista que os Sistemas de Informação em Saúde são ferramentas valiosas na melhoria da qualidade da gestão na saúde e da assistência aos cidadãos. 22 A seguir, far-se-á uma breve exposição dos Sistemas de Informação mais utilizados pelos gestores municipais, estaduais e federal. Para construção desta utilizou-se basicamente leituras acerca dos SI na página oficial do DATASUS e os manuais dos diversos SIS, que podem ser encontrados no site do Ministério da Saúde. 2.3.1. Sistema de informação de mortalidade O Ministério da Saúde disponibiliza aos gestores municipais e estaduais de saúde o Sistema de Informações de Mortalidade – SIM que tem como objetivo o cadastro dos óbitos a partir da declaração de óbito – DO. Este sistema oferece dados de relevância para definição de prioridades nos programas de prevenção e controle de doenças a partir das declarações de óbito. É uma ferramenta importante para os gestores, pesquisadores e entidades da sociedade; aos gestores têm especial importância, pois, fornece dados essenciais para a vigilância sanitária e epidemiológica, além de estatística de saúde e demografia. 2.3.2. Sistema de informações de agravos e notificação O Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN é disponibilizado pelo Ministério da Saúde para todos os gestores municipais e estaduais devendo ser alimentado regularmente quando da notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam de lista de doenças de notificação compulsória. A alimentação regular das informações sobre as doenças de notificação obrigatória como diarréias, dengue, malária, meningite, que estão ocorrendo, em qual localidade, a idade e o sexo das pessoas, permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de uma determinada doença ou agravo em determinada população ou área geográfica. Tem como objetivo principal o fornecimento de subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, contribui na democratização da informação ao permitir que os profissionais de saúde têm acesso, bem como, na identificação de uma realidade epidemiológica em determinada área ao indicar riscos aos quais determinado grupo de pessoas está sujeito. Visa, principalmente, o controle de doenças e agravos de notificação compulsória com base em informações sobre o número de casos segundo semanas epidemiológicas. 23 Relevante destacar que seu uso regular faz um instrumento essencial no auxílio do planejamento em saúde, pois, passa a indicar prioridades e ao subsidiar análises epidemiológicas e tomadas de decisões permite a avaliação do impacto das intervenções da gestão. 2.3.3. Sistema de informação de nascidos vivos O Sistema de Informação de Nascidos Vivos – SINASC foi implantado pelo Ministério da Saúde a partir de 1990 com o objetivo de obter informações sobre os nascimentos tornou obrigatória a alimentação dos dados em todos os estabelecimentos de saúde que fizerem atendimento a partos. O instrumento de coleta de dados é a Declaração de Nascidos Vivos – DN a qual fornece informações sobre o nascimento, sobre as mães e sobre os recém-nascidos, sobre a gestação e o parto, oferecendo dados epidemiológicos de determinada área geográfica e estimativas de níveis e padrões de fecundidade em determinada região e faixa sócio econômica. Além disso, apresenta variáveis importantes como: sexo, peso ao nascer, tipo de parto, local de ocorrência, duração da gestação, número de consultas prénatais realizadas, grau de instrução da mãe. Este sistema regularmente alimentado pelos serviços de saúde e forma um banco de dados disponível para pesquisas e para os gestores; fornece o número de nascidos vivos, as características da mãe, do parto e da criança ao nascer, além de compor os dados para o cálculo da taxa de mortalidade infantil, cujo denominador é o número de nascidos vivos. Possibilita estudos sobre os riscos a que estão expostas as crianças além de fornecer importantes dados epidemiológicos que viabilizam o planejamento de ações de vigilância integral à saúde da mulher e da criança; proporciona dados para implementação de ações em hospitais na área de vigilância em saúde e no direcionamento de ações da gestão em saúde local. 2.3.4. Sistema de informação ambulatorial O SIA/SUS - Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS é alimentado por todos os estabelecimentos de saúde que prestam serviços ao SUS (Ministério da Saúde, 2004). Para o estabelecimento de saúde, tem como objetivo principal a apresentação dos procedimentos realizados em determinado período visando a contrapartida financeira, entretanto, para o gestor é fonte de dados de avaliação e planejamento. 24 Este SI contém informações que agilizam os procedimentos de pagamento dos serviços produzidos e permitem analisar o perfil da oferta de serviços ambulatoriais, através do acompanhamento das programações físicas e orçamentárias e das ações de saúde realizadas em determinado prestador de serviços ao SUS. Traz variáveis importantes como a identificação e caracterização da unidade prestadora e procedimentos específicas realizados, além de apontar indicadores do quantitativo de consultas médicas ou outro tipo de procedimento por habitante ao ano e por consultório ou equipamento/estabelecimento, exames/terapias realizados pelo quantitativo de consultas médicas geral ou por especialidade. Os gestores têm no Sistema de Informação Ambulatorial instrumento importante de informação da capacidade instalada em tem-se conhecimento da rede ambulatorial como, serviços de pronto-socorros, unidades básicas de saúde, consultórios médicos e odontológicos, policlínicas, clínicas especializadas, laboratórios, serviços de radiologia, entre outros. Este sistema tem importância vez que além de demonstrar a capacidade, estrutura instalada de serviços ambulatoriais, e a necessidade de atualização do cadastro, retrata o quantitativo de serviços prestado e as distorções na programação. Traz o quadro de moléstias podendo haver a confrontação entre as patologias mais freqüentes podendo ser realizada análise no número de consultas habitante ano, a freqüência da realização de procedimentos. Como é possível a análise da situação cadastral e o acompanhamento das ações dos estabelecimentos de saúde, possibilita ao gestor ações de regulação, controle, avaliação a auditoria além de planejamento em saúde. 2.3.5. Sistema de informações hospitalares O Ministério da Saúde disponibilizou para todos os gestores e estabelecimentos de saúde que prestam serviços ao SUS o Sistema de Informações Hospitalares SIH/SUS que tem por objetivo inicial a apresentação de informações por parte dos prestadores de serviços dos procedimentos hospitalares realizados a fim de viabilizar o pagamento da produção dos serviços hospitalares, em suma, processa as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) realizadas pelo SUS. Processando as informações da produção hospitalar disponibiliza aos gestores mensalmente informações sobre recursos destinados a cada hospital que integra a rede do SUS, as principais causas de internação por serviço no município no estado e no país. Os dados que por um lado são lançados pelo prestador como forma de comprovar os internamentos e receber a contrapartida demonstram aos gestores informações sobre a 25 saúde da população, pois, mostram a relação dos procedimentos mais freqüentes as causas de internamentos realizados mensalmente em cada hospital, município e estado, a quantidade de leitos ocupados por especialidade médica e o tempo médio de permanência do paciente no hospital, entre outras informações. O SIH traz também indicadores importantes como o tempo médio de permanência geral ou por causa específica, o valor médio da internação geral ou por causa específica, a proporção (%) de internações por causa ou procedimento, a taxa de mortalidade hospitalar geral ou por causa específica, a taxa de internamentos de uma determinada população, entre outros. Disponível em âmbito nacional para consulta, através de tabulações via Internet, informa também a capacidade instalada em termos do número dos hospitais, do quantitativo de leitos, as especialidades destes, quantos são públicos ou privados credenciados ao SUS, e, sua resolutividade, sendo desta forma, importante ferramenta a serviço do planejamento da gestão possibilitando atividades de regulação, controle, avaliação e auditoria, além de ações das vigilâncias epidemiológica e sanitária. 