1. INTRODUÇÃO
No processo de aquisição de uma língua como língua estrangeira (L2),
percebem-se naturalmente diversas dificuldades na produção de certos fones/sons de seu
inventário. Cunhou-se o termo interlíngua para designar a linguagem do aprendiz
durante o processo de aquisição da língua alvo (L2), ou como coloca ELLIS (1994, p.
16): “[interlíngua é 1] um sistema de transição que reflete o conhecimento de L2
presente do aprendiz”.
Especificamente no caso da fonologia, se aceita amplamente o fato de que a
primeira língua do aprendiz influencia a aquisição da fonologia da segunda (ECKMAN,
2004, p. 515).
Segundo Flege (1995), em seu Speech Learning Model (SLM), que baseia seu
estudo em similaridades e equivalências entre duas línguas – língua mãe (L1) e língua
alvo (L2), justamente os sons equivalentes ou similares são os mais difíceis de serem
reproduzidos, pois o aprendiz os percebe como sendo os mesmos sons de sua língua
mãe, e não como um som novo, ou de uma nova categoria.
A produção dos fonemas / / e / / em posição de coda pode enquadrar-se
nestes casos onde ocorrem dificuldades, se tomarmos o português como primeira língua
ou língua mãe, e o inglês como a língua alvo. A falta de observação da diferenciação
entre o inglês e o português na produção dos segmentos/sons [ ] e [ ] nesta posição
(eles não ocorrem em final de sílaba em português; o que ocorre é que o grafema “m”
ocorre em final de palavra, porém apenas marca a nasalização da vogal antecedente2)
pode ser uma das causas dos problemas de pronúncia das seqüências vogal + consoante
nasal. Segundo ELLIS, se constatados sistematicamente, constituiriam casos de “erros
por transferência de estruturas”, ou simplesmente de “transferência”, “que ocorrem
quando o aluno utiliza alguma característica de L1 (fonológica, lexical, gramatical ou
1
A tradução dos textos cujos originais estão em inglês é de responsabilidade da autora deste trabalho. Os
originais aparecerão em nota de rodapé, em itálico.
…a transitional system reflecting the learner’s current L2 knowledge.
2
A nasalidade no português é um aspecto ainda bastante controverso. Será abordada posteriormente neste
trabalho, quando da revisão de literatura, no capítulo 2.
2
pragmática) ao invés daquela característica desejada da língua alvo”3 (ELLIS, 1994, p.
59).
Outro aspecto a ser considerado, quando abordamos o problema de pronúncia
de alunos de inglês, é o próprio processo de ensino-aprendizagem. Os livros didáticos
de ensino de língua inglesa normalmente apresentam seções que privilegiam a
pronúncia padrão. São comuns exercícios que mostram claramente o contraste, por
exemplo, entre os sons de vogais (sheep [ovelha] x ship [navio]), consoantes
consideradas “problema” (thin [magro] x tin [lata, no inglês britânico)], questões
relacionadas à tonicidade, ritmo, entonação e outros aspectos relevantes de pronúncia,
que melhoram tanto a compreensão auditiva, quanto a clareza do discurso em inglês. Há
também alguns livros de apoio, que privilegiam especificamente a pronúncia. No
entanto, no caso de [ ] e [ ] em codas, talvez por não serem considerados sons
“problema”, muito pouco é dito. Os professores de língua inglesa, por sua vez, talvez
também por não terem uma percepção clara de como se processa a produção destes sons
quanto ao ponto e modo de sua articulação, especialmente em posição de final de sílaba,
falham ao dar aos alunos o feedback necessário, e o problema persiste.
Decorre destas observações a hipótese de que os alunos brasileiros de inglês
transferem para esta língua o conhecimento que têm do sistema fônico do português e
suas convenções ortográficas, tendendo a produzir vogais nasalizadas, sem fazer
distinção entre [ ] e [ ] em final de sílaba. Uma palavra como “pin” seria, então,
provavelmente realizada como [
].
O presente trabalho busca, portanto, identificar através de análise acústica, o
que é produzido por aprendizes de inglês de nível pré-intermediário, cuja língua
materna é o português brasileiro, nas codas de palavras inglesas monossilábicas que
possuem a seqüência: vogal + consoante nasal ([ ] e [ ]), utilizando-se pares mínimos
cujo contraste reside exatamente no som nasal, em dois ambientes distintos de vogal
precedente à nasal: [ ] e [ ], e havendo silêncio após a nasal para se evitarem
problemas de co-articulação, muito comuns entre estas.
Optou-se pela análise acústica de palavras onde ocorrem [ ] e [ ] em codas,
ao invés da análise de outiva simplesmente, pois a caracterização de outiva do contraste
3
[ “ Transfer of structure” ] arises when the learner utilizes some L1 feature(phonological, lexical,
grammatical , or pragmatic) rather than that of the target language.
3
entre tais segmentos parece ser difícil até mesmo para falantes nativos: “...crianças
cegas têm dificuldade em aprender contrastes fáceis de ver e difíceis de ouvir como os
de [ ] e [ ]”4 SCHWARTZ et al. (2002, p. 264). De 451 línguas estudadas por estes
pesquisadores (UPSID-451 Database), 94% têm um contraste entre [ ] e [ ], porém
eles concluem que é a alta “visibilidade” do contraste o que desempenha um papel
importante no fato de que é quase universal (Ibid, p.279). KLUGE (2004, p. 42) em seu
estudo de percepção e produção de nasais em final de sílaba, ao realizar testes de
percepção entre falantes nativos de inglês em relação ao contraste [ ] x [ ], obteve em
média 78.33% de acertos, o que também reitera a dificuldade de outiva de tal contraste
até mesmo entre falantes nativos.
Portanto, através da análise espectrográfica da produção de tais segmentos,
espera-se verificar, se não o que está sendo produzido, a tendência dos alunos no seu
processo de aquisição, isto é, sua interlíngua, comparativamente ao que falantes nativos
produzem em situação similar. A análise que será realizada neste trabalho será, então,
eminentemente comparativa, e para isto foi feita uma análise acústica mais detalhada da
produção dos dois nativos que compõem o grupo controle, para que se obtivessem
parâmetros confiáveis na análise da produção dos aprendizes.
Então, o objetivo geral desta dissertação é observar e descrever, através da
análise acústica, o que falantes nativos do português brasileiro estudando a língua
inglesa em nível intermediário produzem ao realizar os sons relativos aos fonemas
nasais / / e / / em codas de palavras monossilábicas, comparativamente ao que é
produzido por falantes nativos de inglês.
Os objetivos específicos, por sua vez, consistem em: a) verificar a existência
de diferenças acústicas entre nasais bilabiais e aveolares em codas de monossílabos
produzidas por falantes nativos de inglês (grupo controle) para a definição de
parâmetros comparativos; b) comparar a produção dos alunos de nível intermediário no
estudo da língua inglesa com a do grupo controle com base no(s) parâmetro(s)
comparativo(s) definido(s) previamente, verificando a similaridade de sua produção
com a do grupo controle; c) tentar estabelecer se há ou não efeitos de ambientes (vogal
antecedente à nasal) diversos na produção das nasais, favorecendo ou não tal produção.
4
...blind children have difficulty in learning easy-to-see and hard-to-hear contrasts such as [ ] vs. [ ].
4
A estrutura desta dissertação está alicerçada em cinco capítulos. Além deste
primeiro, introdutório, tem-se outros quatro. O capítulo 2 trata de uma revisão da
literatura, com concentração na análise acústica, passando também por tópicos como a
nasalização, tanto na língua inglesa, quanto na portuguesa, e estudos já realizados na
interlíngua sobre nasais. O capítulo 3 desenvolve os aspectos metodológicos de como
foi realizada a pesquisa. No capítulo 4 são apresentados os resultados da análise dos
dados e discussão sobre os mesmos, e no capítulo 5 são apresentadas as conclusões do
trabalho de pesquisa.
5
2. REVISÃO DE LITERATURA
Uma das hipóteses deste trabalho de pesquisa é a de que os alunos
brasileiros de inglês transferem para esta língua o conhecimento que têm do sistema
fônico do português, isto é, este trabalho aborda a questão de transferência de
características de L1 (língua mãe) para L2 (língua alvo).
Segundo ELLIS (1994, p. 28), “transferência de L1 usualmente se refere
à incorporação de características da L1 nos sistemas de conhecimento da L2 que o
aluno está tentando construir” 5. Como o termo “transferência” estava relacionado a
teorias behavioristas de aprendizagem de L26, há uma questão terminológica ainda
em aberto, sendo que Sharwood Smith & Kellerman (SHARWOOD SMITH &
KELLERMAN7, apud ELLIS, 1994, p. 301) sugerem o termo “influência interlingüística” (“crosslinguistic influence”), como sendo neutro, independente de
teorias de aquisição. Porém como o uso do termo “transferência” tem persistido, a
definição de Odlin é bastante pertinente para este trabalho de pesquisa:
“transferência é a influência resultante da similaridades e diferenças entre a língua
alvo e quaisquer outras línguas que tenham sido previamente (e talvez
não
8
corretamente) adquiridas. ( ODLIN, 1989, p. 27)
A questão de transferência de características de L1 nos sistemas de L2 é
considerada de relevância: “Apesar de contra-argumentos, entretanto, há um
crescente e vasto campo de pesquisa que indica que a transferência é realmente um
fator muito importante na aquisição de uma segunda língua ”(ODLIN, 1989, p.3-4)9.
Esta transferência é evidente em todos os aspectos da língua – fonologia, sintaxe,
semântica, pragmática. Reconhece-se, no entanto, que a transferência é mais
pronunciada a nível fonético/fonológico - a existência de sotaques é inquestionável,
e que é mais evidente nos primeiros estágios de aprendizado. Não se pode assumir,
5
L1 transfer usually refers to the incorporation of features of the L1 into the knowledge systems of the L2
which the learner is trying to build.
6
Teorias behavioristas de aprendizagem estão atualmente desacreditadas. Baseavam-se na idéia de que a
aprendizagem de uma segunda língua era uma questão de formação de hábitos (as bases do behaviorismo
encontram-se em: SKINNER, B. Verbal Behavior. New York: Appleton-Century-Crofts, 1957. Foram
rechaçadas por Chomsky já em 1959).
7
SHARWOOD SMITH, M.; KELLERMAN, E. Crosslinguistic influence in second language
acquisition: an introduction. In: KELLERMAN, E.; SHARWOOD SMITH, M. (Ed.), 1986.
8
Transfer is the influence resulting from similarities and differences between the target language and any
other language that has been previously (and perhaps imperfectly) acquired.
9
Despite the counterarguments, however, there is a large and growing body of research that indicates
that transfer is indeed a very important factor in second language acquisition.
6
no entanto, que os erros decorrentes da interferência10 de L1 que aparecem nos
estágios iniciais de aprendizagem sejam subsequentemente eliminados, podendo se
manifestar até em alunos com nível de aprendizado adiantado. (ELLIS, 1994, p.
331)
A nasalização de sons, um potencial caso de transferência que ocorre nas
duas línguas em estudo, será vista a seguir.
2.1 NASALIZAÇÃO
A nasalização de alguns sons é característica tanto da língua portuguesa
quanto da língua inglesa, porém ocorre em ambientes distintos e se manifesta de
formas diferentes. Com relação ao português, constitui-se num dos aspectos mais
desafiadores da língua (MATEUS & D’ANDRADE, 2000, p.130).
2.1.1 SONS CONSONANTAIS NASAIS
Por definição, um som consonantal nasal ocorre quando o véu palatino ou
velum encontra-se abaixado, forçando parte do ar que vem dos pulmões a dirigir-se à
cavidade nasal. O restante do ar se encaminha à cavidade oral, onde dois
articuladores produzem uma obstrução completa da passagem desta corrente de ar.
Ladefoged (2001[b], p. 164), no entanto, pontua que “o ar não precisa realmente sair
pelo nariz para um som ser nasal. Basta que o véu palatino esteja abaixado tal que as
ressonâncias das cavidades nasais afetem o som”. 11
2.1.1.1 No Português Brasileiro12
Três são os tipos de obstrução dos articuladores, resultando nas três
consoantes nasais que ocorrem em português: [ ], [ ] e [ ]. A figura 1, a seguir,
representa a articulação mais usual de cada um destes sons no PB.
10
O termo “interferência”, associado às teorias behavioristas de aprendizagem, era utilizado quando
ocorria “transferência negativa”, isto é, quando a língua alvo diferia de L1. Logicamente, há casos de
“transferência positiva”.
11
Air does not actually have to come out of the nose for a sound to be nasal. It is just that the soft palate
has to be down so that the resonances of the nasal cavity affect the sound.
12
Há dois dialetos principais de português: o português brasileiro (PB) e o português europeu (PE), tendo
o ritmo como uma importante diferença entre eles. Concentraremos nossos estudos no primeiro.
7
FIGURA 1: SEÇÕES TRANVERSAIS MOSTRANDO OS PRINCIPAIS
ARTICULADORES NAS FASES MEDIANAS DE PRODUÇÃO DAS NASAIS
(PORTUGUÊS)13
FONTE: LAVER, 1994, p. 210
Para a produção do [ ], oclusiva bilabial, o obstáculo é formado na
cavidade bucal pelo fechamento dos lábios. No caso do [ ], oclusiva alveolar, a
13
A figura é meramente uma ilustração, pois é estática, e não capta pequenas variações articulatórias
existentes nas fala como decorrência de sua natureza dinâmica.
8
obstrução ocorre através da junção da ponta da língua com os alvéolos - região
imediatamente posterior aos dentes incisivos superiores, condição mais usual, ou,
dependendo do idioleto, diretamente com a parte posterior destes dentes: oclusiva
dental. Estes dois segmentos ([ ] e [ ]) são uniformes em todos os dialetos do PB
(CRISTÓFARO SILVA, 2003, p.33). Para a terceira consoante nasal [ ], a
obstrução ocorre através da junção da coroa da língua com o palato duro – nasal
palatal.
A consoante nasal palatal [ ] ocorre na fala de poucos falantes do PB. Geralmente
um glide palatal nasalizado [y] ocorre no lugar da consoante nasal palatal para a
maioria dos falantes do PB.( Ibid, p. 39)
Concentremos-nos, pois, na individualidade fonológica dos segmentos [ ]
e [ ], que também estão presentes na língua inglesa. O segmento nasal bilabial [ ]
ocorre em início de palavra (“mar”), e em meio de palavra, seja seguindo consoante
em outra sílaba (“norma”), seja em posição intervocálica (“homeopatia”). Os
ambientes de ocorrência do segmento [ ] são semelhantes aos do [ ], ou seja, em
início de palavra (“novela”), seguindo consoante em sílaba distinta (“ornar”), e em
posição intervocálica (“guinada”).
Aqui é muito importante frisar que as letras m e n ocorrem
ortograficamente em final de sílaba (tanto no interior de palavras -“limpo” e
“tanto”, como no final delas –“tem”), não significando a articulação fonética dos
segmentos [ ] e [ ].
[...] Neste caso [fim de sílaba e final de palavra] a letra m marca a nasalidade da vogal
anterior e não a articulação de uma consoante nasal. [...] Neste caso [final de sílaba] a
letra n marca a nasalidade da vogal anterior e não a articulação de uma consoante nasal.
(Ibid, p.60)
Este poderia ser um dos exemplos que ilustrariam a afirmação de AVERY
& EHRLICH (1992, p. 145) de que “muitos dos problemas de pronúncia incorreta
de falantes de português podem ser originados na influência do sistema de grafia do
português, e não na falta de habilidade de produzir determinados sons.”14
14
Many of the mispronunciations of Portuguese speakers can be traced to the influence of the Portuguese
spelling system rather than to an inability to produce particular sounds.
9
2.1.1.2 No Inglês
No caso da língua inglesa, as consoantes nasais também são três. As formas
de obstrução que fazem com que o ar se propague pela cavidade nasal são similares
às do português para o caso dos segmentos [ ] e [ ] (oclusivas bilabial e alveolar,
respectivamente). Para o terceiro caso, ocorre a obstrução através da parte posterior
da língua contra o palato mole ou também chamado véu palatino, e tem-se a nasal
velar: [ ]. Nossos estudos se concentrarão nas duas primeiras nasais consonantais.
FIGURA 2 - PONTOS DE ARTICULAÇÃO DAS CONSOANTES
NASAIS DA LÍNGUA INLESA
FONTE: UNDERHILL, 1994, p.141
Segundo ROACH (1983, p.58) “as consoantes m e n são simples e diretas,
com distribuição similar aos oclusivos correspondentes [para [ ]: [ ] e [ ]; para [ ]:
[ ] e [ ]]. Há, de fato, pouco para descrever ”15. A maior atenção é dirigida à nasal
velar, “um som que traz consideráveis problemas a alunos estrangeiros e que é tão
15
The consonants m and n are simple and straightforward with distributions like those of the plosives.
There is in fact little to describe.
10
pouco usual no seu aspecto fonológico, que alguns discutem a sua existência enquanto
fonema na língua inglesa. ”16 (Ibid, p.58).
Na língua inglesa, portanto, o segmento [ ] é produzido como bilabial em
qualquer posição que ocupe dentro da sílaba, assim como o segmento [ ] é sempre
alveolar, ambos podendo ocorrer tanto em início de palavra como em posição mediana
ou final.
Um fato particularmente interessante é que as consoantes nasais no inglês
mostram “timing” diferenciado entre os gestos17 que as compõem, quando estão no
início ou em final de sílaba. Quando as nasais se encontram em início de sílaba (por
exemplo, em see more [ver mais]), o final do abaixamento do véu aproximadamente
coincide com o final do movimento de fechamento dos lábios, enquanto que as nasais
em final de sílabas (como, por exemplo, em seem ore [parecem minério]) o final do
abaixamento do véu coincide com o início do movimento de fechamento dos lábios
(BROWMAN & GOLDSTEIN, 1995, p. 22), de onde se poderia prever uma
nasalização da vogal antecedente, já que o abaixamento do véu começa durante a vogal.
O fato das nasais em inglês poderem ocupar qualquer posição dentro da sílaba
pode vir a causar problemas a falantes de português. AVERY & EHRLICH (1992, p.
147) deixam esta possibilidade clara:
Falantes de português frequentemente omitem nasais em final de palavras. As vogais
precedentes frequentemente assumem a qualidade nasal da consoante nasal omitida, e
então a distinção entre / /, / /, e / / é perdida no final de palavras. Palavras tais como
“some” [algum/a], “sun” [sol] e “sung” [cantado] podem ser todas pronunciadas da
mesma forma, com uma vogal nasal, mas sem uma consoante nasal.” 18
Este dado é bastante importante se levarmos em consideração a freqüência
de uso das consoantes nasais em inglês: “Considerando as três juntas, as consoantes
nasais [no inglês] são responsáveis por aproximadamente 10% dos sons na fala
16
…a sound that gives considerable problems to foreign learners, and one that is so unusual in its
phonological aspect that some people argue that it is not one of the phonemes of English at all.
17
Assumindo-se, evidentemente, uma perspectiva que toma como unidades de análise fônica os gestos
articuladores, como a Fonologia Articulatória de Browman & Goldstein (1986). Por esta perspectiva, as
nasais bilabiais seriam constituídas de um gesto de abaixamento de véu, além de um gesto labial, que
promove a oclusão dos lábios. Estes gestos sincronizam-se entre si de modo a resultarem na produção do
segmento-alvo, sendo as diferenças nos padrões de sincronia responsáveis pelas variantes distintas – que
neste caso das nasais se verificam em função de diferenças na posição silábica que a nasal ocupa.