2.3.6. Sistema de informação de insumos estratégicos O Sistema de Informações de Insumos Estratégicos – SIES visa disponibilizar as informações necessárias à gestão de recursos do Programa de Dispensação de Insumos para diversas ações em saúde, por exemplo, vacinas, insulina. Tem como meta realizar o controle da aquisição e da distribuição feita aos estados dos insumos e imunobiológicos adquiridos através dos Convênios, Contratos e Portarias realizadas entre o Ministério da Saúde e os Laboratórios Nacionais e consolidação dos dados de distribuição tais como o quantitativo, a data de distribuição e o estado da federação para onde forma distribuídos. Objetiva fornecer documento técnico contendo informe sobre aquisição de insumos, por laboratório nacional (fabricante), período e tipo de insumo estoque destes, sobre a distribuição dos insumos de aquisição nacional, para os estados, relacionando os insumos, número dos pedidos recebidos e atendidos por UF, data do pedido e quantidade autorizada através do SIES - Sistema de Informação de Insumos Estratégicos; análise sobre os preço unitário e preço total por insumo, no ano visando análise comparativas dos gastos realizados com as aquisições de soros e vacinas provenientes dos Laboratórios Nacionais. E ainda, fornecer informações sobre a distribuição de insumos adquiridos, para os estados/região, relacionando o número dos pedidos recebidos e atendidos por Unidade da 26 Federação, data do pedido e quantidade autorizada através do SIES - Sistema de Informação de Insumos Estratégicos. Além de fornecer documento contendo análise dos informes sobre os preços unitários e preço total por insumo, no ano visando análise comparativa dos gastos realizados com as aquisições de soros e vacinas provenientes dos Laboratórios Nacionais. Os municípios cadastram via on-line os pacientes podendo visualizá-los posteriormente no próprio sistema, o gestor pode acompanhar a distribuição de recursos de forma equilibrada e controlada. Possibilitando a gestão de recursos e controle dos próprios para Insumos Estratégicos de Saúde com vistas ao atendimento da Emenda Constitucional nº 29/00. 2.3.7. Sistema de informação de febre amarela e dengue O Sistema de Informações de Febre Amarela e Dengue – SISFAD – tem por objetivo vigiar sistematicamente o índice de infestação predial de uma área delimitada, isto é, o percentual de imóveis com a presença do mosquito transmissor da febre amarela e dengue baseado no número total de imóveis visitados, a fim de facilitar o pronto diagnóstico, isto é, saber da presença do mosquito e da magnitude desta presença. (SIFAD, 2000). Este sistema tem por objetivo apontar a presença do mosquito a fim de desencadear ações de combate dos focos ou do controle nos casos em que não se faz possível o uso de inseticidas. São os municípios que prestam as informações a fim de que se conheça a realidade possibilitando saber o índice de infestação predial pelos mosquitos Aedes aeyipti bem como quais são os hábitos destes e em que tipo de local se encontra. A partir das informações alimentadas pelos gestores municipais gera-se um banco de dados regional. Este banco de dados regional é consolidado pelo estado passando a integrar o banco de dados nacional no Ministério da Saúde sob a coordenação da Fundação Nacional de Saúde. Neste sentido, de acordo com Roseli La Corte dos Santos (2002), a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) recebe de todos Estados brasileiros, por intermédio do Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue (FAD), dados sobre a infestação de Aedes aegypti e Ae. albopictus. As informações são oriundas de amostras coletadas com vistas à determinação dos índices de infestação em áreas com a presença de Ae. aegypti. Além disso, também são geradas informações da vigilância entomológica, com uso de larvitrampas ou ovitrampas, para municípios inicialmente sem infestação. 27 Verifica-se que o SISFAD é uma ferramenta de suma importância no planejamento das ações de combate á dengue tanto em nível local, municipal, regional, estadual e federal, pois, possibilita conhecer a realidade sobre os níveis de infestação pelo vetor que é o mosquito Aedes eagypti, o transmissor da doença. 2.3.8. Sistema nacional de informação de vigilância sanitária O Sistema Nacional de informações de Vigilância Sanitária – SINAVISA objetiva fornecer informações e ferramentas gerenciais e operacionais que possibilitam a criação de um banco de dados dos estabelecimentos de saúde, da tramitação dos processos, do acompanhamento das vistorias, entre outros. Neste sentido, é importante ferramenta para os gestores municipais, estaduais e federal de saúde, pois, além da troca de informações contempla o acompanhamento da ações tanto por parte dos gestores como das equipes da Vigilância Sanitária. Para enfatizar a importância do SINAVISA como ferramenta de gestão transcreve-se a conceituação encontrada no site da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas(2008) “este é tido como o Sistema de Informação que tem a finalidade de dotar a Vigilância Sanitária de ferramentas gerenciais e operacionais capazes de agilizar registros, análises e, sobretudo auxiliar a instituição no planejamento e execução de ações, tanto para o corpo técnico quanto para gestão de VISA”. 2.3.9. Sistema de informações sobre a qualidade da água para o consumo humano O Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA) tem o objetivo de coletar registrar, transmitir e disseminar os dados gerados rotineiramente, provenientes das ações de vigilância e controle da qualidade da água para consumo humano. A produção dessas informações é fundamental para nortear as decisões e o direcionamento das práticas da vigilância em todos os níveis do SUS. De acordo com esta portaria o sistema divide-se em três módulos: o cadastro, o controle e a vigilância. Com o cadastro forma-se um banco de dados de todos os sistemas de abastecimento de água e das soluções alternativas de coleta desta. Este cadastro é realizado em nível local sob responsabilidade da Vigilância Ambiental em Saúde do município. É também a Vigilância local responsável pelo controle alimentando o sistema com as informações do monitoramento da qualidade da água que é 28 realizado os sistemas e soluções alternativas coletivas de abastecimento. Os dados são encaminhados às Secretarias Municipais de Saúde regularmente para propiciar a prática da vigilância. A vigilância por sua vez, consiste no acompanhamento do resultado das análises de vigilância da qualidade da água para consumo humano realizadas pelo setor saúde são notificadas pelo sistema. 2.3.10. Sistema de informação da atenção básica De acordo com o Ministério da Saúde o Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB foi desenvolvido como instrumento gerencial dos Sistemas Locais de Saúde e incorporou em sua formulação conceitos como território, problema e responsabilidade sanitária, completamente inserido no contexto de reorganização do SUS no país, o que fez com que assumisse características distintas dos demais sistemas existentes. As características como a micro espacialização de problemas de saúde e de avaliação das intervenções, a utilização mais ágil e oportuna da informação, a produção de indicadores capazes de cobrir todo o ciclo da organização das ações de saúde a partir da identificação de problemas e a consolidação progressiva da informação, partindo de níveis menos agregados para mais agregados significaram avanços concretos no campo da informação em saúde. É por meio do SIAB que o gestor obtém informações sobre cadastros de famílias, condições de moradia e saneamento, situação de saúde, produção e composição das equipes de saúde. Este sistema passou a ser o principal instrumento de monitoramento das ações do Programa de Saúde da Família, tem sua gestão na Coordenação de Acompanhamento e Avaliação, Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, cuja missão é monitorar e avaliar a atenção básica, instrumentalizando a gestão e fomentar e consolidar a cultura avaliativa nas três instâncias de gestão do SUS. Com a disponibilização da base de dados do SIAB na internet, está sendo possível alcançar o objetivo de fornecer informações que subsidiam a tomada de decisão pelos gestores do SUS, e a publicização passou a instrumentalizar o Controle Social, subsidiando com os dados que são discutidos com o controle social, nas equipes de saúde e nas instâncias gestoras com vistas ao planejamento de ações local. 29 2.3.11. Sistema de informação de vigilância alimentar e nutricional A Vigilância Alimentar e Nutricional foi concebida na década de 70 tendo como objetivo segundo FAO/UNICEF/OMS: (...) Promover informação contínua sobre as condições nutricionais da população e os fatores que as influenciam. Esta informação irá fornecer uma base para decisões a serem tomadas pelos responsáveis por políticas, planejamento e gerenciamento de programas relacionados com a melhoria dos padrões de consumo alimentar e do estado nutricional. Para tal, deviam ser concebidos sistemas intersetoriais, contemplando informações e articulando informações da agricultura, economia, planejamento, educação e saúde, cabendo a esse último a geração de informações sobre o estado nutricional da população (www.datasus.gov.br). O Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN, implantado pelo Governo Federal sendo que no Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Atenção Básica Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição direcionam as ações na área de saúde. A partir dos dados do SISVAN torna-se possível visualizar como está a alimentação, a saúde e o estado nutricional da população que faz uso dos serviços do SUS, vez que as informações contidas neste sistema contribuem para o conhecimento dos problemas relacionados com a nutrição possibilitando ações de combate ao desvio nutricional desde o baixo peso até o sobrepeso, pois, contém informações sobre o estado nutricional de crianças de zero a cinco anos e gestantes. Sendo possível identificar também por este sistema quais as regiões ou estados, grupos populacionais e segmentos sociais com maiores problemas de Segurança Alimentar e Nutricional no que diz respeito ao acesso ao alimento bem como na sua adequada utilização. A partir do conhecimento e acompanhamento da situação nutricional da população, da descrição das tendências de saúde e nutrição e os determinantes sociais e grupos biologicamente de maior risco nutricional, e, identificação de área geográfica é possível um planejamento local e regional. 