18
Portuguese speakers often omit word-final nasals. Preceding vowels often take on the nasal quality of
the omitted nasal, and thus the distinction between / /, / / and / / is lost word-finally. Words such as
“some”, “sun”, and “sung” may all be pronounced in the same way, with a nasal vowel but without a
nasal consonant.
11
corrente dos adultos” (MINES; HANSEN; SHOUP19, apud KENT & READ, 1992,
p. 136) “e ocorrem em uma taxa média de aproximadamente duas [nasais] por
segundo.” (KENT & READ, 1992, p. 136)
FIGURA 3: SEÇÕES TRANVERSAIS MOSTRANDO OS
ARTICULADORES NAS FASES MEDIANAS DE PRODUÇÃO DAS NASAIS
(INGLÊS)
19
MINES, M.; HANSEN, B.; SHOUP, J. Frequency of occurrence of phonemes in conversational
English. Language and Speech, 21, 221-241, 1978.
Taken together, the three nasal consonants account for about 10% of the sounds in adult running
speech…and occur at an average rate of about two per second.
12
FONTE: LAVER, 1994, p. 210
2.1.2 NASALIZAÇÃO DE VOGAIS
A produção de vogais nasais ocorre quando há abaixamento do véu
palatino, permitindo a entrada do ar na cavidade nasal, porém não há obstrução da
passagem de ar através do trato oral através de nenhum dos articuladores.
2.1.2.1 No Português Brasileiro
Há intensa controvérsia quanto ao status fonológico das vogais nasais em
português, basicamente resumida por CALLOU & LEITE (2000, p.87-88) em duas
hipóteses:
A interpretação fonológica das vogais nasais em português tem sido sempre objeto de
discussão por parte dos lingüistas. [...] Na primeira hipótese, admitimos que as vogais
nasais são entendidas como fonemas distintos das respectivas vogais não-nasais.[...] Na
segunda hipótese, as vogais nasais são interpretadas como variantes não distintas de suas
correspondentes orais, resolvendo-se a questão em vogal seguida de um arquifonema
consonântico [N].
A hipótese de ampliar o quadro de sete para doze vogais (acrescentando as
cinco vogais nasais) é uma solução dada pelos estruturalistas, de cunho
13
monofonêmico (vogais nasais como fonemas distintos das vogais orais, uma para
cada vogal oral correspondente ).
Dentro de uma abordagem estruturalista, existe ainda uma visão
bifonêmica sustentando que a vogal nasal é o produto de dois fonemas – uma vogal
oral condicionada pelo fonema supra-segmental de nasalidade (~): as vogais nasais
seriam alofones das vogais orais, mas num ambiente em que haveria uma das
consoantes nasais do português após a vogal.
A hipótese de que a vogal nasal é o conjunto de vogal seguida de
consoante nasal na mesma sílaba tem em Mattoso Câmara o maior defensor:
A nasalidade pura da vogal não existe, aliás, fonologicamente, porque por meio dela não
se cria oposição em português entre vogal pura envolvida de nasalidade e vogal seguida
de consoante nasal pós-vocálica [...] Em face de tudo isso, é preferível partir do
arquifonema nasal /N/ como o fato estrutural básico, que acarreta, como traço
acompanhante, a ressonância nasal da vogal. (MATTOSO CÂMARA, 1975, p. 49)
Esta seria uma visão arquifonêmica: o arquifonema [N] se realizaria como
labial, dental, velar ou palatal, de acordo com a consoante que o seguisse,
correspondendo então a um arquifonema dos fonemas nasais existentes em
português, que deles só conservaria o traço comum da nasalidade.
Não há ainda um estudo conclusivo a respeito do status fonológico das
vogais nasais no português. No entanto, a hipótese de Mattoso Câmara parece a
melhor fundamentada até o momento (Sousa, 1994, p. 23).
2.1.2.2 No Inglês
Na língua inglesa, tanto o segmento [ ], como o segmento [ ], vindos
depois de uma vogal, poderão vir a marcar a nasalidade desta: “vogais nasalizadas
são comuns em todos os dialetos de inglês, particularmente quando há uma
consoante nasal em cada lado da vogal, como, por exemplo, na palavra man”20
(LADEFOGED, 2001[b], p.164).
Um dos problemas para descrever a nasalização em vogais na língua
inglesa é que ela não afeta todas as vogais da mesma forma. No entanto, “não faz
20
Nasalized vowels are common in all dialects of English, particularly when there is a nasal consonant
on either side of the vowel, as for example in the word “man”.
14
diferença para o significado de uma palavra em inglês se a vogal é nasalizada ou
não” (Ibid, p. 165). 21
KENT & READ (1992, p.136) citam que, como em geral vogais
precedentes ou seguindo consoantes nasais tendem a se nasalizar em graus distintos,
há experimentos que têm demonstrado “que os ouvintes são sensíveis à nasalização
da vogal, e usam esta informação para fazer julgamentos perceptuais sobre as
consoantes dos ambientes vizinhos.” 22
Dignas de nota são também as observações de SHOCKEY, que destaca
uma mera tendência do inglês de, numa seqüência vogal + consoante nasal,
nasalizar a vogal e não proceder à oclusão da consoante nasal (“ ...o processo é
especialmente comum em inglês para grupos consonantais –nt em finais de
sílabas/palavras”23 (SHOCKEY, 2003, p. 40). Porém, como ela mesma cita mais
adiante,
... a nasalização de vogais antes de uma consoante nasal, e a perda do hábito de se
proceder à oclusão para a nasal é considerada a razão de vogais fonemicamente nasais do
francês (e.g. beau/bom) e do português (se/sim[si/s ]) onde se diz que as vogais foram
“fonologizadas” porque a distinção passou formalmente da consoante para a vogal.
Claramente, não pode se dizer que o inglês foi tão longe assim fonologicamente. 24(Ibid,
p. 41-42)
2.2 ANÁLISE ACÚSTICA DAS NASAIS
No estudo de nasais, os procedimentos acústicos para a coleta de dados são os
que podem ser executados de forma mais prática: não são invasivos, não causam
desconforto e são completamente seguros para os informantes (em oposição a métodos,
por exemplo, que estudam os padrões de movimento dos articuladores, como as técnicas
de imagem, como radiografia, ressonância magnética). Esta praticidade faz com que
sejam os mais utilizados. No entanto, deve-se tomar cuidado, pois se sabe que algumas
mudanças articulatórias não se refletem diretamente nas medidas acústicas: “além de
um certo grau de abertura velo-faríngea, mudanças na posição do véu palatino tem um
21
It does not make a difference to the meaning of an English word if a vowel is nasalized or not.
São as transições, importantes nos estudos acústicos das consoantes nasais.
...that listeners are sensitive to the vowel nasalization and use this information to make perceptual
judgments about the neighboring consonants.
23
…the process is specially common in English for final –nt clusters.
24
...vowel nasalization before a nasal consonant and loss of the habit of making the closure for the nasal
is thought to be the source of phonemically nasal vowels of French (e.g. beau/bon) and Portuguese
(se/sim [si/s ])where it is said to be ‘phonologized’ because the distinction has formally passed from the
consonant to the vowel. Clearly, English can not be said to have gone that far phonologically.
22
15
efeito não-linear na quantidade de fluxo nasal de ar, e um efeito mínimo nas
propriedades espectrais da fala produzida.”25 (KRAKOW & HUFFMAN, 1993, p. 32).
2.2.1 PROPRIEDADES ACÚSTICAS DA FALA
Os principais componentes do aparelho fonador são os pulmões, responsáveis
pelo fluxo de ar que se move para cima, passando pela traquéia, a laringe (onde se
encontram as pregas vocais), a faringe (garganta) e cavidade oral - estas duas
usualmente agrupadas em uma unidade chamada de trato oral, e a cavidade nasal ou
trato nasal, que se inicia no véu palatino e termina nas narinas.
Quando falamos, produzimos ondas sonoras, que são variações na pressão de
ar ao nosso redor. Estas ondas são complexas, isto é, são formadas a partir da
combinação de diversas outras ondas ( tons puros ). As ondas sonoras são iniciadas nas
pregas vocais, e o papel da laringe, faringe e cavidades oral e nasal é de
ressonadores.(SOUZA, 2003, p.22-23)
A produção do som da fala humana pode ser considerada conseqüência da
geração de uma ou mais fontes de som, e da filtração destas fontes pelo trato vocal e/ou
nasal (STEVENS, 1998, p.56). O espectro26 de um som oral, por exemplo, compõe-se
de formantes, que são o produto do espectro da fonte do som (as pregas vocais), e as
propriedades de ressonância do trato vocal (o filtro), que pode atenuar ou ampliar certos
componentes. “Um formante ou pico de ressonância no espectro é uma faixa de
frequências que são seletivamente amplificadas pelo trato vocal. O pico desta
ressonância é mais pontiagudo (a largura da faixa é mais estreita) se a maior parte da
energia acústica se irradia da boca e pouca é absorvida pelas paredes do trato vocal.”27
(OHALA & OHALA, 1993, p.233).
KENT & READ (1992, p.11) esclarecem que o estudo da acústica da fala
envolve a análise de um sinal (o sinal acústico vem a ser a contraparte física – as ondas
sonoras -dos eventos articulatórios que produzem a fala) cuja energia está distribuída
por uma faixa de freqüência de aproximadamente 10 kHz, tem uma faixa de energia
25
Beyond a certain degree of velopharyngeal opening, changes in velum position have a nonlinear effect
on the amount of nasal airflow and a minimal effect on the spectral properties of the speech produced.
26
O espectro é um gráfico que traz informação sobre a amplitude (eixo vertical) em relação à freqüência
(eixo horizontal) das ondas sonoras.
27
A formant or resonance peak in the spectrum is a band of frequencies which are selectively amplified
by the vocal tract. The sharpness of this resonance is greater (i.e., bandwidth is narrower) if most of the
acoustic energy radiates from the mouth and little of it is absorbed by the walls of the vocal tract.
16
(“dynamic range”) de aproximadamente 60 dB (decibéis) – o que quer dizer que os sons
mais fracos são mais ou menos 60 dB menos intensos que os sons mais fortes, e tem
variações significativas no tempo que ocorrem em 10 ms (milisegundos, ou milésimos
de segundo) ou menos.
O sinal acústico da fala é, no entanto, um contínuo, devido a fenômenos coarticulatórios presentes na sua produção (o movimento dos articuladores é contínuo,
existindo articulações de transição), e extremamente variável no tempo. Conclui-se daí
que os limites do que se convencionou chamar de fones ou segmentos fonéticos não são
fáceis de detectar (SOUSA, 1994, p.2-3).
2.2.2 AS CONSOANTES NASAIS NA TEORIA ACÚSTICA DA PRODUÇÃO DA
FALA
A principal característica articulatória de um som consonantal nasal é que o
canal velo-faríngeo está aberto, e a energia sonora é irradiada somente pelo trato nasal;
o ressonante nasal se abre para a atmosfera, enquanto o oral está fechado. Apesar de a
cavidade oral estar fechada em algum ponto, ela contribui para as qualidades de
ressonância das consoantes nasais. Se assim não fosse, seria impossível distinguir uma
consoante nasal da outra em produções isoladas. Porém, as narinas são menos eficazes
que a boca na irradiação do som para a atmosfera, e isso faz com que, em geral, a
“intensidade das consoantes nasais seja mais baixa do que a das vogais com que elas
estão associadas, e isso pode ser visto por traços mais fracos nos espectrogramas”28
(FRY, 1979, p. 119).
As consoantes nasais constituem, então, uma classe única e complexa, pois
são produzidas utilizando duas cavidades de ressonância. Além disso, como as outras
classes de consoantes, sofrem influência do contexto vocálico em que se encontram e da
interação dos pontos e modos de articulação (KUROWSKI & BLUMSTEIN, 1993,
p.198). Uma complicação adicional está no fato de que há grandes diferenças na forma
do trato nasal, o que significa que resultados de análises espectrais para um falante
podem não dar uma previsão acurada do que poderá ser observado para outros falantes.
(KRAKOW & HUFFMAN, 1993, p. 41-42)
28
… the overall intensity level of nasal consonants is noticeably lower than that of vowels with which
they are associated, as can be seen from the fainter traces in the spectrograms.
17
A principal razão da complexidade acústica das consoantes nasais está na sua
estrutura espectral formada não apenas pelas ressonâncias das cavidades oral e nasal,
mas também pelas anti-ressonâncias (anti-formantes) da cavidade oral, que são faixas de
freqüência onde a energia acústica é seletivamente atenuada:
...quando a cavidade oral está fechada, em algum ponto, para uma consoante nasal, as
freqüências dos anti-formantes são as freqüências nas quais a cavidade da boca curto-circuita a
transmissão através do nariz. A energia, nestas freqüências, não passa através da cavidade
nasal.29 (KENT & READS, 1992, p. 37-38)
FUJIMURA (1962, p.1871), foi um dos precursores de estudos acústicos de
consoantes nasais. Tais estudos se basearam no murmúrio de consoantes nasais30 que
ocorriam em um grande grupo de palavras inventadas, com a forma /h ’CVC/, isto é,
uma sílaba consoante-vogal-consoante, onde caía o acento da palavra, precedida por
uma sílaba não-acentuada. No caso das sílabas com / / e / / as consoantes iniciais e
finais eram idênticas31. Três foram os informantes. Os resultados mostraram que o antiformante ( que espectralmente está associado a vales de energia) está localizado, para a
nasal / / , entre 750 e 1250 Hz, e para / /, entre 1450 e 2200 Hz, sendo o ambiente
vocálico em que se encontram as nasais o fator responsável pela ocorrência dos antiformantes em uma ou outra extremidade desta faixa de freqüência. Uma regra geral
seria a de que quando o ponto de articulação se move para trás, a freqüência dos antiformantes aumenta. No entanto, “o anti-formante muda sua posição apreciavelmente de
palavra a palavra e mesmo dentro da mesma produção, dependendo da variação da
configuração da cavidade oral”32 (Id). Fujimura conclui seu ensaio dizendo que apesar
de ser possível separar as consoantes nasais por intermédio de seus anti-formantes, os
formantes das transições das vogais adjacentes teriam um papel mais importante na
individualização das nasais.
Então, uma das pistas para se verificar a qualidade da consonante nasal seria a
freqüência dos anti-formantes. Porém, além dos estudos de Fujimura, outros indicam a
dificuldade de se tomarem os anti-formantes como parâmetros de diferenciação entre as
29
...when the oral cavity is closed at some point for a nasal consonant, the frequencies of the
antiformants are the frequencies at which the mouth cavity shortcircuits transmission through the nose.
Energy at these frequencies does not pass through the nasal cavity.
30
Deve-se esclarecer que o murmúrio nasal é o segmento acústico associado à radiação exclusivamente
nasal da energia sonora, sendo um dos pontos, além das transições das vogais adjacentes, em que se
estabelece o estudo espectral das nasais.
31
Os seus estudos incluiram também a nasal velar / /, em final de sílaba, da seguinte forma /h ’rV /.
32
…the antiformant changes its position appreciably from word to word and also within the same
utterance, depending on the change in the configuration of the oral cavity.
18
consoantes nasais: “anti-formantes são extremamente difíceis de localizar e medir pelos
métodos
usuais
de
análise
da
fala.”
(HOUSE33,
apud
KUROWSKI
&
BLUMSTEIN,1993, p.198).
Uma outra característica importante das consoantes nasais, além das faixas de
freqüência de seus anti-formantes, é a existência de um chamado “formante nasal”, que
ocorre frequentemente na faixa de 200-300 Hz. Este formante nasal está associado ao
comprimento do tubo que se estende da laringe até as narinas, e que é relativamente
longo – aproximadamente 12,5 cm em homens adultos. KENT & READ (1992, p. 231)
colocam que, neste caso (para a fala do homem), o formante nasal pode chegar a uma
freqüência de até 500Hz.
Uma ainda terceira característica para as consoantes nasais é que seus
formantes tendem a ser altamente amortecidos, isto é, eles têm grandes larguras de
banda, o que reflete uma rápida taxa de absorção da energia sonora.
Exemplos de espectrogramas para as palavras inglesas a Pam e a tan, ambas
monossílabas com nasais em coda, são mostrados a seguir. São exemplos similares aos
que foram utilizados para os estudos realizados neste trabalho.
FIGURA 4 - ESPECTROGRAMA DAS PALAVRAS “ A PAM” E “ A TAN”
FONTE: LADEFOGED, 2001(a), p. 181
33
HOUSE, A. Analog studies of nasal consonants. Journal of Speech and Hearing Disorders, 22, p. 190204, 1957.
Antiformants are extremely difficult to accurately pinpoint and measure by the usual methods of speech
analysis…
19
Ladefoged chama a atenção para uma marca clara das nasais, que é a mudança
abrupta no espectrograma no momento de formação da obstrução articulatória, quando
os lábios se juntam, no caso do [ ], ou quando a coroa da língua toca os alvéolos, no
caso do [ ], mostrada pelas setas logo antes dos símbolos das nasais. A estrutura de
formantes das nasais é similar à das vogais, com a diferença que suas bandas são mais
fracas e suas freqüências dependerão das características de ressonância das cavidades
nasais (particulares para cada indivíduo). Interessante de se observar que o autor relata
que “usualmente” (e não “sempre”) há um primeiro formante situado em torno de 250
Hz ( que é o formante nasal) 34, e que a localização dos outros formantes varia, havendo
geralmente uma extensa região acima de F1 sem energia. O autor ainda relata que a
diferença entre cada uma das nasais (um dos objetivos deste presente trabalho) é
frequentemente determinável a partir dos diferentes formantes de transição que ocorrem
ao final de cada vogal, havendo um decréscimo no F2 da vogal antes de [m]. Porém, ao
final da colocação, ele deixa claro: “Mas as pistas para o ponto de articulação às vezes
não são muito claras”35 ( Ibid, p. 181-182).
Um outro exemplo:
FIGURA 5 - ESPECTROGRAMA DAS PALAVRAS “RAM” E “RAN”
FONTE: LADEFOGED, 2001(b), p.54
34
Quando da análise dos dados tanto do grupo controle quanto dos aprendizes, houve realmente
considerável variação em torno do valor deste valor de freqüência para F1.
35
But the places cues are sometimes not very clear.
20
Neste caso, ele fala de um primeiro formante, com freqüência muito baixa, em
torno de 200 Hz, cita novamente o ponto de distinção entre as nasais, não sendo toda a
porção da nasal no espectrograma, mas apenas o seu início, e enfatiza que quando os
lábios se fecham para [ ], “os formantes (especialmente o segundo) abaixam a
freqüência.”36( LADEFOGED, 2001(b), p.54). Percebe-se que, tanto para a Figura 4,
como para a Figura 5, que há pouca diferenciação entre os espectrogramas para [ ] e
[ ] em codas.
KUROWSKI & BLUMSTEIN (1987) em seus estudos de propriedades
acústicas para determinação do ponto de articulação das nasais (“pistas” acústicas37),
partiram de dois experimentos: no primeiro (experimento I), três informantes
produziram, cada um, cinco “palavras” com [ ] seguido das vogais [
] , e cinco
com [ ] seguido das mesmas vogais. A análise quantitativa de tais produções com os
segmentos [ ] e [ ] + vogal indicou que acima de 89% das produções pode ser
corretamente classificada com relação a ponto de articulação, comparando a proporção
de mudança de energia na região espectral que vai do murmúrio até a soltura da nasal.
No segundo experimento (experimento II), procedeu-se à análise de [ ] + [ ] ou [ ] +
vogal, realizada por dois informantes na mesma região espectral, e 84% das produções
foi corretamente classificada. Tendo demonstrado que os padrões espectrais para
consoantes nasais são similares, ao menos em duas posições dentro da sílaba, as
pesquisadoras partiram para o trabalho de nasais em posição de coda. A distinção entre
as nasais, neste caso, mostrou-se mais difícil:
O próprio fato da transição gradual de vogal para completo murmúrio nasal na posição
V[vogal]C[consoante], que contribui para a dificuldade de localizar a oclusão articulatória,
também parece ter sérias conseqüências para uma medição que depende de uma rápida
mudança de energia em um relativamente curto espaço[...] na forma da onda. Presentemente,
usando os mesmos parâmetros para as medidas como nos experimentos I e II, as medições
36
…the formants ( particularly the second ) lower in frequency…
A função de uma “pista” acústica (acoustic cue) é possibilitar ao ouvinte fazer a distinção entre sons
que pertencem a diferentes classes fonêmicas.
37
21
puderam classificar corretamente 75% das nasais bilabiais para um dos falantes. Não mais que
56% para um segundo falante. Todas as alveolares foram problemáticas.38 (Ibid, p. 1924)
É interessante ressaltar o papel do murmúrio nasal. Acreditava-se,
inicialmente, que ele não carregasse informações significativas sobre ponto de
articulação (que define, na língua inglesa, uma nasal como bilabial, alveolar ou velar).
Estudos de percepção de nasais indicaram, no entanto, que nem o murmúrio e nem e as
transições isoladamente são indicações suficientes para ponto de articulação. Eles
constituem pistas integradas utilizadas pelo aparelho auditivo para uma única
representação, não sendo então os atributos acústicos para ponto de articulação
segmentados pelo aparelho auditivo como componentes separados. (KUROWSKI &
BLUMSTEIN39, apud KUROWSKI & BLUMSTEIN, 1993, p.206). No entanto, as
autoras citam outros estudos que esclarecem que, apesar de tanto o murmúrio quanto as
transições terem tanta informação sobre o ponto de articulação em sílabas VN ( vogal –
nasal), como em sílabas NV (nasal-vogal) , as sílabas VN não foram identificadas tão
bem quanto as sílabas NV
40
.(REPP & SVASTIKULA41, apud KUROWSKI &
BLUMSTEIN,1993, p.207).
Em outro estudo de percepção da distinção entre as nasais [ ] e [ ], OHDE,
HALEY & BARNES (2006) também apontam para a contribuição do murmúrio nasal e
a transição dos formantes das vogais como pistas de identificação das nasais. Nos
experimentos destes pesquisadores, três crianças, três homens e três mulheres
produziram sílabas NV e VN, com [ ] ou [ ] nas posições de consoantes, com as
vogais [
] ora precedendo, ora seguindo as consoantes. Os participantes dos
testes de percepção foram dez falantes nativos. Uma das conclusões dos pesquisadores
38
The sheer gradualness of the transitions from vowel to full murmur in VC position, which contributes to
the difficulty of locating closure, also seems to have serious consequences for a metric that depends on
rapid energy change over a relatively short (four glottal pulse) span in the waveform. At present, using
all of the same parameters for the metric as in experiments I and II, the metric can correctly classify 75%
of the labials for one speaker. It did no better than 56% for a second speaker. All alveolars were
problematic.
39
KUROWSKI, K. M; BLUMSTEIN, S. E. Perceptual integration of the murmur and formant transitions
for place of articulation in nasal consonants, Journal of the Acoustical Society of America, v. 76, p. 383390, 1984.
40
Conclusão a que as autoras haviam chegado em seu estudo de 1987, citado acima.
41
REPP, B; SVASTIKULA,K. Perception of the [ ]-[ ] distinction in VC syllables. Journal of the
Acoustical Society of America, v. 83, p. 237-247, 1988.
22
foi que, de forma geral, sílabas NV foram perceptualmente mais distinguíveis que as
sílabas VN.
2.3 CONSOANTES NASAIS NA INTERLÍNGUA PB - INGLÊS
São poucos os estudos que relacionam as consoantes nasais na interlíngua de
estudantes / falantes brasileiros de inglês.
Um deles é um estudo feito por Monahan, na Universidade da Flórida, dentro
do programa de graduação em Lingüística (Monaham, 2001), cujo objetivo era,
adotando a abordagem da teoria da otimalidade, listar as restrições da estrutura silábica
do PB, e verificar se falantes nativos de PB as transferiam para o inglês, sua L2. Os
processos a serem estudados estavam relacionados à assimilação regressiva da
nasalidade e omissão da consoante nasal em codas, epêntese e glide lateral em codas. Os
dados foram coletados através de leitura de sentenças por cinco informantes falantes
nativos de PB, com idade variando de 21 a 28 anos, estudantes universitários que
residiam nos Estados Unidos de quatro meses a três anos, e que lá estudavam inglês,
tendo a maioria estudado inglês também aqui no Brasil. As suas conclusões, após
análise fonética e fonológica dos dados, no caso específico das nasais, apontam para a
nasalização das vogais:
Este processo [regressão da nasalidade e queda da consoante nasal em coda] é realmente
evidente através de todos os dados, como se suspeitava, com poucas exceções. Através dos
dados, forte nasalização de vogais estava presente, e na maioria dos casos não havia, ou havia
pouca evidência de consoante nasal42 (MONAHAN, 2001, p.23)
As palavras apresentadas que serviram a estas conclusões foram
(aparentemente) apenas quatro: plant, clan, owns, ounce. Tanto no caso de falantes
nativos de inglês quanto para os brasileiros, o autor indica que ocorre nasalização da
vogal anterior à consoante nasal, e se houver uma outra consoante em coda, ela também
é articulada. A diferença que ele aponta está exclusivamente no apagamento da
consoante nasal por parte dos falantes de PB(Ibid, p.24). Não aparecem dados
estatísticos na pesquisa.
42
This process is indeed evident throughout the data, as it was suspected to be, with a few non-notable
exceptions. Throughout the data, heavy nasalization of vowels was present and in most cases there was
no, or in other cases very little, evidence of the nasal consonant surfacing.
23
BAPTISTA & SILVA FILHO (2006) estudaram a produção de codas simples
(com uma única consoante) em palavras em inglês por seis estudantes, com idades entre
19 e 29 anos, alunos de graduação de inglês de uma universidade brasileira, falantes
nativos de PB (o português permite somente /r/ e /s/ serem realizados foneticamente
como consoantes em final de sílaba). Os autores citam o fato de que outros fonemas
consonantais são modificados de alguma forma na sua realização fonética, como, por
exemplo, as nasais “/m/ e /n/ são omitidas depois que sua nasalidade é assimilada pela
vogal precedente, como em viagem, produzida como [
’
]”43 (Ibid, p. 78). O
objetivo do estudo foi de examinar as codas produzidas pelos informantes primeiro em
relação à sua marcação relativa ao segmento alvo, baseada na sonoridade, como também
vozeamento, ponto e modo de articulação, e em segundo lugar com relação ao ambiente.
O corpus foi composto por 432 sentenças, cada uma contendo uma palavra
monossilábica, terminando numa de 16 consoantes alvo, grupo que incluía as nasais / /
e / /. A nasal velar / / foi posteriormente excluída, pois a maioria dos informantes
pronunciava um [ ] após a nasal, por questões de grafia. Cada uma das consoantes
apareceu em 27 sentenças, em posição final, e seguida por palavras que iniciavam com
outras 19 consoantes, glides e vogais.
Os resultados, especificamente para o caso das nasais, mostraram que:
As seqüências vogal-nasal foram frequentemente pronunciadas como vogais nasais, sem a
consoante nasal final. Apesar deste resultado ter sido previsto, as consoantes nasais foram
ainda incluídas no estudo por causa do conhecimento de que elas também algumas vezes
causam paragoge [epêntese em final de palavra] ao invés de serem apagadas. Embora o
conhecimento da fonologia do PB teria sido suficiente para predizer a estratégia preferida de
paragoge e o processo de assimilação nasal e apagamento, a fonologia de L1 por si só não
poderia ter predito quais consoantes finais causariam maior dificuldade ou em que ambientes.
Por estas duas razões, foi necessário considerar a marcação.44( Ibid, p. 80)
43
/m/ and /n/ are omitted after their nasality is assimilated to the preceding vowel, as in viagem ( trip) ,
realized as [
’ ].
44
Vowel-nasal sequences were frequently pronounced as nasal vowels without the final nasal consonant.
Although this result was also predicted, nasal consonants were still included in the study because of the
knowledge that they also sometimes cause paragoge instead of omission. Although a knowledge of BP
phonology would have been sufficient to predict the preferred strategy of paragoge and the process of
nasal assimilation and deletion, NL phonology alone could not have predicted which final consonants
would cause greater difficulty or in which environments. For these two questions, it was necessary to
consider the markedness.
As nasais / / e / / juntas causaram paragoge em 3.7% das produções e assimilação / apagamento também
em 3.7% das produções.
24
KLUGE (2004) conduziu experimentos de percepção e produção das nasais
[ ] e [ ] em codas de palavras no inglês com 20 alunos de nível pré-intermediário cuja
L1 era o PB, 13 mulheres e 7 homens, com idade variando entre 16 e 44 anos. Foram
realizados 3 testes para a avaliação do desempenho dos alunos em termos de produção e
percepção, todos de outiva. O primeiro teste era o de produção e consistia na leitura de
uma lista de 72 sentenças com um monossílabo e 72 sentenças com um dissílabo, cada
grupo com uma das nasais em questão em posição de coda. No caso dos monossílabos,
quatro ambientes vocálicos foram utilizados como anteriores às nasais, / , , , / , e a
nasal era seguida por uma vogal, por uma consoante ou por silêncio. No caso dos
dissílabos, as palavras alvo seguiram quatro padrões relativos ao acento: as nasais
poderiam pertencer à coda da primeira sílaba, com ou sem acento nesta sílaba, ou
poderiam pertencer à coda da segunda sílaba, também com ou sem acento nesta sílaba.
Através de análise de outiva, os resultados mostraram que em 38.66% dos dados
analisados, as consoantes nasais não foram corretamente produzidas, porém a nasal [ ]
apresentou resultados apreciavelmente melhores. Das estratégias utilizadas pelos
informantes brasileiros, 91.96% consistiu no apagamento da consoante com
conseqüente nasalização da vogal antecedente, 8.75% no apagamento sem a nasalização
da vogal, e 0.18% de epêntese. Das palavras monossilábicas, 59.30% foram
corretamente pronunciadas, e das dissílabas, 63.38% tiveram a produção correta.
O segundo teste foi de percepção, um teste de discriminação categorial,
consistindo de 72 grupos de três palavras monossílabas. As palavras alvo eram cinco
pares mínimos contrastando [ ] e [ ] em coda, com cinco vogais antecedentes (/ , ,
,
,
/), gravadas por falantes nativos. Menos da metade dos grupos das três
palavras (44%) foi corretamente percebida pelos informantes brasileiros, porém os três
falantes nativos utilizados como grupo controle também não tiveram o desempenho
esperado: o percentual de respostas corretas foi de apenas 78.33% .
O terceiro teste foi também de percepção, para checar se os informantes
brasileiros podiam discriminar as nasais em coda de uma pronúncia nativa das nasais
em coda de uma pronúncia não nativa. Foram utilizados monossílabos, com as cinco
mesmas vogais anteriores utilizadas no segundo teste. As palavras foram gravadas por
dois falantes: um americano proficiente em português brasileiro, e um brasileiro
proficiente em inglês (ambos gravaram cada palavra com uma pronúncia nativa e com
25
uma pronúncia intencionalmente não-nativa – nasalização da vogal antecedente à nasal
e apagamento da nasal). Os alunos recebiam a forma escrita e tinham que identificar
qual das duas pronúncias era a “mais nativa”, circulando “1” se fosse a primeira palavra
pronunciada, “2” se fosse a segunda, “ambas”, se as duas pronúncias soavam nativas, ou
“nenhuma” caso nenhuma soasse nativa. Os resultados mostraram que neste caso
também menos da metade das respostas foram corretas (45.75%).
A conclusão do trabalho de pesquisa apontou para o fato de que o desempenho
dos alunos foi melhor no experimento de produção do que no de percepção, sendo a
produção aparentemente influenciada pelo processo de nasalização do português
brasileiro ( nasalização da vogal e apagamento da consoante nasal).
Os resultados parecem indicar que há uma relação entre a identificação/discriminação das
nasais em codas, que são o alvo da pesquisa, e sua correta produção. No entanto, a tendência
do presente estudo é a produção ser mais precisa que a percepção. 45 ( Ibid, p. 68)
Com relação ao contexto fonológico, os resultados relativos à percepção
sugeriram que tanto os alunos quanto os falantes nativos que participaram dos dois
experimentos apresentaram dificuldades similares em ambos os testes, sendo que foi o
ditongo /
/ o que mais desfavoreceu a percepção dos nativos para ambos os testes, e
dos alunos no terceiro teste. A vogal / / foi a que mostrou os piores resultados para o
grupo de alunos no teste de discriminação categorial.
Com relação ao contexto fonológico para as palavras monossilábicas, foi
com a vogal antecedente / / que os participantes tiveram mais dificuldades nos testes de
produção. No ambiente que segue a nasal, a maior dificuldade foi para as nasais
seguidas de silêncio.
45
Results seem to indicate that there is a relationship between the identification/discrimination of the
target coda nasals and their accurate production. However, the tendency of the present study is for
production to be more accurate than perception.
26
2.4 CONCLUSÕES
Considerando-se a bibliografia disponível do estudo de nasais, em particular
ao seu estudo acústico, verifica-se que a distinção entre as bilabiais e as alveolares
continua sendo fonte de estudos ainda inconclusos.
Percebe-se que tanto o murmúrio nasal quanto as transições com o ambiente
adjacente são indicações de possibilidade de distinção entre elas, e os estudos
concentram-se na produção e percepção de dados obtidos com falantes nativos.
Com relação a estudos acústicos das nasais na interlíngua, tomando o
português brasileiro como L1 e o inglês como L2, há ainda muito que ser feito. É nisso,
especificamente no estudo das nasais em codas de monossílabos, que o presente
trabalho de pesquisa pretende se concentrar.
27
3. METODOLOGIA DE PESQUISA
Para que se pudesse levar a cabo as investigações que permitiriam atingir os
objetivos estabelecidos na introdução deste trabalho, diversas variáveis foram definidas
e entrelaçadas, conforme a descrição dos itens a seguir.
3.1 AMBIENTES QUE PRECEDEM AS NASAIS
Um dos objetivos específicos da pesquisa é avaliar a influência da vogal
antecedente à nasal na produção desta. Inicialmente, imaginou-se detectar qual era o
grau desta influência, com base no inventário dos quinze fonemas vocálicos do inglês
americano (General American), segundo Carr (CARR, 1999, p.60-61)46.O próprio
autor, no entanto, aponta que este número pode ser passivo de argumentação contrária (
o décimo sexto fonema vocálico seria o / / [schwa], porém este não ocorre em sílaba
onde cai o acento da palavra, o que, no nosso caso, não é significativo, pois todas as
palavras do corpus são monossilábicas e tônicas).
Devido à escassez de dados (palavras monossilábicas) para alguns destes
fonemas e a abrangência de um trabalho de tal dimensão, optou-se por trabalhar, no
estudo piloto, com quatro fonemas vocálicos:
Vogal anterior fechada / / e posterior fechada /
/;
Vogal anterior aberta / / e central aberta / /47.
Durante esta pesquisa piloto, conduzida no segundo semestre de 2005,
perceberam-se diversos problemas de pronúncia entre os dois informantes que dela
participaram, especialmente das vogais abertas (/ / e / /), no sentido de não se fazer a
diferenciação entre elas, e da posterior fechada (/
/), que nem sempre era pronunciada
como vogal longa. Decidiu-se, então, limitar-se a pesquisa a apenas dois ambientes
anteriores às nasais: / / e / / . Utilizaram-se pares mínimos conforme a tabela a seguir:
46
/
Os fonemas vocálicos do GA segundo Carr: / /, / /, /
/, / /, /
/, / /, /
/, /
/, /
/, / /, / /, / /,
/, / /, / /.
A classificação das vogais no quadrilátero vocálico para a língua inglesa difere daquele da IPA
(International Alphabet Association), de modo que, por exemplo, o som vocálico que o IPA classifica
como vogal meio-aberta ( ) é classificado, na literatura fonética do inglês, como uma vogal anterior
aberta.
47
28
TABELA 1 - PARES MÍNIMOS UTILIZADOS NA PESQUISA DE PRODUÇÃO
DAS NASAIS [ ] E [ ]
[I]
[æ ]
[ ]
[ ]
dim
din
gym
gin
Pim
pin
skim
skin
Tim
tin
cam
can
dam
Dan
gram
gran
jam
Jan
Pam
pan
3.2 FRASES-VEÍCULO E DISTRATORES:
No estudo piloto já mencionado, utilizaram-se duas frases-veículo: “I’m
going to say...”( eu vou dizer...) e “I say...quickly” ( eu digo...rapidamente) , para se
verificar qual seria a mais adequada . A primeira pareceu mais adequada, pois não
haveria interferência alguma de nenhum fone seguinte ao nasal, evitando problemas de
co-articulação, o que prejudicaria sensivelmente os resultados. A segunda, de difícil
dicção, também mostrou a interferência de seu valor semântico - quickly, em inglês,
significa rapidamente, e assim era a frase pronunciada (optou-se por fazer seguir a nasal
de uma palavra iniciada com o fone
[ ]
por causa da distância dos pontos de
articulação deste e das nasais).
Para o estudo presente, as palavras da Tabela 1 foram inseridas numa fraseveículo ainda mais simples que a utilizada no piloto: “I say...” (Eu digo...) .Optou-se
29
por utilizar esta frase para evitarem-se os problemas de assimilação já mencionados,
bastante comuns entre as nasais.
Foram utilizados distratores na proporção de um distrator para cada palavra em
estudo.
3.3 LIVRETOS
Verificou-se no estudo piloto que algumas palavras bastante simples e
seguramente do conhecimento dos dois alunos de nível intermediário de inglês que
participaram do experimento, foram pronunciadas com bastante desvio da pronúncia
considerada padrão. Acredita-se que este fato deveu-se, em parte, à falta de contexto em
que elas apareceram. Para minimizar este problema, optou-se pela leitura de cada uma
das frases acompanhada por um desenho esquemático mostrando o significado da
palavra em questão. Assim, “I say gin” aparecia juntamente com o desenho de uma
garrafa indicando que gin era uma bebida. Os desenhos, juntamente com as frases,
aparecem no apêndice 1.
Foram montados três livretos de 15x10cm onde cada página correspondia a
uma frase-veículo carregando uma palavra com o som nasal a ser estudado e o seu
respectivo desenho, alternada com uma página onde aparecia a mesma frase veículo
com um distrator e também seu respectivo desenho. Cada livreto possuía,
conseqüentemente, 40 páginas (20 páginas com palavras alvo alternadas com 20 páginas
com os distratores). Como se decidiu que cada palavra seria repetida três vezes, foram
montados três livretos, apenas variando a ordem em que as palavras relevantes
apareciam nas frases-veículo, sempre intercaladas pelos distratores. As seqüências
destes livretos aparecem no apêndice 2.
A necessidade da montagem de livretos deveu-se ao fato de que havia
necessidade de se estabelecer uma ordem exata para a leitura das frases, para que
quando da posterior análise, se soubesse qual foi – ou qual deveria ter sido - a palavra
pronunciada, pois como as palavras não eram corretamente pronunciadas, corria-se o
risco de não se saber o que tinha sido dito (palavras distintas eram pronunciadas sem
distinção). Como este problema havia ocorrido no piloto, onde se usaram tiras com as
frases, o uso dos livretos eliminou o perigo de não se saber qual palavra deveria ter sido
lida.