2.3.12. Cadastro nacional de estabelecimentos de saúde De acordo com o Manual Técnico do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde (2006) o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde CNES é base para operacionalizar os Sistemas de Informações em Saúde. 30 Ainda de acordo com este manual técnico o objetivo do CNES é cadastrar todos estabelecimentos de saúde, hospitalares e ambulatoriais, componentes da rede pública e privada, existentes no país, e manter atualizados os bancos de dados nas bases locais e federal, visando subsidiar os gestores na implantação/implementação das políticas de saúde, importantíssimo para áreas de planejamento, regulação, avaliação, controle, auditoria e de ensino/pesquisa. O CNES, uma vez que alimentado com os dados dos estabelecimentos de saúde proporciona ao gestor em saúde o conhecimento da rede assistencial disponível bem como sua potencialidade. Este sistema é indispensável no planejamento das ações, além de ser instrumento essencial nas ações de regulação, controle, avaliação e auditoria, pelo fato de conter dados da totalidade dos estabelecimentos de saúde independentemente se serem credenciados ao SUS. Ressalta-se que o cadastro dos estabelecimentos de saúde, as revisões e atualizações são realizadas de forma descentralizadas, isto é, pelos estados e municípios de acordo com a forma de gestão, ou ainda de forma descentralizada por delegação dos estados aos municípios que realizam as ações relativas ao cadastro dos estabelecimentos localizados em seu território. O cadastro contém dados dos serviços como área física, recursos humanos, equipamentos, profissionais e serviços oferecidos pelo estabelecimento. 2.3.13. Cadastro nacional do SUS O Cadastro Nacional do SUS – CADSUS é um Sistema de Informação onde são cadastrados todos os usuários do Sistema Único de Saúde, e suas residências. Consiste na realização do cadastro por meio do qual é possível a emissão do Cartão Nacional de Saúde aos usuários do SUS, vinculando cada um ao domicílio de residência. O CADSUS é alimentado no nível municipal, ou seja, os municípios inserem os dados dos usuários do SUS no Sistema. Após gera o banco de dados local e envia para o DATASUS onde os dados passam a fazer parte do banco de dados nacional. Cabe ao município manter o banco de dados atualizado e, é através CADSUS Multiplataforma que o município a recebe sua base de dados diretamente no sistema através da conexão do centralizador municipal com o DATASUS, via internet, mediante solicitação de liberação. O cadastro dos usuários permite a construção de um banco de dados para o diagnóstico, avaliação, planejamento e programação das ações em saúde, tanto em nível individual como coletivo num determinado território. 31 Não se pode perder de vista a possibilidade de construir um banco de dados nacional que aliado a manutenção constante dos cadastros que permitirá aos gestores do SUS nos três níveis de governo a construção de políticas de saúde intersetoriais plenamente integradas com outros setores governamentais como a educação, principalmente no que tange ao ensino e à pesquisa, à política de trabalho e reinserção social, as ações de assistência social, políticas agrícolas e de manutenção do homem no campo, entre outras. Uma das grandes vantagens do CADSUS como banco de dados é a implantação do Cadastro de Usuários do SUS em todo território nacional constituindo ferramenta essencial para a gestão do sistema, além de representar um esforço de integração das informações entre os diversos gestores de saúde. 2.3.14. Sistema de informações do programa de humanização do pré-natal, parto e puerpério O Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério, SISPRENATAL, é um sistema informatizado, disponibilizado pelo DATASUS para os municípios que aderirem ao Programa. Este sistema possibilita aos gestores o monitoramento do Programa, a partir do acompanhamento das gestantes. O município obtém o programa realizando o download do MS-BBS do Ministério da Saúde após passa a cadastrar as gestantes a partir da ficha de cadastros e registro de atendimento da gestante, devendo alimentá-lo mensalmente podendo esta alimentação ser na própria unidade sendo possível a importação dos dados de um nível para outro para fazer a consolidação final. Em o gestor adotando os procedimentos das portarias ministeriais terá além de um instrumento que possibilita o faturamento do incentivo um excelente instrumento de acompanhamento das gestantes e um sistema que possibilitará planejar ações relacionadas à atenção a saúde da mulher. De acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, instituído pelo Ministério da Saúde, através da Portaria/GM n.º 569, de 1/6/2000, foi baseado na análise das necessidades de atenção específica à gestante, ao recém-nascido e à mulher no período pós-parto, objetiva: - concentrar os esforços no sentido de reduzir as altas taxas de morbi-mortalidade materna e perinatal; adotar medidas que assegurem a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto, puerpério e neonatal; 32 - atuar na ampliação de ações adotadas pelo Ministério da Saúde na área de atenção à gestante, concentrada nos investimentos das redes estaduais de assistência à gestação de alto risco, o incremento do custeio de procedimentos específicos; - atuação em no Projeto de Capacitação de Parteiras Tradicionais, do financiamento de cursos de especialização em enfermagem obstétrica e a realização de investimentos em unidades hospitalares que integrem estas redes. Ao avaliar a amplitude/abrangência do SISPRENATAL entende-se ser este mais um Sistema de Informação que disponibiliza ao gestor local uma série de informações essenciais ao planejamento de estratégias de atuação em saúde. 2.3.15. Sistema de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e diabéticos O Sistema de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e diabéticos – HIPERDIA é um Sistema de Informação disponibilizado pelo Ministério da Saúde para todas as unidades ambulatoriais dos estados e dos municípios ligados ao SUS que tem como objetivo cadastrar todos os pacientes portadores de diabetes mellitus e hipertensão arterial visando gerar informações tanto aos gestores municipais e estaduais bem como para os gerentes e equipes de saúde local. Este cadastro permite o acompanhamento dos pacientes, a garantia de recebimento de medicamentos além de permitir traçar o perfil epidemiológico da população a fim de desencadear estratégias de ação da saúde pública a fim reduzir o custo social destas doenças melhorando a qualidade de vida da população. De acordo com o Manual de Operações do HIPERDIA (2002), tem por finalidade permitir o monitoramento dos pacientes captados no Plano Nacional de Regionalização da Atenção à hipertensão e ao Diabetes Mellitus, e gerar informações para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes cadastrados. O Sistema é integrado ao Cartão Nacional de Saúde, transferindo e recebendo dados do Sistema CADSUS – Cadastro de Domicílios e Usuários do SUS, garantido a identificação única do usuário do Sistema Único de Saúde, através do número do CNS - Cartão Nacional de Saúde. Instalado nas diferentes unidades básica de saúde permite o cadastro dos pacientes, sendo que os dados são transferidos ao Subsistema Federal do Sistema HIPERDIA passando os dados a integrar a base nacional do cadastro de portadores de hipertensão e diabetes. 33 2.3.16. Sistema informatizado para acompanhamento da execução do incentivo à assistência farmacêutica na atenção básica O sistema informatizado para acompanhamento da execução do incentivo à assistência farmacêutica na atenção básica – SIFAB é de acordo com Manual de Instalação e Utilização do Ministério de Saúde (2005) é um sistema informatizado de monitoramento e avaliação dos recursos destinados ao Financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica, a ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, sendo disponibilizado e mantido pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Alimentado regularmente pelos gestores municipais e estaduais de saúde permite visualizar de forma clara a aplicação de recursos financeiros destinados à assistência farmacêutica na atenção básica. É também um instrumento essencial para demonstrar a regular e assídua aplicação das contrapartidas pelos gestores municipais e estaduais na assistência farmacêutica seja na forma de recursos financeiros como na forma de medicamentos. 