30
3.4. INFORMANTES ALUNOS
Os informantes foram dez adolescentes, cinco meninos e cinco meninas, na
faixa etária dos 14 aos 17 anos, alunos de língua inglesa de nível pré-intermediário, com
três anos e meio a quatro anos de estudo formal de inglês na mesma escola de idiomas,
onde o dialeto ensinado é o americano, tendo tido em torno de 350 a 400 horas de
instrução (sem considerar as aulas em escolas regulares, de ensino fundamental ou
médio). Nenhum deles havia morado ou visitado país de língua inglesa, ou tem o inglês
como língua usual de comunicação em casa ou com amigos. O grupo era, portanto,
bastante homogêneo.
3.5 GRUPO CONTROLE
Verificou-se a necessidade da utilização de um grupo controle formado por
falantes nativos, para comparação dos dados acústicos obtidos através das gravações.
Foram feitas gravações com dois falantes nativos, ambos americanos, também
adolescentes: uma menina, B, de 14 anos, natural de Los Angeles, Califórnia, e um
menino, M, de 11 anos, natural de Phoenix, Arizona. São irmãos e estavam no Brasil há
menos de um ano quando foram feitas as gravações. Ambos estudam em escola cujo
idioma falado é o inglês (Escola Internacional de Curitiba), e têm aulas de português
para estrangeiros.
3.6 COLETA E ANÁLISE DE DADOS:
A leitura e gravação das frases foram feitas em estúdio, tanto para os alunos,
quanto para o grupo controle, a uma taxa de amostragem de 44.1 kHz, 16 bites,
em.WAV. Para análise dos dados foi utilizado o software PRAAT, um programa de
análise acústica e síntese de fala, desenvolvido no Departamento de Fonética da
Universidade de Amsterdã, Holanda (esse programa pode ser constantemente atualizado
através de download : www.praat.org ). Foi utilizada a versão 4.4.30.
Foram analisadas as 120 sentenças pronunciadas e gravadas pelo grupo
controle (2 informantes x 20 sentenças x 3 repetições por sentença). Neste caso, como
havia necessidade de se estabelecer quais seriam os parâmetros significativos na
distinção entre os sons de [m] e [n], foram tabulados os valores correspondentes a:
31
- duração da sentença pronunciada (milisegundos, ms);
- duração da palavra que contém o som nasal (ms);
- duração da vogal anterior à nasal (ms);
- freqüência dos quatro primeiros formantes da vogal (Hertz, ou Hz): F1, F2,
F3, F4;
- duração da nasal (murmúrio nasal) (ms);
- freqüência dos quatro primeiros formantes da nasal (Hz): F1, F2, F3, F4.
Os formantes, tanto da vogal, quanto da nasal, foram extraídos no ponto
correspondente ao tempo médio de sua enunciação, isto é, se a duração do murmúrio
nasal ou da vogal era de 140 ms (0.140s), por exemplo, os formantes foram extraídos a
um tempo correspondente a aproximadamente 70 ms (0.070s), utilizando, na grande
maioria das vezes a extração automática fornecida pelo próprio PRAAT (poucas vezes
foi feita a extração manual, e isto ocorreu com o primeiro formante das nasais apenas).
No caso dos alunos, foram analisadas 600 palavras (10 informantes x 20
palavras x 3 repetições por informante). Neste caso, foram tabulados os valores
correspondentes a:
- duração da palavra que contém o som nasal (ms);
- duração da nasal (murmúrio nasal) (ms);
- freqüência dos quatro primeiros formantes da nasal (Hz): F1, F2, F3, F4.
Os formantes foram extraídos utilizando-se dos mesmos procedimentos
metodológicos dos utilizados com o grupo controle. O ambiente em que foram extraídos
obedeceu à seguinte configuração, em ambos os casos (configuração padrão do
programa):
- formante máximo (Hz): 5500,0;
- número de formantes: 5,0;
- comprimento de janela(s): 0,01;
- dynamic range (dB): 30,0.
A média, a que se referem algumas das tabelas, corresponde à média
aritmética de dados.
32
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 ANÁLISES DAS PRODUÇÕES DO GRUPO CONTROLE
Como exposto no capítulo anterior, referente à metodologia de pesquisa, para
fins comparativos e devido também à falta de referências específicas na literatura sobre
dados acústicos de nasais em codas, tanto de falantes nativos como de alunos brasileiros
de língua inglesa, procedeu-se à análise dos dados de dois falantes nativos, adolescentes
tal como os alunos, um menino(M) e uma menina(B), tal que pudéssemos, a partir daí,
definir parâmetros para a análise da produção dos brasileiros.
No apêndice 3 encontram-se os resultados das análises das variáveis das três
repetições para cada palavra de cada um dos falantes nativos, e em seguida, as médias
aritméticas correspondentes. Optou-se por fazer a média dos três primeiros formantes –
F1, F2, F3 - da vogal que antecede a nasal, assim como da nasal (mais propriamente do
murmúrio nasal). Os símbolos ( ) e ( ), que aparecem na linha correspondente à média
aritmética, foram inseridos apenas para reforçar a idéia de que estas médias referem-se
aos dados obtidos com B, a menina, e M, o menino, respectivamente. Os dados
aparecem na seguinte seqüência: em cada página, aparecem dados de um par mínimo,
por exemplo, CAM x CAN. Inicialmente, os dados obtidos com as três repetições de
CAM de B, seguidos pelas respectivas médias aritméticas. Depois, os dados das três
repetições de CAN de B, também seguidos de suas médias. Na seqüência, obedecendo à
mesma ordem, os resultados obtidos com M: CAM, dados de suas três repetições e as
médias correspondentes, e CAN, dados de suas três repetições e as médias
correspondentes. As médias sempre aparecem em negrito.
Para se facilitar a visualização dos resultados, em alguns casos (por exemplo,
no caso dos valores de duração relativa, que não aparecem no apêndice 3) após
apresentação das tabelas com dados, optou-se pela elaboração de gráficos que
deixassem claras as relações entre os diversos parâmetros de cada um dos pares [ ] x
[ ]. Por se acreditar que os valores referentes às durações relativas dos segmentos alvo
em relação à palavra em que estavam inseridos, e os valores dos formantes da vogal
antecedente à nasal e os da nasal propriamente dita se apresentariam como os mais
expressivos, foram elaborados gráficos com ênfase específica nestas variáveis. Os
gráficos foram, então, divididos nestes três grupos:
33
- Gráficos referentes aos valores de duração relativa de segmentos;
- Gráficos relativos à média dos valores dos formantes da vogal que antecede a
nasal;
- Gráficos relativos à média dos valores dos formantes da nasal (murmúrio
nasal).
Também com o objetivo de facilitar a comparação dos dados, os gráficos para
B foram seguidos dos similares para M.
4.1.1 VALORES DE DURAÇÃO RELATIVA DE SEGMENTOS
Os dados de duração (em milisegundos) que se obtiveram foram os seguintes:
- duração da sentença em que a palavra alvo se encontrava (frase veículo +
palavra alvo. Por exemplo, duração da frase: I say cam);
- duração da palavra (no exemplo, a duração da palavra cam);
- duração da vogal (no exemplo, a duração de [ ]);
- duração do murmúrio nasal (no exemplo, a duração de [ ]).
Isoladamente, cada um destes dados está sujeito a variações por conta do
idioleto, características pessoais do informante. Além disso, a velocidade da fala é
muito variável e optou-se, então, por considerar-se um valor relativo, que neutralizasse
esta variação, levando em consideração a duração do segmento alvo enquanto inserido
na palavra alvo.48 Obteve-se este valor relativo, dividindo-se o valor médio da duração
do murmúrio nasal (que nos dá a duração do segmento [ ] ou [ ], conforme o caso)
pelo valor médio obtido com a duração da palavra alvo, e o resultado multiplicado por
100. O valor final nos diz qual é o percentual que o murmúrio nasal ocupa na duração
total da palavra. As diferenças que aparecem nos comentários são diferenças em pontos
percentuais.
48
A duração da vogal também se mostraria problemática se fosse usada como parâmetro comparativo,
pois os alunos tendem a não pronunciá-la conforme o padrão de um nativo.
34
Informante B:
TABELA 2 - DURAÇÃO RELATIVA DAS NASAIS (B)
CAM x CAN
Duração Relativa da Nasal
[ ]x[ ]
32.8 x 29.4
DAM x DAN
32.9 x 27.5
GRAM x GRAN
28.9 x 29.5
JAM x JAN
25.5 x 27.0
PAM x PAN
31.9 x 30.4
DIM x DIN
48.2 x 44.2
GYM x GIN
40.1 x 36.8
PIM x PIN
45.3 x 42.7
SKIM x SKIN
26.6 x 23.3
TIM x TIN
42.0 x 34.3
Palavras Alvo
GRÁFICO 1 - DURAÇÃO RELATIVA
60
50
40
[m]
30
[n]
20
10
xD
AM A N
xG
R
JA AN
M
xJ
PA A N
M
xP
AN
D
IM
xD
I
G
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xG
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M
SK xPI
N
IM
xS
KI
TI N
M
xT
IN
AM
G
R
D
C
AM
xC
AN
0
Comentários:
[ ] – As durações relativas do murmúrio são superiores para [ ] nos pares CAM x CAN
(3,4%), DAM x DAN (5,4%), e PAM x PAN (1,5%).
[ ] - Os tempos relativos de duração da nasal [ ] em relação à duração da palavra em
que está inserida são superiores para [ ] em todos os pares, com a diferença máxima
para o par TIM x TIN (7,7%).
35
Informante M:
TABELA 3 - DURAÇÃO RELATIVA DAS NASAIS (M)
CAM x CAN
Duração Relativa da Nasal
[ ]x[ ]
16.7 x 17.7
DAM x DAN
20.7 x 16.8
GRAM x GRAN
17.6 x 15.0
JAM x JAN
17.8 x 16.9
PAM x PAN
18.6 x 17.5
DIM x DIN
28.0 x 32.9
GYM x GIN
28.7 x 28.3
PIM x PIN
30.5 x 28.2
SKIM x SKIN
18.8 x 22.6
TIM x TIN
25.3 x 28.5
Palavras Alvo
GRÁFICO 2 - DURAÇÃO RELATIVA (M)
35
30
25
20
[m]
[n]
15
10
5
xD
AM AN
xG
R
JA AN
M
xJ
PA AN
M
xP
AN
D
IM
xD
IN
G
YM
xG
PI IN
M
S K xP I
IM N
xS
KI
N
TI
M
xT
IN
AM
G
R
D
C
AM
xC
AN
0
Comentários:
[ ] - Os tempos relativos de duração da nasal [ ] em relação à duração da palavra em
que está inserida são superiores para [ ] em todos os pares, à exceção de CAM x CAN
(1,0% de diferença).
36
[ ] – Os tempos relativos de duração da nasal [ ] em relação à duração da palavra em
que está inserida são superiores à [ ] apenas nos pares GYM x GIN (0,4%) e PIM x
PIN (2,3%).
Observações:
Considerando-se que os lábios são articuladores mais lentos (utilizados na
produção do segmento [ ]), em comparação ao movimento de ponta de língua utilizado
para a produção de [ ]), se esperaria que a duração relativa do segmento [ ] fosse
maior que a o do segmento [ ]. Isto ocorreu em 80% das produções da informante B,
mas em apenas 60% das produções de M, e em pares mínimos diversos. Não se pode,
portanto, considerar a duração relativa dos segmentos [ ] e [ ] como parâmetros
confiáveis para se definir se um determinado segmento é ou não bilabial ou alveolar,
levando-se em consideração as características particulares deste experimento.
4.1.2 FORMANTES DAS VOGAIS ([ ] e [ ]) ANTECEDENTES ÀS NASAIS
Foram considerados os três primeiros formantes da vogal antecedente à nasal,
ou seja, F1(correlato acústico da altura de mandíbula), F2 (correlato acústico da posição
relativa do dorso de língua na dimensão ântero-posterior do trato vocal) e F3 (parâmetro
acústico cujos valores usualmente tendem a acompanhar os valores de F2). O quarto
formante não foi considerado por serem seus valores muito variáveis. Os valores de tais
formantes também se encontram no Apêndice 3.
Para facilitar a visualização das diferenças entre os valores dos formantes da
vogal de cada elemento do par mínimo utilizaram-se novamente gráficos, com o valor
médio do formante do segmento [ ] aparecendo sempre à esquerda, e o do segmento
[ ], à direita para cada par. Há um gráfico para cada um dos formantes de cada um dos
dois falantes nativos.
37
4.1.2.1 Formante 1
Informante B:
GRÁFICO 3 - F1 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (B)
F1 Vogais B
900
800
700
600
500
400
300
200
100
TI
M
/T
IN
IN
K
/S
S
P
K
IM
M
G
Y
IM
/P
IN
/G
IN
IN
/D
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M
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A
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N
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A
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R
A
A
M
G
R
C
A
D
A
M
/C
A
M
/D
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
As diferenças entre F1 de [ ] e F1 de [ ] foram menores que 50 Hz, porém
às vezes superiores para [ ] e às vezes para [ ], tanto para os pares [ ] quanto para os
pares [ ].
Informante M:
GRÁFICO 4 - F1 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (M)
F1 Vogais
700
600
500
400
300
200
100
Palavras
IN
M
/T
TI
IN
K
S
K
IM
/S
/P
IN
IM
P
IN
/G
IN
M
G
Y
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A
M
P
D
IM
/D
AN
N
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A
G
R
JA
M
N
AM
/G
R
A
M
/D
A
D
A
C
A
M
/C
A
N
N
0
38
Comentários:
[ ] - As diferenças entre F1 de [ ] e [ ] foram menores que 50 Hz, sendo F1
de [ ] superior a F1 de [ ] apenas nos pares DAM x DAN e GRAM x GRAN.
[ ] – O único par com F1 de [ ] superior ao F1 de [ ] foi GYM x GIN, com
uma diferença de 94 Hz.
4.1.2.2 Formante 2:
Informante B:
GRÁFICO 5 - F2 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (B)
F2 Vogais B
2500
2000
1500
1000
500
IN
IM
/T
IN
T
K
S
KI
M
/S
IM
/P
IN
P
/G
IN
M
G
Y
IN
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D
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M
G
R
JA
M
N
/G
R
A
/D
A
M
D
A
C
A
M
/C
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
[ ] – Os valores de F2 de [ ] foram superiores aos de [ ] para todos os pares,
à exceção do par DAM x DAN (diferença de 42 Hz, superior para o F2 de [ ]). A maior
diferença favorecendo o F2 de [ ] foi para o par JAM x JAN, de 177 Hz.
[ ] – Os valores de F2 de [ ] foram inferiores aos de [ ] para todos os pares.
39
Informante M:
GRÁFICO 6 - F2 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (M)
F2 Vogais
3000
2500
2000
1500
1000
500
IN
M
/T
TI
IN
K
S
P
K
IM
/S
M
G
Y
IM
/P
IN
/G
IN
IN
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A
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R
A
AM
/G
G
R
C
A
D
A
M
/C
M
/D
A
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
[ ] – Os valores de F2 de [ ] foram superiores aos de [ ] para os pares CAM
x CAN, DAM x DAN (diferença máxima de 694 Hz) e PAM x PAN.
[ ] - Os valores de F2 de [ ] foram superiores aos de [ ] para os pares DIM x
DIN e TIM x TIN. Para os demais pares, os valores foram praticamente iguais.
4.1.2.3 Formante 3:
Informante B:
GRÁFICO 7 - F3 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (B)
F3 Vogais B
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
S
Palavras
IN
IM
/T
T
K
IM
/S
K
IN
/P
IN
IM
M
G
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/G
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M
/G
R
A
G
R
/D
A
M
D
A
C
A
M
/C
A
N
N
0
40
Comentários:
[ ] – Os valores de F3 de [ ] foram superiores aos de [ ] apenas para os pares
CAM x CAN (diferença de 374 Hz) e PAM x PAN.
[ ] – Para todos os pares, os valores de F3 de [ ] foram superiores aos de [ ],
sendo a maior diferença a do par PIM x PIN (274 Hz).
Informante M:
GRÁFICO 8 - F3 DA VOGAL ANTECEDENTE À NASAL (M)
F3 Vogais
3600
3500
3400
3300
3200
3100
3000
2900
2800
T
IM
/T
IN
S
K
IM
/S
K
IN
/P
IN
IM
M
G
Y
P
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IN
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G
R
JA
M
N
/G
R
A
/D
A
M
D
A
C
A
M
/C
A
N
N
2700
Palavras
Comentários:
[ ] - Os valores de F3 de [ ] foram superiores aos de [ ] para os pares DAM
x DAN, JAM x JAN ( diferença de 563 Hz) e PAM x PAN.
[ ] - Os valores de F3 de [ ] foram superiores aos de [ ] para os pares DIM x
DIN (diferença de 273 Hz), GRIM x GRIN e TIM x TIN. Para os outros dois pares, as
diferenças foram ligeiramente superiores para o F3 de [ ].
4.1.2.4 Observações relativas aos formantes da vogal antecedente à nasal
De uma maneira geral, pode-se dizer que os pares com a vogal [ ] apresentam
resultados mais constantes que os pares com a vogal [ ]. No entanto, não se pode
afirmar que há uma regularidade de resultados. Somado a isto, está o fato de, se
tomarmos os formantes da vogal antecedente à nasal como parâmetros de comparação
entre a produção dos nativos e a dos alunos, temos que considerar que estes tendem a
41
produzir uma vogal não exatamente de mesma qualidade da vogal produzida pelos
falantes nativos, inserindo uma nova variável na avaliação. Optou-se, então, por não se
valer dos formantes das vogais que antecedem as nasais como parâmetros significativos
nas comparações de produção.
4.1.3 FORMANTES DA CONSOANTE NASAL (MURMÚRIO NASAL)
Aqui também foram considerados apenas os três primeiros formantes da
consoante nasal, ou seja, F1, F2 e F3. O quarto formante, além de ter valores muito
variáveis, tinha sua leitura por vezes bastante dificultada. Os valores de tais formantes
encontram-se no Apêndice 3.
Nos gráficos a seguir – um para cada um dos formantes - os valores de cada
elemento do par mínimo foram colocados um ao lado do outro para se facilitar a
comparação, sendo que o valor médio do formante do segmento [ ] aparece sempre à
esquerda. Novamente, o gráfico referente aos dados do informante nativo B aparece
seguido do gráfico do falante nativo M para um mesmo formante.
4.1.3.1 Formante 1
Informante B:
GRÁFICO 9 - F1 DO MURMÚRIO NASAL (B)
F1 Nasais B
400
350
300
250
200
150
100
50
S
Palavras
T
IM
/T
IN
K
IM
/S
K
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IN
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/G
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R
A
G
R
A
M
M
A
D
C
A
M
/C
A
/D
A
N
N
0
42
Comentários:
Os valores de F1 de [ ] são superiores aos de [ ] para todos os pares (com
diferenças menores que 50 Hz), à exceção de GRAM x GRAN, par para o qual o valor
de F1 de [ ] é superior ao de [ ] (diferença de 6 Hz).
Informante M:
GRÁFICO 10 - F1 DO MURMÚRIO NASAL (M)
F1 Nasais
450
400
350
300
250
200
150
100
50
T
IM
/T
IN
S
K
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IM
M
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A
/G
A
M
G
R
D
C
A
A
M
M
/D
A
/C
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
Os valores de F1 de [ ] são superiores aos de [ ] para todos os pares, à
exceção do par DAM x DAN (a diferença, no entanto, é de apenas 11 Hz).