2.3.17. Avaliação do programa de imunização O sistema de Avaliação do Programa de Imunizações – API é um dos sistemas integrantes do SI-PNI, que tem pro finalidade o registro, por faixa etária das doses de imunobiológicos aplicadas e além de calcular a cobertura vacinal, por unidade básica, município, regional da Secretaria Estadual de Saúde, estado e país. Fornece ainda, as informações sobre rotina e campanhas, taxa de abandono e envio de boletins de imunização. É utilizado nos âmbitos federal, estadual, regional e municipal fazendo parte de um complexo controle do sistema vacinal do país que é o Programa Nacional de Vacinação – PNI. Este pro sua vez integra o Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) . Este SI apresenta informações referentes às doses de vacinas aplicadas, visando o controle das coberturas vacinais alcançadas, além de apontar o quantitativo de vacinas aplicadas por tipo de vacina, dose, faixa etária e as coberturas vacinais por tipo de vacina, ou seja, a proporção da população vacinada x cobertura mínima preconizada. 34 A alimentação correta e regular deste sistema contribui para demonstração dos dados vacinais, a partir dos quais poderão ser comprovados os avanços nas ações bem como as falhas possibilitando traçar estratégias de ação visando alcançar a meta de vacinação. 35 3. ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA 3.1. O Contexto da pesquisa Neste capítulo, é exposto o resultado da pesquisa através da análise de cada um dos itens, bem como uma breve exposição sobre a caracterização dos municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde. Os Municípios que compõe a Regional de Saúde são: Em termos populacionais são municípios pequenos, somente Cascavel, que é o município sede, conta com 57% do total de população da Regional, ou seja, 285.784 habitantes. Dos demais: 06 (seis) contam com até 5 mil habitantes; 10 (dez) até 10 mil habitantes, 07 (sete) até 20 mil habitantes; 01 (um) com 30 mil habitantes. No que diz respeito às ações de saúde todos são responsáveis pelas ações de atenção básica o que compreende todas as ações de proteção, promoção e recuperação da saúde da população do município. As ações de atenção básica compreendem ações de assistência, de vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, vigilância sobre meio ambiente e saúde do trabalhador, além de ações de regulação, controle, avaliação e auditoria. Em 16 municípios têm estrutura hospitalar, sendo que os hospitais são de baixa resolubilidade. Somente o município de Cascavel dispõe de serviços ambulatoriais, médicos e de apoio ao diagnóstico e tratamento e hospitalares de média e alta complexidade, para onde são referenciados os casos de maior complexidade através de um sistema de referência que compreende uma rede pactuada e integrada de serviços. Com o objetivo de identificar problemas relacionados ao uso dos diversos Sistemas de Informação em Saúde e com a pretensão de saber sobre nível de conhecimento que os trabalhadores de saúde dos municípios têm sobre estes aplicou-se um instrumento de pesquisa em forma de questionário à profissionais de saúde dos 25 municípios da área de abrangência de 10ª Regional , cujo questionário completo encontra-se no apêndice A. Com relação à formação dos entrevistados, 37 concluíram o 3º grau, 11 concluíram o 2º grau e um não informou. Isso demonstra que o nível de escolaridade é muito bom já que 76% dos entrevistados concluíram uma graduação, o que facilita a capacitação das equipes, pois os funcionários contam com um conhecimento já consolidado na área de formação possibilitando um crescimento significativo na área de planejamento. Quanto ao vínculo empregatício encontrou-se 30 são funcionários concursados, 13 estão em cargo de comissão e 06 são contratados. Como 61% dos entrevistados são 36 funcionários concursados é possível desenvolver um trabalho de capacitação com resultados muito positivos, pois, a fixação do funcionário em uma determinada secretaria garante continuidade de ações iniciadas e institucionalizadas independente de mudanças de gestão. Com relação à faixa etária foram encontrados os seguintes dados: de 22 à 29 anos – 17 ; de 30 à 39 anos – 18; de 40 à 49 anos – 11 e de 50 à 59 anos -03 trabalhadores. Isso revela que os trabalhadores de saúde que atuam nas áreas técnicas e de gestão são em sua maioria jovens, tendo grandes possibilidades de capacitação das equipes e garantia de continuidade dos trabalhos. 3.2. Os resultados da pesquisa sobre os Sistemas de Informação em Saúde nos Municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde Após a caracterização dos trabalhadores em saúde passa-se a realizar questionamentos acerca dos Sistemas de Informação em Saúde e a utilização destes no planejamento local, o nível de conhecimento acerca dos diversos SIS, além da realização do levantamento das principais dificuldades visando a partir dos dados apresentados a proposição de um projeto de ação. Questionados sobre se o município tem acesso a todos os sistemas de informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde, obtive-se as seguintes respostas: 46 responderam positivamente, 02 negativamente e 01 absteve-se de responder, revelando que os profissionais de saúde têm conhecimento sobre a existência de SI e da disponibilização destes ao município. Relativamente à utilização efetiva pela Secretaria Municipal de Saúde dos Sistemas de Informação, dentre as opções da pesquisa 23 entendem que servem apenas para digitar dados; outros 23 para produzir informações; 27 manifestaram que servem para dar subsídios para o planejamento local; 10 percebem que são usados para agrupar dados e 01 não manifestou sua opinião. Percebe-se que a maioria dos entrevistados entende os Sistemas de Informação como uma ferramenta de lançamento de dados e produção de informações. Entretanto, a minoria concebe os SIS como ferramenta para o planejamento local. Para obter informações sobre o nível de conhecimento e compreensão, dos profissionais de saúde, acerca dos diversos Sistemas de Informação em Saúde disponibilizados pelo Ministério da Saúde foi construído um quadro contendo os sistemas e as opções de conhecer todo o sistema, um pouco o ainda desconhece o sistema, ver apêndice B. Como os sistemas pesquisados são de uso regular no dia-a-dia dos trabalhadores de saúde, 37 considera-se que conhece todo o sistema é fazer uso regular, inserir os dados, e esporadicamente, acessa-o na busca de dados para o planejamento. Conhece um pouco significa insere ou não os dados, no entanto, não utiliza os dados e não processa as informações necessárias para o planejamento. E, desconhece, significa não utiliza o sistema, conseqüentemente, não o utiliza para o planejamento. 3.3. Síntese e análise dos resultados Os resultados são analisados a seguir, por Sistema de Informação, a partir de gráficos com a representação de: 1- Conhece todo; 2- Conhece um pouco; 3- Desconhece. · SIM – Sistema de Informação de Mortalidade 1 2 3 Gráfico 01 – Conhecimento sobre o SIM. Conforme gráfico 01 dos trabalhadores de saúde entrevistados 51% conhecem todo o SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) o que significa que além de inserir dados, também buscam esporadicamente os dados para subsidiar os trabalhos. 45% conhecem um pouco, usam o sistema, inserindo dados, no entanto, não utilizam os dados e nem processam as informações necessárias para o planejamento e 4% desconhecem. 38 · SINAN – Sistema de Informação de Agravos e Notificação 1 2 3 Gráfico 02 – Conhecimento sobre o SINAN. Em 53% demonstraram que conhecem o SINAN, inserem dados acessando-os quando solicitado, na época das pactuações para verificar quais foram os indicadores do período. Entretanto 47% responderam que conhecem um pouco, isso significa que não utilizam o sistema, para planejar e acompanhar as ações. · SINASC - Sistema de Informação de Nascidos Vivos 1 2 3 Gráfico 03 – Conhecimento sobre o SINASC. Dos entrevistados 47% afirmaram que conhecem todo o SINASC indicando que inserirem dados e buscam esporadicamente os dados para subsidiar as ações. 51% conhecem um pouco, utilizam o sistema para inserir dados, no entanto, fazem uso dos dados e não os processam para subsidiar o planejamento e 2% desconhecem o SI. 39 · SIA - Sistema de Informação Ambulatorial 1 2 3 Gráfico 04 – Conhecimento sobre o SIA. Em 22% dos entrevistados apontaram que conhecem o SIA, introduzindo dados como forma de receber a contrapartida financeira pelos procedimentos ambulatoriais realizados, 49% conhecem um pouco, sabem quais os objetivos do SI, mas não o utilizam para planejar suas ações e 14% não conhecem os SIA, conseqüentemente não o utilizam para o planejamento. · SIH - Sistema de Informação Hospitalar 1 2 3 Gráfico 05 – Conhecimento sobre o SIH. O gráfico 05 aponta que 16% conhecem o SIH, indicando que acessam o sistema para conferência de dados sobre as causas de internamentos dos pacientes, entretanto só o fazem na época de pactuação de indicadores de saúde. Outros 26% conhecem um pouco, não acessando o SIH, mas utilizam dados para avaliar as causas de internamentos. E, 31% desconhecem este SI, isso significa que este não é utilizado para ações de planejamento. 40 · SIES - Sistema de Informação de Insumos Estratégicos 1 2 3 Gráfico 06 – Conhecimento sobre o SIES. Dos trabalhadores de saúde dos municípios da 10ª Regional de Saúde somente 4% conhecem todo o SIES, 29% conhecem um pouco e 63% não conhecem o SI em questão. Pode-se inferir que o Sistema de Informação de insumos estratégicos é pouco conhecido não sendo utilizado no planejamento em saúde. · SISFAD - Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue 1 2 3 Gráfico 07 – Conhecimento sobre o SISFAD. O SISFAD é conhecido totalmente por 20% dos entrevistados que o utiliza para inserir e acompanhar os dados, já 54% conhecem um pouco, relatando que sabem da sua existência, quais os objetivos, mas, esporadicamente utilizam dados para traçar as ações. Ainda, 24% desconhecem o Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue. Apesar da importância deste SI é pouco utilizado para estruturar ações em saúde. 41 · SINAVISA - Sistema de Informação de Vigilância Sanitária 1 2 3 Gráfico 08 – Conhecimento sobre o SINAVISA. O SINAVISA é conhecido por 8% dos entrevistados, pouco conhecido por 57% e desconhecido de 35% o que significa dizer que este SI é subutilizado pela gestão municipal no planejamento local em saúde. · SISAGUA – Sistema de Informações sobre a qualidade da água para consumo humano 1 2 3 Gráfico 09 – Conhecimento sobre o SISAGUA. Observa-se que 12% dos entrevistados conhecem o SISAGUA, isto é utilizam o sistema para inserção de dados e esporadicamente utilizam os dados para planejar as ações. Por outro lado, 49% conhecem um pouco do SI sobre a qualidade da água para o consumo humano, sabem da sua existência, entretanto, somente têm acesso aos dados, via Regional de Saúde na época das pactuações dos indicadores (que é feita uma vez ao ano), e 39% não conhecem o SISAGUA, não o utilizando para embasar os programas de trabalho. 42 · SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica 1 2 3 Gráfico 10 – Conhecimento sobre o SIAB. O Sistema de Informação da Atenção Básica é conhecido de 55% dos entrevistados, pelo fato de lançarem dados e posteriormente acessarem o banco de dados para programar as ações da equipe. Já 41% conhecem um pouco, sendo sabedores da sua existência, mas não conhecem seu objetivo e funcionamento nem o utilizam no planejamento. Por fim, 4% desconhecem o SIAB, não fazendo uso dele para o planejamento do trabalho. · SISVAN - Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional 1 2 3 Gráfico 11 – Conhecimento sobre o SISVAN. 41% dos trabalhadores de saúde que responderam ao instrumento de pesquisa apontam conhecer todo o SISVAN, utilizando-o para verificar questões relacionadas à nutrição, principalmente das crianças. Também 51% apontaram conhecer um pouco do sistema, no sentido da saberem qual o objetivo, entretanto não o utilizam para planejar a atuação da equipe. E, 8% desconhecem o sistema. Estes dados fazem concluir que o SISVAN é subutilizado no planejamento local em saúde. 43 · CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 1 2 3 Gráfico 12 – Conhecimento sobre o CNES. Na tabulação dos dados foram encontrados 31% de entrevistados que conhecem todo o CNES, 53% conhecem um pouco e 16% o desconhecem. Como o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde é um sistema essencial para conhecer a capacidade instalada de cada serviço de saúde considera-se 31% um nível de conhecimento insuficiente entre os trabalhadores de saúde visto que em tese é essencial conhecer os serviços para poder estruturar qualquer plano, programa ou projeto. · CADSUS – Cadastro do SUS 1 2 3 Gráfico 13 – Conhecimento sobre o CADSUS. O instrumento de pesquisa revelou que 31% dos entrevistados conhecem todo o CADSUS, 61% conhecem um pouco e 8% desconhecem o sistema. Como o Cadastro do SUS é bastante amplo e complexo, pois, centraliza um número expressivo de dados – é evidente sua importância para o planejamento. Observa-se, entretanto, que é pouco conhecido, o que leva a deduzir sua não utilização no planejamento local em saúde. 44 · SISPRENATAL – Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério 1 2 3 Gráfico 14 – Conhecimento sobre o SISPRENATAL. O SISPRENATAL revela-se conhecido por 51% dos trabalhadores de saúde entrevistados. Pouco conhecido por 45% e desconhecido por 4%. Como este sistema é essencial para o acompanhamento das gestantes e recebimento de procedimentos realizados, entende-se que ainda não é suficientemente conhecido pelas equipes de saúde tendo em vista sua importância nas ações de assistência das equipes de saúde em nível municipal. · HIPERDIA – Sistema de Informação de acompanhamento do Programa de Hipertensão e Diabetes. 1 2 3 Gráfico 15 – Conhecimento sobre o HIPERDIA. Dos entrevistados, 39% revelaram conhecer todo o HIPERDIA, entretanto, 59% apontaram conhecer um pouco o sistema e 2 % desconhecer. Este sistema é essencial para planejar a assistência aos pacientes portadores de hipertensão e diabetes, bem como, a dispensação dos medicamentos. Neste sentido é essencial que a equipe de saúde tenha acesso regularmente aos dados. Os índices de conhecimentos revelam que o HIPERDIA está sendo subutilizado no planejamento das ações de saúde local. 45 · SIFAB – Sistema de Incentivo à Assistência Farmacêutica 1 2 3 Gráfico 16 – Conhecimento sobre o SIFAB. O instrumento de pesquisa apontou que 33% dos entrevistados conhecem todo o SIFAB, 37% conhecem um pouco e 30% desconhecem. Consideram que o sistema em questão é instrumento essencial no planejamento da assistência farmacêutica local os dados deste deveriam ser de conhecimento comum da equipe com vistas a um planejamento efetivo. Entretanto, os dados revelaram que apenas 1/3 dos trabalhadores de saúde têm conhecimento do sistema, o que nos leva a deduzir que é subutilizado. · API – Avaliação do Programa de Imunização 1 2 3 Gráfico 17 – Conhecimento sobre o API. O API é conhecido por 53% dos entrevistados, pouco conhecido por 41% e desconhecido de 6%. Considerando que este sistema é essencial para avaliação do programa de imunização entende-se que deveria ser acessado por todos os membros da equipe de saúde para que estes pudessem programar ações e curto, médio e longo prazo de acordo com os 46 dados. Apesar de 53% dos entrevistados revelarem conhecer o sistema é evidente a subutilização do uso dos dados dos sistemas do planejamento de ações na área de imunização. Analisando os índices de conhecimento sobre os Sistemas da Informação em Saúde analisados no instrumento de pesquisa depreende-se que os trabalhadores de saúde ligados à gestão municipal têm maior conhecimento dos Sistemas que estão diretamente ligados à assistência à saúde do cidadão e ao recebimento de recursos, ou seja, aquele em que o município realiza determinados procedimentos e em contrapartida recebe uma remuneração, como é o caso do SISPRENATAL, do HIPERDIA e, do SIAB. Já o SINAN, O SINASC, o SIM e o API, que são de alimentação compulsória além de serem utilizados regularmente pelas equipes de saúde nas suas ações tendo em vista que refletem dados, respectivamente, sobre do que as pessoas adoecem, como nascem, do que vem à óbitos e quais são os índices de vacinação alcançados estão igualmente ligados à assistência são de maior conhecimento da equipe. O SIA e o SIH, apesar de serem sistemas ligados a assistência são menos conhecidos das equipes de saúde dos municípios porque os dados de procedimentos ambulatoriais e hospitalares são na maioria das vezes lançados por prestadores de serviços privados e somente importados pelo Gestor de Saúde Estadual pelo fato dos municípios da 10ª Regional de Saúde terem assumido a gestão somente da atenção básica. Assim as equipes da saúde somente têm acesso a estes dados em situações específicas Por outro lado, os SIS das áreas de vigilância sanitária como o SINAVISA, o SIFAD; da vigilância ambiental, o SISAGUA e os Sistemas cadastrais como o CNES e o CADSUS, além dos relativos a insumos como o SIES e o SIFAB são menos conhecidos. A partir desta análise infere-se que os profissionais de saúde têm conhecimento maior sobre os SIS relativos à assistência e os remunerados pelos SUS. Já os SIS relativos às vigilâncias sanitária e ambiental, além dos cadastrais e os de controle de insumos são menos conhecidos, acredita-se que isso se deve ao fato de não causarem impactos aparentes e imediatos na saúde da população, assim, pode-se presumir que os SIS são subutilizados no planejamento em saúde local. Perguntado se os dados lançados nos Sistemas de Informação em Saúde são disponibilizados e discutidos com a equipe municipal de saúde desde a equipe de apoio, equipes da Unidade Básicas de Saúde e dos Programas de Saúde da Família. As respostas foram negativas em 28 e positivas em 21, isso significa que 57% não discutem os dados dos SIS com a equipe de saúde e somente 43% das equipes acessa esporadicamente os dados dos 47 SIS e os utiliza para avaliar as ações visando o estabelecimento e implementação de planos, programas e projetos em saúde. Questionados sobre quais os motivos da não utilização dos dados/informações contidos nos SIS no planejamento em saúde, foi apresentada uma questão de múltipla escolha onde cada trabalhador de saúde entrevistado teria que manifestar o grau de importância de cada item. Para tal, foi realizada a indicação de 13 itens onde o entrevistado apontava de 01(valor de alta importância) a 13 (valor de baixa importância). A tabela com os resultados encontra-se no apêndice como apêndice C, entretanto para facilitar a visualização são apresentados os dados contidos no apêndice C, agrupados em alta importância para valores do 1º ao 4º, representado no gráfico por 1; média importância para valores do 5º ao 9º, representado no gráfico por 2; e, de baixa importância os valores do 10º ao 13º, representado no gráfico por 3. Abaixo, os gráficos de importância dos itens avaliados. Não sabe acessar os Sistemas de Informação. 