4.1.3.2 Formante 2
Informante B:
GRÁFICO 11 - F2 DO MURMÚRIO NASAL (B)
F2 Nasais B
2500
2000
1500
1000
500
Palavras
TI
M
/T
IN
IN
K
S
K
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/S
IM
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P
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M
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M
N
/G
R
A
/D
A
M
D
A
C
A
M
/C
A
N
N
0
43
Comentários:
Os valores de F2 de [ ] são superiores aos de [ ] para todos os pares, com
diferença mínima entre eles de 229 Hz no par TIM X TIN. Estes valores são médias
aritméticas, porém em todas as medições, isto é, nas medições de cada uma das três
repetições para cada palavra, obteve-se resultado similar, isto é, o valor de F2 de [ ]
sendo superior ao de [ ].
Informante M:
GRÁFICO 12 - F2 DO MURMÚRIO NASAL (M)
F2 Nasais
2500
2000
1500
1000
500
IN
IM
/T
T
S
K
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/S
K
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G
R
A
M
M
D
A
C
A
M
/C
A
/D
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
Os valores de F2 de [ ] consistentemente superiores aos de [ ], especialmente
para os pares com vogal antecedente [ ]. A menor diferença entre os valores foi para o
par DAM x DAN, de 48 Hz.
44
4.1.3.3 Formante 3:
Informante B:
GRÁFICO 13 - F3 DO MURMÚRIO NASAL (B)
F3 Nasais B
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
IN
S
T
IM
/T
/S
K
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P
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A
M
G
R
C
A
D
A
M
M
/C
A
/D
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
Os valores médios do F3 de [ ] de todos os pares foram superiores aos de [ ].
Isto ocorreu não apenas nas médias dos valores das medições, mas em cada uma das três
medidas. A menor diferença foi para o par TIM x TIN (123 Hz).
Informante M:
GRÁFICO 14 - F3 DO MURMÚRIO NASAL (M)
F3 Nasais
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
T
IM
/T
IN
S
K
IM
/S
K
IN
/P
IN
IM
M
G
Y
P
/G
IN
IN
/D
/P
A
M
P
D
IM
A
N
N
/J
A
JA
M
N
/G
R
A
A
M
M
G
R
C
A
D
A
M
/C
A
/D
A
N
N
0
Palavras
Comentários:
[ ] – Os valores do F3 de [ ] e os de [ ] foram os mesmos para o par DAM x
DAN. O valor de F3 de [ ] foi superior ao de [ ] apenas no par JAM x JAN (57 Hz).
[ ] – Os valores do F3 de [ ] foram superiores aos de [ ] para todos os pares.
45
4.1.4 OBSERVAÇÕES SOBRE AS PRODUÇÕES DO GRUPO CONTROLE
Para fins de análise comparativa, parece claro que os valores do segundo
formante da nasal (murmúrio nasal) se mostraram os mais consistentes. Para todas as
palavras do corpus, nas três repetições de cada uma, e para ambos os informantes do
grupo controle, os valores de F2 foram consistentemente superiores para a nasal [ ] do
que para a nasal [ ]. Desta forma, mostra-se como o parâmetro acústico mais indicado
para comparar a produção dos alunos à produção dos falantes nativos, no que diz
respeito à realização de uma específica nasal. Este parâmetro será, então, o utilizado
para este fim. Ladefoged já havia observado o fato de que, quando os lábios se fecham
para [ ], o segundo formante desta consoante, em especial, abaixa sua freqüência
(LADEFOGED, 2001(b), p.54). Foi o que se observou com os dados desta pesquisa.
4.2 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS PRODUÇÕES DOS FALANTES
NATIVOS DO GRUPO CONTROLE E AS PRODUÇÕES DOS ALUNOS
Foram analisadas 600 palavras correspondentes à produção dos dez alunos
envolvidos no experimento (10 alunos x 20 palavras [10 pares mínimos] x 3 repetições
por palavra). Para cada uma destas palavras (inseridas na frase veículo I say ...) foram
feitas medidas de duração da palavra alvo (na tabela que consta no Apêndice 4 os
valores médios estão sob a coluna “palavra”) e do murmúrio nasal (sob a coluna
“nasal”), em ms, e dos formantes F1, F2, F3 e F4 do murmúrio. A partir dos valores das
variáveis medidas das três repetições, foi calculada a média aritmética, que consta do
Apêndice 4. Portanto, os valores individuais para cada uma das três repetições de cada
um dos dez informantes alunos não estão tabulados neste apêndice; apenas constam as
médias.
Considerando-se que foi o segundo formante do murmúrio nasal o parâmetro
escolhido por ser o mais consistente para a distinção de nasais bilabiais das alveolares
em codas, de acordo com os dados obtidos a partir do grupo controle composto por dois
falantes nativos, ele será o utilizado na comparação entre os dados dos alunos e os dados
dos nativos. A comparação será baseada na análise dos pares mínimos: para um aluno
ter realizado um som alveolar, sua produção deve ter sido similar à produção de um
46
falante nativo, isto é, o segundo formante do murmúrio nasal do segmento [ ] deve ter
sido superior ao segundo formante do segmento nasal [ ] para um mesmo par, e a
diferença entre estes dois formantes deve ter sido superior a 100 Hz (as diferenças
obtidas com o grupo controle foram, em média, de 352 Hz para B, e 497 Hz para M)
para que se afirme que foi produzido um segmento [ ], e não um [ ].
4.2.1 GRÁFICOS COMPARATIVOS
Para facilitar a análise, foram colocados em gráficos os resultados das médias
do segundo formante (F2) do murmúrio nasal de cada um das alunas (meninas) e estes
serão comparados com o F2 da falante nativa B, para cada um dos pares mínimos. O
mesmo ocorrerá com os meninos, isto é, os valores médios de F2 serão comparados
com o F2 do falante nativo, também para cada par mínimo. Os alunos estão
representados pelas iniciais de seus nomes, assim como os falantes nativos, os quais
aparecem por último em cada abscissa.
4.2.1.1 CAM x CAN
GRÁFICO 15 – F2 NO PAR CAM X CAN
(MENINAS)
GRÁFICO 16 - F2 NO PAR CAM X CAN
(MENINOS)
2000
2000
1500
1500
CAM
1000
CAN
500
CAM
1000
CAN
500
0
0
BA
C
L
R
V
B
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
60% das produções das meninas foram similares às do grupo controle, contra
20 % dos meninos. Para a informante V, a diferença entre F2 de [ ] e F2 de [ ] foi de
68 Hz. O mesmo ocorreu com os informantes CA e G, com diferenças respectivamente
de 63 e 66 Hz. Uma das meninas (R) e dois meninos (D e H) produziram os segmentos
47
nasais com F2 apresentando valores opostos aos do grupo controle, isto é, F2 de [ ]
superior ao F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 40% das
produções similares às dos nativos, 30% das produções indistinguíveis acusticamente, e
30% das produções com valores de F2 opostos aos do grupo controle.49
4.2.1.2 DAM x DAN
GRÁFICO 17 - F2 NO PAR DAM X DAN
(MENINAS)
2000
GRÁFICO 18 - F2 NO PAR DAM X DAN
(MENINOS)
2000
1500
1500
DAM
1000
DAN
500
DAM
1000
DAN
500
0
BA
C
L
R
V
B
0
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
Para as meninas, 40% das produções foram similares às do grupo controle,
contra 20 % dos meninos. Para as informantes C, R e V, as diferenças entre F2 de [ ] e
F2 de [ ] foram de, respectivamente, 19 Hz, 47 Hz e 52 Hz. O mesmo ocorreu com os
informantes BR, CA, G e H, com diferenças respectivamente de 6, 89, 14 e 51 Hz.
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 30% das
produções similares às dos nativos e 70% das produções indistinguíveis acusticamente.
49
A idéia de similaridade (valor de F2 de [ ] superior ao de [ ], com diferença mínima de 100Hz),
indistinção acústica (valor de F2 de [ ]superior ao de [ ], porém com diferença inferior a 100Hz) ou
“oposição” das produções em relação às do grupo controle, que a partir deste ponto serão utilizadas,
estão exclusivamente associadas aos valores do segundo formante do murmúrio nasal.
48
4.2.1.3 GRAM x GRAN
GRÁFICO 19 - F2 NO PAR GRAM X GRAN
(MENINAS)
GRÁFICO 20 - F2 NO PAR GRAM X GRAN
(MENINOS)
2500
2000
2000
1500
1000
GRAM
1500
GRAM
GRAN
1000
GRAN
500
500
0
BA
C
L
R
V
0
B
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
60% das produções das meninas foram similares às do grupo controle, contra
20 % dos meninos. Para a informante R, a diferença entre F2 de [ ] e F2 de [ ] foi de
apenas 76 Hz. O mesmo ocorreu com os informantes BR e G, com diferenças
respectivamente de 23 e 46 Hz. Uma das meninas (V) e dois meninos (CA e H)
produziram os segmentos nasais com F2 apresentando valores opostos aos dos grupo
controle, isto é, F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 40% das
produções similares às dos nativos, 30% das produções indistinguíveis acusticamente, e
30% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.1.4 JAM x JAN
GRÁFICO 21 - F2 NO PAR JAM X JAN
(MENINAS)
GRÁFICO 22 - F2 NO PAR JAM X JAN
(MENINOS)
2500
2000
2000
1500
1500
JAM
1000
JAN
JAM
1000
JAN
500
500
0
0
BA
C
L
R
V
B
BR
CA
D
G
H
M
49
Comentários:
As meninas produziram as nasais em 60% dos casos similares às do grupo
controle, o que nenhum dos meninos conseguiu. Para as informantes BA e R, as
diferenças entre F2 de [ ] e F2 de [ ] foram de 31 e 56 Hz respectivamente. O mesmo
ocorreu com os informantes BR, CA e G, com diferenças respectivamente de 32, 86 e
37 Hz. Dois meninos (D e H) produziram os segmentos nasais cujos F2 mostraram
valores opostos aos do grupo controle, isto é, F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 30% das
produções similares às dos nativos, 50% das produções indistinguíveis acusticamente, e
20% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.1.5 PAM x PAN
GRÁFICO 23 - F2 NO PAR PAM X PAN
(MENINAS)
GRÁFICO 24 - F2 NO PAR PAM X PAN
(MENINOS)
2500
2000
2000
1500
PAM
1000
PAN
500
1500
PAM
1000
PAN
500
0
BA
C
L
R
V
B
0
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
40% das produções das meninas e dos meninos foram similares às do grupo
controle. Para as informantes BA, R e V, as diferenças entre F2 de [ ] e F2 de [ ]
foram de 47, 77 e 70 Hz, respectivamente. O mesmo ocorreu com os informantes CA e
D, com diferenças, respectivamente, de 19 e 67 Hz. Um menino (G) produziu os
segmentos nasais com F2 apresentando valores opostos aos dos grupo controle, isto é,
F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 40% das
produções similares às dos nativos, 50% das produções indistinguíveis acusticamente, e
10% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
50
4.2.1.6 DIM x DIN
GRÁFICO 25 - F2 NO PAR DIM X DIN
(MENINAS)
GRÁFICO 26 - F2 NO PAR DIM X DIN
(MENINOS)
2500
2500
2000
2000
1500
DIM
1500
DIM
1000
DIN
1000
DIN
500
500
0
0
BA
C
L
R
V
BR
B
CA
D
G
H
M
Comentários:
80% das produções das meninas e 40% dos meninos foram similares às do
grupo controle. Para a informante R, a diferença entre F2 de [ ] e F2 de [ ] foi de 11
Hz. Os informantes BR, D e H produziram os segmentos nasais cujo F2 apresentou
valores opostos aos do grupo controle, isto é, F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 60% das
produções similares às dos nativos, 10% das produções indistinguíveis acusticamente, e
30% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.1.7 GYM x GIN
GRÁFICO 27 - F2 NO PAR GYM X GIN
(MENINAS)
GRÁFICO 28 - F2 NO PAR GYM X GIN
(MENINOS)
2500
2500
2000
2000
1500
GYM
1000
GIN
500
1500
GYM
1000
GIN
500
0
BA
C
L
R
V
B
0
BR
CA
D
G
H
M
51
Comentários:
Das produções das meninas, 60%, e apenas 20% das produções dos meninos
foram similares às do grupo controle. Para a informante R, a diferença entre F2 de [ ] e
F2 de [ ] foi de 74 Hz, assim como para os informantes BR, G e H, com diferenças,
respectivamente, de 22, 65 e 39 Hz. A informante V e o informante CA produziram os
segmentos nasais cujo F2 apresentou valores opostos aos do grupo controle, isto é, F2
de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 40% das
produções similares às dos nativos, 40% das produções indistinguíveis acusticamente, e
20% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.1.8 PIM x PIN
GRÁFICO 29- F2 NO PAR PIM X PIN
(MENINAS)
GRÁFICO 30 - F2 NO PAR PIM X PIN
(MENINOS)
2500
2500
2000
2000
1500
PIM
1000
PIN
500
1500
PIM
1000
PIN
500
0
BA
C
L
R
V
B
0
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
As meninas produziram as nasais em 60% dos casos similares às do grupo
controle, o que nenhum dos meninos conseguiu. Para a informante BA a diferença entre
F2 de [ ] e F2 de [ ] foi de 82 Hz, o que também ocorreu com os informantes BR e D,
com diferenças respectivamente de 51 e 8 Hz. Uma menina (V) e três meninos (CA, G e
H) produziram os segmentos nasais cujos F2 mostraram valores opostos aos do grupo
controle, isto é, F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
52
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 30% das
produções similares às dos nativos, 30% das produções indistinguíveis acusticamente, e
40% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.1.9 SKIM x SKIN
GRÁFICO 31 - F2 NO PAR SKIM X SKIN
(MENINAS)
GRÁFICO 32- F2 NO PAR SKIM X SKIN
(MENINOS)
2500
2500
2000
2000
1500
SKIM
1000
SKIN
1500
SKIM
1000
SKIN
500
500
0
0
BA
C
L
R
V
B
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
As meninas produziram as nasais em 40% dos casos similares às do grupo
controle, o que 60% dos meninos conseguiu (o único caso em que o desempenho dos
meninos para um determinado par foi superior ao das meninas). Para a informante R, a
diferença entre F2 de [ ] e F2 de [ ] foi de 25 Hz. Duas meninas (BA e V) e dois
meninos (G e H) produziram os segmentos nasais cujos F2 mostraram valores opostos
aos do grupo controle, isto é, F2 de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 50% das
produções similares às dos nativos, 10% das produções indistinguíveis acusticamente, e
40% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
53
4.2.1.10 TIM x TIN
GRÁFICO 33- F2 NO PAR TIM X TIN
(MENINAS)
2500
GRÁFICO 34 - F2 NO PAR TIM X TIN
(MENINOS)
2500
2000
2000
1500
TIM
1000
TIN
500
1500
TIM
1000
TIN
500
0
BA
C
L
R
V
B
0
BR
CA
D
G
H
M
Comentários:
Tanto para as meninas, como para os meninos, 40% das produções foram
similares às do grupo controle. Para a informante BA a diferença entre F2 de [ ] e F2 de
[ ] foi 96 Hz. Duas meninas (C e V) e três meninos (CA, D e H) produziram os
segmentos nasais cujos F2 mostraram valores opostos aos do grupo controle, isto é, F2
de [ ] maior que F2 de [ ].
No geral, para meninos e meninas, obteve-se para este par mínimo, 40% das
produções similares às dos nativos e 10% das produções indistinguíveis acusticamente,
e 50% das produções com valores de F2 das nasais opostos aos dos falantes nativos.
4.2.2 TABELAS COMPARATIVAS
Para se facilitar a análise comparativa dos dados, estes foram agrupados nas
tabelas que seguem.
Os símbolos, os mesmos para todas as sete tabelas, têm os mesmos
significados, ou seja:
: diferença entre F2[ ] e F2[ ]
100 Hz. Portanto, a produção do aluno assemelha-
se à produção do falante nativo com o qual foi comparado;
54
: F2 de [ ]
F2 de [ ]. Resultado oposto ao obtido com o falante nativo;
= : F2 de [ ] > F2 de [ ], porém a diferença foi menor que 100 Hz, não-significativa
para fins de distinção entre os segmentos [m] e [n]
Para as tabelas 4 e 5 ( relacionadas à vogal antecedente [ ]) e 7 e 8 (referentes
à vogal antecedente [ ]), a primeira linha mostra os pares mínimos analisados, cada par
ocupando uma coluna. A primeira coluna apresenta as iniciais dos informantes alunas
(ou alunos, conforme a tabela), e a última, após o traço duplo, o resultado geral de
similaridade obtido pelo informante que aparece na linha correspondente. Assim, por
exemplo, a informante BA, na Tabela 4, apresentou produções similares às dos nativos
para os pares CAM x CAN, DAM x DAN, GRAM x GRAN ( símbolo “ ”) , e
produções acusticamente indistinguíveis entre os elementos do par , no que diz respeito
às nasais, nos pares JAM x JAN e PAM x PAN (símbolo “=”). Ela obteve, então, um
percentual de similaridade de 60% para os pares com vogal antecedente [æ] (que é
mostrado na última coluna). Também para estas tabelas, após as linhas com as iniciais
dos informantes, há um traço duplo, com os resultados percentuais gerais para cada um
dos pares, levando-se em consideração o desempenho dos informantes que aparecem na
tabela em questão. Por exemplo, na Tabela 4, para o par CAM x CAN, o percentual de
similaridade foi de 60% (símbolo “%
”), 20% de produções com resultados opostos
aos do falante nativo, em termos de F2 das nasais (símbolo “%
”), e 20% das
produções , para este par, acusticamente indistinguíveis em termos de nasais (símbolo
“% =”).
As tabelas 6, 9 e 10 são tabelas resumo dos resultados. A tabela 6 corresponde
ao resumo das tabelas 4 e 5, a tabela 9 resume os dados das tabelas 7 e 8, e a tabela 10
dá um panorama geral dos resultados obtidos tanto para meninos como para meninas ,
com as duas vogais antecedentes.
55
TABELA 4 – RESUMO DOS RESULTADOS - [ ] - MENINAS
CAMxCAN
DAMxDAN
GRAMxGRAN
BA
JAMxJAN
PAMxPAN
=
=
=
C
%GERAL
60%
80%
L
100%
=
R
=
=
=
0%
=
20%
=
=
%
60
40
60
60
40
52
%
20
0
20
0
0
8
%=
20
60
20
40
60
40
V
Comentário: 52% das produções das meninas similares à produção da falante nativa,
40% indistinguíveis acusticamente, e 8% opostas.
TABELA 5 – RESUMO DOS RESULTADOS - [ ] - MENINOS
CAMxCAN
DAMxDAN
GRAMxGRAN
JAMxJAN
=
=
=
BR
CA
=
=
=
D
G
=
=
=
PAMxPAN
40%
=
0%
=
40%
=
0%
=
H
%GERAL
20%
%
20
20
20
0
40
20
%
40
0
40
40
20
28
% =
40
80
40
60
40
52
Comentário: 20% das produções dos meninos similares à produção do falante nativo,
52% indistinguíveis acusticamente, e 28% opostas.
TABELA 6 – RESUMO - PERCENTUAL GERAL ( MENINOS E MENINAS) DOS
RESULTADOS [ ]
CAMxCAN
DAMxDAN
GRAMxGRAN
JAMxJAN
PAMxPAN
% GERAL
%
40
30
40
30
40
36
%
30
0
30
20
10
18
% =
30
70
30
50
50
46
56
TABELA 7 – RESUMO DOS RESULTADOS - [ ] - MENINAS
DIMxDIN
GYMxGIN
PIMxPIN
SKIMxSKIN
=
BA
TIMxTIN
=
% GERAL
40%
C
80%
L
100%
R
=
=
=
40%
V
20%
%
80
60
60
40
40
56
%
0
20
20
40
40
24
% =
20
20
20
20
20
20
Comentário: 56% das produções das meninas similares à produção da falante nativa,
20% indistinguíveis acusticamente, e 24% opostas.
TABELA 8 – RESUMO DOS RESULTADOS - [ ] - MENINOS
DIMxDIN
BR
GYMxGIN
PIMxPIN
=
=
SKIMxSKIN
TIMxTIN
% GERAL
40 %
CA
40%
=
D
40%
G
=
40%
H
=
0%
%
40
20
0
60
40
32
%
60
20
60
40
60
48
% =
0
60
40
0
0
20
Comentário: 32% das produções dos meninos similares à produção do falante nativo,
20% indistinguíveis acusticamente, e 48% opostas.
TABELA 9 – RESUMO - PERCENTUAL GERAL (MENINOS E MENINAS)
DOS RESULTADOS [ ]
DIMxDIN
GYMxGIN
PIMxPIN
SKIMxSKIN
TIMxTIN
% GERAL
%
60
40
30
50
40
44
%
30
20
40
40
50
36
% =
10
40
30
10
10
20
57
TABELA 10 – PERCENTUAL GERAL (MENINOS E MENINAS) DOS
RESULTADOS [ ] E [ ]
%
%
% =
CAM x CAN
40
30
30
DAM x DAN
30
0
70
GRAM x GRAN
40
30
30
JAM x JAN
30
20
50
PAM x PAN
40
10
50
DIM x DIN
60
30
10
GYM x GIN
40
20
40
PIM x PIN
30
40
30
SKIM x SKIN
50
40
10
TIM x TIN
40
50
10
% TOTAL GERAL
40
27
33
4.2.3 COMENTÁRIOS
Pelas tabelas apresentadas acima, podemos verificar diversos fatos
interessantes com relação à produção dos alunos e alunas, e à produção distinta entre os
pares com vogal antecedente [ ] e os pares com vogal antecedente [ ]. Vamos
comparar diversas diferentes variáveis entre si:
a) Desempenho das meninas em relação ao desempenho dos meninos:
Para os pares [ ], as meninas obtiveram um percentual de similaridade com as
produções da falante nativa de 52%, contra 20% dos meninos em relação ao falante
nativo. Três informantes-alunas conseguiram percentual de similaridade acima de 50%
(BA, C, L), uma delas – L - conseguindo 100%, contra nenhum dos informantes-alunos.
Destes últimos, apenas dois (BR, D) conseguiram um percentual de 40%. Das
produções das meninas, 40% apresentam valores de F2 para [ ] e [ ] muito próximos
entre si, o que faz com que estes segmentos não sejam distinguíveis acusticamente. No
caso dos meninos, este valor sobe para 52%.
58
Para os pares [ ], as meninas obtiveram um percentual de similaridade de
56%, contra 32% dos meninos. Duas informantes-alunas conseguiram um percentual de
similaridade acima de 50% (C, L) , e a mesma que conseguira 100% de similaridade em
[ ] , conseguiu também para [ ]. Dos informantes-alunos nenhum conseguiu percentual
de similaridade acima de 40% (quatro dos cinco ficaram em 40%). Das produções tanto
dos alunos quanto das alunas, 20% têm valores de F2 para [ ] e [ ] muito próximos
entre si.
Não era objetivo deste trabalho de pesquisa a verificação comparativa de
desempenho entre alunos e alunas, porém os dados mostraram uma significativa
diferença entre o desempenho de ambos, com as meninas obtendo resultados bastante
superiores. Reforçando o que havia sido dito no capítulo da metodologia, o grupo era
bastante homogêneo, tendo basicamente seguido a mesma trajetória em termos de
estudos de inglês como segunda língua em escola de idiomas. Logicamente, existem
diferenças individuais que eventualmente ficam mais claras em determinados contextos
cognitivos, que fugiriam do escopo deste trabalho.
b) Desempenhos em relação aos pares [ ] e [ ]:
O percentual geral (incluindo produções dos meninos e das meninas) no
quesito similaridade foi de 36% para os pares [ ] e 44% para os pares [ ]. Os valores de
F2 para [ ] e [ ] são muito próximos entre si em 46% das produções [ ] e em 20% das
produções [ ].
Pelos resultados, atesta-se uma maior constância de resultados e similaridade
com as produções dos falantes nativos nos pares mínimos onde aparece a vogal anterior
fechada [ ] como antecedente às consoantes nasais.
c)
Desempenho considerando as produções de todos os alunos e todos os
pares:
Considerando os dez informantes-alunos e suas produções com as duas
vogais antecedentes, tem-se um total geral de 40% de similaridade em relação às
produções dos falantes nativos e 33% de produções onde não se faz a distinção acústica
entre os segmentos [ ] e [ ]. Em 27% dos casos, a freqüência de F2 de [ ] foi superior
à de [ ], o inverso do que se observou nas produções dos falantes nativos. O par DIM x
59
DIN foi o que conseguiu o maior percentual de similaridade - 60% -, e para o par DAM
x DAN em 70% dos casos não se obteve distinção acústica no que diz respeito ao
segundo formante do murmúrio nasal, que considerou o parâmetro distintivo entre os
segmentos [ ] e [ ] em posição de coda seguidos por silêncio.
Apenas para fins de visualização de alguns espectrogramas, foram colocados
no apêndice 5 alguns deles, do grupo controle ( de B, o par CAM x CAN; de M, o par
PIM x PIN) e dos informantes alunos ( de BA , também o par CAM x CAN, similar à
produção de B; de CA , também o par PIM x PIN, porém não correspondendo à
produção de M ).
4.3 TESTE PERCEPTUAL PRELIMINAR
Apesar do objetivo deste trabalho de pesquisa estar relacionado apenas à
produção dos segmentos nasais [ ] e [ ] em codas, fez-se um estudo preliminar de
percepção com os dez informantes, alunos e alunas, que participaram das gravações dos
dados.
A metodologia utilizada foi bastante simples, pois se tratou de um estudo
bastante preliminar: cada um dos informantes escutou uma única vez as suas próprias
produções de sentenças do livreto 1 (apêndice 2), ao mesmo tempo em que as escrevia
(uma espécie de ditado). Os meninos fizeram o mesmo com as frases do falante nativo
M; as meninas escutaram e escreveram as suas frases e as da falante nativa B.
Os resultados tabulados a seguir referem-se apenas à produção dos nativos
ouvidas pelos alunos, já que ouvir a sua própria produção poderia gerar um erro duplo,
pois nem sempre a produção dos alunos corresponde ao padrão das nasais.
O símbolo “ ” significa que se conseguiu reconhecer com acerto o som.
O símbolo “X” significa que não reconheceu acertadamente o som.
O símbolo “%” refere-se ao percentual de reconhecimento do(s) segmento(s).
As tabelas 11, 12, 13 e 14 apresentam estrutura similar, alternando ora os
resultados de percepção de alunas, ora de alunos, e também alternando o segmento final
a ser reconhecido ([ ] ou [ ]). Na primeira linha aparecem, além do segmento a ser
identificado, as iniciais dos informantes, e após um traço duplo, o percentual de
reconhecimento obtido com cada elemento do par mínimo que aparece na linha
correspondente. Assim, por exemplo, com dados da tabela 11, tem-se que as
60
informantes BA, C e L reconheceram acertadamente o som do segmento [ ] em CAM,
enquanto as informantes R e V não conseguiram tal reconhecimento. Então, o
percentual de reconhecimento deste elemento do par mínimo CAM x CAN foi de 60%
entre as meninas. Para cada uma destas quatro tabelas, há uma linha em branco, e
depois, por último, o percentual total de reconhecimento para cada um dos informantes
da tabela em questão. Por exemplo, BA conseguiu um percentual total de
reconhecimento de segmentos [ ] de 90%.
A tabela 15 apresenta um resumo dos testes preliminares de percepção, onde
aparecem os resultados separadamente para meninos e meninas, e meninos + meninas
(na coluna “alunos” desta tabela, para fins de cálculo de percentual de reconhecimento
foram desconsiderados os dados relativos ao aluno H, que considerou sistematicamente
todas as palavras como se tivessem coda [ ]). Os últimos segmentos de cada palavra
alvo aparecem na primeira coluna. Assim, tem-se palavras terminadas em [ ] + [ ], [ ]
+ [ ] e o conjunto de palavras com segmento final [m]: [ ] + [ ] e [ ] + [ ]. Depois, a
mesma seqüência para as palavras terminadas com o segmento [ ]: [ ] + [ ], [ ] + [ ],
e [ ] + [ ] e [ ] + [ ].
61
TABELA 11 – ALUNAS OUVINDO AS PRODUÇÕES DE B COM SEGMENTO [ ]
[ ]
BA
C
L
CAM
[ ]
R
V
%
X
X
60
DAM
100
GRAM
100
JAM
100
PAM
%
X
80
100
DIM
X
X
40
100
60
60
80
X
X
60
GYM
[ ]
100
PIM
X
SKIM
X
X
X
40
TIM
%
%
[ ] e [I]
80
100
100
80
60
60
80
76
90
90
80
60
70
78
TABELA 12 – ALUNAS OUVINDO AS PRODUÇÕES DE B COM SEGMENTO [ ]
[ ]
BA
C
L
R
V
CAN
[ ]
100
DAN
X
GRAN
X
X
JAN
X
X
80
X
X
20
X
40
PAN
%
[ ]
%
100
40
DIN
X
GIN
X
60
X
100
X
80
X
60
68
X
60
X
0
PIN
100
SKIN
X
TIN
X
%
[ ] e [I]
%
X
X
60
60
20
80
80
60
40
56
30
70
90
70
50
62
62
TABELA 13–ALUNOS OUVINDO AS PRODUÇÕES DE M COM SEGMENTO [ ]
[ ]
BR
CA
D
CAM
X
X
X
H
%
X
20
X
60
X
80
X
X
60
X
X
X
40
80
40
40
0
52
X
X
X
40
DAM
[ ]
X
GRAM
JAM
PAM
%
DIM
GYM
[I]
100
X
X
X
40
X
20
X
0
X
40
PIM
X
X
X
SKIM
X
X
X
X
X
40
0
20
80
0
28
60
20
30
90
0
40
TIM
%
%
G
[ ] e [I]
X
TABELA 14-ALUNOS OUVINDO AS PRODUÇÕES DE M COM SEGMENTO [ ]
[ ]
BR
CA
D
CAN
G
H
X
80
DAN
[ ]
100
GRAN
X
JAN
X
X
X
X
40
X
40
PAN
%
100
60
80
60
60
100
DIN
GIN
[I]
72
100
X
X
X
X
20
PIN
100
SKIN
100
TIN
%
%
%
[ ] e [I]
X
80
80
80
60
80
100
80
70
80
60
70
100
76
63
TABELA 15 – PERCENTUAIS GERAIS DE RECONHECIMENTO (EM %)
ALUNAS
ALUNOS50
ALUNAS + ALUNOS
[ ]+[ ]
80
65
72,5
[ ]+[ ]
76
35
55,5
[ ]+[ ] e [ ]+[ ]
78
50
64
[ ]+[ ]
68
65
66,5
[ ]+[ ]
56
75
65,5
[ ]+[ ] e [ ]+[ ]
62
70
66
4.3.1 COMENTÁRIOS
Um dos fatos que se pode observar foi que havia muita dúvida quanto ao som
que correspondia às codas das palavras alvo (com [ ] ou [ ] no final), relatado
informalmente pelos próprios alunos.
As estratégias usadas pelos alunos para tentar reconhecer o que ouvem na
produção deles próprios ou na de falantes nativos variam. Há a negação total do
segmento [ ] e conseqüente consideração de todas as palavras ouvidas como se
tivessem coda [ ] (H), negação do segmento [ ] quando antecedido por [ ] (CA),
reconhecimento da coda [ ] em apenas 30% dos casos (D), reconhecimento da coda [ ]
em apenas 30% dos casos (BA) . Os demais cometem menos erros, mas a estratégia de
reconhecimento parece ser bastante aleatória. A palavra gin obteve o índice mais baixo
de percepção, tendo sido reconhecida por apenas um dos alunos, assim mesmo por um
que optou por considerar que todas as codas seriam [ ]. Percebe-se que os alunos
percebem alguma diferença, mas não conseguem defini-la exatamente (talvez falta de
feedback).
As médias de reconhecimento para a vogal antecedente [ ] para o conjunto
alunos+alunas foram bem superiores às de [ ] no caso do segmento [ ], 72.5 contra
55.5%, e apenas um ponto percentual superior no caso do segmento [ ] ,66.5 contra
50
Desconsiderados dados de H.
64
65.5%. Isto ocorreu porque os meninos, para o segmento [ ], reconheceram melhor os
pares com vogal antecedente [ ]. Note-se que no experimento de produção, os pares [ ]
apresentaram percentual de similaridade maior (44 % de [ ] contra 36% de [ ]). O
percentual geral de reconhecimento foi de 64% para codas [ ] e 66% para codas [ ],
enfim muito próximos entre si.
Parece que, pelos resultados obtidos, ocorre mais nitidamente para os alunos
que há uma diferença de outiva entre os segmentos [ ] e [ ], porém eles não conseguem
reproduzir esta diferença quando produzem os segmentos – melhores resultados de
percepção do que de produção (o oposto ao que havia sido obtido por KLUGE (2004),
em que a tendência foi que a produção foi mais precisa que a percepção). Talvez haja
que se revisar a concepção de que não se produz porque não se percebe. Talvez se
perceba, mas se necessite de um reforço para se produzir consistentemente a diferença.
65
5. CONCLUSÕES
Para se alcançar o objetivo geral deste trabalho de pesquisa, que era o de
verificar o que era produzido pelos alunos quando estes tentavam realizar uma das duas
consoantes nasais em estudo, a saber, o segmento [ ] e o segmento [ ], através de
análise acústica de dados, faltavam-nos na literatura indicações sobre quais parâmetros
acústicos utilizar para a comparação entre os dois segmentos.
Apenas Ladefoged
assinalava a possibilidade de o segundo formante da nasal do segmento [ ] ter a
freqüência mais baixa quando da sua articulação (LADEFOGED, 2001(b), p.54), porém
não mencionava comparativamente a produção de [ ]. Foi através da análise
comparativa dos dados obtidos nas gravações com os dois falantes nativos do grupo
controle que se verificou a consistente superioridade do segundo formante do murmúrio
nasal de [ ] em relação ao F2 de [ ] para todos os pares mínimos analisados. Há que se
frisar que a pesquisa em questão tem seu escopo limitado, e que muito mais ainda
precisa ser feito, porém acredita-se que para monossílabos com a nasal em coda simples
e com os ambientes adjacentes às nasais definidos neste trabalho (silêncio após as
nasais, ambiente este que apresentou também o maior grau de dificuldade de produção
na pesquisa de KLUGE (2004), e vogais de duas qualidades – [ ] e [ ] as antecedendo),
a definição de F2 do murmúrio nasal como parâmetro comparativo foi significativa.
Então, através de comparações feitas das produções dos alunos com a
produção de dois falantes nativos, com base na análise acústica do murmúrio nasal,
especificamente do segundo formante deste, verificou-se que 40% das frases produzidas
pelos alunos era acusticamente similar à produção das nasais feita por um falante nativo
(onde o F2 de [ ] é maior que o F2 de [ ]). Um terço das produções dos alunos mostra
valores de F2 para [ ] superiores aos [ ], porém muito próximos entre si, o que talvez
possa a vir a sinalizar duas possibilidades: num extremo, a tentativa de acerto, quando o
aluno tenta realizar um ou outro segmento, mas não é plenamente bem sucedido, e no
outro a possibilidade de que esteja nasalizando a vogal antecedente à nasal, daí a
indistinção. Ainda do total, 27% dos resultados traz valores de F2 do murmúrio nasal de
[ ] maiores que os de [ ], o oposto do que ocorre com as produções de um falante
nativo.
66
A hipótese levantada na introdução deste trabalho de que estudantes de inglês
falantes nativos de português brasileiro tendem a produzir vogais nasalizadas pode,
portanto, ser verdadeira para um terço dos casos, segundo os resultados obtidos neste
trabalho, e nas condições delimitadas nesta pesquisa.
Com relação ao ambiente antecedente à nasal, os dados mostraram que com a
vogal antecedente [ ] a produção tende a ser, percentualmente, mais próxima à
produção de falantes nativos: 56% de similaridade (contra 52% para os pares [ ]) para
as meninas, e 32% (contra 20% para os pares [ ]) para os meninos. As meninas
conseguiram, no geral, um grau de similaridade com a falante nativa bem superior ao
que os meninos conseguem com o falante nativo: 54% contra 26% dos meninos.
A título de curiosidade, e num trabalho bastante preliminar, foi realizado um
teste perceptual com os alunos, onde 64% das codas [ ] e 66% das codas [ ] foram
corretamente reconhecidas. Estes resultados, contrariamente às expectativas iniciais,
sugerem que pode ser mais fácil para os alunos perceberem a diferença entre os
segmentos [ ] e [ ] do que produzi-la.
Neste estudo, trabalhou-se com um corpus limitado a palavras monossilábicas,
tendo como ambientes anteriores às consoantes nasais apenas duas vogais: [ ] e [ ]. O
campo de estudos, levando apenas em consideração estes ambientes já seria bastante
amplo se tomássemos todo o inventário dos fonemas vocálicos da língua inglesa, nos
seus dois dialetos mais usados, o americano (General American) e o britânico (Received
Pronunciation). Há necessidade também de estudo acústico de nasais em codas de
polissílabos, levando em consideração o acento da palavra, o que poderá influenciar a
produção da nasal, assim como com ambientes posteriores às nasais que não o silêncio,
o que se utilizou neste trabalho.
No que diz respeito aos informantes, que no presente estudo foram alunos de
nível pré-intermediário apenas, haveria necessidade de se abrir o leque para outros
níveis, desde o básico até o adiantado, para se verificar se haveria, como se espera,
progresso em níveis de similaridade da produção com falantes nativos à medida que os
conhecimentos e o contato com a língua inglesa se intensificam.
O número de informantes do grupo controle precisa ser também ampliado para
se conseguir mais segurança na definição do(s) parâmetro(s) acústico distintivo entre as
nasais bilabiais e alveolares. A idéia é confirmar o F2 do murmúrio nasal como um fator
67
acústico distintivo entre aqueles segmentos em todas as posições dentro de uma sílaba, e
em todos os ambientes possíveis, ou se não, encontrar outro(s) fator(es) que o seja(m) .
Verifica-se, então, que nesta área de análise acústica de consoantes nasais,
muito ainda precisa ser feito considerando-se a interlíngua L1 (português) – L2 (inglês),
tal que resultados práticos sejam levados para dentro das salas de aula e dos livros
didáticos de ensino de inglês como língua estrangeira.
68
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71
APÊNDICE 1
DESENHOS E FRASES-VEÍCULO UTILIZADAS NOS LIVRETOS
72
73
74
75
APÊNDICE 2
SEQUÊNCIAS UTILIZADAS NOS LIVRETOS ( PALAVRAS ALVO
ALTERNADAS COM DISTRATORES )
“ I SAY ...”