1 2 3 Gráfico 18 – Conhecimento sobre o acesso aos SI. Em 40% dos entrevistados apontaram que acessar os dados dos Sistemas de Informação é um motivo preponderante pelo qual os dados dos SIS não são utilizados no planejamento. Já 25% consideram ser um motivo de importância mediana e 35% entendem ser motivo de pouca importância. 48 Desconhece os dados que os Sistemas de informação fornecem. 1 2 3 Gráfico 19 – Conhecimento sobre os dados dos SI. Quanto ao conhecimento dos dados que os Sistemas de Informação fornecem, 28% entendem que o desconhecimento destes é um problema significativo; 42% aponta este como motivo e media relevância e 30% de pouca relevância no uso dos SIS no planejamento. Acha que os dados alimentados não refletem a realidade. 1 2 3 Gráfico 20 – Entende que os dados não refletem a realidade. Em relação ao grau de fidedignidade dos dados à realidade, 33% apontam como principal fator do não uso dos dados no planejamento o fato destes não refletirem a realidade; 46% consideram este um fator de média importância e 21% de baixa importância. 49 Não sabe interpretar os dados. 1 2 3 Gráfico 21 – Não sabe interpretar os dados. Dos trabalhadores de saúde entrevistados, 18% apontam que não saber interpretar os dados é um aspecto relevante no não uso dos dados dos SIS no planejamento. 52% apontam este fator como sendo de média importância e 30% entendem que este não é significativo, pois, sabem interpretar os dados contidos nos SIS. Os sistemas de Informação são muito complexos. 1 2 3 Gráfico 22 – Os SI são muito complexos. O fato dos Sistemas de Informação serem muito complexos é fator impeditivo do uso dos dados dos SIS no planejamento local para 38% dos entrevistados; Outros 44% aponta a complexidade dos SI como motivo de média importância do não uso no planejamento. E, 18% consideram este um fator pouco importante. 50 Faltam profissionais capacitados no município para trabalhar com os dados. 1 2 3 Gráfico 23 – Faltam profissionais capacitados nos municípios para trabalhar os dados. A falta de profissionais capacitados no município para trabalhar com os dados é apontada como de grande importância no não uso dos dados dos SI no planejamento por 37% dos entrevistados, entretanto, 42% apontou como aspecto de média relevância e 21% de baixa relevância. Faltam equipamentos adequados. 1 2 3 Gráfico 24 – Faltam equipamentos adequados. Em 13% entendem que a falta de equipamentos adequados é fator relevante para o não uso dos SI no planejamento. Já 47% apontam ser este um fator de média importância e 40% de pouca importância. Isso nos lava a inferir que os municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde têm, em sua maioria, equipamentos de informática adequados às necessidades de trabalho. 51 Não tem acesso à Internet. 1 2 3 Gráfico 25 – Não tem acesso à internet. Como 10% apontou o não acesso a internet como problema relevante ao não uso dos SIS no planejamento, 17% como sendo de média importância e 73% de baixa relevância conclui-se que este não é um aspecto impeditivo do uso dos SIS no planejamento local. Acha que os dados não são importantes para planejar. 1 2 3 Gráfico 26 – Acha que os dados não são importantes para planejar. Que os dados não são importantes para planejar é entendido como sendo aspecto relevante para o não uso dos dados dos SI no planejamento para 8% dos entrevistados, já 35% entende ser esse um aspecto de média importância e 57% elencou este como fator de baixa importância. Entende-se que os profissionais de saúde creditam a devida importância aos dados contidos nos sistemas e ao uso destes no planejamento. 52 Não há planejamento institucionalizado. 1 2 3 Gráfico 27 – Não há planejamento institucionalizado. Dos profissionais que responderam ao instrumento de pesquisa 61% apontam como fator de alta importância o não uso dos dados no planejamento pelo fato de não haver planejamento institucionalizado. 29% entendem ser este um aspecto de média importância e 10% de baixa importância. As informações dos Sistemas são insuficientes para realizar planejamento local. 1 2 3 Gráfico 28 – As informações dos sistemas são insuficientes para realizar planejamento local. Que as informações dos sistemas são insuficientes para realizar o planejamento local é importante para 28% dos entrevistados. Entretanto, na avaliação de 52% dos entrevistados este é um problema de média importância, e 20% consideram que este não é relevante entendendo que as informações são suficientes para o planejamento local em saúde. 53 Os treinamentos nos sistemas foram insuficientes. 1 2 3 Gráfico 29 – Os treinamentos nos sistemas foram insuficientes. O treinamento insuficiente nos sistemas foi considerado um problema relevante impeditivo do uso dos SIS no planejamento para 53% dos entrevistados. Para 33% este é um problema de média relevância e para 14% não têm relevância. Falta suporte técnico nos sistemas. 1 2 3 Gráfico 30 – Falta suporte técnico nos sistemas. De acordo com os dados do gráfico 30, 63% dos entrevistados consideraram a falta de suporte técnico nos sistemas um aspecto relevante no não uso destes no planejamento; já 21% entendem ser este um problema de média importância e 16% disse que é de pouca importância. Ao analisar as respostas sobre o nível e importância que os quesitos apresentados no instrumento de pesquisa têm no não uso sistemático dos dados/informações contidos nos SIS para o planejamento local em saúde obtive-se como resultado que são considerados de alta relevância pelo fato de 50% dos entrevistados terem considerado com sendo de alta importância: - Não há planejamento institucionalizado; 54 - Os treinamentos nos sistemas foram insuficientes; - Falta suporte técnico nos sistemas. Consideram-se como sendo de média relevância os itens que foram indicados por mais de 50% dos entrevistados na somatória das indicações de alta importância e média importância, quais sejam: - Não sabe acessar os dados; - Desconhece os dados que os Sistemas de Informação fornecem; - Acha que os dados alimentados não refletem a realidade; - Não sabe interpretar os dados; - Os Sistemas de Informação são muito complexos; - Faltam profissionais capacitados no município para trabalhar com os dados; - Faltam equipamentos adequados; - As informações dos Sistemas são insuficientes para realizar planejamento local. Os itens que apareceram como sendo de pouca relevância e que, portanto, não interferem negativamente no planejamento local são: - Não tem acesso à Internet; - Acha que os dados não são importantes para planejar. Há outros aspectos que influenciam negativamente na utilização efetiva dos dados dos Sistemas de Informação em Saúde, como: - Falta de conhecimento no acesso dos sistemas; - Falta de conhecimento dos dados que esses sistemas fornecem; - Entendimento de que os dados não refletem a realidade e são insuficientes para planejar; - Dificuldades na interpretação dos dados; - Falta de capacitação dos profissionais para trabalhar com sistemas considerados complexos; - Os equipamentos são inadequados para inserir e consultar a base dados. Depreende-se, a partir da análise quantitativa das respostas obtidas através do questionário, que a gestão municipal de saúde, dos municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde, não tem institucionalizado um planejamento local com base nos diversos Sistemas de Informação, primeiramente porque não há planejamento institucionalizado, também porque os treinamentos nos sistemas foram insuficientes além de faltar suporte técnico nos sistemas. 