LIVRETO 1
Gin
Pam
Din
Cam
Pim
Dan
Tim
Gran
Skim
Jan
Pin
Dam
Tin
Gram
Dim
Can
Gym
Pan
Skin
Jam
LIVRETO 2
Cat
Skin
Fish
Jam
Car
Gym
Door
Pan
Hair
Dim
Map
Can
Bee
Tin
Buck
Gram
Shoe
Pim
Bat
Dam
Eight
Skim
Plug
Jan
Flag
Tim
Vase
Dan
Tree
Pin
Boy
Cam
Desk
Din
Gran
Grass
Four
Net
Gin
Pam
Vase
Map
Boy
Grass
Bat
Buck
Eight
Net
Hair
Door
Car
Four
Tree
Cat
Desk
Shoe
Plug
LIVRETO 3
Jam
Skin
Pan
Gym
Can
Dim
Gram
Tin
Dam
Pin
Jan
Skim
Gran
Tim
Dan
Pim
Cam
Fish
Din
Flag
Pam
Bee
Gin
Net
Four
Grass
Desk
Boy
Tree
Vase
Flag
Plug
Eight
Bat
Shoe
Buck
Bee
Map
Hair
Door
Car
Fish
Cat
76
APÊNDICE 3
RESULTADOS DAS VARIÁVEIS PARA O GRUPO CONTROLE
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
CAM 1
1.189
0.322
0.137
B
CAM 2
1.186
0.326
0.141
B
CAM 3
1.186
0.365
0.169
MÉDIAS
B( )
CAM
B
CAN 1
1.187
0.338
0.149
1.221
0.383
0.184
B
CAN 2
1.193
0.343
0.172
B
CAN 3
1.211
0.374
0.169
MÉDIAS
B( )
CAN
M
CAM 1
1.208
0.367
0.175
1.337
0.544
0.311
M
CAM 2
1.258
0.456
0.262
M
CAM 3
1.323
0.475
0.279
MÉDIAS
M( )
CAM
M
CAN 1
1.306
0.492
0.284
1.307
0.468
0.283
M
CAN 2
1.252
0.446
0.268
M
CAN 3
1.294
0.493
0.290
MÉDIAS
M( )
CAN
1.284
0.469
0.280
F1=685
F2=2165
F3=2506
F4=3157
F1=698
F2=2146
F3=2495
F4=3625
F1=760
F2=2187
F3=2682
F4=3601
F1=714
F2=2166
F3=2561
F1=735
F2=2070
F3=2827
F4=3886
F1=731
F2=2092
F3=3033
F4=3806
F1=770
F2=2153
F3=2946
F4=3688
F1=745
F2=2105
F3=2935
F1=558
F2=2678
F3=3633
F4=4226
F1=452
F2=2896
F3=3488
F4=5061
F1=441
F2=2986
F3=3557
F4=4510
F1=483
F2=2853
F3=3559
F1=653
F2=2902
F3=3411
F4=4352
F1=414
F2=2924
F3=3385
F4=4153
F1=500
F2=2129
F3=3321
F4=3601
F1=522
F2=2652
F3=3372
Duração
Murmúrio
nasal(ms)
0.115
0.105
0.113
0.111
0.113
0.095
0.116
0.108
0.076
0.081
0.089
0.082
0.074
0.076
0.098
0.083
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=288
F2=1525
F3=2477
F4=3471
F1=252
F2=1729
F3=2761
F4=3646
F1=329
F2=1613
F3=2453
F4=3581
F1=290
F2=1622
F3=2564
F1=275
F2=1907
F3=2874
F4=4027
F1=303
F2=1922
F3=2978
F4=4170
F1=313
F2=1780
F3=2943
F4=4361
F1=297
F2=1870
F3=2932
F1=260
F2=1424
F3=2519
F4=4107
F1=270
F2=1251
F3=2708
F4=3812
F1=241
F2=1341
F3=2481
F4=3733
F1=257
F2=1339
F3=2569
F1=292
F2=1875
F3=2743
F4=3809
F1=332
F2=1964
F3=2751
F4=3217
F1=362
F2=1447
F3=2741
F4=3783
F1=329
F2=1762
F3=2745
77
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
DAM 1
1.165
0.299
0.175
B
DAM 2
1.140
0.307
0.199
B
DAM 3
1.166
0.296
0.194
MÉDIAS
B( )
DAM
B
DAN 1
1.157
0.301
0.189
1.199
0.350
0.240
B
DAN 2
1.144
0.304
0.192
B
DAN 3
1.133
0.336
0.244
MÉDIAS
B( )
DAN
M
DAM 1
1.159
0.330
0.225
1.257
0.396
0.297
M
DAM 2
1.156
0.350
0.280
M
DAM 3
1.293
0.401
0.296
MÉDIAS
M( )
DAM
M
DAN 1
1.225
0.382
0.291
1.287
0.410
0.323
M
DAN 2
1.280
0.388
0.314
M
DAN 3
1.241
0.414
0.322
F1=723
F2=2085
F3=2709
F4=3752
F1=805
F2=2036
F3=3128
F4=3789
F1=667
F2=2147
F3=2836
F4=3775
F1=732
F2=2089
F3=2891
F1=784
F2=2031
F3=2712
F4=3709
F1=757
F2=2091
F3=2643
F4=3881
F1=709
F2=2272
F3=3062
F4=4058
F1=750
F2=2131
F3=2806
F1=610
F2=2649
F3=2970
F4=4229
F1=470
F2=2595
F3=3318
F4=4780
F1=573
F2=2714
F3=2996
F4=4619
F1=551
F2=2653
F3=3095
F1=740
F2=2761
F3=3438
F4=4418
F1=439
F2=2010
F3=3166
F4=4260
F1=469
F2=1107
F3=2951
F4=3843
MÉDIAS
M( )
DAN
1.269
0.404
0.320
F1=549
F2=1959
F3=3185
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.111
0.095
0.090
0.099
0.093
0.102
0.078
0.091
0.087
0.057
0.092
0.079
0.071
0.056
0.078
0.068
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=333
F2=1330
F3=2399
F4=3235
F1=252
F2=1525
F3=2506
F4=4023
F1=323
F2=1181
F3=2425
F4=3305
F1=303
F2=1345
F3=2443
F1=288
F2=1845
F3=2895
F4=3907
F1=352
F2=1922
F3=2831
F4=4118
F1=294
F2=1892
F3=2911
F4=4554
F1=311
F2=1886
F3=2879
F1=303
F2=1323
F3=2573
F4=3850
F1=318
F2=2041
F3=2668
F4=4220
F1=319
F2=1425
F3=2566
F4=3808
F1=313
F2=1596
F3=2602
F1=326
F2=1968
F3=2598
F4=4083
F1=282
F2=1661
F3=2667
F4=3785
F1=298
F2=1303
F3=2540
F4=3806
F1=302
F2=1644
F3=2602
78
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
GRAM 1
1.226
0.341
0.237
B
GRAM 2
1.160
0.382
0.223
B
GRAM 3
1.141
0.337
0.196
MÉDIAS
B( )
GRAM
B
GRAN 1
1.142
0.353
0.219
1.209
0.370
0.208
B
GRAN 2
1.250
0.366
0.225
B
GRAN 3
1.210
0.414
0.249
MÉDIAS
B( )
GRAN
M
GRAM 1
1.223
0.383
0.227
1.330
0.460
0.330
M
GRAM 2
1.263
0.431
0.318
M
GRAM 3
1.305
0.485
0.356
MÉDIAS
M( )
GRAM
M
GRAN 1
1.299
0.459
0.335
1.463
0.503
0.396
M
GRAN 2
1.258
0.481
0.348
M
GRAN 3
1.325
0.474
0.373
MÉDIAS
M( )
GRAN
1.349
0.486
0.372
F1=791
F2=2041
F3=2501
F4=3242
F1=791
F2=1988
F3=2463
F4=3511
F1=720
F2=1872
F3=2413
F4=3581
F1=767
F2=1967
F3=2459
F1=705
F2=1792
F3=2147
F4=3461
F1=764
F2=1985
F3=2312
F4=3668
F1=750
F2=1957
F3=2331
F4=3576
F1=740
F2=1911
F3=2266
F1=582
F2=2455
F3=3370
F4=3729
F1=741
F2=2466
F3=3356
F4=4936
F1=617
F2=2158
F3=2944
F4=3969
F1=647
F2=2360
F3=3223
F1=771
F2=2309
F3=3144
F4=3773
F1=476
F2=2517
F3=2869
F4=3875
F1=633
F2=2526
F3=3180
F4=3768
F1=627
F2=2451
F3=3064
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.088
0.109
0.108
0.102
0.123
0.099
0.118
0.113
0.077
0.068
0.099
0.081
0.070
0.080
0.070
0.073
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=321
F2=1579
F3=2456
F4=4357
F1=292
F2=1595
F3=2483
F4=3779
F1=312
F2=1693
F3=2542
F4=3825
F1=308
F2=1622
F3=2494
F1=264
F2=1915
F3=2940
F4=4156
F1=329
F2=1879
F3=3093
F4=4238
F1=312
F2=1893
F3=2933
F4=4283
F1=302
F2=1896
F3=2989
F1=260
F2=1638
F3=2546
F4=3666
F1=312
F2=1583
F3=2196
F4=3503
F1=218
F2=1286
F3=2670
F4=4007
F1=263
F2=1502
F3=2471
F1=354
F2=1907
F3=2775
F4=3898
F1=344
F2=1930
F3=3006
F4=4334
F1=300
F2=2154
F3=2820
F4=4273
F1=333
F2=1997
F3=2867
79
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
JAM 1
1.203
0.374
0.223
B
JAM 2
1.113
0.349
0.211
B
JAM 3
1.165
0.323
0.183
MÉDIAS
B( )
JAM
B
JAN 1
1.160
0.349
0.205
1.257
0.371
0.234
B
JAN 2
1.161
0.357
0.198
B
JAN 3
1.188
0.339
0.184
MÉDIAS
B( )
JAN
M
JAM 1
1.202
0.356
0.205
1.284
0.412
0.283
M
JAM 2
1.270
0.441
0.300
M
JAM 3
1.365
0.459
0.310
MÉDIAS
M( )
JAM
M
JAN 1
1.306
0.437
0.298
1.216
0.454
0.319
M
JAN 2
1.268
0.490
0.328
M
JAN 3
1.211
0.458
0.319
MÉDIAS
M( )
JAN
1.231
0.467
0.322
F1=706
F2=2125
F3=2655
F4=3552
F1=723
F2=1868
F3=2569
F4=3495
F1=648
F2=2188
F3=2409
F4=3352
F1=692
F2=2060
F3=2544
F1=764
F2=1864
F3=2669
F4=3318
F1=708
F2=1748
F3=2516
F4=3529
F1=737
F2=2037
F3=2121
F4=2897
F1=736
F2=1883
F3=2435
F1=510
F2=1274
F3=2767
F4=3742
F1=590
F2=2440
F3=3069
F4=4430
F1=514
F2=2757
F3=3254
F4=4804
F1=538
F2=2157
F3=3030
F1=605
F2=2761
F3=3585
F4=4413
F1=533
F2=2656
F3=3044
F4=4148
F1=600
F2=2742
F3=3597
F4=4257
F1=579
F2=2720
F3=3409
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.090
0.100
0.078
0.089
0.079
0.098
0.110
0.096
0.070
0.080
0.084
0.078
0.075
0.088
0.075
0.079
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=313
F2=1584
F3=2566
F4=3503
F1=317
F2=1295
F3=2684
F4=3501
F1=296
F2=1370
F3=2316
F4=3407
F1=309
F2=1416
F3=2522
F1=280
F2=2047
F3=3349
F4=4685
F1=301
F2=2007
F3=2960
F4=4226
F1=361
F2=1924
F3=2994
F4=3943
F1=314
F2=1993
F3=3101
F1=263
F2=1408
F3=2772
F4=3649
F1=257
F2=1987
F3=2641
F4=4117
F1=238
F2=1177
F3=2853
F4=3993
F1=253
F2=1523
F3=2755
F1=354
F2=1454
F3=2474
F4=3840
F1=348
F2=2122
F3=3114
F4=4124
F1=349
F2=1472
F3=2507
F4=3910
F1=350
F2=1683
F3=2698
80
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
PAM 1
1.221
0.329
0.163
B
PAM 2
1.250
0.331
0.165
B
PAM 3
1.112
0.317
0.159
MÉDIAS
B( )
PAM
B
PAN 1
1.194
0.326
0.162
1.213
0.338
0.188
B
PAN 2
1.126
0.295
0.152
B
PAN 3
1.221
0.353
0.194
MÉDIAS
B( )
PAN
M
PAM 1
1.187
0.329
0.178
1.307
0.472
0.296
M
PAM 2
1.299
0.437
0.270
M
PAM 3
1.254
0.445
0.250
MÉDIAS
M( )
PAM
M
PAN 1
1.287
0.451
0.272
1.276
0.463
0.276
M
PAN 2
1.183
0.423
0.267
M
PAN 3
1.327
0.501
0.313
MÉDIAS
M( )
PAN
1.262
0.462
0.285
F1=691
F2=2063
F3=2746
F4=3786
F1=780
F2=2108
F3=2812
F4=3696
F1=733
F2=2164
F3=2728
F4=3882
F1=735
F2=2112
F3=2762
F1=757
F2=2003
F3=2868
F4=3632
F1=670
F2=2035
F3=2854
F4=3805
F1=696
F2=2129
F3=3030
F4=3789
F1=708
F2=2056
F3=2917
F1=662
F2=2623
F3=3045
F4=4168
F1=494
F2=2860
F3=3346
F4=4718
F1=553
F2=2888
F3=3015
F4=3860
F1=570
F2=2790
F3=3135
F1=575
F2=2582
F3=3234
F4=4123
F1=555
F2=2249
F3=3229
F4=4323
F1=618
F2=2929
F3=3005
F4=3687
F1=583
F2=2587
F3=3156
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.118
0.103
0.092
0.104
0.093
0.091
0.115
0100
0.076
0.085
0.090
0.084
0.084
0.072
0.086
0.081
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=301
F2=1566
F3=2126
F4=3933
F1=293
F2=1421
F3=2219
F4=3847
F1=302
F2=1375
F3=2565
F4=3607
F1=299
F2=1454
F3=2303
F1=347
F2=1844
F3=2948
F4=4064
F1=312
F2=1998
F3=2857
F4=4252
F1=313
F2=1865
F3=3011
F4=4227
F1=324
F2=1902
F3=2939
F1=251
F2=1285
F3=2526
F4=4018
F1=284
F2=1256
F3=2576
F4=4003
F1=268
F2=1328
F3=2780
F4=3881
F1=268
F2=1290
F3=2627
F1=319
F2=2106
F3=2978
F4=4383
F1=358
F2=2037
F3=2970
F4=4210
F1=330
F2=1961
F3=2944
F4=4399
F1=336
F2=2034
F3=2964
81
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
DIM 1
1.164
0.303
0.163
B
DIM 2
1.133
0.300
0.114
B
DIM 3
1.139
0.256
0.125
MÉDIAS
B( )
DIM
B
DIN 1
1.145
0.286
0.134
1.157
0.288
0.122
B
DIN 2
1.238
0.326
0.145
B
DIN 3
1.137
0.289
0.154
MÉDIAS
B( )
DIN
M
DIM 1
1.177
0.301
0.140
1.223
0.344
0.244
M
DIM 2
1.190
0.342
0.222
M
DIM 3
1.297
0.351
0.237
MÉDIAS
M( )
DIM
M
DIN 1
1.236
0.346
0.234
1.359
0.395
0.237
M
DIN 2
1.273
0.370
0.227
M
DIN 3
1.196
0.331
0.220
MÉDIAS
M( )
DIN
1.276
0.365
0.228
F1=630
F2=2161
F3=2907
F4=3887
F1=551
F2=2270
F3=3015
F4=3941
F1=558
F2=2191
F3=2997
F4=3887
F1=580
F2=2207
F3=2973
F1=593
F2=2289
F3=2974
F4=4043
F1=620
F2=2197
F3=3053
F4=4282
F1=604
F2=2266
F3=3027
F4=4048
F1=606
F2=2250
F3=3018
F1=444
F2=2412
F3=3215
F4=4794
F1=541
F2=1981
F3=3276
F4=4411
F1=531
F2=2372
F3=3048
F4=4342
F1=505
F2=2255
F3=3180
F1=597
F2=2542
F3=3351
F4=4455
F1=523
F2=2570
F3=3515
F4=4854
F1=521
F2=2654
F3=3493
F4=4710
F1=547
F2=2589
F3=3453
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.125
0.174
0.116
0.138
0.135
0.151
0.113
0.133
0.084
0.106
0.101
0.097
0.137
0.126
0.097
0.120
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=298
F2=1701
F3=2357
F4=3371
F1=298
F2=1901
F3=2454
F4=3487
F1=295
F2=1483
F3=2536
F4=3596
F1=297
F2=1695
F3=2449
F1=383
F2=2031
F3=2906
F4=4195
F1=289
F2=2061
F3=3155
F4=4212
F1=367
F2=2133
F3=2921
F4=3995
F1=346
F2=2075
F3=2994
F1=317
F2=1859
F3=2734
F4=3761
F1=291
F2=1675
F3=2263
F4=3638
F1=343
F2=1591
F3=2658
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F1=317
F2=1708
F3=2552
F1=348
F2=2210
F3=3006
F4=4583
F1=364
F2=2180
F3=3096
F4=4443
F1=315
F2=2151
F3=2783
F4=4141
F1=342
F2=2181
F3=2962
82
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
GYM 1
1.187
0.329
0.119
B
GYM 2
1.177
0.368
0.131
B
GYM 3
1.175
0.314
0.156
MÉDIAS
B( )
GYM
B
GIN 1
1.180
0.347
0.135
1.197
0.361
0.139
B
GIN 2
1.167
0.345
0.138
B
GIN 3
1.078
0.315
0.134
MÉDIAS
B( )
GIN
M
GYM 1
1.147
0.340
0.137
1.308
0.407
0.228
M
GYM 2
1.258
0.387
0.216
M
GYM 3
1.225
0.429
0.225
MÉDIAS
M( )
GYM
M
GIN 1
1.264
0.408
0.223
1.296
0.381
0.177
M
GIN 2
1.204
0.376
0.220
M
GIN 3
1.238
0.419
0.250
MÉDIAS
M( )
GIN
1.246
0.392
0.216
F1=504
F2=2105
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F1=449
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F2=2003
F3=3009
F4=3080
F1=505
F2=2057
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F2=2282
F3=3099
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F1=558
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F2=2167
F3=2906
F4=3750
F1=516
F2=2207
F3=2931
F1=553
F2=2464
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F1=544
F2=2335
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F4=3844
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F2=2387
F3=3167
F1=531
F2=2460
F3=3342
F4=4736
F1=459
F2=2513
F3=3277
F4=4456
F1=487
F2=2149
F3=3277
F4=4351
F1=492
F2=2374
F3=3298
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.145
0.156
0.115
0.139
0.145
0.129
0.100
0.125
0.126
0.103
0.122
0.117
0.118
0.106
0.108
0.111
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=279
F2=1823
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F4=3299
F1=241
F2=1718
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F2=1707
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F1=296
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F4=4198
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F2=1743
F3=2728
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F2=1678
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F1=340
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F3=2530
F4=3706
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F2=1762
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F4=3704
F1=324
F2=2353
F3=3217
F4=4326
F1=347
F2=2299
F3=3125
F4=4658
F1=342
F2=2138
F3=2941
83
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
PIM 1
1.460
0.290
0.114
B
PIM 2
1.102
0.283
0.100
B
PIM 3
1.105
0.283
0.104
MÉDIAS
B( )
PIM
B
PIN 1
1.222
0.285
0.106
1165
0.290
0.118
B
PIN 2
1.175
0.289
0.113
B
PIN 3
1.053
0.286
0.109
MÉDIAS
B( )
PIN
M
PIM 1
1.131
0.288
0.113
1.215
0.382
0.190
M
PIM 2
1.140
0.379
0.155
M
PIM 3
1.232
0.417
0.197
MÉDIAS
M( )
PIM
M
PIN 1
1.196
0.393
0.181
1.203
0.379
0.162
M