55 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O planejamento em saúde é essencial para que a gestão possa ter ações efetivas, e os Sistemas de Informação em Saúde são de grande valia no processo de planejamento, pois, fornecem uma gama de dados e informações importantes acerca do perfil de saúde de uma determinada população, além do que, a partir de dados atualizados é possível avaliar a efetividade dos planos, programas e projetos que estão sendo implementados pelos gestores de saúde. Não se pode perder de vista que os recursos humanos, as tecnologias e a organização municipal têm grande importância neste processo. Recursos humanos capacitados, acesso a tecnologia da informação adequada e dados atualizados são essenciais na formulação do plano municipal de saúde. Além disso, a maturidade organizacional e a vontade política são preponderantes na institucionalização de políticas estruturantes que levem em consideração a realidade local. Nesse sentido retoma-se o conceito de Sistema de Informação da Organização Mundial da Saúde: Sistema de Informação é um mecanismo de coleta, processamento, análise e transmissão da informação necessária para se planejar, organizar, operar e avaliar os serviços de saúde. A par de Sistemas de Informação que proporcionam dados sobre a saúde da população necessita-se de profissionais capacitados e habilitados a utilizar esses sistemas no planejamento das ações locais de saúde. A alimentação correta dos dados e a criação de processos ágeis de disseminação das informações são essenciais para intervenções resolutivas em tempo real frente às questões de saúde. A diversidade dos problemas, a complexidade das tarefas (promoção, proteção e recuperação da saúde) e o perfil epidemiológico de uma dada população exigem ações concretas do gestor. Instituicionalizar essas ações através da utilização de diversos Sistemas de Informação em Saúde requer vontade política e maturidade da gestão. A maturidade organizacional da gestão pública de saúde decorre invariavelmente do efetivo conhecimento dos diversos Sistemas de Informação em Saúde, pois, uma equipe que conhece os Sistemas e os dados fornecidos por esses irá incorporá-los na prática do dia-adia. Aliado a isso, o conhecimento dos dados sobre as condições de saúde e do perfil epidemiológico da população proporcionam ao gestor informações adequadas e suficientes para a construção de um diagnóstico da situação desencadeando o que pode se chamar de vontade política para um planejamento efetivo e de acordo com as prioridades locais. 56 Ao proceder a análise dos resultados do instrumento de pesquisa observou-se que o desconhecimento dos Sistemas de Informação em Saúde leva a subutilização dos dados destes no planejamento local. Como causas da subutilização dos dados no planejamento local não se pode perder de vista a complexidade dos SIS, apontadas por um número significativo de entrevistados, aliada a falta de capacitação e a não institucionalização do planejamento. De acordo com os dados levantados no instrumento de pesquisa o elevado grau de desconhecimento sobre os Sistemas de Informação em Saúde decorrente da complexidade destes, o desconhecimento e a dificuldade de interpretação dos dados disponíveis são fruto de treinamentos insuficientes, falta de suporte técnico e a não institucionalização do planejamento que levam a subutilização dos dados no planejamento local. Conforme demonstrado na análise da pesquisa os profissionais de saúde têm conhecimento maior sobre os Sistemas de Informação em Saúde relativos à assistência, os remunerados pelos SUS e os epidemiológicos uma vez que os últimos causam impacto imediato nos indicadores de saúde da população. Já os Sistemas de Informação em Saúde relativos às vigilâncias sanitária e ambiental, além dos cadastrais e os de controle de insumos, apesar de serem tão importantes para a gestão como os anteriores, são menos conhecidos. Acredita-se que isso se deve ao fato de não causarem impactos aparentes e imediatos na saúde da população. Outro aspecto relevante é que 57% não discutem os dados dos Sistemas de Informação em Saúde com a equipe de saúde e somente 43% das equipes acessa esporadicamente os dados utilizando-os para avaliar as ações visando o estabelecimento e implementação de planos, programas e projetos em saúde, isso reforça a tese de subutilização dos dados como subsídio para o planejamento local em saúde. Apesar do uso da tecnologia da informação para melhorar a qualidade e a amplitude das ações na área da saúde pública ainda é necessário melhorar a qualidade das informações e o uso efetivo destas no planejamento das ações. Algumas iniciativas precisam ser tomadas na definição de uma política sobre a informática e a informação em saúde, como por exemplo: a capacitação e a reciclagem periódica dos profissionais de saúde dos municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde a fim de permitir um adequado gerenciamento e utilização dos dados no processo de planejamento em saúde. Esse projeto monográfico sugere uma proposta de capacitação dos trabalhadores (área de saúde) dos municípios pesquisados em Sistemas de Informação em Saúde voltado para a formulação de políticas, planos, programas, projetos, análise da situação e 57 determinação de prioridades em saúde aliada a detecção das necessidades e da oferta de ações e serviços. Com isso, almeja-se a melhora da capacidade da gestão na implantação de políticas públicas estruturantes na área da saúde. Ressalta-se ainda, que após a realização do presente trabalho, quando ainda em fase de conclusão, antes mesmo da apresentação para banca examinadora, os resultados foram apresentados à equipe da Divisão de Informação e Análise da Situação da 10ª Regional de Saúde. Depois de discutidos resultaram na construção de projetos de capacitação em Sistemas de Informação em Saúde objetivando implementação junto aos trabalhadores de saúde dos municípios da área de abrangência desta Regional. Os projetos de capacitação Sistemas de Informação em Saúde foram apresentados por esta equipe na reunião do dia 05 de dezembro de 2008 aos membros do Pólo de Educação Permanente, composto por membros da Regional, do Controle Social e das Universidades locais. Houve a aprovação para encaminhamento à Escola de Saúde Pública do Paraná/ Secretaria de Estado da Saúde no inicio do ano de 2009 para serem implementados ainda no primeiro semestre. Frente a este resultado sugere-se que o questionário aplicado para construção deste trabalho monográfico seja aplicado como ferramenta de avaliação nas 22 Regionais de Saúde do Estado do Paraná seguindo a análise dos resultados de acordo com este trabalho. 58 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Avaliação do Programa de Imunização. http://pni.datasus.gov.br/apresentacao.asp. Acesso: 13 out. 2008. Disponível em: BIO, Sérgio. R. Sistemas de Informação: um enfoque gerencial. São Paulo: Editora Atlas. 1985. Cadastro Nacional do SUS. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/area.cfm?id_area=943. Acesso: 13 out. 2008. Cadastro Nacional do SUS. Disponível em: Acesso: 11 nov. 2008. http://cartaonet.datasus.gov.br/geral.asp. CAMPOS FILHO, Maurício P. Os Sistemas de Informação e as modernas tendências da tecnologia e dos negócios. Revista de Administração de Organizações, (Nov/Dez/94), p. 33 a 45. DIAS, Fernando Skackauskas. 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Acesso em 03 set. 2008. 61 APÊNDICE 62 APÊNDICE A - Instrumento de pesquisa Pesquisa sobre os Sistemas de Informações em Saúde nos municípios da área de abrangência da 10ª Regional de Saúde 1) Cargo:.............................................................................................................. 2) Formação:........................................................................................................ 3) Vínculo:............................................................................................................ 4) Sexo ....................................... Idade............................................................. 5) O município tem acesso a todos os sistemas de informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde. ( ) sim ( ) não 6) Na sua opinião, na Secretaria Municipal de Saúde, os Sistemas de Informação são efetivamente utilizados para: ( ) digitar os dados; ( ) agrupar os dados; ( ) produzir informações; ( ) dar subsídios para o planejamento local em saúde. 7) Dos Sistemas de Informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde abaixo, manifeste o seu nível de conhecimento? O preenchimento dos itens abaixo deverá estar relacionado ao seu conhecimento e compreensão quanto aos itens relacionados. • SIM – Sistema de Informação de Mortalidade ( ) todo ( ) um pouco ( ) desconhece • SINAN – Sistema de Informação de Agravos e ( ) todo Notificação ( ) um pouco ( ) desconhece • SINASC - Sistema de Informação de Nascidos ( ) todo Vivos ( ) um pouco ( ) desconhece • SIA - Sistema de Informação Ambulatorial ( ) todo ( ) um pouco ( ) desconhece 63 • SIH - Sistema de Informação Hospitalar ( ) todo ( ) um pouco ( ) desconhece • SIES - Sistema de Informação de Insumos ( ) todo Estratégicos ( ) um pouco ( ) desconhece • SISFAD - Sistema de Informação de Febre ( ) todo Amarela e Dengue ( ) um pouco ( ) desconhece • SINAVISA - Sistema de Informação de Vigilância ( ) todo Sanitária ( ) um pouco ( ) desconhece • SISAGUA – Sistema de Informações sobre a ( ) todo qualidade da água para consumo humano ( ) um pouco ( ) desconhece • SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica ( ) todo ( ) um pouco ( ) desconhece • SISVAN - Sistema de Informação de Vigilância ( ) todo Alimentar e Nutricional ( ) um pouco ( ) desconhece • CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos ( ) todo de Saúde ( ) um pouco ( ) desconhece • CADSUS – Cadastro do SUS ( ) todo ( ) um pouco ( ) desconhece • SISPRENATAL – Sistema de Informações do ( ) todo Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério ( ) um pouco ( ) desconhece • HIPERDIA – Sistema de Informação de ( ) todo acompanhamento do Programa de Hipertensão e Diabetes. ( ) um pouco ( ) desconhece • SIFAB – Sistema de Incentivo à Assistência ( ) todo Farmacêutica ( ) todo API – Avaliação do Programa de Imunização ( ) um pouco ( ) desconhece ( ) um pouco ( ) desconhece • 8) Os dados lançados nos Sistemas de Informação em Saúde são disponibilizados e discutidos com a equipe municipal