PIN 2
1.263
0.412
0.215
M
PIN 3
1.270
0.391
0.215
MÉDIAS
M( )
PIN
1.245
0.394
0.197
F1=622
F2=1992
F3=2763
F4=3773
F1=661
F2=2050
F3=2786
F4=3770
F1=651
F2=2128
F3=2799
F4=3815
F1=645
F2=2057
F3=2783
F1=590
F2=2151
F3=3069
F4=3954
F1=595
F2=2243
F3=3029
F4=3937
F1=617
F2=2195
F3=3072
F4=3951
F1=601
F2=2196
F3=3057
F1=695
F2=2365
F3=3110
F4=4752
F1=427
F2=2455
F3=3389
F4=4325
F1=618
F2=2470
F3=3310
F4=3889
F1=580
F2=2430
F3=3270
F1=702
F2=2586
F3=3320
F4=4358
F1=651
F2=2318
F3=3315
F4=4126
F1=425
F2=2424
F3=3155
F4=3212
F1=593
F2=2443
F3=3263
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.136
0.129
0.122
0.129
0.120
0.136
0.112
0.123
0.107
0.129
0.123
0.120
0.112
0.117
0.103
0.111
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=299
F2=1896
F3=2129
F4=3502
F1=354
F2=1769
F3=2433
F4=3658
F1=344
F2=1453
F3=2313
F4=4036
F1=332
F2=1706
F3=2292
F1=352
F2=1995
F3=3074
F4=4151
F1=293
F2=2096
F3=2957
F4=4159
F1=369
F2=1915
F3=2776
F4=4050
F1=338
F2=2002
F3=2036
F1=321
F2=1564
F3=2568
F4=3625
F1=373
F2=1451
F3=2517
F4=4200
F1=297
F2=1430
F3=2509
F4=3902
F1=330
F2=1482
F3=2531
F1=331
F2=2154
F3=2703
F4=4091
F1=347
F2=2150
F3=3013
F4=4345
F1=377
F2=2253
F3=3183
F4=4469
F1=352
F2=2186
F3=2966
84
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
SKIM 1
1.111
0.513
0.087
B
SKIM 2
1.236
0.515
0.121
B
SKM 3
1.137
0.516
0.110
MÉDIAS
B( )
SKIM
B
SKIN 1
1.161
0.515
0.106
1.264
0.543
0.117
B
SKIN 2
1.181
0.480
0.089
B
SKIN 3
1.278
0.432
0.119
MÉDIAS
B( )
SKIN
M
SKIM 1
1.241
0485
0.108
1.327
0.564
0.177
M
SKIM 2
1.237
0.544
0.164
M
SKIM 3
1.284
0.568
0.202
MÉDIAS
M( )
SKIM
M
SKIN 1
1.264
0.559
0.181
1.308
0.517
0.144
M
SKIN 2
1.378
0.570
0.198
M
SKIN 3
1.340
0.585
0.152
MÉDIAS
M( )
SKIN
1.342
0.557
0165
F1=613
F2=2091
F3=2712
F4=3862
F1=561
F2=2383
F3=2869
F4=4038
F1=696
F2=2123
F3=2724
F4=3857
F1=623
F2=2199
F3=2768
F1=652
F2=2313
F3=2885
F4=4001
F1=564
F2=2255
F3=2914
F4=3740
F1=556
F2=2299
F3=3119
F4=4045
F1=591
F2=2289
F3=2973
F1=421
F2=2835
F3=3599
F4=3716
F1=496
F2=2556
F3=3321
F4=4162
F1=583
F2=2325
F3=3157
F4=3896
F1=500
F2=2572
F3=3359
F1=601
F2=2457
F3=3370
F4=4019
F1=479
F2=2522
F3=3451
F4=4472
F1=522
F2=2777
F3=3162
F4=3972
F1=534
F2=2585
F3=3328
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.125
0.159
0.128
0.137
0.129
0.093
0.118
0.113
0.085
0.108
0.123
0.105
0.115
0.124
0.139
0.126
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=317
F2=1695
F3=2362
F4=3877
F1=270
F2=1828
F3=2185
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F1=327
F2=1674
F3=2469
F4=3757
F1=305
F2=1732
F3=2339
F1=330
F2=1878
F3=3058
F4=4114
F1=305
F2=1965
F3=2440
F4=3626
F1=322
F2=2227
F3=3064
F4=4768
F1=319
F2=2023
F3=2854
F1=347
F2=1500
F3=2623
F4=3670
F1=390
F2=1546
F3=2659
F4=3474
F1=350
F2=1420
F3=2713
F4=3871
F1=362
F2=1487
F3=2665
F1=392
F2=2028
F3=2815
F4=4155
F1=410
F2=2192
F3=3104
F4=4508
F1=394
F2=2195
F3=3043
F4=4346
F1=399
F2=2138
F23=2987
85
Informante
Palavra
Duração
Sentença(ms)
Duração
Palavra(ms)
Duração
Vogal(ms)
Formantes
Vogal( Hz)
B
TIM 1
1.159
0268
0.104
B
TIM 2
1.157
0.285
0.108
B
TIM 3
1.124
0.288
0.096
MÉDIAS
B( )
TIM
B
TIN 1
1.147
0.280
0.103
1.159
0.277
0.124
B
TIN 2
1.167
0.275
0.104
B
TIN 3
1.149
0.296
0.128
MÉDIAS
B( )
TIN
M
TIM 1
1.158
0.283
0.119
1.376
0.463
0.213
M
TIM 2
1.213
0.436
0.229
M
TIM 3
1.230
0.394
0.199
MÉDIAS
M( )
TIM
M
TIN 1
1.273
0.431
0.214
1.259
0.447
0.208
M
TIN 2
1.196
0.401
0.162
M
TIN 3
1.235
0.397
0.172
MÉDIAS
M( )
TIN
1.230
0.418
0.181
F1=587
F2=2116
F3=2922
F4=3871
F1=667
F2=2128
F3=2898
F4=3805
F1=594
F2=2210
F3=2904
F4=4157
F1=616
F2=2151
F3=2908
F1=624
F2=2124
F3=3043
F4=4148
F1=593
F2=2426
F3=3126
F4=4052
F1=557
F2=2205
F3=2984
F4=4023
F1=591
F2=2252
F3=3051
F1=578
F2=2523
F3=3513
F4=4585
F1=609
F2=2283
F3=3267
F4=4238
F1=406
F2=2237
F3=3061
F4=4173
F1=531
F2=2348
F3=3280
F1=562
F2=2464
F3=3223
F4=4181
F1=589
F2=2476
F3=3545
F4=5011
F1=466
F2=2614
F3=3265
F4=4851
F1=539
F2=2518
F3=3344
Duração
Murmúrio
Nasal(ms)
0.118
0.107
0.130
0.118
0.086
0.111
0.093
0.097
0.137
0.097
0.094
0.109
0.124
0.123
0.109
0.119
Formantes
Murmúrio
Nasal(Hz)
F1=296
F2=1804
F3=2626
F4=4181
F1=281
F2=1837
F3=2786
F4=4113
F1=258
F2=1633
F3=2476
F4=3595
F1=278
F2=1758
F3=2629
F1=311
F2=2027
F3=2952
F4=4029
F1=272
F2=2027
F3=2946
F4=4214
F1=306
F2=1915
F3=2358
F4=3930
F1=296
F2=1987
F3=2752
F1=324
F2=1391
F3=2703
F4=3962
F1=291
F2=1420
F3=2590
F4=3594
F1=328
F2=1640
F3=2697
F4=3923
F1=314
F2=1483
F3=2663
F1=304
F2=2357
F3=3112
F4=4540
F1=404
F2=1859
F3=2926
F4=4214
F1=340
F2=2208
F3=2958
F4=4897
F1=349
F2=2141
F3=2999
86
APÊNDICE 4
VALORES MÉDIOS DAS VARIÁVEIS PARA OS ALUNOS E ALUNAS 51
51
CAM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,378
0,311
0,453
0,388
0,297
0,372
0,360
0,448
0,279
0,395
Nasal
0,119
0,117
0,161
0,093
0,082
0,121
0,113
0,127
0,066
0,093
F1
342
263
292
248
322
305
244
296
215
285
F2
1384
1671
1567
1624
1686
1565
1691
1648
1702
1172
F3
2395
2609
2159
2517
2693
2538
2513
2292
2820
2409
F4
3674
4005
3743
4062
3906
4006
3842
3741
3943
3821
CAN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,389
0,300
0,440
0,390
0,268
0,320
0,335
0,430
0,255
0,405
Nasal
0,112
0,116
0,138
0,107
0,047
0,091
0,077
0,091
0,063
0,084
F1
348
281
279
265
286
289
232
332
249
331
F2
1755
1791
1785
1687
1360
1631
1583
1865
1615
1240
F3
2815
2677
2244
2231
2263
2528
2318
2733
2944
2541
F4
4213
4317
3847
3423
3957
4140
3845
4075
4162
4023
DAM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,383
0,274
0,404
0,362
0,260
0,326
0,312
0,395
0,261
0,358
Nasal
0,105
0,098
0,141
0,113
0,084
0,124
0,077
0,125
0,083
0,112
F1
335
254
278
245
234
244
252
296
217
295
F2
1506
1701
1610
1679
1298
1743
1660
1578
1628
1214
F3
2369
2620
2083
3221
2332
2506
2828
2746
2878
2254
F4
3718
3979
3573
4326
3898
4160
4123
4141
3711
3531
Os nomes dos alunos se encontram em ordem alfabética.
87
DAN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,346
0,282
0,383
0,374
0,266
0,303
0,319
0,399
0,399
0,334
Nasal
0,085
0,095
0,124
0,124
0,073
0,109
0,075
0,114
0,114
0,090
F1
329
269
277
241
224
226
260
323
323
314
F2
1632
1707
1629
1768
1497
1757
1711
1675
1675
1266
F3
2563
2652
2215
2423
2237
2456
2905
2388
2388
2363
F4
4041
4176
3964
3279
3812
4196
4569
3925
3925
3725
GRAM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,370
0,321
0,432
0,449
0,305
0,360
0,335
0,480
0,308
0,417
Nasal
0,097
0,093
0,141
0,118
0,078
0,102
0,074
0,124
0,077
0,114
F1
330
263
289
262
251
222
236
296
221
275
F2
1378
1706
1371
1618
1419
1584
1736
1536
1719
1369
F3
2317
2546
2122
2580
2448
2299
2534
2463
2930
2272
F4
3695
4047
3654
3791
4022
4199
4068
3723
3655
3602
GRAN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,411
0,343
0,427
0,428
0,290
0,320
0,315
0,471
0,311
0,387
Nasal
0,096
0,093
0,135
0,116
0,084
0,085
0,053
0,094
0,064
0,093
F1
331
279
275
251
249
251
214
336
221
319
F2
1562
1729
1752
1592
1664
1630
1607
1674
1795
1231
F3
2504
2699
2260
2272
2768
2588
2611
2464
2413
2529
F4
3439
4247
3678
3555
4158
4069
3767
4185
3211
4009
88
JAM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,345
0,301
0,409
0,418
0,300
0,285
0,342
0,457
0,301
0,407
Nasal
0,078
0,101
0,131
0,108
0,092
0,084
0,130
0,126
0,081
0,119
F1
321
232
294
262
225
238
250
304
208
284
F2
1344
1661
1417
1559
1655
1617
1790
1551
1722
1274
F3
2455
3100
2143
2835
2630
2615
2623
2385
2914
2348
F4
3890
4065
3626
3875
4075
4015
4079
4115
3619
3712
JAN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,366
0,308
0,421
0,383
0,289
0,312
0,335
0,509
0,316
0,465
Nasal
0,094
0,079
0,109
0,103
0,089
0,092
0,089
0,124
0,076
0,163
F1
335
269
277
264
283
225
249
312
250
296
F2
1375
1693
1683
1645
1450
1654
1770
1831
1778
1420
F3
2606
2615
2163
2095
2527
2410
2617
3256
2668
2411
F4
3740
4319
3941
3367
3872
4266
4320
4568
3594
3925
PAM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,291
0,254
0,388
0,355
0,222
0,285
0,276
0,391
0,218
0,352
Nasal
0,072
0,092
0,129
0,102
0,067
0,118
0,082
0,118
0,058
0,097
F1
298
276
299
240
270
227
222
321
221
334
F2
1337
1519
1583
1640
1405
1778
1521
1345
1645
1417
F3
2518
2280
1960
2371
2527
2542
2239
2454
2803
2284
F4
3739
3779
3547
3552
3853
3928
3707
3803
3888
3466
89
PAN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,316
0,276
0,362
0,371
0,223
0,299
0,344
0,397
0,217
0,383
Nasal
0,075
0,118
0,112
0,136
0,055
0,111
0,126
0,120
0,047
0,126
F1
320
225
275
297
213
212
222
322
231
308
F2
1384
1644
1851
1659
1472
1711
1707
1575
1722
1487
F3
2575
2601
2150
2722
2482
2704
2723
2132
2785
2700
F4
4014
4231
3881
4458
3921
3948
4136
3831
3957
4143
DIM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,344
0,266
0,388
0,348
0,284
0,304
0,305
0,417
0,254
0,375
Nasal
0,124
0,107
0,133
0,122
0,104
0,103
0,088
0,126
0,099
0,165
F1
330
199
272
264
217
226
216
304
218
336
F2
1173
1849
1573
1437
1460
1682
1728
1610
1864
1155
F3
2559
2678
2255
2794
2449
2467
2595
2558
2902
2383
F4
3638
4004
3594
4521
3911
4039
3644
3963
3868
3877
DIN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,326
0,283
0,369
0,356
0,277
0,319
0,285
0,401
0,238
0,383
Nasal
0,125
0,107
0,117
0,133
0,094
0,129
0,081
0,101
0,086
0,227
F1
345
235
285
277
233
225
237
344
218
332
F2
1286
1790
1957
1611
1303
1845
1605
1791
1875
1285
F3
2511
2559
2274
2676
2366
2415
2609
2594
2824
2096
F4
3536
4069
4079
4169
3874
4121
3916
4015
3721
3478
90
GYM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,377
0,334
0,401
0,396
0,289
0,339
0,353
0,437
0,256
0,383
Nasal
0,140
0,134
0,154
0,125
0,113
0,118
0,119
0,127
0,116
0,119
F1
334
244
278
268
229
225
288
311
264
320
F2
1363
1741
1595
1709
1298
1717
1799
1532
1744
1221
F3
2676
2941
2078
2876
2349
2596
2531
2537
2849
2302
F4
3881
3841
3620
4262
3856
3875
3975
4071
3656
3658
GIN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,325
0,287
0,400
0,384
0,271
0,310
0,328
0,407
0,256
0,343
Nasal
0,131
0,088
0,115
0,124
0,097
0,107
0,098
0,106
0,094
0,148
F1
317
273
309
254
242
241
219
324
230
344
F2
1637
1763
1701
1566
1403
1782
1838
1713
1818
1112
F3
2495
2573
2429
2784
2357
2354
2517
2368
2859
2293
F4
3451
4138
4177
4356
3888
3945
3599
4067
3645
3694
PIM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,325
0,257
0,375
0,359
0,228
0,376
0,282
0,336
0,205
0,293
Nasal
0,109
0,114
0,167
0,127
0,110
0,238
0,091
0,110
0,090
0,157
F1
333
198
282
251
220
202
219
306
228
333
F2
1627
1798
1476
1772
1298
1747
1619
1438
1720
1251
F3
2596
2667
2199
3129
2340
2484
2514
2257
2563
2226
F4
3966
4040
3588
4471
3774
3794
3933
3866
3573
3711
91
PIN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,317
0,237
0,381
0,367
0,252
0,353
0,286
0,333
0,217
0,300
Nasal
0,132
0,111
0,159
0,182
0,130
0,198
0,092
0,095
0,085
0,170
F1
343
262
284
344
192
207
237
336
212
347
F2
1709
1849
1772
1729
1306
1642
1501
1668
1850
1152
F3
2930
2600
2260
3216
2486
2634
2377
2789
2670
2529
F4
3869
4239
4106
4747
3815
4031
3709
3997
3184
3748
SKIM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,534
0,517
0,592
0,566
0,410
0,503
0,482
0,591
0,482
0,538
Nasal
0,120
0,122
0,187
0,125
0,105
0,132
0,101
0,133
0,075
0,103
F1
352
204
288
271
224
215
240
309
221
337
F2
1267
1640
1551
1594
1218
1865
1737
1593
1897
1196
F3
2379
2560
2172
3072
2390
2767
2601
2906
2790
2548
F4
3715
4004
3581
4315
3848
3839
4134
4050
3765
4111
SKIN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,545
0,493
0,553
0,545
0,454
0,502
0,503
0,574
0,434
0,490
Nasal
0,107
0,127
0,154
0,128
0,099
0,121
0,115
0,101
0,082
0,116
F1
322
254
282
339
232
208
285
360
251
338
F2
1169
1975
1757
1783
1368
1377
1722
1934
1922
1184
F3
2477
2976
2507
2826
2386
2576
2415
2941
2780
2572
F4
3733
4412
4020
4371
3787
3720
3852
4545
3804
3993
92
TIM
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,336
0,301
0,422
0,332
0,289
0,325
0,278
0,431
0,233
0,347
Nasal
0,117
0,130
0,149
0,130
0,104
0,128
0,100
0,126
0,074
0,129
F1
346
264
290
300
237
208
273
296
203
349
F2
1283
1619
1908
1802
1625
1564
1865
1492
1741
1574
F3
2387
2508
2216
3251
2344
2418
2643
2769
3026
2425
F4
3737
3840
3598
4549
3835
4182
4049
4080
3312
3972
TIN
BA
BR
C
CA
D
G
H
L
R
V
Palavra
0,322
0,318
0,407
0,358
0,310
0,322
0,264
0,417
0,217
0,336
Nasal
0,107
0,123
0,117
0,144
0,116
0,124
0,082
0,113
0,086
0,148
F1
349
231
285
331
201
234
310
337
252
340
F2
1379
1813
1881
1776
1337
1859
1743
1909
2096
1206
F3
2380
2519
2723
3184
2458
2762
2953
2980
3071
2532
F4
3510
3890
4376
5012
3692
3926
4188
4486
4301
3976
93
APÊNDICE 5
ESPECTROGRAMAS - AMOSTRAS
1. Falante Nativo (B) ( ) – Palavra Alvo: CAM
2. Falante Nativo (B) ( ) – Palavra Alvo: CAN
94
3. Informante Aluna (BA) ( ) – Palavra Alvo: CAM
Produção similar à de falante nativo
4. Informante Aluna (BA) ( ) – Palavra Alvo: CAN
Produção similar à de falante nativo
95
5. Falante Nativo (M) ( ) – Palavra Alvo: PIM
6. Falante Nativo (M) ( ) – Palavra Alvo: PIN
96
7. Informante Aluno (CA) ( ) – Palavra Alvo: PIM
Produção não correspondente à de falante nativo
8. Informante Aluno (CA) ( ) – Palavra Alvo: PIN
Produção não correspondente à de falante nativo
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1. INTRODUÇÃO No processo de aquisição de uma língua como