de saúde desde a equipe de apoio, equipes da Unidade Básicas de Saúde e dos Programas de Saúde da Família? ( ) sim ( ) não 9) Em sendo seu entendimento de que os dados/informações não estão sendo sistematicamente utilizados no planejamento local em saúde, quais os motivos da não utilização. Marque com números de 1 a 13 em ordem de importância. ( ) Não sabe acessar os Sistemas de Informação; ( ) Desconhece os dados que os Sistemas de informação fornecem; 64 ( ) Acha que os dados alimentados não refletem a realidade; ( ) Não sabe interpretar os dados; ( ) Os sistemas de Informação são muito complexos; ( ) Faltam profissionais capacitados no município para trabalhar com os dados; ( ) Faltam equipamentos adequados; ( ) Não tem acesso à Internet; ( ) Acha que os dados não são importantes para planejar; ( ) Não há planejamento institucionalizado; ( ) As informações dos Sistemas são insuficientes para realizar planejamento local; ( ) Os treinamentos nos sistemas foram insuficientes; ( ) Falta suporte técnico nos sistemas; 65 APÊNDICE B - Resultado da pesquisa sobre o nível de conhecimento acerca dos Sistemas de Informação Questão nº. 7. Dos Sistemas de Informação disponibilizados pelo Ministério da Saúde abaixo, manifeste o seu nível de conhecimento? O preenchimento dos itens abaixo deverá estar relacionado ao seu conhecimento e compreensão quanto aos itens relacionados. TODO UM POUCO DESCONHECE SISTEMA DE INFORMAÇÃO • SIM – Sistema de Informação de Mortalidade 25 22 02 • SINAN – Sistema de Informação de Agravos e Notificação 26 23 0 • SINASC - Sistema de Informação de Nascidos Vivos 23 25 01 • SIA - Sistema de Informação Ambulatorial 11 24 14 • SIH - Sistema de Informação Hospitalar 08 26 15 • SIES - Sistema de Informação de Insumos Estratégicos 04 14 31 • SISFAD - Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue 10 27 12 • SINAVISA - Sistema de Informação de Vigilância Sanitária 04 28 17 • SISAGUA – Sistema de Informações sobre a qualidade da água para consumo humano 06 24 19 • SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica 27 20 02 • SISVAN - Sistema de Informação Vigilância Alimentar e Nutricional de 20 25 04 • CNES – Cadastro Estabelecimentos de Saúde de 15 26 08 • CADSUS – Cadastro do SUS 15 30 04 Nacional 66 • SISPRENATAL – Sistema de Informações do Programa de Humanização do Pré-Natal, Parto e Puerpério 25 22 02 • HIPERDIA – Sistema de Informação de acompanhamento do Programa de Hipertensão e Diabetes. 19 29 01 • SIFAB – Sistema de Incentivo à Assistência Farmacêutica API – Avaliação do Programa de Imunização 18 20 16 26 20 03 • 67 APÊNDICE C - Resultado da pesquisa quanto às dificuldades encontradas no uso dos Sistemas de Informação Questão nº. 9. Em sendo seu entendimento de que os dados/informações não estão sendo sistematicamente utilizados no planejamento local em saúde, quais os motivos da não utilização. Marque com números de 1 a 13 em ordem de importância. Não sabe acessar os Sistemas de Informação. 01 considerou ser o 1º; 03 consideraram ser o 2º; 09 entrevistados consideraram 3º; 03 entrevistados consideraram 4º; 02 entrevistados consideraram 5º; 02 entrevistados consideraram 6º; 03 entrevistados consideraram 7º; 02 entrevistados consideraram 8º; 01 entrevistado considerou 9º; 02 entrevistados consideraram 10º; 02 entrevistados consideraram 11º; 06 entrevistados consideraram o 12º; 04 entrevistados consideraram em 13º. Desconhece os dados que os Sistemas de informação fornecem. 02 entrevistados consideraram 1º; 02 entrevistados consideraram 2º; 01 entrevistado considerou 3º; 06 entrevistados consideraram 4º; 3 entrevistados consideraram 5º; 05 entrevistados consideraram 6º; 04 entrevistados consideraram 7º; 03 entrevistados consideraram 8º; 02 entrevistados consideraram 9º; 04 entrevistados consideraram 10º; 04 entrevistados consideraram 11º; 01 entrevistado considerou 12º; 03 entrevistados consideraram 13º. Acha que os dados alimentados não refletem a realidade. 07 entrevistados consideraram 1º; 01 entrevistado considerou 2º; 04 entrevistados consideraram 3º; 01 entrevistado considerou 4º; 05 entrevistados consideraram 5º; 02 entrevistados consideraram 6º; 03 entrevistados consideraram 7º; 05 entrevistados consideraram 8º; 03 entrevistados consideraram 9º; 03 entrevistados consideraram 10º; 03 entrevistados consideraram 11º; 02 entrevistados consideraram 12º; 00 entrevistado considerou 13º. Não sabe interpretar os dados. 02 entrevistados consideraram 1º; 04 entrevistados consideraram 2º; 00 entrevistado considerou 3º; 01 entrevistado considerou 4º; entrevistados consideraram 6º; 01 entrevistado considerou 5º; 05 entrevistados consideraram 7º; 03 05 entrevistados consideraram 8º; 07 entrevistados consideraram 9º; 03 entrevistados consideraram 10º; 03 68 entrevistados consideraram 11º; 05 entrevistados consideraram 12º; 01 entrevistado considerou 13º Os sistemas de Informação são muito complexos. 03 entrevistados consideraram 1º; 02 entrevistados consideraram 2º; 02 entrevistados consideraram 3º; 08 entrevistados consideraram 4º; 04 entrevistados consideraram 5º; 05 entrevistados consideraram 6º; 05 entrevistados consideraram 7º; 02 entrevistados consideraram 8º; 02 entrevistados consideraram 9º; 03 entrevistados consideraram 10º; 01 entrevistado considerou 11º; 02 entrevistados consideraram 12º; 01 entrevistado considerou 13º. Faltam profissionais capacitados no município para trabalhar com os dados. 10 entrevistados consideraram 1º; 02 entrevistados consideraram 2º; 02 entrevistados consideraram 3º; 02 entrevistados consideraram 4º; 05 entrevistados consideraram 5º; 05 entrevistados consideraram 6º; 02 entrevistados consideraram 7º; 05 entrevistados consideraram 8º; 01 entrevistado considerou 9º; 03 entrevistados consideraram 10º; 00 entrevistado considerou 11º; 02 entrevistados consideraram 12º; 04 entrevistados consideraram 13º. Faltam equipamentos adequados. 01 entrevistado considerou 1º; 00 entrevistado considerou 2º; 02 entrevistados consideraram 3º; 02 entrevistados consideraram 4º; 04 entrevistados consideraram 5º; 03 entrevistados consideraram 6º; 04 entrevistados consideraram 7º; 04 entrevistados consideraram 8º; 04 entrevistados consideraram 9º; 07 entrevistados consideraram 10º; 04 entrevistados consideraram 11º; 03 entrevistados consideraram 12º; 02 entrevistados consideraram 13º. Não tem acesso à Internet. 00 entrevistado considerou 1º; consideraram 3º; 02 entrevistados consideraram 2º; 00 entrevistado considerou 4º; 02 entrevistados 00 entrevistado considero 5º; 01 entrevistado considerou 6º; 01 entrevistado considerou 7º; 00 entrevistado considerou 8º; 05 entrevistados consideraram 9º; 01 entrevistado considerou 10º; 08 entrevistados consideraram 11º; 05 entrevistados consideraram 12º; 16 entrevistados consideraram 13º. Acha que os dados não são importantes para planejar. 69 00 entrevistado considerou 1º; 02 entrevistados consideraram 2º ; 01 entrevistado considerou 3º; 00 entrevistado considerou 4º; 03 entrevistados consideraram 5º; 02 entrevistados consideraram 6º; 01 entrevistado considerou 7º; 07 entrevistados consideraram 8º; 01 entrevistado considerou 9º; 01 entrevistado considerou 10º; 03 entrevistados consideraram 11º; 07 entrevistados consideraram 12º; 12 entrevistados consideraram 13º. Não há planejamento institucionalizado; 16 entrevistados consideraram 1º; 05 entrevistados consideraram 2º; 02 entrevistados consideraram 3º; 02 entrevistados consideraram 4º; 02 entrevistados consideraram 5º; 04 entrevistados consideraram 6º; 04 entrevistados consideraram 7º; 00 entrevistado considerou 8º; 02 entrevistados consideraram 9º; 01 entrevistado considerou 10º; 03 entrevistados consideraram 11º; 00 entrevistado considerou 12º; 00 entrevistado considerou 13º. As informações dos Sistemas são insuficientes para realizar planejamento local. 01 entrevistado considerou 1º; 04 entrevistados consideraram 2º; 00 entrevistado considerou 3º; 06 entrevistados consideraram 4º; 03 entrevistados consideraram 5º; 03 entrevistados consideraram 6º; 04 entrevistados consideraram 7º; 08 entrevistados consideraram 8º; 03 entrevistados consideraram 9º; 04 entrevistados consideraram 10º; 04 entrevistados consideraram 11º; 00 entrevistado considerou 12º; 00 entrevistado considerou 13º Os treinamentos nos sistemas foram insuficientes. 08 entrevistados consideraram 1º; 07 entrevistados consideraram 2º; 04 entrevistados consideraram 3º; 03 entrevistados consideraram 4º; 04 entrevistados consideraram 5º; 02 entrevistados consideraram 6º; 02 entrevistados consideraram 7º; 00 entrevistado considerou 8º; 06 entrevistados consideraram 9º; 03 entrevistados consideraram 10º; 00 entrevistado considerou 11º; 01 entrevistado considerou 12º; 02 entrevistados consideraram 13º. Falta suporte técnico nos sistemas. 06 entrevistados consideraram 1º; 10 entrevistados consideraram 2º; 07 entrevistados consideraram 3º; 04 entrevistados consideraram 4º; 02 entrevistados consideraram 5º; 03 entrevistados consideraram 6º; 03 entrevistados consideraram 7º; 01 entrevistado considerou 8º; 00 entrevistado considerou 9º; 01 entrevistado considerou 10º; 02 entrevistados consideraram 11º; 03 entrevistados consideraram 12º; 01 entrevistado considerou 13º.